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CURSO: “ASPECTOS PRÁTICOS DAS ESCRITURAS PÚBLICAS”
MINISTRADO POR: RODRIGO REIS CYRINO – EM 12/08/2017
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CURSO:
“ASPECTOS PRÁTICOS DAS
ESCRITURAS PÚBLICAS”
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PALESTRANTE: DR. RODRIGO REIS CYRINO
Tabelião de Notas do Cartório do 2º Ofício - Tabelionato de Linhares – ES
Professor de Direito Público
Presidente do Colégio Notarial do Brasil - Seção Espírito Santo
Vice-presidente regional do Sudeste da Diretoria do Colégio Notarial Federal - Conselho
Federal
Membro da Academia Notarial Brasileira
Diretor do Tabelionato de Notas do SINOREG-ES
Mestre em Direito Estado e Cidadania
Pós Graduado em Direito Privado e Direito Processual Civil
Palestrante em Direito Notarial e Registral
Autor de diversos artigos
CONTATOS: cartorioreis@gmail.com
(27) 9.9882-7376
mailto:cartorioreis@gmail.com
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SUMÁRIO
MÓDULO I
ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS
DAS ESCRITURAS PÚBLICAS
1. NOÇÕES GERAIS.....................................................................................07
2. MODELO DE ESCRITURA DE COMPRA E VENDA................................08
3. REQUISITOS LEGAIS DA ESCRITURA PÚBLICA..................................10
4. ESPÉCIES DE ESCRITURAS PÚBLICAS................................................25
4.1. ESCRITURAS PÚBLICAS DE FAMÍLIA................................................25
4.1.1. ESCRITURA PÚBLICA DE UNIÃO ESTÁVEL.........................................................25
4.1.2. ESCRITURA PÚBLICA DE CONTRATO DE NAMORO..........................................30
4.1.3. ESCRITURA PÚBLICA DE PACTO ANTENUPCIAL...............................................31
4.1.4. ESCRITURA PÚBLICA DE RECONHECIMENTO DE PATERNIDADE...................33
4.1.5. ESCRITURA PÚBLICA DE EMANCIPAÇÃO...........................................................37
4.1.6. ESCRITURA PÚBLICA DE INSTITUIÇÃO DE BEM DE FAMÍLIA...........................39
4.1.7. ESCRITURA PÚBLICA DE INVENTÁRIO NEGATIVO............................................42
4.2. ESCRITURAS PÚBLICAS NEGOCIAIS................................................47
4.2.1. ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS...............................47
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4.2.2. ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E VENDA COM ALIENAÇÃO
FIDUCIÁRIA........................................................................................................................60
4.2.3. ESCRITURA PÚBLICA DE DAÇÃO EM PAGAMENTO...........................................71
4.2.4. ESCRITURA PÚBLICA DE CESSÃO DE DIREITOS HEREDITÁRIOS...................74
.
4.2.5. ESCRITURA PÚBLICA DE PERMUTA....................................................................77
4.2.6. ESCRITURA PÚBLICA DE DOAÇÃO......................................................................85
4.2.7. ESCRITURA PÚBLICA DE DOAÇÃO COM RESERVA DE USUFRUTO................88
4.2.8. ESCRITURA PÚBLICA DE CONFISSÃO DE DÍVIDA..............................................88
4.2.9. ESCRITURA PÚBLICA DE DIVISÃO AMIGÁVEL...................................................90
4.2.10. ESCRITURA PÚBLICA DE DISTRATO................................................................92
4.2.11. ESCRITURA PÚBLICA DE INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL..............................95
4.2.12. ESCRITURA PÚBLICA DE CESSÃO DE DIREITOS SOBRE PRECATÓRIOS...97
4.2.13. ESCRITURA PÚBLICA DE DESAPROPRIAÇÃO AMIGÁVEL..............................99
4.3. ESCRITURAS PÚBLICAS DECLARATÓRIAS...................................103
4.3.1. ESCRITURAS PÚBLICAS DECLARATÓRIAS.......................................................103
4.3.2. ESCRITURA PÚBLICA DE CREMAÇÃO...............................................................104
4.3.3. ESCRITURA PÚBLICA DE SERVIDÃO.................................................................105
4.3.4. ESCRITURA PÚBLICA CONSTITUTIVA DE DIREITOS.......................................108
4.3.5. ESCRITURA PÚBLICA DE REVOGAÇÃO DE MANDATO....................................110
4.3.6. ESCRITURA PÚBLICA DE RERRATIFICAÇÃO....................................................112
4.3.7. ESCRITURA PÚBLICA DE ADITAMENTO............................................................113
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5. ATA NOTARIAL......................................................................................114
6. CERTIDÕES............................................................................................115
MÓDULO II
AS ESCRITURAS PÚBLICAS NO NOVO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
1. A DESJUDICIALIZAÇÃO DE PROCESSOS..................................................116
1.1. CONCEITO................................................................................................................116
1.2. PREVISÃO NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL..........................................117
1.3. TERMO CARTÓRIO..................................................................................................117
1.4. CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS...............................................................................118
1.5. NOTAS INTRODUTÓRIAS À LEI 11.441/2007.........................................................120
2. PROCESSOS DESJUDICIALIZADOS PELO NOVO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL......................................................................................................121
2.1. ESCRITURA PÚBLICA DE SEPARAÇÃO E DIVÓRCIO.........................................121
2.1.1. Fundamento legal...................................................................................................122
2.1.2. Provimentos aplicáveis...........................................................................................123
2.1.3. Resolução e provimento do CNJ............................................................................123
2.1.4. Documentos necessários........................................................................................132
2.1.5. Modelos práticos de escritura pública.....................................................................133
2.2. ESCRITURA PÚBLICA DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL................................137
2.2.1. Fundamento legal...................................................................................................138
2.2.2. Dissolução de contratos de namoro.......................................................................139
2.2.3. Dissolução de união estável homoafetiva...............................................................140
2.2.4. Dissolução de união estável poliafetiva..................................................................141
2.2.5. Documentos necessários.......................................................................................142
2.2.6. Modelo prático de escritura pública........................................................................142
2.3. ESCRITURA PÚBLICA RESTABELECIMENTO DA SOCIEDADE CONJUGAL....144
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2.3.1. Fundamento legal..................................................................................................145
2.3.2. Documentos necessários........................................................................................146
2.3.3. Modelo prático de escritura pública........................................................................146
2.4. ESCRITURA PÚBLICA INVENTÁRIO E PARTILHA...............................................148
2.4.1. Fundamento legal...................................................................................................149
2.4.2. Provimentos aplicáveis...........................................................................................150
2.4.3. Resolução do CNJ..................................................................................................151
2.4.4. Documentos necessários........................................................................................156
2.4.5. Modelo prático de escritura pública........................................................................157
2.5. ESCRITURA PÚBLICA DE DEMARCAÇÃO E DIVISÃO........................................160
2.5.1. Fundamento legal..................................................................................................160
2.5.2. Documentos necessários.......................................................................................161
2.5.3. Modelo prático.......................................................................................................162
2.6. ESCRITURA PÚBLICA DE HOMOLOGAÇÃO DE PENHOR LEGAL.....................163
2.6.1. Fundamento legal...................................................................................................163
2.6.2. Documentos necessários.......................................................................................165
2.6.3. Modelo prático........................................................................................................165
3. OUTROS PROCEDIMENTOS DESJUDICIALIZADOS PELO NOVO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.....................................................................................167
3.1. ATA NOTARIAL DE USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL..............................................167
3.1.1. Conceito de usucapião e suas espécies................................................................ 177
3.1.2. Fundamento legal do usucapião extrajudicial.........................................................181
3.1.3. A ata notarial..........................................................................................................182
3.1.4. Aspectos práticos....................................................................................................182
3.1.5. Documentos necessários........................................................................................183
3.1.6. Passo a passo........................................................................................................184
3.1.7. Temas controvertidos – perguntas e respostas.....................................................187
3.1.8. O direito de laje.......................................................................................................188
3.1.9. Fluxograma do procedimento.................................................................................190
3.1.10. Modelo prático de ata notarial e registro...............................................................191
3.2. MEDIAÇÃO EXTRAJUDICIAL..................................................................................196
3.2.1. Fundamento legal...................................................................................................196
3.2.2. Provimentos aplicáveis...........................................................................................197
3.2.3. Documentos necessários........................................................................................208
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4. OUTROS PROCEDIMENTOS DESJUDICIALIZADOS...............................208
4.1. TESTAMENTO PÚBLICO PARA DESERDAÇÃO...................................................208
4.4.1. Fundamento legal...................................................................................................208
4.4.2. Documentos necessários........................................................................................209
4.4.3. Modelo prático........................................................................................................210
4.2. RETIFICAÇÃO DE ÁREA.........................................................................................212
4.2.1. Fundamento legal...................................................................................................212
4.2.2. Documentos necessários.......................................................................................213
4.3. CARTA DE SENTENÇA E FORMAL DE PARTILHA EXTRAJUDICIAL...............214
4.3.1. Fundamento legal.................................................................................................216
4.3.2. Provimentos aplicáveis..........................................................................................218
4.3.3. Documentos necessários......................................................................................221
4.3.4. Modelo prático de carta de sentença....................................................................223
4.4. RETIFICAÇÃO DE PROCESSO JUDICIAL.............................................................225
5. ANEXOS.............................................................................................................226
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MÓDULO I
ASPECTOS TEÓRICOS E PRÁTICOS
DAS ESCRITURAS PÚBLICAS
1. NOÇÕES GERAIS
ESCRITURA PÚBLICA - É o instrumento notarial dotado de fé pública e força probatória
plena, em que são colhidas declarações sobre atos jurídicos ou declarações de vontade
inerentes a negócios jurídicos para as quais os participantes devam ou queiram dar essa
forma legal.
São exigidos vários requisitos, como o recolhimento de alguns impostos para a
transferência da propriedade, tal como o ITCMD (imposto de transmissão causa mortis ou
sobre a doação de bens imóveis), para que depois essa escritura seja levada ao Cartório
de Imóveis para o registro imobiliário, para que haja a transmissão de uma propriedade de
imóvel a alguém.
CARTÓRIO DE NOTAS CARTÓRIO DE IMÓVEIS
ESCRITURA PÚBLICA REGISTRO IMOBILIÁRIO
PREVISÃO LEGAL DAS ESCRITURAS - Art. 7º, I, da Lei 8.935/1.994: Aos tabeliães de
notas compete com exclusividade: I - lavrar escrituras e procurações públicas (...)
Art. 215 do Código Civil. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento
dotado de fé pública, fazendo prova plena.
Art. 405 e 406 do Código de Processo Civil.
Art. 405. O documento público faz prova não só da sua formação, mas também dos fatos
que o escrivão, o chefe de secretaria, o tabelião ou o servidor declarar que ocorreram em
sua presença.
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Art. 406. Quando a lei exigir instrumento público como da substância do ato, nenhuma
outra prova, por mais especial que seja, pode suprir-lhea falta.
Art. 108 do Código Civil: Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à
validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou
renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário
mínimo vigente no País.
2 – MODELO DE ESCRITURA DE COMPRA E VENDA
ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E
VENDA QUE FAZEM LAGOA BONITA
EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA
E FULANO DE TAL, NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos a presente Escritura Pública de Compra e
Venda virem que, aos ____ dias do mês de agosto do ano de dois mil e quinze (____/08/2015),
em Cartório, situado na Avenida João Felipe Calmon, nº 735, Centro, Linhares, Estado do Espírito
Santo, perante mim, Tabelião do Segundo Ofício de Notas, compareceram partes entre si, justas e
contratadas, a saber: de um lado, como OUTORGANTE VENDEDORA,LAGOA BONITA
EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA, pessoa jurídica de direito privado inscrita no
CNPJ/MF sob nº ____, com sede na Avenida ____, nº ____, Centro, na Cidade de Linhares-ES,
neste ato representada por seus sócios FULANO DE TAL (qualificar); e de outro lado como
OUTORGADOS COMPRADORESFULANO DE TAL e sua esposa FULANO DE TAL,
brasileiros, casados no dia ____ sob regime de comunhão parcial de bens, ele ____, natural de
_____-ES, nascido em ____, filho de ____, portador da CI nº ____ SSP/ES, inscrito no CPF/MF
sob nº ____, ela ____, natural de ____, nascida em ____, filha de ____, portadora da CI nº ____
SSP/ES, inscrita no CPF/MF sob nº ____, residentes na Avenida ____. Os presentes identificados
e reconhecidos como os próprios por mim, Tabelião, juridicamente capazes, de cujas identidades
e capacidade jurídica dou fé. Pela Outorgante Vendedora, na pessoa de seus representantes e
Outorgados Compradores, me foi dito sob pena de responsabilidade civil e criminal, que todos os
documentos foram apresentados nos originais para a lavratura deste ato, e que esses são
autênticos e verdadeiros. E, pela OUTORGANTE VENDEDORA,na pessoa de seus
representantes me foi dito que sendo senhora e legítima possuidora, livre e desembaraçado de
quaisquer ônus de:Domínio útil sobre o lote n° ____, da quadra n° ____, aforado ao Município
de Linhares, situado no LOTEAMENTO RESIDENCIAL LAGOA BONITA, no lugar Lagoa do
Testa, Bairro São José, zona urbana desta Cidade, com as seguintes confrontações e
dimensões: frente, Rua Crispa, numa linha de 12,00m; fundos, Área de Espaço Livre de Uso
Público, numa linha de 12,00m; lado direito, lote n° 04, numa linha de 30,00m; e lado
esquerdo, lote n° 02, numa linha de 30,00m; perfazendo a área de 360,00m2 (trezentos e
sessenta metros quadrados); devidamente matriculado no 1º Ofício de Registro Geral de
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Imóveis da Comarca de Linhares-ES, sob nº ____, do Livro nº 2, de ordem. Inscrição
Imobiliária sob nº ____.Pela OUTORGANTE VENDEDORA me foi dito que assim possuindo o
referido imóvel, vende aos OUTORGADOS COMPRADORES, por bem desta escritura, da
"cláusula constituti" e na melhor forma de direito, pelo preço de R$ ____ (____ REAIS), pagos
na data de 17 de março de 2015, em moeda corrente nacional, contada e achada exata, sendo o
valor fiscal de R$ ____ (____ REAIS),pelo que, desde já, dá plena e geral quitação da
importância recebida para nunca mais a exigir por motivo da presente venda; que transmitindo,
como de fato ora transmite na pessoa dos OUTORGADOS COMPRADORES, todo o direito,
posse, domínio e ação que tinha no referido imóvel, promete por si e seus sucessores legítimos
fazer a presente venda boa, firme e valiosa para sempre, pondo os OUTORGADOS
COMPRADORES à paz e a salvo de dúvidas futuras e, se chamado à autoria, responder pela
evicção de direito. Pelos OUTORGADOS COMPRADORES me foi dito que aceitam a presente
escritura como nela se contém e declaram por estarem os mesmos de inteiro acordo com o
ajustado e contratado entre si e a OUTORGANTE VENDEDORA, me apresentando os seguintes
documentos: 1 - TALÃO DE IMPOSTO: Prefeitura Municipal de Linhares - Estado do Espírito
Santo. Secretaria Municipal de Finanças. DAM - Documento de Arrecadação Municipal - Código
Febraban 2439 - Exercício 2015 - Parcela Única - Número de Distribuição 00007057 - Data de
Emissão 19/06/2015 - Data de Vencimento 31/07/2015 – em nome de ____ - Avaliação R$ ____.
Taxa de Expediente - ____. Averbação - R$ ____. ITBI - Compra e Venda 2% - R$ ____.
LAUDÊMIO 3% - R$ ____. Total Recolhido:R$ ____. Pagos na Caixa Econômica Federal, em
23/06/2015. Alvará de Licença expedido pela Prefeitura Municipal de Linhares e assinado pela
Secretaria Municipal de Finanças, Sra. ____. 2 -CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS
RELATIVOS AOS TRIBUTOS FEDERAIS E À DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO, expedida por meio
eletrônico - Ministério da Fazenda - Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional - Secretaria da
Receita Federal do Brasil. LAGOA BONITA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA.
Certidão emitida com base na Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 1.751 de 02/10/2014, às 09:37:24
do dia 06/04/2015 válida até 03/10/2015. Código de Controle da Certidão: ____. 3 - CERTIDÃO
NEGATIVA DE DÍVIDA À FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL expedida por meio eletrônico -
Estado do Espírito Santo - Secretaria de Estado da Fazenda - nº ____. Certifico que em nome de
LAGOA BONITA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA, não existem nesta repartição
qualquer débito à Fazenda Pública Estadual, em fase de cobrança executiva ou para ser
executada. Certidão emitida em 21/07/2015 válida até 19/10/2015. Autenticação Eletrônica: ____.
4 - CERTIDÃO NEGATIVA MUNICIPAL expedida por meio eletrônico - Prefeitura Municipal de
Linhares - Secretaria Municipal de Finanças - Área de Fiscalização Tributária - Certidão sob nº
____. Chave de validação da certidão: ____, datada de ____, com validade para ____ dias; as
certidões descritas nos itens 2, 3 e 4, fazem parte do presente instrumento de acordo com o art.
1º, incisos III e IV e art. 2º, do Decreto nº 93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do Código de Normas da
Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito Santo.5 -De acordo com o Ofício
Circular nº 30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Espírito Santo e
Ofício Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra Eliana Calmon - Corregedora
Nacional de Justiça, a OUTORGANTE VENDEDORA e OUTORGADOS COMPRADORES,
foram cientificados quanto a expedição da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, nos
termos do Art. 642-A, da Consolidação das Leis do Trabalho. 6 - CERTIDÕES DE CITAÇÃO
DE AÇÕES REAIS E PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS, expedidas pelo
Cartório de Registro Geral de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Linhares-ES, em 19/08/2015. A
OUTORGANTE VENDEDORA, na pessoa de seus representantes, declara sob pena de
responsabilidade civil e penal, que não existem ações reais e pessoais reipersecutórias relativas
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ao imóvel objeto deste instrumento e de outros ônus reais incidentes sobre o mesmo. Conforme
determina o art. 14, do Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça –
Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25 de julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr.
Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em exercício, foram
realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens -
CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de Indisponibilidade de Bens em nome da
OUTORGANTE VENDEDORA e dos OUTORGADOS COMPRADORES que impeçam a
lavratura deste ato, de acordo com Relatórios de Consulta deIndisponibilidade emitidos às
11:12:33; 11:13:55 e, 11:15:00, do dia 21/08/2015. Códigos HASH: xxx. As partes foram
cientificadas que na data da lavratura da presente escritura pública, não constam quaisquer
tipos de impedimentos, indisponibilidades ou averbação de certidão de dívida ativa (CDA)
na matrícula do imóvel objeto do ato, que impeçam a alienação efetiva do imóvel no
cartório de registro geral de imóveis, conforme comprova certidão de ônus reais, expedida
pelo referido Cartório da circunscrição imobiliária; sendo, ainda, orientadas as partes, por
essas notas, quanto à necessidade de seu registro junto ao registro imobiliário, para
efetivamente alienar a propriedade o imóvel.A DOI referente ao presente instrumento será
emitida regularmente e enviada à SRF, no prazo estabelecido pela IN RFB nº 1.112 de
28/12/2010. Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e
assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215,
Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar,
subscrevo e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos:
Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad
[{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
LAGOA BONITA EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA
representada por FULANO DE TAL
____________________________________________________
FULANO DE TAL
____________________________________________________
FULANO DE TAL
3- REQUISITOS LEGAIS DA ESCRITURA PÚBLICA
Art. 215, do Código Civil - A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento
dotado de fé pública, fazendo prova plena.
§1º - Salvo quando exigidos por lei outros requisitos, a escritura pública deve
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conter:
I - data e local de sua realização;
II - reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de quantos hajam
comparecido ao ato, por si, como representantes, intervenientes ou testemunhas;
III - nome, nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência das partes e
demais comparecentes, com indicação, quando necessário, do regime de bens do
casamento, nome do outro cônjuge e filiação;
IV - manifestação clara da vontade das partes e dos intervenientes;
V - referência ao cumprimento das exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade do
ato
REQUISITOS PARA QUALIFICAÇÃO DAS PARTES
*Análise dos documentos originais – conferir a autenticidade dos documentos
apresentados para evitar fraudes e golpes
*Nome do cônjuge, regime de bens do casamento: este requisito encontra justificativa
no art. 1.647 do Código Civil: Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges
pode, sem autorização do outro, exceto no regime de separação absoluta: I - alienar ou
gravar de ônus real os bens imóveis (...). É importante constar a data do casamento ou se
o mesmo foi anterior ou posterior à vigência da Lei 6.515/1.977. Esta informação permite
verificar a existência ou não de pacto antenupcial, para fins de registro nos termos do art.
167, I, 12, c/c art. 244 e averbação, art. 167, II, 1, todos da Lei 6.015/1.973. Assim, se o
regime for da comunhão de bens e o casamento for anterior a 1.977, não existe pacto,
pois este era considerado o regime legal. Se o casamento for posterior a 1.977 e o regime
é o da comunhão universal de bens, haverá pacto, pois a partir da Lei do Divórcio, o
regime legal passou a ser o da comunhão parcial.
*Filiação: a filiação somente deve ser inserida na qualificação da pessoa quando a
mesma não dispuser de elementos que permitam individualizá-la e afastá-la de eventuais
homônimos. Quando houver documento de identificação da parte, não é necessário
constar filiação.
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*CPF: este dado deve constar no instrumento público. Tal informação é necessária para o
envio da DOI à Receita Federal e cadastro dos atos junto à CENSEC.
*CERTIDÃO DE CASAMENTO ATUALIZADA: pois o estado civil pode ser que haja
alteração no estado civil das partes
*CERTIDÃO ATUALIZADA DE PROCURAÇÃO QUE FOR UTILIZADA: pedir a certidão
atualizada da procuração que for utilizada no ato e não somente a confirmação por
telefone ou email, pois quem lavrar o ato poderá ser responsabilizado por ter utilizado
procuração revogada.
DESCRIÇÃO DO IMÓVEL
*CERTIDÃO DE ÔNUS ATUALIZADA (EXPEDIDA PELO CARTÓRIO DE IMÓVEIS):
pedir a certidão atualizada da matrícula do imóvel
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* APRESENTAÇÃO DO IPTU (INSCRIÇÃO MUNICIPAL) SE O IMÓVEL FOR URBANO
* APRESENTAÇÃO DO ITR SE O IMÓVEL FOR RURAL, BEM COMO O CCIR
(CERTIFICADO DE CADASTRO DE IMÓVEL RURAL)
TRIBUTAÇÃO INCIDENTE
* TRANSMISSÃO GRATUITA PELA DOAÇÃO – FATO GERADOR DO ITCMD
(IMPOSTO DE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS OU DOAÇÃO)
** IMPOSTO ESTADUAL OU DO DISTRITO FEDERAL – Art. 155,
CF/88
ATENÇÃO!!!!
* RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA SOLIDÁRIA
- DUA (ITCMD) – ART. 79, DO CÓDIGO DE NORMAS (CUIDADO!). O correto é
pedir a avaliação à Receita Estadual, porque o Tabelião é responsável
tributário
- ISENÇÃO (ITCMD) e Multa – Lei 10.011/2013
CÓDIGO DE NORMAS DO ESPÍRITO SANTO
Art. 79. Incumbe ao contador:
III - calcular o imposto de transmissão causa mortis e doação (ITCMD), previsto na Lei
Estadual n° 4.215/89 e alterações posteriores, nos termos seguintes:
c) em se tratando de partilha amigável, celebrada entre partes capazes, nos termos do
art. 2.015 do Código Civil, o ITCMD será calculado com base no valor atribuído aos bens
pelos herdeiros, independente da oitiva da Fazenda Pública;
Art. 713. Na lavratura da escritura nos casos de inventário e partilha, deverão ser
apresentados, dentre outros, os seguintes documentos, observando-se, no que couber, o
disposto no art. 79, inciso III, alínea “c”, deste Código de Normas
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LEI N.º 10.011 DE 20 DE MAIO DE 2013
Dispõe sobre o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos
(ITCMD).
* TRANSMISSÃO ONEROSA PELA COMPRA E VENDA, PERMUTA, DAÇÃO EM
PAGAMENTO, CESSÃO DE DIREITOS HEREDITÁRIOS – FATO GERADOR DO ITBI
(IMPOSTO DE TRANSMISSÃO SOBRE BENS IMÓVEIS)
** IMPOSTO MUNICIPAL – Art. 156, CF/88
__________
* O ITBI pode ser dispensado para a lavratura da
Escritura?
É preciso mencionar o recolhimento do ITBI na
escritura pública?
Ou só será obrigatória a apresentação do ITBI para o
Cartório de Imóveis?
LEI FEDERAL Nº 7.433, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1985.
Dispõe sobre os requisitos para a lavratura
de escrituras públicas e dá outras
providências.
Art 1º - Na lavratura de atos notariais, inclusive os relativos a imóveis, além dos
documentos de identificação das partes, somente serão apresentados os documentos
expressamente determinados nesta Lei.
§ 2o O Tabelião consignará no ato notarial a apresentação do documento
comprobatório do pagamento do Imposto de Transmissão inter vivos,as
certidões fiscais e as certidões de propriedade e de ônus reais, ficando dispensada
sua transcrição. (Redação dada pela Lei nº 13.097, de 2015)
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 7.433-1985?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13097.htm
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_________________________
Art. 1.245, do Código Civil. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante
o registro do título translativo no Registro de Imóveis.
Art. 550, segunda parte, do Código de Normas: (...). No caso de transmissão
onerosa, os registradores não procederão a nenhum registro imobiliário sem
que seja comprovado o recolhimento prévio do ITBI, respeitado o que dispõe
o art. 1.245 do Código Civil e a Lei Complementar Estadual n° 4.215/89,
regulamentada pelo Decreto n° 2.803-N, de 21 de abril de 1989.”;
JULGADOS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA (STJ) - no sentido de que o fato
gerador do imposto de transmissão sobre bens imóveis (ITBI) ocorre com o registro da
transferência da propriedade no Cartório de Imóveis, de acordo com o artigo 35, do
Código Tributário Nacional, dentre os diversos julgados podem ser citados oREsp
771.781/SP (Rel. Min. Eliana Calmon, Segunda Turma, DJ 29/06/07); AgRg no AgRg no
REsp 764.808/MG (Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJ 12/04/07)
AgRg no AREsp 215273/SP. “TRIBUTÁRIO. ITBI. FATO GERADOR. OCORRÊNCIA.
REGISTRO DE TRANSMISSÃO DO BEM IMÓVEL. 1. Rechaço a alegada violação do art.
458 do CPC, pois o Tribunal a quo foi claro ao dispor que o fato gerador do ITBI é o
registro imobiliário da transmissão da propriedade do bem imóvel. A partir daí,
portanto, é que incide o tributo em comento. 2. O fato gerador do imposto de
transmissão (art. 35, I, do CTN) é a transferência da propriedade imobiliária, que
somente se opera mediante registro do negócio jurídico no ofício competente.
Precedentes do STJ. 3. Agravo Regimental não provido. (STJ – AgRg no AREsp 215273 /
SP - 2ª Turma – Ministro Herman Benjamin – Julgado em 02/10/2012).” ;
*** Ver recomendação do Sinoreg nos ANEXOS
* LAUDÊMIO / FORO
** RENDA IMOBILIÁRIA PATRIMONIAL (NÃO É TRIBUTO!!!)
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* O Laudêmio ou foro pode ser:
FEDERAL (Decreto-Lei 9760/46 – Terrenos de
Marinha). Deve-se obter a CAT (Certidão de
autorização de transferência) onde se insere o RIP
(Registro Imobiliário Patrimonial) e o FCL (Ficha de
cálculo de laudêmio) através do site:
http://www.patrimoniodetodos.gov.br na SPU
(Secretária do Patrimônio da União)
O mesmo decreto estipula que são bens imóveis da União os terrenos de marinha e seus
acrescidos, conforme previsão em seu art. 1º, alínea “a”. Nesse contexto, surgem duas espécies
de terreno de marinha, o aforamento ou enfiteuse e a ocupação.
Resumidamente, o AFORAMENTO consiste na possibilidade que a União (senhorio) atribui a
terceiros (enfiteutas) de exercerem o domínio útil de seus imóveis mediante o pagamento do foro,
mais conhecida como “taxa de aforamento”. Tal instituto baseia-se na conveniência para a União
de se manter um particular em seu bem imóvel, mantendo-se o caráter público do mesmo e ainda
recebendo por isso. O particular que adquire um imóvel aforado não tem a sua propriedade, mas
goza de todos os atributos da posse[2].
Anualmente, paga-se à União a título de foro o valor correspondente à 0,6% do valor do
respectivo domínio pleno, que será atualizado pelo mesmo período. Tais imóveis — aforados —
podem ser financiados por instituições financeiras sem maiores problemas.
A OCUPAÇÃO, por sua vez, consiste na inscrição de imóveis pela SPU (União) que, a seu juízo,
podem ser aproveitados por ocupantes, ou seja, no caso da ocupação a União exerce mera
tolerância para com o particular que está na detenção da posse do imóvel público (o ocupante
sequer tem a posse do imóvel), ou seja, o ocupante apenas conserva a posse em nome de outra
pessoa, no caso, a União.
Percebe-se que o regime de ocupação é bem diferente do aforamento, na medida em que não há
posse na ocupação, não há exercício do domínio útil de um imóvel da União, mas apenas uma
precária detenção da posse que pode ser retirada, nos termos dos arts. 131 e 132 do Decreto-Lei
nº 9.760/1946:
Art. 131. A inscrição e o pagamento da taxa de ocupação, não importam, em absoluto, no
reconhecimento, pela União, de qualquer direito de propriedade do ocupante sôbre o terreno ou
ao seu aforamento, salvo no caso previsto no item 4 do artigo 105.
http://www.patrimoniodetodos.gov.br/
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MUNICIPAL (Leis Municipais que trazem a previsão
do instituto da enfiteuse ou aforamento previsto no
Código Civil de 1916). Existe nos Municípios de
Linhares, Vila Velha, São Mateus e outros.
A cobrança do laudêmio municipal se fundamenta no instituto jurídico trazido pelo
Código Civil de 1916 denominado “enfiteuse” e que tem natureza jurídica de direito
real, sendo aquele pelo qual o proprietário ou senhorio direto de um imóvel atribui a
outrem (enfiteuta) o domínio útil dele, mediante o pagamento pela pessoa que o
adquire de uma pensão ou foro anual, bem como de um laudêmio quando houver
transferência.
O artigo 674, do Código Civil de 1916, estabelecia que: “são direitos reais, além da
propriedade: I - A enfiteuse.”
Assim, o laudêmio, que possui como pressuposto lógico a enfiteuse, encontrava-se
disciplinado no artigo 686 do anterior Código Civil, que assim dispunha:
Art. 686. Sempre que se realizar a transferência do domínio útil, por venda ou dação em
pagamento, o senhorio direto, que não usar da opção, terá direito de receber do
alienante o laudêmio, que será de 2,5% (dois e meio por cento) sobre o preço da
alienação, se outro não se tiver fixado no título de aforamento.
Em resumo: em um dado momento histórico do Brasil, o instituto da enfiteuse foi muito
importante e serviu para fomentar a urbanização e o crescimento das cidades, onde o
Município através de um “título de aforamento” entregava ao particular um determinado
terreno, sob a condição de que fosse pago anualmente o valor chamado de “foro” junto
com o IPTU e quando esse particular quisesse alienar esse imóvel a terceiros, esse
alienante deveria pagar um valor chamado “laudêmio”, que em alguns Municípios é de
3% sobre o valor de avaliação do imóvel realizado pelas Prefeituras, no momento da
avaliação do imposto de transmissão sobre bens imóveis. Dessa forma, os direitos
reconhecidos ao Município (senhorio direto) é o direito ao foro, ao laudêmio e à
preferência.
Sobre a natureza jurídica, o laudêmio e aforamentos ou foros não são tributos (cobráveis
na forma que a lei determinar, em razão da soberania do ente público), mas uma
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relação contratual de direito obrigacional, na qual o ente público participa na condição
de contratante e como tal está sujeito aos princípios gerais dos contratos, sendo o
laudêmio uma “renda dos bens municipais” a ser pago por aquele que tem o domínio útil
do imóvel (cidadão) ao Município (aquele que possui o senhorio direto).
Além disso, cumpre esclarecer o seguinte fato: apesar do Código Civil de 2002não
prever no rol dos direitos reais a enfiteuse, e embora o artigo 2.038 do novo Código Civil
tenha proibido a constituição de enfiteuse ou subenfiteuses, tal dispositivo disciplinou
que as existentes, até sua extinção, subordinam-se às disposições do Código Civil de
1916.
Dessa forma, no âmbito local, a cobrança do laudêmio permanece válida e de acordo
com o ordenamento jurídico, com base no artigo 2038, do Código Civil, sendo uma
espécie de receita patrimonial imobiliária, devida ao senhorio direto (o Município), em
decorrência de transferência onerosa do domínio útil ou ocupação do imóvel do
enfiteuta a outrem, devendo ser lançado o seu recolhimento nas escrituras públicas de
imóveis onde incide o instituto da enfiteuse, onde o Laudêmio será devido sobre todas as
transferências que se operarem, o que em alguns Municípios será cobrado na base de 3%
(três por cento) sobre o valor da alienação. Tal alíquota é disciplinada normalmente nos
Códigos Tributários Municipais.
APRESENTAÇÃO DAS CERTIDÕES FISCAIS
LEI FEDERAL Nº 7.433, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1985.
Dispõe sobre os requisitos para a lavratura
de escrituras públicas e dá outras
providências.
Art. 1º, § 2o O Tabelião consignará no ato notarial a apresentação do
documento comprobatório do pagamento do Imposto de Transmissão inter
vivos, as certidões fiscais e as certidões de propriedade e de ônus
reais, ficando dispensada sua transcrição. (Redação dada pela Lei nº
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 7.433-1985?OpenDocument
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13.097, de 2015)
DECRETO Nº 93.240, DE 9 DE SETEMBRO DE 1986.
Regulamenta a Lei nº 7.433, de 18 de dezembro de
1985, que ‘’dispõe sobre os requisitos para a lavratura
de escrituras públicas, e dá outras providências’’.
Art 1º Para a lavratura de atos notariais, relativos a imóveis, serão apresentados os seguintes
documentos e certidões:
I - os documentos de identificação das partes e das demais pessoas que comparecerem na escritura
pública, quando julgados necessários pelo Tabelião;
II - o comprovante do pagamento do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis e de Direitos a
eles relativos, quando incidente sobre o ato, ressalvadas as hipóteses em que a lei autorize a efetivação do
pagamento após a sua lavratura;
III - as certidões fiscais, assim entendidas:
a) em relação aos imóveis urbanos, as certidões referentes aos tributos que incidam sobre o imóvel,
observado o disposto no § 2º, deste artigo;
b) em relação aos imóveis rurais, o Certificado de Cadastro emitido pelo Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária - INCRA, com a prova de quitação do último Imposto Territorial Rural
lançado ou, quando o prazo para o seu pagamento ainda não tenha vencido, do Imposto Territorial Rural
correspondente ao exercício imediatamente anterior;
IV - a certidão de ações reais e pessoais reipersecutórias, relativas ao imóvel, e a de ônus reais,
expedidas pelo Registro de Imóveis competente, cujo prazo de validade, para este fim, será de 30 (trinta)
dias;
V - os demais documentos e certidões, cuja apresentação seja exigida por lei.
§ 1º O Tabelião consignará na escritura pública a apresentação dos documentos e das certidões
mencionadas nos incisos II, III, IV e V, deste artigo.
§ 2º As certidões referidas na letra a , do inciso III, deste artigo, somente serão exigidas para a lavratura
das escrituras públicas que impliquem a transferência de domínio e a sua apresentação poderá ser
dispensada pelo adquirente que, neste caso, responderá, nos termos da lei, pelo pagamento dos débitos
fiscais existentes.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13097.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13097.htm
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC 93.240-1986?OpenDocument
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§ 3º A apresentação das certidões previstas no inciso IV, deste artigo, não eximirá o outorgante da
obrigação de declararar na escritura pública, sob pena de responsabilidade civil e penal, a existência de
outras ações reais e pessoais reipersecutórias, relativas ao imóvel, e de outros ônus reais incidentes sobre
o mesmo.
Art 2º O Tabelião fica desobrigado de manter, em cartório, o original ou cópias autenticadas das
certidões mencionadas nos incisos III e IV, do artigo 1º, desde que transcreva na escritura pública os
elementos necessários à sua identificação, devendo, neste caso, as certidões acompanharem o traslado da
escritura.
APRESENTAÇÃO DAS CERTIDÕES DOS FEITOS
AJUIZADOS
DECRETO Nº 93.240, DE 9 DE SETEMBRO DE 1986.
Regulamenta a Lei nº 7.433, de 18 de dezembro de
1985, que ‘’dispõe sobre os requisitos para a lavratura
de escrituras públicas, e dá outras providências’’.
Art 1º Para a lavratura de atos notariais, relativos a imóveis, serão apresentados os seguintes
documentos e certidões:
IV - a certidão de ações reais e pessoais reipersecutórias, relativas ao imóvel, e a de ônus reais,
expedidas pelo Registro de Imóveis competente, cujo prazo de validade, para este fim, será de 30 (trinta)
dias;
LEI Nº 13.097, DE 19 DE JANEIRO DE 2015.
(...) altera as Leis nos (...) 7.433, de 18 de
dezembro de 1985
Art. 59. A Lei nº 7.433, de 18 de dezembro de 1985, passa a vigorar com as
seguintes alterações: (Vigência)
“Art. 1o ..........................................................................................................................
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEC 93.240-1986?OpenDocument
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 13.097-2015?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7433.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13097.htm
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§ 2o O Tabelião consignará no ato notarial a apresentação do documento comprobatório
do pagamento do Imposto de Transmissão inter vivos, as certidões fiscais e as certidões
de propriedade e de ônus reais, ficando dispensada sua transcrição.
PRINCÍPIO DA CONCENTRAÇÃO DOS ATOS NA MATRÍCULA
- AÇÕES REAIS são ações que versam sobre o domínio de uma coisa imóvel, propostas pelos
proprietários ou por detentores de direito real, contra quem não o reconhece.
- AÇÕES PESSOAIS versam sobre obrigações do devedor para com o credor.
- AÇÕES PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS imobiliárias, no caso tal obrigação deve
corresponder à uma obrigação assumida anteriormente pelo réu, de dar, fazer ou não fazer, sobre
determinado imóvel.
* CERTIDÃO NEGATIVA FEDERAL
Portaria Conjunta RFB/PGFN no 1.751, de 02/10/2014
Esta certidão refere-se exclusivamente à situação do sujeito passivo no âmbito da RFB e
da PGFN e abrange inclusive as contribuições sociais previstas nas alíneas 'a' a 'd' do
parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991.
Disponível em:
http://www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/ATSPO/Certid
ao/CNDConjuntaInter/InformaNICertidao.asp?tipo=2
* CERTIDÃO NEGATIVA ESTADUAL
www.sefaz.es.gov.br/
Certidão emitida via Sistema Eletrônico de Processamento de Dados, nos termos do
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7433.htmhttp://www.sefaz.es.gov.br/
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Regulamento do ICMS/ES, aprovado pelo Decreto nº 1.090-R, de 25 de outubro de 2002.
* CERTIDÃO NEGATIVA MUNICIPAL
APRESENTAÇÃO DE OUTRAS CERTIDÕES
* CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS
TRABALHISTAS
www.tst.jus.br
PROVIMENTO Nº 39/2014 – CNJ
RECOMENDAÇÃO Nº 03/2012 – CNJ
Art. 1o. Recomendar aos tabeliães de notas que cientifiquem as partes envolvidas da
possibilidade de obtenção prévia de Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT),
nos termos do art. 642-A da CLT, com a redação dada pela Lei n° 12.440/2011, nas
seguintes hipóteses:
I - alienação ou oneração, a qualquer título, de bem imóvel ou direito a ele
relativo;
II - partilha de bens imóveis em razão de separação, divórcio ou dissolução
de união estável;
Art. 2o. Deverá constar da escritura lavrada que a cientificação referida no artigo anterior
foi previamente realizada.
http://www.tst.jus.br/
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* CERTIDÃO NEGATIVA DE INDISPONIBILIDADE
www.indisponibilidade.org.br
PROVIMENTO Nº 39/2014 – CNJ
Art. 1º. Fica instituída a Central Nacional de Indisponibilidade de Bens - CNIB que
funcionará no Portal publicado sob o domínio http:// www.indisponibilidade.org.br ,
desenvolvido, mantido e operado pela Associação dos Registradores Imobiliários de São
Paulo (ARISP), com a cooperação do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil (IRIB), e
funcionará sob o acompanhamento e a fiscalização da Corregedoria Nacional da Justiça,
das Corregedorias Gerais da Justiça e das Corregedorias Permanentes, nos âmbitos de
suas respectivas competências.
Art. 2º. A Central Nacional de Indisponibilidade terá por finalidade a recepção e
divulgação, aos usuários do sistema, das ordens de indisponibilidade que atinjam
patrimônio imobiliário indistinto, assim como direitos sobre imóveis indistintos, e a
recepção de comunicações de levantamento das ordens de indisponibilidades nela
cadastrada.
Art. 14. Os registradores de imóveis e tabeliães de notas, antes da prática de
qualquer ato notarial ou registral que tenha por objeto bens imóveis ou direitos a
eles relativos, exceto lavratura de testamento, deverão promover prévia consulta à
base de dados da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens - CNIB, consignando
no ato notarial o resultado da pesquisa e o respectivo código gerado (hash),
dispensado o arquivamento do resultado da pesquisa em meio físico ou digital.
§ 1º. A existência de comunicação de indisponibilidade não impede a lavratura de
escritura pública representativa de negócio jurídico tendo por objeto a propriedade
ou outro direito real sobre imóvel de que seja titular a pessoa atingida pela
restrição, nessa incluída a escritura pública de procuração, devendo constar na
escritura pública, porém, que as partes do negócio jurídico foram expressamente
comunicadas da existência da ordem de indisponibilidade que poderá ter como
consequência a impossibilidade de registro do direito no Registro de Imóveis,
enquanto vigente a restrição.
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* CERTIDÃO NEGATIVA DE INTERDIÇÕES E
TUTELAS
Processo : 0006340-80.2014.8.08.0030 Petição Inicial : 201400667680 Situação : Tramitando
Ação : Dúvida Natureza : Registros Públicos Data de Ajuizamento: 28/05/2014
Vara: LINHARES - FAZ PÚBLICA EST., MUN., REG. PÚB. E MEIO AMBIENTE
Distribuição
Data : 28/05/2014 10:44 Motivo : Distribuição por sorteio
Partes do Processo
Interessado
CARTORIO DO 1 OFICIO DE LINHARES CARTORIO M.G. PIMENTEL
999998/ES – INEXISTENTE
DA EXIGIBILIDADE DA APRESENTAÇÃO DE CERTIDÃO NEGATIVA DE INCAPACIDADE
CIVIL
Como requisito final da nota de exigência, vê-se que também deixa de constar no corpo da
escritura a menção quanto à apresentação das certidões negativas de incapacidade civil
utilizadas no ato.
A fundamentação legal utilizada se encontra também no artigo 649, item XIV do Código de
Normas da ECGJ/ES que assim disciplina:
Art. 649. Nas escrituras referentes a imóveis e direitos a eles relativos, além dos requisitos do artigo anterior, devera
ser observado o seguinte: XIV – a certidão negativa de interdição e tutela do(a)alienante, dispensada quando residir
no estrangeiro.
