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Modelos métodos e artefatos

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MKZ0071_v1.0
Escritório de projetos 
e integração
Modelos, métodos e artefatos 
em gestão de projetos
O que são e qual sua importância
Bloco 1
Rogério Fernandes Roberto
Vamos refletir?
Como você garantiria que um 
projeto complexo, com várias 
partes envolvidas e desafios 
imprevistos, fosse concluído 
com sucesso, dentro do prazo e 
do orçamento, e, ainda assim, 
atendesse às expectativas dos 
clientes e stakeholders? 
Quais ferramentas, métodos e 
modelos você acredita que 
sejam essenciais para alcançar 
esse resultado? 
Introdução
A gestão de projetos é mais do que apenas 
planejamento e execução, trata-se de aplicar 
estratégias e ferramentas que garantam que cada 
passo esteja alinhado com os objetivos da 
organização. 
Exploraremos como modelos, métodos e artefatos 
podem transformar a maneira como os projetos 
são conduzidos, proporcionando uma base sólida 
para o sucesso.
Conceitos
Projeto
Modelos
São estruturas 
ou frameworks 
que ajudam a 
entender e 
aplicar 
conceitos de 
gestão em 
diferentes 
contextos.
Exemplos:
Estilos de 
liderança como 
situacional, 
autocrática etc.
Gestão da 
mudança modelo 
ADKAR, Kotter, 
outros
Modelo Nine Box 
de avaliação de 
desempenho.
Métodos
São técnicas 
específicas 
usadas para 
planejar, 
executar e 
monitorar 
projetos.
Exemplos:
Estimativa PERT, 
que avalia 
cenários entre 
otimista, 
pessimista e 
realista.
Priorização 
MoSCoW usada 
para definir 
prioridades de 
requisitos etc.
Artefatos
São 
documentos e 
ferramentas que 
ajudam a 
organizar e 
documentar 
diferentes 
aspectos do 
projeto.
Exemplos:
Business case: 
justifica a 
necessidade de 
um projeto.
Roadmap que é 
uma 
representação 
visual com os 
principais marcos 
e fases do 
projeto.
Resumo
Modelos, métodos e artefatos não são elementos 
isolados, eles se complementam para formar a base de 
uma gestão de projetos eficaz.
Integração de modelos, métodos e artefatos na gestão de projetos
Fonte: elaborada pelo autor.
Modelos, métodos e artefatos 
em gestão de projetos
Aprofundando os conceitos fundamentais
Bloco 2
Rogério Fernandes Roberto
Modelos em ação
Como um desses modelos pode ser aplicado de maneira prática 
em diferentes cenários de projetos:
Modelo de Maturidade em Gestão de Projetos (PMMM):
• Aplicação: usado para avaliar e melhorar a capacidade da 
organização em gerenciar projetos.
• Exemplo: uma empresa em crescimento pode utilizar o 
PMMM para identificar gaps nas suas práticas de gestão de 
projetos e desenvolver um plano de ação para atingir um 
nível de maturidade mais avançado.
Métodos em ação
Os métodos fornecem o suporte necessário para tomadas de 
decisões estratégicas e ajudam a manter o controle sobre os 
diferentes aspectos de um projeto, veja o exemplo de uso:
Estimativa Program Evaluation and Review Technique (PERT):
Aplicação: método utilizado para calcular prazos de projeto, 
levando em consideração cenários otimista, pessimista e mais 
provável.
Exemplo: em um projeto de desenvolvimento de um novo 
produto, a estimativa PERT foi usada para calcular o tempo de 
entrega de várias fases do projeto. Os prazos foram 
determinados com base em três cenários, resultando em um 
cronograma mais preciso e realista.
Artefatos em ação
Os artefatos oferecem a transparência necessária para garantir 
que todos os stakeholders estejam alinhados e que o projeto 
possa ser controlado de maneira eficiente. Veremos como 
alguns desses artefatos são aplicados na prática:
Termo de abertura do projeto:
Aplicação: formaliza o início do projeto, definindo os objetivos, 
stakeholders e recursos necessários.
Exemplo: em um projeto de reestruturação organizacional, o 
termo de abertura foi utilizado para alinhar todos os 
departamentos envolvidos, estabelecendo uma visão clara e 
acordada do que o projeto deveria alcançar.
Resumo
Agora que exploramos tudo isso, é o momento de 
refletir sobre como esses conceitos podem ser aplicados 
no seu dia a dia profissional. Pense em um projeto em 
que você está trabalhando, atualmente, ou em um que 
já participou. Como essas ferramentas poderiam ter 
ajudado a alcançar melhores resultados?
