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Resumo Atenção Farmacêutica I - Parte II

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o paciente (coração e alma do método clínico) 
e para identificar os problemas temos que saber tudo 
que o paciente está utilizando, medicamentos 
prescritos e não prescritos, outras alternativas um chá 
ou um fitoterápico algo que muitas vezes o paciente 
não considera como medicamento. 
 
 Serviço pelo qual o farmacêutico faz uma 
análise estruturada e crítica sobre os 
medicamentos utilizados pelo paciente, 
com os objetivos de minimizar a 
ocorrência de problemas relacionados à 
farmacoterapia, melhorar a adesão ao 
 
 
 
tratamento e os resultados terapêuticos, 
bem como reduzir o desperdício de 
recursos (CFF,2016). 
 
Quais pacientes são elegíveis para esse 
serviço? 
Normalmente quem passa por esse serviço 
são os pacientes com condições crônicas, em 
uso de múltiplos medicamentos de uso 
continuo pq são os mais suscetíveis a ter 
problemas com a farmacoterapia. Então esse 
serviço é direcionado a esse tipo de paciente, 
mas nada impede de pacientes que não 
tenham doenças crônicas solicitarem também. 
 
Procedimento realizado pelo farmacêutico 
voltado a pacientes portadores de condições 
crônicas, em uso de múltiplos medicamentos 
de uso contínuo 
 
Revisão e ajustes na farmacoterapia, em 
contato direto com o paciente ou não 
 
Revisar os medicamentos em uso pelo 
paciente é necessário para a detecção e 
resolução de problemas 
 
Fernanda Iachitzki 
 
Recomendações ao paciente ou ao médico 
 
Tipos de revisão da farmacoterapia 
1. Revisão das prescrições 
Objetivo: Avaliar questões técnicas da 
prescrição, incluindo custo-efetividade. 
Não necessariamente o paciente precisa estar 
presente e nem precisa listar todos os 
medicamentos prescritos, não prescritos ou 
terapêuticas alternativas. Os principais pontos 
avaliados são: erros de medicação, 
contraindicações, custo do tratamento, 
discrepâncias. 
 ↳ Custo-efetividade: terapias efetivas e acessíveis ao 
paciente (ele pode pagar pelo tratamento?) 
Eficácia: resultados do tratamento em condições de 
mundo ideal, resultados de ensaios clínicos 
randomizados, aqueles estudos bem controlados em 
que eu tenho 100% de adesão pq o pesquisador foi lá 
e deu o medicamento para o participante do estudo 
 Efetividade: se refere aos resultados do tratamento 
em condições de mundo real, levando em 
consideração a variabilidade dos participantes do 
estudo, leva em consideração a falta de adesão. 
 Eficiência: leva em consideração o custo do 
tratamento, o acesso a ele. 
 
2. Revisão da adesão terapêutica 
Objetivo: Avaliar o comportamento do 
paciente no uso dos medicamentos. 
O paciente precisa estar presente, e todos os 
medicamentos prescritos, não prescritos e 
terapêuticas alternativas devem ser listados. 
Os principais pontos avaliados são: Experiencia 
de medicação, complexidade da 
farmacoterapia, discrepâncias. 
 
3. Revisão clínica (mais completa) 
Objetivo: Avaliação entre o uso de 
medicamentos e resultados terapêuticos de 
forma abrangente. 
O paciente precisa estar presente, e todos os 
medicamentos prescritos, não prescritos e 
terapêuticas alternativas devem ser listados. 
Os principais pontos avaliados são: 
Necessidade, efetividade e segurança de cada 
tratamento. 
 
 Revisão estruturada da medicação 
-Necessidade 
-Adesão 
-Efetividade 
-Segurança 
-Custo-efetividade 
 
Farmacoterapia ideal 
Avalia-se: 
Necessidade 
↳ O paciente utiliza todos os medicamentos 
que necessita 
↳ O paciente não utiliza medicamento 
desnecessário 
 
Adesão terapêutica 
↳ O paciente compreende e é capaz de 
cumprir o regime posológico 
↳ O paciente concorda e adere ao tratamento 
numa postura ativa 
 
Efetividade 
↳ O paciente apresenta a resposta esperada 
à medicação 
↳ O regime posológico está adequado ao 
alcance das metas terapêuticas 
 
