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TREINAMENTO BÁSICO PARA RECICLAGEM DE ULTRASSOM CONVENCIONAL Frederico Luzia – Téc. Especializado de Preditiva – Vale - São Luis - MA Conteúdo Programático • O que é Ultrassom industrial? • Vantagens e desvantagens do Ultrassom. • Aferição de Linearidade Vertical e horizontal. • Aferição de resolução dos transdutores. • Calibração dos transdutores. • Calibração de escalas para transdutores Angulares, Normal Mono Cristal e Duplo Cristal. O QUE É ULTRASSOM INDUSTRIAL? O ensaio por ultrassom é um método não destrutivo, no qual um feixe sônico de alta frequência é introduzido no material a ser inspecionado com o objetivo de detectar descontinuidades internas e superficiais. O som que percorre o material é refletido pelas interfaces e é detectado e analisado para determinar a presença e localização de descontinuidades. A energia sônica refletida pelas interfaces depende essencialmente do estado físico da matéria que está do lado oposto da interface e em menor grau das propriedades específicas da matéria. Por exemplo, as ondas sônicas são quase totalmente refletidas em interfaces metal-gás. Reflexões parciais ocorrem em interfaces metal-líquido e metal-sólido, sendo o percentual de energia dependente de certas propriedades físicas dos materiais que compõem a interface. Trincas, laminações, rechupes, poros, falta de fusão e outras descontinuidades que atuam como interfaces metal-gás podem ser facilmente detectadas por ultrassom. Inclusões e outras descontinuidades podem também ser detectadas pela reflexão parcial ou espalhamento do feixe sônico, ou até mesmo pela produção de outros efeitos detectáveis. A maioria dos aparelhos para o ensaio por ultrassom detectam descontinuidades através da monitoração das reflexões sônicas transmitidas ao material através de um cabeçote acoplado à peça. O aparelho geralmente dispõe de um visor que possibilita determinar a intensidade da energia refletida e a localização das interfaces. Pela análise destas reflexões o inspetor consegue determinar a existência ou não de descontinuidades no material. O ensaio por ultrassom é um dos ensaios não destrutivas mais importantes. Sua aplicação principal na inspeção de materiais é na detecção e avaliação de descontinuidades internas. O ensaio é utilizado também na detecção de descontinuidades superficiais, medição de espessuras e avaliação de corrosão e, menos frequentemente, para determinar propriedades físicas, estrutura, tamanho de grão e constantes elásticas de materiais. VANTAGENS E DESVANTAGENS DA INSPEÇÃO POR ULTRASSOM Quando comparado aos outros ensaios não destrutivos, o ensaio por ultrassom apresenta as seguintes VANTAGENS principais: grande poder de penetração, o qual permite a detecção de descontinuidades em grandes profundidades. O ensaio ultrassônico é feito rotineiramente em espessuras de centenas de milímetros em diversos tipos de peças e podem-se inspecionar eixos forjados com comprimentos em torno de cinco metros; alta sensibilidade, permitindo a detecção de descontinuidades na ordem de 0,5 mm ou menores; precisão maior que os outros ensaios não destrutivos na determinação da posição de descontinuidades internas, estimando o seu tamanho e caracterizando sua orientação, forma e natureza; - somente é necessário o acesso a uma superfície; o equipamento opera eletronicamente, fornecendo indicação instantânea das descontinuidades. Isto possibilita a interpretação imediata, automação, rápida varredura, monitoração on line da produção e controle de processo. Em muitos sistemas pode ser obtido um registro permanente para análise futura; varredura volumétrica da peça, possibilitando a inspeção desde uma superfície até a superfície oposta; não gera efeitos prejudiciais ao operador ou a pessoas próximas, nem aos materiais e equipamentos; portabilidade. As DESVANTAGENS do ultrassom, quando comparado com os outros ensaios não destrutivos, são: o método manual de inspeção requer grande atenção e pessoal qualificado para execução e avaliação dos resultados; peças com forma irregular, com superfície rugosa, muito pequenas ou finas, ou sem homogeneidade são difíceis de inspecionar; descontinuidades muito próximas da superfície