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PRODUÇÃO TEXTUAL JUSSARA BAPTISTA

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administração
jussara baptista dos santos
Consequências da Recuperação Judicial da Sociedade Empresária
Estudo de Caso: Pretty Cachos
Campinas
2020
Jussara baptista dos santos
Consequências da Recuperação Judicial da Sociedade Empresária
Estudo de Caso: Pretty Cachos
Trabalho apresentado à Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como requisito parcial para a obtenção de média bimestral nas disciplinas de Direito Empresarial; Gestão de Projetos; Análise de Custos; Microeconomia; e Análise de Investimentos e Fontes de Financiamento.
Professores:
Taigoara Finardi Martins;
Natália Martinêz Ambrogi Woitas;
Valdeci da Silva Araújo;
Cleverson Neves;
Renato José da Silva.
Tutor:  Lucas Leivas de Souza
Campinas
2020
SUMÁRIO
1	INTRODUÇÃO	3
2	DESENVOLVIMENTO	4
2.1	PASSO 01	4
2.2	PASSO 02	5
2.3	PASSO 03	6
2.4	PASSO 04	7
2.5	PASSO 05	8
3	CONCLUSÃO	9
REFERÊNCIAS	10
INTRODUÇÃO
A lei gera a possibilidade de reorganização econômica das empresas que passem por dificuldades momentâneas, mantendo os empregos e os pagamentos aos credores. Um dos pontos positivos nessa legislação falimentar é a prioridade dada à manutenção da empresa e dos seus recursos produtivos.
 Assim, este estudo tem como objetivo geral analisar o instituto da recuperação judicial como um meio eficaz para manter a empresa como unidade produtiva. E, além disso, mostrar que a preservação da atividade empresarial engloba tanto o interesse individual dos sócios e da sociedade empresária quanto o interesse coletivo dos indivíduos que compõem a Sociedade Civil.
É importante salientar que durante a vigência do Decreto-Lei nº. 7.661/45 o número de quebras era elevado e constante, no entanto este cenário começa a apresentar mudanças com a implantação da Lei nº. 11.101/05. Estudos feitos pelo SERASA (apud ARAUJO; FUNCHAL, 2009:199) apontam que, com a nova lei o número de quebras passou de uma média de 318 casos para 181, o que representa uma redução de 43%. Contrariamente ao que muitos acionistas controladores pensam, a solução quase sempre está dentro da empresas – desde que ações sejam tomadas em tempo hábil; é necessário fazer o dever o trabalho de casa, pois é muito fácil e tentador iludir-se com justificativas perdedoras e irresponsáveis, imputando a terceiros, credores e governo, problemas essencialmente da má gestão.
Contudo, vale relembrar ainda que, uma das causas de insucesso de muitos processos de recuperação ou de falência nas legislações alienígenas, residiu no seu tardio início, seja porque o devedor não era suficientemente penalizado, seja porque os credores eram negligentes no requerimento de providências de recuperação ou de declaração de falência.
O incorporador pode e deve, a partir dos primeiros sinais de perigo, preparar-se para ajuizar a ação de recuperação judicial e propô-la a tempo e hora, evitando que se aproxime célere o estado pré-falimentar ou falir de seus negócios e a débâcle de sua empresa.
 Do exposto, é indispensável, pois afirmar que a Lei de Falências e Recuperação de Empresas – Lei nº. 11.101/05 – Vem cumprindo seu propósito que é manter preservada a atividade econômica empresarial, os postos de trabalho, o crédito público e, ao mesmo tempo, atender o interesse dos credores. 
DESENVOLVIMENTO
PASSO 01
A empresa “SILVA & SILVA - COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO LTDA.”, foi constituída sob a forma de sociedade limitada, a partir da iniciativa de seus sócios quotistas, mediante integralização do capital social correspondente ao número de quotas distribuído entre cada um deles, consoante disposições legais aplicáveis. 
