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Schistosoma mansoni - Esquistossomose Nome do parasito Schistosoma mansoni. Ciclo Biológico - Vermes adultos, colocam os ovos na parede dos vasos. - São transportados ao intestino, sendo secretado com as fezes. - Os ovos do schitosoma entra em contato com a água doce e liberam os Miracídios (possue forma cilíndrica, é ciliado e se movimenta no meio aquático(água doce). - Miracídios penetram no caramujo e se transformam em esporocisto. - Depois disso, o caramujo libera a Cercária (tem calda bifurcada), essa fixa-se na pele do hospedeiro(penetração). - Cercárias penetram na pele do ser humano, atingem o sistema vascular, sendo levadas aos Pulmões – Esquistossômulos. - Após amadurecerem são levados pelo sangue ao Sistema Porta. - No Sistema porta crescem (vermes adultos) e acasalam. Modo de transmissão Os ovos do S. mansoni são eliminados pelas fezes do hospedeiro infectado (homem). Na água, eclodem, liberando uma larva ciliada denominada miracídio, que infecta o caramujo. Após 4 a 6 semanas, a larva abandona o caramujo, na forma de cercária, ficando livre nas águas naturais. O contato humano com águas infectadas pelas cercárias é a maneira pela qual o indivíduo adquire a Esquistossomose. Nome da doença que provoca no ser humano Esquistossomose aguda ou crônica (Barriga D’agua, xistose, mal do caramujo). Sintomas -A cercaria provoca: Sensação de comichão, erupção urticariforme, eritema, edema, pequenas pápulas, dor. -O esquistossômulos provoca: linfadenia generalizada, febre, esplenomegalia. -Os vermes adultos consomem ferro, provando anemia. -Os ovos: provocam lesões intestinais,, lesões hepáticas – quando aí se instalam, tem capacidade de provocar uma intensa reação inflamatória. -Esquistossomose aguda provoca: dermatite cercariana, febre de katayma. -Esquistossomose crônica provoca: hepatointestinal (diarreias, epigastralgias, hepatomegalia e fibrose hepática.), hepática (fígado palpável, endurecido e fibrose hepática moderada ou intensa), hepatoesplênica compensada (hipertensão portal, esplenomegalia e varizes de esôfago melena e hematêmese), hepatoesplênica descompensada (diminuição acentuada do estado funcional do fígado. Hemorragias digestivas, isquemia hepática). Diagnóstico -Pode ser clínico: Sintomas à depender da fase da doença e/ou anamnese detalhada: contato com águas doce. -Parasitológico Direto: Encontro de ovos do parasito nas fezes ou tecidos do paciente. -Ultrassonografia: Alterações de Hepatoesplênicas. -Imunologia: Resposta do organismo ao parasita ou seu ciclo evolutivo. Tratamento Tratamento Específico: Praziquantel – em todas as fases da doença, 40 mg/Kg DU (80 a 90% eficácia). Oxaminiquine – em todas as fases da doença, 15 mg/Kg (adultos) e 20 mg/Kg (crianças) DU. - Dermatite: anti-histaminicos locais e corticoides tópicos + fármacos específicos. - Febre de Katayama: internação hospitalar: repouso, hidratação, antitérmicos, analgésicos + terapia específica. - Hepatointestinal e Hepatoesplênica: escleroterapia de varizes de esôfago + tratamento específico. Prevenção É necessário utilizar medidas de controle: -Controle dos portadores: Identificar e tratar, afim de diminuir possíveis contaminações. -Controle dos hospedeiros intermediários: controle de coleções hídricas. -Educação em saúde: os profissionais devem realizr essas ações de educação, principalmente em áreas endêmicas. -Saneamento ambiental: cria condições que reduzem a proliferação e a contaminação dos hospedeiros intermediários, com consequente diminuição do contato do homem com os agentes transmissores (caramujos infectados).