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Aleitamento Materno e Introdução Alimentar

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Thaís Pires 
1 
Aleitamento Materno e 
Introdução Alimentar 
 
• Introdução – A alimentação ao seio materno é uma das questões mais importantes principalmente nos 
primeiros 2 anos de vida, uma vez que atende às necessidades NUTRICIONAIS, METABÓLICAS, 
IMUNOLÓGICAS e realiza um estímulo PSICOAFETIVO! O leite materno é considerado o ALIMENTO PERFEITO 
para o RN, pois, além de possui proteínas, lipídios, carboidratos, minerais, vitaminas, contém em cerca de 88% 
da sua composição ÁGUA. Durante o início da vida, a DEMANDA ENERGÉTICA é muito grande, sendo cerca de 
3x maior do que a dos adultos (por kg – 120 kcal/kg) – dessas calorias ingeridas, 40% são utilizadas para o 
processo de crescimento e desenvolvimento, enquanto no segundo ano de vida esse valor cai para 20%. O 
AME deve ser iniciado, idealmente, na PRIMEIRA HORA DE VIDA! 
• Recomendações do MS, OMS e SBP 
o Aleitamento Materno Exclusivo (AME) 6m – não precisa oferecer NADA (nada) para o RN além do 
leite materno nos primeiros 6 meses de vida. Água? Não. Chá? Não. Se algo além do leite for oferecido, 
considera-se o DESMAME INICIADO. 
o Aleitamento Materno Complementado de 6m-2anos – após os 6 meses, o leite materno se torna 
insuficiente para suprir 100% da demanda energética, embora ainda seja uma importante fonte de 
VIT C (95%), VIT A (45%), PROTEINAS (38%), ENERGIA (31%) e IMUNIDADE! Devido a isso, é importante 
MANTER O ALEITAMENTO, mas COMPLEMENTAR COM OUTROS ALIMENTOS. 
o O Aleitamento deve ser mantido, NO MÍNIMO, até os 2 anos de vida. 
• Definições 
o AME – recebe apenas leite humano – da própria mãe ou de outra fonte – sem adição de outros líquidos 
ou sólidos. Vitaminas, sais de hidratação e medicamentos NÃO SÃO INCLUSOS AQUI. 
o Aleitamento Materno Predominante (AMP) – além de leite humano, a criança recebe água, chá, 
sucos... líquidos de forma limitada. 
o Aleitamento Materno Complementado (AMC) – além de leite humano, a criança recebe SÓLIDOS e 
SEMISSÓLIDOS com o objetivo de COMPLEMENTAR e não SUBSTITUIR o leite humano. 
o Aleitamento Materno Misto ou Parcial (AMM) – além de leite humano, a criança recebe outros tipos 
de LEITE 
• Vantagens do Aleitamento Materno 
o Para o Bebê – por tudo o que já foi dito, lembrar que é um alimento COMPLETO que atende às 
necessidades nutricionais, metabólicas e calóricas dos lactentes, além de ser ideal para o SISTEMA 
GASTROINTESTINAL E RENAL em amadurecimento! 
▪ Redução da Mortalidade Infantil – estima-se que a amamentação reduza em média 13% das 
mortes de crianças abaixo de 5 anos 
▪ Diminuição de mortalidade por doenças respiratórias (50%) e diarreias (66%) – AME 
▪ Diminuição incidência/gravidade doenças infecciosas diarreicas – consequentemente 
diminui o risco de distúrbios hidroeletrolíticos secundários 
▪ Diminuição incidência/gravidade infecções respiratórias 
▪ Diminuição incidência doenças imunoalérgicas 
▪ Diminuição ocorrência doenças crônicas 
▪ Melhor desenvolv. Cognitivo – substâncias que estimulam o correto desenvolvimento das 
funções orais, com o correto desenvolvim. Do sistema estomatognático. 
