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GEOMETRIA
ANALÍTICA II
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GEOMETRIA ANÁLITICA II
Sumário
Vetores ........................................................................................................................ 4
Espaço cartesiano ....................................................................................................... 4
Vetores na geometria analítica .................................................................................... 6
Vetores e a Física ....................................................................................................... 6
Vetores e a Geometria Euclidiana ............................................................................... 7
Operações com vetores ............................................................................................ 11
Norma de um vetor ................................................................................................... 15
Produto interno .......................................................................................................... 16
Orientação do espaço ............................................................................................... 21
O produto vetorial ...................................................................................................... 22
Retas e Planos no espaço ........................................................................................ 33
Equação cartesiana do plano .................................................................................... 33
Equações paramétricas do plano .............................................................................. 38
Equação da reta ........................................................................................................ 40
Posições relativas de duas retas ............................................................................... 52
Distâncias no espaço ................................................................................................ 59
Distância de ponto a plano ........................................................................................ 59
Distância de ponto a reta .......................................................................................... 62
Distância entre planos e de reta a plano ................................................................... 69
Distância de reta a reta ............................................................................................. 71
Superfícies Quádricas ............................................................................................... 73
Quádricas centrais .................................................................................................... 75
Referências ............................................................................................................... 85
AUTOAVALIAÇÃO -GEOMETRIA ANALÍTICA II ..................................................... 86
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Proibida.
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Vetores
Espaço cartesiano
No plano euclidiano P, foi fixada uma unidade de medida e foram fixados dois eixos
ortogonais, (os eixos coordenados), interceptando-se em um ponto O, a
origem. Escolhido um ponto P P, traçam-se retas perpendiculares a ,
passando por P, que interceptam nos pontos R e S. Os comprimentos dos
segmentos OR e OS, xP e yP, respectivamente, são ditos as coordenadas
cartesianas de P. Associamos assim a todo ponto P P um par ordenado (xP , yP ) de
números reais. Note que essa associação depende sempre da escolha da unidade
de medida, dos eixos e da origem; outras escolhas podem associar coordenadas
diferentes a um mesmo ponto.
Reciprocamente, tendo fixados uma unidade de medida, a origem e os eixos
coordenados, dado um par (x, y) de números reais, pode se obter, de modo único,
um ponto P do plano cuja abscissa é x e cuja ordenada é y. Em outras palavras,
fixado um sistema de eixos ortogonais no plano, existe uma correspondência
biunívoca entre os pontos do plano e pares ordenados de números reais. Esse é o
fato fundamental que nos permite desenvolver a Geometria Analítica plana.
Passos inteiramente análogos podem ser utilizados para estudar a Geometria
Espacial. No espaço euclidiano E, fixados três eixos mutuamente
ortogonais intersectando-se na origem O, dado um ponto P E, podem se
traçar uma reta perpendicular ao eixo OZ e uma outra reta perpendicular ao plano
contendo as retas o plano XY, passando por P.
O comprimento do segmento que vai da origem ao ponto de interseção da primeira
perpendicular com o eixo OZ, zP é dito a cota de P. A segunda perpendicular
intersecta o plano XY em um único ponto, digamos P'. A seguir, por este
ponto traçamos retas perpendiculares a , interceptando esses eixos em pontos
cujas distâncias até a origem são xP e yP, respectivamente a abscissa e a ordenada
de P. Os números reais xP, yP e zP são as coordenadas cartesianas de P no espaço
(ver figura 4.1). Associamos, assim, a todo ponto P P um terno ordenado (xP , yP ,zP
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) de números reais. Novamente, essa associação depende sempre da escolha dos
eixos e da origem; outras escolhas associariam outras coordenadas ao mesmo
ponto. Usaremos ainda a notação P (x, y, z) para indicar que o ponto P do espaço
tem coordenadas cartesianas x, y e z.
Figura 4.1
Exemplo: Uma sala tem 6m de largura por 8m de comprimento e 4m de altura.
Estabelecer um sistema adequado de eixos e dar as coordenadas dos seguintes
pontos:
a) dos oito cantos da sala;
b) do ponto de interseção das diagonais do piso;
c) de um ponto situado a 2m de altura e sobre a vertical que contém a
interseção das diagonais do plano.
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Vetores na geometria analítica
Poderíamos estudar geometria analítica espacial do mesmo modo como estudamos
a plana. Vamos, porém, escolher um caminho diferente. Vamos construir um sistema
cartesiano de coordenadas para o espaço a partir da noção de vetor. Veremos que
isso nos permitirá calcular distâncias entre ponto e reta, entre ponto e plano, etc, de
uma forma mais concisa e eficiente.
Vetores e a Física
Em cursos básicos de Física, é estabelecida uma distinção entre grandezas
escalares e vetoriais. Grandezas escalares (por exemplo, a temperatura) são
especificadas se damos um número (sua magnitude) e uma unidade de medida. No
caso de grandezas vetoriais, por outro lado, além de sua magnitude (em uma
unidade de medida), requer-se que conheçamos sua direção e sentido espaciais,
para uma descrição completa. Os exemplos mais comuns de tais grandezas são
velocidade e força.
A figura 4.4 apresenta 3 vistas superiores de um mesmo bloco de massa m sobre
uma mesa sem atrito, sendopuxado por duas cordas com força de magnitude F nos
sentidos indicados pelas setas.
45 °
45 °
m m m
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Embora as forças sejam as mesmas em magnitude nos três casos, o movimento
resultante é bastante distinto. O caráter vetorial da força manifesta-se justamente
nessa dependência da direção e sentido, ao contrário da massa - se dissermos que
m = 3 kg, temos toda informação necessária a respeito da mesma. Note ainda que
nos esquemas (b) e (c) da figura 4.4, a direção é a mesma, mas não o sentido das
forças, e isso faz diferença para o movimento.
Outro aspecto fundamental a respeito das grandezas vetoriais, que é ilustrado na
figura 4.4, é como estas se compõem, ou se combinam. Se juntarmos dois blocos de
2 kg, podemos considerar o composto como um único bloco de 4 kg. A composição
ou adição de forças, por outro lado, para obter a chamada força resultante é
bastante distinta, e mais complicada, pois devem se levar em consideração a
direção e o sentido daquelas.
Para fornecer uma descrição quantitativa de grandezas escalares e vetoriais, fixado
um sistema de unidades, precisamos, portanto, considerar objetos matemáticos bem
distintos: no primeiro caso, números reais; no segundo caso, os vetores. Estes
últimos devem ter associados a eles, num sentido a ser tornado preciso, um número
real dando sua magnitude, além de sua direção e sentido. Por outro lado, deverá
estar definida uma operação entre vetores para obter outro vetor, de forma que se
possa reproduzir, abstratamente, o modo como compomos forças na Natureza.
Vetores e a Geometria Euclidiana
A área da Matemática onde a noção de vetor pode ser mais naturalmente definida é
a Geometria. Afinal, magnitude, direção e sentido são noções de forte apelo
geométrico. Algumas observações de caráter metodológico podem ser feitas aqui. É
comum representar um vetor por uma seta, ou segmento de reta orientado, e o
faremos normalmente a seguir. No entanto, é fundamental que o estudante tenha
em mente a distinção entre um vetor, que é um objeto matemático que pode ser
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definido de forma precisa, e sua representação gráfica, que é um risco em papel. É
comum, nos cursos de Física, e mesmo nas partes práticas do curso de Geometria
Analítica, que nos contentemos com uma noção intuitiva, cuja importância é
inegável. Na Ciência, no entanto, e principalmente na Matemática, uma boa
definição é fundamental. Antes de definirmos vetor, vamos lembrar os elementos
que nossa definição deve contemplar:
um vetor deve ter magnitude, direção e sentido;
devemos ser capazes de operar com vetores, obtendo outros vetores.
A fim de comparar a magnitude e o sentido de vetores com a mesma direção, é
conveniente termos ainda uma operação correspondente para aumentar ou diminuir
a magnitude de um vetor, ou mudar seu sentido, o que será feito operando números
com vetores, obtendo novos vetores. Consideraremos vetores na Geometria
espacial. Podemos começar com a seguinte
Definição Provisória. Um vetor é um par ordenado (A, B ) de pontos do espaço.
denado? Não era para ser um segmento de
geometria, a saber:
AB ={A, B } {C : C está entre .A e B}
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clidiana, isto é, não
é definido. Agora, o uso de par ordenado serve para dar conta da noção de
orientação do vetor. De fato, podemos representar um par ordenado (A, B)
graficamente com uma seta dirigida do ponto A ao ponto B (ver figura 4.5). Podemos
então entender o segmento orientado de A a B como sendo dado pelo par (A,B) de
pontos.
Dessa forma, além de curta e precisa, nossa definição ainda admite a visualização
intuitiva usual.
Um pouco de reflexão, no entanto, mostra que essa definição não pode funcionar
como está. Duas setas com mesmo comprimento, direção e sentido em posições
distintas do espaço corresponderiam a pares (A,B) e (C,D) distintos, e portanto a
vetores distintos. Isso significa que magnitude, direção e sentido não seriam
suficientes para especificar o vetor nesta definição. Em suma, uma boa definição de
vetor deve ser tal que a especificação do vetor depende somente de seu módulo,
direção e sentido. Em particular, na representação gráfica, setas com mesma
magnitude, direção e sentido representariam o mesmo vetor (ver figura 4.6).
Note que os segmentos (A, B ) e (C, D) na figura 4.7 não são colineares, isto é,
as retas não são as mesmas. Todavia, os segmentos têm mesmo
comprimento, mesma direção (lados opostos de um paralelogramo) e mesmo
sentido.
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Lembremo-nos da seguinte caracterização de um paralelogramo: Um quadrilátero é
um paralelogramo se, e somente se, suas diagonais cortam-se mutuamente em seus
pontos médios.
A seguinte definição resume de modo preciso e rigoroso o que significa para dois
segmentos orientados ter mesmo comprimento, mesma direção e mesmo sentido.
