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Gestão de Produção e Custos 2020_2

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1
Gestão de Produção e Custos
Professor Marcelo do Vale Neto
Administração da produção
A função produção é a função administrativa 
responsável pelo estudo e pelo 
desenvolvimento de técnicas de gestão da 
produção de bens e serviços.
3
Administração da produção
4
Administração da produção
Administração da produção é a área 
responsável pelos recursos físicos e materiais 
da organização, onde será executado o 
processo de transformação das 
matérias-primas em produto final para a 
comercialização ao consumidor final.
5
Administração da produção
6
Administração da produção
7
TAREFA 01
 Produção na organização
8
A função produção é central para a 
organização porque produz os bens e serviços 
que são a razão de sua existência, mas não é 
a única nem, necessariamente, a mais 
importante.
Entretanto, as outras duas funções centrais de 
qualquer organização são:
 Produção na organização
9
A função marketing: é responsável por comunicar os 
produtos ou serviços de uma empresa para seu mercado, de 
modo a gerar pedidos de serviços e produtos por 
consumidores.
• A função desenvolvimento de produto/serviço: é 
responsável por criar novos produtos e serviços ou 
modificá-los, de modo a gerar solicitações futuras de 
consumidores por produtos e serviços.
 Produção na organização
10
Existem, também, as funções ditas como de apoio, que 
suprem e apoiam a função produção, das quais 
destacamos:
❖ A função contábil-financeira: que fornece a informação para 
ajudar os processos decisórios econômicos e administra os 
recursos financeiros da organização.
❖ A função recursos humanos: que tanto recruta e 
desenvolve os funcionários da organização, como também se 
encarrega de seu bem-estar.
 Produção na organização
11
 Produção na organização
12
Administração da produção
13
HORA DO CINEMA
https://www.google.com/url?q=https://www.youtube.com/watch?v%3D9uqP5lCK4ps&sa=D&ust=1602449831354000&usg=AFQjCNGr5WMOr7BJpOcn04Pi34HpinNNtg
https://www.google.com/url?q=http://www.youtube.com/watch?v%3D9uqP5lCK4ps&sa=D&ust=1602449831471000&usg=AFQjCNGchJZQu9t9vc9GPyi2sNRHIsV81g
Produção na organização
14
TAREFA 02
 Modelo de transformação
15
 Modelo de transformação
16
Modelo de transformação
17
 Processo de transformação
18
 Tipos de operações de produção
19
Embora as operações sejam similares entre si na forma de 
transformar recursos de entrada em saída de bens e serviços, 
apresentam diferenças em quatro aspectos importantes: 
volume de saída; varie- dade de saída; variação da demanda 
de saída e grau de visibilidade (contato com o consumidor) 
envolvido na produção da saída.
 Tipos de operações de produção
20
❖ Dimensão volume
❖ Dimensão variedade
❖ Dimensão variação
❖ Dimensão visibilidade
 Tipos de operações de produção
21
 Dimensões da produção
22
 Dimensões da produção
23
Os bancos usavam os caixas que era 
a única forma que os clientes tinham 
para contatar o banco. Com o passar 
do tempo outros serviços foram 
desenvolvidos pelos bancos para criar 
mercados diferentes.
 Dimensões da produção
24
Para quase qualquer tipo de indústria, 
podem-se identificar operações que 
se encontram em diferentes partes 
das quatros dimensões.
 Dimensões da produção
25
 Papel da função produção
26
Conforme Slack, Chambers e Johnston (2002), a maioria 
das organizações tem a opção de contratar fora a 
produção de seus serviços e bens e tornarem-se 
“empresas virtuais”. Elas podem pagar a alguma outra 
para fornecer o que sua função produção faz. Este fato 
nos faz questionar outra situação: “O que a função 
produção precisa fazer para justificar sua existência na 
empresa?”
 Papel da função produção
27
Papéis a serem considerados, os quais são 
particularmente importantes para a função 
produção:
(1) Como implementadora da estratégia 
empresarial;
(2) como apoio para a estratégia empresarial e
(3) como impulsionadora da estratégia empresarial.
 Papel da função produção
28
a) Implementação da estratégia 
empresarial
A maioria das empresas possui algum tipo 
de estratégia, mas é a produção que a 
coloca em prática.
 Papel da função produção
29
b) Apoio para a estratégia empresarial
A produção deve desenvolver seus 
recursos para que forneçam as condições 
necessárias para permitir que a 
organização atinja seus objetivos 
estratégicos.
 Papel da função produção
30
c) Impulsão da estratégia empresarial: 
produtos defeituosos, serviços de baixa 
qualidade, entregas em atraso, promessas 
não cumpridas, pouca oferta de produtos ou 
serviços ou um custo de produção muito 
elevado causarão a quebra de qualquer 
organização a longo prazo.
 Papel da função produção
31
Serviços 
■ O produto pode ser demostrado, 
normalmente.
■ O serviço não pode, pois ele não existe antes 
da compra.
■ Portanto, “os clientes percebem mais 
riscos na compra de serviços do que de 
produtos, baseando-se fortemente em:
<referências de terceiros,
< e na reputação da empresa prestadora de 
serviços” (GIANESI e CORRÊA, 2006).
Características de Serviços
Inseparabilidade 
■ expressa a noção 
de que um 
serviço não pode 
ser separado do 
provedor do 
mesmo. 
Características de Serviços
Perecibilidade
■ expressa a noção de 
que um serviço não 
pode ser feito com 
antecedência e 
armazenado. 
■ A produção do serviço 
e seu consumo se dão 
no mesmo momento. 
Características de Serviços 
Intangibilidade
■ expressa a noção de 
que um serviço não 
tem nenhuma 
substância física. 
