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ANESTESIOLOGIA PAULO CORDEIRO MANEJO DE V.A. 2020 MANEJO DE VIAS AÉREAS A anatomia é importante para saber como atuar no manejo das vias aéreas, composta por: • Língua; • Palato duro; • Palato mole; • Amigdala; • Epiglote; • Prega bocal; • Traqueia; • Valécula onde coloca o larisgoscopio, deixando os palatos livres E pelo corte sargital é possível visualizar : • Coanas; • Base da língua; • Úvula; • Epiglote; • Traqueia posterior. Sabendo a anatomia é possível saber a forma correta de inserir o laringoscópio e o tubo orotraqueal, isto é será observado: • Lamina curva, posicionada antes da epiglote, • Lamina reta atinge a epiglote. • As cordas vocais fechadas (paciente tenso), abertas (paciente relaxado) A traqueia vai da cricoide até a carina, sendo um tubo cartilaginoso, com o brônquio direito mais angulado que o esquerdo. AVALIAÇÃO DAS VIAS AÉREAS Anamnese: direcionada. Procurar sinais e sintomas que são sugestivos de anormalidades, como rouquidão e respiração curta. Informações como cirurgias prévias, trauma de via aérea. Experiências anestésicas anteriores. Exame físico: avaliar a presença de : 1. Micrognatismo : Fenda palatina ou palato longo ou arqueado 2. Dentes protusos, frouxos, próteses dentárias, pacientes “1001” tornam a intubação difícil 3. Barba atrapalha na ventilação com máscara principalmente, porque deixa vazar o ar. 4. Abertura da boca - para uma boa intubação, deve ter abertura de boca mínima de 3 dedos e avaliar o estado geral da dentição do paciente e também o tamanho da língua (macroglossia). 5. Mobilidade da coluna cervical 6. Nariz: se há desvio de septo (porque vai dificuldade na passagem do tubo) se tem ventilação adequada (se tiver obstrução nasal, vai dificultar a ventilação com máscara – porque precisa deixar a boca fechada e o único local de passagem do ar, deve ser o nariz) 7. Pescoço: avaliar a distância tireomentoniana – deve ter no mínimo 3-4 dedos (que equivale a 6 cm). Distância esterno-mento de 12 cm. 1806 1829 1832 1838 1844 1854 1852 1897 1910 Bozzini espéculo e um espelho refletor Babington Glotoscópio Bennatti espéculo de dois tubos. Baumes espelho talhado na moeda. Avery espelho frontal + espelho na ponta. espelho. Avery espelho frontal que no seu extremo tem outro espelho. Manuel Garcia espelho laríngeo (laringoscopia indireta) La ri n go sc o p ia d ir e ta primeiras infor. sobre a La. direta (sem espelho) Killian La. à luz elétrica. Burnings e Jackson difundiram. Chavalier- Jackson pai da laringoscopia l l l l l l l l l l DENTES: Nos pacientes com dentes incisivos longos, a lâmina do laringoscópio tende a entrar em direção cefálica, dificultando a laringoscopia. PALATO: A conformação do palato não deve ser excessivamente estreita ou ogival. Um palato estreito reduz o volume da orofaringe (menos espaço para lâmina e tubo traqueal). Articulação têmporo-mandibular: Em perfil, fazer uma protusão voluntária da mandíbula. Os dentes mandibulares devem ultrapassar a linha dos dentes maxilares. Esta manobra indica o quanto de deslocamento anterior da mandíbula seria possível durante a laringoscopia. • Mobilidade: O movimento ideal de flexão do pescoço sobre o tórax é de 35° e o de extensão da cabeça sobre o pescoço de 80°. Esse grau de flexão determina a capacidade em assumir a posição olfativa. • O comprimento e largura do pescoço são avaliações subjetivas. O pescoço