Nesse caso, diremos que os segmentos são equipolentes:
Seja (A, B) um segmento orientado, em que A B. Diremos que um segmento
orientado (C, D ) é equipolente a (A, B ), em símbolos
se os segmentos (não orientados) AD e CB têm o mesmo ponto médio. Se A = B,
diremos que (C, D) é equipolente a (A, B, ) se C = D.
Um vetor é uma classe de equipolência de segmentos orientados.
Esta definição significa que cada vetor deve ser pensado como uma coleção de
setas, ao invés de uma única seta. Cada seta, ou mais precisamente cada segmento
orientado equipolente ao segmento orientado (A,B),é um representante do (mesmo)
vetor .
Um destaque especial deve ser dado à classe de equipolência dos pares da forma
(A, A): esta é, por definição, o vetor nulo. Seus representantes podem ser
representados graficamente por pontos. Representaremos esse vetor por
Quando não quisermos enfatizar representantes, denotaremos vetores por u v w,...
Dado um vetor v, e qualquer representante (A, B), note que o comprimento
| A,B | do segmento AB é o mesmo de qualquer outro representante, pois se
, então | AB |= CD |
Teorema
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Dado um segmento orientado (A, B) e um ponto O, existe um único ponto X tal que
(A,B) (0,X).
Se A = B, pomos X = O. Se A B, temos dois casos: O não é colinear com A e B, ou
é. No primeiro caso, X é simplesmente o quarto vértice do paralelogramo do qual AB
e AO são lados consecutivos. O segundo caso tem dois subcasos:
i) está entre O e B , O = A ou O está entre A e B . Neste caso, tome a semi-reta de O
a B e X o único ponto tal que o segmento OX seja congruente a (A, B ) (no caso O =
A, temos claramente X = B ).
ii) O = B ou B está entre A e O. Neste caso, tome a semi-reta oposta à semi-reta que
vai de O a A e o ponto X como o único ponto tal que o segmento OX seja
congruente a AB.
Em particular, se v é um vetor e O um ponto, então existe um único :
Ponto X tal que v = Reciprocamente, fixado o ponto O, para cada ponto X existe
um único vetor que tem (O, X) como representante, a saber a classe de equipolência
Isso significa que, fixado um ponto O, existe uma correspondência biunívoca
entre vetores e pontos. Esse fato será fundamental para compreender o que virá a
seguir.Operações com vetores
Além de uma definição adequada de vetores, temos que operar com eles de modo
conveniente. Historicamente, a motivação para essas definições é que as mesmas
reproduzem adequadamente o comportamento de grandezas vetoriais na Física e
na Engenharia.
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A primeira dessas operações é a chamada soma ou adição de vetores. O porquê
desse nome é que essa operação, como veremos, satisfaz propriedades algébricas
muito parecidas com as da adição de números reais.
Sejam u e v vetores. Escolha um ponto O arbitrariamente. Pelo Teorema, existem
únicos pontos X e Y tais que u = e v = Tomando Y como referência, existe,
pelo mesmo teorema, um único ponto Z tal que (Y,Z) (O,X). Por definição, a soma
de u e v é o vetor . Esse vetor soma é denotado por u +v. No caso em que O, X, Y
são não colineares, Z é o quarto vértice do paralelogramo cujos lados adjacentes
são OX e OY (fig. 4.8). Por isso, a regra para obter o vetor soma é chamada regra
do paralelogramo.
A figura 4.8 também deixa claro que se tivéssemos escolhido X como referência e
tomado o único ponto W tal que (X ,W) então W = Z. Isto significa que a
soma de vetores é comutativa, isto é, u +v = v +u. É possível, embora um tanto
trabalhoso, mostrar que, se escolhêssemos um outro ponto O', e pontos X ' e Y ',
obteríamos, repetindo o processo descrito acima, um ponto Z ' tal que
(O,Z),definindo portanto a mesma classe de equipolência, isto é, o mesmo vetor.
Isso significa que o vetor soma u +v não depende do ponto de referência O, somente
de u e v.
Sendo o vetor nulo ,v+ = para qualquer vetor v. O vetor nulo, funciona
então como o elemento neutro para a operação de adição de vetores. Será que essa
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operação tem elementos inversos? Ou seja, dado um vetor v, será que existe um
vetor oposto v tal que v + (- v) = (-v)+v = 0? A resposta é sim. Seja (A ,B ) um
representante qualquer de v. Defina v como a classe de equipolência do segmento
orientado (B, A ). Representantes de v são representados graficamente por setas
com mesmo comprimento e direção de representantes de v, mas com sentido
oposto. Enfatizamos que a esta altura v é somente uma notação para o oposto, ou
inverso aditivo, de v. Ainda não falamos da multiplicação de vetores por números, de
modo que a priori não faz sentido (ainda) dizer que v =(- 1) v.
Outra propriedade da adição de vetores que é idêntica a operações com números, é
a associatividade: (u +v)+ w = u +(v + w), para quaisquer vetores u, v, w. Não
demonstraremos esta propriedade, mas a ilustramos na figura 4.9.
Em resumo, temos as seguintes propriedades da soma de vetores:
(A1) (Comutatividade) u +v = v +u, para quaisquer vetores u, v.
(A2) (Associatividade) (u +v)+ w = u +(v + w), para quaisquer vetores u, v, w.
(A3) (Elemento neutro) Se é o vetor nulo, v um vetor qualquer,
v+ = +v=v
(A4) (Inverso aditivo) Dado qualquer vetor v, existe um vetor v tal que
v + v) = (- v)+v =
Tendo definido adição de vetores e obtido suas propriedades, é natural definir a
subtração de vetores u, v quaisquer pondo u v = u ( v).
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A interpretação geométrica, no caso em que u e v são não nulos e com direções
distintas, está ilustrada na figura 4.10.
As seguintes propriedades da subtração de vetores podem ser facilmente
mostradas, utilizando-se a definição e as propriedades (A
(S1) v v = para qualquer vetor v;
(S2) u v (v u), para quaisquer vetores u, v;
(S3) (u v)+(v w) = u w, para quaisquer vetores u, v, w.
Por exemplo, para checar a propriedade (S2) assumindo (S1) e (S3), basta notar
que (v u)+(u v) = v v = e, portanto, u v (v u) pela unicidade do elemento
inverso aditivo.
Outra operação fundamental de vetores é multiplicação por escalar. Seja v um vetor,
definimos v= (vetor nulo). Tome (A,B ) um representante qualquer
de v. Se tome B' na semi-reta de A a B tal que Se tome
B' na semi-reta oposta à semi-reta de A a B tal que (figura 4.11).
Então definimos como a classe de equipolência do segmento orientado (A, B ').
Novamente é possível mostrar que essa definição não depende da escolha do
representante de v, pois se adotássemos um outro segmento orientado (C, D )
equipolente a (A ,B ), e aplicássemos o processo acima, obteríamos um segmento
(C, D) equipolente a (A, B '). A demonstração desse fato, bem como das
propriedades abaixo, usando apenas Geometria Euclidiana é bastante elaborada e a
omitiremos.
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Figura 4.11
Propriedades da multiplicação por escalar:
(M1) para quaisquer números reais e vetor v.
(M2) para quaisquer números reais e vetor v.
(M3) para quaisquer número real e u, v vetores.
(M4) 1 v, para qualquer vetor v.
Como você aprenderá com detalhes em Álgebra Linear, o conjunto dos vetores,
munido da operação de
conhecida como espaço vetorial. De fato, esse nome se deve justamente ao
reconhecimento de que as propriedades abstratas da soma e multiplicação por
escalar de vetores, como definidos aqui via Geometria, estão presentes em muitas
outras situações na Matemática.
Norma de um vetor
Dado um vetor v, o comprimento de qualquer segmento orientado que o represente
é o mesmo. Para falarmos na medida desse segmento, precisamos escolher uma
unidade de medida. Assim, vamos escolher um vetor não nulo u para ser um vetor
unitário. Assim, todo segmento congruente a qualquer representante seu será um
segmento de medida igual a 1.
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Considere, agora, um vetor qualquer v. Se v for o vetor nulo, definimos sua norma
como sendo o escalar 0 (zero). Se v for diferente do vetor nulo, existe um vetor
unitário u colinear com v (por que?). Pela definição de produto por escalar, existe um
escalar t tal que v = tu. Define-se norma do vetor v, denotando-se por como
sendo o módulo de t. Isto é,
O leitor pode verificar as seguintes propriedades:
Produto interno
Uma terceira operação entre vetores extremamente útil geometricamente é o
chamado produto interno. Antes de introduzi-la, precisamos da definição de ângulo
entre vetores.
Sejam u e v vetores não nulos no plano. Seja A um ponto qualquer. Sejam B e C os
únicos pontos tais que e O ângulo entre u e v é a medida
do ângulo
Note que escolhas diferentes do ponto A resultam em ângulos congruentes e,
portanto, de mesma medida. Logo, a medida só depende dos vetores u e v, e não de
seus representantes. Diremos que dois vetores u e v, não nulos, são paralelos se o
ângulo entre eles é 0 ou Diremos que são ortogonais se É conveniente
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incluir na discussão o vetor nulo: dizemos que, por definição, o vetor nulo é
ortogonal a todo vetor. Sejam u e v vetores no espaço. Seu produto interno,
denotado por é definido por
nulos, em que é o ângulo se u e v são ambos não
entre u e v;
se u, ou v, for nulo.
Note que, ao contrário das operações definidas anteriormente, o resultadodo
produto interno entre dois vetores é um número real e não um vetor e, portanto, não
é um produto no sentido usual. Mas a expressão já está consagrada e a mantemos.
O produto interno satisfaz as seguintes propriedades:
(simetria);
(homogeneidade);
(distributividade).
