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Anamnese cardíaca

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1 Ana Inês Aguiar – MEDICINA, UNIFACS 
 práticas médicas 2 
Anamnese Cardíaca.
RESUMO: 
✓ Identificação 
✓ Queixa Principal 
✓ História da doença atual - HDA 
✓ Interrogatório sintomatológico 
✓ Antecedentes pessoais - FISIOLÓGICOS E PATOLÓGICOS 
✓ Antecedentes familiares 
✓ Hábitos de vida 
✓ Condições socioeconômicas e culturais 
 
DOR CARDÍACA: 
 
DOR NA ISQUEMIA MIOCÁRDICA: 
✓ Fatores desencadeantes ou agravantes: 
 No infarto agudo do miocárdio, a dor costuma ter início com o paciente em repouso. 
 A dor retroesternal, que ocorre após vômitos intensos, deve-se à laceração da mucosa do 
segmento inferior do esôfago. 
 
✓ Fatores atenuantes da dor. 
 O alívio da dor pelo repouso é uma das características fundamentais da angina de peito. 
 É muito importante o tempo que a dor leva para desaparecer após uso de nitrato sublingual. 
Na angina de peito, a dor desaparece 3 ou 4 min após; se levar maior tempo (5 ou 10 min), 
provavelmente não se trata de angina clássica, podendo ser angina instável. 
 A dor da pericardite aguda pode ser amenizada ou cessar quando o paciente inclina o tórax 
para frente ou o comprime com um travesseiro. 
 Alguns pacientes com quadro anginoso e outros com enfermidades gastrintestinais ou com 
ansiedade encontram alívio após eructação ou eliminação de gases. 
 
 
DOR DE ORIGEM PERICÁRDICA: 
 A dor da inflamação do pericárdio é mais aguda que a da angina de peito, localiza-se na região 
retroesternal junto do rebordo esternal esquerdo e irradia-se para o pescoço e as costas. Pode 
ser do tipo "constritiva~ "peso': "opressão", "queimação" e apresentar grande intensidade; 
costuma ser contínua - durante várias horas -, não se relaciona com os exercícios, agrava-se 
com a respiração, com o decúbito dorsal, com os movimentos na cama, com a deglutição e com 
a movimentação do tronco. O paciente tem algum alívio quando inclina o tórax para frente ou ao 
se colocar na posição genupeitoral. O mecanismo provável da dor da pericardite é o atrito entre 
as membranas ou uma grande e rápida distensão do saco pericárdico por líquido. É provável que 
 
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a irritação das estruturas vizinhas - pleura mediastinal, por exemplo - também participe do 
mecanismo da dor da pericardite. 
 
DOR DE ORIGEM AÓRTICA: 
 Os aneurismas da aorta geralmente não provocam dor, mas a dissecção aguda da aorta 
determina quadro doloroso importante, com início súbito, muito intensa, do tipo lancinante, de 
localização retroesternal ou face anterior do tórax, com irradiação para o pescoço, região 
interescapular e ombros. Durante a crise dolorosa, o paciente fica inquieto - deita-se, levanta-se, 
revira-se na cama, adota posturas estranhas, comprime o tórax com um travesseiro, tentando 
obter algum alívio. A separação das camadas da parede arterial, particularmente da adventícia, 
com súbita distensão das terminações nervosas aí situadas, estimula as terminações nervosas 
do plexo aórtico, determinando a dor. 
 
DOR DE ORIGEM PSICOGÊNICA: 
 A dor de origem psicogênica aparece em indivíduos com ansiedade e/ou depressão, podendo 
fazer parte da síndrome de astenia neurocirculatória ou "neurose cardíaca': A dor limita-se à 
região da ponta do coração, costuma ser surda, persistindo por horas ou semanas e acentuando-
se quando o paciente sofre contrariedades ou emoções desagradáveis. Não está relacionada 
com exercícios e pode ser acompanhada de hipersensibilidade do precórdio. Nas crises de dor, 
ocorrem também palpitações, dispneia suspirosa, dormências, astenia, instabilidade emocional 
e depressão. A dor alivia-se parcialmente com repouso, analgésicos, tranquilizantes e placebos. 
 
