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MATERIAL DIDÁTICO PRÁTICAS DE GESTÃO ESTRATÉGICA E MARKETING U N I V E R S I DA D E CANDIDO MENDES CREDENCIADA JUNTO AO MEC PELA PORTARIA Nº 1.282 DO DIA 26/10/2010 Impressão e Editoração 0800 283 8380 www.ucamprominas.com.br Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 2 SUMÁRIO UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 3 UNIDADE 2 - EVOLUÇÃO, HISTÓRIA E OBJETIVOS DO MARKETING .................................................................. 5 UNIDADE 3 - A FORMAÇÃO DOS GESTORES DE MARKETING ............................................................................ 9 UNIDADE 4 - ÁREAS DE ATUAÇÃO DO GESTOR DE MARKETING ...................................................................... 13 UNIDADE 5 - AS ESTRATÉGIAS PARA MARKETING ........................................................................................... 18 UNIDADE 6 - ALGUNS FOCOS ESPECÍFICOS: TERCEIRA IDADE, AGRONEGÓCIO, SAÚDE E EDUCAÇÃO .............. 40 REFERÊNCIAS .................................................................................................................................................. 55 Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 3 UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO Observamos ao longo dos anos a expansão de alguns setores específicos, sua decadência e ascensão de outros. Essa dinâmica pode ser explicada pela visão míope que alguns empresários têm dos seus negócios e mais precisamente em relação ao marketing. Embora redigido há mais de três décadas, continua atualíssimo o artigo de Theodore Levitt (1972), intitulado Miopia em Marketing, o qual apresenta e analisa inúmeras organizações que passaram pelo ciclo citado acima, como por exemplo, as estradas de ferro norte-americanas que seus empresários acreditavam nunca iriam morrer, mesmo com o nascimento da indústria dos veículos automotores. Segundo Levitt (1972), a razão para o desenvolvimento ser ameaçado, retardado ou detido não é porque o mercado está saturado, mas sim, porque as organizações não se preocupam com o cliente, com o marketing, voltando-se essencialmente para as vendas, o que vem confirmar a confusão feita por parte da alta administração. Reafirmando, essencial não é pensar que o marketing deve estar voltado para as vendas, ou seja, converter bens em dinheiro, mas sim fazer o caminho inverso, preocupar primeiramente com as necessidades do cliente e, partindo delas, converter em objeto físico ou satisfação e não impor ao cliente o seu produto. Nesse sentido, para colaborar com o caminho que as organizações precisam seguir, encontramos a gestão estratégica de marketing como fator essencial para elevar as organizações ao topo e sua manutenção. Considerando essas afirmações, pode-se dizer que em termos de consistência, o relacionamento é um fator importante, uma boa comunicação pode não só ganhar, como conquistar novos clientes. Saber fazer uma divulgação adequada é muito importante, pois assim, não se corre o risco de espalhar muita coisa e acertar um pequeno alvo. Perceber a importância do marketing, da satisfação dos clientes como objetivo final e analisar o ambiente de uma organização para implantação são os Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 4 passos fundamentais para a organização que queira se manter nesse mercado competitivo. Nesse sentido, a apostila Práticas de Gestão Estratégica e Marketing tem o objetivo de apresentar as novas tendências do marketing, e para que se cumpra, faremos uma breve retrospectiva histórica do surgimento do marketing, analisaremos a questão da formação dos gestores, as áreas onde irão atuar e por fim, as estratégias nos diversos segmentos, desde os clientes externos aos internos. Esperamos que todos leiam os tópicos com atenção e criticidade e pesquisem sempre, pois no setor de marketing as novidades surgem a todo o momento. Ressaltamos que esta apostila se trata de uma compilação, e para colaborar, ao final dela disponibilizamos diversas referências bibliográficas para complementar os estudos e sanar possíveis lacunas. Boa leitura a todos! Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 5 UNIDADE 2 - EVOLUÇÃO, HISTÓRIA E OBJETIVOS DO MARKETING 2.1 A evolução do marketing De acordo com Kotler (2000), a história do Marketing é recente e seu verdadeiro desenvolvimento teve início apenas a partir da década de 60 e 70, quando as empresas norte-americanas, conscientes do crescimento cada vez mais acentuado “das pressões sociais e empresariais” e percebendo as limitações do modelo fordista de produção (acentuadas pela recuperação europeia e japonesa no período Pós-Segunda Guerra Mundial), sentiram-se impelidas a desenvolver uma metodologia a qual as tornasse mais dinâmicas frente às demais. Mesmo assim, a atual percepção do Marketing tal como sendo, segundo Kotler (2000, p. 30), “um processo social e gerencial através do qual pessoas e grupos obtêm aquilo que necessitam e o que desejam através da criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”, é algo que somente ganhou corpo a partir da década de 80. Segundo Chiavenatto (1994, p. 57-60), antes da preponderância do atual momento histórico, a denominada Era do Marketing, a indústria passou por dois estágios anteriores, alcunhados de Era da Produção, em que se acreditava que era graças ao desenvolvimento do modelo fordista de produção, aliado às teorizações de Frederick W. Taylor e Henri Fayol, que se os produtos tivessem preços baixos o suficiente, eles seriam comprados, e Era das Vendas, no qual as empresas tentavam vender os produtos que haviam criado através do aprimoramento de suas técnicas de venda. Para Tavares (2003, p.125), o grande passo em prol da construção da atual percepção do Marketing teria sido dado em 1972, quando Al Ries, conjuntamente com Jack Trout, publicou um artigo na revista Advertising Age, intitulado Positioning Era, que destacava a importância do conceito de posicionamento como a base do pensamento estratégico. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 6 O conceito de posicionamento levou à percepção de que seria muito mais proveitoso para todas as organizações desenvolverem produtos dotados de algum diferencial competitivo marcante na mente de poucos consumidores (nicho de mercado) do que simplesmente comercializarem os seus bens e/ou serviços pelo menor preço possível, tal como se fossem commodities, para as grandes massas. Assim, segundo Juran (1992) e Grove (1997), o foco, anteriormente situado no produto, desloca-se para o comprador, fazendo inclusive com que as empresas deixassem depraticar somente políticas internas de aumento da produtividade e passassem também a enfocar o controle da qualidade, em prol da conquista efetiva dos seus consumidores. As contribuições de Al Ries e Jack Trout apud Tavares (2003) foram posteriormente aprimoradas por Michael Poter, para quem o sucesso de uma empresa estaria na conquista de uma posição “na qual a empresa possua uma condição tão diferenciada, que é bastante difícil copiá-la”, tornando o conceito de posicionamento imprescindível para a elaboração de qualquer estratégia de sucesso de marketing. Cooper (2001, p. 382) defende que a prova maior do sucesso do marketing, enquanto ciência que visaria a desenvolver uma imagem, uma percepção, um posicionamento, na mente dos seus consumidores, seria a de que, na atualidade, “as organizações que utilizam o marketing não se limitam a empresas comerciais”, uma vez que as técnicas de marketing estão sendo paulatinamente incorporadas por outras instituições públicas, chegando até mesmo a ser adotada por alguns gestores urbanos, dentro daquilo que se costumou denominar de city-marketing. Retrospectivamente, podemos considerar que o marketing passou por cinco gerações: Na primeira, correspondendo ao período de 1950/1960, encontram-se nas empresas algumas ferramentas de marketing, como propaganda, promoções de venda, vendas pessoais e distribuição, mas não estão organizadas em área específica; Numa segunda geração, correspondendo aos anos de 1970, passou a ter um espaço nos organogramas, principalmente pela maior competitividade; Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 7 Na terceira geração, com a descoberta da importância do marketing em todas as áreas, no início dos anos 80; Na quarta geração, considerada a partir da metade dos anos 90, as empresas descobrem a importância da imagem que o mercado tem delas; Na quinta geração, a atual, ocorre a desmassificação do mercado e sobressai a importância do computador, principalmente pela possibilidade de armazenagem de informações sobre o consumidor num banco de dados. Com essa evolução, passou a ser de vital importância as organizações, para determinar as necessidades e desejos dos clientes e adaptar-se para promover a satisfação desses desejos como forma de alcançar os objetivos da organização. 2.2 Os objetivos do Marketing: reter em vez de conquistar De acordo com as breves definições de marketing abaixo, podemos encarar seu objetivo maior. Segundo Kotler e Armstrong (1998, p. 03), “Marketing é o processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtém aquilo que desejam e de que necessitam, criando e procurando valores uns com os outros”. Para Ducker (1983, p. 47), “Marketing é o negócio inteiro olhado do ponto de vista de seus resultados finais, isto é, do ponto de vista do consumidor. Assim, a preocupação e a responsabilidade pelo Marketing devem penetrar em todos os setores da empresa”. Assim, temos que: O objetivo do marketing de relacionamento é a retenção de clientes. Relacionamentos são construídos sobre familiaridade e conhecimento. A empresa do futuro restabelecerá relacionamentos ‘pessoais’ com clientes por intermédio de bancos de dados detalhados e interativos. O desafio é definir rapidamente os bancos de dados exigidos, e daí agir sobre eles para restaurar relacionamentos pessoais em marketing (VAVRA, 1993, p.45). Os melhoramentos na indústria de computadores proporcionaram exatamente o que as empresas necessitavam para manter pista de seus clientes. Os Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 8 desenvolvimentos atuais e futuros do computador, quando dirigidos a manutenção de banco de dados de clientes farão para o marketing o que a máquina a vapor fez para a produção. A tecnologia de microcomputadores de hoje coloca a capacidade de banco de dados nas mesas de todas as empresas. No fundo, algumas das menores empresas tem sido as primeiras a utilizar esse poder. Tome por exemplo os sistemas de controle de estoque e faturamento de uma loja de vídeo local, não apenas um banco de dados de clientes pode estar disponível em um processador, mas, virtualmente, qualquer exigência complementar de dados também pode estar disponível. Dessa forma, a empresa de hoje que implementa suas estratégias de marketing com um banco de dados central de informações está em posição para continuar de onde um “vendeiro” de armazéns varejistas dos anos 30 começou. Os relacionamentos pessoais com clientes não são apenas novamente possíveis, mas, tornar-se-ão a face do marketing atual. Atualmente, segundo Vidoto e Vey (2005, p.61), é mais fácil armazenar as informações sobre seus clientes, mas o sucesso das empresas dependerá não somente da extensão das informações, como também da forma que usarão as informações coletadas. As empresas que vendem itens de grande valor têm maior facilidade para adaptar-se ao novo modelo de marketing, mas as empresas que vendem bens de pequeno valor, como bens de consumo, encontram maior dificuldade para estabelecer este relacionamento interativo com seus clientes. Os mesmos autores citados anteriormente, ressaltam que a ideia de usar o marketing direto com o cliente é de reduzir os intermediários nas negociações, pois dessa forma o retorno da informação sobre o produto chegaria com maior facilidade ao fabricante, tanto as reclamações, como as sugestões sobre produtos ou demais serviços associados chegariam diretamente ao fabricante, agilizando o processo no caso de necessidade de correção de algumas ações. