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ANTONIO GONÇALVES SOBREIRA TEOLOGIA BÍBLICA E MISSÃO URBANA Edições INTA 2017 PRÁTICA CURRICULAR I - TELOGIA BÍBLICA E MISSÃO URBANA Sumário Palavra do Professor autor Sobre o Autor Ambientação a disciplina Trocando ideias com os autores Problematizando UNIDADE I – TEOLOGIA BÍBLICA DA EVANGELIZAÇÃO 1.1 Jesus o primeiro evangelizador 1.2 A evangelização dos apóstolos e dos primeiros séculos 1.3 A nossa evangelização 1.4 Os evangelistas no Novo testamento UNIDADE 2 – ESTATISTICAS E DESAFIOS DOS POVOS NÃO ALCANÇADOS UNIDADE 3 - PASTORAL URBANA 3.1 Características da vida urbana 3.2 Conhecer a cidade 3.3 Os grupos 3.4 Agir na cidade 3.5 Os ministérios na cidade 3.6 Cidade e campo UNIDADE 4- MÉTODOS DE EVANGELISMO Método de confrontação Método socrático Método testemunhal Método assistencial Método Comportamental UNIDADE 5 – PRÁTICA DE EVANGELISMO Elaborando um projeto Escolha do público alvo Escolha do método Orientações Práticas ... Explicando melhor com a pesquisa Leitura obrigatória Saiba mais Pesquisando na internet Vendo com os olhos de ver Revisando Bibliografia Bibliografia da Web Vídeos Palavra do professor autor Prezado estudante, Esta é uma disciplina de cunho teórico-prático, em função do perfil do profissional que o curso pretende formar. Ela requer do estudante organização e planejamento a fim de não incorrer em prejuízos e atropelos que certamente virão caso não se faça o planejamento adequado. As disciplinas práticas são necessárias afim de desenvolver habilidades e competências imprescindíveis para uma boa formação teológica. Neste livro, estudaremos a teologia bíblica que fundamenta a missão urbana, bem como o significado e os desafios de evangelizar em uma cidade. Primeiramente revisaremos a base bíblica para que a Igreja seja potencialmente um centro de evangelização e que cada membro, a seu modo, por meio dos seus dons espirituais, possa cumprir a ordem de Cristo “Ide e pregai o evangelho”. Analisaremos o exemplo de Cristo e dos apóstolos, na forma como realizaram a missão buscando descobrir princípios que possam ser aplicados em nossos dias. Em seguida conheceremos as principais características de uma cidade, seus aspectos sociais e culturais, a fim de melhor percebermos as estruturas sociais, os condicionamentos psicológicos daqueles que vivem em cidades, para em seguida transformar esse conhecimento em meios e técnicas que possam resultar em um evangelismo eficaz. O autor Sobre o autor Sobre o autor Antonio Gonçalves Sobreira é graduado em Teologia e Filosofia. Pós-graduado em Ciências da Educação; em Psicopedagogia e mestrando em Ciências da Educação. Atualmente é professor no Centro Universitário INTA. Atua na área docente, tem experiência na área de teologia sistemática. Trocando ideias com os autores Indicamos a leitura de dois livros que o ajudarão a entender melhor esse tema. HORTON, Michael. A grande comissão. Cultura Cristã: São Paulo, 2014. A Missão de Cristo na terra não foi conquistar poderia e gloria mundana. Nem tampouco fundar instituições, sua missão envolvia algo bem mais importante. Neste livro Michael Horton reflete sobre a “grande missão” que Cristo deu aos seus discípulos com a autoridade que lhe foi conferida no céu e na terra. Também analisa os termos da missão. E por fim analisa o plano estratégico de Jesus. Analisa algumas estratégias que buscam os números acima de tudo, criticando esse modelo que não tem apoio bíblico. O autor nos convida a recuperarmos o verdadeiro sentido de missão e evangelização. MACARTHUR, JOHN; Evangelismo. Editora Fiel: São Paulo, 2012. Desde sua origem, a Igreja surge em Jerusalém como um movimento missionário. Graças ao esforço dos primeiros missionários cheios do Espírito o mundo civilizado da época ouviu o evangelho. E hoje a Igreja enfrnta o desfio de dar continuidade a esse movimento iniciado por cristo e seus apostolos. “Neste livro, John MacArthur juntamente com os pastores e missionários da Grace Community Church, na Califórnia, apresentam uma teologia clara acerca do compartilhar do evangelho genuíno, proclamado com clareza em toda sua poderosa simplicidade Segundo eles, a chave para o evangelismo bíblico não está baseada em estratégias ou técnicas, mas sim no próprio evangelho. Ele precisa estar focado na mensagem da redenção, não diluído por interesses mundanos, e deve estar centralizado em Cristo. Assim, este livro lança o alicerce teológico para a evangelização e ajuda o leitor a edificá-la a partir do púlpito e por meio da igreja, a fim de alcançar vidas. Este é um guia, doutrinariamente criterioso para a evangelização bíblica.” Problematizando Vivemos em tempos onde o relativismo filosófico, ateísmo, agnosticismo e outros ismos tomaram conta da sociedade, já não se acreditam em verdades absolutas, isso constitui um obstáculo significativo, já que a mensagem do evangelho afirma possuir a verdade única, absoluta, necessária para salvação de toda humanidade. Todos independente da nacionalidade, cultura ou étnica, precisam ouvir o convite da Palavra de Deus “arrependei-vos e convertei-vos”. Por outro lado, vemos o homem moderno numa carreira desesperada em busca de sentido para sua existência. Às vezes buscam na pose de bens materiais, prazeres instantâneos e passageiro, entregue as paixões e sensações do momento, deixando passar à larga a oportunidade única, de viver uma vida com significado olhando para a eternidade. Às vezes opta-se por viver uma vida órfã de um amor infinito. Assim a mensagem de Cristo que fala do Pai que recebe o filho arrependido, é capaz de acolher a cada ser individualmente, e de coroar a existência humana de significado. A questão que se faz é, como tornar a mensagem cristã tão necessária, significativa para os tempos modernos? Que linguagem poderá expressar a sua essência no mundo atual? Como torna-la atrativa sem alterar a sua essência? TEOLOGIA BÍBLICA DA EVANGELIZAÇÃO 1 Conhecimentos Conhecer a base bíblica para a evangelização, com base no exemplo de Jesus, dos apóstolos e da Igreja cristã primitiva. Conhecer as características da vida urbana para melhor realizar a pastoral urbana. . Habilidades Ser capaz de identificar à luz do NT os princípios fundamentais para a evangelização. Ser capaz de compreender a psicologia instalada das comunidades urbanas e desenvolver estratégias para alcança-las com o evangelho. Atitude Procurar aplicar na sua práxis os princípios descobertos nesse estudo. Aplicar na prática os conhecimentos obtidos. 1 TEOLOGIA BÍBLICA DA EVANGELIZAÇÃO 1.1 Jesus o primeiro evangelizador Jesus Cristo é o primeiro a proclamar o evangelho, cujo termo significa “boas novas”. Portanto evangelizar é levar as boas novas de salvação ensinadas pelo Filho de Deus acerca do Pai que se reconcilia com a humanidade mediante o sacrifício do seu Filho. Ele é o revelador do Pai e também é o modelo de ser humano, é o caminho, a verdade e a vida. Além de ser o salvador da humanidade Jesus foi o primeiro a assumir a missão de evangelizar o mundo. A Relação diz que o mundo caiu do seu primeiro estado de glória e perfeição. O mundo jaz sob a condenação e morte consequências direto do pecado. O mundo jaz no maligno. Ah um princípio de morte atuando no corpo, alma, espirito de todos que nascem nesse mundo. Atingido não só a dimensão física da vida humana, mas também as relações humanas, o mundo necessita de um salvador. A salvação veio ao mundo e tem nome: Jesus Cristo. A fé cristã surge pelos esforços evangelísticos de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Ele começa seu trabalho recrutandohomens simples que estavam dispostos a ouvir sua mensagem. Ele ensina que é possível obter a vida eterna. É possível se reconciliar com Deus e ter seus pecados perdoados. Mas é preciso receber e crer no Filho de Deus. Ele falou por figuras e símbolos, “comer a sua carne e beber o seu sangue”. Essas figuras foram explicadas posteriormente e melhor compreendidas depois que o Espírito foi derramado. Paulo foi o apóstolo que mais explicitou o significado do ministério de Jesus incluindo sua morte e ressurreição por meio das suas cartas especialmente Romanas e Gálatas. Os evangelhos narram o trabalho de Jesus junto a comunidade e a seus discípulos mais próximos. Se observarmos a forma de Jesus trabalhar pelo Reino, que atitudes teve, como tratava as pessoas, perceberemos algumas coisas importantes que certamente contribuirão para o êxito da obra missionária. 1. Harmonia entre teoria e prática. Jesus não ensinou apenas com palavras, ele uniu o ensino à prática de boas obras. 2. Correlação entre o ensino e a prática. Não havia incoerência entre o ensino e a sua vida vivida. Jesus ensinava o amor ao próximo e demostrava isso na prática. Não dizia “faça o que digo, mas não faça o que faço”. 3. Jesus se preocupou em treinar pessoas para continuarem sua obra. 4. O treinamento foi teórico prático. 5. Jesus trouxe seus discípulos para seu circulo de intimidade e amizade. O mundo precisa ser evangelizado? Por quê? 6. Jesus delegava tarefas e demonstrava confiança nas pessoas. 7. Jesus falava com autoridade. Autoridade de quem tinha verdadeira comunhão com Deus. 8. Jesus costumava contar histórias. Jesus usava ilustrações simples do dia a dia. 9. Jesus não condescendia com desvios de qualquer natureza. 10. Jesus conhecia com clareza o plano de Deus. 11. Jesus estava disposto a se sacrificar pela verdade. Essas são algumas características do trabalho de Cristo que a Igreja pode estudar aprofundar e incorporar na sua prática missionária. Carmita Overbeck em seu livro “Ide, evangelizai”, nos traz outras características que consegue observar como traços marcantes do método de Jesus, que devemos destacar: a) O testemunho. “Filipe, quem vê a mim vê o Pai”. (Jo 14,9). b) Autoridade: “Maravilhavam-se com sua doutrina porque ele ensinava com autoridade e não como os escribas ( Lc 4,32; Mt 7,29; Mc 1,22). c) A força: “Todos que o tocavam ficavam curados, porque dele saia uma força” (Mt 14,36). d) Intimidade com o Pai – vida de oração “De manha, tendo se levantado muito antes do amanhecer, foi para um lugar deserto e ali se pôs em oração (Mc 1.35), “Subiu para orar na solidão. E chegando a noite lá estava sozinho”. (Mt 14.23). “Retirou-se a uma montanha para orar, e passou toda noite orando a Deus. Ao amanhecer, chamou os seus discípulos e escolheu doze entre eles que chamou de apóstolos”. (Lc 6,12-13). Jesus sempre atribuía ao Pai todo o mérito de suas realizações. “As palavras que vos digo, não as digo de mim mesmo, mas é o Pai que permanece em mim, é ele quem realiza as suas próprias obras”. Jo 14. 10. Ele não estava sozinho. A união entre o Pai e o Filho tem proporções que chegam ao campo do mistério Trinitariano. “Toda dádiva boa e todo dom perfeito vem de cima: desce do Pai das luzes “ ( Tg 1.17). e) Sua vida: “Passou fazendo o bem, porque Deus estava com ele”. (At.10:38). A obra de Jesus não se concentrou em escrever livros, em elaborar sistemas filosóficos complexos acessíveis apenas às mentes mais brilhantes, não erigiu grandes monumentos, edifícios ou templos, não conquistou nem fundou grandes impérios, no entanto sua obra dura até hoje, e durará para sempre. Sua obra consistiu simplesmente em fazer o bem, no entanto ninguém fez mais do que ele pela humanidade. 1.2 Evangelização dos apóstolos e dos primeiros séculos. Overbeck analisando a obra de Cristo e a dos seus discípulos que procuravam imitar o mestre deixaram algumas marcas que precisamos conhecer na forma de evangelizar. a) A obediência. Antes de Jesus subir para o Pai ele pediu que os seus discípulos aguardassem em Jerusalém para serem revestidos do poder do Espírito Santo. At. 1:4-5. 12-14. b) O entusiasmo: Depois que foram revestidos do Espírito Santo deram testemunho em Jerusalém, com muita coragem e entusiasmo, testemunhando até para as autoridades a ressureição do Senhor. AT 4:33; Fl 1:14. At 4:20. c) Oração: Assim como Jesus os seus seguidores tinham a prática de contínua oração. At 2:46-47; 6:4. d) A alegria: Os apóstolos eram alegres, mesmo quando acoitados e perseguidos. At 5:40-41. 2 Cor 6:10; Fl 4:4. e) A perseverança na pregação: eles pregavam todos os dias. Não cessavam de falar das coisas que tinham experimentado ao lado de Jesus. At 5:42; 8:4; 9:28. f) A união e o serviço: eram unidos e dividiam tudo com os outros. Viviam um amor genuíno pelo próximo e socorriam o pobre. At 2:44; Fl 4:4. “Sem dúvida Jesus, seus discípulos e os que vieram posteriores a eles, obtivera grande êxito na missão evangelizadora, prova disto é que já por volta do terceiro século o número de cristãos no Império Romano era tão significativo ao ponto de Constantino considera-los não mais uma seita, mas uma religião reconhecida pelo Estado, e em pouco tempo se tornou a religião oficial do Império Romano”. (OVERBECK, 1995). 