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Liderança e Motivação Dannilo Dayvid Curso Técnico em Recursos Humanos Educação a Distância 2021 Liderança e Motivação Dannilo Dayvid Curso Técnico em Recursos Humanos Escola Técnica Estadual Professor Antônio Carlos Gomes da Costa Educação a Distância Recife 1.ed. | Fev. 2021 Catalogação e Normalização Hugo Cavalcanti (Crb-4 2129) Diagramação Jailson Miranda Coordenação Executiva George Bento Catunda Renata Marques de Otero Manoel Vanderley dos Santos Neto Coordenação Geral Maria de Araújo Medeiros Souza Maria de Lourdes Cordeiro Marques Secretaria Executiva de Educação Integral e Profissional Escola Técnica Estadual Professor Antônio Carlos Gomes da Costa Gerência de Educação a distância Professor(es) Autor(es) Dannilo Dayvid da Silva Revisão Dannilo Dayvid da Silva Coordenação de Curso Cristiane Maria de Oliveira Coordenação Design Educacional Deisiane Gomes Bazante Design Educacional Ana Cristina do Amaral e Silva Jaeger Helisangela Maria Andrade Ferreira Izabela Pereira Cavalcanti Jailson Miranda Roberto de Freitas Morais Sobrinho Descrição de imagens Sunnye Rose Carlos Gomes Sumário Introdução .............................................................................................................................................. 4 1.Competência 01 | Compreender a Adaptação à Cultura Organizacional ........................................... 6 1.1 Cultura......................................................................................................................................................... 6 1.2 Cultura Organizacional ou Cultura Corporativa .......................................................................................... 7 1.3 A Natureza da Cultura Organizacional ........................................................................................................ 9 1.4 Profundidade da Cultura Organizacional: Analogia do iceberg ................................................................ 10 1.5 Níveis (ou componentes) da Cultura Organizacional: O modelo de Schein ............................................. 11 1.6 Tipos de Cultura Organizacional: O Modelo de Handy ............................................................................. 14 1.6.1 Culturas de Poder .................................................................................................................................. 15 1.6.2 Culturas de Função ................................................................................................................................ 15 1.6.3 Culturas de Tarefa .................................................................................................................................. 16 1.6.4 Culturas de Pessoas ............................................................................................................................... 17 1.7 Culture Code ............................................................................................................................................. 19 1.8 Diferença entre Cultura Organizacional e Culture Code .......................................................................... 20 1.9 Elaborando o Culture Code ....................................................................................................................... 21 1.10 Missão, Visão e Valores .......................................................................................................................... 22 1.10.1 Missão .................................................................................................................................................. 23 1.10.2 Visão ..................................................................................................................................................... 25 1.10.3 Valores ................................................................................................................................................. 26 2.Competência 02 | Conhecer o Contexto de Liderança ..................................................................... 31 2.1 Liderança de grupos e equipes ................................................................................................................. 31 2.2 Chefe X Líder ............................................................................................................................................. 32 2.3 Teoria dos Traços de Liderança ................................................................................................................ 33 2.4 Teorias Comportamentais ........................................................................................................................ 35 2.5 Estilos de liderança ................................................................................................................................... 37 2.5.1 Gestores autocráticos ............................................................................................................................ 38 2.5.2 Gestores democráticos .......................................................................................................................... 39 2.5.3 Gestores paternalistas ........................................................................................................................... 39 2.6 Teoria das Contingências e a Liderança Situacional ................................................................................. 40 2.7 Fatores externos e internos que influenciam o estilo de liderança ......................................................... 42 2.8 Teoria X e Y de McGregor ......................................................................................................................... 43 2.8.1 Teoria X .................................................................................................................................................. 44 2.8.2 Teoria Y .................................................................................................................................................. 44 2.9 Liderança Organizacional .......................................................................................................................... 46 2.10 Liderança e Mudança Organizacional ..................................................................................................... 47 2.11 Qual o melhor estilo de liderança? ......................................................................................................... 51 3.Competência 03 | Compreender a Importância da Motivação no Ambiente Organizacional ......... 54 3.1 Clima Organizacional ................................................................................................................................ 54 3.2 Cultura e Clima Organizacional ................................................................................................................. 55 3.3 Indicadores de Clima Organizacional ........................................................................................................ 56 3.4 Motivação ................................................................................................................................................. 58 3.5 Teorias Motivacionais ............................................................................................................................... 61 3.6 F.W. Taylor e a gestão científica ............................................................................................................... 62 3.7 Elton Mayo e a escoladas relações humanas .......................................................................................... 66 3.7.1 Conclusões de Mayo .............................................................................................................................. 68 3.8 Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow ................................................................................. 70 3.9 A teoria dos dois fatores de Herzberg ...................................................................................................... 75 3.9.1 Movimento e motivação ........................................................................................................................ 78 3.9.2 Enriquecimento do cargo (job enrichment) ........................................................................................... 79 Conclusão ............................................................................................................................................. 83 Referências ........................................................................................................................................... 84 Minicurrículo do Professor ................................................................................................................... 86 Dannilo Dayvid ................................................................................................................................................ 86 4 Introdução Sejam muito bem-vindos a mais esta importante e interessante disciplina de nosso curso técnico. Vivemos em um ambiente cultural, a ação humana sobre a natureza se traduz na cultura. Quer seja no seu país, seu local de trabalho ou mesmo na família. E em meio a culturas diferentes em constante atrito entre o tradicional e o diferente se sobressaem a figura dos líderes. E com os líderes há obviamente a liderança e a forma como ela será aplicada perante seus liderados, a forma como o líder os motivará a seguir determinada direção em meio a cultura daquela organização. Liderança e Motivação é não apenas sobre liderar e motivar um determinado grupo de pessoas, é sobre compreender estas pessoas, a cultura de um ambiente, seus níveis, sua profundidade, é saber qual tipo de líder ideal para determinado grupo e como aplicar a liderança de forma adequada levando em consideração o que motiva e contribui para alcançar os objetivos estabelecidos. Na Competência 01 - Compreender a Adaptação à Cultura Organizacional: Compreenderemos o que é a cultura e por sua vez como ela acontece no ambiente organizacional através de seus níveis, profundidades e componentes. Na Competência 02 - Conhecer o Contexto de Liderança: Conheceremos os conceitos de liderança e a evolução dos estudos quanto aos líderes conforme importantes estudos foram sendo publicados e aplicados no ambiente profissional. Na Competência 03 - Compreender a Importância da Motivação no Ambiente Organizacional: Estudaremos a partir do clima organizacional os conceitos e formas de motivação no ambiente profissional. Neste e-book você também encontrará indicações com links contendo vídeos, artigos e matérias com temas relacionados aos tratados ao longo da disciplina, ou mesmo curiosidades e indicações de filmes e ou séries que abordem entre outras cosias, aquilo que estudamos. Além é claro de imagens, tabelas e retratos que ilustram situações, explicações e pessoas citadas. Bons estudos! 5 Figura 01 - Cultura Organizacional e o processo da liderança. Fonte: https://www.agendor.com.br/blog/automatizacao-de-tarefas/ Descrição: ilustração de pessoas trabalhando e sendo lideradas para impulsionar um foguete em alusão ao funcionamento de uma organização. https://www.agendor.com.br/blog/automatizacao-de-tarefas/ Competência 01 6 1.Competência 01 | Compreender a Adaptação à Cultura Organizacional 1.1 Cultura De acordo com Chiavenato (2014), a cultura é um termo genérico utilizado para significar duas interpretações diferentes, de um lado o conjunto de costumes, civilização e realizações de uma época ou povo; de outro lado, artes, erudição e demais manifestações mais sofisticadas do intelecto e da sensibilidade humanas. Para Tarapanoff (2012), a cultura está inserida na linguagem, em palavras, frases, vocábulos e expressões que os grupos individuais desenvolvem. Também se encontra nos artefatos, objetos materiais que um grupo produz (de máquinas a objetos decorativos, de edifícios às belas artes). Silva (2008), demonstra que há cultura pode ser dividida em: • Núcleo da Cultura Que sintetiza os valores, estes por sua vez, em resumo, são crenças sobre a forma correta de se comportar. • Histórias Contos sobre eventos que conduzem aos valores centrais. • Ritos e Rituais Celebração de Heróis e eventos exibindo os valores centrais • Heróis Pessoas do passado ou presente que demonstram os valores centrais. • Símbolos Linguagem e outros aspectos que conduzem aos valores centrais. Competência 01 7 Quadro 01 – Núcleo da Cultura. Fonte: adaptado de Silva (2008 p. 386). Descrição: quadro ilustrando a cultura de poder com seus elementos interligados entre si. 1.2 Cultura Organizacional ou Cultura Corporativa Segundo Silva (2008) O ambiente interno de uma organização, denominado de Cultura Organizacional ou ainda Cultura Corporativa, contém peculiaridades que diferencia as instituições umas das outras. A cultura de uma organização por refletir o ambiente interno desta, é um componente crítico que deve ser gerido e para isso precisa primeiramente ser compreendido. Para Chiavenato (2014) a cultura organizacional também chamada de cultura corporativa é o conjunto de hábitos e crenças estabelecidos por normas, valores, atitudes e expectativas que é compartilhado por todos os membros de uma organização (mesmo aqueles que se opõem compartilham de parte destas características ou foram influenciados por algumas destas). Refere-se ao sistema de significados compartilhados por todos os membros e que distingue uma organização das demais. Constitui o modo institucionalizado de pensar e agir que existem em uma organização. NÚCELO DA CULTURA HISTÓRIAS HERÓIS SÍMBOLOS RITOS E RITUAIS Competência 01 8 A essência da cultura de uma empresa é expressa pela maneira com que faz seus negócios, a maneira com que trata seus clientes e funcionários, o grau de autonomia ou liberdade que existe em suas unidades ou escritórios e o grau de lealdade expresso por seus funcionários. A cultura organizacional representa as percepções dos dirigentes e colaboradores da organização e reflete a mentalidade que predomina na organização. Mais do que isso, a cultura organizacional é uma forma de interpretação da realidade organizacional e constitui uma modelagem para lidar com questões organizacionais. Por essa razão ela condiciona fortemente a gestão das pessoas. Para Tarapanoff (2012), a cultura organizacional é constituída de valores, crenças e sentimentos acompanhados dos artefatos (criados, herdados, compartilhados, transmitidos), sua expressão e transmissão. Para Paiva (2019), a premissa inicial de uma única cultura compartilhada pelos membros de uma organização pode ser perigosa, pois estudos recentes indicam que há várias instâncias a serem levadas em consideração, são elas: cultura dominante, subculturas e contraculturas. Veja o quadro abaixo. Instâncias de análise da cultura organizacional Instâncias Conceitos Cultura dominante Expressa os valores essenciais compartilhados pela maioria dos membros da organização. Subculturas Miniculturas dentro da organização, geralmente definidas por designações de departamento e separação geográfica. Contraculturas Miniculturas dentro daorganização, cujos valores essenciais se opõem aos compartilhados pela maioria dos membros. Quadro 02 – Instâncias de análise da cultura organizacional. Fonte: adaptado de PAIVA (2019 p. 157) apud Morgan (1996). Descrição: quadro com informações. A partir destes conceitos fica evidente que cultura dominante e subculturas promovem união e o sentimento de pertencimento entre os indivíduos de uma organização, pois favorecem a Competência 01 9 institucionalização, mantêm a organização coesa e colaboram na estabilidade do sistema social, muito embora também favoreçam o pensamento grupal. Enquanto que, no contexto organizacional os membros que compartilham da contracultura tendem a funcionar como solventes, ou seja, dissipam energias. São fundamentais no cotidiano produtivo pois colaboram em processos de mudança, propiciam inovação e promovem adaptação. Figura 02 - Cultura Organizacional. Fonte: https://portal.gentemais.com.br/voce-conhece-a-cultura-organizacional-da-sua-empresa/ Descrição: pessoas montando um quebra cabeça juntas, em metáfora a formação da cultura organizacional por seus profissionais. 