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FACULDADE VENDA NOVA DO IMIGRANTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CARTOGRAFIA BÁSICA 
 
 
 
 
 
 
VENDA NOVA DO IMIGRANTE – ES 
 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO À CARTOGRAFIA ............................................................... 5 
1.1 O surgimento ......................................................................................... 6 
2 LOCALIZAÇÃO NA SUPERFÍCIE DA TERRA ............................................. 7 
2.1 Orientação e localização ........................................................................ 8 
2.2 Rede Geográfica .................................................................................. 12 
2.3 Coordenadas Geográficas ................................................................... 14 
3 A FORMA E AS DIMENSÕES DA TERRA ................................................. 16 
3.1 Determinação das Coordenadas Geográficas ..................................... 17 
3.2 Rumos e Azimutes ............................................................................... 18 
3.3 Rumo......... .......................................................................................... 18 
3.4 Azimute..... ........................................................................................... 20 
4 INSTRUMENTOS ....................................................................................... 21 
4.1 Bússola...... .......................................................................................... 21 
4.2 Princípio de Funcionamento ................................................................ 22 
4.3 GPS........... .......................................................................................... 24 
4.4 Aplicações............................................................................................ 25 
4.5 Altímetro............................................................................................... 26 
4.6 Curvímetro. .......................................................................................... 28 
5 Formas de representação da Terra ............................................................ 31 
5.1 Elementos Fundamentais dos Mapas .................................................. 33 
5.2 A escalas nos mapas ........................................................................... 33 
5.3 Continentes e Oceanos........................................................................ 33 
5.4 Tipos de localização dos lugares ......................................................... 34 
 
 
6 HISTÓRIA DOS MAPAS E DA CARTOGRAFIA ........................................ 35 
6.1 História da Cartografia ......................................................................... 37 
6.2 A História dos Mapas e sua Função Social .......................................... 41 
6.3 Analisar as Produções Antigas e ver além do que foi desenhado ........ 42 
6.4 Evolução dos mapas ............................................................................ 44 
6.5 Tipos de Mapas ................................................................................... 47 
7 ESCALA CARTOGRÁFICA ........................................................................ 50 
7.1 Escala Gráfica ...................................................................................... 51 
7.2 Escala Numérica .................................................................................. 53 
7.3 Precisão Gráfica .................................................................................. 54 
8 PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS .............................................................. 56 
8.1 Projeção Cilíndrica ............................................................................... 56 
8.2 Projeção Cônica ................................................................................... 57 
8.3 Projeção Plana ou Azimutal ................................................................. 57 
8.4 Projeções Cartográficas ....................................................................... 60 
8.5 Projeção Universal Transversa de Mercator ........................................ 61 
9 SÉRIES CARTOGRÁFICAS....................................................................... 64 
9.1 Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo – CIM ........................... 64 
9.2 Cartas do Brasil – Desdobramento e Escalas ...................................... 66 
10 FUSOS HORÁRIOS ................................................................................ 69 
10.1 Fusos Horários no Brasil ..................................................................... 72 
10.2 Fuso Horário no Mundo ....................................................................... 73 
10.3 Como calcular os Fusos Horários? ...................................................... 74 
10.4 Algumas Curiosidades Sobre os Fusos Horários ................................. 75 
10.5 Como Calcular Fusos Horários ............................................................ 75 
 
 
10.6 Tempo Universal Coordenado ............................................................. 77 
10.7 Horário de verão .................................................................................. 78 
11 SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA ......................................... 79 
11.1 Sensoriamento Remoto ....................................................................... 80 
11.2 GPS [Sistema de Posicionamento Global]........................................... 81 
11.3 Geoprocessamento ............................................................................. 82 
12 BIBLIOGRAFIA ....................................................................................... 83 
12.1 Bibliografia Básica ............................................................................... 83 
12.2 Bibliografia Complementar .................................................................. 83
 
5 
1 INTRODUÇÃO À CARTOGRAFIA 
 
 
Cartografia é a ciência de produzir mapas (representação visual de aspectos 
naturais, políticos, populacionais e outros de uma região) a partir de dados e técnicas 
matemáticas. 
Segundo a Associação Cartográfica Internacional – ACI (1966) ACI (1966) 
 
“Conjunto de estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que, tendo por 
base o resultado de observações diretas ou da análise da documentação, se 
voltam para a elaboração de mapas, cartas e outras formas de expressão e 
representação de objetos, fenômenos e ambientes físicos e socioeconômicos, 
bem como sua utilização. ” 
 
Fonte: www.enfoquecapacitacao.com.br 
 
 
Com a realização de constantes guerras e com o crescimento do comércio, das 
cidades e dos países, os mapas deixaram de ser usados apenas para facilitar e indicar 
deslocamentos. Passaram a ter também a função de transmitir conhecimentos para 
favorecer a dominação e o controle de territórios. Isso levou a cartografia a grandes 
avanços técnicos, tornando os mapas cada vez mais fiéis à realidade. 
Em cartografia, diferenciam-se os mapas de outras representações, como a 
carta. Enquanto os mapas oferecem representações mais genéricas e menos detalhadas 
do espaço (como planisférios), a carta representa espaços mais restritos com mais 
detalhes (como os guias de rua). 
http://www.enfoquecapacitacao.com.br/
 
6 
A palavra cartografia tem origem na língua portuguesa, tendo sido registrada pela 
primeira vez em 1839 numa correspondência, indicando a ideia de um traçado de mapas 
e cartas. 
Hoje entendemos cartografia como a representação geométrica plana, 
simplificada e convencional de toda a superfície terrestre ou de parte desta, apresentada 
através de mapas, cartas ou plantas. 
Por meio da cartografia, quaisquer levantamentos (ambientais, socioeconômicos, 
educacionais, de saúde, etc.) podem ser representados espacialmente, retratando a 
dimensão territorial, facilitando e tornando mais eficaz a sua compreensão. 
Não se pode esquecer, noentanto, que os mapas, como meios de representação, 
traduzem os interesses e objetivos de quem os propõe, podendo se aproximar ou se 
afastar da realidade representada. 
Além disso, enfrentam, como veremos mais adiante, as limitações e distorções 
que inevitavelmente surgem quando da transposição da realidade para o plano. 
Todo produto cartográfico é sempre útil e válido para uma determinada aplicação, 
em um determinado instante do tempo. 
 
1.1 O surgimento 
 
Os primeiros mapas foram traçados no século VI a.C. pelos gregos que, em 
função de suas expedições militares e de navegação, criaram o principal centro de 
conhecimento geográfico do mundo ocidental. 
O mais antigo mapa já encontrado foi confeccionado na Suméria, em uma 
pequena tábua de argila, representando um Estado. A confecção de um mapa 
normalmente começa a partir da redução da superfície da Terra em seu tamanho. Em 
mapas que figuram a Terra por inteiro em pequena escala, o globo se apresenta como a 
única maneira de representação exata. 
A transformação de uma superfície esférica em uma superfície plana recebe a 
denominação de projeção cartográfica. 
Na pré-história, a Cartografia era usada para delimitar territórios de caça e pesca. 
Na Babilônia, os mapas do mundo eram impressos em madeira, mas foram Eratosthenes 
 
7 
de Cirene e Hiparco (século III a.C.) que construíram as bases da cartografia moderna, 
usando um globo como forma e um sistema de longitudes e latitudes. Ptolomeu 
desenhava os mapas em papel com o mundo dentro de um círculo. 
Com a era dos descobrimentos, os dados coletados durante as viagens tornaram 
os mapas mais exatos. Após a descoberta do novo mundo, a cartografia começou a 
trabalhar com projeções de superfícies curvas em impressões planas. 
 
2 LOCALIZAÇÃO NA SUPERFÍCIE DA TERRA 
 
 
Por muito tempo os estudos cartográficos são direcionados à estrutura do planeta 
em que vivemos e suas nuances, buscando conclusões racionais e concretas acerca de 
sua forma, bem como outras peculiaridades. Desde então, a definição da Terra se dá por 
geoide, ou seja, ela tem uma superfície irregular – e não redonda como muita gente 
pensa. 
Na geografia, uma superfície geoidal possui características complexas. Segundo 
o manual de cartografia do IBGE, é uma "superfície equipotencial do campo da 
gravidade, ou seja, sobre essa superfície o potencial do campo da gravidade é constante, 
coincidindo, portanto, com uma superfície de equilíbrio de massas d’água". 
Para chegar a esse formato, estudiosos usaram cálculos relativos a distâncias, 
ângulos, áreas, coordenadas geográficas, bem como a elipsoide de revolução, um campo 
de referência com linhas matemáticas exatamente definidas. A partir daí a estimativa é 
que a geoide apresenta formato levemente irregular e ondulatório, como mostra a 
imagem: 
http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv44152_cap2.pdf
 
8 
 
 
 
 
2.1 Orientação e localização 
 
Para chegar a um determinado lugar pela primeira vez é preciso ter referências 
ou o endereço, isso no campo ou na cidade, no entanto, nem sempre temos em nossas 
mãos instrumentos ou informações para a orientação. Em áreas naturais como as 
grandes florestas, desertos e oceanos não têm placas ou endereços para informar qual 
caminho se deve tomar. 
Nessas circunstâncias temos duas opções para nos orientar, que são pelos 
astros ou por instrumentos. 
O primeiro tem sua utilização difundida há muito tempo, principalmente no 
passado quando pessoas que percorriam grandes distâncias se orientavam por meio da 
observação do sol, da lua ou das estrelas, apesar de que não possui a mesma precisão 
dos instrumentos esse tipo de recurso pode ser bem aproveitado dependendo da 
ocasião. 
 
9 
Até nos dias atuais pequenas embarcações desprovidas de equipamentos de 
orientação fazem o uso dos astros para se localizar e orientar. Nos grandes centros 
urbanos parte deles ou mesmo um conjunto de bairros são chamados de zona oeste, 
zona leste e assim por diante, as pessoas se orientam sem estar munidas de bússola, 
basta saber que o sol nasce leste para se localizar. 
Já no caso da orientação por instrumentos foram criados diversos deles com 
objetivo de tornar o processo mais dinâmico e preciso. Dentre vários instrumentos 
inventados o mais utilizado é a bússola, esse corresponde a um objeto composto por 
uma agulha com imã que gira sobre uma rosa-dos-ventos. 
 
 
 
Bússola 
A bússola é instalada em aviões, navios e carros e motos de competição de rally, 
isso para manter as pessoas em sua devida direção pretendida. 
Apesar da importância da bússola até os dias de hoje, existem aparelhos de 
orientação mais eficientes, geralmente orientados por sinais de radar ou satélites, devido 
 
10 
a isso conseguem emitir informações de qualquer ponto da Terra, tais como altitude, 
distâncias, localização entre outras. 
Todas as informações citadas acima referem-se a regiões um tanto quanto 
restritas. O planeta Terra possui uma superfície de 510 milhões de quilômetros 
quadrados, devido esse imenso espaço a localização se torna mais complexa, dessa 
forma o homem criou linhas imaginarias para facilitar a localização, os principais são os 
paralelos e latitudes e meridianos e as longitudes. 
Os paralelos são linhas imaginarias que estão dispostas ao redor do planeta no 
sentido horizontal, ou seja, de leste a oeste. O paralelo principal é chamado de Linha do 
Equador que está situado na parte mais larga do planeta, a partir dessa linha tem origem 
ao hemisfério sul e o hemisfério norte. 
Existem outros paralelos secundários mais de grande importância como Trópico 
de Câncer, O Trópico de Capricórnio, o Círculo Polar Ártico e o Círculo Polar Antártico. 
 
 
11 
As latitudes são medidas em graus entre os paralelos, ou qualquer ponto do 
planeta até a Linha do Equador, as latitudes oscilam de 0º Linha do Equador e 90º ao 
norte e 90º ao sul. 
Meridianos correspondem a semicircunferências imaginarias que parte de um 
polo até atingir o outro. O principal meridiano é o Greenwich, esse é o único que possui 
um nome especifico, esse é utilizado como referência para estabelecer a divisão da Terra 
entre Ocidente (oeste) e Oriente (leste). 
 
 
 
As longitudes representam o intervalo entre os meridianos ou qualquer ponto do 
planeta com o meridiano principal. As longitudes podem oscilar de 0º no meridiano de 
Greenwich até 180º a leste e a oeste. 
Através do conhecimento da latitude e longitude de um lugar é possível identificar 
as coordenadas geográficas, que correspondem a sua localização precisa ao longo da 
superfície terrestre. 
 
