Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

MATERIAL DIDÁTICO 
 
 
PRÁTICAS DE GESTÃO ESTRATÉGICA E 
MARKETING 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U N I V E R S I DA D E
CANDIDO MENDES
 
CREDENCIADA JUNTO AO MEC PELA 
PORTARIA Nº 1.282 DO DIA 26/10/2010 
 
Impressão 
e 
Editoração 
 
0800 283 8380 
 
www.ucamprominas.com.br 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
2 
 
SUMÁRIO 
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 3 
UNIDADE 2 - EVOLUÇÃO, HISTÓRIA E OBJETIVOS DO MARKETING .................................................................. 5 
UNIDADE 3 - A FORMAÇÃO DOS GESTORES DE MARKETING ............................................................................ 9 
UNIDADE 4 - ÁREAS DE ATUAÇÃO DO GESTOR DE MARKETING ...................................................................... 13 
UNIDADE 5 - AS ESTRATÉGIAS PARA MARKETING ........................................................................................... 18 
UNIDADE 6 - ALGUNS FOCOS ESPECÍFICOS: TERCEIRA IDADE, AGRONEGÓCIO, SAÚDE E EDUCAÇÃO .............. 40 
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................................. 55 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
3 
 
UNIDADE 1 - INTRODUÇÃO 
 
Observamos ao longo dos anos a expansão de alguns setores específicos, 
sua decadência e ascensão de outros. Essa dinâmica pode ser explicada pela visão 
míope que alguns empresários têm dos seus negócios e mais precisamente em 
relação ao marketing. 
Embora redigido há mais de três décadas, continua atualíssimo o artigo de 
Theodore Levitt (1972), intitulado Miopia em Marketing, o qual apresenta e analisa 
inúmeras organizações que passaram pelo ciclo citado acima, como por exemplo, as 
estradas de ferro norte-americanas que seus empresários acreditavam nunca iriam 
morrer, mesmo com o nascimento da indústria dos veículos automotores. 
Segundo Levitt (1972), a razão para o desenvolvimento ser ameaçado, 
retardado ou detido não é porque o mercado está saturado, mas sim, porque as 
organizações não se preocupam com o cliente, com o marketing, voltando-se 
essencialmente para as vendas, o que vem confirmar a confusão feita por parte da 
alta administração. Reafirmando, essencial não é pensar que o marketing deve estar 
voltado para as vendas, ou seja, converter bens em dinheiro, mas sim fazer o 
caminho inverso, preocupar primeiramente com as necessidades do cliente e, 
partindo delas, converter em objeto físico ou satisfação e não impor ao cliente o seu 
produto. 
Nesse sentido, para colaborar com o caminho que as organizações precisam 
seguir, encontramos a gestão estratégica de marketing como fator essencial para 
elevar as organizações ao topo e sua manutenção. 
Considerando essas afirmações, pode-se dizer que em termos de 
consistência, o relacionamento é um fator importante, uma boa comunicação pode 
não só ganhar, como conquistar novos clientes. Saber fazer uma divulgação 
adequada é muito importante, pois assim, não se corre o risco de espalhar muita 
coisa e acertar um pequeno alvo. 
Perceber a importância do marketing, da satisfação dos clientes como 
objetivo final e analisar o ambiente de uma organização para implantação são os 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
4 
 
passos fundamentais para a organização que queira se manter nesse mercado 
competitivo. 
Nesse sentido, a apostila Práticas de Gestão Estratégica e Marketing tem o 
objetivo de apresentar as novas tendências do marketing, e para que se cumpra, 
faremos uma breve retrospectiva histórica do surgimento do marketing, analisaremos 
a questão da formação dos gestores, as áreas onde irão atuar e por fim, as 
estratégias nos diversos segmentos, desde os clientes externos aos internos. 
Esperamos que todos leiam os tópicos com atenção e criticidade e pesquisem 
sempre, pois no setor de marketing as novidades surgem a todo o momento. 
Ressaltamos que esta apostila se trata de uma compilação, e para colaborar, ao final 
dela disponibilizamos diversas referências bibliográficas para complementar os 
estudos e sanar possíveis lacunas. 
Boa leitura a todos! 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
5 
 
UNIDADE 2 - EVOLUÇÃO, HISTÓRIA E OBJETIVOS DO 
MARKETING 
 
2.1 A evolução do marketing 
De acordo com Kotler (2000), a história do Marketing é recente e seu 
verdadeiro desenvolvimento teve início apenas a partir da década de 60 e 70, 
quando as empresas norte-americanas, conscientes do crescimento cada vez mais 
acentuado “das pressões sociais e empresariais” e percebendo as limitações do 
modelo fordista de produção (acentuadas pela recuperação europeia e japonesa no 
período Pós-Segunda Guerra Mundial), sentiram-se impelidas a desenvolver uma 
metodologia a qual as tornasse mais dinâmicas frente às demais. 
Mesmo assim, a atual percepção do Marketing tal como sendo, segundo 
Kotler (2000, p. 30), “um processo social e gerencial através do qual pessoas e 
grupos obtêm aquilo que necessitam e o que desejam através da criação, oferta e 
livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”, é algo que somente 
ganhou corpo a partir da década de 80. 
Segundo Chiavenatto (1994, p. 57-60), antes da preponderância do atual 
momento histórico, a denominada Era do Marketing, a indústria passou por dois 
estágios anteriores, alcunhados de Era da Produção, em que se acreditava que era 
graças ao desenvolvimento do modelo fordista de produção, aliado às teorizações 
de Frederick W. Taylor e Henri Fayol, que se os produtos tivessem preços baixos o 
suficiente, eles seriam comprados, e Era das Vendas, no qual as empresas 
tentavam vender os produtos que haviam criado através do aprimoramento de suas 
técnicas de venda. 
Para Tavares (2003, p.125), o grande passo em prol da construção da atual 
percepção do Marketing teria sido dado em 1972, quando Al Ries, conjuntamente 
com Jack Trout, publicou um artigo na revista Advertising Age, intitulado Positioning 
Era, que destacava a importância do conceito de posicionamento como a base do 
pensamento estratégico. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
6 
 
O conceito de posicionamento levou à percepção de que seria muito mais 
proveitoso para todas as organizações desenvolverem produtos dotados de algum 
diferencial competitivo marcante na mente de poucos consumidores (nicho de 
mercado) do que simplesmente comercializarem os seus bens e/ou serviços pelo 
menor preço possível, tal como se fossem commodities, para as grandes massas. 
Assim, segundo Juran (1992) e Grove (1997), o foco, anteriormente situado 
no produto, desloca-se para o comprador, fazendo inclusive com que as empresas 
deixassem depraticar somente políticas internas de aumento da produtividade e 
passassem também a enfocar o controle da qualidade, em prol da conquista efetiva 
dos seus consumidores. 
As contribuições de Al Ries e Jack Trout apud Tavares (2003) foram 
posteriormente aprimoradas por Michael Poter, para quem o sucesso de uma 
empresa estaria na conquista de uma posição “na qual a empresa possua uma 
condição tão diferenciada, que é bastante difícil copiá-la”, tornando o conceito de 
posicionamento imprescindível para a elaboração de qualquer estratégia de sucesso 
de marketing. 
Cooper (2001, p. 382) defende que a prova maior do sucesso do marketing, 
enquanto ciência que visaria a desenvolver uma imagem, uma percepção, um 
posicionamento, na mente dos seus consumidores, seria a de que, na atualidade, 
“as organizações que utilizam o marketing não se limitam a empresas comerciais”, 
uma vez que as técnicas de marketing estão sendo paulatinamente incorporadas 
por outras instituições públicas, chegando até mesmo a ser adotada por alguns 
gestores urbanos, dentro daquilo que se costumou denominar de city-marketing. 
Retrospectivamente, podemos considerar que o marketing passou por cinco 
gerações: 
 Na primeira, correspondendo ao período de 1950/1960, encontram-se nas 
empresas algumas ferramentas de marketing, como propaganda, promoções 
de venda, vendas pessoais e distribuição, mas não estão organizadas em 
área específica; 
 Numa segunda geração, correspondendo aos anos de 1970, passou a ter um 
espaço nos organogramas, principalmente pela maior competitividade; 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
7 
 
 Na terceira geração, com a descoberta da importância do marketing em todas 
as áreas, no início dos anos 80; 
 Na quarta geração, considerada a partir da metade dos anos 90, as empresas 
descobrem a importância da imagem que o mercado tem delas; 
 Na quinta geração, a atual, ocorre a desmassificação do mercado e 
sobressai a importância do computador, principalmente pela possibilidade de 
armazenagem de informações sobre o consumidor num banco de dados. 
Com essa evolução, passou a ser de vital importância as organizações, para 
determinar as necessidades e desejos dos clientes e adaptar-se para promover a 
satisfação desses desejos como forma de alcançar os objetivos da organização. 
 
2.2 Os objetivos do Marketing: reter em vez de conquistar 
De acordo com as breves definições de marketing abaixo, podemos encarar 
seu objetivo maior. 
 Segundo Kotler e Armstrong (1998, p. 03), “Marketing é o processo social e 
gerencial através do qual indivíduos e grupos obtém aquilo que desejam e de que 
necessitam, criando e procurando valores uns com os outros”. 
Para Ducker (1983, p. 47), “Marketing é o negócio inteiro olhado do ponto de 
vista de seus resultados finais, isto é, do ponto de vista do consumidor. Assim, a 
preocupação e a responsabilidade pelo Marketing devem penetrar em todos os 
setores da empresa”. 
Assim, temos que: 
 
O objetivo do marketing de relacionamento é a retenção de clientes. 
Relacionamentos são construídos sobre familiaridade e conhecimento. A 
empresa do futuro restabelecerá relacionamentos ‘pessoais’ com clientes 
por intermédio de bancos de dados detalhados e interativos. O desafio é 
definir rapidamente os bancos de dados exigidos, e daí agir sobre eles para 
restaurar relacionamentos pessoais em marketing (VAVRA, 1993, p.45). 
 
Os melhoramentos na indústria de computadores proporcionaram exatamente 
o que as empresas necessitavam para manter pista de seus clientes. Os 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
8 
 
desenvolvimentos atuais e futuros do computador, quando dirigidos a manutenção 
de banco de dados de clientes farão para o marketing o que a máquina a vapor fez 
para a produção. A tecnologia de microcomputadores de hoje coloca a capacidade 
de banco de dados nas mesas de todas as empresas. No fundo, algumas das 
menores empresas tem sido as primeiras a utilizar esse poder. Tome por exemplo os 
sistemas de controle de estoque e faturamento de uma loja de vídeo local, não 
apenas um banco de dados de clientes pode estar disponível em um processador, 
mas, virtualmente, qualquer exigência complementar de dados também pode estar 
disponível. 
Dessa forma, a empresa de hoje que implementa suas estratégias de 
marketing com um banco de dados central de informações está em posição para 
continuar de onde um “vendeiro” de armazéns varejistas dos anos 30 começou. Os 
relacionamentos pessoais com clientes não são apenas novamente possíveis, mas, 
tornar-se-ão a face do marketing atual. 
Atualmente, segundo Vidoto e Vey (2005, p.61), é mais fácil armazenar as 
informações sobre seus clientes, mas o sucesso das empresas dependerá não 
somente da extensão das informações, como também da forma que usarão as 
informações coletadas. As empresas que vendem itens de grande valor têm maior 
facilidade para adaptar-se ao novo modelo de marketing, mas as empresas que 
vendem bens de pequeno valor, como bens de consumo, encontram maior 
dificuldade para estabelecer este relacionamento interativo com seus clientes. 
Os mesmos autores citados anteriormente, ressaltam que a ideia de usar o 
marketing direto com o cliente é de reduzir os intermediários nas negociações, pois 
dessa forma o retorno da informação sobre o produto chegaria com maior facilidade 
ao fabricante, tanto as reclamações, como as sugestões sobre produtos ou demais 
serviços associados chegariam diretamente ao fabricante, agilizando o processo no 
caso de necessidade de correção de algumas ações. 
 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
9 
 
UNIDADE 3 - A FORMAÇÃO DOS GESTORES DE 
MARKETING 
 
De acordo com Kotler (2000), o marketing é visto como a tarefa de criar, 
promover e oferecer bens e serviços a clientes, sejam estes pessoas físicas ou 
jurídicas, porém o marketing e o profissional de marketing envolvem-se com uma 
gama de tarefas ainda maior. Os profissionais de marketing possuem técnicas para 
estimular a demanda pelos produtos de uma organização. Porém, analisar o escopo 
de marketing só por essa atividade se torna superficial. Em realidade, os 
profissionais de marketing são responsáveis pela gestão da demanda, e os gerentes 
de marketing procuram influenciar dentre outras coisas o nível, a velocidade e a 
composição da demanda para alcançar os objetivos da organização. 
Para Costa e Silva (2005) o profissional de marketing precisa tomar várias 
decisões, desde que produto vender, que preços praticar e até que tipo de 
embalagem utilizar. Dado a crescente importância do marketing, este deixou de ser 
um departamento isolado na organização para se tornar presente em todas as áreas 
da empresa e se tornar cada vez mais fundamental para sua sobrevivência. 
Segundo os mesmos autores citados anteriormente, podemos, no entanto, 
classificar como profissional de marketing todo aquele que busca uma resposta 
(atenção, voto, compra, doação, engajamento) de outrem. Se duas pessoas estão 
tentando vender uma coisa para outra, as duas podem ser consideradas como 
profissionais de marketing. Os profissionais de marketing precisam compreender as 
necessidades dos mercados-alvo, encantá-los e fidelizá-los, produzindo um efeito 
multiplicador de grande importância para a sobrevivência e crescimento da 
organização. 
ParaFerrel et al (2000), o desafio do profissional de marketing é, portanto, 
mostrar que está apto para orientar as empresas a construírem relacionamentos em 
redes de mercado de trocas. A dinâmica e a flexibilidade exigida nas relações 
associadas ao caráter mutável dos ambientes fazem com que os conhecimentos 
sobre como operar em redes de troca, associado às atitudes orientadas para a 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
10 
 
aprendizagem contínua, às habilidades necessárias para aprender e à capacidade 
para atuar com autonomia e flexibilidade, constituam-se nos elementos-chave da 
competência desse profissional. 
 
