A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
6 pág.
sistema reprodutor masculino - fisiologia

Pré-visualização | Página 1 de 3

Sistema reprodutor masculino – Fisiologia M3 – 05/05/2017
· INTRODUÇÃO
No sistema reprodutor masculino, teremos a bolsa testicular com o testículo, lembrando que escroto é sinônimo de bolsa. Além disso, temos o epidídimo, canal deferente, uretra e algumas glândulas acessórias como a próstata, glândulas bulbouretrais, vesícula seminal. Os túbulos seminíferos são extremamente relevantes para a formação dos gametas e suas quantidades são bem substanciais nessas gônadas; também temos a uretra, que é dividida em: prostática, membranosa e peniana. O testículo é protegido por uma túnica e apresenta uma região de hilo onde chega toda a parte de vascularização arterial e sai a parte drenagem venosa. O epidídimo apresenta uma cabeça, um corpo e uma cauda. Os túbulos seminíferos são compostos por epitélio germinativo. O pênis apresenta um corpo esponjoso em volta da uretra e dois corpos cavernosos, que quando repletos de sangue realizam a ereção. Para que esse processo aconteça há a participação das artérias helicinas, que são muito importantes. A artéria pudenda interna realiza a vascularização de toda essa região enquanto a veia pudenda interna faz a drenagem. Proveniente do nervo pudendo interno, temos o nervo dorsal do pênis. Para a viabilidade dos gametas, não podem ocorrer variações nas temperaturas nem para baixo nem para cima – é necessária uma temperatura ideal para que ocorra a espermatogênese. 
· FASES RELACIONADAS AO ATO SEXUAL
Os estímulos provenientes do ato sexual têm tanto origem autônoma simpática como parassimpática. Esses estímulos, essas informações sensoriais que serão percebidas, vão até uma área bem mais central que é hipotalâmica chamada de área pré-ótica, mas não existem relatos de uma área única a nível hipotalâmica que esteja relacionada exclusivamente a isso. Aparentemente, esses estímulos são encaminhados para essas áreas centrais hipotalâmicas e retornam principalmente via nervo pudendo até o nervo dorsal do pênis para que o mesmo possa fazer a inervação desse órgão. Essa inervação para a parte de ereção, é muito mais parassimpática enquanto a ejaculação está relacionada com parte simpática. Nas cirurgias para a retirada da próstata, deve se ter cuidado com o nervo cavernoso – com suas fibras – que estão relacionados com a inervação da musculatura dessa área, que se forem lesadas podem levar a uma impotência.
· FUNÇÕES GERAIS DO SISTEMA REPRODUTOR
As funções do sistema reprodutor estão ligadas à realização do ato sexual, visando à reprodução das espécies para que haja espermatogênese. A espermiogênese é o processo em que ocorre a transformação da espermátide em espermatozoide, ou seja, sai da condição de uma célula globosa para uma célula com mobilidade.
Além disso, é um órgão produtor de hormônios os quais vão atuar em diferentes tecidos alvos para promover crescimento, no caso da puberdade, por exemplo, ocorre alteração da voz no caso dos meninos. É regulado tanto pelo SNA simpático e parassimpático.
Funções gerais:
· Espermatogênese e espermiogênese
· Desempenho do ato sexual
· Regulação hormonal das funções reprodutoras
· Ação dos hormônios sobre o metabolismo, crescimento...
