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Apostila Gestão da Inovação

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A partir da década de 80, a empresa ampliou ainda mais seu ramo de atuação, voltando-se para teatro, música, publicidade e conteúdos on-line. Em outras palavras, ela diversificou seu leque de produtos considerando as tendências conforme os períodos de atuação. Nesse período, a empresa destacou-se também na produção de conteúdos para adultos, no que tange a conteúdos familiares e infantis. Nesse sentido, sua primeira estratégia verticalizadora foi a aglutinação à Touchstone Pictures (THE WALT, 2018).  
  
Na atualidade, a empresa possui, além do próprio estúdio de cinema, a propriedade da rede televisiva ABC e redes televisivas por assinatura: Disney Channel, ESPN, A+E, Networks e Freeform. A aquisição dessas empresas menores permite à Disney não apenas aumentar sua cadeia de produtos, mas aumentar, exponencialmente, seu poder de transmissão e atuação. Hoje, a empresa está dentro da maioria dos lares mundiais, por exemplo, graças à estratégia de verticalização, que lhe permitiu desenvolver novos produtos e crescer enquanto rede de entretenimento.  
  
Além disso, a Disney também é detentora de unidades publicitárias e de teatro, e também possuidora de quatorze parques temáticos ao redor do mundo. Não suficiente, a verticalização aumentou seu poder produtivo, e a empresa também atua no segmento musical.  
  
Contudo, não apenas a estrutura vertical é responsável pela franca expansão da marca. O destaque aqui vai para a continuidade da verticalização da empresa, que nos dias atuais ainda expande seu negócio mediante um olhar inovador e essencialmente voltado para o encantamento. Prova disso é que em 2006 a companhia adquiriu os estúdios de animação Pixar, seguida em 2009 pela compra da Marvel Entertainment Inc., a Lucasfilm em 2012 e, mais recentemente, a 21st Century Fox em 2017. Somadas, essas aquisições totalizaram 67 bilhões de dólares (THE WALT, 2018).  
  
Essa arriscada estratégia não apenas amplia a produtividade, mas muda radicalmente as relações entre entretenimento e cultura pop como conhecemos. A estratégia, na verdade, faz parte de uma mudança da empresa na forma de criar conteúdos originais de entretenimento adulto e distribuí-los. Considerando que recentemente a Disney também passou a tornar seu conteúdo mais acessível por meio da disponibilização via streaming, além de fontes legítimas de lucro, a Disney passa agora a ter o mesmo poder de distribuição que a famosa Netflix, ícone da evolução de consumo de conteúdos. 
 
Estrutura vertical, estratégias de inovação, fusão e aglutinação de empresas, expansão de produtos. 
   
Além da verticalização, que demais estratégias permitiram à Disney expandir seu negócio? De que formas podemos ver a inovação considerando seus 94 anos de existência? 
 
Explorando a temática II
Estruturas horizontais   
   
As redes de que se pautam pelas estruturas horizontais de parceria se firmam entre empresas secundárias e outras instituições. Hoffman et al. (2007) pontuam que a relação de horizontalidade acontece entre empresas menores que compartilham necessidades comuns. Isso as forçam a se relacionar.  
  
Amaral Filho (2017), por sua vez, postula que as redes de estruturas horizontais surgem como uma resposta das associações de micro, pequenas e médias empresas à economia verticalizada pelas grandes organizações. Assim, essas pequenas organizações passam a produzir de maneira especializada, formando, muitas vezes, distritos industriais.  
   
FIGURA 5 - Estrutura horizontal  
   
  
Fonte: Elaborado pelo autor   
   
Dentre os pontos positivos que a estrutura horizontal promove, Amaral Filho (2017) destaca a construção de economias externas, considerando que essas empresas menores não têm ainda capacidade de promover economias internas. Assim, a economia externa engloba diferentes níveis de cooperação, que permitem o desenvolvimento de: "[...] mercado de trabalho, formação, financiamento, desenvolvimento tecnológico, concepção de produtos, comercialização, exportação e distribuição" (AMARAL FILHO, 2017, p. 92). Nesse sentido, as pequenas empresas fomentam importantes elementos no ambiente de competitividade produtivista.  
  
