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Psicologia Social I - Aulas EAD

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dual da persuasão que foi criado por vários autores para representar essas diferenças. Vamos estudá-lo a seguir.
Modelo de Processo Dual da Persuasão
· 
· Esse modelo sugere que as pessoas podem usar duas estratégias diferentes quando enfrentam uma tentativa de persuasão. A principal distinção é se as tentativas de influência são processos com alto esforço mental ou conscientemente, ou se a informação é processada com pouco esforço e de forma inconsciente. Em outras palavras, se as pessoas são motivadas a prestarem atenção à mensagem apresentada elas provavelmente examinarão o conteúdo da mensagem e terão assim menor probabilidade de serem persuadidas por fatores como a atratividade ou a similaridade dos comunicadores com eles. 
· As mensagens com maior convencimento factual têm mais chances de serem persuasivas. Portanto, os comunicadores terão que fundamentar muito bem a suas mensagens para poder convencer o seu público, caso contrário, eles não acreditarão. Por outro lado, se as pessoas não forem capazes ou motivadas a processar a informação cuidadosamente, elas poderão ser convencidas por dicas periféricas como atratividade, similaridade e status do comunicador, assim como por aspectos não relacionados ao conteúdo da mensagem.
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Aula 10 – Aspectos Éticos da Intervenção Social
Multiplicidade de Psicologia Social
· A Psicologia Social deve ser considerada em sua elaboração de conhecimentos como complexa, pois sua multiplicidade de campos de saber, de abordagens e de práticas é tão grande que, talvez, nunca possamos esperar uma “identidade” para ela. 
· Entendemos que uma ciência de construção plural deste porte, que considere os direitos fundamentais do ser humano e que seja, ao mesmo tempo, promotor de inclusão social, deve passar, necessariamente, pelo entendimento das diferenças.
· Na Psicologia Social, deve persistir a lógica de concepção de sujeito constituído pela sua pluralidade e diversidade. Ao pensar nos sujeitos a partir de suas diferenças estamos entrando, inevitavelmente, em questões políticas marcadas por diversas características como gênero, raça, diversidade sexual, realidades sociais, entre muitas outras. Esta questão deve permear inclusive as definições e os pressupostos de saúde, educação, trabalho e demais necessidades. Todos os direitos básicos que permitem o desenvolvimento da cidadania e da democracia devem estar fundamentados na compreensão das diferenças e na pluralidade de realidades.
· Sujeito e sociedade para a Psicologia - É um desafio, também da Psicologia, articular as questões de paradigmas e da ética em suas implementações práticas. Afinal de contas, precisamos entender qual é a concepção de sujeito e de sociedade pressuposta nas bases de toda e qualquer prática psicológica. Precisamos sempre de uma compreensão complexa e profunda que, pelo menos, permita indagar questões da atualidade relativas às práticas psicológicas nos campos da educação, trabalho, saúde, entre outros. Portanto, todo psicólogo social, ao que se deparar com uma problemática qualquer de um grupo específico, ou confrontado pelas injustiças e desigualdades sociais em uma determinada situação, precisa questionar o referencial que orienta as suas decisões em função do que é certo e do que é errado; do que deve ser transformado ou não; do que é justo e aceitável e do que não é.
Objetivo da Psicologia Social
· A sociedade contemporânea se encontra em constante transformação, e este fato coloca diversos desafios para a Psicologia Social na atualidade. Desta forma, podemos dizer que um dos principais desafios nesta área consiste na necessidade de reinventar continuamente novos modos de produção de conhecimento.
· Entendemos que o objeto da Psicologia Social está representado pelos modos de produção de experiência subjetiva. Em outras palavras, a forma pela qual um determinado conjunto de práticas sociais gera uma forma específica de relação do sujeito consigo mesmo e com os outros. Sendo assim, nosso objeto de estudo se encontra em permanente transformação e precisa de um questionamento contínuo tanto das estratégias de conhecimento como dos valores que dirigem nossas intervenções. Portanto, temos que destacar que a Psicologia Social contemporânea tem na verdade uma função eminentemente política, colocando em questão o que somos e o que seria este mundo atual no qual vivemos. É justamente esta dimensão política da Psicologia Social que nos permite entender a relação existente entre o conceito de ética e os diversos paradigmas relacionados.
Ética e Paradigmas
· Vamos entender primeiro a noção de paradigma. De forma abrangente, podemos dizer que, todo paradigma refere-se a uma determinada estratégia de produção de conhecimento que é socialmente compartilhada. Assim, podemos entender paradigma como uma produção científica que, contendo métodos e valores, passa a ser identificada como um modelo representando um padrão a ser seguido. Sendo assim, todo paradigma tem uma dimensão ética implícita, pois representa valores compartilhados por um grupo. E desta forma, todo paradigma tem uma função política, pois ele representa um determinado processo de subjetivação.
· Segundo Guareschi (2008) são três os paradigmas que fundamentam os valores éticos também implicados na Psicologia Social. O primeiro é denominado “lei natural”, o segundo denomina-se “lei positiva” e o terceiro “ética como instância crítica”. A seguir, veremos cada um deles.
Lei Natural
· Conforme o próprio nome indica o referencial do paradigma da “lei natural” é a natureza, ou seja, esse referencial pretende dizer que a partir da atenção dada à natureza é possível estruturar uma ética que governe os povos em todas as épocas. Este paradigma também retrata uma fonte possível para a ética diferente dos costumes ou instituições de determinados povos ou nações. Podemos incluir aqui a visão centrada na ideia de um Criador, em uma ordem imutável estabelecida por Deus. Ou seja, a natureza como produto de um Deus Criador, representando um ente exterior que fundamenta a ordem de todas as coisas.
· O segundo paradigma, chamado de “lei positiva”, é marcado como uma reação ao paradigma da lei natural, ou seja, há uma rejeição ideológica e epistemológica do apelo a uma ordem natural como referencial ético. Em outras palavras, este paradigma se opõe à ideia de que existem leis universais e absolutas.
· O paradigma da “lei positiva” se fundamenta no relativismo cultural refutando as leis ditas naturais, universais e transculturais. Este paradigma representa uma manifestação ideológica contra a história de abuso dos poderes religiosos e civis que apelaram pela prevalência de leis naturais usadas para reprimir minorias que se opunham a determinados regimes. Portanto, todo psicólogo social, ao se deparar com uma problemática qualquer de um grupo específico, ou confrontado pelas injustiças e desigualdades sociais em uma determinada situação, precisa questionar o referencial que orienta as suas decisões em função do que é certo e do que é errado; do que deve ser transformado ou não; do que é justo e aceitável e do que não é.
Ética Como Instância Crítica
· Por último, temos a proposta do Guareschi nomeada "ética como instância crítica". A partir dos dois paradigmas anteriores, podemos destacar que, com as limitações apresentadas por ambos, em relação à fundamentação ética das ações e relações, encontramos pistas importantes que nos orientam frente a novas possibilidades. 
· Segundo Guareschi (2008), a dimensão crítica da ética nos revela que esta não pode ser considerada como algo pronto ou mesmo acabado. Na verdade, a ética está sempre por se fazer, se reinventando. Ao mesmo tempo, ela está presente nas relações humanas existentes. Ao se atualizar, a ética padece de suas próprias contradições e por isso mesmo deve ser questionada e criticada.
· É necessário destacar, que ao falar de Ética, na verdade, não estamos, em momento algum, fazendo referência

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