1.3 A Natureza da Cultura Organizacional As culturas organizacionais são desenvolvidas a partir de diversas fontes, que vão desde as ideias dos indivíduos envolvidos como seus fundadores e líderes, até as políticas corporativas como de cargos, gestão da qualidade ou mudanças corporativas. Há três aspectos da cultura organizacional Relembre sobre o que é o pensamento grupal: http://rogeriocher.com.br/2017/12/03/o-que-e-pensamento-de-grupo/ https://portal.gentemais.com.br/voce-conhece-a-cultura-organizacional-da-sua-empresa/ http://rogeriocher.com.br/2017/12/03/o-que-e-pensamento-de-grupo/ Competência 01 10 que são particularmente relevantes para analisar o impacto da cultura sobre a organização: direção, difusão e força. • Direção A direção diz respeito ao grau em que a cultura apoia e interfere o alcance das metas organizacionais. • Difusão A difusão por sua vez é sobre o quanto a cultura está disseminada entre os membros da organização ou se está distribuída de forma irregular. • Força A força por fim é sobre o grau em que os integrantes aceitam os valores e demais aspectos da cultura organizacional. Com base nisso podemos perceber se uma cultura tem impacto positivo ou impacto negativo na eficácia organizacional. Quando ela poia as metas organizacionais, é amplamente compartilhada e profundamente internalizada pelos seus membros ela possui impacto positivo. Por outro lado, se mesmo com as características citadas acima, ela influencia o comportamento dos funcionários em direção contrária aos das metas organizacionais, isso causará um impacto negativo. 1.4 Profundidade da Cultura Organizacional: Analogia do iceberg Alguns aspectos da cultura organizacional são percebidos mais facilmente, enquanto outros são menos visíveis e de difícil percepção. A cultura reflete um iceberg. Apenas uma pequena porção do iceberg fica acima do nível da água e constitui a parte visível. A maior parte permanece oculta sob as águas e fora da visão das pessoas. Da mesma maneira, a cultura organizacional mostra aspectos formais e facilmente perceptíveis, como suas políticas e diretrizes, métodos e procedimentos, objetivos, estrutura organizacional e a tecnologia adotada. Contudo, ela oculta alguns aspectos informais, como percepções, sentimentos, atitudes, valores, interações informais, normas grupais, etc. Os aspectos ocultos da cultura organizacional são os mais difíceis de compreender e interpretar, como também de mudar ou sofrer transformações. Competência 01 11 O iceberg da cultura organizacional Quadro 03 – O iceberg da cultura organizacional. Fonte: adaptado de Chiavenato (2014 p. 155). Descrição: uma figura em formato de pirâmide simulando a forma de um iceberg onde sua maior parte é submersa e a parte superior, que emerge, é menor. Está dividida em aspectos formais e abertos, e informais e ocultos contendo seus elementos e no quadro azul ao lado sua definição. 1.5 Níveis (ou componentes) da Cultura Organizacional: O modelo de Schein Edgar Henry Schein (1928 Zurique, Suíça) é PHD em psicologia Social, pela Universidade de Harvard e lecionou da Sloan School of Management, no MIT (Instituto de Tecnologia de Componentes visíveis e publicamente observáveis, orientados para aspectos operacionais e de tarefas. Componentes invisíveis e cobertos, afetivos e emocionais, orientados para aspectos sociais e psicológicos. Aspectos formais e abertos Estrutura organizacional Títulos e descrição de cargos Objetivos e estratégias Tecnologia e práticas operacionais Políticas e diretrizes de pessoal Métodos e procedimentos Medidas de produtividade física e financeira Aspectos informais e ocultos Padrões de influenciação e de poder Percepções e atitudes das pessoas Sentimentos e normas de grupo Valores e expectativas Padrões de interações informais Normas grupais Relações afetivas Competência 01 12 Massachisetts). É considerado um dos maiores especialistas em cultura organizacional, devido a suas pesquisas e análises. Segundo o modelo de Schein, toda cultura se apresenta em três diferentes níveis (em algumas literaturas também chamado por componentes): artefatos, valores compartilhados e pressuposições básicas. Veja a seguir: • Artefatos: o primeiro nível da cultura, o mais superficial, visível e perceptível. Artefatos são as coisas concretas que cada pessoa vê, ouve e sente quando se depara com uma organização. Incluem os prédios, produtos, serviços e os padrões de comportamento dos membros de uma organização. Quando se percorre os escritórios, pode-se notar como as pessoas se vestem, como falam, sobre o que conversam, como agem e se comportam, quais as coisas que são importantes relevantes para elas. Os artefatos são todas as coisas ou os eventos que indicam visual ou auditivamente como é a cultura da organização. Os símbolos, as histórias, os heróis, os lemas e as cerimôias anuais são exemplos de artefatos. • Valores compartilhados: o segundo nível da cultura. São os valores relevantes que se tornam importantes para as pessoas e que definem as razões pelas quais elas fazem o que fazem. Funcionam como justificativas aceitas por todos os membros. Em muitas culturas organizacionais, os valores são criados originalmente pelos fundadores da organização. Na DuPont, muitos dos procedimentos dos produtos são resultados dos valores atribuídos à segurança. É que a organização foi criada por um fabricante de pólvora para armas e não é nenhuma surpresa que tenha procurado fazer esse trabalho com total segurança junto aos novos membros que ingressavam no negócio. Os valores de segurança são os traços fortes da cultura da Dupont desde os tempos em que a pólvora era o núcleo principal de seus negócios. • Pressuposições básicas: o nível mais íntimo, profundo e oculto da cultura organizacional. São as crenças inconscientes, percepções, sentimentos e pressuposições dominantes nas quais as pessoas creem. A cultura prescreve a Competência 01 13 maneira de fazer as coisas, muitas vezes por pressuposições não escritas e nem sequer faladas na organização. Os três níveis da cultura organizacional Quadro 04 – Os três níveis da cultura organizacional. Fonte: adaptado de Chiavenato (2014 p. 156). Descrição: quadro ilustrando os níveis da cultura organizacional, o quadro divide-se em uma seta que vai desde a superfície até a profunda, ao lado há 3 quadros com os elementos posteriormente suas características. Superficial, visível, tangível Profunda, invisível, intangível Artefatos Valores Compartilhados Pressuposições básicas Estruturase processos organizacionais visíveis (mais fáceis de decifrar e de mudar) Filosofias, estratégias e objetivos (justificações compartilhadas) Crenças inconscientes, percepções, pensamentos e sentimentos (fontes mais profundas de valores e ações) Competência 01 14 Figura 03 - Foto retrato de Edgar H. Schein. Fonte: https://www.jankooi.com/home/Edgar_Schein.html Descrição: Edgar H. Schein em pé usando terno e óculos. 1.6 Tipos de Cultura Organizacional: O Modelo de Handy Charles B. Handy (1932 Dublin, Irlanda) é considerado um dos 50 maiores pensadores de gestão da atualidade. Formou-se na Oriel College, em Oxford e fez MBA no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Trabalhou como economista em Londres, na empresa Anglo-American e na Shell International. Também foi fundador e professor na London Business school. É autor e filósofo. Especializou-se em gestão e no behaviorismo organizacional, onde se tornou um grande teórico do tema, tendo ficado conhecido como "o filósofo da gestão". Em seu livro Deuses da administração, Charles Handy desenvolveu quatro maneiras para classificar a cultura organizacional partindo da forma como o poder age dentro destas, vejamos a seguir. https://www.jankooi.com/home/Edgar_Schein.html Competência 01 15 1.6.1 Culturas de Poder Culturas de poder (ou cultura do clube), podem ser encontradas em organizações onde há um ou mais grupos pequenos detentores do poder. Bajular o chefe pode se tornar uma força motora por trás das ações cotidianas dos funcionários. Geralmente há poucas regras ou procedimentos e a comunicação ocorre por contato pessoal. Isso pode resultar em ações questionáveis e até mesmo antiéticas para agradar o chefe. O estilo de liderança nesta situação evidentemente é o autocrático (veremos na próxima competência os estilos de liderança). E uma cultura de poder, uma rede de poder cresce a partir do centro da organização, ou seja, o centro deste poder, caracterizado na pessoa do chefe. Quadro 05 – Culturas de Poder. Fonte: Adaptado de Marcousé (2013 p. 210). Descrição: quadro ilustrando a cultura do poder, com um círculo ao centro simbolizando o mesmo enquanto dele saem setas para os retângulos azuis que são os grupos de poder. 1.6.2 Culturas de Função Culturas de função são encontradas em organizações estabelecidas que desenvolveram um conjunto de regras formais ao longo de seu crescimento. O poder existente depende da posição do indivíduo na empresa, mais do que das qualidades que ele possui. É esperado de todos os funcionários que sigam as regras e os procedimentos, promoções seguem um padrão previsível. Esta cultura organizacional é burocrática, cautelosa e tem como foco evitar erros. Geralmente é apropriada para ambientes de competitividade estáveis. Por exemplo: em indústrias com longos ciclos de vida útil de seus produtos. Todavia, se o ritmo de mudança se tornar mais rápido, os CENTRO DO PODER Competência 01 16 funcionários terão dificuldades para adaptar-se às novas condições do mercado. O estilo de liderança pode ser autocrático ou paternalista. Em uma cultura de função, o poder desce do topo da organização. Quadro 06 – Culturas de Função. Fonte: Adaptado de Marcousé (2013 p. 211). Descrição: quadro ilustrando o poder e um organograma se formando a partir deste na cultura de função. 1.6.3 Culturas de Tarefa Culturas de tarefa não possuem uma fonte de poder simples. Gerentes seniores designam projetos a equipes de empregados compostas por representantes de departamentos funcionais. (sênior significa ancião, ou seja, alguém mais velho naquela função). Cada grupo é formado para um simples empreendimento, e depois é desfeito. O poder dentro da equipe é baseado na experiência de cada indivíduo, e não depende de status ou função. Essa cultura pode ser efetiva ao lidar com ambientes competitivos onde há mudanças rápidas, pois é flexível. Por exemplo, em mercado de produtos com curtos ciclos de vida útil. Contudo, as equipes de projeto podem desenvolver seus objetivos próprios, de forma independente aos da empresa. A abordagem de liderança nestas organizações é uma mistura de paternalista e democrática. Em uma cultura de tarefa, o poder fluir dos departamentos funcionais no topo da matriz, porém, também localiza-se horizontalmente dentro de equipes de projeto. PODER Competência 01 17 Quadro 07 – Culturas de Tarefa. Fonte: Adaptado de Marcousé (2013 p. 211). Descrição: quadro ilustrando a cultura de tarefa com as setas se cruzando partindo das fontes de poder que são as equipes de projeto e os departamentos funcionais. 1.6.4 Culturas de Pessoas Culturas de pessoas (ou cultura existencial) são desenvolvidas quando indivíduos com treinamento e experiência similares compõem grupos para expandir sua experiência e dividir conhecimento. Este tipo geralmente é mais encontrado dentro de departamentos funcionais, organizações maiores e mais complexas, ou entre profissionais como advogados ou contadores. É amplamente associada à liderança democrática. Em uma cultura de pessoas, o poder reside dentro de cada grupo de indivíduos, proveniente de seus conhecimentos e habilidades em comum. Departamentos Funcionais Equipes de Projeto PODER PODER Competência 01 18 Culturas de Pessoas Quadro 08 – Culturas de Pessoas. Fonte: Adaptado de Marcousé (2013 p. 212). Descrição: quadro ilustrando a cultura de pessoas com pessoas (círculos menores) inseridas em grupos (círculos maiores) que por sua vez estão inseridos em outros grupos. Figura 04 - Foto retrato de Charles B. Handy. Competência 01 19 Fonte: https://www.goodreads.com/author/show/195681.Charles_B_Handy Descrição: Foto preto e branco de Charles B. Handy, usando terno e gravata, sorrindo com a cabeça encostada na mão esquerda. 