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Teoria das Penas

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para reprovação e prevenção do crime”. 
 
¨ Pena com finalidade retributiva + Preventiva (geral e especial) 
 
¨ Retribuição: Extinção da punibilidade quando as “consequências da infração atingirem o próprio agente de 
forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária”. Perdão judicial. Ex: art. 121, §5 do CP. 
 
¨ Há dispositivos que dão ênfase à finalidade preventiva da pena, com a Lei 7.210/1984- Lei de Execução 
Penal. 
 
FUNDAMENTOS DA PENA 
 
Þ Fundamentos ≠ Finalidades 
 
Diz respeito ao objetivo que se busca alcançar com a aplicação da pena. 
 
¨ Retribuição: O condenado recebe uma pena proporcional e correspondente à infração penal que ele 
cometeu. Forma justa que a sociedade tem de punir os criminosos. 
O mal que a pena transmite ao condenado = ao mal produzido por ele à coletividade. 
 
¨ Reparação: Recompensa à vítima do delito. Relaciona-se com a vitimologia, notadamente com a assistência 
à vítima e à reparação do dano, como forma de recompor o mal social causado pela infração penal. 
 
¨ Denúncia: Reprovação social à prática do crime ou da contravenção penal. A necessidade de aplicação da 
pena justifica-se para exercer a prevenção geral por meio da intimidação coletiva, e não para desfazer o 
equilíbrio causado pelo crime. 
 
¨ Incapacitação: Priva-se a liberdade do condenado, retirando-o do convívio social, para a proteção das 
pessoas de bem. Incapacita o condenado para a vida em sociedade. 
 
¨ Reabilitação: Recuperar penalmente condenado. A pena precisa restaurar o criminoso, tornando-o útil à 
sociedade. Funciona como meio educativo, de reinserção social, e não punitivo. 
 
¨ Dissuasão: busca convencer as pessoas em geral, e também o condenado, de que o crime é uma tarefa 
desvantajosa e inadequada. A pena insere-se como atividade destinada a impedir o culpado de tornar-se 
nocivo à sociedade, bem como instrumento para afastar os demais indivíduos de práticas ilícitas perante o 
Direito Penal. 
 
Direito Penal III | Maria Eduarda Q. Andrade 
 
 
COMINAÇÃO DAS PENAS 
 
Nos moldes do art. 53 do Código Penal: “As penas privativas de liberdade têm seus limites estabelecidos na 
sanção correspondente a cada tipo legal de crime”. 
Esse dispositivo é desnecessário no tocante às penas privativas de liberdade, pois já são cominadas por cada tipo 
legal de crime ou contravenção penal nos limites mínimos e máximos. 
 
Em nosso sistema penal as penas podem ser cominadas em abstrato por diversas modalidades: 
 
¨ Isoladamente: cuida-se da cominação única de uma pena, prevista com exclusividade pelo preceito 
secundário do tipo incriminador. Ex: art. 121, caput, do Código Penal, com pena de reclusão. 
¨ Cumulativamente: o tipo penal prevê, em conjunto, duas espécies de penas. Ex: art. 157, caput, do Código 
Penal, com penas de reclusão e multa. 
¨ Paralelamente: cominam-se, alternativamente, duas modalidades de penas. Ex: art. 235, § 1.º, do Código 
Penal, com penas de reclusão ou detenção. 
¨ Alternativamente: a lei coloca à disposição do magistrado a aplicação única de duas espécies de penas. Há 
duas opções, mas o julgador somente pode aplicar uma delas. Ex: art. 140, caput, do Código Penal, com 
penas de detenção ou multa. 
 
Classificação das penas 
 
® QUANTO AO BEM JURÍDICO DO CONDENADO ATINGIDO PELA PENA 
 
A pena pode ser dividida em cinco espécies: 
 
¨ Pena privativa de liberdade: retira do condenado o seu direito de locomoção, em razão da prisão por tempo 
determinado. Não se admite a privação perpétua da liberdade (CF, art. 5.º, XLVII, “b”), mas somente a de 
natureza temporária, pelo período máximo de 30 (trinta) anos para crimes (CP, art. 75) ou de 5 (cinco) anos 
para contravenções penais (LCP, art. 10). 
 
¨ Pena restritiva de direitos: limita um ou mais direitos do condenado, em substituição à pena privativa de 
liberdade. Está prevista no art. 43 do Código Penal e por alguns dispositivos da legislação extravagante. 
 
¨ Pena de multa: incide sobre o patrimônio do condenado. 
 
¨ Pena restritiva da liberdade: restringe o direito de locomoção do condenado, sem privá-lo da liberdade, 
isto é, sem submetê-lo à prisão. Ex: proibir o condenado por crime sexual de aproximar-se da residência 
da vítima. 
 
¨ Pena corporal: viola a integridade física do condenado, tal como ocorre nas penas de açoite, de mutilações 
e de marcas de ferro quente. Essas penas são vedadas pelo art. 5.º, XLVII, “e”, da Constituição Federal, em 
face da crueldade de que se revestem. Admite-se, excepcionalmente, a pena de morte, em caso de guerra 
declarada contra agressão estrangeira (CF, art. 5.º, XLVII, “a”), nas hipóteses previstas no Decreto-lei 
1.001/1969 – Código Penal Militar. 
 
® Quanto ao critério constitucional encontram-se no art. 5º, XLVI e XLVII da CF 
 
Direito Penal III | Maria Eduarda Q. Andrade 
 
 
 
® QUANTO AO CRITÉRIO ADOTADO PELO CÓDIGO PENAL 
 
As penas previstas no Código Penal, em seu art. 32, são: 
Þ Privativas de liberdade: reclusão, detenção e prisão simples (LCP) 
Þ Restritivas de direitos: prestação pecuniária, perda de bens e valores, prestação de serviços à 
comunidade, interdição temporária de direitos e limitação de final de semana. 
Þ Multa.