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Podcast 
Disciplina: Escritório de Projetos e Integração 
Título do tema Frameworks: opções e características 
Autoria: Rogério Fernandes Roberto 
Leitura crítica: Nirse Ruscheinsky Breternitz 
 
Abertura: 
Olá, pessoal! No podcast de hoje, vamos falar sobre frameworks de gestão de 
projetos. 
Você já entrou em um restaurante e ficou indeciso olhando o menu? Pois é, 
escolher um framework de gestão de projetos pode ser bem parecido! Há 
opções para todos os gostos, e hoje vamos explorar esse buffet de 
metodologias. Então, pegue sua bebida preferida, acomode-se e vamos 
começar! 
Primeiro, vamos falar sobre o que são esses frameworks. Imagine que você 
está montando um quebra-cabeça gigante. Os frameworks são como aquelas 
imagens na caixa que mostram como o quebra-cabeça deve ficar no final. Eles 
fornecem uma estrutura, um guia para você não se perder no meio de 
inúmeras peças soltas do seu projeto. 
Agora, assim como nem todo mundo gosta de montar o mesmo tipo de quebra-
cabeça, nem todo projeto se encaixa no mesmo framework. É por isso que 
temos vários tipos. Vamos dar uma olhada nos principais? 
Primeiro, temos os frameworks preditivos, ou como eu gosto de chamar, os 
"planejadores detalhistas". O mais famoso deles é o PMBOK. Esse é como 
aquele seu parente que planeja as férias com um ano de antecedência, sabe 
cada restaurante que vai visitar e tem um plano alternativo para cada dia. 
Ótimo para projetos onde você sabe exatamente o que quer desde o início e 
não espera muitas surpresas no caminho. 
Depois, temos os frameworks adaptativos, ou como eu chamo, os 
"improvisadores profissionais". O Scrum é o destaque dessa categoria. É como 
se você fosse fazer uma viagem pela Europa sem planejar nada além do 
primeiro destino. Você vai se adaptando conforme o clima, as dicas dos locais 
e aquela promoção de passagem que apareceu de repente. Perfeito para 
projetos em ambientes que mudam rapidamente, como desenvolvimento de 
software. 
E aí temos o meio termo, os frameworks híbridos. Esses são como aquele 
amigo que faz um roteiro de viagem, mas deixa uns dias livres para "ver no que 
dá". O SAFe (Scaled Agile Framework) é um exemplo. Ele pega um pouco da 
estrutura dos preditivos e mistura com a flexibilidade dos adaptativos. É bom 
para quando você quer um pouco dos dois mundos. 
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Agora, vamos falar de alguns casos reais para vocês verem como isso funciona 
na prática? 
Lembram da expansão do Canal do Panamá? Pois é, aquele grande projeto 
usou o PMBOK. Imagine só, você não pode simplesmente acordar um dia e 
decidir cavar um pouco mais ali ou mudar o curso do canal. É um negócio que 
precisa ser planejado nos mínimos detalhes desde o início. 
E a Philips Healthcare? Eles usam o SAFe. Imagine só, eles precisam ser 
ágeis para competir no mercado de tecnologia médica, mas ao mesmo tempo, 
não podem sair por aí lançando aparelhos médicos sem um planejamento 
muito cuidadoso. Então eles misturam um pouco de cada abordagem. 
Mas também vale a pena a gente sair um pouco da caixa e falar de 
Frameworks que não são tão populares, mas que vale a pena conhecer: por 
exemplo O PRINCE2 (Projects in Controlled Environments) é um framework 
robusto e amplamente adotado, especialmente em projetos de grande escala, 
devido à sua estrutura organizada e foco em controle e governança. Esse 
framework se destaca pela organização por estágios e pela gestão por 
exceção, dois conceitos que tornam o PRINCE2 único em comparação com 
outras metodologias. 
Organização por Estágios: 
No PRINCE2, o projeto é dividido em estágios gerenciáveis, com revisões e 
aprovações claras ao final de cada etapa. Essa abordagem facilita o 
monitoramento e o controle do progresso, permitindo que a gestão avalie os 
resultados e decida sobre o prosseguimento do projeto. Cada estágio é 
cuidadosamente planejado, executado e revisado antes de passar para o 
próximo. Isso garante que qualquer questão ou ajuste necessário seja tratado 
de forma controlada, o que reduz os riscos de desvio de escopo e orçamento. 
Essa estrutura permite que a equipe de gestão se concentre em um bloco 
específico de trabalho de cada vez, sem precisar focar no projeto como um 
todo constantemente. Além disso, essa segmentação ajuda na adaptação a 
mudanças, pois ao término de cada estágio, é possível realizar ajustes que 
atendam a novas demandas ou realidades do projeto. 
Por exemplo, imagine um projeto de infraestrutura, como a construção de uma 
ponte. O PRINCE2 permite que a construção seja dividida em estágios como 
planejamento, obtenção de materiais, fundação, estrutura principal e 
finalização. Cada estágio passa por uma revisão completa, onde a equipe 
verifica se todos os critérios foram atendidos, se o orçamento está sob controle 
e se a qualidade do trabalho cumpre com os padrões estabelecidos. 
Gestão por Exceção: 
Outro ponto forte do PRINCE2 é a gestão por exceção, que promove 
autonomia para a equipe de projeto enquanto estabelece limites claros para a 
escalabilidade das decisões. Nesse modelo, parâmetros como custo, tempo, 
 