■ O que fica de posse do 
consumidor é O 
RESULTADO da 
prestação do serviço.
Características de Serviços 
Variabilidade
■ expressa a noção 
de que um serviço 
pode variar em 
padrão ou 
qualidade de um 
fornecedor para 
outro.
Os serviços muitas vezes necessitam da 
presença do cliente para sua produção
Serviços precisam da presença 
do cliente para serem 
produzidos OU de um bem seu.
Produtos não precisam da 
presença do cliente para serem 
produzidos
A produção e o consumo de serviços são 
simultâneos
Serviços são produzidos e
 consumidos 
simultaneamente
Produtos podem ser 
produzidos e estocados para 
consumo futuro
SERVIÇOS SÃO INTANGÍVEIS 
ABERTURA DE CONTAS
Serviço Produto
Intangível Tangível
40
Operações
■ Operações compõe o conjunto de todas 
as atividades da empresa relacionadas 
com a produção de bens e/ou serviços.
■ As operações podem variar em função 
do seu volume, variedade, demanda, 
contato com o consumidor.
41
Processos
■ Em uma empresa industrial, entendemos 
como um processo o percurso realizado 
por um material desde que entra na 
empresa até que dela saia com um grau 
determinado de transformação.
■ Por sua vez, uma operação é o trabalho 
desenvolvido sobre o material por homens 
ou máquinas em um determinado tempo.
■ Em empresas de serviços, o material 
fundamental é a informação.
42
Manufatura x Serviços
■ Bens
❑ Tangível
❑ Pode ser estocado
❑ A produção precede 
o consumo
❑ Baixo nível de 
contato com o 
consumidor
❑ Pode ser 
transportado
❑ A qualidade é 
evidente
■ Serviços
❑ Intangível
❑ Não pode ser estocado
❑ A produção e o 
consumo são 
simultâneos
❑ Alto nível de contato 
com o consumidor
❑ Não pode ser 
transportado
❑ É difícil julgar a 
qualidade
ANÁLISE DO TRABALHO E ESTUDO DE TEMPOS E MOVIMENTOS
✔ Análise do trabalho;
✔ Estudo dos tempos e movimentos;
✔ Tempo padrão.
ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA
 FOCO NA TAREFA;
 ORGANIZAÇÃO RACIONAL DO TRABALHO.
DIVISÃO DA OPERAÇÃO EM ELEMENTOS
 Os elementos são partes em que a operação pode ser 
dividida;
 Essa divisão tem por principal finalidade a verificação do 
método de trabalho e deve ser compatível com a 
obtenção de uma medida precisa, tornando-se o cuidado de 
não dividir a operação em minutos ou em demasiada mente 
poucos elementos;
 O tempo de cada elemento será anotado separadamentena 
folha de observações.
CRONOMETRAGEM
Determina a quantidade de tempo necessária para se executar 
uma operação, medindo o tempo de trabalho gasto em suas 
operações elementares.
“TEMPO PADRÃO” é a medição do tempo de trabalho, 
eliminando os tempos improdutivos.
OPERAÇÕES ELEMENTARES:
• Decomposição;
• Movimentos relevantes.
FOLHA DE OBSERVAÇÕES
NÚMERO DA OBSERVAÇÕES 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
DESCRIÇÃO DOS ELEMENTOS TEMPO CRONOMETRADO
 ( SEGUNDOS )
PEGAR PEÇA NA CAIXA 8 7 9 7 8 7 7 8 7 11
POSICIONAR PEÇAS NA
MÁQUINA 4 3 2 3 4 3 3 2 4 3
ABRIR FURO ( MÁQUINA ) 2 3 2 2 3 3 2 6 3 3
COLOCAR A PEÇA FURADA EM
CAIXA DE SAÍDA 8 7 6 6 7 6 8 7 10 6
TEMPO DE OPERAÇÃO( TOTAL ) 22 20 19 18 22 19 20 23 24 23
 
AVALIAÇÃO DO RITMO DO OPERADOR
O ritmo do operador é determinado de maneira subjetiva por 
parte do cronometrista;
O ritmo 100 (ou 100%) é denominada velocidade normal de 
operação;
Se o cronometrista estima que a execução da operação não 
atinge o nível que ele julga “normal”, ele escolherá um fator 
inferior a 100, por exemplo, 95,90,80 ou outro que julgue 
apropriado;
Se ao contrário, ele estima que a execução ultra passa o 
nível normal, ele tomará como fator um número superior a 100, 
por exemplo,110,120 ou 130.
AVALIAÇÃO DO RITMO DO OPERADOR
TEMPO NORMAL = TEMPO CRONOMETRADO X ------------------------
COEFICIENTE
 RITMO
RITMO DE (*)
REFERÊNCIA
(*) O RITMO DE REFERÊNCIA É SEMPRE DE VALOR 100 (RITMO NORMAL).
DETERMINAÇÃO DAS TOLERÂNCIAS
✔ Não é possível esperar que uma pessoa trabalhe o dia inteiro sem 
interrupções;
✔ Concessões são permitidas e previstas no trabalho para que 
sejam atendidas as denominadas necessidades pessoais, que 
proporcionam um descanso, aliviando os efeitos da fadiga no 
trabalho;
✔ A fadiga no trabalho é resultado não somente do esforço físico e 
ou mental do trabalho mas também das condições ambientais do 
local de trabalho.
FATOR DE TOLERÂNCIA
Geralmente, adota-se uma tolerância variando entre 15% e 
20% do tempo (fator de tolerância entre 1,15 e 1,20) para 
trabalhos normais realizados em um ambiente normal, para 
empresas industriais.