 
PALPITAÇÕES: 
 As palpitações significam percepção incômoda dos batimentos cardíacos, sendo relatadas 
pelos pacientes de diferentes maneiras, tais como "batimentos mais fortes': "falhas~ "arrancos", 
"paradas", "tremor no coração", "coração deixando de bater", "coração aos pulos': além de 
outras. 
 Cumpre salientar que a percepção incômoda dos batimentos cardíacos (palpitações) nem 
sempre significa alterações do ritmo cardíaco (arritmia) 
 As palpitações são contrações cardíacas mais fortes e mais intensas, lentas ou rápidas, 
rítmicas ou arrítmicas, decorrentes de transtornos do ritmo ou da frequência cardíaca, incluindo 
todas as manifestações de taquicardia, pausas compensadoras, aumento do débito cardíaco, 
estados hipercinéticos, hipertrofia ventricular, início súbito de uma bradicardia causada por 
bloqueio completo. 
 Há 3 tipos principais de palpitações - as palpitações de esforço, as que traduzem 
alterações do ritmo cardíaco e as que acompanham os transtornos emocionais. 
 
✓ Palpitações de esforço. 
 De maneira geral, os pacientes relatam batimentos rítmicos, enérgicos e rápidos. 
 Ocorrem durante a execução de esforço físico e desaparecem com o repouso. 
 Comum ocorrer acompanhada de dispneia de esforço nos cardíacos. 
 Na insuficiência cardíaca, as palpitações, assim como a dispneia, iniciam-se de modo súbito, 
logo ao se fazer um esforço físico, e desaparecem com o repouso, de maneira gradual e lenta 
 
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✓ Alterações do ritmo cardíaco. 
EXTRASSÍSTOLE: Disparos do coração com curta duração. 
TAQUICARDIA PAROXÍSTA: Ataques com inicio e fim súbitos. 
TAQUICARDIA SINUSAL (ou estado de ansiedade): Ataques com inicio súbito e fim gradual. 
FIBRILAÇÃO ATRIAL: Taquicardia (aumento da frequência cardíaco) com batimentos 
irregulares. 
 
✓ Transtornos emocionais. 
 Origem reside nas agressões emocionais sofridas nos primeiros anos de vida (castigo, medo, 
ameaças) ou nas dificuldades e desajustes ocorridos na vida adulta, incluindo carência afetiva, 
desajuste conjugal, problemas econômicos, insatisfação sexual. A perda de um membro da 
família ou de um amigo por doença do coração pode desencadear o quadro de astenia 
neurocirculatória, principalmente em pacientes que sofrem de ansiedade ou de depressão. 
 Cumpre ressaltar que as palpitações de causa emocional costumam ser desencadeadas por 
agressões emocionais e, muitas vezes, acompanham-se de sudorese, desmaio, dormências, 
além de outros distúrbios neurovegetativos. 
 
 
DISPNEIA: 
 A dispneia é um dos sintomas mais importantes dos portadores de cardiopatia e significa a 
sensação consciente e desagradável do ato de respirar. Semiologicamente, apresenta-se de 2 
maneiras: objetiva (bem evidente devido ao grande esforço respiratório) e subjetiva (dificuldade 
de respirar relatada pelo paciente). 
✓ dispneia de esforço. 
 É o tipo mais comum na insuficiência ventricular esquerda. 
 De conformidade com o tipo de exercício, ela é classificada em dispneia aos grandes 
esforços (falta de ar ao subir uma escada), dispneia aos médios esforços (dispneias após o 
ato de caminhar) e pequenos esforços (ato de falar ou trocar de roupa). 
 A diferença fundamental entre a dispneia de esforço de uma pessoa normal e a de um 
cardiopata está no grau de atividade física necessário para produzir a dificuldade respiratória. 
Assim, quando um cardiopata relata dispneia aos grandes esforços, significa que passou a ter 
dificuldade respiratória ao executar uma atividade que anteriormente realizava sem qualquer 
desconforto. 
 
✓ dispneia de decúbito ou (ortopneia). 
 Quando o paciente se põe na posição deitada. 
 A causa da dispneia de decúbito é o aumento da congestão pulmonar nesta posição pelo 
maior afluxo de sangue proveniente dos membros inferiores e do leito esplâncnico. Este tipo de 
dispneia aparece tão logo o paciente se deita, o que a diferencia da dispneia paroxística 
noturna. 
 
✓ dispneia paroxística noturna ou (asma cardíaca). 
 
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 Sua característica principal consiste no fato de o paciente acordar com intensa dispneia, a 
qual se acompanhada de sufocação, tosse seca