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Hernia de disco

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FACULDADE DO CLUBE NÁUTICO MOGIANO
HÉRNIA DE DISCO
MOGI DAS CRUZES, SP.
2020
Definição
	A palavra hérnia significa projeção ou saída através de uma fissura ou orifício, de uma estrutura contida. 
Portanto, a hérnia de disco é a saída do liquido pulposo através de uma fissura do seu anel fibroso.
	A extrusão do núcleo pulposo pode provocar uma compressão nas raízes nervosas correspondentes a hérnia de disco ou a protrusão. Esta compressão poderá causar os mais diversos sintomas.
Tipos de hérnia de disco
	Hérnia de disco protusa: é o tipo mais comum, quando o núcleo do disco permanece intacto, mas já há perda da forma oval;
	Hérnia de disco extrusa: quando o núcleo do disco encontra-se deformado, formando uma 'gota';
	Hérnia de disco sequestrada: quando o núcleo está muito danificado e pode até mesmo se dividir em duas partes.
Causas 
	A hérnia de disco tem sua causa relacionada ao aumento da força exercida no núcleo pulposo, fazendo com que ele se desloque rompendo o anel fibroso. O anel vai em direção ao canal medular ou em direção aos espaços por onde as raízes nervosas passam gerando compressão destas estruturas.
Importante perceber que a hérnia de disco pode ser em qualquer região da coluna, sendo as mais comuns a lombar ou cervical.
	Outra causa comum da hérnia de disco é o desgaste pelo tempo. Com o passar do tempo, com toda a força e o uso excessivo o núcleo pode enfraquecer e se romper. Por fim, também há causas externas, como acidentes ou injúria.
Fatores de risco da doença
	Diversas condições estão associadas à maior predisponibilidade de alguns indivíduos a desenvolver hérnia de disco. São elas:
· Postura inadequada, movimentos inadequados
· Excesso de peso (sobrepeso ou obesidade)
· Atividades de grande esforço físico
· Movimentos de repetição
· Síndrome do piriforme
· Síndrome Dolorosa Miofascial
Sintomas de hérnia de disco
	O principal sintoma de uma hérnia de disco é a intensa dor no local onde ela se encontra, mas ela também pode gerar os seguintes sintomas: 
	Hérnia de disco cervical
	Hérnia de disco lombar
	Dor na nuca ou no pescoço
	Dor na região mais baixa das costas
	Dificuldade em movimentar o pescoço ou levantar os braços
	Dificuldade em se movimentar, abaixar, levantar-se ou virar na cama, por exemplo
	Pode haver sensação de fraqueza, dormência ou formigueiro em um dos braços, cotovelo, mão ou dedos
	Sensação de dormência nos glúteos, e/ou nas pernas, na parte de trás, frente ou interna de uma das pernas
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	Sensação de queimação no trajeto do nervo ciático que vai da coluna até os pés
	A dor de uma hérnia discal, normalmente, piora com os movimentos e pode ser agravada pela tosse, pelo riso e pode piorar quando o indivíduo urina ou evacua, podendo surgir de repente ou ir piorando com o passar do tempo. 
Diagnóstico 
	Ao perceber a hipótese de hérnia de disco, o médico irá fazer um exame físico, especialmente na região das costas. Ele também fará um exame neurológico, testando reflexos, força muscular, capacidade de andar e sensibilidade (ao toque, a agulhadas e também a vibrações).
	Em muitos casos, a anamnese (perguntas iniciais) e esta combinação de exames são suficientes para diagnosticar ou descartar um caso de hérnia de disco.
	Eletroneuromiografia: Identifica a raiz do nervo em questão, e testes da velocidade de condução do nervo, para avaliar se há alguma radiculopatia ou compressão nervosa.
	Ressonância magnética ou tomografia computadorizada: Avalia protrusões discais, abaulamentos e compressões por hérnia de disco, vendo o espaço foraminal e também se há outras lesões (como lesões facetárias.
	Radiografia da coluna: Avalia e exclui outras doenças (como fraturas) que causam dor nas costas ou no pescoço.