Para Fagundes (2017), as estruturas horizontais são importantes pois buscam inibir o aparecimento de estruturas de mercado abusivas no que tange ao poder econômico das empresas participantes das redes verticais. Dentro de sua área de atuação, as empresas conectadas pela estrutura horizontal são concorrentes em um mesmo mercado, por isso sua força frente às relações abusivas de concorrência. Para o autor, os órgãos de defesa da concorrência encontram nas estruturas horizontais uma alternativa às restrições impostas pela natureza vertical de negócio, por meio de barreiras criadas à entrada nos mercados já estabelecidos para um produto, diminuição da rivalidade e da competitividade entre as empresas devido à coordenação das ações de distribuidores (FAGUNDES, 2017).  
  
Balestrin e Vargas (2014) acreditam que a estrutura horizontal permite às pequenas e médias empresas mais benefícios ainda: por meio de sua rede de relações, a horizontalidade permite maiores trocas de saberes entre as empresas, aumentam sua participação efetiva e vendas de produtos em feiras e eventos, lobbying, permitem o melhoramento nos processos empresariais, aumento do poder de barganha junto aos fornecedores, estabelecimento de marketing conjunto, poder de acesso a novos representantes, o asseguramento de garantias ao fornecer crédito e o aumento na comercialização de insumos entre empresas e ganhos de economias de escala, além de escopo e especialização. Essas melhorias, na visão dos autores, se dão devido ao fato de que enquanto a verticalização promove ligações de hierarquia, a estrutura horizontal permite estruturar a relação de colaboração entre as empresas.  
   
FIGURA 6 - Tomada de decisão na estrutura horizontal  
   
  
Fonte: BUJDOSO, 123RF.   
   
Em sua concepção, Balestrin e Vargas (2014) postulam que a formalização já é algo estabelecido nas relações entre os atores nas estruturas horizontais. Essa formalização pode, ainda, assumir um caráter informal, baseadas nas relações de amizade, afinidade e parentesco, assim como lhes sucede em outros contextos sociais.  
  
Outro fator importante manifestado a partir de Balestrin e Vargas (2014) referem-se às características evidenciadas que estruturam uma relação horizontal. Dentre elas, destacamos a sua formação por um grupo de micro, pequena e média empresas que se localizam geograficamente próximas umas às outras. Esse conjunto de empresas opera em um único nicho de mercado, e suas relações são horizontais, ou seja, baseadas no cooperativismo e a confiança mútua. Essa rede é formada por período indeterminado, e sua coordenação é gerenciada por mínimos instrumentos de contrato para assegurar regras básicas de governança (BALESTRIN; VARGAS, 2014).  
  
Os autores destacam ainda os fatores que sustentam a relação de horizontalidade entre as empresas. De acordo com eles, a rede é formada apenas por empresas menores, e suas decisões são tomadas baseadas em um processo no qual cada empresário participa em votação. Assim, a estratégia da rede é formada por todos ao invés de concentrar-se sob o interesse de poucos. Há, ainda, a simetria entre o poder político-econômico entre as empresas participantes.  
  
Na videoaula a seguir, veremos mais sobre a gestão horizontal.  
   
Videoaula: Vantagens e Desvantagens da gestão horizontal 
Outro fator positivo é que por meio da estrutura horizontal, os colaboradores passam a ter maior autonomia na tomada de decisões. Normalmente, empresas que contam com a operação horizontal, possuem apenas um gerente para o qual os funcionários se reportam. Por ser um sistema voltado para empresas menores, seu modelo enxuto acaba por se revelar altamente eficaz.  
   
Vejamos outras vantagens dessa modalidade:   
· Motivação.
· Menos burocracia.
· Maior facilidade para lidar com os problemas.
· Menos custos.
· Colaboração entre funcionários.
· Comunicação.
Existe, por outro lado, algumas

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