▪ Fortalecimento do vínculo mãe-bebê 
o Para a Mãe 
▪ Prevenção Hemorragia Pós-Parto – o aleitamento logo após o parto favorece a DEQUITAÇÃO 
PLACENTÁRIA, INVOLUÇÃO UTERINA, PERDA DE PESO e DIMINUI A HEMORRAGIA PÓS 
Thaís Pires 
2 
PARTO. O mecanismo aqui envolvido relaciona-se ao REFLEXO DE FERGUSSON: a sucção do 
mamilo estimula a liberação de ocitocina pela hipófise anterior → contração uterina 
▪ Método Contraceptivo – a amenorreia lactacional é prolongada pelo aleitamento materno 
evita a anemia e o aparecimento precoce da ovulação, permitindo um maior ESPAÇAMENTO 
GESTACIONAL! As três condições para que a amenorreia lactacional tenha 98% de eficácia 
como método contraceptivo: mães até 6 meses após o parto que estejam em AME ou AMP e 
em amenorreia. 
▪ Remineralização Óssea 
▪ Redução do Risco de Câncer – mama e ovário 
▪ Proteção contra DM2 – trabalho mostrou que mulheres que amamentam tem 15% menos 
incidência de DM2 para cada ano de lactação 
▪ Promove Perda Ponderal – aumenta o gasto energético 
▪ Economia e Eficácia – leite materno é bom, barato e limpo. 
o Diante de tudo isso, destaca-se como o pediatra DEVE estimular a mãe a amamentar, porém nunca 
deve OBRIGAR a mãe a amamentar! Esses benefícios devem ser explicados, além de solucionar 
dúvidas individuais de cada gestante, entretanto a decisão de amamentar ou não é da MULHER! 
• Causas do Desmame Precoce 
o Propaganda – nas décadas de 50-70, houve um declínio na prática do AM devido a fatores SOCIAIS, 
ECONÔMICOS e CULTURAIS – o leite materno foi substituído pelo LEITE DE VACA e por FÓRMULAS 
INFANTIS 
o Falta de Orientação – as orientações deveriam vir desde o PRÉ NATAL, destacando os benefícios para 
a mãe e para a criança, as técnicas de como dar o peito – a amamentação NÃO É INSTINTIVA no ser 
humano, ela precisa ser APRENDIDA! 
o Bicos – A OMS contraindica o uso dos BICOS, pois facilitam o desmame porque o RN começa a 
erroneamente posicionar a língua quando vai sugar a mama; as alterações ortodônticas; aumento de 
incidência de candidíase oral; veículo de enteroparasitoses. 
• Preparo para a Amamentação – naturalmente, durante a gestação, há o crescimento do tecido mamário, 
escurecimento da aréola e o desenvolvimento das glândulas de Montgomery, que produzem uma secreção 
oleosa para proteger o mamilo do atrito da boca do bebê – ou seja, a mama é NATURALMENTE preparada, 
por isso deve-se adotar medidas de CUIDADO: 
o Não usar sabonetes nos mamilos – evitar rachaduras pela retirada da oleosidade natural 
o Expor a mama ao sol – diminui a sensibilidade do mamilo 
o Tipo de mamilo – normais, invertidos ou planos – para os mamilos invertidos e planos, deve-se realizar 
um orifício no sutiã durante o terceiro trimestre. Os exercícios de Hoffman não são mais indicados! 
Alguns exercícios que estimulam, após o parto, a protusão do mamilo: 
▪ Estímulo/toque do mamilo 
▪ Compressas frias 
▪ Sucção com bomba natural 
Thaís Pires 
3 
▪ Ordenhar o leite enquanto o bebê não sugar efetivamente – ajuda a manter as mamas 
macias, facilitando a pega 
• Psicofisiologia da Amamentação – Durante a gestação, o ESTROGÊNIO e a PROGESTERONA atuam para que 
as glândulas fiquem prontas para lactar. Outros hormônios, como o lactogênio placentário, gonadotrofina 
coriônica e lactogênio também atuam no preparo da mama – apesar de altos níveis de prolactina na gestação, 
a mulher não secreta leite devido a inibição pelo lactogênio placentário. Ao nascimento, os efeitos inibitório 
sobre a prolactina cessam (lactogênio placentário e progesterona) e a lactogênese fase II inicia! 