12 
2.2 Rede Geográfica 
 
A rede geográfica é um conjunto de linhas imaginárias, formadas por paralelos e 
meridianos, que servem para localizar qualquer ponto na superfície terrestre. Esta rede 
é de fundamental importância para a confecção de mapas e é o princípio de 
funcionamento de um GPS, dentre outras utilizações. 
Os paralelos e meridianos são linhas imaginárias traçadas para definir 
cartograficamente os diferentes pontos da Terra. A principal função dessas linhas é 
estabelecer as latitudes e as longitudes para assim precisar as coordenadas 
geográficas dos diferentes lugares do planeta. Trata-se, portanto, de círculos ou 
semicírculos que circundam a Terra nos sentidos norte-sul e Leste-Oeste. 
Os paralelos são os eixos que circundam imaginariamente o planeta no sentido 
horizontal. A partir deles, são medidas, em graus, as latitudes, que variam de -90º a 0º 
para o sul e de 0º a 90º para o norte. 
Existem alguns paralelos “especiais”, como é o caso da Linha do Equador. Essa 
linha imaginária possui o mérito de possuir uma igual distância em relação aos dois polos 
do planeta. Desse modo, tudo que está acima dela representa o hemisfério norte, 
também chamado de boreal ou setentrional, e tudo o que está abaixo representa 
o hemisfério sul, tambémchamado de austral ou meridional. O Equador também é 
importante por ser a zona da Terra que mais recebe os raios solares no sentido 
perpendicular, quando eles são mais fortes. 
Existem outros importantes paralelos: os trópicos. O Trópico de Câncer, 
localizado ao norte na latitude de 23º27 (23 graus e 27 minutos), é a linha que indica o 
limite máximo em que os raios solares incidem verticalmente sobre a Terra durante os 
solstícios. O Trópico de Capricórnio, por sua vez, possui a mesma função em relação ao 
hemisfério sul, com latitude de -23º27'. 
Além desses exemplos, também merecem destaque os círculos polares. Ao 
Norte, o círculo polar ártico, com latitude de 66º33', assinala o limite da zona de 
iluminação solar sobre as regiões polares durante os solstícios. O mesmo acontece com 
o círculo polar antártico em relação ao sul, apresentando, dessa forma, uma latitude 
inversa de -66º33'. 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/coordenadas-geograficas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/coordenadas-geograficas.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/linha-equador.htm
 
13 
Quando os solstícios acontecem, iluminando o hemisfério norte, tem-se o 
chamado “longo dia” nas zonas localizadas acima do círculo polar ártico, não havendo 
noite e deixando as regiões ao sul do círculo polar antártico em um longo período de 
escuridão. Seis meses depois, o processo inverte-se e é o polo sul quem se ilumina e o 
polo norte quem fica no escuro. 
Observe o esquema a seguir e note a importância dos paralelos mencionados 
para medir a precisão dos solstícios conforme o nível de inclinação dos raios solares. 
 
Esquema dos paralelos da Terra durante o solstício 
Os meridianos representam as linhas imaginárias traçadas verticalmente sobre o 
globo terrestre. Nesse sentido, ao contrário do que acontece com a Linha do Equador, 
não existe uma zona de iluminação mais acentuada, não havendo, portanto, um “centro” 
da Terra. Eles são utilizados para medir as longitudes, que variam de -180º a 0º a oeste 
e de 0º a 180º a leste. 
No final do século XIX, por convenção, foi criado o Meridiano de Greenwich, com 
longitude de 0º. Esse meridiano divide a Terra no sentido vertical, originando, dessa 
forma, o hemisfério leste ou oriental, com longitudes positivas, e o 
hemisfério oeste ou ocidental, com longitudes negativas. 
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/solsticio.htm
 
14 
O Meridiano de Greenwich “corta” a cidade de Londres ao meio, representando, 
de certa forma, a visão de mundo na época de seu estabelecimento, 
nitidamente eurocêntrica, ou seja, com a Europa colocada no cerne principal do mundo. 
Acrescenta-se a isso a função dos meridianos em relação aos fusos horários, 
igualmente contados a partir de Greenwich. Assim, dividiram-se 24 eixos (12 a leste e 12 
a oeste), em que cada um representa a alteração de uma hora em relação ao meridiano 
mencionado, com horários somados quando se desloca para o leste e diminuídos quando 
se desloca para o oeste. 
 
 
2.3 Coordenadas Geográficas 
 
Coordenadas Geográficas são linhas imaginárias que cortam o planeta Terra nos 
sentidos horizontal e vertical, servindo para a localização de qualquer ponto na superfície 
terrestre. 
 
15 
 
 
 
Sistema de coordenadas geográficas: latitude e longitude 
As distâncias das coordenadas geográficas são medidas em graus, minutos e 
segundos. Um grau corresponde a 60 minutos, e um minuto corresponde a 60 segundos. 
Dessa maneira, temos dois tipos de coordenadas geográficas: 
Latitude: São as linhas que tracejam a Terra no sentido horizontal, também 
conhecidas como paralelas. O círculo máximo da esfera terrestre, na horizontal, é 
chamado de Equador. O Equador corresponde à latitude 0°, dividindo o planeta em 
hemisférios Norte e Sul. As latitudes variam de 0 a 90°, tanto ao Norte quanto ao Sul. 
A latitude, além de servir para localização geográfica, é uma variável importante 
para estudar os tipos de clima da Terra, pois a incidência de raios solares no planeta é 
maior nos lugares com latitudes menores, isto é, mais próximas à linha do Equador. 
Longitude: São as coordenadas geográficas que cortam a Terra no sentido 
vertical, também conhecidas como Meridianos. A distância das longitudes varia de 0° a 
180°, nos sentidos Leste e Oeste. 
 
16 
Como padronização internacional, adotou-se o Meridiano de Greenwich como 
ponto de partida, a longitude de 0°. Assim, tal meridiano divide a Terra em Ocidental (a 
Oeste) e Oriental (a leste). Foi a partir das longitudes que se criaram os fusos horários. 
Todos os meridianos se encontram e se cruzam nos polos Norte e Sul. 
 
3 A FORMA E AS DIMENSÕES DA TERRA 
 
 
O planeta Terra possui uma forma de uma esfera com um leve achatamento em 
seus olhos, que é conhecido como forma geoide. O planeta ao todo possui cerca de 510 
milhões de km quadrados de superfície, e apesar desse valor, muito aparentemente, ser 
grande, a Terra é considerado um astro pequeno, quando considerados as dimensões 
de outros planetas que formam o Sistema Solar. O planeta Terra é 1,3 milhão de vezes 
menor do que o Sol, por exemplo. 
Seu diâmetro equatorial é de 12. 756 km; já o diâmetro polar fica em 12.713 km; 
o volume é de 1.083 bilhão de km cúbicos, e sua massa é de 6 sextilhões de toneladas. 
Quando traçada uma linha imaginária ao longo da região que é a mais larga da 
esfera da Terra, conhecida como Linha do Equador, é ainda possível dividir o planeta em 
dois hemisférios: o norte e o sul. Esta convenção de linha imaginária é de extrema 
relevância para os estudos da geografia da Terra. 
A Terra é considerado um planeta vivo, pois até o presente momento, trata-se do 
único planeta conhecido no Sistema Solar que reúne todas as condições necessárias 
para o desenvolvimento da vida, em todas as suas formas. Coexistem no planeta Terra, 
milhares de espécies vegetais e animais que constituem, respectivamente, a flora, a 
fauna terrestre, sendo que nesta constituição, é a raça humana que mais povoa a 
superfície da Terra. 
Com algumas poucas exceções, a superfície do planeta Terra é bastante amena. 
O Sol segue sendo a principal fonte de energia do planeta. Vale lembrar que todos os 
viventes, plantas, animais, seres humanos, necessitam da luz solar, bem como do calor 
do Sol para existirem. Como a Terra está acerca de 150 milhões de quilômetros do Sol, 
a distância é totalmente adequada para a manutenção da vida. Em caso de mais 
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/fusos-horarios.htm
http://www.historiaegeografia.com/aula/terra/
http://www.historiaegeografia.com/categoria/geografia/
http://www.historiaegeografia.com/aula/formas/
 
17 
proximidade ou menos proximidade haveria dois problemas: muito calor, ou muito frio. 
Ambos impediriam o desenvolvimento da vida. 
Outro fator que é preponderante para o desenvolvimento da vida, em todas as 
suas formas, é a presença da atmosfera – camada de ar que envolve o planeta. A 
atmosfera é composta, essencialmente de oxigênio e nitrogênio, ambos fundamentais 
para a vida. Além disso, é a atmosfera que regula a temperatura da superfície terrestre, 
e impede que ela se aqueça demais durante o dia ou à noite possa congelar. 
Diferente de outros planetas, há também a presença da água em seu estado 
líquido, quase 71% da superfície terrestre está coberta de água.1 
 
3.1 Determinação das Coordenadas Geográficas 
 
"Para que cada ponto da superfície da Terra possa ser localizado num mapa, foi 
criado um sistema de linhas imaginárias chamado de "Sistema de Coordenadas 
Geográficas." A coordenada geográfica de um determinado ponto da superfície da Terra 
é obtida pela interseção de um meridiano e um paralelo" (IBGE. Atlas Geográfico Escolar. 
p. 17. 2002). 
Latitude – É o afastamento, medido em graus, da linha do Equador a um ponto 
qualquer da superfície terrestre. Ela vai de 0° a 90° e pode ser norteou sul. 
Longitude – É o afastamento, medido em graus, do meridiano de Greenwich a 
um ponto qualquer da superfície terrestre. Ela vai de 0° a 180° e pode ser leste ou oeste. 
As distâncias angulares são indicadas em graus e não em quilômetros, porque 
se trata de medições sobre uma esfera, forma aproximada da Terra. Para se ter uma 
ideia das distâncias métricas, pode-se lembrar que, na linha do Equador, cada grau 
corresponde a pouco mais de 111Km. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Texto extraído: www.historiaegeografia.com 
http://www.historiaegeografia.com/
 
18 
3.2 Rumos e Azimutes 
 
Um alinhamento topográfico é um segmento de reta materializado por dois 
pontos nos seus extremos. Tem extensão, sentido e orientação (figura 3.1): 
 
 
 
3.3 Rumo 
 
Rumo de uma linha é o menor ângulo horizontal, formado entre a direção 
NORTE/SUL e a linha, medindo a partir do NORTE ou do SUL9, no sentido horário (à 
direita) ou sentido anti-horário (à esquerda) e variando de 0o a 90º ou 0g a 100g. 
Se tomarmos para exemplo da figura 3.1, e se dissermos simplesmente que seu 
rumo é 45o00’ (menor ângulo horizontal formado pela linha A-B e a direção N/S). 
Portanto, não teremos bem caracterizada a posição relativa da linha, pois esta 
poderá ser entendida como sendo NE, NW, SE ou SW. Uma vez que esta poderá ser 
 
19 
localizada de quatro maneiras diferentes em relação a direção NORTE/SUL, será 
necessário indicar qual o quadrante. Para o exemplo da figura 3.1 será: 
 
 
 
 
Já os rumos das linhas: 
 
20 
 
 
 
Observamos que o RUMO RÉ de uma linha é igual ao valor numérico do RUMO 
VANTE, situado em quadrante oposto. 
 
3.4 Azimute 
 
Azimute é o ângulo horizontal formado entre a direção Norte/Sul e o alinhamento 
em questão. É medido a partir do Norte, no sentido horário (à direita), podendo variar de 
0º a 360º ou 400 g. 
Na figura 3.3, estaremos relacionando os rumos da figura 3.2 com os AZIMUTES. 
 
 
Portanto os AZIMUTES VANTES das linhas: 
 
21 
 
 
 
Na figura 3.4 observamos que a relação entre AZIMUTE À VANTE e o AZIMUTE 
À RÉ, é dado pela expressão 3.1 
 
 
 
 
4 INSTRUMENTOS 
 
 
4.1 Bússola 
 
A bússola é um instrumento de orientação que se baseia nas propriedades 
magnéticas do imã e no campo magnético do planeta Terra. Ela é constituída por uma 
 
22 
agulha magnética, que é apoiada em seu centro de gravidade de forma que possa girar 
livremente. Ela orienta-se de acordo com o campo magnético da Terra, por isso sempre 
aponta para o norte e sul. 
Inventada pelos chineses no século I, a bússola foi essencial para os grandes 
descobrimentos do século XVI, quando era um dos poucos instrumentos de orientação. 
Com o aumento da tecnologia, as bússolas foram perdendo lugar, primeiramente para 
aparelhos eletrônicos, como os radares, e atualmente para os dispositivos que utilizam a 
tecnologia via satélite, como o GPS. 
 
