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Gerenciamento de Escopo em Projetos: Estrutura Analítica do Projeto (EAP)

Aula sobre gerenciamento de escopo e criação da Estrutura Analítica do Projeto (EAP/WBS). Aborda decomposição em pacotes de trabalho, representações (organograma e texto indentado), atributos da EAP, dicionário, contas de controle, inclusão da fase de gerenciamento e reutilização de estruturas.

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AULA 4 
GERENCIAMENTO DE ESCOPO 
EM PROJETOS
Prof. Marcelo Bellon Ferreira 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Veremos nesta aula um dos documentos mais importantes do projeto, 
aquele que foca as entregas: a estrutura analítica do projeto (EAP). Também é 
conhecida como estrutura analítica do trabalho (EAT), ou mesmo por seu nome 
em inglês, work breakdown structure (WBS). 
A EAP demonstra graficamente todo o trabalho que será realizado ao longo 
do projeto, facilitando o entendimento da equipe, das partes interessadas ou de 
qualquer outra pessoa. 
Veremos que a EAP tem atributos que complementam o diagrama (que 
veremos mais adiante), assim como um dicionário e contas de controle. 
Ao final do trabalho de geração da EAP e seus atributos é possível que os 
documentos tenham de ser atualizados. Isso acontece por que a equipe 
"amadurece" com relação ao que deve ser entregue em razão do trabalho de 
produção da EAP e da melhor visualização do escopo que ela propicia. 
CONTEXTUALIZANDO 
Após o processo de detalhamento do escopo, o gerente de projetos e sua 
equipe já devem ter condições de saber o que se espera das entregas. 
Mesmo assim, uma visualização gráfica ajuda a entender as relações entre 
cada entrega, e também a analisar os itens de maneira individual visando o 
entendimento do todo. É aqui que a estrutura analítica do projeto (EAP) auxilia. 
Os itens que compõe a EAP possuem atributos que permitem planejamento 
e controle em outras áreas do projeto, como as de custos, tempo e até mesmo 
qualidade. 
TEMA 1 – CRIAÇÃO DA ESTRUTURA ANALÍTICA DO PROJETO (EAP) 
A criação da EAP resulta de um processo que decompõe o escopo em 
“pequenos escopos”, o que facilita, principalmente, o gerenciamento do trabalho. 
Essa divisão não ocorre em apenas um nível, mas, sim, em quantos níveis forem 
necessários para que se conheça com mais exatidão quem executará cada tarefa, 
quanto elas custarão e quanto tempo levarão para serem executadas. 
Cada pequeno escopo, que é a menor medida de trabalho a que se pode 
chegar, é chamado de pacote de trabalho. 
 
 
3 
A representação da EAP deve demonstrar a divisão do trabalho. Ela pode 
ser feita na forma de um organograma ou de um texto indentado, por exemplo. A 
primeira maneira é certamente a mais utilizada. Vejamos exemplos dessas 
representações: 
Figura 1 ‒ Divisão de trabalho em um projeto: organograma x texto indentado 
 
 
 Casa 
 Fundação 
 Terraplanagem 
 Base de concreto 
 Paredes 
 Colocação dos tijolos 
Nesse exemplo, nos referimos à decomposição de entregas em termos de 
produto. Outra maneira seria identificar as fases do produto, como 
desenvolvimento, testes, homologação e produção. As opções de estrutura da 
EAP podem ser definidas nos documentos de gerenciamento do projeto ou nos 
manuais da empresa. 
Segundo o manual de EAP da NASA1, ela é desenvolvida identificando-se 
primeiramente o sistema ou o item final do projeto a ser estruturado e, em seguida, 
subdividindo-o sucessivamente em produtos ou elementos de trabalho 
subsidiários cada vez mais detalhados e gerenciáveis. Assim, consegue-se 
planejar, executar, monitorar e controlar com mais facilidade não só o escopo do 
projeto, mas também as informações sobre prazo e custo. É importante ressaltar 
que o objetivo da EAP é apresentar todo o trabalho que será entregue, e não ser 
um cronograma. Ela também ajuda a identificar aquele trabalho que não tem 
relação com o escopo e que, por isso, não gera nenhum pacote de trabalho. 
Então, para construirmos a EAP, devemos começar de cima para baixo. 
Nosso primeiro nível (o chamado nível 0) deve conter o nome do projeto; no nível 
seguinte, temos as fases; em outro, podemos já ter pacotes de trabalho ou 
 