1.4 Os evangelistas do Novo Testamento Quando Jesus chamou seus primeiros discípulos, prometeu que faria daqueles pescadores profissionais “pescadores de homens”. O que ele queria dizer com isso? De que modo ele concretizou sua afirmação? Jesus sabia da importância do preparo. Por isso tirou seus discípulos das suas atividades diárias, e trouxe para perto de si, a fim de ensiná-los com palavras e exemplo. Foi a melhor faculdade para eles. Jesus queria prepará-los para a missão de servir: “Então, designou doze para estarem com ele e para enviá-los a pregar e a exercer a autoridade de expelir demônios” (Mc 3.14,15). Jesus queria prepará-los para que eles fossem enviados a pregar (kêrussô, “proclamação”, “anúncio”). O ministério de Jesus seria ampliado por meios dos seus apóstolos. Assim como Jesus eles também seriam “pescadores de homens”. (Mt 4.19). Outro termo, frequentemente empregado nos evangelhos para dar clareza aos propósitos de Jesus, é “discípulo”. Literalmente, refere-se a uma pessoa que segue com a intenção de aprender. O seguidor-aprendiz da história do evangelho era mais do que um aluno. Ele abandonava sua casa e sua profissão, entregava sua vida ao professor (Rabi) e procurava absorver os valores e o estilo de vida do Mestre. Jesus foi claro quando procurou desestimular aqueles seguidores que tinham dúvidas quanto a se dedicaram a ele. Ele mesmo instou os futuros discípulos a calcularem o risco antes de por a mão no "arado” (Lc 9.62) ou partirem para o campo de batalha (Lc 14:31-33). A história do jovem rico ilustra muito bem o grau de relutância de Jesus em aceitar um seguidor que não se entregasse a ele por inteiro. Era muito melhor que o jovem se retirasse consternado naquele momento, evitando com isso desaparecer mais tarde, depois de um breve período de discipulado. É verdade que muitos dos “discípulos” de Jesus se retiraram depois de ouvirem uma mensagem muito dura em que ele exigia de seus seguidores que comessem o seu corpo e bebessem o seu sangue (Jo 6.66). A impressão que temos, porém, é que a escolha desses discípulos foi obra deles mesmos, e não segundo o critério de escolha dos Doze (Jo 17.12). Jesus empregou modos e meios para treinar seus seguidores. Primeiramente, nenhum discípulo deveria deixar de desfrutar da vida do Mestre, a qual ele compartilhava com os Doze. Foram inúmeras as horas em que os discípulos passaram ouvindo, questionando, discutindo e aprendendo de acordo com a hábil pedagogia de Jesus, o que lhes valeu uma vantagem sem paralelo na história. Talvez seja impossível encontrar uma situação de aprendizagem semelhante a essaem nosso mundo moderno. Nossa principal preocupação atualmente gira em torno da competência intelectual e da habilidade capaz de produzir impacto. Jesus moldou o caráter dos discípulos e fez com que sua visão convergisse para o reino de Deus e para a edificação de sua igreja. Em segundo lugar, Jesus deu a seus discípulos “autoridade” e responsabilidades. Particularmente importante para seu treinamento foi a missão de pregar (Mt 10.1-16; Lc 9.1-6; 10.1-12). Ele não permitiu aos doze levarem consigo dinheiro, provisão extra de alimentos ou roupas (Lc 9.3), para que aprendessem a dependência de Deus e exercitassem a fé. Jesus os revestiu com autoridade divina para expelir demônios e curar os enfermos (Lc 9.1,2). Tais demonstrações de poder prepararam o público que haveria de ouvir sua mensagem, além de lhes outorgar confiança e um sentimento de realização. Em terceiro lugar, os discípulos foram instruídos sobre o reino (por meio das parábolas), sobre a igreja (Mt 16.18-20; 18.15-20; Jo 10.1-18; 14.1; 15.1-16) e sobre a liderança humilde (Lc 22.24-30; Jo 13.13-17). Jesus deu-lhes lições sobre a adoração, sobre a oração (Jo 4.21-24; Mt 65-15) e sobre as doutrinas centrais da fé (Lc 24.443). Havia necessidade de que fossem orientados com respeito à família de Deus e à lei de Cristo (v. o Sermão da Montanha em Mat 5-7. A grande comissão deixa clara a amplitude e a intensidade implícita o dos “pescadores de homens”. Jesus enviou os apóstolos a fazerem discípulos entre as nações, batizando-os em nome do Deus trino, e ensinando-lhes a guardar tudo que Jesus lhes havia ordenado. Mt 28.19-20. O comandante supremo colocou sobre suas ordens seus embaixadores, para que levassem o evangelho a todo o mundo e disciplinassem seus convertidos naquilo que tinham ouvido. O objetivo universal da proclamação do evangelho a todos os homens deve ser atingido antes do retorno de Jesus (Mt 24.14). A missão que nos foi dada pelo Senhor de fazer discípulos, isto e, “pescadores de homens”, por meio da conversão e da obediência, continuam a ser a tarefa primeira e universal da igreja (cf. Ef 4.11,12). Finalmente, podemos sintetizar do seguinte modo o modelo evangélico para a formação de evangelistas: era preciso que eles se empenhassem para que o caráter de Jesus ganhasse forma em suas vidas e se tornasse parte dela. Jesus amou de tal modo suas ovelhas perdidas, que morreu por elas; com isso, o Senhor criou um padrão de caráter cujo impacto se tem estendido a todas as gerações de discípulos que realmente procuram imitá-lo (Mt 11.28-30). Foi a profunda influência de Cristo sobre seus discípulos que assombrou os líderes do Sinédrio judaico (At 4.13). Na verdade, embora “iletrados e incultos”, Pedro e João demonstraram uma coragem extraordinária e uma singular compulsão de obediência a Deus. Segundo suas próprias palavras, “não podemos deixar de falar das cousas que vimos e ouvimos” (At 4.19,20). Á semelhança do que se passou com Jesus, o Espírito os encheu, e eles, “com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At 4.31). Jesus cumprira o que havia declarado ser sua intenção. Ele fizera de seus discípulos “pescadores de homens” eficazes. 1.5 Os Evangelistas Em Atos E Nas Epístolas Tomando por base as cartas de Paulo, aprendemos algumas das qualidades que um evangelista deve ter. Os evangelistas precisam se importar com as pessoas Uma característica primordial a um ganhador de almas é a capacidade de se interessar profundamente pelas pessoas. Note que Paulo, um grande evangelista era profundamente e emocionalmente interessado pelos seus compatriotas: “... tenho grande tristeza e incessante dor no coração; porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne” (Rm 9.2,3). E não só por estes, mas também pelos gentios, ao ponto de dizer: Fora do círculo de Israel, Paulo se reconhece devedor dos gentios (Rm 1.14). Mas não só a emoção ou amor pela humanidade deve mover o missionário, também a responsabilidade diante da importância da mensagem que carrega. Paulo sabia do valor da sua mensagem, e por isso dizia: “ai de mim se não pregar o evangelho”. (l Co 9.16). Essa consciência que tinha Paulo deve ter todos os que desejam evangelizar os perdidos. Os evangelistas precisam falar Segundo suas próprias palavras, “não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (At 4.19,20). A semelhança do que se passou com Jesus, o Espírito os encheu, e eles, “com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At 4.31). Jesus cumprira o que havia declarado ser sua intenção. Ele fizera de seus discípulos “pescadores de homens” eficazes. Os evangelistas precisam ser enviados Paulo sabia da necessidade de se enviar missionários para o trabalho: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” (Rm 10.14,15). Paulo nos leva a raciocinar que se pessoas não forem enviadas, não haverá quem pregue, e sem pregação como ocorrera às conversões? A conclusão é sem pessoas para pregar, não haverá conversões. (Rm 10.13). Jesus sabia do grande desafio que seria a obra de evangelizar. Pois são poucos os missionários diante da grande seara que é o mundo. Por isso disse: “Rogai, pois, ao senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mt 9.38; Lc 10.2). Os apóstolos de Cristo, são como os embaixadores do Rei celestial. (2Co 5.20). “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21). Todos de algum modo podem cooperar com Deus, mas existem aqueles que são chamados para se dedicarem exclusivamente a obra missionaria. Esses são chamados por Deus precisam ser e capacitadas por Deus, a fim de que os resultados apareçam abundantemente. O evangelista recebe o chamado direto do Espírito Santo. (Jo 15.519). Os que labutam nessa seara devem estar cônscios que são meros cooperadores de Deus. Ele faz a sua obra por meio dos instrumentos humanos. Sem o poder de Deus, ninguém conseguiria converte alguém. I Coríntios 3.9; 2Co 4.4. Paulo insistia em que seu apostolado (do grego apostellõ, “enviar com uma missão”) não era escolha sua, e sim de Deus. As frases “chamado para ser apóstolo” e “[Deus] me separou antes de eu nascer” (Rm 1.1; cf. Gl 1.15) significam basicamente o mesmo que “Paulo, apóstolo [...] pela vontade de Deus” (2Co 1.1; Ef 1.1; Cl 1.1; cf. 1 Tm1.1). Deus inicia e autoriza os que enviam à sua seara. Essa autorização deve ser acompanhada de revestimento de poder. Não havia nenhuma expectativa de sucesso para os Onze até que “do alto” fossem “revestidos de poder” (Lc 24.49). Jesus prometeu a esses mesmos apóstolos que o Espírito Santo os capacitaria a testemunhar “em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8). Paulo confessa abertamente aos romanos que ele de nada trataria “senão [... daquelas coisas] que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios a obediência, por palavras e por obras” (Rm 15. 18). O evangelista não reivindica mérito nenhum para seu sucesso. Com base nessas considerações, parece lógico concluir que, quando Deus envia alguém, ele se torna seu companheiro mediante sua presença e pelo poder do Espírito Santo (ver Mt 28.18-20). É claro que não temos nenhuma intenção de identificar o ganhador de alma dos dias de hoje com um apóstolo do Novo Testamento, porém insistimos, isto sim, em que os mesmos fatores básicos ainda são válidos. Deus precisa enviar obreiros para sua seara e para sua igreja, cabendo a nós, em oração, suplicar a ele para que o faça. Igrejas mundanas, que não oram, é a explicação para a existência de uma evangelização anêmica. O dom de evangelista Dentre os dons (charismata, “dons da graça”) e os ministérios (domata, “presentes, dons”, Ef 4.8,11), Paulo coloca o “evangelista” entre o profetae o pastor-e- mestre (Ef 4.11). Que faremos desse dom endossado por Lucas ao chamar Filipe “o evangelista” (At 21.8)? Seria bom lembrarmos que o contexto de Efésios destaca que os homens com dons na igreja devem concentrar seu tempo e seus esforços no “aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12). Em outras palavras, o título de “evangelista” aplica-se a alguém que não somente proclama o evangelho, mas também incentiva e treina os membros do corpo de Cristo nesse ministério específico. Paulo estava de tal modo convencido de que o treinamento dos trabalhadores da seara era prioridade para Deus, que procurava assegurar-se de levar consigo um ou mais companheiros em seu curso de fundação de igrejas. Timóteo, “como filho ao pai” (Fp 2.22), desprezou suas próprias preocupações em prol de interesses alheios (Fp 2.21). Paulo exortou-o a fazer o trabalho de um evangelista na igreja de Éfeso (2Tm 4.5). Epafras, o “amado conservo” de Paulo, foi uma pessoa de fundamental importância para a igreja de Colossos (Cl 1.7). Muitos dos outros 35 companheiros - aproximadamente- que o apóstolo enumera em suas epístolas, juntamente com os que são mencionados por Lucas, devem ter sido preparados para seus ministérios sob a liderança e sob o incentivo de Paulo (cf. Tt 1.5). De fato, ele expõe claramente sua filosofia de ministério a Timóteo: “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2Tm 2.2). Habilidades, qualidades e motivação precisam ser passadas de uma geração a outra geração de evangelistas. A Importância Da Vida Na Igreja Por mais surpreendente que nos possa parecer, há poucas exortações à evangelização dos perdidos no Novo Testamento. Na verdade, durante os três primeiros séculos de vida da igreja primitiva, há uma escassez de tentativas conscientes de disseminação do evangelho. Todavia, ele se propagou com rapidez, com tenacidade e de modo seguro. Como um exército de cupins invasores, os cristãos infiltraram-se em todos os níveis sociais. Eles cresceram a despeito da perseguição e da calúnia dos que os acusavam dos crimes mais horrendos. Atente para os comentários do pagão Cecílio: “Os cristãos são um bando de facínoras rematados e de má reputação [...] São a aglutinação da escória do populacho, de homens ignorantes e mulheres crédulas [...] os quais formaram uma ralé de conspiradores ímpios [...] que suspiram de paixão uns pelos outros antes mesmo de se darem a conhecer; por toda parte eles introduzem um tipo de religião sensual”. Ainda assim, a atração exercida pelos cristãos pode ser explicada pelo efeito que o evangelho tinha em sua vida diária. A fidelidade dos mártires era sempre a primeira coisa a atrair os pagãos para o cristianismo. Outros tomavam conhecimento da nova fé por meio das observações de um colega de trabalho cristão. Certamente a ajuda generosa que os cristãos romanos davam aos pobres e aos necessitados granjeou reputação favorável para a fé cristã. Por que as pessoas estariam dispostas a se sacrificar por aqueles para com quem não tinham nenhuma obrigação, tampouco laços de parentesco? A esperança diante da morte certa era uma caraterística tão notável do cristianismo que muitos desejavam abertamente o martírio como o meio mais adequado para uma fuga gloriosa dos males e das dores da vida. Não há por que nos delongarmos nas razões bem conhecidas para o rápido crescimento da igreja em face da hostilidade do Império Romano. O que nos interessa e é importante ressaltar, é o estímulo duplamente necessário para o progresso hoje em dia. O testemunho verbal, juntamente com a proclamação pública, requerem uma vida comunitária vital, em que haja a manifestação do fruto do Espírito (Gl 5.22). Quando a vida em Cristo não apresenta uma atração magnética ou quando os crentes sepultam sua fé num silêncio tumular, a evangelização fica sufocada. O evangelista eficaz tem uma mensagem dinâmica de júbilo eterno, sustentada por uma vida de bondade amorosa. Ele é capaz de derrotar o mais ferrenho dos inimigos. Justino Mártir apresenta uma descrição convincente da vida da igreja no Império Romano durante o final do século II. “Nós, os que antes nos deleitávamos na fornicação, abraçamos agora somente a castidade. Nós, que praticávamos outrora as artes mágicas, dedicamo-nos ao bem e ao Deus ingênito. Nós, que valorizávamos sobretudo a aquisição de riquezas e de bens, sacamos agora daquilo que temos em comum e o comunicamos a todos os necessitados. Nós, que nos odiávamos e nos destruíamos uns aos outros [...] agora, desde a vinda de Cristo, convivemos uns com os outros como em família e oramos por nossos inimigos, empenhando-nos em persuadir os que nos odeiam injustamente. Tal sociedade altruísta, como verdadeira igreja de Jesus Cristo, obediente às suas instruções, fez com que as pessoas se sentissem atraídas por Cristo. Esse tipo de igreja tinha uma evangelização dinâmica, graças à sua vida atraente e às suas explicações cativantes (l Pe 3.15; Cl 6.10). 