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 9 UNIDADE 3 - A FORMAÇÃO DOS GESTORES DE MARKETING De acordo com Kotler (2000), o marketing é visto como a tarefa de criar, promover e oferecer bens e serviços a clientes, sejam estes pessoas físicas ou jurídicas, porém o marketing e o profissional de marketing envolvem-se com uma gama de tarefas ainda maior. Os profissionais de marketing possuem técnicas para estimular a demanda pelos produtos de uma organização. Porém, analisar o escopo de marketing só por essa atividade se torna superficial. Em realidade, os profissionais de marketing são responsáveis pela gestão da demanda, e os gerentes de marketing procuram influenciar dentre outras coisas o nível, a velocidade e a composição da demanda para alcançar os objetivos da organização. Para Costa e Silva (2005) o profissional de marketing precisa tomar várias decisões, desde que produto vender, que preços praticar e até que tipo de embalagem utilizar. Dado a crescente importância do marketing, este deixou de ser um departamento isolado na organização para se tornar presente em todas as áreas da empresa e se tornar cada vez mais fundamental para sua sobrevivência. Segundo os mesmos autores citados anteriormente, podemos, no entanto, classificar como profissional de marketing todo aquele que busca uma resposta (atenção, voto, compra, doação, engajamento) de outrem. Se duas pessoas estão tentando vender uma coisa para outra, as duas podem ser consideradas como profissionais de marketing. Os profissionais de marketing precisam compreender as necessidades dos mercados-alvo, encantá-los e fidelizá-los, produzindo um efeito multiplicador de grande importância para a sobrevivência e crescimento da organização. ParaFerrel et al (2000), o desafio do profissional de marketing é, portanto, mostrar que está apto para orientar as empresas a construírem relacionamentos em redes de mercado de trocas. A dinâmica e a flexibilidade exigida nas relações associadas ao caráter mutável dos ambientes fazem com que os conhecimentos sobre como operar em redes de troca, associado às atitudes orientadas para a Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 10 aprendizagem contínua, às habilidades necessárias para aprender e à capacidade para atuar com autonomia e flexibilidade, constituam-se nos elementos-chave da competência desse profissional. 3.1. O papel do conhecimento de marketing na geração de vantagem competitiva De acordo com Ferrel et al (2000, p. 20), cada vez mais as empresas estão compreendendo a importância do marketing em suas ações cotidianas. O marketing saiu do isolamento de um único departamento para se integrar ao ambiente de crescente competitividade entre as empresas que passaram a competir não só com seus vizinhos mais próximos, mas com todo o mercado global. Tal situação obriga as empresas a repensarem suas maneiras de encarar e de agir no mercado, a buscar melhores estratégias de atuação e a de se envolverem com o cliente de forma mais profunda e consistente com o explícito propósito de manter com ele um relacionamento duradouro e proveitoso para ambos. Segundo Kotler (2000), o marketing constitui-se numa fonte de aprendizagem ao se apresentar em um jogo empírico, pela qual, tomam-se decisões, observam-se os resultados, aprende-se com eles e, depois, tomam-se decisões melhores. Tendo em vista que a aprendizagem é a principal fonte de vantagem competitiva sustentável e que o marketing trata da manutenção e do desenvolvimento das relações de troca, os profissionais da área contribuem para a sustentação desta vantagem da empresa ao aprender, aplicando seus conhecimentos, habilidades e atitudes, no sentido de orientar as organizações para os clientes, realizar os objetivos estratégicos e alcançar os resultados esperados pela organização. Para Costa e Silva (2005), o desafio do profissional de marketing é antever às necessidades do cliente e satisfazê-las completamente, mostrando para isso que ele está apto a orientar as organizações, a construírem relacionamentos em redes de mercado de trocas, associados a atitudes orientadas para a aprendizagem contínua, bem como a capacidade de atuar com autonomia e flexibilidade. São esses os elementos-chave da competência do profissional de marketing. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 11 3.2. As competências de marketing A relação entre atitudes, valores e conhecimento é essencial para o profissional de marketing desenvolver as suas competências e alcançar o sucesso profissional. Dutra apud Molina et al (2001) diz que o profissional deve aplicar seus conhecimentos, habilidade e atitudes, gerando resultados dentro dos objetivos estratégicos da organização, e que deve fazê-lo aprendendo com a tomada de decisões. O conhecimento, não somente na área de marketing, mas principalmente sobre negócios como um todo, pode possibilitar o atendimento das necessidades de parceiros e contribuir para o resultado conjunto, proporcionando retorno para todos. São características pessoais importantes aos profissionais de marketing: Possuir espírito criativo e inovador; Ter aptidão para assumir riscos; Ser paciente quando necessário; Ser atualizado sempre sobre eventos e acontecimentos; Ter a capacidade de resolver e analisar problemas, dentre outras. Juntando-se a este perfil, existem também as habilidades e os conhecimentos técnicos necessários, a saber: Conhecer profundamente os conceitos e as funções de marketing; Ter conhecimento em técnicas e métodos de pesquisa; Saber colocar em pratica gerências de planejamento, organização e direcionamento de projetos e planos; Ter conhecimento básico sobre promoção de vendas, propaganda e relações públicas, entre outros. Nem sempre é possível juntar todas essas qualidades numa só pessoa, mas há meios através de experiências e treinamento, de suprir as possíveis deficiências. E, também, deve-ve levar em conta que o grau de conhecimento e habilidade exigidos varia de organização para organização. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 12 Pode-se perceber ainda que, segundo Costa e Silva (2005, p.899), nas atividades de marketing, caracteriza-se como uma importante competência para seus profissionais: a identificação do mercado alvo; a definição do potencial deste mercado e o posicionamento da empresa para obter vantagem competitiva. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 13 UNIDADE 4 - ÁREAS DE ATUAÇÃO DO GESTOR DE MARKETING Segundo os conceitos clássicos que conhecemos advindos de Henri Fayol, ao administrador, cabe: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar os negócios. E ao gestor de marketing? No caso do marketing, somem-se a essas cinco atividades, o planejamento, porque depois de prever, o gerente de marketing precisa planejar a ação a ser desenvolvida. Vamos analisar cada uma delas pela ótica de Manzo (2005): Prever significa “perscrutar o futuro”, antever os acontecimentos para antecipar-se a eles. Planejar quer dizer fazer planos para enfrentar as situações levantadas pela previsão. É a capacidade de tomar decisões acertadas. É a escolha dos meios para atingir os objetivos de Marketing da empresa e saber avaliar a importância de cada um deles. De acordo com Manzo (2005), para que o objetivo de Marketing seja atingido (obter satisfatório volume de vendas a custo razoável), o gerente de marketing tem vários caminhos, podendo ser mais ou menos onerosos, e seu sucesso dependerá muito da habilidade em selecionar e combinar as coisas certas, nas proporções exatas, para atingir um desejável volume de vendas a baixo custo operacional. Segundo Manzo (2005), alguns desses meios são a propaganda, o esforço dos vendedores e a organização interna do setor de vendas. Vários tipos de equipe de vendas podem ser usados. Um fabricante pode utilizar sua própria loja de varejo para alcançar o consumidor final diretamente, ou pode trabalhar através de atacadistas e varejistas. Pode trabalhar mediante um distribuidor exclusivo, adotando, assim, um sistema centralizado. Para Manzo (2005), garantias para os produtos podem ser uma parte da combinação geral de coisas que ele usa. Para muitos produtos, ele terá de oferecer Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 14 Serviços adequados. A Pesquisa é uma ferramenta frequentemente usada e pode ser realizada através de onerosas despesas, comparativamente, ou ser inteiramente negligenciada. O preço, em si mesmo, pode ser um elemento a combinar, no sentido de que o preço baixo, mais do que custosos esforços de promoção, assegurará o satisfatório volume de vendas. Todos esses fatores estão sujeitosa subdivisões, e admitem combinações de uma variedade enorme de fatores. A Propaganda, talvez, forneça o melhor exemplo. O gerente de Marketing pode decidir-se pelo uso do rádio, televisão, jornais ou propaganda pelo correio ou, em certos casos, por todos eles. Pode também apoiar inteiramente sua propaganda em veículos de cobertura nacional, como certas revistas, assim como usar cartazes ou revistas especializadas. É evidente que só no campo da Propaganda há uma infinidade de escolhas e que são muitas as combinações possíveis. Esses exemplos dão uma pequena ideia do número de fatores que podem ser usados pelo gerente de Marketing, assim como a multiplicidade de possíveis combinações ou Marketing-Mix como são chamadas essas combinações. Cada fator tem seu custo e a extensão com que cada um é usado depende desse custo. Para Manzo (2005), como há tantos fatores e tantas combinações, a tarefa de determinar a eficiência do planejamento é uma das mais difíceis de todo o processo de Marketing. E as tentativas de isolar a contribuição de cada fator no volume das vendas tornam-se mais difíceis ainda, uma vez que o volume de vendas é o resultado conjunto de todos os fatores e cada fator usado isoladamente pode resultar inteiramente improdutivo, assim: Organizar consiste em prover os meios materiais e humanos necessários ao desempenho da tarefa global de Marketing e dispô-los funcionalmente. O trabalho inicial de organizar o Marketing consiste em dividir as tarefas de Planejamento, Execução e Controle. Na parte de Planejamento, deve ser incluído o setor de Pesquisas e de Merchandising ou Estudo e Planejamento do Produto. Na parte de Execução, inclui-se a Compra, a Venda, o Suprimento Físico, os Serviços, a Propaganda, a Promoção de Vendas e as Relações Públicas. Finalmente, na parte de controle, aplicam-se a Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 15 Contabilidade de Custos e outros meios de controlar as atividades de Marketing. Comandar é fazer funcionar a máquina organizada de modo que cada um realize sua tarefa de acordo com o estabelecido. No caso especial de Marketing, é preciso que o comando motive os diversos funcionários a fazerem o máximo de esforços visando ao máximo de vendas lucrativas. É necessário despertar o interesse e o entusiasmo de todos. Coordenar todos os setores da organização de Marketing, os quais devem trabalhar harmonicamente, ajudando-se uns aos outros com o fito de aumentar a rentabilidade de cada função e reduzir os custos de operação. É importante, também, que o pessoal do departamento de Marketing se entrose bem com os demais departamentos da empresa. Controlar é a função que consiste em analisar o desempenho de cada atividade do setor de Marketing, do ponto de vista contábil, para evitar desperdícios. Além das áreas de atuação e das tarefas apresentadas acima, compete ao gerente de Marketing o delineamento das políticas a serem adotadas para o desempenho de cada função. É através das políticas que são traçados os objetivos a atingir e os métodos a serem adotados. Esse trabalho exige perícia, perspicácia e experiência do gerente de Marketing. Uma vez que há contratempos e surpresas e o mercado está em constante mutação, as políticas devem ser flexíveis. O seu estabelecimento ajuda a tornar a ação uniforme. Uma vez formuladas as políticas, elas só deverão ser mudadas por uma razão justa. Em longos períodos, à proporção que a situação do mercado se modifique ou a experiência ensine, as alterações serão necessárias para adaptar o negócio às novas condições. As políticas de Marketing incluem todas as questões relacionadas com: a) o produto; b) o mercado; c) as compras; d) as vendas; e) os suprimentos físicos; f) os serviços; g) a propaganda; h) a promoção de vendas; i) as relações públicas. Segundo Manzo (2005), é atribuição também do gerente de Marketing cuidar dos problemas relacionados com as operações de financiamento da função global Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 16 do Marketing. Todo processo de financiamento, em qualquer setor do Marketing, faz- se através do