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OLHO VERMELHO 
1. INTRODUÇÃO 
Distúrbio ocular mais frequentemente encontrado em 
serviço de PA oftalmológico. Causas mais comuns são 
relativamente benignas, porém existem situações graves 
com baixo prognóstico visual. 
Na anamnese, as situações de maior risco são: 
• Dor ocular severa; 
• Perda visual súbita; 
• Trauma ocular; 
• Presença de corpo estranho; 
• Secreção purulenta: lembrar da gonococcica; 
• Anormalidades da córnea ou pupila; 
• Exposição às substâncias químicas; 
• Cirurgia intraocular recente (endoftalmite); 
• Olho cronicamente vermelho. 
 
2. HEMORRAGIA SUBCONJUNTIVAL 
Aparecimento súbito de sangramento sob a conjuntiva, 
podendo ser localizado ou difuso. 
Os eventos desencadeantes podem ser: trauma com 
lesão conjuntival, valsalva, hipertensão, distúrbio 
hemorrágico, uso de anticoagulantes ou idiopático. 
Pode ser assintomático. 
Melhora espontânea em 2-3 semanas, sem 
comprometimento da visão. Tratamento não é necessário. 
3. PINGUÉCULA E PTERÍGIO 
Pinguécula é uma lesão conjuntival amarelo-
esbranquiçada, plana ou levemente elevada, na fissura 
interpalpebral adjacente ao limbo (transição entre 
conjuntiva e córnea), não envolvendo a córnea. O estímulo 
solar estimula esse crescimento. 
Pterígio: prega de tecido fibrovascular que se origina da 
conjuntival interpalpebral e se estende pela córnea. 
Etiologia: irritação crônica e exposição solar; 
Hiperemia, sensação de corpo estranho ou 
assintomático. 
Tratamento: uso de lubrificante, proteção dos olhos 
contra sol e poeira. Colírios corticoide pode levar ao 
aumento da PIO. Pode remover cirurgicamente se tiver 
desconforto excessivo, quando cresce muito tampando a 
pupila (prejudicando o eixo visual), quando causa aumento 
do astigmatismo (alteração anatômica). 
Recidiva é grande, principalmente em pacientes jovens. 
4. BLEFARITE E MEIBOMITE 
Blefarite são “cascas” formadas na base dos cílios, 
causando desconforto como prurido, queimação, sensação 
de corpo estranho, lacrimejamento, formação de crostas ao 
redor dos olhos, filme lacrimal de aspecto espumoso. 
 
Meibomite: na borda palpebral tem glândulas. Se tem 
entupimento ou incha as glândulas, pode levar ao olho seco. 
 
Tratamento: blefarite trata com blefagel (shampoo 
neutro, de 2-3x ao dia). Na meibomite, o objetivo é tornar a 
secreção mais fluida, fazendo compressas quentes, depois 
faz massagem para eliminação do conteúdo. 
5. HORDÉOLO 
Nodulação palpebral aguda, edema palpebral, dor local. 
Geralmente associado com hiperemia. Pode ser externo ou 
interno, podendo ser na pálpebra inferior ou superior. 
 
Infecção geralmente associada a S. aureus. Pode ser 
associada a celulite pré-septal (vê a porta de entrada). 
Tratamento: compressas quentes por 10 min, 4x/dia, 
com massagem suave sobre a lesão. Não tem indicação de 
retirada no consultório. 
Calázio: hordéolo que não abriu, cronificando. Os sinais 
inflamatórios somem. Tratamento é cirúrgico, é tecido 
fibroso e sem pus. 
6. ENTRÓPIO 
Inversão da pálpebra (inferior ou superior), causando 
atrito dos cílios contra o bulbo ocular. Leva a irritação, 
erosões corneanas e ulceração. 
 
Pode ser involucional (mais comum), pois com o tempo 
a pálpebra fica mais frouxa, permitindo que dobre. Pode ser 
também cicatricial, como uma conjuntivite que forme um 
tecido cicatricial e fibroso, fazendo com que a pálpebra 
retraia e fique para dentro. 
Pode levar à ulcera de córnea. 
7. ECTRÓPIO 
Eversão da margem palpebral, levando à exposição 
corneana. Essa exposição leva à conjuntivite, inflamação, 
aumento de infecção, epífora ou lacrimejamento (ponto 
lacrimal fica ectrópio, a lagrima produzida escorre), olho 
seco. 
 
