A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
10 pág.
Anatomia Dentária

Pré-visualização | Página 2 de 3

as 
que separam as vertentes vestibulares/linguais das oclusais são chamadas de longitudinais. As 
que separam as vertentes mesiais das distais são chamadas de transversais, sendo a transversal 
oclusal é bem definida e chamada de crista triangular. 
 
Bicuspidados: pré-molares superiores, 
primeiro pré-molar inferior. 
Tricuspidados: segundo pré-molar inferior, 
segundo molar superior. 
Tetracuspidados: primeiro molar superior, 
segundo molar inferior. 
Pentacuspidados: primeiro molar inferior. 
 
Cristas 
 Elevações lineares de secção triangular relativamente salientes 
 Podem ser marginais ou oblíquas 
Marginais 
 Unem entre si as cúspides vestibulares e linguais nos limites esternos da face oclusal 
 Elemento de reforço importante no sentido vestíbulo-lingual 
 Seu enfraquecimento, por cáries ou preparo cavitário, pode provocar a fratura da coroa 
 Fornecem bordas elevadas na periferia da face oclusal, forçando o alimento para as fossetas 
e sulcos onde pode ser melhor triturado 
 Limitada por dois sulcos secundários que se originam das fossetas mesiais e distais 
Oblíquas 
 Saliências de esmalte que unem cúspides entre si dentro do limite da face oclusal 
 Também conhecidas de pontes de esmalte 
 Ocorre no 1º e 2º molares superiores, unindo as cúspides disto-vestibular à mésio-lingual 
 Pode ocorrer nos pré-molares inferiores, unindo a cúspide vestibular à lingual 
 Interrompe o sulco mésio-distal 
Letícia Andréa 105 – 3O 
Sulcos 
 Depressões lineares de variável 
profundidade 
 São áreas extremamente retentivas e 
de difícil higienização 
 Mais susceptíveis as cáries 
 Existem os sulcos principais e os 
secundários 
Principais 
 Separam as cúspides 
 Existem os mésio-distais que separam as cúspides vestibulares das linguais 
 As vestíbulo-linguais separam as cúspides mesiais e distais 
 Os mésio-distais terminam em fossetas próximas as cristas marginais 
 Os mésio-distais podem ser retilíneos (pré-molares superiores e molares inferiores), 
curvilíneos (pré-molares inferiores) ou retilíneos interrompidos pela crista oblíqua (molares 
superiores) 
 Os vestíbulo-linguais invadem o terço oclusal das faces vestibulares e/ou linguais, sendo 
mais suaves e podendo terminar em forames cegos 
Secundários 
 Percorrem as cúspides, cristas e outros elementos da face oclusal 
 Existem dois tipos principais: sulcos secundários da crista marginal e da crista triangular 
 Os da crista marginal são dois, com configuração em v, sendo a vértice nas fossetas e suas 
“pernas” na crista marginal 
 Os da crista triangular são dois, sendo um iniciado na fosseta marginal e outro na fosseta 
distal e ambos se dirigem para o ápice da cúspide 
 Entre cada sulco ocorre a elevação da aresta oclusal e forma a crista triangular 
 
Fossetas 
 Depressões ovalares, circulares ou 
triangulares, de profundidade variável 
 Localizadas na face oclusal dos dentes 
posteriores, de onde se originam uma 
série de sulcos 
 Pré-molares apresentam duas fossetas: 
mesial e distal – localizam-se próximas 
as cristas marginais 
 Os molares possuem três fossetas: 
mesial, central e distal – entre os sulcos 
principais mésio-distal e vestíbulo-
lingual 
 Podem existir fossetas acessório no 
trajeto do sulco principal mésio-distal, 
principalmente quando este é mais 
sinuoso 
Letícia Andréa 105 – 3O 
Tubérculos e Cíngulos 
 Tubérculos são elevações menores que 
as cúspides, surgindo com frequência 
em incisivos, caninos e molares 
 Nos incisivos e caninos, estão no terço 
cervical das faces linguais e recebem o 
nome de cíngulo 
 Nos molares, podem ocorrer na face 
lingual dos molares superiores e 
vestibular dos inferiores 
 Principalmente no primeiro molar 
superior, é muito comum na face lingual 
da cúspide mésio-lingual e recebe o 
nome de Tubérculo de Carabelli 
 Nos molares inferiores são mais raros, 
mas podem ocorrer no primeiro molar 
na porção mesial da face vestibular e 
recebe o nome de Tubérculo de 
Zuckerkandl 
 
 
 
Face Oclusal Anatômica: constituída apenas pelas vertentes oclusais das cúspides, 
sendo limitada pelas arestas longitudinais e pelas cristas marginais. 
Face Oclusal Funcional: é maior e engloba as vertentes vestibulares e/ou linguais das 
cúspides, já que essas também participam da mastigação. 
 
