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Apostila Gestão da Inovação

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pois não se pode melhorar o que não se conhece.  
  
Outro papel importante da padronização é permitir a delegação de tarefas. A delegação permite que os papéis de gerência consigam mais tempo para assuntos relevantes de gestão que também fazem a diferença nos resultados da empresa.  
  
Outra função da padronização é permitir que o conhecimento permeie todas as áreas da organização. Quando a produção não é padronizada, o conhecimento sobre o processo produtivo torna-se complexo, pois cada setor segue um caminho. Com a padronização, é mais fácil a todas as pessoas e setores seguirem um único "manual' produtivo, tornando mais fácil também a sua disseminação.  
  
Uma das funções do produto é satisfazer as necessidades dos consumidores, e para isto os consumidores criam expectativas em relação ao produto. Quando o produto não é padronizado, os clientes daquele produto podem avaliar que o mesmo possui defeito, ou que ele não satisfaz sua expectativa.  
  
Sem a padronização, então, os resultados são imprevisíveis, seja em relação a melhorias do produto e no processo ou em relação à percepção do consumidor.  
   
Qualidade total  
  
A gestão da qualidade é um conjunto de atividades que busca o controle da empresa, em direção à excelência, incluindo entre as atividades planejamento, controle de garantia e melhoria da qualidade. Lembrando sempre que o objetivo final é a satisfação dos clientes com os produtos e serviços oferecidos por uma empresa.  
  
O sistema de gestão da qualidade (SGQ) é uma ferramenta eficaz que pode tornar alguns princípios de qualidade mais adequados à linguagem e à cultura das empresas para que elas melhorem seus níveis de segurança, eficiência, confiabilidade e produtividade (TEIXEIRA, et al., 2014).  
  
Entre os princípios citados pelos autores, temos foco no cliente, liderança, envolvimento de pessoas, abordagem de processo, abordagem sistêmica para gestão, melhoria contínua, tomada de decisão baseada em fatos e benefícios mútuos nas relações com os fornecedores.  
  
As melhorias que são percebidas na padronização são: redução de defeitos nos produtos, diminuição do retrabalho e do prazo de entrega, diminuição do estoque de produtos, maior competitividade e participação no mercado. Contudo, o mais importante que deve ser sentido na implantação da gestão da qualidade é o aumento dos lucros.  
  
Com certeza há dificuldades na implantação do modelo, que, se forem bem trabalhadas, podem ser irrelevantes. Um exemplo para solucionar este problema é fazer constar o modelo de gestão da qualidade no planejamento estratégico da empresa. Sendo ele um manual da organização, deve ser seguido por todos.  
  
Outro modelo de gestão da qualidade, muito utilizado pelas empresas atualmente, é o modelo controle da qualidade total. Tigre (2006) afirma que este é um modelo muito popular no Brasil. Além de tudo, a qualidade total é uma ferramenta de marketing, pois as empresas podem divulgar que seus produtos possuem qualidade. Isto ocorre porque a qualidade é objeto de certificação, como o selo ISO 9000, por exemplo.  
  
Na videoaula a seguir, conheceremos os passos e como funcionam as certificações de padrão ISSO.  
  
Videoaula: As normas ISO 
O sistema de qualidade total busca, por meio de indicadores, avaliar os avanços e retrocessos da qualidade da empresa. Entre os indicadores mais avaliados, temos:  
· Custos de operação e produção.
· Percentual de erros ou rejeições.
· Volume de produção livre de erros.
· Produção por metro quadrado.
· Participação do produto no mercado.
· Percentual de clientes perdidos.
· Percentual de reclamações e devoluções.
· Redução do ciclo de produção.
· Turnover e absentismo dos empregados.  
Confira a notícia que indicamos a seguir:  
 
 
 
Um raio-x das empresas certificadas  
   
As certificações de qualidade, sobretudo a ISO 9001, busca sucesso por meio da padronização de produção. Sabemos que o Brasil é um mercado emergente e, para seu melhor desenvolvimento, as empresas deveriam investir nesta área. 
  