• Estimativa Pert.
• Métodos de priorização.
• Modelos de liderança.
• Modelos de gestão da mudança.
Modelos, métodos e artefatos 
em gestão de projetos
Desafios em gestão de projetos
Bloco 3
Rogério Fernandes Roberto
Introdução:
Desafios em gestão de projetos
A gestão de projetos, por mais planejada que seja, 
está repleta de desafios que podem surgir a 
qualquer momento. Desde mudanças inesperadas 
no escopo até conflitos internos na equipe, é 
fundamental que os gestores estejam preparados 
para enfrentar essas situações de maneira eficaz.
Desafios comuns:
Desafios em gestão de projetos
Mudanças de escopo: como lidar com solicitações de 
alterações que surgem após o início do projeto?
Conflitos de equipe: estratégias para mediar conflitos e 
manter a equipe alinhada e motivada.
Gestão de expectativas dos stakeholders: técnicas para 
garantir que as expectativas dos stakeholders sejam 
gerenciadas de maneira realista e eficiente.
Restrições de tempo e orçamento: abordagens para lidar 
com prazos apertados e orçamentos limitados sem 
comprometer a qualidade.
Superando desafios:
Desafios em gestão de projetos
Os desafios na gestão de projetos são inevitáveis, mas com a aplicação 
correta de modelos, métodos e artefatos, é possível superá-los de 
maneira eficaz. Exemplo:
Modelo de liderança situacional:
Aplicação: adaptar o estilo de liderança, de acordo com a maturidade 
e capacidade da equipe para enfrentar um desafio específico.
Exemplo: em um projeto com uma equipe nova e inexperiente, um 
estilo de liderança mais diretivo pode ser necessário para manter o 
foco e a produtividade, enquanto em equipes mais experientes, um 
estilo participativo pode promover maior inovação e engajamento.
Superando desafios:
Desafios em gestão de projetos
Os desafios na gestão de projetos são inevitáveis, mas com a aplicação 
correta de modelos, métodos e artefatos, é possível superá-los de 
maneira eficaz. Exemplo:
Método de priorização MosCoW:
Aplicação: usar o método MoSCoW para classificar tarefas e requisitos 
em Must have, Should have, Could have e Won't have this time, 
ajudando a gerenciar escopo e recursos limitados.
Exemplo: durante uma crise de tempo e recursos, a aplicação do 
MoSCoW ajudou uma equipe a identificar as funcionalidades 
essenciais (Must have) e adiar as menos críticas (Could have), 
garantindo a entrega do projeto dentro do prazo.
Usando artefatos de forma integrada:
Desafios em gestão de projetos
Termo de abertura:
Autoriza o início do 
projeto, promove 
alinhamento entre 
stakeholders e 
nomeia o gerente do 
projeto.
Cronograma:
Apresenta a 
sequência de 
atividades, que 
deverá gerar os 
produtos finais 
(entregas) do 
projeto.
Entregas:
Subpartes que 
comporão o produto 
final resultante do 
esforço do projeto.
Relatórios de 
desempenho:
Relatórios feitos com 
base nas medições 
frequentes, que 
visam identificar ou 
antecipar as falhas 
que podem colocar 
em risco os objetivos 
do projeto.
Modelos, métodos e artefatos 
em gestão de projetos
Expandindo o repertório
Bloco 4
Rogério Fernandes Roberto
Superando desafios:
Expandindo o repertório em modelos, 
métodos e artefatos
Os desafios na gestão de projetos são inevitáveis, mas com a 
aplicação correta de modelos, métodos e artefatos, é possível 
superá-los de maneira eficaz. Exemplo:
Modelo de comunicação de stakeholders:
Aplicação: o modelo de comunicação de stakeholders é utilizado para 
planejar e gerenciar as comunicações entre os stakeholders de um projeto. 
Define quem precisa ser informado, com que frequência e por quais meios.
Exemplo: em um projeto de construção de uma nova sede para uma 
empresa, o gestor de projetos utilizou esse modelo para garantir que todos 
os interessados fossem informados e envolvidos no processo. Reuniões 
regulares e relatóriosde progresso foram realizados, o que ajudou a 
prevenir conflitos e alinhar expectativas.
Superando desafios
Expandindo o repertório em modelos, 
métodos e artefatos
Os desafios na gestão de projetos são inevitáveis, mas com a aplicação 
correta de modelos, métodos e artefatos, é possível superá-los de 
maneira eficaz. Exemplo:
Método de Análise de Valor Agregado (EVM):
Aplicação: a Análise de Valor Agregado (EVM) é uma técnica que integra o 
escopo, o cronograma e os custos do projeto para medir o desempenho e o 
progresso. Permite que os gerentes de projeto identifiquem variações e ajustem 
o curso do projeto, conforme necessário.