Note que a propriedade da desigualdade triangular,
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Dependência linear
Seja v um vetor. Sejam v1,...,vn n vetores. Dizemos que v é uma combinação linear
dos vetores v1,...,vn se existem escalares t1,...,tn tais que v = t1v1 +...+ tnvn. Por
exemplo, se v = 3u, dizemos que v é uma combinação linear de u. Outro exemplo: o
vetor zero é combinação linear de quaisquer n vetores v1,...,vn, pois = 0.v1
+...+0.vn . Observe que o zero à esquerda da equação é o vetor zero; os zeros à
direita são escalares.
Vamos falar agora sobre dependência linear entre vetores. Por definição, o conjunto
formado apenas pelo vetor nulo é um conjunto linearmente dependente
(abreviadamente, LD). Os conjuntos formados por um único vetor não nulo são todos
linearmente independentes (abreviadamente, LI).
Um conjunto de n vetores, n > 1, é linearmente dependente se pelo menos um deles
for combinação linear dos outros. Neste caso, dizemos também que os vetores são
linearmente dependentes. Caso contrário, dizemos que o conjunto é linearmente
independente, ou que os vetores são linearmente independentes.
Um conjunto de n vetores, v1,...,vn , é LI se, e somente se, a única forma do vetor
zero se escrever como combinação linear de v1,...,vn é a trivial, isto é, = 0.v1
+...+0.vn.
A demonstração desse teorema é simples: suponha que os vetores sejam LD. Então
um deles, digamos v1, é combinação linear dos outros: v1 = t2v2 +...+ tnvn. Ou seja,
=1.v1 ( t2 ).v2 +... ( tn ).vn v1, tnvn. Logo, o vetor zero se escreve de modo não
trivial como combinação linear de v1,...,vn . Reciprocamente, suponha que o vetor
zero se escreva de forma não trivial, digamos, . + em que t1
0 (sem perda de generalidade) Logo, - ou seja, v1 é
combinação linear dos outros vetores, o que significa que v1,...,vn são LD.
Um corolário dessa proposição é o seguinte:Se v é combinação linear de n vetores,
v1,...,vn, e v1,...,vn são linearmente independentes, então essa combinação linear é
única, no sentido que, se v = t1v1 +...+ tnvn = s1v1 +...+ snvn então t1 = s1, ..., tn = sn.
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A prova segue do fato que e, e , como v1,...,vn
são LI, t1 s1 = 0, ... ,tn sn = 0 .
Note que um conjunto que contenha o vetor nulo é sempre LD (por quê?). Vemos,
também, que dois vetores não nulos são linearmente dependentes se, e somente se,
são colineares. Podemos concluir, ainda, que três vetores não nulos são LD se, e
somente se, são coplanares. Logo, três vetores não nulos são LI se, e somente se,
quaisquer representantes deles originados em um ponto qualquer do espaço formam
um triedro, ou seja, cada par de representantes estão em planos distintos. Um fato
importante: no espaço, quatro vetores são sempre LD e o número máximo de
vetores LI é três. Por isso, dizemos que a dimensão algébrica do espaço é três.
Sejam v1,v2,v3 três vetores LI do espaço. Então qualquer vetor é uma combinação
linear desses vetores (isso implica que quatro vetores do espaço são LD
t1v1 + t2v2 + t3v3.
A prova dessa proposição é geométrica. Seja v um vetor qualquer. Tome um ponto
A, e sejam representantes para v1,v2,v3 e v, respectivamente. Por P, passe um
plano paralelo ao plano que contém AB e AC.
Esse plano vai cortar a reta que contém AD em um ponto D'. Analogamente, seja B'
o ponto resultante da interseção do plano paralelo a AC e AD, que passa por P, com
a reta que contém AB, e C' o ponto resultante da interseção do plano paralelo a AB e
AD, que passa por P, com a reta que contém AC. Afirmo que + .
Como temos que
v= .
Dizemos que 3 vetores LI do espaço geram o espaço euclidiano. Note, também, que
a combinação é única. Isso motiva as seguintes definições:
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Sejam v1,v2,v3 vetores LI do espaço. Então o conjunto desses vetores é dito uma
base do espaço.
Seja uma base do espaço. Então, dado um vetor v qualquer do
espaço, existem únicos escalares t1,t2,t3 tais que v = t1v1 + t2v2 + t3v3. Dizemos que
t1,t2,t3 são as coordenadas de v na base e escrevemos (
Base ortonormal
Um conjunto de vetores unitários (isto é, que têm norma igual a 1), que são
ortogonais dois a dois, é dito um conjunto ortonormal de vetores.
Se é um conjunto ortonormal de vetores do espaço, então
é uma base.
A demonstração segue do fato que, se
para todo k. Mas, como o conjunto é ortonormal, essa equação é equivalente à
equação
Ou seja, o vetor zero só se escreve da forma trivial como combinação linear .
O teorema abaixo nos mostra como calcular produtos internos de vetores escritos
como combinações de vetores de uma base ortonormal.
Seja uma base ortonormal de vetores do espaço. Então, se u = t1v1 + t2v2
+ t3v3 e v = s1v1 + s2v2 + s3v3, temos que
Demonstração:
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Orientação do espaço
Seja uma base do espaço. Dizemos que essa base é positiva se ela
satisfaz à chamada regra da mão direita. Esta regra é muito utilizada em Física.
Vamos supor que temos três representantes para esses vetores:
Vamos girar (no sentido do menor do ângulo entre até coincidir com
um vetor colinear com com a mão direita apoiada no plano determinado por AB e
AC. Se o dedo polegar da mão direita apontar para o mesmo lado do plano que ,
então dizemos que os três vetores satisfazem a regra da mão direita. Observe que,
para orientação, a ordem dos vetores é importante. Assim, representaremos a base
do espaço com orientação (positiva ou negativa) pelo triedro
Sistema cartesiano de coordenadas no espaço
Vamos escolher um ponto O do espaço, ao qual chamaremos de origem.
Tomemos uma base ortonormal positiva, e seus representantes
A cada ponto P do espaço vamos associar as coordenadas do vetor
em relação a essa base: P(X,Z,Y) .
Para diferenciar ponto de vetor, escreveremos para indicar
que
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Observe que, dados o vetor é dado pela diferença entre o
vetor e o vetor
Logo,
Assim, é possível computar, por exemplo, o ângulo entre dois vetores, se
conhecemos suas componentes. Em particular, é possível determinar quando dois
vetores são ortogonais, pois isso ocorrerá se, e somente se, seu produto interno for
zero.
Exemplo: Prove que o triângulo de vértices A (2,3,1), B(2,1, 1) e C(2,2, 2) é um
triângulo retângulo.
Resolução: Devemos calcular produtos internos entre os vetores que determinam
os lados do triângulo a fim de descobrir se algum deles é zero.
Podemos tomar os vetores:ou os opostos destes. Temos, portanto:
Logo, o ângulo entre é reto, com vértice B. Assim, o ABC é retângulo.
O produto vetorial
Enquanto o produto interno fornece um número, nossa próxima operação com
vetores resulta em um vetor, sendo por isso chamada de produto vetorial. Ao
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contrário do produto interno, esta é uma operação genuína entre vetores, que tem
algumas propriedades pouco usuais: o produto vetorial não é comutativo, nem
associativo!
Geometricamente, o produto vetorial aparece devido à seguinte questão: como obter
um vetor w = (x,y,z) que seja simultaneamente perpendicular a dois vetores
dados?
Devemos ter que e, portanto, o sistema
Este sistema admite uma infinidade de soluções. Uma delas é
como você pode facilmente verificar. Claro que qualquer múltiplo do vetor w assim
obtido será também solução. Essa forma da solução, no entanto, é a mais
conveniente, por razões que ficarão mais claras à medida que prosseguirmos.
Sejam vetores quaisquer.
O produto vetorial de u e v é o vetor
Usando a definição de produto vetorial, obtemos que u, u ×v = 0 e v, u ×v 0, ou
seja, que a direção do vetor é a da normal do plano que contém O, X e Y,
pontos tais que são representantes de u e v, respectivamente. Veremos na
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próxima seção que o sentido de u×v é dado pela regra da mão direita, isto é, u×v é
um vetor ortogonal a u e v de tal modo que o triedro (u, v, u×v) é positivo (ver figura
4.12).
Considere
Sabemos que
e que esses vetores são dois a dois ortogonais. Pela nossa notação,
Vamos considerar
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como se fosse o determinante de uma matriz 3x 3 sobre o conjunto dos números
reais, desenvolvendo pela primeira linha:
Note que a última expressão é u×v.
É importante perceber que esta é apenas uma regra para auxiliar a memorização, e
não um procedimento matemático bem definido. De fato, até aqui você só estudou
matrizes com entradas reais, e não uma matriz que mistura números reais e vetores
do espaço!
Outro ponto muito importante é a ordem de u e v ao escrever o determinante (*).
Você deve lembrar que, ao trocar duas linhas, o determinante de uma matriz muda
de sinal. Se você deseja calcular u×v, escreva as componentes de u na segunda
linha e as de v na terceira, e troque as linhas para calcular v×u.
Exemplo:
Vamos computar o produto vetorial de u = (5,4,3) e v = (1,0,1).
Se trocarmos a ordem dos vetores, no entanto, temos:
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O seguinte Teorema resume algumas propriedades do produto vetorial.
Para vetores u, v e w quaisquer, e para todo número real
(PV1) (Anti-simetria) u×v (v×u);
(PV2) (Bilinearidade)
(PV3)
(PV4)
De fato, aplicando (PV3) obtemos que
Em particular
Do ponto de vista geométrico, além de ser uma maneira de obter um vetor ortogonal
a outros dois dados, o produto vetorial é a ferramenta por excelência para avaliar se
três pontos estão em uma mesma reta, isto é, se são colineares. Para ver isto, basta
perceber que para qualquer vetor v, v×v = . Este fato segue imediatamente da
definição de produto vetorial. Ora, três pontos A, B e C são colineares se, e somente
se, o vetor é paralelo ao vetor , o que por sua vez é equivalente a afirmar que
. para algum Se esse é o caso, a bilinearidade (propriedade (PV 2)) nos
dá
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Portanto, se A, B e C são colineares, A recíproca dessa
afirmação advém da seguinte proposição, que nos dá o módulo do vetor u×v.
