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Curso: Engenharia Elétrica Professor: Dêibson Sena, MSc E-mail: Deibson.Sena@unifbv.edu.br MÁQUINAS ELÉTRICAS MÁQUINAS DE INDUÇÃO MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Introdução A máquina de indução ou simplesmente máquina assíncrona é, dentre as máquinas elétricas girantes, a mais utilizada no setor industrial em função de sua simplicidade, resistência e boas características de funcionamento. Tanto o rotor quanto o estator conduzem corrente alternada. Ela consiste de duas partes: o estator (parte estacionária) e o rotor (parte rotativa). O estator está ligado à fonte de alimentação CA. O rotor não está ligado eletricamente à alimentação. O tipo mais importante de motor de indução polifásico é o motor trifásico. (As máquinas trifásicas possuem três enrolamentos e fornecem uma saída entre os vários pares de enrolamentos). Quando o enrolamento do estator é energizado através de uma alimentação trifásica, cria-se um campo magnético rotativo. À medida que o campo varre os condutores do rotor, é induzida uma FEM nesses condutores ocasionando o aparecimento de um fluxo de corrente nos condutores. Os condutores do rotor transportando corrente no campo do estator possuem um torque exercido sobre eles que fazem o rotor girar, para o caso do motor. MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Tipos MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Princípio de Funcionamento O campo girante em máquinas trifásicas MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO ONDA DE FMM – CAMPO GIRANTE – Enrolamento Monofásico MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO ONDA DE FMM – CAMPO GIRANTE – Enrolamento Monofásico MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO ONDA DE FMM – CAMPO GIRANTE – Enrolamento Trifásico MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO ONDA DE FMM – CAMPO GIRANTE – Enrolamento Trifásico MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Princípio de Funcionamento O campo girante em máquinas trifásicas MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Princípio de Funcionamento O campo girante em máquinas trifásicas MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Princípio de Funcionamento Suponhamos que os terminais do rotor estejam em aberto e que o rotor esteja parado. Alimentando-se o enrolamento do estator com correntes trifásicas, o campo magnético produzido pelo estator será “visto” pelos condutores do rotor como um campo magnético rotativo girando a uma velocidade igual à rotação sincrona. Por esta razão, um condutor do rotor observa um máximo da onda de campo magnético passando por ele em uma frequência idêntica à do estator, provocando o aparecimento de uma tensão induzida na mesma frequência do estator. Note que este tipo de operação se assemelha muito a um transformador operando em vazio. Suponhamos agora que os terminais do rotor sejam colocados em curto-circuito. Neste instante, correntes induzidas trifásicas aparecem no rotor. Face as diferenças construtivas existentes entre os dois enrolamentos (materiais, número de espiras, etc), as correntes do rotor estarão defasadas (no tempo, e por conseguinte, também no espaço - de um ângulo ) das correntes do estator. Nesta condição, a máquina assíncrona pode ser analisada como constituída de duas bobinas (rotativas) cujos eixos magnéticos estão desalinhados de um ângulo . MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Princípio de Funcionamento Pelo princípio do conjugado de mútua indutância, é desenvolvido um conjugado entre essas bobinas no sentido do alinhamento entre elas, de modo que o rotor começa a girar no sentido do campo girante. Desta forma, a máquina assíncrona se comporta como motor com conjugado de partida diferente de zero. Este conjugado de partida atua no sentido de levar o rotor a girar no mesmo sentido do campo girante estabelecido pelo estator. MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Classificação quanto ao Tipo do Rotor 1. Gaiola de Esquilo; 2. Rotor Bobinado. 