As tolerâncias podem ser calculadas em função dos tempos de 
permissão que a empresa se dispõe conceder. Nesse método, 
determina-se a porcentagem de tempo (P) concedida em relação 
ao tempo de trabalho diário e calcula-se o fator de tolerâncias 
como sendo:
 1
 Ft = ----------------
 ( 1 – P )
DETERMINAÇÃO DO TEMPO PADRÃO
 SOMATÓRIO DOS TEMPOS CRONOMETRADOS
TEMPO CRONOMETRADO (Tc) = ---------------------------------------------------------------------------
 NÚMERO DE AMOSTRAS
 COEFICIENTE RITMO
 TEMPO NORMAL(Tn) = TEMPO CRONOMETRADO X ------------------------------------------
 RITMO DE REFERÊNCIA
 TEMPO PADRÃO (Tp) = TEMPO NORMAL( Tn ) x FATOR DE TOLERÂNCIA (Ft)
 O TEMPO PADRÃO é o tempo durante o qual um operador qualificado, 
normal, executa um determinado trabalho, segundo um método 
especificado, no qual se consideram as majorações ligadas ao trabalho 
(coeficientes dinamométricos, de posição, de participação mental).
EXEMPLO :
Apanhar de uma caixa disposta ao lado de um posto de 
trabalho, uma peça com 1,5 kg de peso para perfurá-la 
em uma máquina, colocando-a, à seguir, em caixa de 
saída. A empresa concede 19 minutos para as 
necessidades fisiológicas e 5 minutos para cafezinho em 
relação a um dia de trabalho de 8 horas.
Deseja-se determinar o tempo padrão necessário para uma 
peça ser processada. O cronometrista realizou uma 
cronometragem preliminar constituída de 9 tomadas de 
tempo, obtendo os dados que se seguem.
a) Calcular o tempo cronometrado (Tc)
b) Calcular o tempo normal (Tn)
c) Definir o tempo padrão através do fator de tolerância (Ft).
FOLHA DE OBSERVAÇÕES
OPERAÇÃO : PERFURAR A PEÇA C – 13 – B
NOME DA PEÇA : SUPORTE AB – 7510
MÁQUINA : PERFURATRIZ – 25
NOME DO OPERADOR : PAULO ANDRADE – 354
CRONOMETRISTA : CARLOS ARAUJO – 123
DATA : 01 / 12 /2003 HORA INÍCIO : 15:00 HORA TÉRMINO: 17:00
ELEMENTOS 
PEGAR PEÇA NA CAIXA
POSICIONAR PEÇA NA
MÁQUINA
ABRIR FURO
COLOCAR PEÇA FURADA
CAIXA DE SAÍDA
 1 2 3 4 5 6 7 8 9
 0,08 0,07 0,08 0,07 0,08 0,07 0,07 0,08 0,08
 0,08 0,07 0,08 0,07 0,08 0,07 0,07 0,08 0,08
 0,04 0.03 0,03 0,04 0,03 0,03 0,03 0,04 0,03
 0,12 0,10 0,11 0,11 0,11 0,10 0,10 0,12 0,11
 0,14 0,13 0,15 0,14 0,14 0,14 0,13 0,14 0,15
 0,26 0,23 0,26 0,25 0,25 0,24 0,23 0,26 0,26
 0,08 0,07 0,06 0,06 0,07 0,06 0,08 0,07 0,06
 0,34 0,30 0,32 0,31 0,32 0,30 0,31 0,33 0,32 
TEMPO TOTAL 0,34 0,30 0,32 0,31 0,32 0,30 0,31 0,33 0,32
TEMPOS CRONOMETRADOS
a) CALCULAR O TEMPO CRONOMETRADO ( Tc )
 ( 0,34 + 0,30 + 0,32 + 0,31 + 0,32 + 0,30 + 0,31 + 0,33 + 0,32 )
Tc = --------------------------------------------------------------------------------------------------------
 9
 2,85 
Tc = ------------ = 0,317 centésimos de hora
 9 
b) CALCULAR O TEMPO NORMAL ( Tn )
 COEFICIENTE RITMO
Tn = TEMPO CRONOMETRADO ( Tc ) x ----------------------------------------------
 RITMO DE REFERÊNCIA
Vamos supor que o cronometrista avalie o ritmo do operador da
Máquina em 125 , teremos então :
 Tn = 0,317 x 125 / 100 = 0,396 centésimo de hora
c) DEFINIR O TEMPO PADRÃO ATRAVÉS DO FATOR DE TOLERÂNCIA
 1
Ft = -----------------
 ( 1 - p ) onde :
 tempo de concessões
 p (permissões) = -----------------------------------------------------------------------
 ( trabalho em 1 turno – tempo de concessões )
Concessões : necessidades fisiológicas 19 minutos
 tempo para cafezinho 5 minutos
 tempo total 24 minutos
Tempo disponível para produção:
 tempo de concessões: 24 minutos
 trabalho 1 turno(8hx60min): 480 minutos
Tempo disponível para produção: 456 minutos
c) DEFINIR O TEMPO PADRÃO DE PRODUÇÃO ATRAVÉS DO FATOR
 TOLERÂNCIA :
 tempo de concessões : 24 minutos
 tempo disponível para produção : 456 minutos
 24 minutos
Permissões ( p ) = ----------------------------- = 0,05263
 456 minutos
 1
Fator de tolerância ( Ft ) = ------------------------------- = 1,055
 ( 1 – 0,05263 )
 Tp = Tn x Ft
 Tp = 0,396 x 1,055 = 0,418 centésimo de hora
Prof José Alberto 58
EXEMPLODO CÁLCULO TRABALHISTA
Quando da prática de cálculos trabalhistas, é importante observar que a hora 
relógio tem 60 minutos e a hora centesimal, como o próprio nome diz, 
trabalha com frações de 100.
