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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS 1° Período Maria Luiza Resende O QUE É RELIGIÃO- RUBEM ALVES Cultura religiosa Belo Horizonte 2020 Maria Luiza Resende O QUE É RELIGIÃO- RUBEM ALVES Cultura religiosa Análise do livro “O que é religião” como requisito para aprovação na disciplina Cultura Religiosa: Fenômeno Religioso do curso de Fonoaudiologia da PUC Minas, ministrada pelo professor Carlos Ribeiro Caldas Filho. . Belo Horizonte, 03 de Julho de 2020. SUMÁRIO 1. APRESENTAÇÃO DO CONTEÚDO ................................................................ 3 1.1. CAPÍTULO I- PERSPECTIVAS ................................................................. 3 1.2 CAPÍTULO II- OS SÍMBOLOS DA AUSÊNCIA....................................... 3 1.3 CAPÍTULO III- O EXÍLIO DO SAGRADO .............................................. 4 1.4 CAPÍTULO IV- A COISA QUE NUNCA MENTE .................................... 4 1.5 CAPÍTULO V- AS FLORES SOBRE AS CORRENTES ........................... 5 1.6 CAPÍTULO VI- A VOZ DO DESEJO ......................................................... 5 1.7 CAPÍTULO VII- O DEUS DOS OPRIMIDOS ........................................... 6 1.8 CAPÍTULO VIII- A APOSTA ..................................................................... 6 2. ANÁLISE CRÍTICA............................................................................................ 7 2.1 PERSPECITIVAS ........................................................................................ 7 2.2 OS SÍMBOLOS DA AUSÊNCIA ................................................................. 7 2.3 O EXÍLIO DO SAGRADO .......................................................................... 7 2.4 A COISA QUE NUNCA MENTE ................................................................ 8 2.5 AS FLORES SOBRE AS CORRENTES ..................................................... 8 2.6 A VOZ DO DESEJO..................................................................................... 9 2.7 O DEUS DOS OPRIMIDOS......................................................................... 9 2.8 A APOSTA .................................................................................................. 10 3. AVALIAÇÃO PESSOAL .................................................................................. 11 4. REFERÊNCIAS.....................................................................................................12 3 1. APRESENTAÇÃO DO CONTEÚDO 1.1. CAPÍTULO I- PERSPECTIVAS No primeiro capítulo, Rubem Alves fala sobre as perspectivas da religião, principalmente nos tempos em que pessoas descrentes e que não tinham amor a Deus eram consideradas raras, pois escondiam essa informação para não serem taxadas como parte do mal ou portadores de uma doença contagiosa, uma vez que o autor cita no livro que não foram poucas as pessoas queimadas na fogueira para que essa “doença” não fosse disseminada. Ele afirma ainda que, com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, esses pensamentos foram mudando gradativamente. No livro é pautado que, “Deus passa a não ser mais necessário como hipótese de trabalho”. E então o capítulo se encerra acrescentando que “A religião está mais próxima de nossa experiência pessoal do que desejamos admitir”. Rubem Alves deixa claro que a religião não deixou de existir, mas passa por constantes transformações, devido a pensamentos e crenças que vão evoluindo juntamente a ciência, que cada vez mais utiliza de várias técnicas e conhecimentos para desvendar os mistérios da fé. 1.2 CAPÍTULO II- OS SÍMBOLOS DA AUSÊNCIA Nesse capítulo, o autor faz uma comparação entre os animais e o homem. Descreve a maneira que os animais conseguiram viver durante milhares de anos, citando que o animal já nasce para utilizar suas habilidades em prol da sua sobrevivência, seja caça ou adaptação física em diferentes locais e temperaturas, a maneira que conseguem transmitir essas habilidades de geração em geração sem precisar de um mestre para dizer ou contar histórias é algo muito apontado pelo autor nessa parte do livro, além de dizer que o homem é diferente, pois possui a capacidade de chegar a conclusões a partir de suposições chamadas de razão e que o ser humano é capaz de criar tudo aquilo que é de seu interesse e desejo, não podendo ser comparada a luta de sobrevivência, uma vez que, o ser humano produz o meio e o modo em que ele vive e com essa capacidade de criar e pensar surge à cultura e essa é a razão pela qual não daria para viver sem a educação e por isso as crianças devem ser ensinadas diferentemente dos animais que conseguem captar de gerações tudo aquilo que é capaz silenciosamente, sem nenhuma palavra. Ao longo da narrativa ainda cita que a religião nasce com a capacidade do homem de dar nome às coisas e pelos símbolos que os mesmos usam, determinando o que é matéria sagrada e o que não é. 4 1.3 CAPÍTULO III- O EXÍLIO DO SAGRADO O autor inicia esse capítulo expondo todas as diferenças entre as coisas mundanas e naturais, dizendo que todas as coisas da natureza independem da vontade do homem e logo depois enfatiza como a vida humana é um mundo artificial e convencional, que quando as crianças nascem já se deparam com essa realidade social tão pronta e sólida quanto à natureza e expõe também que não seria diferente essa realidade com a criação dos símbolos que serviram durante muito tempo para criar um mundo que faça sentido, para a objetivação do espírito e explica ainda, que quando esse se torna vitorioso é intitulado verdadeiro, mas se forem derrotados são ridicularizados como as superstições, nessa parte do livro, o autor expõe que esses símbolos vieram como um olhar diferenciado para visões de mundo totalmente distintas: a de que Deus era o tema central da vida das pessoas e a outra visão que se opunha ao mundo sagrado, onde a sociedade se interessava no trabalho, em criar riquezas e passava a direcionar o lucro como o único digno de reconhecimento. Dessa maneira houve uma nova maneira de observação da realidade e como consequência o mundo passou a não ser mais guiado pelo sagrado. 1.4 CAPÍTULO IV- A COISA QUE NUNCA MENTE Nesse capítulo, Rubem Alves explica que as coisas têm significado e podem vir a dar sentido e valor a outras como exemplo ele cita os símbolos (a aliança representando o casamento, uma cédula representando um valor e etc...), porém, isso não quer dizer nada, pois uma cédula pode ser falsa e não ter valor algum como também um anel pode estar ali no dedo esquerdo só por enfeite e também não ter significado. Na Idade Média, época na qual o autor faz várias referências ao longo do livro, estudava-se o mundo buscando seus significados, dando relevância apenas para o conhecimento científico assim o ser humano não utilizaria mais da religião e esta iria desaparecer. Porém, isso não aconteceu, apesar de que a religião é formada por vários ritos e símbolos o autor enfatiza que “A religião é uma instituição e nenhuma instituição pode ser edificada sobre um erro ou mentira.” E por isso não se deve buscar inverdades no mundo religioso, mas não descartando o questionamento dessas verdades. O autor conclui o capítulo dizendo que se a religião tem uma finalidade terá sempre um espaço na sociedade e no pensamento de quem pratica se tornando uma tradição. 5 1.5 CAPÍTULO V- AS FLORES SOBRE AS CORRENTES O sociólogo Durkheim e filósofo Marx são mencionados no início desse capítulo como pensadores contribuintes para essas visões distintas acerca da religião citadas no capítulo anterior,o autor relata um Durkheim em busca da religião mais simples e primitiva que conhecia, explorando o universo religioso, já Marx, é apontado como quem não acredita na busca pelo paraíso e está sempre buscando respostas para os problemas sociais, reconhecendo somente o poder dos fatores materialistas. Na visão de Durkheim a religião não poderia ser negada, pois é um fato e também considerada o centro da sociedade. Karl Marx com sua visão materialista sobre o mundo destaca que o homem é quem faz a religião e não o contrário, ele considerava a religião como o “Ópio do povo” pois dizer que todas as situações da vida aconteciam pela vontade de Deus confortava o povo, enquanto Durkheim explorava e investigava a religião para tentar chegar a conclusões sobre a sobrevivência na vida social. E por fim o autor finaliza o capítulo fazendo uma análise do marxismo e ainda complementa que se a religião é mesmo o que conforta a humanidade, ela deveria ser incluída como uma das armas dos oprimidos. 