4.2 Princípio de Funcionamento 
 
A bússola é composta por um imã e possui dois polos: o positivo e o negativo. A 
Terra também se comporta como um imenso imã, uma vez que possui campo magnético 
em virtude do movimento de metais líquidos em seu núcleo. 
Quando aproximamos dois polos iguais, eles repelem-se, e os polos diferentes 
atraem-se. Em razão desse princípio, se um imã é sujeito ao campo magnético terrestre, 
o seu polo negativo apontará em direção ao polo positivo da Terra, assim como o polo 
positivo apontará para o negativo da Terra. Além disso, o polo sul magnético fica próximo 
ao norte geográfico, e o polo norte magnético, próximo do sul geográfico. 
Os polos magnéticos terrestres praticamente coincidem com os geográficos, 
estando o polo magnético inclinado aproximadamente 11,5º em relação ao geográfico. 
Portanto, a bússola também apresentará essa inclinação. 
 
 Breve História da Bússola 
 
Não se sabe ao certo quem teve primeiro a ideia de deixar uma pedra de minério 
de ferro ionizado indicar o Norte. Estudiosos acreditam que os Chineses foram os 
primeiros a explorar o fenômeno. “Si Nan” é considerada como a primeira bússola. “Si 
Nan” significa “O Governador do Sul” e é simbolizada por uma concha cuja pega aponta 
para Sul. 
Como a concha era bastante imprecisa, os Chineses começaram a magnetizar 
agulhas de modo a ganhar mais precisão e estabilidade. De acordo com alguns escritos 
 
23 
Chineses, as primeiras bússolas foram utilizadas no mar por volta do ano 850. A invenção 
foi então espalhada pelo mundo por astrônomos e cartógrafos para ocidente até aos 
Indianos, Muçulmanos e Europeus. 
A bússola foi desenvolvida através dos séculos, e um avanço considerável foi 
conseguido quando se descobriu que uma fina peça de metal podia ser magnetizada, 
esfregando-a com minério de ferro. 
O passo seguinte foi conseguir envolver e encerrar a agulha num invólucro cheio 
de ar e transparente, o chamado invólucro da bússola. E desta forma a agulha estava 
protegida. 
Inicialmente, as agulhas das bússolas “dançavam” bastante e demoravam muito 
tempo a estabilizar. As bússolas modernas são instrumentos de precisão, e a sua agulha, 
geralmente encerrada num invólucro cheio de líquido, rapidamente se posiciona na 
direção norte-sul. 
 
 Declinação Magnética 
 
O norte magnético, para onde a agulha aponta, não se situa exatamente no Polo 
Norte definido pelos meridianos. A maioria dos mapas contem meridianos, que são linhas 
norte-sul. Estas passam pelo Polo Norte geográfico. Os meridianos são representados 
por linhas finas geralmente em preto. 
A declinação existe porque o polo norte e o polo magnético não coincidem. Esta 
declinação varia consoante o local do mundo. Em certas zonas do Canadá ultrapassa os 
40 graus, mas, por exemplo, na Escandinávia ela é desprezível. Os mapas modernos 
utilizados para fins lúdicos e para a orientação, são impressos com os meridianos 
corrigidos para a declinação, e para o norte magnético. 
 
 Desvio 
 
A agulha da bússola pode ser influenciada por depósitos de minério de ferro, 
linhas de alta-tensão, vedações e outros objetos de ferro. Todos eles provocam uma 
leitura errada, a menos que o campo magnético externo esteja exatamente em linha com 
o eixo de orientação (norte-sul) da bússola e de polaridade oposta, mas as possibilidades 
de isso acontecer são remotas. 
 
24 
4.3 GPS 
 
Durante séculos, a bússola foi utilizada como principal instrumento de orientação 
por qualquer um que quisesse se aventurar por locais desconhecidos, seja na terra, no 
mar ou no ar., porém, a chegada da era espacial trouxe uma tecnologia que acabou 
deixando obsoleta não só a bússola, mas também até mesmo o ato de pedir informações 
na rua: o GPS. 
 
 Como funciona 
 
O GPS, ou Global Positioning System (Sistema de Posicionamento Global), é um 
elaborado sistema de satélites e outros dispositivos que tem como função básica prestar 
informações precisas sobre o posicionamento individual no globo terrestre. 
O sistema está plenamente ativo desde 1995 e foi criado pelo Departamento de 
Defesa Americano para fins militares, mas também pode ser aproveitado no meio civil, 
principalmente na aviação. Uma constelação de 24 satélites é o elemento principal do 
aparato, enviando informações para que qualquer dispositivo receptor calcule sua 
posição usando um processo chamado de trilateração. 
Neste processo, um mínimo de quatro satélites que estejam próximos do receptor 
fica constantemente enviando sinais de rádio, contendo a posição atual do satélite e o 
instante (tempo) em que aquele pulso foi emitido. 
 
25 
 
 
(Fonte da imagem: Divulgação/SerOnline) 
 
 
O cálculo é feito comparando o tempo em que o sinal foi enviado com o momento 
em que ele foi recebido. Considerando que a radiofrequência viaja na velocidade da luz 
e aplicando algumas correções, é possível determinar a distância exata entre o receptor 
e o satélite. 
Cruzando essa informação com a de três outros satélites na área, obtêm-sea 
posição do receptor. Além da latitude e longitude, o sistema de trilateração também 
permite saber a altura do receptor em relação ao nível do mar. 
 
4.4 Aplicações 
 
O serviço GPS é útil em praticamente todas as situações e profissões em que 
seja necessário obter uma localização precisa, incluindo viagens em alto-mar, 
expedições em áreas remotas da terra e, principalmente, em todas as áreas da aviação. 
http://www.seronline.pt/
 
26 
 
 
(Fonte da imagem: Divulgação/Tree Huggher) 
 
 
Outra aplicação bastante explorada é a localização dentro das cidades, 
permitindo que motoristas se localizem sem complicações com a ajuda do mapa 
equipado no aparelho. O mercado de receptores GPS para veículos teve uma grande 
alta no Brasil nos últimos anos, sendo que hoje é possível encontrar aparelhos por menos 
de R$ 200. 
 
4.5 Altímetro 
 
Um altímetro é um dispositivo de medição de altitude utilizado por alpinistas, 
paraquedistas, pilotos de aviação, satélites, e muitos outros. A medição da altitude é 
chamada de altimetria, que está relacionada com o termo batimetria, a medição da 
profundidade subaquática. 
http://www.treehugger.com/cars/nustats-finds-gps-navigation-systems-make-drivers-12-more-fuel-efficient.html
 
27 
O objetivo geral do altímetro é contar ao usuário, seja um ser humano ou uma 
máquina, quão elevado acima do mar ele está. Ele executa esta função através de duas 
maneiras, através da medição da pressão do ar local usando um barômetro, ou refletindo 
o radar fora de um destino. 
É de conhecimento comum por vários séculos, que uma coluna fina de mercúrio 
ligada a um reservatório de mercúrio aberto pode ser usado para medir a pressão 
atmosférica. Pequenas mudanças na pressão atmosférica são indicadas pelo nível da 
coluna de mercúrio. Este instrumento comum é chamado de barômetro. Um altímetro 
barométrico, utilizado juntamente com um mapa topográfico, pode ajudar a verificar uma 
localização. 
Ele é mais confiável, e muitas vezes mais preciso, do que um receptor de GPS 
para medir a altitude; altímetros GPS podem não estar disponíveis, por exemplo, quando 
se está no fundo de um desfiladeiro, ou podem dar descontroladamente altitudes 
imprecisas quando todos os satélites disponíveis estão perto do horizonte. 
Como acontecem alterações de pressão barométrica com o tempo, os caminhantes 
devem periodicamente recalibrar seus altímetros quando atinge uma altitude conhecida, 
tal como uma pista de junção ou pico marcado num mapa topográfico. 
 
 
 
28 
Em altitudes relativamente perto do nível do mar, a pressão do ar varia de 
maneira uniforme com a altitude. A cada vinte e sete pés (equivalente a 8,23 metros) com 
uma ascensão acima do nível do mar, a pressão do ar aumenta em cerca de um milibar, 
uma unidade de pressão que pode ser medida em polegadas de mercúrio. Assim, um 
barômetro pode ser usado como um altímetro. 
Como é dependente da pressão de ar que varia uma quantidade uniforme com 
elevação crescente, um altímetro que usa o mercúrio ou mesmo um barômetro aneroide 
mais avançado não é perfeitamente exato, especialmente em alturas mais elevadas. Para 
aplicações aeroespaciais de alta altitude, ou em qualquer domínio no qual a precisão 
elevada seja desejada, um radar altímetro pode ser usado. 
A alta precisão de um radar altímetro funciona medindo o tempo de trânsito de 
uma onda de rádio entre um destino e um avião ou satélite. Isto permite medições de alta 
altitude e um grau de precisão impossível com um altímetro baseado em um barômetro. 
Os radares altimétrico também podem medir as alturas precisas de objetos naturais, 
como montanhas ou ondas do mar. 
O radar altímetro é utilizado para verificar a existência de raras ondas gigantes, 
que são ondas do mar várias vezes superiores a outras ondas normais. Eles também são 
usados em todos os tipos de navegação de avião e tornam possível para que os pilotos 
possam pousar seus aviões sem problemas. Picos mais altos do mundo têm sido 
medidos com precisão usando um radar altímetro. 
 
4.6 Curvímetro 
 
O curvímetro é um instrumento de medição usado para encontrar a distância 
entre dois pontos de um mapa ou plano com precisão, mas sem levar em conta o 
desnível. 
Encontre a distância entre dois pontos em uma linha reta é fácil, mas se se trata 
de saber a distância entre esses mesmos pontos seguindo uma solução estrada ou 
autoestrada sinuosa não é fácil, a menos que haja disponível um curvimeter. 
Existem dois tipos de curvímetro: analógico e digital e os preços oscilam para os 
modelos mais simples entre 12 e 35 euros. 
 
29 
 
 
 
 
 Curvímetro analógico 
 
O curvímetro analógico tem uma tabela com 6 ou 8 escalas das mais comuns, 
uma agulha indicadora e uma pequena roda. 
 
30 
 
 
 
Para usá-lo, simplesmente coloque a agulha na posição inicial e deslize o 
dispositivo no plano seguindo o caminho, a agulha se moverá para frente e na tabela de 
escala marque a distância que separa os pontos que selecionamos no mapa. 
 
31 
 
 
 
 
 Curvímetro digital 
 
Ele funciona da mesma forma que o analógico com a vantagem de que este não 
tem nenhuma limitação com escalas, neste caso, basta digitar o aparelho de escala e se 
calcula a distância no solo sem o uso de qualquer tabela, além de alguns modelos 
podemos selecionar o sistema métrico; km, milhas, jardas, etc. 
 
5 FORMAS DE REPRESENTAÇÃO DA TERRA 
 
 
 Os Globos 
 
32 
O globo terrestre não é mais do que uma esfera em cuja superfície está 
desenhada a Terra. Os globos são a forma de representação mais fiel da Terra e 
representam-na na totalidade. Têm como desvantagens serem de difícil transporte e 
arrumação e representam a Terra de forma muito reduzida. 
 
 Os Mapas 
 
Os mapas são representações do espaço terrestre. Os mapas apresentam as 
seguintes vantagens: são fáceis de arrumar, de transportar e de utilizar. Tanto podem 
representar a totalidade da superfície terrestre como apenas uma parte. 
Em Geografia utilizamos diferentes tipos de mapas. Esta distinção faz-se de 
acordo com a área representada. Assim, temos: 
A) os planisférios - que são representações planas da superfície da Terra. 
B) os mapas corográficos que utilizamos para representar países. 
C) os mapas topográficos que representam áreas relativamente mais pequenas, 
com muita informação (aspectos físicos e humanos) e representam o relevo através de 
uma técnica específica que são as curvas de nível. As curvas de nível são linhas que 
unem pontos (locais) com igual valor de altitude. 
D) as plantas que são representações de áreas muito pequenas com muita 
riqueza de pormenor. 
E) os mapas temáticos que representam um determinado tema sejam de 
geografia física ou de geografia humana. 
F) as fotografias aéreas e imagens de satélite são duas formas de representação 
da Terra muito recentes, comparativamente, com a anterior e tem muita utilidade quer 
para fins civis como para fins militares. Têm enormes vantagens como seja a 
possibilidade de se obter um vasto conjunto de informações sobre a superfície terrestre 
e permitirem estudar a evolução das paisagens ao longo do tempo. 
G) as ortofotocartas são formas de representação da superfície terrestre com 
base nas fotografias aéreas, mas a que se acrescentam os nomes das localidades e ruas. 
 
