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Gasometria Arterial - Acidose e Alcalose

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO 
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FISIOLÓGICAS 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
 
Disciplina: Bioquímica e Biofísica 
Ensino-Aprendizagem Remoto Temporário e Emergencial - EARTE 
Professor ​Joselito Nardy Ribeiro 
 
Nome:​ Luana da Silva Ferreira 
Matrícula:​ 2019201340 
 
 
Gasometria Arterial: Acidose e Alcalose 
 
A gasometria é um exame de sangue arterial (colhido de uma artéria em uma 
veia radial). A função desse exame é avaliar os gases (oxigênio e gás carbônico) 
que estão presentes no sangue, e avaliar o pH e o equilíbrio ácido-básico. A 
gasometria é requerida em situações onde há sinais e sintomas de problemas 
respiratórios ou metabólicos, doenças renais ou pulmonares que causam 
desequilíbrio ácido-básico. 
O ​desequilíbrio ácido-básico é um transtorno fisiológico sistêmico e é, 
geralmente, causado por problemas respiratórios renais ou hepáticos. Todas as 
doenças que atingem esses três sistemas irão refletir e influenciar na distribuição de 
gases do sangue arterial. 
O pH considerado ideal para o 
sangue humano está entre 7,35 e 7,45. 
Sendo assim, o ​potencial hidrogeniônico 
é o fator determinante para ocorrência 
de ​acidose (pH abaixo de 7,35) ou 
alcalose (pH acima de 7,45). Quando o 
pH ultrapassa 7,95 ou fica abaixo de 6,85, 
resulta na ​morte celular. 
Acidose metabólica é caracterizada quando os rins não eliminam o excesso 
de íons de hidrogênio e não recuperam uma quantidade suficiente de bicarbonato. 
Logo, se tem um excesso de íons hidrogênio e baixa na quantidade de bicarbonato, 
ocorre a diminuição do pH. O quatro mecanismos principais de causas da acidose 
metabólica são: 
1. aumento na produção de ácido não-volátil (cetoacidose; acúmulo de ácido 
lático; intoxicação pelo metanol); 
2. redução da excreção de ácido pelos rins (insuficiência renal crônica; acidose 
tubular renal; hipoaldosteronismo); 
3. perda de bases (diarréia profusa e vários estados de má absorção intestinal; 
utilização de fármacos inibidores da anidrase carbônica; excesso de ingestão 
de ácido; excesso de ingestão de aminoácidos); 
4. diluição de bicarbonato extracelular. 
Em termos de análise de gases sanguíneos, a acidose metabólica se 
caracteriza por uma redução do bicarbonato plasmático e do pH sanguíneo. Os 
sintomas apresentados pelos pacientes são batimentos cardíaco acelerado, dor de 
cabeça, confusão mental, fraqueza, cansaço, náusea e vômito. O ​tratamento se dá 
pela correção do transtorno responsável pela situação aguda. O tratamento 
específico utilizando bicarbonato, por via intravenosa, é indicado apenas para 
correção de um valor de pH sanguíneo bastante baixo (7,20 ou menos). 
A ​alcalose metabólica é caracterizada pela presença de bicarbonato em 
excesso. É produzida principalmente pela perda de hidrogênio (H+), pelo sistema 
digestivo (principalmente o estômago) ou pelos rins. A elevada concentração de 
bicarbonato plasmático resulta na elevação do pH. Os ​sintomas apresentados são 
dor de cabeça, letargia e excitação neuromuscular. As principais causas são: 
1. associadas a depleção de H+ (vômitos prolongados ou aspiração gástrica; 
tratamentos com diuréticos; alcalose metabólica pós-hipercápnica; 
hipoparatireoidismo); 
2. associada à hiperatividade mineralocorticoide (síndrome de cushing; 
hiperaldosteronismo primário; síndrome de bartter); 
3. depleção grave de potássio (diarréia; cirrose); 
4. ingestão excessiva de álcalis (administração excessiva de bicarbonato de 
sódio e alguns antiácidos). 
O ​tratamento da alcalose metabólica consiste na reposição de água e de 
eletrólitos (sódio e potássio) enquanto se trata a cause base. 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
Profa. Emelin Pappen - Gasometria Arterial: Alcalose e Acidose Metabólica. Youtube. Disponível em 
<​https://www.youtube.com/watch?v=hR61JjBeNdY​>. Acesso em 18 set. 2020. 
https://www.youtube.com/watch?v=hR61JjBeNdY