Sustenta o suscitante, que promoveu a dispensa da aludida certidão em virtude do Principio da
Boa Fé Notarial.
Inobstante a afirmação acima discorrida, vê-se que opção quanto à dispensa ou a utilização de
outro meio para aferir a capacidade das partes não é fornecida pelo legislador, não havendo que
se falar em utilização do Principio da Boa Fé Notarial.
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OBRIGAÇÕES PARA ALGUMAS ESCRITURAS
PÚBLICAS
- Emissão da DOI (Declaração de operações
imobiliárias) à Receita Federal
- Relatório à CENSEC (Central notarial de serviços
eletrônicos compartilhados) www.censec.org.br
4. ESPÉCIES DE ESCRITURAS
4.1. ESCRITURAS PÚBLICAS DE FAMÍLIA
4.1.1. ESCRITURA PÚBLICA DE UNIÃO ESTÁVEL
O que é?
É uma declaração em que duas pessoas de sexos diferentes ou do mesmo sexo, que
vivem juntos como se fossem casados, fazem perante o Tabelião, para, entre outras
coisas, garantir direitos dos declarantes e de seus herdeiros.
Qual é a finalidade?
A declaração de união estável feita por escritura pública tem diversas finalidades:
• Fixar a data do início da união estável;
• Garantir direitos do companheiro/a junto ao INSS, convênios médicos e odontológicos,
clubes, etc.;
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Como é feita?
O casal comparece ao Tabelionato, com seus RG e CPF originais, e declara que vivem
juntos desde determinada data, como se casados fossem, especificando ou não a
finalidade da declaração.
Documentos necessários:
1) Carteira de Identidade e CPF originais
2) Certidão de nascimento ou casamento atualizada.
* IMPORTANTE
*** Pode ser feita a união estável de pessoa
casada?
TÍTULO III
DA UNIÃO ESTÁVEL
Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a
mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o
objetivo de constituição de família.
§ 1o A união estável não se constituirá se ocorrerem os impedimentos do art. 1.521; não
se aplicando a incidência do inciso VI no caso de a pessoa
casada se achar separada de fato ou judicialmente.
*** Pode ser feita a união estável de pessoas
do mesmo sexo?
O STF ao julgar a ADI 4277 e a ADPF 132 reconheceu a união estável para casais do
mesmo sexo.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm
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O ministro Ayres Britto argumentou que o artigo 3º, inciso IV, da CF veda qualquer
discriminação em virtude de sexo, raça, cor e que, nesse sentido, ninguém podeser
diminuído ou discriminado em função de sua preferência sexual. “O sexo das pessoas,
salvo disposição contrária, não se presta para desigualação jurídica”, observou o ministro.
*** Pode ser feita união estável de várias
pessoas? União estável poliafetiva ou
poliamor?
Há quem defenda que a família conjugal poliafetiva que não gere opressão a nenhum de
seus integrantes deve ser reconhecida e protegida pelo Estado Brasileiro, por força do
princípio da pluralidade de entidades familiares e da ausência de motivação lógico-
racional que justifique a negativa de reconhecimento.
Segundo o voto do Ministro Fux[9] no julgamento da ADPF 132 e da ADI 4277 (que
possibilitou a união estável entre pessoas do mesmo sexo), ele diz que: “O que faz uma
família é, sobretudo, o amor – não a mera afeição entre os indivíduos, mas o verdadeiro
amor familiar, que estabelece relações de afeto, assistência e suporte recíprocos entre os
integrantes do grupo. O que faz uma família é a comunhão, a existência de um projeto
coletivo, permanente e duradouro de vida em comum. O que faz uma família é a
identidade, a certeza de seus integrantes quanto à existência de um vínculo
inquebrantável que os une e que os identifica uns perante os outros e cada um deles
perante a sociedade. Presentes esses três requisitos, tem-se uma família, incidindo, com
isso, a respectiva proteção constitucional”.
Maria Berenice Dias diz que a lei restringe a bigamia somente ao casamento civil e não à
união estável.
Há quem entenda que o rol de entidades familiares do art. 226 da CF/88 é meramente
exemplificativo, não taxativo, de sorte que é juridicamente possível o reconhecimento de
entidades familiares autônomas, destacando-se aqui a já clássica lição de Paulo Lôbo[6],
que afirma que o fato de o caput do art. 226 da CF/88 afirmar que a família merece
especial proteção do Estado e não mais que a família é constituída pelo casamento e terá
proteção dos Poderes Públicos (como fazia o art. 175 da CF/67-69) significa que resta
protegida qualquer família, ou seja, todo agrupamento humano que se enquadre no
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conceito material (ontológico) de família (e não mais apenas a família matrimonializada), o
que faz com que Rodrigo da Cunha Pereira afirme que o caput do art. 226 consagrou o
princípio da pluralidade de entidades familiares (em suas palavras, “princípio da
pluralidade das formas de família”)1.
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE UNIÃO ESTÁVEL
QUE FAZEM ____ E ____, NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos este público instrumento de Escritura Pública de União
Estável virem, que aos vinte e cinco dias do mês de agosto do ano de dois mil e quinze
(25/08/2015), na cidade de Linhares, Comarca de Terceira Entrância do Estado do Espírito Santo,
compareceram como DECLARANTES E OUTORGANTES FULANO DE TAL, brasileiro, solteiro,
repositor de mercadorias, natural de ____, nascido em ____, filho de ____, portador da CNH nº
____, inscrito no CPF sob nº ____ e FULANA DE TAL, brasileira, solteira, operadora de caixa,
natural de ____, nascida em ____, filha de ____, portadora da CI nº ____ SSP/ES, inscrita no
CPF sob nº ____ e residentes na Rua ____. Pelos DECLARANTES me foi dito sob pena de
responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos foram apresentados nos
originais para a lavratura deste ato, e que esses são autênticos e verdadeiros. Os presentes
identificados e reconhecidos por mim, pela documentação pessoal que me foi apresentada,
de responsabilidade dos apresentantes, de cuja identidade e capacidade jurídica dou fé. E
perante o mesmo Tabelião, pelos DECLARANTES, me foi dito que pela presente escritura e na
melhor forma de direito consciente das sanções cíveis e criminais, de livre e espontânea vontade,
sem qualquer coação ou induzimento, prestam a seguinte declaração: DECLARAM que vivem
MARITALMENTE, há ____ (____) anos e tendo em vista que mantêm uma relação de união
estável, conforme o configurado na Lei 9.278/96, publicada no Diário Oficial da União, em 13 de
Maio de 1996, vêm estabelecer o tipo de regime de bens e outras avenças que regerão as suas
vidas em comum, da seguinte maneira: PRIMEIRO: O regime de bens a ser estabelecido, e
escolhido por ambos é o de Comunhão Parcial de Bens, conforme estatui o art. 1.658, do
Código Civil Brasileiro e seguintes; SEGUNDO: Estabelecem ainda, para efeitos legais que
poderão distratar amigavelmente o presente contrato a qualquer momento, ficando estipulado, no
entanto, que aquele que der motivo à dissolução pagará as despesas judiciais e honorários
advocatícios; TERCEIRO: Acordam que todo o imóvel que for adquirido em conjunto, com
recursos próprios dos conviventes durante a união do casal, será partilhado para cada um em
iguais percentuais; QUARTO: O imóvel que servir de residência para o casal, caso seja adquirido
por ambos e após esta união, na falta do convivente proprietário, deverá permanecer sob usufruto
daquele que sobreviver; QUINTO: Os contratantes se comprometem e prometem entre si, todo o
respeito e consideração mútua, além de assistência moral e material recíproca, cuja residência
será de convivência mútua, em local sempre pré escolhido, em comum acordo entre ambos. E
1Leia mais: http://jus.com.br/artigos/22830/uniao-estavel-poliafetiva-breves-consideracoes-acerca-de-
sua-constitucionalidade#ixzz3lPknMqNW
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por este motivo declaram e, em tudo que possível e a lei assim permitir, em quaisquer
órgãos públicos Federal, Estadual, Municipal e Autárquico, rogando às autoridades
competentes, que cumpram ou façam cumprir as vontades e decisões dos DECLARANTES;
e, dessa maneira e por sua livre vontade ora manifestada, dos termos do Artigo 134, Inciso
II, Parágrafo 1º e ainda, Artigo 136, Inciso III, ambos do Código Civil, beneficiários em:
Previdência Social, PIS/PASEP, quaisquer seguros, financiamentos, convênios médicos,
planos de saúde, pecúlios ou pensões que eles DECLARANTES contribuam, valendo esta
Escritura para todos os efeitos de inscrição nas instituições para as quais contribuem. Com
base na lei nº 7.115 de 29 de agosto de 1983, ficam os DECLARANTES integralmente
responsáveis pelo acima declarado e sujeitando-se às sanções penais, cíveis e administrativas na
legislação brasileira e aplicadas em caso de falsa declaração. Comparecem ainda neste ato, na
condição de testemunhas, para afirmar que conhecem os DECLARANTES e que os
mesmos convivem sob o regime de união estável:FULANA DE TAL, (qualificação completa) e
FULANA DE TAL, (qualificação completa). Conforme determina o art. 14, do Provimento nº
39/2014, do Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25
de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor
Nacional de Justiça em exercício, foram realizadas buscas, na presente data, junto à
Central Nacional de Indisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo encontrado qualquer
anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste ato, de acordo com Relatório de Consulta de
Indisponibilidade emitido às 13:18:25 e 13:19:48, do dia 25/08/2015 – Código HASH: ____.
Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam,
comigo Tabelião, na presença de testemunhas. Eu, _________________________ Tabelião, que
fiz digitar, subscrevo e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}],
Emolumentos: Tab. 07,Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp
[{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
______________________________ ______________________________
FULANO DE TAL FULANO DE TAL
______________________________ ______________________________
TESTEMUNHA 1 TESTEMUNHA 2
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4.1.2. ESCRITURA PÚBLICA DE CONTRATO DE NAMORO
O que é?
Assim, muitos namorados, com receio que sua relação, em uma possível discussão
judicial seja reconhecida como união estável, estão confeccionando
“contratos de namoro”, para afastar a comunicabilidade de patrimônios.
Zeno Veloso não vê impedimento na lei para o reconhecimento dos
“contratos de namoro”, sendo forma de o casal atestar em documento escrito que está
tendo um envolvimento amoroso, um relacionamento afetivo, que se esgota nisso, não
havendo o interesse ou vontade de constituir uma entidade familiar, com consequências
pessoais e patrimoniais inerente a união estável. (VELOSO,
Zeno. Contrato de Namoro. Disponível em: <http://www.soleis.adv.br/artigocontratode
namorozeno.htm>. Acesso em: 15 mar. 2012.)
Como é feita?
O casal comparece ao Tabelionato, com seus RG e CPF originais, e declara que estão
tão somente namorando desde determinada data.
Documentos necessários:
1) Carteira de Identidade e CPF originais
2) Certidão de nascimento ou casamento atualizada.
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DECLARATÓRIA DE
CONTRATO DE NAMORO QUE FAZEM _____,
NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos este público instrumento de Escritura Pública Declaratória de
Contrato de Namoro virem que aos _____ dias do mês de _____ do ano de _____
(_____/_____/_____), em Cartório, sito na Avenida João Felipe Calmon, nº 735, Centro, Linhares,
Comarca de Terceira Entrância do Estado do Espirito Santo, perante mim, Tabelião do Segundo
Oficio de Notas, compareceram como DECLARANTES: _____ e _____. Pelos Declarantes, me
foi dito sob pena de responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos foram
apresentados nos originais para a lavratura deste ato e que esses são autênticos e
verdadeiros. E perante o mesmo Tabelião, pelos DECLARANTES, pela presente escritura e
na melhor forma de direito, conscientes das sanções cíveis e criminais, de livre e
espontânea vontade, sem qualquer coação ou induzimento, me foi dito: 1) que no dia xxxx de
http://www.soleis.adv.br/artigocontratode namorozeno.htm
http://www.soleis.adv.br/artigocontratode namorozeno.htm
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xxxx de xxxxx começaram a namorar; 2) que os mesmos não tem intenção de manter uma
convivência pública duradoura e contínua em regime de união estável para constituir família; 3)
que os mesmos não tem intenção em casar; 4) que não tem intenção de conjugar esforços para
adquirir patrimônio em comum; 5) que os mesmos declaram não possuir futuramente direitos a
herança e pensão em caso de falecimento de uma das partes. Escrita esta e lida em voz alta
às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião,
dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código
Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino
em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item
IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}],
ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
______________________________ ______________________________
FULANO DE TAL FULANO DE TAL
4.1.3. ESCRITURA PÚBLICA DE PACTO ANTENUPCIAL
O que é?
O pacto antenupcial é o ato feito pelos noivos, antes do casamento, quando eles
quiserem se casar por um regime de bens diferente do regime legal vigente no país, que é
o da comunhão parcial de bens (os bens que cada um possuía antes do casamento e
aqueles recebidos por herança continuam sendo de cada um. Os bens adquiridos, por
compra, durante o casamento são dos dois).
Caso os noivos optem por se casar sob o regime da comunhão universal de bens (todos
os bens, de antes e depois do casamento, inclusive de herança, ficam sendo de ambos)
ou sob o regime da separação total de bens (cada um continua sendo único dono de seus
bens e os adquiridos durante o casamento serão somente de quem os adquiriu), devem
comparecer ao Cartório de Notas para fazerem o PACTO ANTENUPCIAL.
Documentos necessários:
1) Carteira de Identidade e CPF originais
2) Certidão de nascimento ou casamento atualizada
Feito, o pacto antenupcial, este deverá ser levado ao Cartório do Registro Civil em que
será feito o casamento.
Após o casamento, o casal deverá levar o pacto antenupcial e a certidão de casamento
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ao Cartório de Registro de Imóveis da região do primeiro domicilio, para que seja
registrado e assim, produza seus efeitos.
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE CONVENÇÃO DE
PACTO ANTENUPCIAL QUE FAZEM FULANO DE
TAL E FULANA DE TAL, NA FORMA ABAIXO:
S A I B A M quantos esta pública Escritura de Pacto Antenupcial virem que
aos três dias de setembro do ano de dois mil e doze (____/____/2012), em meu Cartório,
sito na Avenida João Felipe Calmon, nº 735, Centro, na Cidade de Linhares, Comarca de
Terceira Entrância do Estado do Espírito Santo, perante mim Tabelião, compareceram as
partes entre si justas e ajustadas, a saber, como OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS FULANO DE TAL, brasileiro, solteiro, empresário, natural de ____-ES,
nascido em ____, filho de ____, portador da CI nº. ____ SSP/ES, inscrito no CPF/MF sob
o nº ____ e residente a Rua ____ e FULANA DE TAL, brasileira, solteira, empresária,
natural de ____-ES, nascida em ____, filha de ____, portadora da CI nº ____, inscrita no
CPF/MF sob nº ____ e residente a ____. Os presentes identificados pelos documentos
apresentados e cuja capacidade civil reconheço e dou fé. E pelos OUTORGANTES e
reciprocamente OUTORGADOS me foi dito:1) – Que pretendendo contrair o seu
casamento, a celebrar-se em data próxima, nesta Cidade, com o procedimento futuro de
toda a habilitação competente para o respectivo casamento; 2) – Que lhes sendo lícito,
com base no artigo 1639, do Código Civil, de antes de celebrado o casamento, poderem
estipular, quanto ao seus bens, o que lhes aprouver, vêm PACTUAR, de comum acordo e
deliberação, sem qualquer coação, constrangimento ou induzimento algum, que o seu
casamento celebrar-se-á pelo regime da completa e absoluta “SEPARAÇÃO DE BENS”,
não só dos que cada cônjuge levar para o casamento, como dos que, de futuro, venham
adquirir a qualquer título, ficando estipulado que seus frutos, rendimentos e todos os bens
permanecerão incomunicáveis; 3) – Que estipulada a separação de bens, estes
permanecerão sob a administração exclusiva de cada um dos cônjuges, que poderão
livremente alienar ou gravá-los de quaisquer ônus real, de acordo com o artigo 1687, do
Código Civil; 4) – Fica estipulado entre os OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS que os bens adquiridos por cada cônjuge, a título gratuito ou oneroso, na
constância ou anteriores ao casamento, tenham ou não uma causa anterior ao
matrimônio, pertencerãoapenas a quem os adquiriu, sendo incomunicáveis, ficando cada
um com a livre administração, domínio e posse dos seus bens, bem como das suas
dívidas passivas pretéritas se, porventura, surgirem, podendo, inclusive, livremente
alienar os bens imóveis sem que necessite do consentimento do outro cônjuge; 5) – Fica
estipulado entre os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS, que não se
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comunicarão os frutos ou produtos de bens particulares, tão pouco frutos civis de trabalho
de cada cônjuge ou de ambos, nem as benfeitorias e acessórios futuros em bens
particulares de cada cônjuge; 6) – Fica estipulado ainda que ambos os cônjuges obrigar-
se-ão a contribuir para as despesas do casal, nos termos do artigo 1688, do Código Civil;
7) – Os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS declaram por esta escritura,
que estão cientes dos termos do artigo 979, do Código Civil, de que além do Registro
Civil, serão arquivados e averbados no Registro Público de Empresas Mercantis, os
pactos e declarações antenupciais do empresário, o título de doação, herança, ou legado,
de bens clausulados de incomunicabilidade ou inalienabilidade, estando também cientes
que, nos termos do artigo 1653, do Código Civil, é nulo o pacto antenupcial se não for
feito por escritura pública, e ineficaz se não lhe seguir o casamento, bem como se
encontram cientes que as convenções antenupciais não terão efeito perante terceiros
senão depois de registradas em livro oficial, pelo Oficial do Registro de Imóveis do
primeiro domicílio dos cônjuges; 8) – Que livremente a OUTORGANTE e reciprocamente
OUTORGADA em virtude do casamento, passará a chamar-se "____". Escrita esta e lida
em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo
Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º,
do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo
e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab.
07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}],
Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
______________________________ ______________________________
FULANO DE TAL FULANO DE TAL
4.1.4. ESCRITURA PÚBLICA DE RECONHECIMENTO DE
PATERNIDADE
O que é?
O reconhecimento de filho é um tipo de escritura publica, feita pelo pai verdadeiro da
criança, quando este não a tiver registrado quando do seu nascimento. Assim, ficará
constando na certidão de nascimento da criança o nome de seu pai e avós paternos.
No reconhecimento de filho, o pai pode acrescentar seu sobrenome ao filho reconhecido.
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IMPORTANTE:ANTES SOMENTE O PAI BIOLÓGICO PODIA FAZER O
RECONHECIMENTO DE FILHO, sob pena de cometer crime de falsidade ideológica.
Caso a pessoa não seja pai biológico da criança a ser reconhecida, mas desejar que ela
seja sua filha legítima, deverá proceder à ADOÇÃO , que é feita judicialmente.
**** HOJE é possível o reconhecimento da PATERNIDADE SOCIOAFETIVA ou
MULTIPARENTALIDADE
O Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário nº 898060/SC, da relatoria do
Ministro Luiz Fux, admitiu no direito brasileiro o reconhecimento jurídico da
multiparentalidade, com a coexistência concomitante da filiação biológica e afetiva.
Neste importante julgamento, foi fixada tese nos seguintes termos:
"A paternidade socioafetiva, declarada ou não em registro público,
não impede o reconhecimento do vínculo de filiação concomitante
baseado na origem biológica, com os efeitos jurídicos próprios",
vencidos, em parte, os Ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio.
Ausente, justificadamente, o Ministro Roberto Barroso, participando
do encontro de juízes de Supremas Cortes, denominado Global
ConstitutionalismSeminar, na Universidade de Yale, nos Estados
Unidos. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário,
22.09.2016.”2
O art. 226 da Constituição Federal dispõe sobre a família como base da sociedade e tem
especial proteção do Estado, sendo o seu conceito ampliado, contemplando o princípio
de igualdade da filiação, através da inserção de novos valores, fundamentado no
princípio da afetividade e da dignidade da pessoa humana.
Atualmente, o instituto da paternidade socioafetiva tem a sua existência ou coexistência
reconhecidas no âmbito da realidade familiar, sendo aceito pela doutrina jurídica e na
jurisprudência pátrias, que não há hierarquia entre a paternidade biológica e a
socioafetiva, tendo esta como fundamento a afetividade, a convivência familiar e a
vontade livre de ser pai.
2BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Julgado no Recurso Extraordinário n. 898060/SC. Relator:
Ministro Luiz Fux. Publicado em 22/09/2016. Disponível em:
http://stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=4803092. Acesso em 20 de
abril de 2017.
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HÁ VÁRIOS PROVIMENTOS DOS ESTADOS AUTORIZANDO O RECONHECIMENTO
DA FILIAÇÃO SOCIOAFETIVA
Provimento 234/2014 - Amazonas
Provimento 15/2013 - Ceará
Provimento 21/2013 - Maranhão
Provimento 009/2013 - Pernambuco
Ofício Circular 307/2014 - Santa Catarina
**** No ESTADO DO ESPÍRITO SANTO já foi feito requerimento nesse sentido,
conforme protocolo abaixo:
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Como é feito?
O pai e a mãe da criança comparecem ao tabelionato com seus RG e CPF originais e
certidão de nascimento da criança.
Não é necessário trazer a criança, basta a certidão de nascimento dela.
Caso o filho a ser reconhecido já tenha mais de 18 anos, deverá também comparecer ao
tabelionato, com seu RG e CPF originais.
Documentos necessários:
1) Carteira de Identidade e CPF originais dos pais e do filho
2) Certidão de nascimento atualizada do filho
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE
RECONHECIMENTO DE
PATERNIDADE QUE FAZ FULANO
DE TAL, NA FORMA ABAIXO:
S A I B A M quantos esta Escritura Pública de Reconhecimento
de Paternidade bastante virem que aos ____ dias do mês de ____ do ano de ____
(____/____/____), em Cartório, sito na Av. João Felipe Calmon, 735, Centro, Linhares/ES,
Comarca de Terceira Entrância do Estado do Espírito Santo, perante mim, Tabelião do
Segundo Ofício de Notas, compareceu como Outorgante Declarante FULANO DE TAL,
brasileiro, solteiro, empresário, natural de ____-ES, nascido em ____, filho de ____,
portador da CI nº. ____ SSP/ES, inscrito no CPF/MF sob o nº ____ e residente a Rua
____. O presente identificado como o próprio deste Serviço Notarial, de cuja identidade e
capacidade para o ato, dou fé. E pelo Outorgante, consciente das sanções cíveis e
criminais em caso de falsa declaração, me foi dito que: 1) A presente declaração é feita
de livre e espontânea vontade, sem qualquer sugestão, induzimento, erro, dolo ou
coação; 2) Teve uma relação amorosa com ____, e, sendo que desta relação tiveram um
filho chamado: JOSÉ DA SILVA, brasileiro, solteiro, motorista, nascido no dia ____, CI nº.
____ SSP/ES, inscritono CPF/MF sob o nº ____ e residente a Rua ____., conforme
Certidão de Nascimento lavrada sob o nº ____, datada de ____, emitida pelo Cartório de
Registro Civil de ____, Estado do ____; 3) É o pai biológico da referida pessoa e o
Outorgante neste ato declara para todos os fins que reconhece a sua paternidade por
este ato; 4) Deseja resolver a pendência do registro de nascimento do seu filho e que
para isso deseja que seja feita a averbação da referida Certidão de Nascimento para
que conste seu nome como pai e o nome dos avós paternos: ____, conforme art. 54
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da Lei dos Registros Públicos; 5) Deseja também que conste na Certidão de
Nascimento de seu filho o seu sobrenome "____", passando a chamar-se "____";
6)Assim, por meio desta Escritura, o Declarante e seu filho ____, que comparece a
este ato concordam e declaram que desejam que seja feita a averbação da filiação
paterna às margens da Certidão de Nascimento, conforme art. 1614 do Código
Civil, e de acordo com as Declarações do pai biológico anteriormente descritas, e,
para os fins que se fizerem necessários, que tem a presente declaração por boa, firme e
valiosa, no presente e futuramente, para que produza efeitos jurídicos, que se
responsabilizam civil e criminalmente pela veracidade da declaração ora feita; 7) Por fim
os Declarantes rogam ao Cartório de Registro Civil de ____, que proceda a todos os atos
necessários para fazer cumprir a vontade dos Declarantes. Escrita esta e lida em voz alta
às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião,
dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código
Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino
em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item
IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}],
ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
______________________________ ______________________________
FULANO DE TAL JOSÉ DA SILVA
4.1.5. ESCRITURA PÚBLICA DE EMANCIPAÇÃO
O que é?
A escritura de emancipação é o ato pelo qual os pais de um menor relativamente incapaz
(de 16 e 17 anos) renunciam seu pátrio poder em relação a este menor, reputando-o apto
para todos os atos da vida civil.
Com o registro desta escritura de emancipação no registro Civil de pessoas naturais, este
menor se torna, por concessão de seus pais, absolutamente capaz, responsável
civilmente por todos os seus atos.
Como é feita?
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O menor, com idade de 16 ou 17 anos, comparece ao Tabelionato, com sua mãe e seu
pai, e fazem a emancipação.
A escritura de emancipação deve então ser levada ao Registro Civil das Pessoas Naturais
sede da Comarca em que o menor reside.
Em seguida, a escritura de emancipação registrada deverá ser averbada à margem do
assento de nascimento do emancipando, no Registro Civil das Pessoas Naturais onde foi
registrado quando nasceu.
A partir do registro, este menor passará a ser, para todos os efeitos, maior de idade por
emancipação.
Documentos necessários:
1) Carteira de Identidade e CPF originais dos pais e do filho menor
2) Certidão de nascimento atualizada do filho menor
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE EMANCIPAÇÃO QUE
FAZEM _______, ________ E SEU FILHO
_______, NA FORMA ABAIXO:
S A I B A M quantos esta pública Escritura de Emancipação bastante
virem que aos ____ dias do mês de ____ do ano de ____ (____/____/____), em Cartório, sito na
Avenida João Felipe Calmon, nº 735, Centro, Linhares, Comarca de Terceira Entrância do Estado
do Espírito Santo, perante mim, Tabelião do Segundo Ofício de Notas, compareceram partes
entre si justas e contratadas a saber: de um lado, como Outorgantes FULANO DE TAL, brasileiro,
solteiro, empresário, natural de ____-ES, nascido em ____, filho de ____, portador da CI nº. ____
SSP/ES, inscrito no CPF/MF sob o nº ____ e residente a Rua ____ e FULANA DE TAL,
brasileira, solteira, empresária, natural de ____-ES, nascida em ____, filha de ____, portadora da
CI nº ____, inscrita no CPF/MF sob nº ____ e residente a ____. Os presentes identificados e
reconhecidos como os próprios por mim, Tabelião, de cujas identidades e capacidade jurídica dou
fé. E pelos Outorgantes me foi dito que, reconhecendo o seu filho, ora Outorgado, com 17
(dezessete) anos completos de idade, nascido no dia ____, conforme Certidão de
Nascimento, matriculada sob nº ____, emitida pelo Cartório de Registro Civil da Sede de
Linhares-ES, datada de ____; a necessária capacidade para pessoalmente reger a sua
pessoa e administrar os seus bens, pela presente escritura e na conformidade do Artigo 5º,
parágrafo único, item 1, do novo Código Civil Brasileiro, declaram que emancipam o seu
filho referido, afim de que o mesmo fique apto e possa praticar todos os atos de sua vida
civil, adquirindo capacidade civil, nos termos e para todos os efeitos estabelecidos pela lei
civil brasileira. Pelo Outorgado, JOSÉ DA SILVA, brasileiro, solteiro, empresário, natural de
____-ES, nascido em ____, filho de ____, portador da CI nº. ____ SSP/ES, inscrito no CPF/MF
sob o nº ____ e residente a Rua ____, me foi dito que aceita esta escritura em todos os seus
termos, e está de inteiro e pleno acordo com a emancipação que ora lhe é concedida. Os
Outorgantes e o Outorgado, por meio desta Escritura, se responsabilizam civil e criminalmente
pela veracidade da declaração ora feita. Por fim, as partes rogam às autoridades competentes e
ao Cartório de Registro Civil que façam cumprir as vontades dos Declarantes nos seus exatos
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termos supracitados e para os fins que se fizerem necessários, tendo a presente declaração por
boa, firme e valiosa, no presente e futuramente, para que produza efeitos jurídicos. Escrita esta e
lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião,
dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil.
Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e
raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
______________________________ ______________________________
FULANO DE TAL JOSÉ DA SILVA
4.1.6. ESCRITURA PÚBLICA DE INSTITUIÇÃO DE BEM
DE FAMÍLIA
Previsto na Lei nº 8009/90, o bem de família é um prédio ou parcela do patrimônio que os
cônjuges, ou entidade familiar, destinam para abrigo e domicílio desta, com a cláusula de
ficar isento da execução por dívidas futuras. Esse instituto visa assegurar um lar à família,
pondo-a ao abrigo de penhoras por débitos posteriores à instituição, salvo os que
provierem de impostos relativos ao prédio. Trata-se de bem inalienável e impenhorável.
Somente pessoas casadas ou conviventes poderão constituir bem de família. A instituição
competirá ao marido e à mulher, tendo-se em vista que em certas hipóteses um deles
poderá estar na chefia, se for viúvo ou se assumiu a direção da família sozinho,ante o
fato de o outro estar preso, ter sido declarado ausente ou ter sofrido processo de
interdição. Logo, pessoa solteira, sem filhos, mesmo que viva em concubinato, tutor ou
curador ou avô não poderão instituir bem de família.
O bem de família é impenhorável.
Atualmente, com a entrada em vigor do novo Código, duas novidades significativas
deverão ser observadas quando da instituição:
Art. 1.711. Podem os cônjuges, ou a entidade familiar, mediante escritura pública ou
testamento, destinar parte de seu patrimônio para instituir bem de família, desde que não
ultrapasse um terço do patrimônio líquido existente ao tempo da instituição, mantidas
as regras sobre a impenhorabilidade do imóvel residencial estabelecida em lei especial.
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Art. 1.712. O bem de família consistirá em prédio residencial urbano ou rural, com suas
pertenças e acessórios, destinando-se em ambos os casos a domicílio familiar, e poderá
abranger valores mobiliários, cuja renda será aplicada na conservação do imóvel e no
sustento da família.
Observamos que há um limite para a instituição, ou seja, o teto será de UM TERÇO do
patrimônio líquido do instituidor, existente ao tempo da instituição, e - inovando, a
instituição poderá abranger valores mobiliários, compreendidos (Artigo 83 do CC): as
energias que tenham valor econômico, os direitos reais sobre objetos móveis, os direitos
pessoais de caráter patrimonial etc.
Documentos necessários:
Instituidores:
- Fotocópia do RG e CPF dos cônjuges;
- Certidão de Casamento: se casado, separado ou divorciado, apresentar a original ou
fotocópia autenticada;
- Pacto antenupcial registrado, se houver;
Imóvel:
- Certidão de matrícula ou transcrição atualizada (prazo de 30 dias a partir da data de
expedição). A certidão deve estar atualizada no momento da lavratura da escritura, e não
no momento da entrega dos documentos no cartório;
- Declaração de quitação de condomínio assinada pelo síndico, com firma reconhecida e
cópia autenticada da ata de eleição do síndico;
- Certidão negativa de tributos fiscais municipais pendentes sobre os imóveis;
- Carnê do IPTU do ano vigente;
- Informar valor atribuído ao imóvel para efeitos fiscais.
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE INSTITUIÇÃO DE BEM DE
FAMÍLIA QUE FAZEM ___ E SUA ESPOSA _____, NA
FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos a presente Escritura Pública de
Instituição de Bem de Família virem que, aos _____ dias do mês de _____ do ano de dois
mil e quinze (_____/_____/_____), em Cartório, situado na Avenida João Felipe Calmon,
nº 735, Centro, Linhares, Estado do Espírito Santo, perante mim, Tabelião do Segundo
Ofício de Notas, compareceram como OUTORGANTES INSTITUIDORES: ____
(QUALIFICAÇÃO COMPLETA) e sua esposa ____ (QUALIFICAÇÃO COMPLETA). Os
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presentes reconhecidos como próprios por mim, Tabelião, por meio dos documentos de
identificação que me foram apresentados, do que dou fé. Pelos OUTORGANTES
INSTITUIDORES, me foi dito que de acordo os artigos 1.711 a 1.717 do Código Civil; e
artigos 19 a 23 do Decreto Lei nº 3.200/1941, resolveram instituir como bem de família o
seguinte imóvel: (DESCRIÇÃO DO IMÓVEL), devidamente matriculado sob nº ____,
do Livro nº 02, do Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Linhares/ES.
Inscrição Municipal nº ____; destinando-o como sua residência própria, bem como de
seus filhos. Pelos OUTORGANTES INSTITUIDORES, me foi dito ainda que não tem
quaisquer dívidas e obrigações exigíveis que possam onerar o dito imóvel, e que sobre o
mesmo não pesam quaisquer ônus judiciais, extrajudiciais, hipotecas legais ou
convencionais, tampouco inexistindo em atraso impostos, taxas ou tributos de quaisquer
naturezas. Pelos OUTORGANTES INSTITUIDORES, me foi dito que o valor do citado
imóvel é R$ ____ (____). Pelos OUTORGANTES INSTITUIDORES, me foi dito que: a)
não existem quaisquer ações reais ou mesmo pessoais reipersecutórias, relativas ao
imóvel referido na presente escritura, e ainda quaisquer outros ônus incidentes sobre o
mesmo, declaração essa que fazem na forma do disposto artigo 1º, § 3º do Decreto n.º
93.240/1986, o que declaram sob pena de responsabilidade civil e penal; b) para os fins e
efeitos da Lei Federal nº 8.212/1991 e da OS. nº 211/1999, do Diretor de Arrecadação e
Fiscalização do INSS, que como pessoas físicas não estão equiparados à empresa.
Pelos OUTORGANTES INSTITUIDORES, me foi dito, ainda, que o imóvel ora instituído
como bem de família não ultrapassa um terço do patrimônio líquido de seus bens,
declaração essa que ora fazem assumindo as decorrentes responsabilidades. Declaram
ainda que estão cientes do artigo 4º, caput da Lei 8.009/1990 que diz: “ Não se
beneficiará do disposto nesta lei aquele que, sabendo-se insolvente, adquire de má-fé
imóvel mais valioso para transferir a residência familiar, desfazendo-se ou não da moradia
antiga” e do artigo 1.715, caput do Código Civil que dispõe: "O bem de família é isento de
execução por dívidas posteriores à sua instituição, salvo as que provierem de tributos
relativos ao prédio, ou de despesas de condomínio”. Pelos OUTORGANTES
INSTITUIDORES me foram apresentados os seguintes documentos: 1- CERTIDÕES
NEGATIVAS DE DÍVIDA À FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL expedidas por meio
eletrônico - Estado do Espírito Santo - Secretaria de Estado da Fazenda - nºs ____ e
____. Certifico que em nome de ____ e ____, não existe nesta repartição quaisquer
débitos à Fazenda Pública Estadual, em fase de cobrança executiva ou para ser
executada. Certidões emitidas em ____ válidas até a data de ____. Autenticações
Eletrônicas: ____ e ____. 2- CERTIDÃO NEGATIVA MUNICIPAL expedida por meio
eletrônico da Prefeitura Municipal de Linhares - Secretaria Municipal de Finanças -
Certidão sob nº ____, imóvel este devidamente inscrito nesta municipalidade sob nº____
e referência ____. Chave de validação da certidão: ____, datada de ____, com validade
para 60 dias; as certidões descritas nos itens 1 e 2 fazem parte do presente instrumento
de acordo com o art. 1º, incisos III e IV e art. 2º, do Decreto nº 93.240 de 09/09/86; e, art.
664, do Código de Normas da Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito
Santo. 3- De acordo com Ofício Circular nº 30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da
Justiça do Estado do Espírito Santo, e Ofício Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra
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da Ministra Eliana Calmon - Corregedora Nacional de Justiça, osOUTORGANTES
INSTITUIDORES, foram cientificados quanto à expedição da Certidão Negativa de
Débitos Trabalhistas, nos termos do Art. 642-A, da Consolidação das Leis do
Trabalho. 4- CERTIDÕES NEGATIVAS DE INCAPACIDADE CIVIL, em nome de____ e
____, expedidas pelo Cartório de Registro Civil e Tabelionato da sede de Linhares-ES,
datadas de ____ e ____. 5- CERTIDÃO DE CITAÇÃO DE AÇÕES REAIS E PESSOAIS
REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS, expedida pelo Cartório de Registro Geral de
Imóveis do 1º Ofício - da Comarca de Linhares/ES, datada de 13/02/2015. Conforme
determina o art. 14, do Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça –
Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25 de Julho de 2014, assinado pelo
Exmº. Sr. Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em
exercício, foram realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional deIndisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de
Indisponibilidade de Bens em nome dos OUTORGANTES INSTITUIDORES que
impeçam a lavratura deste ato, de acordo com Relatórios de Consulta de
Indisponibilidade emitidos às 09:55:32; e 10:07:26 do dia 02/03/2015. Código
HASH:____. Pelos OUTORGANTES INSTITUIDORES, me foi dito, finalmente, que
aceitam a presente Escritura Pública de Instituição de Bem de Família. Assim disseram,
outorgaram e me pediram que lavrasse o presente instrumento em minhas notas, o que
obedecidas as formalidades legais. Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em
tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de
testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em
público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV
[{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}],
ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
_______________________________ _______________________________
FULANO DE TAL FULANO DE TAL
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4.1.7. ESCRITURA PÚBLICA DE INVENTÁRIO
NEGATIVO
O que é?
O inventário negativo é utilizado para comprovar a inexistência de bens a partilhar. Ele é
necessário caso os herdeiros queiram comprovar que o falecido só deixou dívidas ou
caso o cônjuge sobrevivente queira escolher livremente o regime de bens de um novo
casamento.
Como é feita?
É o ato que PODE SER FORMALIZADO POR ESCRITURA PÚBLICA EM CARTÓRIO
DE NOTAS COM A PRESENÇA DO ADVOGADO, onde serão descritos todos os
herdeiros do falecido, mencionando a inexistência de patrimônio deixado pelo falecido.
Poderá ser feito extrajudicialmente se todas as partes forem maiores e capazes e não
houver testamento deixado pelo falecido (salvo provimento estadual em sentido contrário,
mesmo com testamento). Caso contrário deverá obrigatoriamente ser feito judicialmente.
Documentos necessários:
1) Dos herdeiros e do cônjuge sobrevivente:
Documento de Identidade; CPF e Certidão de Casamento atualizada, com os dados sobre
profissão e endereço;
2) Do falecido:
Documento de Identidade; CPF e Certidão de Casamento atualizada, Certidão de óbito,
com os dados sobre profissão e endereço;
3) Advogado:
Carteira da OAB
- RESOLUÇÃO 35, CNJ
Art. 28 - É admissível inventário negativo por escritura pública.
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Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE
INVENTÁRIO NEGATIVO QUE FAZ
_____, NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos a presente Escritura Pública de Inventário
Negativo, virem que aos _____ dias do mês de _____ do ano de
_____(_____/_____/_____), nesta Cidade de Linhares, Comarca da Terceira Entrância do
Estado do Espírito Santo, neste Cartório do 2º Ofício de Tabelionato de Notas, sito na
Avenida João Felipe Calmon, nº 735, Centro, perante mim Tabelião, comparece como
Outorgante e reciprocamente Outorgada para a lavratura do presente instrumento: 1 - NA
QUALIDADE DE VIÚVA:_____; 2 - COMPARECE AINDA NESTE ATO NA QUALIDADE
DE ADVOGADO: Dr. _____, que acompanhou toda lavratura do ato. Os presentes
identificados e reconhecidos como os próprios, por mim, Tabelião, consoante os
documentos pessoais que me foram apresentados, de cuja identidade e capacidade
jurídica dou fé. Pela Outorgante e reciprocamente Outorgada e seu advogado, me foi dito
sob pena de responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos foram
apresentados nos originais para a lavratura deste ato, e que esses são autênticos e
verdadeiros. Pela OUTORGANTE E RECIPROCAMENTE OUTORGADA, me foi dito sob
as penas da lei, que conforme permite a Lei 11.441/2007 e em razão do falecimento de
seu marido, resolve fazer a presente escritura nos seguintes termos: 3 - DO DE CUJUS: -
_____ que era brasileiro, casado,agricultor, natural de Linhares-ES, nascido em _____,
filho de _____, portador da CI nº _____, inscrito no CPF/MF sob nº _____, era casado, sob o
regime de comunhão parcial de bens com _____ acima qualificada e não deixou filhos; 4 -
DO FALECIMENTO: faleceu no dia _____, às 05:20 horas no Hospital Rio Doce, Cidade
de Linhares/ES, nos termos da certidão de Óbito lavrada sob o nº _____, às fls. _____,
Livro nº _____, emitida pelo Cartório de Registro Civil da Comarca de Linhares-ES,
expedida em _____; 5 - DA NOMEAÇÃO DE REPRESENTANTE COM PODERES DE
INVENTARIANTE: A viúva_____, já qualificada será inventariante, tendo todos os poderes
para representar o espólio judicial ou extrajudicialmente e administrar todos os seus bens,
bem como para contratar advogado, a fim de defender os interesses do espólio em juízo,
ativa ou passivamente e ela declara aceitar o encargo, compromissando-se de cumpri-lo
fielmente e prestar contas quando solicitada pelos interessados, esclarecendo que tem
ciência da responsabilidade civil e penal de todas as declarações que forem prestadas; 6 -
DA INEXISTÊNCIA DE TESTAMENTO, HERDEIROS MENORES, INCAPAZES OU
INTERDITOS E DESCONHECIMENTO DE OUTROS HERDEIROS LEGAIS: A viúva e
inventariante declara que o de cujus faleceu sem deixar testamento ou qualquer
outra disposição com eficácia "post mortem", que não tem conhecimento da
existência de outros herdeiros com direito à sucessão; 7 - DOS BENS: A outorgante
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e reciprocamente outorgada declara que o "de cujus" não deixou bens corpóreos
ou incorpóreos a partilhar, bem como que não existem obrigações a serem
satisfeitas pelo espólio; 8 - DAS OBRIGAÇÕES: A viúva inventariante declara
desconhecer quaisquer obrigações assumidas ou dívidas pelo "de cujus"; 9 - DO
ADVOGADO: A viúva e inventariante nomeia como advogado o Dr. _____, já qualificado,
com poderes especiais para retificar quaisquer erros ou omissões e ratificar os demais
dados desta escritura. Pela OUTORGANTE E RECIPROCAMENTE OUTORGADA, em
conjunto com o ADVOGADO, me foi dito que aceita a presente escritura como nela se
contém e declara, estar a mesma de inteiro acordo com o ajustado e contratado entre si,
me apresentando os seguintes documentos: 1 - CERTIDÃO NEGATIVA DE DÍVIDA À
FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL expedida por meio eletrônico - Estado do Espírito
Santo - Secretaria de Estado da Fazenda - nº _____. Certifico que em nome do falecido,
que não existe nesta repartição quaisquer débitos à Fazenda Pública Estadual, em fase
de cobrança executiva ou para ser executada. Certidão emitida em 05/10/2015 válida até
_____. Autenticação Eletrônica: _____. 2-CERTIDÃO CONJUNTA NEGATIVA DE
DÉBITOS RELATIVOS AOS TRIBUTOS FEDERAIS E À DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO,
expedida por meio eletrônico - Ministério da Fazenda - Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional - Secretaria da Receita Federal do Brasil em nome de _____. Certidão emitida
com base na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 1.751, de 02/10/2014, emitida às 11:32:39
do dia 02/10/2015, válida até 30/03/2016. Código de Controle da Certidão: _____; as
certidões descritas nos itens 1, 2, fazem parte do presente instrumento de acordo com o
art. 1º, incisos III e IV e art. 2º, do Decreto nº 93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do Código
de Normas da Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do EspíritoSanto.5- De acordo
com Ofício Circular nº 30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da Justiça do Estado
do Espírito Santo, e Ofício Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra Eliana
Calmon - Corregedora Nacional de Justiça, a OUTORGANTE E RECIPROCAMENTE
OUTORGADA, foi cientificada quanto a expedição da Certidão Negativa de Débitos
Trabalhistas, nos termos do Art. 642-A, da Consolidação das Leis do Trabalho. O
ADVOGADO declara que prestou assistência jurídica a OUTORGANTE E
RECIPROCAMENTE OUTORGADA e acompanhou a lavratura desta escritura.
