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1 
 
 
 
 
 
 
ENDODONTIA 
 
 
 
 
 
@odonto.by.gibbs – Direitos Autorais 
APOSTILA COMPLETA 
2 
 
CAPÍTULO 1: ISOLAMENTO 
ABSOLUTO 
 
Isolamento Absoluto 
• Na endodontia, vamos isolar apenas o dente que vai ser tratado 
• É a primeira etapa a ser feita. 
 
• É o procedimento realizado com a finalidade de propiciar um campo operatório limpo, 
seguro e em condições assépticas para a realização do tratamento endodôntico. 
 
Objetivo principal do tratamento: eliminação dos microrganismos presente no interior dos 
canais. 
• Diminuir o máximo possível a presença dos microrganismos com o isolamento. 
 
OBS: Durante a técnica de tratamento do canal, serão utilizadas substâncias químicas, 
como o hipoclorito de sódio (possui gosto desagradável – usar em quantidade grande pra ter 
uma ação química da substância favorável contra microrganismos) – é necessário que o 
isolamento seja feito para evitar que o paciente engula essas substâncias. 
• O isolamento evita que as limas sejam aspiradas pelo paciente. 
OBS: se tiver um dente que não dá para isolar (não vai ter condições de ser restaurado) a 
solução vai ser a extração. – não há endodontia sem isolamento. 
 
Vantagens 
• Conservação asséptica (livre de qualquer contaminação, mantendo a dentina limpa) 
• Exclusão da umidade saliva, sangue e fluidos tissulares 
• Afastamento e proteção dos tecidos moles 
• Segurança: deglutição ou aspiração 
• Melhor visualização do campo operatório 
• Rapidez e eficiência 
• Conforto 
 
Instrumental Necessário 
• Lençol de borracha 
3 
 
• Pinça perfuradora 
• Pinça de grampo (Palmer) 
• Grampos (que tenham aletas para prender na borracha) 
• Arco de Ostby 
 
 
Importante 
• Tamanho do furo (perfuração) tem que ser compatível com o colo do dente 
• Utilizar os furos maiores 
• Afiação do perfurador (o furo deve ser bem redondo para o lençol não rasgar) 
 
OBS: o paciente deve estar muito bem anestesiado (na endodontia, mexe-se direto na polpa 
/ o grampo empurra um pouco a gengiva, podendo também ocasionar dor) 
 
Numeração dos Grampos 
• Pré molares: 206, 207,208,209 
• Molares: 200,201,202,203,204,205 
• Anteriores: 210,211,212 
• A mola do grampo é sempre para a distal do dente 
 
Instrumental Acessório 
• Fio dental (só para o lençol passar entre os dentes – passar no dente antes de isolar 
para ver se tem ponto de contato livre) 
 
• Caneta hidrográfica 
 
• Lixa metálica (para liberar o ponto de contato se necessário) 
 
• Tesoura 
 
• Lubrificante (deve ser solúvel em água pra não criar película entre água e dente) 
 
• Sugador de saliva (usar dentro da boca) 
 
• Kit de aspiração (usar fora do isolamento) 
 
4 
 
• Barreira gengival fotopolimerizável (é uma resina foto que fica com consistência não 
tão dura, utilizada pra vedar alguma área do isolamento que ficou pendente) 
 
• Solução de clorexidina 2,5% (limpar o isolamento / desinfecção do campo) 
 
OBS: perfurar sempre ao centro do lençol. 
OBS: utilizar a barreira gengival quando o dente tiver muito destruído / vedar áreas 
 
 
Etapas 
1ª etapa: Verificar a presença de placa bacteriana e cálculo 
• Se o dente em que será realizado o tratamento endodôntico tiver com placa, é 
necessário realizar a profilaxia APENAS nesse dente. 
 
• OBS: antes de fazer o isolamento absoluto, fazer o isolamento relativo, que vai 
facilitar a colocação do lençol e grampo (o rolete de algodão afasta o lábio, 
fornecendo melhor fixação do isolamento) 
 
2ª Etapa: Ponto de Contato do Dente (fio dental não deve esgarçar) 
 
3ª Etapa: Seleção do Grampo. 
• Forma - deve ficar bem firme no dente 
• Tamanho 
• Localização - a parte ativa deve ser semelhante ao colo dental 
• Cavidade 
• Grau de erupção - testar o grampo sempre depois da anestesia 
• Retenção e estabilidade 
• Colocar o grampo na margem gengival 
 
OBS: prova de retenção e estabilidade – mexer no grampo para ver se ele esta bem firme. 
 
4ª Etapa: Lençol de Borracha e Colocação do Isolamento 
• Perfurar sempre próximo a linha média, próxima ao centro do lençol 
 
• Colocar o arco na boca e cobrir o nariz do paciente 
5 
 
 
• Levar o conjunto arco – grampo – lençol ate a boca, com auxilio da pinça, levar o 
grampo ate o colo do dente. 
 
• Soltar a borracha das aletas para não entrar água / saliva com a espátula de inserção 
 
• Passar o fio dental no dente (a borracha tem que passar na interproximal) 
 
• Após o isolamento, passar uma bolinha de algodão com clorexidina 2,5% no dente, 
no campo e no arco. 
 
 
Dificuldades de Ordem Geral 
• Pacientes que são alérgicos ao látex, com obstrução nasal, asma ou fobias. 
 
 
 
 
 
Dificuldades Locais 
• Dentes que estejam muito fraturados - Dentes traumatizados 
 
• Grandes perdas de estrutura dental - Dente incluído em PPF 
 
• Observar dentes parcialmente irrompidos 
 
• Dentes com erosão e reabsorção 
 
• Dentes portadores de grandes restaurações 
 
• Cervical em contato com a cavidade pulpar 
 
• Pólipo gengival (gengiva entra dentro da cavidade ou do dente quebrado) 
 
 
6 
 
CAPÍTULO 2: ANATOMIA INTERNA DO 
DENTE – CAVIDADE PULPAR 
 
Introdução: 
- produz a dentina através dos odontoblastos 
- a parte interna do dente vai sempre sofrendo modificações durante a vida. 
- a idade clinica do dente é muito importante 
- dentes jovens possuem a câmara pulpar ampla 
- a coroa dos dentes são cobertas por esmalte 
- o n° de raízes não tem relação com o n° de canais 
- a parte mais importante do tratamento endodôntico é a fase de preparo. 
 
Cavidade Pulpar 
• Coroa 
 
• Raiz 
 
• Assoalho (convexo) – separa a coroa da raiz 
 
• Ápice (onde entram e saem vasos sanguíneos e fibras 
nervosas) 
 
• Canal radicular (tudo que está do assoalho pra baixo) 
 
• Câmara pulpar (tudo que está do assoalho pra cima) 
 
• Corno pulpar (regiões que acompanham as cúspides dos dentes) 
 
• Teto da câmara (é o que vai ser removido ao realizar o tratamento) 
 
• Delta apical (foramíneas que são responsáveis por levar nutrição à polpa) 
 
• O assoalho da câmara é convexo e deve ser preservado para facilitar o tratamento, 
porque a forma do assoalho funciona como guia para encontrar os canais radiculares. 
 
• O próprio assoalho íntegro e não plano (que pode acontecer na cirurgia de acesso) é 
quem vai facilitar a entrada da lima no canal. 
7 
 
 
 
Sistema De Canais Radiculares 
• Principal – sai do assoalho e vai ate o 
ápice radicular 
 
• Acessório – sai do lateral e termina no 
ligamento 
 
• Recorrente – sai do principal e volta no 
principal 
 
• Interconduto – liga o principal ao colateral ou ao recorrente (nasce num canal e 
termina em outro) 
 
• Colateral – corre paralelamente ao canal principal (é mais fino e não tem acesso à 
câmara) 
 
• Delta apical – região com várias foramíneas (abre em várias saídas) 
 
• Cavo – sai do assoalho até a região de furca 
 
• Lateral – sai do canal principal e termina no ligamento periodontal 
 
Alterações anatômicas 
• Fisiológicas 
 - idade e mastigação 
 
• Patológicas 
- cáries e traumas 
 
Curvatura Apical 
• O forame não desemboca no ápice da raiz, ele faz uma 
curvatura (foto) 
 
8 
 
 
 
 
 
 
Hess 1925 – “Os Canais Radiculares geralmente reproduzem a forma exterior da raiz” 
 
• Diferenciações: 
- São puramente anatômicas 
- Paredes dentinárias no interior do canal 
- Canais laterais ao longo da raiz 
- A forma e o numero dos canais são determinados pelas paredes dentinárias 
- Os canais laterais podem ser encontrados em qualquer dente 
- Ramificações na região apical - Idade influi no volume da câmara 
pulpar 
- Idade influi na forma e no numero dos canais - Patologia influi na forma da câmara 
pulpar 
 
 
INCISIVO CENTRAL SUPERIOR 
Raizes 1 
Canais 1 
Comprimento médio 22,6 mm 
 
 
INCISIVO LATERAL SUPERIORRaízes 1 
Canais 1 (circular) 
Comprimento médio 22,1 mm 
9 
 
 
CANINO SUPERIOR 
Raízes 1 
Canais 1 (não é tão circular, é 
achatado) 
Comprimento médio 27,2mm 
 
INCISIVO CENTRAL INFERIOR 
 
 
 
OBS: 2 canais em uma raiz ocorre pelo achatamento M – D 
 
INCISIVO LATERAL INFERIOR 
 
 
 
CANINO INFERIOR 
 
 
 
 
1° PRÉ MOLAR SUPERIOR 
 
 
 
2° PRÉ MOLAR SUPERIOR 
 
 
 
Raízes 1 
Canais 1 ou 2 
Comprimento médio 21,mm 
Raízes 1 
Canais 1 ou 2 
Comprimento médio 22,3 mm 
Raízes 1 ou 2 
Canais 1 ou 2 
Comprimento médio 25 mm 
Raízes 1 , 2 ou 3 
Canais 1, 2 ou 3 
Comprimento médio 21, 4mm 
Raízes 1 ou 2 
Canais 1 ou 2 
 
Comprimento médio 21,8 mm 
10 
 
1° MOLAR SUPERIOR 
 
 
 
A presença do 4° canal sempre acontece na raiz M – V 
 
 
2° MOLAR SUPERIOR 
 
 
De cada grupo dental, o mais perto da linha média é o mais difícil de tratar 
1° PRÉ MOLAR INFERIOR 
 
 
 
Divisão de 2 ou 3 canais = terço médio da raiz pra baixo (isso é ruim)* 
 
 
 
2° PRÉ MOLAR INFERIOR 
 
 
 
1° MOLAR INFERIOR 
 
 
2 canais: na M – V e M – L e 1 na raiz D (regra geral)* 
 
Raízes (2V e 1P) 3 (100%) 
Canais 3 ou 4 
Comprimento médio 21,5mm 
Raízes 3 (100%) 
Canais 3 ou 4 
Comprimento médio 21 mm 
Raízes 1 ou 2 
Canais 1,2 ou 3 
Comprimento médio 21,6mm 
Raízes 1 ou 2 
Canais 1 ou 2 
Comprimento médio 22,1 mm 
Raízes 2 ou 3 
Canais 2,3 ou 4 
Comprimento médio 21,0mm 
*Significa que o assoalho da câmara está mais 
próximo do ápice da raiz, fazendo com que 
dificulte a visualização dos canais 
Exceção: se a raiz sofrer um 
achatamento,vão se formar 2 canais 
mesiais e 2 canais distais 
11 
 
2° MOLAR INFERIOR 
 
 
 
A regra é a mesma,porém a exceção é ter 2 raízes e 2 canais (1 – M e 1 – D) 
 
 
 
 OBS: Em dentes unirradiculares, a parede que serve como guia de penetração dos instrumentos 
é a parede vestibular, já que dentes com uma única raiz não possuem o assoalho da câmara pulpar. 
 
 
CAPÍTULO 3: CIRURGIA DE ACESSO 
 
Resumo – Introdução 
• A cirurgia de acesso é a remoção completa do teto da câmara sem desgastar tecidos 
sadios, mantendo as áreas de resistência do dente. 
 
• Saber em que ponto da câmara pulpar chegar. (1ª Etapa) 
 
• Romper o teto da câmara para dar acesso correto aos canais (2ª etapa) 
 
• Acesso e visualização 
 
• Manutenção de estruturas de resistência 
 
• Brocas diamantadas esféricas em alta rotação / tronco cônicas sem corte na ponta. 
 
• Alta rotação com muita refrigeração para não super aquecer o elemento e causar danos 
ao tecido pulpar. 
 
• Isolamento absoluto 
 
 
OBS: Quando se trata um dente com polpa viva, pode haver 
sangramento. Se sangrar é porque atingiu a câmara pulpar. 
Raízes 2 ou 3 
Canais 2,3 ou 4 
Comprimento médio 21,7mm 
A imagem radiográfica é bem limitada em 
Endodontia. Não é tridimensional, igual ao dente. 
Não é possível enxergar todas as raízes. 
Broca Esférica: vai dar a forma de contorno 
até que acesse a câmara pulpar. 
Broca Tronco Cônica: é uma broca que não 
corta na ponta para que não atinja o 
assoalho da câmara pulpar. Ela serve para 
fazer a remoção do teto da câmara. 
12 
 
As paredes devem ser planas, lisas e divergentes com o uso da broca tronco cônica sem 
corte. 
O tamanho da broca vai ser ditado pela radiografia inicial, para ver o tamanho da câmara. 
 
3 Tópicos Importantes 
• Ponto de eleição 
- É o processo inicial, onde será realizada a abertura do dente. 
 
• Direção de trepanação 
- É a inclinação da broca desde o ponto de eleição até a câmara pulpar. 
- Tem como objetivo fazer com que a trepanação ocorra na região mais ampla da câmara 
 
• Forma de contorno ou conveniência 
- Gerada pela anatomia do dente, anatomia da câmara e sempre buscando a remoção 
completa do teto sem desgastar áreas de reforço do elemento dental. 
 