crédito que nada mais é do que a capacidade de obter mercadorias e serviços, diante da promessa de pagamento em dinheiro ou mercadorias, numa data futura. Aproximadamente 80% de todas as transações de Marketing se efetuam por meio de alguma forma de crédito. Essa é a razão por que esse instrumento constitui hoje a parte mais importante do poder aquisitivo total da comunidade. E daí também a grande responsabilidade do diretor de Marketing ao definir as políticas de crédito e financiamento do seu setor. Há três tipos de crédito: a) de investimento; b) comercial ou mercantil; c) de consumo. Finalmente, cabe ao gerente de Marketing reduzir, distribuir ou evitar a perda do valor pecuniário dos produtos e serviços durante a sua comercialização. A isso chama-se Administração de Riscos. Tais perdas podem ocorrer pela deterioração física, obsolescência, roubo, avarias, variações na oferta ou na procura, ou pelas variações dos níveis de preços. Para reduzir os prejuízos advindos dos riscos a que os produtos estão sujeitos, recorre-se ao seguro. A pesquisa é outro método empregado para eliminar a incerteza que cerca qualquer empresa e, com isso, diminuir o risco. A propaganda também pode conduzir a moda, levando os consumidores ao uso de determinadas cores e padrões, antecipando-se, dessa forma, aos riscos ocasionados pelas variações da moda. Sintetizando o que foi dito, segundo Manzo (2005, p.19), temos que a tarefa da Administração ou do Gerente de Marketing é: 1. Construir a organização de Marketing e determinar as suas relações com outros departamentos da empresa; 2. Pesquisar o mercado; 3. Planejar o produto; 4. Definir as políticas de compra, venda, suprimento físico, propaganda, promoção de vendas e relações públicas; 5. Estudar o financiamento das operações de Marketing; Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 17 6. Zelar pela redução dos riscos do negócio; 7. Controlar os custos das operações de forma a torná-las mais econômicas. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 18 UNIDADE 5 - AS ESTRATÉGIAS PARA MARKETING 5.1 Definindo estratégia Poderíamos definir estratégia como o caminho escolhido para alcançar os objetivos de uma organização, o qual inclui um portfólio de produtos a ser comercializado para um segmento de mercado selecionado. Ou ainda, de acordo com Barbosa (2006), a determinação de metas de longo prazo coerentes com os objetivos da empresa e a adaptação dos recursos e da ação para alcançá-las. De todo modo, a estratégia precisa responder às condições internas e externas de cada empresa em particular. Faz parte das condições internas, dentre outros: pontos fortes e fracos, estrutura e capacidade financeira, objetivos pessoais do dono, valores imperantes na cultura da organização. Quanto às condições externas, tem-se: situação do ambiente, mercados e suas tendências, problemas e oportunidades, competidores, dentre outros. Observando-se as definições de estratégia, percebe-se que essas definiçõespodem ser divididas em duas partes: Primeiro, tem-se o estabelecimento dos objetivos que se pretende alcançar; Segundo, o desencadear do curso de ação que a empresa deve seguir para atingir seu objetivo. Em termos práticos, pretende-se responder aos seguintes questionamentos: aonde queremos chegar? como vamos chegar lá? Para a formalização das estratégias de marketing, é importante que sejam definidos os objetivos de marketing, que são os resultados de mercado que deverão ser alcançados, mas nunca é demais lembrar que a questão não é direcionar para vendas, mas sim, para a satisfação das necessidades, desejos e expectativas do cliente. Barbosa (2006, p. 64) ressalta que a empresa deve evitar alguns erros quanto a elaboração de planos estratégicos, são eles: Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 19 Elaborar planos de ação sem antes haver definido com precisão os objetivos que se pretendem alcançar; Elaborar planos setoriais (por produtos, serviços, por áreas, por mercados sem que respondam a um desenvolvimento global) que determine quais são as grandes linhas estratégicas que deve seguir a empresa (como um todo); Elaborar planos para um mesmo produto/serviço ou área ou mercado sem que tenham continuidade no tempo e entre si. Antes de abordar as estratégias de marketing destinadas aos clientes externos, quais sejam: estratégias de produto, estratégias de preço, estratégias de distribuição e estratégias de comunicação, convém fazer alguma consideração sobre a estratégia básica de marketing que significa a base primordial, a partir da qual as estratégias de produto, preço, distribuição e comunicação serão estabelecidas e desenvolvidas. Dessa forma, a estratégia básica de marketing guiará com precisão, nos mínimos detalhes, todos os passos que serão dados por cada setor de forma isolada, ou seja, produto, preço, distribuição e comunicação. O desenvolvimento do plano estratégico segue, porém, os seguintes passos representados pela figura 1. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 20 FIGURA 1 – A SEQUÊNCIA LÓGICA DA PLANIFICAÇÃO ESTRATÉGICA OBJETIVOS Onde a empresa quer chegar e que resultados de mercado deseja obter? ESTRATÉGIA BÁSICA Quais as diretrizes estratégicas básicas para determinar o programa de ação? PLANOS SETORIAIS Como será administrado os elementos do mix de marketing? MERCADO Representa as pessoas que compram produtos ou serviços da empresa ou dos seus concorrentes. RESULTADOS DESEJADOS Como a empresa participará no mercado? Fonte: BARBOSA (2006) 5.2 Estratégias para clientes externos Barbosa (2006) agrupa as estratégias básicas de marketing nas seguintes áreas: estratégia de rentabilidade, estratégia de participação de mercado, estratégia de posicionamento e estratégia competitiva. Seguem algumas explanações sobre cada uma dessas áreas e suas respectivas opções estratégicas. 5.2.1 A estratégia de rentabilidade Considerando-se que a empresa esteja interessada em obter rentabilidade através da gestão do mix de marketing, consequentemente estará preocupada em dar respostas para os seguintes questionamentos: qual o grau relativo de benefícios, ou seja, rentabilidade, que espera alcançar e em que momento? Através desses questionamentos, a empresa poderá obter as seguintes opções estratégicas: Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 21 Estratégia de Exploração – ganhar o máximo que lhe seja possível em termos monetários no curto prazo. Estratégia de Estabilidade – manter um canal de benefícios em longo prazo, através de uma base sólida, gerada com parte dos benefícios que a empresa formou ao longo dos anos. Estratégia de Inversão – consiste na inversão de todos os benefícios até então gerados pela empresa com o objetivo de conseguir níveis altos de rentabilidade no futuro. Se a empresa opta por uma estratégia de exploração, algumas saídas podem ser: elevar ao extremo o preço de seus produtos ou serviços; reduzir custos, mesmo que para isso seja preciso diminuir a qualidade do produto; evitar gastos com promoção; dentre outros. Segundo Barbosa (2006, p. 66), caso adote uma estratégia de estabilidade, poderá aumentar o preço de forma gradativa, manter estável a relação qualidade- preço, permitir gastos com promoção, dentre outros. Finalmente, se prevalecer a estratégica de inversão poderá reduzir preço para obter participação no mercado, fazer todos os gastos possíveis em atividades de promoção para conquistar cada vez mais clientes, manter a qualidade do produto até o seu mais alto nível, sem importar os custos, dentre outros. 5.2.2 Estratégia de Participação de Mercado Envolve os seguintes questionamentos: em que mercado ou segmentos de mercado a empresa espera penetrar e qual a fatia que espera alcançar em cada um desses mercados ou segmentos? As estratégias podem ser: Estratégia de Crescimento – incrementar as vendas seja atuando mais nos mercados e segmentos atuais ou em novos; Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 22 Estratégia de Defesa – significa defender-se da ação dos concorrentes, procurando, para isso, manter os níveis atuais de vendas nos mercados e segmentos atuais. Estratégia de Saída – deixar os mercados ou segmentos atuais, não entrando em outros negócios. 5.2.3 Estratégia de Posicionamento Significa a imagem da empresa, produto ou serviço frente aos clientes atuais ou potenciais, ou seja, implica a maneira que cada um tem em mente dos benefícios de determinada empresa, produto ou serviço. O posicionamento reflete-se nas atividades desempenhadas pelo mix de marketing. Cada empresa preocupar-se-á com os itens que melhor irão representar o seu posicionamento, podendo ser, dentre outros, qualidade, imagem de marca, clientes internos, a forma como se comunica com os clientes internos e externos, atendimento aos clientes externos. Segundo Barbosa (2006, p. 68) o posicionamento torna-se imprescindível em qualquer empresa, seja grande, média ou pequena. Representa uma forma de diferenciar-se da concorrência, de estar mais coerente com os desejos e necessidades de seus clientes, criando uma imagem perante a sociedade. Dessa forma, é fundamental que essa imagem represente os benefícios reais que a empresa, produto ou serviço oferece aos seus clientes atuais e potenciais. Algumas opções estratégicas surgem quanto ao posicionamento da empresa: Estratégia Não Diferenciada – a empresa apresenta um mesmo tipo de produto ou serviço para todos os seus segmentos; Estratégia Diferenciada – a empresa apresenta diversos tipos de produtos ou serviços em consonância com os diversos segmentos existentes; Estratégia Concentrada – a empresa oferece um só tipo de produto ou serviço para um único segmento de mercado. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 23 5.2.4 Estratégia CompetitivaPreocupa-se, fundamentalmente, com as atividades praticadas pela concorrência, como forma de atuar pautando-se por tais atividades. Desenvolve-se através das seguintes opções estratégicas: Com a Concorrência – a empresa, através do que a concorrência faz, projeta suas ações da forma mais rápida possível para igualar-se a mesma; Diante da Concorrência – a empresa procura o tempo todo estar sempre a frente dos concorrentes, dessa forma procura atuar em todas as áreas, não dando tempo a concorrência de superá-la em nenhuma ocasião; À Margem da Concorrência – a empresa não está interessada em absolutamente nada do que a concorrência está fazendo, toma suas decisões alheia a tudo o que está ocorrendo no ambiente externo. Esse tipo de postura é muito arriscada no atual momento, quando as empresas tornam-se cada vez mais competitivas, exigindo que cada qual saiba o comportamento das outras, para que possam posicionar-se de forma tal que atinjam o máximo nível de benefícios no longo prazo. Considerando-se que as opções estratégicas básicas interagem entre si e permeiam todas as áreas da empresa, é de fundamental importância que as mesmas tenham participação ativa quanto a elaboração da estratégia básica de marketing e decidam em conjunto que opção estratégica a empresa deverá seguir em primeiro lugar para atingir a missão da empresa de forma mais efetiva (BARBOSA, 2006, p. 70). 