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TRIAGEm no sERvIço 
dE uRGêncIA
Manual 
do forMando
2.ª edição © GRUPO PORTUGUÊS DE TRIAGEM 2010 protocolo de triageM de Manchester
creo
Triagem no Serviço de Urgência
Protocolo de Triagem de Manchester
MANUAL 
DO FORMANDO
©   Grupo Português de Triagem 2010
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
Ficha Técnica
	 título	 Triagem no Serviço de Urgência 
 (2.ª	edição)	é	publicada	sob	licença	da	Blackwell Publishing Ltd,	oxford
	
	 EDIÇÃo	 Grupo	Português	de	triagem
	 	 IC	19,	2720-276	Amadora
	 	 gptriagem@gmail.com
	 tRADuÇÃo	 A	tradução	é	da	autoria	do	Grupo	Português	de	triagem,		
	 	 do	original	inglês:	Emergency	triage,	Second	Edition	by		
	 	 Advanced	life	Support	Group,	ISBN	9780727915429.
	 	 A	responsabilidade	da	tradução	é	exclusivamente	do	Grupo	Português	de	triagem,		
	 	 e	não	da	responsabilidade	da		Blackwell	Publishing	ltd.
	
	 PAGINAÇÃo	E		
	 ImPRESSÃo	 DPI	Cromotipo
	 	 Rua	Alexandre	Braga,	21	B,	1150-002	lISBoA
	 	 tel.:	217	711	600			Fax:	217	711	601
	 ISBN		 978-989-96652-0-0
	 2.ª	Edição	–	Amadora,	Dezembro	de	2010
todos	os	direitos	reservados
©	GPt	2010
Triagem no Serviço de Urgência
Protocolo de Triagem de Manchester
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
Triagem no Serviço de Urgência
Protocolo de Triagem de Manchester
Editores
António Marques
Paulo Freitas
Contribuíram para esta edição
Amélia Gracias
Ângela Valença
António Pereira
Arsénio Gregório
Cidália Gomes
David Teixeira
Fernando Moura
Francisca Frade
Henrique Martins
Humberto Machado
José Carlos Teixeira Maio
José Coincas
José Manuel Almeida
Jorge Nunes
Luís Cuna
Manuel Fernando Silva
Maria das Dores Pombinho
Vilagelim Ribeiro
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
�
Índice
Capítulo 1 – História da implementação da triagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Capítulo 2 – O processo de tomada de decisão e a triagem . . . . . . . . . . . . . 27
Capítulo 3 – Método de triagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
Capítulo 4 – Avaliação da dor como parte do processo de triagem . . . . . . 43
Capítulo 5 – A triagem e a gestão de doentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
Capítulo 6 – Para além da priorização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
Capítulo 7 – Protocolo de Triagem de Manchester e gestão de risco 
à gestão do Serviço de Urgência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
Capítulo 8 – Auditoria ao Protocolo da Triagem de Manchester: 
Auditoria interna e externa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
Capítulo 9 – Triagem telefónica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
Índice de fluxogramas de apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
Dicionário de discriminadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 199
Anexos – Tabelas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 211
 • Régua de dor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 213
 • Régua de dor (pediátrica) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 215 
 • Escala de Coma de Glasgow (GCS) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 217
 • Temperaturas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 219
 • Fluxo expiratório máximo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221
 • Folha de catástrofe . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 223
 • Critérios para atribuição da prioridade branca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 227 
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
�
Prefácio da 1.ª Edição Portuguesa
A Triagem no Serviço de Urgência tem como objectivo único priorizar os doentes consoante a gravidade clínica com 
que se apresentam no Serviço.
Ao traduzir este Livro, não posso deixar de agradecer ao Editor Kevin Mackway-Jones e à British Medical Journal Publishing 
Group a quem pertence o Copyright.
Quero também agradecer ao Conselho de Administração e ao Centro de Formação do Hospital Fernando Fonseca a opor-
tunidade que deram ao Grupo de trabalho para implementar este método de triagem.
Saliento que a implementação do método em Portugal foi iniciada simultaneamente no HFF e Hospital Geral de Santo 
António, no dia 18 de Outubro de 2000, o que só foi possível graças ao apoio do Conselho de Administração e Centro de 
Formação do Hospital Geral de Santo António e à colaboração do Dr. António Marques, director do Serviço de Urgência.
Por último, quero agradecer a todos os colaboradores do Grupo Português de Triagem sem os quais este projecto não 
seria implementável.
Dr. Paulo Freitas
Março 2003
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
11
Prefácio da 2.ª Edição Portuguesa
Passaram 9 anos desde o início da implementação do Protocolo de Manchester em Portugal.
É gratificante constatar que um projecto que se iniciou por vontade de dois hospitais (Hospital Fernando Fonseca e 
Hospital de Santo António) se generalizou a todo o País, com representação expressiva nas diversas áreas geográficas do 
continente e das regiões autónomas. Presentemente, o sistema encontra-se implementado em sessenta serviços de 
urgência nacionais, com mais unidades em fase de implementação, podendo ultrapassar, a breve trecho, os setenta ser-
viços aderentes. 
O Protocolo de Manchester afirma-se hoje como ferramenta indispensável para o planeamento e gestão dos serviços de 
urgência em Portugal.
O início do projecto em Espanha (2005) e no Brasil (2007) foi igualmente promovido com a participação activa do Grupo 
Português de Triagem. 
Desde a edição de 2003, muitas mudanças no conhecimento científico e na reestruturação funcional dos serviços de 
urgência, nomeadamente, na área das tecnologias de informação, tornaram possível demonstrar a segurança e utilidade 
do protocolo. As implicações vão para além do objectivo para o qual o sistema foi inicialmente desenvolvido, isto é, a 
estratificação de risco dos doentes que recorrem aos serviços de urgência. Para a actualização, na mais recente edição, 
considerou-se o avanço do conhecimento e valorizou-se o consenso internacional e as contribuições de muitos 
profissionais.
Muito foi feito, e o Grupo Português de Triagem tem de estar orgulhoso e grato a todos os profissionais de saúde que, 
com espírito de serviço público e de forma abnegada, tornaram este trabalho possível. 
Espera-se que a nova edição cumpra as vossas expectativas e que o projecto continue a contribuir para a crescente 
organização dos cuidados prestados aos doentes.
Paulo Freitas, António Marques
Lisboa, Maio 2009
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
13
Prefácio à 1.ª Edição Inglesa
As Urgências são confrontadas diariamente com um grande número de doentes que apresentam uma vasta gama de 
problemas. A sobrecarga de trabalho dos serviços varia de hora para hora e depende do número de doentes que aí 
acorrem e do estado que apresentam. É absolutamente essencial que exista um sistema de triagem implementado para 
assegurarque estes doentes sejam observados por ordem de necessidade clínica e não por ordem de chegada.
Foram recentemente dados passos importantes para o estabelecimento de um método de Triagem Nacional. Este livro 
destina-se a possibilitar ao pessoal da triagem o trabalho de elaboração de uma nova norma pela aplicação deste método 
aos doentes que recorrem aos seus serviços. Os elementos do grupo multidisciplinar de consenso que conceberam esta 
metodologia esperam que ela seja usada individualmente por profissionais de saúde, com vista a melhorar o processo de 
triagem e a assegurar que as suas decisões relativas à triagem são tão válidas quanto reproduzíveis.
Este manual contém os conhecimentos básicos necessários para os profissionais da triagem começarem o desenvolvi-
mento da sua competência na realização de uma triagem. Esperamos que este manual constitua um recurso de referência 
útil e um auxiliar de memória.
Kevin Mackway-Jones
Manchester, Abril 1996
 
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
15
Prefácio à 2.ª Edição Inglesa
Já passaram mais de dez anos desde que um grupo de médicos e enfermeiros do serviço de urgência se reuniram, pela 
primeira vez, para debater soluções para combater a desorganização que se vivia nos serviços de urgência, no Reino Unido. 
Mal sabíamos que a solução para o nosso problema local seria suficientemente pertinente (e suficientemente oportuna) 
para se tornar a solução para todo o Reino Unido. Nunca, nos nossos sonhos mais arrojados, imaginámos que o Protocolo 
de Triagem de Manchester (PTM) seria suficientemente genérico para ser adoptado em todo o mundo. No entanto, para 
nossa grande surpresa, ambos os sonhos tornaram-se realidade, e o PTM é utilizado em muitas línguas para triar dezenas 
de milhões de utentes dos Serviços de Urgência, todos os anos
Enquanto os princípios básicos que estão subjacentes ao PTM (reconhecimento da queixa de apresentação e identificação 
de um discriminador) são inalteráveis, tornou-se necessário fazer alguns ajustes. A segunda edição incorpora o resultado 
de todos os comentários que nos foram enviados por utilizadores durante vários anos (pelos quais estamos muito gratos). 
Também procura incluir alterações que reflectem novas práticas, tais como a possibilidade de técnicas de revascularização 
para os doentes que sofreram uma trombose ou enfarte agudo do miocárdio. As principais alterações incluem novos flu-
xogramas de Alergia e Palpitações, juntamente com fusão e ampliação de outros fluxogramas, para manter 50 fluxogramas. 
Alguns novos discriminadores foram introduzidos, tais como Défice neurológico agudo e História respiratória significativa, 
enquanto outros foram redefinidos. 
Esta nova edição também procura colocar a triagem no contexto de alterações que estão a acontecer, em muitos sistemas 
de cuidados de urgência, em todo o mundo. Nos últimos 10 anos a prestação de cuidados de urgência tornou-se o foco 
de atenção política e, por isso, da gestão. Em particular o cuidado aos doentes com condições menos urgentes (que estão 
em maior número na maior parte dos contextos) tornou-se uma fonte de preocupação, uma vez que sistemas com recursos 
inferiores tratam em primeiro lugar os doentes com prioridade clínica mais elevada (correctamente). Deste modo inevi-
tavelmente, a terapêutica é atrasada para os doentes no outro extremo da escala de prioridade. Era mais fácil culpar o sis-
tema de priorização clínica (triagem), por este atraso, do que aceitar que o sistema tinha poucos recursos, o que significou 
que a triagem deixou de estar na moda nalgumas áreas. A nossa opinião foi sempre de que a triagem é vital, em todos os 
sistemas ou circunstâncias onde a procura de cuidados ultrapassa a capacidade de os tratar. Continuamos a acreditar que 
estas circunstâncias ocorrem ocasionalmente, mesmos nos sistemas mais bem geridos e com melhores recursos, e fre-
quentemente naqueles com pior capacidade de resposta. Assim, a priorização clínica (quer chamada triagem, avaliação 
inicial, ou qualquer outra coisa) continua a ser um ponto muito importante e central da gestão de risco clínico nos cuidados 
de urgência, pelo que abandoná-lo por completo não é uma opção. Como mostramos num dos nossos capítulos, o resul-
tado do processo de triagem do PTM pode ser usado de forma construtiva, “para além da priorização”, e isto realça a sua 
utilidade para os serviços de urgência.
Kevin Mackway-Jones, Janet Marsden, Jill Windle
Manchester, 2005
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
17
	 Membros	do	Protocolo	de	Triagem	de	Manchester
	
	 Kassim	Ali	 -	 Consultor	de	Medicina	de	Urgência
	 Simon	Brown	 -	 Enfermeiro	Sénior	de	Urgência
	 Helen	Fiveash	 -	 Enfermeira	Sénior	de	Urgência
	 Julie	Flaherty	 -	 Enfermeira	Pediátrica	Sénior	de	Urgência
	 Stephanie	Gibson	 -	 Enfermeira	Sénior	de	Urgência
	 Chris	Lloyd	 -	 Enfermeiro	Sénior	de	Urgência
	 Kevin	Mackway-Jones	 -	 Consultor	de	Medicina	de	Urgência
	 Janet	Marsden	 -	 Enfermeira	Sénior	de	Urgência	de	Oftalmologia
	 Sue	McLaughlin	 -	 Enfermeira	Sénior	de	Urgência	de	Pediatria
	 Rosemary	Morton	 -	 Consultora	de	Medicina	de	Urgência
	 Karen	Orry	 -	 Enfermeira	Sénior	de	Urgência
	 Barbara	Phillips	 -	 Consultora	de	Medicina	Pediátrica	de	Urgência
	 Phil	Randall	 -	 Consultor	de	Medicina	de	Urgência
	 Brendan	Ryan	 -	 Consultor	de	Medicina	de	Urgência
	 Ian	Smith	 -	 Consultor	de	Medicina	de	Urgência
	 Debbie	Stevenson	 -	 Enfermeira	Sénior	de	Urgência
	 Claire	Summers	 -	 Consultora	de	Medicina	de	Urgência
	 Steve	Southworth	 -	 Consultor	de	Medicina	de	Urgência
	 Jill	Windle	 -	 Instrutora	de	Enfermagem	de	Urgência
	 Joanne	Royle	 -	 Enfermeira	Sénior	de	Urgência
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
19
	 Núcleo	Fundador	do	Grupo	Português	de	Triagem	
	
	 António	Marques
	
	 David	Teixeira
	 França	Gouveia
	 Maria	das	Dores	Pombinho
	 Manuel	Fernando	Silva
	 Paulo	Freitas
	 Rui	Vieira
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
21
Capítulo 1
História da implementação da triagem
Introdução
O Protocolo de Triagem de Manchester foi implementado em Novembro de 1994 com o objectivo expresso de estabelecer 
um consenso entre médicos e enfermeiros do Serviço de Urgência com vista à criação de normas de triagem. Ficou rapi-
damente claro que o objectivo do grupo podia ser definido em:
desenvolvimento de uma nomenclatura comum
desenvolvimento de definições comuns
desenvolvimento de uma sólida metodologia de triagem
desenvolvimento de um programa de formação
desenvolvimento de um guia de auditoria para a triagem
noMEnCLAturA E dEFInIçÕES
Uma análise da nomenclatura e das definições actualmente em uso revelou diferenças consideráveis. De seguida apre-
senta-se uma amostra representativa destas diferenças:
PrIorIdAdE tEMPo-ALvo PrIorIdAdE tEMPo-ALvo PrIorIdAdE tEMPo-ALvo PrIorIdAdE tEMPo-ALvo
Vermelho 0 A 0 Imediato 0 1 0
Amarelo < 15 BC
< 10
< 60
Urgente
Semiurgente
5 - 10
30 - 60 2 < 10
Verde < 120 D < 120
Azul < 240 E ~ Tempoaceitável ~ 3 ~
 
