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Direito Sociais do Trabalho

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Direito Coletivo permanece como segmento do Direito do Trabalho, mas está em vias de se tornar ciência independente, já que somente lhe falta o elemento da “vasta legislação” para assim ser considerado (já que há vasta matéria, princípios e institutos próprios), segundo Vólia Bomfim Cassar 11.
De acordo com os avanços das relações de representação e institucionalização condizentes com o grau de balizamento interno das relações de trabalho e sociais.
Teoria da Autonomia Relativa do Direito Coletivo do Trabalho 
Maurício Godinho Delgado entende que D. Coletivo possui princípios próprios, campo temático vasto e específico, assim como teorias e metodologia própria de construção e reprodução de sua estrutura e dinâmica. Assim, segundo o autor, o Direito Coletivo deve ser autônomo, mas não pode ser pensado sem o Direito Individual, formando ambos um complexo jurídico formador do Direito do Trabalho (citando, a título de comparação, os diversos segmentos formadores do Direito Civil, como Obrigações, Família e Sucessões). 
NÃO SE APLICAM 
Teoria da Autonomia do Direito Coletivo do Trabalho em Fase de Transição - eis que a “vasta legislação” sustentada é suprida pelo negociado, que tem força de lei, não devendo ser elemento essencial para a consideração. Ademais, a necessidade de fortalecimento das instituições não pode ser elemento definidor de autonomia, mas, sim, de melhor representação dos substituídos.
Teoria da Unidade do Direito do Trabalho - já que as peculiaridades do Direito Coletivo não podem ser desconsideradas (teoria da unidade) 
Teoria da Autonomia- pela via inversa, não se pode considerar que exista uma total autonomia, pois o Direito Individual ainda influi de forma significativa no Direito Coletivo 
SE APLICA
Teoria da Autonomia Relativa do Direito Coletivo do Trabalho). Mauricio Godinho Delgado, no atual cenário brasileiro, o Direito Coletivo do Trabalho, mesmo por possuir princípios próprios, campo temático vasto e específico, assim como teorias e metodologia própria de construção e reprodução de sua estrutura e dinâmica, não pode ser imaginado sem o Direito Individual, eis que aquele gera reflexos diretos neste, amoldando a vida de cada trabalhador às disposições das normas coletivamente entabuladas. 
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Aula 03 – data 09/09/2020 
 ESPÉCIES DE SISTEMAS SINDICAIS
UNICIDADE E PLURALIDADE SINDICAL
Conceito
* Unicidade sindical implica a existência de uma única entidade representativa da mesma categoria em determinada base territorial
* Pluralidade sindical consiste na permissão de várias entidades, na mesma base territorial, exercerem a representação da mesma categoria, disputando-se qual o sindicato mais representativo, ou as condições para uma participação proporcional na representação da categoria
José Afonso da Silva que os que propugnam pela "pluralidade sindical pretendem a livre possibilidade de constituir vários sindicatos (fragmentação sindical) para uma mesma categoria profissional ou econômica na mesma base territorial, enquanto a unicidade sindical consiste na possibilidade de criação de um só sindicato para cada categoria profissional ou econômica na mesma base territorial.
obs: Brasil adota o da Unicidade!
art. 8º, II, CF/88: 'É vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município
A Convenção nº 87 da Organização Internacional do Trabalho promulgada em 1948 – Liberdade sindical e proteção do direito sindical – mas o Brasil n ratifica Ele.
Apesar de que os trabalhadores podem ter interesse em evitar que se multipliquem as organizações sindicais, a unidade do movimento sindical não deve ser imposta, mediante intervenção do Estado, por via legislativa, pois essa intervenção é contrária ao princípio incorporado nos arts. 2º e 11 da Convenção n. 87" (Verbete nº. 224 do Comitê de Liberdade Sindical);
PARTE I LIBERDADE SINDICAL Art. 2º — Os trabalhadores e os empregadores, sem distinção de qualquer espécie, terão direito de constituir, sem autorização prévia, organizações de sua escolha, bem como o direito de se filiar a essas organizações, sob a única condição de se conformar com os estatutos das mesmas.
