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Diarreia

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relativa a faixas etárias. 
Mecanismo de ação: A simeticona atua no estômago e no intestino, diminuindo a tensão superficial dos 
fluidos digestivos, rompendo ou dificultando a formação de bolhas gasosas que retêm os gases e que 
provocam flatulência e dores abdominais. 
Racecadotril (100 mg por via oral, 3 vezes por dia em adultos, 1,5 mg/kg de peso corporal por via oral, 
três vezes ao dia em crianças), um inibidor da encefalinase intestinal que é antissecretora mas não paralisa 
motilidade intestinal, é eficaz no tratamento da diarreia aguda em crianças e adultos. 
Indicação: é um antissecretor intestinal puro. 
Contraindicação: Racecadotrila é contraindicado para pacientes com conhecida hipersensibilidade aos 
componentes da fórmula. Gravidez e lactação. Diarreia enteroinvasiva caracterizada por febre e sangue. 
Diarreia provocada por tratamento com antibióticos de amplo espectro. 
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. 
Como a sacarose é a origem da glicose e frutose, Racecadotrila Granulado não deve ser usado em pacientes 
com intolerância à frutose, síndrome de má absorção de glicose/galactose ou deficiência a isomaltase 
sucrase. 
Mecanismo de ação: Diminui hipersecreção intestinal de água e eletrólitos induzida pela toxina da cólera 
ou inflamação e não tem efeitos na secreção basal. A racecadotrila exerce atividade antidiarreica rápida, 
sem alterar o tempo de trânsito intestinal. 
A diarreia associada à nutrição enteral muitas vezes pode ser controlada com pectina (4 g de peso 
corporal/kg por dia) ou, se não houver contraindicações, com loperamida (2 mg por via oral quatro vezes 
ao dia durante 3 a 7 dias, a dose máxima 16 mg por dia), e a diarreia não é uma razão para parar a dieta, a 
menos que a alimentação por sonda faça o volume de fezes exceder 1 L/dia. 
Os ansiolíticos (p. ex., diazepam 2 mg por via oral duas a quatro vezes ao dia) e antieméticos (p. ex., 
prometazina 12,5 a 25 mg por via oral 1 ou 2 vezes ao dia) são seguros e reduzem a percepção sensorial, 
podendo tornar os sintomas mais toleráveis. 
Alguns alimentos ou substâncias derivadas de alimentos (bananas verdes, pectinas [amido resistente à 
amilase], zinco) podem reduzir a quantidade ou a duração da diarreia em crianças. Amidos resistentes à 
amilase não absorvidos são metabolizados no cólon em ácidos graxos de cadeia curta que aumentam a 
absorção de fluidos. A suplementação com zinco (20 mg de zinco elementar por via oral uma vez ao dia) é 
eficaz na prevenção de recorrências da diarreia em crianças desnutridas; a deficiência de cobre é uma 
complicação potencial da terapia de zinco prolongada. Os probióticos podem ser benéficos em crianças 
com diarreia aguda, principalmente em razão da infecção por rotavírus. Lactobacillus GG (10 10 unidades 
formadoras de colônias [UFC]/250 mL diariamente até parar a diarreia) adicionado a uma solução de 
reidratação oral, diminui a duração da diarreia 
→ Antibióticos: Enquanto o clínico aguarda os resultados da cultura fecal para orientar a terapia específica, 
as fluoroquinolonas (p. ex, ciprofloxacina, 500 mg por via oral 2 vezes ao dia durante 1 a 3 dias, ou a 
levofloxacina, 500 mg por via oral por dia, durante 1 a 3 dias) são o tratamento de escolha quando os 
antibióticos são indicados. Sulfametoxazol-trimetoprima (um comprimido oral 2 vezes ao dia por 5 dias) é 
terapia de segunda linha. Se o conjunto de sintomas sugere infecção por Campylobacter, deve-se adicionar 
azitromicina (500 mg por via oral 1 vez ao dia durante 3 dias). Independente da causa da diarreia infecciosa, 
os pacientes devem ser tratados com antibióticos se eles são imunodeprimidos; ter próteses valvares, 
vasculares ou ortopédicas; anemias hemolíticas congênitas (especialmente se houver suspeita de 
salmonelose), ou se forem extremamente jovens ou idosos. 