2 AS ESTATÍSTICAS E OS DESAFIOS DA EVANELIZAÇÃO 2.1 Como andam as estatísticas As estatísticas revelam que mais da metade da população mundial são considerados povos não alcançados1. Ou seja, menos da metade da população mundial foi evangelizada. Essas pessoas nunca ouviram falar do Deus cristão e da salvação ofertada por Jesus. Os departamentos de estatísticas calculam que, até hoje, menos da metade da população mundial com as suas etnias e línguas tenham sido alcançadas pelo evangelho, a outra parte é conhecida como povos não alcançados. Este termo designa aqueles que não foram evangelizados de uma determinada tribo ou povo, não alcançados pelo evangelho de Jesus Cristo. É imensa a lista dos povos não alcançados. Eles estão em todos os continentes, grandes metrópoles, vilarejos, aldeias e tribos. Não estão apenas em lugares isolados. Algumas vezes, é possível encontrar grupos inteiros isolados por barreiras idiomáticas ou culturais. Na atualidade, há no mundo 487 cidades com mais de 1 milhão de pessoas, e dezenas dessas cidades em diversas regiões se encontram nessa condição de não evangelizados. O número exato dos povos não alcançados varia de acordo com as definições e requisitos exigidos. É possível classificar “povos não-alcançados” a partir de um grupo considerado como megapovo ou povos minoritários, considerando a variedade étnica, complexidade linguística, situação socioeconômica, barreiras políticas, etc. Desta forma, estima-se que na atualidade haja em todo o mundo aproximadamente 16.475 grupos distintos, onde mais de 6.664, ou seja, 40,4% dos povos caracterizados pelas suas culturas, línguas e raças ainda não foram alcançados pelo evangelho do nosso Senhor. A maioria desses grupos não tem uma estrutura de linguagem escrita formada, não leem nem escrevem em seus próprios idiomas, consequentemente, não têm sequer uma porção das escrituras em sua língua materna. Já outros possuem uma estrutura social bem dividida, dominam a escrita e possuem uma forte e milenar estrutura religiosa, mas, isto se constitui uma ameaça, pois as religiões encontradas nessas culturas se opõem às doutrinas cristãs. Desafios 1 https://www.ieadpe.org.br/index.php/departamentos/missoes/1197-povos-nao-alcancados Cada grupo não alcançado possui barreiras e desafios únicos a serem vencidos. Estes grupos permanecem inalcançados ou ocultos porque são verdadeiramente difíceis de se alcançar. Estima-se que na atualidade a população global seja de aproximadamente 7.290 bilhões de pessoas, sendo que 3.080 bilhões, ou seja 42,2%, ainda não ouviram falar de Jesus. As estatísticas revelam que aproximadamente 102 pessoas morrem e 180 pessoas nascem por minuto em todo o mundo. Urge a necessidade de alcançarmoso mundo com a mensagem das Boas Novas! Portanto, há muitos desafios a serem vencidos: 1. O desafio religioso Existem no mundo mais de 33 milhões de religiões com suas distintas crenças, seitas e heresias, que dificultam a proclamação do genuíno evangelho do nosso Senhor e Salvador. 2. O desafio cultural Os usos e costumes, a cosmovisão e a percepção de cada povo em relação ao mundo é uma realidade encontrada no meio de várias etnias. A transculturação do missionário para a propagação do evangelho é um desafio a ser vencido. 3. O desafio linguístico A diversidade de idiomas e dialetos falados ao redor do mundo se constitui um grande desafio, pois existe a necessidade de se traduzir a bíblia ou porção dela para a pregação do evangelho entre esses povos. 4. O desafio econômico A disparidade econômica também apresenta seus grandes desafios: os lugares mais ricos se tornam não evangelizados pela grande segurança estabelecida em favor dos mais abastados, enquanto que as regiões extremamente pobres também se tornam difíceis devido à necessidade de alimento, roupa, moradia, estrada, acesso a determinados ambientes, múltiplas enfermidades etc. 5.Janela 10/40 Entre os povos não alcançados existe o “Cinturão de Resistência” ao evangelho, que está localizado na faixa do globo terrestre que se estende do Oeste da África, passando por todo o Oriente Médio e vai até a Ásia. Esta região acompanha a linha do equador, subindo em forma de um retângulo entre os graus 10 e 40. A esse retângulo denomina- se o termo JANELA 10/40. Nessa região encontra-se uma grande multidão de cerca de 3,2 bilhões de pessoas que ainda não ouviram a mensagem de salvação através de Cristo Jesus. Ali predomina os seguidores do Budismo com aproximadamente 1 bilhão e 200 milhões de adeptos, o Islamismo com um número próximo de 1 bilhão de seguidores e o Hinduísmo, com mais de 700 milhões de fiéis. Dos 50 países menos evangelizados do mundo 37 desses encontram-se na JANELA 10/40, onde reside 82% das pessoas mais pobres do planeta. Bilhões de pessoas são vítimas das enfermidades, misérias e calamidades. OS POVOS SEM PÁTRIAS Outro grande desafio a evangelização são os chamados “povos sem pátria”. Eles são povos nativos de certa região, porem não possui autonomia daquele local, e por isso lutam pela soberania do seu Estado. Às vezes ocorrem confrontos armados, pois as autoridades não querem reconhecer a autonomia desses povos, pois nenhum país deseja ceder seu território para esses povos os quais consideram insubordinados. Entre esses povos podemos citar: Bascos. População: 2,2 milhões. Religião: Católicos romanos. Características: Habitam parte da França e Espanha. Bérberes. População: 70 milhões. Religião: Muçulmanos. Características: Moram entre Marrocos, Argélia e no deserto do Saara. Chechenos. População: 1,2 milhão. Religião: Muçulmanos. Características: Vivem nas montanhas do Cáucaso, perto da Geórgia. Curdos. População: 32 milhões. Religião: Muçulmanos. Características: Moram na Turquia e Iraque. Ciganos. População: 5 milhões Religião: Crenças peculiares a esse povo e aos seus respectivos deuses. Características: Nômades, sem reivindicação de território. Indígenas brasileiros. População: Média de 250 mil indivíduos em 221 etnias. Religião: Animistas. Características: residentes em várias regiões do Brasil Palestinos População: 7 milhões. Religião: Muçulmanos. Características: Vivem no Oriente Médio. Tibetanos. População: 6,2 milhões. Religião: Budistas e Muçulmanos. Características: Descendentes de pastores que vivem no noroeste chinês. 1.4 Como anda a influência das testemunhas de Cristo no mundo? Atualmente como anda a evangelização? Permanece o vigor presente nos primeiros tempos do cristianismo? O evangelho de Jesus ainda tem o poder de transformar o homem do nosso tempo? O evangelho que se está sendo pregado é o evangelho de Jesus? São muitas questões que se colocam. De uma forma ou de outra as diversas Igrejas cristãs representantes do cristianismo atual, católicos, ortodoxos, anglicanos, protestantes, evangélicos, pentecostais, etc, estão evangelizando, às vezes com ênfases diferenciadas sobre algum aspecto, mas todas falam de Jesus Cristo, da salvação e do poder transformador que ele opera na vida das pessoas. Mas será que a Igreja Cristã hoje não se afastou daqueles marcos característico da evangelização de Jesus e dos seus apóstolos nos primeiros tempos? Antes de Jesus retornar para o Pai disse aos seus seguidores que eles seriam as suas testemunhas de Jerusalém até os confins do mundo. At 1.8. A obra de Cristo na terra se entende por meio do trabalho dos seus discípulos. Ela não terminou com a Ascensão de Cristo. Ele disse em outro momento “Vós sois o sal da terra, se o sal vier a perder o sabor, para nada mais serve, a não ser para ser pisado pelos homens”. Mt 5.13. Será que a evangelização da Igreja tem sido como o sal que perdeu o sabor, uma evangelização insossa que não muda a vida de ninguém, que não atinge ninguém com força? Jesus também disse que seus seguidores seriam a luz do mundo. Para que o mundo visse a luz deles e glorificassem o Pai. Mt 5.14. Mas às vezes o povo de Deus anda com sua luz quase apagada. Não iluminam ninguém. Jesus também comparou seus seguidores ao fermento que leveda toda a massa. Seus seguidores deviam ser uma influencia crescente sobre os demais. Mas se ele perde a usa força, não fará crescer a massa. Mt 16.6. Jesus advertiu seus seguidores para terem cuidado com o fermento dos fariseus, seu problema? “eles dizem, mais não fazem”. Viver uma vida que contradiz suas palavras é fatal para o evangelismo. Porque as pessoas estão mais interessadas no que você faz, do que no que você fala. As ações devem estar conforme as palavras. Mas o que é ser uma testemunha? Também esquecemos, ou nem sabemos, o que significa ser uma testemunha, a palavra de origem grega: martiria – mártir, assim sendo, todo aquele que deseja ser testemunha do Cristo, que deseja ser evangelizador, é de alguma maneira, um mártir em potencial. Às vezes o testemunho de Cristo exige o derramamento de sangue, às vezes não. Mas a verdade é que para ser testemunha de Cristo precisamos ser como aquele “grão de trigo” trigo que para dar fruto tem que morrer. Uma testemunha de Cristo tem de estar disposta a sacrificar alguma coisa, até a própria vida se necessário. Quem não está disposto a sacrificar o seu conforto, o seu lazer, suas oras de entretenimento, ou do trabalho, para se dedicar a obra da evangelização, não pode ser uma testemunha. Se esperar o momento quando sobrar algum tempo, esse tempo nunca chegará. A importância do planejamento Outro aspecto importante é o planejamento. Ao iniciar qualquer empreendimento é necessário fazer o planejamento para que obtenhamos êxito. Da mesma forma é a evangelização. Sem planejamento, seja institucional, ou mesmo pessoal, as coisas não vão funcionar bem. Jesus contou uma parábola sobre a construção de uma torre que ensina a necessidade do planejamento. Lc 14:28-30. Para que nossa evangelização seja frutuosa, é preciso conhecer bem os meios de acordo com o nosso tempo. Fortalecer a espiritualidade da Igreja não é um empecilho para se estudar meios modernos de evangelizar. Mas as duas coisas não são incompatíveis. Então o evangelista precisa conhecer o seu peixe e a isca ideal para ele. Jesus disse que seus discípulos seriam pescadores de homens. Assim é importante para quem quer pescar, entender de pescaria. As seitas estão pescando. O ateísmo e o misticismo também. E a Igreja? Não deveria ela mais do que todos lançar ao mar a sua rede? Será que não estamos improvisando? Não deveria as testemunhas de Jesus se especializar no oficio de ganhar as almas dos homens para Cristo? I Pd 3.15 alerta sobre a necessidade de se estar preparado. É necessário se preparar para a obra da evangelização. Os homensde negócios desse mundo estão sempre se esforçando para obterem sempre melhores resultados. Dão treinamento para seus funcionários, inovam, são criativos, buscam novas estratégias para vender sue produto. Eles se especializam naquilo que fazem. Com razão Jesus disse que “os filhos do mundo são mais espertos que os filhos da luz”. Talvez nesse aspecto devêssemos imita-los para melhor comunicarmos o evangelho do nosso Senhor. Certo escritor escreveu um livro intitulado Os sete passos do bom comunicador. Vejamos como estes passos podem ser usados pelo evangelizador. Comunicando bem o evangelho 1. Boa acolhida. O aperto de mão, o abraço, o beijo, o sorriso. Pela nossa acolhida podemos transmitir: simpatia, amor, frieza, medo. Uma acolhida quente transmite segurança, firmeza. Uma acolhida fria, frouxa, transmite insegurança, falsidade, desânimo. O sorriso tem um imenso poder, muitas vezes será o único presente que podemos dar. 2. O nome. Procurar saber e guardar o nome das pessoas, isso estabelece um contato mais profundo. Veja o caso logo após a ressurreição de Jesus. Maria no jardim manteve algum contato com um homem que parecia ser o jardineiro. Mas quando ele a chamou pelo seu nome: Maria. Ela de pronto o reconheceu que era Jesus. 3. A conversa. Estabelece um contato direto com a pessoa. Olhar para a pessoa com quem se fala, ouvir, prestar atenção, se interessar pelo assunto. Falar menos e ouvir mais. Esse é o segredo de conquistar as pessoas. 4. O tom da voz. O tom da fala pode mudar completamente o significado das palavras. Por isso a importância de nos importarmos com ela. Quão cativando deve ter sido a voz de Jesus nas suas entrevistas com a mulher samaritana, Zaqueu, Nicodemos e tantos outros. 5. A postura do corpo. Não só a nossa boca fala, mas todo o nosso corpo se comunica. Assim a nossa postura corporal pode influenciar mais do que as nossas palavras. Pela nossa postura, as pessoas sentem se estamos ou não prestando atenção ao que estão falando. 6. Os gestos. Eles são muito importantes e marcam profundamente as pessoas. As palavras poderão ser esquecidas, os gestos, nunca. 7. A respiração. Ela também é importante na nossa comunicação. Através dela podemos passar para os outros: tranquilidade ou ansiedade, calma ou irritação, paz interior ou angustia, segurança ou insegurança. 8. O olhar. Ele possui um imenso poder através dele passamos para os outros: amor, paz, alegria, luz, segurança, convicção. 9. A simplicidade. Os simples, os descomplicados, são grandes comunicadores, tem um enorme poder de conquista. Quem deseja evangelizar precisa fazer uma autoavaliação para saber se está colocando em prática esses passos importantes. Precisa estudar as marcas características da evangelização de Jesus, dos apóstolos e da Igreja cristã primitiva. Só assim estaremos preparados para cumprirmos a missão evangelizadora. 2 Pastoral Urbana Conhecimentos Conhecer as características da vida urbana para melhor realizar a pastoral urbana. Habilidades Ser capaz de compreender a psicologia instalada das comunidades urbanas e desenvolver estratégias para alcança-las com o evangelho. Atitude Aplicar na práxis os conhecimentos obtidos. 