3.1. O papel do conhecimento de marketing na geração de 
vantagem competitiva 
De acordo com Ferrel et al (2000, p. 20), cada vez mais as empresas estão 
compreendendo a importância do marketing em suas ações cotidianas. O marketing 
saiu do isolamento de um único departamento para se integrar ao ambiente de 
crescente competitividade entre as empresas que passaram a competir não só com 
seus vizinhos mais próximos, mas com todo o mercado global. Tal situação obriga 
as empresas a repensarem suas maneiras de encarar e de agir no mercado, a 
buscar melhores estratégias de atuação e a de se envolverem com o cliente de 
forma mais profunda e consistente com o explícito propósito de manter com ele um 
relacionamento duradouro e proveitoso para ambos. 
Segundo Kotler (2000), o marketing constitui-se numa fonte de aprendizagem 
ao se apresentar em um jogo empírico, pela qual, tomam-se decisões, observam-se 
os resultados, aprende-se com eles e, depois, tomam-se decisões melhores. Tendo 
em vista que a aprendizagem é a principal fonte de vantagem competitiva 
sustentável e que o marketing trata da manutenção e do desenvolvimento das 
relações de troca, os profissionais da área contribuem para a sustentação desta 
vantagem da empresa ao aprender, aplicando seus conhecimentos, habilidades e 
atitudes, no sentido de orientar as organizações para os clientes, realizar os 
objetivos estratégicos e alcançar os resultados esperados pela organização. 
Para Costa e Silva (2005), o desafio do profissional de marketing é antever às 
necessidades do cliente e satisfazê-las completamente, mostrando para isso que ele 
está apto a orientar as organizações, a construírem relacionamentos em redes de 
mercado de trocas, associados a atitudes orientadas para a aprendizagem contínua, 
bem como a capacidade de atuar com autonomia e flexibilidade. São esses os 
elementos-chave da competência do profissional de marketing. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
11 
 
3.2. As competências de marketing 
A relação entre atitudes, valores e conhecimento é essencial para o 
profissional de marketing desenvolver as suas competências e alcançar o sucesso 
profissional. Dutra apud Molina et al (2001) diz que o profissional deve aplicar seus 
conhecimentos, habilidade e atitudes, gerando resultados dentro dos objetivos 
estratégicos da organização, e que deve fazê-lo aprendendo com a tomada de 
decisões. O conhecimento, não somente na área de marketing, mas principalmente 
sobre negócios como um todo, pode possibilitar o atendimento das necessidades de 
parceiros e contribuir para o resultado conjunto, proporcionando retorno para todos. 
São características pessoais importantes aos profissionais de marketing: 
 Possuir espírito criativo e inovador; 
 Ter aptidão para assumir riscos; 
 Ser paciente quando necessário; 
 Ser atualizado sempre sobre eventos e acontecimentos; 
 Ter a capacidade de resolver e analisar problemas, dentre outras. 
Juntando-se a este perfil, existem também as habilidades e os conhecimentos 
técnicos necessários, a saber: 
 Conhecer profundamente os conceitos e as funções de marketing; 
 Ter conhecimento em técnicas e métodos de pesquisa; 
 Saber colocar em pratica gerências de planejamento, organização e 
direcionamento de projetos e planos; 
 Ter conhecimento básico sobre promoção de vendas, propaganda e relações 
públicas, entre outros. 
Nem sempre é possível juntar todas essas qualidades numa só pessoa, mas 
há meios através de experiências e treinamento, de suprir as possíveis deficiências. 
E, também, deve-ve levar em conta que o grau de conhecimento e habilidade 
exigidos varia de organização para organização. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
12 
 
Pode-se perceber ainda que, segundo Costa e Silva (2005, p.899), nas 
atividades de marketing, caracteriza-se como uma importante competência para 
seus profissionais: a identificação do mercado alvo; a definição do potencial deste 
mercado e o posicionamento da empresa para obter vantagem competitiva. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
13 
 
UNIDADE 4 - ÁREAS DE ATUAÇÃO DO GESTOR DE 
MARKETING 
 
Segundo os conceitos clássicos que conhecemos advindos de Henri Fayol, ao 
administrador, cabe: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar os 
negócios. E ao gestor de marketing? 
No caso do marketing, somem-se a essas cinco atividades, o planejamento, 
porque depois de prever, o gerente de marketing precisa planejar a ação a ser 
desenvolvida. 
Vamos analisar cada uma delas pela ótica de Manzo (2005): 
 Prever significa “perscrutar o futuro”, antever os acontecimentos para 
antecipar-se a eles. 
 Planejar quer dizer fazer planos para enfrentar as situações levantadas pela 
previsão. É a capacidade de tomar decisões acertadas. É a escolha dos 
meios para atingir os objetivos de Marketing da empresa e saber avaliar a 
importância de cada um deles. 
De acordo com Manzo (2005), para que o objetivo de Marketing seja atingido 
(obter satisfatório volume de vendas a custo razoável), o gerente de marketing tem 
vários caminhos, podendo ser mais ou menos onerosos, e seu sucesso dependerá 
muito da habilidade em selecionar e combinar as coisas certas, nas proporções 
exatas, para atingir um desejável volume de vendas a baixo custo operacional. 
Segundo Manzo (2005), alguns desses meios são a propaganda, o esforço 
dos vendedores e a organização interna do setor de vendas. Vários tipos de equipe 
de vendas podem ser usados. Um fabricante pode utilizar sua própria loja de varejo 
para alcançar o consumidor final diretamente, ou pode trabalhar através de 
atacadistas e varejistas. Pode trabalhar mediante um distribuidor exclusivo, 
adotando, assim, um sistema centralizado. 
Para Manzo (2005), garantias para os produtos podem ser uma parte da 
combinação geral de coisas que ele usa. Para muitos produtos, ele terá de oferecer 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
14 
 
Serviços adequados. A Pesquisa é uma ferramenta frequentemente usada e pode 
ser realizada através de onerosas despesas, comparativamente, ou ser inteiramente 
negligenciada. O preço, em si mesmo, pode ser um elemento a combinar, no sentido 
de que o preço baixo, mais do que custosos esforços de promoção, assegurará o 
satisfatório volume de vendas. Todos esses fatores estão sujeitosa subdivisões, e 
admitem combinações de uma variedade enorme de fatores. A Propaganda, talvez, 
forneça o melhor exemplo. O gerente de Marketing pode decidir-se pelo uso do 
rádio, televisão, jornais ou propaganda pelo correio ou, em certos casos, por todos 
eles. Pode também apoiar inteiramente sua propaganda em veículos de cobertura 
nacional, como certas revistas, assim como usar cartazes ou revistas 
especializadas. É evidente que só no campo da Propaganda há uma infinidade de 
escolhas e que são muitas as combinações possíveis. 
Esses exemplos dão uma pequena ideia do número de fatores que podem ser 
usados pelo gerente de Marketing, assim como a multiplicidade de possíveis 
combinações ou Marketing-Mix como são chamadas essas combinações. Cada fator 
tem seu custo e a extensão com que cada um é usado depende desse custo. 
Para Manzo (2005), como há tantos fatores e tantas combinações, a tarefa de 
determinar a eficiência do planejamento é uma das mais difíceis de todo o processo 
de Marketing. E as tentativas de isolar a contribuição de cada fator no volume das 
vendas tornam-se mais difíceis ainda, uma vez que o volume de vendas é o 
resultado conjunto de todos os fatores e cada fator usado isoladamente pode 
resultar inteiramente improdutivo, assim: 
 Organizar consiste em prover os meios materiais e humanos necessários ao 
desempenho da tarefa global de Marketing e dispô-los funcionalmente. O 
trabalho inicial de organizar o Marketing consiste em dividir as tarefas de 
Planejamento, Execução e Controle. Na parte de Planejamento, deve ser 
incluído o setor de Pesquisas e de Merchandising ou Estudo e Planejamento 
do Produto. Na parte de Execução, inclui-se a Compra, a Venda, o 
Suprimento Físico, os Serviços, a Propaganda, a Promoção de Vendas e as 
Relações Públicas. Finalmente, na parte de controle, aplicam-se a 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
15 
 
Contabilidade de Custos e outros meios de controlar as atividades de 
Marketing. 
 Comandar é fazer funcionar a máquina organizada de modo que cada um 
realize sua tarefa de acordo com o estabelecido. No caso especial de 
Marketing, é preciso que o comando motive os diversos funcionários a 
fazerem o máximo de esforços visando ao máximo de vendas lucrativas. É 
necessário despertar o interesse e o entusiasmo de todos. 
 Coordenar todos os setores da organização de Marketing, os quais devem 
trabalhar harmonicamente, ajudando-se uns aos outros com o fito de 
aumentar a rentabilidade de cada função e reduzir os custos de operação. É 
importante, também, que o pessoal do departamento de Marketing se entrose 
bem com os demais departamentos da empresa. 
 Controlar é a função que consiste em analisar o desempenho de cada 
atividade do setor de Marketing, do ponto de vista contábil, para evitar 
desperdícios. 
Além das áreas de atuação e das tarefas apresentadas acima, compete ao 
gerente de Marketing o delineamento das políticas a serem adotadas para o 
desempenho de cada função. É através das políticas que são traçados os objetivos 
a atingir e os métodos a serem adotados. Esse trabalho exige perícia, perspicácia e 
experiência do gerente de Marketing. Uma vez que há contratempos e surpresas e o 
mercado está em constante mutação, as políticas devem ser flexíveis. O seu 
estabelecimento ajuda a tornar a ação uniforme. Uma vez formuladas as políticas, 
elas só deverão ser mudadas por uma razão justa. Em longos períodos, à proporção 
que a situação do mercado se modifique ou a experiência ensine, as alterações 
serão necessárias para adaptar o negócio às novas condições. 
As políticas de Marketing incluem todas as questões relacionadas com: a) o 
produto; b) o mercado; c) as compras; d) as vendas; e) os suprimentos físicos; f) os 
serviços; g) a propaganda; h) a promoção de vendas; i) as relações públicas. 
Segundo Manzo (2005), é atribuição também do gerente de Marketing cuidar 
dos problemas relacionados com as operações de financiamento da função global 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
16 
 
do Marketing. Todo processo de financiamento, em qualquer setor do Marketing, faz-
se através do crédito que nada mais é do que a capacidade de obter mercadorias e 
serviços, diante da promessa de pagamento em dinheiro ou mercadorias, numa data 
futura. 
Aproximadamente 80% de todas as transações de Marketing se efetuam por 
meio de alguma forma de crédito. Essa é a razão por que esse instrumento constitui 
hoje a parte mais importante do poder aquisitivo total da comunidade. E daí também 
a grande responsabilidade do diretor de Marketing ao definir as políticas de crédito e 
financiamento do seu setor. Há três tipos de crédito: a) de investimento; b) comercial 
ou mercantil; c) de consumo. 
Finalmente, cabe ao gerente de Marketing reduzir, distribuir ou evitar a perda 
do valor pecuniário dos produtos e serviços durante a sua comercialização. A isso 
chama-se Administração de Riscos. Tais perdas podem ocorrer pela deterioração 
física, obsolescência, roubo, avarias, variações na oferta ou na procura, ou pelas 
variações dos níveis de preços. 
Para reduzir os prejuízos advindos dos riscos a que os produtos estão 
sujeitos, recorre-se ao seguro. A pesquisa é outro método empregado para eliminar 
a incerteza que cerca qualquer empresa e, com isso, diminuir o risco. A propaganda 
também pode conduzir a moda, levando os consumidores ao uso de determinadas 
cores e padrões, antecipando-se, dessa forma, aos riscos ocasionados pelas 
variações da moda. 
Sintetizando o que foi dito, segundo Manzo (2005, p.19), temos que a tarefa 
da Administração ou do Gerente de Marketing é: 
1. Construir a organização de Marketing e determinar as suas relações 
com outros departamentos da empresa; 
2. Pesquisar o mercado; 
3. Planejar o produto; 
4. Definir as políticas de compra, venda, suprimento físico, propaganda, 
promoção de vendas e relações públicas; 
5. Estudar o financiamento das operações de Marketing; 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
17 
 