· ESPERMATOGÊNESE 
Durante o período embrionário há uma produção hormonal pela influência do hormônio Beta HCG, para ocorrer uma diferenciação entre o sexo masculino e feminino. Por volta dos 12 anos se inicia a puberdade. Durante esse período embrionário, outro evento importante que acontece é a migração das células germinativas para os testículos – esse testículo é intracavitário, depois caminha para o escroto. Durante o período que precede a puberdade, na infância, há uma quiescência do eixo hipotálamo adeno-hipófise e por isso, o hipotálamo não realiza a secreção do hormônio liberador de gonadotrofina. Acredita-se que o GnRH, que estimularia a adeno-hipófise, encontra-se inibido por qualquer outro tipo de hormônio esteroidal – ainda não se descobriu nenhum hormônio que faz isso. Então, no caso de um menino, nesse período a sua massa muscular é menor, o GH está atuando nas suas placas epifisárias para propiciar o seu crescimento. À medida que ocorre o crescimento da massa muscular e o menino se aproxima dos 12 anos de idade, esse eixo sai da quiescência e a puberdade é iniciada. Nesse período de puberdade que o rapaz começa a ter a diferenciação dessas espermatogônias até espermatozoides. O ciclo da espermatogênese dura em torno de 70 dias e inicialmente já há as células germinativas nos testículos que migraram durante o período embrionário. Essas células se tornaram espermatogônias e então esperam o “start” da puberdade para que o GnRH e consequentemente as gonadotrofinas estimulem o processo de espermatogênese. Essa fase final em que a espermátide é transformada em espermatozoide, é a espermiogênese. 
· Por volta dos 6-8 anos há a adrenarca caracterizada pelo aumento de DHEA adrenal – efeito andrógeno (crescimento do pênis, ósseo...). A concentração plasmática de testosterona é baixa, mas faz retroalimentação negativa com LH.
· Na puberdade a secreção de GnRH supera a inibição infantil, ocorrendo aumento de LH. 
· Na puberdade as espermatogonias quiescentes começam a sofrer o processo de divisão e se inicia a espermatogênese. A fase final, em que temos espermátide se transformando em espermatozoide, chamamos de espermiogênese. A viabilidade da célula depende do seu estágio e será estocado no canal deferente. Precisa estar na sua viabilidade plena para sobreviver no sistema reprodutor masculino. 
· FATORES HORMONAIS E ESPERMATOGÊNESE
Existem vários hormônios que colaboram para o processo de espermatogênese, como por exemplo as gonadotrofinas: LH e FSH.
· LH: atua nas células de Leydig, que são as células produtoras da testosterona
· FSH: estimula células de sertoli a propiciarem a espermatogênese
Além disso, é necessário para a espermatogênese, níveis elevados de testosterona na gônada. Além disso, como falado, sabe-se que a testosterona pode ser convertida em estradiol e esse hormônio também faz um sinergismo positivo, principalmente na gônada propiciando a fase final de espermiogênese. Quem faz essa conversão são as enzimas aromatases. O GH também pode colaborar iniciando esse processo de espermiogênse, mas apenas de forma complementar.
· Testosterona: favorece todo o processo de diferenciação
· Estrogênio: estradiol – sempre aparece. A testosterona pode ser convertida nele, acontece no tecido adiposo e nas gônadas e auxilia no processo de espermatogênese
· GH: atuação menor
· PAPEL DO FSH
Em algumas situações, ao dosar a quantidade de testosterona em um homem, é possível encontrar quantidades normais e muitas vezes até um pouco elevadas e mesmo assim ele é infértil, porque é necessária também a presença de FSH. O FSH, como falado anteriormente, tem como alvo as células de Sertoli – que são células suporte para as espermatogônias. Ele propicia:
· Recrutamento de espermatogônias
· Estimula as células de sertoli a secretarem proteína carreadora de andrógenos (ABP): proteína carreadora de testosterona nos túbulos seminíferos. À nível sanguíneo, a testosterona é carreada pela globulina carreadora de hormônio sexual ou por albumina. Se o FSH não atua nas células de Sertoli, não há produção de ABP
· Aumento de proteases e do ativador de plasmiogênese → alterações estruturais das espermátides (espermiogênese)
· Motilidade dos espermatozoides
· Aumento das caderinas (junções de ancoragem) indiretamente – propicia muita junção/aderência, quando bem ancorada os hormônios conseguem atuar muito bem. Propiciam a ancoragem das espermatogônias para que elas possam continuar tendo a sua diferenciação. 
· As células de Sertoli são estimuladas a produzir caderinas devido à alta concentração de testosterona na gônada (T + ABP)
· CONTROLE DO EIXO HH
O hipotálamo produz GnRH oriundo do núcleo arqueado. Esse GnRH vai estimular a adeno-hipófise e seus gonadotrofos a produzirem duas gonadotrofinas: