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SÍNDROME CONGÊNITA DO ZIKA VÍRUS − Zika vírus é um arbovírus – familia Flaviviridae, gênero Flavivirus − Transmitida pela picada do mosquito Aedes aegiphyt, transmissão vertical e transmissão sexual − O virus, quando foi introduzido no Brasil em ~2014, atingiu grande parte da população devido a falta de imunidade para ele − Principais sinais e sintomas o 80% das infecções são assintomáticas o Febre – se presente – baixa (<38,5°C) com duração de 1-2 dias o Hipertrofia ganglionar intensa, principalmente atrás da orelha e axilias o Exantema difuso, podendo ou não ser pruriginoso, dor muscular leve com artralgia e edema articular de leve a moderada intensidade, conjuntivive em grande parte dos casos o Sintomas graves são raríssimos, com acometimento neurológico – síndrome de guillan-barre e encefalomielite aguda desmielinizante − Histórico do vírus o A descoberta do vírus foi em 1947, identificado em macacos na floresta de Zika – Uganda o Em 1952 houve a primeira infecção em humanos o 2007 – 1° surto na Oceania o 2013 – Avanço epidemiológico do vírus na polinésia francesa, e brasil o 2014 – Surgiu no Brasil os primeiros casos da doença, mas ainda não haviam confirmado que era por causa do zika vírus o 2015 – Confirmação do vírus no Brasil, por análise do genoma do vírus o 2016 o ministério da saúde reconhece a relação do zika com microcefalia e alterações no SNC em fetos e RNs o Em 2017 havia muitos casos da síndrome congênita do zika o 2020 os casos de síndrome congênita por zika virus apresentam queda, entretanto a infecção por zika ainda é uma ameaça na gestação − Em Rondonópolis o A partir de junho de 2015 houve aumento dos RN nascidos com microcefalia ou alteração no SNC, com pico em outubro (100casos de notificados + 20 casos com alterações em SNC já documentada) DEFINIÇÃO DA SÍNDROME CONGÊNITA DO ZIKA VÍRUS − É caracterizada por manifestações relacionadas a achados clínicos, laboratoriais e de imagem de alterações no SNC, com atraso do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM), de frequência e gravidade nos períodos pré- natal, neonatal e no primeiro ano de vida da criança − O conjunto de sinais e sintomas vai muito além da microcefalia − Critérios de avaliação o A investigação da cauda da microcefalia será realizada nos casos notificados que apresentem características clínicas e/ou laboratoriais sugestivas de infecção congênita, visando a identificação do zika virus ou de outros agentes infecciosos − Detecção na mãe o O RNA viral do zika pode ser detectado no sangue com até 5-7 dia a partir da aparição dos sinais e sintomas, através da RT-PCR → por isso é importante verificar quando houve o aparecimento dos sintomas o Depois desse período de 7 dias, só é possível usar os exames sorológicos, sendo IgG a partir do 14° dia de sintomas (os livros dizem que a partir do 5° dia já pode haver detecção de IgM, o qual permanece em média 3 meses no sangue). O IgG aparece depois de ~15 dias − Definição de microcefalia • Caso notificado como microcefalia o 1 – RN <37 semanas IG com PC abaixo de 3 INTERGROWTH para seu sexo OU o 2 – RN > ou igual 37 semanas IG, PC < 32,0 cm meninos e menor ou igual a 31,5cm meninas • Caso confirmado de RN com microcefalia ou alterações radiológicas relacionadas à infecção congênita o 1 – Critério clínico-radiológico: caso notificado de RN com microcefalia e/ou com alterações sugestivas de infecção congênita por qualquer método de imagem E/OU o 2 – Critério clínico-laboratorial: caso notificado de RN com microcefalia E que apresente diagnóstico laboratorial específico e conclusivo para vírus zika ou qualquer outro agente infeccioso (Z-STORCH) identificado em amostras do zika RN ou da mãe − Seguimento e acompanhamento das crianças com SCZV o Hemograma, TGO, TGP, bilirrubina, ureia, creatinina, Lactato desidrogenase (LDH), proteina C reativa (PCR), ferritina o Ecocardiograma, se alteração no exame físico o Fundo de olho o EOA (teste da orelhinha) o US de abdomne se sintomas o Tomografia computadorizada sem contraste sem sintomas o Ultrassom transfontanela se sintomas o Ressonância magnética ao longo do crescimento para avaliar o desenvolvimento do tecido cerebral o eletroencefalograma durante seguimento − Todos os bebes com microcefalia devem manter as consultas de puericultura − Deve-se encaminhar e agendar em serviço de reabilitação quando há disponível no município (fonoaudiólogo, fisioterapeuta, ...) − Garantir acompanhamento das crianças em ambulatório de especialidades, conforme necessidade (otorrino, oftalmo, ortopedia, cardiologia, neurologia, ...) − Atentar-se para desvios na curva em RNs previamente hígidos e encaminhar para avaliação especializada − Evolução o Geralmente, se há cuidados ao RN desde o nascimento e um bom acompanhamento e estimulação precoce, há boa evolução e bons resultados no desenvolvimento da criança