Ficou evidente que há um determinado número de tempos comuns a serem usados pelos diferentes sistemas de triagem, 
que são os seguintes:
PrIorIdAdE tEMPo-ALvo tEMPo-ALvo tEMPo-ALvo tEMPo-ALvo
1 0 0 0 0
2 < 15 < 10 5 - 10 < 10
3 < 60 30 - 60
4 120 < 120
5 < 240 ~ ~ ~
Uma vez identificados os temas de triagem comuns foi possível rapidamente chegar a acordo quanto a um novo sistema 
de nomenclatura e de definição. A cada uma das novas categorias foi atribuído um número, uma cor e um nome, sendo 
cada uma delas definida em termos de tempo-alvo aceitável até ao primeiro contacto com o médico de serviço. 
22 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
No Reino Unido realizaram-se reuniões ao nível nacional entre os representantes da Enfermagem e Corpo Clínico dos 
Serviços de Urgência para a discussão de uma escala nacional de triagem baseada em conceitos idênticos. Conseguiu-se 
um consenso em torno da seguinte escala de triagem:
NÚMERO NOMECOR TEMPO-ALVO
1 Emergente Vermelho 0
2 Muito urgente Laranja 10
3 Urgente Amarelo 60
4 Pouco urgente Verde 120
5 Não urgente Azul 240
Deverá ser atribuída a cor branca a todos os doentes que apresentam situações não compatíveis com o Serviço de 
Urgência, de que são exemplos os doentes admitidos para transplante, para técnicas programadas, etc. Nestes casos, deve 
ser registada a cor branca e a razão da sua atribuição (este tema é abordado no Capítulo 3) .
METODOLOGIA DE TRIAGEM
Em termos gerais, um método de triagem pode tentar fornecer ao profissional não um diagnóstico, mas uma prioridade 
clínica baseada apenas na identificação de problemas. O Grupo Português de Triagem decidiu rapidamente que o objec-
tivo da metodologia de triagem devia ser concebida por forma a atribuir uma prioridade clínica. Esta decisão baseou-se 
em três grandes princípios. O primeiro é que o objectivo da triagem num Serviço de Urgência é facilitar a gestão clínica 
de doentes e, ao mesmo tempo, facilitar a gestão do Serviço; a melhor forma de isto ser conseguido é através da atribui-
ção exacta de uma prioridade clínica. O segundo é que se o tempo da “observação” de triagem visar a obtenção de um 
diagnóstico exacto está condenado ao fracasso. E, finalmente, é evidente que o diagnóstico não está precisamente rela-
cionado à prioridade clínica; a prioridade reflecte um número de aspectos de uma condição particular apresentada por 
um doente; por exemplo, um doente com um diagnóstico final de entorse do tornozelo pode apresentar-se com dor 
aguda moderada ou sem dor, e a sua prioridade clínica deve reflectir esta realidade.
Em traços gerais, o método de triagem proposto por este livro requer que os profissionais identifiquem a queixa de apre-
sentação, e procurem posteriormente um número limitado de sinais e sintomas em cada nível de prioridade clínica. Os 
sinais e os sintomas que fazem a discriminação entre as prioridades clínicas são chamados de discriminadores e estão 
apresentados na forma de fluxogramas para cada condição apresentada – os fluxogramas de apresentação. Os discrimi-
nadores que indicam níveis de prioridade mais altos são os primeiros a ser procurados, e, em grande medida, os doentes 
que são classificados pelas prioridades clínicas mais baixas, são seleccionados por defeito.
O processo de tomada de decisão é discutido no Capítulo 2 e o método de triagem propriamente dito é explicado em 
pormenor no Capítulo 3.
Prioridade e Gestão
É fácil, mas errado, fazer confusão entre prioridade clínica e gestão clínica de um doente. A primeira requer a recolha de 
informações que permitam a colocação do doente numa das cinco categorias definidas, já apresentadas; a última pode 
exigir uma maior compreensão das necessidades do doente, e pode ser afectada por um vasto número de factores extrín-
secos, tais como a hora do dia, a disponibilidade de pessoal e o número de camas disponível. A gestão de doentes é ana-
lisada em pormenor no Capítulo 5.
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
23
Formação em triagem
O presente livro e o curso que o acompanha tentam fornecer a formação necessária para a introdução de um método de 
triagem normalizado. Não se prevê que a leitura do livro e a frequência de um curso produzam uma perícia instantânea 
em triagem. Este processo, pelo contrário, vai introduzir o método e permitir aos profissionais o desenvolvimento da sua 
competência na utilização do material disponível. Este é o primeiro passo para a aptidão na utilização do sistema, devendo 
ser seguido de uma auditoria e avaliação do sistema em utilização.
a auditoria de triagem
O Grupo Português de Triagem dedicou uma quantidade de tempo considerável a tentar estabelecer “situações sentinela” 
– ou seja, problemas que possam ser identificados retrospectivamente e ser utilizados como “marcadores” de uma triagem 
precisa. Pelas razões supracitadas tornou-se rapidamente evidente que mesmo a análise retrospectiva não pode prever 
com exactidão a prioridade clínica real.
Prevê-se que seja possível identificar o perfil das prioridades clínicas que subsequentemente estejam associadas a 
diagnósticos particulares, e o Grupo identificou um certo número de “marcadores” para este processo. Uma vez imple-
mentado o sistema, serão efectuados estudos que permitam determinar este perfil e a verificação da sua fiabilidade entre 
os diversos serviços.
A introdução com sucesso de um método sólido de auditoria é essencial para o futuro de qualquer metodologia normali-
zada, uma vez que tem de ser demonstrada a existência da reprodutibilidade entre profissionais e serviços individuais.
Para além da triagem no serviço de urgência
O conceito de triagem (que determina a necessidade clínica como um método de gerir o risco clínico), e o processo real-
çado neste livro (identificação da queixa de apresentação seguido pela procura de um discriminador) é aplicável noutros 
contextos. Nalguns destes (por exemplo médico, cirúrgico ou unidades de avaliação pediátrica) o sistema pode ser 
implementado exactamente da mesma forma como no Serviço de Urgência. Noutros contextos (por exemplo unidades 
de cuidados primários), muitos contactos podem ser feitos por telefone. Uma modificação do Protocolo de Triagem de 
Manchester (PTM) pode ser usada para esse fim, como é realçado no capítulo 9.
A informação obtida durante o processo de triagem pode também ser usada de outras formas para melhorar os cuidados 
do doente. É importante, por exemplo, que os pofissionais de saúde reconheçam qualquer agravamento no estado dos 
doentes o mais cedo possível. A valorização de sinais e sintomas foram aplicados em muitos contextos para formalizar 
esta função.
Finalmente, alguns utilizadores do PTM devem ter percebido que o resultado da selecção da apresentação – processo 
de avaliação da prioridade no PTM é colocar doentes individuais numa de 250 hipóteses, numa matriz de apresentação-
-prioridade de 50 × 5 alternativas.
24 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
Resumo
A triagem é uma parte fundamental da gestão do risco clínico, quando a carga assistencial ultrapassa a disponibilidade 
dos serviços. O PTM promove um sistema verificável que se pode ensinar, de como atribuir a prioridade clínica em 
contextos de urgência. Não é concebido para julgar se os doentes estão, apropriadamente, no local de atendimento 
adequado, mas para assegurar que os que precisam de cuidados urgentes e emergentes os recebem, de forma adequada 
e rapidamente. Pode ser utilizado para monitorizar cuidados e para identificar prioridades clínicas – isto será determi-
nado por prestações locais e disponibilidade real.
o futuRo
A prioridade clínica dos doentes é um dos marcadores dos variados casos que se encontram no serviço; é passível de ser 
utilizada como parâmetro em contratos de qualidade e pode ser usada também como variável na contratação 
financeira.
A triagem precisa de ser reprodutível e possível de auditoria se se pretender a implementação destes desenvolvimentos. 
É importante que os pontos de vista clínicos, bem como os que foram usados para a produção da metodologia que aqui 
se descreve, estejam no centro deste importante processo.
PRojecção NacioNal do PRotocolo de maNchesteR
O Hospital Fernando Fonseca e o Hospital de Santo António foram pioneiros no estabelecimento e na divulgação do PTM, 
alargando a novos horizontes a gestão do serviço de urgência, com a sua implementação a 15 de Outubro de 2000. Após 
celebração de um acordo com objectivos específicos, em Março do mesmo ano, os seus profissionais efectuaram treino, 
definindo um caminho comum, partilhando riscos, que decorrem de uma mudança radical, em relação ao funcionamento 
da rede de urgência hospitalar de então, e aceitando que os serviços necessitavam de ser organizados desde a entrada e 
por prioridade clínica.
Após a revisão sistemática e permanente dos fluxogramas e a consolidação da metodologia, outras Instituições demons-traram interesse na implementação da mesma filosofia de organização. Uma vez que a implementação noutras instituições 
ultrapassava as competências restritas do acordo bilateral atrás referido, foi celebrado, com o Ministério da Saúde, em Maio 
de 2001, um acordo que permitia às instituições hospitalares, que, voluntariamente, desejassem implementar o PTM, o 
fizessem, integrando o Grupo Português de Triagem (GPT).
Para tal, teriam de assinar um protocolo e uma declaração de princípios, onde aceitavam, tacitamente, as regras para a sua 
implementação, não existindo qualquer pagamento por adesão. Existia, sim, um código rígido de conduta, de modo a 
garantir a fiabilidade e a reprodutibilidade do sistema, permitindo ao GPT, nomeadamente, o acesso às bases de dados 
das Instituições.
Todas as Instituições eram parceiras de pleno direito no GPT, criando-se, espontaneamente, um fórum de discussão e de 
melhoria contínua do sistema. As adesões continuaram a aumentar, atingindo, actualmente, cerca de 75 serviços de 
urgência em funcionamento (tanto no domínio público como no privado), e com perspectivas de crescimento a toda a 
rede de urgência.
Portugal tem, neste momento, mais de 4500 profissionais de saúde creditados para efectuarem a triagem de doentes e 
cerca de 200 creditados como instrutores e auditores.
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
25
De seguida, demonstra-se a evolução desta implementação em Portugal:
0
10
20
30
40
50
60
N º Hos pitais C/PM 2 2 2 1 7 2 2 3 4 4 9 5 7 6 0
2 0 0 0 2 0 0 1 2 0 0 2 2 0 0 3 2 0 0 4 2 0 0 5 2 0 0 6 2 0 0 7 2 0 0 8
Evolução dos Hospitais com Protocolo Manchester 2000-2008
Fonte: Grupo Português de Triagem, 2008
Projecção InternacIonal do Protocolo de Manchester
Com o lançamento, em Março de 2003, da segunda edição portuguesa do Protocolo de Manchester, que incorporava ino-
vações desenvolvidas pelo GPT, os autores ingleses, a fim de formalizarem um fórum internacional de partilha de conhe-
cimentos, constituíram o International Working Group. Este Grupo constitui consenso internacional e é responsável pela 
actualização contínua e adaptação, nomeadamente para compatibilizar o método com os avanços da Medicina, de forma 
uniforme nos diversos países com hospitais aderentes. 
Em Março de 2005, o GPT, com o acordo dos autores ingleses, foi convidado por um grupo de profissionais espanhóis a 
iniciar o projecto em Espanha. Essa colaboração constituiu um verdadeiro desafio, que culminou com o primeiro Curso de 
Instrutores, em Madrid, em Outubro de 2005, e a constituição formal do Grupo Espanhol de Triagem (GET), sendo ratificado 
um acordo de parceria com o GPT. Foram cedidos todos os materiais para ensino e necessários para a implementação do 
protocolo de Manchester em Espanha.
Presentemente, Espanha conta com 30 serviços de urgência, que utilizam esta metodologia, esperando-se atingir os 60 
até ao final de 2009.
Em Maio de 2007, o GPT foi contactado pelo Governo do Estado de Minas Gerais, no Brasil, que, no âmbito do programa 
de reestruturação da rede de urgência e emergência, solicitou a implementação do PTM no referido Estado. Contando 
com o envolvimento de um número significativo de profissionais de saúde, foi criado o Grupo Brasileiro de Classificação 
de Risco (GBCR) como órgão técnico local para a promoção do PTM. Assinado o acordo de cooperação, em Outubro do 
mesmo ano entre os autores ingleses, GPT e GBCR, iniciou-se a formação, com o objectivo de assegurar 19 hospitais em 
funcionamento até ao final de 2008.
Através da internacionalização, foi possível a implantação do protocolo na Austrália, Nova Zelândia, Holanda, Alemanha, 
Itália, Áustria, Suécia, Japão, Canadá, Espanha e Brasil.
A internacionalização permitiu testar o PTM e adaptá-lo a culturas diversas, validando os parâmetros de qualidade e o 
modelo de gestão.
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
27
Capítulo 2
o proCesso de tomada de deCisão e a triagem
Introdução
A tomada de decisões é parte integrante e importante da prática clínica e de enfermagem. Uma sólida avaliação clínica 
de um doente requer tanto raciocínio como intuição, e ambos devem basear-se nos conhecimentos e aptidões profissio-
nais. Muitos profissionais argumentam que as decisões críticas são tomadas apenas com “senso comum” e como “solução 
de problemas”, e, têm razão, até certo ponto. No entanto, decidir é muito mais do que isso e requer um certo nível de 
competência. Parte do seu processo de tomada de decisão dos clínicos consiste em:
Interpretar 
discriminar 
Avaliar
Assim, é necessário interpretar, discriminar e avaliar a informação que recolhem acerca dos doentes, e fazer uma avaliação 
crítica das suas acções posteriores a essa decisão. Sem um quadro de referência em que basear as suas decisões não têm 
uma estrutura, ficando as opções ao acaso. A capacidade de tomar decisões sólidas é essencial para uma prestação de cui-
dados de boa qualidade aos doentes. Para esse fim, torna-se evidente que é necessário possuir um quadro referencial 
objectivo.
No Reino Unido a triagem era tradicionalmente uma função da equipa de enfermagem mas, durante uma década, as únicas 
linhas de orientação adoptadas foram as do instrumento de avaliação SOAPE de Blythin que estrutura a entrevista mas não 
fornecem orientações quanto ao resultado. Desta forma, o resultado do processo de triagem não era baseado numa meto-
dologia sólida – as decisões da triagem, relativas aos doentes, eram potencialmente únicas para cada triador fazendo parte 
inerente do seu próprio processo de tomada de decisões. Estas decisões podem ser fundamentalmente inválidas sem um 
quadro de referência. Tal problema só pode ser superado com o fornecimento deste quadro de referência (metodologia), 
para o processo de triagem, e pela concepção de um método que permita aos profissionais obter as competências neces-
sárias para a sua implementação.
o desenvolvImento dA CAPACIdAde
Foi descrita uma relação entre a experiência e a aquisição de competência, em que existem os cinco estádios de desen-
volvimento que se indicam abaixo:
Principiante
Principiante avançado
Competente
extremamente competente
Perito
28 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
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À medida que os profissionais se vão desenvolvendo, continuamente, vão adquirindo competências e aprendendo com 
as suas experiências. Nesse sentido altera-se e melhora-se a sua capacidade de tomada de decisões. Este processo pode 
ser facilitado pelo fornecimento de um sistema baseado num quadro comum, metodologicamente sólido, onde se avalie 
a sua eficácia.
Estratégias dE tomada dE dEcisõEs
Num processo de tomada de decisão recorre-se a um determinado número de estratégias, que se indicam a seguir:
raciocínio
reconhecimento de padrões
Formulação repetitiva de hipóteses
representação mental
intuição
raciocínio
Há essencialmente dois tipos de raciocínio envolvidos num pensamento crítico: o indutivo e o dedutivo. O raciocínio 
indutivo é a capacidade de ter em conta todas as possibilidades, e é especialmente útil aos menos experientes. Envolve 
um processo moroso de análise de todas as informações recolhidas sobre um doente, para se chegar a uma decisão con-
creta quanto aos cuidados de que necessita. O raciocínio dedutivo é a selecção da análise de diferentes soluções óbvias 
através da recolha de informações sobre o doente. Essa estratégia, que permite ao profissional a rápida distinção entre 
informações importantes e irrelevantes para chegar a uma decisão, é frequentemente ignorada ou não reconhecida, mas 
faz parte da prática de um perito.
reconhecimento de padrões
Vulgarmente usados pelos profissionais de saúde, reveste-se de particular importância na tomada de decisões rápidas 
com base num número limitado de informações necessárias à triagem. Este método permite juntar as peças da informação 
disponível com o objectivo de as analisar. Os clínicos interpretam os padrões dos sinais e sintomasdo doente por compa-
ração e relacionamento com outras condições observadas em casos anteriores, alcançando um diagnóstico ou decisão 
referente ao bem-estar dos doentes. A capacidade de utilização desta capacidade de tomar decisões desenvolve-se com 
a experiência, e, por vezes, pode parecer intuição. Os profissionais principiantes, extremamente competentes ou simples-
mente competentes, podem necessitar de recorrer à solução de problemas para chegar a uma solução, enquanto que os 
colegas mais experientes podem utilizar o reconhecimento de padrões.
Formulação repetitiva de hipóteses
A formulação repetitiva de hipóteses é usada pelos clínicos para testar o raciocínio do diagnóstico. Uma decisão pode ser 
tomada através da recolha de dados para a confirmação ou eliminação de hipóteses. Este método pode ser indutivo ou 
dedutivo, dependendo do grau de perícia.
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29
Representação mental
A representação mental é um método que consiste em simplificar uma situação para obter um quadro geral, permitindo 
ao profissional concentrar-se nas informações importantes. Esta estratégia é frequentemente usada em problemas muito 
complexos ou prementes. O uso de analogias ajuda o clínico a visualizar a situação pela simplificação do problema, per-
mitindo-lhe uma perspectiva diferente. As decisões de triagem têm de ser rápidas e o uso deste método é limitado nesta 
fase dos cuidados prestados ao doente.
Intuição
A intuição, profundamente inserida na perícia, é vista frequentemente como a capacidade de os profissionais resolverem 
problemas com relativamente poucos dados. A intuição raramente envolve uma análise consciente e é frequentemente 
expressa como “sentimento interior” ou “forte palpite”. Os profissionais peritos veem as situações de uma forma holística 
e recorrem à experiência adquirida. Muito do seu conhecimento é baseado na prática e é referido como tácito, quando as 
decisões eficazes são tomadas através da combinação dos conhecimentos com as teorias da tomada de decisões e o pen-
samento intuitivo. Muitos peritos não estão conscientes dos processos mentais que usam na avaliação e na gestão de 
doentes. Embora a intuição continue a ser imensurável, o seu valor para a prática clínica é reconhecido e está bem 
documentado.
Tomada de decIsões duRanTe a TRIagem
Apesar de todas as teorias, a tomada de decisões consiste simplesmente numa série de passos para chegar a uma conclusão 
e é composta por três fases: identificação de um problema, determinação das alternativas e selecção da alternativa mais 
adequada. Foi descrita uma abordagem para a tomada de decisões críticas que utiliza os cinco passos seguintes:
Identificação do problema
colheita e análise de informações relacionadas com a solução
avaliação de todas as alternativas e selecção de uma delas para implementação
Implementação da alternativa seleccionada
monitorização da implementação e avaliação dos resultados
Esta abordagem inclui um determinado número de teorias e métodos. Quando aplicadas à triagem, as decisões são for-
madas do seguinte modo:
Identificação do problema
É feita através da obtenção de informações do próprio doente, das pessoas que lhe prestam cuidados e/ou de qualquer 
pessoal de saúde pré-hospitalar. Esta fase permite a identificação do fluxograma de apresentação relevante.
Recolha e análise de informações relacionadas com a solução
Uma vez identificado o fluxograma, esta fase torna-se mais simples, uma vez que se podem procurar os discriminadores 
em cada nível. Os fluxogramas facilitam a avaliação rápida através da sugestão de perguntas estruturadas. O reconheci-
mento de padrões também desempenha um papel importante nesta fase.
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Avaliação das alternativas e selecção de uma delas para implementação
Os profissionais de saúde recolhem uma quantidade maciça de dados sobre os doentes que observam, são reunidos na 
sua própria base de dados mental e armazenados em compartimentos para fácil memorização; estes dados são mais efi-
cazes quando estão associados a um quadro de avaliação organizacional. Estes quadros servem de guias de avaliação e 
são organizados por compartimentos com subtítulos. O fluxograma de apresentação fornece o quadro organizacional para 
a ordenação do processo do raciocínio durante a triagem. Foi provado que os fluxogramas integram o processo de tomada 
de decisões no quadro clínico auxiliam a tomada de decisões, através do fornecimento de uma estrutura, e servem também 
de apoio ao pessoal júnior, no seu processo de aquisição de competência na tomada de decisões.
Implementação da alternativa seleccionada
A selecção possível limita-se às cinco categorias de triagem existentes e, como foi dito no Capítulo 1, todas elas têm um 
nome e uma definição específica. Os profissionais da triagem aplicam a categoria que melhor se adapta à urgência da 
condição apresentada pelo doente. Uma vez atribuída a prioridade, tem início o respectivo percurso.
Monitorização da alternativa implementada e avaliação dos resultados
A triagem é dinâmica e deve responder tanto às necessidades dos doentes como às do serviço. O método de triagem 
delineado neste livro garante que o processo que leva à tomada de decisões é acertado. Consequentemente, o pessoal 
que executa a triagem estará capacitado para identificar como e quando chegaram ao resultado (categoria). Isto facilita 
a reavaliação e posterior confirmação ou alteração de categoria. Outro aspecto tão importante quanto este é que todo 
o processo pode ser passível de auditoria e introduzido no sistema.
AlterAção dA prátIcA corrente de toMAdA de decIsões
Para muitos profissionais de saúde experientes a introdução de um novo quadro para a tomada de decisões na triagem 
apresenta alguns problemas. Vai ser difícil “desaprender” métodos individuais de tomada de decisões que foram desen-
volvidos ao longo de muitos anos de prática. No entanto, esta mudança deve ser vista como um aperfeiçoamento do seu 
sistema actual, proporcionando pela primeira vez um raciocínio claro para a decisão tomada e um sistema passível de 
auditoria. Esta abordagem sistemática será uma contribuição de grande importância para o corpo de conhecimentos 
quando utilizado na formação de pessoal júnior, que muito dependem de peritos para os informar e orientar na sua prática 
profissional. O actual processo de tomada de decisões na triagem, apresentado neste manual, é eficaz, adaptável a qual-
quer ambiente profissional e valioso para qualquer elemento, independentemente do seu grau de experiência.
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31
Capítulo 3
 Método de triageM
Introdução
O método delineado neste livro foi concebido para permitir ao profissional da triagem a atribuição rápida de uma prio-
ridade clínica a cada doente. O sistema selecciona os doentes com maior prioridade e funciona sem fazer quaisquer pre-
sunções sobre o diagnóstico: este modo de funcionamento é deliberado e reconhece que os serviços de urgência são, 
em grande medida, orientados pelos sinais e sintomas apresentados pelos doentes. Como já foi dito no Capítulo 2, as 
decisões tomadas na triagem seguem cinco passos.
Identificação do problema
Colheita e análise das informações relacionadas com a solução
Avaliação de todas as alternativas e selecção de uma para implementação
Implementação da alternativa seleccionada
Monitorização da implementação e avaliação dos resultados
Identificação do Problema
A prática clínica gira à volta do conceito da queixa apresentada – o principal sinal ou sintoma identificado pelo doente ou 
pelo profissional de saúde que motiva o doente a procurar o serviço de urgência. Apresentamos uma lista de condições 
apresentadas pertinentes para a triagem.
Agressão
Alergia
Asma
Auto-agressão
Bebé que chora
Cefaleia
Comportamento estranho
Convulsões
Corpo estranho
Criança com dificuldade de locomoção
Criança irritável
Criança que não se sentebem
Diabetes
Diarreia e/ou vómitos
Dispneia
Dispneia na criança
Doença mental
Doenças sexualmente transmissíveis
Dor abdominal
Dor abdominal na criança
Dor cervical
Dor de garganta
Dor lombar
Dor testicular
Dor torácica
Embriaguez aparente
Erupções cutâneas
Estado de inconsciência/síncope
Exposição a químicos
Feridas
Grande traumatismo
Gravidez
Hemorragia GI
Hemorragia vaginal
Indisposição no adulto
Infecções locais e abcessos
Lesão torácico-abdominal
Mordeduras e picadas
Pais preocupados
Palpitações
Problemas estomatológicos
Problemas faciais
Problemas nos membros
Problemas oftalmológicos
Problemas nos ouvidos
Problemas urinários
Quedas
Queimaduras profundas e superficiais 
Sobredosagem ou envenenamento
T.C.E.
Catástrofe – avaliação primária
Catástrofe – avaliação secundária
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Esta lista foi compilada após consenso e abrange quase todas as situações apresentadas nos serviços de urgência. Estas 
situações enquadram-se grosso modo nas categorias doença médica, trauma/lesão, crianças, comportamento anormal 
e grandes incidentes.
A primeira parte do método de triagem requer que o profissional seleccione uma condição apropriada da lista apresen-
tada. Ao seleccionar esta condição adequada o profissional é levado para um fluxograma de apresentação que identifica 
os discriminadores e que permite a determinação da prioridade clínica.
Houve o máximo cuidado para garantir que os fluxogramas têm uma abordagem consistente, com informação cruzada 
entre fluxogramas, uma vez que um determinado número de condições principais apresentadas pode conduzir a mais de 
um fluxograma de apresentação. Desta forma, por exemplo, um "doente indisposto" (que não se sente bem), e que apresente 
o pescoço rígido e cefaleias/dores de cabeça, terá a mesma prioridade, quer o profissional use os fluxogramas Indisposição 
no Adulto, Dor Cervical ou Cefaleia.
Os fluxogramas propriamente ditos são apresentados mais adiante neste livro.
Recolha e análise de infoRmações
A escolha do fluxograma de apresentação é, em grande medida, ditada pela condição apresentada pelo doente. Depois 
desta selecção, é necessário proceder à recolha e análise de informações que permitam a determinação da prioridade real. 
O fluxograma estrutura este processo mostrando discriminadores-chave (perguntas) em cada nível de prioridade – a avalia-
ção é feita encontrando o grau mais elevado de resposta positiva (ou que não se consegue negar) para a pergunta discri-
minadora. Os discriminadores são deliberadamente colocados na forma de perguntas para facilitar o processo.
discriminadores
Discriminadores, como o nome indica, são factores que à discriminação dos doentes, permitem a sua inclusão numa das 
cinco prioridades clínicas e podem ser gerais ou específicos. Os primeiros aplicam-se a todos os doentes, independente-
mente da condição que apresentam e, consequentemente, surgem repetidas vezes ao longo dos fluxogramas; em todos 
os casos, os mesmos discriminadores gerais remetem o profissional da triagem para a mesma prioridade clínica. Os dis-
criminadores específicos aplicam-se aos casos individuais, ou a pequenos grupos de apresentações, e tendem a relacio-
nar-se com características-chave de condições particulares. Desta forma, por exemplo, dor aguda é um discriminador 
geral, dor pré-cordial e dor pleurítica são discriminadores específicos. Os discriminadores gerais surgem em muito mais 
fluxogramas que os específicos. Todos os discriminadores usados são definidos no dicionário (glossário) de discrimina-
dores no fim do livro; as definições dos discriminadores específicos usados em fluxogramas individuais são repetidos nas 
notas que acompanham o fluxograma para permitir uma fácil referenciação.
Os discriminadores gerais são uma característica recorrente dos fluxogramas, e é essencial que sejam bem entendidos 
para uma boa compreensão do método de triagem. Serão discutidos aqui seis discriminadores gerais – os que se encon-
tram na tabela.
Risco de vida
dor
hemorragia
Grau de estado de consciência
Temperatura
início das queixas
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33
Risco de vida
Para um enfermeiro ou médico do serviço de urgência os discriminadores relacionados com o risco de vida de todos. 
Em termos gerais, este discriminador reconhece que qualquer paragem ou ameaça das funções vitais (ABC: via aérea, 
ventilação, circulação) coloca o doente no primeiro grupo de prioridades.
Os doentes que não são capazes de manter premeável a 
sua via aérea, por qualquer período de tempo, têm com-
promisso da via aérea. Além disso, os doentes com estri-
dor apresentam grave compromisso respiratório – pode 
ser um ruído na inspiração, na expiração ou em ambas. 
O estridor é mais audível quando se respira de boca 
aberta. A apneia é definida como ausência de respiração 
ou esforço para respirar, avaliada por observação directa 
e auscultação durante 10 segundos. Respiração ineficaz 
é um conceito mais difícil – mas, em termos gerais, os 
doentes que não conseguem respirar por forma a manter 
uma oxigenação adequada apresentam respiração inefi-
caz. Pode verificar-se um aumento de esforço respira-
tório, sinais de utilização de músculos acessórios ou 
exaustão. A ausência de pulso só é diagnosticada com 
palpação de um pulso central durante 5 segundos ou 
com a ausência evidente de sinais de circulação. 
O choque pode ser difícil de detectar – os sinais clássicos 
incluem: sudação, palidez, taquicardia, hipotensão e 
alteração do estado de consciência.
Dor
Na perspectiva dos doentes a dor é um factor importante 
para a determinação da prioridade. O uso da dor como 
discriminador geral ao longo dos fluxogramas de apresen-
tação reconhece este facto e torna implícito que todas as 
avaliações de triagem devem incluir uma avaliação da dor. 
A avaliação da dor é tratada em pormenor em capítulo 
próprio e os leitores são remetidos para lá para obterem 
uma discussão detalhada; em termos gerais, o discrimina-
dor “dor severa” pretende representar uma dor intolerável 
– significativa e insuportável –, muitas vezes descrita como 
a pior de sempre, enquanto que "dor moderada” refere-se 
a uma dor intensa, significativa mas suportável. Qualquer 
doente com um grau de dor inferior ao atrás descrito tem 
uma dor ligeira que, se inferior a 7 dias e salvo se existirem 
outros discriminadores que sugiram uma priorização mais elevada, no mínimo implica a prioridade pouco urgente (verde). 
Na prioridade não urgente (azul) serão colocados, por exclusão, os doentes de dor ligeira há mais de 7 dias, inclusive.
O discriminador geral dor descreve apenas a intensidade ou gravidade da dor. Outras características da dor, tais como a 
localização, irradiação e a periodicidade, podem figurar como discriminadores específicos noutros fluxogramas de apre-
sentação particulares.
S
N
N
S
S
vermelho
respiração? 
ineficaz?
Compromisso da 
via aérea? 
estridor?
Ausência 
de pulso ou 
choque?
lArAnjA
AmArelo
verde
dor moderada?
dor severa?
dor ligeira 
< 7 dias?
Azul dor ligeira ≥ 7 dias?
34 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
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Hemorragia
A Hemorragia apresenta-se de várias formas – espe-
cialmente, mas não exclusivamente, a que envolve trau-
matismo. Os discriminadores de hemorragia são 
exsanguinante, grande hemorragia incontrolável ou 
pequena hemorragia incontrolável.
A tentativa de controlar com sucesso a hemorragia por 
compressão, determina a gravidade da mesma. De um 
modo geral, uma hemorragia contínua tem uma maior 
prioridade clínica. Embora, certamente, na prática possa 
ser difícil decidir em que categoria se enquadra uma 
hemorragia, as definições dos discriminadores estão con-
cebidas para facilitar ao profissional a sua decisão. 
Verifica-se uma hemorragia exsanguinante quando a 
morte ocorrerá rapidamente a menos que esta seja parada. Uma hemorragia quenão é controlada pela aplicação de uma 
pressão directa constante, e que continua a sangrar abundantemente ou ensopa rapidamente pensos grandes é descrita 
como grande hemorragia incontrolável, enquanto que uma hemorragia que continua a sangrar ligeiramente ou intermi-
tentemente é descrita como pequena hemorragia incontrolável.
Qualquer hemorragia, por muito pequena que seja, e salvo se existirem outros discriminadores que conduzam a uma maior 
prioridade clínica – deve merecer, no mínimo, a prioridade urgente.
Grau de estado de consciência
O grau de estado de consciência é tido em conta separadamente para adultos e crianças. Nos adultos, apenas os doentes 
em estado de mal epiléptico são sempre colocados na categoria de intervenção “emergente”, enquanto que todas as 
crianças que não respondem são colocadas neste grau de prioridade. Os doentes adultos com um grau de consciência 
alterado em relação ao estado prévio ou em que não se consiga negar alteração recente (segundo a Escala de Coma de 
Glasgow – por exemplo, que apenas respondam à voz ou a dor, ou que não respondem) são incluídos na categoria de 
“muito urgente”. São igualmente muito urgentes as crianças que apenas respondam à voz ou à dor. Todos os doentes com 
história de perda de consciência devem ser colocados na categoria de urgente.
vermelho
laranja
amarelo
Grande hemorragia 
incontrolável?
hemorragia 
exsanguinante?
Pequena hemorragia 
incontrolável?
vermelho
laranja
apenas 
responde à voz 
ou à dor?
Convulsão actual 
não responde?
amarelo
vermelho
laranja
alteração do estado 
de consciência 
de novo?
Convulsão 
actual?
história de perda 
de consciência?
história de 
perda de 
consciência?
amarelo
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35
O facto de todos os doentes com alteração do estado de consciência de novo serem colocados na prioridade muito 
urgente pode ser conflituoso com a prática actual: isto é especialmente verdade para a prioridade clínica dada aos doen-
tes etilizados ou sob a influência de drogas. Acerca disto, há duas coisas a esclarecer. Em primeiro lugar, a etiologia das 
alterações do estado de consciência é irrelevante para a determinação do risco do doente – um estado de consciência 
alterado devido a drogas ou álcool tem a mesma importância clínica que se for provocado por outras causas. Em segundo 
lugar, a maior parte dos doentes embriagados não tem alterações de estado de consciência. Os pontos específicos para 
a atribuição de uma prioridade clínica a estes doentes aparentemente embriagados são tratados no fluxograma de 
apresentação que tem essa denominação.
Temperatura
A temperatura é usada como um discriminador geral. 
Pode ser difícil conseguir uma medição precisa durante 
o processo de triagem, embora os modernos termóme-
tros de leitura rápida no tímpano possam tornar isto 
possível; uma abordagem alternativa menos desejável é 
a impressão clínica da temperatura da pele seguida de 
uma avaliação exacta, logo que possível.
Se a pele está muito quente ao tacto diz-se que o doente 
está muito quente – isto corresponde a uma temperatura 
≥ 41°C – temperatura timpânica. Da mesma forma, se a 
pele estiver quente ao tacto, diz-se que o doente está 
quente, o que corresponde a uma temperatura ≥ 38,5°C 
e < 40,9°C – temperatura timpânica. Um doente com a 
pele ligeiramente quente corresponde ao discriminador 
Febrícula / Subfebril e corresponde a uma temperatura 
≥ 37,5°C e > 38,4°C – temperatura timpânica. Para melhor 
objectivar a situação, a triagem deve dispor de meios de 
medição rápida da temperatura.
Tabela de temperatura (Crianças)
TemperaTura TimpâniCa
Febrícula/Subfebril 37,5 – 38,4 °C
Quente 38,5 – 39,8 °C
Muito Quente = ou > a 39,9 ºC
Tabela de temperatura (adultos)
TemperaTura TimpâniCa
Febrícula/Subfebril 37,5 – 38,4 °C
Quente 38,5 – 40,9 °C
Muito Quente = ou > 41,0 °C
laranja
amarelo
verde
Subfebril?
Febrícula?
Hipotermia? 
Criança muito quente? 
adulto muito quente?
adulto quente?
Criança quente?
36 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
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Os doentes com a pele fria podem denominar-se clinicamente como frios – este discriminador corresponde a uma tem-
peratura < 35 °C.
Um adulto e criança muito quente deverão ser sempre postos na categoria de muito urgente, correspondendo respecti-
vamente a uma temperatura timpânica de maior ou igual a 41 ºC ou maior ou igual a 39,9 ºC. O adulto e a criança quente 
deverão ser colocados na categoria de urgente, correspondendo uma temperatura timpânica de maior ou igual a 38,5 ºC. 
Os doentes com temperatura timpânica < 35 ºC (independentemente da idade) devem ser sempre colocados na prioridade 
muito urgente.
Os serviços de urgência devem ter protocolos terapêuticos escritos para permitir a administração de antipiréticos.
Deve ser registada sempre a hora de administração de antipiréticos quer tenha sido efectuada no domicílio ou no serviço 
de urgência.
Inicio da queixa/agravamento 
O uso do tempo decorrente desde o aparecimento da 
lesão/ferimento ou doença como discriminador pode ser 
considerado controverso, especialmente se a razão de ser 
não for bem entendida. É determinado o tempo de ins-
talação do problema (“acuteness”) como forma de 
enquadrar temporalmente o aparecimento da situação. 
Um ferimento ou doença (problema) recente define-se 
como tendo aparecido (ou se tenha agravado) nos 7 dias 
anteriores. O tempo relativamente longo de existência do 
problema, sem agravamento e sinais de risco, indica que 
o doente pode ser incluído na prioridade não urgente 
sem risco clínico. O método de triagem está concebido de 
forma a que, se houver outros discriminadores gerais ou 
específicos importantes para a condição apresentada, o 
grau de prioridade suba.
Deste modo divide-se em quatro grupos a relação tem-
poral de ínicio da queixa/agravamento: Repentino, súbito, 
agudo, recente, ou não recente. 
O uso deste discriminador não se destina a “punir” os 
doentes por acorrerem “indevidamente” ao serviço, nem 
se destina a assegurar que os doentes que sofrem de 
ferimentos/lesões ou doenças há muito tempo tenham 
longos tempos de espera. O tempo de espera para doen-
tes com problemas estáveis, que não tenham aparecido 
recentemente, dependerá da gravidade, do número de 
casos no serviço e dos recursos disponíveis.
Azul
verdeProblema recente? lesão/Ferimento 
recente?
Sim
Não
Inicio da queixa/agravamento 
repentino minutos/segundos
súbito ≤ 12 horas
agudo ≤ 24 horas
recente < a 7 dias
não recente ≥ a 7 dias
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37
Fluxograma geral
Muitos doentes poderão ser colocados nas respectivas categorias através dos discriminadores gerais e de alguns específi-
cos mais comuns, independentemente da condição apresentada. De seguida apresenta-se um fluxograma com o resumo 
dos discriminadores gerais.
Não
• Pequena hemorragia incontrolável?
• História inapropriada?
• Vómitos persistentes?
• Adulto quente?
• Criança quente?
• Dor moderada?
AmArelo
VerDe
Sim
Não
Azul
lArAnjA
• Grande hemorragia incontrolável?
• Alteração do estado de consciência 
de novo?
• Criança muito quente?
• Adulto muito quente?
• Dor severa?
VermelHo
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• Choque?
• Criança que não responde?
• Convulsão actual?
• Subfebril 
(Febrícula)?
• Vómitos?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
creo
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Grupo Po r tuguês de Tr iagem
AvAliAção dAs AlternAtivAs e sUA selecção
A escolha de um fluxograma de apresentação leva à selecção de um determinado número de discriminadores gerais e 
específicos que poderão ser então aferidos face à condição apresentada pelo doente. A capacidade de implementação do 
método de triagem aqui apresentado baseia-se na avaliação desta aferição. Os profissionais têm de decidir se os critérios 
para a presença de certos discriminadoresse verificam, assim como qual dos discriminadores presentes tem maior priori-
dade clínica.
implementAção dA AlternAtivA seleccionAdA
Este passo é basicamente um passo de procedimento. O resultado inevitável da recolha, análise e discussão de informações 
referidas acima é a decisão de que um determinado discriminador (geral ou específico) é o positivo. Este passo leva à atri-
buição de uma das prioridades mostradas na seguinte tabela:
nÚmero nome cor tempo-Alvo
1 Emergente Vermelho 0
2 Muito urgente Laranja 10
3 Urgente Amarelo 60
4 Pouco urgente Verde 120
5 Não urgente Azul 240
documentação
A implementação envolve o registo da prioridade atribuída. O método de triagem delineado neste livro demonstra que a 
documentação é muito simples e precisa. É necessário registar o fluxograma de apresentação que está a ser aplicado, qual 
é o discriminador que define a categoria e qual a categoria que foi seleccionada. Desta forma, o registo de triagem de um 
doente que se apresenta com dor torácica pode ter o seguinte aspecto:
Fluxograma – dor torácica
discriminador – dor pleurítica
prioridade – UrGente
Esta abordagem simples da documentação permite não só uma auditoria simples como também significa que as razões 
que levaram à decisão são bastante evidentes.
monitorizAção e AvAliAção
A prioridade clínica pode mudar e, por isso, a triagem tem de ser dinâmica. O método de triagem descrito neste livro pode 
ser aplicado rapidamente e com confiança por pessoal treinado – torna-se, portanto, útil como instrumento para múltiplas 
reavaliações da prioridade clínica durante a espera do doente.
Toda a observação secundária de enfermagem pode servir como uma reavaliação de triagem, e quaisquer alterações na 
prioridade clínica podem ser rapidamente notificadas e rectificadas.
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AvAliAção do doente
A visão purista do evento de triagem é um encontro rápido e focado, no qual é recolhida informação e aplicada para atribuir 
uma prioridade. Este tipo de avaliação é uma capacidade em si própria. A seguinte estrutura pode ser utilizada para ensinar 
o processo aos triadores, assegurando que as decisões são baseadas em dados relevantes e adequados ao doente.
É importante que a avaliação de um doente seja sistemática, e que todos os elementos dessa avaliação sejam reunidos para 
dar uma imagem completa dos problemas do doente. Por esta razão, o profissional de triagem deve ter experiência suficiente 
de cuidados de urgência, e capacidades interpessoais para comunicar eficazmente com os doentes e as suas famílias.
A abordagem a esta avaliação deve ter o seguinte formato:
PASSoS 
dA AvAliAção ActividAde de triAgem
Cumprimentar o 
paciente
A avaliação começa com a visão dos doentes, olhe para eles quando se aproximam da área 
de triagem, e capte quaisquer sinais visuais que podem incluir:
• Nível de mobilidade
• Ferimento óbvio
• Idade do doente
Colheita sumária de 
dados
Perguntar aos doentes o que os levou ao serviço de urgência.
Esta informação é curta, concisa e informa-o sobre o ferimento/doença/problema 
relacionado com a saúde dos doentes.
A apresentação da 
queixa
Doentes que apresentam queixas podem ser relacionados com a história subjectiva que 
fornecem.
Isto leva o triador a escolher o fluxograma de apresentação mais apropriado.
As questões focalizadas 
(entrevista)
É aqui que o conhecimento e capacidades do profissional de triagem são mais evidentes. 
Aplicação de conhecimentos anatómicos, reconhecimento de padrão de queixas 
apresentadas, e a capacidade de reagir eficazmente a situações de vida ou morte, são todas 
do domínio do profissional de triagem.
Questões focalizadas podem ser usadas para obter mais detalhes se necessário, ex. duração 
do problema, mecanismo de lesão, medicação actual, etc.
O formato destas questões será dirigido pelos discriminadores no fluxograma de 
apresentação escolhido.
Exame físico e análise 
dos parâmetros físicos
Se apropriado, segundo o indicado pelo fluxograma escolhido.
Localização das lesões actuais.
Registo de observações base, pulso, temperatura, ou informação mais detalhada, ex. obtida 
pela oximetria do pulso ou avaliação sumária da acuidade visual.
Avaliação da dor
Uma parte integral do PTM, tanto os valores da dor subjectiva (doente) como objectiva 
(profissional de triagem) são dignos de registo, com documentos de base racional, para 
diferenciar os valores.
Prioridade/plano de 
cuidados
Prioridade atribuída utilizando o discriminador aplicável ao doente.
Descrição sucinta, de qualquer outro cuidado identificado como resultado da avaliação de 
triagem.
Documentos
O registo desta informação deve ser feito num formato pré-acordado e mais uma vez claro, 
conciso e relevante da queixa apresentada.
Quando um sistema de triagem computorizado é utilizado o profissional de triagem deve 
certificar-se que o foco da atenção é sempre o doente e não o ecrã do computador/teclado.
Se relevante, incluir um registo de qualquer:
• Alergia
• Medicação
• Historia passada relevante
• Medidas de primeiros socorros aplicadas na triagem
• Observações
Assinatura legível/identificação objectiva
Nova avaliação
(se aplicável)
Registar a necessidade de nova avaliação, em particular quando foi administrado fármaco na 
triagem.
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Ao seguir este processo sistemático, facilitado pela metodologia de triagem, a análise do doente pode ser executada 
rapidamente e com confiança, para alcançar uma prioridade clínica apropriada, de forma a guiar a tomada de decisão.
A introdução, com sucesso, de um método de verificação resoluto é essencial para o futuro de qualquer metodologia 
padrão, uma vez que se deve mostrar que existe reprodutibilidade entre os profissionais individuais e os departamentos. 
Isto será discutido, mais detalhadamente, no Capítulo 8.
Cor branCa na triagem
A utilização incorrecta dos serviços de urgência como porta de entrada administrativa, bem como o uso destes serviços 
para execução de actividade “programada” ou não urgente, agrava a pressão sobre os serviços e estimula a incorrecta uti-
lização dos serviços pelos profissionais e utentes.
Identificado o problema, e dada a diferença de cultura e postura no Reino Unido em relação a estas situações (que não 
são autorizadas), o Grupo Português de Triagem propôs aos autores ingleses uma cor que identificasse esses casos – a cor 
branca.
Essa cor permitiria quantificar a dimensão do problema em cada serviço, de modo a serem identificadas e sistematizadas 
soluções que promovam a correcta utilização dos recursos disponíveis.
Na última reunião de consenso do Grupo Português de Triagem, foi estabelecido como objectivo nacional que essa per-
centagem seja inferior a 5% da totalidade dos episódios de urgência.
Cabe aos serviços a correcta monitorização e planeamento de medidas correctivas para cumprimento deste objectivo.
Como atribuição da cor branca na triagem tem sido identificada nas auditorias externas como uma dificuldade, pela 
ausência de critérios uniformizados a nível nacional, esses critérios foram revistos.
São critérios para atribuição de cor branca:
1. Razões administrativas:
 • Doente de outro hospital que necessita de inscrição para execução de exame complementar de diagnóstico por 
acordo entre instituições (no caso de não ser aberta a inscrição para esta finalidade, o doente não é triado e não é 
atribuída cor de prioridade).
 • Cadáver que necessita de registo administrativo para admissão na casa mortuária.
 • Doente chamado para terapêutica não programada (transplante).
 • Doente admitido para o internamento para actividade programada, e que utiliza o posto administrativo da urgência 
para admissão.
2. Razões clínicas:
 • Doente referenciado por médico (independentemente do local de referenciação ou da especialidade) sem situação 
aguda ou de urgência, seja para a realização de técnica, exame complementar ou actomédico não urgente (por 
exemplo, doente enviado para reavaliação clínica, remoção ou renovação de imobilizações, etc.).
 • Doente referenciado por médico para inclusão em protocolo científico, sem situação aguda ou de urgência.
 • Utente que recorre ao serviço de urgência ao abrigo do programa de interrupção voluntária de gravidez.
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3.	 Outras	razões:
	 •	 	Doentes	admitidos	para	reavaliação	por	referenciação	médica,	tendo	sido	observados	anteriormente	na	urgência,	
e	que	actualmente	não	apresentam	situação	aguda	ou	urgente.
	 •	 	Colheita	de	sangue	para	contra	prova	da	detecção	de	álcool	ou	drogas	–	por	indicação	de	autoridade	policial.
Não são critérios para atribuição de cor branca na triagem:
1.	 	Doente	readmitido	após	transferência	para	outro	hospital	para	efeitos	de	consultadoria	(deverá	assumir	o	processo	
anterior).
2.	 	Doente	referenciado	por	médico	(independentemente	do	local	de	referenciação	ou	da	especialidade)	à	urgência	com	
situação	 aguda	 ou	 urgente.	 Neste	 caso,	 o	 doente	 deve	 ser	 triado	 e	 atribuída	 a	 prioridade	 corresponde	 à	 sua	
situação.
3.	 	Doente	que	autonomamente	procede	à	inscrição	no	serviço	de	urgência	para	técnica	ou	acto	terapêutico	não	com-
paginável	com	o	serviço	de	urgência	(deverá	ser	recusado	e	encaminhado	para	área	/	serviço	mais	indicado	e	anulada	
a	inscrição).
4.	 	Doente	erradamente	inscrito	na	urgência	de	adultos	(doente	obstétrico).	Deverá	ser	reencaminhado	administrativa-
mente,	antes	de	ser	triado.
5.	 	Doente	transportado	pelo	 INEM	e	/	ou	com	apoio	de	VMER	 (deverá	ser	 triado	normalmente,	sem	 impedimento	da	
continuação	 do	 tratamento	 do	 doente	 grave	 e	 instável	 –	 que	 poderá	 mandatar	 seguimento	 imediato	 para	 sala	 de	
emergência	e	avaliação	e	registo	formal	da	triagem	à	posteriori).
6.	 	Funcionário	vítima	de	acidente	de	serviço.	Deve	ser	inscrito	e	triado	normalmente.	Deverá	ser	assegurado	o	cumpri-
mento,	em	tempo	útil,	do	protocolo	para	a	situação	respectiva.
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Capítulo 4
avaliação da dor Como parte do proCesso de triagem
INTRODUÇÃO
Não há muita informação disponível sobre a dor sentida pelos doentes que acorrem ao serviço de urgência. No entanto, 
a dor é uma questão importante por várias razões:
Há um número de vantagens em fazer a avaliação da dor como parte do processo de triagem. A avaliação garante que a 
dor é tratada na primeira oportunidade. Se o doente ficar tolerável é possível atribuir-lhe uma prioridade inferior, o que 
permite que o pessoal fique livre para tratar de doentes que requerem uma observação urgente por outras razões, reduz 
a ansiedade do doente e melhora a comunicação.
O processo de avaliação da dor na triagem
A avaliação da dor faz parte integrante da metodologia aqui apresentada. Constitui o reconhecimento deliberado e explícito 
da importância da dor pelas razões referidas acima. Reconhece-se que a avaliação da dor vai resultar na colocação de alguns 
doentes em categorias de maior prioridade que até então; é uma tentativa deliberada de mudar a má prática corrente onde 
nem sempre a dor é devidamente valorizada como 5.º sinal vital. Se for feita a avaliação formal da dor do doente na triagem, 
e se o resultado dessa avaliação ajudar a determinar a urgência com que esse doente tem de ser observado, isto significa 
que todos os profissionais têm de ser competentes na avaliação da dor - e a avaliação da dor tem de ser válida e reprodu-
zível. Não é realista esperar que só seja tida em conta a avaliação subjectiva do doente durante o processo. Pela mesma 
ordem de ideias, também não é apropriado que só seja tida em conta a avaliação subjectiva do profissional da triagem.
Avaliação da dor na urgência
Esta avaliação pode ser difícil uma vez que os doentes se sentem pressionados a dizer que têm dores para justificar o seu 
recurso ao serviço, e alguns doentes, especialmente as crianças, podem negar as dores para evitar tratamentos ou o inter-
namento no hospital. A avaliação e tratamento da dor por alguns profissionais pode ser influenciada por percursos clínicos 
e atitudes “tradicionais”. Por exemplo, os doentes que têm fracturas recebem analgésicos imediatamente enquanto que 
os que têm dores abdominais não os recebem até serem observados por um cirurgião; se se tratar de uma criança que 
não chora frequentemente subentende-se que a criança está sem dores. Por outro lado, pode haver a preocupação de que 
um doente se queixe mais para ser classificado numa prioridade mais elevada, se pensar que isso vai resultar num trata-
mento mais rápido.
A maior parte dos doentes que vem às urgências sente qualquer grau de dor
O grau de dor influencia a prioridade
A gestão adequada da dor é um critério-chave para a satisfação do doente
O doente com dor pode tornar-se agitado e agressivo
O doente com dor é uma fonte de desestabilização 
para o pessoal e para os outros doentes
Por parte do doente há a expectativa de que a sua dor seja tratada
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INSTRUMENTOS PARA A AVALIAÇÃO DA DOR
Alguns serviços de urgência estão já a utilizar um instrumento formal para a avaliação da dor. No entanto, a maior parte 
destes foi desenvolvida para utilizar em doentes no pós-operatório ou com doenças crónicas. De facto, não foi investido 
muito trabalho na avaliação da adequabilidade da utilização destes instrumentos no ambiente das urgências.
Existem três tipos principais de instrumentos de avaliação:
Escala descritiva verbal
Escalas visual analógica
Instrumentos comportamentais da dor
Escala descritiva verbal (EDV)
Este instrumento consiste num certo número de descritivos, normalmente três a cinco, que estão classificados por ordem 
numérica. Os descritivos mais comuns são
Nenhuma
Ligeira
Moderada
Severa
e o correspondente valor numérico aumenta com a gravidade da dor. A escala descritiva verbal é simples e relativamente 
fácil de usar pelos doentes, tendo já sido utilizada no ambiente de serviço de urgência.
VANTAGENS DESVANTAGENS
Fornece uma classificação fácil de analisar pelo profissional O uso de uma só palavra de uma lista limitada pode não reflectir a dor que o doente está a sentir
Provavelmente produz dados fiáveis Não é adequada para doentes que não falem a mesma língua do triador
Pode ser modificada para uso em crianças Representa a avaliação subjectiva do doente
Para o profissional de saúde, considera-se uma dor severa aquela que é significativa e insuportável para o doente (de 8-10 
na Régua de Dor).
Considera-se dor moderada, a dor que é significativa mas suportável para o doente (de 5-7 na Régua de Dor).
Considera-se ainda dor ligeira todas as que não são incluídas nas alíneas anteriores.
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Escala visual analógica (EVA)
Habitualmente, esta escala consiste numa linha recta que representa vários níveis de dor com expressões verbais fixas em 
cada extremidade.
SEM A MAIOR INTENSIDADE DE DOR
DOR QUE PODE EXISTIR
Os doentes podem assinalar um ponto qualquer na linha. Podem também ser acrescentados descritivos por baixo da linha 
além das expressões nas extremidades e a linha pode ser segmentada numericamente para facilitar a classificação para 
fins de avaliação ou comparação.
VANTAGENS DESVANTAGENS
Fácil e rápida de usar e de classificar Alguns doentes preferem marcar os pontos próximos das extremidades
Estas escalas podem ser mais sensíveis do que as escalas 
verbais
Não é adequada para doentes que não falem a mesma 
língua do triador
Se forem usadas correctamente, são reproduzíveis e fiáveis
Alguns doentes acham as EVA demasiado abstractas, 
especialmente os que sentem dor aguda, os que têm um 
grau de habilitações inferior ou os que são portadores de 
qualquer deficiência de coordenação motora. As pessoas 
idosas têm alguma dificuldade em usar estas escalas. 
Avaliação subjectiva do doente
Instrumentos comportamentais da dor (ICD)Estes instrumentos foram desenvolvidos com base no princípio de que os doentes com dores exibem certos comporta-
mentos e alterações psicológicas. Estes instrumentos podem medir:
Resposta verbal
Linguagem gestual
Expressão facial
Mudanças comportamentais
Estado de consciência
Alterações psicológicas
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Há alguns instrumentos baseados na combinação de um certo número dos factores acima referidos.
VANTAGENS DESVANTAGENS
Podem ser usados em doentes com problemas de 
comunicação Escalas complexas, comparação e classificação difícil
Não incluem a avaliação subjectiva do doente
Morosas – demoram 5-15 minutos a usar
O INSTRUMENTO IDEAL PARA A AVALIAÇÃO DA DOR
Um instrumento ideal para utilização num serviço de urgência deve ser rápido e simples de usar, deve ter sido aferido e 
deve fornecer resultados fiáveis e reprodutíveis. Estes instrumentos devem ter em conta tanto os dados do doente como 
os do observador.
A régua de dor
Não há um instrumento de avaliação da dor necessariamente melhor que outro, embora alguns pareçam estar mais adapta-
dos a certas áreas clínicas que outros. A régua de dor é um instrumento de avaliação de dor bem estabelecido, que parece 
prestar-se mais ao uso no serviço de urgência que algumas das outras alternativas. As suas principais vantagens são:
• Mede a intensidade da dor e os seus efeitos nas funções normais
• Combina o uso dos descritivos verbais com uma escala visual analógica
• É rápida e fácil de usar
• É facilmente ponderada para permitir que a avaliação da dor 
faça parte do processo de triagem
• Ao facilitar a avaliação das funções normais, permite ao profissional 
envolver-se no processo da avaliação da dor
• Promove o diálogo, o que, por sua vez, convence o doente de que a sua dor 
está a ser valorizada
• Produz uma classificação que facilita a avaliação contínua
• O resultado da avaliação é rápido e fácil de documentar
• Pode ser facilmente adaptada para o uso com crianças
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A seguinte figura representa a Régua de Dor
1
3
5
7
9
0
2
4
6
8
10
Sem 
qualquer dor
Actividades
normais
Poucos
problemas
Faz a maior
parte das coisas
Causa dificuldades
Cessa algumas 
actividades
Incapacitante
Cessa
actividades
normais
Sem 
controlo
Ligeira
Picada
Moderada
(significativa 
mas suportável) 
Bastante má
Muito má
Grave
Severa
(significativa e insuportável)
Dilacerante
Ao usar a Régua de Dor considera-se para efeitos de registo: Dor severa entre 8-10, dor moderada entre 5-7 e dor ligeira 
entre 1-4 (esta última independentemente da sua duração).
Dor ligeira 
≥ 7 Dias
< 7 Dias
Para efeitos de registo: Dor severa entre 8-10; dor moderada entre 5-7; dor ligeira entre 1-4 (esta última 
independentemente da sua duração).
Dor ligeira 
≥ 7 Dias
< 7 Dias
1
3
5
7
9
0
2
4
6
8
10
Sem 
qualquer dor
Actividades
normais
Poucos
problemas
Faz a maior
parte das coisas
Causa dificuldades
Cessa algumas 
actividades
Incapacitante
Cessa
actividades
normais
Sem 
controlo
Ligeira
Picada
Moderada
(significativa 
mas suportável) 
Bastante má
Muito má
Grave
Severa
(significativa e insuportável)
Dilacerante
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AVALIAÇÃO DA DOR NA TRIAGEM
A avaliação da dor é um processo que exige perícia técnica 
em qualquer ambiente, e a avaliação feita durante a triagem 
não é excepção. Há restrições especiais neste ambiente que 
reflectem a natureza da urgência dos doentes e a falta de 
tempo para a avaliação. No entanto, é essencial uma inclusão 
precisa da dor dos doentes numa das categorias mostradas 
na figura se se pretender prestar cuidados atempados.
O profissional da triagem tem de ter em conta um número de 
factores que influenciam os doentes na percepção da sua 
dor.
Idade
As crianças podem imaginar o pior dos resultados possíveis 
da sua dor. Têm pensamentos catastróficos o que aumentam 
a ansiedade e o medo que, pode, portanto, aumentar a sua 
percepção da dor.
Muitos idosos sofrem de múltiplos problemas álgicos e podem considerar um nível significativo de dor como aceitável. 
Muitos aceitam a dor e lidam bem com ela.
TÉCNICA DE AVALIAÇÃO
Identificar os doentes cuja idade afecta a avaliação da dor.
A percepção da dor aumentou ou diminuiu?
Como é que esta situação pode ser ultrapassada?
Experiência prévia de dor
Os doentes são influenciados pelas suas experiências anteriores de dor. Podem comparar esta dor com episódios anterio-
res, quanto a ser mais ou menos grave. São também influenciados pela forma como a dor foi tratada anteriormente.
TÉCNICA DE AVALIAÇÃO
Identificar se o doente já teve anteriormente uma dor semelhante.
O que é diferente desta vez?
Como é que o doente tratou a dor anteriormente?
Cultura
O comportamento na doença e, consequentemente, o comportamento na dor, tem uma componente fortemente cultural, 
e é devido às diferentes influências culturais e sociais que nem todos os indivíduos exprimem a dor da mesma forma. 
Os comportamentos na dor vão sendo reforçados ao longo da vida pelo grupo social em que o indivíduo está inserido.
laranja
amarelo
verde
dor moderada?
(5-7)
dor severa?
(8-10)
dor ligeira 
< 7 dias?
(1-4)
azul
dor ligeira 
≥ 7 dias?
(1-4)
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Os diversos grupos culturais não sentem menos dor que os outros. A única diferença é a forma como respondem à dor, 
ou como a exprimem. É essencial que o profissional da triagem reconheça que os seus próprios antecedentes culturais e 
sociais vão inevitavelmente influenciar a sua forma de interpretar o comportamento do doente com dor. Este facto iden-
tifica uma dificuldade particular em confiar nos instrumentos de avaliação que têm em conta apenas a avaliação subjectiva 
dos doentes (ou dos profissionais).
TÉCNICA DE AVALIAÇÃO
Reconhecer os seus próprios antecedentes culturais 
e também os dos doentes.
Como é que o nível cultural do doente influencia 
a sua percepção da dor?
Como é que o nível cultural influencia a interpretação do observador 
no comportamento para com o doente?
Ansiedade
Existe uma ligação entre o grau mais elevado de ansiedade e a classificação mais elevada do grau de dor. Os doentes 
podem estar ansiosos por uma variedade de razões: podem estar preocupados com o efeito desta doença/acidente na 
sua capacidade de executar as suas actividades quotidianas; podem estar ansiosos por terem recorrido ao hospital e sobre 
qual será o seu problema.
Existem benefícios consideráveis em tratar da dor dos doentes na triagem dado que se mostra ao doente, na primeira 
oportunidade, que a sua dor está a ser levada a sério. A tranquilização e explicação pelo enfermeiro da triagem nessa 
altura, pode desempenhar um papel na redução da dor.
TÉCNICA DE AVALIAÇÃO
Reconhecer o grau de ansiedade do doente.
Quais são as razões que o levam a estar ansioso?
Como é que isto afecta a percepção (que o doente tem) da dor?
Interrupção das actividades normais do doente
Qualquer indivíduo funciona num nível que considera ser normal. A dor pode destruir a capacidade de o doente agir nor-
malmente, afectando o seu bem-estar físico e emocional, a sua situação financeira e a sua posição social. A percepção que 
cada doente tem da sua dor pode, até certo ponto, ser influenciada pela forma como a dor os impede de funcionar nor-
malmente. Pode não ser possível avaliar totalmente o nível de ruptura dos doentes com as suas actividades habituais, mas 
o triador pode ter a possibilidade de ajudar o doente a concentrar-se no efeito da dor através de perguntas pertinentes 
tais como: A dor impede-o de comer / beber/ dormir / de respirar bem? A dor impede-o de andar, de se sentar etc.? A dor 
impede-o de trabalhar / ir à escola?
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TÉCNICA DE AVALIAÇÃO
Reconhecer o grau de incapacidade para as actividades normais.
Como é que pode ser avaliado o grau de incapacidade?
Como é que o grau de incapacidade se relaciona com a percepção 
do doente em relação à dor?
Se um doente classificar a sua dor como 10 (pontuação máxima na escala) mas está em condições de executar as suas 
actividades habituais, o triador deverá, então, ponderar outros factores que possam influenciar a avaliação da dor feita 
pelo doente.
Outras considerações
Alguns doentes podem não estar aptos a participar no processo da avaliação de dor. Podem estar confusos, ter dificuldades 
de aprendizagem ou estar angustiados. Podem também não saber ler ou não entender a língua. Deve-se pensar em cada 
doente como um indivíduo e proceder à análise de quais os instrumentos alternativos que pode usar.
TÉCNICA DE AVALIAÇÃO
Reconhecer que não existe um só instrumento de avaliação que se adapte 
a todos os doentes que se apresentam com dores.
Este doente pode participar usando este método de avaliação?
Que outros métodos de avaliação da dor são mais apropriados?
Para a população pediátrica a Régua de Dor foi ajustada para ajudar o triador na avaliação (ver tabelas).
Na altura da Urgência o registo contempla obrigatoriamente a atribuição de um número da Régua de Dor. Deve ser regis-
tado se o utente utilizou analgésicos antes de recorrer ao serviço de urgência. Isto permitirá usar a Régua de Dor na 
monitorização do efeito terapêutico, ou no caso de agravamento durante o episódio de urgência.
Dor pleurítica e dor precordial
A identificação de dor pleurítica ou precordial, independentemente da intensidade, obriga à atribuição da prioridade 
adequada (amarelo e laranja, respectivamente). O discriminador é atribuído, portanto, pela característica da dor e não pela 
sua intensidade.
DORES NÃO QUANTIFICÁVEIS 
Dor pleurítica 
Dor precordial
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Capítulo 5
triagem e gestão de doentes
INTRODUÇÃO
Existe uma diferença entre prioridade clínica absoluta, como é definida pela utilização do método apresentado neste livro, 
e prioridade relativa dentro das categorias de triagem . Numa perspectiva geral, o processo de triagem apresentado neste 
livro é bastante simples - os doentes são colocados numa categoria de triagem e são depois atendidos por ordem de 
prioridade e tempo de espera. No entanto, há muitos outros factores para além da prioridade clínica que podem, periodi-
camente, influenciar a forma como o doente é tratado no serviço de urgência. Este capítulo aborda esses factores e analisa 
a sua importância. A prioridade clínica e os factores que a determinam são, obviamente, muito importantes, mas o facto 
de não se reconhecerem outros factores pode ser negativo tanto para o funcionamento do serviço como para a qualidade 
dos cuidados prestados aos doentes.
TIPOLOGIA DE DOENTES
Além da prioridade clínica ,há várias questões sobre a natureza de cada um dos doentes que afectam o seu tratamento. 
Estas questões são de seguida resumidas.
Crianças
As crianças podem requerer um tratamento especial, especialmente nos serviços de urgência que não dispõem de insta-
lações pediátricas. As crianças são sempre acompanhadas por alguém (normalmente um dos pais, mas podem estar pre-
sentes outros familiares, professores, ou assistentes sociais), e também irmãos e amigos que, apesar de não terem 
problemas de saúde, precisam de ser atendidos. Não se consegue manter por muito tempo a atenção das crianças, o que 
leva a que fiquem saturadas, assustadas e cansadas com muita facilidade. Podem ficar muito deprimidas e agitadas devido 
a dificuldades de comunicação e compreensão, o que torna a comunicação com elas ainda mais difícil.
As crianças que podem ser entretidas facilmente por uma pessoa que brinque com elas, ou que disponham de uma sala lúdica 
separada, dispensarão, provavelmente atenções especiais além das frequentes reavaliações. Poderá ser útil dispor de alimentos 
e bebidas de que a criança goste, por exemplo, snacks e sumos etc. (a menos que o profissional de saúde tenha conhecimento 
de que a criança vai precisar de uma anestesia geral ou de um sedativo e, nesse caso não deva ingerir alimentos).
Nas crianças com idade < a 3 meses considerar, devido à sua condição, a classificação de muito urgente.
Poderá valer a pena existir uma política para as crianças que acorrem ao serviço ao fim do dia ou à noite. A criança que 
estiver muito cansada poderá revelar-se impossível de examinar e de tratar, o que justifica uma observação o mais cedo 
possível.
Idosos
A imobilidade relativa pode provocar aumento de desconforto na sala de espera e também dificuldades em chegar às 
instalações sanitárias ou em procurar bebidas. Qualquer pessoa que funcione normalmente num ambiente familiar pode 
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ficar bastante confusa e desorientada no serviço de urgência, mesmo que tenha apenas lesões ligeiras. Os idosos estão 
frequentemente habituados a uma rotina e ficam normalmente ansiosos quando não podem cumprir os seus horários 
habituais. Poderá haver prestadores de cuidados em casa dos doentes que deverão ser informados do seu atendimento 
no serviço de urgência.
Os idosos têm tendência para desenvolver zonas de pressão que em poucas horas se agravam se tiverem que esperar muito 
tempo, numa maca de hospital. Se não puderem ser observados rapidamente para tratamento requerem a atenção dos enfer-
meiros para os mudar de posição. Podem apresentar problemas de incontinência que, se não forem antecipados, poderão 
originar situações embaraçosas. Os problemas de memória podem levar a uma deficiente recolha de informações. Os profis-
sionais deverão prestar atenção a estas questões e ter em consideração as necessidades relativas deste grupo de doentes.
Doentes com incapacidade física ou dificuldades de aprendizagem
Além dos problemas da idade avançada, há também os doentes que têm dificuldades particulares. Este grupo de doentes 
inclui os que têm acuidade visual diminuída, má acuidade auditiva, etc. Uma pessoa que funcione bastante bem na comu-
nidade em circunstâncias controladas pode ter grandes dificuldades no ambiente estranho como o do serviço de urgência. 
Mais uma vez, a comunicação se reveste de particular importância, e pode ser apropriada a observação destes doentes o 
mais cedo possível.
Doentes abusivos/agressivos
Poderá ser difícil gerir uma sala de espera cheia, e ter um ou mais doentes (ou, mais frequentemente, familiares ou amigos 
do doente) constantemente a exigir atenção. Embora o princípio orientador seja que estes doentes não têm prioridade 
pelo simples facto de gritarem mais alto, deve ser tida em conta a angústia que provocam nos outros doentes. Deve ser 
feita uma tentativa inicial de contacto e comunicação. Se for necessário deve ser pedida a intervenção da autoridade 
policial seguida de várias acções. O doente pode ser colocado num compartimento de espera individual para minimizar 
a tensão na sala de espera. Em alternativa, estes doentes poderão ser observados e terem alta rapidamente para benefício 
dos outros. Se estas medidas não resultarem ,deve pedir-se ao doente (que não apresente risco clínico) e aos seus acom-
panhantes que saiam, se necessário escoltados por um segurança ou por uma autoridade policial.
Doentes sob a influência do álcool
Estes doentes são difíceis de avaliar devido ao efeito do álcool no seu nível/estado de consciência e na percepção da dor. 
Necessitam de avaliações frequentes para verificar se não estão a piorar ou a desenvolver qualquer problema que não seja 
imediatamente visível na triagem. Os doentes embriagados desordeiros ou perturbadores devem receber o tratamento 
acima descrito.
O “cliente” habitual
A maior parte dos serviços recebe um certo número de doentes que aí acorrem frequentemente. Existe o risco de colocar 
estes doentes na categoria dosnão urgentes sem uma avaliação adequada. Atenção! Os “clientes” habituais também 
desenvolvem patologias orgânicas, também são vítimas de traumatismos e podem ter complicações graves da sua doença. 
Estes doentes (mesmo os que têm predominantemente problemas sociais) são, de facto, mais susceptíveis de desenvolver 
doenças ou traumatismos do que a população em geral. Cada visita ao serviço de urgência deve ser tratada como sendo 
a primeira, e deve ser feita a avaliação adequada. Isto evita que se ignorem possíveis causas graves para vir ao serviço.
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Doentes que voltam ao serviço – readmissões
Há ocasiões em que um doente volta ao serviço, normalmente porque as queixas que apresentava não foram resolvidas, 
ou porque surgiram complicações. As expectativas dos doentes quanto à evolução natural de uma lesão ou doença podem 
não ser realistas. O doente pode também não ter querido esperar por um tratamento definitivo numa ocasião anterior. 
A categoria de triagem atribuída ao doente deverá ser de acordo com os sintomas apresentados na altura da triagem, e 
não segundo a categoria da triagem da visita anterior. Alguns serviços podem ter políticas que recomendem que estes 
doentes sejam reavaliados por um médico sénior, se disponível. Pode também ser apropriado propor a estes doentes uma 
consulta médica de revisão para serem avaliados posteriormente por um médico, no caso de, aparentemente, não ser 
necessário um tratamento imediato.
Doentes inscritos em consultas
A maior parte dos serviços de urgência (no Reino Unido) têm uma consulta externa para revisão de casos. Isso não colide 
com o papel do profissional de saúde na triagem. Se as consultas estiverem na área do serviço de urgência é normal que 
estes doentes tenham uma prioridade e/ou encaminhamento diferente no serviço. É importante que na triagem seja 
explicado aos novos doentes que há doentes já inscritos no hospital que podem ser chamados fora da ordem normal.
Doentes referenciados por outros serviços
Existem serviços permitem a utilização das suas instalações por outras equipas para avaliação de doentes. A observação 
destes doentes é, normalmente, combinada antecipadamente, ou então são doentes referenciados pelo médico assistente. 
São normalmente doentes candidatos a possível internamento e muitos deles têm uma prioridade clínica relativamente 
alta. Estes doentes devem ser triados da mesma forma que os doentes do serviço de urgência. Se a triagem destes doentes 
lhes der prioridade máxima cabe à equipa do serviço de urgência iniciar a reanimação.
Alguns doentes são trazidos pela polícia (por exemplo, doentes sem abrigo, agitados ou desorientados), pelos serviços 
sociais ou por outros serviços profissionais. Os profissionais da triagem devem estar alerta para a pressão exercida no 
pessoal pelas outras entidades, e ter isto em consideração na altura da atribuição da prioridade relativa destes doentes, 
e na alta do serviço.
FACTORES DE SERVIÇO
Qualquer serviço de urgência pode, por vezes, ficar sobrecarregado pelo afluxo de doentes. Algumas vezes basta um 
doente grave, ou a falta de um elemento do pessoal para provocar um congestionamento. Cada serviço precisa de desen-
volver meios para lidar com esta situação. Uma avaliação de triagem precisa é um primeiro passo essencial para a boa 
gestão do serviço.
Tanto a sobrecarga de trabalho como a quantidade de pessoal no serviço variam conforme o momento do dia. Muitas 
vezes no período da noite estão menos médicos no serviço o que pode aumentar os tempos de espera e as dificuldades 
na sala de espera, especialmente se houver doentes agressivos ou alcoolizados. Pode ser apropriado que o médico veja 
alguns “casos rápidos” antes de despender muito tempo com um doente eventualmente mais moroso. Alguns serviços 
podem preferir observar mais rapidamente as crianças à noite.
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Encaminhamento rápido (Fast Tracking) e ajustamento dos recursos às exigências
Este método destina-se a acelerar o fluxo de doentes no serviço através da inversão da ordem pela qual os doentes são 
normalmente observados, ou seja, primeiro os de prioridade mais baixa, em local de atendimento especifico, sem colocar 
em causa a observação de doentes mais graves. O Serviço funciona melhor quando há um médico sénior disponível para 
observar e tratar muito rapidamente dos doentes com pequenos problemas. É essencial que a assistência aos doentes de 
maior prioridade não seja interrompida, e que um outro membro do corpo clínico continue a ocupar-se desses casos.
Para facilitar o encaminhamento rápido, o profissional da triagem tem de identificar os doentes que podem ser observados 
rapidamente. Estes são geralmente, mas não exclusivamente, classificados com as categorias azuis e verde. O médico sénior 
pode tratar desses doentes, de baixa prioridade, reduzindo, assim, o número de doentes na sala de espera, e o tempo de 
espera. Este procedimento deve ser explicado aos doentes que se encontram na sala de espera, uma vez que estes ficam 
aborrecidos quando vêem outros ser atendidos fora da sua vez. O funcionamento deste sistema não pode prejudicar os 
doentes mais graves.
Muitos serviços de urgência de grandes dimensões dispõem de diversas áreas de observação, e os doentes em piores 
condições são separados fisicamente dos que não apresentam condições tão urgentes; pode haver uma equipa de pessoal 
diferente para cada um destes grupos de doentes. Nesses casos, o encaminhamento rápido é um percurso contínuo de 
gestão, e requer uma monitorização constante do volume de trabalho em cada uma das áreas, por parte dos membros 
sénior das equipas, para que sejam desviados recursos em caso de necessidade.
Alternativas para o Atendimento médico
Qualquer doente que insista em falar com um médico no serviço de urgência tem o direito de o fazer. No entanto, há 
alturas em que o doente pode receber melhor tratamento noutro local, especialmente se o serviço estiver muito ocupado 
e o tempo de espera for excessivo. Esta decisão depende de uma avaliação muito apurada, e deve ter-se o cuidado de não 
prejudicar um doente pelo facto deste se ir embora do serviço. Uma boa prática requer a discussão do tratamento provável 
a administrar no serviço e das opções para tratamento alternativo noutro sítio. Muitos doentes podem ser tranquilizados 
e elucidados e vão-se embora de boa vontade. Nenhum deve ser forçado a sair, nem criticado por ficar à espera, uma vez 
que se deve frequentemente, à falta de conhecimento ou a factores alheios ao controlo do serviço de urgência.
Os dias calmos
Mesmo quando o serviço está calmo é importante manter o ritmo de trabalho para assegurar que os doentes são obser-
vados rapidamente dentro da sua categoria de triagem e para evitar atrasos desnecessários.
O PAPEL DO ENFERMEIRO NA TRIAGEM
O principal papel do enfermeiro na triagem é a atribuição da prioridade exacta aos doentes, e esse deve ser o seu principal 
objectivo. O enfermeiro na triagem tem de se tornar excelente na avaliação rápida: isto envolve a rápida tomada de deci-
sões e a delegação de tarefas apropriadas. Devem ser evitadas as conversas longas com os doentes, bem como o registo 
exaustivo de histórias. As observações muito morosas, tais como a medição da temperatura/pulso, etc., têm de ser deferi-
das, se esses valores não forem necessários para estabelecimento da prioridade.
Nos serviços de pequenas dimensões, o enfermeiro na triagem observa todos os doentes que acorrem ao serviço. Noutros, 
pode haver enfermeiros para lidar com os doentes em ambulatório e outros para os que estão em macas.
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O método de chegada de doentes nem sempre corresponde à gravidade das doenças. (Há doentes com queixas triviais 
que chamam o 112 e doentes com enfarte de miocárdio que chegam por meio próprio). Por esta razão, deve haver uma 
ligação estreita entre opessoal da triagem com vista à classificação correcta dos doentes. O método de triagem apresen-
tado neste livro deverá auxiliar este processo pela normalização da prática da triagem.
O afluxo repentino de doentes pode exigir que o enfermeiro da triagem peça ajuda de outro elemento do pessoal. O pro-
cesso de triagem está integrado na gestão clínica global da maior parte dos serviços, e é aceite o pedido de exames com-
plementares a partir da triagem (ECG, Rx,, etc.), bem como, o encaminhamento através de protocolo.
Primeiros socorros / Analgesia
O enfermeiro na triagem pode ter necessidade de prestar ou facilitar alguns primeiros socorros, e identificar a necessidade 
da administração de analgésicos, se necessário conforme protocolo médico existente no hospital. A aplicação de uma 
ligadura ou de um penso melhora imediatamente o conforto do doente e ajuda a minimizar o traumatismo ou a 
hemorragia.
Informação dos doentes
O processo da triagem é o primeiro contacto com um profissional de saúde, e a explicação da situação e do provável per-
curso no serviço alivia muitas angústias e ansiedades. Os doentes gostam de saber qual é o tempo de espera, o tempo 
que vai provavelmente passar no serviço, podem ser pedidos alguns exames e qual é o possível tratamento. Para os casos 
mais vulgares, estas informações podem ser dadas rapidamente.
Promoção da saúde
O enfermeiro na triagem (se o tempo o permitir) pode agir como útil promotor da saúde. Quando acontece qualquer 
evento adverso, o doente está bastante receptivo a quaisquer conselhos de cuidados de saúde. Se for possível, pode ser 
adequado dar alguns conselhos (por exemplo quanto ao uso de capacete em motociclistas e deixar de fumar). Será útil 
ter folhetos informativos disponíveis para os doentes.
Disposição de doentes no serviço
Muitas vezes o enfermeiro na triagem tem de decidir para onde encaminhar os doentes no Serviço. Isto depende das ins-
talações e das políticas locais. Os doentes angustiados, com dores, com hemorragias ou muito idosos ficam melhor insta-
lados em gabinetes afastados da sala de espera comum. Os doentes que precisam de ser examinados deitados (por 
exemplo, os que sofrem de lesões dos joelhos, dores lombares e dores abdominais) devem ser colocados numa área onde 
se possam deitar. Os doentes normais que podem andar pelo serviço devem ser colocados no local apropriado. Para con-
seguir esta separação, o enfermeiro na triagem precisa de saber permanentemente qual é a ocupação do serviço e a dis-
posição dos doentes no momento. É fundamental que como instrumento de gestão, exista no serviço uma politica 
objectiva respeitante ao circuito de encaminhamento de doentes, para, de acordo com a determinação da direcção do 
serviço, se proceda ao encaminhamento de forma sistemática, segura e uniforme.
Gestão da sala de espera
Até serem observados por um médico, os doentes podem contactar com o enfermeiro na triagem. Estes doentes podem 
precisar de mais aconselhamento e de exprimir algumas críticas. O enfermeiro na triagem deve estar informado do tempo 
de espera aproximado. São necessárias uma observação e reavaliação constante para identificar os doentes cuja condição 
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se esteja a alterar. A triagem é um processo dinâmico e os doentes precisam frequentemente de ser reavaliados. Isto pode 
acontecer após uma intervenção, por exemplo, a administração de um analgésico, ou após um prazo de tempo adequado. 
Os doentes podem ser colocados numa prioridade inferior após o alívio da dor, ou subir de prioridade em caso de agrava-
mento. Ninguém é capaz de antecipar todos os problemas e a mudança de prioridade de triagem conforme a evolução 
da condição do doente, ou devido à aquisição de mais informações, não é um erro de avaliação. A sala de espera deve ser 
considerada uma área de observação
Responsabilidade Médica na Triagem
Sendo a triagem efectuada por delegação de competência médica, os médicos responsáveis têm de assumir o controlo 
do serviço de modo a garantir o cumprimento dos tempos alvos propostos pela triagem de Manchester.
Todo o acto de triagem é assumido como tendo controlo médico no protocolo assinado entre as Direcções dos Hospitais 
e a do Grupo Português de Triagem.
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Capítulo 6
paRa alÉM Da pRIoRIZaÇÃo
O Protocolo de Triagem de Manchester foi criado como uma ferramenta de gestão de risco clínico robusta e passível de 
auditoria, que identificasse a prioridade clínica dos doentes. A triagem por si só é útil na identificação de doentes de maior 
risco, mas é a base de toda a organização do serviço de urgência.
Para além da atribuição de uma prioridade, foi identificada a necessidade de desenvolver ferramentas de gestão do per-
curso do doente no serviço. Os autores ingleses, desenvolveram duas: O “ Monitor de Manchester” cujo objectivo é a rea-
valiação dos doentes em espera para observação e uma “Matriz de mapeamento” baseada na queixa de apresentação e 
prioridade atribuída.
Em Portugal o GPT, reconhecendo que a cultura e atribuição de funções dos profissionais de saúde é muito diferente que 
a existente no Reino Unido, desenvolveu o conceito de protocolo de encaminhamento. A existência deste protocolo é 
obrigatória para todos os serviços que aderem à metodologia da triagem de Manchester, e alvo de Auditoria pelo GPT.
Apesar das metodologias serem diferentes, o objectivo final é igual: proporcionar aos doentes que procuram os serviços 
de urgência os cuidados no tempo certo pelo profissional mais habilitado, no local do serviço adequado à situação clínica, 
criando condições de segurança para a sua avaliação e tratamento.
SiStema de monitorização – monitor de mancheSter
A triagem é um processo dinâmico e deve ser executado periodicamente, em todos os doentes enquanto esperam pela 
observação ou tratamento. Desta forma, qualquer alteração na situação clínica pode ser identificada, e a prioridade alte-
rada, se necessário. A necessidade de monitorização não cessa após a primeira triagem. É muito importante que qualquer 
deterioração posterior seja identificada, o mais rapidamente possível, para que uma nova avaliação possa ser executada, 
e a terapêutica iniciada. Este processo é designado como retriagem.
 A semelhança entre a retriagem e a monitorização e avaliação clínica posterior é grande.
 Em alguns hospitais, em áreas de internamento, é utilizado um protocolo de valores de aviso prévio (“early warning sco-
res”), com bastante sucesso. No entanto, no serviço de urgência isto obriga a que os profissionais de saúde aprendam e 
implementem uma nova ferramenta de avaliação. Os discriminadores, dentro do PTM, particularmente aqueles que abor-
dam ameaça de vida “ABC”, adaptam-se muito bem à avaliação em curso. É da utilização desses discriminadores que nasce 
“monitor de Manchester” . O “Monitor” pode ser usado muito rapidamente, usando parâmetros com os quais os profissio-
nais de saúde do serviço de urgência estão familiarizados, para identificar deterioração (ou melhoria) na condição do 
doente, que pode precisar de intervenção.
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Vermelho laranja amarelo
Via aérea
Respiração
Compromisso da via aerea
Respiração ineficaz
SaO2 muito baixa
Exaustão (dispneia grave) SaO2 baixa
Circulação
Choque
Hemorragia 
exsanguinante
Pulso anormal
Grande Hemorragia 
incontrolavel
Pequena hemorragia 
incontrolavel
Avaliação neurológica Criança não reactivaHipoglicémia
Alteração do estado de 
consciência de novo
Como em todas as ferramentas de monitorização, é mais a mudança nos valores seriados do que o resultado absoluto que 
é importante. Assim, o novo aparecimento de um discriminador vermelho deve indicar uma nova avaliação clínica ime-
diata, enquanto o reconhecimento de um discriminador laranja ou amarelo deve precipitar a acçãoclínica dentro de 10 
ou 60 minutos, respectivamente. Esta abordagem tem a vantagem de usar uma ferramenta com a qual os profissionais de 
enfermagem estão familiarizados, e uma metodologia que lhes é familiar.
a maTrIZ de mapeamenTo dos doenTes no serVIço de UrgêncIa
O conceito de doente não urgente ou pouco urgente, e que não deveria recorrer aos serviços de urgência, foi substituido 
pelo conceito de fornecimento de cuidados aos doentes de acordo com a necessidade clínica. É um facto que o serviço 
de urgência é utilizado, erradamente, como porta de entrada real para os cuidados de saúde. Os profissionais de saúde 
têm que estar equipados com uma metodologia que lhes possibilitem decidir, segura e eficazmente, onde os doentes 
podem ser melhor tratados.
Torna-se claro, quanto se revê o PTM, que o resultado do processo de priorização pode ser aproveitado para comunicar 
decisões sobre o encaminhamento mais apropriado do doente. Em particular a combinação do fluxograma de apresenta-
ção usado e a prioridade atribuída (no seu conjunto, formando o complexo da prioridade - apresentação) poderá ser har-
monizado com categorias particulares de prestação de cuidados. Assim, um doente que apresenta problemas nos 
membros, e a quem é atribuída a prioridade amarela deverá ser assistido numa área de lesões menos graves, enquanto 
um doente com dor torácica, a quem é atribuída a prioridade muito urgente, é mais bem assistido numa área diferenciada. 
O PTM consiste em 50 fluxogramas de queixas de apresentação e 5 prioridades – fazendo um total de 250 combinações 
apresentação/prioridade. 
Foi feito um mapa para considerarem o encaminhamento apropriado de todas as combinações. Esta matriz de encami-
nhamento, que usa apresentação e prioridade, é aqui apresentada de forma resumida. Os encaminhamentos disponíveis 
serão sujeitos a prestação de cuidados de urgência segundo o protocolo local. Por exemplo, a falta de uma unidade de 
urgência de oftalmologia mudará o local onde os doentes com problemas de visão são assistidos. No entanto, pode a 
matriz estimular o debate com o serviço de oftalmologia, de forma a providenciar um serviço mais apropriado para estes 
doentes. Os encaminhamentos mostrados abaixo assumem um âmbito completo de prestação de cuidados de saúde, e 
inclusivamente assumem que os cuidados primários estão disponíveis. A tabela seguinte constitui um exemplo do que foi 
implementado num hospital do Reino Unido. 
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1 2 3 4 5
 Infecções locais e abcessos R R ou Ap Ap CA
Indisposição no adulto R R ou Ap Ap CA CA
Alergias R R ou Ap Ap CA
Embriaguez aparente R R ou Ap Ap Lm
Asma R R ou Ap Ap CA
Legenda
R Área de Reanimação do Serviço de Urgência
Ap Avaliação por A&E (especialista)
Lm Lesões Menores/Pequena Cirurgia
CA Consulta Aberta / Medicina geral e Familiar
AP Psiquiatria
CO Oftalmologia
CD Estomatologia
CSS Dermatologia / Venereologia
Os encaminhamentos referidos atrás pretendem ser um exemplo, não sendo por isso aplicáveis à realidade da prática 
médica e de enfermagem no nosso País.
Protocolo de encaminhamento no serviço de urgência
Após a implementação em 1999 do PTM em Portugal, foi identificada a necessidade pelos membros do GPT de estabelecer 
regras na gestão do doente nos serviços de urgência após a triagem. A identificação da prioridade, por si só não garantia 
o acesso aos cuidados de saúde e no tempo preconizado.
Deste modo, desde 2001 todos os Hospitais aderentes assumem no protocolo firmado com o GPT a obrigação de elaborar 
um protocolo de encaminhamento no seu serviço de urgência.
A elaboração desse protocolo encerra vários objectivos:
– Encaminhar o doente para área adequada à sua Prioridade (vermelhos - sala de emergência)
– Encaminhar igualmente segundo a necessidade clínica (especialidade médica)
– Reduzir demora média do episódio
– Reduzir os circuitos redundantes e inúteis para a resolução do problema clínico do doente, orientando o doente para 
um percurso correcto no do serviço
– Adequar esse encaminhamento segundo os horários e especialidades disponíveis
A elaboração do protocolo de encaminhamento deve promover a discussão interna do serviço e, de igual forma ,deve 
envolver todas as especialidades que, não estando na linha da frente do serviço de urgência prestam apoio por consulta-
doria ou chamada. Devem ser envolvidos os hospitais que prestam apoio às valências que o hospital não possui, e para 
as quais irá referenciar os doentes, de forma a garantir a sua observação e uma boa comunicação entre instituições. 
O protocolo deve ser reavaliado periodicamente e sempre que surjam novos dados (encerramento ou abertura de valên-
cias, alterações de horários etc.).
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A eficácia de um protocolo correctamente elaborado traduz-se na demora média do episódio de urgência, na redução do 
número de reencaminhamento secundário para outras especialidades. Ao invés, o protocolo será tecnicamente desade-
quado quanto maior forem os encaminhamentos secundários para outras especialidades.
Uma vez que os serviços de urgência são muito diferentes quanto ao volume, valências disponíveis, e relacionamento 
institucional com as outras unidades hospitalares, este documento não pode (nem deve) ser elaborado por entidade 
externa à instituição sendo da sua inteira responsabilidade.
O protocolo deve ainda prever as vias verdes intra e extra hospitalares e a execução imediata de contactos com as espe-
cialidades a partir da triagem bem como o pedido de exames complementares de diagnóstico por delegação de compe-
tências em protocolo. São exemplos a solicitação de electrocardiograma imediato após a Triagem nos doentes com dor 
pré-cordial, ou radiografias de esqueleto no mono trauma.
Podem ainda ser aceites protocolos terapêuticos, como por exemplo de analgesia ou para administração de 
antipiréticos.
Não deve ser esquecida ainda as modificações a efectuar no protocolo de encaminhamento em situação de catástrofe.
Uma vez que essas situações são raras devem ser alvo de protocolo de encaminhamento e treino específicos.
Os eventuais benefícios da triagem mais interventiva são que os doentes têm acesso à gestão da dor no ponto de acesso, 
sem um atraso no tratamento definitivo. Por exemplo é possível que haja uma redução no tempo total dispendido no 
serviço, se os doentes que se apresentam ao médico que os trata com as suas radiografias para interpretação. Os doentes 
podem evitar atrasos desnecessários se dirigidos para serviços alternativos/especialidades a partir da triagem, sempre de 
acordo com políticas de serviço previamente estabelecidas e com controlo médico.
O inconveniente desta abordagem é que introduzir mais intervenção na avaliação resultará numa abordagem mais 
morosa, e pode criar um atraso significativo para os doentes que entram no sistema, introduzindo assim um elemento 
de risco. Para compensar este problema é viável ter sempre mais do que um profissional no posto de triagem, para 
assegurar que os doentes são triados sem atrasos significativos (assunto cuja pertinência deve ser avaliada a nível de 
cada local/realidade). Como em Portugal, o tempo necessário para priorização precisa é de cerca de 60 segundos, por 
isso não é justo culpar o evento de triagem por quaisquer atrasos que resultem do alargamento da área de responsabili-
dade de avaliação inicial.
Usos fUtUros
O Protocolo de Triagem de Manchester poderá ser usado para ajudar noutros processos na prática hospitalar e pré-hospi-
talar. Contudo, quando são consideradas quaisquer utilizações, além da priorização, deve ser sempre lembrado que o sis-
tema foi desenhado para priorizar os doentes do serviço de urgência. Quaisquer benefícios noutros processos, que não 
este, devem ser provados e não assumidos.
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Capítulo 7
protoColo De trIaGeM De ManChester
e GestÃo De rIsCo à GestÃo Do servIçoDe urGênCIa
Introdução
Desde o inicio da implantação do Protocolo de Triagem de Manchester (PTM) em Portugal, ficou claro para os profissionais 
de saúde a melhoria na qualidade dos serviços prestados aos utentes.
A prática clínica, a casuística nacional e internacional e percepção dos profissionais de saúde mostram que a metodologia 
do protocolo de Manchester para a triagem de prioridades num Serviço de Urgência é adequada. Contudo, entre os diver-
sos autores que já estudaram este tópico, concluem que a escolha de um modelo de cinco níveis é claramente o mais 
apropriado (TRAVERS, 2002).
Outra preocupação, também já estudada, centrou-se na questão de saber se concretamente o modelo de Manchester 
tinha a capacidade de detectar os doentes verdadeiramente críticos; o resultado foi claro, e foi possível demonstrar que 
era realmente consistente a capacidade da Triagem de Manchester em detectar utentes criticamente doentes (COOKE, 
1999).
Havendo outros métodos de triagem com cinco níveis, foi também colocada a questão de qual método poderia ser o mais 
adequado; a evidência existente mostra que, pelo menos num cenário como o estudado (envolvimento de vários serviços 
de urgência na Holanda), o modelo de Manchester se mostrou o mais adequado (Versloot, 2007).
Com a ajuda da informatização dos serviços, a investigação cientifica nos serviços de urgência tornou-se exequível. 
Apresentam-se de seguida alguns dos trabalhos efectuados em Portugal no Hospital Fernando Fonseca e Centro Hospitalar 
do Porto, hospitais pioneiros na implementação do Protocolo de Manchester em Portugal, que mereceram para além de 
prémios nacionais, o reconhecimento científico pela sua publicação internacional. 
Na primeira parte deste capítulo, divulgamos os estudos efectuados no Hospital Fernando Fonseca, utilizando uma base 
de dados criada com os episódios de urgência do Serviço de Urgência Geral de 2006, 2007 e até Junho 2008 correspon-
dendo a um total de 321.529 episódios.
Na segunda parte divulgamos dados do Centro Hospitalar do Porto baseada numa amostra de 16.824 episódios de urgên-
cia, a quem agradecemos a cedência dos dados para esta publicação.
1. ServIço de urGÊnCIA: A “portA de entrAdA” no SIStemA de SAúde
Ao contrário do que acontece na maioria dos sistemas de saúde da Europa, os serviços de urgência em Portugal assistem 
grande volume de doentes (cinco vezes mais que Inglaterra). Este volume resulta da ineficiência do sistema de saúde em 
si, mas gera outras ineficiências na própria estrutura hospitalar, obrigando ao desvio de recursos humanos e financeiros 
para uma actividade que resolve os problemas dos doentes no curto prazo, não facilitando a acesso aos cuidados progra-
mados, nomeadamente no que respeita à gestão da doença crónica.
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Quando surge a ideia de implementar uma ferramenta de gestão de risco em 1999, já a maioria dos serviços estava em 
rotura no atendimento. O problema já tinha sido estudado por muitos, e o objectivo dos autores do PTM em Portugal era 
simples: garantir o acesso em tempo útil do doente grave ao medico, numa tentativa de evitar as mortes evitáveis. 
A população teria de interiorizar que os recursos eram limitados, que os doentes mais graves teriam acesso mais rápido 
ao médico e que a metodologia ao longo do tempo era justa com todos, porque se a situação clínica do utente num epi-
sódio de urgência futuro fosse de maior gravidade, esse utente seria observado mais rapidamente. 
A missão do serviço de urgência é o atendimento dos doentes emergentes e urgentes, pelo que a sua observação não 
deve ser realizada em função de critérios administrativos ou outros, mas sim em função da necessidade clínica. 
Tornou-se necessário implementar uma metodologia de trabalho que fosse coerente, fiável, uniforme e objectiva ao longo 
do tempo, bem como passível de auditoria (inclusive externa), e que respeitasse a boa prática médica em situações 
urgentes. 
2. Carga de Trabalho do serviço de UrgÊNCia: volUme e Case mix
Com a implementação do protocolo em todo o País, se por um lado se constatou em que 40% dos doentes em média per-
tenciam às categorias pouco urgentes ou não urgentes, foi também claro que os serviços divergiam entre si. Deste modo, 
serviços com o mesmo volume de doentes, mas com grande variação nas prioridades entre eles, apresentam necessidades 
de recursos humanos muito diferentes. Apresentam ainda necessidades de infra-estruturas igualmente diversas, no que se 
refere à capacidade para receber doentes na área de observação, ou dimensionamento das salas de emergência.
O conhecimento do case mix obrigou ainda à reflexão sobre o design e localização dessas infra-estruturas, permitindo o 
seu correcto dimensionamento em relação à actividade. Dá-se o exemplo da sala de emergência do Hospital Fernando 
Fonseca (HFF), que inicialmente se localizava longe da sala de observações (S.O.) obrigando à saída de recursos humanos 
para uma área diversa e afastada fisicamente, adicionando disfuncionalidade à actividade assistencial. Em 2007 eram obser-
vados 147.353 adultos no HFF (404 doentes /dia) com a distribuição de prioridades que se ilustra na figura que se segue. 
Laranja Amarelo Verde Azul
2%
25%
50%
22%
1%
Vermelho 
admissões por prioridade
Fonte: HFF, 2008
creo
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3. A referenciAção Ao serviço de UrgênciA
Como se pode observar na figura infra, a referenciação médica para o serviço de urgência não ultrapassa os 8%, do total 
de doentes inscritos traduzindo uma cultura de auto-referenciação da população. Este facto leva à má utilização do sistema 
de saúde, criando uma pressão de doentes de baixa gravidade e distorcendo qualquer comparabilidade com sistemas de 
saúde de outros países, onde esta facilidade de acesso não é permitida.
Acresce que a subpopulação de doentes referenciados por médico, não apresenta à entrada do serviço de urgência varia-
ção significativa de prioridades em relação aos restantes doentes, excepto na prioridade laranja onde existe de facto um 
aumento (embora estatisticamente não significativo). Este estudo foi efectuado pela análise de 321539 episódios de 
Urgência (Janeiro 2005 a Junho 2007)
 