1 2 MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Classificação quanto ao Tipo do Rotor 1. Gaiola de Esquilo: Presente em aproximadamente 95% das máquinas assíncronas, o rotor do tipo gaiola de esquilo tem um núcleo de lâminas de aço com os condutores dispostos paralelamente ao eixo e entranhados nas fendas em volta do perímetro do núcleo. Os condutores do rotor não são isolados do núcleo. Em cada terminal do rotor, os condutores do rotor são todos curto-circuitados através de anéis terminais contínuos. Se as laminações não estivessem presentes, os condutores do rotor e os seus anéis terminais se pareceriam com uma gaiola giratória. MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Classificação quanto ao Tipo do Rotor 2. Rotor Bobinado: O rotor de um motor com rotor bobinado é envolvido por um enrolamento isolado semelhante ao enrolamento do estator. Os enrolamentos de fase do rotor são trazidos para o exterior aos três anéis coletores montados no eixo do motor. O enrolamento do rotor não está ligado à fonte de alimentação. Os anéis coletores e as escovas constituem simplesmente uma forma de se ligar um reostato externo ao circuito do rotor. A finalidade do reostato é de controlar a corrente na prática e a velocidade do motor. MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Velocidade e Escorregamento A velocidade do campo magnético rotativo é chamada de velocidade síncrona da máquina. onde: ns= velocidade de rotação do campo magnético rotativo, em rpm f = freqüência da corrente do rotor, em Hz p = número total de pólos do motor Um motor de indução não pode funcionar com a velocidade de sincronismo, pois nesse caso o rotor estaria estacionário com relação ao campo rotativo e não seria induzida nenhuma FEM no rotor. A velocidade do rotor deve ser ligeiramente menor do que a velocidade de sincronismo, a fim de que seja induzida uma corrente no rotor para permitir a rotação do rotor. MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Velocidade e Escorregamento(Deslizamento) onde: S = escorregamento nS = velocidade de sincronismo, em rpm nR = velocidade do rotor, em rpm A diferença entre a velocidade do rotor e a velocidade de sincronismo é chamada de escorregamento e é expressa como uma porcentagem da velocidade de sincronismo. MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Escorregamento ou Deslizamento Frequência de escorregamento MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Escorregamento ou Deslizamento MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Correntes e Fluxos em Máquinas de Indução Polifásicas MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Correntes e Fluxos em Máquinas de Indução Polifásicas MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO 31 Nesse desenvolvimento, apenas máquinas com enrolamentos polifásicos simétricos, excitados por tensões polifásicas equilibradas, são consideradas. Como em muitas outras discussões de dispositivos polifásicos, é útil pensar que as máquinas trifásicas estão ligadas em Y, de modo que as correntes e tensões sejam sempre expressas por valores de fase. Nesse caso, podemos deduzir o circuito equivalente para uma fase, ficando subentendido que as tensões e correntes nas demais fases podem ser obtidas por meio de um simples deslocamento adequado da fase que está sendo estudada (±120° no caso de uma máquina trifásica). MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente 32 Para completar o nosso modelo, os efeitos do rotor devem ser incluídos. Do ponto de vista do circuito equivalente, o rotor pode ser representado por uma impedância equivalente Z2 que corresponde à impedância de dispersão de um secundário equivalente estacionário. Para completar o circuito equivalente, devemos determinar o valor de Z2 que represente as tensões e correntes em termos dasgrandezas do rotor referidas ao estator. MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente 33 Relação entre fluxos concatenados e correntes: MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente 34 Equações de tensão: MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Circuito Equivalente EXEMPLO MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO EXEMPLO MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO SOLUÇÃO MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO SOLUÇÃO MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Conjugado e Potência – Teorema de Thévenin MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Em sua forma geral, o teorema de Thévenin permite a substituição de qualquer rede, vista em dois terminais a e b (Figura 1a), por uma única fonte de tensão complexa em série com uma única impedância Zeq (Figura 1b). A tensão equivalente de Thévenin é a que aparece nos terminais a e b da rede original quando esses terminais estão em circuito aberto. A impedância equivalente de Thévenin Zeq é aquela que aparece nos mesmos terminais quando todas as fontes de tensão dentro da rede são zeradas. Figura 1a Figura 1b Conjugado e Potência – Teorema de Thévenin MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Em aplicações que envolvem o circuito equivalente do motor de indução, os pontos a e b são os indicados na Figura 2a e 2b. Então, o circuito equivalente apresenta as formas