2 CARACTERISTICAS DA VIDA URBANA O desafio da evangelização No campo, a cultura era homogênea, a religião era homogênea e era o centro da cultura. A religião transmitia-se na família e na vizinhança com a cultura e como a cultura: os filhos adotavam os comportamentos dos pais. Alguns eram mais religiosos e outros menos, mas todos estavam inseridos na Igreja como o peixe na água. O peixe nem sequer se dá conta da água: ele está dentro da água. Assim os camponeses estavam dentro da Igreja mesmo se ignoravam o que era a Igreja. Podiam ser cristãos inconscientemente. De todos os modos, a religiosidade se transmitia sem que os líderes religiosos tivessem que empenhar-se muito: as famílias encarregavam-se de levar as novas gerações para a cultura religiosa dos seus pais e a prática da moral aceita comumente na sociedade rural como sendo moral cristã. Nas cidades modernas já não é assim. Não há mais garantia de transmissão da religião dos pais para os filhos. Primeiro porque na cidade há várias ofertas religiosas: as pessoas podem escolher. Em segundo lugar, as novas gerações não aceitam simplesmente o modo de viver, o modo de pensar ou de agir dos pais. Adaptam-se mais depressa à vida urbana e consideram os seus pais como ultrapassados. Além disso, os pais estão muito ocupados e a TV estabelece uma barreira: não deixa tempo para a conversa. Não há mais momento do dia nem da semana em que os pais possam tranquilamente explicar aos seus filhos os seus valores. Eles próprios duvidam dos seus valores tão diferentes daqueles que a vida urbana exalta. Sentem-se intimidados e deixam que os Filhos sigam cada um o seu caminho. Durante 1500 anos, a fé foi comunicada pelos pais aos filhos. Este processo deixou de funcionar nas Cidades. Isso constitui para a Igreja um desafio inédito: a necessidade de evangelizar adultos, necessidade de provocar conversões pessoais. Pois o cristão da cidade há de ser um cristão consciente livre, que fez opção pessoal por Jesus Cristo. Os cristãos de tradição não resistem ao modo de viver urbano: a sua fé se dissolve mesmo sem que eles se deem conta. Um dia, despertam, constatando que perderam a fé e a religião dos seus pais. A liberdade O que leva as pessoas para a cidade é o desejo de fazer sua vida pessoalmente. No mundo rural, as pessoas são feitas pelo ambiente, pelas tradições e, sobretudo, pelas limitações materiais. Cada geração já sabia desde a infância que sua vida seria a reprodução da vida dos seus pais. Quem vai para a cidade não aceita mais tal dependência. Acha que na cidade vai encontrar possibilidade de ter desejos e de poder satisfazer os seus desejos, de se fazer um pouco a vida que prefere. No campo, as pessoas sentem-se vigiadas, fiscalizadas, julgadas, permanentemente pela família e pela vizinhança. Na cidade, as pessoas já não se importam muito com o que pensa a vizinhança. Podem escolher a sua religião, a sua filiação política, o seu time de futebol, a sua roupa, o seu jeito de viver. Apesar das novas dependências, sobretudo nos bairros populares, a vida na cidade é mais livre. É o que os pastores tradicionais lamentam, mas o que os jovens apreciam. Claro que a satisfação dos desejos está limitada pelo limite do dinheiro. O dinheiro é pouco, mas existe. No campo o dinheiro é quase inexistente. Muitos ainda comem da sua produção. Compram pouco. Os jovens não recebem dinheiro dos seus pais. O que leva tantos jovens para a cidade é que os pais não lhes dão dinheiro e na cidade todos esperam ganhar algum dinheiro, nem que seja por meio de biscates. Talvez comam menos, mas fazem do seu pouco dinheiro o que querem. O mercado das religiões Tem crescido constantemente o número de religião. Hoje tem religião para todos os gostos. As pessoas mudam de religião facilmente. Muitos católicos se converteram especialmente para as igrejas pentecostais. Cresce no ocidente as religiões não cristãs. Cristãos estão se convertendo ao Islamismo. Cresce o número daqueles que se dizem ateus e céticos. Apareceram novas religiões e as antigas ganharam nova publicidade, como a umbanda, a macumba, o candomblé. A cidade é um grande mercado de religiões em que cada um escolhe livremente e não se sente constrangido nem pela família nem pela vizinhança. Existe realmente liberdade de religião pela primeira vez na história da humanidade. Por isso nenhuma religião ou igreja pode confiar na força do seu passado; precisa conquistar os seus membros, um por um, tornando-se muito presente em todas as áreas da vida urbana. O dinamismoO mundo rural é parado. Não muda nem sente necessidade de mudar. Somente muda agora pela pressão do modo de viver da cidade que se comunica por meio da TV. Na cidade todos querem progredir. Querem melhorar. Trabalham para melhorar. Na cidade cada família quer melhorar a casa: cada ano acrescenta alguma coisa, aumentam o espaço, compram móveis, aumentam o conforto, compram roupas de marcas famosas. Todos querem seguir a moda. Com raras exceções de algumas igrejas pentecostais mais radicais que proíbem certos usos. Muda a comida: o fast-food (comida rápida) entra em todas as famílias, mesmo entre os pobres. Come-se muito entre as refeições, sobretudo as crianças. Coca-cola é um símbolo universal: sinal de livre escolha para todos, ainda que todos caiam sem perceber na dominação da publicidade. As novas bebidas aparecem como conquista da personalidade e muitos jovens recorrem às drogas pensando assim afirmar sua independência, sem ver que caem numa dependência maior. A cidade vive de novidades: precisa mudar sempre. Esta sempre em obras. Os grandes prefeitos são os que enchem a cidade de obras. Os cidadãos odeiam a repetição das mesmas coisas: mesmos espetáculos, mesmas festas, mesmas cerimonias. Querem novidades, novas figuras, novos artistas. Querem sempre coisa melhor. Uma objeção que os jovens fazem é a seguinte: as igrejas são muito paradas. Para eles só isto já basta para desqualificar uma instituição. É preciso oferecer coisas novas. O capitalismo já penetrou em todos os setores da vida e constitui um estímulo permanente. Pois o capitalismo estimula a competição. Felizes os que chegam na frente. Quem chega atrasado, perde. Esta mentalidade entrou já na cabeça de muitos na cidade: aprender mais para ser mais capaz, para entrar na turma dos vencedores na vida e não se deixar ultrapassar por outros, bem diferente da mentalidade tradicional em que cada um trabalha o indispensável. Quantos trabalham o número de dias necessário para garantir a cervejinha e depois preferem descansar! O mundo urbano é diferente. Ali as pessoas querem ganhar cada vez mais porque os desejos aumentam também a cada dia. Os grupos pequenos Sobretudo no meio popular, a família, ou, melhor dito, os fragmentos da família que subsistem, porque as famílias completas já não são tão numerosas, ainda é uma forma de sociedade muito importante. Na luta pela sobrevivência os laços de família ainda são os mais seguros. As pessoas ajudam-se dentro das redes das relações familiares. Mas a medida que as pessoas se libertam das pressões pela sobrevivência, criam grupos de amigos que se encontram para momentos de lazer. Vão juntos para a praia ou para o clube, ou para o centro de diversões. Reúnem- se nas suas casas para comer e beber nos domingos ou dias de festas, celebram aniversários e assim por diante. São grupos pequenos e homogêneos que substituem a grande família do mundo rural. A Igreja tem trabalhado com um modelo que procura reunir os membros em pequenos grupos. A Igreja Católica criou as Comunidades eclesiais de base, as Igrejas protestantes e evangélicas os grupos familiares ou pequeno grupo, (a nomenclatura pode mudar, mas é a mesma ideia). Os chamados grupos em certos casos, assumiram esse papel: adotaram a forma de grupo pequeno de amigos, grupo homogêneo e limitado aos assuntos do grupo. As associações Para agir na cidade, os habitantes juntam-se para formar associações formalmente constituídas. Estas associações sempre têm fins limitados: são fins econômicos, políticos, sociais, culturais, ecológicos, referem-se à saúde, à segurança, às festas e assim por diante. Nas cidades importantes há centenas ou milhares de associações. Elas constituem o tecido da sociedade civil. Pode-se medir o amadurecimento da população urbana pelo número de associações que promovem. Também a Igreja promove dezenas, centenas e, às vezes, milhares de associações quando se trata de grandes metrópoles. Poderíamos enumerar outras características das cidades. São objetos da sociologia urbana. Mencionamos aqui apenas aquelas que mais diretamente questionam a Igreja. Conhecer a cidade A cidade é geralmente mal conhecida. Cada um conhece um fragmento, mas estes conhecimentos não são socializados. A igreja como tal não conhece a cidade nem sequer imagina que tal tarefa seria da sua incumbência. Por isso a Igreja precisa de uma pastoral da cidade em que o ponto de partida é o conhecimento do sujeito que pretende evangelizar: a cidade. Apresenta-se um breve esquema que é apenas uma indicação para identificar todos os elementos que compõem uma cidade. Esta é uma realidade complexa. Sem analisá-Ia, achamos que conhecemos a cidade porque temos algumas impressões globais que procedem de alguns fatos que impressionaram a imaginação, provavelmente por razões muito subjetivas. A Geografia Geograficamente, a cidade adapta-se à configuração do solo: vales e colinas, rios, vias de comunicação naturais ou previamente existentes. Reparte-se em áreas ou zonas e em bairros. Os bairros podem reunir algumas centenas de casas. Raramente mais de mil. Cada bairro tem a sua configuração própria, a sua história, a sua vida social e cultural própria. Cada bairro tem sua personalidade única. Os romanos construíam cidades conforme os planos dos campos militares. O próprio S. Tomás inspira-se nos arquitetos militares romanos para desenhar o mapa da cidade. E os reis católicos inspiraram-se em S. Tomás e fundaram cidades na América seguindo o modelo dos acampamentos militares romanos. No Brasil não sucedeu assim e as cidades nasceram e cresceram com muita espontaneidade, seguindo as possibilidades oferecidas pela geografia. Foram crescendo sem plano estabelecido, e em muitos casos, ainda sucede assim. Por sinal, mesmo os acampamentos tipo militares ou os Conjuntos residenciais que tanto se parecem com eles acabam transformados pela vida e vão humanizando- se com o tempo. Todos os moradores sabem a que bairro pertence e todos os bairros acabam recebendo um nome. A pastoral deve conhecer os bairros e o que lhes faz a unidade, a vida própria, deve conhecer os lugares de encontro e os tempos fortes da vida coletiva. De modo geral, os bairros têm forte conotação de classe. Poucas vezes casas residenciais de classe média misturam-se com casas populares. Se isso acontece, podemos ter a certeza de que o fato não vai durar. Os bairros ricos manifestam-se imediatamente: as casas, as ruas, a iluminação, os esgotos, a coleta de lixo a regularidade na distribuição da água ou da energia mostram com toda evidência que se trata de bairro rico. Nos bairros pobres sempre faltam vários desses elementos. A cultura do bairro está evidentemente ligada ao caráter de classe. Entidades sociais: Educação As escolas, os colégios, as universidades já não têm a importância que se lhes dava no século XIX, quando todo o progresso da nação se esperava das suas escolas. Então, a escola era o novo santuário destinado a substituir as igrejas. Pois as escolas seriam os templos do saber, assim como as igrejas eram os templos da ignorância e da superstição. Hoje em dia há muitas outras instituições que tiraram às escolas o monopólio dos valores sociais: os meios de comunicação, os shopping centers, os estádios e ginásios de esportes, por exemplo, são tão importantes como as escolas para a difusão da cultura e a educação dos jovens, ou talvez mais importantes do que as escolas ou as universidades. No entanto, as instituições de ensino ainda são socialmente muito importantes. Sobretudo na ideologia dominante que as elites tratam de difundir no povo. Importa conhecer as escolas, a mentalidade do corpo docente e dos alunos. A pastoral parte da presença cristã. Qual é a presença católica em cada escola ou institutode educação: grupos, sinais, atos significativos: o que constitui uma presença de Igreja em cada escola? Claro que cada uma é diferente e nenhuma pode ser tratada a partir de um padrão comum para todas. Cada escola terá o seu grupo de evangelizadores. Saúde As instituições de saúde são hospitais e postos de saúde, clinicas especializadas, sem esquecer todos os centros de novas terapias que absorvem boa parte do tempo das classes médias. Cada hospital tem a sua especificidade. Os hospitais são lugares sociais privilegiados pelo grande número de pessoas que ali trabalham ou por ali passam. Além disso, os doentes e os seus familiares são pessoas fragilizadas, muito sensíveis, carentes-de sentido e de apoio moral. A saúde é o bem mais precioso e mais precário. Precisa conhecer bem cada hospital ou centro de saúde. Em cada instituição haverá uma presença cristã. Frequentemente, a presença da evangelização cristã nos hospitais é muito precária, muito insuficiente. No entanto, muitas pessoas idosas, aposentadas, poderiam dedicar muitas horas dos seus lazeres na visita aos hospitais, de tal sorte que sempre houvesse uma presença visível da Igreja. Meios de comunicação Ultimamente cresceu bastante a presença da igreja nos meios de comunicação: TV. Rádios, impressos. No entanto, ela precisa saber qual é o público atingido. Qual é o alcance real da presença católica. Precisa examinar o conteúdo referindo-se a metas. Se a Igreja quer evangelizar, não pode falar somente para aqueles que já estão persuadidos. Não pode alimentar somente os bons crentes tradicionais. Precisa buscar exatamente o público que os meios tradicionais já não atingem mais, isto é, que a igreja local deixa de atrair. Movimentos Sociais Nas cidades sempre há movimentos organizados para transformar a sociedade. São movimentos de trabalhadores, profissionais, feministas, negros, indígenas, ecológicos, de moradores, de defesa dos direitos humanos, de promoção social de diversas categorias marginalizadas ou excluídas. Vários desses movimentos podem ser promovidos pela Igreja. No entanto, a grande maioria é alheia à Igreja. Qual será a presença cristã evangelizadora dentro desses movimentos? Entidades Culturais São academias ou grupos literários, organizações de espetáculos, companhias de teatro, conjuntos musicais, teatros, centros de convenções ou centros culturais, centros de artesanato, salas de exposição, feiras artísticas, bibliotecas, centros de difusão de livros, etc. Qual é a presença cristã nestas entidades? Quem leva o evangelho a essas categorias de pessoas? Entidades de Lazer O lazer ocupa e ocupará um lugar cada vez mais importante na vida urbana. Inclusive, muitos habitantes das cidades voltam para o campo nos fins de semana. Este campo, porém, é bem diferente do campo dos camponeses. E um campo urbanizado, acomodado para o lazer. Muitos procuram o lazer em atividades individuais. No entanto, há também muitas instituições que oferecem melhores condições de lazer. Primeiro, tudo o que se refere às praias ou lugares de turismo. Depois, os balneários e clubes de campo, os balneários e clube de campo, os parques de diversões para as crianças e os pais. Os campos de esportes, ginásios de esportes sem contar os shopping centers e os lugares de diversão noturna. Essas são as instituições em que os habitantes das cidades se encontram. Primeiro, as classes médias, mas também as classes populares vão seguindo o exemplo das classes superiores. Qual é a presença cristã em tudo isso? Empresas A economia está no centro da vida das cidades atuais. O centro das atividades, dos valores, das preocupações. A primazia da economia é tão forte que o que faz o lado espetacular da cidade é a publicidade. A publicidade está 99% a serviço da economia. Trata-se sempre de vender e comprar. Na