0 , 0 0 %
1 , 0 0 %
2 , 0 0 %
3 , 0 0 %
4 , 0 0 %
5 , 0 0 %
6 , 0 0 %
7 , 0 0 %
8 , 0 0 %
9 , 0 0 %
2 00 5-0 7 5 , 2 7% 1 , 0 8% 1, 36 % 0 , 3 1% 8 , 0 %
C en tr o d e 
S a ú d e
S A P T r an sf H o sp S a ú d e 24 T o tal G e r al
 
Fonte: HFF, 2008
4. A sAZonALidAde: fActor AdicionAL de pressão
A sazonalidade, nomeadamente os meses de Inverno provocam aumento de procura ao serviço de urgência.
Este factor coloca um desafio adicional ao planeamento dos recursos existentes (humanos e da capacidade instalada), 
colocando o hospital e o serviço de urgência em situação de grande fragilidade no caso de picos de procura prolongados 
(gripe sazonal). Essa fragilidade é acentuada pelo agravamento do casemix da procura e aumento das necessidades de 
internamento. Assim se em média são internados 7-8% do total dos episódios, de Dezembro a Fevereiro a taxa de inter-
namento ultrapassa os 10%, em linha com a alteração do case mix nesses meses.
10000
10500
11000
11500
12000
12500
13000
13500
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
2005 2006 2007
Fonte: HFF, 2005/2006/2007
Admissões de Urgência geral 2005-07
Admissões por tipo de referenciação Médica – 2007
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5. A DISTRBUIÇÃO SEMANAL DAS pRIORIDADES
Estes dados apresentam elementos novos e de relevância para os Serviços de Urgência. Já era conhecido, mas nunca tinha 
sido comprovado de forma consistente, o incremento da categoria verde nos dois primeiros dias da semana. A documen-
tação do incremento das categorias laranja e vermelho, a partir de quarta-feira, não era de todo conhecida,bem como a 
da redução espectável da categoria branca, a partir de sexta-feira. O quadro documenta 2007, mas os números sobrepõem-
se em 2005 e 2006. O conhecimento desta realidade é importante para o planeamento das equipas, no que respeita à sua 
diferenciação.
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo
Pe
so
 R
el
at
iv
o*
Vermelho Laranja Amarelo Verde Azul Branco
Fonte: HFF, 2007
O conceito de redução das equipas de urgência ao fim-de-semana pela redução do número total de casos que acontece 
de forma consistente é contrariada pelo aumento da complexidade dos casos que se apresentam nos serviços de 
urgência.
Fluxo Semanal de prioridades – 2007
creo
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65
6. O fluxO dOs dOentes: O “labirintO” nO serviçO de urgência
Após a triagem é obrigatório o encaminhamento segundo protocolos escritos, para as diferentes áreas da urgência. 
É possível avaliar a eficácia desse encaminhamento, avaliando os fluxos dentro do próprio Serviço de Urgência. Esta ava-
liação existe e torna-se possível, analisando os fluxos entre especialidades, a respectiva gravidade de forma mais evidente 
e objectiva.
O sistema de informação do PTM, permite analisar o encaminhamento interno dos doentes, observando, deste modo, 
correntes internas desconhecidas de referenciações dentro do Serviço ou mesmo de outras Urgências do mesmo Hospital 
(Pediatria). Os principais fluxos a ter em conta são as referenciações entre as áreas de Medicina e Cirurgia e as referenciações 
de Pediatria para Ortopedia e Cirurgia. É assim possível estabelecer a carga de trabalho das diferentes áreas, resultante da 
soma dos números de doentes por encaminhamento dito primário (directo da triagem) e secundário (por referenciação 
de outra especialidade no Serviço de Urgência). Pode-se ainda quantificar o número de contactos por doente para cada 
especialidade e desta forma poder adequar as equipas aos fluxos de procura previsíveis ao longo do dia.
 
Os gráficos seguintes apresentam a referenciação primária (a partir da triagem) para as diferentes especialidades.
1 00000
9 0000
8 0000
7 0000
6 0000
5 0000
4 0000
3 0000
Medicina
1 0000
0
Cirurgia Ortopedia ORL OFT
2 0000
40,0%
70,0%
50,0%
30,0%
20,0%
10,0%
0,0%
60,0%
Total
%
repartição das 1.as Observações
urgência geral – 1.as Observações/Área
Média 
MinutOs
anO classe urg. u. geral
2005 2006 2007
u. geral
Cirurgia 12100 9,0% 12524 9,1% 11670 8,1%
P. Cirurgia 10658 7,9% 11171 8,1% 11104 7,7%
Total Cirurgia 22758 17,0% 23695 17,2% 22774 15,8%
M. Geral 79556 59,3% 80606 58,4% 87595 60,9%
OFT 5777 4,3% 6956 5,0% 7399 5,1%
ORL 4985 3,7% 5312 3,8% 5816 4,0%
Ortopedia 21047 15,7% 21503 15,6% 20322 14,1%
tOtal geral 134123 100,0% 138072 100,0% 143906 100,0%
Fonte: HFF, 2008
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Já a referenciação interna, traduzida no gráfico seguinte, demonstra alguma complexidade do fluxo de doentes no serviço, 
e a carga de trabalho escondida por ela gerada.
Fluxos Internos – SURG
medicina
p. cirurgia
cirurgia
ortopedia
oftalmogia ORL
2 a 3 %
7,8 %
12,7 %
2 a 3 %
5,1 %
7,8 %
16,7 %
Fluxos Internos – SURG
6,8 %
Da análise destes fluxos, constata-se que 16% do total de episódios necessitaram de consultadoria de outra especialidade 
para a qual não tinham sido encaminhados primariamente. A constituição de bases de dados autónomas utilizando esta 
metodologia permite avaliar não só se foram correctamente encaminhados, mas também identificar as patologias subja-
centes e estabelecer a sua correcta orientação no serviço.
Para quantificar de forma correcta a carga de trabalho de uma determinada área de especialidade é fundamental o registo 
de, por exemplo, a contribuição das outras valências com doentes para essas áreas. Ilustra-se de seguida o contributo 
mensal do Serviço de Urgência Pediátrica em 2005 e 2006 na “ área cirúrgica “do Serviço de Urgência.
Doentes de Pediatria
Fonte: HFF, 2008
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67
Em conclusão, a carga de trabalho por área, resulta da soma dos doentes referenciados directamente pela triagem, acres-
cida das referenciações internas multiplicando a adição anterior pelo número de contactos médio por doente da área em 
causa. Podem ser tomadas medidas para redução desses contactos. O protocolo de encaminhamento por delegação de 
competências devidamente protocolada pode encaminhar o utente directamente para a realização de meios complemen-
tares de diagnóstico. Por exemplo os doentes com patologia fracturaria óbvia na triagem, podem ser encaminhados 
directamente para a Imagiologia, reduzindo o número de contactos com a Ortopedia. Ao poupar esse contacto, reduz-se 
a demora média do episodio, e promove-se a correcta utilização do tempo médico. De igual modo todos os doentes que 
são admitidos com o discriminador dor pré cordial, são encaminhados directamente para realização de ECG de forma a 
reduzir o tempo de identificação dos síndromes coronários agudos com elevação do segmento ST.
A tabela seguinte traduz a carga de trabalho real total de cada área:
Urgência Geral – Tempo de Total Observações/Área
Média 
MinUTOs
anO Classe UrG. U. Geral
2005 2006 2007
U. Geral
Cirurgia 31737 9,4% 35761 9,6% 33978 8,5%
P. Cirurgia 19758 5,9% 21,501 5,8% 21469 5,3%
Total Cirurgia 51522 15,3% 57262 15,4% 55447 13,8%
M. Geral 230406 68,5% 255152 68,8% 285982 71,3%
OFT 7695 2,3% 9331 2,5% 10485 2,6%
ORL 7290 2,2% 7916 2,1% 8296 2,1%
Ortopedia 39599 11,8% 41324 11,1% 41129 10,2%
TOTal Geral 336512 100,0% 370985 100,0% 401339 100,0%
Fonte: HFF
7. GesTãO de risCO ClíniCO e Os sisTeMas de TriaGeM 
Os sistemas de triagem foram criados para dar prioridade aos doentes mais graves, dividindo-os por categorias de tempo 
para o qual é seguro esperar pela observação. Embora o conceito de triagem seja antigo, aparentemente remontando ao 
século XVIII e de origem militar, enquadra-se no conceito de gestão de risco clínico: identificar o erro, avaliá-lo no contexto 
do funcionamento da organização e apresentar uma solução.
 
Assim, quando confrontada com números elevados de vítimas ou doentes, uma instituição de saúde deve prever que não 
possui recursos suficientes para acudir a todos simultaneamente; um sistema de triagem tem por objectivo identificar os 
doentes que devem ser atendidos em primeiro lugar e quais os que podem esperar em segurança. Não é possível identificar 
um culpado, se um doente sofrer por não ter sido atendido a tempo, mas é possível prever que tal irá acontecer, se nada 
for feito para diminuir esse potencial de risco.
Os sistemas de triagem são ferramentas de gestão de risco clínico, que permitem gerir a demora, ganhando tempo para 
os doentes que dele necessitam. Numa situação em que os recursos humanos são limitados e o afluxo de doentes é alea-
tório e imprevisível momento a momento, a triagem é a resposta para a gestão do risco, logo à entrada do Serviço de 
Urgências. Assim, é possível determinar a prioridade do doente e não o seu diagnóstico ou necessidade de internamento; 
no entanto, o PTM aparenta ter capacidades de previsão do risco de mortalidade e de internamento.
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7.1. O PTM como indicador de risco dentro do Serviço de Urgência
O objectivo do PTM é a triagem, de forma sistemática e reprodutível, dos doentes admitidos no Serviço de Urgência. No 
entanto, com o acumular de resultados, é visível que o PTM apresenta informação para além da própria triagem. 
 
Muitas vezes confunde-se urgência com internamento, o que não é verdade: muitas situações urgentes, como as que envolvem 
dor – cólica renal ou traumatismos dos membros, por exemplo – são atendidas, mas não obrigam a internamento.
No entanto, a gestão do doente na urgência envolve sempre a ponderação de três possibilidades: necessidade de atendi-
mentoemergente (na sala de reanimação), de internamento hospitalar e de tratamento em SU com alta para domicílio. 
Sendo que a gestão de cada doente, neste contexto, leva a encontrar os melhores tratamentos e processos, uma ferramenta 
que indique probabilidade de acontecimentos funestos (mortalidade a curto prazo – dentro do SU) será um indicador de 
qualidade e, assim, deve ser estudada a fundo.
7.2. Um sistema de triagem aumenta a qualidade clínica de uma instituição
Um sistema de triagem, por exemplo o PTM, permite aumentar a qualidade de um serviço de urgência por diversos meca-
nismos, desde as alterações ao ‘design’ do Serviço de Urgência até novas formas de pensar o doente crítico/urgente. 
O estudo, que nos permite afirmar que o PTM aumentou a qualidade, mas explanaremos aqui os aspectos mais importantes. 
Este estudo analisou dados de dois anos e meio, com o intuito de estudar o valor da utilização do PTM e a sua relação com a 
mortalidade a curto prazo (dentro do SURG) e a probabilidade de internamento. Não pretendíamos validar o sistema como 
ferramenta de triagem (o que já está feito), mas estudar o poder discriminatório do PTM em relação à probabilidade de inter-
namento e ao risco de morte a curto prazo. Claramente, aquilo que muitos apontam como uma fraqueza do SURG do HFF 
– a elevada afluência - transformou-se em vantagem, quando necessitamos de números para trabalhar as quatro hipóteses. 
Assim, a análise incluiu dados de 321539 doentes inscritos no SURG, dos quais 31344 foram admitidos para internamento. 
Os resultados mais interessantes destes estudos levaram a concluir que há relação directa entre a gravidade de cada prio-
ridade e o número de óbitos (Tabela 1) temdo falecido apenas um doente da prioridade verde. A indicação para o inter-
namento (Tabela 2), ilustra-se a distribuição dos doentes admitidos para internamento, por prioridade, para o universo de 
todas as áreas do Serviço de Urgência. Realça-se o peso da prioridade laranja, que representa metade dos doentes inter-
nados, embora corresponda a um quarto do total de inscrições.
Tabela 1: Óbitos no SURG antes do internamento 
PRiORidadeS adMiSSõeS (%)
MORTalidade 
iMediaTa eM cada 
PRiORidade
PeSO de cada 
PRiORidade 
PaRa O TOTal 
de adMiSSõeS
PeSO de cada PRiORidade 
PaRa O TOTal 
de MORTalidade
vermelho 2388 (1%) 245 0.16% 94.23%
laranja 79680 (25%) 32 5.43% 12.31%
amarelo 162870 (51%) 6 3.47% 2.31%
verde 65226 (20%) 1 0.37% 0.38%
azul 6458 (2%) 0 0.03% 0.00%
branco 4917 (2%) 0 0.19% 0.00%
Fonte: HFF, 2008
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Considerou-se, para o total de admissões, a mortalidade em reanimação, uma vez que representa uma situação equivalente 
a internamento (se o doente tivesse sobrevivido, teria indicação para internamento).
Tabela 2 : Internamentos/admissões por prioridade
PrIorIdades
admIssões 
ToTaIs+óbITos 
Por PrIorIdade 
InTernamenTos % de InTernamenTo em cada PrIorIdade
Peso de cada 
PrIorIdade 
Para o ToTal de 
InTernamenTos
vermelho 760 515 21.57% 1.66%
laranja 17505 17473 21.93% 56.25%
amarelo 11170 11164 6.85% 35.94%
verde 1202 1201 1.84% 3.87%
azul 92 92 1.42% 0.30%
branco 615 615 12.51% 1.98%
Fonte: HFF, 2008
O Protocolo de Manchester é uma ferramenta eficaz para discriminar os doentes críticos e com baixo risco e também 
aqueles que necessitaram de internamento hospitalar, correlacionando-se, assim, com mortalidade e propensão para o 
internamento. Este poder discriminativo não é igual para as especialidades médicas e cirúrgicas. No entanto sendo o flu-
xograma Problemas nos Membros o mais escolhido para as especialidades cirúrgicas e o discriminador Dor o mais utilizado, 
o risco de mortalidade é logicamente diferente nestas áreas de observação de doentes. Estes dados levantam ainda o 
problema do Serviço de Urgência ser a porta de entrada administrativa “fora de horas”. Apesar do peso percentual dos 
doentes com prioridade branca ser inferior ao referencial aconselhado pelo GPT, isto é inferior a 5%, uma percentagem 
significativa é internada. Isto reflecte a utilização do serviço como porta de entrada para a actividade programada, nomea-
damente pelos serviços cirúrgicos, o que é uma prática incorrecta.
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%
Vermelho Laranja Amarelo Verde Azul Branco Sem prioridade
Taxa de Internamento por Prioridade 2005/07
Fonte: HFF, 2008
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7.3. Como quantificar a melhoria de qualidade pelo uso do PTM
Assim, o desafio será quantificar essa melhoria de qualidade e tentar estimar, de forma objectiva, o benefício clínico para 
os doentes. Uma forma de o efectuar é o estudo por comparação com a solução alternativa; neste caso, seria não fazer 
triagem. Este tipo de metodologia é utilizado, frequentemente, em Economia. Para isso, necessitamos de escolher os 
“outcomes” a comparar. Neste caso, considerou-se o seguinte:
 a) O risco de mortalidade a curto prazo. 
 b) O risco ou probabilidade de internamento. 
 c) Número de exames complementares efectuados.
 d) Número de especialidades envolvidas no caso.
O primeiro representa um “outcome” difícil de controlar e cuja redução pode ser influenciada pela triagem e pelo encami-
nhamento para a sala de reanimação. Contudo, não é possível calcular o efeito da triagem na mortalidade em si, visto que 
não se pode, eticamente, experimentar o cenário do não envio para reanimação. Uma vez iniciada a triagem (neste caso, 
só a comparação com outros hospitais poderia responder à questão que faz parte da literatura sobre PTM). O segundo é, 
no entanto, um outcome necessário à boa prestação de cuidados subsequentes à triagem de um doente e à situação de 
chegada à urgência e pode servir como indicador agregado. Nesta análise, o internamento corresponde a uma prestação 
de cuidados de saúde, com determinado custo, porque assume um risco clínico elevado e cujo controlo depende de o 
doente deixar de fazer medicação e vida ambulatória e passar a residir, medicado, num hospital.
Com base nos dados e assumindo um cenário alternativo de não triagem (excluindo os doentes classificados com a priori-
dade branca, podemos estimar que, num cenário sem triagem de PTM, e assumindo que os tempos de atendimento se 
mantinham como no PTM ideal, do total de doentes que recorreriam ao SU do HFF, durante 2,5 anos (total de 316622, em 
912 dias, ou seja, 347 doentes/dia, isto é, 15 doentes por hora), 9,7% acabariam por ficar internados num período médio de 
1 hora. No entanto, os 2388 indivíduos, que chegariam à porta do SU (necessitando de cuidados emergentes – os que o 
PTM os classificou como vermelhos), poderiam fazê-lo numa hora ou até um mínimo de um em cada hora, misturados, de 
forma aleatória, com os outros 14 doentes “não vermelhos”. Aplicando a mesma proporção média de internamento – cerca 
de 10% –, obtemos que, num extremo, apenas 1 doente seria imediatamente internado (o primeiro a ser visto) e, no outro 
extremo, poderia, dessa hora média de observação, o doente grave ser internado em último lugar, tendo passado, em muito, 
os primeiros minutos críticos para uma intervenção clínica eficaz. Isto significa que, em cada hora (60min), há 15 intervalos 
de tempo de 4 minutos, dos quais 14 são desadequados à resposta de um doente grave, numa proporção de 1:14, sendo 
que os doentes “vermelhos” estiveram numa proporção de 1:100 dos “não vermelhos”, isto é, por cada 6 doentes graves, um 
teria sido visto nos primeiros 4 minutos. No entanto, com o PTM todos os doentes graves “vermelhos” são vistos no primeiro 
minuto de contacto com o SURG do HFF e, imediatamente, encaminhados para a reanimação, iniciando-se a estratégia 
terapêutica em menos de 4 minutos. 
Em suma, sem o protocolo de Manchester, em 2388 doentes graves, estima-se que apenas um em cada seis teria tido uma 
resposta em tempo útil – cerca de 398. Assim, cerca de 1990 teriam um risco acrescido de “outcomes” adversos,incluindo morte. 
Dito de outra forma, a introdução do Protocolo tendo em conta apenas o seu impacto nos doentes muito graves, implicou 
uma redução de até 6 vezes o risco clínico destes doentes. Poderá, assim, ter contribuído para salvar, pelo menos, 1786 vidas.
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7.4. Tempo de Permanência no Serviço de Urgência:” A ponta do Iceberg”
O principal motivo de reclamação dos Serviços de Urgência no mundo é o tempo de espera. É na decomposição do tempo 
de permanência no serviço, isto é da analise de todo o processo do episodio, que se conseguem identificar as áreas de 
engarrafamento ou constrangimento.
A análise do tempo médio é um parâmetro importante como medida de performance global, mas francamente insuficiente 
para uma análise mais fina. É importante verificar o desvio padrão, a moda e a decomposição dos tempos por área de 
trabalho.
A seguir apresentamos a importância do tempo médio de permanência como monitorização de resultados de um 
 programa de melhoria de qualidade.
Urgência Geral – Tempo de Premanência Admissão/Alta
MédIA MInUToS
Ano ClASSe UrG. U. GerAl
2005 2006 2007
PrIorIdAde U. GerAl
vermelho 124,9 135,1 8,2% 124,2 -8,1%
laranja 371,9 283,7 -23,7% 262,6 -7,4%
amarelo 338,9 233 -31,2% 212,7 -8,7%
verde 245,3 171,5 -30,1% 170,6 -0,5%
azul 343,5 260,8 -24,1% 256,1 -1,8%
ToTAl GerAl 323,2 232,7 -28,0% 214,2 -8,0%
Fonte: HFF, 2008
Da análise dos quadros, torna-se perfeitamente clara a melhoria constante da performance do serviço em anos sucessivos, 
apesar do aumento da procura. Actualmente o referencial para os Serviços de Urgência em Inglaterra é de 240 minutos 
(tempo "see and street"). O tempo de permanência no Hospital Fernando da Fonseca aproxima-se dos 200 minutos. No 
entanto o desvio-padrão não é contabilizado pelo que o tempo de permanência é um indicador incompleto e insuficiente 
para a correcta gestão do serviço.
creo
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No quadro seguinte demonstra-se a importância da decomposição do tempo de permanência só assim é possível analisar, 
por exemplo, o tempo de espera para a triagem e o tempo entre o fim da triagem e a primeira observação pelo médico, 
permitindo a implementação de medidas para melhoria da performance nas diferentes componentes do episódio de 
urgência.
Urgência Geral – Tempo de Triagem/1.ª Observação
Média MinUTOs
anO Classe UrG. U. Geral
2005 2006 2007
PriOridade U. Geral
vermelho 17,6 17,7 0,6% 11,8 -33,3%
laranja 50,3 42 -16,5% 28,4 -32,4%
amarelo 95,2 69,1 -27,4% 62,5 -9,6%
verde 116,3 80,9 -30,4% 80,6 -0,4%
azul 229,4 142,6 -37,8% 152,3 6,8%
TOTal Geral 91,4 64,1 -29,9% 57,8 -9,8%
Fonte: HFF, 2008
Urgência Geral – Tempo de admissão/Triagem
Média MinUTOs
anO Classe UrG. U. Geral
2005 2006 2007
TOTal Geral 31,6 29 -8,2% 25,1 -13,4%
creo
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73
8. Prioridade ClíniCa e disCriminadores:” a desCoberta de ConheCimento”
O Protocolo de Triagem de Manchester tem em linha de conta alguns valores e variáveis fisiológicas, em alguns dos seus 
 fluxogramas/discriminadores. Contudo, a grande valorização centra-se na queixa que traz o utente ao Serviço de Urgência. 
Alguns autores questionaram-se sobre a pertinência destes factos, ou seja, seria útil adicionar algumas variáveis fisiológicas ao 
modelo, no sentido de lhe conferir maior robustez clínica para aferir o verdadeiro risco e por consequência a prioridade do 
utente. Foi de facto em 2006 que surge a primeira evidência sobre este tópico; o estudo destes autores revela que não existe 
utilidade em adicionar outras variáveis fisiológicas ao modelo de Manchester, no sentido de substancialmente melhorar a sua 
 capacidade de detectar os doentes mais críticos (SUBBE, 2006) e que portanto precisam de ser prontamente observados.
 
