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MDD 2 - Doenças Neurodegenerativas

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fibrilares. Esse emaranhado é intracelular. 
Prejudica o funcionamento do neurônio e a 
produção da acetilcolina. 
 
 
 Eduarda Gonzalez 
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A mitocôndria é uma organela presente na maioria das células e que possui diversas funções e dentre 
essas funções há a limpeza que o estresse oxidativo desenvolve e ela também manter a célula viva, pois 
se a mitocôndria para de funcionar, a célula acumula esses radicais livres e induz a apoptose. 
Os pacientes com Alzheimer possuem uma disfunção mitocondrial, mas não se sabe se a doença é causa 
ou consequência dessa disfunção, então esse dano mitocondrial pode devido a: 
Devido a esse paciente possuir uma mutação genética que faz com que ele acumule ainda mais esses 
radicais ou pode ser devido a ação da beta secretase que produziu os peptídeos beta amiloides que 
foram se depositando e começaram a fazer lesão nas mitocôndrias. 
Independente da lesão mitocondrial ser causa ou consequência do Alzheimer, o que importa é que há 
essa disfunção mitocondrial e essa disfunção é um dos grandes fatores que leva a morte celular, pois 
induz a apoptose. 
 
 Eduarda Gonzalez 
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Temos as placas senis na região extracelular, então são mais expostas ao sistema imune, mas como 
ocorre a ação do sistema imunológico nos emaranhados neuro fibrilares? 
Os emaranhados neuro fibrilares vão causar um depósito celular que desenvolverá danos, pois haverá 
uma interferência no funcionamento das organelas, além de não ocorrer a limpeza dos radicais. Assim, 
o sistema imune vai reconhecer tanto as placas senis extracelulares, quanto reconhecer essa proteína 
TAU alterada na região intracelular e irá ativar as células inflamatórias. 
Macrófago do sistema nervoso é a micróglia. 
 
 Eduarda Gonzalez 
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Temos um neurônio pré sináptico com seus axônios e um neurônio pós sináptico, A placa senil está no 
neurônio pré-sináptico abraçando-o. 
Podemos ver que o axônio está recoberto pelo peptídeo beta amiloide, formando a placa senil que é um 
tipo de DUMP, pois é um antígeno, um padrão associado ao perigo (DUMP). Portanto ele será 
reconhecido por receptores da imunidade inata, os toll like (representado na imagem como o RAGE). 
Que vai ativar a micróglia a produzir citocinas inflamatórias (IL-1, IL-6, TNF-alfa) que vão atravessar a 
barreira hematoencefálica e ir chamar mais células inflamatórias, além de vasodilatar e ativar cascatas 
de oxigênio, ou seja os radicais livres que irão causar lesões. 
 
As placas senis vão dificultar o suprimento de nutrientes celulares e vão alterar a remoção de produtos 
metabólicos, não haverá a remoção desses produtos e isso culmina na deposição de Proteínas Beta 
Amiloide (PBA) na túnica média e adventícia das artérias de pequeno e médio calibre e isso causa micro 
hemorragias e microinfartos. 
 
• Melhora da função cognitiva: Inibidores da Acetilcolinesterase. 
Exemplos: Donezepil, Rivastigmina, Galantamina. 
Mecanismo de ação: Atuam inibindo a enzima acetilcolinesterase que é uma enzima que degrada a 
acetilcolina dentro da sinapse, então ela estando inibida vai aumentar a quantidade de acetilcolina. 
Essa medicação é excelente para o início da doença, onde os neurônios ainda estão vivos e funcionando, 
e esse medicamento atuará aumentando a quantidade de neurotransmissores e isso desenvolve em uma 
melhora da memória. Porém, não vai prevenir a evolução da doença, porque não age diminuindo a 
deposição de peptídeos beta amiloide, de ocorrer inflamações e de morte neuronal. Apenas atuará nessa 
questão dos neurotransmissores. 
• Melhora alterações comportamentais. Exemplos: Antidepressivos, antipsicóticos e 
psicoestimulantes. 
Quando o paciente apresenta alterações comportamentais pode ser necessária a utilização de 
antidepressivos, que atuam inibindo a recaptação de serotonina e também o uso de antipsicóticos e 
psicoestimulantes. 
• Medicamentos que auxiliam na retardação da evolução da doença (em pesquisa) 
Há pesquisas nessa área com anti-inflamatórios, seletivos da COX2, com corticoides e imussupressores. 
Também há estudos sobre uma vacina que tentaria modular o sistema imune para aumentar a 
degradação do peptídeo beta amiloide e da proteína TAU desestabilizada. 
 