sociedade atual a atividade sagrada por excelência é comprar: manipular o dinheiro que é o símbolo sagrado, o ídolo dos nossos tempos. Os dirigentes das empresas são prisioneiros do sistema. Daí o problema para os cristãos: como há de ser o comportamento dos cristãos num sistema fechado a todos os valores evangélicos? Quais são as aberturas, as brechas? Como compensar a dureza do sistema por medidas locais que possam suavizar as relações de classe? Precisam conhecer as empresas financeiras, industriais, comerciais, as empresas de transporte: quantos empregados, quais são as condições de trabalho? Ao lado das empresas existe todo o setor informal. Vários trabalhadores preferem o setor informal, apesar da sua precariedade, porque não se adaptam à disciplina do trabalho nas empresas. Quais são os valores, os comportamentos, as formas de socialização dos trabalhadores do setor informal? Na pratica, uma parte da população importante vive ou sobrevive de biscates improvisa cada dia o modo de sobreviver. São mulheres abandonadas que devem sustentar seus filhos, famílias que sustentam filhos com deficiências especiais, doentes, incapacitados de trabalhar. Finalmente, há os desempregados que vivem às custas da mulher ou dos pais ou, mais frequentemente, vivem da aposentadoria dos velhos. Quem vive assim, nunca adquire segurança, tranquilidade, não pode ter uma vivência religiosa constante. Depende das emoções do momento. A política Na antiga civilização rural do Brasil, o vigário formava parte do grupo das autoridades, junto com o prefeito, o delegado, o juiz. Representava o poder eclesiástico ao lado dos poderes civil e militar. Em algumas cidades do interior, o sistema ainda vigora. No entanto, na vida de cada dia, o poder real do vigário na cidade é mínimo. Convém identificar: onde está o poder? Quais são os grupos que mandam, isto e, que dispõem do dinheiro público? Qual é a politica, isto e: como é que se gasta o dinheiro público? Como funciona a policia e como julgam os tribunais? Qual é a seleção dos funcionários públicos? O que fazem? Prestam os serviços devidos à população? Quais são os grupos que pressionam, questionam, fiscalizam as finanças municipais? Religião Nas cidades há variedade de religiões. O catolicismo perdeu o monopólio. É preciso fazer um levantamento da configuração religiosa da cidade. Com efeito, o ecumenismo é parte importante da pastoral e não se pode praticá-lo se não se tem um conhecimento aprofundado da situação das outras igrejas e das outras religiões. Cada uma tem sua fisionomia própria. Entre elas existem diferenças notáveis. O espiritismo está em plena ascensão e, também, as religiões afro-brasileiras. Aparecem novas religiões de tipo oriental ou de origem norte-americana, como a Nova Era, todas mais ou menos misturas de terapias e de religiosidade. Estão presentes em quase todas as cidades, mesmo de Estados retirados como o Maranhão ou o Piauí ou mesmo na Amazônia. Evangelizar A Evangelização exige algumas orientações específicas no ambiente da cidade. Nas cidades, vários ambientes estão impregnados de preconceitos antirreligiosos. Trata-se dos intelectuais, universitários, professores e alunos de colégios públicos ou particulares, dos empresários, mas também de operários ou empregados de comércio que assimilam os preconceitos dos patrões ou foram secularizados na ação política ou social. Para essas pessoas a Igreja é uma instituição do passado, responsável por muitos dos males que vêm da história do Brasil. A igreja é feita de pessoas atrasadas, ignorantes da ciência, da tecnologia, das exigências da vida moderna; defende uma moral antiquada e, sobretudo, se dedica a atividades aborrecidas. Para muitos a Igreja é velhice, aborrecimento, vida parada, moral superada, obsessão do sexo, dependência dos padres e pastores, uma instituição sem futuro e sem novidade. Então, a evangelização consiste em tornar presenteuma imagem diferente do cristianismo e da Igreja. Se para muitos o cristianismo é lei, pecado, tristeza, medo, é preciso mostrar testemunhos de vida cristã alegre, livre, com metas positivas, com mensagem para o futuro, com ousadia, inovação, sem medo da novidade. Outrora, muitos deixaram a Igreja por causa de Marx; em seguida veio Freud, que ainda tem bastante força nas grandes cidades. Depois veio Nietzsche. Para muitos Deus morreu porque os cristãos o mataram, como dizia Nietzsche. Não adianta dizer que Deus está vivo, é preciso mostrar com o testemunho de vida que ele está vivo na vida de cada cristão. Por outro lado, há muitos ambientes urbanos em que simplesmente falta a presença da Igreja. Com efeito, não basta que haja um templo ou capela para que haja presença. O que faz a presença na cidade, são as pessoas. Certas pessoas podem morar ao lado da Igreja e não ter tido nunca a ideia de entrar nela, porque ninguém foi buscá-las. A presença vem de pessoas que, como missionárias, buscam o contato e não se contentam em esperar que venham, porque não virão espontaneamente. Daí a necessidade de missionários e missionárias não somente nos bairros, mas também em todos os ambientes em que se realiza a socialização urbana. Muitas pessoas resistem a entrar numa capela ou templo porque esta se identifica demais com pessoas que não lhes são simpáticas. Por isso, a evangelização não consiste em forçar pessoas a frequentar lugares ou pessoas que não lhes são simpáticas. Antes, trata-se de criar ambientes simpáticos em que o encontro possa ser agradável. Reviavivamento Muitos cristãos perdem, na cidade, o contato com os sinais, símbolos, ritos que eram o suporte da sua religião no campo. Permanecem cristãos, mas não fazem mais nada. Os filhos abandonam a prática religiosa e eles seguem os filhos. Não foram atraídos por nenhum elemento. O seu cristianismo adormeceu. O perigo é que os filhos já não terão mais religião nenhuma. Somente uma adesão de princípio, sem saber nada do cristianismo. Explica-se em grande parte o êxito dos pentecostais pelo fato de que conseguem revitalizar elementos cristãos adormecidos: Deus, pecado, salvação, Jesus, perdão, tudo isso estava adormecido. A pregação do pastor desperta os elementos cristãos que estavam apagados. Da mesma maneira, as demais Igrejas cristãs, podem provocar uma revitalização do catolicismo adormecido. Porem é preciso ir buscar as pessoas no lugar em que elas estão e apresentar-lhes um modo de ser católico adaptado ao ambiente em que estão. A vocação A experiência dos movimentos religiosos que fazem conversões deve inspirar- nos. Estamos na época da história do mundo em que houve mais conversões pessoais, conversões para uma fé pessoal, livre, sem nenhum constrangimento, sem interesse material. Os pentecostais já conseguiram no mundo centenas de milhões de conversões individuais. Os movimentos carismáticos católicos e outros movimentos de conversão conseguiram dezenas de milhões de conversões individuais. A prova está dada. Não precisa perguntar mais. Somente não vê quem não quer ver. Há uma metodologia de conversão que funciona, existem variantes, mas os elementos fundamentais são comuns. Sempre é um apelo a uma pessoa individual, apelo para uma vida nova, apelo para uma libertação. Uma pessoa descobriu o seu estado de pobreza espiritual, de vazio de sentido da vida, percebeu a nulidade da sua existência e este reconhecimento foi ajudado por outra pessoa, um crente de convicção. Neste momento entra um apelo para uma vida nova. A conversão acontece quando a pessoa está numa situação emocional forte. Ficou abalada por acontecimentos marcantes na vida - morte de uma pessoa querida, doença, acidente, ruptura com o cônjuge, com um filho, os pais, provação na vida profissional, fracasso, abalo na autoconfiança, crise da idade madura. Nesta circunstância em que uma pessoa se sente na sua fraqueza humana e perde a falsa segurança que dá a cultura moderna, o missionário questiona, cria um impacto. O missionário oferece, em si próprio e ao grupo ao qual pertence, a imagem de uma alternativa. Não adianta pedir uma conversão se não se oferece o modelo alternativo. O impacto criado pelo missionário põe em contato com Jesus Cristo. A conversão é sempre a descoberta de Jesus Cristo para mim agora. Não a uma igreja ou a um cristianismo abstrato. A conversão é vocação para seguir Jesus: libertar-se para seguir o caminho de Jesus. Ora, a vocação inclui sempre um apelo para entrar num grupo. Não há conversão a Jesus sem a mediação de um grupo: o grupo representado pela pessoa que estimula a conversão, o grupo ao qual pertence o missionário. Assim fazem os movimentos carismáticos, os grupos familiares (pequeno grupo) encontro de casais com Cristo, e todos os movimentos de conversão. Uma conversão que não é entrada num grupo que pertence a um movimento eclesial, católico ou protestante, cai em pouco tempo. Sem o sustento do grupo, é impossível permanecer fiel a um compromisso. Por isso, fracassam as missões de tipo rural quando introduzidas na cidade. Muitas pessoas querem entrar numa vida nova, mas onde? Como? Depois da missão cada um volta para o isolamento e tudo fica esquecido. A missão somente deixa desilusões se não incorpora num grupo de pessoas todas convertidas. É impossível introduzir pessoas recém-convertidas num ambiente eclesial de pessoas tradicionais ou fechado em si mesmo. Levar um convertido para a Igreja é levá-lo ao desânimo e a desilusão muitas vezes. Por isso, também os evangelismos relâmpagos dão pouco resultado. Eles não asseguraram a continuidade de maneira suficiente porque não introduzem o novo convertido em grupos com espiritualidade e lideranças espirituais fortes. Nunca, em dois mil anos, foi tão fácil evangelizar. Nunca foi tão fácil levar pessoas à conversão e à fé cristã. Porém, precisa usar a metodologia adequada. H. Múhlen mostrava como, na segunda metade deste século XX, o conteúdo do catolicismo se racionalizou, ficou abstrato, deixou de envolver a pessoa humana completa. Ninguém se entrega a Cristo por motivos racionais, intelectuais. Ninguém se convence por motivos de razão pura. Trata-se de suscitar uma expressão da fé e da vida cristã que envolva a totalidade do ser humano, o seu corpo inteiro e não somente a razão abstrata ou científica. Acontece que, mesmo na América Latina, a igreja entrou numa fase de racionalização, sobretudo a partir dos anos 60. Agora, manifesta-se uma insatisfação profunda e reaparecem os sinais sensíveis. Já que os sinais sensíveis não são exclusivos dos cristãos, mas se acham em todas as religiões, convém examinar o contexto global da evangelização para ver se estamos num contexto cristão ou no contexto de outra religião. Em todo caso, a experiência mostra que, na atualidade, a conversão nunca se reduz a uma mudança racional e consta sempre de uma experiência ou de um conjunto de experiências em que todas as faculdades humanas se movem. Evangelização da vida social A evangelização refere-se também à vida social. Não precisa insistir no princípio que é a base da doutrina social da Igreja. A vida social da cidade é a realidade complexa que foi brevemente evocada num parágrafo anterior. Pelo exemplo, pelo testemunho, pela palavra os cristãos são chamados a proclamar a novidade do evangelho em cada setor da cidade. Pois, em cada setor, algo pode e deve mudar. A evangelização da sociedade é tarefa de formiga: milhões de pessoas trabalhando juntas, cada uma levando um grão de evangelho e, assim, indefinidamente sem cessar, sem jamais ver o fim da tarefa. Pois a cidade muda constantemente e a evangelização deve recomeçar sempre de novo a partir de uma realidade nova. Assim que as pessoas se convertem e se entregam a Jesus, “devem assumirum serviço”. Os ministérios da Igreja local (pastoral) pode da sugestões, orientar para tal ou qual setor mais abandonado, sempre que estas orientações não apareçam como coerção moral e não gerem constrangimento. Lembremo-nos que a cidade é lugar de liberdade e não adianta propor a uma pessoa uma missão para a qual não sente gosto. Não adianta elaborar um organograma perfeito em que todas as tarefas estejam previstas, se não há ninguém para assumi-las. A pastoral será sempre incompleta, porque nunca aparecem todos os agentes para todas as tarefas. O Espírito Santo envia missionários para a missão. Porém, não são aceitos pela burocracia da Igreja, por uma série de motivos, todos válidos, porém destrutivos da espontaneidade e da liberdade do Espírito. Uma prática de libertação passa por milhares de pequenas transformações no tecido urbano. Não existe mais a possibilidade de imaginar uma mudança global. As experiências da revolução russa e da revolução cultural chinesa mostraram que o preço de tais transformações é inaceitável e que os resultados a longo prazo são irrisórios. Estamos diante do desafio de montar outra estratégia de mudanças, passo a passo, por passos pequenos. Milhões de iniciativas particulares são necessárias nas nossas sociedades. Em cada cidade, seriam necessárias milhares de iniciativas. Somente conversões individuais numerosas podem fornecer essas iniciativas: na liberdade! O conteúdo do evangelho Muitos missionários repetem sem cansar que o evangelho é uma boa-nova, mas não dizem qual é esta boa-nova. Na sensibilidade de muitas pessoas, tudo o que se refere a religião é uma nova e querem livrar-se dela. Não adianta comentar que o evangelho e boa-nova. Se é boa ou má, vai resultar do conteúdo. Os ouvintes dirão se foi boa-nova ou se não foi. No catolicismo tradicional, o evangelho não é nenhuma “nova". Pelo contrário, é a coisa mais antiga do mundo. A religião é tradição do passado e tira o seu valor da tradição. Dizer que é nova não seria bem recebido. Para os camponeses que chegam à cidade, isso de boa-nova não soa bem: a religião é lembrança do passado, saudade do passado. Receber boa-nova cabe dentro da psicologia e das expectativas das pessoas urbanizadas. O problema é que a pregação tradicional nunca anuncia uma boa-nova, mas repete as coisas de sempre e os camponeses aprovam porque reconhecem as coisas de sempre. Se alguém anuncia uma boa-nova, já desconfiam. Na Cidade ocorre o contrário, uma nova religião atrai, chama a atenção. É o que acontece com a Nova Era. Não se sabe o que é, mas atrai porque e novidade. O conteúdo vai depender do tipo de pessoas. Num nível muito baixo de pessoas muito pobres e não integradas na cidade, a libertação dos vícios é a boa notícia. Um crente vem contar como se livrou dos vícios da