Assim, 1 hora relógio tem 60 minutos e 1 hora centesimal tem 100 
centésimos de hora.
Nas calculadoras, os cálculos relativos às horas sempre devem ser elaborados 
na forma centesimal, para os quais foram programadas. Para isto é necessário 
transformar a quantidade de horas, quando estiverem em hora relógio, para 
hora centesimal.
Se o empregado tem direito a 1:45 hora a título de horas extras, se faz 
necessário transformar de hora relógio, para a forma de hora centesimal.
Portanto, basta a aplicação da regra de três simples:
60 minutos = 1 hora
45 minutos = x
45 minutos x 1 hora / 60 = 45/60 = 0,75
Assim, 45 minutos na forma centesimal equivale a 0,75 hora centesimal, ou 
seja, basta tomar-se o número de minutos que se deseja transformar em horas 
centesimais e dividi-lo por 60.
TEMPO PADRÃO EM SEGUNDOS :
1 MINUTO 1,67 CENTÉSIMO DE HORA
X MINUTOS 0,418 CENTÉSIMO DE HORA
 0,418 CENTÉSIMO DE HORA
X MINUTOS = -----------------------------------------------------
 1,67 CENTÉSIMO DE HORA 
TEMPO PADRÃO = 0,02502994 minuto
TEMPO PADRÃO = 0,2502994 min x 60 segundo/min
TEMPO PADRÃO = 15,017964 = 15,02 segundos
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Um estudo de tempos de operação de uma máquina acusou 
um tempo cronometrado médio de 27,50 minutos. O 
coeficiente de ritmo avaliado pelo cronometrista, foi 120 e 
a empresa concede 30 minutos para lanches e 25 minutos 
para atrasos inevitáveis em um dia de 8 horas de trabalho. 
Determine o tempo normal e o tempo padrão da operação.
2. Uma operação em uma prensa apresenta um tempo 
padrão de setup de 40 minutos, que se destina a trocar o 
estampo a cada 1000 peças produzidas. As peças são 
prensadas e têm um tempo normal de 4,5 segundos. Se a 
empresa concede um fator de tolerância de 1,3 determine o 
tempo padrão por peça e por lote de 5000 peças.
3. A lanchonete MAX BURGUER faz um estudo de tempos anotando os tempos 
necessários para o preparo de um sanduíche. As tolerâncias são de 15% ( Ft = 
1,15 ). Determinar o tempo normal e o tempo padrão.
---------------------------------------------------------------------------------------
ELEMENTOS CRONOMETRAGENS TEMPO EFICIÊNCIA
 1 2 3 MÉDIO 
 (SEGUNDOS) ( % )
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
COLOCAR O 
HAMBURGUER
NA CHAPA 24 25 22 24 90
COZINHAR DE
UM LADO 45 49 51 48 110
 
VIRAR E COZINHAR
DO OUTRO LADO 42 48 45 45 110
MONTAR O
SANDUÍCHE 21 22 21 21 95
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
4 A lanchonete MAX BURGUER , no horário de 12:00 às 13:00, 
tem um fluxo de clientes que demandam 65 sanduíches no 
intervalo. De quantos “chapeiros” serão necessários para o 
atendimento?
5.Um produto industrial é processado em 3 operações cuja a 
soma dos tempos padrões é de 3,50 minutos. O tempo padrão 
do setup é de 5,0 minutos para 1000 peças. As peças 
produzidas são colocadas em um contêiner com capacidade 
para 100 peças, que quando cheio é fechado e colocado ao 
lado. O tempo necessário para essa atividade é de 1,50 minutos.
Calcular o tempo padrão para cada peça.
Prof José Alberto 63
Produtividade
■ É uma dimensão que deve estar presente 
em todas as ações da empresa, sob pena 
de perder competitividade, em que pese 
sua capacidade de inovar, sua flexibilidade, 
qualidade etc.
■ Todas as decisões devem ter uma relação 
custo/benefício favorável, pelo menos a 
médio e longo prazos.
Administração da Produção – Martins & Laugeni
64
Conceito de Produtividade
OUTPUT
INPUT
PRODUTIVIDADE = OUTPUT
INPUT
65
AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE
ALGUNS FATORES DETERMINANTES DA PRODUTIVIDADE
o RELAÇÃO CAPITAL X TRABALHO
o ESCASSEZ DE RECURSOS
o MÃO DE OBRA
o INOVAÇÃO E TECNOLOGIA
o RESTRIÇÕES LEGAIS
o FATORES GERENCIAIS
o QUALIDADE DE VIDA
66
SISTEMAS DE PRODUÇÃO
67
Ciclo da Produtividade
Medida
da
Produtividade
Planejamento
da
Produtividade
Avaliação
da
Produtividade
Melhoria
da
Produtividade
68
Formas de se melhorar a produtividade
1. Produzir mais output usando o mesmo nível
de inputs.
2. Produzir a mesma quantia de output usando 
menor nível de inputs.
3. Produzir mais output usando menor nível de
inputs.
SISTEMAS DE PRODUÇÃO
ENTRADAS
PROCESSO
 DE
PRODUÇÃO
 SAÍDAS
PRODUTIVIDADE = --------------------------
 SAÍDAS
 ENTRADAS
EFICIÊNCIA = ----------------------------------------
 DESEMPENHO REAL
DESEMPENHO PADRÃO
X 100
Uma empresa trabalha com dois tipos de máquinas, que fazem 
o mesmo produto, existem 2 máquinas de cada tipo, cada uma 
com produção nominal de 120 unidades/hora. Em 20 dias 
operando 10 horas por dia a empresa fabricou 84000 produtos. 