33 
5.1 Elementos Fundamentais dos Mapas 
 
 O título indica-nos o assunto que aparece contemplado no mapa 
 A orientação indica-nos o Norte Geográfico 
 A escala indica-nos o número de vezes que a realidade foi reduzida 
 A legenda dá-nos o significado de todos os sinais convencionais 
representados nos mapas 
 
5.2 A escalas nos mapas 
 
 
 
As vantagens e desvantagens da utilização das escalas gráficas e numéricas: 
 
 
 
5.3 Continentes e Oceanos 
 
 
 
Terra. 
 
Oceanos: enormes extensões de água; cobrem a maior parte da superfície da 
Pacífico; Atlântico; Índico; Glacial Ártico;Glacial Antártico. 
 
34 
Mar: extensão de água mais pequena do que a do oceano, cercada por terra total 
ou parcialmente. 
Continente: grande extensão de terra emersa, rodeada de água (1/3 da Terra). 
A maior parte dos continentes situa-se no hemisfério norte. 
Ásia; América; África; Antártida; Europa; Oceânia. 
 
5.4 Tipos de localização dos lugares 
 
 
 
ventos. 
 
Localização relativa: localização em relação a outro lugar, a partir da rosa dos 
 
 
Ex: Portugal localiza-se a sudoeste da Europa. 
Esta localização é simples (logo, muito utilizada), mas pouco exata e pouco 
precisa, permitindo uma localização aproximada. Varia no tempo e no espaço. > 
Localização absoluta: localização a partir da latitude e longitude (que se 
determinam a partir dos círculos terrestres). 
Esta localização não varia no tempo ou no espaço, objetiva (exata e precisa). 
 
 Elementos geométricos da esfera terrestre 
 
 
iguais. 
Círculos máximos: Círculos imaginários que dividem a Terra em duas partes 
 
 
1. Equador – perpendicular ao eixo da Terra, divide-a em hemisférios norte e sul. 
2. Meridianos - perpendiculares ao equador, que passam pelos polos, formados 
por semi meridianos (dois semicírculos opostos). O meridiano de Greenwich divide a 
Terra em hemisfério ocidental e oriental. 
Círculos menores: Círculos imaginários que dividem a Terra em partes diferentes. 
 
35 
 
 
 
 
6 HISTÓRIA DOS MAPAS E DA CARTOGRAFIA 
 
 
Mapas estão entre as mais antigas formas de representação gráfica da 
humanidade. Há milhares de anos, mapas das terras conhecidas eram desenhados em 
argila, madeira, peles de animais, rochas e outros meios. 
Com o tempo, aperfeiçoou-se os conhecimentos de geometria, astronomia e 
desenvolveu-se as tecnologias de medição de terras. Mapas eram importantes para a 
agricultura, transporte e para a conquista e a defesa de territórios, entre outras 
aplicações. 
Os gregos antigos deram contribuições importantes para o desenvolvimento 
da Cartografia. Por volta de 500 aC, Hecateu de Mileto escreveu o primeiro livro de 
Geografia que se tem notícia. Algumas décadas depois, o historiados grego Heródoto 
enriqueceu as referências geográficas de Hecateu. Representações gráficas desses 
mapas, feitas naquela época, não chegaram até nós, conhecemos apenas suas 
descrições (veja imagem ao lado). 
Sabia-se que a África (Líbia) era banhada por um oceano, desde cerca de 600 
aC. Heródoto registrou que os fenícios contornaram o Continente. 
http://www.guiageo-mapas.com/cartografia.htm
 
36 
Hecateu concebia a Terra como um disco achatado, cercado por um oceano. 
Acredita-se, entretanto, que alguns filósofos gregos da mesma época ou anterior, como 
Pitágoras ou Parmênides, já concebiam uma Terra esférica. 
No século 4 aC o conceito de Terra esférica já era aceito por grande parte dos 
filósofos gregos e, cerca de 350 aC, Aristóteles formulou seis argumentos para prová-lo. 
No século 3 aC, Eratóstenes, bibliotecário em Alexandria, mediu o diâmetro da Terra com 
grande precisão para a época. 
Os desenvolvimentos da cartografia no mundo antigo culminaram com os 
trabalhos de Cláudio Ptolemeu (c. 100 dC - 170), matemático e astrônomo grego. Após 
extensa pesquisa na Biblioteca de Alexandria, Ptolemeu produziu a mais completa obra 
sobre Geografia até o seu tempo, em oito volumes. Foi uma importante referência por 
toda a Idade Média. 
Já apresentava conceitos de projeções cartográficas e dispunha de um sistema 
de coordenadas, com referências a cerca de oito mil localidades. Ptolemeu, entretanto, 
não considerou o diâmetro da Terra calculado por Eratóstenes. Sua Terra era bem menor. 
Com a ascensão do Cristianismo, a Biblioteca de Alexandria foi incendiada. Muito 
do que conhecemos dos antigos gregos chegaram até nós por traduções dos árabes. O 
mundo passou sem grandes evoluções do conhecimento até o Renascimento. 
Os romanos buscavam soluções práticas para seus empreendimentos militares, 
por isso adotavam o formato de disco em seus mapas. Poucos desses mapas 
sobreviveram com o passar da Idade Média. 
A partir das grandes navegações, iniciadas pelos portugueses no século 15, o 
desenvolvimento da Cartografia ganhou novo fôlego. Técnicas de projeção cartográfica 
tornaram-se fundamentais. Para os portugueses, mapas eram segredo de estado, o que 
não impediu que, em 1502, o espião italiano Alberto Cantino copiasse e levasse para a 
Itália um mapa português do mundo conhecido até então. 
Em 1507, o cartógrafo alemão Martin Waldseemuller dividiu a Terra em dois 
hemisférios, ocidental e oriental, e batizou de América, a atual América do Sul, em 
homenagem a Américo Vespúcio. 
http://www.mapas-historicos.com/terra-redonda.htm
http://www.buscatematica.com/misticismo/cristianismo.htm
http://www.historia-brasil.com/seculo-15.htm
http://www.mapas-historicos.com/cantino.htm
http://www.mapas-historicos.com/waldseemuller.htm
http://www.historia-brasil.com/descobrimento/americo-vespucio.htm
 
37 
Novas tecnologias, como a bússola, o astrolábio, o telescópio e outras, 
permitiram avanços notáveis. O método com base nos eclipses das luas de Júpiter, 
desenvolvido por Galileu, resolveram o problema das longitudes para os mapas. 
A partir da segunda metade do século 18, o mundo finalmente foi conhecido com 
as devidas coordenadas de suas feições. Veja um mapa do mundo de 1799. 
Hoje, são comuns os mapas digitais com acesso a grandes bancos de dados, 
formando os Sistemas de Informações Geográficas (GIS). Mapas são formados 
dinamicamente de acordo com sua consulta, na projeção cartográfica de sua escolha. O 
posicionamento, com o GPS (Global Positioning System) é agora um brinquedo de 
crianças. 
 
6.1 História da Cartografia 
 
A cartografia é a ciência que trata da representação da terra ou parte dela através 
de mapas, cartas e outros tipos de projeções cartográficas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: pt.slideshare.net 
http://www.guiageo-mapas.com/longitudes.htm
http://www.mapas-historicos.com/mundo-evans.htm
 
38 
Podemos dizer que a cartografia surgiu por volta do ano de 2.500 a.C. quando 
foi confeccionado pelos Sumérios, o que é considerado o primeiro mapa da história: uma 
placa de barro cozido com inscrições em caracteres cuneiformes (escrita suméria) onde 
foi representado o lado setentrional da região mesopotâmica. 
Mas bem antes disso, o homem já havia se utilizado de pinturas (inclusive 
pinturas rupestres feitas com a intenção de representar o caminho dos locais onde havia 
caça) e até mesmo de entalhes e verdadeiras maquetes de pedra confeccionadas por 
esquimós e pelos astecas, respectivamente, como uma tentativa de representar 
pequenas localidades. 
A “Pedra de Saihuite”, por exemplo, representa, junto com os entalhes esquimós, 
um dos primeiros trabalhos realizado com a técnica do que é chamado de “cartografia 
em relevo” e foi feita para representar um bairro de uma cidade asteca. 
De fato, os astecas eram hábeis na confecção de representações geográficas, 
como o “Mapa de Tecciztlán” que contêm dados como a fauna da região retratada, e o 
“Códice Tepetlaoztoc”, todo colorido e que traz rotas terrestres e fluviais. 
Os egípcios e chineses também dominaram a técnica da cartografia há muito 
tempo. Estima-se que os chineses usam a representação gráfica de regiões desde o 
século IV a.C. Para eles, os mapas serviam não só para se orientar, mas também, para 
fins bélicos e para demarcar regiões garantindo, assim, que os impostos fossem pagos. 
Os egípcios também os usavam como ferramenta administrativa, para cobrar 
impostos e demarcar a terra. Mas, mais do que isso, foram eles que desenvolveram o 
método da Triangulação para determinar distâncias baseados na matemática, e o “nível”, 
instrumento em forma de “A” com um pêndulo no meio usado para medir áreas. 
Os egípcios faziam, ainda, registros cadastrais das terras em documentos 
considerados cartas geográficas.Seus túmulos e alguns papiros representavam o mundo 
dos mortos. Como se fossem um mapa do outro mundo eles serviam para guiar as almas 
e, frequentemente, representavam o rio Nilo e planícies férteis. 
Mas, bons mesmo na cartografia foram os gregos. O sistema cartográfico 
contemporâneo nasceu nas escolas de Alexandria e Atenas. 
A primeira tentativa de representar o mundo foi babilônica, mas sua concepção 
de mundo era limitada à região entre os rios Eufrates e Tigre, o que não diminui a 
https://www.infoescola.com/geografia/cartografia/
https://www.infoescola.com/historia/mesopotamia/
https://www.infoescola.com/hidrografia/rio-eufrates/
 
39 
importância do feito. Entretanto, os gregos se destacam porque foram os primeiros a usar 
uma base científica e a observação. 
Usando-se da trigonometria, Erastótenes (276-194 a.C.) mediu a circunferência 
da terra chegando bem perto dos 40.076 km reais (segundo ele eram 45.000 
km). Anaximandro de Mileto (610-546 a.C.) representava o mundo como um círculo 
achatado onde estavam Europa, Ásia e África circundadas por um oceano. Foi ele quem 
primeiro sugeriu que a terra, por estar à igual distância dos demais astros, flutuava no 
espaço sem nenhum tipo de suporte ou apoio. 
Mais tarde, Pitágoras defendeu que a terra era esférica de acordo com suas 
observações práticas e filosóficas (para ele a forma esférica era a mais perfeita) que só 
seriam aceitas no meio científico, anos depois, pela influência de Aristóteles. 
Hiparco (séc. 11 a.C.), astrônomo grego, foi quem criou o sistema de 
coordenadas geográficas de latitude e longitude utilizando-se da matemática e da 
observação dos astros celestes. 
Mas, o trabalho mais importante da cartografia na época clássica foi, sem dúvida, 
a obra em oito volumes escrita por Claudius Ptolomeu. Sua obra, “Geographia”, contém 
as coordenadas de 8.000 lugares, a maioria calculada por ele próprio e, no último volume, 
ele dá dicas para a elaboração de mapas-múndi e discute alguns pontos fundamentais 
da cartografia. Foi Ptolomeu também quem primeiro defendeu a teoria geocêntrica ao 
afirmar que a terra era um corpo fixo em torno do qual giravam os outros planetas. 
Os romanos também se utilizavam de mapas embora se preocupassem mais 
com seu caráter prático e, por isso, preferiam mapas que representavam áreas menores, 
rotas comerciais e territórios. Como, por exemplo, a “Tábua de Peutinger” que em seus 
mais de 6 metros de comprimento por 30 centímetros de largura representava diversos 
itinerários do Império Romano. 
Para isso, eles usavam o astrolábio, ou dioptra – como era chamado pelos 
gregos, um instrumento usado para se determinar a localização de pontos na terra por 
meio da observação dos fenômenos celestes. 
Findo o período clássico, a cartografia passou por um período de pouco 
desenvolvimento durante o início da Idade Média quando a Igreja teve forte influência 
sobre a confecção dos mapas que eram feitos de tal forma a perderem a exatidão. 
https://www.infoescola.com/matematica/trigonometria/
https://www.infoescola.com/filosofia/anaximandro/
https://www.infoescola.com/geografia/europa/
https://www.infoescola.com/geografia/asia/
https://www.infoescola.com/geografia/africa/
https://www.infoescola.com/filosofos/pitagoras/
https://www.infoescola.com/filosofia/aristoteles/
https://www.infoescola.com/biografias/ptolomeu/
https://www.infoescola.com/astronomia/geocentrismo/
https://www.infoescola.com/astronomia/astrolabio/
https://www.infoescola.com/historia/periodo-classico-da-grecia-antiga/
 
40 
Nessa época, os árabes foram os principais responsáveis por qualquer 
desenvolvimento na área e foram, inclusive, responsáveis por trazer a bússola para o 
ocidente propiciando os mecanismos para o desenvolvimento de mais um tipo de carta 
pelos genoveses, as Cartas Portulanas, utilizadas para navegação. 
Logo em seguida a esse período, no final da Idade Média, todo o conhecimento 
em torno da cartografia que estava esquecido no ocidente, mas que vinha sendo 
preservado pelos árabes, voltou à tona atingindo seu apogeu na época das Grandes 
Navegações quando se inicia a Idade Moderna. 
Com a descoberta do continente americano a cartografia toma mais um fôlego e 
iniciam os trabalhos para mapear o novo continente. Juan De La Cosa faz então, o 
primeiro mapa-múndi a conter o novo mundo em 1500. Foi nessa época (Séc. XVI), após 
o descobrimento da América, que o holandês Gerard Mercator, utilizando-se de todo o 
conhecimento produzido até a época para produzir o mapa-múndi que levaria seu nome 
e que representava grandes rotas em linhas retas. 
 