1.7 Culture Code Agora que já sabemos o que é cultura organizacional, seus níveis, natureza e tipos, podemos estudar o que é cuture code. Todas as organizações possuem uma identidade que as diferencia umas das outras, essa identificação é formada a partir do conjunto dos itens estudados acima, combinados de diferentes formas de acordo com cada empresa. Essa identidade pode ser observada e percebida quer seja pelos profissionais de uma empresa, quer seja por seus stakeholders e isso inclui seu público alvo. Temos por exemplo gigantes do mercado tecnologico e que competem entre si: Microsfot, Apple, Google e Amazon. Elas possuem uma identidade própria e você logo fará essa associação. Temos a Microsfot com seus sistemas operacionais Windows amplamente utilizados, seu console de videogame Xbox e a logomarca da empresa com a janela, alusão ao seu principal produto. Na Apple temos hardwares de ponta como seus notebooks Macbook e smarthphones iPhone, sua logo marca da maçã mordida. Na Google temos seu navegador homônimo, seu sistema em nuvem e a logo das letras coloridas. Amazon sua loja que vende de tudo um ‘bocado’, seu serviço de stream em vídeo chamado Amazon prime e sua logo com o nome e uma uma seta formando um sorriso de A a Z. Cada uma destas empresas concorrem entre si em algum nível, seja nos hardwares, softwares ou seus produtos vendidos como serviços. https://www.goodreads.com/author/show/195681.Charles_B_Handy Competência 01 20 Figura 05 - Logo Marcas e Identidade Organizacional. Fonte: https://a57.foxnews.com/static.foxbusiness.com/foxbusiness.com/content/uploads/2020/02/0/0/MAGA- stockmarket.png?ve=1&tl=1 Descrição: logomarcas das empresas citadas no texto acima, conforme já descritas. Em resumo Culture Code é o conjunto de princípios orientadores que definem como uma empresa funciona, o que elavaloriza e acredita, quais tipos de colaboradores ela busca para atingir alta performance e como ela se desenvolve. 1.8 Diferença entre Cultura Organizacional e Culture Code O Culture Code nada mais é, se não a formalização da Cultura Organizacional de uma instituição, ou seja, é tudo aquilo que a compõe posto no papel formalmente. Trazendo um manual de práticas, processos internos e serve como ferramenta de alinhamento entre os colaboradores e a organização. Saiba mais sobre stakeholders: https://www.youtube.com/watch?v=6lVSBQOPurk https://www.sbcoaching.com.br/blog/stakeholder/ https://blog.solides.com.br/os-principais-passos-para-construir-um-time-de-sucesso/ https://www.youtube.com/watch?v=6lVSBQOPurk https://www.sbcoaching.com.br/blog/stakeholder/ Competência 01 21 1.9 Elaborando o Culture Code Elaborar um Culture Code não é um processo tão complicado, é muito mais simples do que um plano de negócios por exemplo. Para montar um é bem útil tomar como base de outras empresas consolidadas no mercado, porém até nisso o Culture Code pode diferenciar-se bastante. O culture code da Netflix tem mais de quatro mil palavras, enquanto o da empresa Clarabridge são apenas 3 frases: Somos investidos no poder da honestidade; Determinados a conquistar através do trabalho em equipe e; Famintos para construir, crescer e aprender. Veja abaixo os 3 passos listados no site da plataforma Solides (A Sólides é uma plataforma de gestão de talentos com People Analytics e Gestão Comportamental): 1. “Realize pesquisas e estabeleça um conjunto de valores fundamentais. (Para isso, você poderá manter grupos focais e escutar seus colaboradores);” 2. “Reunindo as informações, verá que existirão temas comuns: valores e crenças compartilhadas;” 3. “Liste-os e destaque os atributos chave que definem o que sua empresa se preocupa. (Por exemplo: autogerenciamento, meritocracia, honestidade, etc).” Depois de definir os valores, monte um documento detalhando cada um e porque eles são relevantes para a organização. O documento deve definir a empresa com clareza e objetividade. Site da Empresa Clarabridge (em inglês): https://www.clarabridge.com/about/ https://jobs.netflix.com/culture https://www.clarabridge.com/about/ Competência 01 22 1.10 Missão, Visão e Valores Imagine um capitão velejando, em seu navio com o leme e a luneta, 3 componentes importantes para uma viagem, da mesma forma esta é a importância de algo que está presente na cultura organizacional e impresso em seu culture code, a missão, visão e valores da instituição. Estes três pilares, são juntos, a essência de qualquer cultura corporativa, por tal motivo eles precisam estar perfeitamente alinhados com o propósito da empresa. O que não significa que estes pilares não possam ser modificados, eles podem sim, conforme a empresa evolui e alcança sua missão necessitando de nova visão e expandindo ou alterando seus valores, seria como uma contínua revisão da rota do navio. Quadro 09 - Metáfora do Capitão. Culture Code da Netflix (diretamente do site oficial, traduzido em português): https://jobs.netflix.com/culture?lang=Portugu%C3%AAs VISÃO VALORES MISSÃO https://jobs.netflix.com/culture?lang=Portugu%C3%AAs Competência 01 23 Fonte: https://lh3.googleusercontent.com/proxy/wzhLAoQ2yhTQ7z7FIH7EZu6i_XhZITT6R- qmieriKBZNTKivwCjQCQ0K96oQDTd0aUhSt3nm1qbVlCKrPsCyf5z9MpA58lnGki_f0Dmz2-7V_oENQ6V50DUdbJ1z5QM Descrição: um capitão em seu navio velejando com o leme enquanto olha o objetivo com a luneta (imagem utilizada e adaptada pelo autor para compor este quadro). Agora para que você possa saber como traçar cada um destes pilares, vamos aos conceitos e exemplos de cada um: 1.10.1 Missão A missão é o propósito da empresa existir, a razão pela qual ela funciona. Ela esclarece de forma resumida qual o negócio da orgnização, cada estratégia ou decisão tomada deve estar em alinhamento com a missão. Ela exibe o benefício que a instituição proporciona ou proporcionará ao seu público alvo. A ausência da missão pode prejudicar a elaboração de uma estratégia de crescimento pois desta forma os objetivos da empresa não estariam claros e definidos. Ela deve ser capaz de inspirar e desafiar os colaboradores a extrair deles os melhores resultados. O indicado é que seja curta, de fácil memorização como um mantra para lembrar e justificar continuamente pelo o que a organização e seus profissionais trabalham. Algumas perguntas podem ajudar na elaboração de uma boa missão: • Para que minha organização existe? • O que ela se propõe a fazer? • Para quem? • Como ela deve fazer? • Onde atuar? • Qual o papel da minha organização no mercado e na sociedade? • Quem ela quer atingir? • Qual a responsabilidade social do meu negócio? • De quais aspectos a empresa não abre mão? https://lh3.googleusercontent.com/proxy/wzhLAoQ2yhTQ7z7FIH7EZu6i_XhZITT6R-qmieriKBZNTKivwCjQCQ0K96oQDTd0aUhSt3nm1qbVlCKrPsCyf5z9MpA58lnGki_f0Dmz2-7V_oENQ6V50DUdbJ1z5QM https://lh3.googleusercontent.com/proxy/wzhLAoQ2yhTQ7z7FIH7EZu6i_XhZITT6R-qmieriKBZNTKivwCjQCQ0K96oQDTd0aUhSt3nm1qbVlCKrPsCyf5z9MpA58lnGki_f0Dmz2-7V_oENQ6V50DUdbJ1z5QM Competência 01 24 Exemplos de missões de organizações famosas: • Amazon: “Nossa missão é oferecer soluções logísticas e estratégicas de alto desempenho, para todos os segmentos, possibilitando a agilidade e segurança para nossos clientes e buscando a excelência através de uma distribuição eficaz e responsável.” • Google: “Organizar as informações do mundo todo e torná-las acessíveis e úteis em caráter universal.” • Microsoft: “Permitir às pessoas e empresas, em todo o mundo, a concretização do seu potencial”. • Apple: “A Apple está comprometida a levar a melhor experiência de computação pessoal a estudantes, educadores, profissionais criativos e consumidores do mundo todo através de seu hardware, software e serviços de internet inovadores.” Figura 06 - Foguete partindo em missão. Fonte: https://ikmob.com/10-exemplos-de-missao-visao-e-valores-para-se-inspirar/ Descrição: ilustração de um foguete partindo ao céu em missão com pessoas envolta trabalhando em seus objetivos. https://ikmob.com/10-exemplos-de-missao-visao-e-valores-para-se-inspirar/ Competência 01 25 1.10.2 Visão A visão pode ser compreendida como os sonhos ou o maior sonho da organização, aquela que é a sua maior aspiração. Representa onde a empresa quer chegar e o que ela quer se tornar a curto, médio e ou longo prazo. Entretanto de nada adianta estabelecer uma visão em algo que não é realizável, para criar a visão é necessário ter correta percepção da realidade e determinar um prazo. A visão pode ser alterada com o tempo a depender da situação da empresa e inclusive se a alcançou para estabelecer um novo destino. A visão deve ser uma frase prática, realista, visível e capaz de direcionar os esforços da empresa. Algumas perguntas podem ajudar na elaboração de uma boa visão: • O que a empresa quer se tornar? • Quem ela irá atender? • Qual o tipo de produto irá oferecer? • Como ela deseja ser vista por seus clientes? • Onde ela estará em alguns anos? • O que a empresa será? • Para onde devem ser direcionados os esforços dos gestores e colaboradores? • Essa visão é factível? Exemplos de visão de organizações famosas: Amazon: “Ser a empresa com mais foco no cliente do mundo todo e se esforçar para oferecer os menores preços possíveis de maneira que os clientes consigam encontrar e descobrir tudo o que desejem comprar.” Google: Ser referência mundial em inovação e organização de conteúdo, agregando conhecimento e bem-estar à sociedade. Competência 01 26 Microsoft: Disponibilizar às pessoas software de excelente qualidade – aqualquer momento, em qualquer local e em qualquer dispositivo Apple: Produzir produtos de alta qualidade e de fácil uso que incorporam alta tecnologia para o indivíduo, provando que alta tecnologia não precisa ser intimidadora para aqueles que não são experts em computação. Figura 07 - A lâmpada da visão. Fonte: https://ikmob.com/10-exemplos-de-missao-visao-e-valores-para-se-inspirar/ Descrição: ilustração de pessoas trabalhando envolta de uma lâmpada que simboliza a visão. 1.10.3 Valores Os valores representam os princípios, crenças e convicções que servem como diretriz para o comportamento, atitudes e decisões de todos que compõe o quadro organizacional, ou seja, para https://ikmob.com/10-exemplos-de-missao-visao-e-valores-para-se-inspirar/ Competência 01 27 guiar a postura da empresa e de seus membros. Pode-se dizer que são a pedra angular, ou rocha fundadora da empresa pois eles guiam as regras do jogo da instituição, tudo que ele fizer será com base nesse código de conduta. Os valores da empresa devem ser compartilhados por todos nela, então seus funcionários e stakeholders devem tê-los incorporados. Seguem algumas perguntas que ajudam no desenvolvimento dos valores: • Como os colaboradores devem se relacionar entre si e se portar individualmente? • Qual deve ser o relacionamento da empresa e dos colaboradores com os clientes? • Como a instituição se relaciona com a comunidade? • Qual a responsabilidade da empresa frente à sociedade? Exemplos de valores de organizações famosas: Microsoft: Integridade e honestidade. Empenho para com os clientes, parceiros e tecnologia. Abertura e respeito para com os outros e empenho para contribuir para o seu desenvolvimento. Capacidade para aceitar grandes desafios e conduzi-los até ao final. Atitude crítica, dedicação para com a qualidade e melhoramento pessoal. Assumir plena responsabilidade dos compromissos, resultados e da qualidade perante os clientes, acionistas, parceiros e colaboradores. Apple: Inovação. Qualidade e Excelência. Simplicidade é melhor que complexidade. Aquisição vertical. Competência 01 28 Qualidade é melhor do que quantidade (num portfólio). Colaboração e Polinização cruzada. Responsabilidade social e ambiental. Figura 08 - Peças dos Valores. Fonte: https://ikmob.com/10-exemplos-de-missao-visao-e-valores-para-se-inspirar/ Descrição: ilustração de um tabuleiro de xadrez com peças simbolizando os valores. Competência 01 29 Indicação de filme sobre Cultura e Cultura Organizacional Figura 09 – Capa do Filme: A Viagem de Chihiro (2003). Fonte: https://bloggallerya.files.wordpress.com/2015/08/chihiro1.jpg Descrição: Capa do filme indicado com entre várias temáticas, a da cultura organizacional abordada nesta competência. Contém um fundo azul com nuvens, o nome do filme ao centro, sobre ele a figura da Chihiro e um dragão oriental, acima destes à direita um palácio em arquitetura asiática, abaixo das letras há a Chihiro segurando os chifres do dragão enquanto voam sobre o mar (Verifique a classificação indicativa antes de assistir). Competência 01 30 Vimos aqui na competência 01, conceitos do que é cultura e cultura organizacional desde seus aspectos e níveis que impactam nas organizações e em seus indivíduos. Vimos ainda temas modernos e recentes entre eles, o culture code. Veremos na competência 02 como os indivíduos podem ser geridos dentro da cultura organizacional através da liderança, seus conceitos e estilos. Figura 10 - Gerindo a organização. Fonte: https://www.solucaocasting.com.br/blog/conheca-melhores-praticas-de-treinamento-e-desenvolvimento-de- equipes/ Descrição: ilustração de pessoas envolta de uma mesa gerindo uma empresa com dispositivos e informações. https://www.solucaocasting.com.br/blog/conheca-melhores-praticas-de-treinamento-e-desenvolvimento-de-equipes/ https://www.solucaocasting.com.br/blog/conheca-melhores-praticas-de-treinamento-e-desenvolvimento-de-equipes/ 31 Competência 02 2.Competência 02 | Conhecer o Contexto de Liderança 2.1 Liderança de grupos e equipes Soares (2015), fala que Liderança é sobre gestão de mudanças. Que ao contrário da visão restritiva que se tinha, liderança não é apenas sobre alcançar objetivos e estabelecer metas (sendo, pois, o foco no trabalho e não nas pessoas), mas sobretudo em como enfrentar as mudanças, estabelecendo direções por meio de uma visão do futuro, transmitindo assim essa visão às pessoas e as incentivando diante dos obstáculos. Paiva (2019), diz que liderança é sobre ter a capacidade de influenciar o comportamento do indivíduo ou grupo em um determinado sentido, porém deixa claro que há uma distinção entre o que de fato é liderança ou o líder e os cargos os quais geralmente são atribuídos formalmente funções de líder (o que não implica que de fato haverá uma liderança sendo exercida ali). Kwasnicka (1981), descreve o que é um líder, baseada na conotação geral, apresentada na literatura que relaciona qualidades tais como inteligência, carisma, entusiasmo, bravura, integridade, autoconfiança, etc. A literatura acerca da liderança é volumosa e contraditória. É normal acreditar que o membro mais popular do grupo naturalmente torna-se seu líder, porém, o líder do grupo é (ou ao menos deveria ser), escolhido entre os demais, por sua habilidade de atender as necessidades do grupo (essa escolha não implicaria em formalidade institucional). Grupos ou equipes de trabalho escolhem seus líderes baseados em fatores situacionais que sejam inerentes à organização como um todo, tais como: objetivos do grupo, habilidades de um indivíduo de facilitar a comunicação no grupo e entre grupos ou simplesmente a composição do grupo em termos de idade, educação, etc. Podemos resumir que, o líder executa funções vitais que contribuem para a habilidade do grupo ou equipe, em se perpetuar no seu ambiente. São elas: a) Ele inicia ações; b) Ele facilita o consenso; c) Ele provê uma ligação com o mundo externo: administradores, outros grupos de trabalho, departamentos ou setores. 