Exemplo: em um projeto de desenvolvimento de um novo produto tecnológico, 
o EVM foi utilizado para monitorar o desempenho em relação ao custo e ao 
cronograma. Durante a fase de testes, o EVM indicou que o projeto estava acima 
do orçamento e atrasado, permitindo que a equipe tomasse ações corretivas 
imediatas para realinhar o projeto aos objetivos, inicialmente, traçados.
Superando desafios:
Expandindo o repertório em modelos, 
métodos e artefatos
Os desafios na gestão de projetos são inevitáveis, mas com a aplicação 
correta de modelos, métodos e artefatos, é possível superá-los de 
maneira eficaz. Exemplo:
Matriz de riscos:
Aplicação: a matriz de riscos é um artefato utilizado para identificar, categorizar 
e priorizar os riscos de um projeto. Ajuda a equipe de gestão a focar nos riscos 
mais críticos e desenvolver estratégias de respostas eficazes.
Exemplo: durante a fase inicial de um projeto de implementação de um novo 
sistema de Tecnologia da Informação (TI), a equipe usou uma matriz de riscos 
para mapear ameaças potenciais, como falhas técnicas e resistências dos 
usuários. Isso permitiu que a equipe priorizasse os riscos mais graves e criasse 
planos de mitigação, reduzindo significativamente o impacto dos riscos no 
sucesso do projeto.
Resumo:
Expandindo o repertório em modelos, 
métodos e artefatos
Esses dois últimos blocos mostraram sobre entender e aplicar os conceitos de 
modelos, métodos e artefatos em cenários mais complicados:
Modelos: aprendemos que os modelos de liderança e mudança são como mapas, mostram o 
melhor caminho a seguir, dependendo da situação e da equipe que você tem.
Métodos: os métodos são suas ferramentas para resolver problemas específicos. Por 
exemplo como a estimativa PERT e a priorização MoSCoW ajudam a manter tudo sob 
controle, mesmo quando o caos ameaça tomar conta.
Artefatos: os artefatos são os documentos que você vai querer manter por perto. Garantem 
que você não perca o foco e que todos no projeto estejam na mesma página!
Quiz
A
B
C
D
Qual dos seguintes métodos seria mais adequado para 
priorizar os requisitos de um projeto com recursos limitados 
e alta pressão de tempo?
Técnica Delphi.
Análise de Valor Agregado (EVM).
Priorização MoSCoW.
Matriz RACI.
Quiz
A
B
C
D
Qual dos seguintes métodos seria mais adequado para 
priorizar os requisitos de um projeto com recursos 
limitados e alta pressão de tempo?
Técnica Delphi.
Análise de Valor Agregado (EVM).
Priorização MoSCoW.
Matriz RACI.
Quiz - Resolução
Resposta correta: c) Priorização MoSCoW.
A priorização MoSCoW é uma técnica eficaz para priorizar requisitos 
em projetos onde os recursos são limitados e o tempo é um fator 
crítico. Essa metodologia permite que a equipe se concentre no que é 
absolutamente necessário para o sucesso do projeto (Must have), 
enquanto outros requisitos menos críticos (Should have, Could have, 
Won't have) são ajustados ou adiados, conforme necessário. Isso ajuda 
a manter o foco no que realmente importa, garantindo que os 
principais objetivos do projeto sejam alcançados mesmo sob pressão.
Os outros métodos, como a técnica Delphi (opção a), são úteis para 
estimativas consensuais, enquanto a Análise de Valor Agregado (opção 
b) é mais adequada para monitoramento de custos e cronogramas, e o 
modelo RACI (opção d) é uma ferramenta para definir 
responsabilidades, mas não diretamente para priorização de 
requisitos.
Teoria em Prática
Modelos, métodos e artefatos 
em gestão de projetos
Bloco 5
Rogério Fernandes Roberto
Reflita sobre a seguinte situação
Você está gerenciando um projeto de desenvolvimento 
de um novo software para uma empresa que precisa 
lançar o produto em apenas seis meses. 
O time está enfrentando problemas de comunicação, 
mudanças constantes nos requisitos e recursos limitados. 
Além disso, há uma pressão significativa dos stakeholders 
para incluir novas funcionalidades que podem 
comprometer o cronograma.
Norte para a resolução
• Priorizar requisitos: utilize a priorização MoSCoW para 
determinar quais funcionalidades são essenciais e quais 
podem ser adiadas.