dadas na Figura 3, onde o teorema de Thévenin foi usado para transformar a rede localizada à esquerda dos pontos a e b em uma fonte de tensão equivalente em série com uma impedância equivalente Z1,eq = R1,eq + j X1,eq. Figura 2a Figura 2b Figura 3 Conjugado e Potência – Teorema de Thévenin MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO De acordo com o teorema de Thévenin, a tensão da fonte equivalente é a tensão que aparece nos terminais a e b da Figura abaixo quando os circuitos de rotor são removidos. MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Conjugado e Potência – Teorema de Thévenin Conjugado e Potência – Teorema de Thévenin MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO A Figura abaixo mostra as características de conjugado e potência típicas de um motor de indução operando na região de funcionamento como motor (0 ≤ s ≤ 1,0). Na figura, as condições de operação em plena carga são indicadas pelo escorregamento spc, conjugado Tpc e potência Ppc. Vemos que a capacidade máxima de conjugado (e potência) é, em geral, algumas vezes a de seu valor de plena carga, ocorrendo com um escorregamento significativamente mais elevado. O conjugado eletromecânico máximo Tmax ocorre em smaxT, ao passo que a potência máxima Pmax ocorre em um escorregamento um pouco menor smaxP. Conjugado e Potência – Teorema de Thévenin MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Uma expressão para Tmax pode ser obtida com facilidade a partir de uma análise do circuito. Pode-se demonstrar que a potência será máxima quando a impedância de R2/s for igual ao valor da impedância R1,eq + j (X1,eq + X2) que está entre ela e a tensão equivalente constante. Assim, o conjugado eletromecânico máximo ocorrerá com um valor de escorregamento smaxT para o qual tem-se: Determinação de parâmetros a partir de ensaios a vazio e com rotor bloqueado MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Como no caso do ensaio em circuito aberto de um transformador, o ensaio a vazio ou em circuito aberto de um motor de indução fornece informações em relação à corrente de excitação e às perdas a vazio. Em geral, esse ensaio é executado em frequência nominal e com tensões polifásicas equilibradas aplicadas aos terminais do estator. Depois de o motor terminal ter funcionado por um tempo suficiente para que os mancais se lubrifiquem apropriadamente, as leituras são executadas na tensão nominal. Ensaios a Vazio Determinação de parâmetros a partir de ensaios a vazio e com rotor bloqueado MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Como no caso do ensaio em curto-circuito de um transformador, o ensaio de rotor bloqueado ou travado de um motor de indução fornece informações sobre as impedâncias de dispersão. O rotor é bloqueado, de modo que não possa girar (sendo o escorregamento, portanto, igual à unidade), e tensões polifásicas equilibradas são aplicadas aos terminais do estator. Ensaios a rotor bloqueado Determinação de parâmetros a partir de ensaios a vazio e com rotor bloqueado MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Ensaios a rotor bloqueado Determinação de parâmetros a partir de ensaios a vazio e com rotor bloqueado MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Ensaios a rotor bloqueado Determinação de parâmetros a partir de ensaios a vazio e com rotor bloqueado MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Efeito da Resistência do Rotor • Conjugado de partida alto; • Corrente de partida baixa; • Fator de potência melhorado; • Melhoria no rendimento; • Temperatura interna menor; • Velocidade variável. Inserção de resistências ProblemaProblema ControleControle ResultadoResultado • Partidas severas; • Compromisso permanente entre parâmetros. Ex.: aumento de rendimento acarreta diminuição do conjugado e elevação da corrente de partida. MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO Efeito da Resistência do Rotor Motor de rotor bobinado MÁQUINAS POLIFÁSICAS DE INDUÇÃO O uso do rotor bobinado é um modo efetivo de evitar a necessidade de obter um meio-termo entre os diversos fatores. Em um motor de rotor bobinado, o rotor é construído com um enrolamento polifásico similar ao do estator. Os terminais dos enrolamentos do rotor são conectados a anéis deslizantes. Escovas estacionárias em contato com os anéis deslizantes são usadas para conectar os enrolamentos em série com resistores externos que podem ser usados para controlar o conjugado e a corrente de partida. À medida que o motor ganha velocidade, os valores dos resistores podem ser variados e, por fim, podem ser curto-circuitados para obter o máximo rendimento nas velocidades de operação. AGRADECIMENTOS