bebida, do fumo, da fornicação, das drogas. Muitas pessoas – homens, mas também mulheres - são escravas desses vícios e quereriam libertar-se. Mas não sabem como. Alguém vem oferecer um caminho eficaz. Eles se deixam conduzir e começam uma vida nova que para eles é uma ressurreição. É o que acontece com a pregação dos pentecostais em muitos casos. A mensagem do evangelho é, Jesus me liberta dos vícios, do pecado. Outros são cristãos adormecidos, perdidos na cidade: é preciso recordar a mensagem que ouviram no passado, adapta-la ao mundo da cidade: trazer a bênção de Jesus sobre os trabalhos, as esperanças da implantação na cidade. Adaptar-se à cidade custa muito trabalho, suor e paciência. Jesus nos acompanha nessa tarefa. No campo ele dava a chuva. Agora ele dá ânimo força, coragem e também solidariedade com um grupo de vizinhos. Ele dá paz e tranquilidade que decorrem da colaboração entre vizinhos iguais. As novas gerações nascidas na cidade são muito fragilizadas. Sabem como se virar na cidade, mas não acham satisfação. O modo de viver que a sociedade oferece deixa frustrações: solidão, estresse, dificuldade de comunicar-se com outros, dificuldade de se aceitar a si próprio, insatisfação com tudo que parece sem sabor. Daí o recurso ao sexo, às drogas, a paixão pela Internet, a busca de gurus, a atração pelas religiões novas. A libertação que buscam é libertação de si próprios, da sua insuficiência, da falta de sentido da sua vida. O evangelho vem anunciar o amor de Jesus: Jesus te ama. Tal amor infinito vem dar paz e segurança. Além disso, dissipa o medo e permite lançar-se em atividades de serviço. Fazendo coisas às quais se atribui valor, a pessoa sente-se mais segura de si mesma, mais confiante. Claro está que tal evangelho pode alimentar uma nova forma de narcisismo. Pode estar então adaptado à psicologia do interlocutor que é recebido simplesmente como remédio, prolongando o narcisismo que já era o modo de viver anterior. Se fosse assim, o evangelho não seria uma verdadeira libertação, mas uma nova droga. Sem dúvida, tais casos ocorrem mais frequentemente do que os dirigentes dos movimentos podem imaginar. No entanto, as pessoas da cidade são assim e não adianta enviar uma mensagem que não podem captar. A verdadeira libertação está no serviço ao próximo. Por conseguinte, o critério de autenticidade do evangelho está no efeito produzido: nos serviços que produz. Se produz uma vida de serviço, foi autêntico. Se não produzir, não foi autêntico. Não se pode julgar da autenticidade do evangelho anunciado pela análise das palavras. As palavras podem significar muitas coisas de acordo com a mentalidade de quem as recebe. Um discurso de libertação pode produzir alienação dos ouvintes. O caso não é imaginário. Aconteceu que havia pessoas que repetiam sem cessar um discurso de libertação e nunca faziam nada: as palavras serviam de cobertura para esconder a alienação da pessoa. O fato é tão comum que somente os interessados não se dão conta dele. O conteúdo e a expressão do evangelho variam, mesmo dentro de um esquema comum. Daí a importância de se situar corretamente a pessoa com quem se conversa. O evangelho não é de estilo expositivo: não é catecismo. Não é de estilo narrativo: não é leitura, menos ainda explicação do evangelho. Menos ainda, de estilo teológico. Um dia ouvi um sacerdote encarregado da pastoral de um grande hospital conversando com um doente. O doente dizia que era ateu. Então o sacerdote explicou ao doente que ele não acreditava no Deus dos filósofos, de Aristóteles e dos outros e que nisto estavam bem de acordo. Ele, padre, também era ateu desse Deus filosófico. Mas o Deus que anunciava era outro, era o Deus de Jesus Cristo. Claro que o doente pensou que o padre era um louco. (COMBLIN, 1999). O evangelho é sempre um apelo. Um apelo dirigido pelo próprio Deus. O missionário vem trazer uma mensagem do próprio Deus, vem como enviado, encarregado de uma mensagem. Esta mensagem é um apelo, uma vocação: apelo para aceitar o amor de Deus e viver nele e dele. 3 Métodos de Evangelismo Conhecimentos Conhecer os principais métodos para realização do evangelismo nas cidades, tanto no âmbito pessoal como público. Habilidades Saber organizar e liderar grupos de pessoas e mobiliza-las ao evangelismo pessoal e público. Atitude Buscar o Reino de Deus em primeiro lugar e fazer discípulos para Cristo. 3 OS MÉTODOS PARA EVANGELIZAÇÃO Ao iniciarmos este estudo convém dizer que o método é o caminho ou a forma de realizar algo. Um método evangelístico é uma maneira ou modo de evangelizar. Não existe apenas um único método a ser seguido e seria um erro achar que exista um método superior a outro. A variedade de método nada tem a ver com a mensagem, ela permanece a mesma, inalterada. Não podemos mudar a mensagem para agradar as pessoas ou achando que facilitaremos as conversões, que tornaremos o evangelho mais palatável mudando sua essência.Isso não deve ser feito de forma alguma. Os métodos podem variar de acordo com a personalidade, habilidades e o jeito de ser de cada pessoal. Ninguém é igual, também os dons e talentos não são, assim é natural que as pessoas prefiram métodos diferentes de realizar a obra de Deus. Erra o líder que insiste que a obra deva ser realizada apenas de uma maneira, achando que todos devam se enquadrar naquela forma. Na Bíblia encontramos exemplo de pessoas diferentes que foram usadas por Deus de formas diferentes. Mas todos, a sua maneira contribuindo com o Reino de Deus. Lembre-se que a mensagem sempre será a mesma em qualquer época ou para qualquer pessoa, porém os métodos podem e devem variar. 3.1 Método de confrontação O método da confrontação nada mais é do que o meio pelo qual a pessoa que vai evangelizar aborda diretamente uma ou mais pessoas a qual ela não conhece ou conhece muito pouco ao ponto de não haver entre elas uma laço de amizade mais forte e aproveitando a oportunidade, prega para elas o evangelho. Pode ser uma abordagem com os colegas de trabalho, ou um vizinho sem muita proximidade. Nesses casos é o evangelista que determina a quem abordará e qual o momento propício para isso. Comumente é uma abordagem breve porem completa incluindo a exposição essencial do evangelho, e a necessidade de decidir ao lado de Jesus, evitando assim a ruina eterna. Este método de evangelização pode ser praticado praticamente em qualquer lugar onde se possa ter uma conversa amigável com alguém. Por exemplo: no lar de alguém, de porta-em-porta, numa conversa ao celular, em lugares de lazer ou entretenimento, como praia, lugares públicos, ônibus, aviões, estacionamentos e eventos esportivos etc. Pode ser empregado numa pregação ou conferência evangelística. O evangelista leva a mensagem de salvação a um grande número de pessoas e em seguida apela para uma tomada de decisão. Temos o exemplo na Bíblia do apóstolo Pedro em várias ocasiões. Devemos lembrar que Pedro tinha personalidade forte, era incisivo em suas atitudes, e essas características contribui para este tipo de método evangelístico. Por ocasião do Pentecostes, quando a promessa de Jesus se cumpriu acerca do derramamento do Espírito Santo (Atos 2.11-12), mesmo diante dos zombadores que escarneciam dos apóstolos, Pedro não se intimidou e começou o seu discurso (At 2.14- 41) expondo a mensagem de salvação para os judeus, e no verso 41 diz que naquele dia cerca de três mil pessoas se converteram a Cristo. Pedro teve coragem, foi intrépido, manifestou disposição e paixão pelos perdidos, Pedro manifestou essas características. Deus usou as características da personalidade de Pedro, potencializadas pelo Espírito, mesmos sendo uma pessoa imperfeita, para realizar um trabalho incrível e frutífero com muitas almas para o Reino de Deus. A promessa de Jesus que faria dele um pescador de homens havia se cumprido. Hoje também, existem pessoas que não aceitarão o evangelho, a menos que sejam confrontadas com a palavra de Deus, e Deus quer usar as pessoas certas para fazer essa obra. 3.2 Método dialético O termo dialético é uma referência ao método de filosofar de Sócrates e Platão, onde se trava um dialogo entre duas pessoas, com perguntas, raciocínios, argumentos com o fim de fazer aflorar a verdade e afastar o falso. Este método pode ser usado pelos cristãos, que por meio de argumentos e arrazoamentos levam a outra pessoa a raciocinar acerca de certas realidades. A essência desse método é levar a outra pessoa a raciocinar e até questionar certas ideias, E por meio de argumentos racionais conduz o outro ao conhecimento verdadeiro do evangelho. É um método ótimo para tirar dúvidas. É um meio de fazer com que o outro participe do descobrimento da verdade, e não seja apenas um ouvinte passivo, recebendo por imposição a verdade. Se observarmos, as pessoas geralmente não gostam de pessoas que acham que possui a verdade absoluta, isso parece um tanto arrogante, e assim não são bem recebidas. Até porque vivemos em uma época em que não se creem mais em verdades absolutas, hoje tudo é relativo. (BARNA, 1988). Este método apela mais para a razão do que para a emoção. Existem pessoas assim, bastante racionais e só tomarão uma decisão ao lado de Cristo se forem convencidas de que esse é um caminho correto. Com este método diminuem o risco de decisões mais emotivas, precipitadas por influência externa de parentes e amigos, por carência ou por fragilizadas geradas por problemas pessoais. A sua decisão virá após uma compreensão do significado do evangelho que está aceitando. Paulo usou muito este método, mesmo que ele usasse a confrontação, o seu método envolvia também uma apresentação lógica e racional da mensagem do evangelho, ele era expert em apresentar verdades centrais a respeito de Deus, o pecado, o homem e a solução para o problema do homem, haja visto a carta aos Romanos. Certa ocasião, Paulo estava em Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus, e foi procurá-los a fim de discutir sobre as Escrituras (At 17.1-4). É interessante que a Bíblia diz que este já era um costume de Paulo (v.2), e este “discutir” envolvia expor ou defender algum assunto alegando razões, envolvia muito o raciocínio, o intelecto. Paulo explicava-lhes porque foi necessário que Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos. (Barna. 1988, p. 162). Um pouco mais adiante, Paulo encontra-se em Atenas enfurecido por causa da idolatria do povo, e não se cala e começa a anunciar as Boas Novas, e por isso foi levado ao Areópago, que era um Tribunal Ateniense onde eram realizadas assembleias de magistrados, sábios e literatos, e lá pôde falar mais ainda a respeito do seu Deus. Paulo usou de muita sabedoria para falar àqueles homens, pois ele partiu do conhecido; que eram as várias estátuas de deuses, para o desconhecido, que era uma estátua que havia entre as demais a qual Paulo chamou de “o Deus desconhecido”. Paulo falou com eles usando cultura e conhecimento do evangelho, e alguns creram e se agregaram a ele (At 17.16-34). Há pessoas que são resistentes ao evangelho, não aceitam qualquer ideia que seja nova para elas. São pessoas que não aceitam respostas fáceis, quadradinhas, muitos querem ver a razão em tudo. Diante destas pessoas não há método melhor a ser usado que o socrático, pois este envolve o uso de uma argumentação racional, e para isto é necessário estar preparado “…para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pe 3.15). 3.3 Método testemunhal Este é o método em que a pessoa evangeliza falando da obra realizada por Deus em sua vida, é um testemunho do poder transformador do evangelho. Este método, como qualquer outro, exige muito mais do que falar, porque as pessoas vão querer ver o que de fato aconteceu, investigarão para ver se é verdade ou não. As Escrituras falam a respeito de um cego de nascença que fora curado pelo Senhor Jesus (Jo 9), e este teve a oportunidade de testemunhar a respeito deste milagre, tanto para seus vizinhos (vv. 8-9) quanto para os fariseus (vv. 31-33), mesmo sem conhecer o autor do mesmo. Após conhecê-lo, o que era cego creu no Senhor Jesus e O adorou (v. 38). Mesmo a liderança não acreditando, questionando o seu testemunho, ele não cessou de falar a verdade ao ponto de ser expulso da sinagoga. Nem sempre as pessoas reagirão positivamente ante ao testemunho pessoal, muitos rejeitam o evangelho independente do método usado para anunciá-lo. Outro exemplo do uso deste método é o testemunho da mulher samaritana (Jo 4.1-18) que, após compreender quem era Jesus saiu contanto a todos quem havia conhecido (Jo 4.39-42); por intermédio do seu testemunho, muitos vieram a crer no Senhor. Mesmo sendo uma mulher de má reputação ela não receou em ir até a cidade para falar a respeito dequem ela conhecera. É bem possível que tenha acontecido alguém tê-la rejeitado, mas muitos foram os que a ouviram. A maioria das pessoas tem em mente o método testemunhal para ser usado somente por aqueles que possuem um testemunho dramático ou sensacionalista. Na realidade basta haver evidências de transformação de vida, para que um testemunho seja eficiente, e se algum cristão não consegue ver o que Deus fez e faz em sua vida, algum problema há. 3.4 Método assistencial É aquele que leva as Boas Novas através de alguma obra de ação social, seja abrigando crianças de rua, distribuindo alimentos e roupas aos carentes. Este método busca infiltrar o evangelho na comunidade suprindo suas necessidades, tanto físicas quanto materiais e espirituais. Vemos em Dorcas o exemplo de alguém que praticava este método de evangelização, um personagem pouco conhecido, mas que fez muita diferença na vida de algumas pessoas. Em Atos 9.36-42, diz que Dorcas era uma mulher notável pelas boas obras que praticava, pelos seus atos amorosos; tinha um ministério de assistência às viúvas, confeccionava roupas e lhes dava. Nesta passagem fica nítido o amor que os beneficiados sentiam por Dorcas, que havia falecido e fora ressuscitada pelo apóstolo Pedro, fato este, que tornou-se conhecido por toda Jope. Geralmente as pessoas que gostam de servir aos demais são as que se identificam com este método. Ela tem a sensibilidade de perceber a necessidade dos outros e procuram empenhar-se ao máximo para ajudá-los sentem-se realizadas e felizes em exercer este ministério, mesmo que não haja o reconhecimento de muitos. Este é um método que leva tempo até que a pessoa compreenda o evangelho, visto que muitos só estão interessados em suprir suas necessidades físicas e materiais. As