5.3 Estratégias para o Composto de Marketing 5.3.1 Para o Produto Quanto a elaboração de estratégias do produto, é comum, no entendimento de vários estudiosos do assunto, que as mesmas sejam elaboradas tomando-se por base, entre outros fatores, o ciclo de vida do produto. Sobre o assunto, encontramos respaldo em Cobra (1993) que faz inúmeras recomendações pertinentes e interessantes de acordo com a fase em que o mesmo se encontra, como: Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 24 A Fase Pioneira ou Desenvolvimento de Um Novo Produto – trata-se de um período em que a concorrência ainda não é tão assustadora. Os custos nessa fase são altos, dessa forma, impõe-se um preço alto para compensar tais custos. Entretanto, com o objetivo de conseguir rápida participação de mercado, muitas empresas preferem adotar um preço mais suave. Independente do preço a ser adotado, essa é uma fase de baixa lucratividade. Expansão – a concorrência aumenta em decorrência da expansão rápida do mercado. Devido à alta concorrência, há um decréscimo no preço. Com a produção cada vez mais crescente em consonância com a aprendizagem cada vez maior na confecção do produto, atinge-se o que os autores chamam de curva de experiência. Isso implicará menores custos, consequentemente maiores lucros. Estabilização – nessa fase há uma estabilidade entre o número de consumidores e o volume de compras. A concorrência também se retrai. Os preços são cada vez mais declinantes e os lucros são bem menores. Declínio – nessa fase surgem novas tecnologias e novos produtos. A concorrência é quase inexistente e os preços atingem seu nível mais baixo. Particularmente, em relação ao planejamento do produto, a orientação é que o mesmo sempre esteja adequado aos desejos e necessidades do consumidor. Isso implica o produto certo, no local certo e no tempo certo. A classe da qual o produto faz parte é também um bom indicador para o delineamento de estratégias de marketing, nesse sentido temos os seguintes produtos: Produtos de Conveniência – são produtos que não requerem muitos esforços de marketing. Facilmente são encontrados, apresentam baixo custo, podendo ser de compra constante, de compra por impulso e de emergência. Produtos de Compra Constante – são produtos comprados com regularidade e sem nenhum ritual especial. Encontram-se também em locais fáceis, sendo a marca, nesses casos, um fator estratégico importante para Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 25 agilizar a compra. Marcas conhecidas e aprovadas pelo mercado têm chances maiores de serem escolhidas pelos consumidores. Produtos de Impulso – são comprados de imediato e o preço é um fator que quase não interfere na decisão da compra, uma vez que a mesma não é planejada. Para esses tipos de produtos, o importante é que os mesmos estejam estrategicamente perto dos consumidores, incentivando a cada momento que os mesmos sejam adquiridos. Produtos de Emergência – são adquiridos só em grandes necessidades. Nesse caso, independente do preço, a compra do produto se realiza. Produtos de Compra Comparada Homogêneos – representam aqueles dos quais o consumidor não encontra muita diversidade, como certos tipos de televisores, refrigerantes, carros, dentre outros. Nessa situação, procuram o melhor preço. Produtos de Compra Comparada Heterogêneos – são considerados diferentes pelos consumidores, sendo assim, ao adquiri-los, buscam nos mesmos, um preço compatível com a qualidade que apresentam. Alguns exemplos são vestuário, móveis, sapatos, dentre outros. Nesse caso, a qualidade e o estilo serão os pontos fortes a serem considerados quando da decisão da compra. O preço e a marca têm pouca expressividade. Produtos Não Procurados – ainda não fazem parte dos desejos e necessidades dos consumidores. Dessa forma, uma das armas estratégicas que pode ser usada para seu Marketing é a promoção. De acordo com Babosa (2006, p. 73), para esses tipos de produtos, existem os novos não procurados e os regularmente não procurados. A estratégia para o primeiro tipo é a promoção; já o segundo enquadra-se melhor na venda pessoal. Essa classificação não é estanque, cada mercado-alvo ditará a sua própria classificação. De acordo com Longenecker et al (1999), as alternativas estratégicas de produtos gerais para uma pequena empresa enquadram-se nas oito categorias que a seguir serão expostas: Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 26 1. Produto Inicial/Mercado Inicial – faz parte da fase pioneira de um determinado produto. Três estratégias podem ser usadas nesse caso para o crescimento do negócio: convencer os clientes atuais a usarem mais o produto; encontrar novos clientes no mesmo mercado; os produtos podem ser usados por clientes atuais para outros fins. 2. Produto Inicial/Mercado Novo – significa incrementar o produto já existente na busca de um novo mercado como alvo. 3. Produto Modificado/Mercado Inicial – nesse caso, o produto pode passar por três estágios: ser substituído, sair de maneira gradual ou ser retirado do mix do produto. 4. Produto Modificado/Mercado Novo – quando o produto modificado é usado para alcançar um novo mercado. 5. Produto Novo Relacionado/Mercado Inicial – enquadra-se perfeitamente quando a empresa é detentora de uma clientela satisfeita. Representam produtos modificados, mas que guardam forte semelhança com os produtos atuais. 6. Produto Novo Relacionado/Mercado Novo – essa estratégia é adequada principalmente quando há preocupação de que o novo produto possa reduzir as vendas do produto existente em um mercado corrente. 7. Produto Novo Não Relacionado/Mercado Inicial – nesse caso, o produto novo é diferente dos produtos que já existem. Essa estratégia é usada por pequenas empresas, principalmente, quando o novo produto encaixa-se nos moldes de distribuição e vendas que já existemna empresa. 8. Produto Novo Não Relacionado/Mercado Novo – representa uma estratégia de alto risco, uma vez que se trata de introduzir um produto não conhecido em um mercado também não conhecido. Para Barbosa (2006, p. 74), o ciclo de vida do produto representa um importantíssimo elemento para a determinação de estratégias das empresas. Pode- se, porém, acrescentar ao mesmo, outros fatores também importantes, quais sejam, a curva de desenvolvimento do produto, sua marca, embalagem e garantias. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 27 5.3.2 Para Preços O preço implica razões tanto para os consumidores quanto para os vendedores. Ao comprar um determinado produto, espera-se que o mesmo possa satisfazer desejos e necessidades. Dessa forma, torna-se mais conveniente pagar um pouco mais por um determinado produto, quando desde já se sabe que tal produto consegue atuar melhor do que outro de marca diferente. De acordo com o valor que os compradores estão dispostos a pagar por determinados produtos, os vendedores sabem com maior precisão que receita terão num determinado prazo, ao venderem uma determinada marca em detrimento de outras. Além das razões dos compradores e dos vendedores, existem outras partes também interessadas nos preços que são praticados no mercado, seja pela indústria, pelo comércio ou no setor de serviços, tais como: atacadistas, distribuidores, varejistas, concorrência, governo. Semenik & Bamossy (1995) apud Barbosa (2006, p. 75), mostram como esses vários públicos interferem nas decisões de preços. Atacadistas, distribuidores e varejistas, ou seja, os membros do comércio, cada qual tem suas razões para ditar seus preços. Cada uma dessas categorias presta serviços aos clientes e fabricantes, o que implica custos. Dessa forma, quando da determinação dos preços levam em conta todos os custos envolvidos nessas negociações e primam por um preço adequado que possa cobrir tais custos. Portanto, o comércio só estará disposto a comprar de um determinado fabricante se os seus preços garantirem uma certa margem de lucro na qual possam cobrir todos os seus custos. Todo administrador precisa tomar conhecimento do preço praticado pela concorrência. Muitos clientes, antes de comprarem determinado produto, pesquisam o preço do concorrente para verificarem se está de acordo com o preço da empresa na qual esperam adquirir determinado produto. Se essa condição não for realmente verificada, a solução é adquirir o produto do concorrente. Outro fator a ser considerado em relação à concorrência diz respeito à sua reação quando ocorrem modificações em preços, seja aumentando ou diminuindo. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 28 Considerando-se a qualidade e o preço do produto, Cobra (1993, p.357), tomando por base Philip Kotler, apresenta algumas estratégias de preços. São elas: Estratégia Premium – para produtos de alta qualidade. Nesse caso, pode-se praticar um preço alto, visando atingir a faixa alta do mercado. Estratégia de Penetração – para produtos de alta qualidade. Pratica-se um preço médio tentando obter uma rápida penetração de mercado. Estratégia de Superbarganha – produto de alta qualidade a preço baixo. Terá uma rápida introdução no mercado. Estratégia de Preço Alto – produto de qualidade média e preço alto. É uma estratégia que valoriza o produto, visando lucratividade a curto prazo. Estratégia de Qualidade Média ou Comum – preço compatível com a qualidade do produto, objetivando uma participação aceitável do mercado. Estratégia de Barganha – produto de qualidade média a um preço baixo. Uma das explicações pode ser um acordo entre distribuidores e consumidores. Estratégia de “Bater e Correr” – preço alto com qualidade baixa. Tem-se uma vantagem inicial e há uma retirada rápida do mercado. Estratégia de Artigos de Qualidade Inferior – preço médio para um produto de baixa qualidade. Pode-se com essa estratégia buscar tirar vantagem de marca. Cobra ilustra essa situação com o seguinte exemplo: “artigos de confecção com defeitos de fábrica vendidos a preços médios como sendo de boa qualidade”. Estratégia de Preços Baixos – preço baixo e baixa qualidade. Procura-se vender com esta estratégia simplesmente quantidade. Feita as considerações sobre as estratégias, quando se leva em consideração a qualidade do produto, seguem as estratégias que podem ser utilizadas quando se pratica descontos, como também as relativas às condições de pagamento. Quanto às estratégias para descontos, Kotler (1998, p.237) elenca algumas situações interessantes: Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 29 Desconto de Caixa – trata-se de uma diminuição no preço para quem paga à vista. Bastante comum em várias indústrias. Apresenta algumas vantagens, dentre elas: suprir a empresa de capital de giro, evitar débitos que possam trazer problemas para a empresa em outra ocasião. Descontos Sobre Volume – ocorrem em situações em que se prefere comprar em grandes quantidades. Recomenda-se que não haja nenhuma discriminação entre os diversos tipos de clientes. Apresenta a vantagem de que o cliente possa comprar o maior volume possível numa mesma empresa, sem maiores esforços, ou seja, sem precisar deslocar-se para outras empresas. Descontos Funcionais ou Desconto Comercial – praticados pelo fabricante aos varejistas e atacadistas quando estes realizam determinadas funções, como: vendas, armazenagem de produtos e informações de mercado. Quando se considera um mesmo canal de distribuição, o desconto deve ser igual para seus vários membros. Descontos de Baixa Estação – representam uma diminuição no preço para aqueles que compram um determinado produto fora de época. Apresenta a vantagem de promover à empresa certa regularidade na produção durante todo o ano. Muito utilizado por hotéis, motéis e empresas aéreas. Quanto à administração do crédito em pequenas empresas, Longenecker et al (1999) mostram os benefícios do crédito, tanto para compradores como para vendedores, os tipos de crédito, a decisão de vender a crédito, fatores que afetam a decisão de crédito, dentre outros pertinentes à atividade de crédito. Dentre os benefícios do crédito para compradores, os autores acima consideram os seguintes: permitir que os clientes satisfaçam seus desejos e necessidades, sem terem qualquer preocupação presente com o pagamento; qualidade do serviço, seja no atendimento, seja na troca de algum item; registros importantes para compras futuras. Já para os vendedores, os principais benefícios são: relacionamento mais próximo entre os clientes; os picos e as quedas de venda são amenizados, já que a compra pode ser feita o mês todo. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 30 Quanto aos tipos de crédito, existem duas abordagens, o crédito ao consumidor e o crédito comercial. O primeiro é praticado pelos varejistas a consumidores que compram para uso pessoal ou familiar. O segundo tipo é concedido por empresas não-financeiras (fabricantes ou atacadistas) a clientes que são empresas. Existem algumas diferenças entre essas duasabordagens. Essas diferenças dizem respeito aos tipos de instrumentos de crédito usados por cada um, às fontes para financiar valores a receber, às condições de venda e à disponibilidade de garantia de crédito, que é concedida apenas para crédito comercial. 