6. Zelar pela redução dos riscos do negócio; 
7. Controlar os custos das operações de forma a torná-las mais 
econômicas. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
18 
 
UNIDADE 5 - AS ESTRATÉGIAS PARA MARKETING 
 
5.1 Definindo estratégia 
Poderíamos definir estratégia como o caminho escolhido para alcançar os 
objetivos de uma organização, o qual inclui um portfólio de produtos a ser 
comercializado para um segmento de mercado selecionado. 
 Ou ainda, de acordo com Barbosa (2006), a determinação de metas de longo 
prazo coerentes com os objetivos da empresa e a adaptação dos recursos e da ação 
para alcançá-las. De todo modo, a estratégia precisa responder às condições 
internas e externas de cada empresa em particular. Faz parte das condições 
internas, dentre outros: pontos fortes e fracos, estrutura e capacidade financeira, 
objetivos pessoais do dono, valores imperantes na cultura da organização. Quanto 
às condições externas, tem-se: situação do ambiente, mercados e suas tendências, 
problemas e oportunidades, competidores, dentre outros. 
Observando-se as definições de estratégia, percebe-se que essas definiçõespodem ser divididas em duas partes: 
 Primeiro, tem-se o estabelecimento dos objetivos que se pretende alcançar; 
 Segundo, o desencadear do curso de ação que a empresa deve seguir para 
atingir seu objetivo. 
Em termos práticos, pretende-se responder aos seguintes questionamentos: 
aonde queremos chegar? como vamos chegar lá? 
Para a formalização das estratégias de marketing, é importante que sejam 
definidos os objetivos de marketing, que são os resultados de mercado que deverão 
ser alcançados, mas nunca é demais lembrar que a questão não é direcionar para 
vendas, mas sim, para a satisfação das necessidades, desejos e expectativas do 
cliente. 
Barbosa (2006, p. 64) ressalta que a empresa deve evitar alguns erros quanto 
a elaboração de planos estratégicos, são eles: 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
19 
 
 Elaborar planos de ação sem antes haver definido com precisão os objetivos 
que se pretendem alcançar; 
 Elaborar planos setoriais (por produtos, serviços, por áreas, por mercados 
sem que respondam a um desenvolvimento global) que determine quais são 
as grandes linhas estratégicas que deve seguir a empresa (como um todo); 
 Elaborar planos para um mesmo produto/serviço ou área ou mercado sem 
que tenham continuidade no tempo e entre si. 
Antes de abordar as estratégias de marketing destinadas aos clientes 
externos, quais sejam: estratégias de produto, estratégias de preço, estratégias de 
distribuição e estratégias de comunicação, convém fazer alguma consideração sobre 
a estratégia básica de marketing que significa a base primordial, a partir da qual as 
estratégias de produto, preço, distribuição e comunicação serão estabelecidas e 
desenvolvidas. 
Dessa forma, a estratégia básica de marketing guiará com precisão, nos 
mínimos detalhes, todos os passos que serão dados por cada setor de forma 
isolada, ou seja, produto, preço, distribuição e comunicação. 
O desenvolvimento do plano estratégico segue, porém, os seguintes passos 
representados pela figura 1. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
20 
 
FIGURA 1 – A SEQUÊNCIA LÓGICA DA PLANIFICAÇÃO ESTRATÉGICA 
 
 
 
OBJETIVOS Onde a empresa quer chegar 
e que resultados de mercado 
deseja obter? 
 
 
 
ESTRATÉGIA 
BÁSICA 
 Quais as diretrizes 
estratégicas básicas para 
determinar o programa de 
ação? 
 
 
 
PLANOS 
SETORIAIS 
 Como será administrado os 
elementos do mix de 
marketing? 
 
 
 
MERCADO Representa as pessoas que 
compram produtos ou serviços 
da empresa ou dos seus 
concorrentes. 
 
 
 
RESULTADOS 
DESEJADOS 
 Como a empresa participará 
no mercado? 
 
 
 
Fonte: BARBOSA (2006) 
 
 
5.2 Estratégias para clientes externos 
Barbosa (2006) agrupa as estratégias básicas de marketing nas seguintes 
áreas: estratégia de rentabilidade, estratégia de participação de mercado, estratégia 
de posicionamento e estratégia competitiva. Seguem algumas explanações sobre 
cada uma dessas áreas e suas respectivas opções estratégicas. 
 
5.2.1 A estratégia de rentabilidade 
Considerando-se que a empresa esteja interessada em obter rentabilidade 
através da gestão do mix de marketing, consequentemente estará preocupada em 
dar respostas para os seguintes questionamentos: qual o grau relativo de benefícios, 
ou seja, rentabilidade, que espera alcançar e em que momento? Através desses 
questionamentos, a empresa poderá obter as seguintes opções estratégicas: 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
21 
 
 Estratégia de Exploração – ganhar o máximo que lhe seja possível em 
termos monetários no curto prazo. 
 Estratégia de Estabilidade – manter um canal de benefícios em longo prazo, 
através de uma base sólida, gerada com parte dos benefícios que a empresa 
formou ao longo dos anos. 
 Estratégia de Inversão – consiste na inversão de todos os benefícios até 
então gerados pela empresa com o objetivo de conseguir níveis altos de 
rentabilidade no futuro. 
Se a empresa opta por uma estratégia de exploração, algumas saídas podem 
ser: elevar ao extremo o preço de seus produtos ou serviços; reduzir custos, mesmo 
que para isso seja preciso diminuir a qualidade do produto; evitar gastos com 
promoção; dentre outros. 
Segundo Barbosa (2006, p. 66), caso adote uma estratégia de estabilidade, 
poderá aumentar o preço de forma gradativa, manter estável a relação qualidade-
preço, permitir gastos com promoção, dentre outros. Finalmente, se prevalecer a 
estratégica de inversão poderá reduzir preço para obter participação no mercado, 
fazer todos os gastos possíveis em atividades de promoção para conquistar cada 
vez mais clientes, manter a qualidade do produto até o seu mais alto nível, sem 
importar os custos, dentre outros. 
 
5.2.2 Estratégia de Participação de Mercado 
Envolve os seguintes questionamentos: em que mercado ou segmentos de 
mercado a empresa espera penetrar e qual a fatia que espera alcançar em cada um 
desses mercados ou segmentos? 
As estratégias podem ser: 
 Estratégia de Crescimento – incrementar as vendas seja atuando mais nos 
mercados e segmentos atuais ou em novos; 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
22 
 
 Estratégia de Defesa – significa defender-se da ação dos concorrentes, 
procurando, para isso, manter os níveis atuais de vendas nos mercados e 
segmentos atuais. 
 Estratégia de Saída – deixar os mercados ou segmentos atuais, não 
entrando em outros negócios. 
 
5.2.3 Estratégia de Posicionamento 
Significa a imagem da empresa, produto ou serviço frente aos clientes atuais 
ou potenciais, ou seja, implica a maneira que cada um tem em mente dos benefícios 
de determinada empresa, produto ou serviço. O posicionamento reflete-se nas 
atividades desempenhadas pelo mix de marketing. Cada empresa preocupar-se-á 
com os itens que melhor irão representar o seu posicionamento, podendo ser, dentre 
outros, qualidade, imagem de marca, clientes internos, a forma como se comunica 
com os clientes internos e externos, atendimento aos clientes externos. 
Segundo Barbosa (2006, p. 68) o posicionamento torna-se imprescindível em 
qualquer empresa, seja grande, média ou pequena. Representa uma forma de 
diferenciar-se da concorrência, de estar mais coerente com os desejos e 
necessidades de seus clientes, criando uma imagem perante a sociedade. Dessa 
forma, é fundamental que essa imagem represente os benefícios reais que a 
empresa, produto ou serviço oferece aos seus clientes atuais e potenciais. Algumas 
opções estratégicas surgem quanto ao posicionamento da empresa: 
 Estratégia Não Diferenciada – a empresa apresenta um mesmo tipo de 
produto ou serviço para todos os seus segmentos; 
 Estratégia Diferenciada – a empresa apresenta diversos tipos de produtos 
ou serviços em consonância com os diversos segmentos existentes; 
 Estratégia Concentrada – a empresa oferece um só tipo de produto ou 
serviço para um único segmento de mercado. 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
23 
 
5.2.4 Estratégia CompetitivaPreocupa-se, fundamentalmente, com as atividades praticadas pela 
concorrência, como forma de atuar pautando-se por tais atividades. Desenvolve-se 
através das seguintes opções estratégicas: 
 Com a Concorrência – a empresa, através do que a concorrência faz, 
projeta suas ações da forma mais rápida possível para igualar-se a mesma; 
 Diante da Concorrência – a empresa procura o tempo todo estar sempre a 
frente dos concorrentes, dessa forma procura atuar em todas as áreas, não 
dando tempo a concorrência de superá-la em nenhuma ocasião; 
 À Margem da Concorrência – a empresa não está interessada em 
absolutamente nada do que a concorrência está fazendo, toma suas decisões 
alheia a tudo o que está ocorrendo no ambiente externo. 
 
Esse tipo de postura é muito arriscada no atual momento, quando as 
empresas tornam-se cada vez mais competitivas, exigindo que cada qual 
saiba o comportamento das outras, para que possam posicionar-se de 
forma tal que atinjam o máximo nível de benefícios no longo prazo. 
Considerando-se que as opções estratégicas básicas interagem entre si e 
permeiam todas as áreas da empresa, é de fundamental importância que as 
mesmas tenham participação ativa quanto a elaboração da estratégia 
básica de marketing e decidam em conjunto que opção estratégica a 
empresa deverá seguir em primeiro lugar para atingir a missão da empresa 
de forma mais efetiva (BARBOSA, 2006, p. 70). 
 
 
5.3 Estratégias para o Composto de Marketing 
5.3.1 Para o Produto 
Quanto a elaboração de estratégias do produto, é comum, no entendimento 
de vários estudiosos do assunto, que as mesmas sejam elaboradas tomando-se por 
base, entre outros fatores, o ciclo de vida do produto. 
Sobre o assunto, encontramos respaldo em Cobra (1993) que faz inúmeras 
recomendações pertinentes e interessantes de acordo com a fase em que o mesmo 
se encontra, como: 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
24 
 
 A Fase Pioneira ou Desenvolvimento de Um Novo Produto – trata-se de um 
período em que a concorrência ainda não é tão assustadora. Os custos nessa 
fase são altos, dessa forma, impõe-se um preço alto para compensar tais 
custos. Entretanto, com o objetivo de conseguir rápida participação de 
mercado, muitas empresas preferem adotar um preço mais suave. 
Independente do preço a ser adotado, essa é uma fase de baixa 
lucratividade. 
 Expansão – a concorrência aumenta em decorrência da expansão rápida do 
mercado. Devido à alta concorrência, há um decréscimo no preço. Com a 
produção cada vez mais crescente em consonância com a aprendizagem 
cada vez maior na confecção do produto, atinge-se o que os autores chamam 
de curva de experiência. Isso implicará menores custos, consequentemente 
maiores lucros. 
 Estabilização – nessa fase há uma estabilidade entre o número de 
consumidores e o volume de compras. A concorrência também se retrai. Os 
preços são cada vez mais declinantes e os lucros são bem menores. 
 Declínio – nessa fase surgem novas tecnologias e novos produtos. A 
concorrência é quase inexistente e os preços atingem seu nível mais baixo. 
Particularmente, em relação ao planejamento do produto, a orientação é que 
o mesmo sempre esteja adequado aos desejos e necessidades do consumidor. Isso 
implica o produto certo, no local certo e no tempo certo. 
A classe da qual o produto faz parte é também um bom indicador para o 
delineamento de estratégias de marketing, nesse sentido temos os seguintes 
produtos: 
 Produtos de Conveniência – são produtos que não requerem muitos 
esforços de marketing. Facilmente são encontrados, apresentam baixo custo, 
podendo ser de compra constante, de compra por impulso e de emergência. 
 Produtos de Compra Constante – são produtos comprados com 
regularidade e sem nenhum ritual especial. Encontram-se também em locais 
fáceis, sendo a marca, nesses casos, um fator estratégico importante para 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
25 
 
agilizar a compra. Marcas conhecidas e aprovadas pelo mercado têm 
chances maiores de serem escolhidas pelos consumidores. 
 Produtos de Impulso – são comprados de imediato e o preço é um fator que 
quase não interfere na decisão da compra, uma vez que a mesma não é 
planejada. Para esses tipos de produtos, o importante é que os mesmos 
estejam estrategicamente perto dos consumidores, incentivando a cada 
momento que os mesmos sejam adquiridos. 
 Produtos de Emergência – são adquiridos só em grandes necessidades. 
Nesse caso, independente do preço, a compra do produto se realiza. 
 Produtos de Compra Comparada Homogêneos – representam aqueles dos 
quais o consumidor não encontra muita diversidade, como certos tipos de 
televisores, refrigerantes, carros, dentre outros. Nessa situação, procuram o 
melhor preço. 
 Produtos de Compra Comparada Heterogêneos – são considerados 
diferentes pelos consumidores, sendo assim, ao adquiri-los, buscam nos 
mesmos, um preço compatível com a qualidade que apresentam. Alguns 
exemplos são vestuário, móveis, sapatos, dentre outros. Nesse caso, a 
qualidade e o estilo serão os pontos fortes a serem considerados quando da 
decisão da compra. O preço e a marca têm pouca expressividade. 
 Produtos Não Procurados – ainda não fazem parte dos desejos e 
necessidades dos consumidores. Dessa forma, uma das armas estratégicas 
que pode ser usada para seu Marketing é a promoção. 
De acordo com Babosa (2006, p. 73), para esses tipos de produtos, existem 
os novos não procurados e os regularmente não procurados. A estratégia para o 
primeiro tipo é a promoção; já o segundo enquadra-se melhor na venda pessoal. 
Essa classificação não é estanque, cada mercado-alvo ditará a sua própria 
classificação. 
De acordo com Longenecker et al (1999), as alternativas estratégicas de 
produtos gerais para uma pequena empresa enquadram-se nas oito categorias que 
a seguir serão expostas: 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
26 
 