32 Competência 02 Figura 11 – Liderando grupos e equipes. Fonte: http://www.opwbrasil.com.br/aprenda-como-motivar-seus-funcionarios/ Descrição: ilustração exibindo a figura do líder com seus liderados sobre um barco de papel em alto mar. 2.2 Chefe X Líder Kwasnicka (1981), também aponta para a mesma diferença citada por Paiva (2019): o líder é a pessoa que tem habilidade de influenciar ou motivar outros no trabalho ou em qualquer atividade em seu meio. Enquanto que o chefe é designado para a função que ocupa. Ele tem o poder legítimo e pode tanto premiar como punir. Sua habilidade em influenciar é baseada na autoridade formal intrínseca à sua posição, o que não o capacita necessariamente, a motivar (veremos mais da importância de motivar na competência 03). Em comparação, o líder pode tanto ser apontado como surgir naturalmente. Uma das abordagens mais comuns na literatura sobre liderança, é também que toda organização deve ter líderes eficientes. Mas então temos uma questão interessante a se pensar, se todo chefe idealmente deve também ser um líder, nem todo líder tem ou deve ter, necessariamente a capacidade de desempenhar uma atividade administrativa. 33 Competência 02 Figura 12 – Chefe X Líder. Fonte: https://blog.softwareavaliacao.com.br/wp-content/uploads/2015/06/motive-a-equipe-1024x576.jpg Descrição: ilustração comparando atitude de um chefe a de um líder, dois grupos sobre um monte puxam um aparente pesado carrinho escrito nele “business” que significa negócios em inglês. O da direita é líder, à frente da equipe, e o da esquerda é o chefe atrás da equipe. 2.3 Teoria dos Traços de LiderançaSegundo Tonet (2012), numa primeira tentativa de se identificar a figura do líder, foram pesquisados traços comportamentais que auxiliariam em seu papel. Daí surgiu, então a teoria dos traços. A teoria dos traços é proveniente de estudos do antropólogo inglês Francis Galton (1822 Birmingham, Reino Unido — 1911 Haslemere, Reino Unido). Segundo Galton, 1869, “a liderança é uma exclusividade de um número reduzido de indivíduos, mérito de poucos e reflexo de traços imutáveis que não podem ser desenvolvidos.” Vídeo animado abordando o livro O MONGE E O EXECUTIVO: o que podemos aprender sobre LIDERANÇA. https://www.youtube.com/watch?v=8KsuWERkk7Y https://www.youtube.com/watch?v=8KsuWERkk7Y 34 Competência 02 A teoria foi predominantemente aceita no período de 1920 até 1940 onde estudos na área da psicologia contribuíram para inicialmente o seu sucesso, àquela época. De acordo com a teoria dos traços o líder é aquele que possui determinado perfil diferenciando-o dos demais. Esse perfil é resultado de um conjunto de traços físicos e comportamentais que teoricamente, o habilitaria para exercer o cargo de liderança. Entre estes traços podemos citar os seguintes: • Aspectos Físicos: estatura, peso, idade, força física; • Habilidades: inteligência, fluência verbal, capacidade analítica; • Personalidade: introversão, extroversão, autocontrole, autoconfiança. Inicialmente, de acordo com esta teoria, a liderança é um fator inato, ou seja, não pode ser aprendida ou desenvolvida, apenas os indivíduos que nascem com estes traços são aptos para exercer a liderança. Apesar de diversos estudos terem sido realizados para comprovar tal teoria, nenhum deles teve absoluto sucesso, fazendo com o que esta teoria fosse posteriormente desacreditada e substituída por outras. Escorsin e Walger (2017) apud Robbins (2005) nos diz ainda, que, a teoria dos traços de liderança diferencia líderes e não líderes com base em dois fatores: • Qualidades Pessoais • Características de Personalidade Com base nessa teoria inicial, inúmeras pesquisas foram feitas elencando até 80 traços presentes em um líder, dentre estes, temos alguns pontos mais relevantes, são os seguintes: • Ambição • Energia • Desejo de Liderar • Boa Comunicação • Honestidade • Integridade • Autoconfiança 35 Competência 02 • Inteligência • Extroversão Por conta dos diversos estudos terem chegado a inúmeros traços diferentes, até divergentes, aos poucos a teoria foi caindo no descrédito, pois apesar dela ajudar a prever o surgimento de um líder, ela não permitia discernir se este líder viria a ser eficaz ou ineficaz. Figura 13 - Foto retrato de Francis Galton. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Francis_Galton Descrição: foto retrato de Galton, onde ele aparece sentado, com ambas as mãos sobre as coxas, utilizando roupas sociais de época. 2.4 Teorias Comportamentais Diante do insucesso em comprovar a teoria dos traços, os estudos deram seguimento a um novo rumo, desta vez visando não características físicas, mas sim comportamentais. Seu foco consiste nas atitudes das pessoas e desta forma poderiam ser identificados indicadores que pudessem ser desenvolvidos para alguém tornar-se um líder, por meio de treinamento por exemplo. https://pt.wikipedia.org/wiki/Francis_Galton 36 Competência 02 As teorias comportamentais são baseadas em pesquisas da época e apontam para existências de estilos de liderança. Desta forma conciliar-se-ia o estilo de liderança com o tipo de liderados e o trabalho a ser desempenhado. Caro estudante é importante ressaltar aqui que a literatura no entorno deste tema é bastante variada, para alguns autores os nomes e estilos de liderança variam, subdividem-se ou se fundem, iremos aqui abordar brevemente duas formas, esta, abaixo e outra mais a frente, porém perceba como ainda são similares as descrições de determinados estilos. Veja a seguir os tipos de liderança: • Liderança Autocrática: Neste estilo de liderança o líder centraliza o poder e a tomada de decisões, as ordens dadas não são contrariadas e são seguidas de acordo, sem alterações. • Liderança Democrática: Neste estilo oposto ao anterior o líder delega funções e compartilha ideias para que os liderados façam parte da tomada de decisão. • Liderança Liberal (laissez-faire): Neste estilo o líder tem pouca participação diante do grupo, onde todas as funções e responsabilidades são delegadas aos liderados. O líder atua mais como um provedor de recursos. 37 Competência 02 Figura 14 – Capitão América: Guerra Civil (filme 2016). Fonte: https://wallpapercave.com/iron-man-civil-war-wallpapers Descrição: Capitão América Vs Homem de Ferro, personagens fictícios das Marvel Comics, ambos arquétipos de liderança divergentes que entram em embate ideológico no filme Capitão América: Guerra Civil (2016). No filme Capitão América com uma liderança mais democrática entra em atrito com o Homem de Ferro que com liderança mais autocrática quer forçar os heróis a se submeterem ao governo. 2.5 Estilos de liderança De acordo com Marcousé (2013), Estilo de Gestão é o nome que se dá a maneira como os gestores lidam com seus funcionários. Alguns gestores tendem a ser mais rígidos com seus trabalhadores, cobrando prazos e metas cumpridos dentro do prazo com pouca ou nenhuma flexibilidade. Outros são mais tranquilos e compreensivos, caso haja um motivo adequado para uma tarefa ou serviço não ter sido cumprido no prazo estabelecido, eles aceitarão isso e flexibilizarão o Para ser líder é preciso encarar a solidão https://www.youtube.com/watch?v=ejsa6UQKYO8 https://www.youtube.com/watch?v=ejsa6UQKYO8 38 Competência 02 tempo. Ainda que a forma com a qual as pessoas gerenciem, varie levemente de uma para outra, seus estilos podem ser categorizados em três tipos: Autocrático, Democrático e Paternalista. Pressupostos e abordagens dos três tipos de líder Autocrático Democrático Paternalista Estilo derivado de: Uma visão taylonista da equipe Crença na necessidade de ordem superior de Maslow ou nos fatores motivacionais de Herzeberg. Trabalho de Mayo sobre as relações humanas e as necessidades de ordem média e inferior de Maslow. Abordagem da equipe Ordens devem ser obedecidas Delegação de autoridade. Consulta à equipe. Abordagem da remuneração da equipe. Pagamento por resultados, por exemplo, pagamento por peça. Salário e, eventualmente, distribuição de ações. Salário mais amplo e pacote de benefícios. Abordagem da gestão de recursos humanos. Recrutamento e treinamento baseados em habilidades: avaliação ligada à remuneração. Recrutamento e treinamento baseados em atitudes e trabalho de equipe. Ênfase no treinamento e na avaliação para desenvolvimento pessoal. Quadro 10 – Pressupostos e abordagens dos três tipos de líder. Fonte: adaptado de Marcousé (2013 p. 53,54). Descrição: quadro com informações. 2.5.1 Gestores autocráticos Gestores autocráticos são autoritários: dizem aos funcionários o que fazer e não levam tanto em consideração o que eles têm a opinar. Gestores autocráticos sabem o que querem que seja 39 Competência 02 feito e como deve ser feito. A comunicação se dá geralmente por via de mão única, de cima para baixo, dão as ordens e não querem muito feedback. 2.5.2 Gestores democráticos Gestores democráticos, em contrapartida, gostam de envolver seus funcionários nas decisões. Tendem a ouvir as ideias dos funcionários e fomentar que contribuam nas discussões. A comunicação geralmente se dá por via de mão dupla. Os gestores compartilham a ideia e os funcionários dão propostas e feedbacks. Gestores democráticos regularmente delegam o poder de tomada de decisão a suasequipes. A delegação da autoridade, que está no centro da liderança democrática pode ser abordada de diferentes formas a depender da situação e objetivos, são elas: • Gestão por Objetivos Nessa situação o líder define objetivos claros com a equipe, fornece os recursos necessários e permite que decisões sejam tomadas diariamente pela equipe em questão. • Laissez – Faire É francês, pronuncia-se "lècê fér" e significa: deixai fazer. É um dos lemas do liberalismo econômico. Ocorre quando os gestores estão tão ocupados ou são tão ‘preguiçosos’ que não conseguem ou não querem garantir que a equipe saiba o que fazer ou como fazê-lo. Algumas pessoas têm boa capacidade de responder à liberdade de decisão sobre como gerir sua profissão e tarefas, outros, no entanto, não tem a mesma capacidade e podem vir a comprometerem seu trabalho. 2.5.3 Gestores paternalistas Um gestor paternalista tem esse nome justamente por pensar e agir como um pai. Procura agir da melhor forma para a equipe. Pode haver consulta acerca da opinião dos funcionários, mas as decisões são tomadas por ele na posição de chefe da família. Esse tipo de gestor acredita que 40 Competência 02 os funcionários precisam de direcionamento, mas ao mesmo tempo precisam de cuidados adequados. Estão geralmente interessados na segurança e necessidades sociais da equipe. É interessante pois ao mesmo tempo que se preocupam com o estado emocional dos seus liderados, sua abordagem final é bastante similar a autocrática. Figura 15 – Batman vs Superman (filme 2016). Fonte: https://www.teahub.io/viewwp/iJiwom_batman-vs-superman-live-wallpaper-superman-justice-league/ Descrição: Batman e Superman, dois personagens fictícios da DC Comics entram em embate ideológico no filme quando Batman começa a perceber o Superman como um ser diferente, uma ameaça externa. Ambos com formas distintas de liderar seus fãs e o povo, entram em embate ideológico até perceberam que são semelhantes. 2.6 Teoria das Contingências e a Liderança Situacional Escorsin e Walger (2017) ao citarem a teoria das contingências falam que, tal teoria é predominante no estudo da liderança atualmente, pois surgiu da necessidade de transpor traços ou estilos comportamentais dos líderes e os adaptarem para as situações por mais diferentes que possam ser. Esta teoria também é popularmente denominada como teoria da liderança situacional. O que acontece é que pesquisadores perceberam que manter o tempo todo o mesmo estilo de liderança não é inteligente, tendo em vista as mudanças do mundo contemporâneo. Foi apontado que, é mais eficiente adaptar o estilo de liderança de acordo com cada situação e fatores, algumas 41 Competência 02 vezes o estilo X será mais indicado para a situação A, tanto quanto o estilo Y será melhor na situação B e assim por diante. É importante salientar que não existe um estilo de liderança absolutamente superior a qualquer outro, cada estilo cabe a um tipo de liderados e trabalho desempenhado, geralmente a liderança autocrática é utilizada para funções mais objetivas e braçais como na construção civil e setor militar; a liderança democrática para meios organizacionais mais complexos com grande diversidade de ideias e pessoas e por último o estilo liberal utilizado em setores artísticos e criativos onde a liberdade intensifica a produtividade. O estilo de liderança empregado no grupo e ambiente errado é certamente prejudicial na produtividade, relacionamento interpessoal dos membros da equipe e capacidade de cumprir os objetivos. Fatores que afetam o estilo de liderança. Quadro 11 – Fatores que afetam o estilo de liderança. Fonte: adaptado de Marcousé (2013 p. 59). Descrição: quadro ilustrando os principais fatores que afetam o estilo a ser tomado ao liderar. FATORES QUE AFETAM O ESTILO DE LIDERANÇA CONTEXTO DE MUDANÇA RISCO HABILIDADES DO GESTOR E DA FORÇA DE TRABALHO RESTRIÇÃO DE TEMPO PERSONALIDADE NATUREZA DA TAREFA 42 Competência 02 2.7 Fatores externos e internos que influenciam o estilo de liderança O que influencia, ou determina um determinado estilo de liderança em uma organização? Bem algumas empresas podem ser lideradas por um autocrata, ou seja, alguém centralizador, controlador, isso pode ocorrer devido a natureza da empresa. Por exemplo, sabemos que o McDonald`s geralmente emprega pessoas jovens por períodos relativamente curtos, comprometendo o objetivo da delegação. Já a empresa Facebook, que precisa constantemente desenvolver aplicações e melhorias para movimentar os usuários, deve naturalmente ser democrática. O líder, precisa de gênios de software brilhantes, que permanecerão na empresa conforme criem e desenvolvam novos impactos. Assim, o chefe deve informar a todos que as opiniões dos funcionários realmente importam. Entre os diversos fatores externos que influenciam o estilo de liderança, estão: • O mercado: é estático e lento, ou dinâmico, com curtos ciclos de vida dos produtos? • Os concorrentes: quão duros e competentes são os concorrentes? • A expansão: há maiores oportunidades se expandindo, seja para outros estados ou mesmo internacionalmente? Entre os diversos fatores internos que influenciam o estilo de liderança, estão: • A cultura: a cultura juntamente a história da organização; • O recrutamento: a qualidade do recrutamento passado, determinando se o líder pode depositar confiança total ou parcial na qualidade e comprometimento dos funcionários; 43 Competência 02 • Os recursos: os recursos disponíveis para a companhia; por exemplo, se as finanças estão fracas, uma redução dos níveis hierárquicos, e, depois, uma liderança autocrática, podem ser necessárias para fazer as coisas acontecerem. Figura 16 – The Boys (série 2019). Fonte: https://wall.alphacoders.com/by_sub_category.php?id=317706&name=The+Boys+Wallpapers Descrição: Seguindo os arquétipos de liderança exibidos na cultura pop, temos a série The boys que mostra o embate entre os diferentes estilos de liderança dos ‘Sete, os “heróis” da Vought e os “rapazes”. Com um olhar mais apurado, podemos observar ainda inclusive os conflitos entre os liderados e líderes de cada um dos grupos. 