PONTO DE ELEIÇÃO 
 
• Incisivos e Caninos 
 - região de cíngulo (não pode desgastar o cíngulo) 
 
• Pré Molares Superiores 
 
- face oclusal , bem na região central (realizar a cirurgia de acesso no sulco central do 
dente) 
 
• Pré Molares Inferiores 
 
- face oclusal, para mesial (porque está mais perto da câmara pulpar) 
 
• Molares Superiores 
- face oclusal na região de fosseta central (centro da coroa) 
13 
 
 
• Molares Inferiores 
- face oclusal na região de fosseta central. 
 
DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO 
 
• Incisivos e Caninos 
- perpendicular ao longo eixo do dente (a inclinação da broca deve ser de 90°) 
 
• Pré Molares Superiores 
- canal lingual ou palatino (entrar com a broca paralela ao longo eixo do dente, inclinada 
para esse canal, onde há maior amplitude da câmara pulpar) 
 
 
• Pré Molares Inferiores 
- central em direção mesial (mantendo a broca na mesial, estaremos mirando ela para o 
centro do dente) 
 
• Molares Superiores 
- canal lingual ou palatino (inclinação da broca em direção a lingual ou 
palatina) 
 
• Molares Inferiores 
- canal distal (broca inclinada para a porção distal) 
 
FORMA DE CONVENIÊNCIA 
 
Incisivos e Caninos 
- Cíngulos, cristas marginais e borda incisal 
 
 
A forma de conveniência respeita a 
anatomia do dente na parte interna, 
preservando as estruturas importantes. É 
necessário iniciar a cirurgia de acesso já 
realizando o contorno dessas estruturas. 
14 
 
Pré Molar Superior 
- cristas marginais e pontas de cúspide 
 
Molares Superiores 
- cristas marginais, pontas de cúspide e ponte de esmalte. 
 
Pré Inferior 
- cristas marginais 
- ponte de esmalte bem no centro da coroa 
- ponta de cúspide 
 
Molares Inferiores 
- cristas marginais 
- pontas de cúspide 
 
TÉCNICA DA CIRURGIA DE ACESSO 
• Planejamento radiográfico 
- Verificar forma e tamanho da câmara pulpar 
 
• Escolher o ponto de eleição 
- Broca tronco cônica (realiza a remoção do teto) 
 
• Direção de trepanação 
- Broca esférica diamantada é quem realiza a trepanação 
• Forma de contorno 
 
• Desgastes compensatórios 
 
• Forma de conveniência 
 
• Acabamento 
 
Até onde podemos entrar com a 
broca? 
Anteriores: até o canal radicular 
Posteriores: pode encostar a ponta 
da broca no assoalho, fazendo 
movimentos laterais. 
Como saber se removemos todo o 
teto? 
Anteriores: colocar o explorador de 
ponta angulada na parede 
vestibular.Puxar o explorador até a 
ponta incisal, se enganchar é porque 
ainda tem teto. 
Posteriores: passar o explorador em 
todas as paredes do elemento. 
15 
 
 
CIRURGIA DE ACESSO PARA OS DIFERENTES GRUPOS DENTAIS 
 
• Incisivo Superior 
- preservar o máximo de estruturas possíveis 
- ponto de eleição abaixo do cíngulo 
- forma de conveniência triangular 
 
- base do triangulo volta pra incisal 
 
• Incisivos Inferiores 
- forma de conveniência triangular 
- ponto de eleição abaixo do cíngulo 
 
• Canino Superior 
- forma de conveniência losangular 
- ponto de eleição abaixo do cíngulo 
 
• Canino Inferior 
- forma de conveniência losangular mais estreita 
 
- ponto de eleição abaixo da região de cíngulo 
 
• Pré Molar Superior 
- ponto de eleição no centro do dente (face oclusal) 
- forma de conveniência elíptica 
 
- não pode desgastar a ponta de cúspide 
 
16 
 
• Pré Molar Inferior 
- ponto de eleição na face oclusal no sentido mesial 
- forma de conveniência circular ou ovóide 
- geralmente achamos uma única câmara pulpar, mesmo tendo 2 
ou 3 canais 
- paredes lisas, divergentes e planas 
 
• Molares Superiores 
- forma de conveniência triangular com a base do triangulo para a face 
vestibular 
- ponto de eleição no centro do dente (levemente deslocada pra mesial 
para preservar a ponte de esmalte) 
 
 
 
 
• Molares Inferiores 
- forma de conveniência trapezoidal 
- base do trapézio pra mesial 
- ponto de eleição no centro do dente 
- o 4° canalestaria na distal 
 
Teto X Assoalho 
- fazer o teste do explorador 
 
 
DESGASTE COMPENSATÓRIO 
• Removendo o teto da câmara, alguns dentes necessitam fazer alguns desgastes. 
 
• Fazer com a broca tronco cônica durante a fase da cirurgia de acesso 
 
• Realizados em baixa rotação 
 
17 
 
• São desgastes de dentina / paredes dentinárias no interior da câmara pulpar. 
 
• Servem também para dar melhor visualização e fácil acesso das limas aos canais 
 
 
 
 
 
 
PREPARO DO ORÍFICIO DE ENTRADA DO CANAL RADICULAR 
• Quando se faz o desgaste com a broca, amplia-se a entrada do orifício. 
 
• Pode ser feito com as brocas de Gates / Largo ou com as próprias limas usadas no 
preparo do canal. 
 
• Para isso, deve-se preparar uma lima especificamente para realizar esse preparo, 
conhecida como alargador de Moura* 
 
• *Pegar uma lima de diâmetro 80, cabo preto. Cortar uma parte da parte ativa com 
disco de carborundum, tirando mais ou menos 10mm. 
 
OBS: só serve para a entrada do canal! Não é possível realizar o desgaste compensatório 
com o alargador. 
 
 
 
 
 
 
 
Concrescências Dentinárias: 
Lingual de incisivos e caninos 
Mesial de molares superiores e 
inferiores 
Materiais: Broca de Gates / Largo. A ponta 
das duas brocas são lisas, para que 
possamos encostar dentro do assoalho. E 
entrar no início dos canais se necessário. 
Realizar em baixa rotação. 
 
18 
 
CAPÍTULO 4: INSTRUMENTAL 
ENDODÔNTICO 
 
Instrumental Básico 
• Kit de brocas 
• Brocas de Gates – Glidden n° 1,2 e 3 
• Brocas Largo 1 e 2 
 
Remoção do teto 
• Broca diamantada tronco cônica sem corte na ponta. 
• A ponta que não tem o diamante não desgasta 
 
Brocas Esféricas Diamantadas 
• Usadas para realizar a cirurgia de acesso 
 
Broca de Gates – Glidden 
• Broca em forma de pêra e não corta na ponta 
• Usada para alargar a entrada do canal 
 
Broca Largo 
• É uma broca mais cortante 
• Servem para preparar a entrada do canal. 
 
LIMAS 
• Tipo K 
• Tipo H 
• Flex 
• Niti 
 
 
 
Lima K e Lima Flex: são instrumentos torcidos 
Limas H: instrumentais usinados 
Stop: é uma borracha que vem na lima e serve pra 
controlar o comprimento. 
Lima K x Flex: há um quadrado no cabo 
Lima H: há um circulo no cabo 
19 
 
Norma Estandardização 
- Determina como os fabricantes devem produzir os instrumentos, para que venham com 
controle de qualidade 
 
Essas normas se referem: 
• Numeração da lima: equivale ao diâmetro da ponta da lima em centésimos de milímetro (Ex: 
Lima 30 tem na ponta 0,30 / Lima 50 tem na ponta 0,50mm). O comprimento da lima pode variar 
entre 21, 25 e 31. Já a parte ativa da lima tem um comprimento fixo de 16mm. 
 
• - Cor do cabo 
 
• - Diâmetro da base do guia de penetração 
 
• - Comprimento da parte ativa 
 
• - Guia de penetração 
 
• - Conicidade 
 
 NUMERAÇÃO / DIÂMETRO / COLORAÇÃO DAS LIMAS 
 
 
Dimensão ISO Diâmetro em mm Cor Série 
0, 6 0,06 Rosa Especial 
0,8 0,08 Cinza Especial 
10 0,10 Roxo Especial 
15 0,15 Branco 1ª série 
20 0,20 Amarelo 1ª série 
25 0,25 Vermelho 1ª série 
30 0,30 Azul 1ª série 
35 0,35 Verde 1ª série 
40 0,40 Preto 1ª série 
45 0,45 Branco 2ª série 
50 0,50 Amarelo 2ª série 
55 0,55 Vermelho 2ª série 
60 0,60 Azul 2ª série 
70 0,70 Verde 2ª série 
80 0,80 Preto 2ª série 
90 0,90 Branco 3ª série 
100 1,00 Amarelo 3ª série 
110 1,10 Vermelho 3ª série 
120 1,20 Azul 3ª série 
130 1,30 Verde 3ª série 
140 1,40 Preto 3ª série 
20 
 
Aumento da Conicidade da Lima 
• Índice de conicidade = 0,02mm 
 
• Aumento de 0,02 a cada milímetro da parte ativa 
 
• A lima manual foi padronizada com conicidade 0,02mm 
 
 
Secção Transversal das Limas (cortes) 
 
Lima H – vírgula Lima Niti – losango 
 
Lima K – quadrado Lima Flex – triangular 
 
OBS: canais curvos – precisa-se de limas mais flexíveis / canais retos, limas mais retas. 
 
MATERIAL DE OBTURAÇÃO 
• Espaçadores digitais: serve pra fase de obturação do canal (A – corresponde a lima 20 / 
B – corresponde a lima 25 / C – corresponde a lima 30 / D – corresponde a lima 35 ou 40 
as vezes) 
 
• Calcadores de Paiva: instrumentos manuais retos, devendo ser colocado na lamparina. 
Servem pra cortar a guta percha. 
 
• Cones de guta – percha: serve pra preencher o canal. 
 
• Cones de papel absorvente: existem no mesmo diâmetro da lima, serve pra secar o 
canal. 
 
Lentulo: 
• Serve pra colocar uma medicação intra canal em forma de pasta e cimento no canal. 
 
 
 
Limas 60 ate 140: aumenta de 0,10 
Limas de 15 a 60: aumenta de 0,05m 
Série especial: Limas 06/08/10: 
aumentam de 0,02mm 
 
Entre uma lima usinada (H) e uma 
torcida (K) a mais flexível é a H 
porque tem menos massa. 
Entre uma lima K e uma lima flex, a 
mais flexível é a flex. 
É a mais flexível de todas por causa do 
material (titânio). Devemos saber a 
flexibilidade para entrar no canal 
21 
 
CAPÍTULO 5: ODONTOMETRIA 
 
Objetivo da Odontometria 
• É nada mais nada menos do que medir o dente, determinando o comprimento, o limite de 
atuação do profissional no interior do canal radicular. 
 
Importância: manter a forma original do forame, preservando a anatomia e ter uma relação 
biológica favorável com a atuação. 
CDC: junção cemento – dentina – canal (região mais estreita do canal). Os procedimentos 
visam a não destruição dessa junção. Trabalhar próximo e não no próprio CDC para não 
destruir ele. É importante realizar a odontometria para manter essa estrutura anatômica 
intacta. 
 
• Importância Biológica: reação inflamatória não prolongada para que haja uma resposta 
de cicatrização melhor e mais previsível. O potencial de cura é proporcional às condições 
dos tecidos remanescentes. 
 
Conseqüências da Odontometria Mal Executada 
• Perfurações apicais 
 
• Sub – obturação (não chega até o ápice o material obturador) 
 
• Sobre – obturação (passar do limite do ápice radiográfico / vértice radiográfico) 
 
Métodos 
• Radiográficos: tabelas médias / fórmulas / outros 
 
• Eletrônicos / elétricos / autométricos 
 
• Senso táctil: usa um fenômeno chamado sinestesia, sensação controlada pela nossa 
cabeça. Inserir um instrumento no canal e o sentido que a lima tiver tomando vai ser 
imaginado, complementando esse método com radiografia. 
 
 
Tratamento do Ponto de Referência 
• Consiste na remoção do esmalte sem suporte e planificação das paredes 
22 
 
• Esse tratamento já é feito na cirurgia de acesso, porem se houver um prisma de esmalte 
sem suporte, é necessário remover. 
 
• O ponto de referencia de cada canal é mais próximo do canal a ser tratado. (pra cada 
canal um ponto de referencia diferente) 
 
Preparo do Orifício de Entrada do Canal 
• São usadas as brocas Gates ou Largo 
 
INÍCIO DA ODONTOMETRIA 
 
1ª Etapa: Comprimento Aparente do Dente 
• Medida da imagem de raio X 
• Realizar a radiografia inicial 
• Medir da cúspide ate o vértice radiográfico 
• Se o dente tiver 3 canais, medir 3 cúspides. 
 
EX: CAD = 24,0mm (obter o comprimento real do instrumento,que é o comprimento que 
será colocada a lima dentro do canal) 
CRI = CAD – 3mm (24,0mm – 3mm = 21,0mm) 
CRI = 21,0mm 
 
2ª Etapa: Escolha do Primeiro Instrumento 
• Após o calculo, escolher a lima que mais se adéqua ao calculo. 
 
• Se o calculo do CRI deu 21,0mm utilizar uma lima de 21mm 
 
• A lima tem que ficar travada no canal porque se não ela cai ou mexe. 
 
• Canal amplo = lima de maior diâmetro 
 
• Canal estreito = lima de menor diâmetro (dentes como incisivos centrais inferiores) 
 
• Lima K ou FLEX (sempre) 
 
 
 
Ex: radiografia de um incisivo central – medir 
da borda incisal ate o ápice da raiz (vértice 
radiográfico) 
- Se ocorrer sobreposição da imagem, deve-
se utilizar o maior vértice do ápice para os 
demais canais. 
Ex: Molares – medir os 3 canais – medir 
atravésdas cúspides correspondentes / + 
próximas 
FÓRMULA: CRI – 3mm 
Movimento de penetração da Lima 
- ¼ direita / ¼ esquerda e pressão apical 
OBS: o canal deve sempre estar preenchido 
com hipoclorito de sódio. 
Movimento de remoção da lima 
- Tração pra oclusal para que não ocorra 
fratura do instrumento. 
23 
 
3ª Etapa: Lima no Canal + Radiografia 
• Ao colocar a lima no canal, é necessário radiografar o dente 
 
• Usar a técnica de Clark – a lima mais distante acompanha o movimento 
 
• Agora é fundamental ver o ápice da raiz, não a coroa. 
 