A notícia apresentada vem nos mostrar que o número de empresas que investe na certificação ainda é pequeno no Brasil, apesar de sua importância ser alta. Mesmo faltando investimento nesta área, a reportagem nos mostra que os setores de indústrias que têm ligação direta com o consumidor final estão entre as empresas que mais investem na área, como a área de imobiliárias. Isto mostra que, apesar do baixo investimento em padronização, o mercado brasileiro já começa a demonstrar preocupação com o consumidor.  
   
Disponível em: https://certificacaoiso.com.br/um-raio-x-das-empresas-certificadas/ 
  
Fonte: ALBUQUERQUE, Daniela. Um Raio X das empresas certificadas. Templum, 22 set. 2010. Disponível em: <https://certificacaoiso.com.br/um-raio-x-das-empresas-certificadas/>. Acesso em: 05 fev. 2018. 
Explorando a temática IV
Empresas que não diferenciam produto e têm produtividade menor   
   
As estratégias necessárias para levar a organização ao sucesso nem sempre são óbvias e fáceis de se observar, principalmente para quem está dentro da organização todos os dias e acaba por ser um pouco contaminado com o dia a dia. Esta "contaminação" pode fazer com que os executivos tomem decisões erradas, impactando diretamente no resultado. 
  
Uma visão que é muito necessária antes de qualquer investimento ou diferenciação é a de como os setores mudam. Principalmente os executivos devem entender o caminho que o setor de atuação está tomando, para que possam ser tomadas decisões de longo prazo. 
  
Vamos ver no mapa conceitual quais são as formas de diferenciação de produtos: 
  
 FIGURA 5 - Mapa da diferenciação de produto 
  
  
Fonte: GRAHAM, 2011 [Adaptado]. 
  
As decisões de longo prazo influenciam sobretudo nos investimos que a empresa deve fazer. Quando falamos em organizações de grande porte, estes valores podem ser quantias agressivas. 
  
Se por acaso o setor de atuação estiver passando por uma mudança radical, muito provavelmente a empresa deverá repensar toda a sua produção. Porém, estas informações nem sempre são muito fáceis de se obter. 
  
Alguns especialistas na área dividiram o desenvolvimento dos setores em quatro áreas, para facilitar o entendimento prático da mudança de ambiente. Sem este entendimento seria muito arriscado qualquer tentativa de inovação. Apresentaremos, aqui, quais são os quatro cenários distintos de mudança de mercado que devem ser analisados, e como a probabilidade de suas produções ficarem obsoletas deve ser levada em conta para a decisão de inovação. 
  
Os riscos de obsolescência ocorrem sob duas ameaças. A primeira diz respeito ao fato de a atividade central da empresa deixar de ser interessante aos fornecedores e consumidores devido a uma alternativa nova. A segunda diz respeito à ameaça de ativos centrais, como por exemplo os recursos, conhecimento e marca, e da capacidade de eles não gerarem mais o valor que geraram anteriormente. 
  
A seguir, o QUADRO 1 sintetiza as trajetórias de mudanças do setor ao determinar por qual tipo de mudança ele está passando. Lembrando que o quadro será analisado em relação à ameaça às atividades centrais e em relação aos ativos centrais. 
  
QUADRO 1 - Trajetória de mudanças no setor  
  
	  
	Atividades centrais 
	Ativos Centrais 
	  
	Ameaçado 
	Não ameaçado 
	
	Ameaçado 
	Mudança radical  
Tudo é incerto. 
	Mudança criativa  
O setor está constantemente desenvolvendo ativos e recursos. 
	
	Não ameaçado 
	Mudança intermediária  
Os relacionamentos são frágeis. 
	Mudança progressiva  
As empresas implementam testes incrementais e se adaptam ao feedback. 
Fonte: MCGAHAN, 2009, p. 55. 
  
  
Mudança radical: Neste ambiente de mudança, tanto os ativos quanto a atividade da empresa estão sob ameaça de obsolescência. Normalmente ocorre este tipo de mudança por causa de uma nova tecnologia, que ameaça a empresa de fora para dentro, mudando seu relacionamento com fornecedores e consumidores. 
  
Um exemplo de mudança radical foi o que aconteceu com o setor de entregas de cartas, após o

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