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Procedimento Estético Injetável em Microvasos (PEIM) Histórico •1682 (Zollikofer, Suiça): Introdução de ácido na veia para se obter trobose; •1813 (Monteggia, Itália): Sugeriu o uso de álcool absoluto como substância esclerosante; •1849 (Pravaz, França): Inventou a seringa e agulha, Injetou PERCLORETO DE FERRO para tratamento de aneurisma; •Iniciou os tratamentos esclerosantes. •2015: surgiu o nome PEIM, utilizado para o tratamento estético de microvarizes; Introdução O PROCEDIMENTO ESTÉTICO INJETÁVEL PARA MICROVASOS (PEIM) consiste na injeção de um produto químico dentro dos microvasos e telangiectasias. A solução injetada consiste na obtenção de fibrose do microvaso pela irritação do endotélio, provocando trombose, reorganização e desaparecimento do microvaso. A utilização de agentes esclerosantes em microvasos e telangiectasias prejudicados faz com que ocorra endurecimento e obstrução do fluxo sanguíneo. Com essa obstrução, o sangue buscará veias mais saudáveis para que volte a fluir na região, melhorando o aspecto estético e proporcionando uma aparência saudável. O sangue não pode mais penetrar por esta microvaso o que evita a formação de novas telangiectasias no mesmo local. Pode haver necessidade de reaplicação de uma a seis novas injeções para o desaparecimento de cerca de 80 a 90% das lesões. Varicoses são um conjunto de pequenas veias referidas como telangiectasias e veias reticulares. São os distúrbios vasculares mais comuns das extremidades inferiores. Afetando até 60% dos adultos americanos. Como os Microvasinhos aparecem? A origem das varizes Existem dois tipos de veias nos membros inferiores, as veias superficiais que ficam na camada de gordura sob a pele e que podem ser visíveis e existem as veias profundas que ficam no meio da musculatura da perna e não são visíveis; existem ainda as veias comunicantes, que ligam as veias superficiais e profundas. As veias normalmente têm estruturas anatômicas denominadas válvulas que permitem que o sangue vá das pernas ao coração mesmo contra a ação da gravidade. As válvulas permitem ao sangue ir sempre da veia superficial para a profunda, através da veia comunicante, e impedem que o sangue faça o caminho errado mesmo quando a pessoa está de pé ou sentada. Quando essas válvulas estão doentes acontece, então, uma inversão no caminho . Quando essas válvulas estão doentes acontece, então, uma inversão no caminho do sangue, que passa a ir de cima para baixo e da veia profunda para a superficial. Este fato provoca um aumento do volume de sangue dentro da veia superficial, ocorrendo o processo de dilatação e aparecimento das varizes. Uma compreensão do sistema venoso do parte inferior da perna é importante para o tratamento adequado. O sistemas venoso é divididos em dois sistemas: Como os Microvasinhos aparecem? Superficial.Profundo Alterações no funcionamento das Válvulas Aumento do volume sanguíneo dentro das veias superficiais Dilatação dos vasos Esquema que mostra o sistema de válvulas dentro das veias. A esquerda a válvula esta preservada e a direita a válvula esta incompetente e o sangue volta permitindo a dilatação anormal da veia. Causas • Pré-disposição familiar; • Predominante no sexo feminino; • Terapia hormonal (estrógenos); • Posição ereta prolongada; • Exposição a fontes de calor; • Insuficiência venosa; • Traumas; • Sobrepeso; • Obesidade. Tipos de varizes: Primárias e Secundárias • Existem dois tipos de varizes: Ø As chamadas primárias, que surgem por uma tendência hereditária. Ø As chamadas secundárias que surgem por doenças adquiridas no decorrer da vida e são de tratamento mais difícil. Ø As mais comuns são as varizes primárias que aparecem nas pernas como linhas vermelhas e azuis de diversos tamanhos e apresentam uma conotação antiestética muito importante. Varizes Primárias • Ardor plantar; • Incômodo ao ficar muito tempo em pé; • Esses sintomas desaparecem quando o paciente caminha ou deita. Varizes Secundárias • Dor ; • Cansaço; • Peso nas pernas quando o paciente fica em pé; • Edema venoso; • Esses sintomas aumentam quando o paciente caminha e demoram muito a desaparecer quando o paciente deita. Classificação científica das varizes • Baseada na Clínica, Etiologia, Anatomia e Patofisiologia) • Classificação muito complexa e não utilizada na prática de atendimento de pacientes. • Classificação Clínica – Classificação Estético Funcional ou ‘’ Classificação de Francischelli’’, que divide em 4 tipos Tipos de Varizes • Tipo 1 – IVIPE – INSUFIÊNCIA VENOSA DE IMPORTANCIA PREDOMINATEMENTE ESTETICA Varizes pequenas telangiectasias (vasinhos), veias reticulares ( microvasos). • Tipo 2 – IVIFE – INSUFIENCIA VENOSA DE IMPORTANCIA FUNCIONAL E ESTÉTICA São