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PEÇA NÚMERO 6 – SOCIEDADE OMEGA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXCELENTÍSSIMO SR. DR. JUIZ DO TRABALHO DA 100ª VARA DO 
TRABALHO DE MACEIO/AL 
 
 
 
 
 
Sociedade Empresária Ômega, já qualificada nos autos da reclamação trabalhista, 
movida por Fabiano, também já qualificado nos autos da reclamação trabalhista, vem 
respeitosamente perante Vossa Excelência por intermédio de seu advogado que lhe subscreve, 
nos termos da procuração em anexo, com escritório profissional no endereço completo onde 
recebe intimação e notificações, com fundamento no artigo 895, I da CLT, interpor 
tempestivamente o presente 
 
 
 
RECURSO ORDINÁRIO 
 
 
 
para o Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região. 
 
 
Encontram-se presentes todos os pressupostos de admissibilidade do presente recurso, 
dentre os quais se destacam: 
 
a) Depósito Recursal: devidamente recolhido no importe de R$ , conforme guia anexa; e 
 
b) Custas: devidamente recolhidas de acordo com o art. 789, § 1º, da CLT, a razão de R$..., 
conforme guias anexas dentro do prazo recursal. 
 
Ante o exposto, requer o recebimento do presente recurso, com a posterior notificação 
dos recorridos para apresentação das Contrarrazões ao Recurso Ordinário no prazo de 8 (oito) 
dias conforme dispõe o art. 900 da CLT, e a posterior remessa ao Egrégio Tribunal Regional 
do Trabalho da 19ª Região. 
 
 
Termos em que pede deferimento. 
 
 
Local, Data 
 
Advogado 
 
OAB/UF 
 
 
 
 
 
https://www.jusbrasil.com.br/topicos/10651211/parágrafo-1-artigo-789-do-decreto-lei-n-5452-de-01-de-maio-de-1943
AO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO 
 
Recorrente: Sociedade Empresária Ômega 
Recorridos: Fabiano 
Processo nº: 
Origem: 100ª Vara do Trabalho de Maceió/AL 
 
RAZÕES DO RECURSO ORDINÁRIO 
 
1 – INCOMPETENCIA ABSOLUTA EM RAZAO DA MATERIA: 
 
Na sentença proferida pelo juízo a quo, o recorrente foi condenado ao recolhimento das 
contribuições previdenciárias que deixou de recolher durante o contrato de trabalho. 
 
Ocorre que, conforme determina o art. 876, parágrafo único da CLT c/c art. 114, VIII, 
da CRFB/88 c/c a sumula vinculante 53 do STF c/c a súmula 368, I, do TST, tal matéria não é 
da competência das justiça do trabalho, mas sim da justiça comum federal. 
 
Diante o exposto requer que a sentença seja reformada, a fim de anular a condenação ao 
recolhimento das contribuições previdenciárias. 
 
 
2 – COISA JULGADA: 
 
Na sentença proferida pelo juízo a quo, o recorrente foi condenado a pagar prêmio 
assiduidade. Ocorre que, o magistrado rejeitou a preliminar alegada pela empresa de que tal 
parcela já tinha sido objeto de acordo realizado em outro processo, formando a coisa julgada 
com base disposto pelo art. 831, parágrafo único da CLT c/c art. 337, VII, CPC c/c Art. 485, V, 
CPC c/c a Súmula 100, V do TST. 
 
 Diante o exposto, , requer que a sentença seja reformada, a fim de anular a condenação 
ao pagamento de prêmio por assiduidade. 
 
 
3 – LISTISPENDENCIA: 
 
Na sentença proferida pelo juízo a quo, o magistrado desconsiderou a preliminar 
levantada pela recorrente no que tange as diárias, tendo em vista que estas estão sendo objeto 
de outra demanda trabalhista, e portanto, não poderia ser apreciada novamente, conforme 
dispõe o art.337, VI c/c art. 485, V ambos do CPC/15. 
 
Diante o exposto requer que a sentença seja reformada, a fim de reconhecer a 
litispendência em face do pedido de pagamento de diárias. 
 