2.8 Teoria X e Y de McGregor Na década de 1950, Douglas McGregor (1906 Michigan, EUA – 1964 Massachusetts, EUA) participou de uma pesquisa com gestores nos Estados Unidos e identificou dois estilos diferentes de gestão, ao qual denominou Teoria X e Teoria Y. 44 Competência 02 2.8.1 Teoria X Na Teoria X os gestores tendem a desconfiar de seus subordinados, acreditam ainda que os funcionários não gostam da função ou trabalho que desempenham e precisam de constante controle. McGregor disse que muitos gestores acreditam que o ser humano médio tem uma aversão inerente ao trabalho e o evitará o quanto for possível. É necessário enfatizar, que MacGregor não está fazendo tal afirmação dentro de uma teoria baseada nos próprios trabalhadores, mas sim, em uma teoria acerca dos gestores. Em resumo pode-se dizer que a Teoria X é sobre a visão que os gestores têm (ou tinham à época) sobre a força de trabalho a qual gerenciam. É presumível que por conta das características de liderar dos gestores compreendidos na Teoria X, seu estilo de liderança seja o Autocrático pois delegam menos autoridade ou nenhuma, além da necessidade que creem de haver controle o tempo todo. 2.8.2 Teoria Y Na Teoria Y, os gestores em comparação à teoria anterior, acreditam que os funcionários gostam da função ou trabalho que desempenham e querem contribuir com ideias e esforços. Dentro desta perspectiva, um gestor da Teoria Y, provavelmente envolverá os funcionários nas decisões a serem tomadas e dará a eles maior responsabilidade. É possível associaro estilo de liderança dos gestores descritos segundo a Teoria Y pendendo mais para o estilo de liderança Democrático, pois é presumível que sua abordagem seria a de delegar autoridade para que seja possível atingir os objetivos. Gestores da Teoria X versus Gestores da Teoria Y Gestores da Teoria X acreditam que: Gestores da Teoria Y acreditam que: Os funcionários não gostam de trabalho e vão evita-lo se possível. Colocar algum esforço no trabalho é tão natural quanto divertir-se e descansar; os funcionários gostam de trabalhar. 45 Competência 02 Os funcionários preferem ser direcionados, querem evitar responsabilidade e têm pouca ambição. Os funcionários querem responsabilidade desde que haja recompensas adequadas. Os funcionários precisam ser controlados e coagidos para realizar sua função e alcançar seus objetivos. Em geral, os funcionários são criativos e tem capacidade de decisão e autonomia. Quadro 12 – Gestores da Teoria X versus Gestores da Teoria Y. Fonte: adaptado de Marcousé (2013 p. 56). Descrição: quadro com informações. Figura 17 – Capa do livro de Douglas McGregor contendo sua foto retrato. Fonte: https://kbimages1-a.akamaihd.net/5f115a86-b942-4706-8ffa-3b96a491ba51/1200/1200/False/the-human-side- of-enterprise-annotated-edition.jpg Descrição: Capa do livro the human side of enterprise, contendo a foto de McGregor sentado com vestes sociais, relógio e um cachimbo na mão esquerda. 46 Competência 02 Em seu livro, O lado humano da empresa de 1987 (The human side of enterprise), McGregor recorre as teorias de Maslow e de Herzberg (as quais veremos na Competência 03). Portanto, as teorias destes 3 autores, estão intimamente ligadas contendo pontos em comum. A grande contribuição de McGregor foi definir claramente questões de psicologia industrial no contexto de gestão de empresas. Enquanto que a Teoria de Herzberg focava na motivação, a de Teoria Maslow nas necessidades humanas e McGregor estudava os estilos de gestão e consequentemente de liderança. 2.9 Liderança Organizacional A liderança organizacional refere-se sobretudo a um conjunto de ações por parte do líder junto aos seus liderados, para que a organização chegue ao nível de excelência. Entre estas Ações podemos citar: • Escolha Assertiva de Estratégias; • Organização das Atividades; • Motivação dos Colaboradores; • Manutenção do Relacionamento Interpessoal; • Desenvolvimento de Habilidades e Competências; • Gestão de Crise. Uma liderança organizacional de excelência garante empenho e cooperação de todos os seus colaboradores pois este tipo de líder se utiliza do conhecimento e experiência em todos os tópicos que estudamos até este momento, desde as técnicas de gestão até as teorias motivacionais. O papel do líder organizacional é o de guiar, instruir, delegar, corrigir, dar feedbacks, reconhecer e coordenar os profissionais de sua equipe para alcançarem com eficácia os objetivos traçados pela gestão empresarial. Para desenvolver a liderança organizacional é preciso conhecer e aplicar as técnicas e competências de gestão de pessoas adaptando-as às necessidades da organização, sua cultura organizacional e o perfil comportamental de seus liderados, sempre dando feedbacks de maneira https://www.ibccoaching.com.br/portal/lideranca-e-motivacao/como-motivar-seus-funcionarios-maneira-correta/ https://www.ibccoaching.com.br/portal/rh-gestao-pessoas/desenvolvimento-competencias-habilidades/ 47 Competência 02 qualificada, treinando e desenvolvendo-os, bem como monitorando-os de forma competente e profissional. Figura 18 – Liderança e objetivos e resultados. Fonte: https://www.rhmaster.com.br/10-formas-de-motivar-seus-colaboradores/ Descrição: ilustração de uma equipe com seu líder segurando uma flecha visando alcançar o alvo. 2.10 Liderança e Mudança Organizacional Veremos o papel da liderança em gerenciar a mudança. Cada organização, por sua cultura e até estilo de liderança/gestão, se prepara de uma forma diferente para as mudanças, quer sejam planejadas, quer sejam mudanças súbitas. A mudança raramente é bem-vinda ou fácil, e o trabalho de um líder é diante desta, executar os pontos a seguir: O papel da liderança em períodos de pandemia https://portal.fgv.br/papel-lideranca-periodos-pandemia https://portal.fgv.br/papel-lideranca-periodos-pandemia 48 Competência 02 • Garantir que as pressões por mudança sejam compreendidas – inicialmente entre os membros da diretoria e posteriormente pelo restante da organização. • Construir uma visão clara sobre como será o futuro e uma narrativa que explique e justifique os passos para que levam de um ponto a outro. Isso apenas deve ser feito depois de um processo de consulta que esclareça o que querem os membros da equipe. Caso os funcionários se coloquem contrários à visão do líder, este deve ter certeza que todos compreendam o seu ponto de vista e ou, os motivos que levaram a necessidade da mudança. • Nomear os diretores certos para cuidar de cada aspecto da mudança, garantindo que todos saibam que foi delegada ao líder a completa autoridade sobre estes aspectos (alertando para que os funcionários não se interponham em seu caminho, caso contrário, estariam atrapalhando-o junto ao processo de mudança). Ainda também, ajudar os diretores com os recursos necessários e o suporte. • Continuar, mesmo durante o difícil período de curto prazo quando rompimentos causados pela mudança parecerem ultrapassar quaisquer ganhos em um longo prazo. Nesta fase, os diretores delegados para a mudança, precisão de apoio público e total do líder. 49 Competência 02 Figura 19 – Liderança apoio e aprovação. Fonte: http://www.lecnews.com.br/blog/como-se-destacar-no-trabalho/ Descrição: ilustração de um líder ao centro e mãos em sinal de aprovação com o polegar para cima em seu redor. Se isto soou para você como algo difícil, quer dizer que você entendeu a situação de forma correta, a bem da verdade sabemos como funcionários que somos nas organizações as quais trabalhamos, que nem toda mudança ou aspectos da mudança são necessários, ou mesmo farão a mudança para melhor. Algumas mudanças são necessárias, mas ainda trazem consigo aspectos que ironicamente a dificultam ou a sabotam. Isso se deve justamente porquê funcionários, ou em alguns casos, clientes, não foram consultados acerca da mudança e seus aspectos. Os diretores delegados para a mudança, percebem que sua análise inicial do problema não estava 100% precisa, ou seja, é o caso de mudar a mudança. Cabe então ao líder interromper o processo neste ponto ou continuar com ele como se não tivesse percebido a problemática gerada, as vezes de fato não percebe. Sabemos que segundo diversas literaturas, há quatro tipos principais de liderança: autocrática, democrática, paternalista e liberal (laissez faire). Ao lidar e gerenciar a mudança, estes diferentes tipos de líderes, tratam o processo de acordo com a tabela a seguir. Estilos de liderança e o processo de mudança Atitudes de cada estilo: Autocrático Democrático Paternalista Liberal (Laissez Faire) Entende o escopo da mudança necessária Líder contrata um consultor de gerenciamento que se reporta diretamente a ele. Discussão e consulta serão delegados para os gestores médios, cuidando da inclusão de funcionários de base. Líder faz um extensivo exercício de consulta ente os funcionários baseado nas questões ou Uma organização liberal pode ter se antecipado à mudança, ou pode reagir apenas muito tarde. http://www.lecnews.com.br/blog/como-se-destacar-no-trabalho/ 50 Competência 02 problemas conhecidos. Constrói uma visão clara O consultor de gerenciamento escreveuma Declaração de Visão. Isto deve surgir talvez de sugestões de funcionários da base da empresa. Isto, novamente, será feito após consulta, embora o líder tome a decisão final. Um líder liberal pode esperar que os funcionários entendam a visão conforme as coisas surjam. Nomeia gestores de mudança Podem, novamente, ser consultores de gerenciamento: quaisquer apontamentos externos são usados para fazer aquilo que o chefe quer. Eles serão selecionados entre os melhores e mais brilhantes na organização. Estes serão nomeados dos conhecidos “jogadores do time”, ou seja, aqueles que compram a visão decidida pelo líder. Isto é improvável de acontecer; será esperado de todos mudança no decorrer do tempo. Segue em frente ao enfrentar problemas em curto prazo Quaisquer críticas internas podem ser postas de lado ou “ser redundantes”. Se todos compartilham a visão e concordam com a estratégia, este estágio não deve ser um problema real. Quando as coisas ficam difíceis, o líder vai recorrer ao resistente amor familiar e à necessidade de ficarem juntos. Porque a mudança será menos controlada e, assim, mais vagarosa e orgânica este problema não deve ocorrer. 51 Competência 02 Quadro 13 – Estilos de liderança e o processo de mudança. Fonte: adaptado de Marcousé (2013 p. 199). Descrição: quadro com informações. 2.11 Qual o melhor estilo de liderança? É natural que você esteja se perguntando, então professor, qual o estilo de liderança ou abordagem de gestão “correta”? A resposta é bem simples, não existe um estilo ou abordagem “corretos” como já foi dito, existe o adequado para determinada situação, equipe ou funcionário, por exemplo. Vai depender se a organização está passando por um tempo de crise, como a da pandemia do Corona Vírus em 2020 - 2021, ou se o funcionário é um estagiário ou veterano, ou mesmo o tipo de trabalho, se é algo mais criativo ou ordenado. Algumas vezes, o mesmo gestor/líder, terá que ter duas abordagens diferentes ao mesmo tempo, com funcionários, equipes ou objetivos distintos, e é aí que reside o prisma de ser um líder e não apenas mais um chefe que utiliza uma abordagem única o tempo todo. Liderança na pandemia: O que dizer quando você não sabe a resposta https://www.forbes.com.br/carreira/2020/07/lideranca-na-pandemia-o-que- dizer-quando-voce-nao-sabe-a-resposta/#foto1 https://www.forbes.com.br/carreira/2020/07/lideranca-na-pandemia-o-que-dizer-quando-voce-nao-sabe-a-resposta/#foto1 https://www.forbes.com.br/carreira/2020/07/lideranca-na-pandemia-o-que-dizer-quando-voce-nao-sabe-a-resposta/#foto1 52 Competência 02 Figura 20 – Liderança por objetivos. Fonte: https://blog.trackmob.com.br/inovacao-nas-organizacoes-lideranca-catalitica/ Descrição: ilustração com o líder e seus liderados em forma de heróis ascendendo. Indicação de filme sobre Liderança Figura 21 – Capa do Filme: Princesa Mononoke (1997). Fonte: https://b5fd4b60aa4becef2887-1d51e85ddf495dd9b08a8151a75f6ef6.ssl.cf3.rackcdn.com/5055201826602.jpg Descrição: Capa do filme indicado com entre várias temáticas, a da liderança abordada nesta competência. Na imagem temos a tal Mononoke usando vestes tribais, pintura facial vermelha, um colar de dentes no pescoço preso a uma capa de pelos brancos às costas e um punhal na mão esquerda, uma máscara na mão direita, usa ainda uma tiara preta na testa e nos braços, atrás de si está uma loba branca gigante (Verifique a classificação indicativa antes de assistir). 53 Competência 02 Vimos na então competência 02, os principais estudos presentes na literatura sobre o cerne do que é a liderança, sua conceituação por parte de diferentes autores, diferenças, características, traços, estilos comportamentais e de liderar e como isto funciona em diferentes situações, inclusive os fatores que podem provocar as diferenças. Além de como o líder pode se pôr à frente da mudança junto aos seus liderados. Na competência 03 veremos o coração da liderança e de qualquer gestão eficiente, a motivação dos indivíduos, estes que são a força motriz de qualquer organização. Figura 22 – Gestão de Pessoas e Liderança. Fonte: https://www.gumga.com.br/blog/lideranca-compartilhada-o-que-e/ Descrição: ilustração apresentando a figura de um líder sobre a silhueta de uma seta, como que apontando a direção acima para seus liderados que estão dentro de um círculo ligado a figura da seta. https://www.gumga.com.br/blog/lideranca-compartilhada-o-que-e/ 54 Competência 03 3.Competência 03 | Compreender a Importância da Motivação no Ambiente Organizacional 3.1 Clima Organizacional Para Souza (2014) apud Mazimiano (1995), O clima de uma organização é o partilhamento dos indivíduos acerca de seus sentimentos e conceitos da organização a qual estão inseridos. O clima organizacional pode afetar positiva ou negativamente a satisfação e motivação das pessoas. Souza (2014), nos mostra ainda que segundo Robbins, Judge e Sobral (2010) o clima organizacional é o reflexo das percepções comuns aos funcionários. O Clima de uma organização, é um indicativo de como está um conjunto de fatores comportamentais, sociais, psicológicos, produtivos e etc, entre os funcionários de uma empresa, e como todos estes fatores vão interagir na satisfação, produtividade e relacionamento interpessoal destas mesmas pessoas, determinando assim seu grau de motivação. Antes de partirmos para o estudo das teorias motivacionais, precisamos entender o contexto em que elas se manifestam, este é chamado clima organizacional. O relacionamento interpessoal é um conceito sociológico que diz respeito as relações de duas ou mais pessoas e é fortemente determinado pelo âmbito o qual está inserido, em nossa abordagem estamos falando do âmbito profissional. Voltando a falar sobre o clima organizacional, quando este é percebido como negativo, ele exerce igual impacto negativo nas relações e produtividade dos funcionários. Da mesma forma quando os funcionários têm uma percepção positiva do espaço à sua volta, seja do ponto de vista psicológico ou físico, isso tende a impulsionar o engajamento, compromisso e produtividade. Souza (2014) apud Araújo e Tagliocolo (2007), afirmam que existem quatro dimensões que afetam diretamente o clima organizacional: • Resistência à mudança • Stresse • Liderança • Motivação 55 Competência 03 Desta forma fica evidente que o conceito de clima organizacional o apresenta como algo que pode variar pois revela a percepção dos profissionais a depender da cultura organizacional da empresa. Figura 23 – Clima Organizacional. Fonte: https://www.simeon.com.br/veja-5-dicas-de-como-melhorar-o-clima-organizacional-da-sua-empresa/ Descrição: pessoas trabalhando em um escritório, com balões e itens simbolizando suas percepções. 