5.3.3 Para Promoção Diz respeito à maneira como a empresa deverá comportar-se no sentido de melhor comunicar-se com os seus clientes, tanto internos como externos. De várias formas as empresas podem promover essa comunicação. Como mencionado anteriormente, as formas frequentemente usuais são a propaganda, a venda pessoal e a promoção de vendas. Outras formas são o Merchandising, as relações públicas e a publicidade. É importante que a utilização das mesmas, de forma isolada ou combinada, esteja em sintonia com a estratégia básica de marketing, ou seja, com os objetivos de marketing da empresa. Segundo Cobra (1993, p. 597) existem as seguintes estratégias de comunicação enquanto objeto de propaganda: estratégia de identificação de marca, estratégia de identificação com o consumidor, estratégia de benefícios do produto e estratégia de posicionamento do produto, sendo: Estratégia de Identificação de Marca – são estratégias que apresentam os seguintes benefícios: esclarecem necessidades latentes do consumidor, ampliam o conhecimento da marca, aperfeiçoam a sua imagem, melhoram a imagem da empresa e ampliam a preferência pela marca. Para cada um desses benefícios, atitudes adequadas precisam ser tomadas para que os mesmos sejam mantidos pelos consumidores no momento em que a empresa espera atingir um determinado objetivo. Considerando que a empresa esteja interessada em ampliar o conhecimento da marca, entre outras atitudes, a mesma deverá fazer com que o maior número possível de pessoas conheçam Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 31 a marca, tornar o tempo de duração da marca o mais longo possível, reforçar a qualidade daquilo que no momento espera-se de que o consumidor tome consciência. Estratégia de Identificação com o Consumidor – representam estratégias voltadas para o consumidor. Nesse caso, é imprescindível que sejam feitas pesquisas, no sentido de captar, da melhor maneira, as expectativas dos consumidores. A partir daí, é possível ter uma ideia mais próxima daquilo que os mesmos esperam de um produto ou serviço. Estratégias de Benefícios do Produto – dizem respeito àquelas estratégias que procuram mostrar benefícios inesperados para os clientes. No entanto, esses benefícios nem sempre são facilmente identificáveis pelo consumidor. É necessário, assim, uma combinação adequada para evidenciar os benefícios mais importantes de um determinado produto ou serviço. Esses benefícios podem estar na embalagem, no preço, na qualidade, no atendimento. Enfim, cada empresa posiciona-se em relação aos benefícios ou benefício que irá utilizar para atrair novos clientes e manter os atuais. Estratégia de Posicionamento do Produto – significa projetá-lo na mente do consumidor em relação aos concorrentes. Necessita, porém, de uma comunicação bastante eficaz no sentido de fazer com que o produto seja sempre lembrado na mente do consumidor. Quando se deseja posicionar um determinado produto no mercado, ou seja, torná-lo aceitável na mente do consumidor, é necessário fazer um esforço de comunicação compatível com tais objetivos. Implica uma completa integração dos elementos do mix de Marketing com a própria estratégia geral de marketing. Quanto aos métodos utilizados para a determinação do orçamento da propaganda, tomando por base Cobra (1993), podem ser adotadas as seguintes estratégias: tradicionalmente, o método para o orçamento publicitário que pode basear-se na maximização do lucro e na minimização do custo, esse método está preocupado apenas com os aspectos econômicos; no método de alocação arbitrária o orçamento é decidido com base em aspectos subjetivos, ou seja, o fator emocional prevalece em relação ao racional, o que pode levar em alguns momentos a adotar- Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 32 se um orçamento maior ou menor do que o realmente necessário, é muito usado por pequenas e médias empresas; o método de percentagem sobre vendas utiliza-se de uma técnica simples na qual pode ser calculada a proporção das vendas que devem ser geradas pela propaganda, tomando por base uma percentagem sobre as vendas. O autor ilustra esse método com o seguinte exemplo “se o valor percentual sobre vendas é de 1% sobre uma previsão de vendas de 4.000.000,00 ao ano, a verba de promoção será de 4.000.000,00 x 0,01, ou seja, de 40.000,00, esse método apresenta algumas limitações. Teoricamente, não apresenta uma fundamentação sólida, uma vez que as vendas não são derivadas somente de propaganda, não é flexível em relação às mudanças de mercado ou mesmo para corrigir imperfeições geradas pelas vendas. No caso do método do retorno sobre investimento, a propaganda é considerada como investimento e, no método de paridade comparativa, além de se comparar o investimento médio por ramo de negócios, também leva-se em consideração os gastos do concorrente mais direto para decidir sobre a verba que deverá ser gasta em propaganda. Em relação à venda pessoal e à promoção de vendas, é muito importante que o vendedor conheça bem o produto, em especial, suas vantagens e desvantagens. Dessa maneira, estará preparado para qualquer reação negativa ao produto por parte do cliente. Outro ponto diz respeito à apresentação de vendas, que deverá pautar-se sempre na busca incessante de novos clientes. Outra estratégia importante a ser considerada em relação às vendas pessoais relaciona-se ao custo. Existem vários caminhos para chegar-se ao mesmo resultado de vendas. É importante que o dono de empresa decida racionalmente qual a estratégia que deverá ser seguida pelo vendedor para maximizar lucro. Também deve ser dada atenção à recompensa dos vendedores. Podem ser de dois tipos: não-financeiras e financeiras. Uma das recompensas não-financeiras mais utilizadas é o reconhecimento público do êxito alcançado por um determinado vendedor. A recompensa financeira é a parte mais difícil de lidar. A remuneração pode ser feita através de comissão ou salário, sendo que a remuneração através de comissão é bastante aceita pelas pequenas empresas, uma Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 33 vez que é um plano que está em sintonia com a produtividade. Utilizando-se de um plano de comissão, o empregado estará sempre disposto a vender alguma coisa, uma vez que sem venda não há comissão. Os vendedores também podem ter um salário fixo. Esse plano traz a vantagem de dar, ao menos, segurança de receberem o salário, com vendas ou sem vendas. Segundo Barbosa (2006, p. 88), quanto às técnicas de promoção de vendas, o dono de empresa precisa decidir quando deve ou não usá-las. Ele pode usar tais ferramentas quando quiser fortalecer os canais intermediários que comercializem seu produto; os atacadistas podem usá-la para incentivar os varejistas a fazerem compras antecipadas, consequentemente os varejistas também incentivam os consumidores finais a irem mais cedo às lojas. Quanto às ferramentas promocionais, existem várias, desde os brindes, a publicidade e as feiras comerciais, que são ferramentasbastante apropriadas para a pequena empresa. Os brindes trazem sempre o nome da empresa, têm característica durável e podem ser usados com os seguintes objetivos: promover diretamente um produto ou fortalecer a imagem da empresa. A publicidade tem papel importante para a pequena empresa, podendo ser usada tanto para promover produtos como para melhorar a imagem da empresa. É importante que os varejistas se utilizem sempre da publicidade e que estejam em permanente troca de informações com quem detém a notícia. 5.3.4 Para Distribuição Toda empresa, não importa se pequena ou média ou grande porte, precisa ter à sua disposição um canal eficiente de distribuição. Entretanto, os administradores de pequenas empresas têm sempre em mente os seguintes questionamentos: São os canais de distribuição realmente necessários? Quais as pequenas empresas que necessitam deles?, a partir do momento que os intermediários podem desempenhar as funções de marketing melhor do que os produtores ou usuários, essa já é uma justificativa que favorece o uso de canais. Longenecker et al (1999, p. 387) justificam a necessidade de intermediários da seguinte forma: o pequeno produtor pode desempenhar funções de distribuição se o mercado geográfico for extremamente Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 34 pequeno, se as necessidades dos clientes forem altamente especializadas e se os níveis de risco forem baixos. Caso contrário, os intermediários podem ser um meio mais eficiente de desempenhar atividades de distribuição. Pode-se perceber também a importância do uso de intermediários através de suas quatro principais funções, quais sejam: fracionar, selecionar sortimentos, fornecer informações e transferir riscos, sendo: Fracionar – significa dizer que grandes quantidades de produtos estarão disponíveis no curto prazo em pequenas quantidades, permitindo assim, uma rápida comercialização do mesmo; seleção de sortimentos – implica reunir produtos homogêneos a partir de linhas heterogêneas; podem também ser fornecidas diversas informações importantes ao produtor, principalmente sobre o tamanho do mercado e sobre o preço; transferência de riscos – quanto ao uso de intermediários, a pequena empresa tem duas opções: dividir ou transferir todos os riscos envolvidos na negociação. Nesse caso, é necessário que a mesma use negociantes intermediários, uma vez que possuem direitos sobre os bens que distribuem. De acordo com Barbosa (2006, p. 91), quanto à escolha de um canal de distribuição, três itens importantes precisam ser bem definidos, são eles: os custos envolvidos, a cobertura e o controle sobre os produtos. Quanto aos custos, é importante que o empresário tenha em mente que nem sempre os canais diretos têm custos menores e sempre devem visualizar os custos de distribuição como centros de lucros, ou seja, como investimentos; a cobertura diz respeito à área geográfica que uma determinada empresa espera atingir num determinado momento, para isso, utiliza canais indiretos, entretanto, é importante que esteja atenta à melhor maneira de atingir essa maior área geográfica com os menores custos. A partir do momento em que o dono da empresa esteja interessado num controle maior dos seus produtos, deve-se optar por um canal direto, uma vez que utilizando-se de canais indiretos, a distribuição dos produtos pode sofrer alguma modificação substancial quanto a sua comercialização por terceiros. Dessa forma, a empresa precisa atentar- Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 35 se para distribuidores que lhe garantam apoio no sentido de comercializarem seus produtos a sua maneira. Quanto à distribuição física, o dono da empresa também precisa planejar o meio de transporte que irá fazer a distribuição do produto, como será o armazenamento, o manuseio dos mesmos e fundamentalmente as condições de entrega, ou seja, quem irá pagar os custos de frete? Quem irá selecionar as transportadoras? Quem irá arcar com o risco de danos em trânsito? Enfim, quanto à distribuição dos produtos, o dono de empresa precisa atentar-se, tanto para as atividades de distribuição física ou logística como para os canais de distribuição, sempre com o intuito de que o produto chegue às mãos dos consumidores com os menores custos e no menor espaço de tempo, primando sempre pela melhor qualidade. 5.4 Estratégias para clientes internos Tão importante quanto as estratégias externas, temos como relevante a comunicação, formação e motivação internas para empresas de qualquer porte. 5.4.1 Estratégias de Comunicação Comunicação Interna – toda empresa precisa ter uma comunicação eficiente com os seus empregados. É a partir dessa comunicação que a empresa fica em contato com tudo que gira ao seu redor e se a influência está de maneira favorável ou não. Dessa forma, dentre outras coisas, ficará a par dos últimos problemas que os funcionários enfrentaram, se o produto está saindo com a qualidade exigida, como os clientes externos estão comportando-se em relação ao produto e/ou serviço. São questionamentos que envolvem a satisfação total da empresa, entendida esta como a satisfação total dos clientes internos e externos. A estratégia de comunicação interna é de fundamental importância quanto ao desenvolvimento da estratégia geral da empresa. Essa comunicação, dentre outras coisas, irá permitir: através de normas internas, mostrar como o trabalho será desenvolvido em cada setor da empresa e qual a tarefa de cada empregado, como também a responsabilidade exigida em cada caso; promover a cooperação, a coordenação e, fundamentalmente, a motivação entre os empregados, uma vez que Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 36 terão a oportunidade de formarem uma coletividade tratando de interesses comuns, como queixas, sugestões, expectativas, enfim, qualquer problema que possa contribuir. Para que a comunicação atinja seus objetivos, é de fundamental importância que siga alguns pré-requisitos, sendo os mais importantes a forma como será transmitida e qual o conteúdo que irá transmitir. A comunicação pode ser transmitida de forma descendente, de forma ascendente e de forma horizontal. 