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1. A ideia de "projetar para reduzir os erros humanos" vem, cada vez mais, ocupando posição de destaque nas empresas que primam pela gestão da qualidade. O objetivo das organizações é atender às necessidades da carteira de clientes, apresentando soluções para os seus problemas. Se todos os atores da organização, em cada etapa do processo produtivo, desde o fornecedor até o cliente, estiverem com o mesmo pensamento focado na prevenção, a chance de ocorrer erros será muito pequena. Nesse contexto, a inspeção apresenta forte importância na detecção desses erros, gerados nos processos e repassados aos produtos. No entanto, mesmo utilizando procedimentos padrões para a fabricação, os defeitos gerados por erros de montagem, matérias-primas não apropriadas e ferramentas com más condições de conservação e uso podem continuar se perpetuando na linha de produção. Disserte sobre os erros, suas formas de surgimento nas organizações e, ainda, possíveis sistemas para inspeção de erros e adequação dos processos, a fim de evitar falhas. Resposta Esperada: Somos incapazes de conseguir manter o mesmo padrão durante todo o tempo em todas nossas atividades, portanto, erros podem acontecer. Contudo, os erros devem ser medidos e acompanhados pelo gestor ou responsável para entender as principais causas dos problemas e, consequentemente, planejar as ações adequadas para contenção e correção. O custo para prevenir os erros é menor do que o custo para corrigi-los. É necessário avaliar o índice, os erros e as falhas dos processos completos ao final de um dia para conseguir comparar os desempenhos. Esses desempenhos, por sua vez, podem ser tanto nos processos quanto nos indivíduos, ou seja, o desempenho individual do operador ao longo da jornada diária de trabalho. Por fim, os erros também podem ser gerados por funcionários que, conscientemente, violam as regras dos processos da empresa e, não registram as falhas ou os retrabalhos. Independentemente do motivo, seja por medo de represálias dos chefes ou por simples descaso com a operação. A fim de evitar esses comportamentos, quando as pessoas omitem os erros ou os cometem de modo voluntário, o papel do gestor é relatar o erro. "Sistemas à prova de falhas" e "Zero defeito" são sistemas implantados pelas empresas para identificar atividades não conformes, evitando as falhas. 2. Em 1968, Armand Feigenbaum usou o termo TQC (Total Quality Control - Controle Total da Qualidade), nos EUA, para definir um sistema capaz de integrar os esforços para a qualidade com todos os departamentos da empresa, empregando, para tanto, alguns especialistas. O controle da qualidade total é um sistema administrativo aperfeiçoado no Japão a partir de ideias americanas ali introduzidas após a Segunda Guerra Mundial. Esse sistema baseia-se na participação de todos os setores da empresa e de todos os empregados no estudo e condução da gestão da qualidade. Na mesma época, no Japão, Kaoru Ishikawa instaurou o CWCQ (Company-wide Quality Control - Controle da Qualidade por toda a empresa). Disserte sobre as principais diferenças entre os dois sistemas, o desenvolvido no Japão e o posto em prática nos EUA, ressaltando seus pontos fortes e desvantagens. Resposta Esperada: O foco de ambas as teorias é a satisfação dos clientes, porém a principal diferença entre o modelo japonês e o americano está no fato de que, para Kaaoru Ishikawa, não existe a necessidade de dar exclusividade a especialistas, ou seja, no Japão, desde o início para com os esforços em prol da qualidade, sempre houve um grande envolvimento e comprometimento dos funcionários nas atividades de gestão da qualidade. Enquanto nos EUA, as empresas focam suas preocupações em detectar a causa dos problemas e segregação das não conformidades, os japoneses investem seu tempo no desenvolvimento de dispositivos "à prova de falhas", também conhecidos como Pokayokes. Em 1990, estudos comprovaram os resultados expressivos do modelo japonês frente ao norte-americano no que tange os seguintes aspectos: (%) de sugestões aproveitadas; participantes com ao menos uma sugestão ao ano; recompensa por sugestão; economia por funcionário por ano; economia por sugestão. Os gestores das empresas nos EUA incentivaram seus funcionários para a redução de custos apenas, enquanto que, no Japão, o foco é nas pequenas, mas constantes, melhorias. O modelo de TQC japonês tem conseguido gerar diferenciais competitivos bastante significativos, um exemplo é a própria montadora de carros Toyota, que em 2008 suplantou pela primeira vez na história da indústria automobilística mundial, o poderio norte-americano da General Mortors (GM), e atualmente passou a ser a maior montadora de carros do planeta.