1. Produto Inicial/Mercado Inicial – faz parte da fase pioneira de um 
determinado produto. Três estratégias podem ser usadas nesse caso para o 
crescimento do negócio: convencer os clientes atuais a usarem mais o 
produto; encontrar novos clientes no mesmo mercado; os produtos podem ser 
usados por clientes atuais para outros fins. 
2. Produto Inicial/Mercado Novo – significa incrementar o produto já existente 
na busca de um novo mercado como alvo. 
3. Produto Modificado/Mercado Inicial – nesse caso, o produto pode passar 
por três estágios: ser substituído, sair de maneira gradual ou ser retirado do 
mix do produto. 
4. Produto Modificado/Mercado Novo – quando o produto modificado é usado 
para alcançar um novo mercado. 
5. Produto Novo Relacionado/Mercado Inicial – enquadra-se perfeitamente 
quando a empresa é detentora de uma clientela satisfeita. Representam 
produtos modificados, mas que guardam forte semelhança com os produtos 
atuais. 
6. Produto Novo Relacionado/Mercado Novo – essa estratégia é adequada 
principalmente quando há preocupação de que o novo produto possa reduzir 
as vendas do produto existente em um mercado corrente. 
7. Produto Novo Não Relacionado/Mercado Inicial – nesse caso, o produto 
novo é diferente dos produtos que já existem. Essa estratégia é usada por 
pequenas empresas, principalmente, quando o novo produto encaixa-se nos 
moldes de distribuição e vendas que já existemna empresa. 
8. Produto Novo Não Relacionado/Mercado Novo – representa uma 
estratégia de alto risco, uma vez que se trata de introduzir um produto não 
conhecido em um mercado também não conhecido. 
Para Barbosa (2006, p. 74), o ciclo de vida do produto representa um 
importantíssimo elemento para a determinação de estratégias das empresas. Pode-
se, porém, acrescentar ao mesmo, outros fatores também importantes, quais sejam, 
a curva de desenvolvimento do produto, sua marca, embalagem e garantias. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
27 
 
5.3.2 Para Preços 
O preço implica razões tanto para os consumidores quanto para os 
vendedores. Ao comprar um determinado produto, espera-se que o mesmo possa 
satisfazer desejos e necessidades. Dessa forma, torna-se mais conveniente pagar 
um pouco mais por um determinado produto, quando desde já se sabe que tal 
produto consegue atuar melhor do que outro de marca diferente. De acordo com o 
valor que os compradores estão dispostos a pagar por determinados produtos, os 
vendedores sabem com maior precisão que receita terão num determinado prazo, ao 
venderem uma determinada marca em detrimento de outras. 
Além das razões dos compradores e dos vendedores, existem outras partes 
também interessadas nos preços que são praticados no mercado, seja pela 
indústria, pelo comércio ou no setor de serviços, tais como: atacadistas, 
distribuidores, varejistas, concorrência, governo. 
Semenik & Bamossy (1995) apud Barbosa (2006, p. 75), mostram como 
esses vários públicos interferem nas decisões de preços. 
Atacadistas, distribuidores e varejistas, ou seja, os membros do comércio, 
cada qual tem suas razões para ditar seus preços. Cada uma dessas categorias 
presta serviços aos clientes e fabricantes, o que implica custos. Dessa forma, 
quando da determinação dos preços levam em conta todos os custos envolvidos 
nessas negociações e primam por um preço adequado que possa cobrir tais custos. 
Portanto, o comércio só estará disposto a comprar de um determinado fabricante se 
os seus preços garantirem uma certa margem de lucro na qual possam cobrir todos 
os seus custos. 
Todo administrador precisa tomar conhecimento do preço praticado pela 
concorrência. Muitos clientes, antes de comprarem determinado produto, pesquisam 
o preço do concorrente para verificarem se está de acordo com o preço da empresa 
na qual esperam adquirir determinado produto. Se essa condição não for realmente 
verificada, a solução é adquirir o produto do concorrente. Outro fator a ser 
considerado em relação à concorrência diz respeito à sua reação quando ocorrem 
modificações em preços, seja aumentando ou diminuindo. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
28 
 
Considerando-se a qualidade e o preço do produto, Cobra (1993, p.357), 
tomando por base Philip Kotler, apresenta algumas estratégias de preços. São elas: 
 Estratégia Premium – para produtos de alta qualidade. Nesse caso, pode-se 
praticar um preço alto, visando atingir a faixa alta do mercado. 
 Estratégia de Penetração – para produtos de alta qualidade. Pratica-se um 
preço médio tentando obter uma rápida penetração de mercado. 
 Estratégia de Superbarganha – produto de alta qualidade a preço baixo. 
Terá uma rápida introdução no mercado. 
 Estratégia de Preço Alto – produto de qualidade média e preço alto. É uma 
estratégia que valoriza o produto, visando lucratividade a curto prazo. 
 Estratégia de Qualidade Média ou Comum – preço compatível com a 
qualidade do produto, objetivando uma participação aceitável do mercado. 
 Estratégia de Barganha – produto de qualidade média a um preço baixo. 
Uma das explicações pode ser um acordo entre distribuidores e 
consumidores. 
 Estratégia de “Bater e Correr” – preço alto com qualidade baixa. Tem-se 
uma vantagem inicial e há uma retirada rápida do mercado. 
 Estratégia de Artigos de Qualidade Inferior – preço médio para um produto 
de baixa qualidade. Pode-se com essa estratégia buscar tirar vantagem de 
marca. Cobra ilustra essa situação com o seguinte exemplo: “artigos de 
confecção com defeitos de fábrica vendidos a preços médios como sendo de 
boa qualidade”. 
 Estratégia de Preços Baixos – preço baixo e baixa qualidade. Procura-se 
vender com esta estratégia simplesmente quantidade. 
Feita as considerações sobre as estratégias, quando se leva em consideração 
a qualidade do produto, seguem as estratégias que podem ser utilizadas quando se 
pratica descontos, como também as relativas às condições de pagamento. 
Quanto às estratégias para descontos, Kotler (1998, p.237) elenca algumas 
situações interessantes: 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
29 
 
 Desconto de Caixa – trata-se de uma diminuição no preço para quem paga à 
vista. Bastante comum em várias indústrias. Apresenta algumas vantagens, 
dentre elas: suprir a empresa de capital de giro, evitar débitos que possam 
trazer problemas para a empresa em outra ocasião. 
 Descontos Sobre Volume – ocorrem em situações em que se prefere 
comprar em grandes quantidades. Recomenda-se que não haja nenhuma 
discriminação entre os diversos tipos de clientes. Apresenta a vantagem de 
que o cliente possa comprar o maior volume possível numa mesma empresa, 
sem maiores esforços, ou seja, sem precisar deslocar-se para outras 
empresas. 
 Descontos Funcionais ou Desconto Comercial – praticados pelo fabricante 
aos varejistas e atacadistas quando estes realizam determinadas funções, 
como: vendas, armazenagem de produtos e informações de mercado. 
Quando se considera um mesmo canal de distribuição, o desconto deve ser 
igual para seus vários membros. 
 Descontos de Baixa Estação – representam uma diminuição no preço para 
aqueles que compram um determinado produto fora de época. Apresenta a 
vantagem de promover à empresa certa regularidade na produção durante 
todo o ano. Muito utilizado por hotéis, motéis e empresas aéreas. 
Quanto à administração do crédito em pequenas empresas, Longenecker et al 
(1999) mostram os benefícios do crédito, tanto para compradores como para 
vendedores, os tipos de crédito, a decisão de vender a crédito, fatores que afetam a 
decisão de crédito, dentre outros pertinentes à atividade de crédito. 
Dentre os benefícios do crédito para compradores, os autores acima 
consideram os seguintes: permitir que os clientes satisfaçam seus desejos e 
necessidades, sem terem qualquer preocupação presente com o pagamento; 
qualidade do serviço, seja no atendimento, seja na troca de algum item; registros 
importantes para compras futuras. Já para os vendedores, os principais benefícios 
são: relacionamento mais próximo entre os clientes; os picos e as quedas de venda 
são amenizados, já que a compra pode ser feita o mês todo. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
30 
 
Quanto aos tipos de crédito, existem duas abordagens, o crédito ao 
consumidor e o crédito comercial. O primeiro é praticado pelos varejistas a 
consumidores que compram para uso pessoal ou familiar. O segundo tipo é 
concedido por empresas não-financeiras (fabricantes ou atacadistas) a clientes que 
são empresas. Existem algumas diferenças entre essas duasabordagens. Essas 
diferenças dizem respeito aos tipos de instrumentos de crédito usados por cada um, 
às fontes para financiar valores a receber, às condições de venda e à disponibilidade 
de garantia de crédito, que é concedida apenas para crédito comercial. 
 
5.3.3 Para Promoção 
Diz respeito à maneira como a empresa deverá comportar-se no sentido de 
melhor comunicar-se com os seus clientes, tanto internos como externos. De várias 
formas as empresas podem promover essa comunicação. Como mencionado 
anteriormente, as formas frequentemente usuais são a propaganda, a venda pessoal 
e a promoção de vendas. Outras formas são o Merchandising, as relações públicas 
e a publicidade. É importante que a utilização das mesmas, de forma isolada ou 
combinada, esteja em sintonia com a estratégia básica de marketing, ou seja, com 
os objetivos de marketing da empresa. 
Segundo Cobra (1993, p. 597) existem as seguintes estratégias de 
comunicação enquanto objeto de propaganda: estratégia de identificação de marca, 
estratégia de identificação com o consumidor, estratégia de benefícios do produto e 
estratégia de posicionamento do produto, sendo: 
 Estratégia de Identificação de Marca – são estratégias que apresentam os 
seguintes benefícios: esclarecem necessidades latentes do consumidor, 
ampliam o conhecimento da marca, aperfeiçoam a sua imagem, melhoram a 
imagem da empresa e ampliam a preferência pela marca. Para cada um 
desses benefícios, atitudes adequadas precisam ser tomadas para que os 
mesmos sejam mantidos pelos consumidores no momento em que a empresa 
espera atingir um determinado objetivo. Considerando que a empresa esteja 
interessada em ampliar o conhecimento da marca, entre outras atitudes, a 
mesma deverá fazer com que o maior número possível de pessoas conheçam 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
31 
 
a marca, tornar o tempo de duração da marca o mais longo possível, reforçar 
a qualidade daquilo que no momento espera-se de que o consumidor tome 
consciência. 
 Estratégia de Identificação com o Consumidor – representam estratégias 
voltadas para o consumidor. Nesse caso, é imprescindível que sejam feitas 
pesquisas, no sentido de captar, da melhor maneira, as expectativas dos 
consumidores. A partir daí, é possível ter uma ideia mais próxima daquilo que 
os mesmos esperam de um produto ou serviço. 
 Estratégias de Benefícios do Produto – dizem respeito àquelas estratégias 
que procuram mostrar benefícios inesperados para os clientes. No entanto, 
esses benefícios nem sempre são facilmente identificáveis pelo consumidor. 
É necessário, assim, uma combinação adequada para evidenciar os 
benefícios mais importantes de um determinado produto ou serviço. Esses 
benefícios podem estar na embalagem, no preço, na qualidade, no 
atendimento. Enfim, cada empresa posiciona-se em relação aos benefícios ou 
benefício que irá utilizar para atrair novos clientes e manter os atuais. 
 Estratégia de Posicionamento do Produto – significa projetá-lo na mente 
do consumidor em relação aos concorrentes. Necessita, porém, de uma 
comunicação bastante eficaz no sentido de fazer com que o produto seja 
sempre lembrado na mente do consumidor. 
Quando se deseja posicionar um determinado produto no mercado, ou seja, 
torná-lo aceitável na mente do consumidor, é necessário fazer um esforço de 
comunicação compatível com tais objetivos. Implica uma completa integração dos 
elementos do mix de Marketing com a própria estratégia geral de marketing. 
Quanto aos métodos utilizados para a determinação do orçamento da 
propaganda, tomando por base Cobra (1993), podem ser adotadas as seguintes 
estratégias: tradicionalmente, o método para o orçamento publicitário que pode 
basear-se na maximização do lucro e na minimização do custo, esse método está 
preocupado apenas com os aspectos econômicos; no método de alocação arbitrária 
o orçamento é decidido com base em aspectos subjetivos, ou seja, o fator emocional 
prevalece em relação ao racional, o que pode levar em alguns momentos a adotar-
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
32 
 