3.2 Cultura e Clima Organizacional Estudamos na competência 01 o que é a cultura organizacional, seus aspectos, níveis e demais fatores, pois bem, o clima organizacional é diferente da cultura, pois este é um resultado direto da primeira. Souza (2014) apud Fleury (2002), nos diz que, o clima organizacional, assim como seu próprio nome o diz, está relacionado a uma espécie de aspecto meteorológico da organização, pois é um retrato que exibe um momento, este momento sempre relacionado a percepção dos funcionários, portanto pode ser alterado de uma hora para outra, como um dia de sol pode se tornar um dia chuvoso e vice-versa. Já a cultura organizacional está ligada a aspectos mais profundos, mais sólidos da organização, aos seus valores básicos e a cultura tal qual foi moldada desde a sua origem, sendo assim menos suscetível a mudanças talqual é o clima organizacional. https://www.simeon.com.br/veja-5-dicas-de-como-melhorar-o-clima-organizacional-da-sua-empresa/ 56 Competência 03 Diferenças entre clima e cultura organizacional. Clima organizacional Cultura organizacional Estado de espírito da organização Personalidade da organização Grau de satisfação e lealdade Grau de motivação e comprometimento Curto a médio prazo Médio a longo prazo Quadro 14 – Diferenças entre clima e cultura organizacional. Fonte: adaptado de Souza (2014 p. 104). Descrição: quadro ilustrando as diferenças citadas entre clima e cultura organizacional segundo Souza (2014). 3.3 Indicadores de Clima Organizacional Na literatura nos é apresentado uma ampla gama de abordagens com fatores que afetam positivamente ou negativamente o comportamento dos profissionais, desta forma modificando o clima organizacional. Cada autor traz suas particularidades, iremos aqui apresentar o Modelo de Bedani e citar os autores mais conceituados para que possam saber dos demais modelos e até pesquisarem em paralelo com a atual competência. • Modelo de Litwin e Stringer • Modelo de Kolb • Modelo de Coda • Modelo de Sbragia • Modelo de Luz • Modelo de Halpin e Grolf • Modelo de Schneider • Modelo de Campbell • Modelo de La Follete e Sims • Modelo de Peltz e Andrews • Modelo de Zohar • Modelo de Colossi • Modelo de Rizzatti 57 Competência 03 • Modelo de Bispo Por fim, no Modelo de Bedani (2006), o clima organizacional é avaliado por meio de duas dimensões, a psicossocial e a organizacional. • Dimensão Psicossocial: Está relacionada aos sentimentos e comportamento dos indivíduos em relação às demais pessoas, o trabalho executado e a própria organização. • Dimensão Organizacional: Está relacionada às condições de trabalho proporcionada pela organização para que seus funcionários desempenhem sua função, mensurando o volume de trabalho, a clareza organizacional, e o padrão de desempenho e recompensa. Indicadores do clima organizacional do Modelo de Bedani. Dimensão Psicossocial Dimensão Organizacional Estilo de gerência Fator que irá evidenciar o comportamento típico ou maneira predominante de agir do gerente ou líder no relacionamento com a equipe e no processo de influenciar grupos e indivíduos a atingir os objetivos do trabalho. Carga de trabalho É a percepção dos funcionários em relação a variedade do que lhe é retribuído diante de sua contribuição e desempenho. Comprometimento organizacional Este fator permite saber o comprometimento, percepção de identidade e o envolvimento dos funcionários com o trabalho e a organização. Condições de trabalho É a percepção que os funcionários têm em relação a condições físicas como instrumentos e equipamentos e qualquer suporte dado pela organização para a realização do trabalho. 58 Competência 03 Trabalho em equipe Este fator verifica a percepção do funcionário quanto a cooperação, amizade e compreensão dos demais profissionais em pró de atingir os resultados em comum. Clareza organizacional e padrão de desempenho É a percepção em relação a clareza da missão, políticas, diretrizes e objetivos institucionais além de qual é o padrão de desempenho esperado. Reconhecimento Este fator avalia a forma como o profissional é reconhecido e se é valorizado como profissional e pessoa, pelos demais funcionários, quer sejam de hierarquia superior, igual ou inferior. Quadro 15 – Indicadores do clima organizacional do modelo de Bedani. Fonte: adaptado de Souza (2014 p. 110 - 111). Descrição: quadro ilustrando o modelo de Bedani apresentado por Souza (2014). Agora que vimos a importância do clima organizacional e através do modelo de Bedani percebemos como a cultura organizacional e a forma de liderança ou gestão é importante para se alcançar a satisfação e motivação, iremos iniciar a jornada através dos estudos motivacionais. 3.4 Motivação Motivação, tal como a moral, abrange diversas formas complexas de comportamento do ser humano (estudamos mais profundamente sobre moral na disciplina Ética e Responsabilidade Social). As pessoas dedicam uma grande parcela de suas vidas às organizações nas quais exercem sua profissão. Desta forma constroem seu estilo de vida, seu sistema de valor e interesses centrais de suas vidas entorno do trabalho exercido. Assim fica evidente que a preocupação não é meramente apenas financeira. Paiva (2019), nos diz que a motivação resulta da relação entre o indivíduo e a situação que ele vivencia, ela pode ser entendida pelo processo responsável pelos esforços dos seguintes aspectos: 59 Competência 03 • Intensidade (quantidade) • Direção (qualidade) • Persistência (duração) Figura 24 – Liderando e incentivando. Fonte: http://www.ficaconsulting.com.do/cw/publicaciones/31-negocios/848-tacticas-para-potenciar-la-resiliencia-en- tu-empresa Descrição: ilustração de uma equipe motivada seguindo seu líder. Para Paiva (2019), as pessoas podem ou não serem incentivadas a motivar-se por agentes externos, pois o que outros indivíduos ou grupos dizem ou fazem pode ou não fazer sentido para o indivíduo a ser motivado. A motivação vem com o intuito de obter satisfação por meio de algo, e essa satisfação não é eterna, logo trazendo insatisfação que provoca a necessidade da motivação para buscar nova satisfação (é um ciclo vicioso). Em resumo, para Paiva (2019), o que move o comportamento das pessoas é a insatisfação. Veja a tabela abaixo. Assim como a motivação, a moral é igualmente complexa e metamorfa. Mas por que a moral muda? Pondé te responde. https://www.youtube.com/watch?v=Po7_VvfG-fo http://www.ficaconsulting.com.do/cw/publicaciones/31-negocios/848-tacticas-para-potenciar-la-resiliencia-en-tu-empresa http://www.ficaconsulting.com.do/cw/publicaciones/31-negocios/848-tacticas-para-potenciar-la-resiliencia-en-tu-empresa https://www.youtube.com/watch?v=Po7_VvfG-fo 60 Competência 03 Dinâmica da Motivação Quadro 16 – Dinâmica da Motivação. Fonte: adaptado de Paiva (2019 p. 127). Descrição: quadro ilustrando o processo de motivação descrito por Paiva (2019). Para KWASNICKA (1981), Motivação é sobre os desejos, aspirações e necessidades que influenciam suas escolhas, atitudes, definindo assim o comportamento da pessoa. Motivação é ainda também o processo de mobilização de energia, algo interno do próprio indivíduo. A função da administração, gestão, departamento de pessoal, recursos humanos, do líder, é identificar o que motiva o indivíduo e proporcionar um ambiente ou clima que viabilize a satisfação de suas necessidades e objetivos na organização. Baseado na definição de KWASNICKA (1981), podemos estabelecer por hipótese que, em resumo, a motivação consiste nos seguintes elementos: 1. Cada indivíduo tem necessidades, as quais variam em intensidade e persistência. 2. A satisfação dessas necessidades é o objetivo ou fim em torno do qual a motivação é dirigida. 3. Quando definimos o objetivo, isso é traduzido em desejo. 4. A atividade proposta resulta da aplicação de um incentivo ou estímulo para atingir o objetivo. Necessidades Estímulos = Motivação = Comportamento = Desempenho = Satisfação = Resultado = Insatisfação 61 Competência 03 5. O processo motivacional pode ser traduzido (conforme vemos abaixo na tabela). Funcionamento do processo motivacional Quadro 17 – Funcionamento do processo motivacional. Fonte: adaptado de KWASNICKA (1981 p. 53). Descrição: quadro ilustrando o processo motivacional descrito por Kwasnicka (1981). 3.5 Teorias Motivacionais Um estudo recente do Grupo Hay (empresa internacional de consultoria na área de liderança) descobriu que só 15% dos trabalhadoresbritânicos se consideram “altamente motivados”. Cerca de 25% dizem que estão “indo ladeira abaixo” e 8% admitem estar “completamente desmotivados”. Na mesma pesquisa, os funcionários sentiram que poderiam ser 45% mais produtivos se estivessem fazendo um trabalho que amassem, e 28% mais produtivos com um melhor treinamento. Uma gestão ruim é parte do problema, já que 28% dizem que seriam produtivos com um chefe melhor. O Grupo Hay calcula que, se o baixo desempenho fosse enfrentado com sucesso, o valor dos produtos britânicos aumentaria em mais de 560 bilhões de dólares anualmente. Isso prova que a motivação importa. É por isso que merece uma competência específica e é a razão pela qual muitos Motivos Necessidades Interno Incentivo Estímulo Externo Comportamento Satisfação Produtividade Objetivo 62 Competência 03 consideram que as teorias motivacionais sejam o mais importante tópico nos estudos de administração e recursos humanos. Veremos a seguir as mais importantes teorias da motivação, seus criadores, métodos e propostas. Figura 25 – Avaliação de Desempenho. Fonte: https://www.daexe.com.br/2018/07/30/saiba-definir-indicadores-de-desempenho-relevantes-para-seu- negocio/ Descrição: ilustração mãos traçando e avaliando desempenhos, metas e planos. 3.6 F.W. Taylor e a gestão científica Embora tenha havido outros pioneiros, o passo inicial para o estudo da motivação é Frederick Winslow Taylor (1856 - Pensilvânia, EUA - 1915). Taylor era norte americano e teve notável influência mundial ao longo do século XX. Diversas práticas de negócios dos EUA, Japão, Europa e países ex-comunistas ainda se fundamentam em seus trabalhos e seus escritos. Na abordagem da gestão feita por Taylor, ele via como trabalho da gestão decidir exatamente como cada tarefa deveria ser executada, depois então criar ferramentas necessárias para capacitar o trabalhador a realiza-la da forma mais eficiente possível. Tomemos como exemplo novamente a Mcdonald`s. Este método é visível em cada filial da marca em todo o mundo. As batatas fritas são preparadas a 175 graus por exatamente três minutos, depois um alarme informa aos https://www.daexe.com.br/2018/07/30/saiba-definir-indicadores-de-desempenho-relevantes-para-seu-negocio/ https://www.daexe.com.br/2018/07/30/saiba-definir-indicadores-de-desempenho-relevantes-para-seu-negocio/ 63 Competência 03 funcionários para tirá-las e salga-las. Em cada Mcdonald`s há uma série de máquinas dedicadas a produzir milk-shakes, tostar pães, esguichar calda de chocolate e muito mais. O ponto de vista de Taylor sobre as motivações das pessoas no trabalho e sua eficiência está relacionada a um caminho ou método traçado pelos gestores. Taylor concluiu que as pessoas trabalham por uma única razão: dinheiro. Ele apontava que era tarefa do gestor criar um sistema para maximizar a eficiência. Isso elevaria os lucros que por sua vez permitiriam ao trabalhador receber melhores salários. O ponto de vista de Taylor sobre a natureza humana era o do homem econômico, em resumo, as pessoas eram motivadas apenas por razões econômicas de seu próprio interesse. As conclusões de Taylor eram embasadas mais em sua experiência profissional, do que propriamente em suas teorias, uma vez que ele era um engenheiro que atuou como consultor de gestão. Seus métodos eram os seguintes: • Observar: observe os funcionários, registre e cronometre o que eles estão fazendo, quando o fazem e quanto tempo levam para concluir a tarefa (isso ficou conhecido como o estudo dos tempos e movimentos. • Identificar: identifique os trabalhadores mais eficientes e veja como alcançam esta maior eficiência. • Dividir: divida a tarefa em partes menores que possam ser feitas de forma rápida e repetidamente. • Planejar: planeje o uso de equipamentos específicos para acelerar as tarefas e procedimentos. • Demonstrar: demonstre exatamente como a função ou serviço deverá ser feito no futuro. Segundo Taylor cada funcionário deve receber diariamente, instruções claras e precisas sobre o que deve fazer e como fazer, estas instruções devem ser cumpridas exatamente como foram exigidas. 