• Medir o X (distancia da ponta da lima até o vértice radiográfico) 
 
X = 5mm X + CRI = comprimento do dente inteiro 
CRI = 21mm 5 + 21 = 26mm (comprimento total do dente – CRT) 
CRD = 26mm 
CRT da PV: 26 – 2mm = 24mm // 
CRT da PM: 26 mm – 1mm = 25mm 
 
4ª Etapa: Radiografia de Confirmação 
• A lima deve estar travada no CRT 
 
• Anotar o diâmetro da lima 
 
• Diâmetro igual ou menor que 20 
 
• Sempre que a lima de confirmação for menor do que 20, deve-se realizar um preparo pré 
químico – cirúrgico do canal. 
 
OBS: quando confirmar o CRT usar uma lima de diâmetro menor mas de comprimento igual ao CRT 
 
• Quando houver um canal com curvatura acentuada, é necessário refazer a confirmação 
da odontometria. 
 
• Odontometria correta = bom pós operatório = não há traumatismo apical = cura melhor 
 
5ª Etapa: Selamento Provisório 
• Medicação + bolinha de algodão + cimpat + civ 
 
Fórmula Comprimento 
Total do Dente: 
 CRD = X + CRI 
 
 FÓRMULAS DAS POLPAS 
Polpa Viva: CRT = CRD – 2mm 
Polpa Morta: CRT = CRD – 1mm 
O calculo da polpa deve ser feito de acordo com 
o diagnostico. Se tiver morta usar a formula do -
1mm e se estiver viva, usar a formula do -2mm. 
 Legenda 
CRT: Comprimento Real Total 
CRD: Comprimento Real do Dente 
CRI: Comprimento Real do Instrumento 
X: Distância da ponta da lima ate o vértice. 
24 
 
CAPÍTULO 6: RADIOLOGIA APLICADA 
À ENDODONTIA 
 
 
Histórico 
• Iniciou na endodontia a partir de 1899 
• Foram usadas como qualidade da obturação 
 
Tecnologia Radiográfica 
• Convencional: filmes radiográficos, com películas de sensibilidade F, possui aparelho emissor, 
anteparo que fica entre a emissão do raio X e a película e a própria película em si. Para realizar a 
revelação, se tem uma câmara escura. Para que haja boa interpretação, é necessário uma boa 
fonte de luz (negatoscópio). E para que haja boa transparência e contraste, é preciso realizar uma 
boa revelação da película. 
 
Qualidade Radiográfica 
• Máximo de detalhes 
• Mínimo de distorção 
• Grau médio de contraste e densidade 
 
Radiografia Digital Periapical 
• A película radiográfica é substituída por um sensor ligado ao computador. 
 
• É tirada da mesma forma de uma radiografia comum 
 
• Vantagens: não há processo de revelação / fixação / manipulação em relação ao contraste e 
brilho com um programa próprio de computador, que dá filtros prontos / necessita menos 
radiação / é possível realizar a medida dos canais no programa / 
 
• Desvantagens: o sensor não é flexível, é rígido, mais grosso do que uma película / sensor não 
autoclavável (necessário vestir com um saquinho plástico) 
 
• Há películas que são placas de fósforo, podendo tirar varias radiografias na mesma 
película. A desvantagem é que ainda é um sistema muito caro. Essas placas tem uma 
vida útil e com o tempo vão perdendo a capacidade de nitidez. 
25 
 
 
 
Limitação da Radiografia 
• Ser bidimensional 
• Refletir estruturas tridimensionais 
 
Técnicas Radiográficas 
• Paralelismo: coloca-se o filme paralelo ao objeto a ser radiografado (dente) e o feixe de radiação 
passa perpendicular a essas duas estruturas. É feita com o uso dos posicionadores (usar quando o 
paciente estiver sem isolamento). É uma técnica que apresenta menores distorções (principal 
vantagem). A radiografia inicial é SEMPRE pela técnica com paralelismo. 
 
• Bissetriz: o filme não vai estar paralelo ao dente porque é o paciente quem segura o filme (ele 
vai segurar da maneira que dá). Incidir o feixe de radiação perpendicular entre a bissetriz formada 
entre o filme e o longo eixo do dente, estando no meio do caminho entre os dois. Quanto mais o 
filme está inclinado em relação ao dente, maior vai ser a distorção. (usar quando o paciente tiver 
isolado – trans operatórias. O mais importante nessa radiografia é a região apical do dente). 
 
• Bissetriz Excêntrica: levar o cone de radiação mais para região do ápice do dente. O feixe de 
radiação deve passar na região apical (se radiografar o superior, levar o cone para região do olho 
e se for inferior, levar o cone para região da base da mandíbula no pescoço). É necessária uma 
imagem nítida da região apical. Não é indicado o uso do posicionador em pacientes com 
isolamento. 
 
• Clarck: é o deslocamento do feixe de radiação para a mesial ou distal, de forma que consigamos 
dissociar duas imagens no mesmo plano. É muito importante nessa técnica é saber para onde 
colocou o cone de radiação (é com base nisso que vamos conseguir saber qual raiz é). Regra: 
sempre trazer o cone para mesial! OBS: o que acompanha o movimento feito com o cone é 
sempre o lingual. O canal que veio para mesial é o que esta mais longe do cone (canal lingual). 
 
• Moura: é uma modificação da técnica de Clarck, usada especificamente para primeiros PM 
superiores. Ela indica que a gente faça uma mesialização um pouco maior do que Clarck, 
angulando em torno de 25 graus, trazendo o feixe de radiação mais para a região apical. 
Posicionar o filme para tirar a radiografia do pré mas a incidência é no canino. (a radiografia do 
canino apresenta imagem mais nítida do pré molar). Realizada sem posicionador. 
 
• Interproximais: não servem para endodontia porque não há imagem das raízes. 
 
 
26 
 
Tratamento Endodôntico – 5 Radiografias 
• Inicial ou Diagnóstico (técnica do paralelismo) 
• Odontometria (trans operatório – bissetriz excêntrica) 
• Prova do cone principal (trans operatório / bissetriz excêntrica) 
• Qualidade de obturação (trans operatório / bissetriz excêntrica) 
• Final ou proservação (pós operatória – paralelismo) 
 
Radiografia Inicial – Avaliar: 
• Distância entre teto e assoalho 
• Calcificações e barreiras dentinárias 
• Número de raízes e canais 
• Forma e inclinação das raízes 
• Espaço perirradicular 
• Ápice radicular 
 
Mapeamento 
• Há casos de pacientes que apresentam fistula endodôntica, formando um trajeto de drenagem. 
Há infecção na ponta da raiz gerando pus. 
 
• Fistulografia: cone de guta percha e colocar na fistula (não dói porque a fistula é epitelizada) e 
radiografar. Esse cone vai mostrando qual o foco da infecção. 
 
• Pode ocorrer também uma fistula pós cirúrgica (o cone vai sempre no foco da infecção) 
 
Prova do cone 
• É um processo realizado para saber se o preparo químico cirúrgico deu certo 
 
Qualidade de obturação (foto) 
 
Radiografia Final ou Proservação (foto) 
 
 
 
27 
 
CAPÍTULO 7: PREPARO QUÍMICO 
CIRURGICO DOS CANAIS 
RADICULARES 
 
Introdução 
• O PQC é a etapa seguida da odontometria de um dente. 
• Com o diagnostico e o planejamento, definir qual a patologia / etiologia que o dente apresenta. 
• Limite apical = abertura coronária e odontometria 
• Sanificação e modelagem através dos instrumentos (limpeza. É o PQC em si) 1 
• Quando se fala em PQC estamos pensando em modelagem do canal 2 
• Obturação e selamento 3 
• Aguardar a reparação periapical. (formação de osso novamente em casos de polpa morta e 
formação de tecido conjuntivo em caso de polpa viva) 4 
 
 PREPARO QUÍMICO DOS CANAIS RADICULARES 
• A modelagem do canal promove a limpeza / desinfecção que é a sanificação 
 
• Modelagem = Preparo do canal para que se adquira uma forma, facilitando o vedamento 
(no acesso, se inicia a modelagem do orifício da entrada docanal, já os outros terços, a modelagem é feita 
com os instrumentos) 
 
• O vedamento é importante para que impeça a formação de microrganismos. 
 
Materiais: 
- Instrumentos endodônticos 
- Substâncias coadjuvantes 
- Irrigação / Aspiração Concomitante 
- Substâncias irrigadoras 
Substâncias Químicas Usadas: 
- Hipoclorito de sódio – 0,5 a 2,5% 
- Endo – PTC 
 
28 
 
 
Requisitos do SQA (Substância Química Auxiliar) 
• Entrar em contato com a superfície a ser limpa (molha mais aquela região / umectação) 
• Remover / manter em suspensão a contaminação (emulsificação do produto em suspensão para que possa 
aspirar / sugar as contaminações no canal) 
 
• Englobar partículas dentinárias, impedindo sua deposição apical (significa a adsorção para que ela se 
desloque da parede do canal e ir para o produto até ser removido) 
 
- Tensão Superficial: onde a capacidade umectante atua (os detergentes diminuem essa tensão = Hipoclorito) 
- Tensão Interfacial: onde a capacidade emulsionante atua (é entre as moléculas e não na superfície = Endo – 
PTC) 
• Diminuir o atrito entre o instrumento e a parede do canal (lubrificar). Menor risco de travar / quebrar dentro 
do canal. 
 
• Ser efetiva no combate aos microrganismos contaminadores (bactericida) 
 
• Aumentar a permeabilidade dentinária (muito importante para que o túbulo dentinário esteja aberto sem smear 
layer para uma melhor aderência das SQA e para que aumente a adesividade do material obturador, incluindo melhor adaptação 
da medicação intracanal.) 
 
• Ser totalmente solúvel. (pra melhorar a remoção, pra que seja realizada a irrigação com facilidade da saída de substancias) 
 
• Apresentar boa tolerância tecidual 
 
ENDO PTC 
• Peróxido de uréia (desinfetante 10%) 
• Tween 80 (detergente 15%) 
• Carbowax – 1500 creme ou 180 (Leve e fluido) / (75%) 
Polpa viva = Hipoclorito 0,5 a 1 %* 
Polpa morta = Hipoclorito 2,5%* 
 
Efervescência 
29 
 
• Quando associa-se os dois medicamentos*, ocorre o fenômeno da efervescência. 
• Significa que o efeito deles está sendo potencializado. 
• Liquido de Dakin = hipoclorito a 0,5% || Liquido de Milton = hipoclorito 1% 
 
LIMPEZA DAS PAREDES E DO CANAL RADICULAR 
• Será realizada com uma solução aquosa a 17% com pH 7,3 
• EDTA – T 
• Serve para promover um aumento da permeabilidade dentinária, desmineralizando a dentina 
(remoção do smear layer. O EDTA – T seqüestra / remove os íons cálcio, deixando a dentina desmineralizada) 
 
QUELANTES – COMPOSTOS ESTÁVEIS DE UNIÃO À IONS METÁLICOS 
• Possui grande afinidade ao cálcio 
 
• Função antimicrobiana inativada pelo NaOCl (não é sua principal ação) 
 
• Possui moderada irritação tecidual (não colocar força na seringa para que o EDTA não extravase para fora do canal e 
cause irritação na mucosa) 
 
 PREPARO CIRURGICO DO CANAL RADICULAR 
 Preparo coroa – ápice 
Modelagem 
• Realizar o preparo com instrumentos manuais (limas) 
 
• Objetivo 1: criação do canal cirúrgico com limites laterais e apicais, sobre o canal anatômico (que 
tem irregularidades e regiões mais estreitas) 
 
• Objetivo 2: esse processo favorece a obturação (preparo apical e forma definida) 
 
• Não se pode prejudicar a estrutura dos dentes. 
 
• Criação de um nicho apical para adaptar os cones de obturação. 
 
30 
 
Vantagens 
• Promove uma área de escape na região cervical do canal, diminuindo o efeito de êmbulo do 
instrumento. 
 
• Permite uma irrigação mais eficiente 
 
• Remove-se os microrganismos das regiões mais cervicais e apicais do canal, diminuindo o risco de 
extruir material contaminado para fora do canal. 
 
• Facilita obturação do canal. (quando o preparo tem maior amplitude no terço cervical e médio 
dos canais e menor do terço apical, favorece a adaptação dos cones de guta percha) 
 
• Facilita o acesso a porção apical do canal evitando o travamento dos instrumentos a nível a 
cervical. 
 
• Melhora o controle sobre os instrumentos aumentando a percepção táctil 
 
• Diminui a incidência de desvios apicais e perfurações. 
 
Etapas daTécnica da Penetração Progressiva 
• Abertura coronária ou cirurgia de acesso 
 
• Preparo da câmara pulpar 
 
• Preparo do orifício do canal 
- Brocas de Gates 1 e 2 
- Brocas de Largo 1 e 2 
- Limite de trabalho: terço cervical do canal 
- Movimento de vai e vem paralelo ao longo eixo do dente 
- Canal preenchido com hipoclorito 
O preparo deve ser cônico / expulsivo 
porque vai tornar a irrigação mais eficiente 
e impedir que os microrganismos migrem 
de forma mais rápida para o terço apical. 
Vantagens do preparo coroa - ápice: 
- É um preparo que tem um desgaste maior no 
terço cervical e médio e menor no terço apical. 
- É feito em instrumentos manuais ou rotatórios 
(é a mesma filosofia) 
 
31 
 
- Broca entra e sai funcionando (ligar a broca fora do canal) 
- Irrigar e aspirar 
• Odontometria 
- Obtenção do CAD, CRI, CRD e CRT. 
 