Finalmente, a OUTORGANTE E RECIPROCAMENTE OUTORGADA declara sob as
penas da lei: a) que todas as declarações prestadas nesta escritura são verdadeiras; b)
que não se enquadram nas restrições da Lei 8.212/91, estando dispensados de
apresentar certidões negativas do INSS e da Secretaria da Receita Federal; c) Que estão
cientes quanto à necessidade de apresentação à Receita Federal do Brasil da
DECLARAÇÃO DE ESPÓLIO no prazo da Lei e nos termos do artigo 3º §§ 1º e 2º; e
artigo 6º, §§ 1º a 3º e, da Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal nº 81,
de 11 de Outubro de 2001, com redação dada pela Instrução Normativa SRF nº 897,
de 29 de Dezembro de 2008. Conforme Provimento 18/2012 da Conselho Nacional
de Justiça, foram realizadas buscas, na presente data, junto à Central Notarial de
Serviços Eletrônicos Compartilhados - CENSEC, não sendo encontrado qualquer
impedimento à lavratura deste ato; e de acordo com art. 7º do Provimento acima
será procedido o cadastro da presente no prazo legal. Conforme determina o art.
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14, do Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria
Nacional de Justiça, datado de 25 de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr.
Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em exercício,
foram realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional de
Indisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de
Indisponibilidade de Bens em nome da OUTORGANTE e reciprocamente
OUTORGADA que impeçam a lavratura deste ato, de acordo com Relatório de
Consulta de Indisponibilidade emitido às 14:48:01, do dia 07/10/2015 – Código
HASH: _____.
Em Testº _________ da verdade.
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Tabelião
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FULANO DE TAL JOSÉ DA SILVA
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4.2. ESCRITURAS PÚBLICAS NEGOCIAIS
4.2.1. ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E VENDA
O que é?
A transferência de bens imóveis no Brasil, seja por venda e compra, doação, dação em
pagamento, ou qualquer outro meio, somente pode ser feita por escritura pública, em
Tabelionato de Notas, onde as partes comparecem para a concretização do negócio,
através da escritura pública, que é ato solene.
A escritura, depois de feita no tabelionato, deve ser encaminhada ao Cartório de Registro
de Imóveis correspondente à localização do imóvel, para ser registrada e assim, surtir
seus efeitos, conferindo a propriedade à pessoa do comprador/donatário/recebedor,
conforme o caso.
Como é feita?
Por ser um ato mais complexo e minucioso, a escritura de venda e compra/doação de
imóveis deve ser agendada com o escrevente com antecedência.
É recomendável que a parte compareça ao Tabelionato de Notas já com toda a
documentação, para que o escrevente encarregado de lavrar a escritura possa analisá-la,
verificando se está faltando algum documento, e possa orientar as partes para o que for
preciso.
Na data marcada, as partes comparecem ao tabelionato de notas, munidos de seus
documentos originais (RG e CPF) para assinarem a escritura.
Documentos necessários:
Se pessoas físicas:
Documento de Identidade; CPF e Certidão de Casamento atualizada, com os dados sobre
profissão e endereço das partes
Se pessoas jurídicas:
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1) Cópia autenticada do Contrato Social da empresa e alterações pertinentes à
administração e da Junta Comercial;
2) Cópia do CNPJ
• Imóvel Urbano:
1) IPTU do ano corrente;
2) Caso o imóvel seja um apartamento, vaga de garagem, ou conjunto comercial: certidão
de quitação de débitos condominiais assinada pelo síndico, com firma reconhecida e
cópia da ata de eleição deste síndico.
• Imóvel Rural:
Se o imóvel a ser adquirido for rural, é necessário ainda que sejam apresentados:
1) Última declaração de ITR;
2) CCIR - Certificado de Cadastro de Imóvel Rural
3) DIAT e DIAC
CAR (CADASTRO AMBIENTAL RURAL) – não precisa para a escritura, mas é
importante consignar no ato a obrigatoriedade de apresentação no registro imobiliário
Criado pela Lei nº 12.651/2012, no âmbito do Sistema Nacional de Informação sobre Meio Ambiente -
SINIMA, e regulamentado pela Instrução Normativa MMA nº 2, de 5 de maio de 2014, o Cadastro
Ambiental Rural – CAR é um registro público eletrônico de âmbito nacional, obrigatório para todos os
imóveis rurais, com a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses
rurais referentes às Áreas de Preservação Permanente - APP, de uso restrito, de Reserva Legal, de
remanescentes de florestas e demais formas de vegetação nativa, e das áreas consolidadas,
compondo base de dados para controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico e
combate ao desmatamento.
GEORREFERENCIAMENTO (INCRA - SIGEF) – áreas com determinada metragem tem
que lançar as coordenadas e o memorial na escritura com base no georreferenciamento.
Georreferenciar um imóvel é definir a sua forma, dimensão e localização, através de métodos de
levantamento topográfico. O Incra, em atendimento ao que preconiza a Lei 10.267/01, exige que este
georreferenciamento seja executado de acordo com a sua Norma Técnica para Georreferenciamento
de Imóveis Rurais, que impõe a obrigatoriedade de descrever seus limites, características e
confrontações através de memorial descritivo executado por profissional habilitado - com a emissão da
devida Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), por parte do CREA - contendo as coordenadas
dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, georreferenciadas ao Sistema Geodésico
Brasileiro, com a precisão posicional de 50 cm sendo atingida na determinação de cada um deles (art.
176, § 4º, da Lei 6.015/75, com redação dada pela Lei 10.267/01).
RESERVA LEGAL– obrigatoriedade para áreas acima de determinada metragem. Código
Florestal.
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IMÓVEIS RURAIS CUJOS PROPRIETÁRIOS SEJAM ENQUADRADOS COMO
AGRICULTOR FAMILIAR
Nova redação dada pela Lei 13.001/2014 ao inciso III doparágrafo 4º, do artigo 8º da Lei
5.868/72, que permitiu a abertura de matrículade imóvel rural de tamanho inferior ao
módulo calculado para o imóvel ou dafração mínima de parcelamento, nas hipóteses em
que os imóveis rurais cujosproprietários sejam enquadrados como agricultor familiar nos
termos da Lei n. 11.326, de 24 de julho de 2006.
RECOMENDAÇÃO DO SINOREG-ES - Quando da Lavratura de Escrituras tendo por
objeto imóveis rurais cujos proprietários sejam enquadrados como agricultor familiar,
RECOMENDA-SEaos Notários que consignem no Título que o(s) Comprador(es)
declarou(aram) sob as penas da lei que se enquadra(m) no conceito legal de agricultor
familiar, nos termos da Lei n o 11.326, de 24 de julho de 2006 e que o(s) mesmo(s)
apresentou(aram) a respectiva Declaração de Aptidão do Pronaf (DAP), cuja cópia deverá
ficar arquivada na Serventia
QUESTÕES PRÁTICAS:
Pergunta 1
*Como é feita uma escritura com menor adquirindo?
Art. 663, do Código de Normas. Sem a devida autorização judicial é vedado ao tabelião lavrar
escritura de compra e venda para aquisição de imóvelquando o numerário pertencer a menor e este
figurar como outorgante comprador.
Código de Processo Civil - 1973
TÍTULO II - DOS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS DE JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA
CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1.112. Processar-se-á na forma estabelecida neste Capítulo o pedido de:
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(...)
III - alienação, arrendamento ou oneração de bens dotais, de menores, de
órfãos e de interditos;
Código de Processo Civil - 2015
Art. 725. Processar-se-á na forma estabelecida nesta Seção o pedido de:
III - ALIENAÇÃO, arrendamento ou oneração de BENS DE CRIANÇAS OU
ADOLESCENTES, de órfãos e de interditos;
________________
Pergunta 2
**Como é feita uma escritura tendo como Vendedora uma
Empresa extinta?
________________
Pergunta 3
**As certidões fiscais podem ser dispensadas? Em que
casos?
** DISPENSA DA CERTIDÃO (QUANDO SE TRATAR DE IMÓVEIS URBANOS)
Artigo 1138, parágrafo único, do Código de Normas:
Art. 1138. Somente serão admitidas para matrícula e registro o documento público ou
particular de transferência de imóveis urbanos em que não conste menção ou transcrição
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das certidões negativas de tributos incidentes sobre os referidos imóveis quando o
adquirente as tenha dispensado no próprio documento, assumindo expressa
responsabilidade sobre esse fato.
Parágrafo único. É vedada a dispensa da apresentação das certidões fiscais
quando se tratar de imóveis rurais.
CERTIDÃO NEGATIVA ESTADUAL
DISPENSA EM TRANSFERÊNCIA DE IMÓVEL
PROCESSO N. 024.020.097.598
REQUERENTE ROSTAND REINE CASTELLO
SUSCITAÇÃO DE DÚVIDA
SENTENÇA
ROSTAND REINE CASTELLO, devidamente qualificado nos autos acima, suscitou a
presente dúvida, a requerimento de ORLANDO SILVA CARNEIRO e sua esposa
REGINA HELENA J. CARNEIRO e MACRO CONSTRUTORA E INCORPORADORA
LTDA, lavrado no Cartório do 1º Oficio de Notas desta capital, no livro 0994, fls.
127/132, alegando que não fora apresentada Certidão Negativa Estadual.
O Oficial alegou que o imóvel não está livre e desembaraçado e que a Lei N.
7.433/85, regulamentada pelo decreto n. 93240/86 não exige textualmente as
certidões negativas de débito, entretanto, faz referência aos demais documentos
exigidos por lei. E o artigo 1.137. do Código Civil obriga a transcrição das certidões e
seu parágrafo único exonera o imóvel e isenta o adquirente de toda a
responsabilidade. Finaliza informando que a Associação dos registradores de
Pessoas Naturais do Estado do Espírito Santo, ARPEN-ES, hoje SINOREG-ES,
formulou pedido à Corregedoria-Geral da Justiça deste Estado para regulamentasse,
mediante ato, assunto, e tal pedido foi indeferido.
Com a inicial os documentos de fls. 05/29. O douto representante do Ministério
Público manifestou-se favoravelmente ao registro do documento e,
conseqüentemente, pela improcedência da dúvida.
Este é, em síntese, o relatório.
DECIDO
Rendo minhas homenagens ao zeloso Oficial registrador, pela dedicação ao
serviço registral, entretanto, no caso em tela, a exigência manifestada não tem
suporte legal.
Quanto ao indeferimento do pedido da ARPEN-ES pela Corregedoria-Geral da
Justiça deste Estado não se aplica ao caso, visto que foi baseado no Art. 155, da
Constituição Federal reconhecendo ao Estado o direito de tributar sobre transmissão
causa mortis e doação. O documento sub júdice é escritura pública de compra e
venda.
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Realmente o Código Civil de 1916, art. 1.137, exigia a transcrição das certidões
negativas, mas entrava em choque com o art. 677 do mesmo diploma legal. Por
isso a Lei nº 7.433/85. Hoje o novo Código Civil silencia a respeito. O que
comprova sua desnecessidade. O importante é que o comprador esteja ciente
de que não foi apresentada certidão negativa. Em conseqüência ele passa a ser
o responsável por débito do imóvel adquirido.
Também, por que somente a certidão negativa estadual? O imposto de
transmissão é devido ao município. Existe o imposto sobre o lucro imobiliário
em favor da União. Por outro lado a certidão ou sua falta não está prevista na
Lei dos Registros Públicos como documento de ser registrado ou averbado e
onerar o imóvel matriculado. Portanto, uma criação do requerido. Desde que o
comprador ficou ciente da não apresentação de certidões, ele passou a ser
responsável até o valor do contrato de quaisquer débitos sobre o referido
imóvel, uma garantia maior em favor do possível credor, que tem vários
poderes para valer seus direitos. A certidão negativa é expedida com validade de
90 dias e é reservado à Fazenda o direito de cobrar as dívidas que venham a ser
apuradas. Mas, como cobrar do vendedor, dívida apurada após a venda se ele
apresentou certidão negativa e não tenha outro bem a garantir uma execução? Com
um novo responsável (o comprador) a garantia só desaparece com a
prescrição. Por isso que a inexistência da certidão deve ser mencionada no
registro, não para onerar o imóvel, mas para que o possível credor possa se
certificar quem seja o co-obrigado.
Isto posto e considerando tudo mais que consta dos autos, princípios de direito
atinentes à espécie, JULGO IMPROCEDENTE a Dúvida e, em conseqüência,
determinar o registro da escritura mencionada sem a exigência de apresentação
de certidão negativa.P.R.I.Transitada em julgado expeça-se o competente mandado
e arquive-se com cautelas de estilo.Vitória, 14 de fevereiro de 2003.
Benício Ferrari - Juiz de Direito Titular da Vara Privativa dos Registros Públicos do
Juízo de Vitória, Comarca da Capital, de Entrância Especial.
** Pode dispensar a Certidão do INSS quando o objetivo social da
empresa for a comercialização de bens imóveis (Art. 257, §8º,
inciso IV, do Decreto 3048/99)?
CAPÍTULO X
DA PROVA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO
Art. 257. Deverá ser exigido documento comprobatório de inexistência de débito relativo
às contribuições a que se referem os incisos I, III, IV, V, VI e VII do parágrafo único do art.
195, destinadas à manutenção da seguridade social, fornecida pelo órgão competente,
nos seguintes casos: (Revogado pelo Decreto nº 8.302, de 2014)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8302.htm
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I - da empresa:(Revogado pelo Decreto nº 8.302, de 2014)
(...)
b) na alienação ou oneração, a qualquer título, de bem imóvel ou direito a ele
relativo;(Revogado pelo Decreto nº 8.302, de 2014)
§ 8º Independe da apresentação de documento comprobatório de inexistência de débito:IV - a transação imobiliária referida na alínea "b" do inciso I do caput, que envolva
empresa que explore exclusivamente atividade de compra e venda de imóveis, locação,
desmembramento ou loteamento de terrenos, incorporação imobiliária ou construção de
imóveis destinados à venda, desde que o imóvel objeto da transação esteja contabilmente
lançado no ativo circulante e não conste, nem tenha constado, do ativo permanente da
empresa. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999) (Revogado pelo Decreto
nº 8.302, 04 de setembro de 2014)
Portaria RFB/PGFN nº 1.751/2014 (02 DE OUTUBRO DE 2014)
Dispõe sobre a prova de regularidade fiscal perante a Fazenda
Nacional.
Art. 17. Fica dispensada a apresentação de comprovação da regularidade fiscal:
I - na alienação ou oneração, a qualquer título, de bem imóvel ou direito a ele relativo,
que envolva empresa que explore exclusivamente atividade de compra e venda de imóveis,
locação, desmembramento ou loteamento de terrenos, incorporação imobiliária ou construção de
imóveis destinados à venda, desde que o imóvel objeto da transação esteja contabilmente
lançado no ativo circulante e não conste, nem tenha constado, do ativo permanente da empresa;
II - nos atos relativos à transferência de bens envolvendo a arrematação, a
desapropriação de bens imóveis e móveis de qualquer valor, bem como nas ações de usucapião
de bens móveis ou imóveis nos procedimentos de inventário e partilha decorrentes de sucessão
causa mortis;
III - nos demais casos previstos em lei.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8302.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8302.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3265.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8302.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8302.htm
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Certidão conjunta RFP/Previdenciária: A empresa ora outorgante deixa de
apresentar estas Certidões por encontrar-se enquadrada nos termos do Art. 17 da Portaria
Conjunta RFB/PGFN nº 1.751, de 2 de outubro de 2014 DOU de 03/10/2014, do art. 257,
do Decreto 3048/99, que ai foi acrescentado com a vigência do Decreto 3265/99; em
decorrência, declara que o imóvel aqui tratado faz parte dos lançamentos contábeis como
integrante do ativo circulante da referida empresa, e nunca integrou o seu ativo permanente;
declara também que exerce com exclusividade uma ou mais das atividades tratadas nos
referidos dispositivos legais, quais sejam: compra e venda de imóveis, locação,
desmembramento ou loteamento de terrenos, incorporação imobiliária, ou de construção de
prédios destinados à venda.
**Há Cartórios de Registro de Imóveis que não exigem a
apresentação da Certidão Negativa Federal quando se tratar de
Vendedor – Pessoa Física.
**Há Cartórios de Notas que entendem ser inexigível a CENIC –
Certidão de Incapacidade Civil sob o fundamento de que o
Cartório de Notas já confere fé pública à capacidade das partes.
No entanto, o Código de Normas exige a citação dessa certidão
emitida pelos Cartórios de Registro Civil, o que entendo correto,
pois só assim se pode verificar a existência ou não de uma AÇÃO
DE INTERDIÇÃO.
OUTRAS QUESTÕES PRÁTICAS:
**Há Cartórios de Registro de Imóveis que exigem a menção da
data do pagamento na Escritura, não aceitando a expressão “pagos
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anteriormente”, sob a alegação de precisar tal informação para a
DOI, mas o campo que existe ali é a “data da alienação” (que se
concretiza com o registro imobiliário)
**Verificar se existe indícios de fraude na documentação
apresentada
** Quando tiver uma pessoa em outro Município deve ser
solicitada uma procuração, em razão do princípio da
territorialidade. Nesse caso, a procuração deve ser confirmada por
certidão (nunca por telefone)
** Tem Cartórios que esquecem de mencionar o regime de bens
do casamento na escritura
OBRIGAÇÕES LEGAIS PARA A ESCRITURA
1. CENSEC – Provimento nº 18/2012, do CNJ
Acesso em www.censec.org.br
Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados - CENSEC publicada sob o
domínio www.censec.org.br, desenvolvida, mantida e operada pelo Colégio Notarial do
Brasil – Conselho Federal (CNB/CF)
Registro Central de Testamentos On-Line – RCTO: destinado à pesquisa de testamentos
públicos e de instrumentos de aprovação de testamentos cerrados, lavrados no país;
Central de Escrituras de Separações, Divórcios e Inventários – CESDI: destinada à pesquisa
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de escrituras a que alude a Lei n° 11.441, de 4 de janeiro de 2007;
Central de Escrituras e Procurações – CEP: destinada à pesquisa de escrituras, procurações e
demais atos notariais diversos. -Central Nacional de Sinal Público
CNSIP: destinada ao arquivamento digital do sinal público de notários e registradores e
respectiva pesquisa.
2. CNIB – Provimento nº 39/2014, do CNJ
Acesso em www.indisponibilidade.org.br
A Central Nacional de Indisponibilidade de Bens - CNIB é um sistema de alta disponibilidade,
criado e regulamentado pelo Provimento Nº 39/2014, da Corregedoria Nacional de Justiça e se
destina a integrar todas as indisponibilidades de bens decretadas por Magistrados e por
Autoridades Administrativas.
3. DOI – INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1239, DE 17 DE JANEIRO DE 2012
A Declaração sobre Operações Imobiliárias- DOI, é uma obrigação acessória constituída de
prestação de informações à RFB sobre operações envolvendo imóveis.
Os serventuários da justiça, responsáveis por Cartório de Notas, de Registro de Imóveis e de
Títulos e Documentos, estão obrigados a fazer comunicação a Receita Federal do Brasil dos
documentos lavrados, anotados, matriculados, registrados e averbados em seus cartórios e que
caracterizem aquisição ou alienação de imóveis, realizada por pessoa física ou jurídica,
independentes de seu valor.
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E VENDA QUE
FAZEM COMO OUTORGANTE VENDEDORA: ________
INCORPORADORA LTDA; E COMO OUTORGADO
COMPRADOR: ________, NA FORMA ABAIXO:
http://www.indisponibilidade.org.br/
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SAIBAM quantos a presente Escritura Pública de Compra
e Venda virem que, aos ______ dias do mês de ________ do ano de dois mil e dezessete
(___/____/2017), em Cartório, sito na Avenida João Felipe Calmon, nº 735, Centro, Linhares,
Estado do Espírito Santo, perante mim, Tabelião do Segundo Ofício de Notas, compareceram
partes entre sí, justas e contratadas, a saber: de um lado, OUTORGANTE
VENDEDORA,________, pessoa jurídica de direito privado, composta de sócios brasileiros,
inscrita no CNPJ/MF sob o nº ________, com sede na Rua ________, representada por seu
sócio ________; e de outro lado como OUTORGADO COMPRADOR, ________. Pela
OUTORGANTE VENDEDORA, na pessoa de seu representante e pelo OUTORGADO
COMPRADOR, me foi dito sob pena de responsabilidade civil e criminal, que todos os
documentos foram apresentados nos originais para a lavratura deste ato, e que esses são
autênticos e verdadeiros. E, pela OUTORGANTEVENDEDORA na pessoa de seu
representante, me foi dito que sendo senhora e legítima possuidora, livre e desembaraçado
de quaisquer ônus, de: APARTAMENTO DE N°________, COM 2 (DUAS) VAGAS DE
GARAGEM NO PAVIMENTO TÉRREO OU SUBSOLO, DO EDIFÍCIO RESIDENCIAL
OLINA, localizado na Avenida Professor Jones, n° 1.400, na Cidade de Linhares-ES,
composto de 3(três) quartos, sendo 01 (uma) suíte, sala de estar/jantar, varanda,
circulação, banheiro social, cozinha, área de serviço, despensa e banheiro de serviço,
área de lazer, com piscina, salão de reuniões/festas, espaço Fitness, brinquedoteca,
quadra infantil em grama sintética, cozinha, vestuário, 2 (dois) banheiros feminino, e
hall de circulação, com área privativa + garagem de 177,40m2 cento e setenta e sete
metros e quarenta decímetros quadrados), área comum de 1.916,91m2; e respectiva
fração ideal de 0,029504, cabendo-lhe portanto, uma fração ideal no terreno e coisas
comuns de 0,030289 nas coisas comuns do prédio e no terreno que é constituído pelo
domínio útil sobre o lote nº 07-C (SETE-C) da quadra 10 (DEZ), aforado ao Município de
Linhares, situado nesta Cidade, medindo a área de 868,53m² (OITOCENTOS E
SESSENTA E OITO METROS E CINQUENTA E TRÊS DECÍMETROS QUADRADOS), com
as seguintes confrontações e dimensões: Norte, lote nº 04, numa linha de 22,05m e lote
nº 07-B, numa linha de 5,35m; sul Rua Professor Jones, numa linha de 27,20m; leste,
lote nº 07-B, numa linha de 32,50m; e oeste, lote nº 05, numa linha de 17,50m e lote nº
06, numa linha de 15,00m; devidamente matriculado no 1º Ofício de Registro de Imóveis
da Comarca de Linhares-ES, sob nº 36.788, do Livro nº 2, de ordem. Inscrição Municipal
sob nº 0101130321002. Cadastro Predial nº 1400; que assim possuindo o referido imóvel
vende aos OUTORGADOS COMPRADORES, por bem desta escritura, da “cláusula
constituti” e na melhor forma de direito, pelo preço de R$ ________,pagos neste ato, em
moeda corrente nacional, pelo que, desde já, dá plena e geral quitação da importância
recebida para nunca mais a exigir por motivo da presente venda; que transmitindo, como de
fato, ora transmite na pessoa do OUTORGADO COMPRADOR, todo o direito, posse, domínio
e ação que tinha no referido imóvel, prometem por si e seus sucessores legítimos fazerem a
presente venda boa, firme e valiosa para sempre, pondo o OUTORGADO COMPRADOR à
paz e a salvo de dúvidas futuras e, se chamada à autoria, responder pela evicção de direito;
sendo o valor fiscal deR$XXX (XXXX); que transmitindo, como de fato ora transmite na
pessoa dos OUTORGADOS COMPRADORES, todo o direito, posse, domínio e ação que
tinha no referido imóvel, promete por si e seus sucessores legítimos fazer a presente venda
boa, firme e valiosa para sempre, pondo o OUTORGADO COMPRADOR à paz e a salvo de
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dívidas futuras e, se chamada à autoria, responder pela evicção de direito. Pelo
OUTORGADO COMPRADOR, me foi dito, que aceita a presente escritura como nela se
contêm e declara, por estar a mesma de inteiro acordo com o ajustado e contratado entre si e
a OUTORGANTE VENDEDORA, me apresentando os seguintes documentos: 1- TALÃO DE
IMPOSTO: Prefeitura Municipal de Linhares - Estado do Espírito Santo. Secretaria Municipal
de Finanças. DAM - Documento de Arrecadação Municipal - Código Febraban 2439 -
Exercício 2017 - Parcela Única - Número de Distribuição 0008548 - Data de Emissão
XXXX - Processo XXXX - Data Vencimento XXXX –________adq. de ________
INCORPORADORA LTDA - Aptº. ________ - Lt. 07C - Qd. 10 - Centro - Avaliação R$
XXXX. ITBI (Compra/Venda) 2% R$ XXXX. LAUDÊMIO 3% R$ XXXX. TAXAS R$ 54,81.
Total Recolhido: R$XXXX. Pagos no BANCO XXXX, em XXXX. Alvará de Licença expedido
pela Prefeitura Municipal de Linhares e assinado pela Secretaria Municipal de Finanças; 2-
CERTIDÂO POSITIVA COM EFEITOS DE NEGATIVA DE DÉBITOS RELATIVOS AOS
TRIBUTOS FEDERAIS E À DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO, expedida por meio eletrônico -
Ministério da Fazenda - Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional - Secretaria da Receita
Federal do Brasil. ________ INCORPORADORA LTDA - CNPJ/MF SOB Nº ________.
Certidão emitida com base na Portaria Conjunta PGFN/RFB nº 1.751, de 02/10/2014, às
13:57:11 do dia 22/11/2016 válida até 21/05/2017. Código de Controle da Certidão:
________; 3- CERTIDÃO NEGATIVA DE DÍVIDA À FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL
expedida por meio eletrônico - Estado do Espírito Santo - Secretaria de Estado da Fazenda -
nº 2017157239. Certifico que em nome de ________INCORPORADORA LTDA - CNPJ/MF
SOB Nº ________, não existe nesta repartição qualquer débito à Fazenda Pública Estadual,
em fase de cobrança executiva ou para ser executada. Certidão emitida em 23/03/2017 válida
até 21/06/2017. Autenticação Eletrônica: ________; 4- CERTIDÃO NEGATIVA MUNICIPAL
expedida por meio eletrônico-Prefeitura Municipal de Linhares - Secretaria Municipal de
Finanças - Área de Fiscalização Tributária - Certidão sob nº ________, devidamente inscrito
nesta municipalidade sob nº________ e referência ________. Chave de validação das
certidão: ________, datada de 29/11/2016, com validade para 60 dias; as certidões descritas
nos itens 2, 3, e 4, fazem parte do presente instrumento de acordo com o art. 1º, incisos III e
IV e art. 2º, do Decreto nº 93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do Código de Normas da Egrégia
Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito Santo; 5- De acordo com Ofício Circular nº
30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Espírito Santo, e
Ofício Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra Eliana Calmon - Corregedora
Nacional de Justiça, a OUTORGANTE VENDEDORA, na pessoa de seu representante e
OUTORGADOS COMPRADORES, foram cientificadas quanto a expedição da Certidão
Negativa de Débitos Trabalhistas, nos termos do Art. 642-A, da Consolidação das Leis
do Trabalho. CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS TRABALHISTAS - Nome:
________NCORPORADORA LTDA - EPP (MATRIZ E FILIAIS) - CNPJ: ________ -
Certidão nº: ________ - Expedição: 29/11/2016, às 10:51:24 - Validade: 27/05/2017 - 180
(cento e oitenta) dias, contados da data de sua expedição; 6- CERTIDÕES DE
CITAÇÃO DE AÇÕES REAIS E PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS,
expedidas pelo Cartório de Registro Geral de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Linhares-
ES, datada de XXXX. A OUTORGANTE VENDEDORA, na pessoa de seu representante,
declara sob pena de responsabilidade civil e penal, que não existem ações reais e pessoais
reipersecutórias relativas ao imóvel objeto deste instrumento e de outros ônus reais incidentes
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MINISTRADO POR: RODRIGO REIS CYRINO – EM 12/08/2017
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sobre o mesmo. Pela OUTORGANTE VENDEDORA, na pessoa de seu representante, me
foi dito que está quite com o condomínio do "EDIFÍCIO RESIDENCIAL ________",
conforme Declaração de Quitação de Débitos Condominiais, assinada pela
representante da Tess Administradora de CondominiosSrª. ________, que fica
arquivada nestas Notas. Conforme determina o art. 14, do Provimento nº 39/2014, do
Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25 de
Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor
Nacional de Justiça em exercício, foram realizadas buscas, na presente data, junto à
Central Nacional de Indisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo encontrado qualquer
anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste ato, de acordo com Relatório de
Consulta de Indisponibilidade emitido às XXXX e XXXX, do dia XXXX. Códigos HASH:
XXXX e, XXXX.AS PARTES FORAM CIENTIFICADAS QUENA DATA DA LAVRATURA
DA PRESENTE ESCRITURA PÚBLICA, NÃO CONSTAM QUAISQUER TIPOS DE
IMPEDIMENTOS, INDISPONIBILIDADES OU AVERBAÇÃO DE CERTIDÃO DE DÍVIDA
ATIVA (CDA) NA MATRÍCULA DO IMÓVEL OBJETO DO ATO, QUE IMPEÇAM A
ALIENAÇÃO EFETIVA DO IMÓVEL NO CARTÓRIO DE REGISTRO GERAL DE IMÓVEIS,
CONFORME COMPROVA CERTIDÃO DE ÔNUS REAIS, EXPEDIDA PELO REFERIDO
CARTÓRIO DA CIRCUNSCRIÇÃO IMOBILIÁRIA; SENDO, AINDA, ORIENTADAS AS
PARTES, POR ESSAS NOTAS, QUANTO À NECESSIDADE DE SEU REGISTRO JUNTO
AO REGISTRO IMOBILIÁRIO, PARA EFETIVAMENTE ALIENAR A PROPRIEDADE O
IMÓVEL. A DOI referente ao presente instrumento será emitida regularmente e enviada à
SRF, no prazo estabelecido pela IN RFB nº 1.112 de 28/12/2010. Escrita esta e lida em voz
alta à parte, achou em tudo conforme, aceitou e assina, comigo Tabelião, dispensada a
presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e
raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total
[{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
EMPRESA TAL
____________________________________________________
FULANA DE TAL
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4.2.2. ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E VENDA
COM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA
LEI Nº 9.514, DE 20 DE NOVEMBRO DE 1997.
Dispõe sobre o Sistema de Financiamento Imobiliário,
institui a alienação fiduciária de coisa imóvel e dá
outras providências.
Art. 22. A alienação fiduciária regulada por esta Lei é o negócio jurídico pelo qual o devedor, ou
fiduciante, com o escopo de garantia, contrata a transferência ao credor, ou fiduciário, da propriedade
resolúvel de coisa imóvel.
Art. 23. Constitui-se a propriedade fiduciária de coisa imóvel mediante registro, no competente
Registro de Imóveis, do contrato que lhe serve de título.
Parágrafo único. Com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o desdobramento da posse,
tornando-se o fiduciante possuidor direto e o fiduciário possuidor indireto da coisa imóvel.
Art. 24. O contrato que serve de título ao negócio fiduciário conterá:
I - o valor do principal da dívida;
II - o prazo e as condições de reposição do empréstimo ou do crédito do fiduciário;
III - a taxa de juros e os encargos incidentes;
IV - a cláusula de constituição da propriedade fiduciária, com a descrição do imóvel objeto da
alienação fiduciária e a indicação do título e modo de aquisição;
V - a cláusula assegurando ao fiduciante, enquanto adimplente, a livre utilização, por sua conta e
risco, do imóvel objeto da alienação fiduciária;
VI - a indicação, para efeito de venda em público leilão, do valor do imóvel e dos critérios para a
respectiva revisão;
VII - a cláusula dispondo sobre os procedimentos de que trata o art. 27.
Art. 26. Vencida e não paga, no todo ou em parte, a dívida e constituído em mora o
fiduciante, consolidar-se-á, nos termos deste artigo, a propriedade do imóvel em nome do
fiduciário.
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 9.514-1997?OpenDocument
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Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E VENDA DE
IMÓVEL RESIDENCIAL OU MISTO (RESIDENCIAL E
COMERCIAL) COM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DO
PRÓPRIO IMÓVEL ADQUIRIDO EM GARANTIA À CAIXA
CONSÓRCIOS S.A. ADMINISTRADORA DE
CONSÓRCIOS, QUE ENTRE SÍ FAZEM _____ E _____,
NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E VENDA DE
IMÓVEL RESIDENCIAL OU MISTO (RESIDENCIAL E COMERCIAL) COM ALIENAÇÃO
FIDUCIÁRIA DO PRÓPRIO IMÓVEL ADQUIRIDO EM GARANTIA, virem que, aos _____ dias do mês
de _____ do ano de dois mil e quinze (_____/_____/2015), nesta Cidade e Comarca de Linhares,
Estado do Espírito Santo, nestas notas, sito na Avenida _____, nº _____, Centro, perante mim
Tabelião, compareceram partes entre si justas e contratadas, a saber: CLÁUSULA PRIMEIRA –
COMPRA E VENDA – A(s) VENDEDORA(ES) _____. declara(m)-se senhora(es) e legítima(s)
possuidora(es), detentora(es) da posse e direitos aquisitivos, vantagens, obrigações e
responsabilidades obtidas de forma mansa e pacífica, por meio de contrato livre e desembaraçado de
quaisquer ônus judiciais ou extrajudiciais, arresto, sequestro, foro ou pensão do imóvel Lote
nº_______ da quadra nº _______, situado no LOTEAMENTO _______, no lugar Nativo do
Canivete, zona urbana desta Cidade, com as seguintes confrontações e dimensões: frente,
Rua Argeu Pinheiro, com 10,00m; fundos, lote nº 21, com 10,00m; lado direito, lote nº 09, com
25,00m; e lado esquerdo, Avenida Wanderson Nico de Freitas, com 25,00m; perfazendo a área
de 250,00m² (DUZENTOS E CINQUENTA METROS QUADRADOS); devidamente matriculado no
1º Ofício de Registro Geral de Imóveis da Comarca de Linhares-ES, sob nº _______, do Livro nº
2, de ordem. Inscrição Imobiliária sob nº _______. Cadastro Predial nº _______, livre e
desembaraçado de qualquer ônus, e, assim, o vendempelo preço de R$ _______, conforme condições
de pagamento descritas na CLÁUSULA TERCEIRA. PARÁGRAFO PRIMEIRO: Satisfeito o preço da
venda, a(s) VENDEDORA(ES) dá(ão) ao(s) COMPRADOR(ES) _______; plena e irrevogável quitação
e, por força deste instrumento e da cláusula constituti, transmite(m) ao(s) COMPRADOR(ES) toda
posse, todo domínio, todo direito e toda ação sobre o imóvel ora vendido, obrigando-se por si, seus
herdeiros e sucessores a fazer a presente venda sempre firme, boa e valiosa e, ainda, a responder
pela evicção de direito. PARÁGRAFO SEGUNDO: O(s) COMPRADOR(ES) declara(m) aceitar a
presente compra e venda, nos termos em que é efetivada. CLÁUSULA SEGUNDA – CONFISSÃO DA
DÍVIDA – O(s) COMPRADOR(ES), ora DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S), confessa(m), nos termos dos
artigos 348 e seguintes do Código de Processo Civil, para todos os fins de direito, dever à CAIXA
CONSÓRCIOS S.A. ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS, CREDORA FIDUCIÁRIA, com sede no
Setor Comercial Norte, Quadra 1, Bloco A, 8º andar, Edifício NumberOne, em Brasília-DF, CNPJ/MF
n.º _______, representada por seu bastante procurador substabelecido _______, conforme procuração
lavrada às folhas 110, do livro 2944, em 02/05/2012, no 2º Tabelião de Notas e Protesto de
Brasília/DF; substabelecimento lavrado às folhas _______, do livro _______, em _______, no 2º
Tabelião de Notas e Protesto de Brasília/DF; doravante designada CAIXA CONSÓRCIOS S.A. a
importância de R$ _______, reajustável, conforme previsto no Contrato de Adesão, pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e a autorizam a efetuar o pagamento do valor mencionado
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na CLÁUSULA TERCEIRA diretamente ao(s) VENDEDOR(ES). CLÁUSULA TERCEIRA – DO
PAGAMENTODO BEM – O valor de R$ _______será pago a(s) VENDEDORA(ES), conforme a seguir
disposto: PARÁGRAFO PRIMEIRO– O valor de R$ _______ será pago pela CAIXA CONSÓRCIOS
S.A. ao(s) VENDEDOR(ES), mediante crédito em conta corrente, em até 10 (dez) dias úteis da data de
apresentação, pelo(s) COMPRADOR(ES), ora DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S), do presente
instrumento devidamente registrado na Matrícula do Imóvel perante o competente Cartório de Registro
de Imóveis, bem como sejam satisfeitas asdemais exigências nele estabelecidas. CLÁUSULA
QUARTA – DA DÍVIDA E DO ENCARGO MENSAL – A dívida confessada pelo(s) COMPRADOR(ES),
ora DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S), referente à compra e venda do imóvel objeto do presente
instrumento encontra-se abaixo explicitada, assim como os respectivos encargos mensais: a) O(s)
DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S), como participante(s) do consórcio imobiliário da CAIXA
CONSÓRCIOS S.A., subscritor(es) do Grupo 449, Cota 64, adquiriu(ram) direito ao Crédito de R$ R$
32.100,00 (TRINTA E DOIS MIL E CEM REAIS), a ser utilizado para pagamento do imóvel objeto de
compra e venda acima descrito e caracterizado. b) O débito do(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S),
em razão da sua participação no grupo descrito nesta cláusula, administrado pela CAIXA
CONSÓRCIOS S.A., ora CREDORA FIDUCIÁRIA, nesta data totaliza R$ _______, bem como tem a
prestação mensal, reajustável, conforme previsto no Contrato de Adesão, pelo Índice Nacional de
Preço ao Consumidor (INPC), composta da parcela de Fundo Comum no valor de R$ _______,
acrescida da Taxa de Administração de 14,5%, equivalentes a R$ _______, Fundo de Reserva de 5%,
equivalentes a R$ _______. PARÁGRAFO PRIMEIRO – PARCELAS DE SEGURO – Os seguros de
Morte e Invalidez Permanente (MIP) e Danos Físicos ao Imóvel (DFI) são devidos mensalmente,
porém não integram o valor total da dívida descrita no caput desta cláusula, sendo que: I - O
seguro MIP equivale a 0,03863%, calculado sobre o valor da carta de crédito atualizada acrescido dos
percentuais do fundo de reserva e da taxa de administração. II - O seguro DFI equivale a 0,01531%
calculado sobre o valor de avaliação do imóvel que, nesta data, corresponde a R$ _______,
reajustável pelo INPC na mesma assembléia de reajuste do grupo, o qual é devido desde a data da
constituição da propriedade fiduciária. PARÁGRAFO SEGUNDO – O prazo original do Grupo é de 120
meses e o prazo de amortização remanescente é de 36 meses, com prestações mensais no valor de
R$ _______, com vencimento todo dia 10 (dez) de cada mês. PARÁGRAFO TERCEIRO–O(s)
DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) confessa(m) estar ciente(s) de que, se houver utilização do limite de
até 10% do crédito objeto da contemplação para o pagamento de despesas e emolumentos
cartorários, o saldo devedor e os demais valores indicados no caput e parágrafos desta cláusula serão
devidamente alterados para se adequar a essa situação. PARÁGRAFO QUARTO–Não obstante os
prazos estipulados no caput desta cláusula, caso exista sobra de crédito a ser utilizada para
amortização da dívida pela modalidade de redução do valor de parcelas, o(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) está(ão) ciente(s) de que o valor dessas parcelas somente será reduzido na primeira
prestação subsequente ao pagamento do valor expresso no caput da CLÁUSULA TERCEIRA,
restando claro que enquanto essa condição não for satisfeita, o percentual mensal de amortização das
prestações permanecerá inalterado. PARÁGRAFO QUINTO–Em atenção ao disposto no art. 24, inciso
III, da Lei nº 9.514/97, a CAIXA CONSÓRCIOS S.A. declara, para os devidos fins de direito, que não
há incidência de Taxa de Juros sobre os valores pactuados e cobrados neste instrumento.