um problema de saúde (funcional) como um problema de aparência (estética). • Tipo 3 – IVFA – INSUFICIENCIA VENOSA FUNCIONAL ASSINTOMATICA São um problema de saúde (funcional) sem que o paciente tenha preocupações estética e que ainda não apresentam complicações. Indicação na Biomedicina Estética • Para tratamento de TELANGIECTASIAS E VEIAS RETICULARES (TIPO 1) • Telangiectasias – pequenos vasos localizados na derme e Resultantes de uma dilatação na vênula, capilar ou arteríola que podem aparecer isoladamente ou confluentes “ teia de aranha” - 0,1 a 1 mm de diâmetro • Microvasos – pequenos vasos localizados no tecido subcutâneo Trajeto tortuoso ou retilíneo e aspecto saliente na pele - 1 a 2mm de largura (algumas literaturas até 4mm) IVIPE Insuficiência Venosa de Importância Predominantemente Estética • TELANGIECTASIAS = vasinhos • VEIAS RETICULARES = microvasos Telangectasias • A. Simples; • B. Arborizadas; • C. Aracneiform; • D. Pápulas. • Telangiectasia: tele é longe, • Angio é vaso • Ectasia é dilatação Portanto, dilatação do vaso distante (pele). Veias Reticulares • São maiores, e se apresentam como trajetos longos, azulados, e estão sob a pele, mas a ela intimamente relacionadas. • É muito frequente a associação de telangiectasias da face lateral da coxa, com estas veias reticulares que se estendem para a região lateral do joelho e atinge até a perna. • Apesar de ser um problema de saúde, uma doença, estas pequenas veias não causam riscos imediatos, sendo um problema que atinge mais a autoestima do paciente. Procedimento pode ser realizado com: • Glicose a 50% ou 75%; • LIP (luz intensa pulsada); • Laser ND YAG. Procedimento Estético injetável para microvasos (PEIM) Glicose a 50% ou 75% Esclerosantes • Glicose 50% e Glicose 75% Mais seguro com relação a alergia, menor risco de hipercromia quando injetadas fora do microvaso. • Opcional: ü lidocaína 1ML (alívio da dor); ü bolsa de gelo no local da aplicação (alívio da dor), • Outras drogas: ü Polidocanol 0,5% - 2%; ü Etanolamida. Glicose 75% • Mecanismo de Ação: A glicose hipertônica (glicose 75% - glicose com alta concentração de soluto) é uma solução osmótica que age promovendo a desintegração das células da parede dos vasos sanguíneos e que, consequentemente, acarreta a destruição e desintegração da parede do vaso. A glicose é o agente esclerosante mais viscoso (que tem uma consistência grossa e pegajosa entre o sólido e o líquido), chegando a ser extremamente lenta a sua injeção. A glicose hipertônica (glicose 75% - glicose com alta concentração de soluto) apresenta ação lenta de 30 minutos a 4 dias, sendo considerada mais suave e menos capaz de produzir grandes descamações quando comparada aos agentes esclerosantes do tipo detergentes (por serem fluidos e fáceis de injetar em alto fluxo, provocam maiores descamações). • A aplicação da glicose 75% pode provocar reações de dor, ardência local e cãibras, sendo que tais sintomas remitem rapidamente (menos de 5 minutos). • Este líquido provoca uma alteração na célula da parede do vaso fazendo com que ele desapareça e seja reabsorvido. • Quando o líquido continua na circulação e atingeos vasos maiores é diluído pelo sangue e perde a concentração e, portanto, o efeito. • Minimizando os efeitos indesejáveis. Glicose 75% Local de realização Clínica Repouso Não há Tempo de procedimento 10-30 minutos Retorno para as atividades domésticas Imediato Retorno para as atividades profissionais Imediato Retorno para as atividades esportivas 1 dia Restrição de sol Sim Custo Baixo PEIM Tratar as varizes estéticas é “unir o útil ao agradável”. Agradável é melhorar a aparência e a auto estima, útil é controlar uma doença que pode causar complicações futuras. Contraindicações • RELATIVA: Gravidez, longo período acamado, recente episódio de Tromboflebite superficial ou trombose profunda, diabete descompensada, tumor maligno, doença de glândula suprarrenal. • ABSOLUTA: Certas doenças do fígado (hepatite virótica aguda, tóxico ou droga induzida; cirrose), estado febril, alergia e bronquite asmática, algumas doenças do coração (miocardites e endocardites). Falha da Técnica • Injeção de volumes excessivos de esclerosante; • Injeção fora do microvaso; • Pressão exagerada na punção => Pode levar a uma inflamação perivascular extensa, estimulando o processo de angiogênese (mecanismo de crescimento de novos vasos sanguíneos a partir dos já existentes) à Angiogênese pós escleroterapia. Complicações • Hiperpigmentações; • Recidivas; • Telangiectasias secundárias; • Não desaparecimento; • Edema temporário; • Urticária; • Bolhas (compressão por faixas ou esparadrapo); • Necrose (úlcera); • Flebite (inflamação nas veias. Prevenção • Meias elásticas; • Evitar o Sol e o Calor; • Evitar o excesso