pessoas que se empenham neste método de evangelismo são as que tocam naquelas pessoas que ninguém jamais tocaria, são geralmente aquelas consideradas “escória da sociedade”. Certa vez ouvi uma ilustração que contava a história de um menino de rua que estava faminto em frente a uma padaria, observando pela janela de vidro os pãezinhos que iam saindo. Eis que chegou um senhor e vendo o menino perguntou-lhe se estava com fome, ao que este respondeu positivamente. Então, aquele senhor entrou na padaria e comprou vários daqueles pãezinhos e os entregou nas mãos do menino que olhou para ele e perguntou-lhe: – Moço, o senhor é Deus? Outra história me contou um amigo meu que costumava resgatar pessoas alcoólicas das ruas. Após auxiliar um certo senhor que estava caído na calçada alcoolizado, levou-o para sua casa, deu um banho no cidadão e o alimentou, vestiu e preparou os familiares do mesmo que não mais queriam contato com ele, após conversar com os mesmos, eles o receberam. Então o homem olhou para este meu amigo e disse: o senhor é Jesus? Há pessoas famintas não só de pão, mas de Deus, e nós somos instrumentos seus para suprir tais necessidades. As pessoas não estão tão interessadas no que pensamos ou falamos até estarem sensibilizadas pelo que somos e como nos interessamos por elas, elas querem ver Jesus Cristo em nós. 3.5 Método Comportamental Como o próprio nome diz, este método de evangelização baseia-se no relacionamento entre cristãos e não cristãos. É desenvolvido através da amizade sincera e desinteressada do cristão. Consequentemente essa amizade desperta uma curiosidade no não-cristão quanto ao modo de viver, padrões, conduta, razões e motivações essenciais do estilo vida do cristão. Desta forma, não se corre o risco de fazer do não-cristão apenas o projeto evangelístico, é uma oportunidade para investir em um relacionamento autêntico de amor e amizade, o que os não-cristãos estão sempre a procura. Esse método tem crescido de modo significativo, e o que é melhor, tem crescido também a confiança mútua. Joseph Aldrich, divide o evangelismo comportamental em três fases. A primeira fase é a presença, na qual o cristão se aproxima do não-cristão e antes que ele ouça a respeito do evangelho ele deve perceber através do modo de vida e do amor demonstrado pelo cristão, o evangelho no qual ele supostamente se baseia. A segunda fase é a proclamação, e nesta sim, o cristão falará do evangelho para o seu amigo. Viver o evangelho não é suficiente para que o não-cristão o compreenda, há também a necessidade de falar sobre a essência do evangelho, falar sobre os fundamentos ou em que está baseado este diferente estilo de vida. É fundamental, portanto, que se fale para o não-cristão as boas notícias de salvação. A terceira fase, Aldrich a chama de persuasão. É a fase em que a pessoa é chamada a tomar uma decisão por Cristo. Algumas vantagens deste método é que é um método que não depende de muito conhecimento bíblico, visto que o não cristão valoriza mais a pessoa do cristão do que o conhecimento dele. O fato de apresentar o evangelho a uma pessoa com a qual já exista um laço de amizade facilita a proclamação da mensagem do evangelho. O conteúdo do evangelho ganha impacto adicional quando é comunicado com base no que se vive, e se a presença do espírito for de fato sentida e positiva, o não-cristão perguntará a respeito da razão da sua fé. O cuidado que se deve tomar com este método de evangelismo é o de não acomodar-se a simplesmente viver o evangelho e se calar não buscando oportunidades para compartilhar o evangelho. O “deixar que Deus fale aos corações dos pecadores” pode-se tornar desculpa para o cristão fugir de sua responsabilidade de proclamar as Boas Novas. Conclusão Deus escolhe pessoas diferentes para realizar Seus propósitos; “…deleita-se em usar pessoas comuns e simples de maneiras surpreendentes e emocionantes”. O evangelho deve permanecer puro e inflexível, não importando que mecanismos são usados para apresentá-lo aos não-cristãos, porém, o mecanismo que escolhermos poderá influenciar na disposição, na capacidade de ouvir, ou até mesmo na compreensão da mensagem que está sendo pregada. O próprio Cristo usou vários métodos para falar das Boas Novas do Reino, evangelizou através do Seu testemunho de vida, supriu as necessidades das pessoas, pregou para grandes multidões e falou individualmente com as pessoas, contudo, Ele diferenciou os métodos que usou para alcançar judeus, samaritanos e romanos, ricos e pobres. É preciso avaliarmos o provável sucesso de cada um desses métodos baseados no que sabemos a respeito de formas de pensamento, estilos de vida, visões e experiências religiosas, bem como das necessidades e interesses pessoais desta geração. O incentivo do apóstolo Paulo aos cristãos é que usem de todos os meios que estiverem ao alcance para efetivamente e sem comprometimento da integridade da mensagem, apresentem o evangelho aos não-cristãos (Rm 11.13-14; 1 Co 9.19-23). Sócrates desenvolveu um método de instrução que tem a propriedade de envolver um estudante em um debate lógico que leva a uma conclusão sólida. A chave para o método socrático é que o professor tenha domínio sobre a questão que está sendo considerada, de modo que ele possa fazer perguntas investigativas, diretivas que não manipulem o estudante, antes ajudem a esclarecer a verdade conclusiva que o estudante procura. (Barna. 1988, p. 162). 4 A PRÁTICA NA EVANGELIZAÇÃO COMPETÊNCIA Planejar e elaborar um projeto missionário na sua comunidade. HABILIDADE Ser capaz de executar junto à sua comunidade um projeto evangelístico ATITUDE Priorizar o interesse do Reino de Deus acima dos projetos e interesses terrenos. CRIANDO UM PROJETO MISSIONÁRIO Para cumprir os requisitos de aprovação nessa disciplina é necessário que o estudante cumpra as exigências previstas na disciplina, que inclui atividades teóricas e práticas. A atividade prática requer que o aluno vá a campo cumprir parte da carga horaria e no final da atividade entregar um relatóriofinal, contendo o projeto e os relatos de experiências. Este capítulo de um modo mais específico colaborará para que o estudante receba as orientações necessárias para que consiga elaborar seu projeto missionário e o execute-o com êxito no campo. No anexo A no final do Livro você tem um modelo de como estruturar seu projeto. O planejamento é indispensável em qualquer atividade humana e não seria diferente com a prática do evangelismo. O próprio Jesus contou uma parábola sobre a importância do planejamento. Portanto oferecemos abaixo os passos necessários criar um projeto missionário. Escolher o público alvo É importante saber qual será o tipo de público a ser alancado. Pois a depender do mesmo se escolherá o método. Obviamente se seu público for infantil isso demandará um trato diferenciado. Assim estipule o tipo de pessoas que irá trabalhar. Defina se será um público infantil, se sim, até que faixa etária, se serão jovens, adultos, idosos, moradores de rua, grupo social, etc. Escolher o método Após definir seu público alvo defina o método. Entre vários, citamos estes abaixo: 1. Grupo familiar (pequeno grupo). Na sua casa ou na casa de terceiros. Defina o local. Organize um cronograma de todas as tarefas do grupo, como: local das reuniões, ou seja, será na casa de quem? Quando iniciar, com data e horário de começo e fim. Como atrairá as pessoas para seu grupo, quem participará e se terá pessoas para lhe auxiliar, quem são estas pessoas, e o que elas farão. 2.Visitando lares. Caso opte por visitar os lares é importante que vá a dupla. Esse tipo de trabalho só deve ser feito de dois em dois como ensinou Jesus. Escolha esta pessoa, de preferencia alguém compromissada com o reino. Tenha um plano B, caso aconteça alguma coisa, tenha outra pessoa em mira para lhe acompanhar. Selecione com antecedência os textos bíblicos que serão lidos na visita. Estabeleça um roteiro, quais as ruas, qual o bairro, quantos lares irão visitar naquele dia, qual o dia e a hora. Planeje quanto tempo em média irá durará a visita. Não seja prolixo. Não demore demais na oração. Tem orações longas que cansam até os anjos. O que fará nessa vista? Primeiro tente entrar nos lares, quebre o gelo falando sobre algum assunto, procure despertar interesse fazendo alguma pergunta para sondar o grau de compromisso que essa pessoa tem com Deus. Exemplo: você se considera uma pessoa religiosa? Com que frequência costuma ler a Bíblia? A depender da resposta poderá melhor direcionar a sua mensagem e apelo. Revele o objetivo da vista com clareza, lei a palavra de Deus, deixe uma mensagem e faça uma oração pela família. E passe para a próxima casa. 3.Estudo bíblico O estudo bíblico consiste em estudar sistematicamente os principais temas bíblicos a fim de levar uma pessoa que não conhece a verdade tal qual ela se apresenta em Jesus Cristo possa fazê-lo. O estudo apresentará os rudimentos básicos da fé cristã. Estudo bíblico pode ser organizado em uma série de temas essenciais. A ordem dos temas é importante. Didaticamente devemos começar com temas mais fáceis e ir avançando a medida que o estudante vai se familiarizando com a Bíblia. Uma ordem de assuntos que sigam certa lógica ajuda na assimilação da mesma. Veja essa série sugestiva de temas: a Palavra de Deus, Deus, pecado, arrependimento, justificação, fé e obras, santificação, conduta e modéstia cristã, juízo, vida eterna, adoração, Igreja, batismo, discipulado. O objetivo principal do estudo bíblico é tornar o estudante um discípulo de Cristo e não simplesmente levá-lo para uma Igreja. Converte-lo é melhor que convencê-lo, embora saibamos que esta é uma obra do Espírito devemos fazer com que o estudante entenda esta diferença. Uma série de estudos bíblicos podem ter 10, 15 a 20 ou mais lições, a depender do modelo adotado. Geralmente o estudo bíblico é feito no formato de um “catecismo” com perguntas e indicando a resposta na Bíblia. Ambos (professor e o estudante) devem ter uma Bíblia na mão na ora do estudo. Você pode criar sua própria série ou pode usar uma pronta, geralmente as Igrejas cristãs disponibilizam essas séries para os seus membros usarem no evangelismo. Cada lição deve ter entre 8 a 10 versos bíblicos. Não é bom usar muitos para não tornar o estudo cansativo. É melhor que o estudo seja curto e interessante, do que longo e enfadonho. Deixe o estudante interessado para as próximas lições. O tempo de estudo com o estudante deve girar em torno de 45 minutos no máximo 1h. Faça um apelo a cada estudo perguntando ao estudante se ele está disposto a aceitar na sua vida as verdades aprendidas naquele estudo. Use linguagem clara, evite clichês de crentes, fale compassado e com naturalidade. 4.Sermões O sermão é uma forma clássica de evangelizar, Jesus e seus discípulos faziam sermões para o povo. Paulo pregou sermões em muitas ocasiões e lugares. Jesus e Paulo pregavam nas sinagogas dos judeus. Pedro Pregou no templo em Jerusalém, e muitos se converteram, Estevão pregou para uma multidão e foi apedrejado. A história mostra diversos pregadores famosos que levaram muitas almas a Cristo. Paulo acompanhou tudo e segurava as vestes daqueles que apedrejavam Estevão, depois Paulo se converte e se torna o grande evangelizador dos gentios. O testemunho de Estevão foi marcante na vida de Paulo. Sermões podem ser pregados em qualquer lugar, desde que ajam pessoas atentas e dispostas a ouvir. Um ambiente comum são as Igrejas onde já existe um público predisposto. Mais um pregador ousado pode até mesmo em uma praça pública ganhar a atenção das pessoas que ali trafegam. Depende da intrepidez e dos talentos de cada um. Existem vários tipos de sermões. O sermão temático assemelhasse a um estudo bíblico, mudando apenas a forma de apresentação e a dinâmica do mesmo. Enquanto que o sermão é uma exposição do tema seguindo uma série de versículos preestabelecidos. O sermão expositivo focasse em um único texto (que pode ter alguns versículos) da Bíblia e dali se extrai todas as lições sem precisar ficar passeando entre vários livros da bíblia ou versículos. Este último exige maior preparo. 5. Conferência pública A conferência pública consiste na apresentação pública de vários sermões concatenados em uma série, para um grupo de pessoas que foram previamente convidadas a participarem da conferência. Exige preparo e a participação de várias pessoas auxiliando o conferencista. A conferência pode ser feita em uma Igreja ou um local previamente arranjado. É feito divulgação por meio das mídias existente, panfletos de casa em casa, faixas publicitaria em alguns lugares da cidade, outdoors, rádio, TV, carro de som, etc. Todos os meios lícitos são válidos. É um método que requer maior preparação para executá-lo com êxito. Todas as noites o conferencista faz apelos aos presentes a fim de que se posicionem ao lado de Cristo e da verdade. O ponto alto da conferência deve coincidir com uma cerimônia de batismo, sendo os mesmo acrescidos ao rol de membros da Igreja. 6.Internet Não poderíamos deixar de fora a internet. Hoje em dia a internet é potencialmente um meio para se evangelizar. Como? Através de um canal do you tube você poderá criar um canal evangelístico e divulgar vídeo com mensagens ou mesmo sermões, estudos bíblicos, tira dúvidas, etc. Ainda pode criar um blog do tipo blospot ou outro gratuitamente ou mesmo criar um site para evangelizar. Muitas pessoas podem seres alcançados por meio desse meio. Hoje em dia são muitos ou site e canais que possuem essa proposta. Também poderá utilizar o facebook criando FromPage dedicadas especificamente a este proposito. 7.Visita a hospitais Os hospitais são lugares onde encontramos pessoas em situações limites. Geralmente nessas circunstancias o ser humano fica mais sensível às “coisas de Deus”. Pois o sofrimento e o medo da morte colocam os mesmos diante de questões existenciaispara as quais não se tem resposta. A ameaça da morte, o não-ser, faz o ser humano pensar sobre o valor das coisas e a importância da vida que tem levado. Este pode ser o momento propício para ouvir o evangelho com atenção. A evangelização é permitida nesses lugares e existe legislação que franqueiam a entrada de evangelizadores aos pacientes, sejam católicos ou evangélicos. Nessas visitas aos leitos evite não interferir na rotina pré-estabelecida pelo hospital. Seja discreto. Ode distribuir literatura, orar com os pacientes e ler a Bíblia com eles. Não deixe de se identificar na portaria como um evangelizador, do contrario você não conseguirá entrar. Se for a primeira vez que for fazer este trabalho procure ir com alguém que tenha experiência. Legislação que permite a entrada de religiosos em hospitais e preside-os. LEI No 9.982, De 14 De Julho De 2000. 