se um orçamento maior ou menor do que o realmente necessário, é muito usado por 
pequenas e médias empresas; o método de percentagem sobre vendas utiliza-se de 
uma técnica simples na qual pode ser calculada a proporção das vendas que devem 
ser geradas pela propaganda, tomando por base uma percentagem sobre as 
vendas. O autor ilustra esse método com o seguinte exemplo “se o valor percentual 
sobre vendas é de 1% sobre uma previsão de vendas de 4.000.000,00 ao ano, a 
verba de promoção será de 4.000.000,00 x 0,01, ou seja, de 40.000,00, esse 
método apresenta algumas limitações. Teoricamente, não apresenta uma 
fundamentação sólida, uma vez que as vendas não são derivadas somente de 
propaganda, não é flexível em relação às mudanças de mercado ou mesmo para 
corrigir imperfeições geradas pelas vendas. 
No caso do método do retorno sobre investimento, a propaganda é 
considerada como investimento e, no método de paridade comparativa, além de se 
comparar o investimento médio por ramo de negócios, também leva-se em 
consideração os gastos do concorrente mais direto para decidir sobre a verba que 
deverá ser gasta em propaganda. 
Em relação à venda pessoal e à promoção de vendas, é muito importante que 
o vendedor conheça bem o produto, em especial, suas vantagens e desvantagens. 
Dessa maneira, estará preparado para qualquer reação negativa ao produto por 
parte do cliente. Outro ponto diz respeito à apresentação de vendas, que deverá 
pautar-se sempre na busca incessante de novos clientes. 
Outra estratégia importante a ser considerada em relação às vendas pessoais 
relaciona-se ao custo. Existem vários caminhos para chegar-se ao mesmo resultado 
de vendas. É importante que o dono de empresa decida racionalmente qual a 
estratégia que deverá ser seguida pelo vendedor para maximizar lucro. Também 
deve ser dada atenção à recompensa dos vendedores. Podem ser de dois tipos: 
não-financeiras e financeiras. Uma das recompensas não-financeiras mais utilizadas 
é o reconhecimento público do êxito alcançado por um determinado vendedor. A 
recompensa financeira é a parte mais difícil de lidar. 
A remuneração pode ser feita através de comissão ou salário, sendo que a 
remuneração através de comissão é bastante aceita pelas pequenas empresas, uma 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
33 
 
vez que é um plano que está em sintonia com a produtividade. Utilizando-se de um 
plano de comissão, o empregado estará sempre disposto a vender alguma coisa, 
uma vez que sem venda não há comissão. Os vendedores também podem ter um 
salário fixo. Esse plano traz a vantagem de dar, ao menos, segurança de receberem 
o salário, com vendas ou sem vendas. 
Segundo Barbosa (2006, p. 88), quanto às técnicas de promoção de vendas, 
o dono de empresa precisa decidir quando deve ou não usá-las. Ele pode usar tais 
ferramentas quando quiser fortalecer os canais intermediários que comercializem 
seu produto; os atacadistas podem usá-la para incentivar os varejistas a fazerem 
compras antecipadas, consequentemente os varejistas também incentivam os 
consumidores finais a irem mais cedo às lojas. 
Quanto às ferramentas promocionais, existem várias, desde os brindes, a 
publicidade e as feiras comerciais, que são ferramentasbastante apropriadas para a 
pequena empresa. Os brindes trazem sempre o nome da empresa, têm 
característica durável e podem ser usados com os seguintes objetivos: promover 
diretamente um produto ou fortalecer a imagem da empresa. A publicidade tem 
papel importante para a pequena empresa, podendo ser usada tanto para promover 
produtos como para melhorar a imagem da empresa. É importante que os varejistas 
se utilizem sempre da publicidade e que estejam em permanente troca de 
informações com quem detém a notícia. 
 
5.3.4 Para Distribuição 
Toda empresa, não importa se pequena ou média ou grande porte, precisa ter 
à sua disposição um canal eficiente de distribuição. Entretanto, os administradores 
de pequenas empresas têm sempre em mente os seguintes questionamentos: São 
os canais de distribuição realmente necessários? Quais as pequenas empresas que 
necessitam deles?, a partir do momento que os intermediários podem desempenhar 
as funções de marketing melhor do que os produtores ou usuários, essa já é uma 
justificativa que favorece o uso de canais. Longenecker et al (1999, p. 387) justificam 
a necessidade de intermediários da seguinte forma: o pequeno produtor pode 
desempenhar funções de distribuição se o mercado geográfico for extremamente 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
34 
 
pequeno, se as necessidades dos clientes forem altamente especializadas e se os 
níveis de risco forem baixos. Caso contrário, os intermediários podem ser um meio 
mais eficiente de desempenhar atividades de distribuição. 
Pode-se perceber também a importância do uso de intermediários através de 
suas quatro principais funções, quais sejam: fracionar, selecionar sortimentos, 
fornecer informações e transferir riscos, sendo: 
 Fracionar – significa dizer que grandes quantidades de produtos estarão 
disponíveis no curto prazo em pequenas quantidades, permitindo assim, uma 
rápida comercialização do mesmo; 
 seleção de sortimentos – implica reunir produtos homogêneos a partir de 
linhas heterogêneas; 
 podem também ser fornecidas diversas informações importantes ao 
produtor, principalmente sobre o tamanho do mercado e sobre o preço; 
 transferência de riscos – quanto ao uso de intermediários, a pequena 
empresa tem duas opções: dividir ou transferir todos os riscos envolvidos na 
negociação. Nesse caso, é necessário que a mesma use negociantes 
intermediários, uma vez que possuem direitos sobre os bens que distribuem. 
De acordo com Barbosa (2006, p. 91), quanto à escolha de um canal de 
distribuição, três itens importantes precisam ser bem definidos, são eles: os custos 
envolvidos, a cobertura e o controle sobre os produtos. Quanto aos custos, é 
importante que o empresário tenha em mente que nem sempre os canais diretos têm 
custos menores e sempre devem visualizar os custos de distribuição como centros 
de lucros, ou seja, como investimentos; a cobertura diz respeito à área geográfica 
que uma determinada empresa espera atingir num determinado momento, para isso, 
utiliza canais indiretos, entretanto, é importante que esteja atenta à melhor maneira 
de atingir essa maior área geográfica com os menores custos. A partir do momento 
em que o dono da empresa esteja interessado num controle maior dos seus 
produtos, deve-se optar por um canal direto, uma vez que utilizando-se de canais 
indiretos, a distribuição dos produtos pode sofrer alguma modificação substancial 
quanto a sua comercialização por terceiros. Dessa forma, a empresa precisa atentar-
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
35 
 
se para distribuidores que lhe garantam apoio no sentido de comercializarem seus 
produtos a sua maneira. Quanto à distribuição física, o dono da empresa também 
precisa planejar o meio de transporte que irá fazer a distribuição do produto, como 
será o armazenamento, o manuseio dos mesmos e fundamentalmente as condições 
de entrega, ou seja, quem irá pagar os custos de frete? Quem irá selecionar as 
transportadoras? Quem irá arcar com o risco de danos em trânsito? Enfim, quanto à 
distribuição dos produtos, o dono de empresa precisa atentar-se, tanto para as 
atividades de distribuição física ou logística como para os canais de distribuição, 
sempre com o intuito de que o produto chegue às mãos dos consumidores com os 
menores custos e no menor espaço de tempo, primando sempre pela melhor 
qualidade. 
 
5.4 Estratégias para clientes internos 
Tão importante quanto as estratégias externas, temos como relevante a 
comunicação, formação e motivação internas para empresas de qualquer porte. 
 
5.4.1 Estratégias de Comunicação 
Comunicação Interna – toda empresa precisa ter uma comunicação eficiente 
com os seus empregados. É a partir dessa comunicação que a empresa fica em 
contato com tudo que gira ao seu redor e se a influência está de maneira favorável 
ou não. Dessa forma, dentre outras coisas, ficará a par dos últimos problemas que 
os funcionários enfrentaram, se o produto está saindo com a qualidade exigida, 
como os clientes externos estão comportando-se em relação ao produto e/ou 
serviço. São questionamentos que envolvem a satisfação total da empresa, 
entendida esta como a satisfação total dos clientes internos e externos. 
A estratégia de comunicação interna é de fundamental importância quanto ao 
desenvolvimento da estratégia geral da empresa. Essa comunicação, dentre outras 
coisas, irá permitir: através de normas internas, mostrar como o trabalho será 
desenvolvido em cada setor da empresa e qual a tarefa de cada empregado, como 
também a responsabilidade exigida em cada caso; promover a cooperação, a 
coordenação e, fundamentalmente, a motivação entre os empregados, uma vez que 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
36 
 
terão a oportunidade de formarem uma coletividade tratando de interesses comuns, 
como queixas, sugestões, expectativas, enfim, qualquer problema que possa 
contribuir. 
Para que a comunicação atinja seus objetivos, é de fundamental importância 
que siga alguns pré-requisitos, sendo os mais importantes a forma como será 
transmitida e qual o conteúdo que irá transmitir. A comunicação pode ser transmitida 
de forma descendente, de forma ascendente e de forma horizontal. 
 
5.4.2 Estratégias de Motivação 
Motivação – trata-se de um tema bastante polêmico no meio intelectual, por 
isso mesmo, várias teorias existem exclusivamente para explicá-la dentro de vários 
contextos. 
As teorias que primeiro estudaram a motivação tinham objetivos comuns: 
encontrar um único modelo para todos os tipos de empregados e para qualquer tipo 
de organização. Apesar desse ponto comum, cada modelo tinha o seu 
posicionamento em relação aos seres humanos, sendo os modelos: 
Modelo Tradicional - relaciona-se com Frederick Taylor e com a 
administração científica. Esse tipo de modelo usava o seguinte raciocínio: 
determinava a maneira mais eficiente de realizar tarefas repetitivas. A partir daí, 
procurava motivar os empregados em troca de incentivos salariais, relacionados à 
produtividade de cada um. Quanto maior a produtividade, maiores os ganhos 
salariais. A visão que se tinha dos empregados nesse modelo, é de que eram 
preguiçosos, e só o dinheiro poderia motivá-los. 
Modelo das Relações Humanas – enquanto o modelo tradicional procurava 
motivar os trabalhadores para tarefas repetitivas, esse buscava justamenteo 
contrário: mostrar que esse tipo de atividade desmotivava cada vez mais o 
empregado e que só através de contatos sociais a motivação seria fortalecida. O 
objetivo da motivação, nesse caso, era dar prioridade às necessidades sociais do 
empregado, tornando-o agente de transformação. Nesse tipo de modelo, criam-se 
oportunidades para que os empregados passem a agir, pautando-se em grupos 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
37 
 
informais de trabalho, e os administradores tomem consciência do poder dos grupos 
informais na organização. 
Modelo dos Recursos Humanos – McGregor, maior representante desse 
modelo, critica os modelos anteriores. De acordo com sua Teoria x, a maioria das 
pessoas é extremamente preguiçosa e está sempre disposta a evitar qualquer tipo 
de responsabilidade. Essa teoria baseia-se tanto no Modelo Tradicional como no 
Modelo das Relações Humanas, ou seja, procura motivar os empregados ou com 
salários ou fazendo-os sentirem-se úteis. A segunda conclusão de McGregor 
desencadeou no que ele chamou de Teoria y, com significado oposto ao da Teoria x. 
Nesse sentido, as pessoas estão sempre prontas para desempenharem bem as 
suas funções, uma vez que o trabalho é encarado como algo que só irá lhes trazer 
satisfação. De acordo com essa teoria, porém, a indústria não consegue absorver o 
potencial desses trabalhadores, uma vez que lhes falta um clima que proporcione 
um desenvolvimento pessoal, podendo talvez ser compensado por uma 
administração participativa. 
Atualmente, porém, adota-se uma teoria sistêmica de motivação, ao qual se 
procura integrar aspectos individuais, aspectos do trabalho e as várias situações 
envolvidas no trabalho, como as ações, as políticas e a cultura da organização, 
como também o ambiente de trabalho. 
O reconhecimento dos funcionários pela empresa é uma atividade de 
motivação importante porque torna sólido o comportamento desejado para a 
obtenção de resultados imprescindíveis para a empresa. Promove também uma 
interação maior entre os objetivos individuais e organizacionais, com tendências a 
uma valorização da cultura organizacional por parte dos empregados. 
 