1 O manual de EAP da NASA, work breakdown structure (WBS), está disponível em: 
<https://evm.nasa.gov/handbooks.html>. 
1 Casa
1.1 Fundação
1.1.1 
Terraplanagem
1.1.2 Base de 
concreto 
1.2 Paredes
1.2.1 Colocação 
dos tijolos
 
 
4 
subfases; e assim por diante. Discutiremos até que nível chegar em um dos 
próximos temas. 
Além das fases pertinentes ao produto que será entregue pelo projeto, a 
EAP também deve conter uma fase de gerenciamento de projeto. Afinal, serão 
desenvolvidos produtos de gerenciamento, como documentos (termos de entrega, 
atas de reunião, planos etc.). O exemplo a seguir mostra isso. 
Figura 2 ‒ Fase de gerenciamento de projeto 
 
Uma boa prática na criação da EAP é reutilizar estruturas de projetos 
anteriores. Por mais que cada projeto seja único, aqueles que já passaram por 
todo o processo de execução, amadurecimento e mudanças gerarão ganho de 
produtividade. 
TEMA 2 – ATRIBUTOS DA ESTRUTURA ANALÍTICA DO PROJETO (EAP) 
Vamos entender agora quais são as características (ou os atributos) da 
EAP. Para facilitar essa compreensão, nosso modelo básico aqui será o gráfico 
que se assemelha a um organograma (mas o mesmo se aplica a listas 
indentadas). 
Qualquer caixa de nossa EAP é um item, e não um pacote de trabalho. A 
diferença é que os itens ainda sofrerão "decomposição" até se transformarem em 
pacotes de trabalho. 
Os pacotes de trabalho também são itens, mas são os menores níveis da 
EAP, sem nenhum outro nível abaixo deles. Eles contêm informações sobre 
tarefas a serem realizadas. 
As tarefas são efetivamente o conjunto de ações que devem ser 
executadas para se cumprir o trabalho e obter o resultado esperado. Assim, 
geralmente são representadas por um verbo, enquanto os itens podem ser 
representados por um substantivo. 
Projeto Carro 
Elétrico
Gerenciamento 
do Projeto
Design Homologação Fabricação Comercialização
 
 
5 
E para entender os detalhes da tarefa, utiliza-se o dicionário da EAP. Para 
cada pacote, o dicionário da EAP terá um item explicativo sobre o trabalho 
necessário ali e outras informações. 
É importante ressaltar que se um item tem apenas um novo subitem ‒ um 
pacote de trabalho ‒, ele não tem razão de existir; nesse caso, as tarefas devem 
ficar alocadas nele, ganhando, assim, o status de "item pacote de trabalho". 
Figura 3 ‒ Item pacote de trabalho 
 
Na EAP da Figura 3, podemos ver o que foi informado no parágrafo anterior. 
A Tarefa 1 não tem razão de existir, e o trabalho alocado a ela deverá ser mantido 
na Fase 1, que poderia receber a nomenclatura utilizada para os pacotes de 
trabalho. 
Como a EAP deve conter todas ‒ e apenas ‒ as tarefas necessárias 
relacionadas ao escopo do projeto, temos aqui informações para gerar a linha 
base de escopo. O item 5.4.3.1 do PMBOK® (2014) diz: “A linha de base do 
escopo é a versão aprovada de uma especificação de escopo do projeto, de uma 
estrutura analítica do projeto (EAP) e seu dicionário da EAP associado, que só 
pode ser mudada através de procedimentos de controle formais, e é usada como 
uma base de comparação”. 
A importância da EAP é tão grande que ela é uma das principais entradas 
nos processos de gerenciamento de custo, de gerenciamento de prazos e até 
mesmo de identificação de possíveis riscos. 
TEMA 3 – REGRAS DE OURO PARA A CRIAÇÃO DE UMA ESTRUTURA 
ANALÍTICA DO PROJETO (EAP) 
Dada a importância já informada do processo de criação da EAP, 
sugerimos que algumas regras sejam seguidas. 
Projeto 1
Fase 1
Tarefa 1
Fase 2
Tarefa 3
Tarefa 4
Tarefa 5
 