64 Competência 03 • Recompensar: planeje um esquema de remuneração para recompensar aqueles que cumprirem ou baterem metas de resultados, mas penalize os que não conseguem ou não irão atingir a produtividade almejada. Esse esquema de remuneração era denominado pagamento por peça – sem trabalho, sem salário. Como era engenheiro, Taylor buscava resultados práticos e não psicológicos. É evidente que ele não aprofundou suas teorias acerca da motivação em si, contudo o efeito prático de sua teoria foi bastante amplo. Já antes da publicação de seu livro, em 1911, ‘Os princípios da administração científica’, Taylor divulgou práticas de gestão cuidadosamente mensuradas em monitoramento, e, principalmente, controle. Antes de Taylor os trabalhadores trabalhavam de acordo com seus próprios modos e possuíam resultados variados. Depois de Taylor, os funcionários ao serem postos diante de um procedimento padrão e invariável passaram a ter tarefas mais limitadas e repetitivas, conforme determinava o engenheiro ou gestor. Figura 26 – Remuneração, Incentivo e Benefícios. Fonte: https://siterapidofacil.com.br/5-beneficios-de-ter-um-site-para-empresa/ Descrição: ilustração de um funcionário satisfeito mediante remuneração. Uma das maiores influências nas teorias de Taylor, estava Henry Ford e seu modelo T, este que foi seu primeiro veículo a ser produzido em escala industrial no mundo. Em 1911 a fábrica https://siterapidofacil.com.br/5-beneficios-de-ter-um-site-para-empresa/ 65 Competência 03 da Ford em Detroit – EUA, já usava os princípios da alta divisão do trabalho de Taylor. O maquinário era especialmente construído e havia rígido controle gerencial. Em 1913 com a implantação da correia transportadora mecânica chegou-se a ideia tayloriana final, com a linha de produção estabelecida, ditando assim o ritmo de trabalho definido pelo gestor. Os trabalhadores acabaram se rebelando contra “serem tratados como parte do maquinário” e a filiação sindical ganhou espaço tendo em vista o interesse dos trabalhadores em se unirem contra esta forma sufocante de trabalho. Estes eram os primeiros passos para os estudos que se seguiriam acerca da motivação no trabalho, no contexto da sociedade contemporânea. Figura 27 – Foto retrato de Frederick Winslow Taylor. Fonte: https://www.infoescola.com/administracao_/administracao-cientifica/ Descrição: foto retrato de Taylor, vestindo roupas sociais de época. Link para o filme tempos modernos de Charlie Chaplin (dublado): https://www.youtube.com/watch?v=fCkFjlR7-JQ https://www.youtube.com/watch?v=fCkFjlR7-JQ 66 Competência 03 Figura 28 - Capa do filme Tempos Modernos (1936). Fonte: https://lojasaraiva.vteximg.com.br/arquivos/ids/1605167/1000989358.jpg?v=637004409226730000 Descrição: Capa de um bluray do filme supracitado, trazendo o personagem de Charlie Chaplin com macação e camisa branca típicos de trabalhadores assalariados da década de 20, está de braços levantados e atrás de si há um enorme maquinário. 3.7 Elton Mayo e a escola das relações humanas Elton Mayo (1880 Adelayde, Austrália – 1949 Guildford, Reino Unido) foi um estudante de medicina que se tornou um acadêmico com um interesse em particular pelas pessoas nas organizações. Era australiano e mudou-se para o EUA em 1923. No início de sua carreira seus métodos eram fortemente influenciados por F.W. Taylor. Em uma investigação inicial de uma fábrica de fios na Pensilvânia, identificou um departamento com elevada rotatividade da mão de obra, 250%, comparada aos 6% de qualquer outro setor dentro desta mesma fábrica. Ele propôs uma solução Taylorista que foideterminar intervalos no trabalho, causando o efeito desejado de diminuir a rotatividade. Mayo mudou-se para trabalhar na fábrica da Western Electric Company localizada no bairro de Hawthorne, em Chicago. Suas pesquisas são, portanto, conhecidas como a Experiência de Hawthorne. https://lojasaraiva.vteximg.com.br/arquivos/ids/1605167/1000989358.jpg?v=637004409226730000 67 Competência 03 Figura 29 – Líder motivando. Fonte: https://meetime.com.br/blog/gestao-equipe/como-gerenciar-equipe-de-vendas/ Descrição: ilustração de um líder a frente de uma equipe em um bote a remo, os motivando a seguir remando. Ele foi chamado a Hawthorne para explicar as descobertas de um teste feito sobre os efeitos da iluminação nos níveis de produtividade. As condições de iluminação para um grupo de trabalho variaram, enquanto que em outro se mantiveram constantes. A surpresa foi que a produtividade aumentou em ambos os grupos, provando assim que havia mais coisas envolvidas na motivação e na eficiência do que os motivos econômicos pautados por Taylor. Em decorrência deste evento, Mayo, entre 1927 e 1932, conduziu uma série de experimentos em Hawthorne. O primeiro, conhecido como Teste de Montagem de Relés, seis voluntárias da equipe de montagem foram separadas das colegas do trabalho. Diversos experimentos foram realizados, os resultados foram registrados e discutidos com as próprias mulheres. A cada 12 semanas, um novo método de trabalho foi tentado. As alternativas incluíram os seguintes diferentes aspectos: • Método de bonificação, tais como bônus individuais versus bônus de grupo; • Período de descanso ou repouso; • Refeições ou lanches; 68 Competência 03 • Organização de trabalho. Antes de cada nova mudança, os pesquisadores discutiram completamente os novos métodos com as operadoras. A cada mudança, quase sem exceção, havia aumento da produtividade. No fim, o grupo retornou ao método original (48 horas, seis dias por semana sem intervalo) Alcançando resultados até seu mais alto nível, e com as mulheres alegando que sentiam- se menos cansadas que anteriormente. Os experimentos começaram lentamente, com certa resistência das trabalhadoras. O progresso se tornou muito mais visível quando um membro do grupo se aposentou, tendo sido substituída por uma mulher mais jovem que rapidamente tornou-se a líder não oficial do grupo. Figura 30 – Equipe motivada. Fonte: https://portalmakingof.com.br/a-importancia-da-formacao-de-um-bom-lider Descrição: ilustração exibindo uma equipe motivada na personificação de heróis de capa. 3.7.1 Conclusões de Mayo Em seu livro ‘The social problems of industrial civilisation’ (Editora Routledge, ano 1949), Mayo delineou as seguintes conclusões com base nos experimentos: • As mulheres adquiriram satisfação derivada da liberdade e do controle sobre o seu ambiente de trabalho. • O que aconteceu na verdade foi que seis indivíduos se tornaram uma equipe e a equipe cooperou plenamente para o experimento. 69 Competência 03 • Normas de grupo (expectativas mútuas) são essenciais e podem ter maior influência quando advindas de líderes informais do que dos oficiais. • O moral e o resultado são influenciados através da qualidade da comunicação entre os trabalhadores e seus gestores (liderados e líderes). • Os trabalhadores são afetados pelo grau de interesse que seus gestores demonstram ter por eles, tal influência na motivação ficou conhecida como o Efeito Hawthorne. Figura 31 – Monitoramento de Pessoas Fonte: https://www.lecom.com.br/blog/gestao-de-processos-e-pessoas/ Descrição: ilustração de uma mão com um cronometro monitorando engrenagens. As consequências dos experimentos de Mayo foram retumbantes. Pode-se afirmar que ele influenciou pesquisadores e escritores, iniciando efetivamente o campo de estudo da psicologia e sociologia industrial. Inúmeros acadêmicos seguiram a teoria de Mayo, no que ficou conhecido como a escola das relações humanas na administração. As organizações também reconheceram as implicações do trabalho de Mayo para a rentabilidade e o sucesso delas. Se o trabalho em equipe, a comunicação e o envolvimento gerencial eram importantes, as empresas perceberam que elas precisavam de uma estrutura organizacional para serem competitivas. Se na era de Taylor a pedra angular da organização era a figura do gestor, do chefe, agora com Mayo essa figura passou a ser os https://www.lecom.com.br/blog/gestao-de-processos-e-pessoas/ 70 Competência 03 departamentos de pessoal, que cresceram entre as décadas de 1930 e 1950 enquanto as organizações procuravam replicar o chamado Efeito Hawthorne. Figura 32 – Elton Mayo. Fonte: https://www.monde-diplomatique.fr/mav/96/CHOLLET/18452 Descrição: foto retrato de Mayo, sentado sobre uma cadeira de madeira, com os braços apoiados, roupas sociais e gravata borboleta. 3.8 Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow A teoria das Necessidades de Maslow é extremamente importante para compreendermos como gerir seres humanos de forma eficiente, bem como entender como funciona a relação entre líder e liderados. Abraham Harold Maslow (1 de Abril de 1908, Nova Iorque, EUA — 8 de Junho de 1970, Califórnia, EUA) foi um psicólogo e pesquisador americano responsável pela teoria a qual vamos estudar. Maslow trabalhou no MIT (massachusetts institute of technology) o Instituto de Tecnologia do Estado de Massachusetts, tendo fundado o centro de pesquisa National Laboratories for Group Dynamics. Publicado em 1954 “A Theory of Human Motivation” (Uma Teoria da Motivação Humana), obra que aborda a teoria da Hierarquia das Necessidades. O estudo iniciou-se de forma observacional em macacos. A base para a teoria criada e desenvolvida por Maslow foram estudos acerca da https://www.monde-diplomatique.fr/mav/96/CHOLLET/18452 71 Competência 03 dominância em macacos e em humanos, concluindo que ambos repetiam padrões diretamente relacionados a dominância no ambiente e a forma como esta era percebida pelos demais integrantes do grupo ao qual estavam inseridos. Maslow acreditava que todas as pessoas tinham as mesmas necessidades, as quais podem ser organizadas de forma hierárquica. Na base da hierarquia estão as necessidades físicas, tais como alimentação, abrigo e aquecimento. Quando não satisfeitas, por exemplo, se os funcionários não ganham o suficiente para satisfazê-las, o poder motivacional diminui. Tendo estas necessidades satisfeitas, as pessoas buscam satisfazer o próximo nível, segurança e estabilidade, e assim por diante, a cada grupo de necessidades satisfeitos, o indivíduo segue para o próximo até o topo. Veja a seguir na tabela. Hierarquia de necessidades de Maslow: implicações para as empresas Níveis de necessidade humana de Maslow Implicações para empresas Necessidades físicas, Ex.: alimentação, abrigo e aquecimento. Níveis de remuneração e condições de trabalho. Necessidades de segurança. Ex.: ambiente seguro e estruturado, estabilidade, ausência de ansiedade. Segurança no trabalho descrição clara das funções, linhas claras de comando (apenas um chefe). Necessidades sociais. Ex.: pertencimento, amizade e contato. Trabalho em equipe, facilidades sociais e de comunicação. Necessidades de estima. Ex.: força, autorrespeito, confiança, status e reconhecimento. Status, reconhecimento por realizações, poder e confiança. Autorrealização: “tornar-se tudo que alguém é capaz de se tornar”, escreveu Maslow. Oportunidade para desenvolver novas habilidades, encontrar novos desafios e melhorar o potencial total de alguém. Quadro 18 – Hierarquia de necessidades de Maslow: implicações para as empresas. Fonte: Adaptado de Marcousé (2013 p. 30). Descrição: quadro com informações. 72 Competência03 Desde a primeira vez em que Maslow apresentou sua teoria, em 1940, os estudiosos debateram suas implicações. Entre as questões-chave, estão as seguintes: • Todos os humanos têm o mesmo conjunto de necessidades? Ou há pessoas que não esperam do trabalho mais do que dinheiro? • Pessoas diferentes têm diferentes graus de necessidade? Por exemplo, algumas são altamente motivadas pela necessidade de poder, enquanto outras ficam satisfeitas apenas por fatores sociais? Caso seja assim, será bem-sucedido o gestor que identificar em cada indivíduo ou grupo, suas necessidades próprias. • Pode as necessidades de um indivíduo serem consideradas completamente satisfeitas, em algum momento? Algumas configurações da pirâmide das necessidades de Maslow, são apresentadas com o topo em aberto, para sugerir que os desejos de realização do ser humano são ilimitados. Figura 33 – Líder, ordens e liderados. Fonte: https://www.mundodomarketing.com.br/noticias-corporativas/conteudo/131826/5-estrategias-de-rh-que- ajudam-a-manter-talentos-na-empresa Descrição: um trio de pessoas com vestes profissionais e seus currículos atrás de si, com uma mão sobre suas cabeças https://www.mundodomarketing.com.br/noticias-corporativas/conteudo/131826/5-estrategias-de-rh-que-ajudam-a-manter-talentos-na-empresa https://www.mundodomarketing.com.br/noticias-corporativas/conteudo/131826/5-estrategias-de-rh-que-ajudam-a-manter-talentos-na-empresa 73 Competência 03 apontando para elas. O ponto de partida está, nas necessidades fisiológicas das pessoas e o intuito é entender como os indivíduos podem alcançar a satisfação quer seja pessoal, quer profissional, a partir do ponto em que satisfazem uma a uma destas necessidades, que estão distribuídas em formato de pirâmide. A estruturação em formato piramidal tem o intuito de denotar o grau destas necessidades, pô-las de forma hierárquica, que partam desde o grau mais básico até os mais complexos, e assim devem ser saciadas, uma a uma do ponto mais baixo até o mais alto. Veja a seguir estas necessidades de forma hierárquica da mais básica até a mais alta. Pirâmide das necessidades de Maslow. Quadro 19 – Pirâmide da Hierarquia das Necessidades. Fonte: https://educador360.com/gestao/piramide-de-maslow/ (Imagem adaptada pelo autor) Descrição: pirâmide apresentando as necessidades com ilustrações. • Necessidades Fisiológicas: São as necessidades relacionadas com o organismo, são as mais básicas para manter o seu funcionamento de forma sadia e sobreviver no https://educador360.com/gestao/piramide-de-maslow/ 74 Competência 03 ambiente. Também relacionadas a questões instintivas da natureza biológica humana. Sem elas o ser humano sentirá, dor, desconforto e pode inclusive morrer. Por Exemplo: Fome e Sede, Abrigo, Sexo, Respiração, Sono e Digestão. • Necessidades de Segurança: Esta hierarquia desenvolve as necessidades anteriores a um próximo nível, ou seja, se antes havia a necessidade de abrigo por exemplo, agora é que este abrigo seja seguro. Esta segurança vai além de apenas proteção física, é também segurança de propriedade e emprego para que possa haver uma estabilidade como um todo, em sua vida. Por Exemplo: Segurança da Integridade Física, Segurança de Emprego, Segurança de Saúde e Segurança de Propriedade. • Necessidades Sociais (amor e pertencimento): São necessidades de cunho social que visam desenvolver e garantir as necessidades anteriores diante do meio social em que o indivíduo estiver inserido. Ou seja, são relacionadas a inserção e aceitação na comunidade, garantindo suporte familiar e relacional. Por Exemplo: Amizade, Família, Relacionamentos Amorosos, Intimidade Sexual e Pertencimento a Grupos. • Necessidades de Status e Estima: Contendo as necessidades anteriores, o indivíduo precisa sentir-se reconhecido e valorizado no meio social ao qual estiver inserido, bem como em suas relações, sejam familiar, amorosa ou de amizade. Este status através da estima de seus pares, também deve ser auto percebido, ou seja, o indivíduo também deve ter a capacidade de reconhecer nele próprio e por si, suas competências e valor para aquele meio. Por Exemplo: Autoestima, Reconhecimento, Respeito e Confiança. • Necessidade de Autorrealização: Este patamar das necessidades do ser humano está presente no topo da hierarquia e é essencial para que o indivíduo alcance a verdadeira realização pessoal e profissional. E para alcança-lo é preciso autoconhecimento e a experiência e vivência dos patamares anteriores. Por Exemplo: Moralidade, Valores, Independência, Criatividade e Autocontrole. 