 
4 – PRESCRIÇÃO: 
 
Na sentença proferida pelo juízo a quo, foi indeferido o pedido de reconhecimento de 
prescrição parcial relativa as parcelas anteriores aos últimos 5 anos da data do ajuizamento da 
ação sob o fundamento de que deveria ter sido suscitada na contestação, de modo que nas razoes 
finais já teria ocorrido a preclusão. 
 
Ocorre que, conforme determina a súmula 153 do TST c/c Art. 193 do CC/02, a 
prescrição trata-se de matéria de ordem pública, podendo ser alegada a qualquer momento e 
inclusive reconhecida de ofício pelo magistrado. 
 
Diante o exposto requer que a sentença seja reformada, a fim de que seja reconhecido a 
prescrição em face das parcelas anteriores aos últimos 5 anos da data do ajuizamento da ação 
 
 
5 – REINTEGRAÇAO INDEVIDA: 
 
Na sentença proferida pelo juízo a quo, foi deferido o pedido de reintegração do 
reclamante sob justificativa que o mesmo foi eleito presidente de associação interna da empresa. 
 
Ocorre que, conforme determina o art. 543, § 3º da CLT c/c art. 8º, VIII, CRFB/88, a 
estabilidade do emprego só é devida ao empregado eleito dirigente de sindicado, e não ao 
empregado eleito direito de associação interna. 
 
Diante o exposto requer a reforma da sentença, a fim de anular a condenação à 
reintegração do empregado. 
 
 
6 – DANO MORAL INDEVIDO: 
 
Na sentença proferida pelo juízo a quo, o juiz deferiu o pagamento de indenização por 
dano moral pela inscrição do nome do empregado no cadastro negativo, justificando que isto 
se deu devido ao atraso salarial admitido pela própria empresa. 
 
Ocorre que, conforme determina o art. 186 c/c art. 927 ambos do CC/02, é necessário 
haver nexo causal entre a conduta e dano ocorrido, e pela analise dos autos, a inscrição no 
cadastro negativo se deu antes do atraso salario, ficando comprovado que o atraso não foi o 
motivo de tal inscrição. 
 
Diante o exposto requer que seja reformada a sentença, anulando a condenação em 
danos morais. 
 
 
7 – CARTA DE REFERÊNCIA INDEVIDA: 
 
Na sentença proferida pelo juízo a quo, o juiz deferiu o pedido para que o recorrente 
entregasse uma carte de referência do empregado. Ocorre que por falta de previsão legal, o 
empregador não pode ser obrigado a praticar tal ato, sendo nesse sentido o que determina o art. 
5º, II da CRFB/88. 
 
Diante o exposto requer a reforma da sentença a fim de anular a obrigação de entregar 
a carta de referência ao empregado. 
 
 
8 - PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS INDEVIDA: 
 
Na sentença proferida pelo juízo a quo, o juiz deferiu o pedido de pagamento de 
participação nos lucros e resultados pelo período de 2012 a 2013. 
 
Ocorre que no registro de empregados, consta que o recorrido este em gozo de auxílio 
doença comum, e sendo assim não contribuiu para os lucros da empresa neste período, e, 
portanto, por não ter contribuído não fará jus ao referido benefício, conforme dispõe o art. 476 
da CLT c/c Súmula 451 do TST. 
 
Diante o exposto requer a reforma da sentença a fim de anular a condenação ao 
pagamento da participação nos lucros e resultados no período de 2012 a 2013. 
 
 
9- FÉRIAS INDEVIDAS: 
 
 Na sentença proferida pelo juízo a quo, o recorrente foi condenado ao pagamento de 
férias ao recorrido. Ocorre, que em total desacordo com a lei, o magistrado realizou a contagem 
das férias em dias uteis, quando a CLT, em seu art. 130, I determina a contagem em dias 
corridos. 
 
Diante o exposto requer a reforma da sentença a fim de anular a condenação ao 
pagamento das férias. 
 
 
10 – REQUERIMENTOS FINAIS: 
 
Requer que o presente recurso ordinário seja conhecido e provido, a fim de reformar e 
sentença proferida pelo juízo a quo conforme as razoes expostas acima. 
 
Requer ainda, a condenação do recorrido ao pagamento dos honorários advocatícios a 
razão de 15%, conforme estabelece o art. 791-A, da CLT. 
 
 
Termos em que pede deferimento. 
 
Local, Data 
 
Advogado 
 
OAB/UF

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