 
Fonte: www.pt.slideshare.net 
https://www.infoescola.com/geografia/bussola/
https://www.infoescola.com/historia/grandes-navegacoes/
https://www.infoescola.com/historia/grandes-navegacoes/
https://www.infoescola.com/historia/historia-moderna/
http://www.pt.slideshare.net/
 
41 
Mas foi só a partir do século XVII que os países começam a se preocupar mais 
com o rigor científico dos mapas. É realizado então, o primeiro levantamento topográfico 
oficial na França, em 1744, chefiado por César – François Cassini (1744 – 1784) que 
seriam os precursores dos mapas modernos. 
Do século em diante, com o desenvolvimento das técnicas cartográficas, o 
aperfeiçoamento da fotografia a aviação e a informática, a cartografia dá um salto. 
Atualmente são utilizadas fotos áreas e de satélites para a realização de mapas 
e cartas que cada vez mais são utilizados eletronicamente, descartando a necessidade 
de impressão e tornando-os interativos. 
 
6.2 A História dos Mapas e sua Função Social 
 
Os mapas são a mais antiga representação do pensamento geográfico. Registros 
que mostram que eles existiam na Grécia antiga e no Império Romano, entre outras 
civilizações da Antiguidade. Os primeiros eram feitos de madeira, esculpidos ou pintados, 
ou desenhados sobre a pele de animais. 
Suas funções incluíam conhecer as áreas dominadas e as possibilidades de 
ampliação das fronteiras, demarcar territórios de caça e representar a visão de mundo 
que esses povos tinham. "Desde sempre, o homem registra o espaço onde vive. 
Trata-se de uma necessidade social", explica Marcello Martinelli, professor de 
Cartografia Estratégica no Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo 
(USP). 
Mais do que uma ferramenta de orientação e localização, os mapas se 
transformaram num recurso importante para a expansão das civilizações, e o seu 
desenvolvimento foi colocado a serviço do poder. 
Eles foram fundamentais para a definição de estratégias militares e para a 
conquista de outros povos. Na época das grandes navegações e dos descobrimentos 
marítimos (entre os séculos 15 e 16), por exemplo, os cartógrafos estavam presentes em 
cada expedição realizada. 
Sua função não era exatamente ajudar na localização, mas registrar e tornar 
pública a descoberta de novos territórios. 
 
42 
A cartografia nunca foi uma ciência neutra, que representa exatamente o espaço 
ou a realidade. Por trás de todo mapa, há um interesse (político, econômico, pessoal), 
um objetivo (ampliar o território, melhorar a área agrícola etc.) e um conceito (o direito 
sobre determinada região, o uso do solo etc.). 
"O mapa é uma representação adaptada da realidade. Por isso, nunca é isento", 
diz Carla Gimenes de Sena, doutora em Pesquisa em Geografia e Cartografia da 
Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp), campus de Ourinhos. 
Estudar a história e os aspectos relacionados à produção e à função social dos 
mapas é uma poderosa ferramenta didática. "Mapas antigos ajudam a trabalhar os 
conceitos estruturantes da área", conta Jorn Seemann, docente do Departamento de 
Geociências da Universidade Regional do Cariri (Urca). 
 
6.3 Analisar as Produções Antigas e ver além do que foi desenhado 
 
Os mapas do passado eram repletos de imperfeições, afinal, ainda não havia 
conhecimento que permitisserepresentar o espaço geográfico com exatidão. A 
linguagem era muito mais artística e menos técnica ou precisa - e essa é uma das 
possibilidades de discussão com os alunos. Por que eles traziam tantos ornamentos? O 
que se queria mostrar com isso? É por meio desse tipo de reflexão que a turma passa a 
entender as funções sociais dos mapas. 
Os antigos, que retratavam a América e o Brasil, eram produzidos na Europa. 
Por isso, outra possibilidade de abordagem é analisar o olhar estrangeiro presente 
nessas representações. 
É comum encontrar em mapas do Brasil da época do Descobrimento desenhos 
que reproduziam as espécies de plantas mais valorizadas. Explorar a simbologia de 
mapas antigos e atuais também é um recurso interessante. "Hoje pintamos uma área de 
verde para representar uma mata. 
Antes se desenhavam árvores. Comparando e analisando exemplos como esses, 
o aluno entende a noção de legenda", diz Carla. Esse foi um dos objetivos do trabalho do 
professor Francisco Eudes Farias da Silva com seus alunos do 6º ano, na Fundação 
Bradesco, em Caucaia, região metropolitana de Fortaleza (veja a imagem). 
 
43 
Há três conceitos que sustentam a cartografia atual: a proporção, que permite o 
cálculo de distâncias entre diferentes pontos; a localização, que mostra a região exata 
que está sendo representada e em relação aos pontos cardeais; e a simbologia, presente 
nas legendas, que ajuda a identificar o tema e as informações dadas. 
A ausência desses recursos nos mapas mais antigos também pode ser fonte de 
discussão sobre sua importância atual. 
O ideal é levar a turma a pensar por que essas informações estão presentes hoje, 
entendendo sua função. 
Por exemplo: como calcular as distâncias entre duas cidades em um mapa antigo 
e em um contemporâneo? O objetivo é levar todos a perceber que é a escala que permite 
esse cálculo. Com atividades como essa, eles vão entender os conceitos da área (como 
a proporção e a simbologia), nomeá-los e utilizá-los em suas próprias produções. 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.slideplayer.com.br 
http://www.slideplayer.com.br/
 
44 
6.4 Evolução dos mapas 
 
Um mapa é o plano onde se descrevem os fenômenos naturais e da humanidade. 
Esses fenômenos são representados por sinais específicos, de acordo com os princípios 
da cartografia, que é a ciência de compor cartas geográficas ou mapas. 
Os mapas modernos são diretos, sintéticos e precisos. Por meio deles, pode-se 
ter uma imagem geral de uma configuração geográfica, com dados matemáticos. 
A origem do mapa remonta a aproximadamente 4.500 anos. Antes de saber 
escrever, o homem já fazia desenhos para representar o espaço em que vivia. 
Os desenhos traçados em diferentes materiais sobre fenômenos ambientais são 
registros de primordial importância para a humanidade. Os materiais utilizados na 
concepção dos mapas eram a cerâmica, o papel, o bronze, as cascas de coco, a pedra, 
a pele dos animais etc. 
 
 O mapa mais antigo 
 
O mapa mais antigo que se conhece foi feito pelos babilônios em um pedaço de 
cerâmica, entre os séculos 25 e 23 a.C. Trata-se de uma placa de barro cozido, de 
apenas sete centímetros, representando o vale de um rio, provavelmente o Eufrates, 
cercado por montanhas, indicadas em forma de escamas. 
A placa, que cabe na palma da mão, foi descoberta nas escavações das ruínas 
da cidade de Ga-Sur, próxima à antiga Babilônia, em território que hoje pertence ao 
Iraque. Esse é o mapa mais antigo já encontrado, mas isso não impede que outros 
possam ter sido feitos em data anterior. 
As primeiras representações mostravam paisagens conhecidas pelos habitantes 
locais, assim como trilhas e localizações das vilas mais próximas. Entre os egípcios 
também foram encontrados alguns desenhos de mapas pintados em tumbas. 
Até então, o desenho de mapas pelos povos antigos tinha uma função 
principalmente prática: marcar fronteiras, indicar as terras férteis, a localização de água 
e as rotas de comércio. Foi entre os gregos que se iniciou a tentativa de descrever, em 
uma representação, a Terra como um todo. Por volta de 500 a.C., Hecateu de Mileto 
 
45 
produziu o que é considerado o primeiro livro sobre geografia. Nele, há uma 
representação da Terra como um disco, com a Grécia no centro. 
 
 Ptolomeu 
 
O maior legado à posteridade veio, porém, com o geógrafo Claudius Ptolomeu 
(90-168 d.C.), que escreveu um tratado em oito volumes, com uma coleção de 27 mapas, 
intitulado "Geografia". Um desses mapas representava o mundo conhecido na época, 
com forma esférica, o mais próximo dos mapas atuais. 
Os outros 26 detalhavam diferentes regiões. Assim, Ptolomeu foi o autor do 
primeiro Atlas universal. Depois da Idade Média, os mapas se aperfeiçoaram e, com as 
descobertas feitas pelas grandes navegações, passaram a ter outros continentes 
integrados à representação. 
Desde então, os meios de representação do espaço foram aperfeiçoados e a 
confecção de mapas teve grande evolução. Entre os povos antigos, os gregos foram os 
que mais se destacaram na cartografia. 
Durante a Idade Média, o forte sentimento religioso cristão levou os europeus a 
conceberem o mundo como um disco. No centro do disco ficava Jerusalém, a Terra 
Santa. 
 
 Terra redonda 
 
No século 16, a confecção de mapas passou por um grande desenvolvimento. 
Além da confirmação de que a Terra era redonda, diversos fatores contribuíram para o 
desenvolvimento da Cartografia. 
Em primeiro lugar, as grandes navegações exigiam mapas mais rigorosos e 
corretos quanto ao contorno das costas. Os grandes descobrimentos - consequência das 
navegações - alargaram o horizonte geográfico e ampliaram o espaço conhecido, 
tornando possível a representação do mundo de maneira mais próxima à realidade. 
Em segundo lugar, a invenção da imprensa e da técnica de gravação permitiu 
que os mapas pudessem ser reproduzidos em grande número. Antes disso, eles eram 
manuscritos. 
 
46 
Em terceiro lugar, a redescoberta dos trabalhos de Ptolomeu proporcionou um 
novo avanço na cartografia. Embora imprecisos no que se refere aos contornos, 
extensões e escalas, seus mapas eram os que até então melhor representavam o s 
espaços conhecidos. 
 
 Ciência Cartográfica 
 
Baseando-se nos trabalhos de Ptolomeu, aproveitando seus acertos e corrigindo 
seus erros, os cartógrafos do século 16 aprimoraram bastante os mapas da época. 
Dentre esses cartógrafos, destacou-se Gehard Mercator (1512-1594). 
Nos séculos seguintes, os progressos da agrimensura, da astronomia e da 
geometria ofereceram conhecimentos e técnicas para a formação de uma verdadeira 
ciência cartográfica, baseada em cálculos complexos e rigorosos. 
Atualmente, a cartografia é uma ciência bastante exata e a representação do 
espaço é feita com grande precisão. 
 
 Fotos por Satélite 
 
Para identificar corretamente os elementos do espaço, hoje os cartógrafos 
utilizam as fotografias aéreas - tiradas de modernos e bem equipados aviões - e as 
imagens obtidas de altura ainda maior, através de satélites colocados em órbita a muitos 
quilômetros de distância da Terra. Depois disso, sofisticados equipamentos eletrônicos 
permitem a confecção de mapas muito fiéis aos elementos materiais do espaço. 
Entre os mapas produzidos nos dias atuais podemos citar como exemplos: 
 Mapa geomorfológico - representa as características do relevo de uma 
região. 
 Mapa climático - indica os tipos de clima que atuam sobre uma região. 
 Mapa hidrográfico - mostra os rios e bacias que cortam uma região. 
 Mapa biogeográfico - apontam os tipos de vegetação que cobrem um 
determinado lugar. 
 Mapa político - aponta a divisão do território em países, estados, regiões, 
municípios. 
 
47 
 Mapa econômico - indica as atividades produtivas do homem em 
determinada região. 
 Mapa demográfico - apresenta a distribuição da população em 
determinada região. 
 