75 Competência 03 As necessidades citadas são essenciais para que o indivíduo possa se aperfeiçoar, porém hoje a hierarquia das necessidades é vista de uma forma um pouco mais flexível, pois há variação na realidade e objetivos de um indivíduo para outro. Figura 34 – Abraham Maslow. Fonte: https://www.pensador.com/autor/abraham_maslow/ Descrição: foto retrato de Maslow, usando terno e gravata. 3.9 A teoria dos dois fatores de Herzberg Frederick Irving Herzberg, (18 de abril de 1923, Massachusetts, EUA - 19 de janeiro de 2000, Utah, EUA), foi psicólogo e professor de gestão empresarial, graduado na City College em New York e pós-graduado na Universidade de Pittsburgh. Serviu ao Exército americano como sargento e foi durante esta experiência, que segundo ele, dedicou-se a entender os fatores motivacionais. Herzberg criou e desenvolveu a Teoria dos Dois Fatores, publicada em seu livro ‘A Motivação para Trabalhar’. Em sua teoria ele explica que há dois fatores responsáveis pela satisfação e motivação das pessoas nos ambientes organizacionais. Para Herzberg “… A prevenção da insatisfação é tão importante quanto o incentivo da satisfação”. https://www.pensador.com/autor/abraham_maslow/ https://www.ibccoaching.com.br/portal/entenda-diferenca-entre-incentivo-e-motivacao-para-uma-equipe-no-trabalho/ https://www.ibccoaching.com.br/portal/entenda-diferenca-entre-incentivo-e-motivacao-para-uma-equipe-no-trabalho/ 76 Competência 03 O teste-chave para uma teoria é sua utilidade analítica. Neste critério, o trabalho do professor Herzberg é, de longe, o mais forte. A teoria surgiu através de uma pesquisa conduzida em 1950 sobre os fatores que afetam a satisfação no trabalho e o descontentamento dos trabalhadores. Ela foi conduzida por 200 contadores e engenheiros na Pensilvânia, EUA. Apesar da natureza limitada dessa amostra, as conclusões de Herzberg continuam a influenciar até então. Figura 35 – Pessoa satisfeita e reconhecida. Fonte: https://imagenes.universia.net/gc/net/images/practicas-empleo/a/av/ave/averiguar-sos-buen-lider.jpg Descrição: ilustração exibindo uma pessoa feliz por ser valorizada e reconhecida. Herzberg solicitou a funcionários que descrevessem eventos recentes que deram origem a sentimentos excepcionalmente bons em relação ao seu trabalho, e, posteriormente, sondassem as razões. “Cinco fatores destacaram-se como fortes determinantes de satisfação no trabalho: realização, reconhecimento por realizações, o próprio trabalho, responsabilidade e progresso – sendo os últimos três de maior importância para uma mudança duradoura de atitudes”, escreveu Herzberg em 1966. Os pesquisadores continuaram a perguntar aos trabalhadores sobre os acontecimentos que dão origem a sentimentos excepcionalmente ruins em relação trabalho deles. Isso revelou um conjunto específico de cinco causas, Herzberg declarou que “os principais fatores de insatisfação foram: política e administração da empresa, supervisão, salário, relações interpessoais e condições de trabalho”. Ele concluiu que o tema comum eram fatores que “circundavam o trabalho”, em vez do próprio trabalho. A esses motivos de insatisfação ele chamou “fatores77 Competência 03 higiênicos”. Uma higiene cuidadosa evita doenças; preenchendo com cuidado esses fatores, evita-se insatisfação no trabalho, sem uma motivação positiva. Em seu estudo o pesquisador realizou entrevistas com trabalhadores da área industrial de Pittsburgh no estado da Pensilvânia, Estados Unidos. Ele realizou questionamentos sobre o que agradava e desagradava os funcionários daquela localidade, provenientes de diferentes empresas. Chegando à conclusão, que há dois fatores: • Fatores Motivacionais (Fatores Intrínsecos) Estes são os fatores que quando presentes estimulam a motivação das pessoas naquele ambiente, porém, quando ausentes provocam diretamente a insatisfação. São fatores que estão diretamente relacionados ao cargo do funcionário e suas funções. Havendo os fatores motivacionais, há um ganho na produtividade ao mesmo que aumento da satisfação, ambos estão correlacionados. Incluem a liberdade de executar suas funções, escolhendo como e quais habilidades utilizar, ao mesmo que também detenham total responsabilidade e definição das metas e objetivos estipulados, bem como as consequências. São os chamados fatores Intrínsecos (que levam à satisfação e estão sob controle do indivíduo). Exemplos de Fatores Intrínsecos: Crescimento, desenvolvimento, responsabilidade, reconhecimento e realização. • Fatores Higiênicos (Fatores Extrínsecos) São fatores ligados ao ambiente organizacional em si, e não diretamente as competências do funcionário. Quando ausentes causam insatisfação, porém quando presentes, apesar de satisfazerem o funcionário, não provocam motivação, pois é compreendido que são condições básicas para se operar com qualidade de vida no trabalho. São os chamados Fatores Extrínsecos (que levam à insatisfação e estão sob controle da organização). Exemplos de Fatores Extrínsecos: Cultura, clima e política organizacional, Relacionamento interpessoal no ambiente profissional, segurança e salário. 78 Competência 03 Podemos resumir da seguinte forma, os motivadores têm o poder de criar uma satisfação positiva no trabalho, mas pouco potencial para diminuí-la. Fatores higiênicos causarão insatisfação no trabalho a menos que eles sejam previstos, mas não motivam. Um aspecto importante é que Herzberg viu o salário como um fator de higiene, não um motivador. Assim, um sentimento de ser mal pago pode levar a mágoas, mas altos salários rapidamente são considerados como direitos. Essa teoria dos fatores higiênicos e motivacionais é conhecida como a “Teoria dos dois fatores”. Veja a tabela seguir. Teoria dos dois fatores de Herzberg Fatores Motivacionais (Podem criar uma satisfação positiva) Fatores Higiênicos (Podem criar insatisfação no trabalho) Realização Política e administração da empresa (as regras, papeladas e burocracia) Reconhecimento pelas realizações Supervisão (sobretudo se for excessivamente supervisionado) Trabalho significativo, interessante Remuneração Responsabilidade Relações interpessoais (como supervisores, colegas de trabalho e mesmo clientes) Progresso (psicológico, não só promoção) Condições de trabalho Quadro 20 – Teoria dos dois fatores de Herzberg. Fonte: Adaptado de Marcousé (2013 p. 33). Descrição: quadro com informações. 3.9.1 Movimento e motivação Herzberg tinha interesse em estabelecer a diferença entre movimento e motivação. O movimento ocorre quando alguém faz algo; a motivação é quando ela quer fazer algo. Essa distinção é importante para a compreensão da teoria de Herzberg. Ele não tinha dúvida de que realmente, incentivos financeiros podem ser utilizados para alavancar a produtividade. “Se você ameaça ou suborna pessoas, elas oferecerão a você um desempenho melhor do que a média”. A preocupação entorno de subornos é que isso não extraia todo o potencial delas, apenas fazem o suficiente para 79 Competência 03 obter o tal suborno. E subornar pessoas para que façam algo que elas julgam insatisfatório pode ocasionar ressentimentos. Sobre os métodos de remuneração como o pagamento por peça, eles provocariam um movimento, porém reforçariam o comportamento repetitivo do funcionário, tornando-o inflexível a quaisquer mudanças. O funcionário motivado e assalariado demonstraria maior preocupação com a qualidade e pensaria em métodos melhores para o trabalho. 3.9.2 Enriquecimento do cargo (job enrichment) Herzberg não analisou apenas a motivação, mas também criou um método para melhorá-la. O método chamado enriquecimento do cargo, definido por ele como “dar oportunidade às pessoas para usar suas capacidades”. Herzberg sugeriu que, para um cargo ser considerado enriquecido, teria de conter os seguintes tópicos. • Uma completa unidade de trabalho As pessoas necessitam trabalhar não só com pequenos serviços rotineiros, como também em uma tarefa completa e desafiadora. Herzberg era contrário a pequenos trabalhos repetitivos resultantes da visão de Taylor sobre a ampla divisão do trabalho. • Feedback direto Sempre que possível, um trabalho deve ser capaz de capacitar o funcionário a julgar imediatamente a qualidade do que ele tem feito; o feedback direto dá a qualquer profissional a satisfação de saber exatamente quão bom foi o seu trabalho. Herzberg era contrário a sistemas onde a avaliação da qualidade passava pelo crivo de um terceiro, como um supervisor: “um homem deve sempre ser responsável por sua própria qualidade”. Para ele o pior de tudo era a avaliação anual, na qual o feedback atrasava bastante. • Comunicação direta Para que as pessoas se sintam envolvidas, comprometidas, com autonomia e recebam feedback direto, elas por sua vez, devem se comunicar diretamente. 80 Competência 03 Evitando assim os atrasos na comunicação decorrentes de um supervisor ou outro intermediário. A comunicação e a motivação estão inter-relacionadas. Figura 36 – Frederick Irving Herzberg. Fonte: https://www.toolshero.com/toolsheroes/frederick-herzberg/ Descrição: foto retrato de Herzberg usando terno e gravata. 9 Hábitos Diários Que Vão Te Transformar Numa Máquina Imparável de Produtividade https://www.youtube.com/watch?v=4xjKinnD2yc https://www.toolshero.com/toolsheroes/frederick-herzberg/ https://www.youtube.com/watch?v=4xjKinnD2yc 81 Competência 03 Indicação de filme sobre Motivação Figura 37 – Capa do Filme: O Peixe Grande e Begônia (2016). Fonte: https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/81DY34UtRnL._AC_SL1500_.jpg Descrição: Capa do filme indicado com entre várias temáticas, a da motivação abordada nesta competência. Na imagem temos a personagem principal abraçada a uma espécie de peixe vermelho com um chifre de unicórnio em sua fronte, atrás de ambos está a figura de outro personagem masculino e árvores no entorno destes (Verifique a classificação indicativa antes de assistir). 82 Competência 03 Vimos aqui na competência 03, bastante do amplo histórico de estudos e pesquisas dedicados a compreender a motivação humana e como a influencia-la para melhorar a qualidade de vida profissional e produtividade dos indivíduos que compõem as organizações. Bem como, usar esta como porta de acesso para o melhor desempenho da liderança e desenvolvimento da cultura organizacional. Figura 38 – Impulso motivacional. Fonte: http://blog.fieldlink.me/2018/03/motivacao-a-palavra-de-ordem-para-bons-resultados-da-equipe-comercial/ Descrição: ilustração minimalista apresentando um indivíduo dando um poderoso salto de um ponto ao outro, fazendo uma alusão a motivação necessária para impulsionar-se a resultados e novos horizontes. 83 Conclusão Estudamos que a cultura organizacional influencia seus funcionários e molda o comportamento destes dentro de suas paredes e até mesmofora, pois estabelece diretrizes a serem seguidas, missões a se cumprir, visões para guiar e valores como parâmetros. E uma figura tão importante quanto a própria cultura institucional, é aquele que será um capitão no navio organizacional, o líder. Este que tem a função de engajar seus liderados aos rumos ditados pela empresa. Para tal é vital conhecer as pessoas a bordo e igualmente, saber como motiva-las. Pudemos compreender os princípios das teorias motivacionais até como são mais aplicadas e vistas atualmente. Cabe salientar que, o estudo visto nestas três competências é bastante extenso. O que estudamos aqui é um foco na parte técnica ao longo da literatura. Unir os conhecimentos apresentados neste e-book com os demais, ao longo de nosso curso, trará uma ampla gama que certamente ampliará a visão do aluno, pois cada tema está intrinsecamente relacionado aos outros. Figura 39 – Liderança e Motivação. Fonte: https://slidesgo.com/pt/tema/seja-um-lider Descrição: ilustração exibindo três figuras onde a primeira é claramente a de um líder com uma bandeira em uma das mãos, todos subindo degraus de mãos dadas (imagem modificada pelo autor). Bons estudos! 84 Referências CASSAL, David. 10 exemplos de Missão, Visão e Valores para se inspirar. Disponível em: https://ikmob.com/10-exemplos-de-missao-visao-e-valores-para-se-inspirar/ Acesso em: 22 de out. 2020. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Barueri, SP, Manole, 2014. 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Bacharel em Administração pela Faculdade São Miguel, possui Licenciatura em Pedagogia pela Faculdade de Teologia Integrada. Também possui pós-graduações do tipo Lato Sensu, sendo MBA em Gestão de Pessoas e Coaching pela FATIN em parceria com o Instituto Veríssimo Coaching (IVC), Especialização em Gestão Escolar também pela FATIN e Especialização em Recursos Humanos pela Faculdade Geremário Dantas. Atualmente é Mestrando em Administração pela Universidade San Lorenzo. Tem experiência profissional nas áreas industrial, comercial, acadêmica e administração pública. Introdução 1.Competência 01 | Compreender a Adaptação à Cultura Organizacional 1.1 Cultura 1.2 Cultura Organizacional ou Cultura Corporativa 1.3 A Natureza da Cultura Organizacional 1.4 Profundidade da Cultura Organizacional: Analogia do iceberg 1.5 Níveis (ou componentes) da Cultura Organizacional: O modelo de Schein 1.6 Tipos de Cultura Organizacional: O Modelo de Handy 1.6.1 Culturas de Poder 1.6.2 Culturas de Função 1.6.3 Culturas de Tarefa 1.6.4 Culturas de Pessoas 1.7 Culture Code 1.8 Diferença entre Cultura Organizacional e Culture Code 1.9 Elaborando o Culture Code 1.10 Missão, Visão e Valores 1.10.1 Missão 1.10.2 Visão 1.10.3 Valores 2.Competência 02 | Conhecer o Contexto de Liderança 2.1 Liderança de grupos e equipes 2.2 Chefe X Líder 2.3 Teoria dos Traços de Liderança 2.4 Teorias Comportamentais 2.5 Estilos de liderança 2.5.1 Gestores autocráticos 2.5.2 Gestores democráticos 2.5.3 Gestores paternalistas 2.6 Teoriadas Contingências e a Liderança Situacional 2.7 Fatores externos e internos que influenciam o estilo de liderança 2.8 Teoria X e Y de McGregor 2.8.1 Teoria X 2.8.2 Teoria Y 2.9 Liderança Organizacional 2.10 Liderança e Mudança Organizacional 2.11 Qual o melhor estilo de liderança? 3.Competência 03 | Compreender a Importância da Motivação no Ambiente Organizacional 3.1 Clima Organizacional 3.2 Cultura e Clima Organizacional 3.3 Indicadores de Clima Organizacional 3.4 Motivação 3.5 Teorias Motivacionais 3.6 F.W. Taylor e a gestão científica 3.7 Elton Mayo e a escola das relações humanas 3.7.1 Conclusões de Mayo 3.8 Teoria da Hierarquia das Necessidades de Maslow 3.9 A teoria dos dois fatores de Herzberg 3.9.1 Movimento e motivação 3.9.2 Enriquecimento do cargo (job enrichment) Conclusão Referências Minicurrículo do Professor Dannilo Dayvid