 
• Escolha do primeiro instrumento 
- Através do CRI 
- Deve ficar travado no CRT 
- Avaliar as condições anatômicas do canal radicular 
- Lima tipo K 
Instrumento Memória: é o instrumento de confirmação da odontometria, só se tiver diâmetro igual 
ou maior de 20. Se for menor, realizar o pré preparo do canal* 
- Movimentos: penetração, ¼ de volta direita, ¼ volta esquerda e pressão apical / ação propriamente 
dita, que é oscilo rotatório de penetração e retrocesso 
- Remoção do instrumento por tração para oclusal / incisal 
 
• Patência Apical 
- Lima tipo K ou Flex de pequeno diâmetro que ultrapasse passivamente a constricção apical sem 
ampliá-la 
- Deve ser realizado SÓ em polpa MORTA 
- Objetivos: promove limpeza foraminal e evita acúmulo de raspas de dentina e microrganismos no 
forame. Deve-se fazer isso porque o tecido esta necrosado. 
- O espaço de 1mm do vértice radiográfico é onde será realizada a patência. 
- Deve ser feito com uso de hipoclorito e endoptc 
32 
 
- Inserir a lima até o CRD (Ex: se eu tenho um dente com CRT = 23mm, o ideal é inserir a lima até o 
CRD que é igual a 24mm) 
Técnica 
- Limas 8, 10 e 15 no CRD passivamente 
- Limas na sequencia ate chegar no #15 
- Canal preenchido com hipoclorito de sódio de 0,5% a 2,5% associado ao Endoptc 
- Movimentos de penetração e retirada 
- Não fazer movimento de ação 
• Pré Preparo do Canal 
- Realizado somente quando o diâmetro for MENOR que 20. 
- Instrumentar com a lima de confirmação de Odontometria no CRT 
- Limas na sequência até chegar no #20 
- Instrumento memória será #20 
Supondo que a odontometria foi confirmada em diâmetro 8. Instrumentar a lima #8, alargando até 
chegar em #10, alargando novamente até chegar em #15 e alargar suficientemente para chegar em 
#20. 
 
Preparo Coroa – Ápice (Terço Cervical e Médio) 
• 1° Instrumento: vai ser o instrumento memória + 4 (diâmetro) 
EX: se o memória é 20 o primeiro instrumento será o 40. Memória + 4 (25,30,35,40) 
 
• 2° Instrumento: memória + 3 (25,30,35) 
• 3° Instrumento: memória + 2 (25,30) 
• 4° Instrumento: memória + 1 (25) 
• Objetivo: deixar o preparo em forma de cone. 
• É apenas o instrumento MEMÓRIA que chega ao CRT 
Após a instrumentação com o IM + o 
diâmetro, remover o IM e colocar o IM sem 
acréscimo de diâmetro ou seja, o IM inicial 
EX: coloca o 40, retira e coloca o de 20, com 
o intuito de desobstruir o canal (por raspa 
de dentina). 
33 
 
OBS: esse preparo vai ser sempre decrescente, ou seja, do maior pro menor, intercalando com o 
memória inicial (de 5 em 5 se for 20) 
 
Preparo do Ápice – Coroa 
• 1° Instrumento: memória + 1 no CRT 
• 2° Instrumento: memória + 2 no CRT 
EX: Memória 30 (preparar a memória + 1 com lima 35 // preparar a memória + 2 com lima 40) 
OBS: esse preparo vai ser sempre crescente, do menor pro maior, não precisando intercalar com o 
instrumento memória inicial. 
 
 
Preparo do Terço Apical 
• 1° Instrumento: memória+ 3 no CRT 
• Movimento de meia volta direita e traciona (três ou quatro vezes) 
• Serve pra criar um nicho pra acomodação do cone principal de guta percha 
 EX: se o IM inicial era 20 e o 1° instrumento é 25 e o 2° é 30. 
 
PREPARO DO CANAL RADICULAR DEVE: 
• Ter forma cônica, progressiva em múltiplos planos 
• Ser mais estreito possível apicalmente (preparo apical com mínimo diâmetro 35) 
• Manter o forame apical com sua forma anatômica original não transpassando – o 
 
TÉRMINO DO PREPARO QUÍMICO CIRÚRGICO 
• Realizar a irrigação e aspiração com hipoclorito de sódio 
• Irrigação / aspiração com EDTA – T 
• Irrigação / aspiração com hipoclorito novamente 
• Medicação intra canal (hipoclorito no laboratório) 
Não existe instrumentação da região apical 
parando apenas na memória 20, porque se não, 
não se limpa adequadamente o terço apical. 
34 
 
• Medicação intra canal na polpa viva: NDP 
• Medicação intra canal na polpa morta: PRP 
• Selamento do canal 
 
SELAMENTO PROVISÓRIO 
• Medicação + bolinha de algodão + Cimpat + Civ 
• Civ = resistente a mastigação 
 
 
 
CAPÍTULO 8: OBTURAÇÃO DOS 
CANAIS RADICULARES 
 
Percolação apical: quando o limite apical não foi respeitado. Ocorre um maior índice de entrada de 
microrganismos nos canais. 
Cones Estandardizados: cones que possuem o mesmo diâmetro das limas 
Cones de prata = são problemas porque oxidam e formam espaços, facilitando acesso de bactérias no material. 
Canal Sobre – Obturado: quando o canal é obturado para fora, alem do limite do CRT 
Obturação Completa: é uma imagem tridimensional de que há todas as estruturas obturadas. 
Preconizar a imagem totalmente preenchida do canal. Qualquer bolha que tiver, é necessário remover o cone 
dependendo da altura que ela estiver. O ideal é uma obturação totalmente hermética. 
OBS: A troca do hipoclorito com o ENDOPTC 
é a cada troca de duas limas (20 pra 30 ex) 
ou quando trocar a cor da lima. O ENDOPTC 
é só no preparo coroa – ápice. 
O Hipoclorito só vai ser usado em preparo 
do terço apical e do preparo apical. 
35 
 
Qualidade do Selamento: ela pode melhorar quando realizado o preparo apical, deixando a região apical mais 
circular, formando um nicho para poder receber o material obturador. 
Como saber se o preparo apical está bom: se a lima entrou na medida do CRT e ficou firme e travou ali. 
Vedamento hermético: é um vedamento bem compacto – da porção total do dente (desde a porção coronária 
até a porção apical) 
 
Requisitos dos Materiais Obturadores 
• Ser radiopaco 
• Não alterar a cor da coroa 
• Tempo útil de trabalho 
• Estabilidade volumétrica 
• Insolúvel em fluidos organizados 
• Boa adaptação as paredes 
• Ação antibacteriana 
• Biocompatibilidade 
 
Vantagens da Guta Percha 
• Compressibilidade 
• Inocuidade (não causar agressão ao tecido) 
• Estabilidade dimensional 
• Tolerância tecidual (tecido tolera bem o material) 
• Radiopacidade 
 
Desvantagens da Guta Percha 
• Falta de rigidez 
 
• Falta de controle longitudinal (material que não é rígido e é compressível, na hora que apertar, 
não há controle longitudinal) 
OBS: Saber quanto deve ser feito de pressão 
no cone para ele não passar o canal. O cone 
deve estar travado na região apical. 
 
36 
 
• Cimentos Obturadores 
• Testar a capacidade de escoamento e adesividade, quanto esse cimento consegue obturar os canais. O 
mais eficiente é o AH PLUS, que é à base de hidróxido de cálcio. 
• N – Rickert: cimento que possui ótima radiopacidade e é muito bom de trabalhar. Porem, essa 
radiopacidade possui a desvantagem de escurecer o dente. 
• Momento Oportuno da Obturação 
• Ausência de dor: no momento que o paciente volta. É normal o paciente sentir dor nos 3 primeiros dias 
após o procedimento. A dor pode ocorrer por conta de instrumentação excessiva ou pelo depósito de 
substancias químicas no limite apical. 
• Ausência de mobilidade: é um dente que não tinha mobilidade e depois que voltou, ficou mole. Ocorre por 
desenvolvimento de abscesso, restauração provisória ficou muito alta e gerou periodontite... 
• Ausência de edema: inchaço significa abscesso agudo, deve-se cronificar a lesão. 
• Ausência de exsudato: se não for possível secar o canal, há exsudato. Se abrir o dente e tiver drenagem não 
pode obturar, o ideal é trocar a medicação. (normalmente, coloca-se o cone de papel no canal. Se o cone 
estiver molhado = presença de exsudato) 
• Edta T: facilita a obturação dos canais laterais, amolecendo a dentina. Quando aquecido, sua eficácia é 
melhor. 
 
Composição do N – RICKERT (PÓ) 
• Prata precipitada: gera radiopacidade e é antisséptico 
• Oxido de zinco: substrato e gera estabilidade volumétrica 
• Delta Hidro Cortizona: controle de inflamação 
• Diiodo Timol: antisséptico 
• Colofônia: substrato / escoamento e adesividade 
LÍQUIDO 
• Óleo de cravo: reage com oxido de zinco e antisséptico 
 
• Balsamo do Canadá: característica de escoamento e adesividade do cimento. 
37 
 
 
MOMENTO OPORTUNO DA OBTURAÇÃO 
• Após 72hs do PQC 
• Ausência de dor 
• Ausência de mobilidade 
• Ausência de edema 
• Ausência de exsudatos 
 
PASSOS TÉCNICOS DA OBTURAÇÃO 
• Anestesia 
 
• Isolamento absoluto 
 
• Remoção do curativo com cuidado porque tem a bolinha de algodão embaixo. 
 
• Irrigação final com hipoclorito para remoção da medicação intra – canal. Irriga com EDTA T para 
aumentar a permeabilidade dentinária. Irrigar de novo com hipoclorito para neutralizar a ação do 
EDTA – T. 
• Escolha do cone principal de acordo com os 3 testes: visual, táctil e radiográfico (deve ser nessa 
ordem) 
 
• Realização do teste visual*: calibrar o cone principal na régua. Medir o CRT com a pinça e 
colocar dentro do canal, sendo que a pinça deve parar na referencia. 
 
• Realizar o teste táctil* 
 
• Realizar o teste radiográfico* 
 
- É a radiografia que vai confirmar o preparo feito 
- Mostra adaptação do cone nos canais. 
 
• Tirar o cone principal e colocar em gaze + outra gaze com os cones acessórios já selecionados. 
38 
 
 
• Secagem final: realizada com os cones de papel absorventes. Deve ser do mesmo calibre da lima 
do preparo apical do dente. É necessário medir esse cone para que não atinja o periodonto e por 
conseqüência, ocorra o sangramento. É nessa etapa que se verifica o exsudato. Utilizar quantos 
cones forem necessários até o ultimo sair seco. 
 
PERGUNTA DE PROVA: por que secar o canal depois da prova do cone e não antes? – R = porque a 
umidade segura o espaço que será colocado o cimento. 
 
• Manipular o cimento: com espátula flexível e placa despolida para triturar a prata do cimento. 
(Técnica do cimento N – RICKERT). Aglutinar pó + liquido e em seguida, espatular com força para 
tirar as partículas de prata. O ponto deve ficar em fio de bala. 
 
• Inserção do material obturador: com auxilio do próprio cone da obturação. Colocar o cimento na 
espátula, pegar o cone principal e colocar o cimento na ponta, levando para dentro do canal, 
pincelando. Se retirar e ver que aparece a cor normal do cone, sem preenchimento de cimento, 
significa que a parede do canal possui bolhas, não foi bem preenchida. 
 
• Espaçador Digital: colocar os cones acessórios. Se não entrarem, utilizar os espaçadores que 
criam espaço (cuidado ao tirar o espaçador). 
 
• Condensação lateral passiva: uso de espaçador e cones acessórios. Entrar com o espaçador e 
empurrando a massa obturadora para entrar mais. 
 
• Qualidade da Obturação: realização da radiografia de controle ou de qualidade da obturação. 
Avaliar a operação orientando a condensação. 
 
• Corte da obturação: com Calcador de Paiva, aquecido ao rubro, cortando 1 mm da entrada do 
canal, abaixo do colo cirúrgico. (geralmente o grampo do isolamento está no colo cirúrgico) 
 
• Condensação Vertical: com os calcadores porem frios e apertar. 
 
• Limpeza da cavidade: bolinhade algodão + álcool (remoção do resto do cimento que ficou) 
 
• Selamento Provisório: final do tratamento pode-se colocar CIV direto ou resina composta. Entre 
sessões, utilizar MIC + bolinha de algodão / + restaurador provisório + CIV. Utilizar a espátula n° 2 
de inserção. 
 
• Radiografia final: remover o isolamento e radiografar que vai estar parecido com o raio X da 
qualidade da obturação. 
39 
 
 
• Controle Pós Operatório: retorno do paciente após alguns meses para avaliar se o procedimento 
está bom (realizar uma nova radiografia). 
 
TESTES 
*Teste Visual: pegar o cone principal do mesmo calibre da lima do preparo apical e esse cone entrar na mesma 
medida do CRT. 
*Teste táctil: entrar com o cone na medida do CRT e na hora que puxa, o cone fica firme no canal, ou seja, 
adaptação do cone ao limite apical da instrumentação. (sentir resistência na porção apical) 
*Teste radiográfico: radiografar o dente e ver se o cone esta a 1 mm do ápice radicular. É a mesma radiografia 
da confirmação de odontometria porém com o cone em posição (Radiografia de Confirmação do Cone) 
 
EXEMPLO: 
 Preparo apical do dente = 50 // CRT = 21. São essas duas medidas que interessam na obturação. É 
fundamental colocar qual foi a lima do preparo apical. Pegar um cone de 50, pinçar ele no canal com auxilio da 
pinça de Perry (faz a função do stop muitas vezes). A pinça deve parar no ponto de referencia. O cone deve 
entrar, nesse caso, a 21 mm. 
 CONES 
Calibrados: pegar o cone estandardizado, colocar no orifício de numero correspondente do cone na régua e 
calibrar, cortar o excesso desse cone se precisar. O corte deve ser feito com lâmina de gilete. 
Estandardizados: cones que possuem o mesmo diâmetro das limas. 
 
OBS: se o cone passar da calibragem ele é mais fino do que pede o CRT. 
 