de peso; • Fazer exercícios; • Evitar o uso de anticoncepcionais hormonais; • Evitar ficar sentado ou em pé por muito tempo; • NÃO EXISTE CURA!!!! Anamnese • Alergias; • Tendência a hiperpigmentação; • Cicatrizes ou foliculites hiperpigmentadas; • Pele amarela; • Distúrbios de coagulação; • Vasculite (inflamação na parede dos vasos); • Uso de anticoncepcionais. • Reposição hormonal; • Gravidez; • Antibióticos; • Distúrbios do metabolismo de ferro. O antibiótico Minociclina produz hiperpigmentação pós escleroterapia por provável interferência na degradação de hemossiderina. Anamnese Exame Físico - Inspeção • Observar a paciente de pé e descalça; • Observar dilatações superficiais importantes; • Aumento de volume de um ou dos dois membros inferiores; • Presença de hiperpigmentação; • Presença de dermatite, cicatrizes, úlceras. Palpação • Endurecimento subcutâneo; • Aumento de temperatura no vaso dilatado; • Varizes endurecidas (tromboflebite). Registro Fotográfico • Local com boa iluminação; • Fundos uniformes de preferência na cor branca; • Fotografe os membros (membro inteiro – anterior e posterior); • Fotografe as áreas (procure uma melhor posição que evidencie bem os vasos); • Sempre busque pontos que iram diferenciar os lados do corpo, como joelhos, panturrilha e pés. • RUIM (FUNDO EM DESARMONIA, ESCURA ) • BOA (ILUMINAÇÃO E QUALIDADE) Técnica • Utiliza um líquido muito concentrado, chamado esclerosante. • Utilizar bolsa de gelo antes do procedimento para alívio da dor e conforto do paciente. • Utilizar lidocaína junto a glicose para amenizar a dor (caso paciente sensível). • Injeta através de micro agulhas 30G (extremamente finas), dentro do vasinho. • Começando pelos de maior calibre até que o vasinho seja preenchido pela solução esclerosante ou perca da punção. • Comprimir as punções com micropore, esparadrapo ou faixa elástica; • Realizar as sessões com intervalos de 15 dias na mesma região, ou a critério; • Quantidade média 3 a 5 mL, variável de acordo com a quantidade e calibre dos microvasos; • Não ultrapasse 10 mL por sessão, independente da quantidade de telangiectasias e microvasos; • Caso de hematomas e inchaço: (pomadas tais como: TROMBOFOB, HEPARINA SÓDICA, VENALOT OU HIRUDOID de 3 a 5 vezes ao dia). Técnica Sclerotherapy: Treatment of Varicose and Telangiectatic Leg Veins ,Mitchel P. Goldman , Robert A Weiss, 1991. Passo a Passo • Higienizar o local com gaze e algodão. • Colocar bolsa de gelo sobre a região por alguns segundos. • Introduzir a agulha nos vasos de maior calibre. • Ângulo de 15° a 45° (em média). • Iniciar a injeção e observar o desaparecimento imediato do vaso ‘’ poderá ficar visível logo após aplicação’’(aplicação na luz do vaso). • Injetar até formar pequenas pápulas (botões). • Parar a aplicação e iniciar em nova área caso necessário. • Avisar o paciente que irá sentir desconforto inicial e logo após poderá apresentar coceira ´pedir para que não coce`. Logo Após Procedimento Evolução do Processo PEIM RECOMENDAÇÕES PRÉ- PROCEDIMENTO ESTÉTICO PARA MICROVASOS? • Evite tomar bebidas alcoólicas nos dois dias que antecedem a sessão; • Não depile ou raspe as pernas ou use óleos ou cremes nos dias que for fazer tratamento; • Se possível tome banho antes de cada sessão, utilizando sabonetes antibactericidas; • Evite banhos muito quentes por todo o período que estiver em tratamento. RECOMENDAÇÕES PÓS-PROCEDIMENTO ESTÉTICO PARA MICROVASOS • Imediatamente após cada sessão, pode-se manter as pernas com compressão, preferencialmente por meia elástica indicada. • A meia elástica pode ser usada todos os dias, principalmente nos três primeiros dias após cada sessão. • Evite grandes caminhadas e ficar em pé por longos períodos no dia de tratamento. • Evite atividades de impacto ou carregue grandes pesos nas primeiras 24 horas após cada sessão. • Não tome banho muito quente durante todo o tratamento. • Não se exponha ao sol enquanto tiver vestígios e sinais da aplicação na região. • Depilação, Massagem, Atividade Física após 12-24 h. • Não compare o seu resultado com o de outras pessoas, cada organismo responde de forma única ao tratamento, siga a risca as orientações feitas especificamente para você em consultório. Dicas • Dicas para evitar as varizes: • Evitar ganhos exacerbados de peso; • Adotar uma dieta rica em fibras para evitar a constipação intestinal; • Procurar não permanecer muito tempo parado em pé ou sentado; • Não usar cintas abdominais apertadas; • Realizar caminhadas e/ou exercícios físicos com supervisão médica; • Não fumar; • Utilizar sistematicamente meias elásticas de média compressão, principalmente durante a gravidez; • Evitar anticoncepcionais. Onde Comprar? • Laboratórios : – Pineda – Sag – Biometil – Octalab – HalexIstar