Se u e v são vetores não-nulos,
Onde é o ângulo entre u e v.
Demonstração: Usando a propriedade (PV 4) do Teorema, temos,
lembrando que sen deve ser não-negativo, o resultado segue.
Sejam A,B e C pontos quaisquer do espaço. Se
Então A,B e C são colineares.
Demonstração: Se um dos pontos é igual a qualquer outro, a conclusão vale de
imediato. Se os três pontos são distintos, e concluímos que
sen =0 sendo o ângulo entre que são, portanto, paralelos.
A colinearidade não é a única utilidade do produto vetorial. Sejam u e v vetores não-
nulos e não-paralelos com ângulo entre eles, e considere um paralelogramo
formado por setas representantes desses vetores (fig. 4.13).
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A área A desse paralelogramo é bem conhecida da Geometria:
A = b × h, em que b é o comprimento da base e h o comprimento da altura.
Em nosso caso, b é e portanto
Em outras palavras, o módulo do produto vetorial de u e v é numericamente igual à
área do paralelogramo definido por u e v.
Exemplo: Calcular a área do triângulo de vértices A (1,- 2, 1), B (2,- 1, 4) e C(- 1 ,
3, 3).
Resolução: A figura 4.14 mostra que, a partir do triângulo ABC, podemos construir
um paralelogramo ABCD, cuja área é o dobro da área do triângulo.
Considerando que o paralelogramo é determinado pelos vetores e
obtemos que a área do triângulo é:
Área
Mas Portanto
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Logo, podemos calcular que e, assim,
Área
Produto misto
A operação entre três vetores u, v e w do espaço, aparece tantas vezes
em Geometria que lhe damos um nome especial: produto misto de u, v e w, nessa
ordem, e denotamo-la por [u, v, w ].
O fato de o produto misto poder ser escrito como um determinante ajuda-nos a obter
algumas de suas propriedades. O determinante de uma matriz muda de sinal se
duas linhas quaisquer são permutadas e, portanto, se permutamos duas linhas um
número par de vezes, o determinante não se altera (pode inclusive ser um par de
linhas diferentes a cada vez). Temos, por exemplo, que:
ou seja, que
[u ,v, w ] =[v, w, u ] =[w, u, v ].
Note que, nessas últimas igualdades, as trocas de u, v e w ocorrem ciclicamente, no
sentido anti-horário. Por isso, essas permutações são ditas cíclicas. Observe que o
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determinante preserva a orientação de um triedro, pois (u, v, w) tem a mesma
orientação que (v, w, u), que tem a mesma orientação que (w, u, v), que é a
orientação contrária às dos triedros (v, u ,w), (u, w, v) e (w, v, u). Uma propriedade
importante de determinante é a seguinte:
[u, v,w] =[Ru, Rv, Rw],Em que R é uma transformação linear do espaço que preserva os módulos dos
vetores, ou seja, e que preserva a orientação dos triedros. Por exemplo,
as rotações no espaço são transformações desse tipo.
Vamos usar essa propriedade de determinante para mostrar que um triedro (u, v, w
), em que w é ortogonal a u e v, é positivo se, e somente se, [u, v, w ] > 0. Para isso,
seja o ângulo entre u e v, . Considere a rotação R que leva o vetor u no
vetor e o vetor w, no vetor Observe que esse triedro será positivo se, e
só se, o vetor v for levado no vetor (convença se disso, fazendo
um desenho). Temos então que:
Por conseguinte, como para u e v, não colineares, temos que [u, v ,u ×v] = u×v ,u ×v
> 0, concluímos que o triedro (u, v, u ×v) é positivo, ou seja, que o sentido de u×v é
dado pela regra da mão direita.
O produto misto também tem uma função geométrica muito importante. Enquanto o
produto vetorial nos permite calcular áreas, o produto misto serve para calcular
volumes. Na figura 4.15, vê-se o paralelepípedo definido por vetores u, v e w. A base
desse paralelepípedo é o paralelogramo definido pelos vetores u e v, cuja área é
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A altura h é dada por
Como o volume do paralelepípedo é por definição V = área da base ×altura,
segue-se que
Portanto, o módulo do produto misto dos vetores u, v e w é igual ao volume do
paralelepípedo definido por esses vetores.
Exemplo: O produto misto de u = (3,5,7), v = (2,0, 1) e w = (0,1,3) é
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e, portanto, o volume do paralelepípedo definido pelos vetores u , v e w é
Na figura 4.15 também notamos que, quando o segmento representante
do vetor w estará no plano contendo os segmentos representantes de u e v. Ou seja,
os vetores u, v e w são coplanares. Mas isso acontece precisamente quando w e
u×v forem ortogonais, isto é, quando u×v ,w= 0. Isso nos ajuda a descobrir se quatro
pontos A, B, C e D dados são coplanares, isto é, se estão sobre o mesmo plano
(claro que isso ocorre automaticamente se dois ou mais dos pontos em questão são
iguais). Isso ocorrerá se, e somente se,
Não faremos uma prova mais rigorosa desse fato, mas o ilustramos em um
exemplo.
Exemplo: Mostrar que os pontos A(1,2,4), B( 1 ,0, 2), C(0,2,2) e D( 2 ,1, 3) são
coplanares.
Resolução: O quatro pontos dados serão coplanares se forem coplanares os
vetores
Devemos, portanto, calcular seu produto misto. Temos
e, logo, os pontos são de fato coplanares. Você pode verificar por si só que a ordem
em que nomeamos os pontos é irrelevante.
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Retas e Planos no espaço
Equação cartesiana do plano
Um plano no espaço pode ser caracterizado de diversas maneiras. A primeira que
estudaremos vem das seguintes considerações intuitivas. Dada uma direção, que
você pode imaginar como sendo uma reta, existem uma infinidade de planos
paralelos entre si, e perpendiculares a essa direção. No entanto, se além de
fixarmos uma direção, também fixarmos um ponto, um e somente um plano dessa
família de planos conterá o ponto em questão. Em outras palavras, um plano ficará
fixado se dermos uma direção e um ponto.
Figura 5.1 Um vetor não-nulo v determina uma infinidade de planos ortogonais a essa direção e
paralelos entre si. Se, além de v, fixarmos um ponto ()P, selecionamos um único plano ( ) ortogonal a v
e contendo P.
Mais adiante veremos outras maneiras de descrever planos. No entanto, a fim de
verificar que todas essas descrições são equivalentes, é necessário ter uma
definição precisa do que é um plano em nosso contexto. A idéia intuitiva acima pode
ser tornada rigorosa e utilizada para esse fim.
Definição 5.1. Um subconjunto é dito ser um plano se existir um vetor
(,,)vabc não-nulo e um ponto , tais que
Equivalentemente, para todo
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Essa definição não faz nada mais que capturar de forma precisa a ideia intuitiva
acima. O vetor não nulo v=(a, b ,c ) é chamado vetor normal ao plano P, assim
definido por razões óbvias. Um resultado dessa definição é a seguinte:
Um conjunto é um plano se, e somente se, existirem números a, b, c, d
com (a, b, c) tais que:
Demonstração:
( ) Supondo que P seja um plano, pela nossa definição existem um vetor v=(a, b, c)
não-nulo e um ponto P0 (x0, y0,z0 ) tais que:
Tome as componentes a, b, c de v, notando que escolha e escolha d
:= ax0 +by0 + cz0 . Nesse caso, sendo P (x ,y, z) um ponto arbitrário, temos:
e, portanto, os ponto de P são precisamente os que satisfazem à equação
ax +by + cz = d .
( ) Supondo agora existirem números a, b, c, d com. (a, b,c )
(0,0,0) tais que:
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podemos por exemplo assumir que a 0 (os casos b 0 ou c 0 são inteiramente
análogos). Nesse caso, escolha o vetor v=(a, b, c ) e o ponto
Temos, sendo (P, x, y, z) um ponto arbitrário,
completando a demonstração.
Essa Proposição significa que os pontos de um plano são precisamente as soluções
(x, y, z ) de uma equação linear da forma ax +by + cz = d, com a, b e c não todos
nulos. Uma equação dessa forma será dita uma equação cartesiana para o plano
em questão. No que segue, definiremos um plano por sua equação cartesiana.
Exemplo: Obter uma equação do plano que contém o ponto A (3,0,-4) e tem como
vetor normal v=(5,6,2).
Resolução: Para qualquer ponto P (x, y ,z) do plano, temos que ter que é a equação
cartesiana procurada.
Exemplo: A equação z=0 descreve o plano XY. De fato, note que podemos
reescrever essa equação como:
0x+0y+1z=0,
donde inferimos que o vetor (0,0,1) é normal ao plano. Mas esse vetor é obviamente
paralelo ao eixo OZ e, portanto, o plano em questão é perpendicular a esse eixo.
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Além disso, uma simples inspeção mostra que o plano contém a origem, e o único
plano com essas especificações é o plano XY. Analogamente, as equações x=0 e
y=0 descrevem os planos YZ e XZ, respectivamente.
Exemplo: Obtenha a interseção do plano P cuja equação é x+2y=4 com os eixos
coordenados.
Resolução: Para que um ponto P1 (x, y, z) esteja na interseção de P com o eixo OX,
deve ser solução simultaneamente das equações do seguinte sistema:
O P único tal ponto é P1(4,0,0). De maneira similar, para que um ponto
2( x ,y, z) esteja na interseção de P com o eixo OY , deve ser solução do
sistema
e a solução é o ponto P2 (0,2,0). Entretanto, para que um ponto P3 (x, y, z ) esteja na
interseção de P com o eixo OZ, deveria ser solução do sistema:
que obviamente não possui solução. Isso que dizer que o plano P não intersecta o
eixo OZ, sendo portanto paralelo a este (faça um desenho dessa situação!).
