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A RELAÇÃO ESCOLA E FAMÍLIA
Maria Claudia Casalatina [footnoteRef:2] [2: Professora de Ensino Fundamental na rede estadual na cidade de Piracicaba.] 
 Maria Suzeley Barbosa[footnoteRef:3] [3: Professora de Ensino Fundamental na rede estadual na cidade de Piracicaba.
Artigo apresentado como requisito parcial para aprovação do Trabalho Conclusão de Curso de Especialização em Gestão Escolar.] 
RESUMO
O presente trabalho buscou enfatizar como é importante o envolvimento e a participação da família no processo de desenvolvimento da criança nas instituições de Educação Infantil. Através das pesquisas bibliográficas e de questionamentos, pudemos analisar a possível existência da participação escolar dos pais, qual a participação que a escola espera deles. Como também a relação da família com a escola, de que forma ela participa da educação escolar dos seus filhos. Acreditamos que o vínculo que se forma entre a instituição e os pais é de extrema importância na construção da identidade, da autonomia e exercício de cidadania para o sucesso no desenvolvimento pleno da criança. Nas instituições de Educação Infantil, a família é fundamental, e a escola tem o papel de tornar essa parceria como parte de uma educação de qualidade, ou seja, é primordial que exista uma articulação entre instituição e família.
Palavras – chave: Instituições de Educação Infantil; Família; Desenvolvimento da criança.
INTRODUÇÃO
O objetivo da presente pesquisa é compreender as possibilidades de ampliação da participação das famílias na escola, a fim de conscientizar pais, professores e gestão, que família e escola caminham juntas na educação das crianças. Abordar a importância da família na vida escolar do filho é um dos fatores relevantes. 
O presente trabalho foi realizado através de pesquisas e de estudos sobre a importância da família no processo de desenvolvimento da criança na Educação Infantil e teve a intenção de contribuir para o debate a cerca da participação das famílias no ambiente escolar e que a escola também desenvolva um excelente trabalho para estreitar essa relação, para isso nos faz questionar com as seguintes perguntas:
· Como é o relacionamento da equipe escolar com os familiares?
· Qual compreensão que os familiares têm sobre a Educação Infantil?
· Como é realizado o trabalho desenvolvido na escola?
· Será que as escolas de educação infantil abrem as portas para receber pais e comunidade?
· Será que a gestão da escola desenvolve projetos de iniciativa em relação a participação de pais e comunidade?
· Será que a gestão discute com a equipe escolar sobre a importância da participação dos pais e comunidade?
	A fim de atender aos objetivos desta pesquisa adotou-se a pesquisa bibliográfica, realizada em livros, textos de autores estudados durante o curso, tendo como objetivo alcançar informações e conhecimento sobre o tema, tendo como referencial as pesquisas de vários autores e suas obras, levando em consideração possíveis alterações e inclusões no decorrer da pesquisa. 
1. RELAÇÃO ESCOLA E FAMÍLIA
1.1 A FORMAÇÃO DA FAMÍLIA
Muitos autores descrevem que a família é a mais importante instituição da sociedade, ou seja, é considerada a base ou estrutura da sociedade.
Segundo Gentile (2006), pode-se considerar que a família é o primeiro grupo com o qual a criança convive e os seus membros são exemplos para a vida.
Nas novas formações familiares, o objetivo principal é sempre o mesmo, ou seja, criar um espaço de amor e apoio ao desenvolvimento das crianças ali inseridas. Lembrando que a diversidade, em muitos aspectos pode ser algo positivo. (PANZA, 2011, p.20)
A palavra “família” deriva do latim famulus, cujo significado é servo ou escravo. Já para Osório (1996, p. 24), a definição é que a família é uma instituição cujas origens remontam aos ancestrais da espécie humana e confundem-se com a própria trajetória da evolução. 
Segundo Áries (1978, p. 222), a família transformou-se profundamente na medida em que modificou suas relações internas com a criança, pois no século XV, as crianças viviam com outras famílias, como aprendizes e o hábito era comum de entregar as crianças às famílias estranhas, sendo a principal obrigação da criança era servir ao seu mestre. 
Toda a educação se fazia através da aprendizagem, e dava-se a essa noção um sentido muito amplo; não havia lugar para a escola nessa transmissão de conhecimentos, feita através da aprendizagem direta, de uma geração para outra. Nessas condições, a criança, desde muito cedo, escapava à sua própria família, mesmo que voltasse a ela mais tarde, depois de adulto. (ARIÉS, 1978, p.222) 
Já para Tiba (1996, p.178) “É dentro de casa, na socialização familiar, que um filho adquire, aprende e absorve a disciplina para, num futuro próximo, ter saúde social...”.
