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APENDICITE AGUDA · É a principal causa de ab agudo e é a afecção cirúrgica mais comumente atendida na emergência · A maioria dos casos: Obstrução da luz apendicular por fecalito, tecidos linfoides hiperplasicos, cálculos ou parasitas · Obstrução pressão intraluinal ↑ o que determina isquemia, desenvolvendo um processo inflamatório · Segue-se com proliferação bacteriana em toda parede apendicular, podendo gerar gangrena e perfuração · Principais bactérias identificadas nos casos de apendicite agudam são: E. Coli e B. fragilis. · Fases edematosas, fibrinnosa, necrótica e perfurativa POSIÇÕES DO APÊNDICE APRESENTAÇÃO CLÍNICA · Dor abdominal inicialmente periumbilical que migra pra fossa ilíaca direita · Acompanhada de anorexia, náuseas e vômitos, com estado subfebril ou ausência de febre no inicio do quadro · A dor torna-se cada vez mais localizada, surgindo irritação peritoneal local · Ausculta abdominal pode revelar ausência ou diminuição acentuada dos ruídos · Percusão dolorosa · Dor à palpação no ponto de McBurney (Terço lateral de uma linha que vai da espinha ilíaca anterossupeior até o umbigo) · Sinal de Blumberg positivo: Dor a descompressão brusca dolorosa após a palpação do ponto de McBurney · Apresentações clínicas atípicas são comuns entre: · Pacientes que apresentam variações anatômicas do apêndice · Imunocomprometidos · Gestantes · Mulheres em idade fértil apresentam dificuldade diagnóstica devido ao maior leque de hipóteses diagnósticas SINAIS PROPEDÊUTICOS E CORRESPONDÊNCIA CLÍNICA BLUMBERG Descompressão brusca dolorosa após a palpação da FID no ponto de McBurney ROVSING Dor na FID quando se palpa a FIE, ocasionando retorno gasoso com distensão do ceco LENNANDER Dissociação entre temperatura retal e axilar >1°C SUMMER Hiperestesia na FID LAPINSKI Dor à compressão da FID enquanto o paciente para elevar o membro inferior direito PUNHO-PERCUSSÃO Dor na FID à punho-percussão do calcâneo DUNPHY Dor desesncadeada pela percussão abdominal ou referida quando o paciente tosse OBTURADOR Dor durante a rotação interna passiva da coxa direita flexionada PSOAS Dor na flexão ativa da coxa contra uma resistência ou dor na extensão passiva desta, com paciente em decubito lateral esquerdo. TEM HORN Dor causada pela tração do testículo direito DIAGNÓSTICO · Eminentemente clínico · Exames laboratoriais são inespecíficos. Solicitados, na maioria das vezes, para afastar diagnósticos diferenciais. · Raio X de abdome: · Sinais indiretos · Borramento da linha dos psoas · Alça de íleo paralítico à Fossa ilíaca direita · Achado de cálculo pode sugerir fecalito · Pneumoperitônio na apendicite aguda é rara · Ultrassonografia: · Sens: 75-90% e espec: 86-100% · Acurácia geral de 90 – 98% para apendicite aguda · Apêndice não compressível (considerados apenas em pacientes magros) · Pode achar coleção líquida na Fossa ilíaca direita · Tomografia · Pode verificar apêndice distendido ou coleções e bloqueios locais · Espessamento parietal do ceco · Fecalito · Ar intraluminal dissecando as paredes e flegmão do ceco · Videolaparoscopia · Pode ser usada como recurso diagnóstico e terapêutico · Indicações clássicas: Obesos, gestantes e em casos de dúvida diagnóstica TRATAMENTO · Apendicectomia · Incisão clássica no ponto de McBurney. A incisão é oblíqua à linha e passar pelo ponto de McBurney · Incisão de Rockey-Davis (Transversa, sobre o ponto de McBurney) · Incisão de Battle (paramediana, pararretal externa, infraumbilical à direita) · Incisão mediana (diagnóstico tardio, presença de plastão palpável e suspeita de compllicações (fistulas para outros órgãos) · Identifica o apendice cecal, faz ligadura dos vasos do mesoapêndice, liga e secciona o apendice na base. Invaginar o coto cecal, utilizando a técnica de Ochsner · Se dúvida em diagnóstico, interna e observa com analgésico e hidratação intravenosa DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL · Divertículo de Meckel · Salpingite aguda · Doença de crohn