 
6 
Falamos muito em decomposição em vários níveis. Mas quantos níveis são 
necessários? Na verdade, não existe uma quantidade certa, mas, sim, um 
resultado esperado. Em projetos pequenos, talvez três ou quatro níveis sejam 
suficientes, mas grandes projetos (como, por exemplo, colocar em órbita uma 
nova estação espacial) exigem uma decomposição muito maior. 
O último nível, o de pacotes de trabalho, deve permitir que identifiquemos 
quem é o responsável por ele (não estamos falando aqui da equipe, que pode 
conter mais do que uma pessoa), para que possamos estimarseu custo e o tempo 
de execução com certo grau de precisão. E o escopo do pacote de trabalho deve 
ser preferencialmente único. Mas, no caso de pacotes muito pequenos, podemos 
aglutinar as entregas para que o custo de gerenciamento não fique 
desproporcional ao valor entregue. 
O tamanho de cada pacote de trabalho e seu prazo de execução podem 
ser limitados por regras do projeto ou por regras da empresa; então, é importante 
que o gerente de projeto saiba até onde pode ir. Pacotes pequenos podem 
encarecer demais o gerenciamento, e pacotes muito grandes podem não ser tão 
efetivos quanto se espera. 
Uma sugestão para os pacotes de trabalho é que fiquem entre oito horas 
(um dia de trabalho) e 40 horas (uma semana). Temos aqui então uma escala que 
facilita o gerenciamento. Dois pacotes de quatro horas se transformam em um 
pacote de oito horas, juntando-se o escopo; um pacote de 60 horas pode ser 
dividido em dois pacotes de 30 horas, quebrando-se o escopo para facilitar o foco 
da equipe naquela tarefa e facilitar a visualização do tempo do projeto. 
Vejamos o exemplo a seguir. A duração dos pacotes de trabalho chamados 
de Parede A, Parede B, Parede C e Parede D foi estimada em duas horas para 
cada um deles. Assim, seguindo nossa regra “8-40”, devemos alterar a EAP para 
que o item Quarto 1 seja o nível final, um pacote de trabalho, com duração 
estimada de oito horas. 
Figura 4 ‒ Pacote de trabalho: regra "8-40" 
 
Pintura da casa
Quarto 1
Parede A
Parede B
Parede C
Parede D
Quarto 2
Sala
 
 
7 
Perceba que, de acordo com o resultado final nesse nosso exemplo, temos 
a mesma efetividade ao executarmos a tarefa e fazermos a validação e o controle 
do resultado. É claro que exceções podem existir, desde que sejam devidamente 
justificadas e tragam benefícios para o projeto. 
Outra regra que pode ser seguida diz respeito à nomenclatura dos itens. A 
EAP deve demonstrar que existe um trabalho a ser feito, mas não precisa explicá-
lo. Para isso serve o seu dicionário. Assim, nomes curtos, e não frases, são o ideal 
para as caixas dos itens. O que pode ser colocado ‒ e que ajuda na identificação 
e na organização dos itens ‒ é a utilização de uma numeração hierárquica. Assim, 
a EAP que vimos na Figura 4 ficaria da seguinte forma: 
Figura 5 ‒ Nomenclatura dos itens 
 
Saiba mais 
Veja o videocast de Ricardo Vargas sobre a elaboração de uma EAP, 
disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=TS9eciG-Ddw>. Acesso em: 
18 dez. 2017. 
TEMA 4 – DICIONÁRIO DA ESTRUTURA ANALÍTICA DO PROJETO (EAP) 
O dicionário da EAP é complementar ao diagrama gerado. Ele contém 
informações sobre os itens da EAP, em especial sobre os pacotes de trabalho: 
escopo, entregas, prazos, custos estimados, responsabilidades etc. 
Para cada item da EAP deve haver um item no dicionário que explique com 
clareza as tarefas que devem ser cumpridas em cada um dos pacotes de trabalho, 
além de sua identificação e relação com outros pacotes. 
Da mesma forma que ocorre com outros documentos de gerenciamento de 
projeto, o ideal é que exista um modelo para o dicionário da EAP, mostrando os 
atributos que devem ou que podem ser abordados. Essa uniformidade de 
informação faz com que toda a equipe saiba o que esperar do projeto antes 
mesmo de ter acesso ao documento. 
1. 0 Pintura da casa
1.1 Quarto 1
1.1.1 Parede A
1.1.2 Parede B
1.1.3 Parede C
1.1.4 Parede D
1.2 Quarto 2
1.3 Sala 
https://www.youtube.com/watch?v=TS9eciG-Ddw
 