Outra maneira de caracterizar um plano é através de três de seus pontos.
Teorema
Dados três pontos distintosA, B, C e não-colineares, existe um único plano
que os contém.
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Demonstração (Existência) Sejam A ( ), B ( ), C ( )
os pontos do enunciado, e considere os vetores Ambos são não-nulos,
por serem os pontos distintos, e não paralelos, por serem os pontos não-colineares.
O vetor x é, portanto não- nulo (por quê?) e ortogonal a ambos. Seja P o plano
que tem n como vetor normal e contém A, ou em outras palavras, o conjunto de
todos os pontos P (x, y, z ) tais que
Claramente esse é o plano procurado (fig. 5.2).
É imediato verificar que A, B, C , bastando substituí-los alternadamente no lugar
de P em (*). A demonstração de que este é de fato o único plano contendo A, B, C é
mais complexa e será omitida.
Exemplo: Obter a equação do plano definido pelos pontos A(3,1,-2), B(5,2,1) e
C(2,0,2).
Resolução: Primeiro, calcule que
Este vetor será normal ao plano buscado, que ademais deve passar por A. Portanto
se P (x, y, z) é um ponto do plano,
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Logo, a equação procurada é
7x-11y- z=12
Equações paramétricas do plano
Sejam u e v vetores não-nulos e não-paralelos, e um ponto P0 . Intuitivamente, se
consideramos retas ru e rv paralelas às direções de u e v, respectivamente, e
concorrentes em P0 , teremos um único
plano contendo as retas ru e rv e o ponto P0. De fato, esse é precisamente o plano P
que tem u x v como vetor normal e contém P0. Seja P um ponto qualquer do plano, e
trace por P paralelas ru e rv a ru e rv respectivamente. A reta ru intersectará a reta rv
no ponto P2 e rv intersectará a reta ru no ponto P1 , como mostra a Figura 5.3.
Agora é paralelo a u, e, portanto, existe tal que
Analogamente, é paralelo a v, logo existe tal que
Mas pela regra do paralelogramo, e, portanto,
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Se P0 =(x0, y0,z0 ), u=(u1, u2, u3) e v=(v1, v2, v3), então para um ponto qualquer P (x,
y, z ) do plano podemos escrever
ou
as equações paramétricas do plano P, por causa dos parâmetros s, t, cujos valores
determinam os pontos do plano.
O argumento acima é bastante geométrico e intuitivo. Sua versão rigorosa (que
omitiremos) é a demonstração do seguinte teorema.
Um conjunto é um plano se, e somente se, existirem um ponto P
e vetores u, v não-nulos e não-paralelos tais que
Esse teorema garante que um plano fica univocamente caracterizado por suas
equações paramétricas.
Exemplo: Obtenha equações paramétricas e cartesianas do plano que contém o
ponto P0 (2,3,-1) e é paralelo aos vetores u=(3,4,2) e v=(2,-2,6).
Resolução: As equações paramétricas podem ser obtidas imediatamente dos
dados:
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Para obter uma equação cartesiana, como U x v é normal ao plano, a equação
procurada deve ter a forma
ou
Exemplo: Se x+ y+ z 6 é equação cartesiana de um plano, obtenha equações
paramétricas desse plano.
Resolução: Escreva a equação na forma z= 6- x- y. Os pontos do plano terão que
ser precisamente os da forma P (x,y,6- x- y), com x e y arbitrários. Separando a
parte constante e as contribuições de x e y, temos
Note que os vetores (1,0,-1) e (0,1,-1) são não-nulos, não-paralelos e ortogonais a
(1,1,1), que é normal ao plano. Portanto, P (x, y, z) pertencerá ao plano se, e
somente se,
que são as equações paramétricas procuradas.
Equação da reta
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Nossa intuição geométrica mais elementar nos diz que dois pontos determinam uma
reta de maneira unívoca. No contexto da Geometria Analítica, dois pontos A,B
distintos determinam um vetor Se P é um ponto qualquer na reta , o vetor
é paralelo ao vetor , e, portanto, existe um número único t tal que
Note que, ao determinar P, são realmente necessários um ponto (no caso, A) e uma
direção (nesse caso definida por ). Isso motiva a seguinte definição:
Definição. Um subconjunto é uma reta se existirem um ponto
e um vetor v não-nulo tais que
para alguma
As características geométricas dessa situação estão ilustradas na figura 5.4.
Algumas observações são pertinentes:
1) Dada uma reta o vetor v e o ponto A não precisam de modo algum ser
únicos. Se tomamos outro ponto A' e outro vetor v' não-nulo que seja paralelo a v, o
conjunto
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é exatamente igual a De fato, sendo v' paralelo a v, existe um número
tal que Se
para algum número Mas então
Por outro lado, para algum pois
Portanto, se definimos
Logo
De forma inteiramente análoga, prova-se que:
e então como havíamos afirmado. Um vetor v e um ponto A nas condições
são chamados vetor diretor e ponto inicial da reta, respectivamente.
2) Dada uma reta e dados A (x 0, y0,z0 ) e v= (v1, v2, v3), e P (x, y, z) um ponto
qualquer de a condição
é equivalente a afirmar que as coordenadas x, y e z de P satisfazem as equações
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para algum t . À medida que t as ternas (x, y, z) correspondentes
(isto é, satisfazendo esse sistema de equações) descrevem toda a reta Essas
são ditas equações paramétricas da reta, pois são escritas em termos de um
parâmetro t.
3) Uma analogia mecânica para visualização de uma reta é a seguinte: podemos
pensar em uma reta como descrevendo a trajetória de uma partícula pontual em
movimento retilíneo uniforme no espaço. Nesse caso, escolher um ponto de
referência equivale a escolher uma posição inicial, e um vetor diretor corresponde ao
vetor velocidade. Nesse caso o parâmetro t pode ser pensado como um instante de
tempo. As várias possibilidades de escolha do vetor diretor e do ponto inicial
corresponderão ao fato de que partículas com velocidades diferentes e com
posições iniciais diferente podem percorrer uma mesma trajetória no espaço. Mas
não leve a analogia longe demais. Em mecânica, uma trajetória retilínea não precisa
corresponder a um movimento uniforme. Por exemplo, se uma partícula se move no
espaço de acordo com as equações horárias seu movimento é retilíneo. De fato,
fazendo s=t3, obtemos as equações paramétricas:
que descrevem uma reta passando pela origem e com vetor diretor (1,1,1).
Por exemplo, no instante t = 2 a partícula está no ponto da reta correspondente ao
valor 8 (oito) do parâmetro s. Veja que, como a função F (x )= x3 é bijetora, para
qualquer valor de s, isto é, para qualquer ponto da reta, existe um únicoinstante de
tempo t tal que s=t3. O movimento em questão não é uniforme, no entanto, e com as
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ferramentas que você aprenderá nos cursos de Cálculo, será possível provar que o
vetor velocidade é dado em termos do tempo por:
Note que esse vetor muda de norma, mas não de direção e nem de sentido, sendo
sempre paralelo a (1,1,1).
Exemplo: Obtenha as equações paramétricas da reta que contém o ponto A(1,2,3) e
é paralela ao vetor v=(1,-2,2).
Resolução: Usando a prescrição acima, as equações são
Para se obter um ponto qualquer dessa reta, basta atribuir a t um valor particular.
Para t =0 recobramos A. Para t =1 temos:
e, portanto, (2,0,5) é um ponto da reta. Já (3,2,1) não pertence à reta, pois não
existe t tal que as equações
sejam simultaneamente satisfeitas.
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A nossa intuição inicial é formalizada no seguinte resultado:
Dados dois pontos A,B distintos, existe uma única reta com
Demonstração: Sendo A e B distintos, o vetor é não-nulo. Seja
a reta definida por A e Um ponto P estará nessa reta se, e somente se,
para algum t . Pondo t =0 e t =1, vemos que A e B estão ambos na reta.
Para provar a unicidade da reta, seja uma reta qualquer contendo A e B e sejam
C um ponto arbitrário nessa reta e v um vetor diretor. Existem
tais que
uma vez que A e B são pontos distintos de por hipótese. Subtraindo uma
equação da outra, temos:
Portanto, v é paralelo a
Exemplo: Ache a reta que passa pelos pontos A(1,1,1) e B(2, -3,4).
Resolução: Podemos tomar (1,-4,3) como vetor diretor e A como ponto inicial.
As equações serão
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Poderíamos escolher B como ponto inicial, e, nesse caso, teríamos as equações
Finalmente, qualquer múltiplo não-nulo do vetor diretor é ainda vetor diretor. Por
exemplo, podemos tomar v=( -2,8,6) =( -2) . (1,- 4,3) como vetor diretor, e escolher
um ponto inicial diferente de A e B. Você pode verificar que C(-3, 7,7) é um ponto da
reta. Com essa escolha, as equações paramétricas ficam
Fica a seu encargo mostrar que todo ponto (x, y, z ) satisfaz um desses sistemas
se, e somente se, satisfaz o outro (com valores do parâmetro diferentes para cada
sistema!).
Posições relativas de planos
Sejam planos dados respectivamente por equações
ax+by+cz+d
a' x +b' y +c 'z =d '.
Note que esse sistema de equações pode ser olhado de duas formas. Primeiro, de
forma geométrica: o problema algébrico de dar uma solução do sistema de duas
equações lineares com três incógnitas representa geometricamente obter os pontos
de interseção de dois planos. De fato, isso pode ser generalizado para sistemas
de n equações lineares com três incógnitas. Resolver um tal sistema
corresponde geometricamente a obter os pontos comuns a n planos. Na outra forma,
invertemos a ênfase, e vemos que o problema geral de encontrar a interseção de n
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planos se reduz ao de resolver um sistema de n equações lineares com três
incógnitas. É exatamente o tipo de interplay que torna a Geometria Analítica tão útil.