o Apojadura – entre o 3º e 4º dia pós-parto ocorre a DESCIDA DO LEITE de forma INDEPENDENTE da 
sucção do bebê! Então mães HIV, feto morto, aquelas que não podem amamentar por qualquer 
motivo também irão ter a apojadura!! 
o Lactopoiese fase III – manutenção da produção e ejeção do leite de forma TOTALMENTE 
DEPENDENTE DA SUCÇÃO + ESVAZIAMENTO. A secreção passa de 100mL/dia para 600mL/dia. O 
estímulo mamário culmina na liberação de PROLACTINA pela adeno hipófise, que irá atuar nas mamas 
para maior produção de leite. Além da prolactina, haverá liberação de OCITOCINA pela neuro hipófise, 
que atua nas células mioepiteliais para o REFLEXO DA EJEÇÃO DO LEITE (é bloqueado pelo estresse, 
dor, medo) e também causa o REFLEXO DE FERGUSSON. 
o Reflexos RN 
▪ Reflexo dos pontos cardeais ou de busca – o RN se vira na direção do que estimula sua 
bochecha e abre a boca – como se procurasse o seio quando o mamilo toca o rosto 
▪ Reflexo de sucção – o contato do mamilo com a parte posterior da língua e o palato inicia o 
processo de sucção 
▪ Reflexo de deglutição – deglutição mesmo – pode haver incoordenação desse reflexo em 
prematuros com idade gestacional inferior a 34 semanas. 
• Técnicas de Amamentação – A amamentação deve ocorrer ainda nasala de parto (primeiras 1-4h de vida), 
isso porque o RN permanece acordado e alerta por cerca de 6h pós nascimento e, após esse período, entra 
em um sono profundo por cerca de 12h. Por isso destaca-se a importância da amamentação nas primeiras 
horas! 
o Frequência – O estabelecimento de horários fixos gerará ansiedade para a mãe, por isso a frequência 
é feita de acordo com o esvaziamento gástrico do RN (1-4h), i.e., por LIVRE DEMANDA. Idealmente, o 
RN deve sugar a mama até esvaziá-la, uma vez que o leite materno POSTERIOR é duas a três vezes 
mais rico em LIPÍDIOS, permitindo que o lactente fique nutrido, saciado e ganhe mais peso. Nos 
primeiros dias, o COLOSTRO não irá saciar o RN assim como o LEITE MADURO, por isso a necessidade 
de mamadas FREQUENTES e de curta duração. Com o crescimento da criança, o INTERVALO 
AUMENTA – ao final da primeira semana, os RN estarão tomando um volume de leite de 60-
90mL/mamada cerca de 8-12 mamadas/dia. 
o Mamas – as duas mamas devem ser oferecidas em TODAS AS MAMADAS, lembrando que a criança 
suga mais vigorosamente a PRIMEIRA MAMA (a segunda mama não esvazia completamente). Na 
próxima mamada, inverter a ordem de oferecimento das mamas 
Thaís Pires 
4 
o Técnicas de Posicionamento e Pega – existem várias posições para amamentar, mas o importante é 
o CONFORTO materno e a execução da TÉCNICA ADEQUADA. Ao oferecer o seio, o RN deve 
ABOCANHAR TODA A ARÉOLA com a boca bem aberta e o lábio inferior evertido, permitindo o toque 
do queixo na mama. A mãe deve estar relaxada, confortável e bem apoiada – o bebê deve ter seu 
corpo voltado para a mãe. Após a mamada, deve-se deixar a criança em posição mais ELEVADA para 
expelir o ar que engoliu durante a amamentação. 
o Padrão de Evacuações – O RN costuma evacuar toda vez que mama, podendo ter fezes explosivas, 
amareladas, esverdeadas, porém alguns RNs podem ficar de 5-7 dias sem evacuar. 
o Extração Manual do Leite – a mãe deve colocar o polegar acima da aréola e os demais dedos abaixo 
dela como se formasse um “C” e pressionar firmemente a mama contra a parede torácica, repetindo 
por 3-5 mins o processo. O leite extraído deverá ser colocado em um recipiente 
esterilizado. 
