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Deflexão em vigas e eixos A deflexão de uma viga ou um eixo deve ser limitada para que se forneça estabilidade; e no caso específico de vigas para se prevenir a formação de trincas ou ruptura de materiais frágeis. Adicionalmente o cálculo do deslocamento de uma viga – comumente chamado de flecha – e a determinação do ângulo de rotação da viga – comumente chamado de giro - são procedimentos imprescindíveis para se encontrar as reações de estruturas estaticamente indeterminadas. Antes de se encontrar a flecha e deflexão, é importante fazer um esboço da forma deformada da viga, que é representada pela linha elástica. Linha Elástica Este esboço da linha elástica procura representar o comportamento da viga em relação aos seus carregamentos e apoios. De maneira geral a linha elástica tende a seguir a orientação dada pelo diagrama de momento fletor. Um momento positivo tende a fazer a concavidade da viga ficar virada para cima; enquanto que um momento negativo tende a fazer a concavidade ficar virada para baixo. Será considerada uma viga sob um carregamento simples no slide a seguir. Linha Elástica Devido aos apoios, a flecha nestes locais vale zero. Dentro da região de momento negativo AC a concavidade da curva deve ser para baixo. O ponto de inflexão – o local de momento fletor zero – marca o ponto de alteração da direção da concavidade. A partir do ponto C – região de momento positivo – a concavidade da linha elástica aponta para cima. Nota-se também que os deslocamentos Δ e Δ são especialmente críticos. No ponto E o giro da curva elástica é zero, e A E a flecha da viga pode ser máxima. Se Δ ou Δ é maior dependerá da intensidade das forças e das distâncias. A E Linha Elástica Observando os mesmos princípios ilustrados no slide anterior, pode-se construir um esboço da linha elástica desta viga engastada. Lembre-se de quê o engaste é um tipo de apoio que possui três reações: duas forças e um momento. Momento é o tipo de reação que impede o giro, e por isso a rotação no engaste é zero. Linha Elástica Antes de se obter a rotação e a flecha em qualquer ponto da linha elástica, é necessário relacionar o momento interno ao raio de curvatura ρ da linha elástica. Para tal, considera-se a figura mostrada do qual retira-se um elemento diferencial dx localizado a uma distância x da origem. Relação Momento - Curvatura Deve-se “localizar” a coordenada y exatamente sobre o eixo neutro, e posicionar sua origem ali. A partir do eixo neutro, mede-se os comprimentos deformados ds’ através de sua localização y. Ao se deduzir a equação da flexão encontrou-se uma relação entre a deformação, a localização y e o raio de curvatura ρ. Considerando que trabalha-se na região linear elástica, as seguintes relações são válidas: Pode-se obter: Relação Momento - Curvatura ρ – raio da curvatura no ponto da linha elástica (1/ρ é chamado de ρ é chamado de curvatura); M – esforço interno de flexão no ponto considerado; E – Módulo de elasticidade do material; I – Momento de inércia em relação ao eixo neutro. O sinal de ρ depende da direção do momento. Quando M for positivo, ρ fica acima da viga; quando M for negativo, ρ fica abaixo da viga. Relação Momento - Curvatura A equação da linha elástica será definida pelas coordenadas v e x. Assim para que se possa escrever a flecha v = f(x) deve-se representar a curvatura (1/ρ é chamado de ρ) em termos de v e de x. Toma- se a definição do cálculo para que se possa escrever: Junto com a equação apresentada no slide anterior obtém-se: Método da Integração Exceto por alguns casos específicos de geometria simplificada, esta equação é de difícil resolução. Ela representa uma equação diferencial não-linear de segunda ordem. Felizmente a equação pode ser simplificada. Como trabalha-se com pequenas deformações o resultado imediato é que a rotação será muito pequena. O termo que fornece a rotação é dado por dv/dx; e o quadrado deste termo é completamente negligenciável quando comparável à unidade. Desta maneira a curvatura pode ser reescrita como: Método da Integração Esta mesma equação ainda pode ser apresentada de outras duas formas. Caso aplique-se a derivada de ambos os lados em relação a x, sabe-se que V = dM/dx: Com uma segunda derivação e sabendo-se que w = dV/dx: Método da Integração - Note que o termo EI aparece em diversos lugares. Este produto do módulo de elasticidade pelo segundo momento de área de inércia é chamado de rigidez à flexão. Na grande maioria dos casos este produto é constante ao longo do comprimento da viga. Assim, pode-se reescrever o conjunto das três equações: Método da Integração - A solução de qualquer uma das equações apresentadas necessita de integrações sucessivas para se obter v. Para cada integral é necessário introduzir a constante de integração e resolver a equação para todas as constantes para se obter a solução de um problema particular. Por exemplo, se o carregamento w é dado como uma função de x será necessário determinar quatro constantes de integração. Entretanto é mais fácil trabalhar com o momento fletor M como uma função de x e ter que determinar somente duas constantes de integração. Condições de Contorno Na grande maioria das vezes as constantes de integração podem ser determinadas somente com o uso das condições de contorno, conforme mostradas abaixo. Condições de Contorno Porém como nem tudo na vida é simples, sabe-se que normalmente existem várias equações pra definir o momento fletor de uma viga – cada uma definida num intervalo distinto do domínio, de maneira que a união de todas as equações fornece o comportamento completo do momento fletor. Para a viga mostrada teríamos três equações. Quando cada uma das equações de momento fletor fosse integrada duas vezes, seriam produzidas duas constantes de integração em cada – totalizando seis constantes de integração. Como não é possível determinar o valor das seis constantes somente através das condições de contorno, são necessárias as condições de continuidade. Por exemplo uma vez que as funções para a rotação e deflexão forem determinadas, elas devem fornecer o mesmo valor na posição B – pois a linha elástica deve ser contínua. Condições de Continuidade Podemos expressar as condições de continuidade de rotação e flexão como: Assim pode-se determinar todas as constantes de integração do sistema. Condições de Continuidade Considera-se a deflexão v como positiva quando ela apontar para cima. Da mesma maneira a rotação positiva é medida no sentido anti-horário. Convenção de Sinais Exemplo 1.1 Para a viga mostrada determine as equações da linha elástica. Considere que a rigidez à flexão EI é constante. Exemplo 1.1 Exemplo 1.1 Exemplo 1.1 Exemplo 1.1 Exemplo 1.2 A viga engastada está sujeita a uma carga P na sua extremidade. Determine a equação da linha elástica. Considere EI constante. Exemplo 1.2 Exemplo 1.2 Exemplo 1.2 Exemplo 1.3 Considere a viga mostrada. Determine (i) o local e magnitude da máxima deflexão e (ii) o local e magnitude da máxima rotação. Considere EI constante. Exemplo 1.3 Exemplo 1.3 Exemplo 1.3 Exemplo 1.3 Exemplo 1.3 Exemplo 1.4 Considere a viga mostrada. Determine (i) o local e magnitude da máxima deflexão e (ii) o local e magnitude da máxima rotação. Considere EI constante. Exemplo 1.4 Exemplo 1.4 Exemplo 1.4 Exemplo 1.4 Exemplo 1.4