 
40 
 
CAPÍTULO 9: ETIOLOGIA DAS 
ALTERAÇÕES PULPARES 
 
Natureza do Estimulo 
• A polpa responde frente a estímulos 
• EX: cárie, traumas, doença periodontal. 
• Cárie: estimulo de baixa intensidade 
• Trauma: estimulo de alta intensidade 
 
Fatores Etiológicos dos Estímulos 
Bacterianos 
• Cáries (estimulo de alta freqüência e baixa intensidade) 
• Doença periodontal 
• São os estímulos que mais causam doenças pulpares 
• Isso leva a alterações que levam a intervenção nos canais 
 
Físicos 
• Traumáticos1: estimulo de baixa freqüência e alta intensidade. A polpa pode reagir de qualquer maneira, 
causando inflamação, calcificação, modificação etc. 
 
• Iatrogênicos1: quando se corta dentina, “corta-se polpa” (porque os odontoblastos estão na polpa e 
prolongamento deles esta na dentina). Os instrumentos devem ser bem calibrados e a caneta bem 
refrigerada, preparos conservadores, desgastando somente o necessário. 
 
• Patológicos1: abrasões, erosões, hábitos parafuncionais. 
 
• Térmicos2: materiais restauradores (calor da polimerização), preparos cavitários. 
 
Químicos 
1: Fatores Físicos (Mecânicos) 
2: Fatores Físicos (Térmicos) 
41 
 
• Cimentos, ácidos, adesivos possuem fatores químicos que podem agredir a polpa. 
Fisiológicos 
• Alterações estruturais e dimensionais 
 
• Células, fibras, vascularização e inervação 
 
• Calcificações distróficas, deposição de dentina secundaria. 
 
• Envelhecimento (a polpa tem uma menor capacidade de resposta aos estímulos em pacientes idosos). 
Com o passar da idade, a polpa vai diminuindo de tamanho, com diminuição da vascularização e bem 
inervada. 
 
ALTERAÇÕES PULPARES – POLPA VIVA 
INFLAMATÓRIAS 
• Agudas 
• Crônicas 
 
• Rizogênese Completa: ápice formado / raiz formada. Não há exposição pulpar. Nesse caso, ocorre 
uma inflamação aguda porque a polpa vai tentar se expandir. Porém, ela está em ambiente 
fechado e não conseguirá extravasar e com isso, desenvolve dor e inflamação aguda. 
 
• Rizogênese incompleta: se há inflamação na polpa, ocorre vasodilatação na região apical. Há mais 
chance de ter cronificação do que agudização. Nesse caso, há exposição pulpar. 
 
PULPITES AGUDAS 
• Pulpite Reversível1 
• Fase de Transição2 
• Pulpite Irreversível3 
 
 
Fatores que influenciam: situações 
anatômicas – se o dente esta frente a 
uma rizogênese completa ou 
incompleta. 
 
42 
 
 
 PULPITES 
 
 
 
 
 
 
 
 
A partir 
do momento que há um estimulo, saber do paciente como o dente dói (frio, calor), como é a dor (rápida ou 
lenta). 
Reversível: dói apenas com estimulo frio – não dói sozinha. Essa dor não é continua. (quadro brando, 
localizado e sabe-se qual dente dói) 
Transição: dói com estímulos frios e quentes, saber como dói, como é a dor. 
Irreversível: dói com estímulos quentes, a dor é mais prolongada, difusa e continua. 
 
PULPITES CRÔNICAS – PÓLIPOS PULPARES 
• Pulpite Hiperplásica 
• Pulpite Ulcerativa 
Hiperplásica: a polpa aumenta de volume e tem um tecido queratinizado. 
Ulcerativa: formação de feridas na polpa (ulceras) 
 
PULPITES DEGENERATIVAS 
• Causa desconhecida 
CONDIÇÕES DE 
APARECIMENTO 
 REVERSIVEL TRANSIÇÃO IRREVERSIVEL 
Espontânea X Ás vezes Sim 
Provocada Sim Sim Sim 
Frio Sim Sim Não 
Calor Não Sim Sim 
FREQÛENCIA 
Intermitente Sim Sim Não 
Contínua Não Não* Sim 
Analgésico Com efeito Pouco ou com efeito Sem efeito 
DURAÇÃO 
Curta Sim Sim e não Não 
Prolongada Não Sim e não Sim 
SEDE 
Localizada Sim Sim Não 
Difusa Não Sim e não Sim 
43 
 
• Transformações regressivas 
• Alterações pulpares 
• Distróficas 
• Cálcicas 
• Reabsorções 
 
Distróficas 
• Idade e cárie são os principais agentes etiológicos. Há desenvolvimento incompleto / anormal da 
polpa e só pode ser detectado clinicamente. 
 
• É uma fibrose da polpa, acometendo pacientes idosos. 
 
• Há mais fibras do que células 
 
Cálcica 
• Calcificação na entrada dos canais radiculares 
• Pode ser localizada ou difusa 
• Caracteriza-se pela presença dos nódulos pulpares (localizada) 
• Caracteriza-se por esclerose pulpar (difusa) 
• Diagnostico deve ser clínico, radiográfico ou tomográfico. 
OBS: os nódulos podem estar aderidos à câmara pulpar. 
 
ALTERAÇÕES REABSORTIVAS 
Interna 
• É uma alteração vascular em que a polpa se transforma em tecido de granulação*, que aumenta de 
volume e comprime a dentina. Se estiver na coroa, é chamada de “coroa rosada / mancha rósea” 
 
• Radiograficamente,é uma área radiolúcida na câmara pulpar ou canal radicular. 
 
44 
 
• Quem causa é a própria polpa* // comum em traumas 
 
Externa 
• Quem causa essa reabsorção é o periodonto (morte ou contaminação do cemento radicular ou LP) 
• Podem ser inflamatórias ou substitutivas 
• Inflamatória: há imagem radiolúcida de destruição da dentina radicular 
• Substitutiva: à medida que vai reabsorvendo, forma osso (anquilose) 
• Muito comum em traumas e clareamentos excessivo (calor leva à morte do LP) 
 
TRATAMENTO DAS ALTERAÇÕES PULPARES VITAIS 
TRATAMENTO DAS PULPITES AGUDAS 
REVERSÍVEL 
• Dor de curta duração localizada provocada pelo frio. 
• A polpa reverte esse processo inflamatório 
• Tratamento: remover o estímulo / conservador 
 
TRANSIÇÃO 
• Dor localizada, rápida ou prolongada 
• Dor provocada por estímulos frios ou quentes 
• Não há dor espontânea 
• Analgésico alivia a dor 
• Tratamento: avaliação clinica / tentativa de tratamento conservador 
Em casos que a fase de transição está avançada e há necessidade de inúmeros procedimentos para 
restabelecer a saúde dental, deve-se diagnosticar como fase de transição e tratar o canal. 
 
IRREVERSÍVEL 
• Dor prolongada, difusa, irradiada, espontânea e continua 
• O analgésico não faz efeito 
• Pode ser localizada ou difusa 
Alem dos sinais e sintomas, avaliar a 
profundidade da cárie, idade do paciente, 
tipo de procedimento fazer, doenças 
periodontais. 
Nesse caso, a polpa pode ou não reverter o 
processo inflamatório. Remover a cárie ecolocar um cimento de óxido de zinco e 
eugenol ou CIV. 
Pulpectomia: extirpação da polpa 
radicular sã ou doente porém viva. 
Pulpotomia: extirpação da polpa 
coronária 
45 
 
• Tratamento: radical – pulpectomia (corte da polpa) 
PULPECTOMIA 
1) Anestesia: injeção precisa, com 2 tubetes para polpa viva. Em molares mandibulares, fazer uma 
pterigomandibular ou técnica intra – ligamentar. Se necessário, dar uma anestesia intra – pulpar. 
2) Isolamento Absoluto: fazer profilaxia e se houver cálculo, removê-lo (isolar relativo) – em seguida, isolar 
absoluto o conjunto. 
3) Remoção do Tecido Cariado: cirurgia de acesso com broca esférica em alta rotação 
4) Remoção do teto da câmara: com broca tronco cônica sem corte na ponta 
5) Remover a Polpa coronária: pela técnica de pulpotomia, realizar com cureta de pescoço longo 
6) Preparo da Entrada dos Canais: com brocas de Gates e Largo 
7) Odontometria 
8) Pulpectomia: fazê-la após a odontometria (corte da polpa viva radicular) com lima K e Hedstrom. Com a 
lima K, promover o deslocamento das paredes dentinárias (movimentos de penetração). Com a H, penetrar 
com ¼ de volta direito e esquerdo e tracionar na parede e ir em direção à oclusal (Isso em canais retos e 
amplos – incisivos, caninos). Em raízes atresiadas (incisivos centrais inferiores, por exemplo), realizar os 
movimentos apenas com a lima K. 
9) PQC: pode ser feito na mesma sessão ou na seguinte 
10)Medicação intra canal: antibiótico e corticosteróide (NDP). Em sua composição há fosfato de 
dexametasona (corticosteróide 0,32g) / paramonoclorofenol (antimicrobiano 2g) / polietilenoglicol 400 + 
rinossoro (veiculo 100mL) 
11) Selamento provisório: com NDP, bolinha de algodão para conter a medicação, cimpat e civ. (selamento 
duplo) 
 
TRATAMENTO DAS PULPITES CRÔNICAS 
Hiperplásica 
• Dor somente a inspeção 
• Leve sangramento a inspeção 
• Tratamento conservador – pulpotomia (a maioria dos dentes com pólipos apresentam ápices abertos) 
46 
 
Pulpotomia – Técnica 
1) Anestesia 
2) Isolamento absoluto 
3) Remove a cárie 
4) Exposição pulpar 
5) Remoção da polpa coronária (curetar a polpa da coroa – isso estimula o sangramento) 
6) Medicação e hemostasia (bolinha de algodão com NDP e fazer compressa para parar o sangramento) 
7) Cimento biológico (Hidróxido de cálcio PA) 
8) Restauração dental (promover a apicigênese) 
9) Alivio articular (alivio oclusal para que o dente não fique com trauma de oclusão) 
 
TRATAMENTO DE ALTERAÇÕES DEGENERATIVAS 
Cálcica e Distrófica 
• Controle e em casos de crises agudas fazer pulpectomia 
 
TRATAMENTO DAS REABSORÇÕES 
• Internas: pulpectomia 
• Externa: pulpectomia (polpa viva) ou penetração desinfectante (polpa morta) 
 
Relembre: 
Polpa viva ou Polpa morta: é o estado clínico daquele dente. 
Anacorese hematogênica: atração que tecidos inflamados exercem sobre bactérias presentes na circulação 
sanguínea. 
Polpa: possui função de formação dentina (odontoblastos estão presentes nela), defesa em relação aos 
estímulos. A dentina formada é a reacional. 
- A polpa também responde a doença periodontal de forma que alguma lesão atinja o periodonto e a polpa 
(lesões endoperiodontais). 
47 
 
CAPÍTULO 10: ETIOPATOGENIA DAS 
ALTERAÇÕES PERIRRADICULARES 
 
INTRODUÇÃO 
• A alteração da polpa depende dos fatores de freqüência, natureza e intensidade. 
• A reação inflamatória é uma forma do tecido se defender da agressão 
• A dor é um alerta de que há algo de errado 
• É necessário saber o tipo de alteração do paciente porque há vários tipos de tratamento 
• O grande “vilão” da mortificação pulpar = microrganismos 
A mortificação da polpa não deve ser considerada uma forma especifica de doença pulpar, e 
sim o resultado final da pulpite, no qual houve contaminação e necrose total do tecido. 
 
MICROBIOTA ENDODÔNTICA 
• É ideal alongar os preparos dos canais para não ter disseminação dessas bactérias 
• Infecções polimicrobiana 
• Predomínio dos anaeróbios estritos 
 
VIAS DE CONTAMINAÇÃO BACTERIANA 
• Exposição pulpar: podem ser traumáticas ou por cárie. Nesses casos, polpa exposta vai 
ter uma maior chance de contaminação de bactérias (mais cedo ou mais tarde essa polpa 
exposta vai mortificar). 
 
• Periodonto: pacientes com doença periodontal tem mortificação pulpar em dentes 
hígidos. O paciente com doença periodontal crônica possui índice de cárie menor. O pH 
da saliva é influenciado assim como os microrganismos (que podem ser cariogênicos ou 
não) porque a cárie acontece em pH ácido. 
 
48 
 
• Anacorese Hematogênica: atração que os tecidos inflamados exercem sobre bactérias 
presentes na circulação sanguínea. 
 
• Contigüidade: o ápice pode estar perto um do outro, podendo haver deflexão do dente. 
 
• Túbulos dentinários: a dentina é um tecido poroso. A proporção entre a luz de um 
túbulo e um microrganismos é de centenas ou milhares. Uma camada de 0,2mm de 
dentina já é considerada polpa exposta. 
 
 
O sucesso do tratamento endodôntico vai depender da eliminação dos microrganismos dos 
canais. 
CONTEÚDO DA CAVIDADE PULPAR 
• Produtos de degradação protéica 
• Substancias gordurosas 
• Ptomaínas cadavéricas 
• Microrganismos 
 
MORTIFICAÇÃO PULPAR 
• Abscesso periapical 
• Granuloma 
• Cisto 
• Osteíte condensante 
 
PERIODONTITE APICAL ASSINTOMÁTICA 
• Quando a polpa mortifica e não há sintomatologia 
• Diagnóstico: é feito no momento que o paciente chega 
• Característica principal é a ausência do sintoma 
• Mas pode haver algum sinal que mostra que há algum problema (clinico ou radiográfico) 
Se dói com frio e com quente é porque 
tem polpa no dente. 
Se o paciente não sente nada de dor, é 
peridontite apical assintomática. 
Se sente, é periodontite apical 
sintomática. Esse desconforto é causado 
pela presença dos microrganismos. 
49 
 
 
Granuloma 
• Macrófagos 
• Linfócitos 
• Plasmócitos 
• Células gigantes 
• Tecido de granulação e conjuntivo 
 
 
 
Cisto 
• Restos epiteliais de malassez 
• Ilhota epitelial 
• Liquefação 
• Líquido cístico 
• Epitélio de revestimento 
• Cápsula de tecido fibroso 
 
Osteíte Condensante 
• Virulência dos microrganismos de baixa intensidade e longa duração 
• Resistência do hospedeiro aumenta a densidade óssea (fica mais radiopaco) 
• A inflamação periapical crônica gera síntese excessiva do osso periapical 
 
PERIODONTITE APICAL SINTOMÁTICA 
• Pode ser traumática ou infecciosa 
• Apresentam espaço periodontal normal 
• Espaço periodontal aumentado 
50 
 
• Discreta rarefação óssea 
 
Traumática 
• As causas são: contato prematuro, pulpectomia, limite apical, após PQC, MIC, obturação. 
 