 
 
 
Fonte: www.slideplayer.com.br6.5 Tipos de Mapas 
 
Os mapas são instrumentos de comunicação, servem para representar 
graficamente uma dada área do espaço terrestre. Os mapas e cartogramas não objetivam 
representar todas as informações presentes na superfície, mas apenas aquilo que o autor 
deseja demonstrar. 
Por isso, os mapas podem ser divididos em vários tipos e a sua classificação 
varia de acordo com o tema tratado. Por esse motivo, dá-se o nome de mapas temáticos. 
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48 
Mapas físicos: são mapas que representam a superfície física da terra, como as 
formas de relevo, a hipsometria (as altitudes da terra divididas em cores), a hidrografia, 
o clima, entre outros. 
 
Mapas econômicos: são mapas que representam a produção do espaço 
econômico, isto é, as atividades econômicas de uma determinada área, bem como a 
distribuição de dados estatísticos, por exemplo: a receita financeira dos estados 
brasileiros, o índice de População Economicamente Ativa (PEA) de uma região etc. 
Mapas demográficos: trata-se da representação espacial das populações, como 
índices populacionais, taxas de analfabetismo, migrações etc. 
Mapas políticos: representam as divisas e fronteiras entre países e/ou entre 
unidades federativas estabelecidas e consolidadas politicamente. 
 
49 
 
 
Mapas históricos: são mapas utilizados para representar algum acontecimento 
em algum período histórico, como as áreas colonizadas no Brasil até o século XVII. 
Mapas estilizados: são mapas em que não há a representação fiel das 
proporções das diferentes áreas do espaço geográfico, alterando suas formas conforme 
as informações. Um exemplo desse tipo de mapa é a projeção de anamorfose. 
 
Mapa da população mundial. Observe que os países mais populosos ficaram maiores e os menos 
populosos, menores 
 
50 
7 ESCALA CARTOGRÁFICA 
 
 
Segundo Turner (1989), a palavra escala é usada em muitos contextos, 
denotando frequentemente diferentes aspectos no espaço e no tempo. O entendimento 
e uso correto da escala são fundamentais em pesquisas geográficas, cartográficas e 
ambientais, ou em todas aquelas que se realizem sobre o espaço geográfico no qual 
ocorrem os fenômenos (MENEZES E COELHO NETO, 2002) 
O espaço geográfico pode ser compreendido de acordo Dollfus (1979, p. 8) 
conformado com Sorre: 
 
O espaço geográfico é um espaço mutável e diferenciado cuja aparência visível 
é a paisagem. É um espaço recortado, subdividido, mas sempre em função do 
ponto de vista segundo o qual o consideramos. Espaço fracionado, cujos 
elementos se apresentam desigualmente solidários uns aos outros. “A ideia de 
área de extensão inclui a de limite, da qual é inseparável e que oferece diversos 
graus de determinação, desde o limite linear até a zona limite com todas as suas 
franjas de degradação (Max Sorre). 
 
Mapas são representações gráficas de uma área real, são de extrema 
importância para a sociedade e, especialmente, para determinados profissionais, como 
Geógrafos, Geólogos, Agrônomos, Engenheiros, Biólogos, Cartógrafos, dentre outros. 
Um mapa pode possuir níveis distintos de abrangência, de modo que podemos 
mapear o mundo, continentes ou partes deles, países, regiões, Estados ou mesmo ruas. 
Todas as vezes que visualizamos um mapa, independentemente do seu tema (mapa 
político, físico, histórico, econômico), podemos saber a distância real que há entre dois 
pontos ou o tamanho de uma área. Isso é possível por meio da verificação da escala 
disposta nos mapas. 
Escala é variação de proporção de uma área a ser mapeada, quem a determina 
é o responsável pela elaboração do mapa. 
Escala é a relação entre as dimensões de um objeto representado no papel e sua 
medida na superfície real. 
Sejam: 
D = um comprimento tomado no terreno – Distância real natural. 
D = um comprimento homólogo no desenho – Distância prática. 
 
51 
Como as linhas do terreno e as do desenho são homólogas, a razão ou relação 
de semelhança entre elas corresponde a: 
 
 
 
7.1 Escala Gráfica 
 
É representada por uma linha estabelecida no sentido horizontal que contém 
divisões precisas entre seus pontos. Na mesma se expõe as distâncias que existem na 
superfície real. 
 
 
 
A escala representa que cada centímetro no papel corresponde a 3 km na superfície real. 
 
 
 
 
 
Se o modelo original for alterado, a escala gráfica será indispensável, pois 
quando houver redução ou ampliação, o gráfico também será alterado nas mesmas 
proporções do mapa. A escala gráfica permite o cálculo de distâncias num mapa de forma 
direta e rápida. 
 
 
52 
 Medição de distância com a escala gráfica 
 
 
 Medição de curvas com a escala gráfica 
 
53 
 
 
 
 
7.2 Escala Numérica 
 
É a relação entre os comprimentos de uma linha no desenho e o correspondente 
comprimento no terreno, em forma de fração, com a unidade para numerador. 
 
 
Isto significa que 1cm na carta corresponde a 25.000 cm ou 250 m, no terreno. 
Uma escala é tanto maior quanto menor for o denominador. 
Exposta no mapa em forma fracionária, sendo que o numerador representa a 
medida no mapa e o denominador a medida da superfície real. 
 
54 
 
 
 
O mapa de Portugal traz consigo uma escala numérica. 
 
 
7.3 Precisão Gráfica 
 
 É a menor grandeza medida no terreno; 
 É a menor dimensão gráfica percebida pelo olho humano; 
 Menor dimensão representada em planta. 
O menor comprimento gráfico que se pode representar em um desenho é de 1/5 
de milímetro ou 0,2mm – erro admissível. 
Os detalhes cujas dimensões gráficas forem inferiores ao valor do erro admissível 
não terão representação gráfica, portanto, não constarão do desenho, a não ser através 
de uma convenção. 
A seleção da escala depende da: 
 Precisão do levantamento; 
 Da finalidade; 
 
55 
 Da precisão dos instrumentos de medida utilizados; e 
 Dos métodos empregados. 
O erro admissível depende da escolha da escala. Fatores que se inter-relacionam 
na escolha da escala: 
 Extensão do terreno a representar; 
 Extensão da área levantada, quando comparada com as dimensões do 
papel que receberá o desenho normas técnicas da ABNT); 
 A natureza e quantidade de detalhes que devem constar na representação 
cartográfica; 
 A precisão gráfica do desenho. 
 
56 
8 PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS 
 
 
As projeções cartográficas permitem representar a superfície esférica da Terra 
em um plano, ou seja, no mapa; elas são a base para a confecção de um mapa, 
constituindo uma rede sistemática de paralelos e meridianos, permitindo que esses sejam 
desenhados. 
As representações da superfície terrestre em mapas apresentam algumas 
distorções. As diferentes projeções cartográficas foram desenvolvidas com o intuito de 
minimizar as distorções ocorridas durante a produção de um mapa e, principalmente, 
fazer com que essas distorções sejam conhecidas. Mas nenhuma delas é capaz de evitar 
a totalidade das deformações. 
As principais projeções cartográficas são: 
 
 
8.1 Projeção Cilíndrica 
 
O plano da projeção é um cilindro envolvendo a esfera terrestre. Após realizada 
a projeção dos paralelos e meridianos do globo para o cilindro, este é aberto ao longo de 
um meridiano, tornando-se um plano sobre o qual será desenhado o mapa. 
 
Projeção Cilíndrica 
 
57 
8.2 Projeção Cônica 
 
O plano da projeção é um cone envolvendo a esfera terrestre. Os paralelos são 
círculos concêntricos e os meridianos retos convergem para o polo. 
 
Projeção Cônica 
 
 
8.3 Projeção Plana ou Azimutal 
 
O plano da projeção é um plano tangente à esfera terrestre. Os paralelos são 
círculos concêntricos e os meridianos retos irradiam-se do polo. 
 
Projeção Plana ou Azimutal 
Dos três modelos apresentados acima, temos diversos tipos de projeções que 
foram estudados por muitos geógrafos. As mais importantes são: 
 
58 
 Projeção de Holzel 
 
Apresenta contorno em elipse proporcionando uma ideia aproximadada forma 
esférica da Terra com achatamento dos polos. 
 
 Projeção Azimutal Equidistante Polar 
 
O polo norte é o centro do mapa e a partir dele as distâncias estão em escala 
verdadeira, bem com os ângulos azimutais. 
 
 Projeção de Mercator 
 
Elaborada pelo cartógrafo, geógrafo e matemático Gerhard Mercator (1512- 
1594), a Projeção de Mercator é uma das mais utilizadas. 
Nesse tipo de projeção cilíndrica do globo terrestre, os ângulos e os formatos dos 
continentes são conservados, no entanto, as áreas são deformadas. 
Esse modelo, está incluído na categoria de "proporção conformal", sendo muito 
utilizada na navegação e aeronáutica. 
 
Projeção de Mercator 
 
59 
 Projeção de Peters 
 
Foi elaborada pelo escocês James Gall (1808-1895) e depois retomada pelo 
historiador alemão Arno Peters (1916-2002). Por esse motivo, é também chamada de 
Projeção Gall-Peters. 
Trata-se de um tipo de projeção cilíndrica que conserva as proporções entre as 
áreas, no entanto, os ângulos e formas dos continentes são alterados. Esse modelo, está 
incluído na chamada "proporção equivalente". 
 
Projeção de Gall-Peters 
 
 
 Projeção de Robinson 
 
Foi elaborada pelo geógrafo e cartógrafo americano Arthur H. Robinson (1915- 
2004). Esse tipo de projeção cilíndrica e afilática, altera as formas e as áreas dos 
continentes. Por isso, ela está na categoria de não equivalente e não conforme. 
Nela, os meridianos são as linhas curvas, enquanto os paralelos, as linhas retas. 
Atualmente, esse modelo é utilizado para representar o Mapa Mundi, sendo, portanto, a 
mais conhecida. 
 
60 
 
 
Projeção de Robinson 
 
 
8.4 Projeções Cartográficas 
 
Todos os mapas são representações aproximadas da superfície terrestre. Isto 
ocorre porque não se pode passar de uma superfície curva para uma superfície plana 
sem que haja deformações. 
A elaboração de um mapa consiste em um método segundo o qual se faz 
corresponder a cada ponto da Terra, em coordenadas geográficas, um ponto no mapa, 
em coordenadas planas. Para se obter essa correspondência utiliza-se os sistemas de 
projeções cartográficas. 
Existem diferentes projeções cartográficas, uma vez que há uma variedade de 
modos de projetar sobre um plano os objetos geográficos que caracterizam a superfície 
terrestre. Quanto ao tipo de superfície de projeção adotada, classificam-se as projeções 
em: plana ou azimutais, cilíndricas e cônicas, segundo se represente a superfície curva 
da Terra sobre um plano, um cilindro ou um cone tangente ou secante à Terra. 
É impossível representar a superfície curva da Terra sobre uma superfície plana 
(ou desenvolvível num plano) sem que haja deformações. Quanto ao grau de deformação 
das superfícies representadas, os sistemas de projeção são classificados em: 
Conformes ou isogonais: mantêm fidelidade aos ângulos observados na 
superfície de referência da Terra, o que significa que as formas de pequenas feições são 
mantidas. Isto, porém, causa distorções nas áreas dos objetos representados nos mapas; 
 
61 
Equivalentes ou isométricas: conservam as relações de superfície (não há 
deformação de área); 
Equidistantes: conservam a proporção entre as distâncias, em determinas 
direções, na superfície representada. 
Parâmetros das projeções: 
A transformação entre coordenadas geográficas e coordenadas planas é feita 
através de algoritmos das projeções cartográficas, que dependem de certos parâmetros 
que variam de acordo com a projeção em questão. 
 
8.5 Projeção Universal Transversa de Mercator 
 
É a projeção Universal Transversa de Mercator. Assim como a Projeção de 
Mercator, é uma projeção cilíndrica. Uma projeção transversa é aquela onde o eixo do 
cilindro está no plano do equador. 
 
É um sistema universal, isto é, utilizado internacionalmente para representação 
da superfície da Terra. 
A projeção UTM é uma projeção analítica que tem como objetivo minimizar todas 
as deformações de um mapa a níveis toleráveis, representando-os em um sistema 
ortogonal. Qual a característica da Projeção UTM? 
 
62 
Como foi visto na aula de projeções, a projeção cilíndrica tem distorção mínima 
na área próxima ao círculo de tangência/secância. 
A projeção UTM estende esta precisão ao longo da superfície da Terra, 
combinando diversas posições do cilindro de projeção. 
 