1.6 CAPÍTULO VI- A VOZ DO DESEJO Como no capítulo anterior, Rubem Alves traz outros pensadores para relatar outras formas de visualizar a religião, sendo eles Feuerbach e Freud. Esses dois analisaram a religião como fruto do desejo humano, que tudo não passava de “Um sonho da mente humana”, pois no mundo em que vicemos hoje estamos em constante busca pela perfeição e segundo Feuerbach a religião não passava de um fruto dessa imaginação humana. Freud afirma também que a religião nasce no inconsciente do ser humano como maneira de comunicação do desejo e que esses desejos devem ser reprimidos. De maneira diferente da definição dada por Marx e Durkheim, porém com o mesmo sentido, dessa vez, de uma forma mais subjetiva e interna do ser, a religião novamente aparece como sendo aquilo que foi criado para o conforto do homem. Com isso, os autores afirmam que não existe esse Deus tão honrado pelos homens, nem o céu como um paraíso, portanto não se deve ter medo da morte. O capítulo se encerra mostrando, que a religião permanece como um sonho e que isso torna a vida mais suave, porém depende das pessoas interpretarem esses sonhos e ainda expõe que: “Os seus sonhos religiosos se transformam em fragmentos utópicos de uma nova ordem a ser construída” 6 1.7 CAPÍTULO VII- O DEUS DOS OPRIMIDOS No penúltimo capítulo, Rubem Alves explana um modo de enxergar a religião muito tempo antes de Cristo, quando surgiram os profetas, e com eles, um ponto de vista diferente dos vistos em capítulos anteriores, acreditavam que os símbolos sagrados poderiam ser usados pelos interesses da opressão, nessa parte do livro, o autor fala de um Deus que protege os oprimidos e nos leva a entender melhor o papel dos profetas que são citados na sagrada escritura que foram pessoas chamadas por Deus para cumprir uma tarefa ou várias tarefas, especialmente a de anunciar a toda população da época a vontade de Deus e suas lições, além de denunciar as injustiças cometidas com o nome de Deus, resgatou-se a religião como instrumento de libertação dos oprimidos, pois, a história normalmente é narrada através da visão dos vencedores. Os profetas acreditavam que Deus é justo e misericordioso e então eles idealizavam uma humanidade justa e igualitária para todos os povos. O capítulo se encerra com Rubem Alves dizendo que: “Se a religião fosse apenas ópio, veríamos o Estado e o poder econômico ao seu lado, protegendo-a como aliada” e ainda conclui que se líderes religiosos fossem aliados do poder, eles não seriam perseguidos como aconteceu com os profetas. 1.8 CAPÍTULO VIII- A APOSTA No último capítulo, o autor conclui o livro mostrando que a religião está continuamente em evolução, coexistindo entre acusação e defesa. Sempre ouvindo pontos de vistas diferentes, algumas pessoas, garantem que a religião é lunática, fala bobagens, espalha fantasias, se alinha com os fortes e envenena os pobres... Em defesa, outros afirmam que, sem religião, o mundo humano não existiria e é através desse símbolo sagrado que os oprimidos estabelecem a esperança e iniciam sua própria luta. Há uma vasta visão da conceituação social sobre esse assunto e também, existem diferentes crenças, ações, condutas, mitos e ritos distintos sobre a perspectiva de cada um. Portanto, o autor finaliza esse capítulo dizendo que a experiência religiosa depende do futuro. Falta o significado de Deus e da vida, e a realidade é o presente do desejo e que não se pode faltar esperança. O autor também explica que não estava somente atraído pela verdade concebida pelo tema central deste livro, mas, tentou abandonar suas certezas para conseguir enxergar como é o mundo na visão de outras pessoas. 7 2. ANÁLISE CRÍTICA 2.1 PERSPECITIVAS Nesse capítulo fica evidente que os questionamentos relacionados a suspeita da existência de Deus eram abominados na época descrita, é nítido que havia uma manipulação por parte da igreja, que amedrontava as pessoas com diferentes pensamentos e crenças, o que nos dias atuais, percebe-se uma maior tolerância em relação a isso. Ao começar a leitura é proposto o questionamento por parte do leitor, se a religião está desaparecendo, mas logo antes do fim do capítulo, é capaz de chegar na conclusão que até os dias atuais o avanço continuo da ciência não conseguiu fazer a religião desaparecer. Portanto, nessa primeira parte do livro o leitor tem a percepção que a religião aparece em vários lugares sempre que o ser humano defronta com os limites da sua existência. São interessantes, todos os questionamentos que Rubem Alves deixa no fim do capítulo, pois, assim faz com que o leitor se intrigue e fique mais curioso e interessado nos próximos capítulos, para saber se o autor realizará as respostas ou fazer com que ele mesmo chegue a suas próprias conclusões. 