Sejam n=(a, b, c) e n'=(a' ,b, ' c') os respectivos vetores normais. Intuitivamente,
temos as seguintes três possibilidades:
A primeira possibilidade corresponde ao fato trivial de que, se temos uma equação
do plano e a multiplicamos por um número real não-nulo, ainda obteremos uma
equação descrevendo o mesmo plano. Na segunda possibilidade, os planos não
podem ter pontos em comum. Isto ocorre porque o sistema é incompatível nesse
caso, isto é, não admite soluções. Com efeito, se subtraímos membro a membro a
segunda equação de vezes a primeira, obtemos que em contradição
com nossa hipótese de que
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O terceiro caso é o mais interessante. Como os vetores n e n' não são paralelos, seu
produto vetorial n x n' tem ao menos uma componente não-nula, digamos a terceira:
(n x n')3 =ab'= a b' 0.
Nesse caso você pode verificar, que
Ou seja, os pontos de interseção são da forma
Fazendo z=0, obtemos uma solução particular
Podemos introduzir um novo parâmetro t pondo
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Deixamos como exercício então, provar que a solução geral Pt se expressará em
termos desse parâmetro como
Esta é precisamente a forma paramétrica da equação da reta, e, portanto, provamos:
Dois planos quaisquer ou são paralelos ou se intersectam em uma reta.
Note que P0 funciona como o ponto inicial, e o vetor diretor da reta é ortogonal ao
vetor normal de cada plano, como seria de se esperar (figura 5.6).
Exemplo: Obter a interseção dos planos x+y+z=1 e x- -y3+z=1.
Resolução: Os vetores normais não são paralelos, logo os planos são transversos,
e sua interseção é uma reta. Para obter equações paramétricas para essa reta,
tomamos dois pontos arbitrários da mesma, ou um ponto e um vetor paralelo à reta.
Temos que resolver o sistema
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Resolvendo esse sistema em termos da variável z, temos:
Os pontos de interseção são da forma
(x, y,z ) = (1-2z, z, z).
Atribuindo valores a z, podemos encontrar pontos particulares. Pondo z=0 e z=1,
obtemos os pontos P0 (1,0,0) e P1( -1 ,1,1), e a reta que passa por esses pontos tem
equações paramétricas
Note que isso corresponde a escolher a própria coordenada z como parâmetro.
Alternativamente, podemos tomar, por exemplo, P0 como ponto inicial, mas escolher
(1,1,1) x (1,-1,3) = (4,-2,-2) como vetor diretor. As equações paramétricas nesse
caso serão
Posições relativas de reta e plano
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Sejam agora :ax+by+cz=d um plano, e
Podemos ter No primeiro caso, dizemos que
são paralelos. Para que haja interseção, é necessário e suficiente que
Mas note que, se ax0 +by0 +cz0 d e não é possível achar t
de modo a satisfazer a equação.
Pondo notamos então que para que
sejam paralelos é suficiente (e de fato necessário) que
O vetor normal ao plano é ortogonal à direção da reta nesse caso, como seria de se
esperar.
Se não são paralelos, temos duas possibilidades:
i)
ou seja, P (x0, y0,z0 ) Se =o , então, nesse subcaso, qualquer t satisfaz
(**). Isso significa que todo ponto da reta está no plano, isto é,
Geometricamente, se o ponto inicial da reta está noplano e seu vetor diretor é
ortogonal ao vetor normal do plano, então a reta toda permanece dentro do plano.
Por outro lado, se então só podemos satisfazer (**) pondo t = 0. Ou seja,
nesse subcaso a reta intersectará o plano somente no ponto P0.
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ii)
ou seja, P 0 (x 0, y0,z0 ) Nesse subcaso, obrigatoriamente
só podemos satisfazer (**) pondo
Provamos assim que:
Proposição. Uma reta não contida em um plano ou é paralela ao plano, ou o
intersecta em um único ponto.
Exemplo: Determine a interseção da reta
com o plano
Resolução: É fácil ver, usando o produto interno, que o vetor normal ao plano
não é ortogonal à direção de , e portanto intersecta P em um único ponto De
acordo com o esquema geral acima (Eq.(**)), temos que obter para o qual
(3-2 t ) -4(1+ t)+(2+3 t) = -2,
isto é, t =1. O ponto de interseção é portanto I (1,2,5).
Posições relativas de duas retas
Dadas as retas
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Intuitivamente, temos as seguintes possibilidades:
.
Figura 5.7- Posição relativa de retas: (a) coincidentes, (b) concorrentes, (c) paralelas
e (d) reversas. Nos casos (a)-(c), as retas l e l estão sobre um mesmo plano,
mas em (d) não existe um plano contendo ambas as retas.
Se v (v1, v2, v3) e v'=(v1,'v' 2, v' 3), temos que estudar essas possibilidades de acordo
com a direção relativa desses vetores diretores. Dividiremos nossa análise em dois
casos.
Caso (i): v é paralelo a v'.
Nesse caso, intuitivamente podemos ter retas paralelas ou coincidentes. Para ver
que isso de fato é assim, escreva , com
Agora, ou o ponto P 0 = (x0 , y0 , z0 ) P 0=( x0 , y0 , z0 ) pertence à reta l ou não. No
caso positivo, existirá tal que:
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Mas então, dado um ponto P'0=(x'0 ,0 y0' , z0 ' ) arbitrário de existe um s'
tal que
pelo paralelismo dos vetores. Concluímos, então, que com valor do
parâmetro Portanto, todo ponto de está em Analogamente,
podemos checar que ou seja, as retas coincidem.
Se o ponto P 0 = (x0 , y0 , z0 ) não pertence à reta então podemos verificar que
nenhum ponto de pertence a pois se elas tivessem um ponto em comum,
existiriam para os quais
e, portanto,
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Logo, P 0 = (x0 y0 z0 ) R para o valor t= do parâmetro, e temos uma
contradição. Portanto, nesse caso as retas seriam paralelas.
Exemplo: Determine a posição relativa das retas
Resolução: Os vetores diretores são v=(1,-3,2) e (4,2,-6) 2(2,1,-3), e portanto
paralelos. O ponto inicial de nessa parametrização é (1,-1,5). Veja que esse
ponto não pertence a ', pois teríamos que ter 1=4s e -1= 2+ 2s das equações
para a primeira e segunda coordenada dos pontos de ', o que é impossível. Mas
então as retas não têm pontos em comum, isto é, são paralelas.
Exemplo: Determine a posição relativa das retas
Resolução: Os vetores diretores são (2,1,-3) e (6,3,-9)= 3. (2,1,-3), e portanto
paralelos. O ponto inicial de é (9,3,-7). Você pode verificar que esse ponto
está na reta resolvendo o sistema
que admite a solução t =4, portanto as retas são coincidentes.
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Caso (ii): v não é paralelo a v'.
Nesse caso, considere o vetor n= v X v'. Esse vetor é não-nulo, e podemos
considerar a coleção de todos os planos que têm n como vetor normal. Note que há
infinitos planos com essa propriedade, todos paralelos (fig. 5.8) entre si.
Para selecionar um dado membro dessa família, basta escolher um ponto (lembre
que uma direção e um ponto fixam um plano de forma unívoca). Os vetores diretores
de são paralelos a qualquer plano dessa coleção, se tomamos um plano
qualquer dessa coleção, ou será paralela a ou estará inteiramente contida
nesse plano. Sejam os membros dessa coleção contendo os pontos
iniciais P 0(x 0, y 0, z 0) e de respectivamente. Claro que
Temos então duas possibilidades: ou são paralelos ou
O primeiro caso corresponde precisamente a retas reversas, e em particular
não se intersectam. No segundo caso, as retas são coplanares. Mas então, uma vez
que o plano admite equações paramétricas
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e como por hipótese existirão (únicos) t0,s0 tais que
O sistema pode ser reescrito na forma
Proposição. Duas retas distintas contidas em um mesmo plano ou são paralelas ou
se intersectam em um único ponto.
Exemplo: Determine a posição relativa das retas
Resolução: Note que os vetores diretores v= (1,-3,2) e v'=(4,-5,3) não são paralelos,
logo as retas não podem ser paralelas e muito menos coincidentes. Considere o
vetor n= vX v' (1,5,7).
O plano com vetor normal n passando pelo ponto inicial
P0 (2,-1,1) tem equação
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Para obter uma equação para esse plano, temos que obter primeiramente um vetor
normal. Note que o vetor n X v= ( -31,-5,8) cumpre bem esse papel. A seguir,
tomemos um ponto de referência. Como queremos que o plano contenha , podemos
tomar P0 (2,-1,1). O plano terá então uma equação
Você deve verificar explicitamente que
Exemplo: Determine a posição relativa das retas
Resolução: Os vetores diretores v=(2,- 1, -1) e v'=(1,1,-2) não são paralelos, logo
as retas não podem ser paralelas nem coincidentes.
Tomando o vetor n= v X v' (3,3,3). O plano com vetor normal n passando pelo
ponto inicial P0 ( -1 ,0,2) de tem equação
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Note que esse plano contém o ponto inicial P 0 (2,-3,2) de e portanto
As retas precisam ser concorrentes. De fato, podemos considerar o sistema
Deixamos a seu cargo verificar que a (única) solução é t =2, s=1, e que, portanto, as
retas se intersectam no ponto (3,-2,0).
Distâncias no espaço
Nesta seção, queremos discutir como calcular distâncias:
a) de ponto a plano;
b) de ponto a reta;
c) de plano a plano;
d) de reta a plano;
e) de reta a reta.
Em cada caso, o que temos em mente é a menor distância possível entre os pontos
dos respectivos conjuntos.
Distância de ponto a plano
Dados um plano : ax+by+cz=d (com a, b e c não todos nulos) e um ponto P0 (x 0,
y0,z0 ), é claro que a distância d (P 0, ) P0 a é obtida computando-se o
comprimento do segmento P P0 ', onde P' é o pé da perpendicular baixada de P0 a
(figura 5.10).