PARÁGRAFO SEXTO – Os valores discriminados nesta Cláusula têm como referência a prestação
nesta data, podendo sofrer alterações na sua composição, conforme descrito no Quadro Resumo do
contrato de adesão, sem, no entanto, causar prejuízo ao valor final da prestação e/ou ao valor do saldo
devedor. CLÁUSULA QUINTA – ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA – Nos termos e para que
surtam os efeitos previstos nos artigos 22 e seguintes da Lei nº 9.514/97, os DEVEDORES
FIDUCIANTE(S) alienam à CAIXA CONSÓRCIOS S.A., em caráter fiduciário, o imóvel objeto do
presente Instrumento Particular, descrito e caracterizado no caput da CLÁUSULA PRIMEIRA, que foi
avaliado em R$ _______, para garantia do pagamento da dívida decorrente do crédito concedido pela
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CAIXA CONSÓRCIOS S.A., bem como do fiel cumprimento de todas as obrigações contratuais e
legais. PARÁGRAFO PRIMEIRO – Nos termos do art. 23 da Lei nº 9.514/97, mediante o registro do
contrato de alienação fiduciária, ora celebrado, estará constituída a propriedade fiduciária em nome da
CAIXA CONSÓRCIOS S.A., efetivando-se o desdobramento da posse, tornando o(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) possuidor(es) direto(s), e a CAIXA CONSÓRCIOS S.A. possuidora indireta do imóvel
objeto da garantia fiduciária em caráter irrevogável e irretratável. PARÁGRAFO SEGUNDO –
Enquanto o(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) permanecer(em) adimplentes com as obrigações ora
pactuadas, fica-lhe(s) assegurada a livre utilização, por sua conta e risco, do imóvel dado em garantia,
nos termos do art. 24, inciso V, da Lei nº 9.514/97. PARÁGRAFO TERCEIRO–O(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) obriga(m)-se a manter o imóvel dado em garantia no mesmo estado de conservação
em que se encontra na data de assinatura deste instrumento, conforme respectivo laudo de
avaliação/vistoria, além de se obrigar(em) a pagar pontualmente todos os impostos, taxas e quaisquer
outras contribuições ou encargos, inclusive tributários, que incidam ou venham a incidir sobre o
referido imóvel ou que sejam inerentes à garantia, tais como Imposto Predial e Territorial Urbano
(IPTU) e contribuições devidas ao condomínio, à associação de moradores, dentre outras, nos termos
do § 8º do art. 27 da Lei nº 9.514/97. PARÁGRAFO QUARTO – Fica(m) o(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) obrigado(s) a fornecer à CAIXA CONSÓRCIOS S.A., sempre que requerido por esta
última, os comprovantes de pagamentos dos referidos encargos fiscais e/ou tributários ou quaisquer
outras contribuições relativas ao imóvel dado em garantia, sob as penas da lei. PARÁGRAFO
QUINTO – A garantia fiduciária, ora contratada, abrange o imóvel dado como garantidor da dívida, já
identificado neste instrumento, e todas as acessões, benfeitorias, melhoramentos, construções e
instalações que lhe forem acrescidas, e vigorará pelo prazo necessário à reposição integral do capital
financiado e seus respectivos encargos, inclusive reajuste monetário, permanecendo íntegra até que
todas as obrigações contratuais e legais vinculadas ao presente negócio, assumidas pelo(s)
DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S), sejam cumpridas integralmente, conforme previsto no art. 18 e
incisos da Lei nº 9.514/97. CLÁUSULA SEXTA – BENFEITORIAS – Quaisquer acessões ou
benfeitorias (úteis, voluptuárias ou necessárias) que o(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) deseje(m)
efetuar às suas expensas, deverão ser notificadas à CAIXA CONSÓRCIOS S.A., com antecedência
mínima de 15 (quinze) dias úteis antes do início das obras, obrigando o(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) a obter as licenças administrativas necessárias, a Certidão Negativa de Débito no
Instituto Nacional do Seguro Social (CND/INSS) e a promover as necessárias averbações junto ao
Cartório Imobiliário respectivo, sendo que, em quaisquer hipóteses, integrarão o imóvel dado em
garantia e seu valor para fins de realização de leilão extrajudicial. PARÁGRAFO PRIMEIRO – Nos
termos do disposto nos parágrafos 4º e 5º do artigo 27 da Lei nº 9.514/97, jamais haverá direito de
retenção por benfeitorias pelo(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S), mesmo que estas sejam
autorizadas pela CAIXA CONSÓRCIOS S.A. PARÁGRAFO SEGUNDO– Na hipótese de a
propriedade do imóvel dado em garantia se consolidar em nome da CAIXA CONSÓRCIOS S.A., após
deduzidos todo o saldo da dívida e demais acréscimos legais, esta indenizará o(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) pelas benfeitorias realizadas, desde que a indenização não seja superior ao saldo
que sobejar. Não havendo a venda do imóvel no leilão, não haverá nenhum direito de indenização
pelas benfeitorias. CLÁUSULA SÉTIMA – CONSERVAÇÃO E OBRAS – Fica(m)o(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) obrigado(s) a manter o imóvel alienado fiduciariamente em perfeito estado de
conservação, segurança e habitabilidade, bem como a fazer à sua custa, dentro do prazo de
notificação que lhe foi feita, as obras e os reparos necessários, bem como as obras que forem
solicitadas pela CAIXA CONSÓRCIOS S.A. para preservação da garantia, vedada, entretanto, a
realização de obras de demolição, alteração ou acréscimo, sem prévio e expresso consentimento da
CAIXA CONSÓRCIOS S.A., sob pena de responsabilização civil e criminal. PARÁGRAFO ÚNICO –
Fica assegurado à CAIXA CONSÓRCIOS S.A. o direito de vistoria do imóvel dado em garantia sempre
que lhe aprouver, para possibilitar a constatação do exato cumprimento desta cláusula. CLÁUSULA
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OITAVA – VALOR DA GARANTIA FIDUCIÁRIA - Para fins de atendimento ao requisito previsto no
art. 24, inciso VI, da Lei nº 9.514/97, concordam as partes que o valor do imóvel ora alienado
fiduciariamente é aquele expresso em moeda corrente nacional na CLÁUSULA QUINTA deste
instrumento. CLÁUSULA NONA – ENCARGOS FISCAIS - Será de responsabilidade exclusiva do(s)
DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) o pagamento, nas épocas próprias, de todos os tributos, impostos e
taxas incidentes sobre o imóvel oferecido em garantia, reservando-se à CAIXA CONSÓRCIOS S.A. o
direito de, a qualquer tempo, exigir a respectiva comprovação. CLÁUSULA DÉCIMA –
DECLARAÇÕES DOS VENDEDORES– Para todos os efeitos de responsabilização em direito civil e
penal, o(s) VENDEDOR(ES) declara(m) solenemente que: I - Inexiste a seu encargo responsabilidade
oriunda de tutela, curatela ou testamentária, bem como não são por estes representados, e que não
responde(m) pessoalmente a ações reais, pessoais, reipersecutórias, possessórias, reivindicatórias,
arrestos, embargos, depósitos, sequestros, protestos, falências, concordatas e/ou concursos de
credores, dívidas fiscais, penhoras ou execuções, que possam comprometer o imóvel objeto da
presente transação. II - Até o presente momento, inexiste em seu(s) nome(s), com referência ao imóvel
transacionado, qualquer débito de natureza fiscal ou condominial, assumindo, em caráter irretratável, a
responsabilidade exclusiva por eventuais débitos de tal natureza que sejam devidos até a presente
data. CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA – COMUNICAÇÕES E DECLARAÇÕES DE
RESPONSABILIDADE DOS DEVEDORES FIDUCIANTES– O(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S)
assume(m) a obrigação de comunicar à CAIXA CONSÓRCIOS S.A. eventuais impugnações feitas ao
presente instrumento, bem como quaisquer ocorrências que possam, direta ou indiretamente, afetar o
imóvel dado em garantia, notadamente a mudança de sua numeração ou identificação, durante a
vigência do presente instrumento, declarando, também: I - A inexistência, a seu encargo, de
responsabilidade oriunda de tutela, curatela ou testamentária, e que não respondem pessoalmente a
ações reais, pessoais, reipersecutórias, possessórias, reivindicatórias, arrestos, embargos, depósitos,
sequestros, protestos, falências, concordatas e/ou concursos de credores, dívidas fiscais, penhoras ou
execuções, que possam comprometer o imóvel dado em garantia constituída em favor da CAIXA
CONSÓRCIOS S.A; II - A autenticidade das indicações sobre estado civil, nacionalidade, profissão e
identificação; III - Autenticidade das declarações que consubstanciaram as condições prévias à
assinatura deste instrumento, dos comprovantes e/ou informações de renda e despesas apresentados
no ato da proposta; IV - A ausência de quaisquer ônus judiciais ou extrajudiciais incidentes sobre o
imóvel dado em garantia, ressalvada a alienação fiduciária em garantia ora constituída em favor da
CAIXA CONSÓRCIOS S.A., e de qualquer débito de natureza fiscal ou condominial, bem como
impostos, taxas e tributos, assumindo, em caráter irretratável, a responsabilidade exclusiva por
eventuais débitos de tal natureza que possam ser devidos até a presente data; V - Regular pagamento
de todos os tributos e encargos incidentes nesta operação; VI - Não possuir débitos decorrentes de
tributos e contribuições federais; VII - Que procederam à vistoria do imóvel objeto do presente
instrumento, bem como estão cientes do inteiro teor do Laudo de Avaliação, manifestando, portanto,
aceitação plena sobre o imóvel, razão pela qual renunciam a qualquer direito à redibição do imóvel
dado em garantia. PARÁGRAFO PRIMEIRO– O(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) declara(m) ainda,
não estar vinculado(s) à Previdência Social–quer como contribuinte(s) na qualidade de
empregador(es), quer como produtor(es) rural(is) –caso contrário, será apresentada, no ato do registro
deste instrumento junto ao Registro de Imóveis, a Certidão Negativa de Débito (CND). PARÁGRAFO
SEGUNDO– No tocante aos débitos de natureza fiscal ou condominial, o(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) declara(m)-se SOLIDARIAMENTE responsável(is) pelo pagamento de quaisquer
débitos apurados, assumindo, perante a CAIXA CONSÓRCIOS S.A., a responsabilidade pelo
pagamento de qualquer obrigação que recaia sobre o imóvel dado em garantia, ressalvado o direito de
cobrança em regresso, observando-se, sempre, o que a respeito dispõe o presente instrumento
contratual. PARÁGRAFO TERCEIRO – O(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S), em caso de locação do
imóvel objeto da garantia ora constituída, obrigam-se a incluir, em eventual contrato de locação que
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vierem a celebrar, cláusula expressa em que o locatário tenha ciência inequívoca das condições
elencadas na CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA deste Instrumento, inclusive sobre a possibilidade de
vencimento antecipado da dívida, previsto na CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA. CLÁUSULA DÉCIMA
SEGUNDA – VENCIMENTO ANTECIPADO DA DÍVIDA– A dívida será considerada antecipadamente
vencida, independentemente de qualquer notificação judicial ou extrajudicial, para efeito de ser exigida
de imediato na sua totalidade, com todos os seus acessórios, atualizados na forma da CLÁUSULA
QUARTA, por quaisquer dos motivos previstos em lei, e, ainda, na ocorrência de quaisquer das
seguintes hipóteses: I - Atraso de 30 (trinta) dias ou mais no pagamento de qualquer um dos encargos
mensais e/ou outras obrigações de pagamento previstas neste instrumento; II - Transferência ou
cessão a terceiros, a qualquer título, no todo ou em parte, dos direitos e obrigações decorrentes deste
instrumento, sem prévio e expresso consentimento da CAIXA CONSÓRCIOS S.A; III - Falta de
manutenção no imóvel oferecido em garantia, que não o deixe em perfeito estado de conservação,
segurança e habitabilidade, ou realização no mesmo, sem prévio e expresso consentimento da CAIXA
CONSÓRCIOS S.A., de obras de demolição; IV - Constituição sobre o imóvel oferecido em garantia
fiduciária, no todo ou em parte, de qualquer outro ônus real; V - Falta de apresentação, quando
solicitado pela CAIXA CONSÓRCIOS S.A., de recibos de impostos, taxas ou outros tributos, bem
como de encargos previdenciários e securitários que incidam ou venham a incidir sobre o imóvel dado
em garantia e que sejam de responsabilidade do(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S); VI -
Descumprimento de qualquer das obrigações estipuladas neste instrumento e nas normas que lhe são
aplicáveis; VII - Desfalque ou perda da garantia fiduciária, inclusive em virtude de depreciação ou
deterioração, desde que o(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) não apresente(m) reforço, depois de
devidamente notificado(s); VIII - Se o imóvel dado em garantia fiduciária vier a sofrer qualquer ato de
constrição judicial ou decretada qualquer medida judicial ou administrativaque, de algum modo o afete
no todo ou em parte; IX - A superveniência de desapropriação do imóvel dado em garantia fiduciária; X
- Comprovação de declaração falsa prestada pelo(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) ou da qual
tenha(m) conhecimento e que, de algum modo, possa afetar a validade das obrigações e deveres
decorrentes do presente instrumento; XI - Insolvência do(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S); XII -
Quando contra qualquer um dos devedores for movida alguma ação que afete o imóvel dado em
garantia da dívida; XIII - Quando o(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) não cientificar com o locatário
das condições expressas da CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA; XIV - Quando não for providenciado o
registro do contrato dentro do prazo estipulado na CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA. CLÁUSULA
DÉCIMA TERCEIRA – DO PRAZO DE CARÊNCIA PARA EXPEDIÇÃO DA INTIMAÇÃO – Para os
fins previstos no § 2º, do art. 26, da Lei nº 9.514/97, fica estabelecido o prazo de 60 (sessenta) dias,
contados da data de vencimento da primeira prestação vencida e não paga, para notificação para
constituição da dívida em mora. PARÁGRAFO PRIMEIRO – DA MORA E DO INADIMPLEMENTO –
Decorrida a carência de 60 (sessenta) dias, de que trata o caput desta cláusula, a CAIXA
CONSÓRCIOS S.A. ou seu cessionário, poderá iniciar o procedimento de intimação para consolidação
da propriedade, a ser realizado pelo oficial do competente Registro de Imóveis, nos termos do caput do
art. 26 da Lei nº 9.514/97. PARÁGRAFO SEGUNDO – PRAZO PARA PURGAÇÃO DA MORA –
Iniciado o procedimento de intimação, mesmo que não concretizado, o(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) que pretender(em) purgar a mora deverá(ão) fazê-lo em 15 (quinze) dias, mediante o
pagamento das prestações vencidas e não pagas, bem como as que vencerem no curso da intimação,
que incluem atualização monetária pelo índice do fundo comum, juros de mora de 1% e multa
moratória de 2%, os demais encargos e despesas de intimação, inclusive tributos, contribuições
condominiais e associativas, apurados consoante disposições contidas neste instrumento.
PARÁGRAFO TERCEIRO– Qualquer tolerância nos prazos pactuados neste instrumento que a CAIXA
CONSÓRCIOS S.A. venha a admitir será por mera liberalidade sua e não implicará novação da
obrigação ou renúncia ao respectivo direito em favor do(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S).
PARÁGRAFO QUARTO– O simples pagamento dos encargos, sem atualização monetária e sem os
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demais acréscimos moratórios, não exonerará o(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) da
responsabilidade de liquidar tais obrigações, continuando em mora para todos efeitos legais e
contratuais. PARÁGRAFO QUINTO– O procedimento de intimação obedecerá aos seguintes
requisitos, previstos na Lei nº 9.514/97: I - A intimação será requerida pela CAIXA CONSÓRCIOS S.A.,
ou seu cessionário, ao Oficial Delegado do Serviço de Registro de Imóveis, indicando o valor vencido e
não pago e penalidades moratórias; II - A diligência de intimação será realizada pelo Oficial Delegado
do Serviço de Registro de Imóveis da circunscrição imobiliária onde se localizar o imóvel dado em
garantia, podendo, a critério desse Oficial, vir a ser realizada por meio do Serviço de Registro de
Títulos e Documentos da Comarca da situação do imóvel, ou do domicílio de quem deva recebê-la, ou,
ainda, pelo Correio, com aviso de recebimento a ser firmado pessoalmente pelo(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) ou por quem deva receber a intimação; III - A intimação será feita pessoalmente ao(s)
DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S), a seu representante legal ou a procurador regularmente constituído;
IV - Quando o destinatário da intimação encontrar-se em local incerto e não sabido, certificado pelo
Oficial Delegado do Serviço de Registro de Imóveis ou pelo de Títulos e Documentos, competirá ao
primeiro promover sua intimação por edital, publicado por três dias, pelo menos, em um dos jornais de
maior circulação no local do imóvel ou noutro de comarca de fácil acesso, se, no local do imóvel, não
houver imprensa com circulação diária; V - Se ocorrer recusa dos destinatários em dar-se por
regularmente intimados, em função da não aceitação da intimação, ou por se furtarem a ser
encontrados, ou, ainda, por se recusarem a assinar a intimação, fica autorizado o Oficial do Registro
de Imóveis correspondente, após certificação da não consecução da intimação pessoal, a fazer a
publicação de editais, conforme previsto no § 4º, do art.26, da Lei 9.514/97. PARÁGRAFO SEXTO –
Purgada a mora, convalescerá o contrato de alienação fiduciária, cabendo ao(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) o pagamento das despesas de cobrança e de intimação. PARÁGRAFO SÉTIMO –
Eventual diferença entre o valor objeto da purgação da mora e o devido no dia da purgação deverá ser
paga pelo(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) juntamente com o primeiro ou com o segundo encargo
que vencer após a purgação da mora no Serviço de Registro de Imóveis. PARÁGRAFO OITAVO –
O(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) não poderá(ão) pagar qualquer encargo mensal do consórcio
enquanto não forem pagos e quitados aqueles vencidos anteriormente. Se tal fato ocorrer, o
pagamento será imputado na liquidação ou amortização do primeiro encargo vencido e não pago, não
ocorrendo em suspensão e/ou interrupção de toda e qualquer ação de notificação extrajudicial e/ou no
curso do processo. PARÁGRAFO NONO– A comprovação do pagamento da última prestação
vencida, por meio de apresentação do respectivo comprovante, não presume quitação da prestação
anterior, devendo os eventuais pagamentos em atraso ser comprovados individualmente.
PARÁGRAFO DÉCIMO– Havendo mais de um encargo em atraso, somente será permitida a purga da
mora caso ocorra, simultaneamente, o pagamento de todos os encargos em atraso, salvo deliberação
da CAIXA CONSÓRCIOS S.A. para autorizar o pagamento parcelado, o que será mera liberalidade da
CREDORA FIDUCIÁRIA e não implicará novação da obrigação ou renúncia ao respectivo direito por
seu titular. PARÁGRAFO DÉCIMO PRIMEIRO – Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias e não purgada
a mora, o oficial do competente registro de imóveis, certificando este fato, promoverá a averbação, na
matrícula do imóvel dado em garantia, da consolidação da propriedade em nome da CREDORA
FIDUCIÁRIA. PARÁGRAFO DÉCIMO SEGUNDO – Responde(m) o(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) pelo pagamento dos impostos, das taxas, das contribuições condominiais e de
quaisquer outros encargos que recaiam ou venham a recair sobre o imóvel dado em garantia, cuja
posse tenha sido transferida para a CREDORA FIDUCIÁRIA, nos termos do parágrafo supra, até a
data em que a CREDORA FIDUCIÁRIA vier a ser imitida na posse. PARÁGRAFO DÉCIMO
TERCEIRO – O(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) pagará(ão) à CREDORA FIDUCIÁRIA, ou a quem
vier a sucedê-la, a titulo de taxa de ocupação do imóvel dado em garantia, por mês ou fração, valor
correspondente a um por cento do valor a que se refere o art. 24, inciso VI, da Lei nº 9.514/97,
computado e exigível desde a data da alienação em leilão até a data em que a CREDORA
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FIDUCIÁRIA, ou seus sucessores, vier a ser imitida na posse do imóvel. CLÁUSULA DÉCIMA
QUARTA – DENÚNCIA DA LOCAÇÃO – Se o imóvel dado em garantia estiver locado, a locação
poderá ser denunciada com o prazo de 30 (trinta) dias para desocupação, salvo se tiver havido
aquiescência por escrito da CREDORA FIDUCIÁRIA, devendo a denúncia ser realizada no prazo de 90
(noventa) dias a contar da data da consolidação da propriedade pela CREDORA FIDUCIÁRIA.
CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA – CAUÇÃO DE DIREITOS – O crédito fiduciário resultante do
presente instrumentopoderá ser cedido ou caucionado, no todo ou em parte, pela CAIXA
CONSÓRCIOS S.A., independentemente de notificação ao(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S).
PARÁGRAFO PRIMEIRO – A CAIXA CONSÓRCIOS S.A. poderá, ainda, a seu critério, promover a
cessão, parcial ou total, do crédito aqui constituído, inclusive mediante securitização de créditos
imobiliários, independentemente de anuência ou interveniência do(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S),
em conformidade com o disposto na Lei nº 9.514/97. PARÁGRAFO SEGUNDO– Ocorrendo a
alienação e a securitização de créditos imobiliários, a CAIXA CONSÓRCIOS S.A. poderá ceder a uma
companhia securitizadora os créditos originados do presente instrumento. PARÁGRAFO TERCEIRO –
Os créditos imobiliários poderão lastrear a emissão, pela companhia securitizadora, de um título de
crédito, denominado Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), que será livremente negociado por
meio de sistemas centralizados de custódia e liquidações financeiras de títulos privados.
PARÁGRAFO QUARTO – Assim, o(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) tem(êm) ciência de que a
operação de consórcio imobiliário da qual são tomadores, representa um dos elos de uma corrente de
negócios jurídicos, que se inicia com a captação dos recursos, pela CAIXA CONSÓRCIOS S.A.,
prossegue com a concessão de crédito ao(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S), passa pela
securitização desses créditos e pela negociação dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI),
lastreados em tais créditos. CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA – NOVAÇÃO – Não configurará NOVAÇÃO,
em hipótese alguma, a simples tolerância, por parte da CAIXA CONSÓRCIOS S.A., à inobservância
pelo(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) de obrigações legais e/ou contratuais, assim como as
eventuais transigências tendentes a facilitar a regularização de débitos em atraso. CLÁUSULA
DÉCIMA SÉTIMA – REGISTRO – O(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) apresentará(ão) à CAIXA
CONSÓRCIOS S.A. exemplar deste instrumento com a respectiva certidão de seu registro no
competente Cartório Imobiliário, no prazo máximo de até 30 (trinta) dias a contar da data de assinatura
deste instrumento, sob pena de serem responsabilizados, civil e administrativamente, por eventuais
multas e taxas eventualmente devidas em função da aludida mora. CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA –
OUTORGA DE PROCURAÇÕES– Havendo dois ou mais DEVEDORES FIDUCIANTES, todos estes
declaram-se solidariamente responsáveis por todas as obrigações assumidas perante a CAIXA
CONSÓRCIOS S.A. e constituem-se procuradores recíprocos, até o pagamento integral do saldo
devedor, com poderes irrevogáveis e irretratáveis para foro em geral, e os especiais para requerer,
concordar, recorrer, transigir, receber e dar quitação, desistir, receber citações, notificações,
intimações, inclusive de penhora, leilão ou praça, embargar, enfim, praticar todos os atos necessários
ao bom e fiel desempenho do presente mandato. CLÁUSULA DÉCIMA NONA – LIQUIDAÇÃO
ANTECIPADA – É facultado ao(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) a liquidação antecipada da dívida,
sendo esta composta pelo saldo devedor atualizado conforme disposto na CLÁUSULA QUARTA,
acrescido de eventuais débitos em atraso. CLÁUSULA VIGÉSIMA – DA AMORTIZAÇÃO
EXTRAORDINÁRIA – É assegurada ao(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S), em dia com suas
obrigações, a realização de amortizações extraordinárias para redução do valor e prazo da dívida.
CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA – DA QUITAÇÃO DA DÍVIDA– No prazo de 30 (trinta) dias, a
contar da data da liquidação da dívida, a CAIXA CONSÓRCIOS S.A. fornecerá o respectivo termo de
quitação, sob pena de multa, em favor do(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S), equivalente a 0,5%
(meio por cento) ao mês ou fração, sobre o valor da carta de crédito. PARÁGRAFO ÚNICO – O(s)
DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) deverá(ão) apresentar ao Cartório de Registro de Imóveis o termo de
quitação para o fim de tornar plena a propriedade em seu favor, estando cientes de que as
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despesas/emolumentos e tributos decorrentes do referido ato serão de sua inteira responsabilidade.
O(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) se compromete(m), ainda, a informar o seu endereço de
correspondência atualizado. CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA – TRANSFERÊNCIA DE DÍVIDA –
O(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) poderá(ão) transmitir os direitos e as obrigações de que sejam
titulares sobre o imóvel aqui objetivado, desde que haja prévia e expressa anuência da CAIXA
CONSÓRCIOS S.A. ou do novo CREDOR FIDUCIÁRIO, nos casos em que tenha ocorrido a cessão
do crédito, e que o adquirente assuma integralmente as obrigações previstas neste instrumento.
CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS– Declara(m) o(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S) estar ciente(s) de que: PARÁGRAFO PRIMEIRO– A tolerância, por qualquer dos
contratantes, quanto a demora, atraso ou omissão da outra parte no cumprimento das obrigações
ajustadas neste instrumento, ou a não aplicação, na ocasião oportuna, das cominações aqui
constantes, não acarretará o cancelamento das penalidades, nem dos poderes ora conferidos,
podendo ser aplicadas aquelas e exercidos estes, a qualquer tempo, caso permaneçam as causas.
PARÁGRAFO SEGUNDO– O(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) responde(m) por todas despesas
decorrentes da presente compra e venda e do crédito com alienação fiduciária em garantia, inclusive
aquelas relativas a emolumentos e despachante para obtenção das certidões dos distribuidores
forenses, da municipalidade e de propriedade, as necessárias à sua efetivação e as demais que se lhe
seguirem, inclusive as relativas a emolumentos e custas de Serviço de Notas e de Serviço de Registro
de Imóveis, de quitações fiscais e qualquer tributo devido sobre a operação, que venha a ser cobrado
ou criado. PARÁGRAFO TERCEIRO – O(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) fica(m) ainda
responsável(is) pelo cumprimento das regras do Contrato de Adesão anteriormente pré-acordado.
CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA – LEILÃO EXTRAJUDICIAL – Uma vez consolidada a propriedade
em nome da CAIXA CONSÓRCIOS S.A. ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIOS, em virtude da mora
não purgada e transformada em inadimplemento absoluto, deverá(ão) imóvel(is) ser alienado(s) pela
CAIXA CONSÓRCIOS S.A. a terceiros, com observância dos procedimentos previstos na Lei nº
9.514/97, com as alterações introduzidas pela Lei nº 10.931/04. PARÁGRAFO PRIMEIRO – Em
atendimento ao disposto no art. 24, inciso VI, da Lei nº 9.514/97, para efeito de venda em público
leilão, o valor expresso em garantia é aquele referenciado no caput da CLÁUSULA QUINTA deste
Instrumento, atualizado este valor por meio de laudo de avaliação realizado por engenheiro
credenciado à época do leilão. PARÁGRAFO SEGUNDO – Em atendimento ao disposto no art. 27, da
Lei nº 9.514/97, abaixo transcritos: § 1º – Se, no primeiro público leilão, o maior lance oferecido for
inferior ao valor do imóvel, estipulado na forma do inciso VI do art. 24, será realizado o segundo leilão,
nos quinze dias seguintes.§ 2º – No segundo leilão, será aceito o maior lance oferecido, desde que
igual ou superior ao valor da dívida, das despesas, dos prêmios de seguro, dos encargos legais,
inclusive tributos, e das contribuições condominiais. § 3º – Para os fins do disposto neste artigo,
entende-se por: I – Dívida: o saldo devedor da operação de alienação fiduciária, na data do leilão,
nele incluídos os juros convencionais, as penalidades e os demais encargos contratuais. Il –
Despesas: a soma das importâncias correspondentes aos encargos e às custas de intimação e às
necessárias à realização do público leilão, nestas compreendidas as relativas aos anúncios e à
comissão do leiloeiro. § 4º – Nos cinco dias que se seguirem à venda do imóvel no leilão, o credor
entregará ao devedor a importância que sobejar, considerando-se nela compreendido o valor da
indenização de benfeitorias,depois de deduzidos os valores da dívida e das despesas e encargos de
que tratam os §§ 2º e 3º, fato esse que importará em recíproca quitação, não se aplicando o disposto
na parte final do art. 1.219 do Código Civil de 2002. § 5º – Se, no segundo leilão, o maior lance
oferecido não for igual ou superior ao valor referido no § 2º, serão observados os termos da Lei
11.795, de 2008, em especial o §6º do artigo 14. § 6º – O credor, no prazo de cinco dias a contar do
pagamento integral das obrigações pecuniárias estabelecidas no contrato de participação em grupo de
consórcio, dará ao devedor quitação da dívida, mediante termo próprio. § 7º – Se o imóvel estiver
locado, a locação poderá ser denunciada com o prazo de trinta dias para desocupação, salvo se tiver
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havido aquiescência por escrito da CREDORA FIDUCIÁRIA, devendo a denúncia ser realizada no
prazo de 90 (noventa) dias a contar da data da consolidação da propriedade pela CREDORA
FIDUCIÁRIA, devendo essa condição constar expressamente em cláusula específica do Contrato de
Locação, destacando-se das demais por sua apresentação gráfica. § 8º – Responde(m) o(s)
DEVEDOR(S) FIDUCIANTE(S) pelo pagamento dos impostos, das taxas, das contribuições
condominiais e de quaisquer outros encargos que recaiam ou venham a recair sobre o imóvel, cuja
posse tenha sido transferida para a CREDORA FIDUCIÁRIA, nos termos deste artigo, até a data em
que a CREDORA FIDUCIÁRIA vier a ser imitida na posse. PARÁGRAFO TERCEIRO – O(s)
DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) pode(m), com a anuência da CAIXA CONSÓRCIOS S.A., abrir mão
de seu eventual direito sobre o imóvel dado em garantia para pagamento da dívida, dispensados os
procedimentos previstos nesta cláusula. CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA – DA DESAPROPRIAÇÃO
– No caso de desapropriação do imóvel dado em garantia, a CREDORA FIDUCIÁRIA receberá do
poder expropriante a indenização correspondente, imputando-a na solução da dívida e liberando o
saldo que sobejar, se houver, ao(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S). PARÁGRAFO PRIMEIRO – Se
a indenização de que trata o caput desta cláusula for inferior ao saldo da dívida, o(s) DEVEDOR(ES)
FIDUCIANTE(S), suportará(ão) a diferença apurada, sob pena de cobrança judicial da importância
remanescente, que será acrescida de 20% (vinte por cento) a título de honorários advocatícios.
PARÁGRAFO SEGUNDO– O(s) DEVEDOR(ES) FIDUCIANTE(S) declaram-se cientes de que
eventual desapropriação de quaisquer dos imóveis não gera direito a qualquer indenização
securitária. CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA – Em atendimento ao disposto na Lei nº 7.433/85 e no
Decreto nº 93.240/86, foram apresentadas e arquivadas no processo de compra e venda, objeto deste
instrumento, as Certidões: I - DO VENDEDOR Certidão de Quitação de Tributos e Contribuições
Federais; Certidão Negativa da Justiça Federal; Certidão de Feitos Ajuizados (Certidões negativas de
distribuição de processos cíveis e trabalhistas emitidas pelos respectivos fóruns da comarca de
domicílio do vendedor) II – DO IMÓVEL Certidão Atualizada de Inteiro Teor da Matrícula, autenticada
pelo cartório, contendo a cadeia sucessória de todos os proprietários anteriores do imóvel; Certidões
de ônus e ações reais pessoais e reipersecutórias; Certidão Negativa de Débitos do IPTU.
PARÁGRAFO ÚNICO – Declaram, os VENDEDOR(ES), sob as penas da lei, que sobre o imóvel
transacionado não pesam quaisquer ônus reais, pessoais, fiscais, judiciais ou extrajudiciais, divida,
arrestos, sequestros ou de restrições de qualquer natureza, inclusive, ações reais, pessoais ou
reipersecutórias. CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA– Nos termos do art. 5º, da Lei nº 11.795/08, a
administradora de consórcios é a pessoa jurídica prestadora de serviços com objeto social principal
voltado à administração de grupos de consórcio, constituída sob a forma de sociedade limitada ou
sociedade anônima, nos termos do art. 7º, da mencionada lei. PARÁGRAFO ÚNICO – Conforme
disposto no § 5º do art. 5º, da Lei nº 11.795/08, os bens e direitos adquiridos pela administradora em
nome do grupo de consórcio, inclusive os decorrentes de garantia, bem como seus frutos e
rendimentos, não se comunicam com o seu patrimônio, observado que: I – Não integram o ativo da
administradora; II – Não respondem direta ou indiretamente por qualquer obrigação da administradora;
III – Não compõem o elenco de bens e direitos da administradora, para efeito de liquidação judicial ou
extrajudicial; IV – Não podem ser dados em garantia de débito da administradora. CLÁUSULA
VIGÉSIMA OITAVA –REPRESENTANTES – Os representantes legais da CAIXA CONSÓRCIOS S.A.
com poderes para assinarem, sempre em conjunto de dois dos representantes, ou com um dos
diretores, o presente instrumento, conforme procuração anexa, são: I – Diretor Presidente, _______.
CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA –FORO– As partes elegem o Foro da Sede da Seção Judiciária da
Justiça Cível, com jurisdição da localidade onde estiver situado o imóvel, que será o único competente
para dirimir as dúvidas e as questões decorrentes deste instrumento, renunciando, desde já, a
qualquer outro, por mais privilegiado que seja. INFORMAÇÕES ADICIONAIS I - O recolhimento do
Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis – ITBI ao município onde está situado o imóvel é de
responsabilidade do COMPRADOR, sendo deste, a obrigatoriedade de efetuar o pagamento junto à
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Prefeitura local. Pela OUTORGANTE VENDEDORA me foram apresentados os seguintes
documentos: 1- TALÃO DE IMPOSTO: Prefeitura Municipal de Linhares - Estado do Espirito Santo -
Secretaria Municipal de Finanças. DAM - Código Febraban 2439 - Exercício 2015 - Parcela Única -
Número de Distribuição _______ - Emissão _______ - Vencimento 15/05/2015 -_______adq. de
_______ - Lote _______ - Quadra _______ - _______ - Avaliação R$ _______. ITBI (Compra/Venda
2%) R$ _______. ITBI (Financiamento 0,5%) R$ _______. Taxas R$ _______. Total Recolhido: R$
_______. Pagos no BANESTES S/A em _______. 2- CERTIDÃO NEGATIVA DE DÍVIDA À
FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL expedida por meio eletrônico - Estado do Espírito Santo - Secretaria
de Estado da Fazenda - nº _______. Certifico que em nome de GISELI DA SILVA LIMA, não existem
nesta repartição qualquer débito à Fazenda Pública Estadual, em fase de cobrança executiva ou para
ser executada. Certidão emitida em 05/12/2014 válida até 05/03/2015. Autenticação Eletrônica:
_______. 3- CERTIDÃO NEGATIVA MUNICIPAL expedida por meio eletrônico - Prefeitura Municipal
de Linhares - Secretaria Municipal de Finanças - Área de Fiscalização Tributária - Certidão sob nº
_______ devidamente inscrito nesta municipalidade sob nº_______. Chave de validação da certidão:
_______, datada de _______, com validade para 60 dias; as certidões descritas nos itens 2 e, 3,
fazem parte do presente instrumento de acordo com o art. 1º, incisos III e IV e art. 2º, do Decreto nº
93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do Código de Normas da Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado
do Espírito Santo. 4-De acordo com Ofício Circular nº 30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da
Justiça do Estado do Espírito Santo, e Ofício Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra
Eliana Calmon - Corregedora Nacional de Justiça, a OUTORGANTE VENDEDORA e
OUTORGADO COMPRADOR, foram cientificadas quanto a expedição da Certidão Negativa de
Débitos Trabalhistas, nos termos do Art. 642-A, da Consolidação das Leis do Trabalho. 5-
CERTIDÃO NEGATIVA DE INTERDIÇÃO E TUTELA, em nome de _______, expedida pelo Cartório
de Notas e Registro Civil da Comarca de _______, datada de_______. 6- CERTIDÕES DE CITAÇÃO
DE AÇÕES REAIS E PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS, expedidas pelo Cartório
de Registro Geral de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Linhares-ES, em 05/05/2015. A
OUTORGANTE VENDEDORA, declara sob pena de responsabilidade civil e penal, que não existem
ações reais e pessoais reipersecutórias relativas ao imóvel objeto deste instrumento e de outros ônus
reais incidentes sobre o mesmo; declarando ainda sob as penas da Lei e para os fins e efeitos da Lei
Federal nº 8.212 de 24/07/91 e da OS nº 211/99 do Diretor de Arrecadação e Fiscalização do INSS,
que como pessoas físicas não estão equiparados à empresa. Conforme determina o art. 14, do
Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria Nacional de Justiça,
datado de 25 de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr. Conselheiro Guilherme Calmon,
Corregedor Nacional de Justiça em exercício, foram realizadas buscas, na presente data, junto
à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo encontrado qualquer
anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste ato, de acordo com Relatório de Consulta de
Indisponibilidade emitido às 09:36:53 e 09:37:48, do dia _______ – Código HASH_______. A
DOI referente ao presente instrumento será emitida regularmente e enviada SRF, no prazo
estabelecido pela IN RFB nº 1.112 de 28/12/2010. AS PARTES ESTÃO CIENTES DO ART. 632 DO
CÓDIGO DE NORMAS DA EGRÉGIA CORREGEDORIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO, COM
A SEGUINTE TRANSCRIÇÃO: "ART. 632 - O NOTÁRIO, COMO AUTOR DO INSTRUMENTO
PÚBLICO, NÃO ESTARÁ VINCULADO ÀS MINUTAS QUE LHE FOREM SUBMETIDAS, PODENDO
REVISÁ-LAS OU NEGAR-LHES ACOLHIMENTO, SE ENTENDER QUE O ATO A SER LAVRADO
NÃO PREENCHE OS REQUISITOS LEGAIS AO PRESENTE CARTÓRIO".Escrita esta e lida em voz
alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a
presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e raso.
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________________________________________________________________________________
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DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj
[{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
CAIXA
____________________________________________________
FULANO DE TAL
____________________________________________________
FULANA DE TAL
4.2.3. ESCRITURA PÚBLICA DE DAÇÃO EM
PAGAMENTO
CÓDIGO CIVIL
Art. 356. O credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida.
Art. 357. Determinado o preço da coisa dada em pagamento, as relações entre as
partes regular-se-ão pelas normas do contrato de compra e venda.
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE DAÇÃO EM
PAGAMENTO QUE FAZEM ________ E
________ LTDA., NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos a presente Escritura Pública de
Dação em pagamento virem que, aos ________ dias do mês de ________ do ano de ________,
em Cartório, sito na Avenida ________, nº ________, Centro, Linhares, Estado do Espírito Santo,
perante mim, Tabelião do Segundo Ofício de Notas, compareceram partes entre sí, justas e
contratadas, a saber: de um lado, como OUTORGANTE DEVEDOR,________; e de outro lado
como OUTORGADA CREDORA, ________ LTDA, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no
CNPJ/MF sob o nº ________, com sede na Avenida ________, neste ato representada
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________________________________________________________________________________
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por________. Os presentes identificados e reconhecidos como os próprios por mim, Tabelião,
juridicamente capazes, de cujas identidades e capacidade jurídica dou fé. Pelo OUTORGANTE
DEVEDOR e OUTORGADA CREDORA, nas pessoas de seus representantes, me foi dito sob
pena de responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos foram apresentados nos
originais para a lavratura deste ato, e que esses são autênticos e verdadeiros. E, pelo
OUTORGANTE DEVEDOR me foi dito que sendo senhor e legítimo possuidor, livre e
desembaraçado de quaisquer ônus do: Um terreno urbano, constituído por parte do lote nº
________ da quadra nº ________, medindo 10,00 metros de frente e fundos, por 20,00
metros ditos da frente aos fundos, ou seja, 200,00m2 (duzentos metros quadrados), situado
e localizado na Rua Espírito Santo, do lado impar, distando 10,00 metros da esquina com a
Avenida ________, nesta cidade, município e comarca de ________, dentro das seguinte
divisas e confrontações: Pela frente com a Rua Espírito Santo, de ambos os lados dividindo
com parte do mesmo lote nº 05, e finalmente aos fundos dividindo com o lote nº 04;
devidamente matriculado no Cartório do 1º Ofício de Registro Imóveis da Comarca de
________, sob nº ________, do Livro nº 2, de ordem. Cadastro da Prefeitura Municipal de
________.E que possuindo o dito imóvel livre e desembaraçado de ônus judiciais ou extrajudiciais
e responsabilidades futuras, está ajustado e contratado com a Outorgada Credora para lhe dar em
pagamento o referido imóvel, como efetivamente dado o tem, por bem desta escritura e na melhor
forma de direito. Que ele Outorgante Devedor, precisando da quantia de R$ ________, recorreu à
Outorgada Credora, e dela recebeu por empréstimo a referida importância, para lhe ser paga em
01 (uma) prestação, sem juros, nem correção monetária, no prazo de 01 (um) mês, a contar do
recebimento da referida quantia, que foi no dia ________. Que ele, Outorgante Devedor, não pode
por motivos alheios à sua vontade, honrar o pagamento na forma convencionada. Que, não
podendo ele Outorgante Devedor solver a dívida na forma ajustada, propôs à Outorgada Credora
dar-lhe como dação em pagamento da totalidade da dívida o imóvel acima descrito e
caracterizado, o que foi aceito pela mesma, razão pela qual ele Outorgante Devedor, em
pagamento da citada dívida de R$ ________, dá à Outorgada Credora, neste ato, o imóvel acima
descrito e caracterizado e lhe cede e transfere todo domínio, direito, ação e posse que tinha sobre
o dito imóvel, havendo-o desde já por empossada no mesmo, por força deste instrumento e da
cláusula CONSTITUTI, obrigando-se por ele, Outorgante Devedor, por si, herdeiros e sucessores,
a fazer esta escritura de dação em pagamento sempre boa, firme e valiosa a todo tempo,e
respondendo ainda pela evicção de direito se chamado à autoria. Que, em face da presente dação
em pagamento, a Outorgada Credora, pela presente, dá ao Outorgante Devedor plena, rasa, geral
e irrevogável quitação da mencionada dívida de R$ ________, para não mais do mesmo declamar
com fundamento nesta transação se obrigando por si, herdeiros e sucessores, a fazer esta
quitação sempre boa, firme e valiosa a todo tempo, e por este mesmo instrumento autorizam o
Cartório do 1º Ofício de Registro Geral de Imóveis de Comarca de ________, a proceder o
registro em nome da Outorgada Credora. Pelas partes me foram apresentadas os seguintes
documentos: 1- CERTIDÃO NEGATIVA DE DÍVIDA À FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL
expedidas por meio eletrônico - Estado do Espírito Santo - Secretaria de Estado da Fazenda -
nº________. Certifico que em nome de ________não existem nesta repartição quaisquer débitos
à Fazenda Pública Estadual, em fase de cobrança executiva ou para ser executada. Certidão
emitida em ________válida até ________. Autenticação Eletrônica: ________. 2- CERTIDÃO
NEGATIVA DE DÉBITOS RELATIVOS AOS TRIBUTOS FEDERAISE À DÍVIDA ATIVA DA
UNIÃO, expedida por meio eletrônico - Ministério da Fazenda - Procuradoria - Geral da Fazenda
Nacional - Secretaria da Receita Federal do Brasil. ________ - CPF/MF nº ________. Certidão
emitida com base na Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 1.751, de 02 de outubro de 2014, às
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________________________________________________________________________________
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________ do dia ________ válidas até ________. Códigos de Controle da Certidão: ________; as
certidões descritas nos itens 1, 2 e 3, fazem parte do presente instrumento de acordo com o art.
1º, incisos III e IV e art. 2º, do Decreto nº 93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do Código de Normas da
Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito Santo. 4 -De acordo com Ofício Circular
nº 30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Espírito Santo, e Ofício
Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra Eliana Calmon - Corregedora Nacional
de Justiça, o OUTORGANTE DEVEDOR e OUTORGADA CREDORA, na pessoa de seus
representantes, foram cientificados quanto à expedição da Certidão Negativa de Débitos
Trabalhistas, nos termos do Art. 642-A, da Consolidação das Leis do Trabalho. CERTIDÃO
NEGATIVA DE DÉBITOS TRABALHISTAS Nome: ________ Certidão nº: ________. Validade:
________ - 180 (cento e oitenta) dias, contados da data de sua expedição. 5- CERTIDÃO
NEGATIVA DE INCAPACIDADE CIVIL, em nome de ________, expedida pelo Cartório de
Registro Civil da Comarca de Linhares-ES, datada de ________. 6-CERTIDÕES DE CITAÇÕES
DE AÇÕES REAIS E PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS, expedida pelo
Cartório de Registro Geral de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de ________, em ________. Pelo
OUTORGANTE DEVEDOR, ainda me foi dito, que declara sob pena de responsabilidade civil e
penal, que não existem ações reais e pessoais reipersecutórias relativas ao imóvel, objeto deste
instrumento e de outros ônus reais incidentes sobre o mesmo. Pela OUTORGADA CREDORA,
nas pessoas de seus representantes, me foi dito que dispensa a apresentação da Certidão
Negativa de Débitos da Fazenda Pública Municipal, na forma do Decreto nº 93.240 de 09/09/1986,
ficando a mesma responsável nos termos da lei, pelo pagamento de débitos fiscais existentes,
relacionados ao imóvel objeto deste instrumento. A OUTORGADA CREDORA, na pessoa de
seus representantes, está ciente que deverá recolher o Imposto de Transmissão de Bens
Imóveis (ITBI) e apresentar o comprovante de pagamento por ocasião do registro desta
escritura, nos termos do Art. 550 do Código de Normas da Corregedoria Geral da Justiça
do Espírito Santo.Conforme determina o art. 14, do Provimento nº 39/2014, do Conselho
Nacional de Justiça – Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25 de julho de 2014, assinado
pelo Exmº. Sr. Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em exercício,
foram realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens -
CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos
OUTORGANTE DEVEDOR e reciprocamente OUTORGADA CREDORA que impeçam a lavratura
deste ato, de acordo com Relatórios de Consulta de Indisponibilidade emitidos às ________.AS
PARTES FORAM CIENTIFICADAS QUE NA DATA DA LAVRATURA DA PRESENTE
ESCRITURA PÚBLICA, NÃO CONSTAM QUAISQUER TIPOS DE IMPEDIMENTOS,
INDISPONIBILIDADES OU AVERBAÇÃO DE CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA (CDA) NA
MATRÍCULA DO IMÓVEL OBJETO DO ATO, QUE IMPEÇAM A TRANSFERÊNCIA EFETIVA
DO IMÓVEL NO CARTÓRIO DE REGISTRO GERAL DE IMÓVEIS, CONFORME COMPROVA
CERTIDÃO DE ÔNUS REAIS, EXPEDIDA PELO REFERIDO CARTÓRIO DA CIRCUNSCRIÇÃO
IMOBILIÁRIA; SENDO, AINDA, ORIENTADAS AS PARTES, POR ESSAS NOTAS, QUANTO À
NECESSIDADE DE SEU REGISTRO JUNTO AO REGISTRO IMOBILIÁRIO, PARA
EFETIVAMENTE TRANSFERIR A PROPRIEDADE O IMÓVEL.A DOI referente ao presente
instrumento será emitida regularmente e enviada à SRF, no prazo estabelecido pela IN RFB nº
1.112 de 28/12/2010.Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme,
aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o
Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz
digitar, subscrevo e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}],
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74
Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp
[{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
FULANO DE TAL
____________________________________________________
FULANA DE TAL
4.2.4. ESCRITURA PÚBLICA DE CESSÃO DE DIREITOS
HEREDITÁRIOS
CÓDIGO CIVIL
Art. 1.793. O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o co-
herdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública.