2.2 OS SÍMBOLOS DA AUSÊNCIA Baseado em reflexões sobre a marca distintiva do ser humano em meio a todas as outras espécies, esse capítulo traz ao leitor apanhados gerais muito interessantes sobre todas as diferenças entre humanos e animais, além de ser um capítulo que visa o entendimento da relevância dos símbolos para os homens e as razões que levaram a elaboração dos mesmos. Rubem Alves acredita que de maneira natural a cultura conduziu os seres humanos aos símbolos que para ele são como horizontes e não deixarão de ser um alvo e referencial para a caminhada. Portanto, essa leitura faz com que o leitor busque refletir e questionar, de maneira a concordar ou discordar do que é de opinião do autor, pois, ele apresenta a religião como um limiar entre saudade, cultura e símbolos, surgindo pela capacidade do homem de dar valor a nomes, coisas e gestos. 2.3 O EXÍLIO DO SAGRADO O capítulo "O exílio do sagrado" apresenta visões totalmente opostas aos pontos de vista apresentados pelo autor nos capítulos anteriores, que focavam muito em princípios vigentes na Idade Média, o qual presume-se em um período que os cristãos seguiam os mandamentos da igreja cegamente, o que é interessante, pois o leitor percebe que o 8 autor está disposto a sair da sua zona de conforto e apresentar diferentes pontos de vista. Nesse capítulo começa a surgir uma nova classe a burguesia, que por seus interesses econômicos únicos, quer acabar com a crença no sagrado, e daí começa uma nova visão de mundo baseada naquilo que lhe parece útil e que diz respeito ao lucro. Esse capítulo foi curioso para o leitor conseguir receber uma nova perspectiva acerca do que fora abordado em capítulos anteriores, além de que o autor sempre traz alguns pensadores para que o leitor consiga perceber a visão de cada um, neutralizando os pensamentos do autor. Nessa parte da obra, Durkheim contribuiu com seus ideais, que ao explorar a religião, ele estava tentando chegar a conclusões sobre as condições da vida social. Portanto o leitor percebe então que a religião é umfato social. 2.4 A COISA QUE NUNCA MENTE O autor no quarto capítulo evidência muito o quanto as pessoas dão valor e sentido ás coisas, o anel no dedo esquerdo é um exemplo, pois, poderia ser só um acessório utilizado, porém, ao decorrer do tempo se transformou em um dos símbolos do matrimônio, onde, a maioria das vezes, quem usa é para demonstrar que é casado. É tão interessante pensar nisso, pois as pessoas já nascem com pensamentos como esses formados e não questionam o porquê disso ou qual o sentido de se dar significado a pequenas coisas, e com a leitura, o leitor pode vir a perceber o quão isso é patético. Rubem Alves almejava colocar o leitor a pensar e duvidar de tudo o que foi imposto ao nascer sem explicações e então vem questionar até que ponto a religião possui verdades e falsidades, ele julga necessário refletir sobre a época que avaliavam a religião como algo descartável por causa do conhecimento científico dando ênfase que as coisas são o que se vê e não o significado lhes é imposto. 2.5 AS FLORES SOBRE AS CORRENTES Rubem Alves traz dois pensadores para agregar a sua obra, com considerações distintas acerca da religião, Karl Marx e Émile Durkheim, que apresentaram uma visão negativa, crendo na religião como alienação das pessoas. Nesse capítulo o leitor consegue visualizar esses pontos de vista tanto de Rubem Alves quanto dos sociólogos pois ao longo do capítulo foram listadas as opiniões dos dois pensadores sobre o tema religioso e é nítido também a problematização e investigação dessas reflexões sobre os pontos de encontro e desencontro de ambos, sobre relacionamentos interpessoais entre a sociedade e o sagrado, dessa maneira, o objetivo principal, é fazer com que o leitor observe e tire 9 suas conclusões de até que ponto as ideias religiosas clássicas podem (ou não) ser ajustadas ou superadas hoje. É intrigante observar as ideologias desses pensadores, pois enquanto eles têm muito em comum sobre alguns pensamentos, em outros apresentam convicções totalmente distintas, o leitor ao analisar esses pontos de vista, podem identificar se realmente concordam na religião como instrumento de força para aqueles que querem ter onde sentir acalento ou acreditar que a essência está na divisão dos mundos entre o sagrado e profano. 