⦁	PARTE II PROTEÇÃO DO DIREITO SINDICAL Art. 11 — Cada Membro da Organização Internacional do Trabalho para o qual a presente Convenção está em vigor, se compromete a tomar todas as medidas necessárias e apropriadas a assegurar aos trabalhadores e aos empregadores o livre exercício do direito sindical.
De maneira que toda atitude de um Governo que se traduza em imposição de uma organização sindical única está em contradição com as disposições do art. 2º da Convenção nº. 87" (Verbete nº. 225 do Comitê de Liberdade Sindical) 
Obs.: "Uma situação na qual se nega a um indivíduo toda possibilidade de escolha entre distintas organizações, porque a legislação permite a existência de uma só no ramo profissional em que o interessado exerce sua atividade, é incompatível com os princípios incorporados na Convenção nº. 87
PRINCÍPIOS DO DIREITO COLETIVO
1 -Princípio da Liberdade Associativa e Sindical
A liberdade de associação está relacionada com a possibilidade de se fazer reunião (agregação ocasional) e associação (agregação permanente), podendo o associado se desfiliar a qualquer tempo.
As noções de reunião e associação estão expressamente previstas no texto constitucional, respectivamente nos incisos XVI e XVII do art. 5º.
Já a liberdade sindical se refere à livre criação de sindicatos e sua autoextinção, bem como a livre vinculação a um sindicato e a livre desfiliação de seus quadros. 
art. 8o, II, CF (previsão legal)
2 -Princípio da Autonomia Sindical
Sustenta a garantia de autogestão dos sindicatos dos trabalhadores, sem a interferência empresarial ou estatal em seu funcionamento.
3- Princípio da Interveniência Sindical na Normatização Coletiva
Afirma categoricamente a imprescindibilidade da participação dos sindicatos nas convenções coletivas de matéria trabalhista
Princípio esse que se encontra positivado na Constituição Federal em seu art. 8º, III e V
Obs.: Todavia, conforme quase toda regra de Direito, este princípio não é absoluto. Os empregados poderão, excepcionalmente, negociar de maneira direta com o empregador quando o Sindicato, a Federação e Confederação sindicais não se manifestarem dentro do prazo legal (art. 617, § 1º, da CLT)
Art. 617. CLT - Os empregados de uma ou mais empresas que decidirem celebrar Acordo Coletivo de Trabalho com as respectivas empresas darão ciência de sua resolução, por escrito, ao Sindicato representativo da categoria profissional, que terá o prazo de 8 (oito) dias para assumir a direção dos entendimentos entre os interessados, devendo igual procedimento ser observado pelas empresas interessadas com relação ao Sindicato da respectiva categoria econômica.
⦁	§ 1º Expirado o prazo de 8 (oito) dias sem que o Sindicato tenha se desincumbido do encargo recebido, poderão os interessados dar conhecimento do fato à Federação a que estiver vinculado o Sindicato e, em falta dessa, à correspondente Confederação, para que, no mesmo prazo, assuma a direção dos entendimentos. Esgotado esse prazo, poderão os interessados prosseguir diretamente na negociação coletiva até final
4-Princípio da Equivalência dos Contratantes Coletivos 
Advoga em favor da igualdade de tratamento dos sujeitos coletivos, por meio da elaboração de uma negociação que supra as lacunas do ordenamento jurídico, no sentido de tornar equitativo o relacionamento entre empregados e empregador.
5-Princípio da Lealdade e Transparência na Negociação Coletiva
Estabelece que na vinculação entre os sujeitos do Direito Coletivo do Trabalho deve haver não apenas o acatamento das normas acordadas, mas também que a inteligibilidade destas últimas dê ensejo a interpretações

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