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qualidade, escopo, risco e benefícios são definidos no início do projeto e 
revisados a cada estágio. Desde que a equipe permaneça dentro desses 
limites, ela pode tomar decisões e seguir adiante sem escalonamento 
constante. 
Se algum parâmetro ultrapassar os limites estabelecidos (por exemplo, um 
atraso maior que o permitido ou um aumento significativo de custos), o projeto 
é escalado para a próxima camada de gestão. Isso reduz a necessidade de 
micromanagement e permite que os gerentes de projeto tomem decisões 
diárias sem necessidade de aprovação contínua da alta direção, exceto em 
situações críticas. 
Esse sistema de exceção é especialmente útil em projetos complexos, onde 
nem todas as variáveis são previsíveis. Por exemplo, em um projeto de 
desenvolvimento de um novo software, a equipe pode encontrar dificuldades 
técnicas que exigem tempo adicional. Se o atraso estiver dentro do limite 
definido, a equipe poderá realizar ajustes sem interferências externas. Se o 
atraso for significativo, o problema é escalado para revisão, assegurando que 
todos os stakeholders estejam cientes e preparados para lidar com a situação. 
Lean Project Management é um framework derivado da filosofia Lean, 
originalmente aplicada na manufatura, principalmente na Toyota. O princípio 
fundamental do Lean é maximizar valor e minimizar desperdícios em todos os 
processos do projeto. A aplicação do Lean na gestão de projetos se concentra 
em melhorar continuamente o fluxo de trabalho e eliminar atividades que não 
agregam valor ao produto ou ao cliente. 
Princípios do Lean Project Management: 
Identificação de Valor: Definir claramente o que é valor para o cliente final e 
assegurar que todas as atividades do projeto contribuem para a entrega desse 
valor. 
Fluxo Contínuo: Organizar o trabalho de forma que o projeto flua suavemente, 
reduzindo interrupções e gargalos. 
Redução de Desperdícios: Remover tudo que não agrega valor direto, como 
tempo ocioso, excesso de recursos e retrabalho. 
Melhoria Contínua (Kaizen): Buscar constantemente formas de aprimorar o 
processo e corrigir problemas de forma colaborativa. 
Aplicação do Lean em Projetos: 
No Lean Project Management, os gerentes de projeto promovem a colaboração 
e a responsabilidade compartilhada entre as equipes, focando em fornecer 
valor ao cliente da forma mais eficiente possível. Esse framework é 
amplamente utilizado em projetos de manufatura e desenvolvimento de 
produto, onde a eficiência operacional é crítica. 
 
