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[INSERIR NOME DA UNIVERSIDADE] [INSERIR NOME DO CURSO] sistema DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO HISTÓRIA Rosanea Regina Falcão Lourenço Estágio Curricular Obrigatório III Gestão Educacional SETE LAGOAS 2020 Rosanea Regina Falcão Lourenço Estágio Curricular Obrigatório III Gestão Educacional Relatório a ser apresentado ao Curso (HISTÓRIA) da UNOPAR – Universidade Pitágoras Unopar, para a disciplina de Estágio Curricular Obrigatório III - Gestão Educacional. . SETE LAGOAS 2020 SUMÁRIO 1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS 7 2 REGIMENTO ESCOLAR 10 3 ATUAÇÃO DA EQUIPE DIRETIVA 11 4 PLANO DE AÇÃO 12 CONSIDERAÇÕES FINAIS 14 REFERÊNCIAS 15 INTRODUÇÃO O seguinte portfólio tem por objetivo organizar as experiências obtidas no cumprimento do estágio obrigatório III Gestão Escolar. Onde de acordo com os textos lidos e vídeos assistidos foi possível entender a importância da Gestão Escolar para o andamento da escola. A função do diretor é de extrema importância para que a equipe escolar tenha um excelente direcionamento e convivência. Nesse portfólio foram esmiuçadas as vivências do Gestor na educação pública e a importância da mesma para a formação intelectual do indivíduo. 1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS Segundo os autores do artigo, o objetivo é analisar democraticamente a gestão escolar na literatura e nos ordenados legais focando na pesquisa bibliográfica. Vou de grande valia observar a legislação nacional para construção desse estudo, onde nos apresenta as normativas da educação brasileira durante o percurso da história nacional. De acordo com os autores, após a Ditadura Militar o país passou por uma redemocratização onde a gestão democrática regulamentada na LDBEN nº 9394/96 e no Plano Nacional de Educação (2014-2024). A gestão escolar tem a importante função de buscar dentro do ensino da escola a democratização e a construção do PPP com todos os participantes do colegiado. No atual momento a gestão educacional está mais presente, onde a promulgação da Constituição de 1988 é o marco principal e vem sendo utilizada pelos presidentes na política. A partir da década de 80 questões que devido ao regime repressor não eram levadas em conta, tornaram-se pauta para reivindicações e discussões; Uma das reivindicações foi a qualidade da educação onde surgiram diversos programas do governo, na LDBEN nº 9.394/96 está questão se repete. Paro (2007, p.43) “à formação da personalidade do educando em sua integridade, não apenas à aquisição de conhecimentos em seu sentido tradicional” para ele é nessa perspectiva que tem que ser a educação de qualidade nas escolas públicas. Onde é necessário o Estado tenha ações e estratégias para que se desenvolva o ensino nas escolas públicas tendo significado ao estudantes e efetivamente coerentes. Na educação, as políticas sendo desenvolvida, principalmente em prol de uma educação de qualidade, onde a inspiração do futuro e as expectativas dos alunos tem que estar relacionadas. (PARO, 2007). Abreu (2002) destaca que desde do início dos anos 80, o Brasil se consolidou e modificou a relação do Estado Democrático de Direito, onde promulgou a Constituição Federal de 1988, havendo nesse contexto, várias discussões onde os temas eram a descentralização: do sistemas de ensino e federalismo. Lembrando que Oliveira (2010, p. 128-129) destaca-se que a descentralização é uma das principais características na administração pública gerencial, onde se configura como orientação para o planejamento, embora não configure novidade nenhuma, devido desde dos anos 60 está previsto pelo estado a reforma. A descentralização não é restrita ao Brasil, Arretche (2002, p. 26) diz que “também em países com democracias estáveis, a descentralização aparecia como uma alternativa às estruturas decisórias centralizadoras e instituídas durante a construção dos Estados de Bem-Estar Social, de inspiração keynesiana.” Para Oliveira (2010, p. 132) a descentralização tem como eixo da gestão pública a desregulamentação e a flexibilização. A autora entretanto adverte: as reformas educacionais dos anos 90 trarão, então, a marca da descentralização que resultou em maior autonomia das escolas, porém teve como contrapartida