curto ou “grosso” dificulta o alinhamento dos eixos durante a laringoscopia. avaliar também o desvio da traquéia ou presença de cicatriz (queimadura, radioterapia ou cir. anterior) no pescoço e também para localizar a membrana cricotireóidea. Distância tireo-mentoniana: a distância do mento à borda superior da cartilagem tireóide. Se com a cabeça do paciente totalmente estendida, a distância tireo-mentoniana for menor que 6,0 cm provavelmente a intubação será mais trabalhosa, uma vez que nesta situação, a laringe se encontra mais anteriorizada, o que dificulta sua visualização. Palpação do espaço mandibular para verificar sua complacência. Avaliação pré anestésica das VA, parâmetros e achados não desejáveis (adaptada de Praticeguidelines for themanangemetofthedifficultairway, 2013 ) PARÂMETROS ACHADOS NÃO DESEJÁVEIS Comprimento dos incisivos superior Relativamente longos Relação entre incisivos maxilares durante o fechamento normal da mandíbula Arcada superior protusa(incisivos maxilares anteriores aos mandibulares) Relação entre incisivos maxilares e mandibulares durante protusão voluntária da mandíbula Os incisivos mandibulares não ultrapassem os incisivos maxilares Distância inter-incisivos Menor que 3 cm Visibilidade da úvula Não visível quando a língua é protraída com o paciente sentado ex: mallampati de 3 e 4 Conformação do palato Excessivamente arqueado ou muito estreito Complacência do espaço mandibular Endurecido, ocupado por massa, ou não elástico Distância tireo-mentoniana Menor que 6cm ouo largura de 3 dedos médios Comprimento do pescoço Curto Largura do pescoço Grosso Mobilidade da cabeça e pescoço Limitação da extensão da cabeça ou flexão do pescoço. ÍNDICE DE MALLAMPATI • Classe I – Palato mole, úvula e pilares visíveis • Classe II – Palato mole e úvula visíveis • Classe III – palato mole e base da úvula visíveis • Classe IV – palato mole totalmente não visível • Classe ZERO – visualizo qualquer parte da epiglote, a incidência é de 1,18% visualizando apenas em mulheres. OBS: nas crianças observar o tamanho das amigdalas que, se aumentadas (grau III/IV) pode dificultar a introdução da cânula de Guedel. ESCALA DE CORMARK E LEHANE • Grau I: vejo toda abertura da laringe • Grau II: vejo somente a comissura posterior • Grau III: vejo somente a epiglote • Grau IV: vejo somente o palato mole. É até difícil entubar com o Bougie. Nas situações eletivas eu consigo fazer uma avaliação minuciosa, planejar precocemente a anestesia. Já numa emergência não é necessário. Algoritmo: TÉCNICAS DE MANUTENÇÃO DAS VIAS AÉREAS 1. Elevação do mento – realizar manobra de Chin Lift (posição olfativa). Paciente politraumatizado não posso fazer essa manobra pelo risco de ter acometimento cervical, e acabar completando uma lesão de medula. Faz jaw trust, tração da mandíbula sem extensão da cabeça. 2. Cânula orofaríngea: ela é colocada ao contrário, até tocar o palato duro→vira a cânula→ palato mole e vai deslizando a língua→ insufla. O tamanho adequado é da rima labial até o lobo da orelha. Serve para evitar queda da base da língua. 3. Cânula nasofaríngea: precisa ter dois cm a mais do que a orofaríngea. Precisa estar bem lubrificada para não lesionar a mucosa do paciente. Deve entrar reto no nariz (e não fazer a curvatura “natural”). Também serve para segurar a base da língua. 