podem não ser detectadas; é necessário o uso de acoplante para a transmissão das ondas ultrassônicas entre o cabeçote e a peça a ser inspecionada; é necessário o uso de blocos padrões e de referência para a calibração do aparelho e para a caracterização das descontinuidades. AFERIÇÃO DA LINEARIDADE VERTICAL OU CONTROLE DE GANHO. Esta aferição verifica ao mesmo tempo duas características que afetam a linearidade vertical do aparelho, ou seja, a linearidade do amplificador e a linearidade do controle de ganho. Pode ser utilizado qualquer bloco (padrão ou referência) para a aferição e de preferência o cabeçote que será utilizado na inspeção posterior. Passo a passo da aferição: Utilizar transdutor mono cristal de 24mm, 20mm ou 10mm; Ajustar a velocidade do material. Aço carbono, onda longitudinal 5920m/s; Escolher a opção para transdutores simples no menu; Utilizando o bloco Nº1, posicionar o transdutor conforme figura 01 e obter o eco de fundo: Ajustar o eco a 100% da tela (obs.: se o valor do ganho for inferior a 18dB, utilizar os próximos ecos até que um deles atinja 18dB); Anotar a escala, a velocidade, o bloco e o transdutor utilizados na tabela 01; Diminuir o ganho em 6dB; Verificar o percentual do eco e anotar conforme tabela 01 na coluna “Amplitude (%)”; Repetir os dois passos anteriores até atingir 12,5% da tela; Analisar os resultados e preencher a coluna “Resultados”. Referências e resultados Transdutor: Mono cristal 20mm Escala: 200mm Bloco: Nº1 Velocidade: 5920m/s Queda dos dB’s Amplitude (%) Tolerância (%) Resultados 100% - 6dB (± 6%) 50% 44% à 56% ( )Aprovado ( )Reprovado 100% - 12dB (± 3%) 25% 22% à 28% ( )Aprovado ( )Reprovado 100% - 18 dB (± 1,5%) 12,5% 11% à 14% ( )Aprovado ( )Reprovado Observações: Essa aferição deverá ser feita diariamente; Para realizar a verificação do Linearidade vertical devemos ter um ganho ≥ 18dB’s e o eco a 80% da tela; Um eco é o suficiente para realizar a aferição; Utilizar a espessura de 100mm do Bloco N1 ou V1, atentando com possível reflexões de entalhes ou furos. Esta aferição é realizada utilizando-se o bloco padrão N1/VI ou N2/V2 e um cabeçote normal. A linearidade deve ser avaliada em uma extensão da escala pelo menos igual à que será utilizada posteriormente na inspeção, lembrando-se que 91 mm em ondas longitudinais (transdutor normal) é equivalente a 50 mm em ondas transversais (Transdutor angular). AFERIÇÃO DA LINEARIDADE HORIZONTAL Passo a passo da aferição: Utilizar o transdutor mono cristal 20mm ou 10mm; Ajustar a velocidade do material para 5920m/s; Escolher a opção para cabeçote simples no menu do aparelho; Utilizando o bloco Nº1, posicionar o transdutor conforme figura 02 e obter o eco de fundo: Ajustar o valor do “Probe Delay” ou “Atraso” para zero; Ajustar os valores do ângulo e “X-Value” ou “valor de X” para zero; Ajustar o “range” (escala) para 100mm; Anotar na tabela 02 a escala, a velocidade, o bloco e o transdutor utilizado; Posicionar o “gate” sobre o primeiro eco; Ajustar o valor do “Probe Delay” ou “Atraso” até o valor da profundidade ser igual a 25mm; Anotar na tabela 02, coluna “Valor (mm)” o valor do 1º eco; Posicionar o “gate” sobre o 2º eco e anotar o valor na coluna “Valor (mm)” correspondente ao 2º eco; Repetir o passo anterior para o 3º e 4º eco; Calcular a tolerância (+-2% da escala) e completar a coluna “Tolerância (mm)”; Analisar os resultados e preencher a coluna “Laudo”. Transdutor: Mono cristal 10mm Escala: 100mm Bloco: Nº1 Velocidade: 5920m/s Posição dos Ecos Valor (mm) Tolerância (mm) Laudo 1º eco 25 23 à 27 ( )Aprovado ( )Reprovado 2º eco 50 48 à 52 ( )Aprovado ( )Reprovado 3º eco 75 73 à 77 ( )Aprovado ()Reprovado 4º eco 100 98 à 102 ( )Aprovado ( )Reprovado Nota: Tolerância ±2% da escala. Observações: Essa aferição deverá ser feita semanalmente; Para realizar a verificação do Linearidade horizontal devemos ter 10 ecos na tela; Utilizar espessuras de até 25 mm de qualquer bloco de referencia ou calibração. Ex: N1/V1, N2/V2, ASME ou Escalonado. AFERIÇÃO DA RESOLUÇÃO DOS TRANSDUTORES Transdutores Normal (0°) mono e duplo cristal Na aferição da resolução dos transdutores, verifica-se a separação dos sinais na tela quando se detectam duas ou mais descontinuidades