A evolução histórica sobre a formação da família nos remete a pensar, pois nos dias de hoje a visão de família é outra, surgem novas constituições familiares substituindo a família ideal, ou seja, a família tradicional.
Como construções sociais relativamente recentes, estas complexas reformulações familiares encontram-se sem modelo preestabelecido. Sendo assim, cada família necessita lidar com seus padrões e conceitos preestabelecidos para deles fazer emergir uma maneira original de constituir um grupo familiar com funções, direitos e deveres que atendam aos que dele participam. Nesta reformulação, as questões de gênero são inevitavelmente questionadas e pressionadas a transformarem-se. (BATTAGLIA, 2002, p. 7)
[...] Ao contrário, a noção de infância surgiu com a sociedade capitalista, urbano-industrial, na medida em que mudavam a inserção e o papel social da criança na comunidade. (KRAMER, 2006, p.14)
A família exerce um papel fundamental na vida de seus filhos, pois é a base de tudo, é na família que a criança desenvolve suas primeiras habilidades, como também o respeito, os valores e aprende a conviver com regras que foram criadas e reformuladas na sociedade.
Diante disso, é necessário rever as concepções de infância para podermos alcançar um novo patamar nesse processo. Precisamos rever a concepção de criança e da pedagogia do Ensino Infantil.
1.2. AS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL 
Família e escola andam juntas e são alicerces de apoio e sustentação ao ser humano. Quanto melhor for a parceria entre a escola e a família, mais positivos e significativos serão os resultados no desenvolvimento da criança.
A escola tem a função de preparar cidadãos, mas não pode ser pensada apenas como tempo de preparação para a vida. Ela é a própria vida, um local de vivência da cidadania. (ALARCÃO, 2001, p.18)
 Com o surgimento das creches, a concepção de educação infantil foi marcada pelo assistencialismo, ou seja, a creche era um local de cuidado aos filhos, enquanto as mães trabalhavam, não pensando na criança como um sujeito histórico e que faz parte de uma sociedade.
A família teria a responsabilidade pela formação do indivíduo, e a escola, por sua informação. A escola nunca deveria tomar o lugar dos pais na educação, pois os filhos são para sempre filhos e os alunos ficam apenas algum tempo vinculados às instituições de ensino que freqüentam. (TIBA, 1996, p. 111)
 Atualmente, essa concepção evoluiu, tendo uma visão diferenciada, onde a criança passa a fazer parte da sociedade e constrói a sua história.
	
A criança é um sujeito social e histórico que está inserido em uma sociedade na qual partilha de uma determinada cultura. É profundamente marcada pelo meio social em que se desenvolve, mas também contribui com ele. (BRASIL, 1994a). A criança, assim, não é uma abstração, mas um ser produtor e produto da história e cultura. (FARIA, 1999) (BRASIL, 2006, p.13)
	 O objetivo de aliar uma concepção de criança à qualidade dos serviços de uma instituição de educação infantil, implica no desenvolvimento do trabalho dos educadores e da gestão.
Compartilhar a educação da criança entre profissionaise famílias é um elemento-chave para a constituição de uma educação infantil democrática e de qualidade. Trata-se de ampliar a visão da educação das crianças pequenas nas sociedades contemporâneas, considerando as novas configurações das organizações familiares e reconhecendo as instituições de educação infantil como um dos contextos atuais de socialização da primeira infância. (MONÇÃO, 2015, p.654)
Para Bonomi (1998), a vida na instituição escolar deve funcionar com base na tríade pais/educadores/crianças.
	Diante disso, é fundamental que as instituições de educação infantil abram as portas para a participação da família e da comunidade. Escola e família devem caminhar juntas, pensando no desenvolvimento da criança em todos os seus aspectos.
1.3. O PAPEL DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Historicamente, até o século XIX, havia uma separação das tarefas da família e da escola: a escola cuidada do que se chamava “instrução”, ou seja, a transmissão dos conhecimentos/conteúdos da educação formal e a família se dedicava à educação informal: o que se podia definir como o ensinamento de valores, atitudes e hábitos. No mundo moderno, a educação passa também a ser objeto de atenção das famílias, que, apesar de ser preocuparem com a qualidade do ensino, transferem à escola competências que deveriam ser suas tão somente. Não veem a escola como segunda etapa da educação, mas criam nela toda a expectativa de que será responsável, a vida toda, pela educação de seus filhos. E, em muitas vezes, esquecem de fazer sua parte. (FREITAS, 2011, p.20)
	Nos dias de hoje, uma das grandes discussões é a relação entre a escola e família e o papel que cada uma desempenha na educação das crianças.
A participação dos pais no processo de desenvolvimento de seus filhos, se dá muito antes da criança entrar na escola. Sendo que, o meio que cerca esta criança influenciará diretamente no seu aprendizado na escola, pois no que concerne ao aprendizado da leitura, por exemplo, a criança terá um maior interesse em aprender a ler, se em seu meio familiar a mesma está acostumada a ver seus pais lendo e se estes momentos de leitura estiverem relacionados com lembranças de prazer e situações de vida cotidiana. (SILVA E ARAUJO, 2014, p.33)
	
	Muito se ouve dos professores sobre a não participação dos pais na vida escolar dos seus filhos, porém devemos refletir sobre essa questão, pois é dever da escola, dos educadores mostrarem a importância dessa parceria para os familiares, é preciso um trabalho de conquista.
	
A forma mais espontânea e imediata que frequentemente se verifica, escutando as educadoras falar dos pais, é a da recriminação. As educadoras se “queixam” de uma série de comportamentos e atitudes dos pais que elas consideram inadequados em relação às crianças e “desrespeitosos” em relação a elas mesmas. (BONOMI e MANTOVANI, 1998, p.163-164)
	
	A equipe escolar de forma participativa e democrática deve criar vínculos, mostrando o papel da família perante a vida escolar do seu filho, que por menos tempo disponível que tenham para acompanhá-los, é muito importante a participação deles para o seu desenvolvimento da criança.
Contudo, sabe-se que muitas famílias não participam efetivamente do cotidiano escolar dos filhos e, consequentemente, influenciam negativamente no desenvolvimento do aluno em sala de aula. Os educadores buscam estratégias para que os pais se envolvam mais no processo de aprendizagem através de reuniões, que são utilizadas para relatar o que acontece na escola e com o aluno e/ ou promovem atividades de integração entre pais e filhos. Apesar dos esforços, nem sempre os pais comparecem nestes eventos, frustrando as expectativas da escola. (FRAGA, 2012, p.01)
	Diante disso, pode-se dizer que lidar com famílias hoje, é lidar com a diversidade. Mas é necessário que todas tenham o mesmo tratamento levando em conta a especificidade de cada uma.
Como construções sociais relativamente recentes, estas complexas reformulações familiares encontram-se sem modelo preestabelecido. Sendo assim, cada família necessita lidar com seus padrões e conceitos preestabelecidos para deles fazer emergir uma maneira original de constituir um grupo familiar com funções, direitos e deveres que atendam aos que dele participam. Nesta reformulação, as questões de gênero são inevitavelmente questionadas e pressionadas a transformarem-se. (BATTAGLIA, 2002, p.7)
Os resultados que se esperam alcançar da parceria família/escola é a integração, é uma parceria de verdade, pois unindo a instituição escola com a instituição família e todos os aspectos que envolvam a situação do aprender; como o amor, o respeito ao próximo, a colaboração e a troca, possibilita-se verdadeiramente uma educação de qualidade viabilizando de maneira extremamente positiva o desenvolvimento do sujeito quanto ao processo de ensino aprendizagem, melhorando de maneira qualitativa e significativa sua situação escolar, quanto sua autoestima, integração social e familiar.
A família é uma instituição de suma importância para o desenvolvimento e formação do sujeito, conforme descrito na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDB (Lei 9.394/96), a qual afirma:
"A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. (LDB/1996. art. 2º)
Muitas desculpas são justificativas do comodismo, já que participação supõe compromisso, envolvimento, presença em ações por vezes arriscadas e até temerárias. Por ser um processo, não pode também ser totalmente controlada, pois já não seria participativa a participação tutelada, cujo espaço de movimento fosse previamente delimitado. (DEMO, 2001. p.19-20).
Envolver as famílias na elaboração da Proposta Pedagógica é fundamental para melhorar a qualidade de ensino, para tanto, é necessário a equipe escolar atrair os pais e criar estratégias significativas.
Compartilhar com adultos o crescimento e a educação de uma criança pequena envolve a prática de uma dinâmica relacional complexa. A criança, como objeto comum de cuidados e atenções, mas também de expectativas e avaliações. (BONOMI, 1998, p.161)
Libâneo (2002) coloca que as práticas educativas é que, verdadeiramente, podem determinar as ações da escola e seu comprometimento social com a transformação. E o professor é fonte de informação, dentre outras tantas que estão discutidas atualmente, é também transmissor de ideologia e o seu papel na sociedade é fundamental.
Para isso, é necessário o diagnóstico, um processo reflexivo crítico e avaliar o andamento da instituição constantemente e das nossas ações com a finalidade de nos superarmos e buscarmos a qualidade na educação do Ensino Infantil.
A escola não precisa ser sisuda para se tornar eficiente, é importante que a equipe tenha isso no seu dia a dia, escola e comunidade são parceiras significativas na tarefa educativa. A parceria com as famílias permite conhecer as expectativas da comunidade, com isso teremos elementos necessários para ministrar um ensino que atenda os anseios do projeto educacional da escola, é função fundamental saber como as crianças se desenvolvem e conhecer seus interesses, seus desejos e frustrações, buscando levar em conta a diversidade das crianças, buscar sempre novas estratégias para manter a equipe docente motivada.
A escola deve utilizar todas as oportunidades de contato com os pais, para passar informações relevantes sobre seus objetivos, recursos, problemas e também sobre as questões pedagógicas. Só assim, a família irá se sentir comprometido com a melhoria da qualidade escolar e com o desenvolvimento de seu filho como ser humano. (SAMPAIO, 1997, p.28)
Paro (1997, p. 30), que realizou um estudo sobre o papel da família no desenvolvimento escolar de alunos da Educação Infantil, diz que a escola deve utilizar todas as oportunidades de contato com os pais, parapassar informações relevantes sobre seus objetivos, recursos problemas e também sobre as questões pedagógicas. Só assim, a família poderá se sentir comprometida com a melhoria.
Nesta perspectiva, Leite e Gomes (2008, p.05) acrescentam que a família é essencial para o desenvolvimento do indivíduo, independentemente de sua formação. É no meio familiar que o indivíduo tem seus primeiros contatos com o mundo externo, com a linguagem, com a aprendizagem e aprender os primeiros valores e hábitos. Tal convivência é fundamental para que a criança se insira no meio escolar sem problemas de relacionamento disciplinar, entre ele e os outros
Para Tavares (2013) discorre que os pais desempenham um papel fundamental na construção da autoestima dos filhos. Esse processo começa na infância. Mas, mesmo que a criança receba cuidados de boa qualidade e passe por experiências sociais positivas, na pré-adolescência e no início da adolescência certo desconforto em relação a si mesmo, é muito comum. Acrescenta ainda que “dar liberdade à criança para contar o que sente respeitar sua opinião e valorizar suas realizações são atitudes que ajudarão a formar um adulto confiante”. (TAVARES, 2013, p. 17)
Contudo, sabe-se que muitas famílias não participam efetivamente do cotidiano escolar dos filhos e, consequentemente, influenciam negativamente no desenvolvimento do aluno em sala de aula. Os educadores buscam estratégias para que os pais se envolvam mais no processo de aprendizagem através de reuniões, que são utilizadas para relatar o que acontece na escola e com o aluno e/ ou promovem atividades de integração entre pais e filhos. Apesar dos esforços, nem sempre os pais comparecem nestes eventos, frustrando as expectativas da escola (FRAGA, 2012, p.01)
Baltazar & Moretti (2003), acreditam que a escola, através de seus professores ou diretores pode alertá-las e orientá-las, na tentativa de repensar sua conduta e agir de forma mais coerente com a realidade da criança.
Apoio e diálogo são as palavras mágicas para que essa relação aconteça de forma harmoniosa. Se quisermos uma escola melhor, dependerá da integração da família com os educadores. Uma parceria de mãos dadas trabalhando juntas, contribuindo para a formação e desenvolvimento das crianças.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
	Neste trabalho foi abordado o processo da relação escola e família na Educação Infantil.
	Uma das grandes discussões no momento é a relação entre a escola e família e o papel que cada um desempenha na educação das crianças.
	As famílias precisam entender o seu papel e por mais que falem que não tem tempo para participar da vida escolar do seu filho, é necessário para o desenvolvimento da criança.
Dessa forma, a participação da família é fundamental no processo educacional dos filhos, uma vez que a educação, para ser integral precisa ser conduzida por essas duas instituições sociais essenciais ao desenvolvimento da criança – família e escola.
É preciso buscar o envolvimento da família na aprendizagem dos seus filhos, valorizar e orientar os pais no sentido de incentivar as boas relações com a escola e com todos que fazem parte desse contexto, incentivando os pais a comparecerem nas reuniões pedagógicas não só para cobrar notas e sim para avaliar como o filho está se saindo no ano letivo e se tiver alguma dificuldade orientar esses pais como fazer para ajudá-lo. 
Desse modo, observamos no final da pesquisa que a separação dos pais é um dos maiores motivos da ausência da família na escola, tornando–se um dos grandes desafios do professor se aproximar desse aluno de uma forma afetiva, não deixando que ele abandone a escola. Por outro lado quando há participação ativa, esse aluno que antes era ruim passa a ser bom, seu interesse aumenta cada vez mais, pois ele se sentir, acolhido e protegido por essa família. A escola está diante de um grande desafio necessita da real interação da família para o benefício do desempenho escolar de suas crianças e só assim poderá fazer uma educação de qualidade e que possa promover o bem estar de todos.
É fundamental e importante uma mudança nas atitudes dos pais e professores, o importante não é encontrar um culpado pelas situações ocorridas nas escolas, mas sim buscar juntas soluções para tais situações problemáticas. A escolar como detentora dos conhecimentos, métodos e técnicas de ensino, deve ter a iniciativa de aproximar família e escola, envolvendo-as em atividades realizadas na escola como comemorações,  palestras, confraternizações com toda comunidade e orientando-as  sobre a importância de um trabalho de parceria.
Esta não é uma tarefa fácil, mas não impossível, pois ter uma educação de qualidade com o apoio das famílias e comunidade é um sonho, que para virar realidade é preciso agir.
 Acredita-se que criando novas estratégias e trazendo a família para dentro da escola, todos em harmonia, cada vez mais essa relação vai se estreitando, o que beneficiará no desenvolvimento da criança.
	
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALARCÃO, I. Escola Reflexiva. In: Isabel Alarcão. (Org.). Escola Reflexiva e Nova Racionalidade. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001, p.15-30.
ARIÈS, P. História social da criança e da família. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1978.
BATTAGLIA, M. L. Terapia de família centrada no sistema. Rio de Janeiro, 2002. Disponível em: www.rogeriana.com/battaglia/mestrado/tese02.htm, acessado em 18 de abril de 2017.
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______. Lei nº 9.394. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN). Brasília: Senado Federal, 1996.
BONOMI, A. O relacionamento entre educadores e pais. In: BONDIOLI, Anna; MANTOVANI, S. Manual de educação infantil: de 0 a 3 anos. 9. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. p. 161-172.
DEMO, P. Participação é conquista. São Paulo: Cortez, 2001.
FARIA, A. L. G. Educação pré-escolar e cultura. São Paulo: Cortez, 1999.
FRAGA, F. R.A participação dos pais no processo de escolarização dos filhos. 2012. Disponível em: http://psicologado.com/atuacao/psicologia escolar/a-participacao-dos-pais-no-processo-de-escolarizacao-dos-filhos. Acesso em 18 de abril de 2017.
FREITAS, I. A. Família e Escola: A Parceria Necessária na Educação Infantil. Presidente Prudente: Unoeste, 2011.
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KRAMER. Sônia. A infância e sua singularidade. In: BRASIL. Ministério da Educação. Ensino Fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis de anos de idade. Brasília: FNDE, 2006.
LEITE, E. G.. GOMES, H. M. G. O papel da família e da escola na aprendizagem escolar : Uma análise na Escola Municipal José Teobaldo de Azevedo no Município de Limoeiro-PE. Pernambuco, 2008.
LIBÂNEO, J. C. Pedagogia e Pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 2002.
MONÇÃO, M. A. G.O compartilhamento da educação das crianças pequenas nas instituições de educação infantil; Caderno de Pesquisas, volume 45, nº. 157, São Paulo, 2015.
 OSÓRIO, L. C. Família hoje. 1ª edição. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996. 
PANZA, B. A. A importância da participação da família no âmbito escolar. Disponívelem:file:///C:/Users/Ju%20Martins/Desktop/Meus%20Documentos/Downloads/aimportancia-da-participacao-da-familia-no-ambito-escolar%20(7) Monografia; 2011. Acessado em: 20 de abril de 2017.
PARO, V. H. Qualidade do ensino: a contribuição dos pais. 1997.
SAMPAIO, T.L. A importância da relação família escola na formação do aluno. Noesis, 2 ed. 1997.
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TAVARES, Adriana. A construção da autoestima. Educar para crescer. São Paulo, p.47, Set.2013.
TIBA, Içami. Disciplina, limite na medida certa. - 1ª edição. São Paulo: Editora Gente, 1996.	
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