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE CESSÃO E TRANSFERÊNCIA DE
DIREITOS HEREDITÁRIOS QUE ENTRE SI FAZEM COMO
OUTORGANTE CEDENTE: ________; E, OUTORGADA
CESSIONARIA: ________, NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos a presente Escritura Publica de Cessão de
Meação e Transferência de Direitos Hereditários virem que, aos ________ dias do mês de ________
do ano de ________, em Cartório, situado na Avenida João Felipe Calmon, nº 735, Centro, Linhares
Estado do Espirito Santo, compareceram partes entre justas e convencionadas, saber de um lado
como OUTORGANTE CEDENTE:________; e de outro lado como OUTORGADA
CESSIONÁRIA:________. Pelo OUTORGANTE CEDENTE e OUTORGADA CESSIONÁRIA, me foi
dito sob pena de responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos foram apresentados nos
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originais para a lavratura deste ato, e que esses são autênticos e verdadeiros. E, pelo OUTORGANTE
CEDENTE, me foi dito que pela presente escritura e na melhor forma de direito cede e transfere
como de fato e na verdade ora cedido e transferido têm a OUTORGADA CESSIONÁRIA, todos os
seus direitos hereditários havidos com o falecimento de seu pai ________, que era brasileiro,
________, conforme Certidão de Óbito expedida pelo Cartório de Registro Civil da Sede da Comarca
de ________, matricula nº ________, datada de ________, que fica arquivada nestas Notas;
referente aoseguintebem imóvel adiante descrito: Um terreno urbano, constituído por parte do lote
nº ________ da quadra nº ________, medindo 10,00 metros de frente e fundos, por 20,00 metros
ditos da frente aos fundos, ou seja, 200,00m2 (duzentos metros quadrados), situado e
localizado na Rua Espírito Santo, do lado impar, distando 10,00 metros da esquina com a
Avenida ________, nesta cidade, município e comarca de ________, dentro das seguinte divisas
e confrontações: Pela frente com a Rua Espírito Santo, de ambos os lados dividindo com parte
do mesmo lote nº 05, e finalmente aos fundos dividindo com o lote nº 04; devidamente
matriculado no Cartório do 1º Ofício de Registro Imóveis da Comarca de ________, sob nº
________, do Livro nº 2, de ordem. Cadastro da Prefeitura Municipal de ________; com valor
aproximado deR$ ________; de forma onerosa, em virtude da presente cessão e transferência de
direitos hereditários, dá a mesma OUTORGADA como sub-rogado em todos os seus direitos ora
cedidos e transferidos e se obriga, por si e seus sucessores, a fazer a presente sempre boa, firme e
valiosa.Pela OUTORGADA CESSIONÁRIA, me foi dito, que aceita a presente escritura como nela se
contêm e declara, por estar a mesma de inteiro acordo com o ajustado e contratado entre si e o
OUTORGANTE CEDENTE, me apresentando os seguintes documentos: 1) TALÃO DE IMPOSTO:
Prefeitura Municipal de Linhares - Estado do Espírito Santo. Secretaria Municipal de Finanças. DAM -
Documento de Arrecadação Municipal - Código Febraban 2439 - Exercício 2017 - Parcela Única -
Número de Distribuição ________ - Data de Emissão ________ - Processo: ________ - Data de
Vencimento ________ – ________adq. de________- Avaliação R$ ________. ITBI (Compra e Venda
2%) - R$ ________. LAUDÊMIO 3% - R$ ________. Taxas - R$ ________. Total Recolhido:R$
________. Alvará de Licença expedido pela Prefeitura Municipal de Linhares e assinado pela
Secretaria Municipal de Finanças, ________. 2) CERTIDÃO NEGATIVA DE DÍVIDA À FAZENDA
PÚBLICA ESTADUAL, expedida por meio eletrônico - Estado do Espírito Santo - Secretaria de Estado
da Fazenda - nº 2017309509. Certifico que em nome de________, não existe nesta repartição
qualquer débito à Fazenda Pública Estadual, em fase de cobrança executiva ou para ser executada.
Certidão emitida em ________ válida até ________. Autenticação Eletrônica: ________. 3)
CERTIDÕES NEGATIVAS DE DÉBITOS DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - MMA - Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais renováveis - IBAMA, expedida por meio
eletrônico sob nº ________, em nome de ________, emitida em ________ válida até 21/07/2017.4)
CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS RELATIVOS AO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE
TERRITORIAL RURAL - ITR. NIRF: ________, expedida por meio eletrônico, com base na Instrução
Normativa RFB nº 735, de 02/05/2007, emitida às 15:56:52 do dia ________ válida até ________.
Código de controle da certidão: ________. 5) CERTIFICADO DE CADASTRO DE IMÓVEL RURAL -
CCIR - EMISSÃO 2015/2017 - Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA – Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária – INCRA - Dados do Imóvel Rural - Código Do Imóvel Rural ________
Denominação do Imóvel Fazenda ________. Área total(ha) ________ - Classificação Fundiária -
Média Propriedade Produtiva - Data da última atualização 14/06/2017. Área Certificada 0,0000.
Indicações para localização do imóvel rural Córrego do Esgoto. Município sede do imóvel rural -
Linhares. UF - ES. Módulo rural (ha) ________. Nº módulos rurais ________. Módulo fiscal(ha) -
________ - Nº módulos fiscais - ________ FMP(ha) - 2,00. Situação Jurídica do imóvel rural (áreas
registradas) - UF/Município do Cartório - Linhares - Data do registro - ________. CHS ou Ofício -
________. Matrícula ou Transcrição - ________ Área do imóvel rural(ha) - Registrada ________.
Posse a justo título - 0,0000. Posse por simples ocupação - 0,0000. Área medida. Dados do
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Detentor(Declarante) - Nome - ________ - CPF/CNPJ - ________. Nacionalidade - Brasileira - % de
detenção do imóvel rural - 0,67. Total de condôminos deste imóvel 15. Dados de controle - Data de
Lançamento 15/12/2016. Número do CCIR ________. Data de geração do CCIR ________. As
certidões descritas nos itens 5 a 9, fazem parte do presente instrumento de acordo com o art. 1º,
incisos III e IV e art. 2º, do Decreto nº 93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do Código de Normas da
Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito Santo. 10) De acordo com Ofício Circular nº
30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Espírito Santo, e Ofício Circular
nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra Eliana Calmon - Corregedora Nacional de Justiça, os
OUTORGANTES E RECIPROCAMENTE OUTORGADOS, foram cientificadas quanto a expedição
da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, nos termos do Art. 642-A, da Consolidação das
Leis do Trabalho. 6) CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS TRABALHISTAS - Nome: ________ -
Certidão nº: ________ - Expedição: ________, às 09:57:10 - Validade: ________ - 180 (cento e
oitenta) dias, contados da data de sua expedição. 11) CERTIDÕES NEGATIVAS DE INTERDIÇÃO
E TUTELA, em nome de ________, expedida pelo Cartório de Registro Civil e Tabelionato da
Comarca de Linhares-ES, datadas de ________. 7) CERTIDÕES DE CITAÇÃO DE AÇÕES REAIS E
PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS, expedidas pelo Cartório de Registro Geral de
Imóveis de Linhares-ES, datadas de ________. Pelo OUTORGANTE E RECIPROCAMENTE
OUTORGADO, ainda me foi dito, que declaram sob pena de responsabilidade civil e penal, que não
existem ações reais e pessoais reipersecutórias relativas ao imóvel objeto deste instrumento e de
outros ônus reais incidentes sobre o mesmo.Conforme determina o art. 14, do Provimento nº
39/2014, do Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25 de
Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional
de Justiça em exercício, foram realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional de
Indisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de
Indisponibilidade de Bens em nome do OUTORGANTE e OUTORGADOS que impeçam a
lavratura deste ato, de acordo com Relatório de Consulta de Indisponibilidade emitido às
________ do dia ________. Código HASH ________. A DOI referente ao presente instrumento será
emitida regularmente e enviada à SRF, no prazo estabelecido pela IN RFB nº 1.112 de
28/12/2010.Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam,
comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do
Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em
público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
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Tabelião
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FULANO DE TAL
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FULANA DE TAL
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4.2.5. ESCRITURA PÚBLICA DE PERMUTA
CÓDIGO CIVIL - Da Troca ou Permuta
Art. 533. Aplicam-se à troca as disposições referentes à compra e venda, com as
seguintes modificações:
I - salvo disposição em contrário, cada um dos contratantes pagará por metade as
despesas com o instrumento da troca;
II - é anulável a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes, sem
consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante.
**** Permuta Física
**** Permuta com torna
**** Permuta Financeira
**** Permuta com atribuição de unidade
**** Permuta com reserva de fração
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Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE PERMUTA, QUE FAZEM
COMO PRIMEIROS PERMUTANTES – _____;
COMO SEGUNDA PERMUTANTE – SPE
EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO _____, NA
FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos a presente Escritura Pública de Permuta
virem que, aos _____ dias do mês de _____ do ano de _____, neste Cartório, sito na Avenida
_____, nº_____, Centro, Linhares, Estado do Espírito Santo, perante mim, Tabelião,
compareceram partes entre sí, justas e contratadas, a saber de um lado denominados como
PRIMEIROS PERMUTANTES: _____; e de outro lado, denominadacomo SEGUNDA
PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA:SPE EMPREENDIMENTO
IMOBILIÁRIO _____, firma de personalidade jurídica inscrita no CNPJ/MF sob o nº _____, com
sede na Avenida _____, neste ato representada por seu sócio administrador Sr. _____. Os
presentes identificados e reconhecidos como os próprios por mim, Tabelião, juridicamente
capazes, de cujas identidades e capacidade jurídica dou fé. Pelos Outorgantes e Reciprocamente
Outorgados, me foi dito sob pena de responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos
foram apresentados nos originais para a lavratura deste ato, e que esses são autênticos e
verdadeiros. OS PRIMEIROS E A SEGUNDA PERMUTANTES, tem entre si justo e contratados a
presente PERMUTA, mediante as cláusulas e condições seguintes: CLÁUSULA PRIMEIRA:
Pelos PRIMEIROS PERMUTANTES, me foi dito que sendo senhores e legítimos possuidores,
livre e desembaraçado de quaisquer ônus reais, restrições legais ou convencionais, além da
quitação com débitos ou tributos municipais, conforme se verifica com apresentação da Certidão
Negativa Municipal adiante transcrita, do seguinte imóvel: Lote nº _____ da quadra nº _____,
situado nesta Cidade de Linhares, medindo a área de _____m² (_____), com as seguintes
confrontando-se e dimensões: Norte, lote nº 05, com 30,00m; Sul, lote nº 08, com 30,00m;
Leste, lotes nºs 16 e 17, com 23,20m; e, a Oeste, Avenida Augusto Calmon, com 23,20m;
devidamente matriculado no 1º Ofício de Registro de Imóveis da Comarca de Linhares-ES
sob nº _____, do Livro 2, de ordem. Inscrição Imobiliária sob nº _____. Cadastro Predial nº
_____. CLÁUSULA SEGUNDA - DA FORMA DA PERMUTA - OS PRIMEIROS PERMUTANTES
acham-se contratados com a SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA
SPE EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO _____LTDA sobre a permuta do imóvel descrito e
caracterizado na Cláusula Primeira, pelas seguintes unidades do empreendimento que será
construído sobre o referido imóvel pela SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E
INCORPORADORA, a seguir descritas: 1- OS PRIMEIROS PERMUTANTES _____ acham-se
contratados em permutar o imóvel constituído Lote nº _____ da quadra nº _____, situado nesta
Cidade de Linhares, medindo a área de _____, pelas seguintes unidades: APARTAMENTO Nº
_____, com 2 (DUAS) vagas de garagem de nºs 03 (três) e 04 (quatro) do Pavimento Térreo,
com área privativa de 92,94m² (noventa e dois virgula noventa e quatro metros quadrados),
fração ideal nas partes comuns e no terreno de _____; APARTAMENTO Nº _____, com 2 (DUAS)
vagas de garagem de nºs 05 (cinco) e 06 (seis) do Pavimento Térreo, com área privativa de
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92,94m² (noventa e dois virgula noventa e quatro metros quadrados), fração ideal nas partes
comuns e no terreno de _____; APARTAMENTO Nº _____, com 2 (DUAS) vagas de garagem de
nºs 10 (dez) e 10A (dez a) do Pavimento Térreo, com área privativa de 92,94m² (noventa e
dois virgula noventa e quatro metros quadrados), fração ideal nas partes comuns e no terreno
de _____; APARTAMENTO Nº _____, com 2 (DUAS) vagas de garagem de nºs 11 (onze) e 11A
(onze a) do Pavimento Térreo, com área privativa de 92,94m² (noventa e dois virgula
noventa e quatro metros quadrados), fração ideal nas partes comuns e no terreno de _____.
CLÁUSULA TERCEIRA - VALORES ATRIBUÍDOS AOS IMÓVEIS: Lote nº _____da quadra nº
_____ R$ _____; APARTAMENTO Nº _____, com 2 (duas) vagas de garagem de nºs 03 (três) e
04 (quatro) do Pavimento Térreo), R$ _____; APARTAMENTO Nº _____, com 2 (DUAS) vagas
de garagem de nºs 05 (cinco) e 06 (seis) do Pavimento Térreo), R$ _____; APARTAMENTO Nº
_____, com 2 (DUAS) vagas de garagem de nºs 10 (dez) e 10A (dez a) do Pavimento Térreo),
R$ _____; APARTAMENTO Nº _____, com 2 (DUAS) vagas de garagem de nºs 11 (onze) e 11A
(onze a) do Pavimento Térreo), R$ _____. CLÁUSULA QUARTA DA PERMUTA - Que assim
pela presente escritura e na melhor forma de direito, os PRIMEIROS PERMUTANTES _____,
permutam todo o direito, posse, domínio e ação que tinha no imóvel descrito na Clausula Primeira,
item 1, o qual fica pertencendo a SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E
INCORPORADORA SPE EMPREENDIMENTO IMOBILIÁRIO _____ LTDA, prometem por si e
seus sucessores legítimos fazer a presente permuta boa, firme e valiosa para sempre, pondo a
SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA a paz e a salvo de dívidas
futuras e, se chamados autoria, responder pela evicção de direito, pelas unidades constituídas por
apartamentos de nºs APARTAMENTO Nº _____, com 2 (duas) vagas de garagem de nºs 03
(três) e 04 (quatro) do Pavimento Térreo); APARTAMENTO Nº _____, com 2 (DUAS) vagas de
garagem de nºs 05 (cinco) e 06 (seis) do Pavimento Térreo); APARTAMENTO Nº _____, com 2
(DUAS) vagas de garagem de nºs 10 (dez) e 10A (dez a) do Pavimento Térreo);
APARTAMENTO Nº _____, com 2 (DUAS) vagas de garagem de nºs 11 (onze) e 11A (onze a)
do Pavimento Térreo, com suas respectivas frações ideais nas coisas comuns do terreno; que
serão construídos pela SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA e,
entregues segundo especificações constantes do Memorial Descritivo do empreendimento, parte
integrante do MEMORIAL DE INCORPORÇÃO que será registrado no Cartório de Registro de
Imóveis da Comarca de Linhares-ES, totalmente livres e desembaraçados de quais ônus reais, as
quais ficarão pertencendo aos PRIMEIROS PERMUTANTES _____, dando-se assim, eles
permutantes, plena e mútua quitação, e transmitindo entre si toda posse, domínio, direito e ação
que tinham sobre os imóveis ora permutados, e se empossam nos mesmos, por força desta
escritura e da “cláusula constituti”. CLÁUSULA QUINTA - As unidades permutadas serão
entregues aos PRIMEIROS PERMUTANTES segundo as especificações constantes do memorial
descritivo do empreendimento "_____" que será construído pela SEGUNDA PERMUTANTE
CONSTRUTORA E INCORPORADORA, que é parte integrante do Memorial de Incorporação que
será registrado no Cartório de Registro Geral de Imóveis 1° Ofício da Comarca de Linhares-ES,
totalmente livres e desembaraçadas de quaisquer ônus, exceto as despesas de transferência tais
como taxas de avaliação, Imposto de Transmissão de Bens Imóveis e Direitos a Eles Relativos,
Laudêmio caso haja, lavratura de escritura e registro imobiliário. Todas as unidades permutadas
serão entregues prontas e acabadas, conforme memorial descritivo na NBR 12.721/2006, livres e
desembaraçadas de quaisquer Ônus com Certificado de Conclusão, Registro de Instituição e
Especificação de Condomínio, e outros documentos relativos à construção do edifício, INSS,
IPTU, FGTS, Ações Trabalhistas, Habite-se e outras relativas a construção do "_____". Sobre as
unidades destinadas aos PRIMEIROS PERMUTANTES e objeto da presente escritura, não
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recairá nenhum custo para a mesma até a emissão do Certificado de Conclusão da Obra, exceto
as despesas necessárias à lavratura e registro da presente escritura, tais como ITBI, laudêmio,
custas de Cartórios de Notas e Registro, e os custos derivados de modificações arquitetônicas
solicitadas pelos PRIMEIROS PERMUTANTES em suas unidades. CLAUSULA SEXTA DA
INCORPORAÇÃO - De acordo com as condições estabelecidas nesta Escritura, os PRIMEIROS
PERMUTANTES autorizam a SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA
a promover, na forma da Lei 4.591/64 e demais legislações pertinentes à espécie, o registro da
incorporação imobiliária do empreendimento denominado "_____" no Cartório de Registro Geral
de Imóveis de Linhares-ES, para que possa a SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E
INCORPORADORA, na condição de proprietária,construtora e incorporadora, negociar a venda
e/ou alienar as diversas frações ideais do terreno vinculadas às unidades do empreendimento,
com exceção das frações ideais correspondentes às unidades e respectivas vagas destinadas aos
PRIMEIROS PERMUTANTES, já mencionadas. CLAUSULA SÉTIMA - O empreendimento
constituído por apartamentos com suas respectivas vagas de garagem, e vaga de garagem extra,
será edificado pela SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA de acordo
com o projeto arquitetônico aprovado na Prefeitura Municipal de Linhares - ES, sob o n° _____,
em _____, cujas áreas e frações ideais estão especificadas na NBR 12.721/2006, que farão parte
integrante desta escritura. CLAUSULA OITAVA - Sobre o terreno será construído um
empreendimento possuindo 01 (um) pavimento subsolo com 23 vagas de garagem para veículos
de passeio, sendo 17 vagas soltas e 6 vinculadas, escada de acesso, 2 elevadores, circulação,
cisterna, rampa de acesso e área de manobra para veículos; 01 (um) pavimento térreo com 15
vagas de garagem para veículos de passeio, sendo 13 vagas soltas e 2 vinculadas, escada de
acesso, 2 elevadores, sala de medidores, guarita com wc, portaria, sala de pressurização, wc
masculino, wc feminino, copa, circulação, rampa, rampa de acesso ao pavimento subsolo, rampa
de acesso ao pavimento mezanino, central de gás e área de manobra para veículos; 01 (um)
pavimento mezanino 8 vagas de garagem para veículos de passeio, sendo 4 vagas soltas e 4
vinculadas, escada de acesso, circulação, 2 elevadores, rampa de acesso ao pavimento pilotis e
área de manobra para veículos; 01 (um) pavimento pilotis com 19 vagas de garagem para
veículos de passeio, sendo 15 vagas soltas e 4 vinculadas, escada de acesso, circulação, 2
elevadores e rampa de acesso; 08 (oito) pavimentos tipo com escada de acesso, circulação, 2
elevadores, 4 apartamentos por andar, compostos de sala estar/jantar, varanda, 2 quartos, 1
suíte, circulação, banheiro social, cozinha, área de serviço e wc de serviço, numerados 401 a 404,
501 a 504, 601 a 604, 701 a 704, 801 a 804, 901 a 904, 1001 a 1004, 1101 a 1104, com área
privativa de 92,94m² (noventa e dois virgula noventa e quatro metros quadrados); pavimento
lazer com escada de acesso, 2 elevadores, casa de bomba de incêndio, barrilete, circulação,
churrasqueira, praça do lual, rampa de acesso a piscina, escada de acesso a piscina, piscina com
deck, ducha e quadra de esportes. CLAUSULA NONA - O projeto arquitetônico do
empreendimento não poderá sofrer grandes alterações nas áreas comuns, a não ser por
imposição dos poderes públicos competentes, ou com o prévio e expresso consentimento dos
PRIMEIROS PERMUTANTES, assim como o memorial descritivo elaborado pela SEGUNDA
PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA, devendo, caso haja necessidade
comprovada de modificação de qualquer dos acabamentos previstos, serem utilizados materiais
de equivalente qualidade. CLAUSULA DÉCIMA - É permitido aos PRIMEIROS PERMUTANTES
visitarem a construção do empreendimento, em data(s) específica(s) previamente agendadas, e
desde que atendidas as normas de segurança, de acordo com o estágio das obras. CLAUSULA
DÉCIMA PRIMEIRA DA POSSE - OS PRIMEIROS PERMUTANTES imitem neste ato a
SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA na posse mansa e pacífica
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do respectivo terreno sobre o qual detém o domínio, objeto da presente escritura, para que a
SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA possa realizar o
empreendimento imobiliário. OS PRIMEIROS PERMUTANTES obrigam-se ainda a responder pela
evicção de direito, e transmitem neste ato, em caráter definitivo para a SEGUNDA PERMUTANTE
CONSTRUTORA E INCORPORADORA todo direito, domínio útil, posse e ação que detém sobre
o referido terreno. CLAUSULA DÉCIMA SEGUNDA - A partir da data da presente escritura, é de
responsabilidade exclusiva da SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E
INCORPORADORA o pagamento de todos os impostos e taxas, foros e despesas (água e luz)
que incidirem sobre o terreno objeto desta escritura, as quais serão pagas mesmo que
nominalmente cobrados da PRIMEIRA PERMUTANTE. CLAUSULA DÉCIMA TERCEIRA - OS
PRIMEIROS PERMUTANTES permanecem responsáveis por eventuais débitos que porventura
vierem a ser apurados posteriormente em relação a períodos anteriores à imissão na posse da
SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA. CLAUSULA DÉCIMA
QUARTA DA CONSTRUÇÃO - A construção do edifício será executada pela SEGUNDA
PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA, que arcará com toda a responsabilidade
civil e penal pela incorporação, inclusive de desabamento e acidentes em geral, respondendo pela
perfeição, solidez e segurança da obra, pelos danos causados a vizinhos e terceiros e, bem
assim, com todos os custos e despesas inerentes à incorporação, nada podendo cobrar dos
PRIMEIROS PERMUTANTES a título de custo de construção, isentando a mesma de todos os
riscos e responsabilidades, de quaisquer naturezas, relativos à realização da incorporação e à
execução do empreendimento imobiliário, assumindo a SEGUNDA PERMUTANTE
CONSTRUTORA E INCORPORADORA, a completa responsabilidade por esta incorporação e
execução, especialmente na parte financeira, tributária, civil, penal, trabalhista, previdenciária ou
fiscal do empreendimento. CLAUSULA DÉCIMA QUINTA - A SEGUNDA PERMUTANTE
CONSTRUTORA E INCORPORADORA suportará integralmente os seguintes serviços na
construção do empreendimento: a) contratação dos projetos, incluindo projetos complementares,
suas aprovações, aquisição de material em geral para a construção; b) ajuste com empreiteiros de
serviços parciais; c) fornecimento, aluguel e/ou instalação de equipamentos especializados
necessários à realização da construção, tais como betoneiras, vibradores, serras circulares,
guinchos, bombas de esgotamento e congêneres; d) recrutamento e contratação de mão-de-obra
necessária à construção, atendendo a normas inerentes à medicina e segurança do trabalho,
pagamento das remunerações devidas e recolhimento de encargos de natureza fiscal, trabalhista,
social e previdenciários decorrentes da execução das obras; e) direção técnica, econômica,
administrativa e financeira das obras; etc. CLAUSULA DÉCIMA SEXTA - As promessas de
vendas das unidades aos futuros adquirentes, excetuando-se, evidentemente, aquelas destinadas
aos PRIMEIROS PERMUTANTES, serão feitas exclusivamente pela SEGUNDA PERMUTANTE
CONSTRUTORA E INCORPORADORA, podendo ela estabelecer o preço e condições que
melhor lhe convierem, sem que caiba aos PRIMEIROS PERMUTANTES direito a qualquer
intervenção, reclamação ou pagamento de qualquer espécie ou a qualquer título. CLAUSULA
DÉCIMA SÉTIMA A PRAZO PARA CONCLUSÃO DA CONSTRUÇÃO - As unidades autônomas
objeto desta permuta, assim como as áreas de uso comum, deverão ser entregues aos
PRIMEIROS PERMUTANTES, inteiramente concluídas de acordo com o projeto arquitetônico
aprovado pela municipalidade e memorial de especificações técnicas, com a devida Carta de
Habitação passada pela mesma, no prazo máximo de 36 (trinta e seis) meses contados a partir da
data da assinatura da escritura. Fica o prazo estipulado na sujeito a prorrogação em todos os
casos fortuitos e de força maior, devidamente justificados e comunicados aos PRIMEIROS
PERMUTANTES, para que se estabeleça a exata compensação das prorrogações havidas com o
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prazo para entrega das unidades, tudo em conformidade com o disposto no artigo 393 da lei n°.
10.406 de 10/01/2002 (Código Civil), exemplificando-se, sem, contudo, limitar, os seguintes:problemas comprovados na execução das fundações; greves de operários; chuvas prolongadas;
falta de materiais de construção, insumos e outros produtos necessários à utilização na obra;
desequilíbrio no preço dos produtos em decorrência de ágio ou outras condições anormais de
mercado; impossibilidade de obtenção/aplicação de materiais em decorrência de medidas
governamentais, crises nacionais ou internacionais; reformas econômicas e outros atos de
intervenção governamental; embargos decretados pelo Poder Público ou por medida judicial;
sinistros ou eventos causados por força da natureza ou vandalismo; atos dos poderes públicos;
embargos judiciais ou extrajudiciais que venham impedir a comercialização, bem como a
conclusão da obra no prazo pactuado, não decorrente de responsabilidade da SEGUNDA
PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA. . CLAUSULA DÉCIMA OITAVA - Na
ocorrência de caso fortuito ou força maior, fica o prazo de conclusão da obra prorrogado pelo
tempo necessário à superação de tais fatos sem incidência de qualquer multa ou encargo por
período equivalente a essa prorrogação. CLAUSULA DÉCIMA DA ENTREGA DAS UNIDADES -
A SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA entregará a PRIMEIRA
PERMUTANTE as unidades imobiliárias objeto desta permuta em condições de uso e
habitabilidade, não estando inclusos no escopo deste negócio a instalação de luminárias, lustres,
armários, equipamentos de comunicação, elementos decorativos, ou qualquer tipo de móvel nas
unidades imobiliárias. Também não estão inclusas as despesas de instalação e funcionamento do
condomínio, com as quais aos PRIMEIROS PERMUTANTES concorrerá na proporção de suas
frações ideais, a partir da instalação e instituição do condomínio. CLAUSULA VIGESIMA - A
SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA obterá, no prazo de até 120
(CENTO E VINTE) dias contados da expedição do Certificado de Conclusão, a Certidão Negativa
de Débitos perante o INSS e Instituirá o Condomínio. A obtenção dos referidos documentos
depende exclusivamente de órgãos públicos, tais como Prefeitura e INSS, não podendo ser
imputada à SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA qualquer
responsabilidade quanto à demora na entrega dos mesmos. CLAUSULA VIGESIMA PRIMEIRA -
Será de responsabilidade da SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA
os custos com a averbação da construção nas respectivas matrículas, e o registro dos
documentos, perante o Cartório de Registro Geral de Imóveis de Linhares-ES, no prazo de até
120 (cento e vinte) dias contados da data do Certificado de Conclusão, ressalvados os atrasos,
devidamente comprovados, decorrentes dos órgãos públicos competentes para expedição dos
referidos documentos, independente de culpa da SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E
INCORPORADORA. CLAUSULA VIGESIMA SEGUNDA - Recebido o Certificado de Conclusão
por parte da Prefeitura, a SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA
colocará as unidades imobiliárias objeto da presente permuta à disposição dos PRIMEIROS
PERMUTANTES para fins de ocupação, em perfeitas condições de imediata habitabilidade, com o
seu acabamento dentro das especificações ajustadas nesta escritura, bem como todas as suas
instalações hidráulicas e elétricas funcionando regularmente, lavrando-se termo de aceitação e
entrega dessas unidades, sempre precedido de vistoria, para ser firmado pelos PRIMEIROS
PERMUTANTES, caracterizando o cumprimento da obrigação de fazer, que com eles foi
assumida pela SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA. CLAUSULA
VIGESIMA TERCEIRA - A partir da data da disponibilização das unidades imobiliárias para
entrega aos PRIMEIROS PERMUTANTES, ainda que a mesma não esteja em sua posse, todos
os impostos e taxas que vierem a incidir sobre as unidades permutadas serão da conta única e
exclusiva dos PRIMEIROS PERMUTANTES, muito especialmente o IPTU, despesas iniciais e
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MINISTRADO POR: RODRIGO REIS CYRINO – EM 12/08/2017
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taxas condominiais. CLAUSULA VIGESIMA QUARTA OUTRAS ESTIPULAÇÕES - Todas as
despesas de transferência do domínio útil sobre o terreno, tais como certidões, escritura,
emolumentos cartorários, ITBI, foro para o nome da SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA
E INCORPORADORA será de sua própria responsabilidade. As despesas relativas à presente
escritura com relação à transmissão das unidades permutadas para aos PRIMEIROS
PERMUTANTES, tais como ITBI, emolumentos devidos ao cartório de notas e de registro,
correrão por conta exclusiva dos PRIMEIROS PERMUTANTES. CLAUSULA VIGESIMA QUINTA
-Ficará a cargo da SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA os custos
com a averbação da construção para individualização das matrículas das unidades permutadas,
objetos desta escritura de permuta. O pagamento do ITBI pela transmissão da área de terreno
para o nome da SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA, será arcado
pela mesma, porém, quando da transferência das unidades construídas e destinadas aos
PRIMEIROS PERMUTANTES, o pagamento do referido imposto será de responsabilidade dos
MESMOS. CLAUSULA VIGESIMA SEXTA - A construção do edifício será levada a efeito pela
SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA mediante recursos próprios
ou através de financiamento à produção, firmando contrato junto à instituição bancária de primeira
linha, obrigando-se, neste caso aos PRIMEIROS PERMUTANTES, a anuir no respectivo
instrumento, concordando, desde já, com a constituição de hipoteca do terreno e das acessões e
benfeitorias que a ele acederão, com exceção das unidades ora permutadas, e sem que assumam
qualquer responsabilidade pelo pagamento. CLAUSULA VIGESIMA SÉTIMA - A SEGUNDA
PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA poderá, independentemente de anuência
dos PRIMEIROS PERMUTANTES, se associar a outras pessoas físicas ou jurídicas para a
construção do prédio, na forma e condições que melhor lhe convier, desde que isto não implique
modificação das obrigações contidas neste instrumento e/ou transferência de responsabilidade a
terceiros, ficando a SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA
pessoalmente e solidariamente responsável por qualquer ônus advindo desta associação.
CLAUSULA VIGÉSIMA OITAVA - Ao final da construção, no prazo máximo de 120 (cento e vinte)
dias, a SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA providenciará a
documentação necessária à averbação da construção do empreendimento no Cartório de Registro
Geral de Imóveis de Linhares-ES, arcando com as despesas, impostos e taxas relativas a essa
regularização. CLAUSULA VIGÉSIMA NONA - OS PRIMEIROS PERMUTANTES ficam
assegurados os direitos de poder livremente vender, ceder ou de qualquer forma alienar a
terceiros as unidades objeto da presente escritura de permuta que lhe foram destinadas,
bastando, para tanto, fazer uma comunicação expressa à SEGUNDA PERMUTANTE
CONSTRUTORA E INCORPORADORA, exclusivamente para seu conhecimento, sem que tal
venda, cessão ou transferência implique em desfazimento das obrigações e encargos que a
SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA assumiu na forma desta
Escritura, para a construção das unidades permutadas com os PRIMEIROS PERMUTANTES.
Desta forma, em caso de venda, cessão ou transferência, os PRIMEIROS PERMUTANTES
poderão sub-rogar, aos adquirentes das unidades permutadas os direitos assegurados pela
SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA, na forma desta Escritura.
Obrigam-se os PRIMEIROS PERMUTANTES a darem conhecimento aos adquirentes de tais
unidades, de todo o conteúdo desta Escritura de Permuta em todos os direitos e
obrigações decorrentes do referido instrumento. No momento da venda, cessão ou
transferência os PRIMEIROS PERMUTANTES deverão solicitar aos adquirentes a outorga à
SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA, por instrumento público,
os poderes constantes da procuraçãoassinada entre os PRIMEIROS PERMUTANTES e a
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SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E INCORPORADORA,NO DIA _____, LIVRO
_____, FOLHAS _____, NAS NOTAS DESTE CARTÓRIO. CLAUSULA TRIGESIMA - Quaisquer
direitos ou reclamações relativas à construção e incorporação do "_____”, feitas pelos futuros
adquirentes de unidades e dentro dos prazos e garantia com as manutenções pertinentes, ficarão
no âmbito exclusivo de responsabilidade da SEGUNDA PERMUTANTE CONSTRUTORA E
INCORPORADORA, estando os PRIMEIROS PERMUTANTES livres e isentos de toda e
quaisquer responsabilidades participativas, subsidiárias ou solidárias. CLAUSULA TRIGESIMA
PRIMEIRA - OS PRIMEIROS PERMUTANTES declaram que têm conhecimento de que as
frações ideais das unidades do empreendimento "_____” foram calculadas sobre a área total do
imóvel acima descrito e caracterizado, cujo domínio sobre o mesmo foi objeto desta Permuta que
_____m² (_____ METROS QUADRADOS). Estando assim ajustadas, as partes elegendo o Foro
da cidade de Linhares-ES para solução de qualquer controvérsia dele emergente e do negócio
aqui ajustado, com renúncia expressa a qualquer outro, por mais especial e privilegiado que seja.
Pelos PRIMEIROS E SEGUNDA PERMUTANTES, me foi dito, que aceitam a presente escritura
como nela se contém e declara por estarem as mesmos de inteiro acordo com o ajustado e
contratado entre si, me apresentando os seguintes documentos: 1- CERTIDÃO NEGATIVA DE
DÍVIDA À FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL; 2 - CERTIDÂO CONJUNTA NEGATIVA DE
DÉBITOS RELATIVOS A TRIBUTOS FEDERAIS E À DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO; 3- CERTIDÃO
NEGATIVA MUNICIPAL.As certidões descritas nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 6 e, 7, fazem parte do
presente instrumento de acordo com o art. 1o, incisos III e IV e art. 2o, do Decreto no 93.240 de
09/09/86; e, art. 664, do Código de Normas da Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do
Espírito Santo. 8- De acordo com Ofício Circular nº 30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da
Justiça do Estado do Espírito Santo, e Ofício Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra
Eliana Calmon - Corregedora Nacional de Justiça, os PRIMEIROS OUTORGANTES
PERMUTANTES e a SEGUNDA OUTORGADA PERMUTANTE, foram cientificadas quanto a
expedição da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, nos termos do Art. 642-A, da
Consolidação das Leis do Trabalho. 4- CERTIDÕES NEGATIVAS DE INCAPACIDADE CIVIL;5-
CERTIDÕES DE CITAÇÃO DE AÇÕES REAIS E PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE
ÔNUS REAIS, expedidas pelo Cartório de Registro Geral de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de
Linhares-ES, em _________. OS PRIMEIROS e SEGUNDA PERMUTANTE, declaram sob pena
de responsabilidade civil e penal, que não existem ações reais e pessoais reipersecutórias
relativas aos imóveis objeto deste instrumento e de outros ônus reais incidentes sobre o mesmo;
declarando ainda sob as penas da Lei e para os fins e efeitos da Lei Federal nº 8.212 de 24/07/91
e da OS nº 211/99 do Diretor de Arrecadação e Fiscalização do INSS, que como pessoas físicas
não estão equiparados à empresa. A SEGUNDA OUTORGADA PERMUTANTE está ciente
que deverá recolher o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e apresentar o
comprovante de pagamento por ocasião do registro desta escritura, nos termos do
Art. 550 do Código de Normas da Corregedoria Geral da Justiça do Espírito Santo.
Conforme determina o art. 14, do Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça –
Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25 de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr.
Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em exercício, foram
realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens -
CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste ato, de
acordo com Relatório de Consulta de Indisponibilidade emitido às __________, do dia
_________ – Código HASH _________. A DOI referente ao presente instrumento será emitida
regularmente e enviada à SRF, no prazo estabelecido pela IN RFB nº 1.112 de 28/12/2010.Escrita
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esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo
Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do
Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino
em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}],
Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total
[{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
FULANO DE TAL
____________________________________________________
EMPRESA TAL
4.2.6. ESCRITURA PÚBLICA DE DOAÇÃO
CÓDIGO CIVIL
Da Doação
Seção I
Disposições Gerais
Art. 538. Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade,
transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra.
Art. 542. A doação feita ao nascituro valerá, sendo aceita pelo seu representante
legal.
Art. 543. Se o donatário for absolutamente incapaz, dispensa-se a aceitação, desde
que se trate de doação pura.
Art. 544. A doação de ascendentes a descendentes, ou de um cônjuge a outro,
importa adiantamento do que lhes cabe por herança.
Art. 547. O doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio, se
sobreviver ao donatário.
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Parágrafo único. Não prevalece cláusula de reversão em favor de terceiro.
Art. 548. É nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda
suficiente para a subsistência do doador.
Art. 549. Nula é também a doação quanto à parte que exceder à de que o doador,
no momento da liberalidade, poderia dispor em testamento.
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE DOAÇÃO COM RESERVA DE
USUFRUTO VITALÍCIO QUE FAZEM COMO
OUTORGANTES DOADORES: _______; OUTORGADO
DONATÁRIO: _______; E ANUENTES: _______, NA
FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos a presente Escritura Pública de Doação
Pura com Reserva de Usufruto Vitalício virem que, aos _______ dias do mês de _______ do ano
de _______, em meu Cartóriosito na Avenida João Felipe Calmon nº 735, Centro, Linhares,
Estado do Espírito Santo, perante mim, Tabelião, compareceram partes entre sí, justas e
contratadas,a saber de um lado, como OUTORGANTES DOADORES_______; e de outro lado
como OUTORGADO DONATÁRIO_______. Pelos OUTORGANTES DOADORES e
OUTORGADO DONATÁRIO, me foi dito sob pena de responsabilidade civil e criminal, que todos
os documentos foram apresentados nos originais para a lavratura deste ato, e que esses são
autênticos e verdadeiros. E, pelos OUTORGANTES DOADORES, me foi dito que são senhores e
legítimos possuidores do imóvel que vai adiante transcrito: _______. E, que possuindo o dito
imóvel livre e desembaraçado de quaisquer ônus judiciais ou extrajudiciais e responsabilidades
futuras, resolvem DOAR a “NUA PROPRIEDADE”, sobre o referido imóvel, ao OUTORGADO
DONATÁRIO, como efetivamente DOADO o têm, por força da presente Escritura e da "cláusula
constituti", transmitindo na pessoa do mesmo toda a posse, domínio, direito e ação que tinham
no mesmo, obrigando-se por si, seus herdeirosou sucessores a fazer a presente DOAÇÃO,
sempre boa, firme e valiosa a todo tempo, e a responder pela evicção de direito, se chamado à
autoria, pondo o OUTORGADO DONATÁRIO a paz e a salvo de dúvidas ou contestações futuras,
do que dou fé. A presente é doação é feita a título gratuito, sendo atribuído pela SEFAZ sobre
100% do imóvel já descrito e caracterizado o valor de R$ _______. Pelo OUTORGADO
DONATÁRIO, me foi dito que, aceita a presente escritura em seus expressos termos por estar o
mesmo de inteiro acordo com a vontade dos OUTORGANTES DOADORES, os quais declaram
que possuem outros bens e renda suficientes para a sua subsistência, conforme exposto no art.
548 do Código Civil. Pelos OUTORGANTES DOADORES me foram apresentados os
seguintes documentos: 1- GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO. GUIA DE
TRANSMISSÃO Nº _______ - _______. ITCD - GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO.
DUA nº _______. ITCD. Código da Receita 111-2. Município: 5663-4. Receita de Impostos. Com
referência à 4% da AVALIAÇÃO. Valor Atribuído pela SEFAZ: Valor: R$ _______.
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________________________________________________________________________________
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Autenticação Eletrônica: _______. Total Recolhido R$ _______. Pagos no BANCO BRADESCO,
na data de _______. 2- CERTIDÕES NEGATIVAS DE DÍVIDA À FAZENDA PÚBLICA
ESTADUAL - Expedidas por meio eletrônico - Estado do Espírito Santo - Secretaria de Estado da
Fazenda - nºs _______. Certifico que em nome de _______ não existem nesta repartição
quaisquer débitos à Fazenda Pública Estadual, em fase de cobrança executiva ou para ser
executada. Certidões emitidas em 06/12/2016 válida até 06/03/2017. Autenticações Eletrônicas:
_______. 3- CERTIDÃO NEGATIVA MUNICIPAL expedida por meio eletrônico - Prefeitura
Municipal de Linhares - Secretaria Municipal de Finanças - Área de Fiscalização Tributária -
Certidão sob nº _______ devidamente inscrito nesta municipalidade sob nº _______ . Chave de
validação da certidão: _______, datada de 07 de Dezembro de 2016, com validade para 60 dias;
as certidões descritas nos itens 2 e, 3 fazem parte do presente instrumento de acordo com o art.