próximas uma das outras. Passo a passo da aferição: Ajustar a velocidade do material para 5920m/s; Escolher a opção para cabeçote simples no menu do aparelho; Ajustar o “Range” (escala) para 200mm; Posicionar o cabeçote no bloco Nº1 conforme figura 03, de forma a se obter três ecos provenientes das superfícies refletoras; Os ecos deverão ter aproximadamente a mesma amplitude (altura na tela); Nota¹: O cabeçote apresenta boa resolução se os ecos das espessuras 100mm, 91mm e 85mm apresentarem separação entre si menor ou igual a metade da altura total. Nota²: Caso não corresponda ao mencionado acima, o cabeçote apresenta resolução ruim e deverá ser substituído. Nota³: Caso não seja possível obter os 3 ecos na mesma altura, utilizar dois ecos, seguindo os mesmos critérios de aceitação Nota⁴: Posicionar o transdutor emitindo o som transversalmente ao bloco. Passo a passo da aferição: Ajustar a velocidade do material para 3230 m/s; Escolher a opção para cabeçote simples no menu do aparelho; Ajustar o “Range” (escala) para 100mm; Verificar na tabela abaixo o degrau recomendado de acordo com a frequência do cabeçote; Transdutores Angulares Frequência do Cabeçote Degrau Recomendado 4 MHz 2 mm 2,25 MHz 3 mm 2 MHz 4 mm Posicionar o cabeçote no bloco “bolo de noiva” conforme figura 04, de forma à se obter dois ecos provenientes das superfícies refletoras; Os ecos deverão ter aproximadamente a mesma amplitude (altura na tela); Nota¹: O cabeçote apresenta boa resolução se os ecos apresentarem separação entre si menor ou igual à metade da altura total. Nota²: Caso não corresponda ao mencionado anteriormente, o cabeçote apresenta resolução ruim e deverá ser substituído. CALIBRAÇÃO DE TRANSDUTORES TRANSDUTORES ANGULARES Os transdutores angulares são utilizados geralmente para inspeção de solda, em eixos, nas regiões das arestas e quando indicado nos procedimentos aprovados por N3 de Ultrassom para aplicações em chapas e etc. Antes de iniciar a inspeção os transdutores angulares devem ser escolhidos de acordo com o procedimento, levando em consideração o tipo de material, espessura, geometria da peça a ser ensaiada. Após escolha do transdutor, definido, ângulo, frequência e dimensão, deve-se iniciar o processo de calibração. Verificação da localização da saída do feixe sônico (Índex) Esta aferição é aplicável exclusivamente aos cabeçotes angulares. O ponto de saída do feixe sônico deve ser verificado no bloco padrão N1/V1, utilizando-se o raio de 100 mm. Os cabeçotes, mesmo novos, devem ser aferidos. As marcações de fábrica nem sempre têm a precisão necessária, e a marcação do ponto de saída do feixe sônico, no cabeçote é de fundamental importância para a verificação do ângulo real do cabeçote e localização de descontinuidades, Ajustar a velocidade do material para 3230 m/s; Ajustar o “Range” (escala) para 200mm; Escolher a opção para cabeçote simples no menu do aparelho; Utilizando o bloco Nº1, posicionar o cabeçote conforme figura 05; Obter o maior pico (eco) e ajustar o ganho para se obter 80% da tela; Anotar o valor de “X-value” em milímetros da escala do cabeçote que coincide com a marcação do centro do raio de 100mm do bloco Nº1, como demonstrado na figura 06: Inserir o valor encontrado no menu correspondente no aparelho; Ajustar “T-Value ou espessura” para 300mm; Salvar na memória do aparelho. X-Value: indicar o valor do Índex no aparelho. T-Value: indicar o valor da espessura a ser ensaiada no aparelho. Verificação do ângulo real do transdutor O ângulo real do cabeçote pode ser verificado em diversos blocos padrões. Existem blocos (exemplo: Bloco N1/V1) que têm furos transversais, de pequeno diâmetro, localizados em diferentes profundidades. Para executar a aferição nestes blocos é necessário, entretanto, uma cuidadosa medição e plotagem (ou cálculo trigonométrico) para obter o ângulo real, já que o bloco não possui marcações calibradas em graus para auxiliar o inspetor. Os blocos V1 e V2 são blocos preparados para esta aferição, possuindo marcações em graus que se referem à incidência em um determinado refletor (furo de 50 mm de diâmetro no bloco V1 e furo de 5 mm no bloco V2). Estas marcações fornecem uma maneira rápida de aferição do ângulo. A interpolação