 
COLO 
 Parte do dente entre a coroa e a raiz 
 Representado por um estrangulamento 
entre a coroa e a raiz 
 Perfeitamente visível no dente isolado 
 Marcado por uma linha sinuosa 
chamada de linha cervical 
 Anatomicamente, é representado como 
o encontro do esmalte e cemento 
 Topograficamente, é uma pequena 
faixa que margeia, tanto na coroa como 
na raiz, a linha cervical 
 
 
Colo anatômico vs Colo clínico 
Anatômico: região do dente que bordeja a linha cervical, é fixa e imutável. 
Clínico: também chamado de cirúrgico, parte do dente que bordeia a gengiva, 
linha gengival, variável ao decorrer da vida, localizando-se na coroa em jovens 
e na raiz nos idosos. 
 
Letícia Andréa 105 – 3O 
Características 
Incisivos e caninos → apresentam diferenças entre as faces livres e proximais. Nas faces livres, 
a linha cervical é curva, com a concavidade voltada para a coroa, e nas faces proximais, a linha 
cervical tem formato de “v”, mais fechado nos incisivos e mais abertos nos caninos, com a 
abertura voltada para a raiz. 
Pré-molares → há sinuosidades, porém menos pronunciada que nos incisivos e caninos e a linha 
cervical uma curva suave, côncava para a coroa nas faces livres e côncava para a raiz nas faces 
proximais. 
Molares → a linha cervical é quase retilínea, com nuances de sinuosidades. Há ainda, sobretudo 
nas faces livres, um prolongamento do colo em direção a raiz, representado por uma ponta de 
esmalte que se dirige para o ponto de separação das raízes. 
 
Assimetria 
 Auxilia na determinação do lado a que 
pertence determinado dente 
 Quase todos os dentes apresentam 
uma angulação entre os longos eixos da 
coroa e raiz – inclinação radicular 
 A inclinação radicular se faz em direção 
distal e na região do colo se forma uma 
reentrância bem definida e mais 
evidente na distal 
 
 
RAIZ 
 Parte do dente que fica implantada no 
osso na região dos alvéolos 
 Fisiologicamente, não é visível na 
cavidade oral 
 Revestida de cemento, o que lhe 
confere cor amarelada e textura mais 
rugosa 
 Parte mais passiva do órgão dental 
 Suporta a coroa e transmite seus 
esforços para a maxila e mandíbula 
 Tem o dobro do comprimento da coroa 
 Apresenta uma forma cônico-piramidal 
 Pode apresentar uma série de 
modificações como achatamentos e 
curvaturas 
 Divide-se em: base, corpo e ápice 
 
Base 
 Parte da raiz pela qual ela se fixa à coroa 
 Nos dentes multirradiculares, é comum existir uma base comum de implantação das raízes, 
de onde partem as raízes individualizadas 
 Na base comum, observa-se uma depressão larga e profunda que é a região de separação 
das raízes, denominada de seio inter-radicular 
 
Corpo 
 Compõe a maior parte da raiz 
 Está entre a base e o ápice 
 É comum que existam sulcos nessa região 
 Esses sulcos geralmente são mesiais e/ou distais 
 Os sulcos alteram a secção radicular de ovalada para halteres 
Base 
Corpo 
Ápice 
Letícia Andréa 105 – 3O 
 
Ápice 
 Extremidade livre da raiz 
 É onde se localiza o forame apical, local de chegada do feixe vásculo-nervoso 
dental 
 O forame possui formatos variados e normalmente copiam o formato da 
secção radicular 
 O forame apical pode ser duplo e/ou apresentar foraminas apicais (pequenos 
orifícios) 
 O ápice pode ser afilado, truncado ou espessado 
 Afilado: a raiz vai afinando paulatinamente até seu ápice 
 Truncado: afinamento brusco da raiz 
 Espessado: surge um novo alargamento na região apical (comum na 
hipercementose) 
 
FACES: vestibular, lingual,