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Por fim, também é interessante conhecer o Extreme Programming (XP), que é 
um framework ágil focado principalmente no desenvolvimento de software, 
criado por Kent Beck. Ele busca aprimorar a qualidade do software e a 
capacidade da equipe de adaptação às mudançasde requisitos ao longo do 
ciclo de desenvolvimento. XP é caracterizado por práticas rigorosas e 
colaborativas que visam entregar funcionalidades de alto valor com a melhor 
qualidade possível. 
Mas olha, o segredo não é só escolher um framework e seguir cegamente. O 
negócio é entender o espírito da coisa e adaptar para o seu contexto. É como 
cozinhar: você pode seguir a receita, mas às vezes precisa improvisar 
dependendo dos ingredientes que tem disponíveis. 
E as tendências? Ah, pessoal, o negócio está ficando bem tecnológico! Tem 
gente usando Inteligência Artificial para prever riscos nos projetos. Imagine só, 
um sistema te avisando: "Olha, chefe, acho que esse fornecedor vai atrasar!". 
Não é incrível? 
Outra coisa que está em alta é a gestão de projetos remota. Com essa 
pandemia, muitos se tornaram especialistas em reuniões à distância, não é? 
Os frameworks estão tendo que se adaptar para essa nova realidade. Agora 
temos daily scrum por videochamada, quadro Kanban virtual, essas coisas. 
E sabe o que é mais interessante? As empresas estão percebendo que não 
existe solução única. Cada projeto é único, cada equipe tem seu jeito. Então, a 
grande tendência é o que chamamos de "tailoring". É como fazer aquele terno 
sob medida, sabe? Você pega um pouco daqui, um pouco dali, e cria o seu 
próprio jeito de gerenciar projetos. 
E aí, pessoal! Ainda está com a gente? Ótimo, porque agora vamos falar de um 
assunto que todos conhecem bem: desafios! Porque, convenhamos, 
implementar um framework novo é como tentar fazer dieta em época de festas 
- cheio de boas intenções, mas com muitas tentações no caminho. 
Um dos maiores desafios é a resistência à mudança. Sabe aquele colega que 
ainda usa um navegador antigo e se recusa a mudar? Pois é, tem gente que 
reage assim quando você tenta implementar um framework novo. A dica de 
ouro aqui é comunicação. Explique os benefícios, mostre casos de sucesso, 
faça uma apresentação convincente se precisar! 
Outro desafio é a adaptação cultural. Às vezes, o framework que você quer 
implementar é muito diferente da cultura da empresa. Nesse caso, é hora de 
colocar o chapéu de diplomata e negociar. Talvez você não consiga 
implementar o framework inteiro de uma vez, mas pode começar com algumas 
práticas e ir aumentando aos poucos. 
E tem também o desafio do "excesso de entusiasmo". Sabe aquela pessoa que 
leu um livro sobre dietas e agora acha que é nutricionista? Pois é, tem gente 
que aprende sobre um framework e quer aplicá-lo em tudo, até para decidir o 
 
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sabor da pizza do happy hour. Cuidado com isso! Lembra que a gente falou 
sobre tailoring? Então, use o bom senso! 
Mas nem tudo são dificuldades nessa jornada. Implementar um framework 
novo também pode trazer umas surpresas bem positivas. Como aquela vez 
que uma empresa implementou o Scrum e descobriu que tinha um gênio da 
programação escondido no departamento de contabilidade. Vai entender! 
E sabe o que é mais legal? Ver como as equipes começam a se comunicar 
melhor, como os projetos começam a fluir mais suavemente. É como ver seu 
time favorito finalmente aprendendo a jogar junto. É realmente emocionante! 
Para finalizar, lembre-se: framework não é solução mágica. É mais como um 
bom mapa numa viagem. Ele te ajuda a chegar lá, mas você ainda precisa 
conduzir o veículo, sabe? 
Fechamento: 
Espero que vocês tenham gostado dessa conversa sobre frameworks tanto 
quanto eu. Lembrem-se: framework é como conselho de alguém experiente - é 
bom ouvir, mas às vezes você precisa adaptar para sua realidade. 
Se você está aí pensando em implementar um framework novo no seu 
trabalho, vá em frente! Só não se esqueça de levar algo gostoso para a equipe 
no dia do anúncio. Acredite, isso ajuda a tornar a mudança mais... agradável! 
E se você está do outro lado, sendo afetado por uma implementação de 
framework novo, respire fundo. Dê uma chance ao processo. Quem sabe você 
não descobre que kanban é sua praia? 
Até a próxima, e lembrem-se: em projeto como na vida, o importante é nunca 
perder o foco!

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