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Aula 05: Metabolismo de Proteínas Estrutura base dos aminoácidos 20 aminoácidos são de maior importância nutricional NUTRIÇÃO E METABOLISMO 20/10/2020 Aminoácidos se ligam por ligações peptídicas, que é uma ligação formada por uma reação de desidratação entre o grupo carboxila e o grupo amino do outro aminoácido. Aminoácidos essenciais, não-essenciais e condicionalmente essenciais Essenciais – Corpo não produz em quantidades adequadas, necessidade de obtenção por meio da dieta. Não-essenciais – Corpo consegue produzir em quantidades adequadas, não havendo necessidade de obtenção por dieta. Condicionalmente Essenciais – São não-essenciais, mas dependendo da condição fisiológica do individuo esses aminoácidos se tornam essenciais. Organização Estrutural de Proteínas Estrutura Primária – Sequência de aminoácidos de uma determinada proteína Estrutura Secundária – Arranjo estrutural dos aminoácidos, alfa – hélice ou beta – pregueada Estrutura Terciária – Enovelamento da estrutura secundária Estrutura Quaternária – Arranjo tridimensional de estrutura terciárias Atividade biológica de uma proteína → Estado Nativo (integridade das estruturas primárias, secundárias, terciárias e quaternária – quando for o caso) Desnaturação – Perda de sua forma secundária, terciária e quaternária PERDA DA ATIVIDADE BIOLÓGICA Principais agentes desnaturante – Calor, luz, frio, ácidos e bases fortes, micro-ondas Para a nutrição, a desnaturação é quase sempre desejável OBS.: Em casos de proteínas com propriedades especiais (atividade biológica – peptídeos bioativos), como por exemplo, imunoglobulinas presente no leite materno, em que a cocção não é desejável, já que tiraria essa propriedade especial desse leite, com a desnaturação dessas proteínas. Peptídeos bioativos Absorção de peptídeos Digestão e Absorção Especificidades das enzimas digestivas Pepsina – PHE, TIR, TRP Tripsina – LIS e ARG Quimiotripsina – PHE, TIR, TRP, MET, ASP e HIS Metabolismo dos Aminoácidos Pool de a.a. Alfa-cetoácido → Glicose, Acetil-CoA → Oxidação → CO2 + H2O + ATP Glutamina tem importante papel como transportador de ureia para o fígado. A proteína advinda na ingestão tem uma papel de 1/3 do total das proteínas no corpo. Avaliação de Qualidade Nutricional de Proteínas A qualidade de uma proteína alimentar – qualidade e quantidade de seus a.a. essenciais Métodos químicos, biológicos, microbiológicos e clínicos. Métodos Químicos 1- Escore químico ou cômputo químico ou índice químico Compara-se a composição aminoacídica da proteína de interesse com a composição de uma proteína padrão pela razão O a.a. que se encontra em menor proporção percentual é o a.a. limitante ou 1º limitante e assim por diante. Vantagem – Simples, rápido, de baixo custo Limitação – Não considera a biodisponibilidade – digestão, absorção, metabolismo, presença de fatores antinutricionais. 2 – Digestibilidade in vitro O objetivo é mimetizar a digestão fisiológica com enzimas proteolíticas, indica a porção da proteína diferida em a.a. Métodos biológicos Métodos baseados no crescimento Métodos baseados no balanço de Nitrogênio 1 – Coeficiente de Utilização Proteica (CUP) ou Protein Efficiency Ratio (PER) Relacionado o ganho de peso do animal com a proteína teste ingerida com um o ganho obtido por animais recebendo dieta padrão Proteína padrão – Caseína ou ovoalbumina CUP = 0 – 4 CUP da caseína = 2,5 CUP >= 2 – são consideradas boa fonte proteica (acima da média) Vantagens – Fácil aplicação, classifica as proteína em uma escala de qualidade e aplica cálculos estatísticos relativamente simples Desvantagens – Ganho de peso como único parâmetro 2- Razão proteica líquida (RPL) ou Net Protein Ratio (NPR) Considera também o efeito da proteína para fins de manutenção do peso corporal. Para isso, utiliza-se também um grupo que recebe dieta aproteica. É um teste que complementa o CUP. Quanto pior a qualidade da proteína, maior a diferença entre NPR e CUP. 3 – Digestibilidade Verdadeira Avalia o aproveitamento biológico de uma proteína, sendo a fração percentual do N total ingerido que o organismo vivo não absorve. Pode-se calcular também a digestibilidade aparente Escore Químico corrigido pela Digestibilidade (PDCCAS) Atualmente é o preferencial para avaliação de dietas humanas Recomendado pela FAO desde 1989 Quando uma proteína tem PDCCAS > 100 é considerada 100 Principais limitações – validade do escore padrão FAO (1985) validade da correção de Dv fecal nivelamento de valores acima de 100 para 100