4. Combitube tubo que é duplo, mas pode ir para a traqueia e também para o esôfago. Escolho uma das vias e ventilo o paciente →se tiver na traqueia, vedo o outro orifício. Mas caso esteja no esôfago, veda e ventila pelo outro, que está na traqueia. 5. Cricotireostomia: 2-3º anel traqueal é o ideal. Obs após intubar deve sempre auscultar ! VIA AÉREA DEFINITIVA é a Intubação orotraqueal, cricotireostomia. • Indicações: pacientes submetidos à anestesia geral; paciente crítico por doença multissistêmica ou injuria; PCR;falha em proteger a via aérea de aspiração; oxigenação ou ventilação inadequada; obstrução existente ou previsível (ex. fratura de mandíbula, paciente que aspirou chamas); Glasgow <9. • Contra-indicações: paciente com transecção parcial da traqueia, pois a IOT pode causar transecção completa; injúria instável de coluna cervical (relativa) IOT em estabilização em linha da coluna cervical se faz obrigatória neste caso. Necessidade de ventilação: apneia, movimento respiratório inadequado, TCE grave com paciente em hiperventilação. • Quando ventila: paciente em apneia,hiperventilação ex: TCE • Tipos: entubação orotraqueal, nasotraqueal e cricotireoidostomia cirúrgica. 3 2 1 LARINGOSCOPIA Dificuldade desconhecida Chamar ajuda Ventila Não ventila oxigênio Dispositivos extragloticos LARINGOSCOPIA Já sabe que é uma intubação difícil Chamar ajuda BODERLINE SEVERE Ventila Pcte coopera Intubação acordado Pcte não coopera Intubação com fibroscopia e anestesia cirurgia Após 3/4 tentativa de LARINGOSCOPIA Intubou Não Intubou Mascara ventilatória cirurgia Ventilação sem sucesso Mascara laríngea Intubou Cirurgia imediata Ventilação sem sucesso Acesso traqueal cricostomia Cirurgia imediata ELETIVA Preparo: 1. Pré-oxigenação 2. Monitorização com oximetria de pulso e capnografia 3. Medicação: analgesia, hipnose e relaxamento muscular (qualquer bloqueador neuromuscular – vai depender das condições clinicas do paciente) 4. A cabeça do paciente deve estar ao nível do apêndice xifoide do anestesiologista 5. No adulto deve-se utilizar coxim sob occipital (e não no pescoço) 6. Posição olfativa(chin linft): para aproximar os eixos + colocar coxim. Após introduzir, devo primeiro ausculta o estômago, depois os ápices pulmonares (D-E) para ver se teve intubação seletiva. EMERGÊNCIA Como reconhecer o problema? a) Olhe: agitação, torpor, cianose, tiragem (dificuldade respiratória) b) Escute: roncos, ruídos, estridor e gorgolejo( parece que está afogando em algum liquido ) c) Palpe: traqueia em posição anatômica (dependendo do tipo de trauma também) TÉCNICA DE INTUBAÇÃO EM SEQUÊNCIA RÁPIDA: NA EMERGENCIA NÃO VENTILA !! 1. Preparar material para via aérea cirúrgica (crico) 2. Pré-oxigenação com O2 100% (não é ventilar!) 3. Comprimir cartilagem cricoide contra o esôfago (manobra de Selick) fazer ate insuflar o balão. Impede o regurgitamento. 4. Ate 6 min de apneia é normal 5. Insuflar o balão e confirmar posição com ausculta (ausculta epigástrica→ ápices pulmonares→ base pulmonar). Interromper a manobra de Selick 6. Succinilcolina 1-2 mg/kg EV (pode ser feito ate 2 vezes pois libera potássio podendo desencadear uma ASP, principalmente em idosos e cardiopatas) 7. Obtido relaxamento → intubar o paciente 8. Ventilar NOVAS ESTRATEGIAS • LÂMINA ARTICULADA Ajuda para levantar a epiglote sendo muito útil no mallanphati 3 • MASCARAS LARIGEA • ESTILETE ÓPTICOS • BOUGIE • FIBROSCOPIA ÓPTICA padrão-ouro, porém é muito caro. Feito de nylon 2x o tamanho do tubo Técnica de “sildegon”