1º, incisos III e IV e art. 2º, do Decreto nº 93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do Código de Normas da
Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito Santo. 4-De acordo com Ofício Circular
nº 30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Espírito Santo, e Ofício
Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra Eliana Calmon - Corregedora Nacional
de Justiça, a OUTORGANTE DOADOR e OUTORGADA DONATÁRIA, foram cientificadas
quanto a expedição da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, nos termos do Art. 642-
A, da Consolidação das Leis do Trabalho. 4.1- CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS
TRABALHISTAS; 5- CERTIDÕES NEGATIVAS DE INTERDIÇÃO E TUTELA;6- CERTIDÕES
DE CITAÇÃO DE AÇÕES REAIS E PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS. OS
OUTORGANTES DOADORES, declaram sob pena de responsabilidade civil e penal, que não
existem ações reais e pessoais reipersecutórias relativas ao imóvel objeto deste instrumento e de
outros ônus reais incidentes sobre o mesmo, declarando ainda sob as penas da Lei e para os fins
e efeitos da Lei Federal nº 8.212 de 24/07/91 e da OS nº 211/99 do Diretor de Arrecadação e
Fiscalização do INSS, que como pessoas físicas não estão equiparados à empresa.
OsOUTORGANTES DOADORES _______, já qualificados RESERVAM para si USUFRUTO
VITALÍCIO sobre o imóvel objeto desta escritura, no valor de R$ _______, sendo o valor
atribuído pela SEFAZ de R$ _______. Presentes a este ato filhos e noras dos OUTORGANTES
DOADORES, os quais vem dar sua franca anuência a presente Doação_______; e, _______.
Conforme determina o art. 14, do Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça –
Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25 de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr.
Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em exercício, foram
realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens -
CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste ato, de
acordo com Relatório de Consulta de Indisponibilidade emitido às _______, do dia _______.
Códigos HASH: _______. AS PARTES FORAM CIENTIFICADAS QUE NA DATA DA
LAVRATURA DA PRESENTE ESCRITURA PÚBLICA, NÃO CONSTAM QUAISQUER TIPOS
DE IMPEDIMENTOS, INDISPONIBILIDADES OU AVERBAÇÃO DE CERTIDÃO DE DÍVIDA
ATIVA (CDA) NA MATRÍCULA DO IMÓVEL OBJETO DO ATO, QUE IMPEÇAM A ALIENAÇÃO
EFETIVA DO IMÓVEL NO CARTÓRIO DE REGISTRO GERAL DE IMÓVEIS, CONFORME
COMPROVA CERTIDÃO DE ÔNUS REAIS, EXPEDIDA PELO REFERIDO CARTÓRIO DA
CIRCUNSCRIÇÃO IMOBILIÁRIA; SENDO, AINDA, ORIENTADAS AS PARTES, POR ESSAS
NOTAS, QUANTO À NECESSIDADE DE SEU REGISTRO JUNTO AO REGISTRO
IMOBILIÁRIO, PARA EFETIVAMENTE ALIENAR A PROPRIEDADE DO IMÓVEL. A DOI
referente ao presente instrumento será emitida regularmente e enviada à SRF, no prazo
estabelecido pela IN RFB nº 1.112 de 28/12/2010.Escrita esta e lida em voz alta às partes,
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________________________________________________________________________________
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acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de
testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e
raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
FULANO DE TAL
____________________________________________________
FULANA DE TAL
4.2.7. ESCRITURA PÚBLICA DE DOAÇÃO COM
RESERVA DE USUFRUTO
***** JÁ MENCIONADA NO TÓPICO ANTERIOR
4.2.8. ESCRITURA PÚBLICA DE CONFISSÃO DE DÍVIDA
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE CONFISSÃO DE DÍVIDA
COM GARANTIA HIPOTECÁRIA QUE ENTRE SÍ FAZEM
_______; _________, NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM, quantos a presente Escritura Pública de
Confissão de Dívida, que aos ________ do mês de ________ do ano de ________, nesta Cidade
de Linhares, Estado do Espírito Santo, em minha Notaria, sito na ________, nº ________, Centro,
perante mim Tabelião, compareceram partes entre si justas e contratadas, de um lado,
OUTORGANTES DEVEDORES ________; e de outro lado como OUTORGADO CREDOR,
________. Pelos OUTORGANTES DEVEDORES, e OUTORGADO CREDOR me foi dito sob
pena de responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos foram apresentados nos
originais para a lavratura deste ato, e que esses são autênticos e verdadeiros. E, pelos
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________________________________________________________________________________
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OUTORGANTES DEVEDORES me foi dito: 1- Que, por esta e na melhor forma de direito,
reconhecem e se confessam devedores do OUTORGADO CREDOR da quantia de R$ ________.
2- Que, em decorrência da dívida ora confessada, os OUTORGANTES DEVEDORES prometem e
se obrigam a resgatá-la no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da assinatura da presente
escritura; 3- Que sobre o valor da dívida incidirá juros a taxa mensal de ________% (________
por cento); 4- Que, é assegurado aos OUTORGANTES DEVEDORES, a qualquer tempo,
antecipar o resgate total ou parcial da dívida; 5- Que, o pagamento da dívida ora confessada será
feito noendereço do OUTORGADO CREDOR ou onde este indicar; 6- Que, o não pagamento da
dívida ora confessada até a data estabelecida, ou o não cumprimento de qualquer das obrigações
assumidas neste contrato, sujeitará aos OUTORGANTES DEVEDORES a cobrança executiva da
mesma, independentemente de aviso judicial ou extrajudicial, acrescida de pena convencional,
sem prejuízo dos juros moratórios legais, estes incidentes desde a data da obrigação não
cumprida; 7- Que, para garantir o principal da dívida, juros, pena convencional e demais
obrigações deste contrato, os OUTORGANTES DEVEDORES dão em garantia, em primeira,
única e especial hipoteca, o imóvel de sua propriedade, bem como as benfeitorias existentes, ou
as que venham a ser construídas, constante de: ________; 8- Que, os OUTORGANTES
DEVEDORES se obrigam a bem administrar o imóvel hipotecado e dele não dispor, gravando a
terceiros, cedendo, arrendando, transferindo ou alienando de qualquer forma, sem prévio e
expresso consentimento do OUTORGADO CREDOR, bem como a tê-lo sempre quite de impostos
e taxas, sob pena de se tornar desde logo exigível o total da dívida cobrável na forma da
cláusula 5a. desta escritura; 9- Que, fica claro e expressamente estabelecido que não constituirá
novação a abstenção por parte da outorgada credora do exercício de qualquer direito ou
faculdade que lhe é assegurado nesta escritura, nem a concordância com o atraso no
cumprimento de quaisquer obrigações por parte dos OUTORGANTES DEVEDORES; 10- A parte
que infringir qualquer das cláusulas desta escritura, pagará à outra uma multa de ________%
(________ por cento) do total do contrato; 11- Que, finalmente é eleito o foro da Comarca de
________-ES, para dirimir as questões oriundas deste contrato, renunciando as partes a qualquer
outro por mais privilegiado que seja. Pelo OUTORGADO CREDOR me foi dito, que aceita a
presente escritura como nela se contém e declara por estar a mesma de inteiro acordo com o
ajustado e contratado entre si e os OUTORGANTES DEVEDORES, me apresentando os
seguintes documentos: 1- CERTIDÃO NEGATIVA DE DÍVIDA À FAZENDA PÚBLICA
ESTADUAL; 2 - CERTIDÂO CONJUNTA NEGATIVA DE DÉBITOS RELATIVOS A TRIBUTOS
FEDERAIS E À DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO; 3- CERTIDÃO NEGATIVA MUNICIPAL. As certidões
descritas nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 6 e, 7, fazem parte do presente instrumento de acordo com o art.
1o, incisos III e IV e art. 2o, do Decreto no 93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do Código de Normas
da Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito Santo. 8- De acordo com Ofício Circular
nº 30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Espírito Santo, e Ofício
Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra Eliana Calmon - Corregedora Nacional de
Justiça, as partes foram cientificadas quanto a expedição da Certidão Negativa de Débitos
Trabalhistas, nos termos do Art. 642-A, da Consolidação das Leis do Trabalho. 4- CERTIDÕES
NEGATIVAS DE INCAPACIDADE CIVIL; 5- CERTIDÕES DE CITAÇÃO DE AÇÕES REAIS E
PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS, expedidas pelo Cartório de Registro
Geral de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Linhares-ES, em _________. Conforme determina
o art. 14, do Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria
Nacional de Justiça, datado de 25 de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr.
Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em exercício, foram
realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens -
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________________________________________________________________________________
90
CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste ato, de
acordo com Relatório de Consulta de Indisponibilidade emitido às __________, do dia
_________ – Código HASH _________. A DOI referente ao presente instrumento será emitida
regularmente e enviada à SRF, no prazo estabelecido pela IN RFB nº 1.112 de 28/12/2010.
Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam,
comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º,
do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e
assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item
IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS
[{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
FULANO DE TAL
____________________________________________________
FULANA DE TAL
4.2.9. ESCRITURA PÚBLICA DE DIVISÃO AMIGÁVEL
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE DIVISÃO AMIGÁVEL E
DEMARCAÇÃO QUE FAZEM COMO OUTORGANTES E
RECIPROCAMENTE OUTORGADOS: _________, NA
FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos a presente Escritura Pública de Divisão
Amigável e Demarcação virem que, aos ___________ dias do mês de ________do ano de dois
mil e ___________, em Cartório, sito na Avenida João Felipe Calmon, nº ___________, Centro,
Linhares, Estado do Espírito Santo, perante mim, Tabelião do Segundo Ofício de Notas,
compareceram partes entre sí, justas e contratadas, a saber: de um lado, como OUTORGANTES
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E RECIPROCAMENTE OUTORGADOS: 1) ___________. 2) ___________. Pelos
OUTORGANTES E RECIPROCAMENTE OUTORGADOS, me foi dito sob pena de
responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos foram apresentados nos originais para
a lavratura deste ato, e que esses são autênticos e verdadeiros. Pelos OUTORGANTES E
RECIPROCAMENTE OUTORGADOS me foi dito que sendo proprietários em comum de: Uma
área de terras agrícola, medindo ___________. O imóvel encontra-se devidamente
cadastrado no CADASTRO AMBIENTAL RURAL - CAR sob nº 1___________. POR ESTA
ESCRITURA e na melhor forma de direito vem dividir e demarcar o imóvel acima como divido e
demarcado o tem da seguinte forma:1) ___________ e sua esposa ___________ - Área de
___________m², demarcada e perfeitamente localizada confrontando-se por seus diversos
lados com: ___________; sendo que as partes atribuem o valor de R$ ___________; 2)
___________ e sua esposa ___________ - Área de ___________m², demarcada e
perfeitamente localizada confrontando-se por seus diversos lados com: ___________;
sendo que as partes atribuem o valor de R$ ___________. A área remanescente que
permanece em condomínio pertence a cada condômino da seguinte forma: para fulano
___________ área de ___________; para fulano ___________ área de ___________. QUE
DESTA DATA EM DIANTE, CADA UM DOS OUTORGANTES E RECIPROCAMENTE
OUTORGADOS, PODERÃO POR E DISPOR LIVREMENTE DO QUE LHES PERTENCER, SEM
INTERDEPENDÊNCIA UM DO OUTRO EM VIRTUDE DA PRESENTE DIVISÃO E
DEMARCAÇÃO TER SIDO FEITA DE COMUM ACORDO.Pelos OUTORGANTES E
RECIPROCAMENTE OUTORGADOS me foi dito, que aceita a presente escritura como nela se
contém e declara por estarem os mesmos de inteiro acordo, me apresentando os seguintes
documentos: 1- CERTIDÃO NEGATIVA DE DÍVIDA À FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL; 2 -
CERTIDÂO CONJUNTA NEGATIVA DE DÉBITOS RELATIVOS A TRIBUTOS FEDERAIS E À
DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO; 3- CERTIDÃO NEGATIVA MUNICIPAL. As certidões descritas nos
itens 1, 2, 3, 4, 5, 6 e, 7, fazem parte do presente instrumento de acordo com o art. 1o, incisos III e
IV e art. 2o, do Decreto no 93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do Código de Normas da Egrégia
Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito Santo.8- De acordo com Ofício Circular nº 30/2012
da Egrégia Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Espírito Santo, e Ofício Circular nº
029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra Eliana Calmon - Corregedora Nacional de Justiça, as
partes foram cientificadas quanto a expedição da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, nos
termos do Art. 642-A, da Consolidação das Leis do Trabalho. 4- CERTIDÕES NEGATIVAS DE
INCAPACIDADE CIVIL; 5- CERTIDÕES DE CITAÇÃO DE AÇÕES REAIS E PESSOAIS
REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS, expedidas pelo Cartório de Registro Geral de Imóveis
do 1º Ofício da Comarca de Linhares-ES, em _________. Conforme determina o art. 14, do
Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria Nacional de
Justiça, datado de 25 de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr. Conselheiro Guilherme
Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em exercício, foram realizadas buscas, na
presente data, junto à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo
encontrado qualquer anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos OUTORGANTES
e reciprocamente OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste ato, de acordo com
Relatório de Consulta de Indisponibilidade emitido às __________, do dia _________ –
Código HASH _________. A DOI referente ao presente instrumento será emitida regularmente e
enviada à SRF, no prazo estabelecido pela IN RFB nº 1.112 de 28/12/2010. Escrita esta e lida em
voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião,
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dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil.
Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e
raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam,
comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º,
do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e
assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item
IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS
[{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
FULANO DE TAL
____________________________________________________
FULANA DE TAL
4.2.10. ESCRITURA PÚBLICA DE DISTRATO
CÓDIGO CIVIL
Da Extinção do Contrato - Do Distrato
Art. 472. O distrato faz-se pela mesma forma exigida para o contrato.
Art. 473. A resilição unilateral, nos casos em que a lei expressa ou implicitamente o
permita, opera mediante denúncia notificada à outra parte.
Parágrafo único. Se, porém, dada a natureza do contrato, uma das partes houver
feito investimentos consideráveis para a sua execução, a denúncia unilateral só produzirá
efeito depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos
investimentos.
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Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICADE DISTRATO E RESCISÃO DE
ESCRITURA DE COMPRA E VENDA QUE ENTRE SI FAZEM
_________ LTDA; _________, NA FORMA ABAIXO:
S A I B A M quantos esta pública escritura de distrato e
rescisão de escritura de compra e venda bastante virem que aos _________ dias do mês de
_________ do ano de _________ em Cartório, sito na Avenida João Felipe Calmon, nº 735,
Centro, Linhares, Estado do Espírito Santo, perante mim, Escrevente Autorizada, compareceu
parte entre sí, justas e convencionadas, a saber: de um lado, como OUTORGANTE_________; e
de outro lado como OUTORGADOS_________. Os presentes identificados e reconhecidos como
os próprios por mim, Escrevente Autorizada, juridicamente capazes, de cujas identidades e
capacidade jurídica dou fé. Pela Outorgante, na pessoa de seus representantes e Outorgados, me
foi dito sob pena de responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos foram
apresentados nos originais para a lavratura deste ato, e que esses são autênticos e verdadeiros.
Então pela Outorgante, na pessoa de seus represantates legais me foi dito que: 1)que por
Escritura Pública de Compra e Venda, lavrada no Livro nº _________, às folhas nºs_________,
datada de _________, se vendeu aos outorgados os imóveis seguintes: _________; o qual foi
transmitido aos Compradores _________; pelo preço de R$ _________; 2) que por mútuo
acordo a OUTORGANTE, na pessoa de seus representantes legais e OUTORGADOS, e nos
termos do presente ajuste, resolveram distratar a escritura antes citada, como ora e na verdade a
distratam, e revogam, integralmente, amistosamente, tornando-se por isso, e desde já, de nenhum
efeito ou como se jamais houvera existido, dando por si solvido os valores estipulados naquele
instrumento, devolvendo os OUTORGADOS o imóvel a OUTORGANTE; que por sua vez essa
devolvendo aos OUTORGADOS a importância paga, no valor de R$ _________ dado nos dois
imóveis, em moeda corrente nacional, na forma discriminada na referida escritura, ora distratada.
3) que assim sendo, que desta forma, e por direito, fica a OUTORGANTE, na pessoa de seus
representantes legais, reintegrada desde agora, pelo constituto possessório, sem mais
formalidades, na posse, domínio, direito e ação sobre referido imóvel, que anteriormente, sem
restrição alguma, lhe competiam, e de parte a parte, desistem de qualquer reclamação nesse
sentido. Então pela OUTORGANTE e OUTORGADOS, me foi dito, que estão de pleno acordo
com o presente distrato, conforme o que acima se disse e aceitam esta escritura em todos os
seus termos, para que produza os desejados efeitos jurídicos, comprometendo-se por si,
herdeiros ou sucessores legítimos fazerem a presente sempre boa, firme e valiosa, obrigando-se
a responder pela evicção de direito, se chamado à autoria, pondo assim, os mesmos
OUTORGANTE E RECIPROCAMENTE OUTORGADOS à paz e a salvo de quaisquer
contestações futuras;4) que a OUTORGANTE, na pessoa de seus representantes legais declara
que se imite novamente na posse do imóvel vendido, estando os OUTORGADOS plenamente
satisfeitos com o presente DISTRATO, nada tendo a declarar futuramente por motivo do mesmo.
E, por estarem assim justos e contratados entre si, sendo apresentado os seguintes documentos
para lavratura do presente instrumento: 1- CERTIDÃO NEGATIVA DE DÍVIDA À FAZENDA
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PÚBLICA ESTADUAL; 2 - CERTIDÂO CONJUNTA NEGATIVA DE DÉBITOS RELATIVOS A
TRIBUTOS FEDERAIS E À DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO; 3- CERTIDÃO NEGATIVA MUNICIPAL.
As certidões descritas nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 6 e, 7, fazem parte do presente instrumento de
acordo com o art. 1o, incisos III e IV e art. 2o, do Decreto no 93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do
Código de Normas da Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito Santo. 8- De acordo
com Ofício Circular nº 30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Espírito
Santo, e Ofício Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra Eliana Calmon - Corregedora
Nacional de Justiça, as partes foram cientificadas quanto a expedição da Certidão Negativa de
Débitos Trabalhistas, nos termos do Art. 642-A,da Consolidação das Leis do Trabalho. 4-
CERTIDÕES NEGATIVAS DE INCAPACIDADE CIVIL; 5- CERTIDÕES DE CITAÇÃO DE
AÇÕES REAIS E PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS, expedidas pelo
Cartório de Registro Geral de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Linhares-ES, em _________.
Conforme determina o art. 14, do Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça –
Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25 de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr.
Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em exercício, foram
realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens -
CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste ato, de
acordo com Relatório de Consulta de Indisponibilidade emitido às __________, do dia
_________ – Código HASH _________. A DOI referente ao presente instrumento será emitida
regularmente e enviada à SRF, no prazo estabelecido pela IN RFB nº 1.112 de 28/12/2010.
Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam,
comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º,
do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e
assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item
IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS
[{43}], Total [{57}]. Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme,
aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o
Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz
digitar, subscrevo e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}],
Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp
[{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
FULANO DE TAL
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FULANA DE TAL
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4.2.11. ESCRITURA PÚBLICA DE INTEGRALIZAÇÃO DE
CAPITAL
CÓDIGO CIVIL
Art. 1.052. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao
valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital
social.
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL
SOCIAL DE SOCIEDADE POR QUOTAS DE
RESPONSABILIDADE LIMITADA, QUE ENTRE SI FAZEM DE
UM LADO, COMO OUTORGANTES, _______; E, COMO
OUTORGADA, ________ EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS
LTDA, NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos a presente Escritura Pública de
Integralização de Capital Social de Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada virem
que, aos _________ dias do mês de Outubro do ano de dois mil e quinze (14/10/2015), em meu
Cartório, sito na Avenida João Felipe Calmon, nº 735, Centro, na Cidade de Linhares, Estado do
Espírito Santo, perante mim, Tabelião, compareceram partes entre sí, justas e contratadas, a
saber: de um lado, como OUTORGANTES: ________; e, de outro lado como OUTORGADA:
________ EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOSLTDA, pessoa jurídica de direito privado, com
sede na Avenida ________, inscrita no CNPJ/MF sob nº ________. Os presentes identificados e
reconhecidos como os próprios por mim, Tabelião, juridicamente capazes, de cujas identidades
e capacidade jurídica dou fé. Pelos OUTORGANTES e OUTORGADA, me foi dito sob pena de
responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos foram apresentados nos originais para
a lavratura deste ato, e que esses são autênticos e verdadeiros. Os OUTORGANTES conforme
ficou estabelecido na Alteração Contratual, subscreveu e integralizou o imóvel que se encontra
livre e desembaraçado de quaisquer ônus reais e que vai adiante descrito, formalizando-se,
assim, a transmissão do mesmo para o patrimônio da OUTORGADA, através desta Escritura e o
seu posterior registro no Cartório de Registro de Imóveis competente. Que, o imóvel dado e
transmitido para integralização do capital social da OUTORGADA, em virtude da subscrição e
das quotas feitos pelos OUTORGANTES, e respectiva quitação, como sócios da OUTORGADA
________ EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA, é o seguinte: _________. Que, a
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subscrição e integralização do capital social da OUTORGADA realizada pelos OUTORGANTES,
com o bem imóvel acima descrito e caracterizado, corresponde ao valor de R$ ________. Que,
pela presente escritura e na melhor forma de direito, os OUTORGANTES, acima qualificados,
dão, cedem e transferem à OUTORGADA ________ EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS
LTDA, toda a posse, dominio, direitos e ação que sobre o imóvel acima descrito e caracterizado
exerciam, para que possa a OUTORGADA dele usar, gozar e livremente dispor como seu que é e
fica sendo de hoje em diante por força desta escritura, obrigando-se a fazer a presente transação
sempre boa, firme e valiosa e a responder pela evicção de direito, dando assim por feita e
completa a integralização do capital social da OUTORGADA e concernentes ao imóvel acima
descrito, a teor do que contém a Alteração Contratual da OUTORGADA, acima citada, dando-se
as partes ora contratantes, por satisfeitas e quitadas reciprocamente, nada tendo a reclamar ou a
exigir, agora ou no futuro, entre si, por motivo da presente escritura, que outorgam e a ela se
obrigam, por si, seus herdeiros e sucessores. A PRESENTE INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL
SOCIAL DE SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA É FEITA NA
PROPORÇÃO DE 50% (CINQUENTA POR CENTO) POR CADA SÓCIO DA OUTORGADA.Pela
OUTORGADA me foi dito, que aceita a presente escritura como nela se contém e declara por
estar a mesma de inteiro acordo com o ajustado e contratado entre si e os OUTORGANTES,
apresentando os seguintes documentos: TALÃO DE IMPOSTO:____; 1- CERTIDÃO NEGATIVA
DE DÍVIDA À FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL; 2 - CERTIDÂO CONJUNTA NEGATIVA DE
DÉBITOS RELATIVOS A TRIBUTOS FEDERAIS E À DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO; 3- CERTIDÃO
NEGATIVA MUNICIPAL. As certidões descritas nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 6 e, 7, fazem parte do
presente instrumento de acordo com o art. 1o, incisos III e IV e art. 2o, do Decreto no 93.240 de
09/09/86; e, art. 664, do Código de Normas da Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do
Espírito Santo. 8- De acordo com Ofício Circular nº 30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da
Justiça do Estado do Espírito Santo, e Ofício Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra
Eliana Calmon - Corregedora Nacional de Justiça, as partes foram cientificadas quanto a
expedição da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, nos termos do Art. 642-A, da
Consolidação das Leis do Trabalho. 4- CERTIDÕES NEGATIVAS DE INCAPACIDADE CIVIL; 5-
CERTIDÕES DE CITAÇÃO DE AÇÕES REAIS E PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE
ÔNUS REAIS, expedidas pelo Cartório de Registro Geral de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de
Linhares-ES, em _________. Conforme determina o art. 14, do Provimento nº 39/2014, do
Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25 de Julho de
2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional de
Justiça em exercício, foram realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional
de Indisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de
Indisponibilidadede Bens em nome dos OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS
que impeçam a lavratura deste ato, de acordo com Relatório de Consulta de
Indisponibilidade emitido às __________, do dia _________ – Código HASH _________. A
DOI referente ao presente instrumento será emitida regularmente e enviada à SRF, no prazo
estabelecido pela IN RFB nº 1.112 de 28/12/2010. Escrita esta e lida em voz alta às partes,
acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de
testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e
raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
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________________________________________________________________________________
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Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam,
comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º,
do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e
assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item
IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS
[{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
FULANO DE TAL
____________________________________________________
FULANA DE TAL
4.2.12. ESCRITURA PÚBLICA DE CESSÃO DE DIREITOS
CREDITÓRIOS (PRECATÓRIOS)
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE CESSÃO DE DIREITOS
CREDITÓRIOS QUE FAZEM _______ E ________ NA
FORMA ABAIXO:
S A I B A M quantos este público instrumento de Escritura de
Cessão de Direitos Creditórios virem, que aos _________ dias do mês de _______ do ano de
________, nesta Cidade de Linhares, Estado do Espírito Santo, compareceram partes entre si
justas e convencionadas a saber: de um lado como OUTORGANTE CEDENTE ____________; e
de outro lado, como OUTORGADO CESSIONÁRIO ______________. As partes contratantes,
pessoas juridicamente capazes, identificados documentalmente e reconhecidos como os próprios
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perante mim, Escrevente Autorizado, do que de tudo dou fé. E perante mim, pelo
OUTORGANTE CEDENTE, foi dito que é detentor e titular de DIREITOS CREDITÓRIOS
oriundos de processo judicial, constituído por reclamação trabalhista nº
___________(TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 17ª REGIÃO), em trâmite perante a
____ Vara do Trabalho de _____/ES. Agora, pelo presente instrumento público, o
OUTORGANTE CEDENTE tem pactuado com o OUTORGADO CESSIONÁRIO, a
transferência do montante total atualizado até a data de 31/07/2008, correspondente
R$_________, equivalente à proporção de 5,46%, sobre quaisquer imóveis porventura
penhorados nos autos da ação trabalhista nº ___________, (TRIBUNAL REGIONAL DO
TRABALHO DA 17ª REGIÃO), em trâmite perante a _______Vara do Trabalho de
_________/ES, recebendo neste ato ditos direitos, pelo que dá plena, geral e irrevogável
quitação; sendo que, por esta cessão de crédito líquido, o OUTORGADO CESSIONÁRIO
neste ato paga ao OUTORGANTE CEDENTE a quantia de valor correspondente a
R$__________, valendo a assinatura desta como recibo. A presente escritura pública
compreende a posse da integralidade dos direitos creditórios trabalhistas pertencentes ao
OUTORGANTE CEDENTE nos autos da reclamação trabalhista supra, onde a transmissão dos
direitos se dá desde já, de forma plena e integral do OUTORGANTE CEDENTE ao ora
OUTORGADO CESSIONÁRIO, permitindo a partir deste momento, constituir-se nos autos da
referida ação trabalhista, beneficiando-se, quanto aos seus acessórios em conformidade ao
disposto no art. 287, do Código Civil de 2002. Que assim, por esta Pública Escritura de Cessão
De Direitos Creditórios e na melhor forma de direito o OUTORGANTE CEDENTE, CEDE e
TRANSFERE, como de fato cedido tem, ao ora OUTORGADO CESSIONÁRIO, ficando desde
já o mesmo SUB-ROGADO em todos aqueles direitos, vantagens e obrigações, tendo
direito às atualizações monetárias do CRÉDITO ora cedido e às obrigações de quaisquer
espécies decorrentes do recebimento do valor do dito crédito, inclusive recolhimento do
Imposto de Renda quando previsto em Lei, contribuições previdenciárias, honorários
advocatícios, para nesta qualidade habilitar-se no referido processo quando desejar,
prometendo ele OUTORGANTE CEDENTE, por si, seus herdeiros e sucessores, a fazer a
presente escritura sempre boa, firme e valiosa e isenta de dúvidas, assim, como tornar a presente
cessão objeto da presente, boa e firme no presente e no futuro, se comprometendo, desde já,
se necessário, firmar procurações, termos de renúncia, endossos e declarações em favor do
OUTORGADO CESSIONÁRIO ou a quem ele indicar para proporcionar ao OUTORGADO
CESSIONÁRIO usufruir dos plenos direitos emanados da presente escritura sem custo adicional
além do pactuado na presente semqualquer pretexto, e por bem desta escritura declara o
OUTORGADO CESSIONÁRIO que nenhum valor será cobrado do OUTORGANTE CEDENTE a
título de restituição ou reembolso. Por meio desta escritura pública e na melhor forma de
direito, o OUTORGANTE CEDENTE, sob pena de responsabilidade civil e penal, DECLARA
não ter utilizado nem cedido a outrem o valor do seu crédito trabalhista acima mencionado
e, que ainda, possui outros bens e/ou rendas suficientes ao total pagamento de seus
débitos para com a Fazenda Pública, nos termos do artigo 185, do Código Tributário
Nacional (CTN). As partes assumem inteira e total responsabilidade, civil e criminalmente,
pela transação efetuada através desta pública escritura, uma vez que a mesma foi lavrada
com base nas declarações e informações por elas prestadas. Pelo OUTORGADO
CESSIONÁRIO, me foi dito ainda que aceita a presente escritura em seus expressos
termos. Presentes a este ato, os advogados das partes, Dr. _________, inscrito na OAB-ES
sob nº _________, com escritório profissional na Rua _________, que declaram que
prestaram assistências jurídica aos OUTORGANTE CEDENTE e reciprocamente
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OUTORGADO CESSIONÁRIO, acompanhando a lavratura desta escritura, ouvindo deles a
declaração de estarem convictos quanto a esta Escritura Pública de Cessão de Direitos
Creditórios.Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e
assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215,
Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar,
subscrevo e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos:
Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad
[{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
FULANO DE TAL
____________________________________________________
FULANA DE TAL
4.2.13. ESCRITURA PÚBLICA DE DESAPROPRIAÇÃO
AMIGÁVEL
DECRETO-LEI Nº 3.365, DE 21 DE JUNHO DE 1941.
Dispõe sobre desapropriações por utilidade pública.
Art. 1
o
A desapropriaçãopor utilidade pública regular-se-á por esta lei, em todo o território nacional.
Art. 2o Mediante declaração de utilidade pública, todos os bens poderão ser desapropriados pela
União, pelos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.
Art. 6
o
A declaração de utilidade pública far-se-á por decreto do Presidente da República,
Governador, Interventor ou Prefeito.
§ 2º A transmissão da propriedade, decorrente de desapropriação amigável ou judicial,
não ficará sujeita ao impôsto de lucro imobiliário.
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/DEL 3.365-1941?OpenDocument
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100
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE DESAPROPRIAÇÃO
AMIGÁVEL QUE ENTRE SI FAZEM COMO
OUTORGANTES EXPROPRIADOS: _______; E
OUTORGADO EXPROPRIANTE: MUNICÍPIO DE
_________, NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos esta pública escritura pública de
Desapropriação Amigável virem, que aos _______ dias do mês de _________ do ano de
dois mil e dezesseis, em meu Cartório, sito à Avenida João Felipe Calmon, nº 735,
Centro, nesta cidade de Linhares, Estado do Espírito Santo, perante mim Tabelião,
compareceram as partes entre si, justas e contratadas, a saber, de um lado, como: de um
lado como OUTORGANTES EXPROPRIADOS: __________; e de outro lado como
OUTORGADO EXPROPRIANTE:MUNICÍPIO DE ________. Pelos OUTORGANTES
EXPROPRIADOS e OUTORGADO EXPROPRIANTE, na pessoa de seu representante
me foi dito sob pena de responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos foram
apresentados nos originais para a lavratura deste ato, e que esses são autênticos e
verdadeiros. E, pelos OUTORGANTES EXPROPRIADOS me foi dito que sendo senhores
e legítimos possuidores livre e desembaraçado de quaisquer ônus, de: ____________. E,
sendo necessária a utilização do imóvel retro descrito, declarada de UTILIDADE
PÚBLICA, por força do disposto no Decreto nº. ____, de _________, destinado à
ABERTURA DE LOGRADOURO QUE DARÁ ACESSO A EQUIPAMENTOS PÚBLICOS
QUE SERÃO IMPLANTADOS NA ÁREA PÚBLICA ADJACENTE E PROVIDÊNCIAS
QUANTO A DRENAGEM DO NÚCLEO URBANO DE __________, DESTINAÇÃO DE
UTILIDADE PÚBLICA, NOS TERMOS DO ART. 5º, "I", DO DECRETO LEI Nº
3.365/1941. Os OUTORGANTES EXPROPRIADOS possuindo o imóvel desta escritura
livre e desembaraçado de quaisquer ônus, hipotecas ou gravames, bem como as ações
reais e pessoais, cedem e transferem ao OUTORGADO EXPROPRIANTE, como cedido e
transferido têm, por força da presente escritura, todos os direitos, domínio e ação que até
a presente data exerciam sobre o mesmo, necessária à utilização para abertura de
logradouro que dará acesso a equipamentos públicos que serão implantados na área
pública adjacente e providências quanto a drenagem do núcleo urbano de _________,
destinação de utilidade pública, nos termos do art. 5º, "i", do decreto lei nº 3.365/1941, já
acima descrito. Os OUTORGANTES EXPROPRIADOS exoneram o OUTORGADO
EXPROPRIANTE de qualquer ressarcimento adicional, na hipótese de futura e eventual
alienação do imóvel ora expropriado a terceiros, renunciando os expropriados, para esse
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________________________________________________________________________________
101
efeito, ao direito de retrocessão ou de qualquer reivindicação por perdas e danos. E, por
se acharem de pleno acordo com os termos, cláusulas e retro, o OUTORGADO
EXPROPRIANTE paga aos OUTORGANTES EXPROPRIADOS, a título de indenização
pela área expropriada, a importância de R$ ___________, obrigando-se eles
outorgantes expropriados a qualquer tempo reconhecer como firme e valiosa a
presente desapropriação amigável e a responder pela evicção de direito, por si e
seus sucessores. Pelo OUTORGADO EXPROPRIANTE me foi dito que aceitava em
todos os seus termos para que produza os devidos e legais efeitos. Isento de Imposto de
Transmissão de Bens Imóveis Art. 25, inciso I, da Lei nº. 1.343/89, do Código Tributário
Municipal."DECRETO N° _____, DE _________. Declara Utilidade Pública, para fins
de desapropriação os direitos sobre área urbana situada no Distrito de ________, e
dá outras providencias. O PREFEITO MUNICIPAL DE _________, ESTADO DO
ESPÍRITO SANTO, no uso de suas atribuições legais, e tendo em vista o que consta
no processo 010.267/2014, de 15/05/2014. DECRETA: Art. 1o Fica declarada de
Utilidade Pública para fins de desapropriação os direitos sobre uma área de terras
medindo _____________. Art. 2o Ficam desapropriados os direitos sobre a
propriedade da área descrita no artigo 1o, pelo valor avaliado de R$ 289.965,00
(duzentos e oitenta e nove mil, novecentos e sessenta e cinco reais), em favor de
_______________, em conformidade com os elementos constantes no processo
administrativo n° __________. Parágrafo único. As despesas decorrentes da
presente desapropriação correrão à conta da dotação orçamentária da Secretaria
Municipal de Obras. Art. 3° Destina-se o bem expropriado à abertura de logradouro
que dará acesso a equipamentos públicos que serão implantados na área pública
adjacente e providências quanto à drenagem no Núcleo Urbano de ________,
destinação essa de Utilidade Pública, nos termos do art. 5o, "i", do Decreto Lei
3.365/1941. Art. 4° Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
REGISTRE-SE E PUBLIQUE-SE. Prefeitura Municipal de ______, Estado do Espírito
Santo, aos 02 dias do mês junho do ano de dois mil e dezesseis. ______ - Prefeito
Municipal. REGISTRADO E PUBLICADO NESTA SECRETARIA, DATA SUPRA.
______ - Secretário Municipal de Administração e dos Recursos Humanos." Pelo
OUTORGADO EXPROPRIANTE, na pessoa de seu representante me foi dito, que aceita
a presente escritura como nela se contém e declara, por estar o mesmo de inteiro acordo
com o ajustado e contratado entre si e os OUTORGANTES EXPROPRIADOS me
apresentando os seguintes documentos: 1- CERTIDÃO NEGATIVA DE DÍVIDA À FAZENDA
PÚBLICA ESTADUAL; 2 - CERTIDÂO CONJUNTA NEGATIVA DE DÉBITOS RELATIVOS A
TRIBUTOS FEDERAIS E À DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO; 3- CERTIDÃO NEGATIVA MUNICIPAL.
As certidões descritas nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 6 e, 7, fazem parte do presente instrumento de
acordo com o art. 1o, incisos III e IV e art. 2o, do Decreto no 93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do
Código de Normas da Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito Santo. 8- De acordo
com Ofício Circular nº 30/2012 da Egrégia Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Espírito
Santo, e Ofício Circular nº 029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra Eliana Calmon - Corregedora
Nacional de Justiça, as partes foram cientificadas quanto a expedição da Certidão Negativa de
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Débitos Trabalhistas, nos termos do Art. 642-A, da Consolidação das Leis do Trabalho. 4-
CERTIDÕES NEGATIVAS DE INCAPACIDADE CIVIL; 5- CERTIDÕES DE CITAÇÃO DE
AÇÕES REAIS E PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS, expedidas pelo
Cartório de Registro Geral de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de Linhares-ES, em _________.
Conforme determina o art. 14, do Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça –
Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25 de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr.
Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em exercício, foram
realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens -
CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS que impeçama lavratura deste ato, de
acordo com Relatório de Consulta de Indisponibilidade emitido às __________, do dia
_________ – Código HASH _________. A DOI referente ao presente instrumento será emitida
regularmente e enviada à SRF, no prazo estabelecido pela IN RFB nº 1.112 de 28/12/2010.
Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam,
comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º,
do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e
assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item
IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS
[{43}], Total [{57}]. Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme,
aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o
Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz
digitar, subscrevo e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}],
Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp
[{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
FULANO DE TAL
____________________________________________________
FULANA DE TAL
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4.3. ESCRITURAS PÚBLICAS DECLARATÓRIAS
4.3.1. ESCRITURAS PÚBLICAS DECLARATÓRIAS
O que é:
Vários tipos de declaração podem ser feitos de forma pública (escritura de declaração),
em um Tabelionato de Notas.
Nestas escrituras de declaração, as partes declaram fatos que desejam ou que sabem,
sob sua responsabilidade civil e criminal.
As declarações mais freqüentes são:
• Declaração de união estável;
• Declaração de dependência econômica: o declarante declara que alguém é seu
dependente econômico, para os mais variados fins;
• Declaração para fins de casamento: dois declarantes conhecidos do noivo ou da noiva
declaram publicamente que conhecem e que seu estado civil é o de solteiros, divorciados
ou viúvo, nada havendo que impeça seu casamento;
• Declaração para fins judiciais: o declarante narra em detalhes um fato de que tem
conhecimento, para ser usado para fins judiciais.
Como é feita:
A parte interessada comparece ao tabelionato com seu RG e CPF originais e declara o
que desejar para o escrevente, que transcreverá o declarado no livro notarial, tornando a
declaração pública.
O que é necessário:
• RG e CPF originais do declarante
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4.3.2. ESCRITURA PÚBLICA DE CREMAÇÃO
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DECLARATÓRIA QUE FAZ _______,
NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos esta pública Escritura Declaratória bastante
virem que ao _________ dias do mês de _________ do ano de _________, em Cartório, sito na
Av. João Felipe Calmon, 735, Centro nesta cidade de Linhares, Comarca de Terceira Entrância do
Estado do Espírito Santo, perante mim Tabelião, compareceu como DECLARANTE: _________.
O presente reconhecido como o próprio por mim, Tabelião, por ter apresentado os documentos
hábeis. Então, pelo declarante me foi dito que pela presente escritura, e na melhor forma de
direito, consciente das sanções cíveis e criminais, de livre e espontânea vontade, sem
qualquer coação ou induzimento, prestou as seguintes declarações: DECLARO a bem da
verdade que:1) que ele declarante, usando dos direitos lhe foram conferidos pela Lei Federal
6015, de 31.12.1973; pelo Decreto-Lei 88, de 07.08.1969, regulamentado pelo Decreto “E” 3707,
de 06.02.1970; pelo Decreto 159, de 08.10.1975; pela Lei 40, de 07.12.1977, regulamentados
pelo Decreto 1453, de 08.10.1975, quer e determina a seus familiares que após o seu falecimento
seu corpo seja cremado e as cinzas, sejam jogadas ao mar. 2) que pede a seus familiares para
que seu enterro seja o mais simples possível. Pelo declarante na presença das testemunhas foi
dito que aceita a presente escritura nos expressos termos em que se apresenta.Escrita esta e lida
em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião,
dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil.
Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e
raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam,
comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º,
do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e
assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item
IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS
[{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
_______________________________
FULANO DE TAL
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4.3.3. ESCRITURA PÚBLICA DE SERVIDÃO
CÓDIGO CIVIL - Das Servidões
CAPÍTULO I
Da Constituição das Servidões
Art. 1.378. A servidão proporciona utilidade para o prédio dominante, e grava o
prédio serviente, que pertence a diverso dono, e constitui-se mediante declaração
expressa dos proprietários, ou por testamento, e subseqüente registro no Cartório de
Registro de Imóveis.
Art. 1.379. O exercício incontestado e contínuo de uma servidão aparente, por dez
anos, nos termos do art. 1.242, autoriza o interessado a registrá-la em seu nome no
Registro de Imóveis, valendo-lhe como título a sentença que julgar consumado a
usucapião.
Parágrafo único. Se o possuidor não tiver título, o prazo da usucapião será de vinte
anos.
