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Técnica Cirúrgica I Pamela Barbieri – T23 – FMBM Prof. Dr. Flávio Pileggi ILEOSTOMIA, CECOSTOMIA e COLOSTOMIA Indicações: Descompressiva: obstruções intestinais distais. Protetora: desvio de trânsito intestinal (evitar manutenção de situações de gravidade – peritonites, soluções de continuidade, fístulas anastomóticas e entéricas). Confecção de ostomia – condições básicas: Boa perfusão do segmento intestinal a ser exteriorizado (avaliação da arcada vascular proximal). Comprimento e mobilidade adequados (faz nos segmentos móveis do cólon). Cólon sigmóide e transverso: habitualmente móveis. Cólon ascendente e descendente: fixos. Ceco: parcialmente móvel. Íleo terminal: móvel. ILEOSTOMIA Indicações Colectomias totais em caráter de urgência (tumor obstrutivo, hemorragia digestiva, baixa). Colectomia total com íleorreto-anastomose (doença intestinal inflamatória). Doenças inflamatórias intestinais (Crohn, RCUI) – quando insucesso no tratamento conservador, fístulas, obstruções, complicações com comprometimento sistêmico. Polipose adenomatosa familiar Lesões traumáticas de difícil reconstrução. Técnica: Ileostomia terminal – faz-se uma incisão transversa infraumbilical na região próxima a musculatura do reto abdominal. Abre essa região, a aponeurose e peritônio e exterioriza alça a 4 a 8cm da cavidade abdominal, fixa para que não volte e depois faz ponto da mucosa com a pele de maneira a everter essa mucosa (secreção alcalina que pode lesar a pele)-ponto de eversão). Aspecto final: adapta a bolsa ao redor e secreção ileal cai direto na bolsa. Técnica Cirúrgica I Pamela Barbieri – T23 – FMBM Prof. Dr. Flávio Pileggi Técnica finalizada. Após realizada, faz-se toque no orifício da luz do órgão, para averiguar se não formou nenhuma estenose obstrutiva. Ileostomia em alça: Faz o mesmo procedimento, mas não faz secção total da alça. Secreção ileal sai da boca proximal. Ileostomia à Brooke – ileostomia com eversão: Técnica Cirúrgica I Pamela Barbieri – T23 – FMBM Prof. Dr. Flávio Pileggi Bolsa de ileostomia: placa de caraia (?) que ajusta e cola ao redor a ileostomia, no alo plástico coloca a bolsa (que tira ao se encher e lava). CECOSTOMIA Indicações: Pseudo-obstruções colônicas. Trauma e lacerações graves. Perfurações do ceco. Volvo do ceco. Limpeza colônica anterógrada. Técnica: Incisão realizada na fossa ilíaca direita, abre a parece abdominal até localização do ceco. Ao localizar o ceco, rraliza uma sutura em bolsa e coloca a sonda de sentido distal. Faz-se o fechamento dessa bolsa e em seguida a exteriorização da sonda. Sutura em bolsa no ceco, coloca-se a sonda de maneira distal, depois fixa o ceco na parede abdominal externa (para que se a sonda sair, o ceco fique acessível com facilidade e para não cair secreção fecaloide para dentro da caviadde abdominal. Sonda: de Follen ou de Malecot. Aspecto final. Chait trapdoor cecostomy catheter: Técnica Cirúrgica I Pamela Barbieri – T23 – FMBM Prof. Dr. Flávio Pileggi COLOSTOMIA Abertura feita no colon e exteriorização através da parede abdominal. Classificação: Segmento exteriorizado: -Cecostomia -Transversostomia -Sigmoidostomia Modo de exteriorização: -Terminal -Em alça -Justaposta -Separada Tempo de sua permanência: -Provisória -Definitiva Cirurgia de Hartman: coto do reto sepultado. Tratamento do segmento distal Técnica: Faz-se incisão tranversa proxima onde exteriorizará o cólon, faz a abertura estrelada da aponeurose, exterioriza o colon, fixa o colon na aponeurose e depois matura o cólon na pele. Técnica Cirúrgica I Pamela Barbieri – T23 – FMBM Prof. Dr. Flávio Pileggi Eversão da mucosa é baixa, porque nessa região a secreção fecaloide é neutra e pode ficar mais rente a pele. Passa 2 dedos para certificar que não haverá estenose, e faz a exteriorização. Colostomia em alça: exteriorização do colon em boca distal e boca proximal, coloca o pino de segurança para alça não entrar para cavidade, fixa essa alça na aponeurose, sutura a vorda antemesentérica depois matura essa boca distal e proximal. Técnica Cirúrgica I Pamela Barbieri – T23 – FMBM Prof. Dr. Flávio Pileggi Colostomia terminal. Ileostomia com colostomia com fístula mucosa. Complicações: Dermatite periestomal, que pode ter contaminação secundária. Prolapso da estomia. Hérnia paracolostômica. Técnica Cirúrgica I Pamela Barbieri – T23 – FMBM Prof. Dr. Flávio Pileggi Estenose.