5.4.2 Estratégias de Motivação Motivação – trata-se de um tema bastante polêmico no meio intelectual, por isso mesmo, várias teorias existem exclusivamente para explicá-la dentro de vários contextos. As teorias que primeiro estudaram a motivação tinham objetivos comuns: encontrar um único modelo para todos os tipos de empregados e para qualquer tipo de organização. Apesar desse ponto comum, cada modelo tinha o seu posicionamento em relação aos seres humanos, sendo os modelos: Modelo Tradicional - relaciona-se com Frederick Taylor e com a administração científica. Esse tipo de modelo usava o seguinte raciocínio: determinava a maneira mais eficiente de realizar tarefas repetitivas. A partir daí, procurava motivar os empregados em troca de incentivos salariais, relacionados à produtividade de cada um. Quanto maior a produtividade, maiores os ganhos salariais. A visão que se tinha dos empregados nesse modelo, é de que eram preguiçosos, e só o dinheiro poderia motivá-los. Modelo das Relações Humanas – enquanto o modelo tradicional procurava motivar os trabalhadores para tarefas repetitivas, esse buscava justamenteo contrário: mostrar que esse tipo de atividade desmotivava cada vez mais o empregado e que só através de contatos sociais a motivação seria fortalecida. O objetivo da motivação, nesse caso, era dar prioridade às necessidades sociais do empregado, tornando-o agente de transformação. Nesse tipo de modelo, criam-se oportunidades para que os empregados passem a agir, pautando-se em grupos Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 37 informais de trabalho, e os administradores tomem consciência do poder dos grupos informais na organização. Modelo dos Recursos Humanos – McGregor, maior representante desse modelo, critica os modelos anteriores. De acordo com sua Teoria x, a maioria das pessoas é extremamente preguiçosa e está sempre disposta a evitar qualquer tipo de responsabilidade. Essa teoria baseia-se tanto no Modelo Tradicional como no Modelo das Relações Humanas, ou seja, procura motivar os empregados ou com salários ou fazendo-os sentirem-se úteis. A segunda conclusão de McGregor desencadeou no que ele chamou de Teoria y, com significado oposto ao da Teoria x. Nesse sentido, as pessoas estão sempre prontas para desempenharem bem as suas funções, uma vez que o trabalho é encarado como algo que só irá lhes trazer satisfação. De acordo com essa teoria, porém, a indústria não consegue absorver o potencial desses trabalhadores, uma vez que lhes falta um clima que proporcione um desenvolvimento pessoal, podendo talvez ser compensado por uma administração participativa. Atualmente, porém, adota-se uma teoria sistêmica de motivação, ao qual se procura integrar aspectos individuais, aspectos do trabalho e as várias situações envolvidas no trabalho, como as ações, as políticas e a cultura da organização, como também o ambiente de trabalho. O reconhecimento dos funcionários pela empresa é uma atividade de motivação importante porque torna sólido o comportamento desejado para a obtenção de resultados imprescindíveis para a empresa. Promove também uma interação maior entre os objetivos individuais e organizacionais, com tendências a uma valorização da cultura organizacional por parte dos empregados. 5.4.3 Estratégias de Formação Para Chiavenato (1994, p. 286) essa estratégia relaciona-se com o treinamento. Nesse estudo, formação será entendida com o mesmo significado de treinamento, sendo um processo educacional, aplicado de maneira sistemática e organizada, através do qual as pessoas aprendem conhecimentos, atitudes e habilidades em função de objetivos definidos. No sentido usado em administração, Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 38 treinamento envolve a transmissão de conhecimentos específicos relativos ao trabalho, atitudes frente aos aspectos da organização, da tarefa e do ambiente e desenvolvimento de habilidades. Quanto ao conteúdo do treinamento, busca mudar comportamentos através das seguintes abordagens: transmissão de informações, principalmente sobre o trabalho; desenvolvimento de habilidades, preocupando-se com o desempenho do cargo atual ou cargos futuros; desenvolvimento ou modificação de atitudes, nesse caso, a preocupação maior é com a motivação, no sentido de transformar atitudes negativas em proativas; e, finalmente, apresenta-se o desenvolvimento de conceitos, procurando-se aliar conhecimentos teóricos à prática organizacional. Os objetivos do treinamento, segundo Chiavenato (1994) seriam: Preparar o pessoal para execução imediata das diversas tarefas peculiares à organização; Proporcionar oportunidades para o contínuo desenvolvimento pessoal, não apenas em seus cargos atuais, mas também para outras funções para as quais a pessoa pode ser considerada; Mudar a atitude das pessoas, com várias finalidades, entre as quais criar um clima mais satisfatório entre empregados, aumentar-lhes a motivação e torná- los mais receptivos às técnicas de supervisão e gerência. Outro fator a ser considerado no treinamento, sendo de fundamental importância, são as etapas do treinamento, quais sejam: levantamento de necessidades de treinamento, planejamento do treinamento, execução e avaliação dos seus resultados. Essas etapas devem funcionar de forma harmônica no sentido de promoverem a sobrevivência e crescimento organizacional. Enfim, segundo Barbosa (2006), Formação ou Treinamento é o modo pelo qual procura-se manter ou melhorar o desempenho no trabalho atual. As atividades de formação preocupam-se fundamentalmente em buscar em cada empregado o maior grau de qualidade que estão dispostos a imprimir quanto a realização de uma determinada tarefa. Isso implica um certo grau de motivação por parte dos Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 39 empregados, consequentemente, que a empresa tenha políticas de valorização dos funcionários em todos os níveis. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 40 UNIDADE 6 - ALGUNS FOCOS ESPECÍFICOS: TERCEIRA IDADE, AGRONEGÓCIO, SAÚDE E EDUCAÇÃO 6.1 Marketing para terceira idade Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2007) mostram que o envelhecimento da população mundial vai aumentar rapidamente nos próximos vinte anos até atingir um pico em 2030, registrando depois uma desaceleração no final do século. A nível mundial, a proporção de pessoas com mais de 60 anos vai triplicar durante este século, passando de dez por cento no ano 2000 para 32 por cento em 2100 e sabemos que eles tem envelhecido com qualidade e boa parcela possui rendimentos que lhes permite aplicar em alimentos saudáveis, lazer e principalmente em turismo, segmento que tem crescido muito. No Brasil, esse crescimento é recente, mas já se demonstra significativo. Analisando somente as pessoas de 60 anos ou mais, o contingente da terceira idade chega aproximadamente a 15 milhões, representando cerca de 8 por cento da população. Esse fato tem implicações no consumo e os empresários, que no passado lutavam pela participação no emergente mercado-jovem, agora devem construir suas estratégias de marketing visando à conquista de um novo e emergente mercado-maduro. Destas 15 milhões de pessoas, quase três milhões têm renda superior a três salários mínimos, renda o bastante para tornar-se suficientemente interessante para a atuação do marketing das empresas. Traduzindo em cifras, a população brasileira de 60 anos em diante dispõe de mais de um bilhão de reais mensais para gastar. A segmentação de mercado em questão é de extrema relevância, pois, segundo Drucker (1973) apud Neves et al (2005), a meta de marketing é compreender tão bem o cliente que o produto ou serviço se adapte a ele e venda por si só, esse é o fato que devemos levar em consideração, e o mercado consumidor da terceira idade não pode ser tratado com políticas “marketeiras” de massa e sim Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 41 de forma especial, pois com toda a renda per capita que concentram, eles são um nicho com elevadopotencial de consumo. Empresas do mundo inteiro estão cada vez mais preocupadas em aumentar seu market share. Para que isto se concretize, é necessário que essas tenham foco nos mercados consumidores que mais crescem no momento, logo é relevante que essas observem a fundo um mercado que se encontra em grande expansão, o dos idosos. Segundo Moschis em entrevista a Cunha (2008), nos EUA, os segmentos que mais investem neste público são o de turismo (80% do faturamento das agências americanas provém da terceira idade), convênios médicos, indústria farmacêutica e serviços financeiros. Mas o alcance desse importante mercado é muito mais abrangente, podendo ser explorado por inúmeros segmentos da indústria. “Ainda se investe pouco na criação de produtos ou estratégias de marketing para idosos nas áreas de roupas, comida ou construção, o que é um grande desperdício, pois o potencial é enorme. Por que não construir casas com facilidades arquitetônicas especialmente pensadas para os idosos? Possivelmente haveria uma grande demanda”. Assim, aqui fica “a deixa” para os interessados em aprofundar o mercado para a terceira idade, em crescimento e ainda não explorado em todo seu potencial. 6.2 Marketing para o setor agropecuário De acordo com Las Casas (2006, p. 81), “Planejar é o ato de tomar antecipadamente um conjunto de decisões, analisarem as possíveis influências do ambiente e estabelecer objetivos e estratégias para desenvolver atividades coerentes”. Analisaremos a título de exemplo, o trabalho desenvolvido por Oliveira (2008) no setor de agronegócio, onde a elaboração de estratégias é de extrema importância, pois, mudanças tecnológicas e no produto exigem maiores esforços, principalmente nesse setor que pode alavancar a economia brasileira. O planejamento consiste na avaliação dos pontos fortes do negócio, da taxa de Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 42 crescimento e a posição competitiva no mercado para se estabelecer uma estratégia que atinja os objetivos de longo prazo. As estratégias de marketing consistem em traçar uma direção de ação de acordo com os objetivos da empresa. Segundo Etzel; Walker e Stanton (2001, p. 54) “[...] uma estratégia é um plano de ação amplo por meio do qual uma organização pretende alcançar seus objetivos [...]”. Os produtos da cana-de-açúcar como açúcar e álcool são commodities, portanto, não tem uma diferenciação na produção, são produtos não-diferenciados. Para esses tipos de produtos é usada a estratégia de marketing de agregação. Segundo Etzel; Walker e Stanton (2001, p.176): A força de uma estratégia de agregação do mercado está em sua capacidade de minimizar custos. Ela permite que uma empresa produza, distribua e promova seus produtos com grande eficiência. Produzir e comercializar um único produto para o mercado total significa sequências de produção mais longas e custos mais baixos por unidade [...] A armazenagem e o transporte são mais eficientes quando um único produto vai para apenas um mercado. Os custos com promoção são minimizados quando a mesma mensagem é transmitida para todos os clientes. Algumas usinas do setor canavieiro cultivam as terras, plantam, colhem, fabricam o açúcar e álcool e elas mesmas vendem seus produtos, outras repassam o produto para cooperativas, por exemplo, que se encarregam de vender, distribuir e exportar o produto final. Neste caso, as estratégias mercadológicas dependem dos ambientes de marketing para que se possa traçá-las de maneira eficaz e atingir os objetivos de uma organização. Para tanto, os ambientes de marketing, micro e macro, são ferramentas importantes para o planejamento de um determinado setor. Pode-se notar que existe muita influência desses ambientes no setor do agronegócio. Segundo Oliveira (2008), o microambiente pode ser definido como tudo o que influi e está próximo ao ambiente interno de qualquer organização. Dentro dele há: os fornecedores, que são os responsáveis por abastecer com os recursos necessários para a produção dos bens e serviços; os intermediários que ajudam na promoção, comunicação, venda e distribuição dos seus bens aos compradores Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 43 finais; os clientes que são