o Armazenamento 
▪ Na geladeira: 12h 
▪ Congelador/Frezeer: 15 dias 
▪ Reaquecer em banho maria e agitá-lo suavemente para homogeneizar a 
gordura 
▪ Oferecer à criança em copinho ou colher 
• Fases do Leite 
o Colostro – 70 kcal/100mL - secretado nos primeiros 3-5 dias após o parto, possui mais eletrólitos, 
proteínas, vitaminas lipossolúveis (por isso coloração mais amarelada), minerais e concentração de 
imunoglobulinas do que o leite maduro. Por outro lado, tem menos gordura, lactose e vit. 
hidrossolúveis. Facilita a liberação do mecônio nos primeiros dias. 
o Leite de Transição – secretado entre 6-10 dias até a segunda semana pós parto – menor quantidade 
de imunoglobulinas e vitaminas lipossolúveis. Maior quantidade de vitaminas hidrossolúveis, lipídios 
e lactose. 
o Leite Maduro – produzido a partir da 2ª quinzena pós parto – tem maior teor lipídico e de lactose, 
menor proteína. O leite anterior é ralo e doce, predominando proteína do soro e lactose. O leite 
posterior tem grande concentração de gordura. 
Thaís Pires 
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o Leite de Mães de Prematuros – mais rico em proteínas, gorduras, sódio, cloro, vit A e E. Ao fim do 
primeiro mês pós parto, o conteúdo é similar ao de nascidos a termo, exceto pela concentração de 
imunoglobulinas. 
 
• Método Canguru – Norma de atenção humanizada ao RN de baixo peso – surgiu em 1979 num contexto em 
que havia uma superpopulação (relação RN/incubadora), diversas infecções cruzadas, ausência de recursos 
tecnológicos, desmame precoce, mortalidade neonatal extremamente alta e abandono materno. A essência 
do programa é AMOR, CALOR e ALEITAMENTO MATERNO. O RN é colocado junto ao seio materno, em 
contato pele com pele (calor) e em posição vertical para evitar o refluxo gastroesofágico – permanece 24h 
debaixo da roupa da mãe, inclusive durante o sono (mãe dorme semissentada), sendo colocado no colo de 
outro integrante da família durante os asseios e necessidades fisiológicas. As incursões respiratótias, 
batimentos cardíacos, e movimentos da mãe são estímulos para a respiração do bebê, evitando a apneia. 
o Alta antecipada – menor tempo de internação para RN em boas condições clínicas 
o AME – leite da própria mãe como fonte de nutrição 
o Posição Canguru – para prover calor, amor, estimulação, evitar refluxo, apneia, abandono 
o Educação/Informação – aumenta a autoestima da mãe, dá confiança 
o Acompanhamento ambulatorial 
• Afecções da Mama 
o Ingurgitamento Mamário – o fisiológico ocorre entre o 3º e 4º dia após o parto: mamas cheias, 
pesadas e quentes, mas sem sinais de hiperemia ou edema, e o leite sai facilmente através da sucção 
ou expressão manual. Na forma patológica, o leite não é drenado de forma eficiente, então há 
aumento da vascularização local com congestão e obstrução linfática, isso pode ocorrer por: técnica 
de amamentação incorreta, mamadas muito espaçadas, ou seja, drenagem insuficiente do leite. O 
ingurgitamento pode ser visualizado entre o 3º a 7º dia pós parto e as mamas estarão edemaciadas, 
doloridas e não drenam o leite facilmente. 
▪ Tratamento – manter a amamentação com mais frequência; ordenhar manualmente o 
excesso de leite; realizar massagem quando as mamas estiverem túrgidas; ordenhar um 
pouco antes da mamada; começar a mamada pelo seio mais túrgido (com fome, o bebê suga 
com mais força); recomendar o uso de sutiã apropriado; compressas frias nos intervalos das 
mamadas para diminuir produção láctea 
o Dor e trauma mamilares – a dor mamilar é comum na primeira semana pós parto – pós esse período, 
se intensa e persistente, pode estar sendo provocada por trauma, candidíase ou síndrome de 
Thaís Pires 
6 
Raynaud. Os traumas (fissuras e bolhas) são decorrentes da má pega e amamentação, mamilos 
curtos/invertidos, disfunções orais, higiene exacerbada da aréola. 
