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HEMORRAGIAS DO 2º TRIMESTRE QUESTAO 1 Primigesta com 37 semanas de gestação, trazida ao Pronto-Socorro, com dor abdominal e sangramento vaginal há 30 minutos ao exame físico: pressão arterial de 90 u 60 mmHg, palpação abdominal com útero hipertônico, batimentos cardíacos fetais de 100 bpm. Exame especular: sangramento escuro pelo orifício externo do colo. Ao toque: colo grosso, pérvio para 3 cm. Diante do caso, a hipótese diagnóstica e a melhor conduta são: a) descolamento prematuro da placenta, amniotomia e cesariana. b) placenta prévia, amniotomia e cesariana. c) ruptura uterina e cesariana. d) descolamento prematuro da placenta e indução ao trabalho de parto e fórcipe de alívio. e) placenta prévia, amniotomia e indução de trabalho de parto. DPP Conceito: separação da placenta inserida no corpo uterino. Antes da expulsão fetal em gestações de 20 sem completas ou mais Incidência:0,4% a 1,3% no nascimento Etiologia: · Síndromes hipertensivas · Fatores mecânicos traumáticos · Descompressão uterina rápida · Miomatose uterina · Trombofilias hereditária · Anomalias da placenta e uterinas · Tabagismo · Drogas ilícitas – cocaína · DPP anterior · Multiparidade · Gestação múltipla Fisiopatologia da hemorragia: Formação de um coágulo “buraco” descola do útero sangramento oculto e exteriorização vaginal Pode ter hipertonia sem sangramento vaginal Alterações da hemocoagulação: Lesão tecidual liberação de tromboplastina + formação de coágulo retroplacentárioconsumo de fatores de coagulação CIVD Fisiopatologia do sofrimento fetal agudo: Hipertonia diminui O2 Descolamento de placenta aumenta a hemorragia/discrasiaanemia/choque diminui o2 sofrimento fetal Descolamento de placentadiminui a infiltração e diminui a hipertoniadiminui o2 sofrimento fetal 2 tipos: hemorragia externa e hemorragia oculta Hematoma retroplacentario processo inflamatório útero hipertônico QUADRO CLINICO: · Assintomática · Dor abdominal aguda · Evolução para o TPP · Sangramento vaginal escuro e discreto · Hipertensão hipotensão · Hipertonia uterina · Sofrimento fetal grave e precoce, alteração do bcf · Dor a palpação uterina · Pulso paradoxal de Boero (queda 10mmHg na PAS durante fase inspiração) · Hipertonia uterina (útero lenhoso) · Toque vaginal: colo imaturo, bolsa integra e tensa. DIAGNOSTICO - clinico!! Grau I (leve): assintomático Grau II (intermediário): sinais clássicos de DPP Grau III (grave): óbito fetal IIIA – sem coagulopatia IIIB – com coagulopatia USG: hematoma retroplacentário, afastar placenta prévia HEMOGRAMA (coagulopatia) Manejo e efeito dos hemoderivados Tabela AVALIAÇÃO: · Tempo de evolução · Estado gera materno e rastreio das complicações · Comprometimento fetal · Evolução do trabalho de parto CONDUTA/ TTO Anemia e choque: anemia/diurese Discrasia: sangue fresco/fatores Amniotomia: diminuir a pressão intramniótica. CESARIANA PLACENTA PREVIA: É a implantação do tecido placentário que recobre ou esta próximo OI do colo uterino após 28 semanas se gestação. FATORES DE RISCO · Idade > 40 anos e nulíparas · Multiparidade · Curetagens e abortamentos · Gestações múltiplas · Placentas grandes · Tabagismo/ drogas · Cesáreas previas Fisiopatologia: Deciduação deficiente do útero que levam o ovo a buscar oxigenação/ nutrição – implantação placenta baixa Processo que interferiram na nidação ovo-placenta baixa QUADRO CLINICO: · Sangramento vermelho rutilante espontâneo · Indolor · Final do 2º trimestre ou inicio do 3º trimestre · Útero eutonico · Boa viabilidade fetal · Toque vaginal é proscrito!!! DIAGNOSTICO: · USG transvaginal (PADRAO OURO): localização placentária · IG – 11 a 14 sem – diagnostico: repete 28 a 34 sem # migração placentária · RNM CONDUTA: Depende da IG, intensidade do sangramento e o tipo de inserção · Expectante (menor que 37 sem) · Laboratorial: HMG/COAGULOGRAMA/EAS · USG: IG, apresentação e PBF · Corticoterapia(26 a 34 sem) (ATIVA) PP total: cesariana PP parcial: cesariana > 37 sem PP marginal: parto vaginal – OI colo >2 cm afastado da placenta pela USG COMPLICAÇÕES: · Acretismo placentário (gruda no útero e não sai - histerectomia) · Atonia pós parto e hemorragia · Infecção puerperal · Lacerações do trajeto · Distócia de parto · Parto prematuro · Amniorrexe prematura · Apresentações anômalas · Discinesias uterinas ACRETISMO PLACENTÁRIO: Invasão anormal do tecido placentário além do endométrio uterino Classificação: ACRETA: as vilosidades penetram profundamente no endométrio, é a mais comum! INCRETA: as vilosidades penetram no miométrio PERCRETA: as vilosidades alcançam a serosa e órgãos vizinhos FATORES DE RISCO: · Placenta previa · Implantação no segmento inferior do útero · Cesariana previa ou outras incisões uterinas previas · Curetagens uterinas de repetição · Idade materna > 35 anos · Multiparidade · Defeitos endometriais – Sd de Ashernman · Leiomiomas submucosos · Tabagismo/ drogas ilícitas MANIFESTAÇÕES CLINICAS: Hemorragia profusa – no momento da tentativa de descolamento placentário DIAGNOSTICO: · USG · USH com doppler colorido · RNM · Em geral é feito no momento da extração placentária durante o parto COMPLICAÇÕES: · Hemorragia intensa · CIVD · SDRA · Falência renal materna · Histerectomia peri parto · Morte materna CONDUTA: CONSERVADORA: Acreta retirada manual da placenta, embolização da artéria uterina/ metrotexate, etc ATIVA: Increta e percreta: HTA ousub total