 Eduarda Gonzalez 
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É a segunda doença neurodegenerativa mais comum e é composta por uma tríade: 
• Tremor; 
• Rigidez 
• Oligo ou Bradicinesia. 
Esse tipo de desordem motora pode englobar a incapacidade de sustentar movimentos repetitivos e 
dificuldade de realizar atos motores simultâneos. O termo bradicinesia ou oligocinesia refere-se mais 
especificamente à lentidão na execução de movimentos e essas características clinicas levam a gente a 
pensar no parkinsonismo. 
O paciente idoso pode ter essas características clinicas e é caracterizado como parkinsonismo primário 
ou idiopático. 
Há fatores ambientais que podem desenvolver um parkinsonismo secundário devido a: 
• Infecções 
• Toxinas (manganês, monóxido de 
carbono) 
• Medicamentos (reserpina, alfa-
metildopa, metoclorapramida, 
cinarizina) 
• Doenças Vasculares 
• Trauma 
Possui uma incidência menor que o Alzheimer, com 3% em indivíduos com mais de 65 anos. Além disso, 
é responsável por 70% das síndromes parkinsonianas. 
Diagnóstico 
O diagnóstico dessa doença se da por meio das queixas do 
paciente em ter tremores e na análise do exame físico, pois 
pode encontrar alterações como: 
Tremor de mãos e pernas (extremidades); 
Hipertonia (resistência a movimentos), Postura rígida, 
tendo uma postura encurvada, com cotovelos, pulsos, 
quadril e joelhos mais flexionados. 
Possui uma marcha característica, a parkinsoniana, uma 
marcha curta e com um pouco de desequilíbrio. 
Falta de expressão facial. 
 
 
 
 Eduarda Gonzalez 
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Existe exame para fazer diagnostico de Parkinson? 
 
Não existe um exame 
especifico, mas pedimos 
Ressonância magnética para 
descartar causas secundárias 
de síndrome parkinsoniana. 
E normalmente essa 
ressonância é normal, sem 
alterações, mas pode ser 
encontrado uma 
hipointensidade na região 
nos núcleos da base. 
 
 
 
 
O Parkinson possui fatores genéticos e ambientais que favorecem a fisiopatologia. A fisiopatologia se 
da pela presença de corpos de Lewy que vai desencadear uma neuro inflamação, estresse oxidativo e 
disfunção mitocondrial e posteriormente morte neuronal seletiva, de neurônios dopaminérgicos 
nigrais que ficam nos gânglios da base. 
 
Esses neurônios que são lesados são produtores de dopamina, então se há morte desses neurônios vai 
reduzir a produção da dopamina e isso vai desenvolver um comprometimento motor e cognitivo. 
Inicialmente tem um comprometimento principal na parte motora e posteriormente na questão 
emocional, pois os gânglios da base são essenciais nessa regulação emocional, a dopamina é um 
neurotransmissor essencial para o prazer. 
 
Forma Familiares (<10%): Que são muito mais raras e possuem uma mutação autossômica dominante, 
então os pacientes apresentam uma forma mais grave e precoce e acomete boa parte dessa família 
devido a essa questão genética dominante. 
Formas Esporádicas: São mais comuns e possuem um fator hereditário importante, mas não dominante. 
E tem influência ambiental devido a exposição a pesticidas, herbicidas, manganês, mercúrio, cianeto, 
dissulfeto de carbono, alguns solventes e produtos petroquímicos que são bem descritos associados a 
síndrome parkinsoniana. 
 
 Eduarda Gonzalez 
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Corpos de Lewy 
Existem uma proteína chamada de alfa-sinucleína nos 
neurônios dopaminérgicos, que se apresenta na estrutura 
quaternária, mas pode ocorrer um erro no dobramento da 
proteína. 
Não sabemos porque ocorre esse erro no dobramento, mas 
sabemos que há esse dobramento e que quando ocorre esse 
dobramento errado, vai expor a parte hidrofóbica da 
proteína. A partir dessa exposição, vai ocorrer a 
aglomeração dessas proteínas e isso é chamado de corpos 
de Lewy.