 
8 
A seguir, veremos parte do conteúdo da EAP de um projeto de pintura de 
casa. Foram omitidas as seções de versionamento, descrição e aprovação do 
documento. Em um documento real, essas seções são fundamentais. 
Quadro 1 ‒ Conteúdo parcial de um projeto de pintura de uma casa 
Código 
EAP 
Item Descrição 
1.0 Pintura da casa 
1.1 Quarto 1 
1.1.1 Parede A Parede com 18 m2 que deverá receber uma demão 
de tinta na cor verde-claro. É a parede da esquerda 
ao se entrar no quarto. Previsão de oito horas para 
concluir todo o trabalho. 
Executor: equipe 2 do projeto. Responsável: Sr. 
João. 
1.1.2 Parede B Parede com 10 m2 que deverá receber duas 
demãos de tinta na cor branca. É a parede do fundo 
ao se entrar no quarto. Previsão de oito horas para 
concluir todo o trabalho. 
Executor: equipe 2 do projeto. Responsável: Sr. 
João. 
1.1.3 Parede C Parede com 18 m2 que deverá receber duas 
demãos de tinta na cor verde-claro. É a parede da 
direita ao se entrar no quarto. Previsão de oito 
horas para concluir todo o trabalho. 
Executor: equipe 3 do projeto. Responsável: Sr. 
Mário. 
1.1.4 Parede D Parede com 10 m2 que deverá receber uma demão 
de tinta na cor branca. É a parede em que a porta 
está instalada. Previsão de oito horas para concluir 
todo o trabalho. 
Executor: equipe 2 do projeto. Responsável: Sr. 
João. 
1.2 Quarto 2 As quatro paredes do quarto totalizam 30 m2 e 
devem receber duas demãos de tinta na cor azul. 
Previsão de doze horas para concluir todo o 
trabalho. 
Executor: equipe 3 do projeto. Responsável: Sr. 
Mário. 
1.3 Sala As quatro paredes da sala totalizam 40 m2 e devem 
receber 2 demãos de tinta na cor branca. É 
necessário que se aguarde a conclusão das 
pinturas dos quartos (atividades 1.1 e 1.2) para que 
este cômodo possa ser pintado. 
Executor: equipe 2 do projeto. Responsável: Sr. 
João. 
 
 
9 
Veja que se qualquer pessoa ler a EAP de nosso projeto e o seu dicionário 
já poderá entender qual é o escopo e o trabalho que deve ser realizado. 
Nosso projeto determina que apenas essas informações são necessárias, 
mas outras podem ser incluídas. Exemplos: 
 premissas e restrições referentes aos itens; 
 marcos de cronograma, com datas previstas para o início e o fim das 
tarefas; 
 recursos necessários (nesse caso, trata-se de recursos humanos e 
materiais); 
 estimativa de custos; 
 padrões de qualidade esperados para a execução dos serviços; 
 critérios de aceitação que norteiam o controle, a validação e a entrega dos 
serviços; 
 normas técnicas que podem ser utilizadas na execução dos trabalhos; 
 listagem dos artefatos de controle do projeto que devem ser produzidos 
para aquele item; 
 contratos com fornecedores quando há terceirização de algum serviço; 
 relação da entrega do item com outros itens, projetos ou mesmo programas 
da empresa. 
Leitura obrigatória 
Veja um exemplo de EAP e seu dicionário, disponível em: 
<https://projectdesignmanagement.com.br/blog/eap-e-dicionario-da-eap-projeto-
exemplo/>. Acesso em: 18 dez. 2017. 
TEMA 5 – MÉTODOS DE CONTROLE 
Para controlarmos o projeto utilizando a estrutura analítica do projeto (EAP) 
como meio, podemos nos valer de contas de controle, que é mais uma informação 
fornecida pelo dicionário da EAP. 
O PMBOK® (2014) diz que: “Uma conta de controle é um ponto de controle 
do gerenciamento onde o escopo, custo real e cronograma são integrados e 
comparados ao valor agregado para uma medição do desempenho. Essas contas 
de controle são localizadas em pontos de gerenciamento selecionados na EAP”. 
Uma conta de controle faz com que o gerente de projeto não precise ater-
se a cada detalhe de cada pacote de trabalho, mas apenas evidenciar o que é 
 
 
10 
mais crítico para o monitoramento. O ponto de controle pode estar em qualquer 
nível da EAP, podendo inclusive estar em mais de um nível. Veja o exemplo a 
seguir. 
Figura 6 ‒ Exemplo de conta de controle 
 