 Esquema da Projeção UTM 
 
 
 
 Características da Universal Transversa de Mercator 
 A projeção UTM é limitada em latitude (de 80° N a 84° S); 
 Meridianos Centrais: Múltiplos de 6°; 
 Origem das coordenadas plano-retangulares: 
 
 Na interseção do Plano do Equador com o meridiano central (MC) do fuso 
 N = 0 m para o Hemisfério Norte 
 N = 10.000.000 m para o Hemisfério Sul 
 
63 
 E = 500.000 m 
 
 
 
64 
 
 
 
 
 
9 SÉRIES CARTOGRÁFICAS 
 
 
É a sistematização de um conjunto de mapas, a fim de definir a padronização de 
sua representação 
Quando a escala adotada não é capaz de abranger toda a região a ser mapeada 
(ex: estado ou país), então a área será coberta por diversas folhas (cartas). (DUARTE, 
2006 p.125) 
 
9.1 Carta Internacional do Mundo ao Milionésimo – CIM 
 
É uma série cartográfica que faz parte de um plano mundial para sistematização 
de folhas na escala de 1:1.000.000 
 Um por um milhão; daí a expressão milionésimo) 
 É uma das mais utilizadas 
 A Carta do Brasil ao Milionésimo foi derivada da CIM 
Foi criada em novembro de 1909. Teve sua origem numa convenção 
internacional realizada em Londres na Inglaterra. 
 
65 
De acordo com o Departamento de Cartografia do IBGE, a Carta Internacional ao 
Milionésimo “fornece subsídios para a execução de estudos e análises de aspectos 
gerais e estratégicos, no nível continental” (IBGE, 1998:47). 
É uma representação de toda a superfície terrestre, na projeção cônica conforme 
de LAMBERT (com dois paralelos padrões) na escala de 1:1. 000.000. 
A divisão em fusos aqui apresentada é a mesma adotada nas especificações do 
sistema UTM. Na verdade, o estabelecimento de suas especificações é pautado nas 
características da CIM. 
A distribuição geográfica das folhas ao milionésimo foi obtida com a divisão do 
planeta (representado aqui por um modelo esférico), em que cada uma das folhas ao 
milionésimo pode ser acessada por um conjunto de três caracteres: 
1. letra N ou S - indica se a folha está localizada ao Norte ou a Sul do Equador. 
2. letras A até U - cada uma destas letras se associa a um intervalo de 4º de 
latitude se desenvolvendo a Norte e a Sul do Equador e se prestam à indicação da latitude 
limite da folha. Além das zonas de A a U, temos mais duas que abrangem os paralelos 
de 84º a 90º. A saber: a zona V que é limitada pelos paralelos 84º e 88º e a zona Z, ou 
polar, que vai deste último até 90º. 
3. números de 1 a 60 - indicam o número de cada fuso que contém a folha. 
Embora cada país decida o conjunto de escalas para a série de cartas, existe 
concordância entre as nações sobre a área coberta por uma carta topográfica, na escala 
de 1: 1.000.000, chamada de Carta Internacional ao Milionésimo - CIM e que tem uma 
amplitude de quatro graus de latitude por seis graus de longitude. 
No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o Exército 
brasileiro, através da DSG (Diretoria do Serviço Geográfico), são, constitucionalmente, 
responsáveis pelo mapeamento topográfico sistemático. 
Devido, principalmente, às dimensões nacionais e aos custos elevados para a 
produção deste tipo de mapeamento, tem-se que este mapeamento topográfico 
sistemático está restrito às escalas de 1: 1.000.000, 1: 500.000, 1: 250.000, 1: 100.000, 
1: 50.000 e 1: 25.000 para cobrir todo o território nacional. 
 
66 
A carta do Brasil na escala 1: 1.000.000 é constituída por 46 folhas de formato 6º 
X 4º. A área representada por uma folha topográfica na escala ao milionésimo tende a 
necessitar de um número crescente de folhasà medida que aumenta a escala. 
Assim, uma folha ao milionésimo é decomposta em 4 folhas na escala 1:500.000, 
16 folhas na escala 1:250 000, 96 folhas na escala 1:100 000 e 384 na escala 1:50 000. 
O sistema de nomenclatura utilizado para as folhas topográficas e geográficas é 
baseado no sistema da Carta do Brasil ao Milionésimo, descrito a seguir. 
A Carta do Brasil ao Milionésimo faz parte da Carta Internacional do Mundo CIM, 
na escala 1: 1.000.000, para a qual foi adotada a Projeção Cônica Conforme de Lambert, 
até as latitudes de 84º N e 80º S. Para as folhas das regiões polares foi utilizada a 
Projeção Estereográfica Polar. 
As especificações estabelecidas para a CIM tiveram as seguintes finalidades: 
a) Fornecer, por meio de uma carta de uso geral, um documento que permitisse 
uma visão de conjunto do mundo para estudos preliminares de investimentos, 
planejamentos de desenvolvimento econômico e, também, para satisfazer às diversas 
necessidades dos especialistas de variadas ciências. 
b) Oferecer uma carta básica que permitisse preparar séries de cartas temáticas. 
Estas cartas constituem elementos fundamentais para a eficaz execução de estudos e 
análises. 
 
9.2 Cartas do Brasil – Desdobramento e Escalas 
 
O Brasil foi dividido em quarenta e seis folhas ao Milionésimo sendo cinco delas 
no hemisfério Norte. 
 
67 
Cada folha pode ser indicada pelo nome ou por uma indicação formada por letras 
e números. 
As folhas das Cartas do Brasil ao Milionésimo desdobram-se em outras escalas. 
Uma folha na escala 1:1.000.000 com dimensões de 6 graus de LONGITUDE e 
4 graus de LATITUDE desdobra-se em outras quatro folhas de 2 graus de LATITUDE por 
3 graus de LONGITUDE; 
Estas folhas têm denominação de V, X, Y e Z na escala de 1:500.000; 
Qualquer destas quatro folhas desdobram-se em outras quatro de 1 grau de 
LATITUDE por 1 grau e 30 minutos de LONGITUDE; 
Estas folhas terão denominação de A, B, C e D na escala de 1:250.000; 
 
68 
Estas folhas desdobram-se em outras seis de 30 minutos de LATITUDE por 30 
minutos de LONGITUDE; 
Estas folhas terão denominação de algarismos romanos como I, II, III, IV, V e 
VI na escala de 1:100.000; 
Estas seis folhas desdobram-se em outras quatro de 15 minutos de LATITUDE 
por 15 minutos de LONGITUDE; 
Estas folhas terão denominação de 1, 2, 3 e 4 na escala de 1:50.000 
 
 
Estas quatro folhas desdobram-se em outras quatro de 30 segundos de 
LATITUDE por 30 segundos de LONGITUDE; 
Estas folhas terão denominação de NO, NE, SO e SE na escala de 1:25.000; 
 
69 
 
 
Finalmente estas quatro folhas desdobram-se em outras seis de 2 minutos 
e 30 segundos de LATITUDE por 45 segundos de LONGITUDE; 
Estas folhas terão denominação de A, B, C, D, E e F na escala de 1:10.000; 
 
 
 
10 FUSOS HORÁRIOS 
 
 
Nosso planeta possui uma forma esférica. Por essa razão, quando realiza o 
movimento de rotação (movimento que a Terra realiza em torno de si própria), uma parte 
fica iluminada pelo Sol, enquanto a outra fica escura. 
Na medida em que este movimento se realiza, as áreas que estavam iluminadas 
vão gradualmente perdendo sua luminosidade, ou seja, onde é manhã logo passa a ser 
tarde, e assim por diante. 
 
70 
 
 
Fonte: www.sogeografia.com.br 
 
 
A Terra possui 360°, e o dia é composto por 24 horas. Então, se dividirmos 360° 
por 24, totalizamos 15°, o que corresponde a 60 minutos, ou seja, 1 hora. O movimento 
de rotação é responsável pelo surgimento dos dias e das noites. O homem instituiu 
horários distintos no mundo, e a partir daí foi inserindo o sistema de fusos horários. 
O mundo todo possui ao todo 24 fusos e cada um desses corresponde a uma 
linha imaginária traçada de um polo ao outro. Dessa maneira, cada fuso se encontra entre 
dois meridianos. Toda porção terrestre que se estabelece nesse intervalo possui o 
mesmo horário. 
Antes da implantação dos fusos, existiam diversos contratempos e problemas. 
Por isso, em 1884, foi realizada nos Estados Unidos uma conferência de astrônomos, na 
qual foi discutida a padronização dos horários em todos os pontos do planeta. 
O Meridiano de Greenwich é o meridiano principal, uma vez que esse é o ponto 
inicial ou referencial para a implantação dos fusos. A partir então do Meridiano de 
Greenwich, no sentido leste, a cada fuso adianta-se uma hora, e no sentido oeste, atrasa- 
se uma hora. Por exemplo: Quando em Los Angeles nos EUA for 14 horas, em Bagdá no 
http://www.sogeografia.com.br/
 
71 
Iraque (cidade localizada a onze fusos de diferença) será 1 hora. A seguir, veremos os 
fusos horários existentes no Brasil. 
Durante muitos anos o Brasil possuiu quatro fusos diferentes. Porém, em 2008, 
foi aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma lei para reduzir um fuso horário 
na região Norte. 
Nesse sentido, o extremo oeste do território brasileiro (localizado a -75° Oeste do 
Meridiano de Greenwich) teve seu horário adiantado em uma hora, estabelecendo o 
mesmo horário do fuso -60°. 
 
A imagem 1 mostra as áreas que foram alteradas. 
 
A imagem 2 mostra como ficou o fuso do Brasil a partir de 2008. 
 
72 
Desta forma, de acordo com o novo fuso os estados brasileiros seguem os 
seguintes horários: 
 Fernando de Noronha (PE): -2 horas em relação ao Meridiano de 
Greenwich. 
 Estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, Goiás, Distrito Federal, 
Tocantins, Amapá e Pará: -3 horas em relação ao Meridiano de 
Greenwich. 
 Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Roraima e Acre: 
-4 horas em relação ao Meridiano de Greenwich. 
O Japão, que está no oriente, é a terra onde o sol nasce, daí, obviamente, ser 
chamada de Terra do Sol Nascente. Ao contrário disso, é sempre no ocidente que o sol 
"morre". 
O horário de verão é uma alteração do horário de determinada região, utilizado 
apenas durante uma porção do ano, adiantando-se em geral uma hora no fuso horário 
oficial local. O processo é adotado como o próprio nome diz durante o verão, quando os 
dias são mais longos, em função da posição da Terra em relação ao Sol e é utilizado 
como forma de diminuir o consumo de energia de cada região onde é aplicado. 
 
10.1 Fusos Horários no Brasil 
 
Localizado no hemisfério ocidental, o Brasil possui 4 fusos horários e em relação 
ao Meridiano de Greenwich (GMT), possui o seu horário atrasado variando de duas a 
cinco horas a menos: 
 Fuso 1 (-2GMT): possui duas horas a menos em relação ao Meridiano de 
Greenwich. 
 Fuso 2 (-3GMT): possui tem três horas a menos em relação ao Meridiano 
de Greenwich, corresponde ao fuso da hora oficial do Brasil (horário de 
Brasília-DF). 
 Fuso 3 (-4GMT): possui quatro horas a menos em relação ao Meridiano 
de Greenwich. 
 
73 
 Fuso 4 (-5GMT): possui cinco horas a menos em relação ao Meridiano de 
Greenwich. 
 
10.2 Fuso Horário no Mundo 
 
Dentre os fusos horários mundiais, destacam-se: 
 Fuso Horário Europeu (GMT + 1), que cobre a maior parcela da Europa 
e oeste africano; 
 Fuso Horário EUA (GMT – 5) o qual abarca os Estados Unidos e o 
noroeste da América do Sul; 
 Fuso Horário Russo (GMT + 3), que compreende a Rússia Europeia, 
Península Arábica e leste da África. 
 
74 
10.3 Como calcular os Fusos Horários? 
 
 
Horários em Algumas Cidades do Mundo 
 
 
Para determinar os fusos horários de uma localidade, temos de conhecer 
suas coordenadas geográficas, sobretudo os meridianos (longitudes), uma vez que 
serão eles a determinarem os múltiplos de 15° que constituem o total de 360° da 
circunferência terrestre. 
Com efeito, para completar a rotação, o planeta leva aproximadamente 23 horas, 
56 minutos e 4 segundos, o que nos dá uma proporção de 1h para cada 15° de rotação 
ou seja, 1° a cada 4 minutos. De tal modo, em 24h, a Terra terá completado o giro 360°. 
 