2.6 A VOZ DO DESEJO Os pensadores que ajudaram a agregar ao presente capítulo foram: Feuerbach e Freud, ambos argumentavam que a religião, por ser criação do desejo humano não passava de fruto da imaginação do homem, que em busca da perfeição colocavam a religião no patamar de sonho e que deveriam tentar compreende-la assim como a sociedade analisa os sonhos. É estimulante a leitura do capítulo, pois esses pensadores retratam a religião de maneira diferente da definição dada por Marx e Durkheim no capítulo anterior, porém com o mesmo sentido, então o leitor pode fazer essa comparação, além de ser curioso e interessante essa visão mais subjetiva e interna do ser, apresentada pelos pensadores nesse capítulo, a religião novamente aparece sendo aquilo que foi criado para o conforto do homem e deixar a vida mais suave. Portanto com a leitura desse capítulo o leitor volta a ter a sensação que a religião é uma forma de dar força e esperança aos oprimidos e a única base para encorajar a humanidade a se manter estável. 2.7 O DEUS DOS OPRIMIDOS Nesse penúltimo capítulo, o autor mostra ao leitor como o tema religião é interpretado e discutido de diferentes maneiras de acordo com a classe social de cada um, Rubem Alves também propõe uma maior compreensão sobre o que os profetas representavam e o que eram destinados a fazer, eles tinham a convicção de que Deus era justiça e misericórdia e não era um Deus opressor de seu povo. Em suma, o leitor percebe e pode entender o que foi dito logo no primeiro capítulo, onde as pessoas tinham medo de expressar opiniões contrárias à ideia predominante de que Deus era o centro das coisas e era de dever da humanidade respeita-lo e adorá-lo. O leitor pode concluir com esse capítulo, que ao recapitular o assunto sobre os símbolos sagrados, o seu valor e 10 significado vai depender de quem manipula os mesmos e qual é o seu comportamento perante eles. 2.8 A APOSTA O último capítulo serve para o leitor perceber que a religião está em constante evolução e que a leitura do livro não foi para colher respostas prontas de questionamentos como: “Qual o sentido da vida?”, “ De onde somos e para onde vamos?”, “Depois da morte existe vida?” mas sim abre espaço para o leitor chegar às suas próprias conclusões, o autor parece ter alcançado seu objetivo e destacou de forma ampla de qual modo a sociedade conceitua sobre o que é religião, ele não se deixou levar somente aos seus pensamentos e crenças, mas sim conseguiu transmitir um olhar diferenciado a cada pensador que fez do livro uma leitura mais rica. Nesse final, o leitor compreende que a religião coexiste entre acusação e defesa e que ao ser defendida ou acusada fica claro essas atitudes só acontecem no nível científico e, geralmente, não consideram os fatores relacionados à experiência divina. 11 3. AVALIAÇÃO PESSOAL A obra o que é religião, escrita por Rubem Alves é de uma leitura muito interessante, com uma linguagem bem simples e de fácil entendimento, todos os capítulos são bastante encorajadores para que o leitor insista em questionar mais e buscar respostas para aquilo que o intrigue, abriu uma nova perspectiva de reflexão, pois além da opinião do autor, o mesmo convida diversos pensadores, que agregaram a obra e trouxeram diferentes perspectivas de aspectos distintos envolvendo a religião. Alguns dos pontos mais legais e interessantes da obra são: a forma imparcial na qual o autor expõe sua opinião e o quanto ele abre espaço para dar voz a novas perspectivas, manter essa imparcialidade é de grande valia, pois, assim o leitor não se deixa levar pela opinião de Rubem Alves colocando-a como a verdade, mas sim o faz pensar mais sempre questionando as verdades que os são impostas, até que chegue a uma conclusão pessoal sobre o assunto abordado. A divisão dos capítulos foi muito bem feita, pois Rubem conseguiu introduzir e desenvolver a obra de uma perspectiva específica e contextualizar com base em momentos históricos e posições teológicas, filosóficas, sociológicas, antropológicas e científicas de cada época citada. Em suma, ao ler o livro todo, o leitor percebe que o livro em vários momentos joga um balde de água gelada nos fanáticos pela religião, e mostra uma pilha de argumentos para os ateus e por fim, fica evidente que para a leitura deste livro não é preciso que já se tenha tido experiências religiosas, pois o intuito é de fazer com que as pessoas compreendam a religião de uma forma mais abrangente. 12 4. REFERÊNCIAS ALVES, Rubem Azevedo. O que é religião. São Paulo: Abril Cultural / Brasiliense: 1984.