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Direito Sociais do Trabalho

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322 da SDI-1 do TST considera nula a cláusula de norma coletiva que estabelece a vigência superior à legal ou indeterminada.
ENCERRAMENTO DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA 
·	Encerramento De Modo Normal - ocorre com o consenso entre as partes, expresso em forma de acordo
·	Encerramento De Modo Anormal - ocorre quando não houver acordo, e for necessária uma tutela jurisdicional. 
Obs.: caso o conflito negocial não seja dirimido extrajudicialmente, ele deverá ser submetido a apreciação do Poder Judiciário, e passa a ser um dissídio coletivo do qual haverá a prolação de uma sentença normativa
A sentença normativa e proferida via de regra é do TRT a não ser que seja um conflito extraterritorial eu será do TST 
PRORROGAÇÃO, DENUNCIA, REVISÃO E REVOGAÇÃO DE ACORDO OU CONVENÇÃO COLETIVA
CLT - > Art. 615 - O processo de prorrogação, revisão, denúncia ou revogação total ou parcial de Convenção ou Acôrdo ficará subordinado, em qualquer caso, à aprovação de Assembléia Geral dos Sindicatos convenentes ou partes acordantes, com observância do disposto no  
§ 1º O instrumento de prorrogação, revisão, denúncia ou revogação de Convenção ou Acôrdo será depositado para fins de registro e arquivamento, na repartição em que o mesmo originariamente foi depositado observado o disposto no art. 614
CLT - > Art. 614 - Os Sindicatos convenentes ou as empresas acordantes promoverão, conjunta ou separadamente, dentro de 8 (oito) dias da assinatura da Convenção ou Acordo, o depósito de uma via do mesmo, para fins de registro e arquivo, no Departamento Nacional do Trabalho, em se tratando de instrumento de caráter nacional ou interestadual, ou nos órgãos regionais do Ministério do Trabalho e Previdência Social, nos demais casos
§ 1º As Convenções e os Acordos entrarão em vigor 3 (três) dias após a data da entrega dos mesmos no órgão referido neste artigo.                    
§ 2º Cópias autênticas das Convenções e dos Acordos deverão ser afixados de modo visível, pelos Sindicatos convenentes, nas respectivas sedes e nos estabelecimentos das empresas compreendidas no seu campo de aplicação, dentro de 5 (cinco) dias da data do depósito previsto neste artigo.                      
§ 3o  Não será permitido estipular duração de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho superior a dois anos, sendo vedada a ultratividade.          
§ 2º As modificações introduzidos em Convenção ou Acôrdo, por fôrça de revisão ou de revogação parcial de suas claúsulas passarão a vigorar 3 (três) dias após a realização de depósito previsto no § 1º.                   
·	PRORROGAÇÃO
- A prorrogação deve obedecer ao mesmo processo da celebração do acordo ou convenção coletiva (aprovação pela assembleia). 
·	DENUNCIA 
- A denúncia, por si só desnecessária, haja vista que a lei veda a prorrogação por tempo indeterminado, evita a prorrogação automática da convenção ou por fim à convenção ou ao acordo de prazo indeterminado.
·	REVISÂO
- A revisão consiste em um processo de adaptação da convenção ou do acordo a novas situações de fato 
- OBS - A negociação coletiva deve autorizar expressamente esta revisão, bem como deve ser aprovada em assembleia.
·	REVOGAÇÂO
A revogação pode ser total ou parcial, antes do termo final da negociação coletiva, caso seja desnecessária a sequência.
- Na pactuação deverá haver uma clausula com tais condições 
HIERARQUIA DAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS
- O acordo coletivo é mais especifico e a convenção é mais genérica .
- O artigo 620 aponta que deve sempre prevalecer o acordo sendo este mais benéfico para o empregado.
- Ressalta-se que para estabelecer no caso concreto a norma mais favorável a ser aplicada foram criadas duas teorias pela doutrina trabalhista: 
·	Teoria da Acumulação extrai de cada dispositivo das normas analisadas aquilo que é mais favorável, aplicando-se de modo isolado e fragmentado o direito existente. 