75 
Em outras palavras, cada 15º de longitude, temos um fuso que equivale à uma 
hora, sendo o Meridiano de Greenwicho marco zero longitudinal da Terra, e por isso, a 
partir dele podemos contar as linhas verticais imaginárias (de uma hora cada), que 
aumenta, se localizada a leste do globo, ou diminui se localizada a oeste. 
As linhas paralelas (latitudes), por sua vez, determinam a largura média dos 
fusos; por esse motivo, na linha do Equador o fuso terá 1667 km, enquanto nos trópicos 
de Câncer e Capricórnio, a largura será de 1529 km. Ela continua diminuindo, até chegar 
aos polos, onde a largura média dos fusos será de 289,4 km. 
 
10.4 Algumas Curiosidades Sobre os Fusos Horários 
 
 A China possui quatro fusos horários, mas adota apenas o horário de 
Pequim para toda nação 
 A diferença entre o horário de São Paulo e do Japão é de 12 fusos, ou 
seja, 12 horas. Assim, quando é 9h da manhã em São Paulo, já é 9h da 
noite no Japão. 
 O fuso horário oficial da Antártica é GMT 0.00. 
 A mudança rápida de fusos horários pode causar um tipo de stress 
chamado jetlag, caracterizado por irritabilidade e alteração dos padrões de 
sono e apetite. 
 A Rússia, devido sua grande extensão possui 11 fusos horários em seu 
território. 
 
10.5 Como Calcular Fusos Horários 
 
Os fusos horários formam uma divisão em que o globo terrestre é “fatiado” em 
vinte e quatro pedaços, com cada um medindo 15º de longitude. Assim, cada fuso 
equivale a uma hora e, à medida que nos deslocamos entre cada uma dessas faixas, o 
horário se altera. Os fusos são medidos em GMT, sigla para "Greenwich Mean Time". 
Sendo a Terra uma esfera (ainda que não uma esfera perfeita, devido ao seu 
formato geoide), ela é dividida em 360º, ficando 180º para o hemisfério oeste e 180º para 
 
76 
o hemisfério leste. O marco zero, ou seja, o ponto que separa um hemisfério do outro é 
o Meridiano de Greenwich, conforme podemos observar na figura presente no início do 
texto. 
 
Mapa com os fusos horários do mundo 
Dessa forma, à medida que nos deslocamos para o oeste do planeta, temos que 
diminuir as horas e, à medida que nos deslocamos para o leste, aumentamos o valor da 
medida dos horários. 
Por exemplo: se na cidade de Nova York – localizada no fuso -5GMT – são 8h, 
na cidade de Brasília – que está localizada no fuso -3GMT, são 10h, pois a capital 
brasileira encontra-se dois fusos a leste da cidade estadunidense. Observe: 
 
Nesse exemplo, é simples visualizar a diferença de horários, pois nos 
deslocamos dois fusos em direção a leste, então é só aumentar duas horas. Mas é 
quando a diferença envolve fusos localizados em uma distância maior ou em hemisférios 
diferentes? Existe uma maneira ou uma fórmula mais simples de se calcular isso? 
Para cálculos mais complexos, recomendamos a realização de três diferentes 
passos. O primeiro seria identificar os fusos de origem e de destino; o segundo seria 
calcular a diferença entre eles, já o terceiro seria verificar se os horários deverão ser 
 
77 
adiantados ou adiados. Vamos considerar o Exemplo 01 para explicar mais 
detalhadamente cada um deles. 
Exemplo 01: uma pessoa encontra-se na cidade de São Paulo, localizada no fuso 
horário -3GMT, e resolve fazer uma ligação, às 9h da manhã, para um amigo que se 
encontra em Tóquio, no fuso 9GMT. A que horas o amigo atenderá a ligação? 
1º passo: Identificar os fusos. Nesse caso, eles foram fornecidos no enunciado 
da questão, mas nem sempre isso acontece, como veremos no próximo exemplo. Assim, 
Fuso de origem: –3GMT 
Fuso de destino: +9GMT 
2º passo: calcular a diferença entre os fusos. Basta subtrair o fuso da cidade de 
destino pelo da cidade de origem. Caso eles se encontrem em hemisférios diferentes, 
terão sinais diferentes e, inevitavelmente, serão somados. 
9GMT – (-3GMT) = 12GMT 
Portanto, a diferença entre São Paulo e o Japão é de 12 fusos, ou seja, 12 horas. 
3º passo: verificar se os fusos serão somados ou subtraídos ao horário de origem. 
Sabemos que a ligação foi realizada às 9h da manhã e que a diferença das localidades 
é de 12 horas. Mas devemos somar ou subtrair esse horário em relação ao original? Para 
responder a essa pergunta e finalizar o exercício, basta observar em que direção a 
ligação está sendo direcionada. 
Em direção a leste, soma. Em direção a oeste, diminui. 
Assim, como o Japão fica a leste de Greenwich e São Paulo fica a oeste, então 
somamos: 
9h + 12h = 21h – a pessoa atendeu a ligação em Tóquio às 21 horas. 
 
 
10.6 Tempo Universal Coordenado 
 
Todos os fusos horários são definidos em relação ao Tempo Universal 
Coordenado (UTC), o fuso horário que contém Londres quando esta cidade não está no 
horário de verão onde se localiza o meridiano de Greenwich, o qual divide o fuso horário. 
É o sucessor do Tempo Médio de Greenwich (Greenwich Mean Time), cuja sigla 
é GMT. A nova denominação foi cunhada para eliminar a inclusão de uma localização 
 
78 
específica num padrão internacional, assim como para basear a medida do tempo nos 
padrões atômicos, mais do que nos celestes. 
Ao contrário do GMT, o UTC não se define pelo sol ou as estrelas, mas é sim 
uma medida derivada do Tempo Atômico Internacional (TAI). Devido ao fato do tempo de 
rotação da Terra oscilar em relação ao tempo atômico, o UTC sincroniza-se com o dia e 
a noite de UT1, ao que se soma ou subtrai segundos de salto (leap seconds) quando 
necessário. 
Os segundos de salto são definidos, por acordos internacionais, para o final de 
julho ou de dezembro como primeira opção e para os finais de março ou setembro como 
segunda opção. Até hoje somente julho e dezembro foram escolhidos como meses para 
ocorrer um segundo de salto. 
A entrada em circulação dos segundos de salto é determinada pelo Serviço 
Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS), com base nas suas 
medições da rotação da terra. 
No uso informal, quando frações de segundo não são importantes, o GMT pode 
ser considerado equivalente ao UTC. Em contextos mais técnicos é geralmente evitado 
o uso de "GMT" 
 
10.7 Horário de verão 
 
Horário de Verão é a alteração do horário de uma região, designado apenas 
durante uma porção do ano, adiantando-se em geral uma hora no fuso horário oficial 
local. 
O procedimento é adotado costumeiramente durante o verão, quando os dias são 
mais longos, em função da posição da Terra em relação ao Sol, daí o nome em 
português, espanhol, alemão e outras línguas. 
Em inglês, por exemplo, o termo "Daylight saving time" (Horário de economia com 
luz do dia, em tradução livre) enfatiza a função prática da operação, enquanto em italiano 
"Ora legale" (Hora legal), destaca o caráter artificial da medida. 
 
79 
O horário de verão contribui para reduzir o consumo de energia, mas a medida 
só funciona nas regiões distantes da linha do equador, porque nesta estação os dias se 
tornam mais longos e as noites mais curtas. 
Porém nas regiões próximas ao equador, como a maior parte do Brasil, os dias 
e as noites têm duração igual ao longo do ano e a implantação do horário de verão nesses 
locais, traz muito pouco ou nenhum proveito. 
Contudo, seu maior efeito é diluir o horário de pico, evitando assim uma 
sobrecarga do sistema energético. 
Críticos do horário de verão alegam que a medida afeta o chamado relógio 
biológico das pessoas, principalmente das mais velhas, com prejuízos à saúde. 
 
Fonte: www.industriahoje.com.br 
 
 
11 SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA 
 
 
Os Sistemas de Informações Geográficas (SIG) são equipamentos e meios 
tecnológicos para se estudar o espaço terrestre. São utilizados por pesquisadores, 
empresas, ONGs, governos, serviços de inteligência, entre outros. 
http://www.industriahoje.com.br/
 
80 
Os SIGs resultam da combinação entre três tipos de tecnologias distintos: O 
sensoriamento remoto, o GPS e o geoprocessamento. 
O primeiro SIG foi criado na década de 60 no Canadá com o intuito de possibilitar 
a criação de um inventário de recursos naturais. Mas, naquela época os programasainda 
eram muito difíceis de se utilizar, exigiam mão de obra especializada, o que custava caro, 
e ainda não havia programas específicos para os variados tipos de aplicação, logo, estes 
tinham que ser desenvolvidos, tomando mais tempo e mais dinheiro. 
Entretanto, com o desenvolvimento da informática e de modelos matemáticos 
para aplicação da cartografia em meio computadorizado, os GIS foram se aperfeiçoando. 
Já na década seguinte, Ottawa (Canadá) sediaria o primeiro simpósio sobre Sistemas de 
Informações Geográficas do mundo. 
Desde a criação do primeiro sistema simples para aplicação da cartografia por 
meio de sistemas informatizados em 1950, até a recente massificação do acesso à GIS 
(como o Google Earth), as tecnologias para captura, armazenamento, tratamento e 
recuperação de informações georreferenciadas tem melhorado cada vez mais e 
possibilitado um leque cada vez maior de aplicações. 
Assim, podemos identificar três formas principais de se utilizar um SIG: para 
produção de mapas, como suporte para a análise espacial de fenômenos, ou como 
um banco de dados geográficos, com funções de armazenamento e recuperação de 
informação espacial. 
 
11.1 Sensoriamento Remoto 
 
Consiste na utilização de ferramentas, como satélites e radares, para a captação 
de informações e imagens acerca da superfície terrestre. Podem oferecer informações 
importantes, como a extensão de uma área agrícola, o tamanho de uma determinada 
cobertura vegetal, localizar focos de incêndios e desmatamentos, o movimento das 
massas de ar, entre outros. 
Além do uso de satélites, o sensoriamento remoto pode funcionar através do uso 
de fotografias aéreas, o que também é chamado de aerofotogrametria. Tal procedimento 
https://www.infoescola.com/geografia/cartografia/
https://www.infoescola.com/geotecnologias/analise-espacial/
https://www.infoescola.com/informatica/banco-de-dados-geograficos/
 
81 
se faz com a realização de fotografias tiradas em câmeras acopladas em aviões e 
helicópteros. 
 
Exemplo de uma fotografia aérea: Fethiye, na Turquia 
 
 
11.2 GPS [Sistema de Posicionamento Global] 
 
É um aparelho que está se difundindo cada vez mais no cotidiano das pessoas. 
Apoiado com uma cobertura de dezenas de satélites, o GPS pode emitir informações de 
qualquer local do mundo, a partir das coordenadas geográficas. Além de informar as 
posições de latitude e longitude, o GPS hoje pode informar endereços, ensinar rotas mais 
curtas para se chegar a um determinado local e, até mesmo, gravar os caminhos 
percorridos e informar a velocidade de deslocamento. 
 
82 
11.3 Geoprocessamento 
 
Consiste na etapa de tratamento das informações obtidas por meio do 
sensoriamento remoto e do GPS para a produção de mapas, cartogramas, gráficos e 
sistematizações em geral. 
Tal procedimento consiste no uso de softwares especialmente programados para 
essa função, que são capazes de adicionar legendas e informações diversas sobre o 
espaço representado. Uma das ferramentas de Geoprocessamento mais conhecidas e 
utilizadas pelas pessoas é o Google Earth, disponibilizado tanto em software quanto por 
meio de acesso à internet. 
 
83 
12 BIBLIOGRAFIA 
 
 
12.1 Bibliografia Básica 
 
ALMEIDA, Rosangela Doin de. Cartografia escolar. Contexto. 2009 FITZ, P. R. 
 
Cartografia Básica. Canoas: La Salle, 2008. 
 
SOUZA, J. G. de; KATUTA, A. M. Geografia e conhecimentos cartográficos. São 
Paulo: Editora da UNESP, 2001. 
 
12.2 Bibliografia Complementar 
 
ALMEIDA, Rosângela D. de e PASSINI, Elza Y. O espaço geográfico: ensino e 
representação. Contexto. 2000. 
 
FITZ, P. R. Geoprocessamento Sem Complicação. Oficina de Textos. Canoas, 2008. 
 
MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia temática. 5ª edição. São 
Paulo: Contexto, 2009. 
 
RIBEIRO, A. C. T.; CAMPOS, A. de O.; SILVA, C. A. da. Cartografia da 
ação e movimentos da sociedade: desafios das experiências urbanas . DP&A / 
Lamparina. 2011. 
 
SANTOS, A. A. Representações cartográficas. Recife: Editora Universitária – UFPE, 
1985.

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