os tipos de mercados consumidores; há também os concorrentes, como é o caso do etanol do milho produzido nos E.U.A. em relação ao da cana-de-açúcar brasileiro e os públicos que são, segundo Kotler (1999, p. 48), “[...] qualquer grupo que tenha interesse real ou potencial, ou que cause impacto na capacidade [...] de atingir objetivos [...]”, como é o caso das exportações, que visam atingir a um público interessado nos bens adquiridos a partir da cana-de-açúcar. O macroambiente se constitui de forças externas que atingem diretamente a empresa. Verifica-se dentro dele a demografia que consiste em dados da população humana em termos de tamanho, densidade, localização, idade, raça, ocupação e outros dados estatísticos para se saber quais pessoas constituem o mercado. De acordo com Las Casas (2006), o ambiente econômico, conforme os autores Kurtz e Boone (1998) apud Oliveira (2008), “[...] é formado pelos fatores que influenciam o poder de compra do consumidor e as estratégias de marketing. Levam em conta o estágio do ciclo de negócios, a inflação, o desemprego, os recursos disponíveis e a renda”. O ambiente natural visa dar a devida atenção à ecologia, pois este é o principal assunto da sociedade moderna no novo século. Segundo Oliveira (2008), o marketing se utiliza desse recurso por causa das necessidades do planeta e não mede esforços para promover um produto ecologicamente correto. O etanol da cana-de-açúcar pode ser considerado um produto de consciência com a natureza, pois, além de ser fabricado a partir de uma matéria-prima renovável, o seu uso reduz o dióxido de carbono lançado pela queima de combustíveis fósseis, que é o principal agente que eleva o termostato da Terra. Temos ainda, o ambiente tecnológico que segundo Cobra (1991, p.51), “[...] é fundamental para o desenvolvimento de uma organização, pois, através de uma escolha bem feita, pode-se obter não só vantagens competitivas, como também conquistar lideranças de mercado ou lideranças tecnológicas”. Para Leitão; Rozenbaum (2006) apud Oliveira (2008), o setor agropecuário, em 2004, apresentou um crescimento inédito na história brasileira, com ganhos na produtividade, aumento na área total plantada, ampliação da mecanização, aumento do uso de inovações tecnológicas. Sob um olhar instrumental tecnicista estamos Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 44 vivendo uma revolução no campo, com aumento de consumo em um segmento da população. Já o ambiente político, é formado por um conjunto de leis, agências governamentais e grupos de pressão, que influenciam e podem bloquear atividades de organizações e indivíduos de uma sociedade. A variável sociocultural, última ferramenta do macroambiente a ser apresentada, é composta pelas forças que afetam os valores, as preferências e os comportamentos da sociedade. Pois, segundo Las Casas (2006, p.113), a sociedade molda o comportamento à medida que ela adquire e muda seus valores culturais, e com isso formam a identidade do mercado. Definidos esses ambientes, é possível traçar as estratégias de marketing.De acordo com Las Casas (2006, p. 227), os mercados de produtos agrícolas e de produtos industriais, considerado commodities, usam a estratégia de marketing único ou não diferenciado, ou seja, as empresas desses produtos não dividem o mercado. Apesar disso, dentro do mercado canavieiro existem os seguintes segmentos: alcooleiro, açucareiro e o da produção de cachaça. Cada um deles é marcado por características distintas e para o público específico. Portanto, dentro do agronegócio canavieiro, é possível verificar as características particulares existentes em cada produto, para que os investidores, usinas e produtores, possam investir e expor seus serviços e produtos, de acordo com o mercado alvo, garantindo o sucesso nas vendas do setor. Pode-se dizer que os produtos da cana-de-açúcar são bens industriais. Segundo Las Casas (2006, p.260), os produtos industriais são aqueles em que comerciantes ou fabricantes vendem para outros comerciantes ou fabricantes, neste caso, como matéria-prima, que são produtos não acabados, para a fabricação de produtos acabados. Para Kotler (1999, p.190-192) os produtos industriais são “[...] comprados para serem processados posteriormente ou usados na condução de um negócio [...]”. Segundo Oliveira (2008), a tecnologia de marketing no agribusiness, aqui em estudo, canavieiro, se resumem, no desenvolvimento de novas variedades, cada vez Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 45 mais adaptadas ao clima, tipo de solo e sistema de corte (manual ou mecanizado) e cada vez mais resistentes a pragas e com maior concentração de sacarose. Tem-se o uso de insumos modernos, melhoria do sistema de transporte e mecanização da lavoura; melhores processos de planejamento e controle. Há também melhoria na extração do caldo e diminuição de perdas no processo; diminuição no uso de produtos químicos no processo industrial de fabricação de açúcar e álcool; há inovações no processo de produção de açúcar e álcool; no gerenciamento da produção e na co-geração de energia elétrica. Além disso, a informação também é considerada uma tecnologia, pois permite agregar valor aos produtos agropecuários. Sabe-se que um sistema de informação possibilita obter dados em tempo real sobre tudo o que acontece no mercado agribusiness. Para Oliveira (2008), o cenário econômico aponta o agribusiness brasileiro com tendências de crescimento internacional. O Brasil, segundo o Ministério da Agricultura, é o maior produtor de açúcar e álcool. O agronegócio é o principal agente alavancador da economia nacional, principalmente com as exportações nesse setor, o que nos leva a ressaltar a importância do investimento em marketing nesse setor. 6.3 Para a Saúde Tomando por base estudos de Gallo e Moneken (2002) e o Gerenciamento de Relacionamento com o cliente – CRM – Customer Relationship Management – tentaremos mostrar algumas vantagens da aplicação do marketing na área de saúde, sendo que estas vantagens basicamente se resumem em conhecer os clientes atendidos e delimitar as áreas geográficas de maior demanda para a instituição, além de determinar o perfil dos serviços de maior oferta pela instituição. A estratégia de marketing de serviços refere-se à posição que a empresa deseja alcançar no futuro e o que deve fazer para conseguir, considerando-se determinado ambiente de atuação. Decisões estratégicas, diz Kotler (1996), são meios para atingir fins. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 46 Essas decisões englobam a definição do negócio da empresa, produtos e mercados que serão servidos, funções que serão desempenhadas e políticas necessárias para a organização executar essas decisões e atingir objetivos. A estratégia, por sua vez, é um plano integrado, unificado e compreensivo das vantagens estratégicas da firma diante do meio ambiente que é designado, a fim de assegurar os objetivos básicos do empreendimento por meio de ação própria e execução pela organização. (KOTLER, 1996, p. 69-71) Nesse sentido, a orientação de uma empresa para o marketing vai depender principalmente de que o administrador e proprietário acredite na necessidade de implantação do marketing e acredite também que a melhor forma de se obterem resultados positivos é pela satisfação de desejos e necessidades dos consumidores. Existem várias maneiras de organizar uma empresa orientada para o marketing. Os departamentos podem ser montados por: funções — a mais utilizada no Brasil em virtude do tamanho das empresas que atuam no nosso mercado; produtos — quando os serviços são diversificados essa organização mostra-se eficiente, uma vez que vários produtos comercializados recebem a atenção devida; mercados — existe o cargo de gerência responsável tanto por uma divisão geográfica como por uma divisão por clientes. A função principal desses gerentes é monitorar as situações atuais e as tendências dos mercados a que são responsáveis, visando a maior eficiência das operações mercadológicas. A efetiva prestação de serviços nas organizações de saúde, tem um impacto direto na satisfação e retenção dos seus usuários. Altos níveis de satisfação e fidelização dos consumidores é o que se espera da administração dos serviços de saúde. De acordo com Markwting Health Service (1999) apud Gallo e Moneken (2002), o marketing será então o responsável pela criação de uma cadeia de valores que passa pela acessibilidade, disponibilidade da assistência, humanização e valor agregado. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 47 Segundo Monken (2005) apud Gallo e Moneken (2002, p. 2), os profissionais de saúde avaliam os serviços de saúde em termos técnicos e os consumidores, por outro lado, usam com frequência critérios bastante diferentes quando avaliam serviços de saúde, dando grande ênfase aos componentes não-técnicos da prestação de serviços, do qual esperam obter valores ou benefícios. O marketing de relacionamento é o uso de técnicas e processos de marketing, vendas, comunicação e cuidado com o cliente para: 1) identificar seus clientes de forma individualizada e nominal; 2) criar um relacionamento entre a sua empresa e esses clientes — um relacionamento que se prolonga por muitas transações; 3) administrar esse relacionamento para o benefício dos seus clientes e da sua empresa. De acordo com Stone e Woodcook (1998, p. 1-7), o marketing de relacionamento, portanto, proporciona uma estrutura dentro da qual todas as demais atividades de marketing podem ser gerenciadas, para ganhar, reter e desenvolver clientes. Segundo Gallo e Moneken (2002, p. 7), na prestação de Serviço Médico Hospitalar, pode-se observar, que, a partir das referências anteriores do marketing tradicional, do marketing de serviço e, particularmente, do marketing de relacionamento, o objeto de preocupação para o planejamento estratégico que decidirá o enfoque da organização de saúde baseia-se no mesmo propósito das instituições de serviço dos demais segmentos — o consumidor — e deste, faz-se necessário obter o maior número de dados e transformá-los em informações mercadológicas. 6.4 Para as instituições educacionais Em todos os segmentos da sociedade, encontramos organizações que são favoráveis, outras nem tanto e uma parcela considerável que não acredita no uso do marketing como ferramentaque leve a empresa ao sucesso. Segundo Trevisan (2002, p. 94): Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 48 A concepção favorável é de que o marketing contribui com a instituição na sua missão educacional ao desenvolver programas viáveis, que contenham uma política de preços coerentes e comunicações eficazes, resultando em um aumento de satisfação do seu público-alvo Em contrapartida, os opositores consideram incompatível com a missão da educação, pois, mesmo que trouxesse alguma contribuição, seria desnecessário, se as pessoas reconhecessem que a educação foi boa para elas. Uma parcela de administradores e diretores de escolas tem sido complacente sobre o número decrescente de alunos e o aumento significativo da concorrência. Baseando nos pensamentos de Kotler e Fox (1994, p.372) que entendem como irreal o otimismo das instituições particulares diante das tendências do mercado, desconsiderando que podem ser fortemente afetadas pela diminuição do seu corpo discente e Etzel et al. (2001, p.6), quando diz que o “marketing criativo pode revigorar a economia de um setor”, podemos inferir que a eficácia do marketing em instituições educacionais, assim como em outras empresas comerciais ou filantrópicas, depende do quanto ela satisfaz as necessidades e desejos de sua clientela. Há instituições que se preocupam com o seu mercado e outras que sequer estão sensibilizadas. Essas últimas são típicas de instituições burocráticas, que se mantêm no mercado, enquanto o consumidor não tiver outra opção. De acordo com Trevisan (2002), aquelas que se preocupam com o seu público consumidor atual e potencial estão, constantemente, voltadas para o estudo do consumidor, por meio do seu posicionamento diante da instituição e da imagem que ele tem do produto ou serviço, em relação ao preço, distribuição e serviços. Porém, sabemos que há situações em que a imagem da instituição não corresponde à realidade, podendo estar supervalorizada ou desvalorizada. Uma instituição precisa refletir uma imagem acurada e favorável, caso contrário, não saberá quais as mudanças a serem executadas para refazer seu conceito junto ao público. Segundo Trevisan (2002), para atingir esse aspecto, o marketing coloca-se à disposição das instituições para identificar os desejos, as necessidades e os problemas, através de pesquisas junto ao mercado. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 49 As organizações, dependendo das suas necessidades, devem fazer uso dos sistemas de informações. Por exemplo, a escola pode buscar informações, elaborando um inventário de problemas que consiga detectar expectativas e dificuldades atuais, prevendo problemas futuros com seu mercado e público; comparar a demanda real com a desejada; contratar auditoria em marketing para identificar as áreas-problema e orientar o planejamento (ETZEL ET AL, 2001, p. 77). Para Kotler e Fox (1994, p.373), a pesquisa de marketing pode ajudar as instituições a responder perguntas como: Quais têm sido nossos números de candidatos, aceitações e matrículas nos últimos anos? Qual o tamanho do mercado e seu potencial? Quem são nossos mercados principal e secundário? Quais as características dos nossos alunos atuais? Quais as características dos candidatos que foram aceitos e não se matricularam? Quais os nossos principais concorrentes? De acordo com Trevisan (2002), as instituições não podem prescindir de um sistema de informações de marketing para a tomada de decisões acertadas, como: Sistema de registro interno, que fornece as informações sobre seus alunos, programas e finanças; Sistema de inteligência de marketing, que possibilita aos administradores obter informações diárias sobre o mercado; Sistema de pesquisa em marketing, com o planejamento da coleta, análise e preparação do relatório com dados levantados; Sistema analítico de marketing, que são os procedimentos estatísticos avançados para analisar as relações entre um conjunto de dados e a sua interpretação estatística. Para a mesma autora, o conjunto dessas informações orienta o planejamento e o controle das operações de uma instituição no mercado e, assim, a implantação Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 50 do planejamento estratégico em marketing que visa examinar o ambiente interno, o mercado, públicos, concorrentes e o macroambiente, para que a instituição possa, baseada nessas informações, traçar planos e monitorar as mudanças necessárias, ajuda a detectar as suas forças e fraquezas em relação aos aspectos estruturais, financeiros, políticos e humanos. Para a formulação de estratégias, faz-se necessário examinar os programas existentes, constatando os que podem ser melhorados ou desativados, e considerar o planejamento tático e o desenvolvimento de planos que permitirão a implantação das estratégias. Quanto ao controle do planejamento, ele pode ser anual, com o intuito de acompanhar as metas, para que elas sejam atendidas por meio de análises de desempenho, de mercado, de despesas e de atitudes. O controle das receitas/custos pode levantar o lucro ou prejuízo real dos seus programas, grupos de consumidores, territórios ou localizações. E, finalmente, identificar todos os recebimentos gerados por uma unidade, setor ou serviço específico e todos os custos a elas associados. O controle estratégico possibilita que os objetivos, as estratégias e os sistemas de marketing não se desviem da realidade e do projetado. Para impedir essa alteração, a instituição deve estar, constantemente, atenta para ajustar-se ao ambiente. De acordo com Trevisan (2002), além dessas questões, a instituição precisa ser visionária, ou seja, capaz de fazer previsões sobre o futuro e estabelecer objetivos e estratégias para atingi-los. As instituições necessitam de recursos tangíveis e intangíveis para realizar sua missão. Primeiramente, para definir sua missão, a organização tem que ter claramente em seus objetivos qual é seu negócio, quem é seu cliente, qual o valor é a ele atribuído e qual será seu negócio futuro. A partir do momento em que a instituição define sua missão, torna-se mais fácil estabelecer as suas metas, os seus objetivos, os recursos de que precisa dispor, de tal forma que terá melhores condições para determinar as estratégias. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 51 Segundo Trevisan (2002), a estratégia somente deverá ser formulada, após uma análise dos programas atuais, demandando da instituição que seja hábil em diferenciar seu programa do dos concorrentes e verificar aqueles que devem ser desenvolvidos e os que devem ser eliminados. A autora lembra que a análise dos custos por aluno é outro fator necessário para ser considerado, levando-se em conta, por exemplo, cursos que, pela demanda ou pelo estado recessivo em que se encontra o mercado, podem baixar o custo. E, ainda, identificar os investimentos dos seus concorrentes em marketing, que é nosso foco. Esses dados podem orientar a instituição sobre as atividades, cursos, conhecimentos que estão sendo requisitados pelo mercado e em quais se deve investir. Deacordo com Trevisan (2002), definido o binômio custo/mercado, a instituição pode desenvolver estratégias de marketing. A estratégia visa prever qual o segmento de mercado que se quer atingir, a sua posição em relação aos concorrentes e a combinação de produto, preço, ponto e promoção. O profissional de marketing deve ter claro quem são seus consumidores atuais e potenciais, assim como seus concorrentes. Conforme Trevisan (2002), nas instituições educacionais, o profissional de marketing terá que analisar desde o mercado disponível ao mercado potencial, o mercado atendido e o penetrado, como também a demanda de mercado da área, por meio da análise de matrículas. Também terá que analisar desempenho comparativamente a outras instituições, para um feedback da sua posição de mercado, e prever a ameaça dos concorrentes já estabelecidos, dos iniciantes, dos novos produtos e serviços, dos fornecedores e dos compradores. De acordo com Trevisan (2002), com base nos levantamentos das intenções dos consumidores, dos testes de mercado (considerados, muitas vezes, caros e complicados), a instituição pode utilizar-se de dados do passado para projetar sua demanda futura. A linha de tendência passada pode ser extrapolada para estimar-se o nível de tendência para o ano seguinte. Outro aspecto a ser levado em conta são as oscilações nas atividades econômicas que interferem nas matrículas. Se essas Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 52 condições puderem ser previstas, o estágio do ciclo da instituição pode ser usado para ajustar a tendência. Um terceiro fator é a sazonalidade, que reflete qualquer padrão consistente em termos de candidato e matrículas dentro do ano. Essa sazonalidade pode estar relacionada ao clima, feriados etc. Esses dados permitem ao pesquisador a possibilidade de ajustar a estimativa para determinado mês. Os profissionais de marketing podem usar uma combinação de técnicas de previsão para melhorar a sua perspectiva de demanda. Juntamente com a avaliação da previsão obtida com essas técnicas, deverão ponderar as mudanças no ambiente, como alterações no tamanho do mercado ou na economia. Por exemplo, as informações do término da recessão podem gerar expectativas de maiores vendas. Conhecer o mercado atual e estimar as necessidades futuras possibilita às instituições avaliar seu desempenho, testar a viabilidade de novos programas e planejar os recursos para as atividades futuras. Em relação às abordagens do mercado, as instituições educacionais podem adotar diferentes tipos de abordagens. A ótica de marketing de massa, por exemplo, trata da produção e distribuição de um programa, produto ou serviço, pretendendo atrair todos os consumidores. A instituição também pode optar por criar produtos diferenciados e distinguir-se dos seus concorrentes. Já a concepção de mercado- alvo consiste em desenvolver um produto e um marketing apropriado para determinado mercado. O marketing alvo segmenta o mercado baseado em variáveis geográficas, demográficas, psicográficas e comportamentais. A segmentação geográfica é a divisão do mercado total em grupos, de acordo com a localização, densidade populacional ou clima. Outro aspecto importante a ser salientado é saber se a instituição possui fatores de sucesso necessários para competir no mercado. Terá maior força, quanto maior for a sua participação no mercado, quanto menores forem seus custos em relação aos concorrentes, quanto maior for a qualidade das suas ofertas, quanto melhor conhecer as necessidades e desejos dos seus consumidores, quanto mais relevantes forem seus esforços de marketing e quanto maiores forem as suas vantagens. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 53 Richers (2000, p.105) afirma que a “credibilidade é a chave para o processo de posicionamento no mercado”. Os gestores das instituições devem se perguntar com muita frequência: Como está a imagem da minha instituição entre os clientes? Ela tem melhorado ultimamente ou não? Que devo ou posso fazer para mantê-la no topo? Richers (2000, p.110) comenta que, para responder a essas perguntas, a imagem da concorrência são referências para a comparação. Um dos pontos altos do marketing e essencial às instituições que queiram atingir o público consumidor é a comunicação. A comunicação da instituição com seus clientes e clientes potenciais acontece de maneira informal com seus alunos, ex-alunos, por meio dos seus programas, mas também mediante um programa formal de comunicação. Segundo Trevisan (2002), quando se fala em comunicação, estamos nos referindo à propaganda, à promoção de vendas e à relações públicas. Uma comunicação efetiva requer alguns cuidados, como a escolha da mídia onde veicular a informação, das fontes mais apropriadas para se conseguir o retorno desejado, da mensagem que melhor comunicará as realizações, entre outros. Na escolha da mídia, deve-se considerar que o meio que pode comunicar bem um produto pode ser ineficiente para outro. O jornal, o rádio, a televisão, a mídia interativa, cada um deles tem suas características e servem para divulgar determinados produtos. O rádio estimula a imaginação por meio da sensação auditiva. A televisão, por sua vez, combina o movimento, o som e os efeitos visuais especiais, em que os produtos podem ser demonstrados e descritos. O jornal apresenta mais limitações. Ele não propicia muita variedade para apresentar os anúncios, por outro lado, tem uma grande abrangência em função da sua circulação. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 54 A mala direta é um meio mais pessoal e seletivo, entretanto o seu custo é mais alto, comparado a outros canais, devido à impressão e postagem. Entretanto, alcança as pessoas que o anunciante deseja. A mídia interativa, que vem galgando uma proporção grandiosa junto ao público consumidor, é a internet. É interativa, porque é necessário que o consumidor interessado em determinado produto ou serviço acesse a mensagem de quem envia. De acordo com Trevisan (2002), todos esses meios são enriquecidos com a atuação das “relações públicas”, que se utiliza de informações obtidas junto ao público para implementar as ações e avaliar os resultados. É um trabalho criterioso, que exige muita experiência e habilidade, pois detalhes como uma correspondência personalizada, assinada pelo próprio representante da instituição, pode ser um bom recurso para a comunicação. Todos esses recursos para se comunicar com o público devem ser permeados por muita autenticidade. De nada adianta supervalorizar a instituição, se os futuros clientes, por ocasião da matrícula, constatarem que essa imagem “não passa de uma fachada”. Enfim, segundo Trevisan (2002), o sucesso de uma instituição não é medido apenas pelo seu desempenho financeiro, mas também por uma perspectiva social mais ampla. Site: www.ucamprominas.com.br E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br Telefone: (0xx31) 3865-1400 Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 55 REFERÊNCIAS BARBOSA, M. de F. N. Introdução ao marketing para empresa de pequeno porte. Edição eletrônica. Eumet.net, 2006. CHIAVENATTO, I. Introdução à teoria geral da administração. 1994. 4ª edição. São Paulo. MakronBooks. COBRA, M. Administração estratégica do mercado. São Paulo: Atlas, 1991. COOPER. C. Turismo, princípios e práticas. Porto Alegre. Bookman, 2001. COSTA, Francisco José da; SILVA, Jocélio Nunes da. 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