Se as máquinas A produziram efetivamente 40800 unidades, 
com qual a eficiência trabalhou cada máquina B ? Qual a 
produtividade, considerando 1 operário em cada máquina?
DADOS : 2 máquinas A e 2 máquinas B;
 capacidade de cada máquina : 120 und / h;
 jornada: 20 dias com 10 horas /dia;
 fabricou : 84000 produtos;
 máquinas A produziu : 40800 und;
 1 operário em cada máquina.
EXEMPLOS
a) Calcular a produção nominal no período das 4 máquinas 
sendo 2 máquinas tipo A e 2 tipos B.
Produção nominal : é a capacidade de produção da
máquina definida pelo próprio fabricante.
Produção nominal de cada máquina : 120 und / h
Período de produção : 20 dias x 10 horas / dia = 200 horas
Total da produção nominal no período por máquina: 
120 und /h x 200 h = 24.000 und.
b) Com qual eficiência trabalhou cada máquina B ?
A empresa fabricou : 84.000 unidades
As máquinas A : 40.800 unidades
As máquinas B : 43.200 unidades
 
EFICIÊNCIA PRODUÇÃO REAL DA MÁQUINA
DA MÁQUINA = --------------------------------------------------- X 100
 PRODUÇÃO NOMINAL DA MÁQUINA
EFICIÊNCIA 43.200 UNIDADES
DA MÁQUINA B = ----------------------------------- X 100 
 48.000 UNIDADES
EFICIÊNCIA DA MÁQUINA B = 0,90 X 100 = 90 %
C) Qual foi a eficiência da máquina A ?
As máquinas A produziram : 40800 unidades
Produção nominal da máquina A : 2 x 24000 =
 48000 unidades
EFICIÊNCIA DA 40800 unidades
MÁQUINA A = ---------------------------------- x 100
 48000 unidades
EFICIÊNCIA DA MÁQUINA A = 0,85 X 100 = 85 % 
d) Qual a eficiência da empresa ?
A empresa fabricou : 84000 unidades
Produção nominal das 4 máquinas : 96000 unidades
 84000 unidades
EFICIÊNCIA DA EMPRESA = ----------------------------- x 100 = 87,5 %
 96000 unidades 
 
75
e) Qual a produtividade da empresa ?
A empresa fabricou : 84000unidades
4 operários
Jornada de 20 dias e 10 horas por dia
 SAÍDAS
PRODUTIVIDADE = --------------------
 ENTRADAS 
 84000 unidades
PRODUTIVIDADE=--------------------------------------------------
 4 operários x 20 dias x 10 horas / dia
 84000 UNIDADES
PRODUTIVIDADE= -----------------------------------------------
 800 HOMENS. HORAS
PRODUTIVIDADE = 105 UNIDADES / HOMEM HORA
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Uma empresa fabricou 120.000 unidades em um 
determinado período, com 15 operadores trabalhando 8 
horas por dia, durante 20 dias.
 a) Qual a produtividade da mão de obra da 
empresa?
 
2. A empresa ALFA produz 15000 unidades em 20 dias 
utilizando 16 pessoas que trabalham 8 horas / dia. A 
empresa BETA produz 20000 unidades no mesmo 
período, porém utilizando 20 pessoas com jornada de 
10 horas / dia.
 Qual das duas empresas utiliza melhor sua mão de 
obra ? Justifique.
3. Qual a eficiência de um transformador elétrico que no 
processo de produção de tensão de 11000 volts para 110 
volts, recebe a energia de 850 kwh e envia 830 kwh?
4. Quantos funcionários a industria MALTA vai precisar para 
produzir 1.008.000 unidades se sua produtividade é de 120 
unidades por homem hora e trabalha 200 horas no período?
5. Uma determinada empresa tem 75 unidades por homem 
hora de produtividade, dispõe de 20 funcionários que 
trabalham 15 dias durante o mês. De quanto é a jornada 
diária de trabalho desses funcionários, se a produção no 
período foi de 135.000 unidades?
LISTA DE EXERCÍCIOS 01
LAYOUT
É A INTEGRAÇÃO DO FLUXO DE MATERIAIS, DA 
OPERAÇÃO DAS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS DE
PROCESSOS E TRANSFORMAÇÃO, COMBINADOS COM
AS CARACTERÍSTICAS QUE CONFEREM A MAIOR
PRODUTIVIDADE AO ELEMENTO HUMANO.
MARCILIO CUNHA
LAYOUT
É a disposição física de máquinas, posto de
trabalho, equipamentos, homens, áreas de
circulação, unidades de apoio e tudo mais
que ocupa espaço na fábrica, distribuindo-os
de forma a maximizar a funcionalidade
processo produtivo e otimizar o ambiente
de trabalho.
LAYOUT
QUANDO MODIFICAR :
▪ Existir máquinas improdutivas;
▪ Necessidade de utilização de novas máquinas;
▪ Houver excesso de material;
▪ Existir movimentação excessiva de material.
O QUE ACARRETA UM LAYOUT MAL ELABORADO:
✔ Aumento nos custos;
✔ Redução dos lucros;
✔ Criação de gargalos na produção;
✔ Tempo improdutivo;
✔ Impossibilidade de ampliação futura;
✔ Inviabilidade de motivação adequada na fábrica.
LAYOUT
FATORES QUE INFLUENCIAM :
•MATERIAL : projeto,variedade,quantidade,operações e sequência
 necessária;
*MÁQUINA : máquinas, equipamentos e ferramentais;
*HUMANO : supervisão,trabalho direto e indireto;
*MOVIMENTAÇÃO : transporte intra e entre departamentos, manuseio
 estocagem e inspeção;
*ESPERA : estocagens temporárias e permanentes;
*SERVIÇOS AUXILIARES :manutenção, inspeção, programação e
 expedição;
*PRÉDIO : características internas e externas do prédio e distribuição
 de utilidades e equipamentos;
MUDANÇA : versatilidade;flexibilidade e expansão.