No âmbito dos serviços de urgência, e relativamente a um conjunto de informação estudada no Centro Hospitalar do 
Porto, em Portugal (MACHADO, 2008), procurou-se encontrar indicadores que reflectissem o comportamento dos doentes 
das cinco prioridades, perante esses mesmos indicadores.
Com recurso a uma análise qualitativa, envolvendo peritos nestas matérias (directores de serviços de urgência, chefes de 
equipa, enfermeiros chefes de serviços de urgência, entre outros), foi possível encontrar um conjunto de indicadores 
especialmente sensíveis para o estudo e alocados aos doentes das várias prioridades. Apresenta-se seguidamente o 
encontrado e subsequentemente o que se concluiu do observado.
Resultados dos estudos efectuados
Os indicadores estudados de acordo com as várias prioridades incluem: número de observações pelo médico, número 
de exames complementares efectuados, duração do episódio de urgência (superior a seis horas), readmissão às 72 horas 
pela mesma queixa (fluxograma), internamento em cuidados intensivos e internamento em enfermaria ou cuidados 
 intermédios (SO ou OBS). A amostra estudada foi de 16824 doentes.
Doente emergente – identificado pela cor VERMELHA
Trata-se de um tipo de doente que numa elevada percentagem é observado por dois ou mais médicos (intervalo de 
 confiança de 95%, 43,3%-60,4%); apenas cerca de 17% tem episódios de urgência superiores a seis horas (IC 95%, 
10,4-23,3%), não apresenta evidência de poder vir a ser readmitido pela mesma queixa nas 72h seguintes (IC 95%, 0% e 
risco relativo, Odds ratio = 0), apresenta uma moderada tendência ao recurso a exames complementares, com uma 
 percentagem média de cerca de 15% dos doentes para o pedido de duas ou mais análises ou exames de imagem (IC95%, 
respectivamente 9,1-21,4% e 10,3-23,1%).
Por outro lado trata-se de um doente que tem um risco relativo de internamento em cuidados intensivos cerca de 500 
vezes superior aos demais, apesar de ter uma percentagem média na amostra de 17,56% (IC 95%, 11,04-24,07%); por outro 
lado apresenta um risco relativo de internamento em enfermaria de 5,74 com uma percentagem média de 35,8% (IC 95%, 
27,6-44,09%). 
Doente muito urgente – identificado pela cor LARANJA
Trata-se de um tipo de doente que apresenta a maior percentagem de observação por dois ou mais médicos (intervalo 
de confiança de 95%, 53,1%-58,1%); em cerca de 29% tem episódios de urgência superiores a seis horas (IC 95%, 
 27,3-31,9%), numa percentagem média de 1,18% pode vir a ser readmitido pela mesma queixa nas 72h seguintes (IC 95%, 
0,6-1,7%), apresenta uma elevada tendência ao recurso a exames complementares, com uma percentagem média de cerca 
de 61,5% dos doentes para o pedido de duas ou mais análises, com uma percentagem média de doentes a terem dois ou 
mais exames de imagem de 16,9% (IC95%, respectivamente 59,1-63,9% e 15-18,7%).
Por outro lado trata-se de um doente que tem um risco relativo de internamento em cuidados intensivos cerca de baixo, 
0,79; por outro lado apresenta um risco relativo de internamento em enfermaria de 7,16 com uma percentagem média de 
32,3% (IC 95%, 29,9-34,6%). 
74 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
Doente URGENTE – identificado pela cor AMARELA
Este é o grupo mais numeroso de doentes, e apresenta uma percentagem média de observação por dois ou mais médicos 
de 35,6% (IC 95%, 34,7%-36,5%); em cerca de 14,3% tem episódios de urgência superiores a seis horas (IC 95%, 13,6-14,9%), 
numa percentagem média de 1,87% pode vir a ser readmitido pela mesma queixa nas 72h seguintes (IC 95%, 1,6-2,1%), 
apresenta uma moderada tendência ao recurso a exames complementares, com uma percentagem média de cerca de 
24,6% dos doentes para o pedido de duas ou mais análises, com uma percentagem média de doentes a terem dois ou 
mais exames de imagem de 14,7% (IC95%, respectivamente 23,8-25,4% e 14-15,3%).
Por outro lado trata-se de um doente que tem um risco relativo de internamento em cuidados intensivos ainda mais baixo 
que os anteriores, 0,24; por outro lado apresenta um risco relativode internamento em enfermaria de 2,45 com uma 
 percentagem média de 8,49% (IC 95%, 7,9-9%). 
Doente POUCO URGENTE – identificado pela cor VERDE
Este grupo apresenta uma percentagem média de observação por dois ou mais médicos de 17,6% (IC 95%, 16,4%-18,8%); 
em cerca de 4,94% tem episódios de urgência superiores a seis horas (IC 95%, 4,2-5,6%), numa percentagem média de 
0,78% pode vir a ser readmitido pela mesma queixa nas 72h seguintes (IC 95%, 0,5-1%), apresenta uma baixa tendência 
ao recurso a exames complementares, com uma percentagem média de cerca de 5,69% dos doentes para o pedido de 
duas ou mais análises, com uma percentagem média de doentes a terem dois ou mais exames de imagem de 4,52% (IC95%, 
respectivamente 4,9-6,4% e 3,8-6,1%).
Trata-se de um doente que tem um risco relativo de internamento em cuidados intensivos nulo; por outro lado apresenta 
um risco relativo de internamento em enfermaria de 0,19 com uma percentagem média de 1,7% (IC 95%, 1,3-2,1%). 
Doente NÃO URGENTE – identificado pela cor AZUL
Este grupo apresenta uma percentagem média de observação por dois ou mais médicos de 10,3% (IC 95%, 4,2%-16,3%), 
ou seja a menor percentagem de todas as prioridades; em cerca de 9,28% tem episódios de urgência superiores a seis 
horas (IC 95%, 3,5-15%). Apresenta uma percentagem 0% de vir a ser readmitido pela mesma queixa nas 72h seguintes 
(IC 95%, 0-0%), apresenta a mais baixa tendência ao recurso a exames complementares, com uma percentagem média de 
cerca de 4,1% dos doentes para o pedido de duas ou mais análises, com uma percentagem média de doentes a terem dois 
ou mais exames de imagem de 2,06% (IC95%, respectivamente 0,16-8,08% e -0,76-4,8%).
Trata-se de um doente que tem um risco relativo de internamento em cuidados intensivos nulo; por outro lado apresenta 
um risco relativo de internamento em enfermaria de 0,1 com uma percentagem média de 1,03% (IC 95%, -0,79-3,04%). 
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
75
ConClusões
O PTM constitui um meio objectivo de determinação da prioridade clínica para a primeira observação médica dos utentes 
que recorrem aos serviços de urgência. No entanto a sua utilidade como ferramenta de gestão ultrapassa largamente o 
objectivo inicial para que foi desenvolvido. Assim o PTM:
1. Identifica na prioridade vermelha, o doente critico e com maior peso relativo ou absoluto para a mortalidade no 
serviço.
2. Identifica os doentes com baixo risco de morte, readmissão no serviço ou internamento hospitalar nas categorias 
verde e azul.
3. Identifica a categoria laranja como tendo risco significativo de morte, admissão para o internamento (sobretudo na 
área de atendimento da Medicina), maior número de observações médicas e demora média de episódio, e ainda com 
maior número de exames complementares pedidos.
4. Identifica que o risco de internamento e morte após o internamento hospitalar está relacionado, e é proporcional, 
à gravidade da prioridade na admissão no serviço de Urgência.
5. Identifica o contributo em numero absoluto das categorias laranja e vermelha para a admissão na sala de 
emergência.
6. Identifica a necessidade de aumentar o poder discriminativo da categoria amarela, grupo mais numeroso de utentes 
e com maior percentagem de readmissões no serviço pela mesma causa nas 72 horas seguintes.
7. Alerta para que as ferramentas de gestão a desenvolver devem analisar todo o percurso do doente no serviço sendo 
que a demora média de episódio é claramente insuficiente se for utilizada isoladamente.
8. Ajuda na necessidade de se criar um protocolo de encaminhamento de doentes, para uma melhor gestão dos utentes 
pós Triagem.
Palavras finais
Ao fim de dez anos de trabalho, esta edição resulta do contributo de muitos profissionais de saúde, que fizeram este 
caminho connosco com a firme determinação que era possível mudar o panorama assistencial nos serviços de urgência, 
em Portugal. O PTM permitiu criar uma nova forma de olhar os serviços, uma nova cultura, um novo conhecimento 
científico.
Resta pois agradecer a todos os profissionais de saúde que trabalham nos serviços de urgência, a dedicação e o apoio que 
deram ao Grupo Português de Triagem, esperando que esta nova edição venha ao encontro das suas expectativas.
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
77
Capítulo 8
auDItoRIa ao pRotoColo Da tRIaGEM DE MaNCHEStER: 
auDItoRIa INtERNa E ExtERNa
1. INTRODUÇÃO
A consolidação de um método sólido de auditoria é essencial para a continuidade de qualquer metodologia normalizada, 
uma vez que tem de ser demonstrada a existência de reprodutividade entre profissionais, serviços e instituições de saúde.
Auditoria define-se pela análise sistemática e independente com vista a determinar se as actividades e resultados relativos 
ao Protocolo de Triagem de Manchester satisfazem os requisitos previamente estabelecidos e se estes estão efectivamente 
implementados.
Desde o início da implementação da Triagem de Manchester em Portugal que o Grupo Português de Triagem (GPT) pro-
move a sua auditoria. Esta prioridade encontra-se expressa no Manual “Como Implementar a Triagem de Manchester no 
seu Hospital” e assumida no Protocolo tipo firmado entre o GPT e os Hospitais aderentes ao Sistema, nos termos do homo-
logado pelo Ministério da Saúde. 
Os Conselhos de Administração das Unidades Hospitalares ao aderirem a este Sistema devem garantir as condições para 
a sua implementação e a utilização dos resultados para a melhor gestão dos Serviços de Urgência. Este processo destina-se 
a dar garantias de que os princípios determinados correspondem à real situação dos doentes e que está documentada 
nos registos da triagem. Esta necessita pois, ser reprodutível e auditável.
O Protocolo de Triagem de Manchester tal como preconizado, tem inerente à sua aplicação dois processos de Auditoria, 
Interna e Externa, que visam determinar se as actividades e resultados do sistema, cumprem os requisitos estabelecidos, 
e se estes estão efectivamente implementados.
Os objectivos do Manual de Auditoria ao Protocolo de Triagem de Manchester são:
• Sistematizar as orientações para a auditoria interna e externa;
• Uniformizar a metodologia das auditorias;
• Orientar a execução das auditorias;
• Clarificar as funcionalidades exigidas no âmbito da informatização das auditorias.
O Manual divide-se em três grandes capítulos: 
• Normas de Auditoria Interna;
• Normas de Auditoria Externa;
• Instrumentos de Apoio às Auditorias.
Com este conjunto de princípios e conceitos pretende-se ajudar as Direcções dos Serviços de Urgência na consolidação 
do Protocolo de Triagem de Manchester e no cumprimento dos requisitos para a caracterização objectiva do funciona-
mento da triagem de prioridades, incentivando a posterior introdução das medidas correctivas necessárias face aos 
resultados das auditorias.
O GPT respeita todas as normas dos autores originais do Protocolo de Triagem de Manchester e, ao promover a presente 
metodologia de trabalho, contribui para um novo patamar de exigência entre os parceiros internacionais integrados no 
International Working Group (constituído pelos autores e representantes dos Países aderentes ao Sistema).
78 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
2. AUDITORIA INTERNA
O Protocolo de Triagem de Manchester tem inerente à sua aplicação um processo de Auditoria Interna que visa determinar 
se os requisitos, as actividades e os resultados relativos ao sistema, estão implementados e são cumpridos. Nos termos do 
Protocolo firmado com as Administrações Hospitalares, o GPT forma auditores internos em cada instituição, profissionais 
de saúde do próprio Hospital, que são credenciados como formadores e reconhecidos como auditores.
2.1. Definição de Auditoria Interna 
Auditoria Interna do Protocolo de Triagem de Manchester define-se pela análise sistemática e independente por auditores 
internos, na respectiva instituição, com vista a determinar se as actividades e resultadosrelativos ao Protocolo de 
Manchester satisfazem os requisitos previamente estabelecidos e se estes estão efectivamente implementados.
2.2. Definição de Auditor Interno
Profissional de Saúde qualificado, proposto pelo Hospital, formado e reconhecido pelo Grupo Português de Triagem e 
nomeado pelo Conselho de Administração do Hospital, para efectuar Auditorias Internas, no Hospital onde exerce funções. 
O Auditor Interno depende do Conselho de Administração.
O GPT manterá um registo nacional de Auditores Internos e identificará os mesmos com crachá específico com nome, 
grupo profissional, hospital de origem e nº identificativo próprio.
2.3. Perfil do Auditor Interno
O Auditor Interno deve possuir o seguinte perfil:
• Possuir conhecimentos sobre o Protocolo de Triagem de Manchester, tendo frequentado com aproveitamento o 
Curso de Triagem no Serviço de Urgência;
• Possuir formação específica em auditoria, tendo frequentado com aproveitamento o Curso de Formação de 
Formadores e Auditores do Protocolo de Triagem de Manchester;
• Possuir capacidade de comunicação e de relacionamento;
• Possuir capacidade de análise, síntese e tomada de decisão;
• Ser reconhecido como profissional competente e idóneo.
2.4. Objectivos da Auditoria Interna
A Auditoria Interna tem como objectivos:
• Verificar o cumprimento dos requisitos do Protocolo de Triagem de Manchester;
• Contribuir para a garantia da qualidade dos cuidados prestados nos Serviços de Urgência;
• Induzir a tomada de decisão com vista ao melhoramento do funcionamento da Triagem;
• Dar credibilidade aos indicadores produzidos pelo Sistema;
• Cumprir o Protocolo tipo firmado entre o GPT e os Hospitais aderentes ao Sistema.
2.5. Pressupostos da Auditoria Interna
O objectivo é conseguir uma avaliação individual dos elementos envolvidos na triagem de prioridades bem como uma 
auditoria global do Serviço de Urgência nesta área. Para esse fim, a meta é demonstrar uma aferição igual ou superior a 
80%, para o Serviço e por triador. É desejável, mas não obrigatório, que o sistema seja informatizado.
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
79
Atingindo a meta de aferição de 80% é considerado bom o desempenho da Triagem de Prioridades segundo a metodo-
logia do Protocolo da Triagem de Manchester. A aferição superior a 90 % e considerada pelo Grupo Português de Triagem 
como muito boa e a superior a 95% excelente.
2.6. Procedimento da Auditoria Interna
•	 Calendarização	das	auditorias
• As Auditorias Internas são realizadas mensalmente, referentes ao desempenho do Serviço no mês imediatamente 
anterior.
•	 Realização	das	auditorias
– Em conformidade com o estabelecido no Protocolo firmado entre o GPT e as Administrações dos Hospitais 
aderentes ao Sistema, as Auditorias Internas são consideradas trabalho efectivo do Serviço, portanto, realizadas 
em horário de trabalho.
– Para uma determinada análise mensal a equipa de Auditoria Interna deve ser constituída por, no mínimo, um 
médico e um enfermeiro.
– Etapas:
– Análise da queixa apresentada pelo doente
– Verificação da adequada selecção do Fluxograma face à queixa apresentada
– Verificação de evidências para a selecção do Discriminador e Prioridade
Nota: A queixa apresentada pelo doente e redigida pelo triador deve ser idêntica ao transmitido na formação, ou seja: 
Contextualizada no tempo e Caracterização da queixa de forma clara, precisa e concisa.
•	 Número	de	episódios	de	urgência	a	auditar
– Em cada mês é escolhida uma semana. Em relação a essa semana, são avaliados 5 episódios e os respectivos 
registos de triagem por cada triador. Trata-se da auditoria individual. 
•	 Selecção	dos	episódios	de	urgência	a	auditar
– Os episódios de urgência a auditar devem ser seleccionados aleatoriamente, por elemento do Serviço estranho 
ao processo de auditoria ou através do programa informático.
•	 Registo	das	auditorias
– Existem formulários tipo para cada avaliação e para o relatório específico respeitante a cada elemento auditado 
(descritos em capítulo próprio desta publicação).
– O registo da auditoria deverá ser efectuado no Relatório Individual Auditoria Interna.
– Nos casos em que seja utilizado programa informático, a impressão das auditorias não é obrigatória, no entanto, 
os dados devem ficar disponíveis para consulta. 
•	 Elaboração	do	relatório	da	auditoria	interna
– Mensalmente deverá ser efectuado relatório, utilizando para o efeito o Relatório Mensal da Auditoria Interna.
– Este deverá conter, no mínimo, a seguinte informação: 
– Nº Doentes Admitidos
– Nº Episódios Triados
– Nº de Auditados /Triados 
– Nºs e tipos de Prioridades Atribuídas (incluindo a Prioridade Branco)
– Tempo Médio desde a Admissão até à Triagem
– Tempo Médio de Triagem
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– Tempo Médio desde a Triagem até ao início da 1ª Observação Médica, por prioridade / cor (apenas exigido 
nos hospitais com informatização clínica)
– Nº Triadores / Mês
– % de Triagens Correctas e Incorrectas
– Problemas Detectados
– Sugestão de Medidas Correctivas
– Conclusões
•	 Divulgação	do	Relatório	Mensal
– O relatório é apresentado mensalmente à Direcção do Serviço de Urgência e ao GPT.
– A Direcção do Serviço de Urgência informa as Direcções Técnicas das medidas assumidas em caso de anomalias 
importantes detectadas.
– O GPT é informado pela Direcção do Serviço de Urgência das medidas correctivas introduzidas e seus resultados 
face às auditorias efectuadas.
•	 Análise	dos	Resultados
– Trimestralmente deverá ser agendada reunião conjunta entre Auditores Internos e Direcção do Serviço de 
Urgência, para análise de dados e identificação de possíveis medidas de melhoramento.
– Caso se verifique uma aferição inferior a 80% na auditoria, ou outro problema considerado grave, é convocada 
reunião entre os Auditores Internos e a Direcção do Serviço de Urgência.
3. AUDITORIA EXTERNA
A implementação do Protocolo de Triagem de Manchester nos Serviços de Urgência, tem subjacente para além do processo 
de auditoria interna, um processo de Auditoria Externa, que acompanha a operacionalização dos seus pressupostos e 
controla o próprio sistema.
Nos termos do Protocolo firmado com as Administrações Hospitalares, o GPT pode proceder com avaliações externas da 
instituição, com profissionais externos à mesma credenciados como formadores e reconhecidos como auditores, sempre 
que tal for determinado pelo Ministério da Saúde ou julgado pertinente pela Direcção Clínica, pelo Conselho de 
Administração ou sugerido pelo GPT.
3.1. Definição de Auditoria Externa 
Auditoria Externa do Protocolo de Triagem de Manchester define-se pela análise periódica e independente por auditores 
externos, em instituição de onde estes não são oriundos, com vista a determinar se as actividades e resultados relativos 
ao Protocolo de Manchester satisfazem os requisitos previamente estabelecidos e se estes estão efectivamente 
implementados.
3.2. Definição de Auditor Externo
Profissional de Saúde qualificado como auditor do Protocolo de Triagem de Manchester e nomeado pelo Grupo Português 
de Triagem para efectuar Auditoria Externa nos hospitais onde não exerce funções. 
Pode ainda haver colaboração de auditores externos oriundos de outros Países onde a Triagem de Manchester se encontra 
implementada.
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
81
O GPT manterá um registo de Auditores Externos e identificará os mesmos com crachá específico com nome, grupo pro-
fissional, hospital de origem e nº identificativo próprio.
3.3. Perfil do Auditor Externo
O Auditor Externo deve possuir o seguinte perfil:
• Possuir conhecimentos sobre o Protocolo de Triagem de Manchester, tendo frequentado com aproveitamento o 
Curso de Triagem no Serviço de Urgência;
• Possuir formação específica em auditoria, tendo frequentado com aproveitamento o Curso de Formação de 
Formadores e Auditores do Protocolo de Triagem de Manchester;
• Ser Auditor Interno do Protocolo de Triagemde Manchester;
• Possuir capacidade de comunicação e de relacionamento;
• Possuir capacidade de análise, síntese e tomada de decisão;
• Demonstrar capacidade para dinamizar a aplicação do Sistema.
3.4. Objectivos da Auditoria Externa 
A Auditoria Externa tem como objectivos:
• Garantir a fiabilidade do Protocolo de Triagem de Manchester;
• Garantir a reprodutividade e comparabilidade dos resultados do Sistema;
• Dar credibilidade aos indicadores produzidos pelo Sistema;
• Cumprir o Protocolo tipo firmado entre o GPT e os Hospitais aderentes à Triagem de Manchester.
3.5. Pressupostos da Auditoria Externa
• Periodicamente, no mínimo, uma vez por triénio, os Serviços de Urgência dos Hospitais aderentes ao Protocolo de 
Triagem de Manchester serão auditados externamente por uma equipa de Auditores Externos;
• A equipa de Auditores Externos realizará auditorias em Hospitais onde não exercem funções;
• A Auditoria Externa será efectuada por auditores pertencentes a Hospitais utilizadores do Protocolo de Triagem de 
Manchester, onde exercem a actividade de Auditor Interno;
• Os episódios de triagem a auditar externamente serão seleccionados de entre os auditados internamente, de forma 
aleatória, garantindo uma amostra alargada e representativa, com dados representativos de todos os meses do 
último ano de funcionamento da Triagem. Deverão ser seleccionados um/dois episódios de triagem auditados 
internamente, por triador. 
• Para além do descrito, o Auditor Externo reserva o direito de poder solicitar e auditar qualquer episódio de urgência 
em particular.
3.6. Procedimento da Auditoria Externa
•	 Preparação	da	Auditoria	
– Constituição da equipa;
– Organização logística da auditoria;
– Preparação da documentação;
– Verificação da agenda da auditoria;
– Contactos com a instituição a auditar.
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• Reunião com a Direcção do Serviço de Urgência
– Agenda organizada em função de procedimento tipificado (descrito noutro capítulo);
– Chegada da equipa de auditores (15 minutos antes da hora marcada);
– Reunião organizada em função de procedimento tipificado (impresso tipo descrito noutro capítulo);
– Apresentação à Direcção do Serviço de Urgência do Hospital;
– Validação da agenda da Auditoria Externa;
– Explicação da metodologia da Auditoria Externa;
– Solicitar informação sobre a orgânica do Serviço;
– Solicitar documentação;
– Visita ao serviço de Urgência para verificação do circuito do doente.
•	 Observação	de	Triagens
– Trabalho organizado em função de procedimento tipificado (impresso tipo descrito noutro capítulo);
– Verificação dos recursos humanos e materiais existentes no posto de triagem;
– Verificação da metodologia utilizada no serviço durante as triagens;
– Observação de 10 triagens.
•	 Auditoria	aos	episódios	de	triagem	auditados	internamente
– Trabalho organizado em função de procedimento tipificado (impresso tipo descrito noutro capítulo);
– Solicitar dossiers das Auditorias Internas;
– Proceder à selecção dos episódios a auditar;
– Efectuar as auditorias.
•	 Elaboração	de	Relatório	Preliminar
– Trabalho organizado em função de procedimento tipificado (impresso tipo descrito noutro capítulo);
– Apreciação global: acolhimento, disponibilidade e nível de concretização da agenda;
– Breve descrição das etapas da auditoria e resultados globais.
• Reunião Final (esta reunião tem como objectivo transmitir os resultados preliminares da auditoria ao Conselho de 
Administração e à Direcção do Serviço de Urgência)
– Transmitir os resultados obtidos;
– Entregar o Relatório Preliminar;
– Solicitar a sua rubrica e fotocópia;
– Informar do posterior envio do Relatório Final;
– Agradecer a disponibilidade.
•	 Prazos	importantes
– A preparação da Auditoria efectua-se com um mínimo de 3 meses de antecedência;
– A realização da Auditoria Externa processa-se em 1/2 a 1 dia útil de trabalho, conforme o acordado previamente 
em função da carga de trabalho esperada;
– O Relatório Preliminar é entregue ao Conselho de Administração do Hospital pela equipa auditora no final da 
Auditoria Externa;
– O Relatório Final é remetido ao GPT pela equipa auditora no prazo de 1 mês após a Auditoria Externa;
– O GPT remete o Relatório Final e seu parecer ao Hospital no prazo de 2 meses após a Auditoria Externa.
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
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3.7. Competências do GPT
•	 Em	conformidade	com	o	acordado	em	Protocolo	firmado	entre	o	GPT	e	os	Hospitais	aderentes	ao	Sistema,	o	GPT	
reserva	o	direito	de	proceder	com	Auditorias	Externas;
•	 Anualmente	o	GPT	procederá	ao	planeamento	e	calendarização	das	Auditorias	Externas	a	efectuar	durante	o	ano,	
informando	os	respectivos	Hospitais	(Conselho	de	Administração	e	Direcção	do	Serviço	de	Urgência);
•	 Os	Auditores	Externos	são	designados	pelo	Grupo	Português	de	Triagem,	que	procederá	às	diligências	necessárias	
junto	dos	diferentes	Conselhos	de	Administração	relevantes	para	a	sua	dispensa	de	serviço	(colaboração	prevista	
em	Protocolo	firmado	com	os	Hospitais	aderentes	ao	Sistema);
•	 O	GPT	distribui	as	equipas	de	auditoria	pelos	Hospitais;
•	 A	equipa	de	Auditores	Externos	é	composta	por	4	elementos,	no	mínimo,	sendo	2/3	enfermeiros	e	1/2	médicos	(um	
dos	quais	será	designado	o	Coordenador),	dependendo	da	dimensão	do	Serviço	de	Urgência	a	auditar;
•	 O	GPT	nomeia	o	Auditor	Coordenador	da	equipa	de	Auditoria	Externa;
•	 O	GPT	é	responsável	pela	divulgação	da	calendarização	e	respectiva	equipa	de	auditora	aos	Hospitais	a	auditar;
•	 O	GPT	fornece	a	logística	documental	(documentação	e	impressos	tipo	GPT).
•	 O	GPT	analisará	e	aprovará	o	Relatório	Final	da	auditoria,	efectuado	pelo	Coordenador	da	equipa	auditora	externa	
e,	caso	não	existam	dúvidas	ou	omissões,	remetê-lo-á	ao	Conselho	de	Administração	do	Hospital	e	Direcção	do	
Serviço	de	Urgência;
•	 Os	Auditores	Externos	formam	uma	equipa	que	se	reúne,	pelo	menos	uma	vez	por	ano,	com	a	Direcção	do	GPT,	
assegurando	um	processo	contínuo	e	permanente;
•	 Anualmente,	o	GPT	elaborará	Relatório	das	Auditorias	Externas	efectuadas,	para	análise	em	reunião	anual	e	dará	
conhecimento	do	mesmo	ao	Ministério	da	Saúde.
3.8. Competências do Coordenador da equipa de auditoria
Após	designação	pelo	GPT,	compete	ao	Coordenador:
•	 Confirmar	a	recepção	do	GPT	do	dossier	com	a	logística	documental	para	a	Auditoria	Externa.
•	 Antes	da	data	da	realização	da	Auditoria	externa,	confirmar	com	os	restantes	elementos	da	equipa	de	auditoria	o	
plano	de	trabalho	a	realizar;
•	 Contactar	o	Hospital/Serviço	Urgência,	através	da	profissional	de	referência	indicado	pelo	GPT,	para	confirmar:
–	 Organização	da	logística	para	os	auditores	(deslocação	e	instalação).
–	 Organização	local	da	logística	para	a	auditoria	(instalações	e	meios	necessários).
–	 Preparação	da	documentação	do	Hospital.
•	 Cumprir	a	agenda	da	Auditoria	Externa	e	coloca-a	a	parecer	do	Hospital;
•	 Coordenar	os	trabalhos	da	equipa	auditora;
•	 Elaborar,	com	a	participação	da	restante	equipa	de	auditoria,	o	Relatório	Preliminar	da	Auditoria	Externa	e	apre-
senta-o	ao	Conselho	de	Administração	do	Hospital,	a	respectiva	Direcção	do	Serviço	de	Urgência	e	o	GPT;
•	 Elaborar,	com	a	participação	da	restante	equipa	de	auditoria,	o	Relatório	Final	da	Auditoria	Externa	e	remete-lo	
parecer	do	GPT,	no	prazo	máximo	de	1	mês	após	a	auditoria.
3.9. Competências do Hospital auditado
Após	conhecimento	da	data	proposta	pelo	GPT	para	a	realização	da	auditoria:
•	 Nomear	o	interlocutor	do	Hospital	para	a	organização	e	logística	da	Auditoria	Externa;
•	 Providenciar	instalações	adequadas	para	os	Auditores	Externos	realizarem	a	auditoria;
•	 Disponibilizar	os	registos	de	episódios	de	urgência	necessários	para	a	realização	da	Auditoria	Externa;
•	 Disponibilizar	os	registos	de	Auditorias	Internas	necessários	para	a	realização	da	Auditoria	Externa;
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• Disponibilizaradocumentação relativa à organização e funcionamento do Serviço de Urgência necessária para a 
realização da Auditoria Externa;
• Em conformidade com o Protocolo firmado entre o GPT e os Hospitais aderentes ao Sistema, suportar as despesas 
inerentes, nomeadamente, as relativas à deslocação, instalação e alimentação dos Auditores Externos.
3.10. Avaliação 
Parâmetros da Avaliação Final da Auditoria Externa 
Os parâmetros valorizados na Avaliação Final são os constantes da Grelha de Avaliação Global (descrita em anexo), ou seja, 
a verificação da existência do seguinte:
1. Formação dos triadores no momento da Auditoria Externa.
2. Posto de Triagem de Manchester – Enquadramento no Serviço.
3. Posto de Triagem de Manchester – Equipamento base.
4. Posto de Triagem de Manchester – Permanência recursos humanos.
5. Possibilidade de retriagem.
6. Definição do circuito de gestão de doentes (aprovado pelo CA e/ou Direcção Serviço).
7. Auditorias Internas mensais.
8. Evidência de introdução de medidas correctivas face aos resultados das Auditorias Internas.
9. Tempo médio entre a inscrição e a triagem.
10. Tempo médio de duração da triagem.
11. Tempo médio entre o fim da triagem e o início da 1ª observação médica.
12. Prioridade Branca.
13. Taxa de conformidade entre Auditoria Interna e Externa.
14. Informação aos Utentes/Doentes sobre a Triagem de Manchester e os respectivos tempos alvo.
15. Inquérito actualizado de satisfação aos utentes do Serviço de Urgência.
16. “Dossier” no Serviço contendo documentos fundamentais para o funcionamento da Triagem.
17. Plano para a resposta a situações com múltiplas vítimas (Catástrofe Externa).
No contexto dos parâmetros supracitados e da avaliação geral, são aspectos específicos considerados de Avaliação 
Obrigatória no Relatório Final:
Dados organizativos
• Grupo profissional, número e formação dos triadores.
• Espaço físico da triagem adequado (dimensão, localização, numero de postos de trabalho).
• Descrição da metodologia de triagem: informatizada ou não, com descrição do plano de contingência para a 
manutenção da triagem no caso de inoperacionalidade informática.
• Possibilidade de efectuar retriagem.
• Protocolo escrito (e divulgado) aprovado pela Direcção do Serviço e pela Direcção Clínica que descreve o encami-
nhamento dos doentes após a triagem (circuito de encaminhamento).
• Protocolo de Catástrofe (Plano de Emergência Externa).
• Inquérito de satisfação aos utentes.
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Dados estatísticos
•	 Número	de	inscrições	(doentes	admitidos)	no	Serviço	de	Urgência.
•	 Número	e	percentagem	de	episódios	triados	no	Serviço	de	Urgência.
•	 Número	e	percentagem	de	doentes	internados	a	partir	do	Serviço	de	Urgência.
•	 Resultados	da	auditoria	interna	do	período	em	auditoria:
–	 Percentagem	correcta	por	triador.
–	 Percentagem	correcta	no	Serviço	de	Urgência.
•	 Número	e	percentagem	de	fluxogramas	escolhidos,	por	ordem	de	frequência.
•	 Distribuição	em	número	e	percentagem	por	prioridades	(cores	Vermelho,	Laranja,	Amarelo,	Verde	e	Azul)	por	dia,	
por	dia	da	semana,	por	mês	e	por	ano.
•	 Numero	e	percentagem	de	doentes	classificados	como	“Brancos”	por	dia,	por	dia	da	semana,	por	mês,	por	ano,	por	
especialidade	e	por	médico	em	relação	ao	nº	total	de	episódios	do	período	respectivo.
•	 Contabilidade	e	%	considerando	as	cinco	prioridades	(Vermelho,	Laranja,	Amarelo,	Verde	e	Azul)	no	contexto	do	
nº	de	episódios	triados	com	(apenas)	estas	prioridades	no	Serviço	de	Urgência	em	relação	ao	total	de	episódios	do	
período	pretendido.
•	 Contabilidade	e	%	considerando	as	cinco	prioridades	(Vermelho,	Laranja,	Amarelo,	Verde	e	Azul)	no	contexto	do	
nº	total	de	episódios	no	Serviço	de	Urgência,	identificando	igualmente	os	Brancos	e	os	não	triados	no	período	de	
tempo	pretendido.
•	 Tempo	médio	entre	a	inscrição	administrativa	e	a	triagem	(tempo	de	espera	do	doente	desde	o	fim	da	inscrição	
administrativa	até	ao	início	da	triagem).
•	 Tempo	médio	de	duração	da	triagem	(desde	a	abertura	da	ficha	do	doente	na	triagem	até	ao	fim	da	triagem).
Avaliação	Facultativa	(apenas	possível	nos	Serviços	com	informatização	administrativa	e	clínica):
•	 Tempo	médio	entre	o	fim	da	triagem	e	o	início	da	primeira	observação	médica,	total,	por	prioridade	(cor	*)	e	por	
área	funcional	do	Serviço	de	Urgência	(médica,	cirúrgica,	etc...	se	assim	organizado).
•	 Numero	e	percentagem	de	observações	por	área	funcional	do	Serviço	de	Urgência	(se		assim	organizado).
•	 Distribuição	em	número	e	percentagem	das	prioridades	(cores	*),	por	dia,	por	dia	da	semana,	por	ano,	total	e	por	
área	funcional	do	Serviço	de	Urgência	(se	Serviço	assim	organizado).
•	 Demora	média	do	episódio	total	de	urgência	(desde	a	inscrição	administrativa	até	decisão	final	de	encaminha-
mento	(alta,	internamento,	etc...),	total,	por	prioridade	(cor	*)	e	por	área	funcional	do	Serviço	de	Urgência	(médica,	
cirúrgica,	etc...	se	Serviço	assim	organizado).
•	 Demora	média	do	episódio	clínico	de	urgência	(desde	o	início	da	primeira	observação	médica	até	decisão	final	de	
encaminhamento	(alta,	internamento,	etc...),	total,	por	prioridade	(cor	*)	e	por	área	funcional	do	Serviço	de	Urgência	
(médica,	cirúrgica,	etc...	se	Serviço	assim	organizado).
*	As	prioridades	(cores)	consideradas	são	Vermelho,	Laranja,	Amarelo,	Verde	e	Azul,	bem	como	a	cor	Branca.
A	avaliação	final	será	em	função	do	resultado	da	verificação	dos	citados	parâmetros.	
AVALIAÇÃO CONFORME
A	avaliação	conforme	exige	verificação	do	cumprimento	dos	seguintes	critérios:
•	 A	obtenção	de	pelo	menos	60%	dos	critérios	n.ºs	1	a	17.
•	 N.º	11	aplicável	apenas	na	circunstância	de	existir	sistema	informatizado.
•	 N.ºs	14	e	17,	considerados	apenas	se	forem	verificados	concomitantemente	os	dois	itens.
•	 Nº	16,	considerado	apenas	se	for	verificada	a	existência	de	documentos	estruturantes.	Neste	item	têm	obrigato-
riamente	de	estar	incluídos:	Circuito	de	Gestão	(encaminhamento)	de	Doentes,	Protocolo	de	actuação	em	caso	
de	inoperacionalidade	informática	(se	triagem	informatizada)	e	Protocolo	de	actuação	em	situações	com	múltiplas	
vítimas	(Plano	de	Catástrofe	Externa).
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A Avaliação Global Conforme indica uma adequada implementação do Sistema e calendarização de nova Auditoria Externa 
no triénio seguinte.
AVALIAÇÃO CONFORME PROVISÓRIA 
A ausência dos critérios abaixo indicados, implica uma avaliação conforme provisória: 
• N.º 6. Definição do circuito de gestão de doentes (Documento aprovado pelo CA e/ou Direcção Serviço).
• N.º 8. Evidência de introdução de medidas correctivas face aos resultados das Auditorias internas.
• N.º 13. Taxa de conformidade entre auditoria interna e externa.
• N.º 17. O Serviço tem plano para a resposta a situações com múltiplas vítimas (Catástrofe Externa).
Este resultado, implica a tomada de medidas por parte do Hospital, no sentido do cumprimento da norma e envio ao GPT 
de evidências que confirmem a correcção da situação, no prazo de seis meses, após o qual, se tal não se verificar ficará 
não conforme.
AVALIAÇÃO NÃO CONFORME
Entende-se por avaliação Não Conforme a obtenção de uma percentagem inferior a 60% dos critérios enunciados. 
Adicionalmente, por si só, a não conformidade no critério nº 7 “Existência de auditorias Internas mensais” implica uma 
Avaliação Global Não Conforme. 
Este resultado, implica a repetição da auditoria externa, após o prazo de seis meses, para verificação da introdução de 
medidas correctivas.
3.11. Relatório Final
Este documento é elaborado pela equipa de Auditoria Externa, revisto e aprovado pelo GPT e remetido ao Conselho de 
Administração e Direcção do Serviço de Urgência do Hospital nos prazos estipulados anteriormente.
Em conformidade com impresso tipificado fornecido pelo GPT, o Relatório Final é constituído por:
• Introdução:
– Identificação do hospital a que se refere a auditoria;
– Identificação nominal dos auditores externos presentes, incluindoo grupo profissional;
– Identificação de presenças / participantes na reunião inicial no hospital auditado;
– Data da presente auditoria;
– Data da última auditoria;
– Data do início da implementação da triagem.
• Constatações:
– Resultados da auditoria aos episódios de triagem auditados internamente;
– Apreciação global do Serviço de Urgência; Instalações, Orgânica, Observação das triagens e Documentação 
apresentada.
• Questões:
– Identificação de aspectos positivos e negativos.
• Sugestões:
– Apresentação de sugestões de melhoria.
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•	 Conclusões:
–	 Emissão	de	parecer	final	sobre	a	conformidade;
–	 Comunicação	de	recomendações	formais.
•	 Anexos	(documentos	tipo	fornecidos	pelo	GPT):
–	 Agenda	da	Auditoria;
–	 Grelha	da	Reunião	Inicial;
–	 Grelha	de	Observação	da	Triagem;
–	 Grelha	de	Auditoria	aos	Episódios	de	Triagem;
–	 Grelha	de	Avaliação	Global	da	Auditoria	Externa;
–	 Relatório	Preliminar.
4. INSTRUMENTOS DE APOIO ÀS AUDITORIAS
4.1. Auditoria Interna
Para	a	clarificação,	sistematização	e	facilitação	do	processo,	existem	instrumentos	de	suporte	à	Auditoria	Interna	a	serem	
utilizados	pelos	Auditores	no	contexto	do	seu	trabalho.	Estarão	disponíveis	no	livro	"Como	Implementar".
Estes	ficam	arquivados	no	respectivo	Hospital,	disponíveis	para	eventual	Auditoria	Externa.
•	 RELATÓRIO	INDIVIDUAL	AUDITORIA	INTERNA	OU	EQUIVALENTE	INFORMÁTICO
•	 RELATÓRIO	MENSAL	AUDITORIA	INTERNA
4.2. Auditoria Externa
Para	a	clarificação,	sistematização	e	facilitação	do	processo,	existem	instrumentos	de	suporte	à	Auditoria	Externa	a	serem	
utilizados	pelos	Auditores	no	contexto	do	seu	trabalho.
Uma	vez	assumidos	os	resultados	pela	equipa	de	auditoria,	estes	são	remetidos	pelo	GPT	ao	Hospital	auditado.	
•	 PREPARAÇÃO	DA	AUDITORIA	EXTERNA	
•	 AGENDA	DA	AUDITORIA	EXTERNA	
•	 ENTREVISTA	INICIAL	DA	AUDITORIA	EXTERNA
•	 GRELHA	DE	OBSERVAÇÃO	DA	TRIAGEM	NA	AUDITORIA	EXTERNA
•	 GRELHA	DE	AUDITORIA	DE	TRIAGENS	NA	AUDITORIA	EXTERNA
•	 GRELHA	DE	AVALIAÇÃO	GLOBAL	DA	AUDITORIA	EXTERNA
•	 RELATÓRIO	PRELIMINAR	DA	AUDITORIA	EXTERNA	
•	 RELATÓRIO	FINAL	DA	AUDITORIA	EXTERNA	
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5. CONCLUSÕES
Desde o início da sua actividade que o GPT valorizou a auditoria. Como garante da qualidade futura do processo de imple-
mentação e funcionamento da Triagem de Manchester, o GPT incluiu a Auditoria Interna e a Auditoria Externa no Protocolo 
tipo a celebrar com os Hospitais aderentes ao Protocolo de Triagem de Manchester, tendo este sido aceite e aprovado pelo 
Ministério da Saúde.
A Triagem de Manchester encontra-se largamente divulgada e implementada na realidade Portuguesa. A maioria dos 
Serviços de Urgência, incluindo os de maior movimento, já implementou o Protocolo de Manchester.
Após o esforço de implementação do Protocolo de Triagem de Manchester, é mandatório investir no seu acompanhamento 
através do incentivo à realização sistemática de auditorias internas e por meio da operacionalização de auditorias 
externas.
Existindo já alguma experiência na realização de ambos os tipos de auditorias, serve o presente manual para sistematizar 
e apresentar os conceitos, sempre coerentes com o defendido e divulgado ao longo dos anos de implementação do 
Sistema, e instrumentos de trabalho para a concretização da auditoria numa escala alargada e nacional.
O GPT agradece a todos os instrutores e auditores que participaram em acções de formação, auditorias e contribuíram 
para a concretização do presente manual. O GPT solicita a todos os auditores a maior atenção e empenho na prossecução 
dos objectivos delineados.
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89
Capítulo 9
tRIaGEM tElEFÓNICa
INtRodução
O reconhecimento da necessidade de uma triagem telefónica formal e o seu desenvolvimento ocorreu primeiro nos 
Estados Unidos. A triagem telefónica foi primeiro descrita como uma ferramenta útil no contexto de urgência, no Reino 
Unido, em 1991. Foram enunciados vários benefícios atribuidos a esta estratégia, incluindo redução da procura do serviço 
de urgência, devido às explicações e aconselhamento de cuidados no domicilio e redireccionamento dos doentes para 
locais mais apropriados como consulta externa. A identificação de problemas antes de o doente se deslocar ao Serviço de 
Urgência, melhora a eficácia da procura, e reduz custos resultantes da má utilização do sistema de saúde.
Nas realidades citadas, aconselhar por telefone sempre foi considerada uma parte integral do papel de enfermagem, apesar 
de nenhum sistema ter sido reconhecido como tendo uma identidade particularmente distinta. Estudos anteriores suge-
riam que a avaliação dos doentes pelo telefone era subjectiva, estruturada de forma deficiente, e executada por pessoal 
sem formação. As decisões eram tomadas precipitadamente, sem averiguar todos os factos. As recomendações originadas 
por estes estudos demonstraram que se um profissional de saúde fosse o primeiro ponto de contacto no aconselhamento 
telefónico, apoiado por protocolos de aconselhamento para problemas comuns (com validação e responsabilidade médica 
assumida), e com registos adequados tornavam o sistema eficaz. Onde estas estratégias foram implementadas na prática, 
a triagem telefónica foi considerada como um método seguro e eficaz de priorização. O Aconselhamento formal dado pelo 
telefone tem o potencial de ser uma ferramenta valiosa em muitos contextos – um facto que foi reconhecido no desen-
volvimento do NHS-Direct, o aconselhamento telefónico e a linha de ajuda no Reino Unido. Em Portugal, o programa 
“Saúde 24”, iniciado em 2007, baseia-se nessa metodologia (NHS-Direct).
A linha de demarcação entre o aconselhamento telefónico e a triagem telefónica é discutível. Sugere-se que a triagem 
ocorre quando existe um processo formalizado de tomada de decisão, que permite a identificação de prioridades clínicas, 
e atribuição de categorias previamente determinadas de urgência, traduzidas na necessidade de avaliação médica e de 
cuidados da saúde.
Metodologia de triageM telefónica
Quando efectuada com eficácia, a triagem no serviço de urgência envolve uma decisão sobre prioridade clínica, que se 
baseia na queixa de apresentação em vez de no diagnóstico. A triagem telefónica deve ser efectuada exactamente da 
mesma forma. A metodologia aqui descrita constrói-se sobre o mesmo sistema de triagem presencial explicada pelo 
Grupo de Triagem de Manchester. Os resultados possíveis são, no entanto, simplificados a partir do sistema de cinco cate-
gorias, uma vez que existem menos opções disponíveis para o profissional que procede à triagem telefónica.
As decisões que têm que ser tomadas são as seguintes:
• O doente precisa de cuidados imediatos e urgentes? (tratamento imediato)
• Precisam de cuidados nas próximas horas? (tratamento em breve)
• Os cuidados ou tratamento podem ser atrasados? (tratamento deferido)
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Os doentes que estão na categoria de “tratamento imediato” são melhor atendidos pelos serviços de urgência, qualquer 
que seja a sua localização. Os que estão nas outras duas categorias podem receber tratamento em vários locais, consoante 
a organização do sistema de saúde local. Assim, o tempo para tratamento na categoria “tratamento em breve” variará, 
dependendo da disponibilidade de serviços. Isto pode significar que o doente deve dirigir-se ao serviço de urgência o 
mais rapidamente possível ou, o doente pode ser visto no próprio dia, no centro de saúde disponível mais próximo. 
É essencial que o profissional que efectua a triagem telefónica esteja ciente de (ou tenha acesso a informação) sobre a 
organização dos serviços de saúde locais, tais como, por exemplo, a localização de serviços de estomatologia de urgência, 
números de telefone dos centros de saúde, e a localização de todas as farmácias de serviço.
Tomada de decisãoAo receber a chamada telefónica ,o profissional deve recolher algumas informações básicas, de quem telefona e, elaborar 
a queixa de apresentação de forma a identificar o problema de saúde do utente. Isto ditará qual o fluxograma de apre-
sentação a seleccionar.
Depois da decisão ser tomada, são usadas técnicas de questionário para obter informações, de forma a decidir qual a 
prioridade a ser atribuída.
A metodologia é redutiva – utilizando sistematicamente os discriminadores mais graves para menos graves. O profissional 
de saúde está preparado para cobrir todas as possibilidades, através da informação contida nos fluxogramas.
O profissional deve decidir se os critérios de cada discriminador estão preenchidos, e identificar qual dos discriminadores 
presentes indica a prioridade clínica mais elevada.
DOres nAs COsTAs
Compromisso da via aérea
respiração ineficaz
Dor abdominal
Deficit neurológico agudo
Dor severa
tratamento imediato
novos sintomas ou sinais neurológicos
Traumatismo directo na região lombar
Incapacidade de andar
Quente
tratamento em breve
Problema recente tratamento deferidoAconselhamento telefonico 
As definições dos discriminadores permanecem as mesmas quando se faz a triagem por telefone ou no serviço de urgência. 
As questões normalmente colocadas pelo profissional de triagem devem ser modificadas para ter em conta o afastamento 
do doente, os níveis de ansiedade e a possibilidade de quem liga não ser o doente.
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91
Alguns exemplos de questões relacionadas com discriminadores especificos (juntamente com as suas definições) são aqui 
apresentados.
DiscriminADor Questões Definição
início agudo pós trau-
mático
isto começou depois de ter caído/ ser 
atingido, etc?
Quando é que isto começou?
início dos sintomas imediatamente ou 
pouco depois de um acontecimento 
fisicamente traumático ?
Avulsão dentária recente
Quando o dente caiu?
foi o resultado de um ferimento?
está completo com a raiz?
extracção dentária < 7 dias
Dispneia aguda ficou com falta de ar de repente?tem mais falta de ar do que o normal?
Dificuldade respiratória que se desenvolve 
subitamente, ou uma repentina 
exacerbação de dispneia crónica
Alteração do estado de 
consciência de novo?
Abrem os olhos, ou mexem-se quando fala 
com eles ou quando abanam ligeiramente 
os ombros?
Alteração referente ao score de Glasgow 
pré existente. em caso de dúvida atribuir 
este discriminador
Dor precordial
onde é a dor?
Já teve dores como esta?
como descrever a dor?
Atinge o braço ou o pescoço?
classicamente, uma dor constritiva ou 
pesada no centro do peito, que pode 
irradiar para o braço esquerdo, ou para o 
pescoço. Pode estar associada a suores , 
náusea, sensação de lipotimia e/ou dor 
epigástrica 
trauma directo na região 
cervical
foi atingido no pescoço?
exactamente o que aconteceu?
o traumatismo pode ser por aplicação de 
força vertical, antero-posterior por torção 
ou extensão (enforcamento)
 Alto risco de auto-
agressão
o que vai/vão fazer?
Quer-se matar?
Que aconteceu no passado?
Doente que potencialmente tenta se auto 
agredir. em caso de dúvida, presumir alto 
risco
inconsolável pelos pais consegue acalmá-los?eles acalmam quando os abraça?
As crianças cujo choro ou angustia não 
respondem às tentativas dos pais para as 
confortar preenchem estes critérios
sinais de desidratação
tem /têm a língua seca?
Parece (m) secos?
urina (m) normalmente?
os sinais incluem língua seca, olhos 
afundados, turgor da cutaneo aumentado, 
e em bebés pequenos, uma fontanela 
anterior afundada. Habitualmente 
associada a uma diminuição do débito 
urinário
sinais de meningismo tem/têm o pescoço rígido?A luz magoa o (s) seu( s) olhos?
classicamente, pescoço rígido juntamente 
com cefaleia e fotofobia
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AconselhAmento temporário
Porque o doente está distante do local de socorro, pode ser necessário aconselhamento temporário, para promover a 
recuperação ou evitar a deterioração da condição do doente, antes de receber ajuda médica. Por exemplo, se o profissional 
de triagem obtiver informação que o doente não está a respirar normalmente, ou tem uma via aérea comprometida, então 
o aconselhamento de suporte básico de vida tem que ser dado pelo telefone, para que a reanimação possa ser executada 
até chegar ajuda. Da mesma forma, se uma criança não está bem, e for colocada pela triagem na categoria “tratamento 
deferido” será apropriado dar aconselhamento a quem está a tomar conta, sobre medidas simples para aliviar os sintomas 
como febre e diarreia. Aconselhamento temporário deve estar disponível para cada discriminador. 
O seguimento por chamada telefónica subsequente pode ser aconselhável.
Alguns exemplos são mostrados de seguida: 
DiscriminADOr AcOnselhAmenTO TemPOráriO
convulsão actual Tentativa de colocar o paciente na posição lateral de segurança (descrever se necessário). Alargar as roupas. não tente colocar nada na boca.
criança quente retirar roupas quentes. Administrar paracetamol se disponível, doseado de 
acordo com as recomendações adequadas ao peso e idade.
história de overdose, ou enven-
enamento
não tente induzir o vómito. se os lábios estiverem a queimar depois da ingestão 
de substância corrosiva, tente pequenos goles frequentes de água fria.
Fractura exposta não mova o membro. coloque almofadas à sua volta para o manter imóvel. 
cubra a ferida com um penso limpo ou toalha limpa.
Depois de obter os detalhes dos doentes que apresentam sintomas, de atribuir uma categoria de prioridade, e de dar 
aconselhamento temporário, poderá ser necessário aconselhamento sobre meios de transporte. Devem existir protocolos 
para estas situações, dependendo das instituições locais.
Dor
A avaliação da dor, é parte integrante do processo de tomada de decisão, com particularidades inerentes à triagem tele-
fónica. A observação directa do doente não é possível, e o tempo disponível para recolha dessa informação limitado.
A informação prestada pelo doente ou seu familiar, pode ser de utilidade relativa se não for compreendido o objectivo do 
inquérito, podendo gerar dificuldades acrescidas. A dor severa é usada como discriminador para observação imediata, uma 
vez que necessita de investigação urgente e avaliação clínica. Para além da dor severa, a dor não é utilizada para identificação 
das outras prioridades, sendo os doentes prioritizados por outros discriminadores que não este, necessitando o profissional 
de saúde de informação adicional.
o profissionAl De sAúDe nA triAgem telefónicA
A triagem telefónica, como a triagem efectuada no serviço de urgência necessita de ser efectuada por profissionais expe-
rientes. A disponibilização de protocolos, não dispensa a experiencia profissional. Pelo contrário a triagem telefónica, 
necessita de maior experiencia e treino, de forma a compensar a ausência do doente e a obter telefonicamente a informa-
ção mais pertinente no mais curto espaço de tempo.
como na triagem no serviço de urgência, o sucesso depende do respeito integral da metodologia. O sistema tem de ser 
auditado, e os profissionais receberem o treino adequado. A supervisão no dia-a-dia assegura que os protocolos são utili-
zados da melhor forma, com os resultados esperados.
A triagem telefónica providencia um método, eficaz, seguro e auditavel para a prioritização dos doentes via telefone.
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ÍNDICE DE FLUXOGRAMAS
DESCRIÇÃO 
DE SINTOMAS
N.º DE 
QUADRO
N.º DE 
PÁGINA
Estado de 
inconsciência / síncope 28 148
Exposição a químicos 29 150
Feridas 30 152
Grande traumatismo 31 154
Gravidez 32 156
Hemorragia gastrointestinal 33 158
Hemorragia vaginal 34 160
Indisposição no adulto 35 162
Infecções locais e abcessos 36 164
Lesão toraco-abdominal 37 166
Mordeduras e picadas 38 168
Pais preocupados (P) 39 170
Palpitações 40 172
Problemas estomatológicos 41 174
Problemas faciais 42 176Problemas nos membros 43 178
Problemas oftalmológicos 44 180
Problemas de ouvidos 45 182
Problemas urinários 46 184
Queda 47 186
Queimaduras profundas 
e superficiais 48 188
Sobredosagem e 
envenenamento 49 190
T.C.E. 
Trauma crânio-encefálico 50 192
Catástrofes 
– Avaliação primária 51 194
Catástrofes 
– Avaliação secundária 52 196
DESCRIÇÃO 
DE SINTOMAS
N.º DE 
QUADRO
N.º DE 
PÁGINA
Agressão 1 94
Alergias 2 96
Asma 3 98
Auto-agressão 4 100
Bebé que chora (P) 5 102
Cefaleia 6 104
Comportamento estranho 7 106
Convulsões 8 108
Corpo estranho 9 110
Criança com dificuldade 
de locomoção (P) 10 112
Criança que não se sente 
bem (P) 11 114
Criança irritável (P) 12 116
Diabetes 13 118
Diarreia e/ou vómitos 14 120
Dispneia 15 122
Dispneia na criança (P) 16 124
Doença mental 17 126
Doenças sexualmente 
transmissíveis 18 128
Dor abdominal 19 130
Dor abdominal na criança (P) 20 132
Dor cervical 21 134
Dor de garganta 22 136
Dor lombar 23 138
Dor testicular 24 140
Dor torácica 25 142
Embriaguez aparente 26 144
Erupções cutâneas 27 146
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QUADRO 1
agressão
Não 
laranja
• Mecanismo de lesão?
• Dispneia aguda?
• grande hemorragia incontrolável?
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• Défice neurológico agudo?
• Dor severa?
verMelho
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• hemorragia exsanguinante?
• Choque?
Não
• Pequena hemorragia incontrolável?
• história de perda de consciência?
• novos sintomas 
 e/ou sinais neurológicos?
• alteração da coagulação
• história inapropriada?
• Dor moderada?
aMarelo
verDe
Sim
azul
• edema?
• Deformação?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
 recente?
Não 
Não 
Sim
Sim
Sim
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
95
ver também NOtaS DO QUaDrO
T.C.E.
Dor lombar
Feridas
A agressão é uma situação de apresentação comum e estes doentes podem ser 
triados usando este quadro. A triagem dos doentes que apresentam lesões pode ser 
melhorada usando os quadros que dizem respeito às várias lesões. É valorizado um 
determinado número de discriminadores gerais, incluindo risco de vida, hemorragia e 
dor. Os discriminadores específicos são incluídos para identificar doentes que têm uma 
história significativa de agressão que possa indicar a necessidade de um tratamento 
mais urgente.
DiScrimiNaDOreS eSpecíficOS explicaçãO
Alteração do estado de 
consciência de novo
Alteração nas últimas 12 horas em relação ao grau pré-existente na Escala de Coma de 
Glasgow. Em caso de dúvida presumir existência de alteração de estado de consciência.
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica acontecida ≤ 24 horas, incluindo alterações 
sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou alterações 
funcionais vesicais ou do intestino.
Deformação Situação sempre subjectiva. Estão implícitas angulações ou rotações anormais.
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina exacerbação de dispneia crónica.
História de perda de consciência
Pode haver uma testemunha fiável que possa dizer se o doente esteve inconsciente 
(e durante quanto tempo). Caso contrário, se o doente não se recorda do incidente 
deve-se presumir que esteve inconsciente.
Mecanismo de lesão
São significativas as lesões penetrantes (facadas ou tiros) e as lesões com elevada 
transferência de energia, tais como quedas de altura, acidentes de tráfego a alta 
velocidade (velocidade superior a 60 km/h), ejecção de um veículo, morte de 
ocupantes e deformação significativa de um veículo. Pode ser especialmente 
significativa história de saltar de um edifício em chamas ou de exposição a uma 
explosão.
Novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitório ou permanente) ou alterações do funcionamento da bexiga ou do intestino 
(incontinência) há > 24 horas.
NOtaS: aGreSSãO 
QUADRO 1
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Grupo Po r tuguês de Tr iagem
QUADRO 2
alergias
Não 
laranja
• edema facial?
• edema na língua?
• História significativa de alergia?
• incapacidade de articular frases 
completas?
• Pulso anormal?
• alteração do estado consciência 
de novo?
• saO2 muito baixa?
• Dor severa?
• Prurido severo?
vermelHO
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• estridor?
• Choque?
• Criança não reactiva?
Não
• saO2 baixa?
• exantema eritematoso ou bolhoso?
• Dor moderada?
• Prurido moderado?
amarelO
verDe
Sim
azul
• inflamação 
local?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Prurido ligeiro?
• Problema 
recente?
Não 
Não 
Sim
Sim
Sim
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
97
ver também NOtaS DO QUaDrO
Asma
Estado de inconsciência/síncope
Indisposição do adulto
Mordeduras e picadas
Este quadro permite a priorização de situações relacionadas com alergia.
Os doentes com reacções alérgicas, apresentam-se com situações que podem ir desde 
o choque anafilático até ao prurido.
São usados discriminadores gerais, como alteração do estado de consciência, e 
específicos de modo a identificar situações mais urgentes.
DiScrimiNaDOreS eSpecíficOS explicaçãO
Edema da face Inchaço difuso na face, envolvendo habitualmente os lábios.
Edema da língua Inchaço ou aumento de volume da língua, em qualquer grau.
Exantema eritematoso 
ou bolhoso
Qualquer erupção de vesículas que cobrem uma área superior a 10% da superfície 
corporal.
História significativa de alergia É significativa uma sensibilidade conhecida com reacção grave (ex. nozes ou picadas de abelha).
Incapacidade de articular frases 
completas
Doentes com dificuldade respiratória tão grande que não conseguem articular frases 
curtas numa só expiração.
Inflamação local A inflamação local envolve dor, edema e eritema confinados a um determinado local ou área.
Pulso anormal Bradicardia (< 60 min.), taquicardia (> 120 min.) ou arritmia de novo, ou que não se consiga negar como pré-existente.
SaO2 baixa Uma saturação de < 95% com ar atmosférico.
SaO2 muito baixa Uma saturação < 95% com terapêutica O2 suplementar ou < 90% com ar atmosférico.
NOtaS: alerGiaS 
QUADRO 2
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QUADRO 3
asma
laranja
• Incapacidade de articular frases 
 completas?
• História significativa de doença 
respiratória?
• Pulso anormal?
• saO2 muito baixa?
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• PEFr muito baixa?
vErmElHO
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• Choque?
• Criança não reactiva?
Não 
Sim
Sim
Não 
Não
• saO2 baixa?
• asma sem melhoria com 
 o seu tratamento habitual?
• PEFr baixo?
amarElO
vErdE
Sim
azul
• Broncospasmo
• Provável 
infecção 
respiratória
• Problema 
recente?
Não 
Sim
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
99
ver também NOtaS DO QUaDrO
Alergias
Dispneia
Dispneia na criança
Este fluxograma destina-se a doentes que apresentam exacerbações de asma 
conhecida. A gravidade dos casos de asma que se apresentam varia desde risco de 
vida a repetição da prescrição de inaladores. É usado um determinado número de 
discriminadores gerais, incluindo risco de vida, grau de consciência (em adultos e 
crianças), e saturação de oxigénio. Os discriminadores específicos são incluídos para 
identificar sinais e sintomas que indiquem asma grave e que provoquem risco de vida.
DiScrimiNaDOreS eSpecíficOS explicaçãO
Asma sem melhoras com o seu 
tratamento habitual
Esta história deve ser fornecida pelo doente. A ausência de melhoria com uma 
terapêutica de broncodilatadores prescrita pelo médico assistente é igualmente 
significativa.
Broncospasmo Pode ter sibilância audível. Deve ter-se em mente que a dificuldade respiratória grave pode ser silenciosa (o ar não se movimenta).História significativa de doença 
respiratória
História de doença respiratória instável ou de episódios anteriores com perigo de vida. 
Incluir os doentes com oxigénioterapia ou ventilação não invasiva domiciliária.
Incapacidade de articular frases 
completas
Doentes com dificuldade respiratória tão grande que não conseguem articular frases 
curtas numa só expiração.
Fluxo Expiratório Máximo (PEFR) 
baixo
É um PEFR de 50% ou inferior à melhor PEFR prevista (ver escalas em anexo).
Fluxo Expiratório Máximo (PEFR) 
muito baixo
É um PEFR de 33% ou inferior à melhor PEFR, ou PEFR prevista (ver escalas em anexo).
Provável infecção respiratória Quadro caracterizado por tosse, expectoração e/ou dispneia.
Pulso anormal Bradicardia (< 60 min.), taquicardia (> 120 min.) ou arritmia de novo, ou que não se consiga negar como pré-existente.
SaO2 baixa É uma saturação < 95% de O2 respirando ar atmosférico.
SaO2 muito baixa
É uma saturação < 95% com terapêutica de O2 suplementar ou < 90% com ar 
atmosférico.
NOtaS: aSma 
QUADRO 3
100 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
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QUADRO 4
AUTO-AGRESSÃO
lARAnjA
• Dispneia aguda?
• Grande hemorragia incontrolável?
• Alteração do estado de consciência 
de novo?
• Mecanismo de lesão?
• Alto risco de nova auto-agressão?
• Dor severa?
vERMElhO
• Compromisso da via aérea?
• Respiração ineficaz?
• hemorragia exsanguinante?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
Não
• Pequena hemorragia incontrolável?
• Risco moderado de auto-agressão?
• história psiquiátrica signficativa?
• Alteração da coagulação?
• história inapropriada?
• Angústia marcada?
• Dor moderada?
AMARElO vERDE
Não 
Sim
creo
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101
QUADRO 4 
NOTAS: AUTO-AGRESSÃO 
VER TAmbém NOTAS dO QUAdRO
Doença mental
Sobredosagem e envenenamento
Este fluxograma foi concebido para permitir que os doentes que se tenham auto-
-infligido danos físicos a si próprios tenham a prioridade necessária. Foi produzido um 
fluxograma separado para abranger as situações de sobredosagem e envenenamento.
É usado um número de discriminadores gerais que incluem risco de vida, hemorragia, 
grau de consciência, e dor. Os discriminadores específicos permitem a atribuição 
correcta de prioridade aos doentes com um mecanismo de lesão significativo e aos que 
apresentam vários graus de risco de nova auto-agressão.
diScRimiNAdORES ESpEcíficOS ExplicAçÃO
Alteração do estado de consciência 
de novo
Alteração nas últimas 12 horas em relação ao grau pré-existente na Escala de Coma de 
Glasgow. Em caso de dúvida presumir existência de alteração de estado de consciência.
Alto risco de auto-agressão
Confirmação do alto risco de auto-agressão, deve ter em conta nomeadamente, uma 
história significativa prévia de auto-agressão, doentes que activamente tentam auto-
-mutilação ou que tentam sair do serviço de urgência com esse intuito.
Angústia marcada Os doentes que apresentam perturbações físicas ou emocionais acentuadas preenchem este critério.
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina exacerbação de dispneia crónica.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
História psiquiátrica significativa História de doença ou evento psiquiátrico importante.
Mecanismo de lesão
São significativas as lesões penetrantes (facadas ou tiros) e as lesões com elevada 
transferência de energia, tais como quedas de altura, acidentes de tráfego a alta 
velocidade (velocidade superior a 60 km/h), ejecção de um veículo, morte de 
ocupantes e deformação significativa de um veículo. Pode ser especialmente 
significativa a história de saltar de um edifício em chamas ou de exposição a uma 
explosão.
Risco moderado de auto-agressão
Uma visão inicial do risco de auto-agressão poderá ser formada tendo em conta o 
comportamento do doente. Os doentes que não apresentem uma história significativa 
de auto-agressão, que não tentam activamente auto-agredir-se, que não tentam sair do 
serviço de urgência com a intenção de se auto-agredir, são doentes de risco moderado 
de auto-agressão. Em caso de dúvida, presumir alto risco.
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QUADRO 5
bebé que chora
laranja
• Sinais de dor severa?
• Só responde à voz e à dor?
• Prostrado?
• Púrpura?
• erupção cutânea desconhecida?
• criança muito quente?
vermelho
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
• criança não reactiva?
Não 
Sim
Sim
Não 
• Sinais de dor moderada?
• história de perda de consciência?
• história inapropriada?
• Inconsolável pelos pais?
• choro prolongado ou ininterrupto?
• Incapaz de se alimentar?
• criança quente?
amarelo
verde
Sim
azul
• Sinais de dor 
ligeira < a 7 dias?
• Subfebril 
(Febrícula)?
• comportamento 
estranho?
• Problema 
 recente?
Não 
Sim
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
103
QUADRO 5 
NOTAS: BEBÉ QUE CHORA
VER TAMBÉM NOTAS dO QUAdRO
Criança que não se sente bem
Pais preocupados
Este quadro foi concebido para permitir que seja dada a prioridade correcta às crianças 
trazidas pelos pais, sendo o choro a principal queixa. Foram utilizados discriminadores 
gerais que incluem risco de vida, grau de consciência e a dor. Os discriminadores 
específicos permitem o reconhecimento de patologias mais específicas, tais como a 
sepsis, ou indicadores da possível existência de patologias mais graves.
dISCRIMINAdORES ESPECÍFICOS ExPlICAçãO
Choro prolongado ou ininterrupto Qualquer criança que chore continuamente, durante duas horas ou mais, preenche este critério.
Comportamento estranho
Criança que se comporta de forma não habitual numa determinada situação. Os 
tutores prestam frequentemente esta informação de forma voluntária. Estas crianças 
são muitas vezes referidas como "rabugentas" ou “indispostas”.
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
História de perda de consciência
Pode haver uma testemunha fiável que possa dizer se o doente esteve inconsciente 
(e durante quanto tempo). Caso contrário, se o doente não se recorda do incidente 
deve‑se presumir que esteve inconsciente.
Incapaz de se alimentar
Crianças que não ingerem alimentos sólidos ou líquidos (como o esperado) por via oral. 
Crianças que ingerem alimentos mas que em seguida os vomitam poderão também 
preencher este critério.
Inconsolável pelos pais As crianças cujo choro ou angústia não respondem às tentativas de conforto dos pais preenchem este critério.
Prostrado
Os pais poderão descrever os seus filhos como apáticos, pouco reactivos ou 
“molengões”. O tónus é em geral reduzido – o sinal mais notável é o movimento da 
cabeça.
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) sob 
pressão.
Sinais de dor ligeira São todas as crianças em que se suspeita existência de dor e que não se enquadram nos critérios de dor moderada.
Sinais de dor moderada Jovens crianças e bebés com dor moderada não se sabem queixar. Habitualmente, choram contínua ou intermitentemente e são ocasionalmente consoláveis.
Sinais de dor severa
Jovens crianças e bebés com dores severas não se sabem queixar. Habitualmente, 
choram contínua e inconsolavelmente podendo apresentar taquicardia. Poderão exibir 
sinais como palidez e suores.
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QUADRO 6
cefaleia
laranja
• início repentino?
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• Défice neurológico agudo?
• Perda súbita de visão com início nas 
24 horas anteriores?
• Sinais de meningismo?• erupção cutânea desconhecida?
• Púrpura?
• criança muito quente?
• adulto muito quente?
• Dor severa?
vermelho
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
• criança não reactiva?
• convulsão actual?
Não 
Sim
Sim
Não 
• história de T.c.e.?
• história de perda 
de consciência?
• alteração da coagulação?
• história inapropriada?
• recente redução da acuidade visual?
• vómitos persistentes?
• novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos?
• Dor à palpação da região temporal?
• adulto quente?
• criança quente?
• Dor moderada?
amarelo
verDe
Sim
azul
• Subfebril 
(febrícula)?
• vómitos?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim Não 
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
105
QUADRO 6 
NOTAS: CEFALEIA
VEr TAmbém NOTAS dO QuAdrO
T.C.E.
Dor cervical
Um largo número de doenças podem apresentar cefaleias e, nalguns casos, estas 
requerem intervenção urgente. São utilizados discriminadores gerais que incluem 
perigo de vida, grau de consciência, dor e temperatura. Discriminadores específicos 
são usados para identificar causas severas como a hemorragia subaracnóideia e a 
meningococcemia. Sinais neurológicos focais (ou sem dúvida quaisquer sintomas/
sinais neurológicos) em conjunto com a redução de acuidade visual e couro cabeludo 
doloroso são usados para indicar a necessidade de categorização urgente.
dISCrImINAdOrES ESpECíFICOS EXpLICAÇÃO
Convulsão actual Doentes que se encontram em fase tónica ou clónica de uma convulsão epiléptica, e doentes actualmente sofrendo de convulsões preenchem este critério.
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica ≤ 24 horas, incluindo alterações sensitivas, 
redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou alterações funcionais 
vesicais ou do intestino.
Dor à palpação da região temporal Dor à palpação da região temporal (especialmente sobre a artéria).
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, a história é inapropriada.
História de perda de consciência
Pode haver uma testemunha de confiança que possa afirmar se o doente esteve 
inconsciente (e por quanto tempo). Caso contrário, se o doente não for capaz de se 
recordar do incidente deve-se assumir que esteve inconsciente.
Início repentino Início em minutos ou segundos, pode obrigar a pessoa a acordar duante o sono.
Novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitório ou permanente) ou alterações do funcionamento da bexiga ou intestino 
(incontinência) há > 24 horas.
Perda súbita de visão com início 
nas 24 horas anteriores
Perda de visão num ou nos dois olhos durante mais de 24 horas.
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) 
sob pressão.
Recente redução da acuidade 
visual
Qualquer redução da acuidade visual (corrigida) nos últimos 7 dias.
Sinais de meningismo Classicamente, pescoço rígido concomitante com cefaleia e fotofobia.
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QUADRO 7
comportamento estranho
laranja
• alteração do estado de 
consciência de novo?
• Défice neurológico agudo?
• história de sobredosagem 
ou envenenamento?
• alto risco de agressão a terceiros?
• alto risco de auto-agressão?
vermelho
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
• hipoglicemia?
Não 
Sim
Sim
• história de t.c.e.?
• história de perda de consciência?
• novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos?
• história psiquiátrica significativa?
• risco moderado de agressão 
a terceiros?
• risco moderado de auto-agressão?
amarelo verDe
Não 
Sim Não 
creo
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107
QUADRO 7 
NOTAS: COMPORTAMENTO ESTRANHO
VER TAMbéM NOTAS dO QuAdRO
Doença mental
Embriaguez aparente
A causa de os doentes apresentarem um comportamento estranho pode ser de ordem 
psiquiátrica ou física. Este quadro está concebido para permitir que seja dada a estes 
grupos de doentes a adequada prioridade. Os discriminadores gerais incluem risco 
de vida e grau de consciência. São usados discriminadores específicos, em especial os 
conceitos de risco de agressão a terceiros e risco de auto-agressão.
diSCRiMiNAdORES ESPECífiCOS ExPliCAçãO
Alto risco de agressão a terceiros
A possibilidade de um doente tentar agredir outros. Esta situação pode ser avaliada 
tendo em conta o estado mental, a postura corporal e o comportamento. Quando em 
dúvida, presumir alto risco. O alto risco deve ser assumido se o doente tiver acesso a 
armas ou potenciais vítimas ou se constatar perda do auto-controlo.
Alto risco de auto-agressão
Uma visão inicial do risco de auto-agressão pode ser formada tendo em conta o 
comportamento do doente. Os doentes que apresentem histórias significativas de 
auto-agressão, estão a tentar auto agredir-se ou que estão a tentar sair com a intenção 
de se auto-agredir são doentes de alto risco.
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica acontecida ≤ 24 horas, incluindo alterações 
sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou alterações 
funcionais vesicais ou do intestino.
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
História de perda de consciência
Pode haver uma testemunha fiável que possa afirmar se o doente esteve inconsciente 
(e por quanto tempo). Caso contrário, se o doente não for capaz de se recordar do 
incidente, deve-se assumir que esteve inconsciente.
História psiquiátrica significativa História de doença ou evento psiquiátrico importante. 
História de sobredosagem ou 
envenenamento
Esta informação poderá ser prestada por terceiros ou poderá ser deduzida na presença 
de caixas de substâncias perigosas vazias.
Novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitório ou permanente) ou alterações do funcionamento da bexiga ou intestino 
(incontinência) há > 24 horas.
Risco moderado de agressão a 
terceiros
A presença de um risco potencial de agressão a terceiros poderá ser medida 
observando a postura (tensa e rígida), padrões de conversação (voz alta e palavras 
ameaçadoras) e comportamento motor (nervosismo e andar sem parar). Em caso de 
dúvida presumir alto risco.
Risco moderado de auto-agressão
Uma visão inicial do risco de auto-agressão poderá ser formada tendo em conta o 
comportamento do doente. Os doentes que não apresentem uma história significativa 
de auto-agressão, que não tentam activamente auto-agredir-se, que não tentam sair do 
serviço de urgência com a intenção de se auto-agredir, são doentes de risco moderado 
de auto-agressão. Em caso de dúvida, presumir alto risco.
T.C.E. Qualquer acontecimento traumático envolvendo a cabeça preenche este critério.
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QUADRO 8
CONVULSÕES
LaraNja
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• Défice neurológico agudo?
• Sinais de meningismo?
• História de sobredosagem 
ou envenenamento?
• Erupção cutânea desconhecida?
• Púrpura?
• Criança muito quente?
• adulto muito quente?
VErmELHO
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• Choque?
• Criança não reactiva?
• Convulsão actual?
• Hipoglicemia?
Não 
Sim
Sim
Não 
• História de T.C.E.?
• História inapropriada?
• Novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos?
• adulto quente?
• Criança quente?
• História de convulsão?
amarELO
VErDE
Sim
azUL
• Subfebril 
(Febrícula)?
• Cefaleias?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
creo
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109
QUADRO 8 
NOTAS: CONVULSÕES
VEr TAmbém NOTAS dO QUAdrO
Cefaleias
Sobredosageme envenenamento
T.C.E.
Esta situação não é invulgar nas urgências e o Fluxograma está concebido para permitir 
uma categorização rápida de doentes que estão actualmente, ou que estiveram, em 
crise/convulsão. São utilizados discriminadores gerais que incluem perigo de vida, 
grau de consciência e temperatura. Os discriminadores específicos incluem sinais de 
meningismo e perda focal ou perda progressiva de função.
Como acontece com todos os doentes inconscientes, deve fazer-se uma medição 
rápida dos níveis de glicose no sangue para se excluir a hipótese de hipoglicemia.
diSCrimiNAdOrES ESpECífiCOS ExpLiCAçãO
Cefaleia Qualquer dor em redor da cabeça não relacionada com uma determinada estrutura anatómica. A dor facial não está incluída.
Convulsão actual Doentes que se encontram actualmente sofrendo de convulsões (na fase tónica, clónica ou com outra manifestação relevante) preenchem este critério.
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica acontecida ≤ 24 horas, incluindo alterações 
sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou alterações 
funcionais vesicais ou do intestino.
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, a história é inapropriada.
História de sobredosagem ou 
envenenamento
Esta informação poderá ser prestada por terceiros ou poderá ser deduzida na presença 
de caixas de substâncias perigosas vazias.
História de T.C.E. Qualquer acontecimento traumático envolvendo a cabeça preenche este critério.
Novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitória ou permanente) ou alterações no funcionamento da bexiga ou do intestino 
(incontinência) há > 24 horas.
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) sob 
pressão.
Sinais de meningismo Classicamente, pescoço rígido concomitante com cefaleia e fotofobia.
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QUADRO 9
CORPO ESTRANHO
lARANjA
• Grande hemorragia incontrolável?
• Mecanismo de lesão?
• Alteração do estado de consciência 
de novo?
• Traumatismo ocular penetrante?
• Dor severa?
vERMElHO
• Compromisso da via aérea?
• Estridor?
• Respiração ineficaz?
• Hemorragia exsanguinante?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
• História inapropriada?
• Pequena hemorragia incontrolável?
• Dor moderada?
AMARElO
vERDE
Sim
Azul
• Inflamação 
local?
• Infecção local?
• Olho vermelho?
• Dor ligeira < 7 
dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
111
QUADRO 9 
NOTAS: CORPO ESTRANHO
VER TAmbém NOTAS dO QuAdRO
Dor lombar
Feridas
Este fluxograma está concebido para permitir a atribuição da prioridade correcta aos 
doentes que se apresentem com um corpo estranho em qualquer parte do seu corpo. 
A gravidade destes casos vai desde o incómodo ao risco de vida e o quadro permite a 
diferenciação entre os graus de gravidade. São utilizados discriminadores gerais que 
incluem perigo de vida, hemorragia e dor. O único discriminador específico relacionado 
com o local anatómico é o da penetração do globo ocular.
diSCRimiNAdORES ESPECífiCOS ExPliCAçãO
Alteração do estado de 
consciência de novo
Alteração nas últimas 12 horas em relação ao grau pré-existente na Escala de Coma de 
Glasgow. Em caso de dúvida presumir existência de alteração de estado de consciência.
Estridor Som que poderá ser inspiratório ou expiratório, ou ambos. O estridor é ouvido mais claramente quando se respira de boca aberta.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, a história é inapropriada.
Traumatismo ocular penetrante Um evento traumático físico recente que envolva a penetração do globo ocular.
Infecção local A infecção local manifesta-se habitualmente como inflamação (dor, edema e eritema) confinada a um determinado local ou área, com ou sem o aparecimento de pus.
Inflamação local A inflamação local envolve dor, edema e eritema confinados a um determinado local ou área.
Mecanismo da lesão
São significativas as lesões penetrantes (facadas ou tiros) e as lesões com elevada 
transferência de energia, tais como quedas de altura, acidentes de tráfego a alta 
velocidade (velocidade superior a 60 km/h), ejecção de um veículo, morte de 
ocupantes e deformação significativa de um veículo. Pode ser especialmente 
significativa a história de saltar de um edifício em chamas ou de exposição a uma 
explosão.
Olho vermelho Olhos que se apresentam vermelhos. Um olho vermelho pode ser doloroso, ou não, e poderá ser total ou parcialmente afectado.
112 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
QUADRO 10
criança com dificuldade de locomoção
 
