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LICENCIATURA EM HISTÓRIA PRÁTICA DE ENSINO: TRAJETÓRIA DA PRAXIS (PE:TP) POSTAGEM 1: ATIVIDADE 1 TEXTO DISSERTATIVO OMAR FLOURCKOYA DA SILVA RA: 1878842 RIO DAS OSTRAS - RJ 2020 TEXTO DISSERTATIVO Ao observarmos mais uma história, que faz parte do cotidiano dos docentes neste país, verificamos o quão deformado e sucateado é o nosso modelo de ensino. Vivemos num quadro completo de anomia social. Onde: Ordem, Disciplina e principalmente respeito, são negligenciados. A escola e seus professores passaram e ter que praticar uma tarefa, na qual não faz parte de sua atribuição, que é socializar o aluno. Ensina-lo: valores, princípios morais e éticos que deveriam ser repassados e acompanhados por seus pais. Na escola caberia a transmissão de cultura e conhecimento, mas o que observamos é um crescimento desordenado de uma fatia da sociedade (as mais carentes) que tem condições mínimas para o seu sustento, quanto mais para diversos filhos. Cria-se dessa forma uma legião de crianças que não recebem o básico em termo de acompanhamento e que precisam ir buscar na escola. Aos pais cabe culpar alguém, por sua falta de compromisso com o que foi assumido, isso gera uma reação em cadeia, que vai explodir no ambiente docente. Junto a isso vivemos com “Discursos reticentes e novidades inconsistentes” partindo dos mandatários da educação. Obviamente que isso é intencional: Afinal: “Povo que não pensa, não reage”. Em paralelo, temos um código penal de 1940. A sociedade vem mudando constantemente, isso precisa ser repassado as ações dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Se aos 16 anos, nossos adolescentes podem escolher os rumo de um país, tem que ser penalmente imputável, também para os seus desvios de conduta. A aprovação sem critério na escola contribui cada vez mais, para o desequilíbrio em instituições públicas e privadas. Enquanto a primeira abandona a própria sorte seus alunos, a segunda age de forma criteriosa, tornando cada vez maior o abismo social, entre pobres e as classes: média e rica. A aberração social se tornará evidente na Universidade, Onde os que sempre estudaram em escolas melhores (pagas) buscam o ensino superior gratuito. E os advindos de escolas públicas, quando raramente conseguem acessar o ensino superior, na maioria das vezes são em instituições particulares. È claro que os Órgãos fiscalizadores (polícia) passam a se sentir desestimuladas em suas ações, muitas vezes desastrosas, por falta também de investimento em sua estrutura. O ECA (estatuto da criança e do adolescente), apresentado para sociedade é um instrumento lúdico e inócuo, completamente fora da realidade de uma sociedade, em que uma menina se faz mãe aos 12 anos, será avó aos 25 e bisavó aos 40 anos. Tendo em vista que no decorrer de sua vida terá múltiplos parceiros. Após abordarmos diversos aspectos de nossa sociedade em diversos segmentos, chegamos a conclusão que “ UM MONSTRO SOCIAL, ÉTICO E MORAL” esta prestes a nos engolir. Qual seria o antídoto então? A educação integral, séria e comprometida com a sociedade. Retirando as crianças recrutadas pelo tráfico em comunidades carentes e trazendo – as para a escola em horário matutino e vespertino, junto a isso cobrando um comprometimento, para que possa fazer parte de um propósito verdadeiro e eficaz, não com aprovação automática, que formam seres acéfalos e distantes de um projeto de nação.