Segurança 
↳ A farmacoterapia não produz novos 
problemas de saúde 
↳ A farmacoterapia não agrava problemas de 
saúde pré-existentes 
Nem todas as abordagens provem do meio 
farmacêutico, mas todas tem por objetivo 
fornecer um raciocínio clinico sistemático e 
Fernanda Iachitzki 
 
reprodutível, que permita realizar a melhor 
avaliação clínica possível. 
↳ Métodos explícitos: Consistem geralmente 
em listas de medicamentos ou situações 
clínicas padronizadas envolvendo a 
farmacoterapia que podem levar a eventos 
adversos. 
↳ Métodos implícitos: Abordagens que 
dependem da avaliação intrínseca do 
profissional, de seu acesso às informações do 
paciente, de sua competência e de suas 
habilidades clínicas; são mais abrangentes e 
não se limitam a alguns medicamentos ou 
condições de saúde, mas podem ser aplicados 
a qualquer paciente, em qualquer momento 
de seu processo de cuidado e qualquer nível 
social 
Métodos explícitos 
-Critério de Beers 
-STOPP/ START (Screening Tool of Older 
Person’s 
Prescriptions/ Screening Tool to Alert doctor 
to Right Treatment) 
Listas de medicamentos inadequados em 
idosos 
Quando pensamos em pacientes idosos, pela 
própria fisiologia é mais suscetível a efeitos 
adversos a medicamentos pq se pensarmos 
os órgãos já trabalharam muitos anos e não 
estão no auge da sua forma, por isso são 
pacientes mais suscetíveis a efeitos adversos 
e também as próprias ações terapêuticas dos 
medicamentos. Então muitas vezes o paciente 
idoso requer algum ajuste de dose, é muito 
melhor usar as menores doses possíveis no 
idoso do que um medicamento na dose 
máxima. 
Temos na literatura esses critérios, para 
facilitar a escolha das terapias em pacientes 
idosos. 
No critério de Beers, tem uma série de tabelas 
com medicamentos que devem ou ser usados 
com cautela, ou serem evitados. 
 Tabela de medicamentos potencialmente 
inapropriados: 
 
Na tabela vai ter a classe, e o “racional”, ou 
seja, a justificativa para evitar esses 
medicamentos, e qual é a recomendação, 
qualidade da evidência que gerou essa 
informação, e força de recomendação. 
 
Tabela de medicamentos potencialmente 
inapropriados devido a interações 
medicamento-doença, pq podem exacerbar a 
doença. 
 
 
 
 
Fernanda Iachitzki 
 
Tabela de medicamentos potencialmente 
inapropriados devido a interações 
medicamento-medicamento 
 
Tabela de medicamentos que devem ser 
evitados ou ter a dose reduzida 
 
 
 Ferramenta STOPP/START 
Tem a lista do STOP que são os 
medicamentos potencialmente inapropriados 
E a lista START que tem os medicamentos 
apropriados. 
Métodos implícitos 
Envolve a consulta (a conversa com o 
paciente), nos critérios de Beers e 
STOP/START eu não preciso estar 
conversando com o paciente, somente dos 
dados de prontuário ou prescrições. Mas para 
os métodos implícitos preciso de uma 
entrevista com o paciente. 
●Dáder 
●PWDT 
●MAI 
●NO TEARS (mnemônico) 
Método Dáder- processo sistemático de 
perguntas sobre o estado do paciente 
contendo uma lista ordenada de todos os 
problemas de saúde e seus respetivos 
tratamentos medicamentosos (um ou mais 
medicamentos para cada problema de saúde) 
*Estado situacional é como se fosse uma foto 
da condição clínica do paciente, e esse estado 
situacional muda bastante inserir e retirar 
medicamento. 
Aplicando esse método: 
Situações como não adesão ao tratamento, 
interações medicamentosas ou erros de 
medicação não surgem diretamente nas 
perguntas de avaliação do tratamento, mas 
são consideradas causas possíveis de 
problemas de efetividade ou segurança da 
farmacoterapia 
 Método Dáder- Premissas: 
1. Cada farmacoterapia deve ser necessária 
ao paciente- um medicamento é 
necessário quando o paciente apresenta 
uma doença, uma condição clínica, ou um 
fator de risco que justifique seu uso. 
 
2. Uma vez que a farmacoterapia seja 
necessária, avalia-se a sua efetividade- 
considera-se uma farmacoterapia efetiva 
quando esta alcança o objetivo terapêutico 
proposto, conforme a condição de saúde 
do paciente 
 
3. Após avaliação da efetividade, 
independentemente do resultado, avalia-se 
a segurança