5.4.3 Estratégias de Formação 
Para Chiavenato (1994, p. 286) essa estratégia relaciona-se com o 
treinamento. Nesse estudo, formação será entendida com o mesmo significado de 
treinamento, sendo um processo educacional, aplicado de maneira sistemática e 
organizada, através do qual as pessoas aprendem conhecimentos, atitudes e 
habilidades em função de objetivos definidos. No sentido usado em administração, 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
38 
 
treinamento envolve a transmissão de conhecimentos específicos relativos ao 
trabalho, atitudes frente aos aspectos da organização, da tarefa e do ambiente e 
desenvolvimento de habilidades. 
Quanto ao conteúdo do treinamento, busca mudar comportamentos através 
das seguintes abordagens: transmissão de informações, principalmente sobre o 
trabalho; desenvolvimento de habilidades, preocupando-se com o desempenho do 
cargo atual ou cargos futuros; desenvolvimento ou modificação de atitudes, nesse 
caso, a preocupação maior é com a motivação, no sentido de transformar atitudes 
negativas em proativas; e, finalmente, apresenta-se o desenvolvimento de conceitos, 
procurando-se aliar conhecimentos teóricos à prática organizacional. 
Os objetivos do treinamento, segundo Chiavenato (1994) seriam: 
 Preparar o pessoal para execução imediata das diversas tarefas peculiares à 
organização; 
 Proporcionar oportunidades para o contínuo desenvolvimento pessoal, não 
apenas em seus cargos atuais, mas também para outras funções para as 
quais a pessoa pode ser considerada; 
 Mudar a atitude das pessoas, com várias finalidades, entre as quais criar um 
clima mais satisfatório entre empregados, aumentar-lhes a motivação e torná-
los mais receptivos às técnicas de supervisão e gerência. 
Outro fator a ser considerado no treinamento, sendo de fundamental 
importância, são as etapas do treinamento, quais sejam: levantamento de 
necessidades de treinamento, planejamento do treinamento, execução e avaliação 
dos seus resultados. Essas etapas devem funcionar de forma harmônica no sentido 
de promoverem a sobrevivência e crescimento organizacional. 
Enfim, segundo Barbosa (2006), Formação ou Treinamento é o modo pelo 
qual procura-se manter ou melhorar o desempenho no trabalho atual. As atividades 
de formação preocupam-se fundamentalmente em buscar em cada empregado o 
maior grau de qualidade que estão dispostos a imprimir quanto a realização de uma 
determinada tarefa. Isso implica um certo grau de motivação por parte dos 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
39 
 
empregados, consequentemente, que a empresa tenha políticas de valorização dos 
funcionários em todos os níveis. 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
40 
 
UNIDADE 6 - ALGUNS FOCOS ESPECÍFICOS: TERCEIRA 
IDADE, AGRONEGÓCIO, SAÚDE E EDUCAÇÃO 
 
6.1 Marketing para terceira idade 
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2007) 
mostram que o envelhecimento da população mundial vai aumentar rapidamente 
nos próximos vinte anos até atingir um pico em 2030, registrando depois uma 
desaceleração no final do século. 
A nível mundial, a proporção de pessoas com mais de 60 anos vai triplicar 
durante este século, passando de dez por cento no ano 2000 para 32 por cento em 
2100 e sabemos que eles tem envelhecido com qualidade e boa parcela possui 
rendimentos que lhes permite aplicar em alimentos saudáveis, lazer e principalmente 
em turismo, segmento que tem crescido muito. 
No Brasil, esse crescimento é recente, mas já se demonstra significativo. 
Analisando somente as pessoas de 60 anos ou mais, o contingente da terceira idade 
chega aproximadamente a 15 milhões, representando cerca de 8 por cento da 
população. Esse fato tem implicações no consumo e os empresários, que no 
passado lutavam pela participação no emergente mercado-jovem, agora devem 
construir suas estratégias de marketing visando à conquista de um novo e 
emergente mercado-maduro. 
Destas 15 milhões de pessoas, quase três milhões têm renda superior a três 
salários mínimos, renda o bastante para tornar-se suficientemente interessante para 
a atuação do marketing das empresas. Traduzindo em cifras, a população brasileira 
de 60 anos em diante dispõe de mais de um bilhão de reais mensais para gastar. 
A segmentação de mercado em questão é de extrema relevância, pois, 
segundo Drucker (1973) apud Neves et al (2005), a meta de marketing é 
compreender tão bem o cliente que o produto ou serviço se adapte a ele e venda por 
si só, esse é o fato que devemos levar em consideração, e o mercado consumidor 
da terceira idade não pode ser tratado com políticas “marketeiras” de massa e sim 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
41 
 
de forma especial, pois com toda a renda per capita que concentram, eles são um 
nicho com elevadopotencial de consumo. 
Empresas do mundo inteiro estão cada vez mais preocupadas em aumentar 
seu market share. Para que isto se concretize, é necessário que essas tenham foco 
nos mercados consumidores que mais crescem no momento, logo é relevante que 
essas observem a fundo um mercado que se encontra em grande expansão, o dos 
idosos. 
Segundo Moschis em entrevista a Cunha (2008), nos EUA, os segmentos que 
mais investem neste público são o de turismo (80% do faturamento das agências 
americanas provém da terceira idade), convênios médicos, indústria farmacêutica e 
serviços financeiros. Mas o alcance desse importante mercado é muito mais 
abrangente, podendo ser explorado por inúmeros segmentos da indústria. “Ainda se 
investe pouco na criação de produtos ou estratégias de marketing para idosos nas 
áreas de roupas, comida ou construção, o que é um grande desperdício, pois o 
potencial é enorme. Por que não construir casas com facilidades arquitetônicas 
especialmente pensadas para os idosos? Possivelmente haveria uma grande 
demanda”. 
Assim, aqui fica “a deixa” para os interessados em aprofundar o mercado para 
a terceira idade, em crescimento e ainda não explorado em todo seu potencial. 
 
6.2 Marketing para o setor agropecuário 
De acordo com Las Casas (2006, p. 81), “Planejar é o ato de tomar 
antecipadamente um conjunto de decisões, analisarem as possíveis influências do 
ambiente e estabelecer objetivos e estratégias para desenvolver atividades 
coerentes”. 
Analisaremos a título de exemplo, o trabalho desenvolvido por Oliveira (2008) 
no setor de agronegócio, onde a elaboração de estratégias é de extrema 
importância, pois, mudanças tecnológicas e no produto exigem maiores esforços, 
principalmente nesse setor que pode alavancar a economia brasileira. O 
planejamento consiste na avaliação dos pontos fortes do negócio, da taxa de 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
42 
 
crescimento e a posição competitiva no mercado para se estabelecer uma estratégia 
que atinja os objetivos de longo prazo. 
As estratégias de marketing consistem em traçar uma direção de ação de 
acordo com os objetivos da empresa. Segundo Etzel; Walker e Stanton (2001, p. 54) 
“[...] uma estratégia é um plano de ação amplo por meio do qual uma organização 
pretende alcançar seus objetivos [...]”. Os produtos da cana-de-açúcar como açúcar 
e álcool são commodities, portanto, não tem uma diferenciação na produção, são 
produtos não-diferenciados. 
Para esses tipos de produtos é usada a estratégia de marketing de 
agregação. Segundo Etzel; Walker e Stanton (2001, p.176): 
 
A força de uma estratégia de agregação do mercado está em sua 
capacidade de minimizar custos. Ela permite que uma empresa produza, 
distribua e promova seus produtos com grande eficiência. Produzir e 
comercializar um único produto para o mercado total significa sequências de 
produção mais longas e custos mais baixos por unidade [...] A 
armazenagem e o transporte são mais eficientes quando um único produto 
vai para apenas um mercado. Os custos com promoção são minimizados 
quando a mesma mensagem é transmitida para todos os clientes. 
 
Algumas usinas do setor canavieiro cultivam as terras, plantam, colhem, 
fabricam o açúcar e álcool e elas mesmas vendem seus produtos, outras repassam 
o produto para cooperativas, por exemplo, que se encarregam de vender, distribuir e 
exportar o produto final. Neste caso, as estratégias mercadológicas dependem dos 
ambientes de marketing para que se possa traçá-las de maneira eficaz e atingir os 
objetivos de uma organização. 
Para tanto, os ambientes de marketing, micro e macro, são ferramentas 
importantes para o planejamento de um determinado setor. Pode-se notar que existe 
muita influência desses ambientes no setor do agronegócio. 
Segundo Oliveira (2008), o microambiente pode ser definido como tudo o que 
influi e está próximo ao ambiente interno de qualquer organização. Dentro dele há: 
os fornecedores, que são os responsáveis por abastecer com os recursos 
necessários para a produção dos bens e serviços; os intermediários que ajudam na 
promoção, comunicação, venda e distribuição dos seus bens aos compradores 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
43 
 
finais; os clientes que são os tipos de mercados consumidores; há também os 
concorrentes, como é o caso do etanol do milho produzido nos E.U.A. em relação ao 
da cana-de-açúcar brasileiro e os públicos que são, segundo Kotler (1999, p. 48), 
“[...] qualquer grupo que tenha interesse real ou potencial, ou que cause impacto na 
capacidade [...] de atingir objetivos [...]”, como é o caso das exportações, que visam 
atingir a um público interessado nos bens adquiridos a partir da cana-de-açúcar. 
O macroambiente se constitui de forças externas que atingem diretamente a 
empresa. Verifica-se dentro dele a demografia que consiste em dados da população 
humana em termos de tamanho, densidade, localização, idade, raça, ocupação e 
outros dados estatísticos para se saber quais pessoas constituem o mercado. 
De acordo com Las Casas (2006), o ambiente econômico, conforme os 
autores Kurtz e Boone (1998) apud Oliveira (2008), “[...] é formado pelos fatores que 
influenciam o poder de compra do consumidor e as estratégias de marketing. Levam 
em conta o estágio do ciclo de negócios, a inflação, o desemprego, os recursos 
disponíveis e a renda”. O ambiente natural visa dar a devida atenção à ecologia, 
pois este é o principal assunto da sociedade moderna no novo século. 
Segundo Oliveira (2008), o marketing se utiliza desse recurso por causa das 
necessidades do planeta e não mede esforços para promover um produto 
ecologicamente correto. O etanol da cana-de-açúcar pode ser considerado um 
produto de consciência com a natureza, pois, além de ser fabricado a partir de uma 
matéria-prima renovável, o seu uso reduz o dióxido de carbono lançado pela queima 
de combustíveis fósseis, que é o principal agente que eleva o termostato da Terra. 
Temos ainda, o ambiente tecnológico que segundo Cobra (1991, p.51), “[...] é 
fundamental para o desenvolvimento de uma organização, pois, através de uma 
escolha bem feita, pode-se obter não só vantagens competitivas, como também 
conquistar lideranças de mercado ou lideranças tecnológicas”. 
Para Leitão; Rozenbaum (2006) apud Oliveira (2008), o setor agropecuário, 
em 2004, apresentou um crescimento inédito na história brasileira, com ganhos na 
produtividade, aumento na área total plantada, ampliação da mecanização, aumento 
do uso de inovações tecnológicas. Sob um olhar instrumental tecnicista estamos 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
44 
 
vivendo uma revolução no campo, com aumento de consumo em um segmento da 
população. 
Já o ambiente político, é formado por um conjunto de leis, agências 
governamentais e grupos de pressão, que influenciam e podem bloquear atividades 
de organizações e indivíduos de uma sociedade. 
A variável sociocultural, última ferramenta do macroambiente a ser 
apresentada, é composta pelas forças que afetam os valores, as preferências e os 
comportamentos da sociedade. Pois, segundo Las Casas (2006, p.113), a sociedade 
molda o comportamento à medida que ela adquire e muda seus valores culturais, e 
com isso formam a identidade do mercado. Definidos esses ambientes, é possível 
traçar as estratégias de marketing.De acordo com Las Casas (2006, p. 227), os mercados de produtos agrícolas 
e de produtos industriais, considerado commodities, usam a estratégia de marketing 
único ou não diferenciado, ou seja, as empresas desses produtos não dividem o 
mercado. 
Apesar disso, dentro do mercado canavieiro existem os seguintes segmentos: 
alcooleiro, açucareiro e o da produção de cachaça. Cada um deles é marcado por 
características distintas e para o público específico. Portanto, dentro do agronegócio 
canavieiro, é possível verificar as características particulares existentes em cada 
produto, para que os investidores, usinas e produtores, possam investir e expor seus 
serviços e produtos, de acordo com o mercado alvo, garantindo o sucesso nas 
vendas do setor. 
Pode-se dizer que os produtos da cana-de-açúcar são bens industriais. 
Segundo Las Casas (2006, p.260), os produtos industriais são aqueles em que 
comerciantes ou fabricantes vendem para outros comerciantes ou fabricantes, neste 
caso, como matéria-prima, que são produtos não acabados, para a fabricação de 
produtos acabados. Para Kotler (1999, p.190-192) os produtos industriais são “[...] 
comprados para serem processados posteriormente ou usados na condução de um 
negócio [...]”. 
Segundo Oliveira (2008), a tecnologia de marketing no agribusiness, aqui em 
estudo, canavieiro, se resumem, no desenvolvimento de novas variedades, cada vez 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
45 
 
mais adaptadas ao clima, tipo de solo e sistema de corte (manual ou mecanizado) e 
cada vez mais resistentes a pragas e com maior concentração de sacarose. Tem-se 
o uso de insumos modernos, melhoria do sistema de transporte e mecanização da 
lavoura; melhores processos de planejamento e controle. Há também melhoria na 
extração do caldo e diminuição de perdas no processo; diminuição no uso de 
produtos químicos no processo industrial de fabricação de açúcar e álcool; há 
inovações no processo de produção de açúcar e álcool; no gerenciamento da 
produção e na co-geração de energia elétrica. Além disso, a informação também é 
considerada uma tecnologia, pois permite agregar valor aos produtos agropecuários. 
Sabe-se que um sistema de informação possibilita obter dados em tempo real sobre 
tudo o que acontece no mercado agribusiness. 
Para Oliveira (2008), o cenário econômico aponta o agribusiness brasileiro 
com tendências de crescimento internacional. O Brasil, segundo o Ministério da 
Agricultura, é o maior produtor de açúcar e álcool. O agronegócio é o principal 
agente alavancador da economia nacional, principalmente com as exportações 
nesse setor, o que nos leva a ressaltar a importância do investimento em marketing 
nesse setor. 
 