LAYOUT
Classificação das configurações dos sistemas de manufatura :
# LAYOUT FUNCIONAL , POR PROCESSO
# LAYOUT EM LINHA , POR PRODUTO
# LAYOUT DE POSIÇÃO FIXA
# LAYOUT CELULAR
MARCILIO CUNHA
SUPERFÍCIE DE OCUPAÇÃO :
Superfície estática (Se):é a superfície correspondente
 aos móveis ,máquinas e instalações.
Superfície gravitacional(Sg):é a superfície utilizada ao
 redor dos postos de trabalho pelo operador e pelo ma
 terial acoplado para materiais em curso.
 Sg = Se x N
N :número de lados usados(operador,móvel ou máquina)
SUPERFÍCIE DE OCUPAÇÃO :
Superfície de circulação (Sc):é a superfície que se tem de
 reserva entre os postos de trabalho para uso do pessoal
 e para manutenção.
Sc = ( Se + Sg ) K
SUPERFÍCIE DE OCUPAÇÃO
Coeficiente K
>É um coeficiente que pode variar desde 0.05 a 3;
>Se calcula como uma relação entre as dimensões dos
 homens ou objetos colocados;
Valores de K para determinadas atividades:
*Grande industria,alimentação e saída mediante ponte
 rolante: 0.05 a 0.15
*Textil – tecido: 0.10 a 0.25
•Industria Mecânica Pequena:1.50 a 2.0
•Industria Mecânica Média: 2.00 a 3.0
SUPERFÍCIE DE OCUPAÇÃO
EXEMPLO: UMA PEQUENA OFICINA MECÂNICA
POSTO DE TRABALHO Se x N = Sg
>Torno pequeno 1.2 m.q. 1 1.2
>Fresadora 2.0 m.q. 2 4.0
>Furadeira Radial 2.0m.q. 3 6.0
>Retificadora Plana 2.0 m.q. 4 8.0
TOTAL 7.2 m.q. 19.2m.q.
SUPERFÍCIE DE OCUPAÇÃO
Tomando K = 2 , a superfície de circulação (Sc),
é igual a :
Sc = ( Se + Sg ) K
Sc = ( 7.2 + 19.2 ) x 2
Sc = ( 26.4 x 2 )
Sc = 52.8 m.q.
SUPERFÍCIE DE OCUPAÇÃO
Superfície total necessária é :
Se + Sg + Sc = 7.2 + 19.2 + 52.8
Superfície Total , aproximadamente de 79.2 metros
 quadrados.
MARCILIO CUNHA
Calcular a área total necessária para utilização dos equipamentos descritos abaixo:
91
Considerando os dados abaixo calcule a superfície total 
considerando o K médio de uma Grande Indústria.
*Grande industria,alimentação e saída mediante ponte rolante: 0.05 a 0.15
DETERMINAÇÃO DO NÚMERO DE EQUIPAMENTOS
TRATA - SE DE DETERMINAR A QUANTIDADE DE 
EQUIPAMENTOS A SER UTILIZADA DEPENDE DA 
CAPACIDADE DO NÚMERO DE TURNOS DE TRABALHO E 
DAS ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE CADA EQUIPAMENTO.
EXEMPLO :
Uma fábrica de frascos plásticos soprados deseja instalar 
um número de máquinas de sopro que seja suficiente para 
produzir 2.000.000 de frascos por ano . Cada máquina 
deve trabalhar em 2 turnos de 8 horas/ dia, porém um 
trabalho útil de 7 horas por turno, e produzir um frasco a 
cada 15 segundos.
Sabe-se também que existe uma perda de 3% na 
produção.
Considerando que o ano tem 300 dias úteis, quantas 
máquinas de sopro são necessárias para atender a 
demanda estipulada?
DADOS : Produzir 2.000.000 de frascos por ano;
 Dois turnos de 8 horas por dia;
 Trabalho útil de 7 horas por turno;
 Produzir 1 frasco a cada 15 segundos;
 Perda de 3% na produção;
 Ano com 300 dias úteis.
SOLUÇÃO :
a) Determinação da quantidade de frascos que cada máquina
 pode produzir no ano:
1 hora = 60 minutos x 60 = 3600 segundos
Número de 7 horas / turno x 3600 segundos / hora
frascos por = --------------------------------------------------------------------
 turno por 15 segundos / máquina / frasco
máquina 
 = 1680 frascos / turno / máquina
b) O número de frascos sem defeito é :
 1680 frascos/turno/máquina x 0,97 = 1629,6
em 2 turnos serão produzidos : 1629,6 frascos/turno/máquina x 2 = 3259,2
 3259,2 frascos sem defeito/máquina/dia.
 em 1 ano serão produzidos:
3259,2 frascos/máquina/dia x 300 dias/ano = 977.760 frascos/máquina/ano
c) O número de máquinas de sopro ( N ) será :
 2.000.000 frascos / ano
 N = -------------------------------------------------------
 977.760 frascos / máquina / ano
 N = 2,05 máquinas de sopro
CONCLUSÃO :
Seriam necessários 3 máquinas de sopro com ociosidade. 
Porém a decisão final com relação ao número de máquinas 
depende da confiabilidade dos dados do modelo e da capacidade 
econômico-financeira da empresa.
Prof José Alberto 97
1. Uma fábrica de rodas estampadas deseja instalar um 
número de prensas que seja suficiente para produzir 
1.000.000 de rodas perfeitas por ano. Cada prensa deve 
trabalhar em dois turnos de 8 horas por dia, com um 
trabalho útil de 6,9 horas/turno, e produzir uma roda a 
cada 0,8 minutos. Considerando que existe uma perda 
de 1% na produção e que o ano tem 300 diasúteis, 
quantas prensas são necessárias para atender à 
demanda estipulada?