8.Visitas a presídios O número de encarcerados no Brasil é enorme. Pessoas nessas circunstancias podem apresentar diversos quadros e estados de espírito. Podem ser até gentis e atenciosas, mas também podem manifestar desinteresse, apatia, ou até mesmo má educação. De qualquer forma esteja preparado para tudo. Não é um trabalho fácil. Porem reconfortante conseguir restaurar pessoas que desceram tão baixo e devolve- las para a sociedade por meio da palavra de Deus. Assim como nos hospitais, os presídios também possuem sua rotina, seus horários de visita, suas regras e normas. A vistoria é um momento desagradável, mas necessário, é assim que se previnem a entrada de armas, drogas e celulares. Recomenda-se que pessoas inexperientes se façam acompanhar por alguém de experiência nesse trabalho. Legislação que permite a entrada de religiosos em hospitais e preside-os. LEI No. 9.982, De 14 De Julho De 2000. Estes são alguns dos métodos mais comuns, mas o estudante poderá estar fazendo uso de outros caso deseje, mas estes são mais comuns e assim o estudante tem em mãos referenciais mais do que suficiente para concluir com êxito sua atividade de campo. Em seguida ofereceremos orientações gerais que podem ser usado e adaptado a qualquer metodologia. Orientações Práticas Gerais Para o Evangelismo 1. Planeje onde e como irá evangelizar. 2.Prepare sua mensagem pessoal. Não caia no erro do improviso, nem de adquirir sermões “enlatados”, ou seja, sermões que já vem pronto. Selecione as porções da Bíblia para a hora de evangelizar. Também prepare histórias de sua própria vida que possam servir para fazer com que alguém se torne um cristão. Você pode compartilhar: Versículos e histórias prediletas; Versículos importantes; A história de sua fé. 3.Prepare várias perguntas. Para não ficar apenas em conversas superficiais, faça perguntas pertinentes para adentrar os assuntos relativos a fé. Para não ter que inventar na hora, tenha uma lista de perguntas em sua mente. Boas questões podem incluir: Existe vida além da morte? Você acredita numa recompensa para além desta vida, tipo paraíso ou inferno? Você se sente pleno ou algo lhe falta para ser feliz? Você tem hábitos de orar ou ler a bíblia? 4.Prepare-se Prepare-se espiritualmente para essa tarefa diariamente, e em especial no dia que for sair para evangelizar. Isso pode ser feito através da oração pessoal. Pode parecer difícil falar de questão de fé com as pessoas, mas se surpreenderá com a quantidade de pessoas que possuem interesse nesse campo. As pessoas não são tão preconceituosas como se imagina, no fundo todos tem um pouco de fé que precisa desenvolver. Esteja preparado para encontrar resistências e provas. Mas lembrem-se, as ovelhas de Cristo ouvirão a sua voz e reconhecerão. 5.Conversando Na primeira conversa não vá direto ao ponto, fale sobre algo do dia a dia ou que seja do interesse da pessoa. Leva algum tempo até a pessoa passar a confiar em você. As pesquisas demostram que 90% das pessoas que se convertem e possuem laços de amizade com alguém da Igreja, costumam permanecer. Portanto antes de tentar evangelizar alguém procure primeiro se tornar amigo desta pessoa. 6.Faça uma pergunta forte. Faça perguntas que leve a pessoa a refletir sobre questões existenciais, como o sentido da vida, de onde viemos, quem somos, para onde vamos. Também pode elaborar uma pesquisa sobre um assunto interessante que sirva de quebra gelo para iniciar a conversa. 7.Escute e preste atenção. Se você falar o tempo todo sem prestar atenção ao que o outro tem a falar, logo você perderá esse ouvinte. Caso a pessoa seja muito calada ou tímida faça algumas perguntas e assim motive-a a falar. Preste atenção a resposta. Além de demonstrar ao outro que você é ouvinte, é preciso prestar atenção ao que o outro diz para aprender a responder de maneira precisa e convincente. Escutar atentamente lhe ajudará a analisar o interesse do outro e ajudá-lo a se abrir ainda mais. 8.O testemunho para encorajar a pessoa. Conte a ela sua experiência de conversão. Fale sobre como sua vida mudou após ter encontrado com Jesus, apresente sua compreensão do cristianismo. Foque nos temas mais importantes da fé e da salvação. 9.Fale sobre temas familiares. Trate sobre um tema familiar, isso fará com que ambos entrem em acordo, é melhor do que falar de assuntos polémicos que podem de início gerar barreiras e discórdia. 10.Fale sobre o passo-a-passo da conversão. Eu costumo chamar de iniciação aos “rudimentos da fé”. Como uma maneira de dar a um possível convertido uma lista concreta de passos que devem ser mantidos em mente na hora de desenvolver a fé. O método ABC se divide assim: 1 Reconheça que você é um pecador e arrependa-se de sues pecados. 2. Aceite Jesus como seu salvador pessoal, louve-o e bendiga o nome do Senhor. que morreu por seus pecados. 3. Confesse sua fé em Cristo e testemunhe aos outros. 11.Dando o Próximo Passo Forneça literatura religiosa em especial uma bíblia, para pessoas que deseja evangelizar e demostram receptividade. Faça o mesmo em especial para pessoas que aceitaram o apelo inicial à conversão. É preciso que elas sejam bem alimentadas na fé. Distribua o máximo de material evangelístico possível, como folhetos, livretos, revistas, etc. Tudo pelo bem na causa do mestre. 12.Ofereça orientação espiritual. Após o primeiro apelo, caso a pessoa aceite Jesus, ela não nascerá madura no reino, ela precisará de tempo para desenvolver sua fé e espiritualidade. Isso não ocorrerá da noite para o dia, nem será como um passe de mágica. Qual é o próximo passo? Ela precisará de sua orientação e cuidado pelo menos no início da nova fé. Ofereça para continuar orientando, caso ela deseje, indique uma igreja onde ela poderá congregar e receber mais orientação espiritual, de preferencia a mesma que você congrega. 13. Ore com eles. Existem pessoas que nunca oraram na vida ou pelo menos não na frente de outros e por isso se sentem apreensivas quanto tiverem que orar na frente de outras pessoas. Assim como Jesus ensinou a seus discípulos, ensine com seu exemplo. Faça você mesmo às primeiras orações de forma simples, sem muitos rodeios ou rebuscamentos, não seja prolixo nas orações, mas objetivo. Quando ela se sentir confortável para isso, peça que ela faça a oração. Oriente a mesma na prática da oração, indicando os horários mais adequados, frequência e como fazê-lo. 14 Seja realístico sobre a nova fé. Ser realístico é ensinar o que Jesus ensinou, com equilíbrio, sem falsas promessas, Jesus não prometeu a ninguém o céu na terra. Ao contrário disse “no mundo terreis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Ou seja, tem gente pregando um evangelho que não é o de Jesus. Prometem o céu na terra, só apresentam o lado maravilhoso da experiência cristã, mas esquecem de falar das provações e dificuldades que sobrevém a todos que vivem nesse mundo. Há uma oposição real contra os princípios de Cristo no mundo em várias esferas da sociedade, e a Bíbliaensina que o “mundo jaz no maligno”. Portanto com certeza haverá conflito. Vá devagar com o novo converso, um passo de cada vez, nada muito complicado no início, nada de querer fazê-lo entender profecias complexas e temas escatológicos. De início ensine aquilo que é o fundamental no evangelho. A história básica de Jesus é um bom início, a forma como ele tratava as pessoas, a forma como o evangelho muda nossa relação com as pessoas, introduzindo elementos fundamentais como o perdão, a reconciliação, o amor para com o próximo, a solidariedade, fraternidade e caridade cristã; Esses elementos estão quase que esquecidos. Muitos estão mais preocupados com questões de doutrinas porque trabalham na especificidade das suas crenças e assim conquistam as pessoas para suas denominações e não para o evangelho de Cristo. Primeiro o novo convertido precisa aprender a se relacionar com Jesus Cristo e o próximo, depois vem as doutrinas. Evangelize pelos motivos corretos. Não use falsos argumentos para convencer alguém, a verdade não precisa disso. 15. Pessoas já evangelizadas Sobre evangelizar pessoas que já foram evangelizadas e são membros regulares de alguma Igreja cristã, não inicie uma discursão polêmica com membros de outras denominações. Se a pessoa esta satisfeita com a sua fé porque você iria convencê-la que a sua Igreja é a melhor? Vá em busca de pessoas que ainda não aceitaram a Jesus e necessitam ser evangelizadas. 16. Exalar a Cristo sempre Não exalte sua Igreja mais do que a Cristo. Existem pessoas tão ou mais comprometidas com a denominação do que com Jesus. Cuidado com isso. Embora seja importante e necessário fazer parte de uma Igreja Cristã, é pelos méritos de Cristo que somos salvos. BIBLIOGRAFIA BARNA, George. Evangelização Eficaz. Campinas, SP: United Press, 1998. COLEMAN, Robert E. O Plano Mestre de Evangelismo. São Paulo: Mundo cristão, 1984. COMBLIN, José. Pastoral Urbana: o dinamismo na evangelização. Rio de Janeiro: editora Vozes, 1999. DONDERS, Joseph G. Evangelizar ou colonizar: Experiência africana de Jesus. São Paulo: Edições Paulinas. HYBELS, Bill, MITTELBERG, Mark, BISPO, Armando. Cristão Contagiante, São Paulo: Vida, 1999. OVERBECK, Carmita. Ide, Evangelizai. São Paulo: Edições Paulinas, 1996. SHEDD, Russell R. Fundamentos Bíblicos da Evangelização. São Paulo: Vida Nova, 2004. SAIBA MAIS Revivalismo religioso no cristianismo-Maria Cristina Pratis Hernández http://www2.pucpr.br/reol/index.php/10CT?dd1=5616&dd99=pdf Como descobrir e organizar ministérios Indicamos a leitura do artigo intitulado “Como descobrir e organizar ministérios” do Pr. Derson Lopes Jr – Professor, pastor e consultor. Autor dos livros “Administração da Igreja MIssional” e Gerenciamento de Projetos ao Alcance de Todos”. Fonte: http://ucb.adventistas.org/missaourbana/2017/04/06/como-descobrir-e- organizar-um-ministerio/ VÍDEOS http://www2.pucpr.br/reol/index.php/10CT?dd1=5616&dd99=pdf http://ucb.adventistas.org/missaourbana/2017/04/06/como-descobrir-e-organizar-um-ministerio/ http://ucb.adventistas.org/missaourbana/2017/04/06/como-descobrir-e-organizar-um-ministerio/ O melhor método de evangelismo é o testemunho VÍDEO 1 - https://www.youtube.com/watch?v=JkG6bk2T1kg Quatro estágio do evangelismo VÍDEO 2 https://www.youtube.com/watch?v=92VRQK6PuZg Aprenda a evangelizar VÍDEO 3 https://www.youtube.com/watch?v=WBry1Ob-7UU https://www.youtube.com/watch?v=JkG6bk2T1kg https://www.youtube.com/watch?v=92VRQK6PuZg https://www.youtube.com/watch?v=WBry1Ob-7UU ANEXO A [MODELO DE PROJETO] O projeto deve possuir os seguintes elementos: Capa (seguir normas da ABNT) Folha De Rosto (seguir normas da ABNT) Sumário (seguir normas da ABNT) 1. Identificação 2. Justificativa 3. Objetivos 4. Problema 5. Questões norteadoras 6. Referencial Teórico 7. Metodologia 8. Cronograma 9. Referencias 1 IDENTIFICAÇÃO Dados que devem constar na folha de rosto (ver modelo da ABNT). 1.1 Tema: (Tema e título do seu projeto. Exemplo: Tema: Visitação a presidiários. Título: “Estive preso e foste me ver”: Alcançando presidiários no preside-o (nome do presidio e cidade-estado); 1.2 Autor(a): (nome do estudante) 1.3 Orientador: Nome do professor da disciplina de Prática curricular I 1.4 Instituição: Centro universitário INTA 1.5 Mês/ ano: Junho de 2018 a Março de 2018. 2 JUSTIFICATIVA [Exemplo] O presente projeto surge da necessidade de evangelizar aqueles que na perspectiva da Palavra de Deus também são alvos do seu amor e interesse, mesmo se encontrando à margem da sociedade. Todos pela criação divina são filhos de Deus. Embora, espiritualmente falando, apenas os que nascem para o reino de Deus é que de fato são seus filhos. Evangelizar essas pessoas marginalizadas requer preparo da parte da Igreja e de seus líderes porque geralmente são pessoas embrutecidas pelo crime, são agressores e vítimas ao mesmo tempo da violência, da desigualdade social, da pobreza e miséria, se bem que Deus não inocenta o culpado, devem-se levar em consideração os aspectos sociais que contribuíram para introduzi-los na criminalidade. Levando em conta o preço valioso de uma alma para Deus, ninguém na sociedade deve ficar fora do raio de ação do amor divino, e isso deve levar a Igreja a buscar por todos os meios lícitos os perdidos. Pensando na salvação de almas e nos ganhos para a própria sociedade ao ter um cidadão nas ruas, em vez de um delinquente, a evangelização em presídios é um trabalho altamente valiosos para todos. O trabalho de ganhar almas deve ser abrangente e sem acepção de pessoas. Também a igreja deve procurar os meios de ressocialização dessas pessoas, ajudando- o a encontrar um trabalho e readquirindo sua dignidade. 3 OBJETIVOS 3.1 Geral • Apresentar o Plano de Salvação em Cristo Jesus aos detentos do ... (citar o nome do presidio), como única solução para o maior problema humano, o pecado e a morte. 3.2 Específicos • Evangelizar todos os detentos (citar os recursos); • Fazer orações segundo a necessidade de cada um; • Ter momentos de louvor (se possível com instrumentos musicais); • Testemunhar do poder libertador que Jesus Cristo; • apela para que aceitem jesus como Salvador. 4 PROBLEMATICA Durante seu ministério Jesus demostrou interesse pelas pessoas marginalizadas da sociedade, tais como enfermos, ladroes, prostitutas, corruptos, assassinos, miseráveis. Por que poucas igrejas se interessam por estas pessoas? 5 QUESTÕES PONTUAIS • Qual o papel da Igreja na terra? • O preconceito social impede a Igreja de evangelizar pessoas marginalizadas socialmente? • O que explica a inercia de algumas Igrejas em relação a evangelização de pessoas marginalizadas? Seria medo de trazer para o convívio da Igreja pessoas indesejadas? 6 REFERENCIAL TEÓRICO Fazer pesquisa bibliográfica acerca do tema e fundamentar seu projeto com base na Bíblia e nesses autores. 7. METODOLOGIA Explicar como se dará a atividade em nível teórico e prático e qual a bibliografia principal a ser utilizada. 8. CRONOGRAMA Com data, dia, mês e atividade a ser realizada. 9. REFERÊNCIAS São as referências bibliográficas utilizadas no projeto, fazer referencia apenas as que foram citadas no corpo do trabalho. Citá-las segundo as normas da ABNT (autor, título, edição, editora e cidade-Estado e ano).