Pretendendo se dedicar ao ramo de cosméticos, optou por adotar o nome fantasia “Pretty Cachos” pelo qual passou a ser conhecida e reconhecida por fornecedores e clientes; ao longo dos anos, com o crescimento expressivo de suas atividades e faturamento, a empresa Pretty Cachos promoveu a sua expansão de sua estrutura física e administrativa, investindo em equipamentos, instalações, contratação de funcionários, publicidade recorrente, etc. 
Ocorre que após a vertiginosa crescente que culminou no pico de sucesso, fatores externos e internos – tais como a redução da demanda pelo surgimento de empresas concorrentes e dificuldades na gestão e controle das atividades da empresa, que se tornaram excessivamente complexas – o faturamento mensal entrou em profundo declínio e, em poucos meses, a antes lucrativa sociedade passou a acumular prejuízos sequenciais. Em consequência disso, o pagamento fornecedores começou a enfrentar obstáculos que geraram desgaste e queda da produtividade; a deterioração do ambiente de trabalho, pelo corte drástico de certos benefícios antes conferidos aos funcionários, gerou uma onda de insatisfação e, em razão disso, diversos colaboradores passaram a buscar outras oportunidades e alguns, mesmo depois do desligamento voluntário ou demissional, ingressaram com reclamações trabalhistas pela via judicial. 
Com o desaparecimento súbito do capital de giro, o corpo administrativo optou por buscar recursos perante instituições bancárias, ainda que a juros exorbitantes, para evitar a paralisação completa das atividades da sociedade. No entanto, apesar do fôlego inicial, o agravamento do cenário forçou a inadimplência dos contratos de empréstimo bancário, em favor do pagamento dos funcionários e fornecedores remanescentes. Diante deste quadro, os sócios quotistas, extremamente preocupados com o futuro da empresa, procuraram uma renomada equipe externa de assessoria, na tentativa de encontrar soluções para a crise instalada, que se aprofundava.
a) quais são os requisitos legais necessários, cumulativamente, para que o empresário devedor possa requerer a recuperação judicial?
Poderá requerer o benefício da recuperação judicial o empresário devedor que exerça regularmente as suas atividades há mais de 02 anos, além de atender aos seguintes requisitos: Não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, a responsabilidade daí decorrentes; Não ter, há menos de cinco anos, obtido concessão de recuperação judicial; Não ter, há menos de oito anos, obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial, ou seja, tratar-se de microempresa ou empresa de pequeno porte; Não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos na Lei nº 11.101.
b) na narrativa contida na SGA, observamos que a empresa em análise optou por requerer a recuperação judicial, na tentativa de superar sua crise financeira. Dentre os diversos meios e medidas previstos pela legislação, quais poderiam ser adotados, neste caso, para alcançar o resultado desejado?
Uma das principais vantagens da recuperação judicial é a possibilidade de renegociar, postergar e alterar condições de dívidas, dando ao negócio o fôlego necessário para restauração de suas forças.
 Sucede que, uma das vantagens de recuperação judicial é a imunidade aos pedidos de decretação da falência até o término das medidas de salvamento. Com efeito, o processo traz tranquilidade para a continuidade das operações. Ao aceitar o pedido de recuperação judicial, o juiz suspende as ações judiciais e execuções contra a empresa por até 180 dias. Tal benefício evita, além de bloqueios nas contas bancárias, a concessão de medidas cautelares em favor dos credores, como a penhora antecipada de bens. Isso posto, considerando esse e os demais benefícios mencionados, podemos concluir que a recuperação judicial é um processo altamente vantajoso para as companhias em crise, especialmente por permitir sua oxigenação.
PASSO 02
Sabemos da importância do fator econômico para uma empresa, mas também devemos considerar a dimensão ambiental, priorizando iniciativas sustentáveis e a ecoeficiência. Os consumidores da atualidade são mais críticos e defendem projetos e causas sustentáveis. A Pretty Cachos se utilizou da gestão da sustentabilidade para se recolocar no mercado. Neste

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