entre as marcas pode ser usada, mas a precisão às vezes é insuficiente. E recomendável que apenas o bloco V1 seja utilizado para esta aferição, pois o bloco V2, devido às suas pequenas dimensões, não oferece a precisão requerida. O cabeçote a ser utilizado neste item deverá antes ter passado pela saída do feixe sônico (Índex); Utilizando o bloco N1/V1, posicionar o cabeçote conforme acima para transdutores de 45° e para transdutores de 70° e 60°: Obter o maior eco e ajustar para 80% da tela; Observar o ponto de saída do feixe sônico e a escala de graus do bloco N1/V1, anotar o valor do ângulo coincidente; Inserir o valor do o ângulo encontrado no menu correspondente no aparelho; Salvar na memória do aparelho. Nota: o ângulo encontrado poderá variar ± 2 graus, caso isso não ocorra o cabeçote deverá ser substituído. CALIBRAÇÃO DE ESCALAS PARA TRANSDUTORES ANGULARES Calibração utilizando-se o Bloco N1/V1. A calibração é feita através do raio de 100 mm do bloco V1. Devido ao pequeno entalhe existente na posição que corresponde ao centro do raio, obtêm-se ecos múltiplos. A maneira de calibrar a escala é igual à descrita para cabeçotes normais, exceto que a distância entre os ecos múltiplos sempre é de 100 mm. Ajustar a escala de acordo com a espessura do material e o numero de “pulos”, percursos sônicos que for trabalhar; Posicionar o cabeçote conforme demonstrado na figura abaixo, utilizando o bloco N1/V1; Obter o maior eco e ajustar o ganho para 80% da tela; Ajustar o valor do “Probe Delay” para zero antes de iniciar os próximos passos; Passo a passo da escala: Posicionar o “gate” sobre o primeiro eco (cuidado para não confundir com o eco de entrada); Ajustar o “Probe delay” até o valor do percurso sônico atingir 100mm; Posicionar o “gate” sobre o segundo eco; Ajustar o valor da velocidade do material (m/s) até o percurso sônico atingir 225mm; Repetir os quatros passos anteriores até conseguir a precisão de ± 0,1mm; Salvar na memória do aparelho. Observação Durante a execução deste procedimento, o cabeçote não poderá ser movimentado após encontrar o maior eco. Calibração utilizando-se o Bloco N2/V2. O bloco V2 tem dois raios diferentes (25 e 50 mm) e é construído de maneira que obtêm-se ecos provenientes destes dois raios. Assim, quando o feixe sônico é dirigido para um dos raios, após a reflexão, parte do feixe é transmitido para o cabeçote e o restante reflete na superfície e é direcionado para o outro raio, fornecendo, após percorrer a distância necessária para que o som chegue novamente do cabeçote, um novo eco. A distância entre um e outro eco sempre corresponde a 75mm, que é o percurso equivalente à soma dos dois raios. Como ilustra a figura abaixo. Por exemplo, para calibrar a escala em 100mm, deve-se posicionar o cabeçote voltado para o raio de 25mm e posicionar o primeiro eco em 25% e o segundo eco em 100% da escala horizontal da tela do aparelho . Passo a passo da escala: Posicionar o cabeçote conforme demonstrado na figura anterior, utilizando o bloco N2/V2. Obter o maioreco e ajustar o ganho para 80% da tela; Ajustar o valor do “Probe Delay” para zero antes de iniciar os próximos passos; Posicionar o “gate” sobre o primeiro eco (cuidado para não confundir com o eco de entrada); Ajustar o “Probe Delay” até o valor do percurso sônico atingir 25mm; Posicionar o “gate” sobre o segundo eco; Ajustar o valor da velocidade do material (m/s) até o percurso sônico atingir 100mm; Repetir os quatros passos anteriores até conseguir a precisão desejada. Observações Durante a execução deste procedimento, o cabeçote não poderá ser movimentado após encontrar o maior eco; Salvar na memória do aparelho para não perder as configurações. CALIBRAÇÃO DE ESCALAS PARA TRANSDUTORES NORMAL OU 0°, MONO OU DUPLO CRISTAL Transdutores Normal ou 0° mono cristal Uma das características dos sinais quando se utiliza cabeçote normal em peça com superfícies paralelas é o aparecimento de ecos múltiplos. Quando o som retorna ao cabeçote após a reflexão na interface, parte deste som é recebido pelo cabeçote e o restante reflete na interface peça-cabeçote e origina uma nova reflexão com uma distância equivalente a mais uma espessura. Isto se repete até a total atenuação, o