uma sobrecarga de trabalho administrativo sem a real correspondência em termos de condições de infraestrutura nos estabelecimentos de ensino. Sob o argumento da necessidade de conferir maior autonomia às unidades escolares, os órgãos centrais do sistema acabaram por delegar às escolas muitas das suas rotinas administrativas. Os autores destacam nesse artigo um texto final da CONAE (2010), onde Plano Nacional de Educação (2014-2024), vai além das eleições de diretores fundamentando que a gestão democrática precisa de atenção, sendo assim: a fundamentação da gestão democrática está, portanto, na constituição de um espaço público de direito, que deve promover condições de igualdade, liberdade, justiça e diálogo em todas as esferas, garantir estrutura material e financeira para a oferta de educação de qualidade, contribuir para a superação do sistema educacional seletivo e excludente e, ao mesmo tempo, possibilitar a interrelação desse sistema com o modo de produção e distribuição de riquezas, com a organização da sociedade, com a organização política, com a definição de papéis do poder público, com as teorias de conhecimento, as ciências, as artes e as culturas. Pela CONAE, as escolas públicas brasileiras oportunizam condições de permanência, igualdade de acesso e qualidade educacional superando a seleção nos sistemas educacionais e a exclusão. Segundo os autores sobre processo avaliativo: Cerqueira; González; Bernado (2016, p. 677), citando os autores Horta Neto (2010) e Locatelli (2002): O processo avaliativo de aprendizagem discente é extenso, complexo e muitas vezes gera conflitos e debates calorosos, não só entre professores e especialistas, mas também entre pais e os próprios alunos, pois pode ser tratado por diferentes concepções e práticas. [...] existem diferentes tipos de avaliação que são aplicadas nas escolas: desde aquelas de âmbito escolar, até as que perpassam todo o sistema educacional. As avaliações realizadas no cotidiano escolar têm como objetivo a verificação do processo de construção do conhecimento, ao contrário da avaliação externa, aplicada pelo Estado, cujo propósito é avaliar o produto da aprendizagem. No entanto, mesmo sendo diferentes, podem contribuir para discussão acerca dos diferentes momentos dos processos de construção do conhecimento, desde que sejam bem formuladas. O gestor, independente da forma que assumiu o cargo: indicação, eleição, consulta pública ou por meio de nomeação deve focar na qualidade de ensino, atuando como articulador do ensino aprendizagem, tendo um olhar inovador para novos integrantes da sua equipe exercendo de forma significativa a função que foi confiada. Apostando em um PPP de qualidade, onde se pode diagnosticar realidade dos alunos, refletindo a história da escola e sua filosofia. A gestão escolar tem o desafio de propiciar uma democracia nas unidades escolares, embora haja a legalidade e as leis para esse tema, junto com a comunidade escolar e as ações conjuntas precisam ser discutidas no cotidiano e pautadas nas unidades de ensino. A discussão por uma escola democrática, laica e de qualidade vai além da legalidade que aborda a educação, pois vem de um longo processo histórico, com reivindicações dos profissionais e lutas de todos das escola pública. 2 REGIMENTO ESCOLAR 1 - Qual a função do regimento no ambiente escolar? O documento que serve de norma para que o administrativo das instituições de ensino e o funcionamento pedagógico é o Regime Escolar onde orienta o trabalho que será desenvolvido no ambiente escolar. Sendo ele a Lei da Escola, regulando todo funcionamento da instituição. É por ele que chegam no ambiente escolar toda legislação educacional. A instituição educativa é definida através da disciplina, da organização e o seufuncionamento são feitos através regimento. 2 - Quais aspectos são contemplados em um regimento escolar? A aplicação do aspectos legislativos são de acordo com cada município, estado ou país, devendo ser considerado os princípios adotados pela Secretaria de Estado da Educação, as decisões tomadas pelos profissionais das escolas, as reflexões, a discussão desses aspectos são constituídos das bases da Secretária. A participação efetiva de professores, pais, comunidade e alunos, se deve ao regime escolar que é pautado nessa gestão. Resultando em um ensino de qualidade, democrático com autonomia de valor e fortalecido. 