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Assistência de Enfermagem à Criança com Diarréia e Desidratação
Prof. Ms. Carina Ceribelli
Prof. Dra. Daniela Doulavince
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Conceito
	Diarreia é o aumento do número de evacuações e diminuição da consistência das fezes com perda excessiva de água e eletrólitos. 
	Aguda: Infecciosa, causada por bactéria, vírus ou parasita, de curso autolimitado, com duração máxima de 14 dias. 
	Crônica: Caracterizada por aumento da frequência e alterações na consistência das fezes com duração superior a 14 dias.
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Epidemiologia
	No Brasil ainda é uma das principais causas de morbimortalidade infantil; Influenciada por saneamento básico, condições de higiene pessoal e ambiental, nível socioeconômico e cultural.
	Há uma relação estreita entre a diarreia a desnutrição, uma favorecendo o desenvolvimento da outra.
	A abordagem incorreta favorece o prolongamento da diarreia por mais de 14 dias : síndrome da diarreia persistente.
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Agentes Etiológicos
	Bacterianas: E. coli, Shigella, Salmonela, Vibrio colerae, Stafilococos aureus, Pseudomonas aeruginosa;
	Vírus: rotavírus, adenovírus;
	Parasitas: Giardia lamblia, Entamoeba histolytica, Strongyloides stercoralis, Schistossoma mansoni, áscaris lumbricoide.
	Intolerâncias e alergias alimentares.
	Efeito colateral de antibioticoterapia: ampicilina, tetraciclinas e outros.
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Histórico de Enfermagem
	Início da diarréia
	Evolução
	Caracteristicas das fezes
	Febre
	Prostração
	Vômitos
	Dor abdominal
	Distensão abdominal
	Sintomas pulmonares
	Uso de medicamentos
	Alergias
	Condições sociais, sanitárias e de habitação
	Antecedentes de parasitoses
	Evidências de imunodeficiências
	Cirurgias abdominais
Exame Físico
Toda criança com diarréia deve ser classificada de acordo com o seu estado de hidratação pelo seu estado geral e achados do exame físico em:
1) Sem desidratação 
2) Algum grau de desidratação
3) Desidratação grave 
SEM DESIDRATAÇÃO: 
 
Aspecto: alerta 
Enchimento capilar < 2 segundos 
Pulso: cheio 
Elasticidade da pele: normal 
 Olhos: normais 
Fontanela: normal 
Mucosas: úmidas
Diurese presente
 
CLASSIFICAÇÃO
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ALGUM GRAU DE DESIDRATAÇÃO: 
 
Aspecto: irritada, com sede 
Enchimento capilar entre 2-4 segundos 
Pulso fino, PA normal e discreta taquipnéia Elasticidade da pele: diminuída 
Olhos: fundos Fontanela: funda Mucosas: secas e choro sem lágrima 
Diurese presente ou diminuída (oligúria) 
CLASSIFICAÇÃO
DESIDRATAÇÃO GRAVE:
Aspecto: deprimido, letárgico 
Enchimento capilar maior que 4 segundos 
Pulso: impalpável com hiperpnéia (profunda e rápida) 
Elasticidade da pele: diminuída 
Olhos: fundos 
Fontanela: funda 
Mucosas: secas, rachadas 
Anúria 
CLASSIFICAÇÃO
Choque Hipovolêmico
	Estado geral: prostrado, hiporreativo ou comatoso
	Olhos em enoftalmia pronunciada
	Mucosas secas e saliva espessa
	Enchimento capilar >10 segundos
	Fontanela deprimida
	Pulso fino de difícil palpação, taquicardia compensatória e hipotensão
	Oligúria ou anúria
	Défcite de peso acima de 10%
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 Exames
	Exames laboratoriais:
	Exames de sangue e fezes:
	Coprocultura e bacterioscopia.
	Hemograma e hemocultura.
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TRATAMENTOS
	TRO (Terapia de Reposição Oral)
	TRV (Terapia de Reposição Venosa)
	MEDICAMENTOS
TRV Terapia de Reposição Venosa
	Consiste na administração de líquidos por via endovenosa para prevenir ou corrigir a desidratação.
	As soluções para infusão endovenosa e correção da desidratação são calculadas pelo médico de acordo com peso e altura da criança.
	A punção venosa deve ser realizada em qualquer veia acessível como em membros e até couro cabeludo antes que a desidratação se torne grave.
INTRA ÓSSEA
	Via alternativa para a infusão de líquidos e medicamentos através de uma agulha de grande calibre inserida na cavidade medular de um osso longo (fêmur ou tíbia).
	Procedimento doloroso somente realizado em situações extremas (choque hipovolêmico ou séptico) onde não é possível acesso venoso.
INTRA ÓSSEA
Alimentação
	É tão importante quanto a hidratação na abordagem da diarréia.
	Por isso, não se indica pausa alimentar. 
	O aleitamento materno, deve ser 
mantido e incentivado. 
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Alimentação
	Habitualmente o tratamento da diarréia aguda restringe-se à hidratação e nutrição da criança.
	Alimentação habitual, em volumes menores, a intervalos menores. 
	Mais importante: um bom aporte calórico, utilizando alimentos densamente calóricos e microbiologicamente adequados.
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Medicamentos
	Antieméticos: Digerex, Digesan, Digestina, Dramavit, Dramin.
	Antiespasmódico: medicamento que suprime a contração do tecido muscular liso, especialmente em órgãos tubulares. Ex. Buscopan, Sedalene, Abalgin, outros.
Medicamentos
	Antibióticos
	Casos graves de diarréia invasiva
	Febre alta com mal estar geral
	Desnutridos graves
	Recém-nascidos e lactentes
	Imunodeprimidos 
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DIARREIA
RISCO DE DESEQUILIBRIO ELETROLÍTICO 
VOLUME DE LÍQUIDOS DEFICIENTE
Manter aleitamento materno e/ou alimentação adequada.
Oferecer outros líquidos, tais como suco de frutas e água.
Oferecer solução de reidratação oral ou soluções prontas (Pedialyte, Reidrate, Hidrafix) em pequenas quantidades em intervalos curtos. 
Orientar sinais de desidratação a mãe e quando alertar a equipe.
DIAGNÓTICOS e INTERVENÇÕES
DIARREIA
RISCO DE DESEQUILÍBRIO ELETROLÍTICO 
VOLUME DE LÍQUIDOS DEFICIENTE
Na fase de reidratação calcular um volume de 50 a 100 ml/kg para as primeiras 4 horas.
Pesar a criança no início e de hora em hora, sem roupas e fralda.
Oferecer TRO em livre demanda, conforme aceitação. Anotar o volume ingerido de hora em hora. 
Realizar balanço hídrico.
 