Infecciosa 
• É causada por microrganismos, que podem chegar em região apical por conta própria ou 
por iatrogenia do cirurgião dentista. 
 
• Bactérias: infecções mistas – anaeróbios G – 
ABSCESSO PERIAPICAL AGUDO 
• Existe 3 fases:1 intra – óssea, sub – perióstica e sub – mucosa. 
• É uma evolução da periodontite apical sintomática infecciosa 
• Pelas características dele, considera-se um caso especifico. 
• Há presença de microrganismos e inflamação 
• Dependendo da fase1 em que se atende o paciente, a conduta pode ser diferente. 
• Condição obrigatória para que exista: mortificação da polpa 
 
Fase Intra Óssea 
• É aquela que se confunde com a PASI 
• A infecção está restrita à região apical do dente, contida dentro de tecido ósseo 
• Presença de microrganismos 
• A dor pode ser intensa, espontânea, contínua, pulsátil, lancinante. 
• Radiografia: aumento do espaço periodontal, rompimento da LD, destruição óssea 
 
Fase Sub Perióstica 
• O abscesso tende a procurar uma via de drenagem de coleção purulenta 
51 
 
• A drenagem pode ser natural ou conseguida por algum procedimento 
• Nessa fase, a coleção caminha por dentro do osso 
• O caminho depende do organismo e dos microrganismos• Pode caminhar para vestibular, palatina, para as duas ou regiões que complicam o 
quadro 
• Dor: localizada, pulsátil, sem ponto de flutuação, dói à palpação e percussão 
• Causa edema e trismo 
• Edema: característica de abscesso periapical agudo (APENAS AGUDO) 
OBS: apesar do paciente ter edema, não há ponto de flutuação (ponto por onde ocorre a 
drenagem do abscesso). 
• RX: aumento do espaço periodontal, rompimento LD, destruição óssea, edema. 
 
Fase Sub Mucosa 
• Edema mais localizado porque entre a coleção e o edema há a mucosa. Se furar, sai o pus. 
• Muitas vezes a drenagem não resolve se não colocar um dreno próprio que a mantenha 
• Dor: espontânea, pulsátil, com ponto de flutuação 
• Pode dar febre e debilidade 
• Vitalidade pulpar é negativa 
• Causa edema e trismo 
 
VIAS DE DRENAGEM 
• Canal 
• Ligamentar 
• Mucosa 
• Cutânea 
 
TRATAMENTO – ABSCESSO DENTO ALVEOLAR AGUDO 
• Drenagem 
52 
 
• Fazer abertura e penetração desinfetante – NaOCl 
• Polpa morta: usar medicação intra canal PRP 
• Oxido de zinco e eugenol ou ionômero de vidro 
• Alivio articular 
 
PENETRAÇÃO DESINFETANTE 
• Anestesia 
• Isolamento 
• Abertura 
• Preparo da câmara pulpar 
• Esvaziamento: sanificação com instrumento + hipoclorito de sódio 
 
MEDICAÇÃO INTRA CANAL 
• Hidróxido de cálcio PA 
• Hidróxido de cálcio em seringa 
• Hidróxido de cálcio em tubete 
PRP: não tem anti inflamatório. Composto por paramonoclorofenol (antimicrobiano) e 
polietilenoglicol 400 + rinossoro (veículo) 
 
Propriedades do H.CA: 
- efeito antibacteriano 
- inibe atividade osteoclástica 
- ativa fosfatase alcalina 
- ação hemostática e anti exsudativa 
 
 
53 
 
CAPÍTULO 11: SEMIOTÉCNICA 
ENDODÔNTICA 
 
INTRODUÇÃO 
• Assim que o paciente chega, selecionar o caso e elaborar o plano de tratamento. 
• Depois do plano, saber qual o diagnostico da parte endodôntica. 
 
PLANO DE TRATAMENTO 
• Achados médicos + avaliação odontológica = desenvolver o plano 
 
Achados médicos 
• Gestação 
• Doenças cardiovasculares 
• Neoplasias 
• AIDS e doenças infectocontagiosas 
• Doença renal em estagio terminal 
• Diálise 
• Diabetes 
• Desordens psiquiátricas e comportamentais 
• Avaliação psicosocial 
• Historia medica recente 
 
 
 
 
 
54 
 
 
AVALIAÇÃO ODONTOLÓGICA 
• Ter radiografia panorâmica 
• 14 periapicais e tomografias se necessário 
• Avaliar as condições periodontais, cirúrgicas, protéticas. 
• Seleção de casos: verificar se o caso é realmente endodôntico 
 
Diagnóstico Correto 
• Identificar o paciente e o dente 
• Interpretação de todos os dados 
• Tabular os sinais e sintomas 
• Tudo isso para saber qual a medida terapêutica 
 
SEMIOTÉCNICA 
• Anamnese médica: coleta de informações, exame clínico, físico e recursos auxiliares 
• Com todos os fatores acima, terá um diagnostico diferencial. 
 
Anamnese Endodôntica 
• Relacionamento verbal entre profissional e paciente. 
• Verificar a queixa principal, história pregressa e história atual 
• Queixa principal: Qual o seu problema? O que o senhor sente? Qual dente dói? 
• Sinais: podem ser fístulas, dentes escurecidos, traumas. 
• Sintomas: dor de dente oral e perioral 
• História Pregressa: começo e evolução da dor 
• Historia Atual: aparecimento da dor, duração, freqüência e sede 
 
 
55 
 
Exame Físico 
• Inspeção: primeiro, fazer extra oral. Verificar se há alguma modificação. Em seguida, fazer 
a inspeção intra oral, verificando a integridade, brilho do dente e coloração. Os tecidos 
adjacentes são importantes, verificar se há edema, fistula e coloração. 
 
• Palpação: sentir a consistência, fixação, sensibilidade e os limites / extensão da lesão. Esse 
ato deve ser intra e extra oral. 
 
• Percussão: pode ser suave, moderada ou severa. 
 
 
 
 
Recursos Auxiliares 
• Radiografia: vai depender de como está o estado do dente. Deve ter máxima nitidez, 
mínima distorção e grau médio de contraste. Sempre prestar atenção no picote. 
 
• Raio X Inicial: observar tamanho aproximado do dente, calcificações pulpares, localização 
aproximada da entrada dos canais, nº de raízes e canais, inclinação das raízes, fratura 
radicular, material obturador, instrumento fraturado, curvatura radicular, avaliação do 
forame apical, reabsorções externas e internas. 
 
 
 
• Teste térmico: é o teste mais importante. Existem os testes frios,testes quentes e o Endo 
Test. Servem para sabermos qual será nosso diagnóstico endodôntico. Ele vai dar quanto 
de comprometimento de polpa há ou não. O teste frio (aplicação de gelo) só pode ser 
utilizado quando não há mais alternativa. Quando fizer tanto o quente quanto o frio, deve 
ser feito o isolamento relativo e secagem do dente. 
56 
 
Declínio da dor: o grau de levantar e abaixar a mão indica quanto tempo demora para doer e o 
grau de como demora a parar de doer. Isso irá determinar o diagnóstico da polpa. Nunca 
fazer esses testes diretamente no dente suspeito de ter algum limiar de dor. (ex: se a suspeita 
for de pulpite no dente 24, fazer o teste no dente 25) 
 
Outros Recursos 
• Teste elétrico: não pode ser feito em pacientes cardiopatas. Colocar o aparelho que gera 
descarga elétrica no dente e a polpa irá ou não responder. É um choque. 
 
• Teste de cavidade: com uma broca pequena, colocá-la e acioná-la sem anestesia, removendo 
a cárie e aprofundando. Se não doer, a polpa está morta. Se doer, é polpa viva. 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO 12: REVISÃO GERAL 
SOBRE TÉCNICAS ENDODÔNTICAS 
 
DIAGNÓSTICO DAS ALTERAÇÕES PULPARES 
• Primeira coisa: fazer raio x 
• Segunda coisa: preencher a ficha endodôntica 
• Terceira coisa: discutir o caso 
 
ANESTESIA 
• Realizá-la mesmo se for polpa morta por causa dos tecidos adjacentes que são vitalizados 
57 
 
 
ISOLAMENTO 
• Colocar um rolete de gaze para reter a umidade e afastar os lábios do paciente 
• Realizar limpeza (tartarectomia) apenas no dente que será trabalhado 
• Fazer o isolamento absoluto, prendendo o lençol apenas nas 4 extremidades do arco 
• Selecionar o grampo (a aleta do grampo dos incisivos deve ser voltada para a palatina) 
• Levar o conjunto grampo, lençol e arco a boca, soltando as aletas para não entrar saliva 
• Fazer assepsia com hipoclorito ou álcool iodado 
 
CIRURGIA DE ACESSO 
• Objetivos: acessar a câmara pulpar, acesso aos canais e acesso ao terço apical 
• Composição: ponto de eleição, direção de trepanação, forma de conveniência 
• Anteriores: ponto de eleição na face palatina / trepanação perpendicular 
• Posteriores: ponto de eleição na fosseta / trepanação paralela ao longo eixo 
• Acesso feito com broca esférica em alta rotação 
• Remoção do teto da câmara feita com broca tronco cônica sem corte na ponta 
• Instrumentos para melhorar o orifício: brocas de Gates e Largo 
 
PREPARO DO ORÍFICIO DE ENTRADA 
• As vezes é necessário para que a entrada fique livre para o instrumento entrar 
• Em dentes anteriores é raro porque já são amplos 
• Em incisivos inferiores, é necessário em algumas vezes por serem mais finos 
• Brocas de Gates ou Largo – apenas movimentos de entra e sai, paralela ao longo eixo 
• Canal deve ser preenchido com hipoclorito 
 
ODONTOMETRIA 
58 
 
• Escolha do primeiro instrumento: medir o CAD, através do raio x inicial e depende 
também da anatomia do canal radicular, se ele é atresiado ou não, uso de limas mais 
grossas ou finas... 
• Subtrair o CAD – 3 (margem de segurança) para obter o CRI 
• CRI: radiografar com a lima em posição para obter CRD 
• Obter o CRD somando o CRI + X (X= distancia da ponta da lima ao ápice) 
• CRT = comprimento real de trabalho 
• Radiografia de confirmação da odontometria (obtenção do memória) 
 
PATÊNCIA APICAL – APENAS EM POLPA MORTA 
• Fazer movimentos passivos com limas 08,10 e 15 no CRD 
• Limas na sequencia até chegarna 15 
• Canal preenchido com hipoclorito de 0,5% 
• Movimento de penetração e retirada 
• Não fazer movimento de ação 
 
 
 
PRÉ PREPARO – APENAS COM LIMA MEMÓRIA MENOR QUE 20 
• Lima de confirmação da odontometria no CRT 
• Lima na sequencia ate chegar na 20 
• O memória será 20 
• O pré preparo é igual ao PQC 
• Se a lima memória foi 10, deve-se transformá-la em 20 (10,15 e 20) 
 
PENETRAÇÃO PROGRESSIVA – Moura 2002 
 
Preparo do Terço Coronário e Médio 
59 
 
 
• 1° Instrumento: memória + 4 (Hipoclorito + EndoPtc) 
• 2° Instrumento: memória + 3 (Hipoclorito) 
• 3° Instrumento: memória + 2 (Hipoclorito) 
• 4° Instrumento: memória +1 (Hipoclorito) 
 
Preparo do Terço Apical 
• Deve ser preparado no CRT 
• 
 
Preparo Apical 
• A lima utilizada é uma a mais da ultima lima utilizada no preparo. 
• Ex: o ultimo instrumento usado foi 30, a lima do preparo apical é 35. 
 
 
 
SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS AUXILIARES 
• Limpeza / desinfecção = sanificação (parte química) 
• Modelagem (instrumento que faz / lima. Paredes modeladas para receber a obturação) 
• Associar creme de endoptc com hipoclorito 
• Irrigar e aspirar 
 
MEDICAÇÃO INTRA CANAL 
• NDP: fosfato de dexametasona – corticoesteroide de 0,32g 
• PRP: paramonoclorofenol (antimicrobiano) 
 
60 
 
SELAMENTO PROVISÓRIO 
• Medicação, bolinha de algodão estéril, cimento provisório e CIV 
 
MOMENTO OPORTUNO DA OBTURAÇÃO 
• Ausência de dor 
• Ausência de mobilidade 
• Ausência de edema 
• Ausência de exsudato 
Aguardar 72 horas para poder obturar. 
 
OBTURAÇÃO 
• Anestesiar 
• Isolamento 
• Remoção do curativo 
• Irrigação final com hipoclorito + EDTA T + hipoclorito 
• Escolha do cone principal: é de acordo com o preparo apical (PA) 
• Calibrar o cone 
• Teste visual: o cone deve entrar na medida do CRT e deve travar (quem faz isso é o PA) 
• Teste táctil: o cone deve travar 
• Teste radiográfico 
• Separar o cone principal e deixar em gaze com hipoclorito 
• Secar o canal com cone de papel (o cone deve estar na medida do CRT) 
• Cimentar com N RICKERT ou AH PLUS 
• Condensação lateral com espaçador digital 
 
QUALIDADE DA OBTURAÇÃO 
• Radiografia de controle da qualidade 
• Avalia a operação e orienta a condensação 
61 
 
• Corte da obturação com calcador ao rubro, 1 mm da entrada do canal abaixo do colo 
cirúrgico 
• Fazer condensação vertical com o calcador frio 
• Limpar a câmara pulpar com bolinha de algodão e álcool 
• Selamento provisório com CIV e / ou resina 
 
 
 
CAPÍTULO 13: ODONTOMETRIA 
ELETRÔNICA 
 
Introdução 
“A odontometria eletrônica é realizada com um instrumento chamado localizador 
foraminal ou localizador apical, não utilizando a técnica radiográfica, porém a mesma 
não deve ser dispensada durante todo o tratamento endodôntico.” 
 