3 ATUAÇÃO DA EQUIPE DIRETIVA 1 - Descreva quais são as principais atribuições do (a) diretor da escola. O diretor da instituição de ensino tem como atribuições administrar os recursos, participar da comunidade, coordenar projetos e o corpo docente o qual é de sua responsabilidade. O ensino que ofertado depende da qualidade dos seus profissionais. 2 - Descreva a atuação desse profissional quanto ao atendimento aos alunos e aos docentes. Para que se tenha um bom relacionamento com todos os públicos da instituição, o atendimento interno ou externo é de extrema importância, visando uma gestão participativa e democrática para os alunos, funcionários, comunidade e para os pais. Se houver caso específicos de conflitos extremos, que sejam considerados brutos o diretor deve intervir. As reuniões são sempre importantes onde se pode chamar os responsáveis dos alunos, para discutirem sobre determinado acontecimento, mantendo-se assim o convívio dos pais/comunidade mais próximo da instituição. Atender os pedidos materiais que os docentes solicitam, ouvir, motivar e orientar buscando sempre uma maneira de se comunicar de forma leve para que os profissionais não levem para o lado pessoal. 4 PLANO DE AÇÃO Descrição da situação-problema A Escola encontra-se com muita evasão dos alunos, devido ao local onde a escola é situada. A comunidade é carente e é a maioria dos alunos que ajudam os pais no sustento da família Proposta de solução A proposta é que tenhamos uma parceria com um empresas da cidade, onde possamos montar um projeto social, o qual os alunos do ensino médio possam estagiar meio horário nessas empresas recebendo meio salário e uma cesta básica. A escola entrará com mini cursos com os professores, de matemática, química e física. Onde eles prepararam esses alunos Objetivos do plano de ação O objeto desse plano de ação é que haja menos evasão e os alunos consigam conciliar os estudos com trabalho, onde conseguiram ajudar as suas famílias, aprender uma profissão e não abandonar os estudos. Abordagem teórico-metodológica Segundo Almeida (2002) “(...) que o projeto rompe com as fronteiras disciplinares, tornando-as permeáveis na ação de articular diferentes áreas de conhecimento, mobilizadas na investigação de problemáticas e situações da realidade. Isso não significa abandonar as disciplinas, mas integrá-las no desenvolvimento das investigações, aprofundando-as verticalmente em sua própria identidade, ao mesmo tempo, que estabelecem articulações horizontais numa relação de reciprocidade entre elas, a qual tem como pano de fundo a unicidade do conhecimento em construção” (p.58). ALMEIDA, M.E.B. de. Como se trabalha com projetos (Entrevista). Revista TV ESCOLA. Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, SEED, nº 22, março/abril, 2002. Recursos Os recursos seriam conseguir a parceria com as empresas da cidade, disponibilidade dos professores ao sábados para que haja os mini cursos na escola. Considerações finais Esse Plano de Ação será de grande valia para a comunidade, pois os alunos irão se manter na escola, terão um salário e uma cesta básica para ajudar em casa e já saíram do Ensino Médio com uma profissão. Sendo, assim essa contribuição ajudará a todos. 15 CONSIDERAÇÕES FINAIS O estágio na Gestão Escolar, apesar dos problemas que estamos passando atualmente no país devido ao Covid 19, onde não foi possível fazer o estágio presencialmente foi de muita importância para o entendimento da Gestão Escolar. Os textos, e os vídeos apresentados no decorrer do estágio abriram novos horizontes em relação a Gestão, onde foi possível desenvolver um plano de ação o qual poderei quando começar a exercer a função aprimorar e desenvolver no ambiente escolar. Essa experiência foi muito importante onde possibilitou a vivência para que eu possa me tornar uma profissional qualificada e acima de tudo mais humana. . REFERÊNCIAS ABREU, Mariza. Organização da educação nacional na constituição e na LDB. Ijuí: Ed. Unijuí, 2002 ALMEIDA, M.E.B. de. Como se trabalha com projetos (Entrevista). Revista TV ESCOLA. Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, SEED, nº 22, março/abril, 2002. 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