6.3 Para a Saúde 
Tomando por base estudos de Gallo e Moneken (2002) e o 
Gerenciamento de Relacionamento com o cliente – CRM – Customer Relationship 
Management – tentaremos mostrar algumas vantagens da aplicação do marketing 
na área de saúde, sendo que estas vantagens basicamente se resumem em 
conhecer os clientes atendidos e delimitar as áreas geográficas de maior demanda 
para a instituição, além de determinar o perfil dos serviços de maior oferta pela 
instituição. 
A estratégia de marketing de serviços refere-se à posição que a empresa 
deseja alcançar no futuro e o que deve fazer para conseguir, considerando-se 
determinado ambiente de atuação. 
Decisões estratégicas, diz Kotler (1996), são meios para atingir fins. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
46 
 
 
Essas decisões englobam a definição do negócio da empresa, produtos e 
mercados que serão servidos, funções que serão desempenhadas e 
políticas necessárias para a organização executar essas decisões e atingir 
objetivos. A estratégia, por sua vez, é um plano integrado, unificado e 
compreensivo das vantagens estratégicas da firma diante do meio ambiente 
que é designado, a fim de assegurar os objetivos básicos do 
empreendimento por meio de ação própria e execução pela organização. 
(KOTLER, 1996, p. 69-71) 
 
Nesse sentido, a orientação de uma empresa para o marketing vai depender 
principalmente de que o administrador e proprietário acredite na necessidade de 
implantação do marketing e acredite também que a melhor forma de se obterem 
resultados positivos é pela satisfação de desejos e necessidades dos consumidores. 
Existem várias maneiras de organizar uma empresa orientada para o 
marketing. Os departamentos podem ser montados por: 
funções — a mais utilizada no Brasil em virtude do tamanho das empresas que 
atuam no nosso mercado; 
produtos — quando os serviços são diversificados essa organização mostra-se 
eficiente, uma vez que vários produtos comercializados recebem a atenção devida; 
mercados — existe o cargo de gerência responsável tanto por uma divisão 
geográfica como por uma divisão por clientes. A função principal desses gerentes é 
monitorar as situações atuais e as tendências dos mercados a que são 
responsáveis, visando a maior eficiência das operações mercadológicas. 
A efetiva prestação de serviços nas organizações de saúde, tem um impacto 
direto na satisfação e retenção dos seus usuários. Altos níveis de satisfação e 
fidelização dos consumidores é o que se espera da administração dos serviços de 
saúde. 
De acordo com Markwting Health Service (1999) apud Gallo e Moneken 
(2002), o marketing será então o responsável pela criação de uma cadeia de valores 
que passa pela acessibilidade, disponibilidade da assistência, humanização e valor 
agregado. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
47 
 
Segundo Monken (2005) apud Gallo e Moneken (2002, p. 2), os profissionais 
de saúde avaliam os serviços de saúde em termos técnicos e os consumidores, por 
outro lado, usam com frequência critérios bastante diferentes quando avaliam 
serviços de saúde, dando grande ênfase aos componentes não-técnicos da 
prestação de serviços, do qual esperam obter valores ou benefícios. 
O marketing de relacionamento é o uso de técnicas e processos de 
marketing, vendas, comunicação e cuidado com o cliente para: 
1) identificar seus clientes de forma individualizada e nominal; 
2) criar um relacionamento entre a sua empresa e esses clientes — um 
relacionamento que se prolonga por muitas transações; 
3) administrar esse relacionamento para o benefício dos seus clientes e da 
sua empresa. 
De acordo com Stone e Woodcook (1998, p. 1-7), o marketing de 
relacionamento, portanto, proporciona uma estrutura dentro da qual todas as demais 
atividades de marketing podem ser gerenciadas, para ganhar, reter e desenvolver 
clientes. 
Segundo Gallo e Moneken (2002, p. 7), na prestação de Serviço Médico 
Hospitalar, pode-se observar, que, a partir das referências anteriores do marketing 
tradicional, do marketing de serviço e, particularmente, do marketing de 
relacionamento, o objeto de preocupação para o planejamento estratégico que 
decidirá o enfoque da organização de saúde baseia-se no mesmo propósito das 
instituições de serviço dos demais segmentos — o consumidor — e deste, faz-se 
necessário obter o maior número de dados e transformá-los em informações 
mercadológicas. 
 
6.4 Para as instituições educacionais 
Em todos os segmentos da sociedade, encontramos organizações que são 
favoráveis, outras nem tanto e uma parcela considerável que não acredita no uso do 
marketing como ferramentaque leve a empresa ao sucesso. 
Segundo Trevisan (2002, p. 94): 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
48 
 
 
A concepção favorável é de que o marketing contribui com a instituição na 
sua missão educacional ao desenvolver programas viáveis, que contenham 
uma política de preços coerentes e comunicações eficazes, resultando em 
um aumento de satisfação do seu público-alvo Em contrapartida, os 
opositores consideram incompatível com a missão da educação, pois, 
mesmo que trouxesse alguma contribuição, seria desnecessário, se as 
pessoas reconhecessem que a educação foi boa para elas. 
 
Uma parcela de administradores e diretores de escolas tem sido complacente 
sobre o número decrescente de alunos e o aumento significativo da concorrência. 
Baseando nos pensamentos de Kotler e Fox (1994, p.372) que entendem 
como irreal o otimismo das instituições particulares diante das tendências do 
mercado, desconsiderando que podem ser fortemente afetadas pela diminuição do 
seu corpo discente e Etzel et al. (2001, p.6), quando diz que o “marketing criativo 
pode revigorar a economia de um setor”, podemos inferir que a eficácia do marketing 
em instituições educacionais, assim como em outras empresas comerciais ou 
filantrópicas, depende do quanto ela satisfaz as necessidades e desejos de sua 
clientela. Há instituições que se preocupam com o seu mercado e outras que sequer 
estão sensibilizadas. Essas últimas são típicas de instituições burocráticas, que se 
mantêm no mercado, enquanto o consumidor não tiver outra opção. 
De acordo com Trevisan (2002), aquelas que se preocupam com o seu 
público consumidor atual e potencial estão, constantemente, voltadas para o estudo 
do consumidor, por meio do seu posicionamento diante da instituição e da imagem 
que ele tem do produto ou serviço, em relação ao preço, distribuição e serviços. 
Porém, sabemos que há situações em que a imagem da instituição não 
corresponde à realidade, podendo estar supervalorizada ou desvalorizada. Uma 
instituição precisa refletir uma imagem acurada e favorável, caso contrário, não 
saberá quais as mudanças a serem executadas para refazer seu conceito junto ao 
público. Segundo Trevisan (2002), para atingir esse aspecto, o marketing coloca-se 
à disposição das instituições para identificar os desejos, as necessidades e os 
problemas, através de pesquisas junto ao mercado. 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
49 
 
As organizações, dependendo das suas necessidades, devem fazer uso 
dos sistemas de informações. Por exemplo, a escola pode buscar 
informações, elaborando um inventário de problemas que consiga detectar 
expectativas e dificuldades atuais, prevendo problemas futuros com seu 
mercado e público; comparar a demanda real com a desejada; contratar 
auditoria em marketing para identificar as áreas-problema e orientar o 
planejamento (ETZEL ET AL, 2001, p. 77). 
 
Para Kotler e Fox (1994, p.373), a pesquisa de marketing pode ajudar as 
instituições a responder perguntas como: 
 Quais têm sido nossos números de candidatos, aceitações e matrículas nos 
últimos anos? 
 Qual o tamanho do mercado e seu potencial? 
 Quem são nossos mercados principal e secundário? 
 Quais as características dos nossos alunos atuais? 
 Quais as características dos candidatos que foram aceitos e não se 
matricularam? 
 Quais os nossos principais concorrentes? 
De acordo com Trevisan (2002), as instituições não podem prescindir de um 
sistema de informações de marketing para a tomada de decisões acertadas, como: 
 Sistema de registro interno, que fornece as informações sobre seus alunos, 
programas e finanças; 
 Sistema de inteligência de marketing, que possibilita aos administradores 
obter informações diárias sobre o mercado; 
 Sistema de pesquisa em marketing, com o planejamento da coleta, análise e 
preparação do relatório com dados levantados; 
 Sistema analítico de marketing, que são os procedimentos estatísticos 
avançados para analisar as relações entre um conjunto de dados e a sua 
interpretação estatística. 
Para a mesma autora, o conjunto dessas informações orienta o planejamento 
e o controle das operações de uma instituição no mercado e, assim, a implantação 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
50 
 
do planejamento estratégico em marketing que visa examinar o ambiente interno, o 
mercado, públicos, concorrentes e o macroambiente, para que a instituição possa, 
baseada nessas informações, traçar planos e monitorar as mudanças necessárias, 
ajuda a detectar as suas forças e fraquezas em relação aos aspectos estruturais, 
financeiros, políticos e humanos. 
Para a formulação de estratégias, faz-se necessário examinar os programas 
existentes, constatando os que podem ser melhorados ou desativados, e considerar 
o planejamento tático e o desenvolvimento de planos que permitirão a implantação 
das estratégias. 
Quanto ao controle do planejamento, ele pode ser anual, com o intuito de 
acompanhar as metas, para que elas sejam atendidas por meio de análises de 
desempenho, de mercado, de despesas e de atitudes. O controle das 
receitas/custos pode levantar o lucro ou prejuízo real dos seus programas, grupos de 
consumidores, territórios ou localizações. E, finalmente, identificar todos os 
recebimentos gerados por uma unidade, setor ou serviço específico e todos os 
custos a elas associados. 
O controle estratégico possibilita que os objetivos, as estratégias e os 
sistemas de marketing não se desviem da realidade e do projetado. Para impedir 
essa alteração, a instituição deve estar, constantemente, atenta para ajustar-se ao 
ambiente. 
De acordo com Trevisan (2002), além dessas questões, a instituição precisa 
ser visionária, ou seja, capaz de fazer previsões sobre o futuro e estabelecer 
objetivos e estratégias para atingi-los. 
As instituições necessitam de recursos tangíveis e intangíveis para realizar 
sua missão. Primeiramente, para definir sua missão, a organização tem que ter 
claramente em seus objetivos qual é seu negócio, quem é seu cliente, qual o valor é 
a ele atribuído e qual será seu negócio futuro. 
A partir do momento em que a instituição define sua missão, torna-se mais 
fácil estabelecer as suas metas, os seus objetivos, os recursos de que precisa 
dispor, de tal forma que terá melhores condições para determinar as estratégias. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
51 
 