EXEMPLOS PROPOSTOS
98
Exemplo 1: Solução
■ Determinação de quantidade de rodas que cada prensa 
pode produzir por ano: 
❑ Número de rodas= (6,9 h/turno x 60min/h)/0,8 min x prensa/roda= 
517,5 rodas/prensa.turno
■ Número de Rodas perfeitas= 517,5 x 0,99= 
❑ 512,3 rodas/prensa.turno
■ Em dois turnos = 512,3 x 2= 1024,6 rodas/prensa
■ Em um ano = 1024,6 x 300= 307.380 rodas/prensa.ano
■ Número de prensas – N=1.000.000/307.380=3,25 prensas
EXEMPLOS PROPOSTOS
2. Uma empresa deseja produzir 245.000 peças em 6 horas de 
trabalho. A capacidade efetiva de cada máquina, quando opera 
com eficiência de 90%, é de 10.800 peças por hora. De quantas 
máquinas a empresa vai precisar considerando a capacidade 
nominal?
Prof José Alberto 100
Quantidade = 245.000
Turno = 6 horas
Cap. Efetiva = 90% (10.800 peças /hora)
Cap. Nominal = 10.800 90%
 X 100%
 X => 12.000 peças/hora
Solução: 
6 x 12.000 = 72.000/máquina/dia
Quantidade a produzir = 245.000 / 72.000 => 3,40278 = 4 máquinas
3. Uma industria de confecções, deseja adquirir um número 
adequado de máquinas de costura para produzir 20.000 
camisetas por mês. As máquinas operam 200 horas por mês, 
mas devido a atrasos inevitáveis das costureiras, estimam-se 
que somente possam ser utilizadas durante 75% do tempo. 
Além disso, durante o trabalho perde-se mais 8% do tempo 
para limpeza da máquina, pequenas manutenções e na troca 
de carretéis de fio. As camisetas fabricadas passam por um 
rígido controle de qualidade que tem reprovado em média 5% 
da produção, sendo vendidas como sendo de segunda 
categoria. Se em cada máquina de costura o tempo é de 2 
minutos, quantas máquinas serão necessárias?
LAYOUT EM LINHAS DE MONTAGEM
✔ Considera-se como linha de montagem uma série de 
trabalhos comandados pelo operador;
✔ Devem ser executados em seqüência e são divididos 
em postos de trabalho, nos quais trabalham um ou mais 
operadores com ou sem auxílio de máquinas;
✔ O que se procura nesse tipo de layout é utilizar no 
máximo ( razoável ) o tempo dos operadores e das 
máquinas, realizando o que se denomina 
balanceamento de linha.
BALANCEAMENTO DE LINHAS DE MONTAGEM
1 – Determinar o tempo de ciclo (Tc). 
 O tempo de ciclo expressa a frequência com que uma 
peça deve sair de linha.
 Em outras palavras, o intervalo de tempo entre duas 
peças consecutivas.
 TEMPO DE PRODUÇÃO
 Tc = ------------------------------------------------------------------------------------
 QUANTIDADE DE PEÇAS NO TEMPO DE PRODUÇÃO
BALANCEAMENTO DE LINHAS DE MONTAGEM
2. A partir do tempo de ciclo, determinamos o nú
 mero mínimo de operadores que, teoricamente
 seriam necessários para que se tivesse aquela
 produção ( número teórico, N ).
 TEMPO TOTAL PARA PRODUZIR UMA PEÇA NA LINHA
N = ---------------------------------------------------------------------------------------------
 TEMPO DE CICLO
Sendo To , o tempo da peça em cada operação,
Temos :
 
ΣTo
N =-------------
Tc
BALANCEAMENTO DE LINHAS DE MONTAGEM 
3. Verificar se o número teórico de operadores é suficiente 
para os requisitos de produção, de terminando-se o número 
real de operadores (Nr).
 Esse número real é determinado por simulação, 
distribuindo-se as tarefas em postos de trabalho;
 Alocando-se a cada posto de trabalho o menor número de 
operadores possível.
 Para esta alocação devemos sempre considerar que o 
tempo de cada operador deverá ser menor ou, no limite, igual 
ao Tc
BALANCEAMENTO DE LINHAS DE MONTAGEM
4. Uma vez determinada a solução, calculamos a
 eficiência do balanceamento ( E ).
 A eficiência do balanceamento é igual a :
 N
 E = ------------ x 100
 Nr 
EXEMPLO ( PRODUTO ÚNICO )
Um fabricante de calçados estruturou uma linha de 
montagem para fabricar 1 par de calçados por minuto. As 
relações entre as atividades são desenvolvidas conforme 
seqüência de operações abaixo e os tempos são em 
muitos. Determinar:
 a) o número teórico de operadores;
 b) a real distribuição do trabalho e o número real
 de operadores;
 c) a eficiência do balanceamento.
A
B
D
G
I
C
E
F
H
0,2
0,6
0,4
0,7
0,3
0,5
0,1
0,6
0,4
SOLUÇÃO :
a) O número teórico de operadores:
O tempo de ciclo é dado em 1 minuto por par.
 Tc = 1 minuto / par
A soma dos tempos de operação é :
Σ To = 0,2+0,6+0,4+0,7+0,3+0,5+0,6+0,1+0,4
Σ To = 3,8 minutos
O número teórico de operadores ( N )
 3,8 minutos
 N = --------------------------- = 3,8 operadores
 1,0 minuto
b) A divisão de trabalho :
SOLUÇÃO 1 Nr = 4 operadores
Posto de trabalho 1 2 3 4 Tc
Operações AB DE CHF GI
Tempo por posto(min) 0,8 1,0 1,0 1,0 1,0
Ocupação (%) 80 100 100 100
Com esta composição teríamos uma sobrecarga de trabalho no Posto 3 
com 3 operações (CHF) sendo executada por uma só pessoa.