▪ Tratamento – orientar a pega correta; manter a amamentação iniciando pela mama menos 
afetada (no início suga com mais vigor); se rachados, passar um pouco do próprio leite no 
mamilo e deixar ao ar livre; ordenhar a mama antes da mamada, pois já inicia o reflexo da 
sucção; se aparecer sangue na boca do bebê ou em vômitos, tá tudo bem. 
o Mastite - processo inflamatório causado por estase do leite e infecção, podendo acometer somente 
a pele ou aprofundar pelo parênquima e interstício. Staphylococcus aureus 95% dos casos. 
o Galactocele 
o Abscesso Mamário 
o Candidíase 
o Pouco Leite – a mãe produz em média 800mL de leite por dia, por isso é possível amamentar gêmeos 
ou ainda retirar leite para um banco de leite sem afetar a qualidade e quantidade para a sua prole. 
Apesar disso, muitas mães queixam que tem “pouco leite” ou que o “leite é fraco” – alguns fatores 
pós parto (depressão puerperal, técnica inadequada de amamentação, afecções mamárias, perda de 
peso materna, medicações que diminuem a produção de leite – bromocriptina, álcool, estrogenos) 
podem reduzir a produção láctea, principalmente quando o leite secretado não é retirado da mama, 
criando um ciclo vicioso de inibição da produção. São sinais de insuficiência láctea: 
▪ Ganho de Peso Insuficiente 
▪ Bebê não fica saciado após a mamada 
▪ Bebê chora muito mesmo após a mamada 
▪ Redução da diurese (<6x/dia) 
▪ Alterações da evacuação – fezes em pequena quantidade, endurecidas, secas 
o Mitos - O aspecto translúcido do leite no início de cada mamada é interpretado como ausência de 
substâncias nutritivas quando comparado ao aspecto opaco do leite de vaca. Uma das maneiras de 
levar a mãe a desfazer a ideia de leite fraco é propor que ela observe a coloração de seu leite no início 
e no final de uma mamada. Deve-se pesar a criança e ver a velocidade do ganho ponderal, cuidando 
para não supervalorizar a pesagem,criando ansiedade na mãe. Mais importante que a situação do 
peso em relação às curvas é o traçado do crescimento em linha ascendente. BEBER MUITO LÍQUIDO. 
• Contraindicação à Amamentação 
o Nutriz 
▪ HIV – a transmissão do vírus HIV através do leite já foi constatada em diversos estudos, sendo 
uma das contraindicações à amamentação. Em alguns países em desenvolvimento, o 
aleitamento materno pode ser vital ao paciente, tornando, segundo à OMS, aceitável o risco 
de transmissão. 
▪ Drogas – antineoplásicas e imunossupressoras; substâncias radioativas; derivados do ergot; 
sais de ouro; ciclosporina; amiodarona 
▪ Limitações Temporárias – Psicose puerperal, eclampsia, choque, lesões ativas na 
mama/mamilo causadas por herpes 
▪ HTLV1 e 2 positivo – o tipo 1 está associado ao desenvolvimento de neoplasias e distúrbios 
neurológicos com risco de contaminação pelo leite de 13 a 22% 
o Criança 
▪ Galactosemia – erro inato na deficiência de enzimas que degradam a galactose, cursando com 
o acúmulo desta no sangue. Manifestações: baixo ganho ponderal, icterícia colestática, 
hepatomegalia. Somente o leite de soja pode ser utilizado. 