laranja
• Sinais de dor severa?
• compromisso vascular distal?
• erupção cutânea desconhecida?
• Púrpura?
• criança muito quente?
vermelho
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
• Sinais de dor moderada?
• dor à mobilização das articulações?
• história inapropriada?
• alteração da coagulação?
• articulação quente?
• criança quente?
amarelo
verde
Sim
azul
• Sinais de dor 
ligeira < 7 dias?
• Subfebril 
(febrícula)?
• deformação?
• edema?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
113
QUADRO 10 
NOTAS: criANçA cOm dificuldAde de lOcOmOçãO
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Lesões nos membros
A criança que se apresenta com dificuldade de locomoção pode ter sofrido um 
traumatismo das partes moles do pé ou do calcanhar, ou estar a desenvolver 
uma artrite séptica da coxa. Este fluxograma está desenhado para permitir 
o estabelecimento da prioridade mais alta a este último caso. São utilizados 
discriminadores gerais que incluem perigo de vida, dor e temperatura.
Discriminadores específicos foram incluídos para permitir que as crianças com 
patologias mais urgentes que ameaçam a função do membro, sejam identificadas 
e aqueles cuja dificuldade de locomoção seja um sinal indirecto de uma doença 
sistémica, sejam detectadas rapidamente.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alteração da coagulação Alteração da coagulação associada a doença hematológica ou terapêutica.
Articulação quente Qualquer aumento de temperatura em redor de uma articulação preenche este critério. Frequentemente acompanhado por eritema.
Compromisso vascular distal Trata-se de uma combinação de palidez, frio, alteração da sensibilidade e dor, com ou sem ausência de pulsação distal à lesão.
Deformação Situação sempre subjectiva. Estão implícitas angulações ou rotações anormais.
Dor à mobilização nas articulações Poderá tratar-se de uma dor por movimento activo (do doente) ou por movimento passivo (pelo examinador).
Edema Inchaço ou aumento de volume.
Edema da face Inchaço difuso na face, envolvendo habitualmente os lábios.
Edema da língua Inchaço ou aumento de volume da língua, em qualquer grau.
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, a história é inapropriada.
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) 
sob pressão.
114 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
QUADRO 11
criança que não se sente bem
laranja
 
• sinais de dor severa?
• só responde à voz e à dor?
• sem reacção aos estimulos 
dos pais?
• sinais de meningismo?
• erupção cutânea desconhecida?
• Púrpura?
•criança muito quente?
• Hipotermia?
vermelHo
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
• Hipoglicemia?
• convulsão actual?
• criança não reactiva?
Não 
Sim
Sim
Não 
• sinais de dor moderada?
• História inapropriada?
• sinais de desidratação?
• retenção urinária/oligoanúria?
• não se alimenta?
• criança quente?
amarelo
verde
Sim
azul
• sinais de dor 
ligeira < 7 dias?
• subfebril 
(Febrícula)?
• comportamento 
estranho?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
115
QUADRO 11 
NOTAS: criANçA que NãO Se SeNTe bem
Ver TAmbém NOTAS dO quAdrO
Bebé que chora
Criança irritável
Pais preocupados
Este fluxograma pretende priorizar crianças que não têm uma doença específica, mas 
que não se sentem bem.
O número de discriminadores gerais usados incluindo perigo de vida, grau de 
consciência, dor e temperatura.
O número de discriminadores específicos foram incluídos para permitir a identificação 
de patologia grave, como meningococcémia.
Isto pode levar mais tempo que a observação inicial.
O BM test nas crianças não diabéticas só é obrigatório se existir alteração do estado de 
consciência. 
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Comportamento estranho
Criança que se comporta de forma não habitual numa determinada situação. Os 
tutores prestam frequentemente esta informação de forma voluntária. Estas crianças 
são muitas vezes referidas como rabugentas ou “indispostas”.
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
Não se alimenta
Crianças que não ingerem alimentos sólidos ou líquidos (como o esperado) por via oral. 
Crianças que ingerem alimentos mas que em seguida a vomitam poderão também 
preencher este critério.
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) 
sob pressão.
Retenção de urinária/oligoanúria Incapacidade de urinar com distensão da bexiga e ou oligoanúria.
Sem reacção aos estímulos 
dos pais
A falta de qualquer tipo de reacção à cara ou a voz dos pais. Reacções anormais e uma 
aparente falta de reconhecimento dos pais são sinais preocupantes.
Sinais de desidratação
Incluindo secura da língua, olhos afundados, turgir cutâneo aumentado e, em bebés, 
uma fontanela anterior afundada. Habitualmente, associada a uma diminuição do 
débito urinário.
Sinais de meningismo Classicamente, pescoço rígido concomitante com cefaleia e fotofobia.
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QUADRO 12
criança irriTÁVEL
Laranja
 
• Sinais de dor severa?
• Só responde à voz e à dor?
• História de sobredosagem 
ou envenenamento?
• Sinais de meningismo?
• Erupção cutânea desconhecida?
• Púrpura?
• criança muito quente?
VErmELHo
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
• Hipoglicemia?
• criança não reactiva?
Não 
Sim
Sim
Não 
• Sinais de dor moderada?
• incapacidade de distracção?
• não se alimenta?
• História inapropriada?
• choro prolongado ou ininterrupto?
• criança quente?
amarELo
VErdE
Sim
azuL
• Sinais de dor 
ligeira < 7 dias?
• Subfebril 
(Febrícula)?
• comportamento 
estranho?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
117
QUADRO 12 
NOTAS: criANçA irriTÁVEL
VEr TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Bebé que chora
Criança que não se sente bem
Pais preocupados
Este fluxograma foi criado para ser usado em crianças até à idade de 1 ano. São 
utilizados discriminadores gerais que incluem perigo de vida, grau de consciência e 
dor. Os discriminadores específicos permitem o reconhecimento de patologias mais 
específicas tais como a septicemia, ou indicadores da possível existência de patologias 
mais graves.
O BM test nas crianças não diabéticas só é obrigatório se existir alteração do estado de 
consciência.
diScrimiNAdOrES ESpEcíficOS ExpLicAçãO
Choro prolongado ou ininterrupto Qualquer criança que chore continuamente, durante duas horas ou mais, preenche este critério.
Criança não reactiva As crianças que não reagem a estímulos verbais ou dolorosos dizem-se sem reacção.
Comportamento estranho
Criança que se comporta de forma não habitual numa determinada situação. Os tutores 
prestam frequentemente esta informação de forma voluntária. Estas crianças são muitas 
vezes referidas como "rabugentas" ou “indispostas”.
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, a história é inapropriada.
História de sobredosagem ou 
envenenamento
Esta informação poderá ser prestada por terceiros ou poderá ser deduzida na presença 
de caixas de substâncias perigosas vazias.
Incapacidade de distracção Crianças angustiadas pela dor, ou por outros factores, e que são incapazes de se distrair com conversa ou brincadeira preenchem este critério.
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) sob 
pressão.
Não se alimenta
Crianças que não ingerem alimentos sólidos ou líquidos (como o esperado). Crianças 
que ingerem alimentos, mas que em seguida os vomitam poderão também preencher 
este critério.
Sinais de meningismo Classicamente, pescoço rígido concomitante com cefaleia e fotofobia.
Sinais de dor moderada Jovens crianças e bebés com dor moderada não se sabem queixar. Habitualmente, choram continua ou intermitentemente e são ocasionalmente consoláveis.
Sinais de dor severa
Jovens crianças e bebés com dores severas não se sabem queixar. Habitualmente, 
choram contínua e inconsolavelmente podendo apresentar taquicardia. Poderão exibir 
sinais como palidez e suores.
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QUADRO 13
DIABETES
lArAnjA
�
•��Alteração�do�estado�de�consciência�
de�novo?
•�Hiperglicemia�com�cetose?
•�Criança�muito�quente?
•�Adulto�muito�quente?
•�Hipotermia?
•�Dor�severa?
vErmElHo
•�Compromisso�da�via�aérea?
•�respiração�ineficaz?
•�Choque?
•�Criança�não�reactiva?
•�Hipoglicemia?
Não 
Sim
Sim
Não 
•�Hiperglicemia?
•�Adulto�quente?
•�Criança�quente?
•�vómitos�persistentes?
•�Dor�moderada?
AmArElo
vErDE
Sim
Azul
•��Subfebril�
(Febrícula)?
•�vómitos?
•��Dor�ligeira��
<�7�dias?
•��Problema�
recente?
Não 
Sim Não 
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
119
QUADRO 13 
NOTAS: DIABETES
VER TAMBÉM NOTAS DO QuADRO
Este fluxograma está concebido para permitir a categorização de doentes que se 
apresentem com casos conhecidos de diabetes. São utilizados discriminadores gerais 
que incluem risco de vida, grau de consciência (tanto para adulto como para criança), 
nível de glicemia e temperatura.
DIScRIMINADORES ESpEcífIcOS EXpLIcAÇÃO
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
Hiperglicemia Glicemia superior a 300 mg/dl.
Hiperglicemia com cetose Glicemia superior a 200 mg/dl com cetonémia (ou cetonúria) ou sinais de acidose (respiração profunda, etc.).
Hipotermia
Se a pele se encontrar fria, considera-se que o doente está clinicamente frio. 
A temperatura deve ser medida logo que possível – uma temperatura central de < 35°C 
é considerada hipotermia.
Vómitos persistentes Vómitos constantes e/ou frequentes, podendo ser acompanhados de náusea.
120 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
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QUADRO 14
DIARREIA E/OU VÓMITOS
lARAnjA
 