Certas diarreias infecciosas devem ser tratadas com antibióticos, incluindo os que estão associados à 
shigelose, cólera, enterocolite pseudomembranosa, infestações parasitárias, e doenças sexualmente 
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https://consultaremedios.com.br/glicose/bula
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transmissíveis. O tratamento de E. coli sorotipo O157: H7 não é recomendado neste momento, porque os 
antibióticos atuais não parecem ter utilidade e a incidência de complicações (síndrome hemolítico-urêmica) 
pode aumentar após a antibioticoterapia. Os antibióticos não são eficazes para a diarreia viral ou 
criptosporidiose. 
Para a diarreia do viajante, a ciprofloxacina (500 mg por via oral 2 vezes ao dia durante 3 dias) é um 
tratamento eficaz. O antibiótico rifaximina não absorvível (200 mg tomado por via oral 3 vezes ao dia ou 
400 mg 2 vezes ao dia durante 3 dias) é seguro e eficaz para o tratamento da diarreia dos viajantes no 
México, mas pode não ser eficaz contra infecções por Campylobacter e Shigella. 
Já surgiram cepas de Shigella, E. coli, Salmonella, Campylobacter, e C. difficile. resistentes à 
fluoroquinolona e a sulfametoxazol-trimetoprim. A azitromicina, 500 mg por via oral no 1 ° dia e 250 mg 
por via oral uma vez ao dia durante 4 dias, pode ser um tratamento alternativo eficaz para cepas resistentes 
de Shigella e Campylobacter e diarreia dos viajantes adquirida no México. Se há suspeita de C. difficile 
por meio de evidência epidemiológica, metronidazol (250 mg por via oral 4 vezes ao dia, ou 500 mg por 
via oral, 3 vezes ao dia por 10 dias) ou vancomicina oral (125-250 mg por via oral 4 vezes por dia durante 
10 dias) deve ser prescrito. 
Em pacientes com recorrência da infecção C. difficile associada a baixos títulos de anticorpos séricos para 
a toxina A, a imunoterapia com anticorpos monoclonais contra a toxina A e B 1 ou bacterioterapia fecal 
pode diminuir as taxas de recorrência. A diarreia não-C. difficile induzida por antibiótico é geralmente leve 
e autolimitada; em geral ela desaparece espontaneamente ou em resposta à terapia com colestiramina (4 g 
por via oral 4 vezes ao dia durante 2 semanas). 
O tratamento para a diarreia induzida por quimioterapia e radiação leve a moderada inclui loperamida (2 
mg por via oral 4 vezes ao dia) e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) (p. ex., naproxeno, 250-500 mg 
por via oral 2 vezes ao dia). Octreotida pode ser um tratamento eficaz em pacientes com diarreia grave em 
doses de até 700 µg administrada diariamente por via subcutânea. 
REFERÊNCIA: Tratamento da Diarreia Aguda – tese de mestrado em Ciências Farmacêuticas 
→ Antidiarreicos inespecíficos: A terapêutica obstipante só deve ser instituída após diagnóstico etiológico 
e se a dieta e medidas de suporte, hidratação e correção de alterações eletrolíticas forem insuficientes. 
Nenhum destes medicamentos ataca as causas básicas promotoras de diarreia ou promovem o 
restabelecimento de água, eletrólitos e nutrientes perdidos durante o surto. 
A administração de antidiarreicos pode prolongar a duração das diarreias infecciosas bem como aumentar 
a incidência das complicações, mesmo quando associados a antibióticos. Os antidiarreicos não devem ser 
administrados nos casos de diarreia com sangue ou suspeita de infecção por E. coli, sob risco de 
desenvolvimento de complicações como o megacólon tóxico e a síndrome hemolítico-urémica. 
→ Antieméticos (domperidona, metoclopramida, etc): A metoclopramida exerce efeito antiemético 
central por ação em neurónios dopaminérgicos do centro desencadeador do vómito. O esvaziamento 
gástrico também contribui para o efeito antiemético. A domperidona é um análogo da metoclopramida que 
não passa a barreira hematoencefálica sendo desprovida de ações do tipo extrapiramidal. Tem indicações 
idênticas à metoclopramida, sendo preferível em medicação pediátrica. 
Não devem ser usados por rotina em crianças com vómitos e diarreia aguda devido à elevada percentagem