 
• Alimentação Complementar – 1 ano 
o Conceito - Após os seis meses de idade, o aleitamento materno de modo isolado não atende mais às 
necessidades nutricionais do lactente, sendo necessária a introdução de outros alimentos. O início da 
alimentação complementar ou desmame é o período de introdução de qualquer outro tipo de 
alimento além do leite materno. O período que compreende a introdução desse novo alimento e a 
Thaís Pires 
7 
suspensão da amamentação é chamado de “período de desmame”. Considera-se a criança como 
“desmamada”, quando ocorre a suspensão total do oferecimento do leite materno. 
o Desenvolvimento Neurológico – a AMC deve respeitar o desenvolvimento neurológico do lactente e 
o amadurecimento das funções motoras relacionadas à amamentação. A aquisição de marcos como 
sustentação da cabeça, pescoço e tronco, perda do reflexo de protrusão da língua e a capacidade de 
mastigação aos cinco meses são exemplos de habilidades necessárias ao início da alimentação 
complementar. O aparecimento dos primeiros dentinhos também auxilia no processamento dos 
alimentos: incisivos centrais inferiores aos 6 meses; superiores aos 7 meses; incisivos laterais 
superiores aos 8 meses; inferiores aos 9 meses; primeiros molares inferiores aos 12 meses e superiores 
aos 14 meses. 
o Técnica – A introdução de alimentação complementar deve ser feita de forma gradual, com cada 
alimento novo sendo introduzido separadamente. A não aceitação inicial de um determinado 
alimento, não deve ser interpretada como uma recusa definitiva. Pelo contrário, este mesmo alimento 
deve ser oferecido semanas depois. São necessárias em média 8-10 exposições a este componente 
para que ocorra a sua aceitação plena. A consistência também deve ser assim modificada, com o 
oferecimento de alimentos inicialmente na forma pastosa, até pedaços sólidos com a colher. Os 
alimentos não devem ser processados em liquidificador, evitar dietas muito diluídas e volumosas 
como, por exemplo, sopas. A higiene no manuseio, estocagem e administração são fundamentais 
para evitar contaminação dos alimentos oferecidos ao bebê. Sal e condimentos não devem ser usados 
no preparo das dietas. Leite e açúcar também não devem ser misturados à papa, pois é necessário 
que a criança conheça o real sabor dos alimentos que estão sendo introduzidos. 
o Composição da Dieta - Os primeiros alimentos a serem introduzidos são as FRUTAS, NA FORMA DE 
PAPAS OU SUCOS. Nenhuma fruta é contraindicada, a menos que a criança desenvolva algum tipo de 
alergia. Não se deve oferecer um volume de suco de frutas maior que 240 ml/dia para que a ingestão 
de alimentos mais calóricos não seja prejudicada. As dietas do desmame devem ser constituídas de 1 
alimento básico e 1 ou + alimentos do grupo complementar. São considerados alimentos básicos os 
tubérculos e os cereais, sendo os demais grupos de alimentos considerados complementares. 
▪ Tubérculos – fonte de amido, batatas, mandioca, inhame, arroz, milho, macarrão 
▪ Leguminosas – fonte vegetal, feijões, ervilhas, lentilhas, grão-de-bico 
▪ Hortaliças – fonte de vitaminas e minerais, legumes: cenoura, abóbora, chuchu, abobrinha; 
verduras: couve, espinafre, brócolis, agrião 
▪ Carnes – proeina animal, carne de boi, frango e peixe 
▪ Obs: Alimentos industrializados (ex.: refrigerantes, chás, alimentos embutidos e congelados), 
aqueles que oferecem risco de broncoaspiração (ex.: pipoca, amendoim, milho cozido), os 
mais implicados no desenvolvimento de alergias (ex.: frutos do mar) e mel (pela presença de 
esporos de Clostridium. botulinum) devem ser EVITADOS NO PRIMEIRO ANO. O ovo cozido 
pode ser introduzido após o sexto mês. 
o Esquema Lactente Amamentado ao Seio 
▪ Até o 6º mês: aleitamento materno exclusivo. 
▪ 6º mês: aleitamento materno + papa de frutas (inicialmente 1x/dia e depois 2x/dia). 
Thaís Pires 
8 
▪ 6º ao 7º mês: aleitamento materno + papa/suco de frutas (2x/dia) + uma papa salgada/dia 
(final da manhã). 