que em geral corresponde a uma ou mais dezena de reflexões. Na calibração da escala horizontal com cabeçote normal aproveitam-se as reflexões múltiplas como referência. Por exemplo, posicionando-se o cabeçote normal na espessura de 25 mm do bloco V1 obtém-se uma série de reflexões múltiplas. Sabendo-se que entre uma e outra reflexão corresponde ao percurso de 25 mm, e ajustando-se o primeiro eco de fundo no meio da tela e o segundo eco de fundo no final da tela (ajusta-se a posição dos ecos atuando nos controles de calibração da escala horizontal e controle de zero do aparelho, o aparelho estará calibrado com uma extensão de escala de 50mm. Da mesma forma, se forem utilizados quatro ecos múltiplos ajustados em 25%,50%, 75% e 100% da tela, obtém-se uma escala de 100 mm. A abaixo mostra alguns exemplos de calibração. Passo a passo da escala: Ajustar o valor do “Probe Delay” para zero antes de iniciar os próximos passos; Ajustar o “Range” (escala) para 250mm; Ajustar a velocidade do material para 5920m/s; Escolher a opção para DUPLO DESL no menu do aparelho; Ajustar o ângulo para zero; Ajustar valor de “Valor X” para zero; Ajustar valor de “T-Value ou espessura” para 300 mm; Utilizando o bloco N1/V1, posicionar o cabeçote conforme figura abaixo; Obter o maior eco e ajustar o ganho para 80% da tela; Posicionar o “gate” sobre o primeiro eco (cuidado para não confundir com o eco de entrada); Ajustar o “P-delay” até o valor do percurso sônico atingir 100mm; Posicionar o “gate” sobre o segundo eco; Ajustar o valor da velocidade do material (m/s) até o percurso sônico atingir 200mm; Repetir os quatros passos anteriores até conseguir a precisão de ± 0,1mm. Observações Se o Bloco N1/V1 conter 1 acrílico, o mesmo corresponde ao dobro da velocidade do aço. Cuidado ao realizar a alto calibração nesse local de referência. Durante a execução deste procedimento, o cabeçote não poderá ser movimentado após encontrar o maior eco. Salvar na memória do aparelho para não perder as configurações. Transdutores Normal ou 0° duplo cristal o cabeçote duplo-cristal, por ter dois cristais posicionados com leve inclinação em relação à superfície da peça, nem sempre apresenta ecos múltiplos, ou apenas apresenta ecos múltiplos em uma certa faixa de espessura. Mesmo quando apresenta ecos múltiplos, a distância entre estes ecos pode não corresponder exatamente ao valor da espessura, porque o feixe sônico percorre a peça em um percurso não perpendicular à superfície. Como consequência, a utilização destes ecos múltiplos para a calibração da escala horizontal é totalmente desaconselhada pelos erros introduzidos. Para a calibração da escala para cabeçotes duplo-cristal utilizam-se duas espessuras diferentes, sendo de preferência a segunda espessura, próxima ao limite máximo da extensão da escala. Por exemplo, para calibrar a escala em um valor de 50 mm, devem-se utilizar as espessuras de 25 mm e 50 mm no bloco padrão N1/V1 (para 50 mm deve-se acoplar o cabeçote na peça de acrílico embutida no bloco V1 23 mm no acrílico corresponde a 50 mm no aço). Atuando no controle de calibração da escala e controle, de zero do aparelho, posiciona-se, na tela do aparelho, o eco referente a espessura onde esta acoplado o cabeçote e repete-se a mesma operação para a outra espessura e correspondente posição na tela. Passo a passo da escala: Ajustar o valor do “Probe Delay” para zero; Ajustar o valor da escala para 100mm; Ajustar o valor da velocidade do material para 5920 m/s; Escolher a opção para DUPLO LIG no menu do aparelho; Ajustar o ângulo para zero; Ajustar valor de “Valor X” para zero; Ajustar valor de “T-Value ou espessura” para 300mm; Utilizando o bloco Nº1, posicionar o cabeçote conforme figura acima; Obter o maior eco; Posicionar o “gate” sobre o primeiro eco; Ajustar o ganho para se obter 80% da tela; Ajustar o “Probe delay” até o valor do percurso sônico atingir 25mm; Utilizando o bloco N1/V1, posicionar o cabeçote no acrílico conforme abaixo; Posicionar o “gate” sobre o eco correspondente; Ajustar o valor da velocidade do material (m/s) até o percurso sônico atingir 50mm; Observações Repetir os oitos passos anteriores até conseguir a precisão de 0,1mm. Salvar a calibração no aparelho.