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Para obter P '(x ', y ', z '), tudo o que precisamos fazer é escrever equações para a
reta que passa por P0 e é perpendicular ao plano.
Basta tomar o vetor normal n=(a, b, c ) como vetor diretor da reta. Temos então as
equações paramétricas
A interseção de a com ocorre quando
isto é, quando
A substituição desse valor do parâmetro em (1) nos dá as coordenadas de P':
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Temos, portanto:
daí um cálculo simples usando (2) nos dá a fórmula
Note que essa equação faz sentido inclusive quando P0 Nesse caso, a distância
é identicamente nula, como seria de se esperar.
A fórmula acima é tão simples e simétrica que vale a pena você memorizá la. Apesar
disso, sugerimos fortemente que você compreenda a construção geométrica que nos
levou a tal fórmula, para que você possa desenvolvê-la sempre que necessário, ou
mesmo para usar tal construção para calcular a distância diretamente.
Exemplo: Ache uma equação do plano paralelo ao plano x-2y+2z=1
cuja distância ao ponto P0 (3,7,10) é de 100 unidades.
Resolução: Todo plano paralelo a será da forma
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onde cada valor de d determina exatamente um de tais planos. A distância de
qualquer para P0 pode ser calculada através da fórmula da distância de ponto a
plano. O resultado é
Quando impomos que obtemos duas possíveis soluções (conforme
assumamos d < 9 ou d > 9 ):
correspondendo aos planos paralelos
Os planos são paralelos a e simetricamente colocados com respeito a
ambos distando 100 desse ponto.
Distância de ponto a reta
Seja agora P 0 (x 0, y0,z0 ) um ponto, e
A distância d (P 0, P 0 ) é exatamente a distância procurada. Essa situação está
ilustrada na fig. 5.11 abaixo.
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O plano buscado terá equação
a (x -x0 )+b (y -y0 )+c (z -z0 )=0.
algumas manipulações algébricas nos dá
sendo P 1(x 1, y 1, z 1).
Note que introduzimos uma notação vetorial na última igualdade. Temos, portanto,
Usando a fórmula de distância usual entre pontos, vem
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Mas, introduzindo a forma vetorial para t0, você pode verificar que essa equação
pode ser reescrita na forma
Esta fórmula requer explicação. Primeiro, note que o ponto P0 já não aparece na
equação, só o ponto P0 e os parâmetros da reta Isto é, v e P1(x 1, y 1, z 1). A fim
de entender o significado geométrico dessa fórmula, introduzimos a seguinte
definição:
Definição. Sejam u, v vetores, com v 0. A projeção (ortogonal) de u sobre v é o
vetor
Muito bem, mas qual o significado geométrico dessa definição? Na verdade, é
bastante simples. Suponha que u, v são ambos não-nulos e o ângulo entre eles
(se u é nulo, a projeção também é). Teremos então
Ora, é o vetor unitário na direção e sentido de v, e mede o
u sobre v, conforme ilustrado na fig. 5.12.
v
v
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A projeção portanto, é um vetor com mesma direção de v e módulo
Em particular, se u e v são ortogonais, é o vetor nulo. É interessante notar
que não depende do módulo de v, e nem do seu sentido, só de sua direção!
Pois se consideramos v='t.v, com teremos
Outro aspecto interessante de nossa definição é que, se pomos
temos
isto é, é ortogonal a v (fig. 5.12). O vetor pode então ser pensado
v. Além disso,
podemos escrever
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Ou seja, o vetor u pode ser escrito como uma soma vetorial entre um vetor com
mesma direção de v com outro ortogonal a v. Essa decomposição de fato é única.
Com efeito, suponha que escrevamos onde é ortogonal e paralelo a
v. Nesse caso, podemos escrever e temos
e, portanto, isto é
Mas então
A unicidade da decomposição acima tem outra consequência interessante. Suponha
que u seja um vetor com mesma direção de v. Nesse caso, se escrevemos
estamos de fato decompondo u em uma soma de um vetor na direção de v (a saber,
o próprio u), e outro ortogonal a v (o vetor nulo, que é ortogonal a qualquer vetor).
Pela unicidade da decomposição, teremos que Isso também
pode ser verificado diretamente das definições de assumindo-se que
para algum t . Moral da história: a projeção em v de um vetor u
paralelo a v é o próprio u.
Voltemos à nossa fórmula de distância. Usando a notação de projeção, podemos
reescrevê-la na forma (veja a figura 5.13.)
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Exemplo: Obtenha as projeções do vetor v=(x, y, z) sobre os vetores unitários
i=(1,0,0), j=(0,1,0) e k =(0,0,1).
Resolução: Usando a definição, temos
Analogamente, obtemos que
Duas últimas observações: Primeiro, sugerimos que você não se preocupe em
decorar fórmulas. Tente, ao invés disso, entender bem a geometria da situação e
levar em conta o significado do vetor Em segundo lugar, a distância calculada
pelas fórmulas acima não depende da escolha do vetor diretor para pois a
projeção sobre v só depende de sua direção, como vimos, e qualquer outro vetor
diretor terá a mesma direção de v. Mas essa fórmula dá a impressão de que a
distância de depende de qual ponto inicial P1(x 1, y 1, z 1) escolhemos para
escrever as equações paramétricas de Essa dependência, no entanto, é apenas
aparente. Com efeito, seja dado outro ponto P 2 (x 2, y2,z2 ) sobre a reta Teremos
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e temos também
Note que na última igualdade usamos o fato de que P1 e P2 estão em e portanto
o vetor tem a mesma direção de v. Assim, obtemos
o que mostra que o resultado é o mesmo, independentemente do ponto inicial. A
razão geométrica deste fato está ilustrada na figura 5.14.
Exemplo: Uma partícula movendo-se no espaço sai do ponto A( -2 ,3,2) no instante
t =0 e tem movimento retilíneo uniforme com velocidade
(distâncias em metros, intervalos de tempo em segundos). Qual a menor distância
que essa partícula tem da origem?
Resolução: A reta ao longo da qual a partícula se move terá equações
paramétricas
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sendo o parâmetro t o tempo. Queremos calcular a distância d dessa reta à origem
O (0,0,0). Podemos tomar a projeção do vetor também
funciona, como você poderá verificar) sobre a direção de v. Calculando:
Portanto,
Logo, a distância buscada é metros.
Distância entre planos e de reta a plano
Os dois casos desta seção podem ser calculados por um mesmo método.
Comecemos com distância entre planos.
Sejam planos. Nosso interesse é calcular a distância d ( ) entre eles,
supondo que são paralelos (se não são paralelos, então se intersectam, e definimos
sua distância nesse caso como sendo zero). Podemos então escrever, sem perda de
generalidade
em que (a, b, c ) (0,0,0) e d d '. Nossa estratégia é a seguinte: escolha
arbitrariamente P0(x 0, y 0, z 0) e tome a distância desse ponto a Essa é a
distância procurada. Usando a fórmula da distância de ponto a plano, temos
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o qual usamos o fato de que ax0 +by0 +cz0 =d, pois P0 (por hipótese), para obter
a última igualdade.
Exemplo: Dados os planos
obtenha, se possível, os valores de a e b para os quais os planos são paralelos e
calcule a distância entre eles.
Resolução: Para que e sejam paralelos, devemos ter que o vetor n= (2,-3,1)
normal a é paralelo ao vetor
e portanto é preciso ter
O plano tem equação -4x+6y-2z=2, ou alternativamente 2x-3y+z= -1. A
distância será
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Se contemplamos calcular a distância entre uma reta e um plano, novamente o
único caso de interesse é quando a reta é paralela ao plano. Basta tomar
novamente um ponto arbitrário da reta e calcular a distância desse ponto ao plano.
Esse caso é tão simples e similar ao anterior que o deixamos como exercício para
você:
Distância de reta a reta
O único caso não-trivial é o caso de retas reversas. Se as retas são coincidentes ou
concorrentes, tomaremos a distância entre elas igual a zero por definição. Se são
paralelas, para calcular a distância entre elas basta tomar um ponto arbitrariamente
em uma delas (qualquer ponto em qualquer uma das duas retas funcionará) e
calcular a distância desse ponto a outra reta: essa é a distância buscada. Faremos
isso concretamente em um exemplo.
Exemplo: Calcule a distância entre as retas
Resolução: Essas retas são claramente paralelas, pois seus vetores diretores são
iguais e você pode checar que o ponto A'(1,2,1) está em mas não em
Tomemos arbitrariamente um ponto em digamos a origem 0(0,0,0), e calculemos
a projeção de (1,2,1) sobre v=(1,1,1) (vetor diretor de ):
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A distância buscada é o módulo do vetor
ou seja,
Quando as retas, digamos são reversas, já vimos que é possível obter planos
paralelos, contendo respectivamente A distância entre as retas é a
distância entre esses planos. Novamente, basta trabalhar com um exemplo.
Exemplo: Calcule a distância entre as retas reversas
Resolução:
Para obter os planos paralelos, temos que obter um vetor normal comum, o que é
feito através do produto vetorial dos vetores diretores das retas, n=(1,1,- 1) X (3,2,1)
= (3,- 4, -1). O plano contendo o plano de vetor normal n passando
pelo ponto A( -1, -1,3) de que é
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Nem precisamos obter a equação para pois, sabendo que esse plano é
paralelo a só precisamos tomar um ponto nele, digamos A'(2,1,1) e
calcular sua distância a Portanto
Superfícies Quádricas
Apresentamos uma classe de figuras geométricas em três dimensões isto é,
subconjuntos do de grande interesse em aplicações fora e dentro da
Matemática, as superfícies quádricas.
