Prévia do material em texto
Avaliação 1 de Fundamentos Antropológicos e Sociológicos Aluno: Rafaela Cristina Machado de Oliveira Batista Matrícula: 2020.0352.8374 Curso: Bacharelado em Direito – Centro Parangaba – turno tarde – turma 2001 Questões 1) Uma questão fundamental das Ciências Sociais é a relação Indivíduo e Sociedade. Diversos estudiosos desenvolveram teorias controvertidas a este respeito. Comente sobre as perspectivas sociológica e antropológica a este respeito se o indivíduo faz a sociedade ou a sociedade faz o indivíduo? Resposta: A relação entre o indivíduo e a sociedade depende de um aprendizado que chamamos de socialização. Compreende-se por socialização os processos através dos quais os seres humanos são induzidos a adotar padrões de comportamento, normas, regras e valores do mundo social. Começando desde a infância e prosseguem ao longo da vida. É através da socialização que o indivíduo começa a conhecer e aprender a cultura do seu meio, com isso pode passar (perpetuar) a sua cultura de geração a geração. Ponto de vista sociológico, uma das contribuições mais originais da teoria dos sistemas para a sociologia contemporânea é a ideia de que os indivíduos não são parte da sociedade, mas do ambiente. Se o indivíduo é entendido como corpo e consciência, não se pode conceber a sociedade como um conjunto de bilhões de corpos e consciências. Segundo a teoria dos sistemas, a sociedade só pode ser concebida como comunicação. Cada indivíduo constitui um sistema em si, autônomo, uma consciência que se auto-observa e reproduz. Logo o indivíduo faz a sociedade. 2) O conhecimento científico opõe-se ao senso comum e seu ideal está baseado na concepção segundo a qual a ciência é uma representação da realidade tal como ela é em si mesma. Acredita-se, portanto, em uma objetividade, isto é, um conhecimento que procura as estruturas universais e necessárias das coisas investigadas. Nesse sentido, a corrente positivista de Auguste Comte buscou relacionar as ciências naturais com a Sociologia emergente do século XIX, com o propósito de legitimar definitivamente a Sociologia como ciência. Tendo como norte esta perspectiva: a) Explique como Comte concebeu a ciência da sociedade e, Resposta: Fundador da filosofia positivista e pai da sociologia definiu a ciência da sociedade como um organismo complexo. E que partindo disso os conhecimentos dos cientistas naturais poderiam explicar também os fenômenos sociais. b) De acordo com a Lei dos Três Estados aponte as fases pelas quais podem passar as sociedades humanas, descrevendo suas características principais. Resposta: De acordo com Comte a humanidade passou por três estágios de desenvolvimento intelectual: Teológico, metafísico e o positivo. No teológico o universo tinha como “explicação” os deuses, seres mitológicos e demônios. No metafísico a realidade tinha como explicação a essência, a existência, substância e acidente. Está mais relacionado a coisas abstratas. O positivo também chamado de científico tudo é explicado a partir de comprovações e leis científicas e observações lógicas experimentais. 3) Leia atentamente: O movimento pré-científico, que domina o campo da diversidade cultural até o século XVIII, é aquele que oscilava entre conceber o “diferente” ora como humano, ora como não humano, provido ou desprovido de alma, bom ou mau selvagem, etc. Na ótica dos europeus, estes “maus selvagens” eram vistos como perigosos, mais próximos aos animais, brutos, imbuídos de uma sexualidade descontrolada, primitivos, com uma inteligência restrita, iludidos pela magia, enfim, seres limitados que precisavam ser “civilizados” pela cultura europeia. Por sua vez, a inovação trazida pela Antropologia pode ser definida em sua postura de Alteridade, que provoca uma revolução no olhar sobre o “outro”. Assim explique por que a Antropologia é chamada de Ciência da Alteridade. Resposta: Porque ela impõe ao indivíduo regras e leis de uma sociedade onde causa uma certa revolução aos indivíduos nela inseridos. Buscando entender o outro como ele é e não como ele seja, é assim que a ciência alteridade julga-se ser. Não julgando o individuo pela capa, trazido do ditado popular, mas sim, conhecer o seu interior o que ele pode oferecer.