DIAGNÓTICOS e INTERVENÇÕES
DIARREIA
RISCO DE DESEQUILÍBRIO ELETROLÍTICO 
VOLUME DE LÍQUIDOS DEFICIENTE
A TRO por sonda nasogástrica pode ser escolhida quando a ingestão oral, após duas horas de início, é muito baixa: 
Velocidade de 30ml/kg/hora nos primeiros 10 minutos, até 60ml/kg/hora. 
Anotar volume infundido e peso da criança de hora em hora. 
Completar a hidratação por SNG em cinco a seis horas. 
 
 
DIAGNÓTICOS e INTERVENÇÕES
DIAGNÓTICOS e INTERVENÇÕES
HIPERTERMIA
Controle de temperatura e SSVV.
Medidas não farmacológicas para controle da febre como compressas, banho, arejar ambiente e vestimentas adequadas.
DOR
Medidas não farmacológicas para controle e alívio da dor como posicionamento, massagens, compressas e recreação.
DIAGNÓTICOS e INTERVENÇÕES
VÔMITO
Realizar balanço hídrico anotando, além da quantidade, características como: frequencia, cor, odor, presença de sangue e alimentos mal digeridos.
Assegurar administração de drogas antieméticas quando possível.
Posicionar para previnir aspiração.
Aguardar pelo menos 30 min. antes de ofertar TRO novamente.
Controlar fatores ambientais (odores, imagens e outros) para evitar estímulo.
DIAGNÓTICOS e INTERVENÇÕES
CONFORTO PREJUDICADO
RISCO DE INTEGRIDADE DA PELE PREJUDICADA
Higiene corporal (banho e troca de fralda) e de ambiente.
Observar integridade da pele e presença de alterações ou lesões no banho e troca de fralda.
Mudança de decúbito.
Recreação e humanização da assistência.
Esclarecimento de dúvidas e orientação da criança e família.
DIAGNÓTICOS e INTERVENÇÕES
RISCO DE INFECÇÃO
RISCO DE QUEDA
Higiene corporal (banho e troca de fralda) e de ambiente.
Cuidados para segurança do paciente como lavagem das mãos.
Isolamento,se necessário com orientação da família.
Manter grades de berço ou cama elevadas.
Orientar mãe ou acompanhante a não dormir com criança no colo.
REFERÊNCIAS
	Hockenberry J H, Wilson, D. WONG, Fundamentos de Enfermagem Pediátrica, 8º. Edição, ed. Elsevier, 2011.
NANDA Diagnósticos de enfermagem da NANDA, definições e classificações. Porto Alegra: Artmed, 2012-2014.
	MARCONDES, E. Pediatria Básica, 9° ed. São Paulo, Elsevier, 2010.
	NIC Classificação das Intervenções de Enfermagem. 5º ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2010.
ESTUDO DE CASO
	HISTÓRICO (entrevista e exame físico)
	Levantamento de problemas 
	Diagnósticos de enfermagem (características definidoras e fatores relacionados!)
	Prescrições de enfermagem (cuidados e ações de enfermagem para solução dos problemas encontrados no histórico)
ATÉ A PRÓXIMA !!!

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