Ao utilizar a técnica eletrônica, lançar mao dos procedimentos básicos feitos antes, ou seja, 
a medida do dente na tomada radiográfica. O objetivo da odontometria é estabelecer o 
limite de instrumentação e de obturação dos canais radiculares. 
 
Importância 
62 
 
• É a etapa fundamental para o sucesso clinico, radiográfico e histológico da terapia 
endodôntica, com objetivo de evitar injurias aos tecidos periapicais e favorecer a 
reparação tecidual. 
 
 
 
 
Anatomia do Ápice Radicular 
• Canal dentinário 
• Canal cementário 
• CDC 
• Forame 
 
Consequências Da Não Execução da Odontometria 
• Sobre obturação = quando ultrapassa o ápice radicular e o material obturador está em 
contato com os tecidos periapicais, o que causa inflamação dos tecidos. 
 
• Sub Obturação = quando deixa um espaço vazio. Se for polpa viva, há presença dessa 
polpa na região. A polpa não ficará viva por muito tempo devido à agressões que 
podem ser feitas. 
 
63 
 
• Perfuração radicular = pode causar desvio do ápice 
 
Fatores que Modificam a Cavidade Pulpar e Anatomia do Ápice 
• Canal dentinário estreito 
• Câmara pulpar de dimensões menores 
 
 
1. Condições Patológicas 
Dependendo da evolução da alteração periapical, pode-se observar abscessos crônicos, 
cistos, granulomas, resultando em perda óssea e cementária. Normalmente nesses casos a 
polpa está morta e pode ser decorrente de traumas e cáries. 
 
2. Condições Fisiológicas 
Depende de fatores como a idade, onde irão ocorrer alterações na deposição de tecidos 
mineralizados e anatomia do forame apical. 
 
Métodos de Odontometria 
• Sensibilidade táctil digital 
• Métodos radiográficos 
• Métodos eletrônicos* 
64 
 
 
1. Radiográficos 
O exame radiográfico vai apresentar variações anatômicas, sobreposição de estruturas, 
distorções, erros técnicos, além de ser bidimensional de uma estrutura que é 
tridimensional. 
2. Eletrônicos 
Desenvolvimento dos localizadores foraminais para medir o comprimento do canal, os 
quais podem localizar a posição do forame apical com maior precisão. Os localizadores 
eletrônicos foraminais vem sendo amplamente usados para realizar a odontometria, com 
precisao superior a 90%. 
 
Classificação dos Localizadores Foraminais 
 
1ª Geração 2ª Geração 3ª Geração 4ª Geração 
Utilizam fluxo de corrente 
elétrica continua e resistência 
elétrica para mensurar o 
comprimento do canal 
Utilizavam o fluxo de 
corrente elétrica alternada e 
impedância para mensurar o 
comprimento do canal 
Utilizam fluxo de corrente 
elétrica alterada com 2 
frequências e impedância 
para mensurar o 
comprimento do canal 
Utilizam fluxo de corrente 
elétrica alternada com 
múltiplas frequências e um 
quociente de impedância 
“radio method” para 
mensurar o comprimento do 
canal 
 
65 
 
Mecanismo de Funcionamento dos Localizadores Apicais 
• A dentina e o cemento funcionam como isolante elétrico. 
• Impedância: resistência que os dois tecidos oferecem a condutividade elétrica 
• Parede dentinária = oferece isolamento elétrico em níveis diferentes 
 
1. Terço cervical 
• >Dentina 
• >Isolamento elétrico 
• > impedância 
• < condutividade elétrica 
 
2. Terço Apical 
• < dentina 
• < isolamento elétrico 
• < impedância 
• > condutividade elétrica 
 
Sequência Operatória de Uso do Localizador 
 
1. Radiografia de diagnóstico = medir o comprimento aparente do dente (CAD) no 
RX e analisar a imagem da região apical. 
 
66 
 
2. Anestesiar o paciente 
 
3. Isolamento absoluto 
 
4. Abertura coronária 
 
5. Irrigação com hipoclorito sem exceder a entrada dos canais (câmara pulpar) 
 
6. Escolha do primeiro instrumento = lima de diâmetro compatível com a entrada do 
canal capaz de atingir as proximidades do terço apical. 
 
7. Pulpectomia ou penetração desinfetante. 
 
Testes das funções do Equipamento 
• Desligar o equipamento 
• Inserir o testador 
• Ligar o equipamento 
• As barras acendem entre numerações 02,03 e 04 
 
Teste do Cabo de Medição 
• Power 
• Cabo de medição 
67 
 
• Clip labial na haste metálica do suporte da lima 
• Barras ate o sinal -3 
 
Colocação do Localizador Apical 
Colocar o clip no lábio e escolher a lima de diâmetro apropriado para inserção no canal. 
Colocar a lima no interior do canal até a região do terço médio radicular e prende-la no 
conector observando se a leitura indicada no painel 
 
• Terço cervical - médio = lentamente introduzir a lima no interior do canal. O 
movimento do ícone dentário indica a progressão da lima no interior do canal em 
direção apical. 
 
• Terço médio - apical = os posteriores avanços da lima no interior do canal são 
mostrados pelo cursor sobre a imagem do dente por um valor numérico numa escala 
gráfica e através de um sinal sonoro da progressão da lima através de uma série de 
bips numa escala progressiva. 
 
• Terço apical = a zona apical está dividida em segmentos graduados como uma 
informação visual da progressão da lima. Quando a saída foraminal é atingida, o 
cursor mostra "APEX" e emite um alarmesonoro constante. Uma vez que o APEX 
(FORAME) é atingido, é recomendável subtrair (-1mm pra polpa morta / -2mm pra 
polpa viva) de forma determinar o CRT. Tirar o RX de confirmação. 
68 
 
 
Vantagens 
• Diminuição do tempo de trabalho 
• Menor exposição à radiação 
• Ausência de limitações resultantes da interpretação radiográfica 
• Podem ser usados em pacientes que não podem ser submetidos a radiação 
• Diagnostico de trinca e perfurações radiculares 
• Maior precisão na localização do forame apical 
 
Fatores Limitantes (Desvantagens) 
• Restaurações metálicas 
• Coroas metálicas ou próteses fixas metálicas 
• Retratamento endodôntico 
• Presença de exsudato, sangue ou liquido na câmara 
• Apicigênese incompleta 
• Reabsorção radicular interna ou externa 
• Trinca ou fratura radicular 
• Perfurações 
• Paciente portador de aparelho elétricos como marca passo 
 
Considerações 
69 
 
O termo localizador apical eletrônico é visto em publicações com frequência porem os 
melhores índices de precisão ocorrem quando a posição de forame serve como referencia. 
A tomada radiográfica de confirmação é obrigatória na fase inicial de aprendizado da 
utilização dos localizadores foraminais. 
______________________________________________________________________ 
MÉTODOS RADIOGRÁFICOS DIGITAIS 
 
Existem técnicas radiográficas digitais que proporcionam melhor visibilidade das 
imagens. 
1. Técnicas digitais diretas // 2. Técnicas digitais indiretas 
• Sistema digital indireto = utilizadas placas de fosforo fotoativadas, sensores finos 
(semelhantes a um filme radiográfico convencional) sem cabo, que depois de 
expostas a radiação são colocadas 
 
• Sistema digital direto = há um sensor digital conectado por um cabo a um 
computador. Assim que os raios x são emitidos a imagem aparece na tela do 
computador. O sensor é composto por placa captadora cuja tecnologia é o CCD ou 
CMOS ou super CMOS, dependendo do fabricante, geralmente protegida por fibra 
ótica. 
 
Vantagens do Sistema Digital 
• Método seguro 
70 
 
• Fidelidade da imagem 
• Economia de tempo 
• Redução da dose de radiação 
• Facilita comunicação profissional – paciente 
• Integração com outros sistemas digitais 
• Exportação de imagens 
• Evita danos ao meio ambiente 
 
 
CAPÍTULO 13: PREPARO 
AUTOMATIZADO DOS CANAIS 
RADICULARES 
 
Introdução 
Os preparos automatizados são realizados com limas rotatórias, diminuindo o 
estresse do profissional e paciente, tornando o trabalho mais eficiente. Os preparos 
mecanizados são mais rápidos que os manuais e para isso utilizamos maiores 
concentrações de hipoclorito. 
 
 
 
71 
 
 
 
 
Clean and Shapping – Shilder 
• Limpeza do canal que tem o objetivo biológico 
• Modelagem do canal que tem objetivo mecânico 
• Esses fatores são concomitantes 
 
 
Visualização dos Canais 
Para que haja sucesso na terapia endodôntica, deve-se ter conhecimento da anatomia 
interna do dente. Alguns fatores podem levar ao insucesso do tratamento endodôntico 
como por exemplo a presença de canais laterais que são complexos de localizar e obturar, 
presença de um 4° canal nas raízes mésio – vestibulares dos molares superiores, 
dilaceração das raízes, etc. 
 
Senso Táctil 
• Sinestesia = é sentir e imaginar o que não se vê. Nesse caso, a lima é o principal 
instrumento para isso. No caso de limas automatizadas, a sinestesia se perde pelo fato 
de segurarmos o motor (contra – ângulo), não sentindo o canal. 
 
 
72 
 
 
 
Automação do Preparo 
 
• Movimento oscilatório = 
 
 
• Movimento rotatório contínuo = 
 
 
• Movimento recíproco = 
 
 
 
Instrumentais 
• Wave One (DENTSPLY) 
• Reciproc (VDW) 
 
Surgimento dos Rotatórios 
• Simplificar a instrumentação endodôntica, diminuindo o tempo de preparo 
73 
 
• Menor stress do profissional e paciente 
• Preparos mais uniformes 
 
Requisitos do Rotatório 
• Cortar bem sem parafusar o canal 
• Resistente a torsão 
• Resistente a fadiga cíclica 
• Alta flexibilidade, não transportando o forame 
• Sequencias simples com poucos instrumentos. 
 
 
 
 
Fatores Que Proporcionam a Utilização dos Rotatórios 
• Liga de NiTi (níquel – titânio) 
• Geometria dos instrumentos 
• Controle de velocidade e torque 
• Técnica cérvico – apical 
 
 
 
74 
 
1. Liga Metálica de Niti 
• É uma liga altamente flexível e apresenta grande facilidade de retornar a forma 
original. Esse tipo de liga é difícil de sofrer deformação. 
 
2. Curva de Hooke 
• Avalia a deformação das ligas metálicas 
• Deformação elástica = é reversível 
• Deformação plástica = não é reversível 
• Aço inoxidável x NiTi 
 
 
Variáveis do Instrumento Endodôntico 
• Comprimento 
• Diâmetro da ponta ativa 
• Corte transversal 
• Taper 
 
Controle de Velocidade e Torque 
• Velocidade de 150 a 500 rpm 
• Torque de 1,5 a 4,0 n – cm2 
 
75 
 
Técnica Cérvico – Apical 
As limas mecanizadas foram desenvolvidas para tocarem o canal em momentos distintos. 
A própria conformação geométrica da lima já fornece a configuração. 
 
 
3. Dimensões do canal 
• Comprimento = Glide Path (desbravar o caminho do canal) 
• Diâmetro = alargamento e modelagem 
 
 
Sistemas Reciprocantes 
• Wave One Gold 
• Reciproc Blue 
• Pro Design R 
• X1 Blue 
 
 
 
 
 
PREPARO DO CANAL 
76 
 
 
• Instrumentos de abertura da entrada do canal (orifice shaper) 
• Limas de Glide Path 
• Limas de alargamento e modelagem do canal 
• Limas de preparo apical 
• Preparo hibrido = associação de limas mecanizadas com limas manuais 
EX: lima orifice shaper (17. 08 = 17 é a ponta ativa e 08 é a conicidade) 
 
 
 Lima XBlue File 
• Utiliza o sistema reciprocante 
• Feita de níquel titânio termicamente 
• Tem um blister com 3 instrumentos 
• Possui boa ação de corte 
• A ponta é inativa 
• Apresenta bons resultados nos testes mecânicos 
• O blister é estéril 
 
 
_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
 
77 
 
Sistema PRO T 
É um conjunto de 6 limas, de ligas tratadas termicamente, que possui um custo mais 
reduzido. A conicidade é variável na mesma lima. São divididas em duas séries: 
S: são as shapping files (limas de modelagem) 
 F: são as finish files (limas de acabamento) 
 
Lima SX = serve para preparar a embocadura do canal. Também conhecida como Orifice 
Shaper, sendo curta e mais grossa. Não tem anel colorido e sim apenas o cabo dourado. 
 
Lima S1 = é a lima que trabalha basicamente no terço cervical e médio dos canais. Tem o 
anel roxo. 
 
Lima S2 = funciona como a lima de Glide Path, apresentando 16 de ponta ativa e 
conicidade variável. Tem o anel branco 
Lima F1 = possui anel amarelo 
Lima F2 = possui anel vermelho 
Lima F3 = possui anel azul 
Limas de Modelagem PRO T 
78 
 
Apresentam alta flexibilidade e resistência na parte cervical porque é nessa região que as 
limas vão realizar o corte. 
 
 
Limas de Finalização PRO T 
Apresentam taper variável na porção cervical e média para que elas mantenham a 
flexibilidade e na porção apical, apresentam taper fixo. 
 
 
 
TÉCNICA OPERATÓRIA COM INSTRUMENTOS 
AUTOMATIZANTES 
1. Após abertura do dente 
2. Mensurar o CAD e tirar 3mm 
3. Explorar o canal com lima 15 
4. Lima SX 
5. Lima S2 branca até o CAD – 3mm 
6. Odontometria 
7. Patência apical com lima manual 15 (polpa morta) 
8. Lima S1 roxa no CRT 
79 
 
9. Lima S2 branca no CRT 
10. Lima F1 amarela no CRT 
11. Lima F2 vermelha no CRT 
12. Lima F3 azul em canais amplos 
13. PA manual uma lima acima da última rotatória utilizada. 
 