Quádricas
As (superfícies) quádricas são subconjuntos de pontos (x, y, z) que satisfazem
uma equação da forma
em que a,...,j são números reais quaisquer. Por exemplo, a esfera com centro na
origem e raio r > 0 é uma quádrica, pois se fazemos a=b=c=1, d=e=f=g=h=i =0 e j=-r
obtemos sua equação como um caso particular da equação geral. É conveniente
escrever essa equação na forma matricial
Verifique fazendo
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podemos reescrever aquela equação na forma mais simples
Assim como fizemos no estudo das cônicas (que, aliás, podem ser pensadas como
versões, no plano, das quádricas), dada uma equação na forma quadrática acima,
podemos realizar rotações e translações dos eixos coordenados de modo a reduzir a
equação a uma forma mais simples, que nos permita identificar e esboçar as quádri-
cas. No entanto, esse processo é bem mais difícil em três dimensões, pois no
espaço há um número maior de possibilidades geométricas ao se realizarem
rotações e translações. Apesar disso, o resultado final desse processo pode ser
resumido no seguinte resultado, a ser provado na Álgebra Linear:
Dada uma matriz simétrica M de ordem n, existe uma matriz ortogonal isto é,
tal que
tal que é uma matriz diagonal. Dizemos que diagonaliza M.
Dada uma matriz M simétrica qualquer, em geral não é tarefa fácil obter uma matriz
ortogonal que a diagonaliza. Esse processo corresponde, como mencionamos, a
obter novos eixos coordenados, realizando rotações em três dimensões, com
respeito aos quais a equação da quádrica se simplifica. Para nós, os detalhes desse
processo não serão importantes. O que importa é que a matriz que realiza a
diagonalização existe. Dada a matriz M, seja Q uma matriz 3 por 3 ortogonal que a
diagonaliza.
Note que, se A e B são matrizes (quadradas de ordem n) quaisquer, temos
para quaisquer e, portanto,
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Assim,
lembrando-se que que é o elemento neutro para o produto de
matrizes. Logo,
Agora, escrevendo
a equação da quádrica ficará
No que segue, omitimos o sobrescrito '.
Quádricas centrais
Temos uma variedade bastante grande de possíveis quádricas. Concentrar-nos-
emos inicialmente no caso em que
As quádricas correspondentes são ditas centrais, pois se um ponto (x, y, z) pertence
à quádrica, então (-x,- y,- z) também pertence, ou seja, quádricas desse tipo
permanecem inalteradas se realizamos uma reflexão em torno da origem. Por
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exemplo, uma esfera de raio unitário com centro em (1,1,1) não é uma quádrica
central, pois sua equação pode ser escrita na forma: (verifique!)
que não tem a forma geral. De fato, por uma reflexão emtorno da origem, essa
esfera seria levada em uma esfera de raio unitário, mas com centro em (-1,-1,- 1).
Geralmente, não é difícil se convencer de que somente uma esfera com centro na
origem pode ser uma quádrica central.
Mesmo entre as quádricas centrais, existe uma variedade bastante grande,
dependendo dos sinais relativos dos e de j. Temos as seguintes possibilidades:
i) Os três são nulos.
Esse caso é meramente uma curiosidade. Nesse caso, a equação reduzida se torna
J = 0
Se, de fato, j=0, todo ponto de de soluções é
vazio. Portanto, e o conjunto vazio são tipos particulares de quádricas.
ii) Só dois dos são nulos.
Para fixar ideias, tome (os demais casos serão
inteiramente análogos, diferindo por uma troca adequada de direções). Nesse caso,
a equação reduzida se torna
Se j = 0, essa é uma equação do plano XY, que é portanto uma quádrica central. Se
não podemos ter solução, pois nesse caso o segundo membro seria
negativo, enquanto que e a quádrica correspondente é novamente o conjunto
vazio. Se escrevemos e a equação reduzida se torna
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que descreve um par de planos paralelos ao plano XY (z = a e z = -a).
iii) Somente um dos é nulo.
Suponha que Nesse caso, podem ter o mesmo sinal ou
sinais opostos.
Caso j = 0 , teremos, em resumo, que:
+ t) com é solução, e
teremos então uma parametrização do eixo Z (verifique!). Do contrário, teremos
que descreve dois planos paralelos ao eixo Z (por quê?).
j e ficamos com
Se a solução é o conjunto vazio. Do contrário, escrevemos
para obter as possibilidades
a)
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b)
c)
O caso (a) corresponde ao cilindro (reto) de base elíptica, representado na figura
6.1. Isso porque, para todo plano z= constante, a equação em (a) descreve a mesma
elipse, independentemente do valor de z.
Um caso particular interessante ocorre quando a=b, em que os cortes transversais
do cilindro são circunferências de raio a. Nesse caso, podemos pensar no cilindro
como tendo sido gerado pela rotação da reta paralela ao eixo z passando por
(a,0,0)a em torno do eixo Z. Esse é o chamado cilindro (reto) de revolução.
Exemplo. Identifique e esboce a quádrica dada pela equação
Resolução. Note que a interseção da quádrica com os planos
x= constante não dependem do valor de x. Basta identificar o aspecto dessa
interseção quando x=0. Nesse caso, a equação dada descreve uma elipse no plano
ZY, e temos então um cilindro de base elíptica.
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Os casos (b) e (c) descrevem, por razões semelhantes às do caso (a), um cilindro
(reto) de base hiperbólica, pois suas seções transversais são hipérboles (fig. 6.2).
iv) Nenhum dos é nulo.
Essa é a situação mais rica. Novamente temos dois subcasos:
iv.a) j=0
Nessa situação, a equação reduzida se torna
Se todos os tiverem o mesmo sinal, podemos escrever essa equação na forma
que só admite uma solução, a saber x=y=z=0, e, portanto, a quádrica será um único
ponto (a origem). Do contrário, teremos dois dos negativos (positivos) e o
terceiro positivo (negativo). Você pode verificar, como exercício, que todas as
possibilidades são dadas por equações da forma:
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Estas três possibilidades correspondem a um cone duplo de base elíptica. Vamos
considerar a primeira dessas equações. Para ver o porquê dessa denominação,
basta notar que a interseção com um plano paralelo ao plano XY é dada, tomando-
se z= constante na equação. Se z=0, temos que ter x=y=0, e, portanto, o plano XY
intersecta essa quádrica em um único ponto. Quando , a equação descreve
elipses, cujo tamanho, porém, depende do valor de , e em particular a equação é
invariante pela transformação o que mostra que a figura se mantém
inalterada por uma reflexão com respeito ao plano XY. A interseção dessa quádrica
com o plano YZ (x=0) são as retas e com o plano XZ (y=0) são as retas
A representação desse tipo de cone está na figura 6.3.
O eixo Z nesse caso coincide com o eixo do cone. No caso particular em que a=b,
temos um cone duplo de revolução, pois podemos pensa lo como tendo sido gerado
pela rotação da reta z = em torno do eixo Z. As duas equações restantes
descrevem cones cujo eixo coincide com os eixos Y e X, respectivamente.
Exemplo. Identifique e esboce a quádrica dada pela equação
Resolução. Podemos escrever essa equação na forma
que tem a forma da primeira equação, sendo portanto um cone duplo de base
elíptica. Para esboça lo, considere elipses representativas com z= 1.
iii.b) j=0.
Nessa situação, além do conjunto vazio, as demais possibilidades se reduzem a um
dos grupos abaixo:
Grupo (E)
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Grupo (H1)
Grupo (H2)
O Grupo (E) tem um único representante, o elipsóide (figura 6.4).
Suas interseções com os planos XY, XZ e YZ são respectivamente as elipses
2a, 2b e 2c são os comprimentos dos eixos do elipsóide, cada um deles contido em
um eixo ordenado (figura 6.4a). Se dois desses três são iguais, temos um elipsóide
de revolução. Por exemplo, se b=c, o elipsóide pode ser pensado como gerado pela
rotação da elipse em torno do eixo X (figura 6.4b).
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As quádricas do Grupo (H1) são hiperbolóides de uma folha (figura 6.5). Por
exemplo, se tomamos a terceira das equações acima, temos que a interseção da
quádrica correspondente com o plano XZ é a hipérbole com o plano YZ é a hipérbole
Por outro lado, a interseção com um plano z=d paralelo ao plano XY é dada por
que é a equação de uma elipse. No caso em que a=b, essas elipses são
circunferências, e temos um hiperbolóide de revolução de uma folha, gerado pela
rotação da hipérbole situada no plano XZ em torno do eixo Z.
As quádricas do Grupo (H2) são hiperbolóides de duas folhas (figura 6.6).
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Novamente, se tomamos a terceira das equações acima, e reescrevemo-la na forma
fica claro que todo ponto dessa quádrica satisfaz a condição |z| c .
Ou seja, essa quádrica não possui pontos entre os planos z=c e z= -c. A interseção
da mesma com qualquer plano z=d com |d| > c é dada pela equação
que descreve uma elipse. A quádrica intersecta o plano XZ, segundo a hipérbole
e com o plano YZ, segundo a hipérbole .Novamente, se
a=b, temos o hiperbolóide de revolução de duas folhas.
Quádricas não centrais
Essas quádricas correspondem à situação na qual algum dos da equação reduzida
não nulo. Os únicos casos que vamos considerarserão aqueles que possam ser
reduzidos aos seguintes grupos:
Grupo (PE)
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Grupo (PH)
As equações do Grupo (PE) descrevem o parabolóide elíptico (figura 6.7).
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REFERÊNCIAS
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LIMA, Elon L. de. Geometria analítica e álgebra linear. Rio de Janeiro: SBM, 2001.
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Hill, 1987.
GREENBERG, M. J. Euclidean & non-Euclidean geometry: development and history.
3. ed. New York: W. H. Freeman, 1993.
IEZZI, G. Fundamentos de matemática elementar. 4. ed. São Paulo: Atual, 1993. v.
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LIMA, E. L. de. Coordenadas no plano. 4. ed. Rio de Janeiro: SBM, 2002.
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LINDQUIST, M. M. et al. Aprendendo e ensinando geometria. São Paulo: Atual,
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SAFIER, F. Pré-cálculo. Porto Alegre: Bookman, 2003. (Schaum).
SANTOS, N. M. dos. Vetores e matrizes. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007.