Pode ser (1) congênito; (2) adquirido: involucional 
(relacionado à idade), cicatricial, mecânico ou paralítico (par 
VII - “paralisia de Bell”). 
8. TRIQUÍASE 
Cílios toca o globo ocular, sendo uma alteração da 
direção de crescimento dos cílios. Os sintomas são irritação 
ocular, sensação de corpo estranho, lacrimejamento e 
vermelhidão. 
Tratamento é epilação (retira o cílio, mas depois volta a 
crescer) e uso de lubrificantes. Pode retirar o cílio 
cauterizando (caso sejam poucos), ou se forem muitos, retira 
pedaço da pálpebra que contem esses cílios. 
 
 
9. CONJUNTIVITE AGUDA 
Hiperemia conjuntival, secreção (faz com que se 
diferencie a etiologia), aderência entre as pálpebras (pior 
pela manhã), sensação de corpo estranho, duração dos 
sintomas < 4 semanas. 
Bacteriana: secreção purulenta, leucócitos 
polimorfonucleares, edema palpebral moderado, sem 
envolvimento de linfonodos, sem prurido. 
 
 
• S aureus, S epidermidis, Pneumococo e H 
influenzae. 
• Gonococo: hiperaguda e secreção purulenta 
grave. 
• Normal é permanecer 7-10 dias, após isso pode 
liberar. 
• Tratamento: 
o Não gonocócica: antibióticos colírios; 
o Gonocócica: ceftriaxona 1g IM + 
azitromicina 1g VO + antibióticos 
tópicos. Tratar parceiros, internar se 
envolvimento corneano. 
• Encaminhar para oftalmologia. 
Viral: secreção clara, células mononucleares, edema 
mínimo, envolvimento de linfonodos é comum (pré-
auricular), sem prurido. Muito contagiosa por cerca de 12 
dias do início dos sintomas e enquanto os olhos 
permanecem vermelhos. Adenovírus é o mais comum. 
Tratamento é com lubrificantes, compressas frias, precaução 
de contato e restringir atividades de trabalho e escola. 
Encaminhas ao oftalmologista se persistir além de 3 
semanas. Não compartilhar toalhas, trocar fronha. 
Alérgica: secreção clara, mucoide e viscosa, eosinófilos, 
edema moderado a severo, sem envolvimento de linfonodos 
e com prurido intenso. Geralmente é recorrente. 
 
10. EPISCLERITE/ ESCLERITE 
Episclerite: inflamação da esclera, hiperemia aguda, dor 
leve. Idiopatico, geralmente não precisa investigar e o 
tratamento é com lagrimas artificiais. 
 
Esclerite: hiperemia aguda, dor ocular intensa e 
contínua que piora à movimentação ocular, que pode se 
irradiar para fronte ou mandíbula, embaçamento visual. 
Exclui-se outras causas de olho vermelho. Associadas a 
doenças do tecido conjuntivo (artrite reumatoide, lúpus, 
espondilite anquilosante, Wegner, PAN) ou idiopático. 
Tratamento é com AINEs ou esteroides sistêmicos. 
Encaminhar para oftalmologista. 
 
11. UVEÍTE 
Inflamação do trato uveal (íris, corpo ciliar e esclera). 
Sintomas são dor (globo ocular), fotofobia, hiperemia 
ocular, lacrimejamento, embaçamento visual. 
Na lâmpada de fenda, vê células inflamatórias no 
aquoso. 
Etiologia é idiopático, associada à doenças 
reumatológicas (AR, Artrite idiopática juvenil, EA) ou 
infeccioso (sífilis, toxoplasmose, tuberculose, herpes). Se é o 
primeiro episódio, deve-se considerar idiopático. Se for 
recorrente, 
deve fazer 
investigação. 
Tratar de 
acordo com a 
doença de base. 
Encaminhar 
ao oftalmologista. 
 
12. CERATITES 
Bacterianas: Staphylococcus sp. e Pneumococo; 
secreção purulenta. 
 
Ceratites fúngicas: filamentosos ou cândida. Exemplo: 
pacientes que trabalham na lavoura de café. 
 
 
Acanthamoeba: pacientes com história de uso de lentes 
de contato. 
 
Virais: VHS e HVZ 
Herpes simples