SOLUÇÃO 2 Nr = 5 operadores
Posto de trabalho 1 2 3 4 5 Tc
Operação AB CF DE GH I
Tempo por posto(min) 0,8 0,9 1,0 0,7 0,4 1,0
Ocupação (%) 80 90 100 70 40
c) A eficiência do balanceamento :
SOLUÇÃO 1 : 3,8 operadores
 E = -------------------------- x 100 = 95%
 4 operadores
SOLUÇÃO 2 : 3,8 operadores
 E = --------------------------- x 100 = 76%
 5 operadores
CONCLUSÃO : 
SOLUÇÃO 1 
Não é possível conseguir a produção de 1 par em 1 minuto 
com 4 operadores, pois haveria sobre-carga de trabalho no 
posto 2, 3 e 4.
SOLUÇÃO 2
Atribui 2 atividades a cada operador, dentro da seqüência 
lógica do fluxo do processo, sem que o tempo do posto de 
trabalho não supera o tempo de ciclo (Tc = 1 minuto).
Nota-se porém, que há uma desigualdade entre os operadores. 
Assim, tomando por base o tempo de ciclo, verifica-se que o 
operador do posto 3, trabalha 100%, enquanto os demais 
trabalham % menores.
EXEMPLO ( MULTIPRODUTOS )
Uma empresa deseja produzir na mesma linha de 
montagem é dada. Sabe-se que cada operador 
trabalha 57 minutos por hora, e devem ser produzidos 
45 produtos por hora, determinar:
a) O tempo de ciclo e o número teórico de operadores;
b) A divisão do trabalho e o número real de operadores;
c) A eficiência do balanceamento.
PRODUTO X Y Z
QUANTIDADE POR HORA 20 10 15
TEMPOS POR OPERAÇÃO (min)
 A 1,5 2,0 2,2
 B 1,3 1,4 2,4
 C 2,0 ---- 1,0
 D ---- 1,3 2,6
 E 1,6 2,3 -----
TEMPO TOTAL ( MINUTO ) 6,4 7,0 8,2
AB
D
C
E
SOLUÇÃO:
Deve-se determinar o tempo ponderado para cada operação, tem-se :
A: (1,5 x 20 + 2,0 x 10 + 2,2 x 15 ) / 45 produtos = 83 / 45 =1,84
B: (1,3 x 20 + 1,4 x 10 + 2,4 x 15 ) / 45 produtos = 76 / 45 =1,68
C: (2,0 x 20 + 0 x 10 + 1,0 x 15 ) / 45 produtos = 55 / 45 =1,22
D: (0 x 20 + 1,3 x 10 + 2,6 x 15 ) / 45 produtos = 52 / 45 =1,15
E: (1,6 x 20 + 2,3 x 10 + 0 x 15 ) / 45 produtos = 55 / 45 =1,22
a) Tempo de ciclo (Tc) e o número de operadores ( N )
 Tc = 57 minutos/45 produtos = 1,26 
 Tc = 1,26 minuto/produto
 
Σ To = 1,84 + 1,68 + 1,22 + 1,15 + 1,22 = 7,11 minuto
 7,11 minutos
 N = ------------------------ = 5,64 operadores
 1,26 minuto 
b) A divisão de trabalho e o número real de operadores
SOLUÇÃO 1 N= 6 operadores N = 7 operadores
Posto de trabalho 1 2 3 4 Tc
Operações A B CE D
Número de operadores 2 2 2 1
Tempos de operações 1,84/2 1,68/2 2,44/2 1,15 1,26
Tempo por posto(min) 0,92 0,84 1,22 1,15 
Ocupação ( % ) 73,0 66,6 96,8 91,2 
Nesta solução, obtendo-se o tempo de ciclo Tc=1,26 minuto, teríamos que 
acrescentar mais um operador, passando de 6 operadores (número teórico) 
para o número real N = 7 operadores.
c) A eficiência do balanceamento 
 N 5,64 operadores
 E = --------- x 100 = ------------------------------ x 100
 Nr 7 operadores
 E = 0,8057 x 100 
 E = 80,57 %
Conclusão: como consideração prática, seria 
recomendável um resultado das operações para que 
houvesse uma melhor utilização dos recursos produtivos.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1. Uma empresa do ramo automobilístico deve montar o chassi do 
veículo. As operações e os respectivos tempos e a seqüência são 
dados no esquema a seguir. Devem ser montados 500 chassis por 
dia, e o tempo útil diário de cada operador é de 420 minutos. 
Determinar:
 a ) tempo de ciclo;
 b ) o número teórico de operadores;
 c ) a divisão do trabalho;
 d ) a eficiência do balanceamento. 
A
B C
F
G
J
D E
H
I
K
4
5
5
0
1
1
1
5 1
2
1
2
9
1
2
1
2
8 9
TEMPO EM 
SEGUNDOS
2. Um fabricante de armários estruturou uma linha de 
montagem a partir de componentes pré-moldados e que 
deve produzir 6 armários por hora. O esquema abaixo 
apresenta a sequência das operações com os tempos em 
minutos. Cada operador trabalha 48 minutos por hora. 
Determinar:
 a) o tempo de ciclo;
 b) o número teórico de operadores;
 c) a distribuição do trabalho;
 d) a eficiência do balanceamento 
A
B
C
D E
4,
4
0,
8
3,
5
7,
0
14,
6

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