• Alteração do estado de consciência 
de novo?
• Sem reacção aos estímulos 
dos pais?
• Hematoquésias ou rectorragias?
• Hematemeses?• letárgico?
• Criança muito quente?
• Adulto muito quente?
• Dor severa?
VERMElHO
• Compromisso da via aérea?
• Respiração ineficaz?
• Choque?
• Criança não reactiva?
Não 
Sim
Sim
Não 
• Fezes pretas ou raiadas de sangue?
• História de hematemeses?
• Sinais de desidratação?
• Vómitos persistentes?
• Adulto quente?
• Criança quente?
• Dor moderada?
AMARElO
VERDE
Sim
AzUl
• Subfebril?
• Vómitos?
• Dor ligeira 
< 7 dias? 
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
121
QUADRO 14 
NOTAS: diArreiA e/Ou vómiTOS
ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Dor abdominal
Dor abdominal nas crianças
Hemorragia gastrointestinal
Os casos de diarreia são comuns nas urgências e algumas patologias graves podem 
apresentar-se desta forma. Os discriminadores gerais incluem risco de vida e dor. Os 
discriminadores asseguram que os doentes que estão com hemorragia digestiva e os 
que apresentam diarreias mais graves são incluídos nas categorias apropriadas.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Fezes pretas ou raiadas de sangue
As fezes aparecem com cor vermelho-escura. A ausência periódica ou temporária deste 
tipo de manifestação, não exclui o diagnóstico.
Qualquer sinal de apresentação de fezes pretas, constitui um alerta.
Hematemeses O sangue expelido no vómito poderá ser fresco (vermelho-vivo) ou escuro, ou com aparência de borras de café.
Hematoquesias, melenas ou 
rectorragias
Numa hemorragia gastrointestinal maciça e activa, o sangue vermelho-escuro é 
expelido pelo recto. À medida que aumenta o tempo de trânsito gastrointestinal o 
sangue torna-se mais escuro – vindo a tornar-se em melenas.
História de hematemese Hematemese recente e clinicamente evidente, vómitos de sangue alterado (borras de café) ou de sangue misturado com vómito.
História significativa de diarreia Diarreia que, pela frequência e/ou volume, implica risco iminente de desidratação.
Letargia Diminuição do tónus muscular e alteração da postura corporal.
Sem reacção aos estímulos dos 
pais
A falta de qualquer tipo de reacção à cara ou a voz dos pais. Reacções anormais e uma 
aparente falta de reconhecimento dos pais são sinais preocupantes.
Sinais de desidratação
Sinais que incluem secura da língua, olhos afundados, turgor cutâneo aumentado e, em 
bebés, uma fontanela anterior afundada. Habitualmente associada a uma diminuição 
do débito urinário.
Vómitos persistentes Vómitos constantes e/ou frequentes, podendo ser acompanhados de náuseas.
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QUADRO 15
dispneia
laranja
�
•�dor�precordial?
•�saO2�muito�baixa?
•��incapacidade�de�articular��
frases�completas?
•�Hemoptise?
•��História�significativa�de�doença�
respiratória?
•�início�agudo�pós-traumático?
•�pulso�anormal?
•��alteração�do�estado�de�consciência�
de�novo?
•�exaustão?
•�dor�epigástrica?
•�adulto�muito�quente?
•�peFr�muito�baixo?
vermelHO
•�Compromisso�da�via�aérea?
•�respiração�ineficaz?
•�estridor?
•�Baba-se?
•�Choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
•�saO2�baixa?
•�História�de�hemoptise?
•�dor�pleurítica?
•�adulto�quente?
•�peFr�baixo?
amarelO
verde
Sim
azul
•�Broncospasmo?
•��provável�
infecção�
respiratória?
•��Traumatismo�
torácico?
•��subfebril�
(Febrícula)?
•��problema�
recente?
Não 
Sim Não 
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
123
QUADRO 15 
NOTAS: diSpNeiA
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Asma
Dispneia na criança
Indisposição no adulto
Dispneia pode ser sintoma de problemas cardiovasculares e respiratórios.
São utilizados discriminadores gerais que incluem risco de vida e a saturação arterial de 
oxigénio.
Discriminadores específicos incluem a presença de asma severa e cardiopatia 
isquémica.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Broncospasmo Pode ter sibilância audível. Deve ter-se em mente que a dificuldade respiratória grave pode ser silenciosa (o ar não se movimenta).
Baba-se Saliva que escorre da boca devido à incapacidade de engolir.
Criança não reactiva As crianças que não reagem a estímulos verbais ou dolorosos dizem-se sem reacção.
Dor epigástrica Entende-se por dor epigástrica a dor ou desconforto no epigastro acompanhado de náusea, hipersudorese e/ou sensação de lipotimia.
Dor pleurítica Dor aguda no tórax, que piora quando se respira, tosse ou espirra.
Dor precordial
Classicamente, uma dor constritiva ou pesada no centro do peito, podendo irradiar 
para o braço esquerdo ou para o pescoço. Poderá estar associada a suores, náuseas, 
sensação de lipotimia e/ou dor epigástrica.
Estridor Som que poderá ser inspiratório ou expiratório, ou ambos. O estridor é ouvido mais claramente quando se respira de boca aberta.
Exaustão Um doente exausto aparenta redução do esforço respiratório apresentando insuficiência respiratória. Esta é uma situação pré-terminal.
Hemoptise Sangue arejado emitido com o esforço da tosse.
História significativa de doença 
respiratória 
História de doença respiratória instável ou de episódios anteriores com perigo de vida. 
Incluir doentes com oxigénioterapia ou ventilação não invasiva domiciliária.
História de traumatismo torácico História de um evento fisicamente traumático recente na região torácica.
Incapacidade de articular frases 
completas
Doentes com dificuldade respiratória tão grande que não conseguem articular frases 
curtas numa só expiração.
Início agudo pós-traumático O início agudo de sintomas imediatamente, ou pouco depois, de um incidente fisicamente traumático.
PEFR baixo PEFR de 50% ou menos do melhor PEFR do ou previsto.
PEFR muito baixo Um PEFR de 33% ou menos melhor do PEFR ou do previsto
Provável infecção respiratória Quadro caracterizado por tosse, expectoração e/ou dispneia.
Pulso anormal Bradicardia (< 60 min.), taquicardia (> 120 min.) ou arritmia de novo, ou que não se consiga negar como pré-existente.
SaO2 baixa Uma saturação de < 95% com ar atmosférico
SaO2 muito baixa Uma saturação < 95% com terapêutica O2 suplementar ou < 90% com ar atmosférico.
124 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
QUADRO 16
dispneia na criança
laranja
 
• saO2 muito baixa?
• Trabalho respiratório aumentado?
• incapacidade de articular 
frases completas?
• Hemoptise?
• História significativa de doença 
respiratória?
• início agudo pós-traumático?
• só responde à voz ou à dor?
• exaustão?
• peFr muito baixo?
vermelHO
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• estridor?
• Baba-se?
• choque?
• criança não reactiva?
Não 
Sim
Sim
Não 
• saO2 baixa?
• História de hemoptise?
• História inapropriada?
• dor pleurítica?
• peFr baixo?
amarelO
verde
Sim
azul
• Broncospasmo?
• provável 
infecção 
respiratória?
• Traumatismo 
torácico?
• problema 
recente?
Não 
Sim Não 
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
125
QUADRO 16 
NOTAS: diSpNeiA NA criANçA
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Asma
Criança que não se sente bem
Este fluxograma só se aplica a crianças com idade inferior a 14 anos.
O número de discriminadores gerais usados incluem risco de vida e a saturação arterial 
de oxigénio.
Discriminadores específicos foram incluídos para permitir a identificação rápida de 
crianças com asma grave ou com patologia igualmente grave. É reconhecido que é 
difícil obter uma leitura do fluxo expiratório máximo em crianças mais novas. Nesse 
caso, este discriminador deve ser ignorado. Não esquecer de adaptar as leituras ao 
fluxo expiratório máximo esperado, relacionado com a idade e o sexo (ver escalas em 
anexo).
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Baba-se Saliva que escorre da boca devido à incapacidade de engolir.
Broncospasmo Pode ter sibilância audível. Deve ter-se em mente que a dificuldade respiratória grave pode ser silenciosa (o ar não se movimenta).
Criança não reactiva As crianças que não reagem a estímulos verbais ou dolorosos dizem-se sem reacção.
Dor pleurítica Dor aguda nopeito, que piora quando se respira, tosse ou espirra.
Estridor Som que poderá ser inspiratório, expiratório, ou ambos. O estridor é ouvido mais claramente quando se respira de boca aberta.
Exaustão Um doente exausto aparenta redução do esforço respiratório, apresentando insuficiência respiratória. Isto é pré-terminal.
Hemoptise Sangue arejado emitido com o esforço da tosse.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
História significativa de doença 
respiratória 
História de doença respiratória instável ou de episódios anteriores com perigo de 
vida. Incluir doentes com oxigénioterapia ou ventilação não invasiva domiciliária.
Incapacidade de articular frases 
completas
Doentes com dificuldade respiratória tão grande que não conseguem articular frases 
curtas numa só expiração.
Início agudo pós-traumático O início agudo de sintomas imediatamente, ou pouco depois, de um incidente fisicamente traumático.
PEFR baixo PEFR de 50% ou menos do melhor PEFR ou do previsto.
PEFR muito baixo Um PEFR de 33% ou menos do melhor PEFR ou do previsto
Provável infecção respiratória Quadro caracterizado por tosse, expectoração e/ou dispneia.
SaO2 baixa Uma saturação de < 95% com ar atmosférico.
SaO2 muito baixa Uma saturação < 95% com terapêutica O2 suplementar ou < 90% com ar atmosférico.
Trabalho respiratório aumentado O aumento do esforço respiratório é demonstrado por sinais como a frequência respiratória aumentada, o uso de músculos acessórios e/ou estridor ou gemido.
Traumatismo torácico Qualquer trauma na região torácica.
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QUADRO 17
DOENÇA MENTAL
LArANjA
 
• Alteração do estado de consciência 
de novo?
• Alto risco de agressão a terceiros?
• Alto risco de auto-agressão?
vErMELhO
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• Choque?
• hipoglicemia?
Não 
Sim
Sim
• história psiquiátrica significativa?
• risco moderado de agressão a 
terceiros?
• risco moderado de auto-agressão?
• Angústia marcada?
• Comportamento disruptivo?
AMArELO
vErDE
Não 
Sim
Não 
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
127
QUADRO 17 
NOTAS: DOENÇA MENTAL
VEr TAMbéM NOTAS DO QuADrO
Comportamento estranho
Embriaguez aparente
Este fluxograma foi desenhado para permitir a priorização dos doentes que se 
apresentam com doença mental recente ou já conhecida. Este mapa deveria incluir 
doentes cuja queixa principal indica uma doença mental.
São utilizados discriminadores gerais incluindo risco de vida e grau de consciência.
Os discriminadores específicos incluídos permitem uma priorização dos pacientes com 
história de doença psiquiátrica significativa já conhecida e dos que têm vários graus de 
risco de causar lesões a si próprios ou a terceiros. Os doentes disruptivos que sofrem de 
grande perturbação/agitação, devem ser colocados na categoria urgente.
DiScriMiNADOrES ESpEcíficOS ExpLicAÇãO
Alteração do estado de 
consciência de novo
Alteração nas últimas 12 horas em relação ao grau pré-existente na Escala de Coma de 
Glasgow. Em caso de dúvida presumir existência de alteração de estado de consciência.
Alto risco de agressão a terceiros
A possibilidade de um doente tentar agredir outros. Esta situação pode ser avaliada 
tendo em conta o estado mental, a postura corporal e o comportamento. Quando em 
dúvida, presumir alto risco. O alto risco deve ser assumido se o doente tiver acesso a 
armas ou potenciais vítimas ou se constar perda de autocontrolo.
Alto risco de auto-agressão
Uma visão inicial do risco de auto-agressão pode ser formada tendo em conta o 
comportamento do doente. Os doentes que apresentem histórias significativas de 
auto-agressão, que estão a tentar auto-agredir-se ou que estão a tentar sair com a 
intenção de se auto-agredir são doentes de alto risco.
Angústia marcada Os doentes que apresentem perturbações fisicas ou emocionais acentuadas preenchem este critério.
Comportamento disruptivo O comportamento disruptivo é um comportamento que afecta a boa ordem de serviço de urgências. Poderá ou não ser ameaçador.
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
História psiquiátrica significativa História de doença ou evento psiquiátrico importante.
Risco moderado de agressão 
a terceiros
A presença de um risco potencial de agressão a terceiros poderá ser medida 
observando a postura (tensa e rígida), padrões de conversação (voz alta e palavras 
ameaçadoras) e comportamento motor (nervosismo e andar sem parar). Em caso de 
dúvida, presumir alto risco.
Risco moderado de auto-agressão
Uma visão inicial do risco de auto-agressão poderá ser formada tendo em conta o 
comportamento do doente. Os doentes que não apresentem uma história significativa 
de auto-agressão, que não tentam activamente auto-agredir-se, que não tentam sair do 
serviço de urgência com a intenção de se auto-agredir, são doentes de risco moderado 
de auto-agressão. Em caso de dúvida, presumir alto risco.
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QUADRO 18
DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
LARANjA
 
• Alteração do estado de consciência 
de novo?
• Erupção cutânea desconhecida?
• Púrpura?
• Adulto muito quente?
• Dor severa?
VERMELhO
• Compromisso da via aérea?
• Respiração ineficaz?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
• Dor testicular?
• Exantema eritematoso ou bolhoso?
• Imunossupressão conhecida?
• Dor à mobilização das articulações?
• Articulação quente?
• Adulto quente?
• Dor moderada?
AMARELO
VERDE
Sim
AzUL
• Subfebril 
(Febrícula)?
• Corrimento?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim Não 
creo
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129
QUADRO 18 
NOTAS: DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
VER TAMbéM NOTAS DO QUADRO
Este fluxograma foi incluído de forma a categorizar os doentes que são observados 
com doenças sexualmente transmissíveis óbvias ou já conhecidas. Os discriminadores 
gerais incluem risco de vida, dor e temperatura.
Discriminadores específicos foram adicionados para identificação de situações mais 
urgentes, como a infecção por gonococos.
É importante que alguns preconceitos relacionados com estas doenças não impeçam 
uma triagem adequada.
DIScRIMINADORES ESpEcÍfIcOS EXpLIcAÇãO
Corrimento Corrimento anormal pelo pénis ou pela vagina.
Dor à mobillização 
das articulações
Poderá tratar-se de uma dor por movimento activo (do doente) ou por movimento 
passivo (pelo examinador).
Dor testicular Dor nos testículos.
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
Exantema eritematoso ou bolhoso Qualquer erupção de vesículas que cubram uma área superior a 10% da superfície corporal.
Imunossupressão conhecida Qualquer doente sujeito à administração de medicamentos imunossupressores (incluindo corticosteróides a longo prazo) ou com doença que cause imunossupressão.
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) sob 
pressão.
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QUADRO 19
dor abdominal
laranja
 
• dor irradiando para a região dorsal?
• Hematemeses?
• Hematoquesias ou rectorragias?
• Hemorragia vaginal em 
gestação > 20 semanas?
• adulto muito quente?
• dor epigástrica?
• dor severa?
vermelHo
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
• Possível gravidez?
• dor que irradia para o ombro?
• Fezes pretas ou raiadas de sangue?
• História de hematemeses?
• vómitos persistentes?
• adulto quente?
• dor moderada?
amarelo
azul
• vómitos?
• dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim Não 
verde
Sim
creo
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131
QUADRO 19NOTAS: dOr AbdOmiNAl
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Diarreia/vómitos
Hemorragia gastrointestinal
Gravidez
A dor abdominal é uma situação comum de apresentação no serviço de urgência. São 
usados discriminadores gerais que incluem risco de vida e dor. Os discriminadores 
específicos estão incluídos nas prioridades laranja e amarelo de forma a garantir que 
as patologias mais graves sejam adequadamente valorizadas. Os discriminadores são 
incluídos, em especial, para assegurar que os doentes com hemorragia gastrointestinal 
grave ou moderada, ou os que apresentam sinais de irritação retroperitoneal ou 
diafragmática, sejam classificados numa categoria adequadamente elevada.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Dor epigástrica Entende-se por dor epigástrica a dor ou desconforto no epigastro acompanhada de náuseas, hipersudorese e/ou sensação de lipotimia.
Dor que irradia para o ombro Dor sentida na extremidade do ombro pode ser indicativa de uma irritação diafragmática. Pode co-existir com dor epigástrica.
Dor com irradiação para a região 
dorsal
Dor que é também sentida no dorso, de forma intermitente ou constante.
Dor à mobilização das articulações Poderá tratar-se de uma dor por movimento activo (do doente) ou por movimento passivo (pelo examinador).
Fezes pretas ou raiadas de sangue
As fezes aparecem com cor vermelho-escura. A ausência periódica e temporária deste 
tipo de manifestação, não é regra para se excluir um diagnóstico.
Qualquer sinal de apresentação de fezes pretas constitui um alerta.
Hemorragia vaginal em gestação 
> 20 semanas
Qualquer perda sanguínea pela vagina em grávida com > 20 semanas de gestação.
Hematemeses O sangue expelido no vómito pode ser fresco (vermelho-vivo) ou escuro ou com aspecto de borras de café.
Hematoquesias ou rectorragias
Em caso de hemorragia gastrointestinal maciça activa, o sangue vermelho passa pelo 
recto. À medida que o tempo de trânsito gastrointestinal aumenta, o sangue torna-se 
mais escuro.
Possível gravidez
Qualquer mulher com amenorreia poderá considerar a possibilidade de gravidez. Além 
disso, qualquer mulher em idade de procriação que pratique sexo não protegido deve 
considerar a possibilidade de gravidez.
Vómitos Qualquer vómito preenche este critério.
Vómitos persistentes Vómitos constantes e/ou frequentes, podendo ser acompanhados de náuseas.
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QUADRO 20
dor abdominal na criança
laranja
 
• Sinais dor severa?
• Hematemeses?
• Hematoquesias ou rectorragias?
• criança muito quente?
• Púrpura?
• Erupção cutânea desconhecida?
vErmElHo
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
• Sinais de dor moderada?
• inconsolável pelos pais?
• massa abdominal visível?
• Fezes pretas ou raiadas de sangue?
• História de hematemeses?
• vómitos persistentes?
• História inapropriada?
• criança quente?
amarElo
azul
• Sinais de dor 
ligeira < 7 dias?
• vómitos?
• Problema 
recente?
Não 
Sim Não 
vErdE
Sim
creo
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133
QUADRO 20 
NOTAS: dOr AbdOmiNAl NA criANçA
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Diarreia/vómitos
As crianças que apresentam dores abdominais podem ter diversas patologias, e 
este quadro foi concebido para permitir uma atribuição de prioridades nestes casos. 
São utilizados discriminadores gerais, incluindo risco de vida e dor. São incluídos 
discriminadores específicos para assegurar que as crianças que apresentam hemorragia 
activa, ou as que apresentam patologias ou sintomas mais graves, tais como abdómen 
agudo, são observadas com urgência.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
Fezes pretas ou raiadas de sangue
As fezes aparecem com cor vermelha-escura. A ausência periódica ou temporária deste 
tipo de manifestação não é regra para se excluir um diagnóstico.
Qualquer sinal de apresentação de fezes pretas constitui um alerta.
Hematemeses O sangue expelido no vómito pode ser fresco (vermelho vivo) ou escuro, ou com aspecto de borras de café.
Hematoquesias ou rectorragia
Numa hemorragia gastrointestinal maciça e activa o sangue vermelho é expelido pelo 
recto. À medida que aumenta o tempo de trânsito gastrointestinal, o sangue torna-se 
mais escuro.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
Inconsoláveis pelos pais As crianças cujo choro ou angústia não respondem às tentativas de conforto dos pais preenchem este critério.
Massa abdominal visível Uma massa visível na observação do abdómen.
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) 
sob pressão.
Sinais de dor moderada Crianças jovens e bébés com dor moderada não se sabem queixar. Habitualmente choram contínua ou intermitentemente e são ocasionalmente consoláveis.
Sinais de dor severa
Crianças jovens e bébés com dores severas não se sabem queixar. Habitualmente 
choram contínua e inconsolavelmente podendo sofrer de taquicardia. Poderão exibir 
sinais como palidez e suores.
Vómitos Qualquer vómito preenche este critério.
Vómitos persistentes Vómitos constantes e/ou frequentes, podendo ser acompanhados de náuseas.
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QUADRO 21
dor cervical
laranja
 
• Sinais de meningismo?
• défice neurológico agudo?
• erupção cutânea desconhecida?
• Púrpura?
• criança muito quente?
• adulto muito quente?
• dor severa?
vermelho
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
• Traumatismo directo da região 
cervical?
• novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos?
• adulto quente?
• criança quente?
• dor moderada?
amarelo
azul
• dor ligeira 
< 7 dias? 
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
verde
Sim
creo
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135
QUADRO 21 
NOTAS: dOr cervicAl
ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Cefaleia
Dor lombar
Dor na região cervical pode ocorrer na presença de patologia local ou por irritação 
meníngea. Este quadro foi criado para rapidamente serem identificados os doentes 
com sinais ou sintomas que indicam patologias mais urgentes.
São utilizados discriminadores gerais que incluem risco de vida, dor e temperatura.
Os discriminadores específicos que indicam meningite estão incluídos na categoria 
laranja.
Casos de dor na região cervical após um trauma directo ou não associada a sinais 
neurológicos, ou outros, são categorizados como amarelos.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica acontecida ≤ 24 horas, incluindo alterações 
sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou alterações 
funcionais vesicais ou do intestino.
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
Novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitório ou permanente) ou alterações do funcionamento da bexiga ou intestino 
(incontinência) há > 24 horas.
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) sob 
pressão.
Sinais de meningismo Classicamente, pescoço rígido concomitante com cefaleia e fotofobia.
Traumatismo directo da região 
cervical
Poderá ser vertical (carga), por exemplo quando algo cai sobre a cabeça, por flexão se 
dobra (para a frente, para trás, para os lados), por torção ou distensão (enforcamento).
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QUADRO 22
dor de garganta
laranja
 
• alteração do estado de consciênciade novo?
• adulto muito quente?
• Criança muito quente?
• dor severa?
vermelho
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• estridor?
• Baba-se?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
• história de viagens ao estrangeiro?
• Instalação súbita?
• adulto quente?
• Criança quente?
• dor moderada?
amarelo
azul
• Subfebril 
(Febrícula)?
• dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
verde
Sim
creo
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137
QUADRO 22 
NOTAS: dOr de gArgANTA
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Criança que não se sente bem
Dispneia
Dispneia na criança
Indisposição no adulto
São utilizados discriminadores gerais que incluem risco de vida, dor e temperatura.
O fluxograma foi criado para reconhecer prioridades nos doentes com dor de garganta. 
A dor de garganta afecta a via respiratória e pode-se estar perante uma prioridade 
elevada.
Discriminadores específicos estão incluídos para indicar a alta probabilidade de uma 
patologia mais grave.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alteração do estado de 
consciência de novo
Alteração nas últimas 12 horas em relação ao grau pré-existente na Escala de Coma de 
Glasgow. Em caso de dúvida presumir existência de alteração de estado de consciência.
Baba-se Saliva que escorre da boca devido à incapacidade de engolir.
Estridor Som que poderá ser inspiratório, expiratório, ou ambos. O estridor é ouvido mais claramente quando se respira de boca aberta.
História de viagens ao estrangeiro Viagens ao estrangeiro nas últimas 2 semanas.
Instalação súbita Início ≤ 12 horas.
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QUADRO 23
dor lombar
laranja
 
• défice neurológico agudo?
• mecanismo de lesão?
• Criança muito quente?
• adulto muito quente?
• dor abdominal?
• dor severa?
vermelho
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
• novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos?
• Traumatismo directo da região 
lombar?
• Incapacidade de andar?
• adulto quente?
• Criança quente?
• Cólica?
• história inapropriada?
• dor moderada?
amarelo
azul
• dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
verde
Sim
creo
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139
QUADRO 23 
NOTAS: dOr lOmbAr
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Dor abdominal
Dor cervical
A dor lombar pode representar um episódio agudo ou a exacerbação aguda de um 
problema crónico. São utilizados discriminadores gerais, incluindo risco de vida, dor 
e temperatura. Os discriminadores específicos são incluídos para permitir que seja 
atribuída a categoria correcta aos problemas mais urgentes. Os discriminadores são 
especialmente incluídos para permitir a classificação de um aneurisma abdominal e de 
doentes com sintomas e sinais neurológicos no seguimento de um prolapso discal.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Cólicas Dores intermitentes. A cólica renal tem tendência a aparecer e a desaparecer durante um período de mais ou menos 20 minutos.
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica acontecida ≤ 24 horas, incluindo alterações 
sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou alterações 
funcionais vesicais ou do intestino.
Dor abdominal
Dor abdominal associada a dor lombar deverá ser valorizada pois pode corresponder 
a ruptura de aneurisma da aorta ou se relacionada com hemorragia vaginal pode estar 
associada a gravidez ectópica ou aborto espontâneo.
Incapacidade de andar
É importante tentar distinguir entre doentes com dor e dificuldade em andar e aqueles 
que não conseguem andar. Apenas estes últimos podem ser considerados como 
incapazes de se locomover.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
Mecanismo de lesão
São significativas as lesões penetrantes (facadas ou tiros) e as lesões com elevada 
transferência de energia, tais como quedas de altura, acidentes de tráfego a alta 
velocidade (velocidade superior a 60 km/h), ejecção de um veículo, morte de 
ocupantes e deformação significativa de um veículo. Pode ser especialmente 
significativa uma história de saltar de um edifício em chamas ou de exposição a uma 
explosão.
Novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitório ou permanente) ou alterações do funcionamento da bexiga ou do intestino 
(incontinência) há > 24 horas.
Traumatismo directo da região 
lombar
Poderá ser vertical (carga), por exemplo, quando alguém cai de pé ou se dobra (para a 
frente, para trás ou para os lados), ou por torção.
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QUADRO 24
dor testicular
laranja
 
• idade ≤ 25 anos?
• Gangrena escrotal?
• adulto muito quente?
• criança muito quente?
• dor severa?
vermelho
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
 • celulite escrotal?
• cólica?
• vómitos persistentes?
• adulto quente?
• criança quente?
• dor moderada?
amarelo
azul
• traumatismo 
escrotal?
• vómitos?
• dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim Não 
verde
Sim
creo
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141
QUADRO 24 
NOTAS: dOr TeSTiculAr
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Dor abdominal
Este é um fluxograma das situações apresentadas. Dor testicular pode ser indicativa de 
diversas patologias, a mais urgente é a torção do testículo.
São usados discriminadores gerais que incluem risco de vida, dor e temperatura.
Discriminadores específicos estão incluídos na prioridade laranja e designados para 
indicar que estes doentes têm alta probabilidade de torção dos testículos.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Celulite escrotal Vermelhidão e edema à volta do escroto.
Cólica Dores intermitentes. A cólica renal tem tendência a aparecer e a desaparecer durante um período de mais ou menos 20 minutos.
Gangrena escrotal
Pele morta, escurecida em redor do escroto e virilha. A gangrena precoce poderá 
não escurecer mas aparecer como uma queimadura de espessura total, com ou sem 
descamação.
Traumatismo escrotal Qualquer traumatismo recente que envolveu o escroto.
Vómitos persistentes Vómitos constantes e/ou frequentes, podendo ser acompanhados de náuseas.
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QUADRO 25
dor torácica
laranja
 
• dor precordial?
• dispneia aguda?
• Pulso anormal?
• adulto muito quente?
• dor severa?
vermelho
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
 
• dor pleurítica?
• vómitos persistentes?
• história cardíaca significativa?
• adulto quente?
• dor moderada?
amarelo
azul
• vómitos?
• dor ligeira 
< 7 dias?
• Subfebril 
(Febrícula)?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
verde
Sim
creo
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143
QUADRO 25 
NOTAS: dOr TOrácicA
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
A dor torácica é uma situação comum no serviço de urgência e constitui cerca 
de 2-5% do total de doentes que aí se apresentam. As causas da dor torácica vão 
desde o enfarte agudo do miocárdio até à irritação muscular e a sua categorização 
é absolutamente primordial. São utilizados discriminadores gerais que incluem risco 
de vida e dor. Os discriminadores específicos incluem a natureza e gravidade da dor 
(cardíaca ou pleural) e as anomalias de pulso.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina exacerbação de dispneia crónica.
Dor pleurítica Dor aguda no peito que piora quando se respira, tosse ou espirra.
Dor precordial
Classicamente, uma dor constritiva ou pesada no centro do peito, podendo irradiar 
para o braço esquerdo ou para o pescoço. Poderá estar associada a suores,náuseas 
sensação de lipotimia e/ou dor epigástrica.
História cardíaca significativa Antecedentes de doença cardíaca com risco significativo de vida (doença coronária ou disritmia).
Pulso anormal Bradicardia (< 60 min.), taquicardia (> 120 min.) ou arritmia de novo, ou que não se consiga negar como pré-existente.
Vómitos persistentes Vómitos constantes e/ou frequentes, podendo ser acompanhados de náuseas.
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QUADRO 26
embriaguez aparente
laranja
 
• alteração do estado de consciência 
não completamente atribuível ao 
álcool?
• Défice neurológico agudo?
• História inadequada?
• Hipotermia?
vermelHo
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• Choque?
• Criança não reactiva?
• Convulsão actual?
• Hipoglicemia?
Não 
Sim
Sim
Não 
 
• alteração do estado consciência 
totalmente atribuível ao álcool?
• novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos?
• História de perda de consciência?
• História inapropriada?
• História t.C.e.?
amarelo
azul
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• traumatismo 
recente?
Não 
Sim
Não 
verDe
Sim
creo
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145
QUADRO 26 
NOTAS: embriAguez ApAreNTe
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Comportamento estranho
Estado de inconsciência/síncope
T.C.E.
Um grande número de doentes acorrem ao serviço de urgência em aparente estado de 
embriaguez. Este fluxograma reconhece implicitamente que nem todos esses doentes 
estão embriagados. O fluxograma está concebido para uma identificação cuidadosa, a 
fim de assegurar que os doentes com patologias que os façam parecer embriagados ou 
que estejam gravemente embriagados sejam reconhecidos. A etiologia das alterações 
do estado de consciência é em grande parte irrelevante para a determinação do risco 
do doente – um estado de consciência alterado provocado por drogas ou álcool tem 
a mesma importância clínica das alterações de consciência provocadas por outras 
causas. São utilizados discriminadores incluindo risco de vida e grau de consciência, em 
crianças e nível de glicemia.
Os doentes que têm uma história de ingestão de álcool desadequada devem ser 
observados e tratados rapidamente. Uma condição física ou mental não deve ser 
atribuída ao álcool a menos que exista uma história credível e todas as outras causas 
possam ser excluídas.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alteração do estado de 
consciência totalmente atribuível 
ao álcool
Doente que não se encontra totalmente consciente, com história clara de ingestão de 
álcool, tendo sido excluídas todas as causas que possam causar alteração do estado de 
consciência.
Alteração de estado de 
consciência não totalmente 
atribuível ao álcool
Doente que não se encontra totalmente consciente, com uma história de ingestão de 
álcool e sobre quem existem dúvidas da presença de outras causas de perda do nível 
de consciência, preenchem este critério.
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica acontecida ≤ 24 horas, incluindo alterações 
sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou alterações 
funcionais vesicais ou do intestino.
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
História inadequada
Se não houver uma história clara e inequívoca de ingestão aguda de álcool, e quando 
não se pode excluir uma lesão da cabeça, ingestão de drogas, situação médica 
subjacente, etc., então a história é inadequada.
História inapropriada Se o mecanismo alegado não explicar a lesão ou doença aparente, a história não é apropriada.
História de perda de consciência
Pode haver uma testemunha fiável que possa dizer se o doente esteve inconsciente 
(e durante quanto tempo). Caso contrário, se o doente não se recorda do incidente 
deve‑se presumir que esteve inconsciente.
Novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitório ou permanente) ou alterações do funcionamento da bexiga ou intestino 
(incontinência) há > 24 horas.
T.C.E. Qualquer acontecimento traumático envolvendo a cabeça preenche este critério.
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QUADRO 27
erupções cutâneas
laranja
 
• edema da face?
• edema da língua?
• Dispneia aguda?
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• História significativa de alergia?
• erupção cutânea desconhecida?
• púrpura?
• adulto muito quente?
• criança muito quente?
• Dor severa?
• prurido severo?
vermelHo
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• estridor?
• choque?
• criança não reactiva?
Não 
Sim
Sim
Não 
 • exantema eritematoso 
ou bolhoso?
• História inapropriada?
• adulto quente?
• criança quente?
• Dor moderada?
• prurido moderado?
amarelo
azul
• subfebril 
(Febrícula)?
• Dor ligeira 
< 7 dias ?
• prurido ligeiro?
• problema 
recente?
Não 
Sim Não 
verDe
Sim
creo
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147
QUADRO 27 
NOTAS: erupçõeS cuTâNeAS
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Alergias
Criança que não se sente bem
Indisposição do adulto
Mordeduras e picadas
Uma erupção cutânea pode traduzir uma doença grave como meningococcemia ou 
traduzir apenas um problema crónico como psoríase. Dois discriminadores gerais: 
riscos de vida e temperatura neste fluxograma são usados. Um maior número de 
discriminadores específicos são incluídos nas categorias Laranja e Amarelo de modo a 
assegurar que doenças mais graves sejam triadas adequadamente. Particularmente a 
púrpura e a reacção anafilática aparece na categoria laranja.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina exacerbação de dispneia crónica.
Edema da face Inchaço difuso na face envolvendo habitualmente os lábios.
Edema da língua Inchaço da língua em qualquer grau.
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
Estridor Som que poderá ser inspiratório, expiratório, ou ambos. O estridor é ouvido mais claramente quando se respira de boca aberta.
Exantema eritematoso ou bolhoso Qualquer erupção de vesículas que cobra uma área superior a 10% da superfície corporal.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
História significativa de alergia É significativa a presença de sensibilidade conhecida com reacções graves (ex. a nozes ou à picada da abelha).
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) sob 
pressão.
148 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
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QUADRO 28
estado de inconsciência/síncope
laranja
 
• dor precordial?
• História significativa de alergia?
• dispneia aguda?
• pulso anormal?
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• défice neurológico agudo?
• púrpura?
• erupção cutânea desconhecida?
• adulto muito quente?
• Hipotermia? 
• dor severa?
vermelHo
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
• Hipoglicemia?
• convulsão actual?
Não 
Sim
Sim
Não 
 • História de t.c.e.?
• História de perda 
de consciência?
• História inapropriada?
• novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos?
• adulto quente?
• dor moderada?
amarelo
azul
• subfebril 
(Febrícula)?
• dor ligeira 
< 7 dias?
• problema 
recente?
Não 
Sim
verde
Sim
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
149
QUADRO 28 
NOTAS: eSTAdO de iNcONSciêNciA/SíNcOpe
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Convulsões
Embriaguez aparente
Indisposição no adulto
A situação de inconsciência/síncope não é invulgar no serviço de urgência e este 
quadro está concebido para permitir a triagem rápida dos doentes que se apresentemneste estado. Os discriminadores gerais incluem risco de vida, grau de consciência, dor 
e temperatura. Foram adicionados ao quadro discriminadores específicos para valorizar 
patologias mais graves. Como em qualquer quadro, patologias que potencialmente 
beneficiarem de uma intervenção precoce (como, por exemplo, o enfarte do miocárdio) 
têm deliberadamente uma categorização mais elevada.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alteração do estado de 
consciência de novo
Alteração nas últimas 12 horas em relação ao grau pré-existente na Escala de Coma de 
Glasgow. Em caso de dúvida presumir existência de alteração de estado de consciência.
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica acontecida nas últimas 24 horas, incluindo 
alterações sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou 
alterações funcionais vesicais ou do intestino.
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina exacerbação de dispneia crónica.
Dor precordial
Classicamente, uma dor constritiva ou pesada no centro do peito, podendo irradiar 
para o braço esquerdo ou para o pescoço. Poderá estar associada a suores, náuseas, 
sensação de lipotimia e/ou dor epigástrica.
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
História de perda de consciência
Pode haver uma testemunha fiável que possa dizer se o doente esteve inconsciente 
(e durante quanto tempo). Caso contrário, se o doente não se recorda do incidente 
deve-se presumir que esteve inconsciente.
História inapropriada Se o mecanismo alegado não explicar a lesão ou doença aparente, a história não é apropriada.
História significativa de alergia É significativa a presença de sensibilidade conhecida com reacções graves (ex. a nozes ou à picada da abelha).
Pulso anormal Bradicardia (< 60 min.), taquicardia (>120 min.) ou arritmia de novo, ou que não se consiga negar como pré-existente.
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) 
sob pressão.
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QUADRO 29
exposição a químicos
laranja
 
• alta mortalidade?
• edema da face?
• edema da língua?
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• risco de contaminação?
• sao2 muito baixa?
• Dor severa?
vermelho
• compromisso da via aérea?
• estridor?
• respiração ineficaz?
• choque?
• convulsão actual?
• lesão ocular química?
Não 
Sim
Sim
Não 
 
• mortalidade moderada?
• exantema eritematoso 
ou bolhoso?
• história inapropriada? 
• sao2 baixa?
• Dor moderada?
amarelo
azul
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• problema 
recente?
Não 
Sim Não 
verDe
Sim
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
151
QUADRO 29 
NOTAS: expOSiçãO A químicOS
Ver TAmbém NOTAS dO quAdrO
Dispneia
Dispneia na criança
Sobredosagem ou 
envenenamento
Embora esta situação não seja comum, não deixa de ser importante pela eventual 
gravidade clínica. Os sinais e sintomas nem sempre se enquadram de modo fácil em 
qualquer outro grupo de apresentações. Os discriminadores gerais usados incluem 
risco de vida, grau de consciência, dor e saturação de oxigénio. Foram adicionados 
discriminadores específicos, que incluem os que respeitam a órgãos alvo específicos. 
A lesão química ocular aparece na categoria VERMELHO e a lesão química respiratória 
na LARANJA.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alta mortalidade
Probabilidade da substância ingerida causar doença ou morte. Poderá ser necessário 
pedir aconselhamento ao centro de venenos para estabelecer a situação. Em caso de 
dúvida, presumir alto risco.
Alteração do estado de 
consciência de novo
Alteração nas últimas 12 horas em relação ao grau pré-existente na Escala de Coma de 
Glasgow. Em caso de dúvida presumir existência de alteração de estado de consciência.
Edema da face Inchaço difuso na face, envolvendo habitualmente os lábios.
Edema da língua Inchaço ou aumento de volume de qualquer grau da língua.
Estridor Som que poderá ser inspiratório ou expiratório, ou ambos. O estridor é ouvido mais claramente quando se respira de boca aberta.
Exantema eritematoso ou bolhoso Qualquer erupção de vesículas que cubram uma área superior a 10% da superfície corporal.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
Lesão ocular química
Qualquer substância que salpique ou seja colocada nos olhos que venha a causar 
sensação de picadas, queimadura ou reduza a visão deve presumir-se capaz de causar 
lesão química.
Mortalidade moderada
Probabilidade de substância ingerida causar doença grave ou morte. Poderá ser 
necessário recorrer ao aconselhamento do centro de informações anti-veneno para 
estabelecer o nível de risco do doente. Em caso de dúvida, presumir alto risco.
Risco de contaminação Quando a exposição implica risco de perpetuação da contaminação do próprio ou de terceiros, incluindo profissionais de saúde.
SaO2 baixa Uma saturação de <95% com ar atmosférico.
SaO2 muito baixa Uma saturação <95% com terapêutica O2 suplementar ou <90% com ar atmosférico.
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QUADRO 30
FERIDAS
lARAnjA
�
•��Grande�hemorragia�incontrolável?
•��Compromisso�vascular�distal?
•���Alteração�do�estado�de�consciência�
de�novo?
•��Dor�severa?
vERmElho
•��Compromisso�da�via�aérea?
•��Respiração�ineficaz?
•��hemorragia�exsanguinante?
•��Choque?
Não 
Sim
Sim
Não 
�•��história�inapropriada?
•���Pequena�hemorragia�incontrolável?
•���novos�sintomas�e/ou�sinais�
neurológicos?
•��Dor�moderada?
AmARElo
Azul
•��Infecção�local?
•���Inflamação�
local?
•���Dor�ligeira��
<�7�dias?
•���Traumatismo�
recente?
Não 
Sim Não 
vERDE
Sim
creo
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153
QUADRO 30 
NOTAS: FERIDAS
VER TAmbém NOTAS DO QuADRO
Agressão
Muitos doentes são atendidos no serviço de urgência apresentando diferentes tipos 
de feridas. Estas podem variar de feridas que põem em perigo a vida, até pequenas 
abrasões. Este fluxograma foi desenhado para permitir uma adequada priorização dos 
doentes com feridas.
São usados discriminadores gerais relacionados com o risco de vida, hemorragia e dor.
Discriminadores específicos foram usados para permitir a identificação de doentes com 
sinais ou sintomas, sugerindo ameaça da funcionalidade dos membros.
DIScRImINADORES ESpEcíFIcOS ExplIcAçãO
Alteração do estado de 
consciência de novo
Alteração nas últimas 12 horas em relação ao grau pré-existente na Escala de Coma de 
Glasgow. Em caso de dúvida presumir existência de alteração de estado de consciência.
Compromisso vascular distal Combinação de palidez, frio, alteração sensitiva e/ou dor, com ou sem ausência de pulsação distal à lesão.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
Infecção local A infecção local manifesta-se habitualmente como inflamação (dor, edema e eritema) confinada a um determinado local ou área, com ou sem o aparecimento de pus.
Inflamação local A inflamação local envolve dor, edema e eritema confinados a um determinado local ou área.
Novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitório ou permanente) ou alterações do funcionamento da bexiga ou intestino 
(incontinência), há > 24 horas.
154 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
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QUADRO 31
GRANDE TRAUMATISMO
lARANjA
 
• Dispneia aguda?
• Grande hemorragia incontrolável?
• Alteração do estado de consciência 
de novo?
• Défice neurológico agudo?
• Mecanismo de lesão?
• Dorsevera?
vERMElhO
• Compromisso da via aérea?
• Respiração ineficaz?
• hemorragia exsanguinante?
• Choque?
• Criança não reactiva?
Não 
Sim
Sim
 