▪ 7º ao 8º mês: aleitamento materno + papa/suco de frutas (2x/dia) + duas papas salgadas/dia 
(uma no final da manhã e outra no final da tarde). 
▪ 9º ao 11º mês: manter o esquema anterior, tornando a alimentação complementar mais 
próxima dos hábitos da família. 
▪ 12º mês: alimentação do lactente deve ser igual à da família 
o Esquema Lactentes que receberam leite de vaca modificado 
▪ Até 4 meses: Leite de vaca diluído enriquecido com óleo 3%. 
▪ De 4 a 8 meses: Leite de vaca não diluído + papa de frutas (2x/dia) + papa salgada (2x/dia). 
▪ Após 8 meses: Leite de vaca não diluído + fruta (2x/dia) + papa salgada/refeição da família 
(2x/dia) 
• Alimentação Complementar – 2º ano - As taxas de crescimento diminuem após o 1º ano, sendo comum após 
este período alguma FALTA DE INTERESSE DA CRIANÇA POR CERTOS ALIMENTOS E REDUÇÃO DA INGESTA. 
Aos pais é importante que seja explicada a natureza temporária deste comportamento e que se evite a 
alimentação forçada. É neste período também que a criança passa a demonstrar preferências de paladar, e 
esta seleção deve ser respeitada. Uma alimentação balanceada e isenta de consumos prejudiciais (ex.: 
refrigerantes, “doces”, “salgados”, biscoitos) é fundamental entre um e dois anos, pois é nesta fase que os 
HÁBITOS E PADRÕES ALIMENTARES SÃO DEFINIDOS até a idade adulta. Recomenda-se que a criança receba 
três refeições principais e dois lanches. 
o Suplementação 
▪ Vit D – segundo a SBP, deverá ser adm vit D de forma PROFILÁTICA a crianças em aleitamento 
materno ou em uso de fórmula infantil ou leite de vaca. Recomendações: 
• Primeira semana de vida até 12 meses: 400 UI/dia. 
• 12 meses até 24 meses: 600 UI/dia. 
▪ Vit A - Em regiões de alta prevalência em hipovitaminose A, o Ministério da Saúde recomenda: 
▪ Lactentes 6-11 meses: 100.000 UI uma vez a cada seis meses. 
▪ Crianças 12-59 meses: 200.000 UI uma vez a cada seis meses. 
▪ As doses deverão ser repetidas a cada 4-6 meses. As principais regiões do Brasil que são 
incluídas neste programa são: região nordeste, Vale do Jequitinhonha e Mucuri (Minas Gerais) 
o Alimentação Pré-Escolar - Nesta fase é comum a neofobia alimentar, que é a negação de um alimento 
fora do hábito da criança. Os pais devem ser orientados a oferecer determinado alimento da dieta 
cerca de oito a dez vezes, mesmo que seja em pequenas quantidades para que a criança conheça 
aquele sabor. 
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9 
▪ Estabelecer horários para as refeições. É importante evitar que a criança se alimente sempre 
que deseje, pois há o risco de perder o apetite nas principais dietas. 
▪ Evitar “guloseimas”. Ao permiti-las, estabelecer consumo regulado. 
▪ Evitar bebidas gaseificadas nas refeições, pois prejudicam a ingestão de outros alimentos. Dar 
preferência ao suco de frutas após as refeições.▪ Evitar alimentos industrializados. A comida feita em casa sempre é mais saudável. 
▪ Certas práticas como subornos, chantagens e recompensas devem ser desencorajadas, pois 
podem ter o efeito inverso de reforçar a recusa alimentar da criança. 
▪ Atividade física 
▪ Constituição: Em relação à pirâmide alimentar, nesta fase as proteínas ganham destaque. Na 
confecção do cardápio, devem constar: 6 porções de cereais e massas, 3 porções de frutas, 3 
porções de verduras, 3 porções de leite e derivados e 1 porção de carnes, ovos e feijão. São 
ideais no mínimo cinco refeições por dia, por exemplo: café da manhã às 8h, lanche matinal 
às 10h, almoço às 12h, lanche da tarde às 15h e jantar às 20h

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