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Metabolismo e Biotransformação de Fármacos - Farmacologia

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de fase II: 
 Glutationa (GSH) – Glicina + Cisteína + Ácido glutâmico (3 aminoácidos); 
 Tudo que é produzido na fase II, a parti das transferases: grupo acetato, 
grupo sulfato, ácido glicurônico e de uma forma geral, os aminoácidos. 
 É a fase II que será determinante para a eliminação do metabólito, nela 
que haverá um ganho significativo de hidrofilicidade para que o conjugado 
volte para o sangue e seja eliminado pela urina. 
 Quando a fase II começa a falhar, os produtos tóxicos começam a se 
acumular em nosso organismo e os efeitos adversos começam a 
aparecer. Seja por um excesso de dosagem, seja pelas características do 
metabólitos ou por uma disfunção hepática. 
Ex: Taurina – RedBull 
 Contraindicado o uso com o álcool. A taurina é um cofator de fase II e 
auxilia na depuração de produtos tóxicos, como o álcool. 
 Tudo passa pelo fígado! 
 O problema é quando dois fármacos concomitantemente são 
metabolizados na mesma isoforma do CYP 450. 
 O sistema do CYP 450 pode influenciar no metabolismo de outras 
substâncias. Esse processo é chamado de inibição e indução enzimática. 
 Indução: A aceleração do metabolismo de uma outra substância, 
de um outro fármaco, no mesmo sistema enzimático do fígado. A 
consequência da indução é que se aceleramos o metabolismo, 
diminuímos o tempo de meia vida do fármaco e sua 
biodisponibilidade. O “corta efeito”. 
Ex: medicamento e álcool, feniltoína. 
 Inibição: É uma reação química que ocorre. Como o CYP 450 é 
uma flavo ou hemoproteína, necessita do ferro. O ferro é essencial 
para o transporte de elétrons e, alguns medicamentos fazem uma 
interação química ácido/base, principalmente com o nitrogênio 
cíclico. Se o acesso ao ferro é comprometido, o sistema enzimático 
fica comprometido. Assim, ocorre a diminuição do metabolismo 
desse fármaco, ele começa a se acumular, aumenta-se o tempo de 
meia vida e pode-se gerar uma toxicidade. 
Ex: inseticidas e agrotóxicos. 
 
 Metabolismo e as variações: 
 Fatores influenciadores do metabolismo: 
 Espécie, raça, gênero, idade, fatores genéticos e estado 
nutricional/patológico. 
 
 Álcool e a aldeído desidrogenase: 
 A enzima aldeído desidrogenase possui duas isoformas, uma no 
fígado e uma no sangue. 
 Algumas pessoas têm deficiência na isoforma do fígado. Se a pessoa 
tem deficiência na enzima do fígado, o álcool deve ser metabolizado 
na isoforma restante, a isoforma do sangue. 
 O “km” da aldeído desidrogenase do sangue é maior que o km dessa 
enzima no fígado. Isso quer dizer que com o km maior, precisamos de 
maior concentração da substância para ativar a enzima e o 
metabolismo continuar. 
 O problema disso é que pela aldeído desidrogenase do sangue ter um 
km maior, ela irá precisar de uma quantidade maior de aldeído para 
ativar a enzima que fará a metabolização e o aldeído é uma substância 
tóxica, que se acumular irá acontecer a manifestação do efeito 
adverso.