• Pequena hemorragia incontrolável?
• história de perda de consciência?
• história clínica significativa?
• Alteração da coagulação?
• Dor moderada?
AMARElO • Reavaliar
Não 
Sim Não 
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
155
QUADRO 31 
NOTAS: GRANDE TRAUMATISMO
VER TAMbéM NOTAS DO QUADRO
Os profissionais de saúde devem reconhecer as eventuais implicações após um 
traumatismo major. Deste modo, a actuação dos profissionais não pode ser baseada 
apenas nas lesões que o doente apresenta. Por isso, poderá não ser seguro categorizar 
os doentes a não ser como urgentes. Em alternativa pode-se usar o fluxograma 
referente ao tipo de traumatismo que o doente sofreu, por exemplo, T.C.E.
Os discriminadores gerais usados incluem risco de vida, hemorragia, grau de 
consciência (adultos e crianças) e dor.
Foram usasdos discriminadores específicos para assegurar que seja atribuida a devida 
prioridade e reconhecidos em tempo correcto os doentes que têm doença médica pré-
 existente e/ou desenvolvimento de novos sinais neurológicos.
DIScRIMINADORES ESpEcífIcOS ExplIcAçãO
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica acontecida nas ≤ 24 horas, incluindo alterações 
sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou alterações 
funcionais vesicais ou do intestino.
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina exacerbação de dispneia crónica.
História clínica significativa Qualquer situação clínica pré-existente que requeira medicação contínua ou outros cuidados.
História de perda de consciência
Pode haver uma testemunha fiável que possa dizer se o doente esteve inconsciente 
(e durante quanto tempo). Caso contrário, se o doente não se recorda do incidente 
deve-se presumir que esteve inconsciente.
Mecanismo de lesão
São significativas as lesões penetrantes (facadas ou tiros) e as lesões com elevada 
transferência de energia, tais como quedas de altura, acidentes de tráfego a alta 
velocidade (velocidade superior a 60 km/h), ejecção de um veículo, morte de 
ocupantes e deformação significativa de um veículo. Pode ser especialmente 
significativa uma história de saltar de um edifício em chamas ou de exposição a uma 
explosão.
Reavaliar Se não houver a certeza quanto à existência de grande traumatismo é necessário reavaliar e pesquisar uma vez mais antes de reclassificar.
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QUADRO 32
gravidez
laranja
�
•���em�trabalho�de�parto?
•���alteração�do�estado�de�consciência�
de�novo?
•���História�de�convulsão?
•���Hemorragia�vaginal�intensa?
•���Hemorragia�vaginal�em�gestação��
>�20�semanas?
•�adulto�muito�quente?
•���dor�severa?
vermelHo
•���Compromisso�da�via�aérea?
•���respiração�ineficaz?
•���Hemorragia�exsanguinante?
•���Choque?
•���apresentação�de�segmentos�fetais?
•���Prolapso�do�cordão�umbilical?
•���Convulsão�actual?
Não 
Sim
Sim
�
•���dor�abdominal?
•���Pressão�arterial�elevada?
•���História�de�traumatismo?
•���História�inapropriada?
•���dor�que�irradia�para�o�ombro?
•���Hemorragia�vaginal?
•�adulto�quente?
•���dor�moderada?
amarelo
•���Subfebril�
(Febrícula)?
•���dor�ligeira�?
Não 
Sim
Não 
verde
creo
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157
QUADRO 32 
NOTAS: GRAvidez
veR TAmbém NOTAS dO QuAdRO
Hemorragia vaginal
A mulher grávida pode ser atendida no serviço de urgência, independentemente do 
mês de gravidez e com uma variedade de queixas. Algumas mulheres desconhecem 
estarem grávidas.
São usados discriminadores gerais que incluem dor e grau de consciência.
São usados discriminadores específicos para o reconhecimento precoce de 
complicações na grávida ao longo da gestação.
diScRimiNAdOReS eSpecíficOS explicAçãO
Apresentação segmentos fetais Fase de nascimento ou o aparecimento de outras partes fetais na vagina.
Dor abdominal
Dor abdominal associada a dor lombar deverá ser valorizada pois pode corresponder 
a ruptura de aneurisma da aorta ou se relacionada com hemorragia vaginal pode estar 
associada a gravidez ectópica ou aborto espontâneo.
Dor que irradia para o ombro Dor sentida na extremidade do ombro pode ser indicativa de uma irritação diafragmática. Pode co-existir com dor epigástrica.
Hemorragia vaginal em gestação 
> 20 semanas
Qualquer perda sanguínea pela vagina em grávida com > 20 semanas de gestação.
Hemorragia vaginal intensa
A perda vaginal é extremamente dificil de avaliar. A presença de grandes coágulos ou 
de um fluxo contínuo preenche este critério. O uso de grandes quantidades de pensos 
higiénicos é sugestivo de grandes perdas.
História de convulsões Uma história de eventos convulsivos durante as seis horas antecedentes. Esta situação é especialmente significativa no fim da gravidez quando poderá significar eclampsia.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
História de traumatismo História de um evento fisicamente traumático recente.
Pressão arterial elevada Qualquer aumento da pressão arterial em relação ao início da gravidez, ou hipertensão arterial conhecida.
Prolapso do cordão umbilical Prolapso de qualquer parte do cordão umbilical através do colo.
Trabalho de parto Qualquer mulher grávida com contracções regulares com intervalo inferior a 15 minutos e/ou ruptura de bolsa de águas preenche este critério.
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QUADRO 33
hemorragia gastrointestinal
laranja
 
• hematemeses?
• hematoquesias ou rectorragias?
• história significativa de hemorragia 
gastrointestinal?
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• Dor severa?
vermelho
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• hemorragia exsanguinante?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
 
• Fezes pretas ou raiadas de sangue?
• história de hematemeses?
• alteração da coagulação?
• vómitos persistentes?
• Dor moderada?
amarelo
• vómitos?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
verDe
Sim
Não 
azul
creo
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159
QUADRO 33 
NOTAS: hemOrrAgiA gASTrOiNTeSTiNAl
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Diarreia/vómito
Dor abdominal
Dor abdominal na criança
Os doentes podem apresentar-se com hemorragia gastrointestinal e com vómitos de 
sangue alterado ou inalterado. São usados discriminadores gerais que incluem e risco 
de vida e dor. São usados discriminadores específicos para indicar a gravidade real da 
hemorragia gastrointestinal. Desta forma, os doentes com vómito agudo de sangue são 
classificados numa categoria mais alta que os que têm uma história de vómito ou fezes 
com sangue.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alteração da coagulação Alteração da coagulação associada a doença hematológica ou terapêutica.
Fezes pretas ou raiadas de sangue Qualquer sinal de apresentação de fezes pretas ou raiadas de sangue constitui um alerta.
Hematemeses O sangue expelido no vómito poderá ser fresco (vermelho-vivo) ou escuro ou com aparência de borras de café.
Hematoquesias, rectorragias 
Numa hemorragia gastrointestinal maciça e activa o sangue vermelho é expelido pelo 
recto. À medida que aumenta o tempo de trânsito gastro intestinal o sangue torna-se 
mais escuro, vindo a transformar em melenas.
História de hematemeses Hematemese recente e clinicamente evidente, vómito de sangue alterado (borras de café) ou de sangue misturado com vómito.
História significativa de 
hemorragia gastrointestinal
História de hemorragia gastrointestinal associada a doença ulcerosa ou varizes 
esofágicas.
Vómitos persistentes Vómitos constantes e/ou frequentes, podendo ser acompanhados de náuseas.
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QUADRO 34
hemorragia vaginal
laranja
 
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• hemorragia vaginal > 20 semanas 
de gestação?
• hemorragia vaginal intensa?
• Dor severa?
vermelho
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• hemorragia exsanguinante?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
 
• Dor abdominal?
• Dor que irradia para o ombro?
• Traumatismo vaginal?
• alteração da coagulação?
• história inapropriada?
• Possibilidade de gravidez?
• Dor moderada?
amarelo
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
verDe
Sim
Não 
azul
creo
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161
QUADRO 34 
NOTAS: hemOrrAgiA vAgiNAl
ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Dor abdominal
Gravidez
Hemorragia vaginal pode ocorrer em mulheres grávidas e não grávidas, com um 
número indefinido de causas. São usados discriminadores gerais que incluem risco de 
vida, hemorragia e dor.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Dor abdominal
Dor abdominal associada a dor lombar deverá ser valorizada pois pode corresponder 
a ruptura de aneurisma da aorta ou se relacionada com hemorragia vaginal pode estar 
associada a gravidez ectópica ou aborto espontâneo.
Dor que irradia para o ombro Dor sentida na extremidade do ombro poderá indicar uma irritação diafragmática. 
Pode coexistir com dor epigástrica.
Hemorragia vaginal em gestação 
> 20 semanas
Qualquer perda sanguínea pela vagina em grávida com > 20 semanas de gestação.
Hemorragia vaginal intensa
A perda vaginal é extremamente difícil de avaliar. A presença de grandes coágulos ou 
de um fluxo contínuo preenche este critério. O uso de grandes quantidades de pensos 
higiénicos é sugestivo de grandes perdas.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
Possível gravidez
Qualquer mulher com amenorreia poderá considerar a possibilidade de gravidez. Além 
disso, qualquer mulher em idade de procriação que pratique sexo não protegido deve 
considerar a possibilidade de gravidez.
Traumatismo vaginal Qualquer história ou outras provas de traumatismo directo da vagina preenche este critério.
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QUADRO 35
INDISPOSIÇÃO NO ADULTO
LArANjA
 
• Alteração do estado de consciência 
de novo?
• Hemoptise?
• Pulso anormal?
• Sinais de meningismo?
• Défice neurológico agudo?
• História de risco especial de 
infecção?
• Erupção cutânea desconhecida?
• Púrpura?
• Adulto muito quente?
• Hipotermia?
• Dor severa?
vErmELHO
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• Choque?
• Hipoglicemia?
• Convulsão actual?
Não 
Sim
Sim
 
• Instalação súbita?
• História de hemoptise?
• História de viagem ao estrangeiro?
• Novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos?
• Alterações de imunidade conhecida?
• Alterações da coagulação?
• Exantema eritematoso 
ou bolhoso?
• Adulto quente?
• Dor moderada?
AmArELO
• Subfebril 
(Febrícula)?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
vErDE
Sim
Não 
AzUL
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
163
QUADRO 35 
NOTAS: iNdiSpOSiçãO NO AdulTO
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Estado de inconsciência/síncope
Este fluxograma só deve ser utilizado para os doentes que não se sintam bem, ou não 
estão bem, sem queixa específica. Deverá ser usado por exclusão.
São usados discriminadores gerais que incluem risco de vida, grau de consciência, dor 
e temperatura.
Discriminadores específicos estão incluídos para assegurar que os doentes com 
patologia grave, por exemplo, meningite, são colocados na categoria apropriada.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alterações da coagulação Alteração da coagulação associada a doença hematológica ou terapêutica.
Alterações de imunidade 
conhecidas
Qualquer doente sob terapêutica imunossupressora ou com doença que cause 
imunossupressão. 
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica acontecida ≤ 24 horas, incluindo alterações 
sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou alterações 
funcionais vesicais ou do intestino.
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
Exantema eritematoso ou bolhoso Qualquer erupção de vesículas que cubram uma área superior a 10% da superfície corporal.
Hemoptise Sangue arejado emitido com o esforço da tosse.
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
Hipotermia
Se a pele se encontrar fria, considera-se que o doente está clinicamente frio. A 
temperatura deve ser medida logo que possível – uma temperatura central de < 35 °C é 
considerada hipotermia.
História de risco especial 
de infecção
Exposição a alto risco conhecido, quer num laboratório ou numa área de infecção 
conhecida.
História de viagem ao estrangeiro Viagens ao estrangeiro nas 2 últimas semanas. 
Instalação súbita Início ≤ 12 horas.
Novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitório ou permanente) ou alterações do funcionamento da bexiga ou intestino 
(incontinência) há > 24 horas. 
Púrpura
Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) 
sob pressão.
Sinais de meningismo Classicamente, pescoço rígido concomitante com cefaleia e fotofobia.
164 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
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QUADRO 36
INFECÇÕES LOCAIS E ABCESSOS
LArANjA
 
• Compromisso vascular distal?
• Enfisema subcutâneo?
• Criança muito quente?
• Adulto muito quente?
• Dor severa?
vErmELhO
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
 
• Dor à mobilização das articulações?
• Articulação quente?
• Adulto quente?
• Criança quente?
• Dor moderada?
AmArELO
• Subfebril 
(Febrícula)?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
vErDE
Sim
Não 
AzuL
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
165
Ver também Notas do Quadro
Mordeduras e picadas
Este fluxograma foi criado para permitir o estabelecimento de prioridades dos doentes 
que apresentam uma variedade de infecções locais ou abcessos óbvios. As doenças 
variam entre uma celulite orbitária ocular, que pode ameaçar a vida, até à vulgar acne.
São usados discriminadores gerais que incluem risco de vida, dor e temperatura.
São usados discriminadores específicos para permitir a identificação de situações mais 
urgentes, como a gangrena gasosa ou a artrite séptica.
discrimiNadores específicos explicação
Articulação quente Qualquer aquecimento em redor de uma articulação preenche este critério. Frequentemente acompanhado por eritema.
Compromisso vascular distal Combinação de palidez, frio, alteração da sensibilidade e/ou dor, com ou sem ausência de pulsação distal à lesão.
Dor à mobilização das articulações Poderá tratar-se de uma dor por movimento activo (do doente) ou por movimento passivo (pelo examinador).
Enfisema subcutâneo O enfisema subcutâneo pode ser detectado quando se sente uma espécie de crepitação à palpação. Poderão existir bolhas de gás e uma linha de demarcação.
QUADRO 36 
Notas: iNfecçÕes locais e abcessos
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QUADRO 37
LESÃO TORACO-ABDOMINAL
LARANjA
 
• Dispneia aguda?
• Grande hemorragia incontrolável?
• Mecanismo de lesão?
• Evisceração de órgãos?
• Dor severa?
vERMELhO
• Compromisso da via aérea?
• Respiração ineficaz?
• hemorragia exsanguinante?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
 
• Dor pleurítica?
• Pequena hemorragia incontrolável?
• Alteração da coagulação?
• históriainapropriada?
• Dor moderada?
AMARELO
• Inflamação 
local?
• Infecção local?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
vERDE
Sim
Não 
AzuL
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
167
QUADRO 37 
NOTAS: LESÃO TORACO-ABDOMINAL
VER TAMBéM NOTAS DO QuADRO
Agressão
Grande traumatismo
Feridas
Este fluxograma foi criado para permitir o estabelecimento adequado da prioridade 
dos doentes que sofreram lesões torácicas ou abdominais.
Os discriminadores gerais incluem risco de vida, hemorragia e dor.
Foram usados discriminadores específicos para permitir a adequada identificação de 
doentes com lesões externamente menos óbvias, mas com lesões internas graves.
Por isso, são incluídos nas categorias de maior gravidade, os doentes com dispneia e 
com história de trauma significativo.
DISCRIMINADORES ESpECífICOS ExpLICAçÃO
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina exacerbação de dispneia crónica.
Dor pleurítica Dor aguda no peito, piora quando se respira, tosse ou espirra.
Evisceração de órgãos Extrusão de órgãos internos.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
Infecção local A infecção local manifesta-se habitualmente como inflamação (dor, edema e eritema) confinada a um determinado local ou área, com ou sem o aparecimento de pus.
Inflamação local A inflamação local envolve dor, edema e eritema confinados a um determinado local ou área.
Mecanismo de lesão
São significativas as lesões penetrantes (facadas ou tiros) e as lesões com elevada 
transferência de energia, tais como quedas de altura, acidentes de tráfego a alta 
velocidade (velocidade superior a 60 km/h), ejecção de um veículo, morte de 
ocupantes e deformação significativa de um veículo. Pode ser especialmente 
significativa uma história de saltar de um edifício em chamas ou de exposição a uma 
explosão.
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QUADRO 38
MORDEDURAS E PICADAS
lARAnjA
 
• Edema da face?
• Edema da língua?
• Incapacidade para articular frases 
completas?
• Grande hemorragia incontrolável?
• História significativa de alergia?
• Alta mortalidade por 
envenenamento?
• Alteração do estado de consciência 
de novo?
• SaO2 muito baixa?
• Criança muito quente?
• Adulto muito quente?
• Dor severa?
• Prurido severo?
vERMElHO
• Compromisso da via aérea?
• Respiração ineficaz?
• Estridor?
• Hemorragia exsanguinante?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
 
• SaO2 baixa?
• Pequena hemorragia incontrolável?
• Exantema eritematoso ou bolhoso?
• Risco moderado de morte por 
envenenamento?
• Adulto quente?
• Criança quente?
• Dor moderada?
• Prurido moderado?
AMARElO
• Inflamação 
local?
• Infecção local?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• Prurido ligeiro?
 • Problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
vERDE
Sim
Não 
AzUl
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
169
QUADRO 38 
NOTAS: MORDEDURAS E PICADAS
VER TAMbéM NOTAS DO QUADRO
Alergias
Infecções locais e abcessos
Este fluxograma foi criado para permitir o estabelecimento da prioridade dos doentes 
que se apresentem após mordeduras e picadas. As mordeduras podem ser de insectos 
ou mordeduras de grandes animais e, por isso, estas situações estão abrangidas por 
uma gama diversa de prioridades. São utilizados discriminadores gerais que incluem 
risco de vida, hemorragia e dor. São usados discriminadores específicos para permitir 
uma identificação clara dos doentes que requerem um tratamento mais urgente devido 
a lesões mais graves, ou ao desenvolvimento de reacções alérgicas.
DISCRIMINADORES ESPECífICOS ExPlICAçãO
Alta mortalidade por 
envenenamento
Alta probabilidade de a mordedura ou picada causar morte. Em caso de dúvida 
presumir risco. Poderá ser necessário solicitar aconselhamento.
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina exacerbação de dispneia crónica.
Edema da face Inchaço difuso da face, envolvendo habitualmente os lábios.
Edema da língua Inchaço ou aumento de volume da língua de qualquer grau.
Estridor Som que poderá ser inspiratório, ou expiratório, ou ambos. O estridor é ouvido mais claramente quando se respira de boca aberta.
Exantema eritematoso ou bolhoso Qualquer erupção de vesículas que cubram uma área superior a 10% da superfície corporal.
História significativa de alergia É significativa uma sensibilidade conhecida com reacção grave (ex. nozes ou picadas de abelha).
Incapacidade de articular frases 
completas
Doentes com dificuldade respiratória tão grande que não conseguem articular frases 
curtas numa só expiração.
Infecção local A infecção local manifesta-se habitualmente como inflamação (dor, edema e eritema) confinada a um determinado local ou área, com ou sem o aparecimento de pus.
Inflamação local A inflamação local envolve dor, edema e eritema confinados a um determinado local ou área.
Risco moderado de morte por 
envenenamento
Risco moderado de mordedura ou picada pode causar a morte. Em caso de dúvida, 
pedir aconselhamento e presumir alto risco.
SaO2 baixa Uma saturação de < 95% com ar atmosférico
SaO2 muito baixa Uma saturação < 95% com terapêutica O2 suplementar ou < 90% com ar atmosférico.
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QUADRO 39
pais preocupados
laranja
 
• sinais de dor severa?
• só responde à voz ou à dor?
• sem reacção aos estímulos dos pais?
• História de sobredosagem ou 
envenenamento?
• erupção cutânea desconhecida?
• púrpura?
• prostrado?
• criança muito quente?
vermelHo
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
• criança não reactiva?
Não 
Sim
Sim
 • sinais de dor moderada?
• choro prolongado ou ininterrupto?
• inconsolável pelos pais?
• História inapropriada?
• sinais de desidratação?
• não urina?
• não se alimenta?
• criança quente?
amarelo
• sinais de dor 
ligeira < 7 dias?
• subfebril 
(Febrícula)?
• comportamento 
estranho?
• problema 
recente?
Não 
Sim
verde
Sim
Não 
azul
creo
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171
QUADRO 39 
NOTAS: pAiS preOcupAdOS
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Bébé que chora
Criança irritável
Criança que não se sente bem
Este fluxograma foi elaborado para permitir uma adequada priorização das crianças 
que são trazidas ao serviço de urgência por preocupação dos pais. Os pais conhecem 
os seus filhos melhor que ninguém, e apesar dessas crianças poderem não ter patologia 
grave, é necessário que as suspeitas dos pais sejam tomadas em consideração.
Os discriminadores gerais usados incluem risco de vida, grau de consciência, dor e 
temperatura.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Choro prolongado ou ininterrupto Qualquer criança que chore continuamente durante duas horas ou mais preenche este critério.
Comportamento estranho 
na criança
Criança que se comporta de forma não habitual numa determinada situação. Os tutores 
prestam frequentemente esta informação de forma voluntária. Estas crianças são 
muitas vezes referidas como "rabugentas" ou "indispostas".
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
História de sobredosagem ou 
envenenamento
Esta informação poderá ser prestada por terceiros ou poderá ser deduzida na presença 
de caixas de substâncias perigosas vazias.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
Inconsolável pelos pais As crianças cujo choro ou angústia não respondem às tentativas de conforto dos pais preenchem este critério.
Não se alimenta
Crianças que não ingerem alimentos sólidos ou líquidos (como o esperado). Crianças 
que ingerem alimentos mas que em seguida a vomitam poderão também preenchereste critério.
Não urina Falência da produção de urina e micção. Isto pode ser difícil de valorizar nas crianças (e nos idosos), podendo ser feita referência ao número de fraldas utilizadas.
Prostrado
Os pais poderão descrever os seus filhos como apáticos, pouco reactivos ou 
“molengões”. O tónus é em geral reduzido – o sinal mais notável é o movimento da 
cabeça.
Púrpura Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna branco) sob pressão.
Sem reacção aos estímulos 
dos pais
A falta de qualquer tipo de reacção à cara ou à voz dos pais. Reacções anormais e uma 
aparente falta de reconhecimento dos pais são sinais preocupantes.
Sinais de desidratação
Incluindo secura da língua, olhos afundados, turgor cutâneo aumentado e, em bebés, 
uma fontanela anterior afundada. Habitualmente, associada a uma diminuição do 
débito urinário.
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QUADRO 40
palpitações
laranja
�
•���Dor�precordial?
•���Dispneia�aguda?
•���História�de�sobredosagem�ou�
envenenamento?
•���pulso�anormal?
•���alteração�do�estado�de�consciência�
de�novo?
•���Criança�muito�quente?
•���adulto�muito�quente?
vermelHo
•���Compromisso�da�via�aérea?
•���respiração�ineficaz?
•���Choque?
Não 
Sim
Sim
�
•���Com�palpitações?
•���História�de�perda�de�consciência?
•���História�cardíaca�significativa?
•���adulto�quente?
•�Criança�quente?
amarelo
•���problema�
recente?
Não 
Sim
verDe
Sim
Não 
azul
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
173
NOTAS: pAlpiTAçõeS
QUADRO 40 
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Dor torácica
Estado de inconsciência/síncope
Indisposição no adulto
Este fluxograma foi criado para priorizar doentes cuja queixa principal são as 
palpitações.
As palpitações são de múltiplas etiologias desde a doença coronária aguda até à 
ansiedade. Independemente da causa, o efeito hemodinâmico ou a probalidade de 
desenvolvimento de arritmias malignas determina a prioridade do doente. 
A identificação de patologia cardíaca e a história recente, detectam potenciais problemas.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alteração do estado de 
consciência de novo
Alteração nas últimas 12 horas em relação ao grau pré-existente na Escala de Coma de 
Glasgow. Em caso de dúvida presumir existência de alteração de estado de consciência.
Com palpitações Doente que refere na triagem sentir palpitações.
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina exacerbação de dispneia crónica.
História de perda de consciência
Há a possibilidade de haver uma testemunha fiável que possa dizer se o doente esteve 
inconsciente (e durante quanto tempo). Caso contrário, se o doente não se recorda do 
incidente, deve presumir-se que esteve inconsciente.
História cardíaca significativa Antecedentes de doença cardíaca com risco significativo de vida (doença coronária ou disritmia).
História de sobredosagem ou 
envenenamento
Esta informação poderá ser prestada por terceiros ou poderá ser deduzida na presença 
de caixas de substâncias perigosas vazias.
Dor precordial
Classicamente, uma dor constritiva ou pesada no centro do peito, podendo irradiar 
para o braço esquerdo ou para o pescoço. Poderá estar associada a suores, náuseas, 
sensação de lipotimia e/ou dor epigástrica.
Pulso anormal Bradicardia (< 60 min.), taquicardia (> 120 min.) ou arritmia de novo, ou que não se consiga negar como pré-existente.
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QUADRO 41
problemas estomatológicos
laranja
 
• grande hemorragia incontrolável?
• criança muito quente?
• adulto muito quente?
• Dor severa?
vermelho
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
Não 
Sim
Sim
 • pequena hemorragia incontrolável?
• avulsão dentária recente?
• alteração da coagulação?
• história inapropriada?
• adulto quente?
• criança quente?
• Dor moderada?
amarelo
• subfebril 
(Febrícula)?
• edema da face?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
verDe
Sim
Não 
azul
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
175
NOTAS: prOblemAS eSTOmATOlógicOS
QUADRO 41 
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Problemas faciais
Este fluxograma foi criado para permitir o estabelecimento da prioridade nos 
doentes que se apresentem com problemas dentais ou gengivais. Foram usados 
discriminadores gerais que incluem risco de vida, dor, hemorragia e temperatura. Foi 
incluída a extracção de um dente na categoria de urgente (amarelo) uma vez que a 
rapidez de reimplantação afecta o resultado. 
É importante assegurar que preconceitos não afectam a triagem de doentes nestas 
condições.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Avulsão dentária recente Extracção dentária há < 7 dias.
Edema da face Inchaço difuso na face, envolvendo habitualmente os lábios.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
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QUADRO 42
problemas faciais
laranja
 
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• Grande hemorragia incontrolável?
• adulto muito quente?
• criança muito quente?
• Dor severa?
vermelho
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• hemorragia exsanguinante?
• choque?
Não 
Sim
Sim
 
• Deformação grosseira?
• alteração da coagulação?
• recente redução da acuidade visual?
• pequena hemorragia incontrolável?
• história de perda de consciência?
• avulsão dentária recente?
• história inapropriada? 
• adulto quente? 
• criança quente?
• Dor moderada?
amarelo
• subfebril?
• Diplopia?
• hematoma 
do pavilhão 
auricular?
• alteração de 
sensibilidade na 
face?
• edema facial?
• olho vermelho?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• problema 
recente?
Não 
Sim Não 
verDe
Sim
Não 
azul
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
177
NOTAS: prOblemAS fAciAiS
QUADRO 42 
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
T.C.E.
Problemas estomatológicos
Problemas de ouvidos
Problemas oftalmológicos
Este fluxograma foi criado para definir prioridades nos doentes que sofrem de 
problemas faciais. É usado um certo número de discriminadores gerais que incluem 
risco de vida, hemorragia e dor.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alteração da coagulação Alteração da coagulação associada a doença hematológica ou a terapêutica.
Alteração da sensibilidade da face Qualquer alteração da sensibilidade podendo ser referida como sensação de formigueiro ou "encortiçamento". 
Avulsão dentária recente Extracção dentária < 7 dias.
Deformação grosseira Esta situação será sempre subjectiva. Está implícita uma angulação ou rotação grosseira e anormal.
Diplopia Imagem dupla que desaparece com a oclusão de um dos globos oculares. 
Edema da facial Inchaço difuso na face, envolvendo habitualmente os lábios.
Hematoma do pavilhão auricular Um hematoma tenso (usualmente pós-traumático) no ouvido externo.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
História de perda de consciência
Pode haver uma testemunha fiável que possa dizer se o doente esteve inconsciente 
(e durante quanto tempo). Caso contrário, se o doente não se recorda do incidente 
deve-se presumir que esteve inconsciente.
Olho vermelho Olhos que se apresentam vermelhos. Um olho vermelho pode ser doloroso, ou não, e poderá ser total ou parcialmente.
Recente redução da acuidade 
visual Qualquer redução da acuidade visual (corrigida) nos últimos 7 dias.
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Grupo Po r tuguês de Tr iagem
QUADRO 43
problemas nos membros
laranja
 
• Dispneia aguda?
• pele crítica?
• Compromissovascular distal?
• Grande hemorragia incontrolável?
• Dor severa?
vermelho
• Compromisso via aérea?
• respiração ineficaz?
• hemorragia exsanguinante?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
 
• Dor pleurítica?
• Deformação grosseira?
• Fractura exposta?
• pequena hemorragia incontrolável?
• novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos?
• alterações de coagulação?
• história inapropriada?
• Dor moderada?
amarelo
• Deformação?
• edema?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• problema 
recente?
Não 
Sim Não 
verDe
Sim
Não 
azul
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
179
NOTAS: prOblemAS NOS membrOS
QUADRO 43 
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Criança com dificuldade 
de locomoção
Lesões nos membros são ocorrências comuns e, embora raramente, um caso de perigo 
de vida. Podem ser a causa de grande morbilidade.
É usado um certo número de discriminadores gerais que incluem risco de vida, 
hemorragia e dor.
Discriminadores específicos asseguram que o tratamento das lesões que ameaçam a 
funcionalidade dos membros sejam reconhecidas e tratadas com urgência.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alteração da coagulação Alteração da coagulação associada a doença hematológica ou a terapêutica.
Compromisso vascular distal Trata-se de uma combinação de palidez, frio, alteração da sensibilidade e dor, com ou sem ausência de pulsação distal à lesão.
Deformação Situação sempre subjectiva. Estão implícitas angulações ou rotações anormais.
Deformação grosseira Esta situação será sempre subjectiva. Está implícita uma angulação ou rotação grosseira e anormal.
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina exacerbação 
de dispneia crónica.
Dor pleurítica Dor aguda no peito, piora quando se respira, tosse ou espirra.
Edema Inchaço ou aumento de volume.
Fractura exposta
Todos os ferimentos na proximidade de uma fractura devem ser considerados 
suspeitos. A fractura deverá ser considerada como exposta se existir alguma 
possibilidade de comunicação entre o ferimento e a fractura.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, a história é inapropriada.
Novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitório ou permanente) ou alterações do funcionamento da bexiga ou do intestino 
(incontinência).
Pele crítica
Uma fractura ou deslocação poderá deixar fragmentos ou pedaços de ossos a 
pressionar fortemente contra a pele, ficando a viabilidade da mesma ameaçada. A pele 
encontrar-se-á branca e sobre tensão.
180 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
QUADRO 44
problemas oftalmológicos
laranja
 • traumatismo ocular penetrante?
• perda súbita de visão com início nas 
24 horas anteriores?
• adulto muito quente?
• criança muito quente?
• Dor severa?
vermelho
• compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• choque?
• lesão ocular química?
Não 
Sim
Sim
 
• recente redução de acuidade visual?
• história inapropriada?
• adulto quente?
• criança quente?
• Dor moderada?
amarelo • olho vermelho?
• sensação de 
corpo estranho?
• Diplopia?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• problema 
recente?
Não 
Sim
Não 
verDe
Sim
Não 
azul
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
181
NOTAS: prOblemAS OfTAlmOlógicOS
QUADRO 44 
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Problemas faciais
Este fluxograma está concebido para permitir a atribuição correcta de prioridades 
aos doentes que se apresentem com condições que afectem os olhos. A dor é usada 
como discriminador geral. Os discriminadores específicos incluem uma história de 
lesão química que indique a necessidade de intervenção imediata, uma história de 
penetração ocular ou perda completa de visão subitamente, e uma avaliação da 
acuidade visual.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Diplopia Imagem dupla que desaparece com a oclusão de um dos globos oculares.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
Lesão ocular química
Qualquer substância que salpique ou seja colocada nos olhos que venha a causar 
sensação de picadas, queimadura ou reduza a visão deve presumir-se capaz de causar 
lesão química.
Olho vermelho Olhos que se apresentam vermelhos. Um olho vermelho pode ser doloroso ou não e poderá ser total ou parcialmente afectado.
Perda súbita de visão com início 
nas 24 horas anteriores A perda de visão num ou em ambos os olhos nas 24 horas anteriores.
Recente redução da acuidade 
visual Qualquer redução da acuidade visual (corrigida) nos últimos 7 dias.
Sensação de corpo estranho Aumento da sensibilidade acompanhada de lacrimejo e eritema do globo ocular. 
Traumatismo ocular penetrante Um evento recente fisicamente traumático com a penetração do globo ocular.
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QUADRO 45
problemas de ouvidos
laranja
 
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• Grande hemorragia incontrolável?
• Criança muito quente?
• adulto muito quente?
• dor severa?
vermelho
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
 
• pequena hemorragia incontrolável?
• história de T.C.e.?
• vómitos persistentes?
• história inapropriada?
• adulto quente?
• Criança quente?
• dor moderada?
amarelo
• subfebril 
(Febrícula)?
• perda recente 
de audição?
• hematoma 
no pavilhão 
auricular?
• vertigens?
• dor ligeira 
< 7 dias?
• problema 
recente?
Não 
Sim Não 
verde
Sim
Não 
azul
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
183
NOTAS: prOblemAS de OuvidOS
QUADRO 45 
ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Problemas faciais
T.C.E.
Este fluxograma está criado para permitir a atribuição correcta de prioridades em 
doentes que se apresentem com situações que afectam o ouvido. São utilizados 
discriminadores gerais que incluem risco de vida, dor, hemorragia e temperatura.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
História de T.C.E. – Traumatismo 
crânio-encefálico
Sensação aguda de andar à roda ou de tontura, possivelmente acompanhada de 
náuseas e vómitos.
Hematoma do pavilhão auricular Um hematoma tenso (usualmente pós-traumático) no ouvido externo.
Perda recente de audição A perda de audição em um ou ambos os ouvidos < 7 dias.
Vertigem Sensação aguda de andar à roda ou de tontura, possivelmente acompanhada de náuseas e vómitos.
Vómitos persistentes Vómitos constantes e/ou frequentes, podendo ser acompanhados de náuseas.
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QUADRO 46
problemas urinários
laranja
 
• priapismo?
• adulto muito quente?
• Criança muito quente?
• Dor severa?
vermelho
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• hemorragia exsanguinante?
• Choque?
Não 
Sim
Sim
 
• Cólica?
• hematúria clinicamente evidente?
• retenção urinária/oligoanúria?
• vómitos persistentes?
• adulto quente?
• Criança quente?
• Dor moderada?
amarelo
• vómitos?
• Disúria?
• Dor ligeira 
< 7 dias?
• problema 
recente?
Não 
Sim Não 
verDe
Sim
Não 
azul
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
185
NOTAS: prOblemAS uriNáriOS
QUADRO 46 
Ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Doenças sexualmente 
transmissíveis
Dor testicular
Muitos doentes apresentam problemas urinários que para além de dor, podem estar 
relacionados com patologia grave. São usados discriminadores gerais como risco de 
vida, dor e temperatura.
São usados discriminadores especifícos para assegurar que os doentes com retenção 
urinária e com infecções são colocados na categoria adequada.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Cólica Dores intermitentes. A cólica renal tem tendência a aparecer e a desaparecerdurante um período de mais ou menos 20 minutos.
Disúria Dor ou dificuldade em urinar.
Hematúria clinicamente evidente Sangue na urina, visível a olho nu.
Priapismo Erecção sustentada do pénis.
Retenção urinária/oliguanúria Incapacidade de urinar com distenção da bexiga e/ou oliguanúria.
Vómitos persistentes Vómitos constantes e/ou frequentes, podendo ser acompanhados de náuseas.
186 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
QUADRO 47
queda
laranja
�
•�Mecanismo�de�lesão?
•�Pulso�anormal?
•�Grande�hemorragia�incontrolável?
•�défice�neurológico�agudo?
•��alteração�de�estado�de�consciência�
de�novo?
•�Hipotermia?
•�dor�severa?
verMelHo
•�Compromisso�da�via�aérea?
•�respiração�ineficaz?
•�Choque?
•�Criança�não�reactiva?
•�Convulsão�actual?
•�Hipoglicemia?
Não 
Sim
Sim
�
•��História�de�perda�de�consciência?
•�alteração�da�coagulação?
•�História�inapropriada?
•��Pequena�hemorragia�incontrolável?
•��novos�sintomas�e/ou�sinais�
neurológicos?
•�deformação�grosseira?
•�Fractura�exposta?
•�dor��moderada?
aMarelo
•�deformação?
•�edema?
•��dor�ligeira�
<�7�dias?
•��Problema�
recente?
Não 
Sim
Não 
verde
Sim
Não 
azul
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
187
NOTAS: quedA
QUADRO 47 
Ver TAmbém NOTAS dO quAdrO
Estado de inconsciência/síncope
Muitos doentes que sofrem com quedas apresentam traumatismos. Alguns poderão 
ter patologia subjacente grave que lhes terá provocado a queda ou poderão ter 
desenvolvido complicações depois desta. Este quadro foi criado para permitir a 
atribuição correcta de prioridade conforme a lesão ou a causa subjacente for mais ou 
menos relevante. São usados discriminadores gerais que incluem risco de vida, grau 
de consciência e dor. Foram incluídos discriminadores específicos para assegurar que 
os doentes que sofrem de patologias subjacentes graves ou apresentem lesões que 
ponham em risco os membros sejam colocados na categoria adequada.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alteração do estado de 
consciência de novo
Alteração nas últimas 12 horas em relação ao grau pré-existente na Escala de Coma de 
Glasgow. Em caso de dúvida presumir existência de alteração de estado de consciência.
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica acontecida ≤ 24 horas, incluindo alterações 
sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou alterações 
funcionais vesicais ou do intestino.
Deformação Situação sempre subjectiva. Estão implícitas angulações ou rotações anormais.
Deformação grosseira Esta situação será sempre subjectiva. Está implícita uma angulação ou rotação grosseira e anormal.
Edema Inchaço ou aumento de volume.
Fractura exposta
Todos os ferimentos na proximidade de uma fractura devem ser considerados 
suspeitos. Se existir alguma possibilidade de comunicação entre o ferimento e a 
fractura, então a fractura deverá ser considerada como exposta.
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
História de perda de consciência
Pode haver uma testemunha fiável que possa dizer se o doente esteve inconsciente 
(e durante quanto tempo). Caso contrário, se o doente não se recorda do incidente 
deve-se presumir que esteve inconsciente.
Mecanismo de lesão
São significativas as lesões penetrantes (facadas ou tiros) e as lesões com elevada 
transferência de energia, tais como quedas de altura, acidentes de tráfego a alta 
velocidade (velocidade superior a 60 km/h), ejecção de um veículo, morte de 
ocupantes e deformação significativa de um veículo. Pode ser especialmente 
significativa uma história de saltar de um edifício em chamas ou de exposição a uma 
explosão.
Novos sintomas e/ou sinais 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitório ou permanente) ou alterações do funcionamento da bexiga ou intestino 
(incontinência) há > 24 horas.
Pulso anormal Bradicardia (< 60 min.), taquicardia (> 120 min.) ou arritmia de novo, ou que não se conseguia negar como preexistente.
Sinais neurológicos focais Perda de função limitada a uma parte específica do corpo (membro, lado, olho, etc.).
188 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
QUADRO 48
queimaduras profundas e superficiais
laranja
 
• edema da face?
• lesão por inalação?
• dispneia aguda?
• mecanismo de lesão?
• alteração do estado de consciência 
de novo?
• sao2 muito baixa?
• dor severa?
vermelho
• respiração ineficaz?
• compromisso da via aérea?
• estridor?
• choque?
• criança não reactiva?
Não 
Sim
Sim
 
• sao2 baixa?
• inalação de fumos?
• história inapropriada?
• lesão eléctrica?
• queimadura química?
• dor moderada?
amarelo
• inflamação 
local?
• infecção local?
• dor ligeira 
< 7 dias?
• problema 
recente?
Não 
Sim Não 
verde
Sim
Não 
azul
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
189
NOTAS: queimAdurAS prOfuNdAS e SuperficiAiS
QUADRO 48 
Ver TAmbém NOTAS dO quAdrO
Existem diversos graus de gravidade nestas situações e o fluxograma foi criado para 
permitir a identificação adequada dos doentes dentro de cada uma das categorias. São 
usados discriminadores gerais que incluem risco de vida, grau de consciência e dor. Os 
discriminadores específicos permitem a identificação dos doentes que sofreram lesões 
respiratórias e aqueles em que o mecanismo sugere a necessidade de mais exames 
complementares de diagnóstico e tratamento mais específico.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina exacerbação de dispneia crónica.
Edema da face Inchaço difuso na face, envolvendo habitualmente os lábios.
História inapropriada Se o mecanismo alegado não explicar a lesão ou doença aparente, a história é inapropriada.
Inalação de fumo
Deve presumir-se ter havido inalação de fumo quando o doente estiver confinado a 
um espaço cheio de fumo. Os sinais físicos de fuligem oral ou nasal são menos seguros, 
mas significativos se presentes.
Infecção local A infecção local manifesta-se habitualmente como inflamação (dor, edema e eritema) confinada a um determinado local ou área, com ou sem o aparecimento de pus.
Inflamação local A inflamação local envolve dor, edema e eritema confinados a um determinado local ou área.
Lesão eléctrica Qualquer lesão causada, ou possivelmente causada, por corrente eléctrica. Inclui corrente alternada e corrente directa, bem como as fontes naturais e artificiais.
Lesão por inalação
História de ter estado confinado a um espaço cheio de fumo é o indicador mais seguro 
de inalação de fumo. Podem observar-se depósitos em redor da boca e nariz e/ou 
rouquidão. A história é a forma mais sugestiva para se diagnosticar a possível inalação 
de substâncias químicas, mesmo sem a observação de sinais evidentes.
Mecanismo de lesão
São significativas as lesões penetrantes (facadas ou tiros) e as lesões com elevada 
transferência de energia, tais como quedas de altura, acidentes de tráfego a alta 
velocidade (velocidade superior a 60 km/h), ejecção de um veículo, morte de 
ocupantes e deformação significativa de um veículo. Pode ser especialmente 
significativa uma história de saltar de um edifício em chamas ou de exposição a uma 
explosão.
Queimadura química Qualquer substância que seja colocada no corpo, ou o salpique, e que cause picadas, queimadura ou dor deve presumir-se ter causado queimadura química.
SaO2 baixa Uma saturação de < 95% com ar atmosférico
SaO2 muito baixa Uma saturação < 95% com terapêutica O2 suplementar ou < 90% com ar atmosférico.
190 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
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QUADRO 49
sobredosagem e envenenamento
laranja
 