·	Teoria do conglobamento, dominante na doutrina e jurisprudência, analisa cada dispositivo e extrai no conjunto, a norma, entre as estudadas, que for mais favorável. 
OBS! Entende-se que o artigo 620 é inconstitucional pois nem os juízes estão aplicando, sendo assim, ativistas judiciais indo de forma contrária redação do 620 e baseando-se no princípio da norma mais favorável.
 CLT - > Art. 620.  As condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho. 
CONTRATO COLETIVO DE TRABALHO
As pessoas entendem contrato coletivo como sinônimo de convenção de acordo coletivo. No entanto, não é o correto a ser utilizado, dessa forma entende-se que:
·	O contrato coletivo ainda não é uma realidade no direito brasileiro, permanecendo como uma pretensão. Não há, uma regulamentação legal sobre o tema no ordenamento jurídico (Mascaro e Volia) 
·	O contrato coletivo é a negociação de âmbito nacional ou interprofissional, que daria regras básicas para os demais pactos coletivos(…)iria substituir a lei(…)Todavia, para a adoção de tal entendimento é necessária mudança na legislação e na Carta Maior. (Sérgio Pinto Martins)
 - Não utilizar contrato coletivo como negociação coletiva, pois se trata de uma nomenclatura muito antiga a CLT de 1943.
RESOLUÇÃO DE CONFLITOS TRABALHISTAS 
- Conflito é o desentendimento em relação a um conflito jurídico antes de ser analisado pelo poder judiciário, desta forma se trata de um momento pré jurídico.
 
·	CLASSIFICAÇÃO DAS FORMAS DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
·	Auto-tulela 
- Uma das partes impõe a decisão à outra, sendo admitida apenas em casos excepcionais na sociedade civilizada, com destaque, nas relações coletivas de trabalho, à greve, atualmente assegurada como direito humano e fundamental, nos planos constitucional e internacional.
- Aqui somente as partes impõem sua vontade á outra.
·	Heterocomposição,
- Por sua vez, um terceiro impõe a decisão às partes, como forma de solução do conflito, merecendo destaque a jurisdição e a arbitragem.
Obs.: Na heterocomposição as partes podem eleger um árbitro com a finalidade de decidir e por término a um litígio extrajudicialmente, esta é a Arbitragem. Ou as partes podem solucionar conflitos na forma judicial ou jurisdicional, com a provocação do Estado através do juiz togado.
- Aqui existem as 02 partes e um terceiro que vai determinar como esse conflito será resolvido
·	Autocomposição 
- as próprias partes chegam ao consenso, ainda que com o auxílio de um terceiro, aproximando-as do diálogo, podendo, em alguns casos, apresentar sugestões.
·	Mediação: Lei 13.140 /2015
- A mediação é técnica de composição dos conflitos caracterizada pela participação de um terceiro, suprapartes, o mediador, cuja função é ouvir as partes e tentar aproximá-las" 
- O mediador só vai tentar aproximar as partes pode ser judicial ou extrajudicial.
- È muito utilizada nas questões de trabalho em família onde as pessoas já se conhecem, desta forma o mediador vai utilizar técnicas com a finalidade de aproximas ás partes.
- O serviço de mediação também pode ser caracterizado pela imparcialidade, voluntariedade, orientação técnico-jurídica, onde os interlocutores sociais poderão apresentar-se desprovidos de procuradores jurídicos.
- Diferentemente do árbitro e do juiz, o mediador não tem poderes para decidir o impasse instaurado, uma vez que sua atividade se limita a orientar e aproximar a partes. O mediador, portanto, não impõe a decisão, mas apenas dialoga, auxilia e aproxima as partes.
- Para ser mediador a pessoas precisa ter 2 anos de formado em qualquer área (inclusive Direito) e realizar curso de formação junto ao o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC) ou com os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs) dos tribunais.
Lei 13.140 /2015 - > Art. 11. Poderá atuar como mediador judicial a pessoa capaz, graduada há pelo menos dois anos em curso de ensino superior de instituição reconhecida pelo Ministério da Educação e que tenha obtido capacitação em escola ou instituição de formação de mediadores, reconhecida pela Escola Nacional de