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FISIOPATOLOGIA DA REPRODUÇÃO-convertido

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https://noticias.botucatu.com.br/2018/05/07/pesquisa-da-unesp-ebotucatu-analisa-metodo-de-fertilizacao-em-eguas/
https://www.youtube.com/watch?v=DWxl5ocft80
 
 
DIAGNÓSTICO 
 
Histórico clínico e achados no 
exame físico: 
 
• Hiperemia da mucosa; 
• Corrimento vulvar mucóide, 
• mucopurulento ou purulento; 
• Presença de petéquias 
• Citologia vaginal e vaginoscopia. 
 
 
 
 
Variação nos achados: 
 
• Processos inflamatórios: origem das secreções. 
• Anomalias congênitas 
• Fases do ciclo reprodutivo: CE, gestação, 
puerpério 
 
 
 
 
 
 Urovagina – égua 
 
✓ PROLAPSO VAGINAL 
 
 
 
Hiperplasia vaginal (Aumento/edema) 
Proestro e estro (fêmea sob estimulação estrogênica) 
Prolapso vaginal: Parede da vagina projeta-se pela 
rima vulvar 
 
Etiologia: 
 
• Predisposição hereditária; 
• Gestação (normalmente nos últimos dois 
meses); 
• Idade avançada, decúbito (aumento da pressão 
intra-abdominal); 
• Distensão exagerada do útero (hidropsia, 
gestações gemelares), tenesmo (inversão), 
confinamento (falta de exercícios), 
• Tração forçada; 
• Extração forçado do macho durante a cópula. 
 
TRATAMENTO 
 
Objetivos: 
 
• Recolocar os tecidos prolapsados na sua 
posição natural, 
• Evitar que ocorram recidivas 
• Permitir que o animal tenha uma vida 
reprodutiva normal. 
• Limpeza e desinfecção da região perineal e das 
partes prolapsadas: Sol. antissépticas suaves. 
• Lesões: pomada analgésica, anti-inflamatória e 
antimicrobiana. 
• Reposicionamento em seu lugar natural 
(facilitado pela anestesia peridural 
intercoccígea) 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
• As patologias reprodutivas da fêmea é um 
dos principais fatores que influenciam na 
fertilidade; 
• Comprometendo a eficiência reprodutiva, 
bem como a eficiência produtiva. 
• Sendo assim, é essencial o conhecimento 
dos métodos diagnóstico e das formas de 
tratamento as patologias 
 
AULA 9 - COMPLEXO HIPERPLASIA ENDOMETRIAL 
CÍSTICA -PIOMETRA 
 
 
✓ Definição: Piometra caracteriza-se por uma 
infecção uterina, com acúmulo de pus no lúmen 
uterino. Trata-se de uma desordem mediada 
por hormônios, que pode ocorrer em qualquer 
estágio do ciclo estral, porém acontece mais 
frequentemente no diestro. 
 
✓ A Hiperplasia Endometrial Cística (HEC) é 
considerada um dos fatores predisponentes ao 
desenvolvimento de hidrometrite, mucometrite e 
piometrite. 
 
✓ Complexo Hiperplasia Endometrial Cística 
(HEC) – Piometra: 
 
Acumulo de líquido (Mucometra/hidrometra) 
associado à depressão imunológica; Causada 
pela progesterona na fase luteínica; 
 
• + redução na atividade miometrial e fechamento 
da cérvix; 
• Favorecem as condições uterinas para a 
instalação bacteriana 
 
✓ Incidência 
 
 
• Considerando-se as enfermidades que afetam o 
trato reprodutivo da cadela; 
• Piometra é uma das condições patológicas + 
severas; 
• Responsável por um índice elevado de 
mortalidade quando não diagnosticada 
precocemente (mortalidade entre 4 e 20%). 
• Acomete geralmente animais de meia-idade ou 
idosas; 
• Podendo também ocorrer em fêmeas jovens 
• Utilizaram tratamentos hormonais prévios 
• Doenças hormonais intercorrentes 
• Cadelas não castradas/castradas 
• Desenvolvimento frequente durante a FASE 
LUTEÍNICA (diestro); 
• Quando a produção de progesterona pelo 
ovário é alta; 
• Após a administração de progestinas exógenas 
 
 
✓ OCORRÊNCIA DA HEC-PIOMETRA 
 
Trabalhos demonstraram a ocorrência da Piometra : 
 
• Entre os dias 11 e 30 após o pico de LH, o útero 
torna-se mais susceptível à infecção. 
 
✓ ADMINISTRAÇÃO DE PROGESTÁGENOS 
SINTÉTICOS 
 
Agente inibidor de estro, um análogo sintético da 
progesterona. Ação contraceptiva: 
 
• Ocorre pela diminuição da frequência dos 
pulsos de hormônio liberador da 
• gonadotrofina (GnRH) 
• Pela redução na liberação dos hormônios 
luteinizantes (LH) e folículo estimulante (FSH); 
• Essenciais na maturação dos folículos e na 
ovulação. 
 