 
 
CAPÍTULO 14: OBTURAÇÃO 
TERMOPLASTIFICADA 
 
 Introdução 
As técnicas termoplastificadas tem como objetivo derreter a guta percha, para 
introduzi-lano canal. A obturação é a fase onde selamos o canal que foi alargado 
e limpo, ou seja, a manutenção da desinfecção conseguida através do PQC. 
 
 
 
Finalidades da obturação 
• Vedar o endodonto 
80 
 
• Selar os irritantes 
 
 
 
 
Sucesso Endodôntico 
Vai depender da qualidade de limpeza e modelagem feita, da resposta do 
organismo, dos materiais, da interpretação radiográfica e das restaurações 
feitas. 
 
Características da Obturação Ideal 
• Correto CRT 
• Nada nos tecidos periapicais 
• Densa, sem bolhas 
• Seguindo a anatomia dos canais. 
 
OBS: qualquer obstrução ou resistência faz com que o cone dobre porque é um 
material mole. 
 
81 
 
Canais Laterais 
Só pode ser obturado com cimento, não pode ser obturado com cone. Deve estar 
limpo para que o cimento entre de forma eficaz. 
 
 
Características do Material Ideal de Obturação 
• Guta Percha é o material de eleição 
• É necessário o uso do cimento 
• Condensações são necessárias 
 
 
Requisitos dos Materiais Obturadores 
• Fácil de ser introduzido no canal 
• Deve obliterar o canal, tanto lateral quanto apicalmente 
• Não deve apresentar contração 
• Deve ser impermeável e resistente a umidade 
• Deve ser bacteriostático ou improprio para o crescimento bacteriano 
• Não deve manchar a dentina 
• Deve ser radiopaco 
82 
 
• Deve ser estéril ou passível de ser esterilizado de modo fácil e rápido 
• Deve ser de fácil remoção do canal quando necessário 
 
 
 
Guta Percha 
• É um polímero obtida através da coagulação do látex de arvores 
encontradas na Malásia. É usada também a BALATA. 
 
• É um material termo plástico, se esquentar, fica mole. 
 
 
 
 
 
 
 
Alfa Beta 
 
É a forma original extraída da arvore 
 
Estável e flexível a temperatura ambiente 
83 
 
 
 
Cones de Obturação 
Há dois tipos, os de Guta Percha e os cones Resinosos. Antigamente havia os 
cones de prata, porém, eles oxidavam dentro do dente. 
 
4. Guta Percha 
5. Resinosos 
6. Associados (Sistema Terma Fio) 
7. Cones únicos 
 
Obturação – Sistema PRO T 
 
Quebradiça a temperatura ambiente 
 
Quando estimulada pelo calor perde as 
características de adesividade e apresenta pouco 
escoamento 
Torna-se pegajosa, aderente e de maior 
escoamento quando estimulada por ondas de 
calor 
 
Funde-se a 56°C 
Funde-se a 65°C 
Usada em obturações termo plastificadas. 
 
Usadas em obturação convencional. 
84 
 
• Possui um sistema integrado para secagem e obturação 
 
• Fácil identificação mesmas cores das limas de finalização F 
 
• Obturação perfeita com cone único, cones com a mesma conicidade das 
limas. 
 
• EX: instrumentou com a lima azul, seca com o cone de papel azul e obtura 
com o cone azul. 
 
Cones PRO T 
• F1, F2, F3, F4, F5. 
 
 
 
TÉCNICA DE OBTURAÇÃO TERMOPLASTIFICADA 
 
Indicações 
• Reabsorções internas 
85 
 
• Dentes jovens 
• Canais volumosos 
• Apicigênese incompleta 
 
 
Tabela de Comparação 
 
 
 
 
 
 
 
Técnica Termo – Mecânica de McSpadden 
Para desenvolver calor suficiente para plastificar a guta percha, o condensador 
deve ser empregado com auxílio de um contra – ângulo e motor de baixa 
velocidade e alto torque, capaz de desenvolver pelo menos 8000 rotações por 
Canais Elípticos Instrumentação Apical 
 
Necessidade de inserir cones secundários 
Necessidade da realização do preparo apical 
com limas manuais. Um diâmetro acima da 
última mecanizada utilizada. 
86 
 
minuto. É essencial o emprego do condensador seja feito com o motor de baixa 
rotação no sentido horário. 
Colocação do cone principal no canal, travando de 1 a 2mm do CRT e 
termoplastificar com o condensador de McSpadden 
 
 
 
 
Técnica Híbrida de Tagger 
Associação do condensador de McSpadden com a técnica de condensação lateral 
convencional (chamada de técnica hibrida). Consiste na colocação do cone 
principal trava ele 1 a 2mm do CRT, colocação dos cones secundários com auxílio 
dos espaçadores e cimento, inserir o condensador de McSpadden (n° menor que 
o cone principal), plastificando a guta percha em direção apical. 
 
GuttaCore – Benefícios 
• Facilidade de preparo para retentores intrarradiculares. 
• O gutta core substitui o sistema Thermafil 
 
87 
 
 
Termoplastificadores 
• Termocompactadores = são os calcadores que geram calor próprio, que 
cortam e condensam a guta percha e apresentam vários tamanhos. 
 
• Injetores de guta percha plastificada = há uma pistola, onde colocamos 
uma guta percha do tipo Alfa, que vai esquentar. Aos 200° de temperatura, 
a guta percha já pode ser colocada no canal. 
 
 
CAPÍTULO 15: RETRATAMENTO DOS 
CANAIS RADICULARES 
 
Introdução 
O retratamento é feito em casos de insucesso na primeira terapia endodôntica. 
Muitas vezes, canais que não foram tratados corretamente podem apresentar 
lesões periapicais por conta de infiltrações bacterianas. Para retratar um dente, 
devemos selecionar os casos, de acordo com as condições. 
 
88 
 
 
Seleção de Casos 
• Condição periodontal 
• Possibilidade de restauração 
• Cooperação do paciente 
• Condições sistêmicas 
• Possibilidade acesso 
 
 
 
Dificuldades 
• Posicionamento nas arcadas 
• Anatomia da cavidade pulpar 
• Reconstruções protéticas 
• Pinos intra radiculares 
• Tipo de material obturador 
• Iatrogenias 
• Habilidade profissional 
• Lesão periodontal avançada 
89 
 
 
Critérios de Avaliação 
 
1. Clínico 
• Ausência de dor e edema 
• Ausência de drenagem 
• Fechamento de fístula 
• Manutenção das funções 
 
 
2. Radiográficos 
• Uniformidade do espaço periodontal 
• Lâmina dura continua 
• Ausência de rarefação óssea pós tratamento 
• Diminuição da rarefação óssea pré – existente 
• Ausência de reabsorção radicular apical 
• Interrupção de reabsorção radicular pré – existente 
 
 
90 
 
Ingle (1962) – Insucessos 
• Infiltração periapical 
• Erros operacionais 
• Erros na seleção de casos 
 
Técnica de Remoção de Pinos Metálicos 
• Ultrassom = faz com que haja vibração do núcleo, quebrando o cimento. 
• Alta rotação = promove desgaste dentário e deixa o dente mais frágil 
• Tracionamento = encaixa a ponta no pino e o remove 
 
 
CAPÍTULO 16: LESÕES TRAUMÁTICAS 
DENTAIS 
 
 
Introdução 
Os traumatismos dentais têm maior número de incidência em crianças e adolescentes, 
não descartando os adultos. As crianças estão mais expostas aos acidentes, que podem 
estar relacionados com brincadeiras, quedas do skate, queda da bicicleta, entre outros. 
91 
 
Na adolescência, esses traumatismos podem estar relacionados com brigas, baladas e 
esportes como o boxe. Para diagnosticar esses tipos de lesões traumáticas, a anamnese e 
o exame radiográfico devem ser muito bem feitos. 
 
 
Incidências 
• Em relação ao sexo = geralmente, em meninos, a incidência é maior do que em 
meninas, porque eles têm muito mais energia. Trabalhos indicam que os traumas 
dentais ocorrem 70% em meninos. 
 
• Idade = acontecem na faixa dos 7 a 16 anos. De 7 a 8 anos, é a idade onde os dentes 
anteriores erupcionam, tornando a incidência maior. 
 
• Dentes que mais sofrem injurias = são os elementos 11 e 21 (20 a 30% dos traumas), 
seguidos pelos elementos 12 e 22 (15% dos traumas) 
 
• Pacientes com Overjet = é quando a arcada superior é mais proeminente para a 
vestibular. Quando há um overjet de 4mm ou mais, a incidência de traumatismos é 
muito maior. 
 
Diagnóstico 
• Condição geral do paciente 
• Análise dos tecidos moles e duros 
92 
 
• Realização de exames 
 
OBS: em alguns casos de traumatismos, é necessário dar pontos nos lábios / língua 
 
Exame Físico 
• Palpação = deve ser feita em toda a área – em gengiva, por vestibular, por palatina. 
Deve-se palpar observando a mucosa do lábio, porque muitas vezes o paciente cai e 
morde os lábios. Também é necessáriopalpar o dente para ver se há mobilidade. 
 
• Percussão = fazer inicialmente a percussão suave, com a ponta do dedo. 
 
• Teste térmico = frio – gelo ou endofrost / quente – guta percha. 
Exame Radiográfico 
• Serve para observarmos o dente como um todo, incluindo a porção radicular. É o 
exame que vai fornecer o que aconteceu com as raízes durante o traumatismo. 
 
 
Identificação das Lesões Traumáticas 
• Tecido duro e polpa1 = em casos de fraturas somente envolvendo o esmalte, devemos 
observar o dente a olho nu ou colocar uma luz (pode ser de fotóforo ou do 
fotopolimerizador), visualizando melhor aquela fratura. 
 
93 
 
• Tecido duro e polpa2 = em casos de fraturas que envolvam o esmalte e a dentina e que 
tenha exposição pulpar, deve-se realizar o tratamento endodôntico e a restauração do 
elemento dental posteriormente. 
 
• Fraturas radiculares = fraturas de raiz no terço cervical é possível a identificação da 
coroa solta (fratura horizontal) – fratura de raiz no terço médio, pode ou não ter 
deslocamento da coroa. 
 
• Tecidos de sustentação = sempre que há uma injuria no dente, provavelmente o 
periodonto está comprometido. 
 
 
Classificação das Fraturas 
 
 
1. Concussão 
• Provém de um impacto agudo, causa leve hemorragia interna e edema, injuria no LP. 
Fazer bochechos com clorexidina, radiografar. 
 
2. Subluxação 
• Deixa o dente sensível ao toque porque o impacto foi mais forte. Afrouxamento do 
dente, rompimento de fibras, injuria no LP... Dói quando bate, quando mastiga. Há 
94 
 
um leve sangramento no sulco gengival. No RX não se vê nada. Não precisa fazer 
contenção. Fazer bochecho diário com clorexidina e radiografia por 2 anos 
 
3. Luxação Lateral 
• Impacto no sentido horizontal, geralmente esse deslocamento é para palatina (vem de 
vestibular pra palatina). Dói a percussão, tem ruptura de tecido pulpar e periodontal. 
Em deslocamento maior pode ter injuria de osso. O impacto pode acontecer de 
palatina para vestibular se o paciente for overjet. O som a percussão é mais metálico. 
Olhar o paciente como um todo (olhar os dentes adjacentes, verificar se houve alguma 
lesão no nariz, na face). 
 
 
4. Luxação Extrusiva 
 
• O impacto é agudo, geralmente de alto impacto e baixa frequência (pancada rápida). 
Vai ter injuria pulpar e periodontal, podendo ser observado que a incisal vai estar 
deslocada (não estará no mesmo nível aos dentes adjacentes). O dente tem um certo 
grau de mobilidade porque saiu um pouco do alvéolo. Há sensibilidade ao toque e a 
mastigação. 
 
• Tratamento = anestesiar e fazer a reposição do dente com leve pressão apical 
 
 
95 
 
5. Luxação Intrusiva 
 
• O dente entrou, vai estar deslocado para apical. É um impacto agudo, compressão de 
todo o sistema vasculonervoso. Vai ter rompimento de fibra periodontal, não terá 
mobilidade. Observar o nível desse dente em relação aos outros. O reposicionamento 
deve ser feito baseado na rizogênese do dente: 
 
• Incompleta = esperar a reerupção (o dente volta no lugar - reerupção espontânea) 
 
• Completa = esperar a reerupção espontânea só que esperar por 2 semanas. Mas, se em 
2 semanas não for para o lugar, pode-se reposicionar o dente cirurgicamente com um 
fórceps para puxar na posição adequada ou ainda com intervenção ortodôntica. 
 
 
6. Avulsão 
 
• Impacto agudo no sentido horizontal (vestíbulo palatino), comum em jovens. É de fácil 
reimplante, dependendo do tempo e do meio de transporte do dente. Em paciente 
overjet, a probabilidade é de ter uma avulsão no sentido palatino vestibular. Analisar 
também qual foi o local que ocorreu o acidente (quadra, que normalmente é suja, 
algum lugar que tenha terra, na rua. 
 
• Tratamentos 1 = se o dente sofreu avulsão e teve reimplante imediato, a probabilidade 
do sucesso é muito mairo. 
 
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• Tratamento 2 = se o dente sofreu avulsão e teve o reimplante após 30 minutos / 1 hora, a 
probabilidade de sucesso é muito baixa, porque há uma necrose periodontal, tornando 
mais difícil o reimplante. 
 
 
Conservação do Dente 
 
Dentes que sofreram avulsão devem ser conservados e não descartados, 
justamente pela possibilidade de realizar o reimplante. As soluções que podemos 
conservar esses fragmentos são: 
 
• Soro fisiológico 
• Saliva 
• Sangue (não mais usado) 
• Leite 
 
 
 
 
 
 
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