• Pulso anormal?
• alta mortalidade?
• alteração do estado deconsciência 
de novo?
• alto risco de nova auto-agressão?
• sao2 muito baixa?
vermelho
• Compromisso da via aérea?
• respiração ineficaz?
• Choque?
• Criança não reactiva?
• hipoglicemia?
• Convulsão actual?
Não 
Sim
Sim
• mortalidade moderada?
• risco moderado de auto-agressão?
• história psiquiátrica significativa?
• história de perda de consciência?
• angústia marcada?
• história inapropriada?
• sao2 baixa?
amarelo
Não 
Sim
verde
Não 
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
191
NOTAS: SObredOSAgem e eNveNeNAmeNTO
QUADRO 49 
ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Auto-agressão
O quadro foi criado para permitir que os aspectos físicos e psiquiátricos da 
sobredosagem possam ser considerados, assegurando por isso a prioridade a dar aos 
doentes segundo as duas perspectivas.
Os discriminadores gerais usados incluem risco de vida, grau de consciência (crianças e 
adultos).
Discriminadores específicos incluem a avaliação da letalidade da overdose, que pode 
ser efectuada com a ajuda do Centro de Informação Anti-venenos, e uma avaliação do 
risco futuro de causar danos próprios.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Alta mortalidade
Probabilidade alta da substância ingerida ou a que a vítima foi exposta causar doença 
grave ou morte. Poderá ser necessário pedir aconselhamento ao centro de informação 
antivenenos para esclarecer o nível de risco do doente. Em caso de dúvida, presumir 
alto risco.
Alto risco de auto-agressão
Uma visão inicial do risco de auto-agressão pode ser formada tendo em conta o 
comportamento do doente. Os doentes que apresentam histórias significativas de 
auto-agressão, estão a tentar auto-agredir-se ou que estão a tentar sair com a intenção 
de se auto-agredir, são doentes de alto risco.
Angústia marcada Os doentes que apresentam perturbações físicas ou emocionais acentuadas preenchem este critério.
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a história é inapropriada.
História de perda de consciência
Pode haver uma testemunha fiável que possa dizer se o doente esteve inconsciente 
(e durante quanto tempo). Caso contrário, se o doente não se recorda do incidente 
deve-se presumir que esteve inconsciente.
História psiquiátrica significativa História de doença ou evento psiquiátrico importante.
Mortalidade moderada
Probabilidade moderada de substância ingerida ou que a vítima foi exposta causar 
doença grave ou morte. Poderá ser necessário recorrer ao aconselhamento do centro 
de informações antivenenos para esclarecer o nível de risco do doente. Em caso de 
dúvida, presumir alto risco.
Pulso anormal Bradicardia (< 60 min.), taquicardia (> 120 min.) ou arritmia de novo, ou que não se consiga negar como pré-existente.
Risco moderado de auto-agressão
Uma visão inicial do risco de auto-agressão poderá ser formada tendo em conta o 
comportamento do doente. Os doentes que não apresentem uma história significativa 
de auto-agressão, que não tentam activamente auto-agredir-se, que não tentam 
activamente sair com a intenção de se auto-agredir mas que confessam o desejo de se 
auto-agredir, são doentes de risco moderado. Em caso de dúvida, presumir alto risco.
SaO2 baixa Uma saturação de < 95% com ar atmosférico
SaO2 muito baixa Uma saturação < 95% com terapêutica O2 suplementar ou < 90% com ar atmosférico.
192 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
QUADRO 50
T.C.E.
laranja
�
•��Mecanismo�de�lesão?
•��Grande�hemorragia�incontrolável?
•��alteração�do�estado�de�consciência�
de�novo?
•��Défice�neurológico�agudo?
•��Dor��severa?
vErMElho
•��Compromisso�da�via�aérea?
•��respiração�ineficaz?
•��hemorragia�exsanguinante?
•��Choque?
•��Criança�não�reactiva?
•��Convulsão�actual?
•��hipoglicemia?
Não 
Sim
Sim
�
•��história�de�perda�de�consciência?
•��alteração�da�coagulação?
•��história�inapropriada?
•��Pequena�hemorragia�incontrolável?
•��vómitos�persistentes?
•���novos�sintomas�e/ou�sinais�
neurológicos?
•��Dor�moderada?
aMarElo
•��hematoma�no�
couro�cabeludo?
•��vómitos?
•��Dor�ligeira�
<�7�dias?
•��Problema�
recente?
Não 
Sim
Não 
vErDE
Sim
Não 
azul
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
193
NOTAS: T.C.E.
QUADRO 50 
VEr TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Cefaleia
Convulsões
Dor cervical
O T.C.E. (traumatismo crânio-encefálico) é uma apresentação comum e o seu efeito 
varia: desde uma lesão que ameça a vida (hematoma subdural) até pequenas feridas no 
couro cabeludo.
São utilizados discriminadores gerais que incluem risco de vida, grau de consciência 
(em adultos e crianças), hemorragia e dor. Discriminadores específicos estão 
incluídos para seleccionar doentes com significante mecanismo, progressão de sinais 
neurológicos e sintomas, com prioridade elevada.
diSCrimiNAdOrES ESpECífiCOS ExpliCAçãO
Alteração da coagulação Alteração da coagulação associada a doença hematológica ou terapêutica.
Convulsão actual Doentes que se encontrem actualmente sofrendo de convulsões (na fase tónica, clónica ou com outras manifestações relevantes) preenchem este critério. 
Défice neurológico agudo
Qualquer perda de função neurológica acontecida ≤ 24 horas, incluindo alterações 
sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros ou alterações 
funcionais vesicais ou do intestino.
Hematoma no couro cabeludo Uma área elevada e ferida no couro cabeludo acima da linha da implantação do cabelo.
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
História de perda de consciência
Pode haver uma testemunha fiável que possa dizer se o doente esteve inconsciente 
(e durante quanto tempo). Caso contrário, se o doente não se recorda do incidente 
deve-se presumir que esteve inconsciente.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente a história é inapropriada.
Mecanismo de lesão
São significativas as lesões penetrantes (facadas ou tiros) e as lesões com elevada 
transferência de energia, tais como quedas de altura, acidentes de tráfego a alta 
velocidade (velocidade superior a 60 km/h), ejecção de um veículo, morte de 
ocupantes e deformação significativa de um veículo. Pode ser especialmente 
significativa uma história de saltar de um edifício em chamas ou de exposição a uma 
explosão.
Novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos membros 
(transitória ou permanente) ou alterações no funcionamento da bexiga ou do intestino 
(incontinência) há > 24 horas.
Vómitos persistentes Vómitos constantes e/ou frequentes, podendo ser acompanhados de náuseas.
194 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
QUADRO 51
CATÁSTROFES – AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
MORTE
 
 • Respira após 
abertura 
da via aérea?
VERMELhO
• Anda?
Não 
Sim
Não
 
• Frequência 
respiratória >29/min
• Frequência 
respiratória <10/min
AMARELO
• Preenchimento 
capilar >2 seg.
• Pulso >120/min?
VERdE
Sim
Sim
Não 
Não 
Sim
creo
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
195
NOTAS: cATáSTrOfeS – AvAliAçãO primáriA
QUADRO 51 
ver TAmbém NOTAS dO QuAdrO
Avaliação primária
A triagem primária durante uma catástrofe tem uma metodologia completamente 
diferente da usada no dia-a-dia dos serviços de urgência. Para atingir o objectivo de, 
perante uma situação com múltiplas vítimas, que inviabiliza o normal funcionamento 
do serviço, salvar tantas vidas quanto possível e assegurar a melhor prestação de 
cuidados segundo os recursos existentes, tem de ser utilizado um método diferente. 
Em vez de se seleccionar em primeiro lugar os doentes mais graves, seleccionam-se os 
menos graves.
Em vez de usar discriminadores gerais e específicos, são usados discriminadores muito 
simples para realizar uma divisão grosseira dos doentes em três categorias.
Este fluxograma descreve o primeiro método de triagem a ser usadoem situação de 
catástrofe (ocorrência com multivítimas).
Está desenhado para permitir não só a imposição da ordem, mas também para 
assegurar a triagem rápida de um grande número de feridos que cheguem na mesma 
altura. Não se escolhem os doentes mais graves em primeiro lugar, mas selecciona-se o 
maior número de doentes que andam (verdes), subcategorizando os doentes de maior 
gravidade em vermelhos ou amarelos. Consideram-se verdes os doentes que andam 
na medida em que isso significa que o seu ABC (via aérea, ventilação e circulação) se 
encontra minimamente intacto. Não devem ser gastos mais de 15 segundos por cada 
doente/triagem.
diScrimiNAdOreS eSpecíficOS explicAçãO
Avaliação da respiração
Algumas vezes a respiração é irregular. Quando a frequência respiratória é demasiado 
elevada >29/min ou muito baixa < 10/min o doente é classificado com a prioridade 
vermelho.
Doente que anda Num incidente grave em que foi accionado o plano de catástrofe, qualquer doente que possa andar, independentemente do eventual ferimento preenche este critério
Pulso Se o tempo de preenchimento capilar não for medido, e se o pulso for superior a 120/min, o doente é classificado com a prioridade vermelha.
Respiração após abertura da via 
aérea
Em situações de catástrofe, deve ser pesquisada a presença da respiração após as 
manobras de abertura da via aérea. A ausência de respiração durante 10 segundos 
após abertura da via aérea, implica a declaração do óbito (uma competência médica), 
a não ser que exista a capacidade para proceder à reanimação sem prejuízo no 
atendimento de doentes com prioridade vermelho.
Tempo de preenchimento capilar
O tempo de preenchimento capilar é o tempo que levam os capilares do leito ungueal 
a voltarem a encher-se após ter sido aplicada uma pressão de cinco segundos. O tempo 
normal de preenchimento é de até dois segundos. Este sinal não é tão útil se o doente 
estiver frio. Se for prolongado para além de 2 segundos, o doente é classificado com a 
prioridade vermelho.
196 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
QUADRO 52
CATÁSTROFES – AVALIAÇÃO SECundÁRIA
 
 • TRTS 11?
VERmELhO • TRTS < 10?
Não 
Sim
Sim
• TRTS 12?AmARELO VERdE
Não Sim
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
197
Ver também Notas do Quadro
Avaliação secundária
O fluxograma para a triagem secundária na catástrofes é usado para rapidamente 
proceder à reavaliação de um grande número de doentes, já inicialmente observados 
na triagem primária.
O TRTS (Triage Revised Trauma Score) é uma maneira adequada para triar um grande 
número de feridos. É baseado na codificação de três variáveis: o estado de consciência, 
a frequência respiratória e a pressão arterial sistólica.
Segundo o TRTS, as prioridades são atribuídas da seguinte forma: 
Pontuação 1-10 = Prioridade 1 
 11 = Prioridade 2 
 12 = Prioridade 3 
 0 = Prioridade 4
discrimiNadores específicos explicação
Frequência respiratória
 10-29 4 
 > 29 3 
 6-9 2 
 1-5 1 
 0 0
Pressão arterial sistólica
 ≥ 90 4 
 76-89 3 
 50-75 2 
 1-49 1 
 0 0
Escala de Coma de Glasgow
 13-15 4 
 9-12 3 
 6-8 2 
 4-5 1 
 3 0
TRTS
A pontuação do TRTS calcula-se utilizando a codificação da frequência respiratória 
(0-4), a pressão arterial sistólica (0-4) e da Escala de Coma de Glasgow (0-4) para se 
obter uma pontuação total de 0-12. Este sistema de pontuação aparece em muitas das 
etiquetas de triagem disponíveis no mercado.
Notas: catástrofes – aValiação secuNdária
QUADRO 52 
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
199
Alta mortalidade Probabilidade alta da substância ingerida ou a que a vítima foi exposta causar 
doença grave ou morte. Poderá ser necessário pedir aconselhamento ao centro 
de informação antivenenos para esclarecer o nível de risco do doente. Em caso de 
dúvida, presumir alto risco.
Alta mortalidade por 
envenenamento
Alta probabilidade de mordedura ou picada causar morte. Em caso de dúvida 
presumir risco. Poderá ser necessário solicitar aconselhamento.
Alteração da coagulação Alteração da coagulação associada a doença hematológica ou terapêutica.
Alteração do estado de 
consciência de novo
Alteração nas últimas 12 horas em relação ao grau pré-existente na Escala de 
Coma de Glasgow. Em caso de dúvida presumir a existência de alteração do 
estado de consciência.
Alteração de estado de 
consciência não totalmente 
atribuível ao álcool
Doente que não se encontra totalmente consciente, com uma história de 
 ingestão de álcool e sobre quem existem dúvidas da presença de outras causas 
de perda do nível de consciência, preenchem este critério.
Alteração de estado de 
consciência totalmente 
atribuível ao álcool
Doente que não se encontra totalmente consciente, com história clara de 
ingestão de álcool, tendo sido excluídas todas as causas que possam causar 
alteração do estado de consciência.
Alteração da imunidade 
conhecida
Qualquer doente sob terapêutica imunossupressora ou com doença que cause 
imunossupressão.
Alteração da sensibilidade da 
face
Qualquer alteração da sensibilidade podendo ser referida como sensação de 
formigueiro ou "encortiçamento".
Alto risco de agressão a 
terceiros
A possibilidade de um doente tentar agredir outros. Esta situação pode ser 
avaliada tendo em conta o estado mental, a postura corporal e o comportamento. 
Quando em dúvida, presumir alto risco. O alto risco deve ser assumido se o 
doente tiver acesso a armas ou potenciais vítimas ou se constar perda de 
autocontrolo.
Alto risco de auto-agressão Uma visão inicial do risco de auto-agressão pode ser formada tendo em conta o 
comportamento do doente. Os doentes que apresentam histórias significativas 
de auto-agressão, estão a tentar auto agredir-se ou que estão a tentar sair com a 
intenção de se auto-agredir, são doentes de alto risco.
Angústia devido à dor Doente angustiado e inconsolável devido à dor.
Angústia marcada Os doente que apresentam perturbações físicas ou emocionais acentuadas 
preenchem este critério.
Apneia Falta de respiração ou esforço respiratório durante 10 segundos, conforme 
avaliação pelo olhar, a audição e o tacto.
Apresentação de segmentos 
fetais
Fase de nascimento ou o aparecimento de outras partes fetais na vagina.
dicionário de discriminadores
200 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
Articulação quente Qualquer aumento de temperatura em redor de uma articulação preenche este 
critério. Frequentemente acompanhado por eritema.
Asma sem melhoria com o seu 
tratamento habitual
Esta história deve ser fornecida pelo doente. A ausência de melhoria com uma 
terapêutica de broncodilatadores prescrita pelo médico assistente é igualmente 
significativa.
Ausência de pulso Nenhum pulso central é sentido por um período de 5 segundos, ou ausência 
evidente de sinais de circulação.
Avaliação da respiração Algumas vezes a respiração é irregular. Quando a frequência respiratória é 
demasiado elevada >29/min ou muito baixa < 10/min o doente é classificado 
com a prioridade vermelho.
Avulsão dentária recente Extracção dentária há < 7 dias.
Baba-se Saliva que escorre da boca devido à incapacidade de engolir.
Broncospasmo Pode ter sibilância audível. Deve ter-se em mente que a dificuldade respiratória 
grave pode ser silenciosa (o ar não se movimenta).
Cefaleia Qualquer dor em redor da cabeça não relacionada com uma determinada 
estrutura anatómica. A dor facial não está incluída.
Celulite escrotal Eritema e edema à volta do escroto.
Choque O choque deve-se à distribuição inadequada da perfusão sanguínea e do 
oxigénio pelos tecidos. Os sinais clássicos incluem suores, palidez, taquicardia, 
hipotensão e nível de consciência reduzido.
Choro prolongado ou 
ininterrupto
Qualquer criança que chore continuamente, durante duas horas ou mais, 
preenche este critério.
Cólicas Dores intermitentes. A cólica tem tendência a aparecer e a desaparecer durante 
um período de cercade 20 minutos.
Com palpitações Doente que refere na triagem sentir palpitações.
Comportamento estranho 
na criança
Criança que se comporta de forma não habitual numa determinada situação. 
Os tutores prestam frequentemente esta informação de forma voluntária. Estas 
crianças são muitas vezes referidas como "rabugentas" ou "indispostas".
Comportamento disruptivo O comportamento disruptivo é um comportamento que afecta a boa ordem do 
serviço de urgência. Poderá ou não ser ameaçador.
Compromisso vascular distal Combinação de palidez, frio, alteração sensitiva e/ou dor, com ou sem ausência 
de pulsação distal à lesão.
Compromisso da via aérea A via aérea poderá estar comprometida, quer por não se conseguir manter aberta 
ou quer porque os reflexos protectores da via respiratória (que evitam a 
aspiração) se perderam. A incapacidade de manter a via aérea aberta poderá 
resultar de uma obstrução total ou parcial, intermitente ou não. Isto manifestar-
-se-á por sons como o ressonar ou o gorgolejar durante a respiração.
Contaminação de ferimentos Um ferimento que contém matéria extrínseca de qualquer tipo diz-se estar 
contaminado.
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
201
Convulsão actual Doentes que se encontram actualmente sofrendo de convulsões (na fase tónica, 
clónica ou com outra manifestação relevante) preenchem este critério.
Corrimento Corrimento anormal pelo pénis ou vagina.
Criança não reactiva As crianças que não reagem a estímulos verbais ou dolorosos dizem-se não 
reactivas.
Défice neurológico agudo Qualquer perda de função neurológica acontecida ≤ 24 horas, incluindo 
alterações sensitivas, redução da força (temporária ou permanente) dos membros 
ou alterações funcionais vesicais ou do intestino.
Deformação Situação sempre subjectiva. Estão implícitas angulações ou rotações anormais.
Deformação grosseira Esta situação será sempre subjectiva. Está implícita uma angulação ou rotação 
grosseira e anormal.
Diplopia Imagem dupla que desaparece com a oclusão de um dos globos oculares. 
Dispneia aguda Dificuldade respiratória que se desenvolve subitamente ou uma repentina 
exacerbação de dispneia crónica.
Disúria Dor ou dificuldade em urinar.
Doente que anda Num incidente grave em que foi accionado o plano de catástrofe, qualquer 
doente que possa andar, independentemente do eventual ferimento preenche 
este critério
Dor Qualquer expressão de dor preenche este critério. Ver o Capítulo 4 sobre 
avaliação da dor.
Dor abdominal
Dor abdominal associada a dor lombar deverá ser valorizada pois pode 
corresponder a ruptura de aneurisma da aorta ou se relacionada com hemorragia 
vaginal pode estar associada a gravidez ectópica ou aborto espontâneo.
Dor à mobilização 
das articulações
Poderá tratar-se de uma dor por movimento activo (do doente) ou por 
movimento passivo (pelo examinador).
Dor à palpação da região 
temporal
Dor à palpação da região temporal (especialmente sobre a artéria).
Dor epigástrica Entende-se por dor epigástrica a dor ou desconforto no epigastro acompanhada 
de náuseas, hipersudorese e/ou sensação de lipotimia.
Dor que irradia para o ombro Dor sentida na extremidade do ombro pode ser indicativa de uma irritação 
diafragmática. Pode existir com dor epigástrica.
Dor que irradia para a região 
dorsal
Dor que é também sentida no dorso, de forma intermitente ou constante.
Dor moderada Dor significativa mas suportável. Ver o Capítulo sobre avaliação da dor.
Dor pleurítica Dor aguda no tórax, que piora quando se respira, tosse ou espirra.
Dor precordial Classicamente, uma dor constritiva ou pesada no centro do peito, podendo 
irradiar para o braço esquerdo ou para o pescoço. Poderá estar associada a 
suores, náuseas, sensação de lipotimia e/ou dor epigástrica.
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Dor severa Dor significativa e insuportável, frequentemente referida como a pior de sempre. 
Ver o Capítulo sobre avaliação da dor.
Dor testicular Dor nos testículos.
Edema Inchaço ou aumento de volume.
Edema da face Inchaço difuso na face, envolvendo habitualmente os lábios.
Edema da língua Inchaço ou aumento de volume da língua, em qualquer grau.
Enfisema subcutâneo O enfisema subcutâneo pode ser detectado quando se sente uma espécie de 
crepitação à palpação. Poderão existir bolhas de gás e uma linha de demarcação.
Estridor Som que poderá ser inspiratório, expiratório ou ambos. O estridor é ouvido mais 
claramente quando se respira de boca aberta.
Exantema eritematoso 
ou bolhoso
Qualquer erupção de vesículas que cubram uma área superior a 10% da 
 superfície corporal.
Exantema generalizado O exantema poderá aparentar qualquer forma mas será habitualmente 
 eritematoso ou urticariforme.
Erupção cutânea desconhecida Qualquer erupção cutânea cuja causa não se possa identificar.
Exaustão Um doente exausto aparenta redução do esforço respiratório apresentando 
insuficiência respiratória. Esta é uma situação pré-terminal.
Evisceração de órgãos Extrusão de órgãos internos.
Extracção dentária recente Dente que foi extraído há ≤ 24 horas.
Febrícula Temperatura > 37,5 ºC.
Fezes pretas ou raiadas de 
sangue
As fezes aparecem com cor vermelha-escura. A ausência periódica ou temporária 
deste tipo de manifestação não é regra para se excluir um diagnóstico.
Qualquer sinal de apresentação de fezes pretas constitui um alerta.
Forte sensação de angústia Doentes angustiados que se apresentem com perturbações físicas ou emocionais 
acentuadas, preenchem este critério.
Fractura exposta Todos os ferimentos na proximidade de uma fractura devem ser considerados 
suspeitos. A fractura deverá ser considerada como exposta se existir alguma 
possibilidade de comunicação entre o ferimento e a fractura.
Frequência de pulso Número de batimentos cardíacos por minuto.
Frequência respiratória Número de ciclo respiratórios por minuto.
Gangrena escrotal Pele morta, escurecida em redor do escroto e virilha. A gangrena precoce poderá 
não escurecer mas aparecer como uma queimadura de espessura total, com ou 
sem descamação.
Grande hemorragia 
 incontrolável
Quando é impossível controlar rapidamente uma hemorragia através da aplicação 
da pressão directa sustentada, continuando a sangrar fortemente ou a molhar 
rapidamente uma grande quantidade de pensos.
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
203
Gravidez com mais de 24 
semanas
Último período menstrual há 24 semanas ou mais.
Hematemeses O sangue expelido no vómito poderá ser fresco (vermelho-vivo) ou escuro, ou 
com aparência de borras de café.
Hematoquésias, melenas ou 
 rectorragias
Numa hemorragia gastrointestinal maciça e activa, o sangue vermelho-escuro é 
expelido pelo recto. À medida que aumenta o tempo de trânsito gastrointestinal 
o sangue torna-se mais escuro – vindo a tornar-se em melenas.
Hematoma do pavilhão 
auricular
Um hematoma tenso (usualmente pós-traumático) no ouvido externo.
Hematoma do couro cabeludo Uma área elevada e ferida no couro cabeludo, acima da linha da implantação do 
cabelo.
Hematúria clinicamente 
evidente
Sangue na urina visível a olho nu.
Hemoptise Sangue arejado emitido com o esforço da tosse.
Hemorragia exsanguinante Hemorragia de tal forma siignificativa que resultará em morte a menos que seja 
rapidamente controlada.
Hemorragia vaginal em 
gestação > 20 semanas
Qualquer perda sanguínea pela vagina em grávida com > 20 semanas de 
gestação.
Hemorragia vaginal intensa A perda vaginal é extremamente difícil de avaliar. A presença de grandes 
 coágulos ou de um fluxo contínuo preenche este critério. O uso de grandes 
quantidades de pensos higiénicos é sugestivo de grande perda.
Hiperglicemia Glicemia superior a 300mg/dl.
Hiperglicemia com cetose Glicemia superior a 200 mg/dl com cetonémia (ou cetonúria) ou sinais de acidose 
(respiração profunda, etc.).
Hipoglicemia Glicemia inferior a 55 mg/dl.
Hipotermia Se a pele se encontrar fria, considera-se que o doente está clinicamente frio. 
A temperaturadeve ser medida logo que possível – uma temperatura central de 
<35°C é considerada hipotermia.
História cardíaca significativa Antecedentes de doença cardíaca com risco significativo de vida (doença 
coronária ou disritmia).
História clínica significativa Qualquer situação clínica pré-existente que requeira medicação contínua ou 
outros cuidados.
História de convulsão Uma história de eventos convulsivos durante as seis horas antecedentes. Esta 
situação é especialmente significativa no fim da gravidez quando poderá 
significar eclampsia.
História de hematemeses Hematemese recente e clinicamente evidente, vómitos de sangue alterado 
(borras de café) ou de sangue misturado com vómito.
História hematológica 
significativa
Doente com distúrbios sanguíneos que podem desenvolver rapidamente 
complicações.
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História inadequada
(na embriaguez aparente)
Se não existir uma história clara e inequívoca de ingestão aguda de álcool, e 
quando não se pode excluir uma lesão da cabeça, ingestão de drogas, situação 
médica subjacente, etc., então a história é inadequada.
História inapropriada Se o alegado mecanismo não explicar a lesão ou doença aparente, então a 
história é inapropriada.
História de perda de consciência Pode haver uma testemunha fiável que possa dizer se o doente esteve 
inconsciente (e durante quanto tempo). Caso contrário, se o doente não se 
recorda do incidente deve-se presumir que esteve inconsciente.
História de risco especial de 
infecção
Exposição a alto risco conhecido, quer num laboratório ou numa área de infecção 
conhecida.
História psiquiátrica significativa História de doença ou evento psiquiátrico importante.
História significativa de alergia É significativa uma sensibilidade conhecida com reacção grave (ex. nozes ou picadas 
de abelha).
História significativa de diarreia Diarreia que, pela frequência e/ou volume, implica risco iminente de 
desidratação.
História significativa de doença 
respiratória
História de doença respiratória instável ou de episódios anteriores com perigo de 
vida. Incluir os doentes com oxigénioterapia ou ventilação não invasiva 
domiciliária.
História significativa de 
hemorragia gatrointestinal
História de hemorragia gastrointestinal associada a doença ulcerosa ou varizes 
esofágicas.
História de sobredosagem ou 
envenenamento
Esta informação poderá ser prestada por terceiros ou poderá ser deduzida na 
presença de caixas de substâncias perigosas vazias.
História de T.C.E. – Traumatismo 
craneo-encefálico
Qualquer acontecimento traumático envolvendo a cabeça preenche este critério.
História de traumatismo História de um evento fisicamente traumático recente.
História de viagens ao 
estrangeiro
Viagens ao estrangeiro nas últimas 2 semanas. 
Imunossupressão conhecida Qualquer doente sujeito à administração de medicamentos imunossupressores 
(incluindo corticosteróides a longo prazo) ou com doença que cause 
imunossupressão.
Inalação de fumo Deve presumir-se ter havido inalação de fumo quando o doente estiver confinado 
a um espaço cheio de fumo. Os sinais físicos de fuligem oral ou nasal são menos 
seguros, mas significativos se presentes.
Incapacidade de se alimentar Crianças que não ingerem alimentos sólidos ou líquidos (como o esperado por 
via oral). Crianças que ingerem alimentos mas que em seguida os vomitam 
poderão também preencher este critério.
Incapaz de se alimentar Crianças que não ingerem alimentos sólidos ou líquidos (como o esperado) por 
via oral. Crianças que ingerem alimentos mas que em seguida os vomitam 
poderão também preencher este critério.
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205
Incapacidade de andar É importante tentar distinguir entre doentes com dor e dificuldade em andar e 
aqueles que não conseguem andar. Apenas estes últimos podem ser 
considerados como incapazes de se locomover.
Incapacidade de articular frases 
completas
Doentes com dificuldade respiratória tão grande que não conseguem articular 
frases curtas numa só expiração.
Incapacidade de distracção Crianças angustiadas pela dor, ou por outros factores que são incapazes de se 
distrair pela conversa ou pelas brincadeiras preenchem este critério.
Inconsolável pelos pais As crianças cujo choro ou angústia não respondem às tentativas de conforto dos 
pais preenchem este critério.
Indisposição do adulto Doente que não se sente bem, sem queixas específicas. Este fluxograma deverá 
ser utilizado por exclusão.
Infecção local A infecção local manifesta-se habitualmente como inflamação (dor, edema e 
eritema) confinada a um determinado local ou área, com ou sem o aparecimento 
de pus.
Inflamação local A inflamação local envolve dor, edema e eritema confinados a um determinado 
local ou área.
Início agudo pós-traumático O início agudo de sintomas imediatamente, ou pouco depois, de um incidente 
fisicamente traumático.
Início repentino Início em segundos ou minutos. Pode obrigar a pessoa a acordar durante o sono.
Instalação súbita Início ≤ 12 horas.
Lesão Evento recente fisicamente traumático.
Lesão eléctrica Qualquer lesão causada, ou possivelmente causada por corrente eléctrica. Inclui 
corrente alternada e corrente directa, bem como as fontes naturais e artificiais.
Lesão por inalação História de ter estado confinado a um espaço cheio de fumo é o indicador mais 
seguro de inalação de fumo. Podem observar-se depósitos em redor da boca e 
nariz e/ou rouquidão. A história é a forma mais sugestiva para se diagnosticar a 
possível inalação de substâncias químicas, mesmo sem a observação de sinais 
evidentes.
Lesão por inalação de 
substância química
História de inalação de uma substância química potencialmente perigosa. Certos 
químicos deixam sinais específicos enquanto outros podem não o fazer. 
A natureza do perigo pode não ser imediatamente aparente.
Lesão neurológica focal Perda de função limitada a uma determinada parte do corpo (membro, lado, olho, 
etc.).
Lesão ocular Traumatismo ocular recente.
Lesão ocular química Qualquer substância que salpique ou seja colocada nos olhos que venha a causar 
sensação de picadas, queimadura ou que reduza a visão deve presumir-se capaz 
de causar lesão química.
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Lesão recente Lesão ocorrida na última semana é considerada como uma lesão recente.
Lesão torácica Qualquer lesão na área inferior às clavículas e acima do nível das costelas 
inferiores. Uma lesão na parte inferior do tórax poderá causar lesões subjacentes 
aos órgãos abdominais.
Letargia Diminuição do tónus muscular e alteração da postura corporal.
Massa abdominal visível Uma massa visível na observação do abdómen.
Mecanismo de lesão São significativas as lesões penetrantes (facadas ou tiros) e as lesões com elevada 
transferência de energia, tais como quedas de altura, acidentes de tráfego a alta 
velocidade (velocidade superior a 60 km/h), ejecção de um veículo, morte de 
ocupantes e deformação significativa de um veículo. Pode ser especialmente 
significativa uma história de saltar de um edifício em chamas ou de exposição a 
uma explosão.
Menstruação normal A perda de sangue menstrual e a dor que ocorrem na data prevista pelo período 
de tempo esperado.
Mortalidade
(sobredosagem ou 
envenenamento)
Probabilidade de substância ingerida causar doença ou morte. Poderá ser 
necessário pedir aconselhamento ao centro de informações antiveneno para 
estabelecer a situação. Em caso de dúvida, presumir alto risco.
Mortalidade moderada Probabilidade moderada de substância ingerida ou que a vítima foi exposta 
causar doença grave ou morte. Poderá ser necessário recorrer ao aconselhamento 
do centro de informações antivenenos para esclarecer o nível de risco do doente. 
Em caso de dúvida, presumir alto risco.
Muito quente Se a pele se encontrar muito quente diz-se que o doente se encontra 
clinicamentemuito quente. Uma temperatura > 41 °C é muito quente no adulto. 
Na criança é > 39 °C. Ver página 17.
Não se alimenta Crianças que não ingerem alimentos sólidos ou líquidos (como o esperado). 
Crianças que ingerem alimentos mas que em seguida a vomitam poderão 
também preencher este critério.
Não urina Falência de produção de urina ou micção. Isto pode ser difícil de valorizar nas 
crianças (e nos idosos) podendo ser feita referência ao número de fraldas 
utilizadas.
Novos sinais e/ou sintomas 
neurológicos
Podem incluir alteração ou perda de sensibilidade, enfraquecimento dos 
membros (transitório ou permanente) ou alterações do funcionamento da bexiga 
ou intestino (incontinência) há > 24 horas.
Olho vermelho Olhos que se apresentam vermelhos. Um olho vermelho pode ser doloroso, ou 
não, e poderá ser total ou parcialmente afectado.
PEFR baixo (Fluxo expiratório 
máximo)
É um PEFR de 50% ou inferior à melhor PEFR prevista (ver escalas em anexo).
PEFR muito baixo É um PEFR de 33% ou inferior à melhor PEFR, ou PEFR prevista (ver escalas em 
anexo).
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
207
PEFR previsto < 33% O fluxo expiratório máximo previsto considerando a idade e o sexo do doente. 
Alguns doentes podem ter a noção do seu melhor PEFR, podendo este ser 
utilizado. Se a relação da medição prevista for menor que 33% então este critério 
é preenchido.
PEFR previsto < 50% O fluxo expiratório máximo previsto após consideração da idade e do sexo do 
doente. Alguns doentes poderão ter a noção do seu melhor PEFR, podendo este 
ser utilizado. Se a relação da medição prevista for menor que < 50% então este 
critério é preenchido.
Pele crítica Uma fractura ou deslocação poderá deixar fragmentos ou pedaços de ossos a 
pressionar tão fortemente contra a pele que a viabilidade da mesma se encontra 
ameaçada. A pele encontrar-se-á branca e sob tensão.
Pequena hemorragia 
incontrolável
Quando é impossível controlar uma hemorragia rapidamente através da aplicação 
de pressão directa sustentada continuando a sangrar levemente ou a escorrer 
sangue.
Perda recente de audição A perda de audição num ou em ambos os ouvidos < 7 dias.
Perda súbita de visão Perda de visão num ou nos dois olhos durante as 24 horas anteriores.
Possível gravidez Qualquer mulher com amenorreia poderá considerar a possibilidade de gravidez. 
Além disso, qualquer mulher em idade de procriação que pratique sexo não 
protegido deve considerar a possibilidade de gravidez.
Pressão arterial elevada
(na grávida)
Qualquer aumento da pressão arterial em relação ao início da gravidez, ou 
hipertensão arterial conhecida.
Priapismo Erecção sustentada do pénis.
Prolapso do cordão umbilical Prolapso de qualquer parte do cordão umbilical através do colo.
Problema recente Um problema que aparece no decorrer da última semana é considerado como 
um problema recente.
Prostrado Os pais poderão descrever os seus filhos como apáticos, pouco reactivos ou 
“molengões”. O tónus é em geral reduzido – o sinal mais notável é o movimento 
da cabeça.
Provável infecção respiratória Quadro caracterizado por tosse, expectoração e/ou dispneia.
Prurido grave Um prurido insuportável.
Pulso
(catástrofe secundária)
Se o tempo de preenchimento capilar não for medido e o pulso for superior a 120 
por min., o doente será classificado com a prioridade vermelha.
Pulso anormal Bradicardia (< 60 min.), taquicardia (> 120 min.) ou arritmia de novo, ou que não 
se consiga negar como pré-existente.
Púrpura Exantema em qualquer parte do corpo causado por pequenas hemorragias 
subcutâneas. Um exantema purpúreo não fica esbranquiçado (não se torna 
branco) sob pressão.
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Queimadura química Qualquer substância que seja colocada no corpo, ou o salpique, e que cause 
picadas, queimadura ou dor deve presumir-se ter causado queimadura química.
Quente Se a pele estiver quente, diz-se que o doente se encontra clinicamente quente. 
Diz-se que o doente está quente quando tem uma temperatura > 38,5 °C. 
Reacção à dor Reacção ao estímulo da dor. Os estímulos periféricos normais devem ser 
utilizados – é usado um lápis ou uma caneta para aplicar pressão no leito da 
unha. Estes estímulos não devem ser aplicados nos dedos dos pés visto que o 
reflexo espinhal poder causar flexão mesmo na morte cerebral. Não devem ser 
utilizados os nervos supra-orbitários devido à possibilidade de ocorrerem reflexos 
faciais com esgar.
Reacção à voz Reacção ao estímulo vocal. Não é necessário gritar o nome do doente. As crianças 
poderão não reagir devido ao medo.
Reavaliar
(grande traumatismo)
Se não houver a certeza quanto à existência de grande traumatismo é necessário 
reavaliar e pesquisar uma vez mais antes de reclassificar.
Recente redução da acuidade 
vistual
Qualquer redução da acuidade visutal (corrigida) nos últimos 7 dias.
Respiração após abertura da via 
aérea (catástrofe primária)
Em situações de catástrofe, deve ser pesquisada a presença da respiração após as 
manobras de abertura da via aérea. A ausência de respiração durante 10 
segundos após abertura da via aérea, implica a declaração do óbito (uma 
competência médica), a não ser que exista a capacidade para proceder à 
reanimação sem prejuízo no atendimento de doentes com prioridade vermelha.
Respiração ineficaz Doentes que não conseguem respirar suficientemente bem para manter uma 
oxigenação adequada, com falência respiratória, sofrem de respiração ineficaz. 
Poderá resultar num esforço acrescentado para respirar ou em exaustão, 
incluindo respiração tipo "gasping".
Retenção urinária/oligoanúria Incapacidade de urinar com distensão da bexiga e/ou oligoanúria.
Risco de contaminação Quando a exposição implica risco de perpetuação da contaminação do próprio 
ou de terceiros, incluindo profissionais de saúde.
Risco moderado de agressão a 
terceiros
A presença de um risco potencial de agressão a terceiros poderá ser medida 
observando a postura (tensa e rígida), padrões de conversação (voz alta e 
palavras ameaçadoras) e comportamento motor (nervosismo e andar sem parar). 
Em caso de dúvida, presumir alto risco.
Risco moderado de 
auto-agressão
Uma visão inicial do risco de auto-agressão poderá ser formada tendo em conta o 
comportamento do doente. Os doentes que não apresentem uma história 
significativa de auto-agressão, que não tentam activamente auto-agredir-se, que 
não tentam sair do serviço de urgência com a intenção de se auto-agredir, são 
doentes de risco moderado de auto-agressão. Em caso de dúvida, presumir alto 
risco.
Risco moderado de morte por 
envenenamento
Risco moderado de mordedura ou picada pode causar a morte. Em caso de 
dúvida, pedir aconselhamento e presumir alto risco.
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
209
Risco de novas auto-agressões Doente que potencialmente tenta agredir-se mais. Em caso de dúvida, presumir 
alto risco.
Sangue alterado Sangue mais escuro que o sangue vermelho-vivo e frequentemente com um odor 
parecido à melena.
Sangue fresco Sangue não alterado – prontamente identificado pelos doentes e profissionais de 
saúde.
SaO2 baixa Uma saturação de < 95% com ar atmosférico.
SaO2 muito baixa Uma saturação < 95% com terapêutica O2 suplementar ou < 90% com ar 
atmosférico.
Sem reacção Doentes que não reagem a estímulos verbais ou dolorosos são doentes sem 
reacção.
Sem reacção aos estímulos dos 
pais
A falta de qualquer tipo de reacção à cara ou à voz dos pais. Reacções anormais e 
uma aparente falta de reconhecimento dos pais são sinais preocupantes.
Sensação de corpo estranho
(problemas oftalmológicos)
Aumento da sensibilidade acompanhada de lacrimeijo e eritema do globo ocular. 
Sinais de desidratação Sinais que incluem secura da língua, olhos afundados, turgor cutâneo aumentado 
e, em bebés, uma fontanela anterior afundada. Habitualmente associada a uma 
diminuição do débito urinário.
Sinais de dor moderada Crianças jovens e bebés com dor moderadanão se sabem queixar. 
Habitualmente, choram contínua ou intermitentemente e são ocasionalmente 
consoláveis.
Sinais de dor severa Crianças jovens e bebés com dores severas não se sabem queixar. Habitualmente, 
choram contínua e inconsolavelmente podendo apresentar taquicardia. Poderão 
exibir sinais como palidez e suores.
Sinais de meningismo Classicamente, pescoço rígido concomitante com cefaleia e fotofobia.
Sinais neurológicos focais Perda de função limitada a uma parte específica do corpo (membro, lado, olho, 
etc.) ou perda de uma função que piora com o decorrer do tempo.
Sincope Alteração súbita da consciência com colapso cardiocirculatório associado.
Subfebril (Febrícula) Diz-se que um adulto ou uma criança está subfebril quando a temperatura é 
> a 37,5 °C. 
Súbito Acontecido nas últimas 12 horas.
Traumatismo torácico Qualquer traumatismo ou transferência de energia na região torácica.
T.C.E. – Traumatismo 
craneo-encefálico
Qualquer acontecimento traumático envolvendo a cabeça.
Taquicardia acentuada Frequência cardíaca acima de 120 min. num adulto. Em crianças esta situação 
deverá ser relacionada com a idade da criança.
210 GPT – T. 214 348 331 - 214 348 268 F. 214 361 969 gptriagem@gmail.com
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Tempo de preenchimento 
capilar
O tempo de preenchimento capilar é o tempo que levam os capilares do leito 
ungueal a voltarem a encher-se após ter sido aplicada uma pressão de cinco 
segundos. O tempo normal de preenchimento é de até dois segundos. Este sinal 
não é tão útil se o doente estiver frio. Se for prolongado para além de 2 segundos, 
o doente é classificado com a prioridade vermelho.
Totalmente atribuível ao álcool Uma história clara de ingestão de álcool e a exclusão completa de todas as outras 
causas de sintomas e sinais.
Trabalho de parto Qualquer mulher grávida com contracções regulares com intervalo inferior 
a 15 minutos e/ou ruptura de bolsa de águas preenche este critério.
Trabalho respiratório 
aumentado
O aumento do esforço respiratório é demonstrado por sinais como a frequência 
respiratória aumentada, uso de músculos acessórios e/ou estridor ou gemido.
Trauma directo da região 
cervical
Poderá ser vertical (carga), por exemplo quando algo cai sobre a cabeça, por 
flexão se se dobra (para a frente, para trás, para os lados), por torção ou distensão 
(enforcamento)
Trauma escrotal Qualquer evento recente, fisicamente traumático, envolvendo o escroto.
Traumatismo directo da região 
lombar
Poderá ser vertical (carga), por exemplo, quando alguém cai de pé, se se dobra 
(para a frente, para trás ou para os lados), ou por torção.
Traumatismo ocular penetrante Um evento recente, fisicamente traumático com a penetração do globo ocular.
Traumatismo penetrante Um evento recente, fisicamente traumático, que envolve uma penetração directa 
de qualquer aérea corporal por meio de faca, bala ou outro objecto.
Traumatismo torácico Qualquer trauma à região torácica.
Traumatismo vaginal Qualquer história ou outras provas de traumatismo directo da vagina preenchem 
este critério.
TRTS A pontuação do TRTS calcula-se utilizando a codificação da frequência 
respiratória (0-4), a pressão arterial sistólica (0-4) e da Escala de Coma de Glasgow 
(0-4) para se obter uma pontuação total de 0-12. Este sistema de pontuação 
aparece em muitas das etiquetas de triagem disponíveis no mercado.
Vertigem Sensação aguda de andar à roda ou de tontura, possivelmente acompanhada de 
náuseas e vómitos.
Via aérea fechada Os doentes ficam incapacitados de respirar com a via aérea fechada. Se o doente 
se encontrar em apneia. Deve-se executar uma manobra de abertura de via e 
observar o resultado.
Via aérea insegura Doentes que não conseguem manter continuamente a sua própria via aérea 
patente demonstram ter uma via aérea insegura.
Vómitos Qualquer vómito preenche este critério.
Vómitos persistentes Vómitos constantes e/ou frequentes, podendo ser acompanhados de náusea.
Grupo Po r tuguês de Tr iagem
211
ANEXOS
Tabelas
Régua de Dor
Régua de Dor (pediátrica)
Escala de Coma de Glasgow (ECG)
Tabelas de Temperaturas
Tabela de Fluxo Expiratório Máximo
Folha de Catástrofe
Critério para Atribuição da Prioridade Branca
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227
Critérios para atribuição da Cor branCa na triagem 
 
A utilização incorrecta dos serviços de urgência como porta de entrada administrativa, bem como o uso destes serviços 
para execução de actividade “programada” ou não urgente, agrava a pressão sobre os serviços e estimula a incorrecta 
 utilização dos serviços pelos profissionais e utentes.
Identificado o problema e dada a diferença de cultura e postura no Reino Unido em relação a estas situações (que não são 
autorizadas), o Grupo Português de Triagem propôs aos autores Ingleses uma cor que identificasse esses casos – cor branca.
Essa cor permitiria identificar a dimensão do problema em cada serviço de modo a serem identificadas e sistematizadas 
soluções que promovam a correcta utilização dos recursos disponíveis.
Na última reunião de consenso do Grupo Português de triagem foi estabelecido como objectivo nacional que essa 
 percentagem seja inferior a 5% da totalidade dos episódios de urgência.
Cabe aos serviços a correcta monitorização e planeamento de medidas correctivas para cumprimento deste objectivo.
Como atribuição da cor branca na triagem tem sido identificada nas auditorias externas como uma dificuldade, pela 
ausência de critérios uniformizados a nível nacional, esses critérios foram revistos.
são Critérios para atribuição de Cor branCa
1. razões administrativas
• Doente de outro Hospital que necessita de inscrição para execução de exame complementar 
de diagnóstico por acordo entre instituições. (No caso de não ser aberta inscrição para esta 
finalidade, o doente não é triado e não é atribuída cor de prioridade.)
• Cadáver que necessita de registo administrativo para admissão na casa mortuária. 
• Doente chamado para terapêutica não programada (Transplante).
• Doente admitido para o internamento para actividade programada, e que utiliza o posto 
administrativo da urgência para admissão. 
2. razões clínicas
• Doente referenciado por médico (independentemente do local de referenciação ou da 
especialidade) sem situação aguda ou de urgência, seja para a realização de técnica, exame 
complementar ou acto médico não urgente (por exemplo, doente enviado para reavaliação 
clínica, remoção ou renovação de imobilizações, etc. ). 
• Doente referenciado por médico para inclusão em protocolo científico sem situação aguda 
ou de urgência. 
• Utente que recorre ao Serviço ao abrigo do programa de interrupção voluntária de gravidez. 
3. outras razões
• Doentes admitidos para reavaliação por referenciação médica, tendo sido observados 
anteriormente na Urgência, e que actualmente não apresentam situação aguda ou urgente. 
• Colheita de sangue para contra prova – Polícia. 
não são Critérios para atribuição de Cor branCa na triagem
1. Doente readmitido após transferência para outro hospital para efeitos de consultadoria (deverá assumir o processo anterior). 
2. Doente referenciado por médico (independentemente do local de referenciação ou da especialidade) à urgência com 
situação aguda ou urgente. Neste caso, o doente deve ser triado e atribuída a prioridade corresponde à sua situação.
3. Doente que autonomamente procede a inscrição no serviço de urgência para técnica ou acto terapêutico não compaginável 
com o serviço de urgência (deverá ser recusado e encaminhado para área/ serviço mais indicado e anulada a inscrição). 
4. Doente erradamente inscrito na urgência de adultos (doente obstétrico). Deverá ser reencaminhado administrativamente, 
antes de ser triado. 
5. Doente transportado pelo INEM e/ou com apoio de VMER (deverá ser triado normalmente). 
6. Funcionário vítima de acidente de serviço deve ser inscrito e triado normalmente. Deve ser assegurado o cumprimento em 
tempo útil do protocolo para a situação respectiva. 
TRIAGEm no sERvIço 
dE uRGêncIA
Manual 
do forMando
2.ª edição © GRUPO PORTUGUÊS DE TRIAGEM 2010 protocolo de triageM de Manchester
creo

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