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE CONSTITUIÇÃO AMIGÁVEL DE
SERVIDÃO DE PASSAGEM QUE FAZEM ______; E,
PETROBRAS DISTRIBUIDORA S.A, NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos a presente Escritura Pública de Constituição
Amigável de Servidão de Passagem virem ou dela conhecimento tiverem que, aos __________
dias do mês de ______ do ano de _______, em Cartório, sito na Avenida João Felipe Calmon, nº
735, Centro, Linhares, Estado do Espírito Santo, perante mim, Tabelião do Segundo Ofício de
Notas, compareceram partes entre sí, justas e contratadas, a saber: de um lado, como
OUTORGANTE(S) PROPRIETÁRIO(S) ______________; e, como OUTORGADA
BENEFICIÁRIA PETROBRAS DISTRIBUIDORA S.A., sociedade de economia mista, inscrita no
CNPJ/MF sob o n° ____________, com sede na Rua _____________, reconhecidos como os
próprios de mim tabelião e das testemunhas abaixo nomeadas e assinadas, minhas conhecidas
do que dou fé e me foi dito que entre as partes, amigavelmente, ficou justo e acordado a
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm
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instituição de uma SERVIDÃO DE PASSAGEM, mediante as cláusulas e condições seguintes:
PRIMEIRA: O(s) OUTORGANTE(s) PROPRIETÁRIO(s) são senhores e legítimos possuidores de
uma Propriedade rural situada em _____________;sendo que os OUTORGANTES
PROPRIETÁRIOS reconhecem, neste ato, o caráter de utilidade pública do imóvel objeto deste
instrumento, a título perpétuo, para a construção de dutos e/ou outras instalações atinentes
ao objeto social da Petrobras Distribuidora S.A. – PETROBRAS. SEGUNDA: A presente
servidão destina-se a permitir a passagem em terra dos Outorgantes Proprietários dos dutos
acima referidos e outros que necessários forem, bem como de cabos de comunicação, em
uma faixa de terras com _______ metros de extensão, com uma largura de 4,00 metros
correspondente a uma área atingida de _________ m², inserida na área total da propriedade
de ______m², que se caracteriza e se desenvolve conforme o Memorial descritivo MD-
_________ e Planta de Cadastro __________. TERCEIRA: Fica a OUTORGADA
BENEFICIÁRIA com direito de realizar, por si ou terceiros a quem tenha sido concedido
autorização, na faixa de servidão os trabalhos de construção, manutenção, reparo e fiscalização
de dutos e cabos de comunicação ou outros necessários ao bom funcionamento das instalações,
bem como instalar, operar e manter equipamentos necessários ao transporte, recebimento e
entrega de gás, serviços de rede de água, aquecimento, energia elétrica, cabos de fibra ótica,
transmissão de dados e telecomunicações, marcos quilométricos e de sinalização. QUARTA: Os
OUTORGANTES PROPRIETÁRIOS permanecem com o direito de transitar pela faixa serviente,
inclusive com veículos de tração a motor ou animal, podendo utilizar a referida faixa para: a)
cruzar com veículos de ate 8 (oito) toneladas por eixo; b) cruzar com veiculo de peso acima de 8
(oito) toneladas por eixo, ficando, no entanto, obrigado a colocar pranchões sobre o trecho a ser
cruzado, para proteção dos dutos e avisar, previamente, a Outorgada Beneficiaria, devendo deixar
livre uma faixa de, no mínimo 4,00m (quatro metros) de largura, sendo 2,00m (dois metros) para
cada lado do eixo da tubulação; c) trafegar ao longo da faixa com veículos leves (carros de
passeio e utilitários). QUINTA: Fica vedado aos OUTORGANTES PROPRIETÁRIOS praticar,
dentro da área de servidão atos que embaracem ou causem danos aos dutos, incluídos entre eles
os de: a) fazer construções de qualquer natureza, mesmo provisórias ou de pequeno porte; b)
utilizar explosivos; c) fazer escavações; d) promover queimadas e/ou acender fogueiras sem
prévio aviso à Outorgada; e) impedir passagem e o acesso à faixa de dutos dos prepostos da
Outorgada, seus empreiteiros e subempreiteiros, bem como de seus equipamentos; f) explorar
silvicultura, reflorestamento ou fruticultura de árvores permanentes ou de grande porte; g) retirar
ou danificar sinalizações da Outorgada, existentes sobre a faixa serviente.
SEXTA: A OUTORGADA BENEFICIÁRIA indeniza, neste ato, os OUTORGANTES
PROPRIETÁRIOS por todo e qualquer prejuízo presente, causado ao imóvel serviente, em virtude
de danos materiais diretos ocasionados pelos serviços de assentamento dos dutos, bem como as
benfeitorias culturas e cobertura vegetal nativa existentes na faixa objeto da presente escritura.
Eventualmente se a Outorgada Beneficiária ou seus prepostos causarem prejuízos nas plantações
ou culturas existentes dentro da faixa, após a construção dos dutos, será responsável pelos danos
ou prejuízos decorrentes. Da mesma forma, a Outorgada Beneficiária será responsável por
qualquer dano ou prejuízo causado à propriedade dos Outorgantes Proprietários, decorrentes da
operação dos dutos instalados na faixa. Em qualquer hipóteses, os lucros cessantes estarão
excluídos da obrigação de indenizar. SÉTIMA: A presente servidão é feita pelo preço certo e
irreajustável de R$ __________, que os OUTORGANTES PROPRIETÁRIOS declaram haver
recebido, neste ato, da seguinte forma: cheque nº ___________ - Valor de R$ ________, nominal
a __________, por todas as culturas, cobertura vegetal e benfeitorias existentes dentro da faixa
serviente e pela área de terra subtraída e demais prejuízos e danos descritos na Cláusula Sexta
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acima, reconhecendo neste ato o caráter de utilidade publica dos ativos a serem construídos na
faixa de servidão, pelo que dão à Outorgada Beneficiária plena, rasa, geral e irrevogável quitação
para nada mais reclamarem no futuro, em juízo ou fora dele, a que título for. OITAVA: A
OUTORGADA BENEFICIÁRIA fica autorizada a transferir parte ou a totalidade, da servidão de
passagem ora instituída, ou da propriedade ou do direito de uso, dos dutos e outros equipamentos
instalados na área objeto da servidão, para qualquer órgão federal, estadual, municipal e/ou
concessionária de serviços públicos e/ou uma de suas subsidiárias ou coligadas em qualquer grau
e/ou empresa que vier a lhe vier suceder em caso de extinção ou reestruturação relativa a reforma
administrativa pública indireta , e também para qualquer outra empresa que tenha como finalidade
dar continuidade à atividade a que se destinam os referidos dutos e equipamentos e que esteja
autorizada pela autoridade competente na forma da legislação aplicável, renunciando os
Outorgantes Proprietários por si, seus herdeiros e sucessores a qualquer direito, inclusive o de
retrocessão, nas hipóteses aqui referidas, sem que haja necessidade de nova manifestação por
escrito dos OUTORGANTES PROPRIETÁRIOS. NONA: Por força do que ora é ajustado entre as
partes contratantes, fica a Outorgada Beneficiárias imitida na posse da área de servidão descrita e
caracterizada na cláusula segunda, cujo direito de uso e fruição lhe transferem os Outorgantes
Proprietários, que também respondem pela evicção de direito. DÉCIMA: Fica eleito o foro da
Cidade de Linhares-ES, Estado do Espírito Santo, para diminuir eventuais litígios decorrentes da
instituição da presente servidão, renunciando as partes a quaisquer outros por mais privilegiados
que seja. Pelos OUTORGANTES PROPRIETÁRIOS E OUTORGADA BENEFICIÁRIA, me foi dito,
que aceitam a presente escritura como nela se contém e declara, por estarem as mesmas de
inteiro acordo com o ajustado e contratado, me apresentando os seguintes documentos: 1-
CERTIDÕES NEGATIVAS DE DÉBITOS DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE - MMA -
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais renováveis - IBAMA, expedida por
meio eletrônico sob nºs____________. 2- CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITOS RELATIVOS AO
IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL - ITR. NIRF:_______, expedida por
meio eletrônico, com base na Instrução Normativa RFB nº 735, de 02/05/2007, emitida às ____ do
dia ______ válida até ______. Código de Controle da Certidão: ____________; as certidões
descritas nos itens 1 e 2, fazem parte do presente instrumento de acordo com o art. 1º, incisos III
e IV e art. 2º, do Decreto nº 93.240 de 09/09/86; e, art. 664, do Código de Normas da Egrégia
Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito Santo.3- CERTIFICADO DE CADASTRO DE
IMÓVEL RURAL - CCIR - EMISSÃO 2006/2007/2008/2009 - Ministério do Desenvolvimento
Agrário – MDA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA - Dados do Imóvel
Rural-Código Do Imóvel Rural _________ - Denominação do Imóvel Rural - Sítio _______.
Número do CCIR __________. 4- De acordo com Ofício Circular nº 30/2012 da Egrégia
Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Espírito Santo, e Ofício Circular nº
029/CNJ/COR/2012 de lavra da Ministra Eliana Calmon-Corregedora Nacional de Justiça,
OUTORGANTE PROPRIETÁRIA E OUTORGADA BENEFICIÁRIA, foram cientificadas quanto
a expedição da Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas, nos termos doArt. 642-A, da
Consolidação das Leis do Trabalho. 5- CERTIDÕES DE CITAÇÃO DE AÇÕES REAIS E
PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS, expedida pelo Cartório de Registro Geral
de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de _________, em _______. Pelos OUTORGANTES
PROPRIETÁRIOS, ainda me foi dito, que declaram sob pena de responsabilidade civil e penal,
que não existem ações reais e pessoais reipersecutórias relativas ao imóvel, objeto deste
instrumento e de outros ônus reais incidentes sobre o mesmo.Pelo OUTORGADO COMPRADOR,
me foi dito que dispensa a apresentação das Certidões Negativas de Débitos da Fazenda Pública
Estadual, na forma do Decreto nº 93.240 de 09/09/86, ficando o mesmo responsável nos termos
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da lei, pelo pagamento de débitos fiscais existentes, relacionados ao imóvel objeto deste
instrumento. Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e
assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215,
Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar,
subscrevo e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos:
Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad
[{79}], ISS [{43}], Total [{57}]. Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo
conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas,
consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu, _________________________
Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do
Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes
[{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
____________________________________________________
FULANO DE TAL
____________________________________________________
FULANO DE TAL
4.3.4. ESCRITURA PÚBLICA CONSTITUTIVA DE DIREITOS
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DECLARATÓRIA E
CONSTITUTIVA DE DIREITOS QUE FAZEM _______ EM
FAVOR DE _______, NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos este público instrumento de Escritura
Declaratória de Direito e Constitutiva de Obrigação virem, que aos _______ dias do mês de
dezembro do ano de dois mil e doze, nesta cidade de Linhares, Estado do Espírito Santo, sito na
Avenida João Felipe Calmon, nº. 735, Centro, Linhares/ES, e por me haver sido requerida esta,
perante mim Tabelião que subscrevo, comparecem as partes, ora DECLARANTES E
OUTORGANTES CEDENTES: 1) ______________; e de outro lado como OUTORGADO
CESSIONÁRIO: ___________. As presentes pessoas identificadas e reconhecidas como os
próprios por mim, Tabelião, juridicamente capaz, de cuja identidade e capacidade Jurídica dou fé.
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Desta forma pelos DECLARANTES e OUTORGANTES CEDENTES, perante mim, me foi dito,
que através deste instrumento publico e na melhor forma de direito, AUTORIZAM como
autorizado tem, o OUTORGADO CESSIONARIO, acima qualificado, a tomar posse do bem
imóvel abaixo indicado, em substituição à penhora realizada junto ao Processo nº
__________, que tem como parte Executada o ANUENTE CIENTE - Sr. _________, processo
este que tramita perante a Vara do 1º Juizado Especial Cível de Linhares/ES, sobre os
direitos pertencentes aos DECLARANTES E OUTORGANTES CEDENTES correspondentes
à metragem de ________que cabe a cada um, existente sobre o seguinte bem imóvel: Um
terreno sito no lugar __________, devidamente registrado no Cartório de Imóveis de
Linhares/ES sob a matrícula nº ______, do Livro 2, de ordem. Ainda perante esta Escritura os
DECLARANTES E OUTORGANTES CEDENTES declaram perante qualquer Juízo e/ou Tribunal
que se obrigam a transferir a posse e o domínio existente sobre a metragem do imóvel acima
citado, ou em razão de determinação judicial “Penhora e/ou Adjudicação” ou qualquer outro meio
idôneo e instrumento jurídico-processual colocado à disposição do credor para salvá-lo da perda
do crédito legitimamente constituído e exigível, prometendo os DECLARANTES E
OUTORGANTES CEDENTES, por si seus herdeiros e/ou sucessores, a fazer valer a presente
Escritura, sempre boa, firme e valiosa e isenta de dúvidas, e tudo como nela se contem, é que,
desta forma descrita, e que fica por esta o OUTORGADO CESSIONÁRIO autorizado a alienar;
ceder; transferir; doar; gravar com quaisquer ônus, em seu nome ou em nome e a favor de
terceiros o bem descrito acima e caracterizado, podendo assim e em razão deste instrumento
público o CREDOR gravar com ônus, e adjudicar na forma da Lei, como forma de extinção dos
seus créditos correspondentes, ficando os mesmos integralmente responsáveis pelo acima
declarado e sujeitando-se às sanções penais, cíveis e administrativas na legislação brasileira e
aplicadas em caso de falsa declaração. Os nomes, dados das partes e os elementos relativos ao
objeto que integram o presente instrumento, foram fornecidos e conferidos por todas as partes,
que por eles se responsabilizaram.Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo
conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas,
consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu, _________________________
Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do
Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes
[{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}]. Escrita esta e lida em voz alta às
partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a
presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e
raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
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Tabelião
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4.3.5. ESCRITURA PÚBLICA DE REVOGAÇÃO DE
MANDATO
CÓDIGO CIVIL - Da Extinção do Mandato
Art. 682. Cessa o mandato:
I - pela revogação ou pela renúncia;
Art. 683. Quando o mandato contiver a cláusula de irrevogabilidade e o mandante o
revogar, pagará perdas e danos.
Art. 684. Quando a cláusula de irrevogabilidade for condição de um negócio bilateral,
ou tiver sido estipulada no exclusivo interesse do mandatário, a revogação do mandato
será ineficaz.
Art. 685. Conferido o mandato com a cláusula "em causa própria", a sua revogação
não terá eficácia, nem se extinguirá pela morte de qualquer das partes, ficando o
mandatário dispensado de prestar contas, e podendo transferir para si os bens móveis ou
imóveis objeto do mandato, obedecidas as formalidades legais.
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE REVOGAÇÃO DE
PROCURAÇÃO QUE FAZEM ________ E
__________, NA FORMA ABAIXO:
S A I B A M quantos a presente Escritura Pública de
Revogação de Procuraçãovirem, que aos ____ dias do mês de ____ do ano de dois mil e
dezessete, em Cartório, sito na Avenida João Felipe Calmon, nº 735, Centro, Linhares, Comarca
de Terceira Entrância do Estado do Espírito Santo, perante mim, Tabelião do Segundo Ofício de
Notas, compareceram como Outorgantes/Revogantes, ____________; e, __________. Pelos
Outorgantes me foi dito sob pena de responsabilidade civil e criminal, que todos os
documentos foram apresentados nos originais para a lavratura deste ato e que esses são
autênticos e verdadeiros. Os presentes identificados e reconhecidos por mim, pela
documentação pessoal que me foi apresentada, de responsabilidade dos apresentantes, de
cujas identidades e capacidade jurídica dou fé.E pelos Outorgantes/Revogantes me foi dito
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MINISTRADO POR: RODRIGO REIS CYRINO – EM 12/08/2017
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que pelo presente instrumento e na melhor forma de direito, revogam, como efetivamente
revogado tem, expressamente, todos os poderes que conferiu em instrumento de
procuração,conforme determina o art. 659 e seus parágrafos do Código de Normas da
Egrégia Corregedoria de Justiça do Estado do Espírito Santo, os mandatários _________;
contidos no instrumento de procuração lavrado nestas notas, em data de ___________, no
Livro ______, fls. _______, para que presente e futuramente nenhum ato venha praticar o
referido procurador com fundamento no aludido instrumento público de procuração ora revogado.
Neste ato os Outorgantes/Revogantes, se comprometem em informar o Outorgado/Revogado a
presente revogação da procuração na forma da lei.Escrita esta e lida em voz alta às partes,
acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de
testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e
raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam,
comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º,
do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e
assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item
IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS
[{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
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Tabelião
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4.3.6. ESCRITURA PÚBLICA DE RERRATIFICAÇÃO
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE RERRATIFICAÇÃO QUE
FAZEM COMO OUTORGANTE VENDEDORA:
_______; E, OUTORGADO COMPRADOR: _______,
NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos esta pública Escritura de
Rerratificação virem que, aos ______ dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e
______ em meu Cartório, sito na Avenida João Felipe Calmon, nº 735, Centro, na Cidade
de Linhares, Estado do Espírito Santo, em RERRATIFICAÇÃO a ESCRITURA PÚBLICA
DE COMPRA E VENDA lavrada nestas notas, no LIVRO Nº ____, às FOLHAS Nº
______, datada de _______, entre a OUTORGANTE VENDEDORA E OUTORGADO
COMPRADOR: __________,todos já devidamente qualificados, na mencionada escritura,
e tendo como objeto de transação o imóvel constituído por: Apartamento n° _______; e
acontecendo, no entanto quando da lavratura da escritura pública, ficou incorreto a
descrição da Certidão de Ações Reais e Pessoais Reipersecutórias e de Ônus Reais,
bem como não mencionamos o selo da devida Certidão, razão pela qual é feita a presente
rerratificação para mencionar a informação acima: 1- CERTIDÕES DE CITAÇÃO DE
AÇÕES REAIS E PESSOAIS REIPERSECUTÓRIAS E DE ÔNUS REAIS, expedida pelo
Cartório de Registro Geral de Imóveis do 1º Ofício da Comarca de _______-ES, em
__________, selo digital: _________.Assim, rerratificando a aludida escritura naquelas
partes, como de fato pela presente escritura ora a retifica, e ratificam-na nas demais
partes, para que com a rerratificação ora feitas, fique e continue produzindo todos os
devidos e legais efeitos.Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo conforme,
aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas, consoante o
Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu, _________________________ Tabelião, que fiz
digitar, subscrevo e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}],
Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp
[{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}]. Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam
em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de
testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e
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raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
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4.3.7. ESCRITURA PÚBLICA DE ADITAMENTO
Modelo Prático (Minuta):
ESCRITURA PÚBLICA DE ADITAMENTO QUE FAZEM
COMO OUTORGANTES VENDEDORES: _________; E,
OUTORGADA COMPRADORA: ________, NA FORMA
ABAIXO:
SAIBAM quantos a presente Escritura Pública de
Aditamento virem que, aos _________ dias do mês de ________ do ano de dois mil e dezessete,
em Cartório, sito na Avenida João Felipe Calmon, nº 735, Centro, Linhares, Estado do Espírito
Santo, perante mim, Tabelião do Segundo Ofício de Notas, compareceram partes entre sí, justas
e contratadas, a saber: de um lado, como OUTORGANTES E RECIPROCAMENTE
OUTORGADOS, __________; e, ____________, todos já devidamente qualificados, na
mencionada escritura, e tendo como objeto de transação o imóvel constituído por: Lote nº
_________; e, acontecendo, no entanto, que na escritura supracitada, quando de sua lavratura
não foram apresentadas as Certidões Negativas em nome da OUTORGANTE VENDEDORA
________, razão pela qual é feito o presente ADITAMENTO para mencionar as Certidões: 1)
CERTIDÃO NEGATIVA DE DÍVIDA À FAZENDA PÚBLICA ESTADUAL _________Assim,
aditando a aludida escritura naquelas partes, como de fato pela presente escritura ora adita e
ratificam-na nas demais partes, para que com o aditamento ora feito, fique e continue produzindo
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todos os devidos e legais efeitos. Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo
conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de testemunhas,
consoante o Artigo 215,Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu, _________________________
Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do
Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes
[{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
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Tabelião
5. ATA NOTARIAL
Qualquer fato pode ser registrado em uma ata notarial, desde que licitamente
reproduzido, como por exemplo:
- o levantamento dos bens que guarnecem uma residência, uma fazenda, ou uma
empresa;
- as decisões tomadas em reuniões e assembléias;
- o teor de documentos (páginas) publicados na internet;
- o conteúdo de um cofre no momento de sua abertura;
- a descrição do estado de conservação de determinado bem;
- um acidente de trânsito.
Vantagens: a) Registro perpétuo do fato – o fato é transcrito na ata, que permanece
registrada em livros no tabelionato, permitindo que seu conteúdo seja futuramente
recuperado por certidões, podendo ser utilizada como meio de prova em um processo
judicial; b) Presunção de autenticidade – por meio da fé pública do notário, ao lavrar a
narrativa de um fato juridicamente relevante, está conferindo-lhe a presunção de
autenticidade. Em outras palavras, eleva o registro deste fato à categoria de poderoso
meio poderoso.
A ata notarial pode ser utilizada, dentre outras hipóteses, para:
a) comprovar presença de pessoas em certos lugares;
b) comprovar entrega de documentos ou coisas;
c) certificar a existência de pessoas;
d) certificar declarações prestadas;
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e) atestar apelido ou profissão de pessoa;
f) atestar remessa de coisa pelo correio;
g) atestar estado de imóveis no início ou fim de locação;
h) perpetuar conteúdo de páginas da internet;
i) extrair certidões via internet.
Portanto, a ata notarial destina-se a fazer prova de um fato em juízo ou fora dele. “Tem a
ata notarial o condão de preconstituir prova dotada de fé pública, isto é, os fatos que o
notário declarar que ocorreram em sua presença presumem-se verdadeiros, tornando
críveis, até que se prove o contrário. Por isso diz-se que a ata notarial tem a característica
de perpetuar o fato no tempo, com força de fé pública”.
Documentos necessários:
− Identidade e CPF do Solicitante
6. CERTIDÕES
Os atos praticados pelo Tabelião de Notas, exceto o reconhecimento de firma,
algumas atas notariais e a autenticação de cópias, são todos feitos em livro próprio,
que fica arquivado para sempre.
Assim, de todos os atos feitos no livro do Tabelião de Notas, se pode, a qualquer
tempo, obter cópias fiéis , com a mesma validade dos originais, que são as certidões.
Como é feita:
A certidão pode ser obtida por cópia reprográfica (xerox do livro), sendo fornecida na
hora, ou pode ser datilografada, sendo fornecida em um prazo máximo de 5 dias
úteis.
O que é necessário:
• Cópia do ato do qual deseja uma certidão (certidão antiga) OU;
• Número do Livro e da Página em que está o ato OU;
• Nome completo das partes constantes no ato
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MÓDULO II
AS ESCRITURAS PÚBLICAS NO NOVO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
1. A DESJUDICIALIZAÇÃO DE PROCESSOS
1.1. CONCEITO
Desjudicializar é facultar às pessoas solucionarem seus
conflitos em outros meios fora da esfera judicial, desde que seja
possível, considerando a capacidade e que os direitos sejam
disponíveis. É buscar meios alternativos de solução de conflitos
para a busca da justiça social.
Segundo a advogada Norma Jeane Fontenelle Marques:
A desjudicialização indica o deslocamento de algumas atividades que
eram atribuídas ao poder Judiciário e, portanto, previstas em lei como
de sua exclusiva competência, para o âmbito das serventias
extrajudiciais, admitindo que estes órgãos possam realizá-las, por
meio de procedimentos administrativos. Este processo de
transferência de serviços para os cartórios extrajudiciais que antes só
poderiam ser feitos pela Justiça (desjudicialização), tem por objetivo
trazer celeridade às ações que não envolvem litígio e contribuir para a
redução da crescente pressão sobre os tribunais, que estão
abarrotados. Para que o instrumento judicial se torne célere, é
imperioso concentrar a atividade do Juiz, afastando do Poder
Judiciário questões de menor complexidade, nas quais inexistam
CURSO: “ASPECTOS PRÁTICOS DAS ESCRITURAS PÚBLICAS”
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conflitos entre as partes. Assim, se evitaria a intervenção judicial nas
situações em que não se faz necessária. A legislação processual
necessita ser adequada a essa realidade.3
1.2. PREVISÃO NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Art. 3o Não se excluirá da apreciação jurisdicional ameaça ou
lesão a direito.
§ 1o É permitida a arbitragem, na forma da lei.
§ 2o O Estado promoverá, sempre que possível, a solução
consensual dos conflitos.
§ 3o A conciliação, a mediação e outros métodos de solução
consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes,
advogados, defensores públicos e membros do Ministério
Público, inclusive no curso do processo judicial.
1.3. TERMO CARTÓRIO
É a repartição pública ou privada que tem a custódia de
documentos (cartas) e que lhes dá fé pública.
FÉ PÚBLICAé a presunção de verdade vinda do Estado, que
presume autênticos e verdadeiros os documentos apresentados e
a vontade manifestada pelas partes.
3
MARQUES, Norma Jeane Fontenelle – A desjudicialização como forma de acesso à justiça. Disponível em:
<http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=14638&revista_caderno=21 -
acesso em: 09 de abril. 2017.
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Se dividem em:
1) Cartórios Judiciais (Ex: Cartório da Vara de Família; Cartório
da Vara Criminal; Cartório do Juizado Especial Cível).
2) Cartórios Extrajudiciais (Cartório de Registro Geral de Imóveis;
Cartório de Notas; Cartório de Registro Civil).
1.4. CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS
SÃO VÁRIOS TIPOS DE CARTÓRIOS EXTRAJUDICIAIS:
a) Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais: é o que registra
os fatos da vida de um indivíduo, tais como o seu nascimento, casamento, divórcio ou
morte (óbito). Entre as certidões dos vários tipos de cartórios existentes, as do Registro
civil são as mais importantes da vida de uma pessoa. Neste cartório são concedidas as
certidões de nascimento, casamento, óbito, as emancipações, as interdições, as
sentenças declaratórias de ausência, as opções de nacionalidade e as sentenças que
deferirem a legitimação adotiva. A pessoa só existe para a sociedade quando registrado
neste estabelecimento.
Base legal: Código Civil
- PARTE GERAL – DAS PESSOAS NATURAIS – DA PERSONALIDADE E DA
CAPACIDADE:
Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.
Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a
salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
Art. 9o Serão registrados em registro público: I - os nascimentos, casamentos e óbitos; II -
a emancipaçãopor outorga dos pais ou por sentença do juiz; III - a interdição por
incapacidade absoluta ou relativa; IV - a sentença declaratória de ausência e de morte
presumida.
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b) Cartório de Notas ou Tabelionato de Notas: Sua função é
intermediar as relações comerciais entre as pessoas físicas e jurídicas, garantindo a
segurança dos negócios através de procurações, escrituras públicas, autenticações e
reconhecimento de firmas, bem como certificar fatos e expedir certidões. O tabelião
informa ao comprador que não existe nenhum ônus sobre o imóvel a ser adquirido e
certifica que a pessoa que está vendendo não tem dívidas.
Base legal: Código Civil
Art. 215. A escritura pública, lavrada em notas de tabelião, é documento dotado de fé
pública, fazendo prova plena.
Base legal: Novo Código de Processo Civil
Art. 384. A existência e o modo de existir de algum fato podem ser atestados ou
documentados, a requerimento do interessado, mediante ata lavrada por tabelião.
Parágrafo único. Dados representados por imagem ou som gravados em arquivos
eletrônicos poderão constar da ata notarial.
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MINISTRADO POR: RODRIGO REIS CYRINO – EM 12/08/2017
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c) Cartório de Registro de Imóveis: Esse cartório registra todo o histórico
da propriedade dos imóveis de uma Cidade.
Base legal: Código Civil
- DIREITO DAS COISAS – DA PROPRIEDADE
Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de
reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.
Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo
no Registro de Imóveis. § 1o Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante
continua a ser havido como dono do imóvel.
d) Cartório de Protestos de Títulos:O protesto é o ato formal e solene pelo
qual se prova a inadimplência e descumprimento da obrigação originada em títulos
(cheque, nota promissória e outros) ou qualquer outro documento de dívida.
1.5. NOTAS INTRODUTÓRIAS À LEI 11.441/2007
É a lei mais conhecida que desjudicializou processos, tais
como a separação, o divórcio e o inventário e partilha.
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MINISTRADO POR: RODRIGO REIS CYRINO – EM 12/08/2017
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2. PROCESSOS DESJUDICIALIZADOS
PELO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
E OUTRAS LEGISLAÇÕES
2.1. ESCRITURA PÚBLICA DE SEPARAÇÃO E DIVÓRCIO
SEPARAÇÃOé uma forma de dissolução da sociedade conjugal, que extingue os
deveres de coabitação e fidelidade próprios do casamento, bem como o regime de bens.
Fica mantido, contudo, o vínculo matrimonial entre os separados, permitindo-se a
reconciliação do casal a qualquer tempo, o que os impede de contrair outro casamento
até que seja feito o divórcio.
O CARTÓRIO DE NOTAS poderá lavrar uma ESCRITURA PÚBLICA DE SEPARAÇÃO
serão partilhados os bens, definidos os valores de pensão alimentícia e alterado o nome
do cônjuge, se for o caso (que será levada ao Cartório de Registro Civil para averbar na
certidão de casamento a separação e ao Cartório de Imóveis para o registro da partilha).
Os cônjuges podem se fazer representar por procuração pública, feita em cartório de
notas, a qual deverá conter poderes especiais e expressos para essa finalidade, com
prazo de validade de 30 (trinta) dias, segundo o artigo 36, da Resolução nº 35 do CNJ.
DIVÓRCIO é a dissolução do casamento em definitivo e permite novo casamento
pelas partes.
O CARTÓRIO DE NOTAS poderá lavrar uma ESCRITURA PÚBLICA DE DIVÓRCIO OU
DE CONVERSÃO DA SEPARAÇÃO EM DIVÓRCIO onde poderá ser partilhado os bens,
definidos os valores de pensão alimentícia e alterado o nome do cônjuge, se for o caso
(que será levada ao Cartório de Registro Civil para averbar na certidão de casamento o
divórcio e ao Cartório de Imóveis para o registro da partilha).
*** REQUISITOS: Para a realização de um divórcio em Cartório é necessário cumprir os
três requisitos: 1) Acordo entre o casal; 2) Não pode haver filhos menores ou incapazes
envolvidos. Somente se o casal não tiver filhos ou se os filhos já forem maiores de idade
ou emancipados é possível realizar o ato em cartório (***salvo previsão em provimento se
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MINISTRADO POR: RODRIGO REIS CYRINO – EM 12/08/2017
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a guarda, regulamentação de visitas e a pensão do menor já tiverem sido resolvidos
judicialmente); 3) Deve ter a participação de um advogado.
2.1.1. Fundamento legal
SEPARAÇÃO
- Código Civil
Art. 1.575. A sentença de separação judicial importa a separação de corpos e a partilha
de bens.
Parágrafo único. A partilha de bens poderá ser feita mediante proposta dos cônjuges e
homologada pelo juiz ou por este decidida.
Art. 1.576. A separação judicial põe termo aos deveres de coabitação e fidelidade
recíproca e ao regime de bens.
DIVÓRCIO
- Código Civil
Art. 1.571. A sociedade conjugal termina:
I. pela morte de um dos cônjuges;
II. pela nulidade ou anulação do casamento;
III. pela separação judicial;
IV. pelo divórcio.
- NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Art. 733. O DIVÓRCIO CONSENSUAL, A SEPARAÇÃO CONSENSUAL e a
extinção consensual de união estável, não havendo nascituro ou filhos incapazes e
observados os requisitos legais, poderão ser realizados por escritura pública, da qual
constarão as disposições de que trata o art. 731.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm
CURSO: “ASPECTOS PRÁTICOS DAS ESCRITURAS PÚBLICAS”
MINISTRADO POR: RODRIGO REIS CYRINO – EM 12/08/2017
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§ 1o A escritura não depende de homologação judicial e constitui título hábil para qualquer
ato de registro, bem como para levantamento de importância depositada em instituições
financeiras.
§ 2o O tabelião somente lavrará a escritura se os interessados estiverem assistidos por
advogado ou por defensor público, cuja qualificação e assinatura constarão do ato
notarial.
2.1.2. Provimento aplicável
CÓDIGO DE NORMAS
ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PROVIMENTO CGJ/ES Nº 18/2014
Art. 1°. ALTERAR o caput art. 716, do Código de Normas desta Corregedoria Geral da
Justiça do Estado do Espírito Santo, bem como acrescentar parágrafo único ao
dispositivo, que passa a ter a seguinte redação:
Art. 716. Havendo filhos comuns do casal, menores ou incapazes, será
permitida a lavratura da escritura de separação, divórcio ou a
conversão da separação em divórcio consensuais, desde que
devidamente comprovada a prévia resolução judicial de todas as
questões referentes a guarda, visitação e alimentos dos mesmos, o que
deverá ficar consignado no corpo da escritura.
Parágrafo único: Em havendo dúvida a respeito do cabimento da escritura de
separação ou divórcio consensuais, diante da existência de filhos menores ou
incapazes, o Tabelião de Notas deverá suscitá-la diretamente ao Juízo competente
em matéria de registros públicos.
2.1.3. Resolução e provimento do CNJ
RESOLUÇÃO Nº 35/2016 – CNJ
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MINISTRADO POR: RODRIGO REIS CYRINO – EM 12/08/2017
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Resolução Nº 35 de 24/04/2007
Ementa: Disciplina a aplicação da Lei nº 11.441/07 pelos serviços notariais e de registro.
Origem: Presidência
Texto compilado
A PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, no uso de suas
atribuições constitucionais e regimentais, e tendo em vista o disposto no art. 19, I, do
Regimento Interno deste Conselho, e
CONSIDERANDO que a aplicação da Lei nº 11.441/2007 tem gerado
muitas divergências;
CONSIDERANDO que a finalidade da referida lei foi tornar mais ágeis e
menos onerosos os atos a que se refere e, ao mesmo tempo, descongestionar o Poder
Judiciário;
CONSIDERANDO a necessidade de adoção de medidas uniformes quanto à
aplicação da Lei nº 11.441/2007 em todo o território nacional, com vistas a prevenir e
evitar conflitos;
CONSIDERANDO as sugestões apresentadas pelos Corregedores-Gerais de
Justiça dos Estados e do Distrito Federal em reunião promovida pela Corregedoria
Nacional de Justiça;
CONSIDERANDO que, sobre o tema, foram ouvidos o Conselho Federal da
Ordem dos Advogados do Brasil e a Associação dos Notários e Registradores do Brasil;
RESOLVE:
Seção I
http://www.cnj.jus.br/files/atos_administrativos/resoluo-n35-24-04-2007-presidncia.pdf
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DISPOSIÇÕES DE CARÁTER GERAL
Art. 1º Para a lavratura dos atos notariais de que trata a Lei nº 11.441/07,
é livre a escolha do tabelião de notas, não se aplicando as regras de competência do
Código de Processo Civil.
Art. 2° É facultada aos interessados a opção pela via judicial ou
extrajudicial; podendo ser solicitada, a qualquer momento, a suspensão, pelo prazo
de 30 dias, ou a desistência da via judicial, para promoção da via extrajudicial.
Art. 3º As escrituras públicas de inventário e partilha, separação e divórcio
consensuais não dependem de homologação judicial e são títulos hábeis para o
registro civil e o registro imobiliário, para a transferência de bens e direitos, bem
como para promoção de todos os atos necessários à materialização das transferências
de bens e levantamento de valores (DETRAN, Junta Comercial, Registro Civil de
Pessoas Jurídicas, instituições financeiras, companhias telefônicas, etc.)
Art. 4º O valor dos emolumentos deverá corresponder ao efetivo custo e à
adequada e suficiente remuneração dos serviços prestados, conforme estabelecido no
parágrafo único do art. 1º da Lei nº 10.169/2000, observando-se, quanto a sua
fixação, as regras previstas no art. 2º da citada lei.
Art. 5º É vedada a fixação de emolumentos em percentual incidente sobre o
valor do negócio jurídico objeto dos serviços notariais e de registro (Lei nº 10.169, de
2000, art. 3º, inciso II).
Art. 6º A gratuidade prevista na Lei n° 11.441/07 compreende as escrituras
de inventário, partilha, separação e divórcio consensuais.
Art. 7º Para a obtenção da gratuidade de que trata a Lei nº 11.441/07,
basta a simples declaração dos interessados de que não possuem condições de arcar
com os emolumentos, ainda que as partes estejam assistidas por advogado
constituído.
Art. 8º É necessária a presença do advogado, dispensada a procuração, ou
do defensor público, na lavratura das escrituras decorrentes da Lei 11.441/07, nelas
constando seu nome e registro na OAB.
Art. 9º É vedada ao tabelião a indicação de advogado às partes, que
deverão comparecer para o ato notarial acompanhadas de profissional de sua
confiança. Se as partes não dispuserem de condições econômicas para contratar
advogado, o tabelião deverá recomendar-lhes a Defensoria Pública, onde houver, ou,
na sua falta, a Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11441.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10169.htm
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Art. 10. É desnecessário o registro de escritura pública decorrente da Lei n°
11.441/2007 no Livro "E" de Ofício de Registro Civil das Pessoas Naturais, entretanto,
o Tribunal de Justiça deverá promover, no prazo de 180 dias, medidas adequadas
para a unificação dos dados que concentrem as informações dessas escrituras no
âmbito estadual, possibilitando as buscas, preferencialmente, sem ônus para o
interessado.
Seção II
DISPOSIÇÕES REFERENTES AO INVENTÁRIO E À PARTILHA
Art 11. É obrigatória a nomeação de interessado, na escritura pública de
inventário e partilha, para representar o espólio, com poderes de inventariante, no
cumprimento de obrigações ativas ou passivas pendentes, sem necessidade de seguir
a ordem prevista no art. 990 do Código de Processo Civil.
Art. 12. Admitem-se inventário e partilha extrajudiciais com viúvo(a) ou
herdeiro(s) capazes, inclusive por emancipação, representado(s) por procuração
formalizada por instrumento público com poderes especiais. vedada a acumulação de
funções de mandatário e de assistente das partes (excluído pela Resolução nº 179, de
03.10.13)
Art. 13. A escritura pública pode ser retificada desde que haja o
consentimento de todos os interessados. Os erros materiais poderão ser corrigidos, de
ofício ou mediante requerimento de qualquer das partes, ou de seu procurador, por
averbação à margem do ato notarial ou, não havendo espaço, por escrituração própria
lançada no livro das escrituras públicas e anotação remissiva.
Art. 14. Para as verbas previstas na Lei n° 6.858/80, é também admissível
a escritura pública de inventário e partilha.
Art. 15. O recolhimento dos tributos incidentes deve anteceder a lavratura
da escritura.
Art. 16. É possível a promoção de inventário extrajudicial por cessionário de
direitos hereditários, mesmo na hipótese de cessão de parte do acervo, desde que
todos os herdeiros estejam presentes e concordes.
Art. 17. Os cônjuges dos herdeiros deverão comparecer ao ato de lavratura
da escritura pública de inventário e partilha quando houver renúncia ou algum tipo de
partilha que importe em transmissão, exceto se o casamento se der sob o regime da
separação absoluta.
Art. 18. O(A) companheiro(a) que tenha direito à sucessão é parte,
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L5869compilada.htm
http://www.cnj.jus.br/atos-normativos?documento=1855
http://www.cnj.jus.br/atos-normativos?documento=1855
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6858.htm
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observada a necessidade de ação judicial se o autor da herança não deixar outro
sucessor ou não houver consenso de todos os herdeiros, inclusive quanto ao
reconhecimento da união estável.
Art. 19. A meação de companheiro(a) pode ser reconhecida na escritura
pública, desde que todos os herdeiros e interessados na herança, absolutamente
capazes, estejam de acordo.
Art. 20. As partes e respectivos cônjuges devem estar, na escritura,
nomeados e qualificados (nacionalidade; profissão; idade; estado civil; regime de
bens; data do casamento; pacto antenupcial e seu registro imobiliário, se houver;
número do documento de identidade; número de inscrição no CPF/MF; domicílio e
residência).
Art. 21. A escritura pública de inventário e partilha conterá a qualificação
completa do autor da herança; o regime de bens do casamento; pacto antenupcial e
seu registro imobiliário, se houver; dia e lugar em que faleceu o autor da herança;
data da expedição da certidão de óbito; livro, folha, número do termo e unidade de
serviço em que consta o registro do óbito; e a menção ou declaração dos herdeiros deque o autor da herança não deixou testamento e outros herdeiros, sob as penas da
lei.
Art. 22. Na lavratura da escritura deverão ser apresentados os seguintes
documentos: a) certidão de óbito do autor da herança; b) documento de identidade
oficial e CPF das partes e do autor da herança; c) certidão comprobatória do vínculo
de parentesco dos herdeiros; d) certidão de casamento do cônjuge sobrevivente e dos
herdeiros casados e pacto antenupcial, se houver; e) certidão de propriedade de bens
imóveis e direitos a eles relativos; f) documentos necessários à comprovação da
titularidade dos bens móveis e direitos, se houver; g) certidão negativa de tributos; e
h) Certificado de Cadastro de Imóvel Rural - CCIR, se houver imóvel rural a ser
partilhado.
Art. 23. Os documentos apresentados no ato da lavratura da escritura
devem ser originais ou em cópias autenticadas, salvo os de identidade das partes, que
sempre serão originais.
Art. 24. A escritura pública deverá fazer menção aos documentos
apresentados.
Art. 25. É admissível a sobrepartilha por escritura pública, ainda que
referente a inventário e partilha judiciais já findos, mesmo que o herdeiro, hoje maior
e capaz, fosse menor ou incapaz ao tempo do óbito ou do processo judicial.
Art. 26. Havendo um só herdeiro, maior e capaz, com direito à totalidade da
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herança, não haverá partilha, lavrando-se a escritura de inventário e adjudicação dos
bens.
Art. 27. A existência de credores do espólio não impedirá a realização do
inventário e partilha, ou adjudicação, por escritura pública.
Art. 28. É admissível inventário negativo por escritura pública.
Art. 29. É vedada a lavratura de escritura pública de inventário e partilha
referente a bens localizados no exterior.
Art. 30. Aplica-se a Lei n.º 11.441/07 aos casos de óbitos ocorridos antes
de sua vigência.
Art. 31. A escritura pública de inventário e partilha pode ser lavrada a
qualquer tempo, cabendo ao tabelião fiscalizar o recolhimento de eventual multa,
conforme previsão em legislação tributária estadual e distrital específicas.
Art. 32. O tabelião poderá se negar a lavrar a escritura de inventário ou
partilha se houver fundados indícios de fraude ou em caso de dúvidas sobre a
declaração de vontade de algum dos herdeiros, fundamentando a recusa por escrito.
Seção III
DISPOSIÇÕES COMUNS À SEPARAÇÃO E DIVÓRCIO CONSENSUAIS
Art. 33. Para a lavratura da escritura pública de separação e de divórcio
consensuais, deverão ser apresentados: a) certidão de casamento; b) documento de
identidade oficial e CPF/MF; c) pacto antenupcial, se houver; d) certidão de
nascimento ou outro documento de identidade oficial dos filhos absolutamente
capazes, se houver; e) certidão de propriedade de bens imóveis e direitos a eles
relativos; e f) documentos necessários à comprovação da titularidade dos bens
móveis e direitos, se houver.
Art. 34. As partes devem declarar ao tabelião, no ato da lavratura da
escritura, que não têm filhos comuns ou, havendo, que são absolutamente capazes,
indicando seus nomes e as datas de nascimento.
Parágrafo único. As partes devem, ainda, declarar ao tabelião, na mesma
ocasião, que o cônjuge virago não se encontra em estado gravídico, ou ao menos, que
não tenha conhecimento sobre esta condição. (Incluído pela Resolução nº 220, de
26.04.2016)
Art. 35. Da escritura, deve constar declaração das partes de que estão
http://www.cnj.jus.br/atos-normativos?documento=2275
http://www.cnj.jus.br/atos-normativos?documento=2275
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cientes das conseqüências da separação e do divórcio, firmes no propósito de pôr fim
à sociedade conjugal ou ao vínculo matrimonial, respectivamente, sem hesitação, com
recusa de reconciliação.
Art. 36. O comparecimento pessoal das partes é dispensável à lavratura de
escritura pública de separação e divórcio consensuais, sendo admissível ao(s)
separando(s) ou ao(s) divorciando(s) se fazer representar por mandatário constituído,
desde que por instrumento público com poderes especiais, descrição das cláusulas
essenciais e prazo de validade de trinta dias.
Art. 37. Havendo bens a serem partilhados na escritura, distinguir-se-á o
que é do patrimônio individual de cada cônjuge, se houver, do que é do patrimônio
comum do casal, conforme o regime de bens, constando isso do corpo da escritura.
Art. 38. Na partilha em que houver transmissão de propriedade do
patrimônio individual de um cônjuge ao outro, ou a partilha desigual do patrimônio
comum, deverá ser comprovado o recolhimento do tributo devido sobre a fração
transferida.
Art. 39. A partilha em escritura pública de separação e divórcio consensuais
far-se-á conforme as regras da partilha em inventário extrajudicial, no que couber.