Na EAP da Figura 6, as contas de controle são aquelas representadas em 
verde. Veja que elas estão distribuídas em vários níveis, de acordo com o que o 
gerente do projeto estabeleceu como importante para monitorar custo, escopo e 
cronograma. Veja que todos os pacotes de trabalho estão ligados de alguma 
forma a uma conta de controle que, quando consolidada, dará informações sobre 
todo o projeto. 
O item escolhido para ser transformado em uma conta de controle deve ser 
aquele que representao valor mais importante do projeto. Na Figura 6, a Fase 1 
pode ser controlada por aquilo que for entregue ao longo de toda a fase. Já a Fase 
2 precisa de um controle maior em cada uma de suas subfases. E a Fase 3 tem 
pacotes de entregas críticos, que serão contas de controle. Seguramente, os 
pacotes de entrega da Fase 3 têm um valor de orçamento significativo e, por isso, 
pedem um monitoramento mais de perto. 
A análise de uma conta de controle que esteja no nível do pacote de 
trabalho pode parecer microgerenciamento ou zelo em excesso, mas a verdade é 
que o foco do gerente deve estar no caminho crítico do projeto para evitar desvios 
que possam inviabilizar o seu prosseguimento. 
A ideia de uma conta de controle é muito similar à de um centro de custo, 
que aglutina todos os custos de um departamento, projeto ou serviço. Mas aqui, 
além do custo, também temos informações sobre escopo e prazo. Sua 
Projeto X
Fase 1
Subfase 1
Entrega 1
Entrega 2
Entrega 3
Fase 2
Subfase 1
Entrega 1
Entrega 2
Subfase 2
Subfase 2.1
Subfase 2.2
Fase 3
Entrega 1 Subfase 1
Entrega 1
Entrega 2
 
 
11 
comparação com as linhas base utilizando uma técnica de análise de valor 
agregado é a melhor forma de o gerente de projeto saber se tem as rédeas do 
trabalho executado ou se é necessário tomar providências para que o projeto volte 
ao que era esperado dele. 
O porte do projeto influencia a definição dos pontos de controle, além do 
tamanho da equipe de monitoramento e controle. A equipe do projeto deve ter 
sempre um responsável pelo ponto de controle, que reportará ao gerente o 
andamento daquele conjunto de pacotes de trabalho, alertando-o principalmente 
quando houver desvios do custo, do cronograma e do escopo planejados. 
Vale lembrar que não é porque um item não tem o status de conta de 
controle que ele não é importante; afinal, se vários pequenos problemas não são 
controlados eles podem se tornar um único problema grande. 
FINALIZANDO 
Vimos que a estrutura analítica do projeto (EAP) é um documento que 
enfatiza as entregas e mostra graficamente a organização do trabalho. 
Seus atributos são os itens do diagrama, que são decompostos até o último 
nível, conhecido como pacote de trabalho. Não há uma regra fixa e rígida quanto 
à quantidade de níveis para essa decomposição, mas o bom senso deve 
prevalecer. Se o pacote de trabalho tiver um prazo de execução muito pequeno, 
os custos de controle e gerenciamento podem ficar maiores que o próprio valor 
agregado ao projeto pela tarefa executada. Algo semelhante vale para pacotes de 
trabalho muito grandes, que não promovem efetividade ao processo; além de 
dificultar a escolha de um responsável por ele, atrapalham em termos de custo 
individual e prazos de execução. 
Outro documento importante que conhecemos foi o dicionário da EAP, que 
serve de guia e explicação para cada um de seus itens, fornecendo uma série de 
informações para a equipe que executará as tarefas. 
Finalmente, conhecemos as contas de controle que auxiliam no 
monitoramento do projeto, estabelecendo quais são os itens e seus níveis dentro 
da EAP que devem ser mais evidenciados para o gerente de projeto. 
 
 
 
12 
REFERÊNCIAS 
BLOG MPM. EAP e dicionário EAP: projeto (exemplo). Disponível em: 
<https://projectdesignmanagement.com.br/blog/eap-e-dicionario-da-eap-projeto-
exemplo/>. Acesso em: 18 dez. 2017. 
LLEDÓ, P. Monitoramento e controle de projetos. Rio de Janeiro: FGV. 
NASA. NASA Work Breakdown Structure (WBS) handbook. Disponível em: 
<https://evm.nasa.gov/handbooks.html>. Acesso em: 18 dez. 2017. 
PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Um guia do conhecimento em 
gerenciamento de projetos: Guia PMBOK®. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2014. 
VARGAS, R. V. Elaborando a estrutura analítica do projeto (EAP). Videocast. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=TS9eciG-Ddw>. Acesso em: 
18 dez. 2017. 
_____. Gerenciamento de projetos: estabelecendo diferenciais competitivos. 8. 
ed. Rio de Janeiro: Brasport, 2016. 
XAVIER, C. M. S. Gerenciamento de projetos: como definir e controlar o escopo 
do projeto. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. 
https://www.youtube.com/watch?v=TS9eciG-Ddw

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