• Comunicação eficiente: desenvolva um plano de 
comunicação claro para alinhar as expectativas dos 
stakeholders e manter todos informados sobre as 
mudanças.
• Respostas a riscos: crie uma matriz de riscos para 
identificar e gerenciar os riscos associados à mudança de 
requisitos e ao prazo apertado.
• Monitoramento de progresso: aplique a Análise de Valor 
Agregado (EVM) para acompanhar o desempenho do 
projeto em termos de custo e cronograma.
Norte para a resolução
Aplicando as práticas estudadas: 
1. Priorização MoSCoW: assegure-se de que as 
funcionalidades Must have sejam desenvolvidas primeiro, 
garantindo que o software atenda aos requisitos mínimos 
dentro do prazo.
2. Plano de comunicação: implemente reuniões semanais e 
relatórios de status para manter todos os stakeholders 
informados e engajados.
3. Matriz de riscos: identifique os riscos críticos, como a 
adição de novas funcionalidades, e desenvolva planos de 
contingência para minimizar o impacto no cronograma.
4. EVM: monitore continuamente o custo e o progresso do 
projeto para garantir que qualquer desvio seja identificado 
e corrigido rapidamente.
Dicas do(a) Professor(a)
Modelos, métodos e artefatos 
em gestão de projetos
Bloco 6
Rogério Fernandes Roberto
Consolidando o aprendizado
O que vimos neste tema:
• Modelos.
• Métodos.
• Artefatos.
• Quiz.
• Reflexão sobre situação prática.
Leitura Fundamental
Prezado estudante, as indicações a seguir podem estar 
disponíveis em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual, 
e outras podem estar disponíveis em sites acadêmicos (como o 
SciELO), repositórios de instituições públicas, órgãos públicos, 
anais de eventos científicos ou periódicos científicos, todos 
acessíveis pela internet.
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que 
você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional.
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Este livro é uma leitura essencial para quem esteja 
estudando gestão de projetos. A abordagem 
sistêmica, oferecida por Kerzner, não só ajuda a 
compreender os fundamentos da gestão de projetos, 
mas também pode preparar você para aplicar essas 
práticas de forma adaptável e eficaz, conforme o 
contexto organizacional e os desafios específicos de 
cada projeto.
Referência:
KERZNER, H. Gerenciamento de projetos: uma abordagem 
sistêmica para planejamento, programação e controle. São Paulo: 
Blucher, 2011. 
Indicação de leitura 1
O Guia PMBOK, sétima edição, é a principal 
referência sobre o tema abordado nesse 
material. Leia para complementar seus estudos.
Referência:
PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Guia PMBOK: um guia 
para o conjunto de conhecimentos em gerenciamento de 
projetos. 7. ed. Pennsylvania: PMI, 2021. 
Indicação de leitura 2
Dica do(a) Professor(a)
Filmes:
Além do filme Apollo 13 (com Tom Hanks), de 1955, muito sugerido para 
os estudantes de gestão de projetos, a sugestão é o filme Moneyball - O 
homem que mudou o jogo (com Brad Pitt), de 2011. Esse filme narra a 
históriade Billy Beane, gerente do Oakland Athletics, que usa a análise 
estatística de dados do beisebol para montar um time competitivo com 
recursos limitados. 
A relação com a gestão de projetos é clara: Beane utiliza dados para 
tomar decisões informadas, otimiza recursos e desafia o status quo. Em 
projetos, a análise de dados e a gestão eficiente de recursos são cruciais. 
Além disso, a disposição para inovar e enfrentar resistências pode 
transformar desafios em oportunidades. Moneyball exemplifica como a 
inovação e a análise podem levar ao sucesso, mesmo em condições 
adversas.
Disponível nas plataformas Amazon Prime, Google Play Filmes, Apple TV.
Referências
FERRARO, J. Project management for non-project managers. 1. ed. 
New York: Amacom, 2012.
KERZNER, H. Gerenciamento de projetos: uma abordagem sistêmica 
para planejamento, programação e controle. São Paulo: Blucher, 2011. 
PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Guia PMBOK: um guia para o 
conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos. 7. ed. 
Pennsylvania: PMI, 2021. 
RIES, E. The lean startup: how today’s entrepreneurs use continuous 
innovation to create radically successful businesses. 1. ed. New York: 
Crown Business, 2011.
SUTHERLAND, J. Scrum: a arte de fazer o dobro do trabalho na metade 
do tempo. 1. ed. São Paulo: Leya, 2014.
Bons estudos!

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