	Mielograma: Exame invasivo que determina o tamanho e a localização da hérnia, em casos de dúvida diagnóstica após a ressonância magnética
Complicações
	Se não for tratada, ou o tratamento não for eficaz, a hérnia de disco pode gerar algumas complicações:
· dor nas costas a longo prazo e piora dos sintomas;
· perda de movimento ou de sensibilidade nas pernas ou nos pés;
· perda de funcionalidade do intestino e da bexiga;
Tratamento Clínico
Não-invasivo: na maioria dos casos o tratamento da hérnia de disco não é invasivo, uma vez que é realizado por meio de fisioterapia e uso de medicamentos, como analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e remédios para dor neuropática.
Endoscopia: com anestesia local, sedação e incisão de 1 cm, a endoscopia também pode ser usada como tratamento contra a hérnia de disco. Neste caso, o paciente passa um dia em internação.
Cirurgia: apenas em casos mais raros, em que o paciente não experimenta melhora com medicamentos e fisioterapia, a cirurgia para a hérnia de disco é indicada. A operação, minimamente invasiva, tem o objetivo remover o pedaço do disco que está comprimindo e inflamando a raiz nervosa. Em situações de exceção, são necessárias cirurgias maiores, com uso de parafusos ou outros implantes.
Tratamento fisioterapêutico
	O tratamento para hérnia de disco consiste em um programa fisioterapêutico que utiliza técnicas de fisioterapia manual, mesa de tração eletrônica, mesa de descompressão dinâmica entre outros.
	O objetivo é melhorar o grau de mobilidade músculo-articular, diminuir a compressão no complexo disco vértebras e facetas, dando espaço para nervos e gânglios, fortalecer os músculos profundos e posturais da coluna vertebral através de exercícios terapêuticos específicos enfatizando o controle intersegmentar da coluna lombar, cervical, quadril e ombros.
	Esse tratamento ele é classificado em estágio agudo, subagudo e crônico:
	 Estágio agudo: O paciente deve se envolver em todos os aspectos do tratamento e ser informadas a respeito da progressão, resultados previstos, tempo de recuperação, precauções e contraindicações.
	Neste estágio, é feito o uso de modalidades físicas (TENS e termoterapia) e massagem para diminuir a dor e o edema provenientes de sintomas agudos, pois durante uma inflamação aguda é comum a dor constante
	Estágio subagudo: não é recomendado o uso de modalidades físicas para modular a dor, pois a ênfase é no aumento da percepção postural, força, mobilidade e controle da coluna do paciente em relação com a modulação da dor. A mobilização e o alongamento devem ser realizados para melhorar a fl…
	Os tratamentos são: 
	Pilates: é uma técnica manual na reabilitação da hérnia de disco, muito indicada no processo de reabilitação de casos agudos e subagudos de hérnia de disco.Treina a região abdominal e lombo pélvica, conjunto músculos conhecidos por core ou powerhouse, musculatura global (músculos superficiais ao redor do abdômen e pelve) e musculatura local (músculos intrínsecos da parede abdominal) para a reabilitação e diminuição da dor na hérnia de disco.
	RPG: pode ser utilizado em grande parte das patologias ou perturbações do sistema neuromusculoesquelético, agudas ou crônicas, com ou sem sintomas. Consiste em exercícios práticos para evitar e aliviar os diversos tipos de dores com movimentos que ajudam a alongar a musculatura e contribuem para dar mais forma ao corpo.
	Mesa de tração eletrônica: a tração tem o benefício mecânico de separar temporariamente as vértebras, causando deslizamento mecânico das articulações facetárias na coluna e aumentar o tamanho dos forames intervertebrais.
	 Mesa de flexão-descompressão: permite o controle total sobre a mobilidade da coluna vertebral do paciente, permitindo movimentos de flexão, extensão, látero-flexão e rotação. Desta forma, o tratamento pode ser realizado de forma mais confortável e mais precisa.
	 Estabilização segmentar vertebral: objetivo de fortalecer os músculos profundos da coluna vertebral e melhorar o grau de estabilidade vertebral. São essenciais para promover uma base para os movimentos de membros superiores e inferiores, para suportar cargas e para proteger a medula e raízes nervosas. Melhorar a força, resistência e controle motor dos músculos abdominais e lombares, com ênfase dos músculos