Art. 40. O traslado da escritura pública de separação e divórcio consensuais
será apresentado ao Oficial de Registro Civil do respectivo assento de casamento,
para a averbação necessária, independente de autorização judicial e de audiência do
Ministério Público.
Art. 41. Havendo alteração do nome de algum cônjuge em razão de
escritura de separação, restabelecimento da sociedade conjugal ou divórcio
consensuais, o Oficial de Registro Civil que averbar o ato no assento de casamento
também anotará a alteração no respectivo assento de nascimento, se de sua unidade,
ou, se de outra, comunicará ao Oficial competente para a necessária anotação.
Art. 42. Não há sigilo nas escrituras públicas de separação e divórcio
consensuais.
Art. 43. Na escritura pública deve constar que as partes foram orientadas
sobre a necessidade de apresentação de seu traslado no registro civil do assento de
casamento, para a averbação devida.
Art. 44. É admissível, por consenso das partes, escritura pública de
retificação das cláusulas de obrigações alimentares ajustadas na separação e no
divórcio consensuais.
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Art. 45. A escritura pública de separação ou divórcio consensuais, quanto ao
ajuste do uso do nome de casado, pode ser retificada mediante declaração unilateral
do interessado na volta ao uso do nome de solteiro, em nova escritura pública, com
assistência de advogado.
Art. 46. O tabelião poderá se negar a lavrar a escritura de separação ou
divórcio se houver fundados indícios de prejuízo a um dos cônjuges ou em caso de
dúvidas sobre a declaração de vontade, fundamentando a recusa por escrito.
Seção IV
DISPOSIÇÕES REFERENTES À SEPARAÇÃO CONSENSUAL
Art. 47. São requisitos para lavratura da escritura pública de separação
consensual: a) um ano de casamento; b) manifestação da vontade espontânea e
isenta de vícios em não mais manter a sociedade conjugal e desejar a separação
conforme as cláusulas ajustadas; c) ausência de filhos menores não emancipados ou
incapazes do casal; e d) assistência das partes por advogado, que poderá ser comum.
Art. 47. São requisitos para lavratura da escritura pública de separação
consensual: a) um ano de casamento; b) manifestação de vontade espontânea e
isenta de vícios em não mais manter a sociedade conjugal e desejar a separação
conforme as cláusulas ajustadas; c) ausência de filhos menores não emancipados ou
incapazes do casal; d) inexistência de gravidez do cônjuge virago ou desconhecimento
acerca desta circunstância; e e) assistência das partes por advogado, que poderá ser
comum. (Redação dada pela Resoluçãonº 220, de 26.04.2016)
Art. 48. O restabelecimento de sociedade conjugal pode ser feito por
escritura pública, ainda que a separação tenha sido judicial. Neste caso, é necessária
e suficiente a apresentação de certidão da sentença de separação ou da averbação da
separação no assento de casamento.
Art. 49. Em escritura pública de restabelecimento de sociedade conjugal, o
tabelião deve: a) fazer constar que as partes foram orientadas sobre a necessidade de
apresentação de seu traslado no registro civil do assento de casamento, para a
averbação devida; b) anotar o restabelecimento à margem da escritura pública de
separação consensual, quando esta for de sua serventia, ou, quando de outra,
comunicar o restabelecimento, para a anotação necessária na serventia competente;
e c) comunicar o restabelecimento ao juízo da separação judicial, se for o caso.
Art. 50. A sociedade conjugal não pode ser restabelecida com modificações.
Art. 51. A averbação do restabelecimento da sociedade conjugal somente
poderá ser efetivada depois da averbação da separação no registro civil, podendo ser
http://www.cnj.jus.br/atos-normativos?documento=2275
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simultâneas.
Seção V
DISPOSIÇÕES REFERENTES AO DIVÓRCIO CONSENSUAL
Art. 52. A Lei no 11.441/07 permite, na forma extrajudicial, tanto o divórcio
direto como a conversão da separação em divórcio. Neste caso, é dispensável a
apresentação de certidão atualizada do processo judicial, bastando a certidão da
averbaçáo da separação no assento de casamento.
Art. 52. Os cônjuges separados judicialmente, podem, mediante escritura
pública, converter a separação judicial ou extrajudicial em divórcio, mantendo as
mesmas condições ou alterando-as. Nesse caso, é dispensável a apresentação de
certidão atualizada do processo judicial, bastando a certidão da averbação da
separação no assento do casamento. (Redação dada pela Resolução nº 120, de
30.09.2010)
Art. 53. A declaração dos cônjuges não basta para a comprovação do
implemento do lapso de dois anos de separação no divórcio direto. Deve o tabelião
observar se o casamento foi realizado há mais de dois anos e a prova documental da
separação, se houver, podendo colher declaração de testemunha, que consignará na
própria escritura pública. Caso o notário se recuse a lavrar a escritura, deverá
formalizar a respectiva nota, desde que haja pedido das partes neste
sentido. (Revogado pela Resolução nº 120, de 30.09.2010)
Art. 54. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Ministra ELLEN GRACIE
PROVIMENTO Nº 53/2016 – CNJ – DIVÓRCIO NO ESTRANGEIRO
Sentença estrangeira de divórcio consensual já pode ser averbada diretamente em
cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, sem a necessidade de homologação
judicial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A nova regra está no Provimento n. 53, de 16
de maio de 2016, editado pela corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi.
http://www.cnj.jus.br/atos-normativos?documento=170
http://www.cnj.jus.br/atos-normativos?documento=170
http://www.cnj.jus.br/atos-normativos?documento=170
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Com a decisão, a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) regulamenta a averbação
direta de sentença estrangeira de divórcio, atendendo à nova redação do artigo 961,
parágrafo 5º, do novo Código de Processo Civil: “a sentença estrangeira de divórcio
consensual produz efeitos no Brasil, independentemente de homologação pelo Superior
Tribunal de Justiça (STJ)”.
2.1.4. Documentos necessários
Documentos necessários para a ESCRITURA PÚBLICA DE SEPARAÇÃO OU
DIVÓRCIO (ROL EXEMPLIFICATIVO):
1) Documento de Identidade e CPF dos cônjuges, com os dados sobre profissão e
endereço dos cônjuges;
2) Certidão de casamento atualizada (prazo máximo de 90 dias);
3) Escritura de pacto antenupcial, se for o caso;
4) Identidade e CPF, com dados sobre profissão e endereço dos filhos maiores e/ou
certidão de casamento;
5) Documentos necessários à comprovação da titularidade dos bens imóveis, tais como:
a) Escritura pública ou certidão de ônus dos imóveis, com carnê do IPTU e declaração de
quitação de débitos condominiais, se o imóvel for urbano; ou b) declaração de ITR dos
últimos 5 (cinco) anos ou Certidão Negativa de Débitos de Imóvel Rural emitida pela
Secretaria da Receita Federal, CCIR – Certificado de Cadastro de Imóvel Rural expedido
pelo INCRA, se o imóvel for rural;
6) No caso de bens móveis: documento de veículos, extratos bancários e de ações,
contratos sociais de empresas, notas fiscais de bens e jóias, etc;
7) Nome do advogado, com carteira da OAB e endereço profissional;
8) Petição do advogado contendo a partilha dos bens, manutenção ou alteração do nome;
estipulação sobre pensão alimentícia ou não. Se na partilha acordada entre as partes, um
cônjuge receber mais do que outro (excedente de meação), incidirão os competentes
impostos devidos (ITBI ou ITCMD), dependendo da situação.
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2.1.5. Modelos práticos de escrituras públicas
ESCRITURA PÚBLICA DE SEPARAÇÃO
QUE FAZEM ____ E ____, NA FORMA
ABAIXO:
SAIBAM quantos esta Escritura Pública de Separação
virem, que aos doze dias do mês de agosto do ano de dois mil e quinze (12/08/2015), em
Cartório, sito à Avenida ____, nº ____, ____, Linhares, Comarca de Terceira Entrância do
Estado do Espírito Santo, perante mim Tabelião, compareceram partes entre si, justas e
convencionadas a saber: como OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS
FULANO DE TAL, brasileiro, casado, comerciante, natural de ____, nascido em ____,
filho de ____, portador da CNH nº ____, inscrito no CPF sob nº ____ e FULANA DE TAL,
brasileira, casada, operadora de caixa, natural de ____, nascida em ____, filha de ____,
portadora da CI nº ____ SSP/ES, inscrita no CPF sob nº ____ e residentes na Rua ____ e
como ADVOGADA: DRª. ____, brasileira, solteira, advogada inscrita na OAB/ES sob nº
____, natural de ____-ES, nascida em ____, filha de ____, portadora da CI nº ____
SPTC/ES, inscrita no CPF/MF sob nº ____ e com escritório profissional situado na
Avenida ____. Pelos DECLARANTES me foi dito sob pena de responsabilidade civil
e criminal, que todos os documentos foram apresentados nos originais para a
lavratura deste ato, e que esses são autênticos e verdadeiros. Os presentes
identificados e reconhecidos por mim, pela documentação pessoal que me foi
apresentada, de responsabilidade dos apresentantes, de cujas identidades e
capacidade jurídica dou fé. Pelos OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS, me foi dito que comparecem perante mim Notário, acompanhados
de sua advogada constituída para realizar a SEPARAÇÃO do casal. Ai então pelos
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS falando cada um por sua vez foi-
me dito: 1) - Contraíram matrimônio no dia ____, conforme certidão de casamento
lavrada sob a matrícula nº ____, emitida pelo Cartório de Registro Civil e
Tabelionato Sede da Comarca de Linhares-ES, datada de ____, tendo como regime
comunhão parcial de bens.2) - Que é infrutífera a tentativa de reconciliação proposta
pelo Tabelião, que lhes esclareceu as consequências desta manifestação de vontade,
mas livremente e sem hesitações, permanecem no propósito de se separarem e, por meio
desta escritura pública, estão acordados com os termos seguintes: 2.1- DA
INEXISTENCIA DE FILHOS MENORES OU INCAPAZES: os OUTORGANTES e
reciprocamente OUTORGADOS declaram que não possuem filhos menores ou
incapazes. 2.2 -DA SEPARAÇÃO- Que não desejando mais os OUTORGANTES e
reciprocamente OUTORGADOS manter o vínculo conjugal, resolvem e declaram, de sua
espontânea vontade, livre de qualquer coação, sugestão ou induzimento, fazendo uso do
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que estabelece o artigo 733, do Novo Código de Processo Civil, se separarem por meio
desta escritura pública. 2.3 -DOS EFEITOS DESTA SEPARAÇÃO: Assim passam os
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS a ter o estado civil de SEPARADOS,
cessando todos os deveres e direitos do casamento. 2.4 -DA PENSÃO ALIMENTÍCIA:
Fica acordado que os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS, dispensam a
pensão alimentícia, por disporem mutuamente de meios para sua subsistência. 2.5 -DOS
BENS: os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS declaram não possuem
bens móveis ou imóveis a serem partilhados. 2.6 - DO NOME DAS PARTES: A cônjuge
virago passará a assinar, "____". 2.7-DOCUMENTOS E CERTIDÕES. 2.7 -
DOCUMENTOS E CERTIDÕES: os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS
apresentaram-me por fim, os seguintes documentos e certidões adiante mencionados que
ficam devidamente arquivados: Certidão de casamento e cópia dos documentos de
identificação das partes. A ADVOGADA dos OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS, declara que prestou assistência jurídica aos mesmos e acompanhou a
lavratura desta escritura, inclusive assistindo a proposta de reconciliação, que fora
recusada, ouvindo deles a declaração de estarem convictos quanto a esta separação.
Finalmente, os outorgantes e reciprocamente outorgados juntamente com sua advogada
declaram, sob as penas da lei: 1) que todas as declarações prestadas nesta
escritura são verdadeiras; 2) que não se enquadram nas restrições da Lei nº. 8.212/91,
estando dispensados de apresentar as certidões negativas do INSS, e da Secretaria da
Receita Federal; 3) que requerem e autorizam o Senhor Oficial do Serviço de Registro
Civil das Pessoas Naturais competente a prática de todos os atos registrais em sentido
amplo; e 4) que aceitam esta escritura em todos os seus termos. 5) Que não existem
quaisquer tipos de ações judiciais em trâmite relacionados aos objetos da presente
SEPARAÇÃO. As exigências legais e fiscais inerentes à legitimidade do ato foram
cumpridas. Conforme Provimento 18/2012 do Conselho Nacional de Justiça, foram
realizadas buscas, na presente data, junto a Central Notarial de Serviços Eletrônicos
Compartilhados - CENSEC, não sendo encontrado qualquer impedimento à lavratura
deste ato; e de acordo com art. 7º do Provimento acima será procedido o cadastro da
presente no prazo legal. Conforme determina o art. 14, do Provimento nº 39/2014,
do Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25
de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr. Conselheiro Guilherme Calmon,
Corregedor Nacional de Justiça em exercício, foram realizadas buscas, na presente
data, junto à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo
encontrado qualquer anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste
ato, de acordo com Relatório de Consulta de Indisponibilidade emitido às 09:24:39 e
09:25:46, do dia 12/08/2015 – Códigos HASH: ____. Escrita esta e lida em voz alta às
partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a
presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em
público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV
[{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}],
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ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
_______________________________
FULANO DE TAL
_______________________________
FULANA DE TAL
______________________________
ADVOGADA
ESCRITURA PÚBLICA DE DIVÓRCIO QUE
FAZEM ____ E ____, NA FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos esta Escritura Pública de Divórcio
virem, que aos doze dias do mês de agosto do ano de dois mil e quinze (12/08/2015), em
Cartório, sito à Avenida ____, nº ____, ____, Linhares, Comarca de Terceira Entrância do
Estado do Espírito Santo, perante mim Tabelião, compareceram partes entre si, justas e
convencionadas a saber: como OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS
FULANO DE TAL, brasileiro, casado, repositor de mercadorias, natural de ____, nascido
em ____, filho de ____, portador da CNH nº ____, inscrito no CPF sob nº ____ e
FULANA DE TAL, brasileira, casado, operadora de caixa, natural de ____, nascida em
____, filha de ____, portadora da CI nº ____ SSP/ES, inscrita no CPF sob nº ____ e
residentes na Rua ____ e como ADVOGADA: DRª. ____, brasileira, solteira, advogada
inscrita na OAB/ES sob nº ____, natural de ____-ES, nascida em ____, filha de ____,
portadora da CI nº ____ SPTC/ES, inscrita no CPF/MF sob nº ____ e com escritório
profissional situado na Avenida ____. Pelos DECLARANTES me foi dito sob pena de
responsabilidade civil e criminal, que todos os documentos foram apresentados
nos originais para a lavratura deste ato, e que esses são autênticos e verdadeiros.
Os presentes identificados e reconhecidos por mim, pela documentação pessoal
que me foi apresentada, de responsabilidade dos apresentantes, de cujas
identidades e capacidade jurídica dou fé. Pelos OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS, me foi dito que comparecem perante mim Notário, acompanhados
de sua advogada constituída para realizar o DIVÓRCIO do casal. Ai então pelos
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS falando cada um por sua vez foi-
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me dito: 1) - Contraíram matrimônio no dia ____, conforme certidão de casamento
lavrada sob a matrícula nº ____, emitida pelo Cartório de Registro Civil e
Tabelionato Sede da Comarca de Linhares-ES, datada de ____, tendo como regime
comunhão parcial de bens.2) - Que é infrutífera a tentativa de reconciliação proposta
pelo Tabelião, que lhes esclareceu as consequências desta manifestação de vontade,
mas livremente e sem hesitações, permanecem no propósito de se divorciarem e, por
meio desta escritura pública, estão acordados com os termos seguintes: 2.1 - DA
INEXISTENCIA DE FILHOS MENORES OU INCAPAZES: os OUTORGANTES e
reciprocamente OUTORGADOS declaram que não possuem filhos menores ou
incapazes. 2.2 -DA DISSOLUÇÃO DO VÍNCULO MATRIMONIAL- Que não desejando
mais os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS manter o vínculo conjugal,
resolvem e declaram, de sua espontânea vontade, livre de qualquer coação, sugestão ou
induzimento, fazendo uso do que estabelece o artigo 733 do Novo Código de Processo
Civil e de acordo com a Emenda Constitucional nº 66 que deu nova redação ao artigo
226, parágrafo sexto, da Constituição Federal de 1988, publicada no Diário Oficial da
União no dia 14 de julho de 2010, se divorciarem sem posterior reconciliação,
preservando-se, contudo os interesses de cada um. 2.3 -DOS EFEITOS DESTE
DIVORCIO: Assim passam os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS a ter o
estado civil de DIVORCIADOS, cessando todosos deveres e direitos do casamento. 2.4 -
DA PENSÃO ALIMENTÍCIA: Fica acordado que os OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS, dispensam a pensão alimentícia, por disporem mutuamente de meios
para sua subsistência. 2.5 -DOS BENS: os OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS declaram não possuem bens móveis ou imóveis a serem partilhados. 2.6
- DO NOME DAS PARTES: A cônjuge virago passará a assinar, "____". 2.7-
DOCUMENTOS E CERTIDÕES. 2.7 -DOCUMENTOS E CERTIDÕES: os
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS apresentaram-me por fim, os
seguintes documentos e certidões adiante mencionados que ficam devidamente
arquivados: Certidão de casamento e cópia dos documentos de identificação das partes.
A ADVOGADA dos OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS, declara que
prestou assistência jurídica aos mesmos e acompanhou a lavratura desta escritura,
inclusive assistindo a proposta de reconciliação, que fora recusada, ouvindo deles a
declaração de estarem convictos quanto a este divórcio. Finalmente, os outorgantes e
reciprocamente outorgados juntamente com sua advogada declaram, sob as penas da
lei: 1) que todas as declarações prestadas nesta escritura são verdadeiras; 2) que
não se enquadram nas restrições da Lei nº. 8.212/91, estando dispensados de
apresentar as certidões negativas do INSS, e da Secretaria da Receita Federal; 3) que
requerem e autorizam o Senhor Oficial do Serviço de Registro Civil das Pessoas Naturais
competente a prática de todos os atos registrais em sentido amplo; e 4) que aceitam esta
escritura em todos os seus termos. 5) Que não existem quaisquer tipos de ações judiciais
em trâmite relacionados aos objetos do presente DIVÓRCIO. As exigências legais e
fiscais inerentes à legitimidade do ato foram cumpridas. Conforme Provimento 18/2012 da
Conselho Nacional de Justiça, foram realizadas buscas, na presente data, junto a Central
Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados - CENSEC, não sendo encontrado
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________________________________________________________________________________
137
qualquer impedimento à lavratura deste ato; e de acordo com art. 7º do Provimento acima
será procedido o cadastro da presente no prazo legal. Conforme determina o art. 14,
do Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria
Nacional de Justiça, datado de 25 de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr.
Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em exercício,
foram realizadas buscas, na presente data, junto à Central Nacional de
Indisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo encontrado qualquer anotação de
Indisponibilidade de Bens em nome dos OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste ato, de acordo com Relatório de
Consulta de Indisponibilidade emitido às 09:24:39 e 09:25:46, do dia 12/08/2015 –
Códigos HASH: ____. Escrita esta e lida em voz alta às partes, acharam em tudo
conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença de
testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em
público e raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV
[{53}], Farpen [{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}],
ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
_______________________________
FULANO DE TAL
_______________________________
FULANA DE TAL
______________________________
ADVOGADA
2.2. ESCRITURA PÚBLICA DE DISSOLUÇÃO DE UNIÃO
ESTÁVEL
O que é a dissolução de união estável? Pelo artigo 1723, do Código Civil, é
reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher,
configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo
de constituição de família.
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________________________________________________________________________________
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*** Se essa convivência de união estável terminar, o casal de companheiros, de
duas pessoas de sexos diferentes ou do mesmo sexo, que viveram juntos durante
certo tempo, poderão fazer uma ESCRITURA PÚBLICA DE DISSOLUÇÃO DA UNIÃO
ESTÁVEL para resguardar direitos, podendo ser feita em um CARTÓRIO DE NOTAS
perante o Tabelião com a presença do ADVOGADO.
Qual é a finalidade? A dissolução de união estável feita por escritura pública tem
diversas finalidades:
• Fixar a data de término da união estável;
• Resguardar direitos do companheiro/a no futuro em eventual acréscimo patrimonial;
• Cancelar junto ao INSS, convênios médicos e odontológicos, clubes e etc., eventuais
direitos que o companheiro passou a ter com a união estável
2.2.1. Fundamento legal
- NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Art. 733. O divórcio consensual, a separação consensual e A EXTINÇÃO
CONSENSUAL DE UNIÃO ESTÁVEL, não havendo nascituro ou filhos
incapazes e observados os requisitos legais, poderão ser realizados por escritura
pública, da qual constarão as disposições de que trata o art. 731.
§ 1o A escritura não depende de homologação judicial e constitui título hábil para qualquer
ato de registro, bem como para levantamento de importância depositada em instituições
financeiras.
§ 2o O tabelião somente lavrará a escritura se os interessados estiverem assistidos por
advogado ou por defensor público, cuja qualificação e assinatura constarão do ato
notarial.
- CÓDIGO CIVIL
DA UNIÃO ESTÁVEL
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm
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Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a
mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o
objetivo de constituição de família.
§ 1o A união estável não se constituirá se ocorrerem os impedimentos do art. 1.521; não
se aplicando a incidência do inciso VI no caso de a pessoa casada se achar separada de
fato ou judicialmente.
§ 2o As causas suspensivas do art. 1.523 não impedirão a caracterização da união
estável.
Art. 1.724. As relações pessoais entre os companheiros obedecerão aos deveres de
lealdade, respeito e assistência, e de guarda, sustento e educação dos filhos.
Art. 1.725. Na união estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-se às
relações patrimoniais, no que couber, o regime da comunhão parcial de bens.
Art. 1.726. A união estável poderá converter-se em casamento, mediante pedido dos
companheiros ao juiz e assento no Registro Civil.
Art. 1.727. As relações não eventuais entre o homem e a mulher, impedidos de casar,
constituem concubinato.
2.2.2. Dissolução de contratos de namoro
Sobre o chamado “contrato de namoro” o Bacharel em Direito Raphael Fernando Pinheiro
escreveu que:
Para a configuração da união estável, na legislação atual, não é
necessário o requisito de prazo certo, razão que seu
reconhecimento se faz com base nos elementos ensejadores
disciplinados no Código Civil e CRFB. Assim, muitos namorados,
com receio que sua relação, em uma possível discussão judicial
seja reconhecida como união estável, estão confeccionando
“contratos de namoro”, para afastar a comunicabilidade de
patrimônios. Porém, quando confrontados com preceitos de ordem
pública de Direito de Família, estes contratos perdem qualquer
fragmento de validade jurídica, pois, uma vez evidenciado os
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm
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requisitos caracterizadores da união estável, nenhuma avença
entre os particulares consegue afastar os efeitos patrimoniais desta
entidade familiar. Desse modo, apesar de ser forma de exteriorizar
o pensamento do casal sobre sua relação afetiva, o contrato, como
qualquer outro, não tem o condão de afastar o império da vontade
da lei.4
*** Portanto, se na prática esse “CONTRATO DE NAMORO”, nos termos do artigo 1723
do Código Civil configurar verdadeira união estável, essa poderá ser também
dissolvida em um CARTÓRIO DE NOTAS com a presença do
ADVOGADO.
2.2.3. Dissolução de união estável homoafetiva
*** Pode ser feita a união estável de pessoas
do mesmo sexo?
SIM, O STF ao julgar a ADI 4277 e a ADPF 132 reconheceu a união estável para casais
do mesmo sexo. O ministro Ayres Britto argumentou que o artigo 3º, inciso IV, da CF veda
qualquer discriminação em virtude de sexo, raça, cor e que, nesse sentido, ninguém pode
ser diminuído ou discriminado em função de sua preferência sexual. “O sexo das
pessoas, salvo disposição contrária, não se presta para desigualação jurídica”, observou
o ministro.
*** Se há união estável, essa poderá ser também dissolvida em um
CARTÓRIO DE NOTAS com a presença do ADVOGADO.
4
PINHEIRO, Raphael Fernando – “Namorar com contrato?” A validade jurídica dos contratos de
namoro. Disponível em: < http://www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11589 -
acesso em: 09 de abril. 2017.
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141
2.2.6. Dissolução de união estável poliafetiva
*** Pode ser feita união estável de várias
pessoas? União estável poliafetiva ou
poliamor?
Há quem defenda que a família conjugal poliafetiva que não gere opressão a nenhum de
seus integrantes deve ser reconhecida e protegida pelo Estado Brasileiro, por força do
princípio da pluralidade de entidades familiares e da ausência de motivação lógico-
racional que justifique a negativa de reconhecimento.
Segundo o voto do Ministro Fux[9] no julgamento da ADPF 132 e da ADI 4277 (que
possibilitou a união estável entre pessoas do mesmo sexo), ele diz que: “O que faz uma
família é, sobretudo, o amor – não a mera afeição entre os indivíduos, mas o verdadeiro
amor familiar, que estabelece relações de afeto, assistência e suporte recíprocos entre os
integrantes do grupo. O que faz uma família é a comunhão, a existência de um projeto
coletivo, permanente e duradouro de vida em comum. O que faz uma família é a
identidade, a certeza de seus integrantes quanto à existência de um vínculo
inquebrantável que os une e que os identifica uns perante os outros e cada um deles
perante a sociedade. Presentes esses três requisitos, tem-se uma família, incidindo, com
isso, a respectiva proteção constitucional”.
Maria Berenice Dias diz que a lei restringe a bigamia somente ao casamento civil e não à
união estável.
Há quem entenda que o rol de entidades familiares do art. 226 da CF/88 é meramente
exemplificativo, não taxativo, de sorte que é juridicamente possível o reconhecimento de
entidades familiares autônomas, destacando-se aqui a já clássica lição de Paulo Lôbo[6],
que afirma que o fato de o caput do art. 226 da CF/88 afirmar que a família merece
especial proteção do Estado e não mais que a família é constituída pelo casamento e terá
proteção dos Poderes Públicos (como fazia o art. 175 da CF/67-69) significa que resta
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protegida qualquer família, ou seja, todo agrupamento humano que se enquadre no
conceito material (ontológico) de família (e não mais apenas a família matrimonializada), o
que faz com que Rodrigo da Cunha Pereira afirme que o caput do art. 226 consagrou o
princípio da pluralidade de entidades familiares (em suas palavras, “princípio da
pluralidade das formas de família”)5.
*** Se há união estável, essa poderá ser também dissolvida em um
CARTÓRIO DE NOTAS com a presença do ADVOGADO.
2.2.7. Documentos necessários
Documentos necessários:
1) Carteira de Identidade e CPF originais;
2) Certidão de nascimento atualizada;
3) Nome do advogado, com carteira da OAB e endereço profissional.
2.2.8. Modelo prático de escritura pública
ESCRITURA PÚBLICA DE DISSOLUÇÃO DE
UNIÃO ESTÁVEL QUE FAZEM ____ E ____, NA
FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos esta Escritura Pública de
Dissolução de União Estável virem, que aos ____ dias do mês de ____ do ano de dois mil e
dezesseis (____/____/2016), em Cartório, sito na Avenida ____, nº ____, Centro, Linhares,
Comarca de Terceira Entrância do Estado do Espírito Santo, perante mim Tabelião,
compareceram partes entre si, justas e convencionadas a saber: como OUTORGANTES e
5Leia mais: http://jus.com.br/artigos/22830/uniao-estavel-poliafetiva-breves-consideracoes-acerca-de-
sua-constitucionalidade#ixzz3lPknMqNW
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________________________________________________________________________________
143
reciprocamente OUTORGADOS:FULANO DE TAL, brasileiro, solteiro e em regime de união
estável, comerciante, natural de ____, nascido em ____, filho de ____, portador da CNH nº ____,
inscrito no CPF sob nº ____ e FULANA DE TAL, brasileira, solteiro e em regime de união estável,
operadora de caixa, natural de ____, nascida em ____, filha de ____, portadora da CI nº ____
SSP/ES, inscrita no CPF sob nº ____ e residentes na Rua ____ e como ADVOGADA: DRª. ____,
brasileira, solteira, advogada inscrita na OAB/ES sob nº ____, natural de ____-ES, nascida em
____, filha de ____, portadora da CI nº ____ SPTC/ES, inscrita no CPF/MF sob nº ____ e com
escritório profissional situado na Avenida ____. Os presentes identificados pelos documentos
apresentados e cuja capacidade reconheço e dou fé. Pelos OUTORGANTES e
reciprocamente OUTORGADOS, me foi dito que comparecem perante mim Notário, para
realizar a DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL DO CASAL. Os presentes foram identificados
pelos documentos apresentados, do que dou fé. Ai então pelos OUTORGANTES e
reciprocamente OUTORGADOS falando cada um por sua vez foi-me dito:1) que conviveram
maritalmente em regime de união estável pelo período de ____ anos e ____ meses e, tudo
conforme a Lei 9.278/96, mantendo entre si uma relação pública e duradoura, de acordo com a
escritura pública de união estável, lavrada nas notas do Cartório de Registro Civil de Pessoas
Naturais e Tabelionato de Notas de ____, Município e Comarca de Linhares-ES, no Livro nº ____,
fls. ____, datada de ____; 2) Os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS a partir do
mês de ____ do ano ____ não mais convivem sob o regime de união estável,sendo infrutífera a
tentativa de reconciliação entre as partes, que livremente e sem hesitações, permanecem no
propósito de dissolverem o vínculo de união estável que possuem e, por meio desta escritura
pública, estão acordados nos seguintes termos: 2.1 - DA INEXISTÊNCIA DE FILHOS MENORES
OU INCAPAZES E ESTADO DE GRAVIDEZ: os OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS declaram que não possuem filhos menores ou incapazes e que não há estado de
gravidez da convivente, o que se tivesse seria impedimento para lavratura deste ato; 2.2 - DAPENSÃO ALIMENTÍCIA: fica acordado que os OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS dispensam a pensão alimentícia, por disporem mutuamente de meios para sua
subsistência; 2.3 -DOS BENS: os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS declaram
que não possuem bens móveis ou imóveis a serem partilhados; 2.4-DA DISSOLUÇÃO DO
VÍNCULO DE UNIÃO ESTÁVEL: que não desejando mais os OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS manter o vínculo de união estável, em virtude desta escritura pública de
dissolução de união estável, e pelo presente motivo, não tendo mais nenhum vínculo econômico,
afetivo e de união estável; pela presente escritura rogam que seja tornado sem efeito qualquer
vínculo de obrigação apresentado a qualquer entidade pública ou privada que foi apresentada a
citada declaração supra mencionada anteriormente; 2.5 - a partir da presente data, ficam os
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS desobrigados e eximidos de quaisquer
responsabilidades de fidelidade e de manutenção entre si; 2.6-DOCUMENTOS E CERTIDÕES: os
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS apresentaram-me por fim, os seguintes
documentos que ficam devidamente arquivados: a) escritura pública de união estável; b) cópia dos
documentos de identificação das partes. Os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS,
declaram que estão convictos quanto a esta escritura de dissolução de união estável e, sob as
penas da lei, declaram: 1) que todas as declarações prestadas nesta escritura são verdadeiras;
2) que aceitam esta escritura em todos os seus termos; 3) que não existem quaisquer tipos de
ações judiciais em trâmite relacionadas à presente DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL. A
ADVOGADA dos OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS, declara que prestou
assistência jurídica aos mesmos e acompanhou a lavratura desta escritura, inclusive assistindo a
proposta de reconciliação, que fora recusada, ouvindo deles a declaração de estarem convictos
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________________________________________________________________________________
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quanto a esta dissolução de união estável. Finalmente, os outorgantes e reciprocamente
outorgados juntamente com sua advogada declaram, sob as penas da lei:1) que todas as
declarações prestadas nesta escritura são verdadeiras; 2) que aceitam esta escritura em todos os
seus termos; 3) que não existem quaisquer tipos de ações judiciais em trâmite relacionados aos
objetos da presente DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL. Conforme determina o art. 14, do
Provimento nº 39/2014, do Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria Nacional de
Justiça, datado de 25 de Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr. Conselheiro Guilherme
Calmon, Corregedor Nacional de Justiça em exercício, foram realizadas buscas, na
presente data, junto à Central Nacional de Indisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo
encontrado qualquer anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos OUTORGANTES
e reciprocamente OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste ato, de acordo com
Relatórios de Consulta de Indisponibilidade emitidos às 10:31:19 e 10:32:14, do dia
16/12/2016 – Códigos HASHs: a7d2. 3cd0. ad14. ad58. e1f6. 4384. 3f46. 90d9. 379c. 40c3;
f92f. 0791. 4e6a. f90f. 0840. a45e. d86d. 6346. 00b6. e43a. Escrita esta e lida em voz alta às
partes, acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a
presença de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e
raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total [{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
_______________________________
FULANO DE TAL
_______________________________
FULANA DE TAL
______________________________
ADVOGADO(A)
2.3. ESCRITURA PÚBLICA DE RESTABELECIMENTO
DA SOCIEDADE CONJUGAL
2.3.1. Fundamento legal
- CÓDIGO CIVIL
Art. 1.576. A separação judicial põe termo aos deveres de coabitação e fidelidade
recíproca e ao regime de bens.
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Parágrafo único. O procedimento judicial da separação caberá somente aos cônjuges, e,
no caso de incapacidade, serão representados pelo curador, pelo ascendente ou pelo
irmão.
Art. 1.577. Seja qual for a causa da separação judicial e o modo como esta se faça,
é lícito aos cônjuges restabelecer, a todo tempo, a sociedade
conjugal, por ato regular em juízo.
Parágrafo único. A reconciliação em nada prejudicará o direito de terceiros,
adquirido antes e durante o estado de separado, seja qual for o regime de bens.
Art. 10. Far-se-á averbação em registro público:
I - das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do
casamento, o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da
sociedade conjugal;
2.3.2. Resolução do CNJ
Resolução Nº 35 de 24/04/2007, CNJ
Ementa: Disciplina a aplicação da Lei nº 11.441/07 pelos serviços notariais e de registro.
Origem: Presidência
Art. 48. O restabelecimento de sociedade conjugal pode ser feito por
escritura pública, ainda que a separação tenha sido judicial. Neste caso,
é necessária e suficiente a apresentação de certidão da sentença de separação
ou da averbação da separação no assento de casamento.
Art. 49. Em escritura pública de restabelecimento de sociedade conjugal, o
tabelião deve: a) fazer constar que as partes foram orientadas sobre a
necessidade de apresentação de seu traslado no registro civil do assento de
casamento, para a averbação devida; b) anotar o restabelecimento à margem
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________________________________________________________________________________
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da escritura pública de separação consensual, quando esta for de sua
serventia, ou, quando de outra, comunicar o restabelecimento, para a
anotação necessária na serventia competente; e c) comunicar o
restabelecimento ao juízo da separação judicial, se for o caso.
Art. 50. A sociedade conjugal não pode ser restabelecida com modificações.
Art. 51. A averbação do restabelecimento da sociedade conjugal somente
poderá ser efetivada depois da averbação da separação no registro civil,
podendo ser simultâneas.
2.3.3. Documentos necessários
Documentos necessários:
1) Carteira de Identidade e CPF originais;
2) Certidão de nascimento atualizada;
3) Nome do advogado, com carteira da OAB e endereço profissional.
2.3.4. Modelo prático de escritura pública
ESCRITURA PÚBLICA DE
RESTABELECIMENTO DA SOCIEDADE
CONJUGAL QUE FAZEM ____ E ____, NA
FORMA ABAIXO:
SAIBAM quantos esta Escritura Pública de
Restabelecimento da Sociedade Conjugal virem, que aos ____ dias do mês de ____ do ano
de dois mil e dezesseis (____/____/2016), em Cartório, sito na Avenida ____, nº ____,
Centro, Linhares, Comarca de Terceira Entrância do Estado do Espírito Santo, perante mim
Tabelião, compareceram partes entre si, justas e convencionadas a saber: como
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS:FULANO DE TAL, brasileiro, separado,
comerciante, natural de ____, nascido em ____, filho de ____, portador da CNH nº ____,
inscrito no CPF sob nº ____ e FULANA DE TAL, brasileira, separado, operadora de caixa,
natural de ____, nascida em ____, filha de ____, portadora da CI nº ____ SSP/ES, inscrita no
CPF sob nº ____ e residentes na Rua ____ e como ADVOGADA: DRª. ____, brasileira,
solteira, advogada inscrita na OAB/ES sob nº ____, naturalde ____-ES, nascida em ____,
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filha de ____, portadora da CI nº ____ SPTC/ES, inscrita no CPF/MF sob nº ____ e com
escritório profissional situado na Avenida ____. Os presentes identificados pelos
documentos apresentados e cuja capacidade reconheço e dou fé. Pelos
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS, me foi dito que comparecem perante
mim Notário, para realizar o RESTABELECIMENTO DA SOCIEDADE CONJUGAL, nos
termos dos artigos 48 a 51, da Resolução nº 35/2007, do CNJ. Os presentes foram
identificados pelos documentos apresentados, do que dou fé. Ai então pelos
OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS falando cada um por sua vez foi-me
dito:1) que foram casados pelo período de ____ anos e ____ meses e se separaram, através
de escritura pública de separação consensual, lavrada nas notas do Cartório de Notas de
____, Município e Comarca de Linhares-ES, no Livro nº ____, fls. ____, datada de ____; 2)
Os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS a partir do mês de ____ do ano ____
resolveram se conciliar e conviver junto novamente como família e livremente e sem
hesitações, permanecem firmes no propósito de retornarem o vínculo de casamento anterior
que possuíam e, por meio desta escritura pública, estão acordados nos seguintes termos: 2.1-
a partir da presente data, resolvem os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS
restabelecerem a sociedade conjugal que mantinham anteriormente; 2.2-DOCUMENTOS E
CERTIDÕES: os OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS apresentaram-me por
fim, os seguintes documentos que ficam devidamente arquivados: a) escritura pública de
separação; b) cópia dos documentos de identificação das partes. Os OUTORGANTES e
reciprocamente OUTORGADOS, declaram que estão convictos quanto a esta escritura de
restabelecimento da sociedade conjugal e, sob as penas da lei, declaram: 1) que todas as
declarações prestadas nesta escritura são verdadeiras; 2) que aceitam esta escritura em
todos os seus termos; 3) que não existem quaisquer tipos de ações judiciais em trâmite
relacionadas ao presente RESTABELECIMENTO DA SOCIEDADE CONJUGAL. A
ADVOGADA dos OUTORGANTES e reciprocamente OUTORGADOS, declara que prestou
assistência jurídica aos mesmos e acompanhou a lavratura desta escritura, ouvindo deles a
declaração de estarem convictos quanto a este restabelecimento da sociedade conjugal.
Finalmente, os outorgantes e reciprocamente outorgados juntamente com sua advogada
declaram, sob as penas da lei:1) que todas as declarações prestadas nesta escritura são
verdadeiras; 2) que aceitam esta escritura em todos os seus termos; 3) que não existem
quaisquer tipos de ações judiciais em trâmite relacionados aos objetos do presente
RESTABELECIMENTO DA SOCIEDADE CONJUGAL; 4) que foram orientadas sobre a
necessidade de apresentação de seu traslado no registro civil do assento de casamento, para
a averbação devida; 5) que foram orientadas que será anotado o restabelecimento da
sociedade conjugal à margem da escritura pública de separação consensual, quando esta for
desta serventia, ou, quando de outra, será comunicado o restabelecimento, para a anotação
necessária na serventia competente; e 6) será comunicado o restabelecimento ao juízo da
separação judicial, se for o caso. Conforme determina o art. 14, do Provimento nº 39/2014,
do Conselho Nacional de Justiça – Corregedoria Nacional de Justiça, datado de 25 de
Julho de 2014, assinado pelo Exmº. Sr. Dr. Conselheiro Guilherme Calmon, Corregedor
Nacional de Justiça em exercício, foram realizadas buscas, na presente data, junto à
Central Nacional de Indisponibilidade de Bens - CNIB, não sendo encontrado qualquer
anotação de Indisponibilidade de Bens em nome dos OUTORGANTES e reciprocamente
OUTORGADOS que impeçam a lavratura deste ato, de acordo com Relatórios de
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Consulta de Indisponibilidade emitidos às 10:31:19 e 10:32:14, do dia 16/12/2016 –
Códigos HASHs: a7d2. 3cd0. ad14. ad58. e1f6. 4384. 3f46. 90d9. 379c. 40c3; f92f. 0791.
4e6a. f90f. 0840. a45e. d86d. 6346. 00b6. e43a. Escrita esta e lida em voz alta às partes,
acharam em tudo conforme, aceitaram e assinam, comigo Tabelião, dispensada a presença
de testemunhas, consoante o Artigo 215, Parágrafo 5º, do Código Civil. Eu,
_________________________ Tabelião, que fiz digitar, subscrevo e assino em público e
raso. DOU FÉ. Selo Digital do Ato: [{51}], Emolumentos: Tab. 07, Item IV [{53}], Farpen
[{35}], Funepj [{34}], Fadespes [{68}], Funemp [{79}], Funcad [{79}], ISS [{43}], Total
[{57}].
Em Testº _________ da verdade.
________________________________________
Tabelião
_______________________________ _______________________________
FULANO DE TAL FULANA DE TAL
_______________________________
ADVOGADO(A)
2.4. ESCRITURA PÚBLICA DE INVENTÁRIO E
PARTILHA
O que é?
É o ato que PODE SER FORMALIZADO POR ESCRITURA PÚBLICA EM CARTÓRIO
DE NOTAS COM A PRESENÇA DO ADVOGADO, onde serão descritos todos os bens
do falecido, indicados quem são seus herdeiros e o que caberá a cada um. Poderá ser
feito extrajudicialmente se todas as partes forem maiores e capazes e não houver
testamento deixado pelo falecido (salvo provimento estadual em sentido contrário, mesmo
com testamento). Caso contrário deverá obrigatoriamente ser feito judicialmente.
Assim, O inventário é o documento pelo qual se faz a apuração do patrimônio deixado por
uma pessoa falecida. A partilha decorre do inventário: é a divisão do patrimônio do
falecido entre seus herdeiros e cônjuge, se houver.
O inventário e a partilha servem para dividir e legitimar herança da pessoa falecida.
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Para isso é necessário:
1. Falecimento de uma pessoa que tenha ou não deixado bens;
2. Que o falecido não tenha deixado testamento;
3. Que os herdeiros sejam maiores, capazes e estejam de comum acordo quanto à
divisão dos bens.
2.4.1. Fundamento legal
- NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Art. 610. (...)
§ 1o Se todos forem capazes e concordes, o inventário e a partilha
poderão ser feitos por escritura pública, a qual constituirá documento
hábil para qualquer ato de registro, bem como para levantamento de
importância depositada em instituições financeiras.
§ 2o O tabelião somente lavrará a escritura pública se todas as partes interessadas
estiverem assistidas por advogado ou por defensor público, cuja qualificação e assinatura
constarão do ato notarial.
Art. 611. O processo de inventário e de partilha deve ser instaurado dentro de 2
(dois) meses, a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses
subsequentes, podendo o juiz prorrogar esses prazos, de ofício ou a requerimento de
parte.
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2.4.2. Provimentos aplicáveis
ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
PODER JUDICIÁRIO
CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA
PROVIMENTO CGJES Nº 06/2016
Altera o §7º do artigo 713 do Código de Normas da eg. Corregedoria Geral da
Justiça.
O Desembargador RONALDO GONÇALVES DE SOUSA, Corregedor Geral da
Justiça, no uso de suas atribuições e,
CONSIDERANDO que a Corregedoria é órgão de fiscalização administrativa,
judicial,