Segundo Trevisan (2002), a estratégia somente deverá ser formulada, após 
uma análise dos programas atuais, demandando da instituição que seja hábil em 
diferenciar seu programa do dos concorrentes e verificar aqueles que devem ser 
desenvolvidos e os que devem ser eliminados. 
A autora lembra que a análise dos custos por aluno é outro fator necessário 
para ser considerado, levando-se em conta, por exemplo, cursos que, pela demanda 
ou pelo estado recessivo em que se encontra o mercado, podem baixar o custo. E, 
ainda, identificar os investimentos dos seus concorrentes em marketing, que é nosso 
foco. 
Esses dados podem orientar a instituição sobre as atividades, cursos, 
conhecimentos que estão sendo requisitados pelo mercado e em quais se deve 
investir. 
Deacordo com Trevisan (2002), definido o binômio custo/mercado, a 
instituição pode desenvolver estratégias de marketing. A estratégia visa prever qual 
o segmento de mercado que se quer atingir, a sua posição em relação aos 
concorrentes e a combinação de produto, preço, ponto e promoção. 
O profissional de marketing deve ter claro quem são seus consumidores 
atuais e potenciais, assim como seus concorrentes. 
Conforme Trevisan (2002), nas instituições educacionais, o profissional de 
marketing terá que analisar desde o mercado disponível ao mercado potencial, o 
mercado atendido e o penetrado, como também a demanda de mercado da área, 
por meio da análise de matrículas. Também terá que analisar desempenho 
comparativamente a outras instituições, para um feedback da sua posição de 
mercado, e prever a ameaça dos concorrentes já estabelecidos, dos iniciantes, dos 
novos produtos e serviços, dos fornecedores e dos compradores. 
De acordo com Trevisan (2002), com base nos levantamentos das intenções 
dos consumidores, dos testes de mercado (considerados, muitas vezes, caros e 
complicados), a instituição pode utilizar-se de dados do passado para projetar sua 
demanda futura. A linha de tendência passada pode ser extrapolada para estimar-se 
o nível de tendência para o ano seguinte. Outro aspecto a ser levado em conta são 
as oscilações nas atividades econômicas que interferem nas matrículas. Se essas 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
52 
 
condições puderem ser previstas, o estágio do ciclo da instituição pode ser usado 
para ajustar a tendência. Um terceiro fator é a sazonalidade, que reflete qualquer 
padrão consistente em termos de candidato e matrículas dentro do ano. Essa 
sazonalidade pode estar relacionada ao clima, feriados etc. Esses dados permitem 
ao pesquisador a possibilidade de ajustar a estimativa para determinado mês. 
Os profissionais de marketing podem usar uma combinação de técnicas de 
previsão para melhorar a sua perspectiva de demanda. Juntamente com a avaliação 
da previsão obtida com essas técnicas, deverão ponderar as mudanças no 
ambiente, como alterações no tamanho do mercado ou na economia. Por exemplo, 
as informações do término da recessão podem gerar expectativas de maiores 
vendas. 
Conhecer o mercado atual e estimar as necessidades futuras possibilita às 
instituições avaliar seu desempenho, testar a viabilidade de novos programas e 
planejar os recursos para as atividades futuras. 
Em relação às abordagens do mercado, as instituições educacionais podem 
adotar diferentes tipos de abordagens. A ótica de marketing de massa, por exemplo, 
trata da produção e distribuição de um programa, produto ou serviço, pretendendo 
atrair todos os consumidores. A instituição também pode optar por criar produtos 
diferenciados e distinguir-se dos seus concorrentes. Já a concepção de mercado-
alvo consiste em desenvolver um produto e um marketing apropriado para 
determinado mercado. O marketing alvo segmenta o mercado baseado em variáveis 
geográficas, demográficas, psicográficas e comportamentais. 
A segmentação geográfica é a divisão do mercado total em grupos, de acordo 
com a localização, densidade populacional ou clima. 
Outro aspecto importante a ser salientado é saber se a instituição possui 
fatores de sucesso necessários para competir no mercado. Terá maior força, quanto 
maior for a sua participação no mercado, quanto menores forem seus custos em 
relação aos concorrentes, quanto maior for a qualidade das suas ofertas, quanto 
melhor conhecer as necessidades e desejos dos seus consumidores, quanto mais 
relevantes forem seus esforços de marketing e quanto maiores forem as suas 
vantagens. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
53 
 
Richers (2000, p.105) afirma que a “credibilidade é a chave para o processo 
de posicionamento no mercado”. 
Os gestores das instituições devem se perguntar com muita frequência: 
 Como está a imagem da minha instituição entre os clientes? 
 Ela tem melhorado ultimamente ou não? 
 Que devo ou posso fazer para mantê-la no topo? 
Richers (2000, p.110) comenta que, para responder a essas perguntas, a 
imagem da concorrência são referências para a comparação. 
Um dos pontos altos do marketing e essencial às instituições que queiram 
atingir o público consumidor é a comunicação. A comunicação da instituição com 
seus clientes e clientes potenciais acontece de maneira informal com seus alunos, 
ex-alunos, por meio dos seus programas, mas também mediante um programa 
formal de comunicação. 
Segundo Trevisan (2002), quando se fala em comunicação, estamos nos 
referindo à propaganda, à promoção de vendas e à relações públicas. Uma 
comunicação efetiva requer alguns cuidados, como a escolha da mídia onde veicular 
a informação, das fontes mais apropriadas para se conseguir o retorno desejado, da 
mensagem que melhor comunicará as realizações, entre outros. 
Na escolha da mídia, deve-se considerar que o meio que pode comunicar 
bem um produto pode ser ineficiente para outro. O jornal, o rádio, a televisão, a 
mídia interativa, cada um deles tem suas características e servem para divulgar 
determinados produtos. 
O rádio estimula a imaginação por meio da sensação auditiva. A televisão, por 
sua vez, combina o movimento, o som e os efeitos visuais especiais, em que os 
produtos podem ser demonstrados e descritos. O jornal apresenta mais limitações. 
Ele não propicia muita variedade para apresentar os anúncios, por outro lado, tem 
uma grande abrangência em função da sua circulação. 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
54 
 
A mala direta é um meio mais pessoal e seletivo, entretanto o seu custo é 
mais alto, comparado a outros canais, devido à impressão e postagem. Entretanto, 
alcança as pessoas que o anunciante deseja. 
A mídia interativa, que vem galgando uma proporção grandiosa junto ao 
público consumidor, é a internet. É interativa, porque é necessário que o consumidor 
interessado em determinado produto ou serviço acesse a mensagem de quem envia. 
De acordo com Trevisan (2002), todos esses meios são enriquecidos com a 
atuação das “relações públicas”, que se utiliza de informações obtidas junto ao 
público para implementar as ações e avaliar os resultados. É um trabalho criterioso, 
que exige muita experiência e habilidade, pois detalhes como uma correspondência 
personalizada, assinada pelo próprio representante da instituição, pode ser um bom 
recurso para a comunicação. 
Todos esses recursos para se comunicar com o público devem ser 
permeados por muita autenticidade. De nada adianta supervalorizar a instituição, se 
os futuros clientes, por ocasião da matrícula, constatarem que essa imagem “não 
passa de uma fachada”. 
Enfim, segundo Trevisan (2002), o sucesso de uma instituição não é medido 
apenas pelo seu desempenho financeiro, mas também por uma perspectiva social 
mais ampla. 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
55 
 
REFERÊNCIAS 
 
BARBOSA, M. de F. N. Introdução ao marketing para empresa de pequeno 
porte. Edição eletrônica. Eumet.net, 2006. 
 
CHIAVENATTO, I. Introdução à teoria geral da administração. 1994. 4ª edição. 
São Paulo. MakronBooks. 
 
COBRA, M. Administração estratégica do mercado. São Paulo: Atlas, 1991. 
 
COOPER. C. Turismo, princípios e práticas. Porto Alegre. Bookman, 2001. 
 
COSTA, Francisco José da; SILVA, Jocélio Nunes da. A formação em marketing dos 
gestores de micro e pequenas empresas: um estudo a partir dos programas de 
capacitação In: EGEPE – ENCONTRO DE ESTUDOS SOBRE 
EMPREENDEDORISMO E GESTÃO DE PEQUENAS EMPRESAS. 4. 2005, 
Curitiba, Anais... Curitiba, 2005, p. 896-905. 
 
CUNHA, L. Entrevista: Terceira idade como público-alvo (2008). Disponível 
em:<http://www.metaanalise.com.br/inteligenciademercado/inteligencia/pesquisas/ter
ceira-idade-como-p-blico-alvo.html> Acesso em: 14 mar. 2009. 
 
DRUCKER, P. Prática de Administração de Empresas. São Paulo: Atlas, 1983. 
 
ETZEL, M.; WALKER, B. J.; STANTON, W. J. Marketing. São Paulo: Makron Books, 
2001. 
 
FERREL, O. C; et al. Estratégia de marketing. São Paulo: Atlas, 2000. 
 
GALLO, P. R.; MONEKEN, S. F. Sistemas de informação de marketing no setor 
saúde: aplicabilidade do gerenciamento do relacionamento do cliente. UNIrevista - 
Vol. 3, n° 1 : Julho 2006. Disponível em: 
<www.projetoradix.com.br/arq_artigo/alaic/alaic2006_04.pdf> Acesso em 10 mar. 
2009. 
 
GORDON, I. Marketing de relacionamento. Estratégias, técnicas e tecnologias 
para conquistar clientes e mantê-los para sempre. São Paulo: Futura, 1998. 
 
GROVE, A. Administração de alta performance: transformando subordinados 
e colaboradores em uma equipe altamente produtiva. São Paulo: Futura, 1997. 
 
IBGE. Síntese dos indicadores sociais. Uma análise das condições de vida da 
população brasileira 2007. Rio de Janeiro: IBGE, 2007. 
 
JAMESON, F. Pós-modernismo a lógica cultural do capitalismo tardio. São 
Paulo. Ática, 1996. 
 
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
56 
 
JURAN, J. M. A qualidade desde o projeto. São Paulo: Pioneira, 1992. 
 
KOTLER, P. Administração de Marketing. São Paulo: Prentice Hall, 2000. 
 
KOTLER, P. Princípios de Marketing. 7. ed. Rio de Janeiro: S. A,,1999. 
 
KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de Marketing. Rio de Janeiro: Prentice – 
Itall de Brasil Ltda., 1998. 
 
KOTLER, P.; FOX, K. F. A. Marketing estratégico para instituições educacionais. 
São Paulo: Atlas, 1994. 
 
KOTLER, P. Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e 
controle. 4 ed., São Paulo, Atlas, 1996. 
 
LAS CASAS, A. L. Administração de Marketing. São Paulo: Atlas, 2006. 
 
LEVITT, Theodore. Miopia em Marketing. Revista Expansão. N.2 fev./1972. 
 
LONGENECKER, J. G. et all. Administração de pequenas empresas. São Paulo: 
MAKRON Books, 1999. 
 
MANZO, J. M. C. Marketing: uma ferramenta para o desenvolvimento. Rio de 
Janeiro: Zahar Editores, 2005. 
 
MOLINA, V. A. F;. Perfil do profissional de marketing: quais as competências do 
ponto de vista dos professores? Encontro Anual da Associação Nacional de Pós-
Graduação em Administração. Anais eletrônicos... ANPAD, 2001. 
 
NEVES, M.P.S. et al. Marketing para a terceira idade: uma tendência milionária. 
Disponível em: <www.ufpel.edu.br/cic/2005/arquivos/CH_00858.rtf> Acesso em: 13 
mar. 2009. 
 
OLIVEIRA, J. S. Estratégias de marketing utilizadas no agronegócio 
canavieiro: estudo de caso da região de Franca. Franca: Centro Universitário de 
Franca – Uni-FACEF, 2008. Disponível em: 
<www.facef.br/novo/publicacoes/IIforum/Programacoes/Programacao_II_Congresso
> Acesso em: 10 mar. 2009. 
 
RICHERS, R. Marketing: uma visão brasileira. São Paulo: Negócio Ed., 2000. 
 
STONE, M. e WOODCOCK, N. Marketing de relacionamento. São Paulo, Littera 
Mundi, 1998. 
 
TAVARES. F. “Marketing-mind brand positioning”. In: Revista Comum V. 7. nº 20. 
Rio de Janeiro. Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA), 2003. Janeiro-
Junho. p. 125-149. 
 
http://www.facef.br/novo/publicacoes/IIforum/Programacoes/Programacao_II_Congresso
http://www.facef.br/novo/publicacoes/IIforum/Programacoes/Programacao_II_Congresso
 
 
Site: www.ucamprominas.com.br 
E-mail: ouvidoria@institutoprominas.com.br ou diretoria@institutoprominas.com.br 
Telefone: (0xx31) 3865-1400 
Horários de Atendimento: manhã - 08:00 as 12:00 horas / tarde - 13:15 as 18:00 horas 
57 
 
TREVISAN, R. M. Marketing em Instituições Educacionais. Revista PEC, Curitiba, 
v.2, n.1, p.103-103, jul. 2001-jul. 2002. 
 
VAVRA, T. G. Marketing de relacionamento. Como manter a fidelidade de 
clientes através do marketing de relacionamento. São Paulo: Atlas, 1993. 
 
VIDOTTO, E. J. F; VEY, I. H. Fidelizando o cliente com atendimento baseando no 
marketing de relacionamento. Revista Eletrônica de Contabilidade. V.1 n.2 
dez/2004 fev/2005. Disponível em: 
<http://w3.ufsm.br/revistacontabeis/anterior/artigos/vIn02/a05vIn02.pdf> Acesso em: 
14 mar.2009.

Mais conteúdos dessa disciplina