✓ PROGESTÁGENOS SINTÉTICOS 
 
Estimular a proliferação das glândulas endometriais 
Sequela: hiperplasia endometrial cística (HEC) 
 
• Aumenta a atividade secretória das glândulas 
endometriais. 
• Produção e acúmulo de grandes quantidades 
de fluidos dentro do útero. 
• Fechamento da cérvix e inibição da atividade 
contrátil do miométrio 
• Impede a drenagem de fluido intrauterino 
 
 
✓ FISIOPATOLOGIA DO COMPLEXO HEC-
PIOMETRA 
 
• Papel do estrógeno e da progesterona: 
 
Estrógeno: 
 
o Influência a proliferação das células epiteliais da 
mucosa vaginal; 
o Aumento da espessura da camada endometrial; 
o Aumento do número de receptores de 
progesterona do endométrio; 
o Promove abertura da cérvix; 
o Aumenta o fluxo sanguíneo (descargas 
vulvares); 
o Resposta inflamatória celular (glóbulos brancos) 
 
 
A ovulação, culmina em média após 48 horas do pico 
de LH e faz com que o antigo folículo ovariano (E2) 
se transforme em corpo lúteo. 
 
 
Progesterona: 
 
o Manutenção de um ambiente favorável a uma 
possível gestação; 
o Fechamento da cérvix; 
o Aumento do número e atividade das glândulas 
endometriais; 
o Diminuição da motilidade miométrica; 
o Diminuição da resposta inflamatória. 
 
As respostas ou efeitos provocados pelos hormônios 
estrógeno e progesterona no útero têm efeito cumulativo 
a cada ciclo estral. 
 
Sob a influência estrogênica: Cérvix se abre ↔ 
Permite a entrada de bactérias da microbiota normal da 
vagina para o lúmem uterino. 
 
• O E2 aumenta o número de receptores de P4 no 
endométrio; 
• Após a ovulação → P4 se liga ao seu receptor 
situado no endométrio 
 
Promovendo 
 
Aumento da quantidade e atividade das glândulas 
endometriais; 
 
• Em resposta da super estimulação, secretam > 
quantidade de fluídos. 
• Inicialmente estéril, contém nutrientes e pH 
favoráveis ao crescimento bacteriano; 
• Diminuição da resposta inflamatória o processo 
se instala 
 
 
✓ BACTÉRIAS PREVALENTES NA PIOMETRA 
 
• 70% - Escherichia coli; 
• Tem afinidade por células endometriais sobre 
influência de P4. 
• No momento de sua destruição libera 
endotoxinas que são responsáveis pela 
sintomatologia sistêmica. 
• Outras bactérias citadas: Klebsiellas, 
• Pseudomonas, Staphylococcus e 
Streptococcus 
 
 
✓ SINAIS E SINTOMAS CLÍNICOS 
 
Começam a ser observados: 
 
Geralmente: 
 
• Quatro a oito semanas após o final do estro, ou 
• Quatro a oito semanas após a aplicação de 
progestinas exógenas; 
• Correspondendo ao período do diestro. 
 
 
✓ CLASSIFICAÇÃO DA PIOMETRA 
 
Baseada na apresentação da cérvix: 
 
• PIOMETRA ABERTA: secreção vaginal 
presente pela abertura da cérvix (75%). 
 
• PIOMETRA FECHADA: @ com distensão 
abdominal e sem secreção vaginal pela cérvix 
apresentar-se fechada (Forma + grave). Pode 
ter casos de secreção vaginal. Vai variar. 
 
 
 
 
✓ PIOMETRA DE CÉRVIX ABERTA 
 
• Secreção vaginal - mau odor e coloração 
sanguinolenta a mucopurulenta; 
• Letargia, depressão, inapetência, anorexia, 
• Poliúria, polidipsia, vômito e diarreia; 
• Lambe excessivamente a região vulvar. 
 
 
 
 
✓ PIOMETRA DE CÉRVIX FECHADA 
 
Sinais + acentuados: 
 
• Depressão, letargia, poliúria, polidipsia, vômito, 
diarréia e possivelmente distensão abdominal. 
• Frequentemente os animais estão : 
• Desidratados, septicêmicos, toxêmicos e em 
choque. 
 
 
✓ PROBLEMAS RENAIS 
 
• Poliúria e polidipsia compensatórias - relacionadas 
à diminuição da capacidade dos túbulos renais em [ 
]urina; 
• Comum desenvolver insuficiência renal aguda; 
• Uma das principais complicações; 
• ↑ do índice de mortalidade 
• Origem imune - deposição de imuno-complexos 
(bactéria-anticorpo) 
 
✓ DIAGNÓSTICO 
 
Diagnóstico normalmente não é difícil! 
 
EXAME FÍSICO; 
 
• Vaginoscopia e Citologia Vaginal; 
• Radiografia Abdominal; 
• Ultrassonografia Abdominal; 
• Urinálise e análise hematológica; 
 
✓ VAGINOSCOPIA E CITOLOGIA VAGINAL 
 
 
• Pode demonstrar sinais de inflamação, infecção 
e presença de massas; 
 
• Além de determinar a origem da descarga 
vulvar

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